Internacional

Estreito de Ormuz terá administração regional após acordo entre Irã e Estados Unidos

Um memorando de entendimento firmado entre Irã e Estados Unidos estabelece uma série de compromissos para reduzir tensões no Oriente Médio, incluindo o encerramento imediato de conflitos em andamento e a definição de uma nova gestão para o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

O documento, composto por 14 cláusulas, foi divulgado por veículos de comunicação iranianos e norte-americanos. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também compartilhou o conteúdo nas redes sociais.

Fim dos conflitos está entre as primeiras medidas previstas

O primeiro item do acordo determina o encerramento imediato e permanente das operações militares relacionadas aos conflitos envolvendo Israel no Líbano e na Faixa de Gaza.

Além disso, Irã e Estados Unidos assumem o compromisso de não iniciar novas ações militares um contra o outro, respeitando a soberania e a integridade territorial dos países envolvidos.

Segundo o texto, as partes também concordam em evitar interferências em assuntos internos e trabalhar pela estabilidade regional.

Estreito de Ormuz terá gestão compartilhada

Um dos pontos mais relevantes do memorando trata da administração futura do Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa uma parcela significativa do comércio global de petróleo.

Pelo acordo, a definição da gestão da via será conduzida pelo Irã, pelo Sultanato de Omã e pelos demais países banhados pelo Golfo Pérsico, seguindo normas do direito internacional e respeitando a soberania dos Estados costeiros.

O documento também prevê a liberação da navegação comercial pelo estreito durante um período inicial de 60 dias, sem cobrança de taxas e com garantia de segurança para as embarcações.

Antes da escalada das tensões na região, cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente transitava pelo local.

Suspensão de sanções e desbloqueio de recursos

Outro aspecto central do entendimento envolve a retirada gradual das sanções econômicas contra o Irã.

O memorando prevê que os Estados Unidos iniciem o processo de eliminação das restrições impostas ao país, incluindo medidas ligadas ao comércio de petróleo, transações financeiras e ativos iranianos congelados no exterior.

Também está prevista a liberação de fundos bloqueados e a emissão de autorizações para operações bancárias e comerciais relacionadas à economia iraniana.

Programa nuclear ficará sob supervisão internacional

Em contrapartida, o governo iraniano reafirmou o compromisso de não desenvolver armas nucleares.

O texto estabelece que o país aceitará inspeções e mecanismos de monitoramento conduzidos pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU).

Além disso, as duas partes deverão negociar o destino do material nuclear enriquecido atualmente armazenado pelo Irã, sob supervisão internacional.

Plano de reconstrução prevê investimento bilionário

O memorando também contempla a elaboração de um programa de reconstrução e desenvolvimento econômico para o Irã.

A proposta prevê investimentos mínimos de US$ 300 bilhões, financiados em cooperação com parceiros regionais e articulados pelos Estados Unidos. Os detalhes do mecanismo de implementação deverão ser definidos durante as negociações do acordo definitivo.

Prazo de 60 dias para acordo final

Embora algumas medidas tenham aplicação imediata, como a redução das hostilidades, a flexibilização do bloqueio naval e a liberação gradual da navegação em Ormuz, o memorando estabelece um prazo inicial de 60 dias para a conclusão de um acordo definitivo.

Esse período poderá ser prorrogado mediante consenso entre as partes.

O texto ainda prevê a criação de um mecanismo de monitoramento para acompanhar o cumprimento das cláusulas acordadas e determina que o pacto final seja posteriormente ratificado por meio de resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Estreito de Ormuz registra primeira travessia de petroleiro após avanço em acordo entre EUA e Irã

A passagem de um petroleiro comercial pelo Estreito de Ormuz marcou um novo capítulo nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A travessia ocorreu nesta segunda-feira (15), um dia após o anúncio de um acordo preliminar de paz entre os dois países.

O presidente dos EUA, Donald Trump, informou que outras embarcações já começaram a utilizar a estratégica rota marítima, considerada uma das mais importantes para o comércio global de energia. Segundo o memorando divulgado pelo governo americano, a expectativa é de que o corredor marítimo seja totalmente reaberto após a assinatura oficial do pacto, prevista para sexta-feira (19), em Genebra.

Primeiro navio cruza a rota após avanço diplomático

Informações de monitoramento marítimo apontam que o Disha, navio de transporte de gás natural liquefeito (GNL) registrado em Malta, foi a primeira embarcação comercial a atravessar o estreito desde o avanço das negociações entre Washington e Teerã.

