Internacional

Irã e EUA discutem acordo que pode reabrir tráfego no Estreito de Ormuz

Um possível avanço nas negociações entre Irã e Estados Unidos pode levar à reabertura do tráfego comercial no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

A informação foi divulgada pela TV estatal iraniana nesta quarta-feira (27), que afirmou que Teerã recebeu um rascunho preliminar e não oficial de um memorando de entendimento envolvendo os dois países.

Proposta prevê retomada do comércio marítimo

De acordo com a emissora iraniana, o esboço do acordo estabelece que o Irã retomaria o fluxo comercial no Estreito de Ormuz aos níveis registrados antes da guerra no prazo de um mês.

Em troca, os Estados Unidos retirariam forças militares posicionadas próximas ao território iraniano e suspenderiam o bloqueio naval aplicado na região.

O estreito é considerado um ponto estratégico para o mercado global de energia, já que grande parte do petróleo exportado pelo Oriente Médio passa pelo local.

Acordo ainda depende de negociações finais

Apesar da divulgação do possível entendimento, o governo iraniano ainda não confirmou oficialmente os detalhes do documento.

Segundo a TV estatal, o texto permanece em fase de negociação e qualquer medida concreta dependerá de “verificação tangível” por parte de Teerã.

O rascunho também prevê que o controle do tráfego marítimo no estreito seja administrado pelo Irã em cooperação com Omã.

Outro ponto citado pela emissora indica que embarcações militares não fariam parte do acordo inicial.

Conselho de Segurança da ONU pode validar entendimento

Caso as negociações avancem e um acordo definitivo seja fechado em até 60 dias, o entendimento poderá ser transformado em uma resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.

A possibilidade é vista como uma tentativa de garantir maior segurança jurídica e estabilidade internacional para o cumprimento do eventual acordo.

Tensões entre Washington e Teerã continuam

A divulgação do rascunho ocorre em meio a um cenário ainda marcado por desconfiança entre Washington e Teerã após meses de tensões militares e confrontos indiretos na região.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve se reunir com integrantes do governo na Casa Branca para discutir o avanço das negociações.

Recentemente, Trump afirmou que os dois países estariam “praticamente próximos” de um entendimento, embora o processo diplomático continue cercado de incertezas.

O possível acordo é acompanhado com atenção pelo mercado internacional devido aos impactos diretos que qualquer alteração no fluxo do Estreito de Ormuz pode provocar nos preços do petróleo e na segurança energética global.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

EUA e Irã avançam em acordo de paz, mas impasse sobre urânio e Estreito de Ormuz continua

As negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito iniciado em fevereiro avançaram nos últimos dias, segundo declarações oficiais dos dois países. Apesar dos sinais positivos, ainda existem divergências importantes envolvendo o programa nuclear iraniano e o controle da navegação no Estreito de Ormuz, área estratégica para o transporte mundial de petróleo.

Negociações de paz mostram avanço

Na quinta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que há “bons sinais” nas conversas diplomáticas para um possível acordo de paz no Oriente Médio.

Segundo Rubio, os diálogos têm evoluído, mas alguns pontos seguem sendo considerados sensíveis pelas autoridades americanas. Entre eles está o estoque de urânio enriquecido mantido por Teerã.

Estreito de Ormuz segue como principal obstáculo

Outro ponto de tensão envolve a proposta iraniana relacionada ao controle permanente da navegação no Estreito de Ormuz, rota marítima considerada vital para o comércio internacional de petróleo.

Durante entrevista concedida em Miami, na Flórida, Rubio afirmou que os EUA consideram “inaceitável” qualquer sistema de pedágio ou restrição fixa no local.

De acordo com o secretário de Estado, a comunidade internacional não apoia medidas que possam limitar o tráfego marítimo em uma das regiões mais estratégicas do planeta para o abastecimento energético global.

EUA falam em “outras opções” caso acordo fracasse

Apesar do tom otimista nas negociações, Rubio ressaltou que o governo americano possui alternativas caso não haja consenso entre as partes.

Sem detalhar quais seriam essas medidas, ele lembrou que o presidente dos Estados Unidos já indicou publicamente que poderá recorrer a “outras opções” se as tratativas não resultarem em um acordo considerado satisfatório por Washington.

Irã vê aproximação entre os lados

As declarações do representante americano ocorreram pouco depois de o governo iraniano afirmar que a proposta mais recente enviada pelos EUA ajudou a aproximar os dois países de um possível entendimento diplomático.

