Comércio Internacional

Irã e Omã iniciam diálogo sobre gestão do Estreito de Ormuz em meio à redução do tráfego marítimo

Irã e Omã realizaram a primeira reunião do comitê conjunto criado para discutir questões relacionadas ao Estreito de Ormuz. O encontro aconteceu em Mascate e teve como foco os direitos dos países costeiros do Golfo e a futura administração estratégica da hidrovia.

A informação foi divulgada pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, por meio da rede social X, nesta segunda-feira (29). Segundo ele, as discussões seguem as diretrizes do memorando de entendimento firmado neste mês entre Teerã e Washington.

De acordo com Gharibabadi, participaram da reunião o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o chanceler de Omã, Badr Albusaidi. Durante o encontro, os representantes analisaram temas pendentes relacionados ao estreito e debateram cinco eixos previstos no acordo, incluindo a gestão futura da rota marítima e os direitos soberanos dos países banhados pelo Golfo.

Movimento de navios segue abaixo do nível registrado antes do conflito

Apesar do início das negociações diplomáticas, o fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz permanece reduzido. Dados da empresa de inteligência marítima Kpler apontam que, entre os dias 25 e 28 de junho, 124 navios transportando commodities cruzaram a região. O volume corresponde, aproximadamente, ao que costumava ser registrado em apenas um dia antes da escalada do conflito no Oriente Médio. O levantamento considera petroleiros, navios graneleiros e embarcações que transportam gás natural liquefeito (GNL) e gás liquefeito de petróleo (GLP). Os números, no entanto, não incluem navios porta-contêineres.

Responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados globalmente, o Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de atenção para o comércio internacional. Nos últimos dias, a região foi palco de novos episódios de tensão envolvendo Estados Unidos e Irã, incluindo ataques próximos à hidrovia e ações contra instalações militares norte-americanas em países do Golfo.

Embora integrantes do governo dos Estados Unidos tenham afirmado que a navegação permanece livre na região, operadores do transporte marítimo ainda enfrentam um cenário de insegurança, o que mantém elevados os riscos para embarcações e tripulações que transitam pelo estreito.

Fonte: Com informações da CNN Brasil, Reuters e Kpler

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Hwawon Ceci Lee / Anadolu via Getty Images

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Estreito de Hormuz volta a liberar petroleiros e amplia oferta global de petróleo

A retomada gradual da navegação no Estreito de Hormuz começou a aliviar a pressão sobre o mercado internacional de energia. Nesta quarta-feira, três petroleiros que estavam retidos na região iniciaram a saída do Golfo Pérsico transportando cerca de 5 milhões de barris de petróleo bruto, movimento que contribui para aumentar a oferta global e reduzir os preços da commodity.

A liberação das embarcações ocorre após o acordo provisório firmado entre Irã e Estados Unidos, que ajudou a destravar parte das cargas que permaneciam paradas devido às tensões no Oriente Médio.

Petroleiros seguem para Ásia e Oriente Médio

Entre os navios que deixaram a região está o VL Breeze, um superpetroleiro de grande porte que transporta aproximadamente 2 milhões de barris de condensado do Catar e petróleo de Abu Dhabi. A embarcação segue em direção a Daesan, na Coreia do Sul, contratada pela refinaria sul-coreana Hyundai Oilbank.

Outro navio que atravessou o estreito foi o VLCC Plata Carrier, responsável pelo transporte de cerca de 2 milhões de barris de petróleo saudita com destino à Ásia. A embarcação opera sob contrato da Indian Oil Corporation.

Também deixou a região o petroleiro Prudent Warrior, que carrega cerca de 1 milhão de barris de petróleo Basrah, do Iraque, com destino ao porto de Sohar, em Omã.

Milhões de barris ainda aguardam saída do Golfo

Levantamentos das consultorias especializadas Kpler e Vortexa indicavam, na semana passada, que aproximadamente 90 milhões de barris de petróleo permaneciam represados dentro do Golfo devido às restrições impostas pelo conflito regional.

Segundo o Ministério dos Oceanos e da Pesca da Coreia do Sul, quatro embarcações operadas por empresas sul-coreanas já conseguiram deixar o Estreito de Hormuz e seguem viagem para seus respectivos destinos.