A embarcação utilizou os corredores de navegação definidos pelo Irã dentro do Sistema de Separação de Tráfego (TSS), deixando o Golfo Pérsico em direção ao mar aberto de forma segura.

A movimentação também foi confirmada por veículos internacionais. A Reuters informou que um navio metaneiro navegou pelo estreito rumo ao leste. Já a CNN revelou que o governo americano orientou suas forças armadas a preparar a suspensão formal do bloqueio naval da região, medida que deverá entrar em vigor após a assinatura oficial do acordo.

Trump destaca retomada do tráfego marítimo

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que diversas embarcações carregadas de petróleo já estão deixando o Golfo Pérsico por meio da chamada rota sul do estreito, localizada mais próxima de Omã e da Arábia Saudita.

Segundo o presidente americano, o trajeto permanece seguro e disponível para a navegação comercial. Até o momento, o governo iraniano não confirmou oficialmente as informações sobre a retomada do fluxo marítimo.

Reabertura de Ormuz anima mercados globais

Embora os detalhes do tratado ainda não tenham sido divulgados integralmente, sua implementação deverá ocorrer apenas após a assinatura prevista para a próxima sexta-feira, na Suíça.

Mesmo assim, a perspectiva de normalização do Estreito de Ormuz já trouxe alívio aos mercados internacionais. A rota é responsável pela passagem de aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural consumidos no mundo, sendo considerada vital para o abastecimento energético global.

Divergências ameaçam implementação do acordo

Apesar do avanço diplomático, o entendimento entre Washington e Teerã enfrenta desafios importantes.

Um dos principais obstáculos envolve os confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo xiita apoiado pelo regime iraniano. Durante as negociações, o Irã condicionou a manutenção do memorando provisório à interrupção dos ataques israelenses no Líbano, proposta que recebeu apoio dos mediadores paquistaneses.

No entanto, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sinalizou nesta segunda-feira que não pretende retirar suas forças do sul libanês, ampliando as incertezas sobre a consolidação do acordo.

Cobrança de taxas gera novo impasse

Outro ponto de divergência diz respeito ao tráfego no estreito.

Trump declarou anteriormente que o acordo garantiria a circulação de navios sem qualquer cobrança de pedágio, em uma isenção permanente defendida durante as negociações.

Contudo, autoridades iranianas afirmaram que pretendem instituir uma “taxa por serviço” para embarcações que utilizarem a passagem marítima, criando uma nova área de atrito entre as partes.

Programa nuclear segue como questão central

Além da questão da navegação, o acordo estabelece um prazo de 60 dias para tratar de temas sensíveis relacionados ao programa nuclear iraniano.

Entre os assuntos pendentes está o destino das reservas de urânio altamente enriquecido do país, tema que esteve no centro das justificativas apresentadas por Estados Unidos e Israel para o início do conflito.

A complexidade da negociação é conhecida. Questões semelhantes levaram mais de dois anos para serem resolvidas durante o acordo nuclear firmado em 2015, na gestão de Barack Obama, do qual os Estados Unidos se retiraram posteriormente durante o primeiro mandato de Trump.

Caso não haja consenso dentro do período estipulado, as partes poderão negociar uma extensão do cronograma.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Majid Saeedi/Getty Images

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Estreito de Ormuz tem menos de mil navios em 100 dias de guerra entre Irã, EUA e Israel

O Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais importantes do planeta para o transporte de energia, registrou a circulação de apenas 988 embarcações comerciais nos primeiros 100 dias do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Em condições normais, esse mesmo volume seria alcançado em aproximadamente uma semana.

A marca coincide com os 100 dias da guerra, completados em 7 de junho, e evidencia o impacto do conflito sobre uma rota responsável por parcela significativa do comércio global de petróleo, gás natural liquefeito (GNL) e fertilizantes.

Importância global do Estreito de Ormuz

Antes da escalada militar iniciada em 28 de fevereiro, o estreito respondia por cerca de 20% do consumo diário mundial de petróleo e por uma fatia relevante do comércio internacional de GNL. Além disso, aproximadamente um terço do transporte marítimo de fertilizantes passava pela região.