O avanço das conversas é acompanhado com atenção pela comunidade internacional devido ao impacto que o conflito pode gerar sobre a segurança no Oriente Médio e o mercado global de energia.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Metrópoles

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Internacional

Irã anuncia controle no Estreito de Ormuz e passa a exigir autorização para tráfego marítimo

O governo do Irã divulgou na quarta-feira (20) um novo mapa que estabelece uma zona marítima controlada no Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e cargas marítimas.

A medida foi apresentada pela recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão responsável pela administração da região. Segundo o comunicado, embarcações que desejarem cruzar a hidrovia deverão solicitar autorização prévia e coordenar o trânsito com as autoridades iranianas.

Área controlada no Estreito de Ormuz

De acordo com o mapa divulgado nas redes sociais, a área delimitada pelo Irã será definida por duas linhas estratégicas no estreito.

No lado leste, o limite parte de Kuh-e Mobarak, no território iraniano, até a região sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

Já no lado oeste, a delimitação se estende da extremidade da Ilha de Qeshm, também no Irã, até Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos.

A nova determinação reforça o controle iraniano sobre o fluxo marítimo em uma das principais rotas globais de exportação de petróleo.

Navios já operam sob coordenação iraniana

Mais cedo, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã informou que 26 embarcações atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas em coordenação com o país.

Entre os navios autorizados estavam petroleiros, porta-contêineres e outras embarcações comerciais, segundo informações divulgadas pela mídia estatal iraniana.

A força militar afirmou ainda que o tráfego marítimo segue funcionando normalmente, desde que os operadores obtenham as permissões exigidas e mantenham comunicação com as autoridades responsáveis pela área.

Estreito de Ormuz é rota estratégica mundial

O Estreito de Ormuz é considerado um dos corredores marítimos mais importantes do planeta, ligando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Grande parte do petróleo exportado por países do Oriente Médio passa diariamente pela região.

Por conta da relevância econômica e geopolítica da hidrovia, qualquer alteração nas regras de navegação costuma gerar impacto no mercado internacional de energia e no transporte marítimo global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: @PGSA_IRAN

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Internacional

Guerra no Oriente Médio amplia risco de falta de combustível e pressiona mercado do petróleo

A continuidade da guerra no Oriente Médio acima das previsões iniciais tem aumentado o temor de uma crise global de abastecimento de petróleo e combustíveis. Com o Estreito de Ormuz fechado e os estoques comerciais em queda, especialistas alertam para um possível choque de oferta no mercado internacional.

Dados da EIA, agência de energia dos Estados Unidos, mostram que o mundo encerrou 2025 com cerca de 2,5 bilhões de barris armazenados em reservas estratégicas. O volume seria suficiente para abastecer os dez maiores consumidores globais por aproximadamente 39 dias e meio.

Reservas estratégicas não são distribuídas de forma igual

Embora os estoques estratégicos tenham sido criados para garantir segurança energética em momentos de crise, a distribuição das reservas é desigual entre os países.

Nações altamente dependentes de importação, como as Filipinas, já demonstraram preocupação após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O país asiático importa praticamente todo o combustível consumido, especialmente de produtores localizados no Golfo Pérsico.

Fechamento do Estreito de Ormuz agrava tensão global

Analistas avaliam que o prolongamento da guerra e a interrupção das operações no Estreito de Ormuz aumentam significativamente o risco de escassez de combustíveis fósseis.

Relatório da StoneX destaca que as principais agências globais de energia revisaram suas projeções de oferta e demanda diante da possibilidade de um conflito mais duradouro.

Segundo Tom Pawlicki, especialista em inteligência de mercado da consultoria, o cenário atual ampliou as incertezas sobre a capacidade global de abastecimento energético.

Estoques comerciais de petróleo estão diminuindo

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que os estoques comerciais de petróleo estão sendo consumidos rapidamente.

De acordo com ele, mesmo com a liberação emergencial de reservas estratégicas — responsável por adicionar cerca de 2,5 milhões de barris diários ao mercado — os estoques não são ilimitados e podem se esgotar em poucas semanas caso o conflito continue.

Mercado enfrenta cenário de imprevisibilidade

A duração da guerra e seus impactos econômicos seguem cercados de incertezas, dificultando projeções de mercado.

Relatório recente da S&P Global Ratings aponta elevado grau de imprevisibilidade em relação aos efeitos do conflito sobre preços de commodities, cadeias de suprimentos, economias globais e condições de crédito.

A agência ressalta que suas estimativas podem sofrer mudanças à medida que o cenário evoluir.