Apesar da melhora no fluxo marítimo, 18 dos 26 navios que ficaram retidos desde o início da crise ainda permanecem na região.

Corredores marítimos temporários garantem navegação

Ainda não há confirmação sobre o uso das rotas emergenciais criadas para facilitar a saída segura dos navios. As medidas foram implementadas por Omã em conjunto com a Organização Marítima Internacional (IMO).

O governo omanense anunciou a manutenção da navegação livre pelo Estreito de Hormuz, sem cobrança de tarifas adicionais, e definiu dois corredores temporários, posicionados ao norte e ao sul da rota tradicional de navegação.

A iniciativa busca garantir maior segurança às embarcações que deixam a área em meio ao cenário de instabilidade geopolítica.

Mercado de gás natural também mostra recuperação

Além do transporte de petróleo, a movimentação de gás natural liquefeito (GNL) também apresenta sinais de normalização.

Dados de navegação mostram que os navios-tanque Shandong Redwood e Milaha Qatar, ambos vazios, cruzaram recentemente o estreito para realizar carregamentos no Catar.

Com essas embarcações, chega a nove o número de navios de GNL identificados transitando pela região para abastecimento no país, o maior volume registrado desde o início do conflito.

Catar prevê retomada total da produção de GNL

O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, afirmou que a produção de gás natural liquefeito deverá retornar aos níveis normais nas próximas semanas.

A expectativa reforça a percepção de recuperação gradual das exportações energéticas da região e reduz preocupações sobre possíveis impactos prolongados no abastecimento global de petróleo e gás.

A reabertura das rotas marítimas e a retomada dos embarques são acompanhadas de perto por governos, empresas e investidores, já que o Estreito de Hormuz é considerado uma das passagens mais estratégicas para o comércio mundial de energia.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Estreito de Ormuz enfrenta novo desafio: cracas e resíduos atrasam retomada do transporte de petróleo

Após meses de paralisação no Estreito de Ormuz, um problema pouco visível passou a preocupar armadores e operadores marítimos: o acúmulo de bioincrustação nos cascos dos navios. Cracas, mexilhões, algas e outros organismos marinhos aderiram às embarcações que permaneceram ancoradas por longos períodos no Golfo Pérsico, criando uma nova barreira para a retomada do fluxo global de petróleo.

Especialistas do setor afirmam que a permanência dos navios em águas quentes por vários meses favoreceu a proliferação desses organismos. Antes de voltar a navegar, as embarcações precisarão passar por um processo de limpeza especializado para remover todo o material acumulado.

Limpeza dos cascos exige equipes especializadas

A remoção da chamada incrustação biológica é realizada por mergulhadores profissionais conhecidos como “limpadores de casco”. O trabalho envolve o uso de raspadores, equipamentos de alta pressão e ferramentas elétricas para retirar os organismos sem comprometer os revestimentos protetores das embarcações.

A tarefa é ainda mais complexa devido às dimensões dos superpetroleiros. Muitos deles ultrapassam 300 metros de comprimento, exigindo equipes de cinco ou seis mergulhadores trabalhando durante várias horas para concluir a limpeza de um único navio.

Com aproximadamente 600 embarcações aguardando autorização para atravessar a região, a demanda pelos serviços disparou, elevando significativamente os custos das operações.

Bioincrustação aumenta consumo de combustível e reduz eficiência

Além do aspecto visual, a presença de cracas e outros organismos marinhos impacta diretamente o desempenho das embarcações. A superfície irregular criada pela bioincrustação aumenta o atrito com a água, elevando o consumo de combustível e reduzindo a eficiência operacional dos navios.

Como o combustível representa uma das maiores despesas do transporte marítimo, qualquer perda de desempenho pode gerar custos expressivos, especialmente em rotas de longa distância entre o Oriente Médio e mercados asiáticos.

Em situações mais graves, o acúmulo de organismos pode afetar hélices, sistemas de refrigeração e válvulas de admissão, comprometendo a operação dos navios.

Normas ambientais exigem remoção antes da chegada aos portos

As regras internacionais de navegação determinam que as embarcações removam a bioincrustação antes de atracar em diversos portos. O objetivo é evitar a disseminação de espécies invasoras, que podem causar impactos ambientais significativos em ecossistemas marinhos de outras regiões.