Após os ataques preventivos liderados por Estados Unidos e Israel contra o Irã e as posteriores retaliações de Teerã contra infraestruturas estratégicas no Golfo, o fluxo marítimo sofreu uma forte retração.

Navegação limitada e novas rotas marítimas

Mesmo após três meses de conflito, o trânsito de navios permanece restrito. Para atravessar a região, armadores passaram a buscar acordos diplomáticos ou negociar diretamente com autoridades iranianas.

Durante o período, algumas embarcações navegaram com os sistemas de identificação automática (AIS) desligados. Também surgiu uma rota alternativa dentro das águas territoriais iranianas, enquanto parte da frota continuou utilizando o corredor oficialmente recomendado pela Organização Marítima Internacional (IMO).

Queda superior a 90% no movimento de embarcações

Dados da consultoria Kpler apontam que a movimentação de navios caiu mais de 90% em comparação com os níveis observados antes da guerra.

Entre 1º e 27 de fevereiro, a média diária era de 129 embarcações, número próximo ao histórico de 138 navios por dia. Já no centésimo dia do conflito, apenas 10 embarcações comerciais cruzaram o estreito.

Grande parte dos navios que continuaram operando na região pertence a chamadas “frotas sombra” ou embarcações sujeitas a sanções internacionais.

Oscilações no tráfego ao longo da guerra

No dia 28 de fevereiro, 78 embarcações passaram pelo estreito. Após o início das hostilidades, esse número caiu para 30 em 1º de março e para apenas 13 no dia seguinte.

Em determinados momentos, o movimento chegou ao mínimo de apenas dois navios por dia. O maior volume registrado durante a guerra ocorreu em 18 de abril, quando 27 embarcações realizaram a travessia.

Disputa política influencia acesso à rota

Em abril, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o estreito permaneceria aberto para embarcações comerciais até o fim do cessar-fogo no Líbano.

Do lado americano, o presidente Donald Trump declarou que a passagem marítima seguia operacional, mas ressaltou a manutenção do bloqueio dos Estados Unidos até que fosse alcançado um acordo com Teerã.

Pouco depois, o governo iraniano anunciou um fechamento de fato da rota, condicionando a normalização do tráfego ao fim das restrições impostas aos navios ligados aos portos iranianos. Em 7 de maio, apenas uma embarcação cruzou o estreito, o menor registro de todo o período analisado.

Transporte de petróleo continua predominante

Nos primeiros 100 dias da guerra, 456 navios transportando petróleo bruto e derivados utilizaram o corredor marítimo.

O volume caiu rapidamente após o início do conflito: de 50 embarcações em 28 de fevereiro para apenas duas em 3 de março. Em alguns dias, nenhum petroleiro realizou a travessia.

A maior parte dessas cargas partiu de portos iranianos, embora também tenham sido registrados embarques oriundos dos Emirados Árabes Unidos, Iraque, Arábia Saudita e Catar.

Os principais destinos foram países asiáticos, como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Vietnã, Malásia, Tailândia, Paquistão e Mianmar.

Comércio de gás natural liquefeito sofre forte impacto

Os ataques contra a infraestrutura energética do Golfo afetaram significativamente a produção regional, especialmente no Catar, um dos principais exportadores mundiais de GNL.

Durante vários dias, nenhum navio transportando gás natural liquefeito atravessou o Estreito de Ormuz. A primeira passagem após o início da guerra ocorreu apenas em 2 de abril.

Ao longo dos 100 dias, somente 18 metaneiros cruzaram a rota, representando cerca de 2% de todo o tráfego registrado no período. Os carregamentos tiveram como destino China, Índia, Japão e Paquistão.

Transporte de GLP e cargas secas mantém atividade reduzida

O fluxo de navios transportando gás liquefeito de petróleo (GLP) somou 149 embarcações, equivalentes a 15% do total registrado durante o conflito.

Esses navios partiram principalmente de portos do Irã, Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait, com cargas destinadas a mercados da Ásia, África e América do Sul, incluindo Chile, Indonésia, Malásia e China.

Já os navios de carga seca totalizaram 281 travessias, representando 28% do movimento geral. As embarcações operaram em rotas diversificadas, conectando países como Brasil, Argentina, Canadá, Ucrânia, Turquia, Omã, Tanzânia, China e Tailândia.