Guerra já impacta exportações e reduz estoques globais

Segundo a S&P, as exportações iranianas de petróleo — estimadas entre 1,5 milhão e 2 milhões de barris por dia — foram diretamente afetadas pela escalada militar.

A consultoria calcula que o mercado mundial já perdeu cerca de 1,1 bilhão de barris desde março, considerando volumes interrompidos ou retidos por causa da guerra.

Déficit diário de petróleo preocupa especialistas

Mesmo com a utilização das reservas estratégicas, o déficit global entre oferta e demanda permanece elevado.

De acordo com Bruno Cordeiro, analista da StoneX, o mercado registra atualmente uma diferença de 6 milhões a 7 milhões de barris por dia entre consumo e disponibilidade.

O especialista destaca que a redução da produção no Golfo Pérsico provocou forte queda nos estoques globais, enquanto a liberação das reservas emergenciais não consegue compensar totalmente a perda de oferta.

Mercado acompanha negociações de paz com cautela

Apesar de uma nova proposta de paz enviada pelo Irã aos Estados Unidos por meio do Paquistão, investidores ainda demonstram cautela quanto à possibilidade de um acordo definitivo.

Analistas avaliam que avanços diplomáticos podem aliviar os preços do petróleo no curto prazo. Porém, sem solução concreta, a tendência segue de pressão altista no mercado internacional.

Setor teme impactos prolongados no abastecimento

Especialistas alertam que os efeitos da crise podem se intensificar enquanto o Estreito de Ormuz permanecer fechado.

Além da interrupção do transporte marítimo, o mercado teme que a retomada das operações ocorra de forma lenta, atrasando a normalização do abastecimento global.

O CEO da ExxonMobil, Darren Woods, reforçou o alerta ao afirmar que novos impactos ainda podem surgir caso o bloqueio na região continue.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Internacional

Irã cria agência para controlar tráfego e cobrar taxas no Estreito de Ormuz

O governo do Irã oficializou nesta segunda-feira (18) a criação da Autoridade dos Estreitos do Golfo Pérsico (PGSA), novo órgão responsável pela administração e fiscalização do Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo e combustíveis.

A medida amplia o controle exercido por Teerã sobre a região desde o agravamento das tensões no Oriente Médio e cria novas exigências para a navegação internacional.

Nova agência terá poder sobre tráfego marítimo e cobrança de taxas

O anúncio foi divulgado por canais oficiais ligados ao Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano e à Guarda Revolucionária Islâmica.

Segundo informações publicadas pela Lloyd’s List, a PGSA ficará encarregada de autorizar a passagem de embarcações e também de cobrar tarifas de trânsito — prática inédita na região.

A nova estrutura utilizará plataformas digitais para monitorar em tempo real as operações marítimas, funcionando como um centro de inteligência, rastreamento e controle portuário em mar aberto.

A decisão pode provocar impactos relevantes nos custos do transporte marítimo internacional, especialmente nas rotas ligadas ao comércio global de petróleo e derivados.

Navios terão de enviar informações detalhadas ao Irã

Com as novas regras, embarcações que pretendem cruzar o estreito precisarão apresentar relatórios completos às autoridades iranianas.

O protocolo exige dados sobre proprietários dos navios, seguros contratados, lista de tripulantes e detalhes das rotas planejadas para a travessia.

Na visão da imprensa estatal iraniana, incluindo a Press TV, o novo sistema reforça a soberania do país sobre suas águas territoriais e moderniza o gerenciamento do tráfego marítimo em um dos principais gargalos logísticos do mundo.

Controle do Estreito de Ormuz se torna instrumento estratégico

O presidente da Comissão Parlamentar de Segurança Nacional do Irã, Ebrahim Azizi, já havia indicado no domingo (17) que o mecanismo estava pronto para operar imediatamente.

Segundo ele, a iniciativa faz parte de uma política permanente de controle regional e não deve ser revertida mesmo em caso de redução das tensões militares.

Desde fevereiro, após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, Teerã vem afirmando que o fluxo comercial no Estreito de Ormuz não retornará ao modelo anterior.

O governo iraniano defende que a segurança da rota depende do reconhecimento internacional de sua autoridade sobre a área.

Petróleo e comércio global podem sentir impacto

O Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, tornando-se peça-chave na geopolítica energética internacional.

No mês passado, o Irã já havia começado a arrecadar receitas provenientes das tarifas cobradas de petroleiros e cargueiros que utilizam a rota.

Especialistas avaliam que a criação da PGSA transforma uma medida inicialmente ligada ao contexto de guerra em uma política permanente de Estado, aumentando a pressão sobre o comércio marítimo global e sobre os preços internacionais do petróleo.