Além das exigências regulatórias, seguradoras marítimas também impõem cláusulas específicas relacionadas à manutenção dos cascos, exigindo que os navios permaneçam em condições adequadas de operação e eficiência.

Retomada do mercado de petróleo ainda enfrenta vários entraves

Mesmo com a possível reabertura do Estreito de Ormuz, especialistas avaliam que a normalização do transporte marítimo não ocorrerá de forma imediata. A limpeza das embarcações é apenas uma das etapas necessárias antes que os petroleiros retomem suas rotas comerciais.

Outros desafios incluem inspeções de segurança, operações de desminagem, novas exigências regulatórias impostas pelo Irã e a necessidade de aprovação por parte de seguradoras e financiadores.

Diante desse cenário, a recuperação plena do fluxo internacional de petróleo deve ocorrer de forma gradual. E, curiosamente, um dos primeiros obstáculos a serem vencidos não está relacionado à geopolítica, mas ao acúmulo de pequenos organismos marinhos nos cascos dos navios.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Estreito de Ormuz mantém fluxo marítimo estável em meio às negociações entre EUA e Irã

O movimento de embarcações no Estreito de Ormuz permaneceu estável nesta terça-feira (23), segundo informações da plataforma de monitoramento marítimo MarineTraffic. O cenário ocorre enquanto avançam as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã para reduzir as tensões no Oriente Médio.

Considerado um dos corredores marítimos mais importantes para o transporte global de energia, o estreito continua operando sem interrupções relevantes, apesar das recentes preocupações envolvendo a segurança da região.

Tráfego de navios segue regular nas últimas 24 horas

Dados de monitoramento apontam que quase 24 embarcações cruzaram a passagem marítima nas últimas 24 horas. Entre elas, pelo menos sete navios-tanque e sete navios de carga seguiram em direção ao Golfo de Omã.

No sentido oposto, seis embarcações de carga entraram no Golfo Pérsico, incluindo dois navios que navegavam sob bandeira iraniana.

O volume registrado reflete a continuidade das operações comerciais e ocorre após um aumento gradual da movimentação marítima desde o início das conversas entre representantes de alto escalão dos dois países, realizadas em Genebra.

Redução das interferências em sistemas de navegação

Outro fator que demonstra a melhora do cenário regional é a diminuição das interferências nos sinais de GPS. O problema havia se intensificado durante o período de maior tensão entre Washington e Teerã, afetando a navegação de embarcações na área.

Nos últimos dias, entretanto, os registros de interrupções e falhas nos sistemas de posicionamento apresentaram queda significativa, contribuindo para a normalização das operações marítimas.

ONU coordena retirada de milhares de marinheiros retidos na região

Em paralelo à retomada gradual da estabilidade, a agência marítima da Organização das Nações Unidas anunciou um plano para retirar mais de 11 mil marinheiros que permanecem retidos em áreas próximas ao conflito.

Segundo o secretário-geral da entidade, Arsenio Dominguez, a operação será conduzida em cooperação com Irã, Omã, demais países costeiros da região, além dos Estados Unidos e representantes da indústria marítima internacional.

Acúmulo de detritos nos cascos desafia setor marítimo

Apesar da manutenção do fluxo comercial, empresas de transporte marítimo enfrentam um novo obstáculo para restabelecer plenamente a eficiência da rota.

Durante meses, diversas embarcações permaneceram aguardando autorização ou condições seguras para atravessar o estreito. Nesse período, grandes quantidades de detritos e organismos marinhos se acumularam nos cascos dos navios, cobrindo extensas áreas.

Agora, a remoção desse material tornou-se uma etapa necessária para garantir melhor desempenho operacional e reduzir impactos sobre a navegação em uma das rotas comerciais mais estratégicas do planeta.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Stringer/Reuters

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Estreito de Ormuz terá administração regional após acordo entre Irã e Estados Unidos

Um memorando de entendimento firmado entre Irã e Estados Unidos estabelece uma série de compromissos para reduzir tensões no Oriente Médio, incluindo o encerramento imediato de conflitos em andamento e a definição de uma nova gestão para o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

O documento, composto por 14 cláusulas, foi divulgado por veículos de comunicação iranianos e norte-americanos. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também compartilhou o conteúdo nas redes sociais.