Navios de passageiros também deixaram a região

Além das embarcações de carga, cerca de dez navios de passageiros que ficaram retidos no Golfo após o início do conflito conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz durante os primeiros 100 dias da guerra.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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EUA realizam ataque contra instalações do Irã após incidente com drones no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos realizaram ataques contra instalações iranianas neste sábado (6), após a identificação de drones lançados pelo Irã em direção ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de petróleo e gás.

De acordo com informações divulgadas pelas forças americanas e reproduzidas pela Reuters, os alvos atingidos foram estruturas de radar e monitoramento costeiro utilizadas pelo governo iraniano. A ação ocorreu após quatro drones iranianos supostamente ameaçarem o tráfego marítimo na região.

Bases de vigilância foram alvo da ofensiva

Em publicação na rede social X, o Comando Central dos Estados Unidos informou que os ataques atingiram instalações de vigilância localizadas em Goruk e na Ilha Qeshm, áreas consideradas estratégicas dentro do Golfo Pérsico.

O governo iraniano reagiu imediatamente. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do país, a ofensiva norte-americana representa uma violação do cessar-fogo firmado em 8 de abril entre as partes envolvidas no conflito.

A pasta afirmou ainda que Washington deverá assumir as consequências decorrentes da operação militar, classificando a resposta iraniana como uma medida legítima diante da situação.

Irã anuncia retaliação contra interesses americanos

A Guarda Revolucionária do Irã informou que lançou ataques contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Kuwait e no Bahrein. Além disso, a corporação declarou ter realizado ações contra quatro navios-tanque que navegavam pelo Estreito de Ormuz sem autorização das autoridades iranianas.

As ações ampliam a preocupação internacional com a segurança da navegação em uma das áreas mais importantes para o transporte de energia no mundo.

Paquistão tenta intermediar solução diplomática

Em meio ao aumento das tensões, o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, chegou a Teerã neste sábado para participar de negociações com autoridades iranianas.

Segundo a mídia estatal do Irã, o representante paquistanês atua como mediador nas tentativas de restabelecer o diálogo e reduzir os riscos de uma nova escalada militar entre os países envolvidos.

Cessar-fogo enfrenta novos desafios

Embora um acordo de cessar-fogo tenha sido firmado há quase dois meses entre Estados Unidos, Israel e Irã, incidentes envolvendo drones continuaram sendo registrados em diferentes pontos do Golfo Pérsico.

Dados da empresa de análise marítima Kpler indicam que uma embarcação do Catar transportando gás natural liquefeito atravessou o Estreito de Ormuz pela primeira vez desde o início do conflito, iniciado em maio.

Além disso, ataques com drones foram relatados em diversas áreas da região. Um dos episódios atingiu um navio cargueiro que seguia em direção ao Catar, reforçando o clima de instabilidade no corredor marítimo.

Parlamento iraniano faz alerta aos EUA

Nas redes sociais, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, adotou um tom mais duro ao comentar os recentes acontecimentos.

Segundo ele, qualquer ação contra embarcações iranianas poderá provocar uma resposta imediata e contundente contra navios e instalações militares dos Estados Unidos na região.

A declaração evidencia o aumento da tensão diplomática e militar no Oriente Médio, enquanto esforços internacionais buscam evitar o agravamento do conflito.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Google Earth

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Internacional

Irã anuncia controle no Estreito de Ormuz e passa a exigir autorização para tráfego marítimo

O governo do Irã divulgou na quarta-feira (20) um novo mapa que estabelece uma zona marítima controlada no Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e cargas marítimas.

A medida foi apresentada pela recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão responsável pela administração da região. Segundo o comunicado, embarcações que desejarem cruzar a hidrovia deverão solicitar autorização prévia e coordenar o trânsito com as autoridades iranianas.

Área controlada no Estreito de Ormuz

De acordo com o mapa divulgado nas redes sociais, a área delimitada pelo Irã será definida por duas linhas estratégicas no estreito.

No lado leste, o limite parte de Kuh-e Mobarak, no território iraniano, até a região sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

Já no lado oeste, a delimitação se estende da extremidade da Ilha de Qeshm, também no Irã, até Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos.

A nova determinação reforça o controle iraniano sobre o fluxo marítimo em uma das principais rotas globais de exportação de petróleo.

Navios já operam sob coordenação iraniana

Mais cedo, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã informou que 26 embarcações atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas em coordenação com o país.

Entre os navios autorizados estavam petroleiros, porta-contêineres e outras embarcações comerciais, segundo informações divulgadas pela mídia estatal iraniana.