Cessar-fogo não reduziu tensão econômica

A criação da nova autoridade ocorre em meio a um cenário de cessar-fogo considerado frágil. Embora a trégua militar entre as partes tenha entrado em vigor em 8 de abril, as disputas econômicas permanecem intensas.

Enquanto o Irã amplia o controle e a cobrança de taxas no estreito, os Estados Unidos mantêm restrições severas aos portos iranianos e às exportações do país.

Analistas internacionais observam com preocupação a possibilidade de que as novas exigências relacionadas a seguros e tripulações sejam utilizadas para restringir a passagem de embarcações ligadas a países aliados de Washington.

O funcionamento da PGSA também amplia o debate sobre a liberdade de navegação em águas internacionais, tema frequentemente defendido pelas potências ocidentais.

FONTE: Movimento Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marinha dos Estados Unidos

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Comércio Exterior

Emirados Árabes aceleram novo oleoduto para ampliar exportação de petróleo e reduzir dependência do Estreito de Ormuz

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a aceleração da construção de um novo oleoduto estratégico com o objetivo de dobrar a capacidade de exportação de petróleo pelo porto de Fujairah até 2027. A medida busca fortalecer a logística energética do país diante da crescente tensão no Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o abastecimento global de petróleo.

Projeto da ADNOC ganha prioridade

De acordo com o Gabinete de Imprensa de Abu Dhabi, o príncipe herdeiro Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed determinou que a ADNOC, estatal de petróleo dos Emirados, acelere as obras do chamado gasoduto Oeste-Leste.

A infraestrutura já está em construção e deve começar a operar no próximo ano. O novo corredor energético ampliará significativamente a capacidade do país de exportar petróleo sem depender diretamente do Estreito de Ormuz.

Tensões com o Irã aumentam pressão na região

O anúncio ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã, que ampliou sua área de reivindicação militar sobre regiões marítimas próximas ao Golfo de Omã.

No início de maio, a Guarda Revolucionária Islâmica iraniana divulgou um mapa expandindo sua zona de controle sobre parte do litoral dos Emirados. Pouco depois, ataques com drones atingiram um navio-tanque da ADNOC e áreas petrolíferas em Fujairah.

As autoridades emiradenses classificaram os ataques como uma “chantagem econômica” e uma “violação inaceitável”.

Fechamento do Estreito de Ormuz afeta mercado global

Desde os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã em fevereiro, Teerã passou a restringir fortemente o tráfego no Estreito de Ormuz, corredor por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

A interrupção provocou forte alta nos preços da energia, além de preocupações com inflação global, recessão econômica e racionamento de combustíveis em diversos países.

Fujairah se torna peça-chave para exportações

O atual oleoduto Habshan-Fujairah, operado pelos Emirados, possui capacidade para transportar até 1,8 milhão de barris por dia. A estrutura tornou-se essencial para manter o fluxo de exportações pelo Golfo de Omã, evitando áreas de maior risco no estreito.

Além dos Emirados, apenas a Arábia Saudita possui uma alternativa relevante para exportação fora da rota de Ormuz, por meio do oleoduto Leste-Oeste da Aramco.

Enquanto isso, países como Kuwait, Catar, Iraque e Bahrein seguem altamente dependentes da passagem marítima para escoar petróleo.

Emirados ampliam produção após saída da OPEP

Recentemente, os Emirados Árabes deixaram a OPEP, movimento que liberou o país das cotas de produção impostas pela organização.

Com isso, a ADNOC pretende elevar sua capacidade para 5 milhões de barris por dia já no próximo ano. O governo emiradense afirma que, em caso de necessidade, o país poderia atingir até 6 milhões de barris diários.

Apesar disso, a produção sofreu forte queda após o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, obrigando a estatal a reduzir parte das operações.

Portos estratégicos viram alvo de ataques

Os portos de Fujairah e Khor Fakkan ganharam importância não apenas para o petróleo, mas também para o abastecimento de alimentos dos Emirados, que dependem fortemente de importações.

Nos últimos meses, Fujairah foi alvo de diversos ataques atribuídos ao Irã, levando à suspensão temporária de carregamentos de petróleo. O porto saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, também sofreu ofensivas semelhantes.

Segundo informações recentes, petroleiros dos Emirados passaram a atravessar o estreito com sistemas de rastreamento desligados para reduzir o risco de ataques durante o transporte de petróleo.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

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Internacional

China defende reabertura de rotas marítimas e manutenção do cessar-fogo com o Irã

O governo da China voltou a defender a continuidade do cessar-fogo no conflito envolvendo o Irã e afirmou que a guerra “nunca deveria ter começado”. A declaração foi feita nesta sexta-feira (15) pelo Ministério das Relações Exteriores chinês, que também pediu a retomada das rotas marítimas internacionais afetadas pela crise.