Fim dos conflitos está entre as primeiras medidas previstas

O primeiro item do acordo determina o encerramento imediato e permanente das operações militares relacionadas aos conflitos envolvendo Israel no Líbano e na Faixa de Gaza.

Além disso, Irã e Estados Unidos assumem o compromisso de não iniciar novas ações militares um contra o outro, respeitando a soberania e a integridade territorial dos países envolvidos.

Segundo o texto, as partes também concordam em evitar interferências em assuntos internos e trabalhar pela estabilidade regional.

Estreito de Ormuz terá gestão compartilhada

Um dos pontos mais relevantes do memorando trata da administração futura do Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa uma parcela significativa do comércio global de petróleo.

Pelo acordo, a definição da gestão da via será conduzida pelo Irã, pelo Sultanato de Omã e pelos demais países banhados pelo Golfo Pérsico, seguindo normas do direito internacional e respeitando a soberania dos Estados costeiros.

O documento também prevê a liberação da navegação comercial pelo estreito durante um período inicial de 60 dias, sem cobrança de taxas e com garantia de segurança para as embarcações.

Antes da escalada das tensões na região, cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente transitava pelo local.

Suspensão de sanções e desbloqueio de recursos

Outro aspecto central do entendimento envolve a retirada gradual das sanções econômicas contra o Irã.

O memorando prevê que os Estados Unidos iniciem o processo de eliminação das restrições impostas ao país, incluindo medidas ligadas ao comércio de petróleo, transações financeiras e ativos iranianos congelados no exterior.

Também está prevista a liberação de fundos bloqueados e a emissão de autorizações para operações bancárias e comerciais relacionadas à economia iraniana.

Programa nuclear ficará sob supervisão internacional

Em contrapartida, o governo iraniano reafirmou o compromisso de não desenvolver armas nucleares.

O texto estabelece que o país aceitará inspeções e mecanismos de monitoramento conduzidos pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU).

Além disso, as duas partes deverão negociar o destino do material nuclear enriquecido atualmente armazenado pelo Irã, sob supervisão internacional.

Plano de reconstrução prevê investimento bilionário

O memorando também contempla a elaboração de um programa de reconstrução e desenvolvimento econômico para o Irã.

A proposta prevê investimentos mínimos de US$ 300 bilhões, financiados em cooperação com parceiros regionais e articulados pelos Estados Unidos. Os detalhes do mecanismo de implementação deverão ser definidos durante as negociações do acordo definitivo.

Prazo de 60 dias para acordo final

Embora algumas medidas tenham aplicação imediata, como a redução das hostilidades, a flexibilização do bloqueio naval e a liberação gradual da navegação em Ormuz, o memorando estabelece um prazo inicial de 60 dias para a conclusão de um acordo definitivo.

Esse período poderá ser prorrogado mediante consenso entre as partes.

O texto ainda prevê a criação de um mecanismo de monitoramento para acompanhar o cumprimento das cláusulas acordadas e determina que o pacto final seja posteriormente ratificado por meio de resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Estreito de Ormuz registra primeira travessia de petroleiro após avanço em acordo entre EUA e Irã

A passagem de um petroleiro comercial pelo Estreito de Ormuz marcou um novo capítulo nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A travessia ocorreu nesta segunda-feira (15), um dia após o anúncio de um acordo preliminar de paz entre os dois países.

O presidente dos EUA, Donald Trump, informou que outras embarcações já começaram a utilizar a estratégica rota marítima, considerada uma das mais importantes para o comércio global de energia. Segundo o memorando divulgado pelo governo americano, a expectativa é de que o corredor marítimo seja totalmente reaberto após a assinatura oficial do pacto, prevista para sexta-feira (19), em Genebra.

Primeiro navio cruza a rota após avanço diplomático

Informações de monitoramento marítimo apontam que o Disha, navio de transporte de gás natural liquefeito (GNL) registrado em Malta, foi a primeira embarcação comercial a atravessar o estreito desde o avanço das negociações entre Washington e Teerã.

A embarcação utilizou os corredores de navegação definidos pelo Irã dentro do Sistema de Separação de Tráfego (TSS), deixando o Golfo Pérsico em direção ao mar aberto de forma segura.