A força militar afirmou ainda que o tráfego marítimo segue funcionando normalmente, desde que os operadores obtenham as permissões exigidas e mantenham comunicação com as autoridades responsáveis pela área.

Estreito de Ormuz é rota estratégica mundial

O Estreito de Ormuz é considerado um dos corredores marítimos mais importantes do planeta, ligando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Grande parte do petróleo exportado por países do Oriente Médio passa diariamente pela região.

Por conta da relevância econômica e geopolítica da hidrovia, qualquer alteração nas regras de navegação costuma gerar impacto no mercado internacional de energia e no transporte marítimo global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: @PGSA_IRAN

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Irã cria agência para controlar tráfego e cobrar taxas no Estreito de Ormuz

O governo do Irã oficializou nesta segunda-feira (18) a criação da Autoridade dos Estreitos do Golfo Pérsico (PGSA), novo órgão responsável pela administração e fiscalização do Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo e combustíveis.

A medida amplia o controle exercido por Teerã sobre a região desde o agravamento das tensões no Oriente Médio e cria novas exigências para a navegação internacional.

Nova agência terá poder sobre tráfego marítimo e cobrança de taxas

O anúncio foi divulgado por canais oficiais ligados ao Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano e à Guarda Revolucionária Islâmica.

Segundo informações publicadas pela Lloyd’s List, a PGSA ficará encarregada de autorizar a passagem de embarcações e também de cobrar tarifas de trânsito — prática inédita na região.

A nova estrutura utilizará plataformas digitais para monitorar em tempo real as operações marítimas, funcionando como um centro de inteligência, rastreamento e controle portuário em mar aberto.

A decisão pode provocar impactos relevantes nos custos do transporte marítimo internacional, especialmente nas rotas ligadas ao comércio global de petróleo e derivados.

Navios terão de enviar informações detalhadas ao Irã

Com as novas regras, embarcações que pretendem cruzar o estreito precisarão apresentar relatórios completos às autoridades iranianas.

O protocolo exige dados sobre proprietários dos navios, seguros contratados, lista de tripulantes e detalhes das rotas planejadas para a travessia.

Na visão da imprensa estatal iraniana, incluindo a Press TV, o novo sistema reforça a soberania do país sobre suas águas territoriais e moderniza o gerenciamento do tráfego marítimo em um dos principais gargalos logísticos do mundo.

Controle do Estreito de Ormuz se torna instrumento estratégico

O presidente da Comissão Parlamentar de Segurança Nacional do Irã, Ebrahim Azizi, já havia indicado no domingo (17) que o mecanismo estava pronto para operar imediatamente.

Segundo ele, a iniciativa faz parte de uma política permanente de controle regional e não deve ser revertida mesmo em caso de redução das tensões militares.

Desde fevereiro, após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, Teerã vem afirmando que o fluxo comercial no Estreito de Ormuz não retornará ao modelo anterior.

O governo iraniano defende que a segurança da rota depende do reconhecimento internacional de sua autoridade sobre a área.

Petróleo e comércio global podem sentir impacto

O Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, tornando-se peça-chave na geopolítica energética internacional.

No mês passado, o Irã já havia começado a arrecadar receitas provenientes das tarifas cobradas de petroleiros e cargueiros que utilizam a rota.

Especialistas avaliam que a criação da PGSA transforma uma medida inicialmente ligada ao contexto de guerra em uma política permanente de Estado, aumentando a pressão sobre o comércio marítimo global e sobre os preços internacionais do petróleo.

Cessar-fogo não reduziu tensão econômica

A criação da nova autoridade ocorre em meio a um cenário de cessar-fogo considerado frágil. Embora a trégua militar entre as partes tenha entrado em vigor em 8 de abril, as disputas econômicas permanecem intensas.

Enquanto o Irã amplia o controle e a cobrança de taxas no estreito, os Estados Unidos mantêm restrições severas aos portos iranianos e às exportações do país.

Analistas internacionais observam com preocupação a possibilidade de que as novas exigências relacionadas a seguros e tripulações sejam utilizadas para restringir a passagem de embarcações ligadas a países aliados de Washington.

O funcionamento da PGSA também amplia o debate sobre a liberdade de navegação em águas internacionais, tema frequentemente defendido pelas potências ocidentais.

FONTE: Movimento Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marinha dos Estados Unidos

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Superpetroleiro chinês tenta cruzar Estreito de Ormuz em meio à tensão no Oriente Médio

Um superpetroleiro da China carregado com cerca de dois milhões de barris de petróleo iraquiano tentou atravessar o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (13), segundo dados de monitoramento marítimo das plataformas LSEG e Kpler.

Navio chinês segue rota pelo Golfo Pérsico

De acordo com os registros de rastreamento, o petroleiro Yuan Hua Hu já havia passado pela Ilha de Larak, no Irã, e navegava pela porção leste do estreito em direção ao sul.

Caso complete a travessia, esta será a terceira passagem conhecida de um navio petroleiro chinês pela região desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro.

Irã amplia influência sobre o Estreito de Ormuz

Fontes ligadas ao setor energético afirmam que Teerã vem fortalecendo sua influência sobre o Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte global de petróleo.

Nos últimos dias, o governo iraniano teria fechado acordos com Iraque e Paquistão para o escoamento de petróleo e gás natural liquefeito da região. Ainda segundo as fontes, outros países avaliam negociações semelhantes, o que pode ampliar o controle iraniano sobre a hidrovia de maneira mais duradoura.

Petroleiro pertence a braço da COSCO

O navio Yuan Hua Hu é operado pela unidade Hainan da COSCO Shipping Energy Transportation e está fretado pela Unipec, divisão comercial da estatal chinesa Sinopec.

As empresas não comentaram oficialmente o assunto até o momento.

Dados de rastreamento mostram que o VLCC carregou petróleo bruto Basrah Medium no terminal iraquiano de Basrah no início de março e permaneceu no Golfo Pérsico desde então. O destino final da embarcação é a Ásia.

Outros navios chineses já cruzaram a região

Os petroleiros chineses Cospearl Lake e He Rong Hai deixaram o Estreito de Ormuz em 11 de abril, conforme os registros marítimos.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, segue para Pequim para um encontro considerado estratégico com o líder chinês Xi Jinping.

China pode pressionar Irã sobre rota marítima

A expectativa é de que Trump peça a Xi Jinping que pressione o Irã a reabrir totalmente o estreito e avance em negociações para um possível acordo de paz.

A China ocupa atualmente a posição de maior compradora de petróleo iraniano, utilizando uma rede paralela de embarcações para transportar cargas entre portos iranianos e refinarias independentes chinesas, conhecidas como “teapot refineries”.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Internacional

Estreito de Ormuz: navio com destino ao Brasil consegue atravessar rota controlada pelo Irã

Um navio graneleiro de bandeira panamenha com destino ao Brasil conseguiu atravessar o Estreito de Ormuz utilizando uma rota definida pelas Forças Armadas do Irã. A informação foi divulgada neste domingo (10) pela agência semioficial iraniana Tasnim News Agency.

Segundo a publicação, a embarcação identificada como Mdl Toofan saiu do porto de Ras al-Khair, na Arábia Saudita, e segue viagem com destino ao porto de Rio Grande.

Navio já havia sido impedido de cruzar o estreito

De acordo com a agência iraniana, o cargueiro tentou atravessar o Estreito de Ormuz no último dia 4 de maio, mas acabou barrado pelas forças iranianas.

A passagem autorizada neste domingo marca a segunda travessia realizada desde sábado (9) por meio da rota marítima controlada pelo Irã.

Entenda a crise no Estreito de Ormuz

Desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, Teerã passou a restringir o tráfego de embarcações na região.

O governo iraniano informou que a navegação pelo estreito só poderia ocorrer sob supervisão das autoridades iranianas e mediante pagamento de taxas.

O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, responsável pelo transporte de quase 20% do petróleo e gás consumidos globalmente.

Tensão aumentou após ameaça de bloqueio dos EUA

Após o fracasso das negociações para encerrar a guerra, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que forças norte-americanas bloqueariam a entrada e saída de navios em portos iranianos, incluindo operações no Estreito de Ormuz.

Em resposta, o Irã ameaçou retaliar navios militares que cruzassem a região e ampliar ações contra portos de países vizinhos localizados no Golfo Pérsico.

Cessar-fogo no Oriente Médio é mantido

Apesar das ameaças e da tensão na região, o cessar-fogo no Oriente Médio foi prorrogado nos últimos dias.