A movimentação também foi confirmada por veículos internacionais. A Reuters informou que um navio metaneiro navegou pelo estreito rumo ao leste. Já a CNN revelou que o governo americano orientou suas forças armadas a preparar a suspensão formal do bloqueio naval da região, medida que deverá entrar em vigor após a assinatura oficial do acordo.

Trump destaca retomada do tráfego marítimo

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que diversas embarcações carregadas de petróleo já estão deixando o Golfo Pérsico por meio da chamada rota sul do estreito, localizada mais próxima de Omã e da Arábia Saudita.

Segundo o presidente americano, o trajeto permanece seguro e disponível para a navegação comercial. Até o momento, o governo iraniano não confirmou oficialmente as informações sobre a retomada do fluxo marítimo.

Reabertura de Ormuz anima mercados globais

Embora os detalhes do tratado ainda não tenham sido divulgados integralmente, sua implementação deverá ocorrer apenas após a assinatura prevista para a próxima sexta-feira, na Suíça.

Mesmo assim, a perspectiva de normalização do Estreito de Ormuz já trouxe alívio aos mercados internacionais. A rota é responsável pela passagem de aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural consumidos no mundo, sendo considerada vital para o abastecimento energético global.

Divergências ameaçam implementação do acordo

Apesar do avanço diplomático, o entendimento entre Washington e Teerã enfrenta desafios importantes.

Um dos principais obstáculos envolve os confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo xiita apoiado pelo regime iraniano. Durante as negociações, o Irã condicionou a manutenção do memorando provisório à interrupção dos ataques israelenses no Líbano, proposta que recebeu apoio dos mediadores paquistaneses.

No entanto, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sinalizou nesta segunda-feira que não pretende retirar suas forças do sul libanês, ampliando as incertezas sobre a consolidação do acordo.

Cobrança de taxas gera novo impasse

Outro ponto de divergência diz respeito ao tráfego no estreito.

Trump declarou anteriormente que o acordo garantiria a circulação de navios sem qualquer cobrança de pedágio, em uma isenção permanente defendida durante as negociações.

Contudo, autoridades iranianas afirmaram que pretendem instituir uma “taxa por serviço” para embarcações que utilizarem a passagem marítima, criando uma nova área de atrito entre as partes.

Programa nuclear segue como questão central

Além da questão da navegação, o acordo estabelece um prazo de 60 dias para tratar de temas sensíveis relacionados ao programa nuclear iraniano.

Entre os assuntos pendentes está o destino das reservas de urânio altamente enriquecido do país, tema que esteve no centro das justificativas apresentadas por Estados Unidos e Israel para o início do conflito.

A complexidade da negociação é conhecida. Questões semelhantes levaram mais de dois anos para serem resolvidas durante o acordo nuclear firmado em 2015, na gestão de Barack Obama, do qual os Estados Unidos se retiraram posteriormente durante o primeiro mandato de Trump.

Caso não haja consenso dentro do período estipulado, as partes poderão negociar uma extensão do cronograma.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Majid Saeedi/Getty Images

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Estreito de Ormuz tem menos de mil navios em 100 dias de guerra entre Irã, EUA e Israel

O Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais importantes do planeta para o transporte de energia, registrou a circulação de apenas 988 embarcações comerciais nos primeiros 100 dias do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Em condições normais, esse mesmo volume seria alcançado em aproximadamente uma semana.

A marca coincide com os 100 dias da guerra, completados em 7 de junho, e evidencia o impacto do conflito sobre uma rota responsável por parcela significativa do comércio global de petróleo, gás natural liquefeito (GNL) e fertilizantes.

Importância global do Estreito de Ormuz

Antes da escalada militar iniciada em 28 de fevereiro, o estreito respondia por cerca de 20% do consumo diário mundial de petróleo e por uma fatia relevante do comércio internacional de GNL. Além disso, aproximadamente um terço do transporte marítimo de fertilizantes passava pela região.

Após os ataques preventivos liderados por Estados Unidos e Israel contra o Irã e as posteriores retaliações de Teerã contra infraestruturas estratégicas no Golfo, o fluxo marítimo sofreu uma forte retração.

Navegação limitada e novas rotas marítimas

Mesmo após três meses de conflito, o trânsito de navios permanece restrito. Para atravessar a região, armadores passaram a buscar acordos diplomáticos ou negociar diretamente com autoridades iranianas.