Com isso, os bombardeios conduzidos por forças dos EUA e de Israel contra alvos em Teerã permanecem temporariamente suspensos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Internacional

Irã responde proposta de paz dos EUA e cobra fim da guerra no Oriente Médio

O governo do Irã informou neste domingo (10) que encaminhou aos Estados Unidos uma resposta oficial sobre a proposta de negociações de paz voltadas ao encerramento do conflito na região. A informação foi divulgada pela agência Reuters, com base em relatos da mídia estatal iraniana.

Resposta iraniana prioriza cessar-fogo e segurança marítima

Segundo autoridades iranianas, a comunicação enviada aos norte-americanos teve como foco principal o encerramento das hostilidades em diferentes frentes do conflito, especialmente no Líbano. O documento também abordou a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio internacional de petróleo.

Apesar disso, o governo iraniano não detalhou de que forma ou em qual prazo o tráfego marítimo na região poderia ser totalmente retomado.

EUA querem acordo antes de discutir programa nuclear

A proposta apresentada pelos EUA prevê a interrupção dos confrontos armados antes da abertura de negociações mais amplas sobre temas considerados sensíveis, incluindo o programa nuclear iraniano.

O Paquistão, que atua como mediador nas conversas diplomáticas, foi responsável por entregar a resposta do Irã ao governo norte-americano.

Donald Trump critica resposta do Irã

Em publicação na rede social Truth Social, o presidente dos EUA, Donald Trump, classificou a resposta iraniana como “totalmente inaceitável”.

Na mensagem, Trump afirmou que leu o posicionamento enviado pelos representantes iranianos e demonstrou insatisfação com o conteúdo apresentado.

Tensão continua no Golfo Pérsico

Mesmo após um cessar-fogo de aproximadamente um mês e de cerca de 48 horas de relativa tranquilidade na região, drones considerados hostis foram identificados sobre países do Golfo Pérsico neste domingo. O episódio reforça o clima de instabilidade e os riscos de novos confrontos no Oriente Médio.

Navios voltam a cruzar o Estreito de Ormuz

Apesar das restrições e bloqueios recentes, duas embarcações receberam autorização para atravessar o Estreito de Ormuz. Entre elas estava um navio graneleiro de bandeira panamenha com destino ao Brasil, que já havia tentado realizar a travessia no último dia 4 de maio.

De acordo com a agência iraniana Tasnim News Agency, a embarcação utilizou uma rota determinada pelas Forças Armadas do Irã.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Stringer

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Internacional

Irã ameaça bloquear rotas comerciais no Golfo após ação dos EUA em Ormuz

O governo iraniano elevou o tom contra os Estados Unidos e indicou que pode interromper o fluxo de comércio em importantes rotas marítimas do Oriente Médio. A declaração ocorre como reação ao bloqueio marítimo atribuído a Washington na região do estreito de Ormuz.

Irã sinaliza possível interrupção de exportações e importações

Em comunicado oficial, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que poderá impedir operações comerciais no golfo Pérsico, no mar de Omã e no mar Vermelho. A medida, segundo o comando militar, seria uma resposta direta às restrições impostas pelos norte-americanos.

De acordo com o comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, o país não permitirá a continuidade de exportações e importações nessas áreas estratégicas caso o cenário atual persista.

Bloqueio em Ormuz aumenta tensão e risco de conflito

Autoridades iranianas alegam que o bloqueio em portos próximos ao estreito de Ormuz tem provocado insegurança para navios comerciais e petroleiros iranianos. Ainda segundo o comunicado, a manutenção dessa situação pode ser interpretada como um possível rompimento do cessar-fogo em vigor.

O posicionamento reforça o aumento das tensões na região, considerada vital para o transporte global de petróleo e mercadorias.

Guarda Revolucionária promete resposta firme

O grupo paramilitar também declarou que está preparado para agir “com força” na defesa da soberania iraniana e de seus interesses econômicos e estratégicos. A retórica mais dura surge em um momento delicado das relações internacionais envolvendo Teerã.

Negociações tentam evitar escalada

Apesar das ameaças, há esforços diplomáticos em andamento. Representantes indicaram um acordo preliminar para estender o cessar-fogo por mais duas semanas, com prazo até 22 de abril.

Mediadores internacionais buscam avanços em pontos sensíveis, como o programa nuclear iraniano, a segurança no estreito de Ormuz e possíveis compensações de guerra.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Ruvic/Reuters

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