Durante o período, algumas embarcações navegaram com os sistemas de identificação automática (AIS) desligados. Também surgiu uma rota alternativa dentro das águas territoriais iranianas, enquanto parte da frota continuou utilizando o corredor oficialmente recomendado pela Organização Marítima Internacional (IMO).

Queda superior a 90% no movimento de embarcações

Dados da consultoria Kpler apontam que a movimentação de navios caiu mais de 90% em comparação com os níveis observados antes da guerra.

Entre 1º e 27 de fevereiro, a média diária era de 129 embarcações, número próximo ao histórico de 138 navios por dia. Já no centésimo dia do conflito, apenas 10 embarcações comerciais cruzaram o estreito.

Grande parte dos navios que continuaram operando na região pertence a chamadas “frotas sombra” ou embarcações sujeitas a sanções internacionais.

Oscilações no tráfego ao longo da guerra

No dia 28 de fevereiro, 78 embarcações passaram pelo estreito. Após o início das hostilidades, esse número caiu para 30 em 1º de março e para apenas 13 no dia seguinte.

Em determinados momentos, o movimento chegou ao mínimo de apenas dois navios por dia. O maior volume registrado durante a guerra ocorreu em 18 de abril, quando 27 embarcações realizaram a travessia.

Disputa política influencia acesso à rota

Em abril, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o estreito permaneceria aberto para embarcações comerciais até o fim do cessar-fogo no Líbano.

Do lado americano, o presidente Donald Trump declarou que a passagem marítima seguia operacional, mas ressaltou a manutenção do bloqueio dos Estados Unidos até que fosse alcançado um acordo com Teerã.

Pouco depois, o governo iraniano anunciou um fechamento de fato da rota, condicionando a normalização do tráfego ao fim das restrições impostas aos navios ligados aos portos iranianos. Em 7 de maio, apenas uma embarcação cruzou o estreito, o menor registro de todo o período analisado.

Transporte de petróleo continua predominante

Nos primeiros 100 dias da guerra, 456 navios transportando petróleo bruto e derivados utilizaram o corredor marítimo.

O volume caiu rapidamente após o início do conflito: de 50 embarcações em 28 de fevereiro para apenas duas em 3 de março. Em alguns dias, nenhum petroleiro realizou a travessia.

A maior parte dessas cargas partiu de portos iranianos, embora também tenham sido registrados embarques oriundos dos Emirados Árabes Unidos, Iraque, Arábia Saudita e Catar.

Os principais destinos foram países asiáticos, como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Vietnã, Malásia, Tailândia, Paquistão e Mianmar.

Comércio de gás natural liquefeito sofre forte impacto

Os ataques contra a infraestrutura energética do Golfo afetaram significativamente a produção regional, especialmente no Catar, um dos principais exportadores mundiais de GNL.

Durante vários dias, nenhum navio transportando gás natural liquefeito atravessou o Estreito de Ormuz. A primeira passagem após o início da guerra ocorreu apenas em 2 de abril.

Ao longo dos 100 dias, somente 18 metaneiros cruzaram a rota, representando cerca de 2% de todo o tráfego registrado no período. Os carregamentos tiveram como destino China, Índia, Japão e Paquistão.

Transporte de GLP e cargas secas mantém atividade reduzida

O fluxo de navios transportando gás liquefeito de petróleo (GLP) somou 149 embarcações, equivalentes a 15% do total registrado durante o conflito.

Esses navios partiram principalmente de portos do Irã, Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait, com cargas destinadas a mercados da Ásia, África e América do Sul, incluindo Chile, Indonésia, Malásia e China.

Já os navios de carga seca totalizaram 281 travessias, representando 28% do movimento geral. As embarcações operaram em rotas diversificadas, conectando países como Brasil, Argentina, Canadá, Ucrânia, Turquia, Omã, Tanzânia, China e Tailândia.

Navios de passageiros também deixaram a região

Além das embarcações de carga, cerca de dez navios de passageiros que ficaram retidos no Golfo após o início do conflito conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz durante os primeiros 100 dias da guerra.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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EUA realizam ataque contra instalações do Irã após incidente com drones no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos realizaram ataques contra instalações iranianas neste sábado (6), após a identificação de drones lançados pelo Irã em direção ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de petróleo e gás.

De acordo com informações divulgadas pelas forças americanas e reproduzidas pela Reuters, os alvos atingidos foram estruturas de radar e monitoramento costeiro utilizadas pelo governo iraniano. A ação ocorreu após quatro drones iranianos supostamente ameaçarem o tráfego marítimo na região.

Bases de vigilância foram alvo da ofensiva

Em publicação na rede social X, o Comando Central dos Estados Unidos informou que os ataques atingiram instalações de vigilância localizadas em Goruk e na Ilha Qeshm, áreas consideradas estratégicas dentro do Golfo Pérsico.

O governo iraniano reagiu imediatamente. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do país, a ofensiva norte-americana representa uma violação do cessar-fogo firmado em 8 de abril entre as partes envolvidas no conflito.

A pasta afirmou ainda que Washington deverá assumir as consequências decorrentes da operação militar, classificando a resposta iraniana como uma medida legítima diante da situação.

Irã anuncia retaliação contra interesses americanos

A Guarda Revolucionária do Irã informou que lançou ataques contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Kuwait e no Bahrein. Além disso, a corporação declarou ter realizado ações contra quatro navios-tanque que navegavam pelo Estreito de Ormuz sem autorização das autoridades iranianas.

As ações ampliam a preocupação internacional com a segurança da navegação em uma das áreas mais importantes para o transporte de energia no mundo.

Paquistão tenta intermediar solução diplomática

Em meio ao aumento das tensões, o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, chegou a Teerã neste sábado para participar de negociações com autoridades iranianas.

Segundo a mídia estatal do Irã, o representante paquistanês atua como mediador nas tentativas de restabelecer o diálogo e reduzir os riscos de uma nova escalada militar entre os países envolvidos.

Cessar-fogo enfrenta novos desafios

Embora um acordo de cessar-fogo tenha sido firmado há quase dois meses entre Estados Unidos, Israel e Irã, incidentes envolvendo drones continuaram sendo registrados em diferentes pontos do Golfo Pérsico.

Dados da empresa de análise marítima Kpler indicam que uma embarcação do Catar transportando gás natural liquefeito atravessou o Estreito de Ormuz pela primeira vez desde o início do conflito, iniciado em maio.

Além disso, ataques com drones foram relatados em diversas áreas da região. Um dos episódios atingiu um navio cargueiro que seguia em direção ao Catar, reforçando o clima de instabilidade no corredor marítimo.

Parlamento iraniano faz alerta aos EUA

Nas redes sociais, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, adotou um tom mais duro ao comentar os recentes acontecimentos.

Segundo ele, qualquer ação contra embarcações iranianas poderá provocar uma resposta imediata e contundente contra navios e instalações militares dos Estados Unidos na região.

A declaração evidencia o aumento da tensão diplomática e militar no Oriente Médio, enquanto esforços internacionais buscam evitar o agravamento do conflito.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Google Earth

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Internacional

Irã anuncia controle no Estreito de Ormuz e passa a exigir autorização para tráfego marítimo

O governo do Irã divulgou na quarta-feira (20) um novo mapa que estabelece uma zona marítima controlada no Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e cargas marítimas.

A medida foi apresentada pela recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão responsável pela administração da região. Segundo o comunicado, embarcações que desejarem cruzar a hidrovia deverão solicitar autorização prévia e coordenar o trânsito com as autoridades iranianas.

Área controlada no Estreito de Ormuz

De acordo com o mapa divulgado nas redes sociais, a área delimitada pelo Irã será definida por duas linhas estratégicas no estreito.

No lado leste, o limite parte de Kuh-e Mobarak, no território iraniano, até a região sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

Já no lado oeste, a delimitação se estende da extremidade da Ilha de Qeshm, também no Irã, até Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos.

A nova determinação reforça o controle iraniano sobre o fluxo marítimo em uma das principais rotas globais de exportação de petróleo.

Navios já operam sob coordenação iraniana

Mais cedo, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã informou que 26 embarcações atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas em coordenação com o país.

Entre os navios autorizados estavam petroleiros, porta-contêineres e outras embarcações comerciais, segundo informações divulgadas pela mídia estatal iraniana.

A força militar afirmou ainda que o tráfego marítimo segue funcionando normalmente, desde que os operadores obtenham as permissões exigidas e mantenham comunicação com as autoridades responsáveis pela área.

Estreito de Ormuz é rota estratégica mundial

O Estreito de Ormuz é considerado um dos corredores marítimos mais importantes do planeta, ligando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Grande parte do petróleo exportado por países do Oriente Médio passa diariamente pela região.

Por conta da relevância econômica e geopolítica da hidrovia, qualquer alteração nas regras de navegação costuma gerar impacto no mercado internacional de energia e no transporte marítimo global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: @PGSA_IRAN

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Irã cria agência para controlar tráfego e cobrar taxas no Estreito de Ormuz

O governo do Irã oficializou nesta segunda-feira (18) a criação da Autoridade dos Estreitos do Golfo Pérsico (PGSA), novo órgão responsável pela administração e fiscalização do Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo e combustíveis.

A medida amplia o controle exercido por Teerã sobre a região desde o agravamento das tensões no Oriente Médio e cria novas exigências para a navegação internacional.

Nova agência terá poder sobre tráfego marítimo e cobrança de taxas

O anúncio foi divulgado por canais oficiais ligados ao Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano e à Guarda Revolucionária Islâmica.

Segundo informações publicadas pela Lloyd’s List, a PGSA ficará encarregada de autorizar a passagem de embarcações e também de cobrar tarifas de trânsito — prática inédita na região.

A nova estrutura utilizará plataformas digitais para monitorar em tempo real as operações marítimas, funcionando como um centro de inteligência, rastreamento e controle portuário em mar aberto.

A decisão pode provocar impactos relevantes nos custos do transporte marítimo internacional, especialmente nas rotas ligadas ao comércio global de petróleo e derivados.

Navios terão de enviar informações detalhadas ao Irã

Com as novas regras, embarcações que pretendem cruzar o estreito precisarão apresentar relatórios completos às autoridades iranianas.

O protocolo exige dados sobre proprietários dos navios, seguros contratados, lista de tripulantes e detalhes das rotas planejadas para a travessia.

Na visão da imprensa estatal iraniana, incluindo a Press TV, o novo sistema reforça a soberania do país sobre suas águas territoriais e moderniza o gerenciamento do tráfego marítimo em um dos principais gargalos logísticos do mundo.

Controle do Estreito de Ormuz se torna instrumento estratégico

O presidente da Comissão Parlamentar de Segurança Nacional do Irã, Ebrahim Azizi, já havia indicado no domingo (17) que o mecanismo estava pronto para operar imediatamente.

Segundo ele, a iniciativa faz parte de uma política permanente de controle regional e não deve ser revertida mesmo em caso de redução das tensões militares.

Desde fevereiro, após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, Teerã vem afirmando que o fluxo comercial no Estreito de Ormuz não retornará ao modelo anterior.

O governo iraniano defende que a segurança da rota depende do reconhecimento internacional de sua autoridade sobre a área.

Petróleo e comércio global podem sentir impacto

O Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, tornando-se peça-chave na geopolítica energética internacional.

No mês passado, o Irã já havia começado a arrecadar receitas provenientes das tarifas cobradas de petroleiros e cargueiros que utilizam a rota.

Especialistas avaliam que a criação da PGSA transforma uma medida inicialmente ligada ao contexto de guerra em uma política permanente de Estado, aumentando a pressão sobre o comércio marítimo global e sobre os preços internacionais do petróleo.

Cessar-fogo não reduziu tensão econômica

A criação da nova autoridade ocorre em meio a um cenário de cessar-fogo considerado frágil. Embora a trégua militar entre as partes tenha entrado em vigor em 8 de abril, as disputas econômicas permanecem intensas.

Enquanto o Irã amplia o controle e a cobrança de taxas no estreito, os Estados Unidos mantêm restrições severas aos portos iranianos e às exportações do país.

Analistas internacionais observam com preocupação a possibilidade de que as novas exigências relacionadas a seguros e tripulações sejam utilizadas para restringir a passagem de embarcações ligadas a países aliados de Washington.

O funcionamento da PGSA também amplia o debate sobre a liberdade de navegação em águas internacionais, tema frequentemente defendido pelas potências ocidentais.

FONTE: Movimento Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marinha dos Estados Unidos

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