Xi Jinping e Trump discutem conflito no Oriente Médio

Segundo o governo chinês, o presidente Xi Jinping conversou sobre a guerra com o líder dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma reunião realizada na quinta-feira em Pequim.

Questionado sobre o encontro, um porta-voz da chancelaria chinesa reafirmou a posição de Pequim em defesa da paz e da retomada das negociações diplomáticas.

“Essa guerra, que jamais deveria ter ocorrido, não precisa continuar”, afirmou o representante do ministério, de acordo com a emissora estatal CCTV.

China pede avanço das negociações e estabilidade global

Ainda segundo o porta-voz, uma solução rápida para o conflito seria benéfica tanto para os Estados Unidos quanto para o Irã, além de contribuir para a estabilidade internacional.

A China destacou que o atual cessar-fogo abriu espaço para o diálogo e defendeu que as negociações sejam mantidas. Para o governo chinês, a oportunidade diplomática não deve ser interrompida neste momento.

Outro ponto ressaltado por Pequim foi a necessidade de normalizar o tráfego marítimo internacional. O país afirmou que a reabertura das rotas marítimas deve ocorrer o mais rápido possível para evitar impactos nas cadeias globais de abastecimento e no comércio internacional.

China e EUA discutem temas globais

O Ministério das Relações Exteriores chinês informou ainda que Xi Jinping e Donald Trump trataram de “questões importantes” relacionadas aos dois países e ao cenário global, alcançando novos entendimentos durante as conversas.

Em entrevista à Fox News, Trump afirmou que Xi Jinping se ofereceu para ajudar em um possível acordo com o Irã. O presidente norte-americano também declarou que ambos concordam que o Irã não deve possuir armas nucleares.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Edgar Su/Reuters via CNN Newsource

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Internacional

Superpetroleiro chinês tenta cruzar Estreito de Ormuz em meio à tensão no Oriente Médio

Um superpetroleiro da China carregado com cerca de dois milhões de barris de petróleo iraquiano tentou atravessar o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (13), segundo dados de monitoramento marítimo das plataformas LSEG e Kpler.

Navio chinês segue rota pelo Golfo Pérsico

De acordo com os registros de rastreamento, o petroleiro Yuan Hua Hu já havia passado pela Ilha de Larak, no Irã, e navegava pela porção leste do estreito em direção ao sul.

Caso complete a travessia, esta será a terceira passagem conhecida de um navio petroleiro chinês pela região desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro.

Irã amplia influência sobre o Estreito de Ormuz

Fontes ligadas ao setor energético afirmam que Teerã vem fortalecendo sua influência sobre o Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas para o transporte global de petróleo.

Nos últimos dias, o governo iraniano teria fechado acordos com Iraque e Paquistão para o escoamento de petróleo e gás natural liquefeito da região. Ainda segundo as fontes, outros países avaliam negociações semelhantes, o que pode ampliar o controle iraniano sobre a hidrovia de maneira mais duradoura.

Petroleiro pertence a braço da COSCO

O navio Yuan Hua Hu é operado pela unidade Hainan da COSCO Shipping Energy Transportation e está fretado pela Unipec, divisão comercial da estatal chinesa Sinopec.

As empresas não comentaram oficialmente o assunto até o momento.

Dados de rastreamento mostram que o VLCC carregou petróleo bruto Basrah Medium no terminal iraquiano de Basrah no início de março e permaneceu no Golfo Pérsico desde então. O destino final da embarcação é a Ásia.

Outros navios chineses já cruzaram a região

Os petroleiros chineses Cospearl Lake e He Rong Hai deixaram o Estreito de Ormuz em 11 de abril, conforme os registros marítimos.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, segue para Pequim para um encontro considerado estratégico com o líder chinês Xi Jinping.

China pode pressionar Irã sobre rota marítima

A expectativa é de que Trump peça a Xi Jinping que pressione o Irã a reabrir totalmente o estreito e avance em negociações para um possível acordo de paz.

A China ocupa atualmente a posição de maior compradora de petróleo iraniano, utilizando uma rede paralela de embarcações para transportar cargas entre portos iranianos e refinarias independentes chinesas, conhecidas como “teapot refineries”.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Internacional

Irã amplia área estratégica do Estreito de Ormuz e ameaça elevar enriquecimento de urânio

O Irã anunciou nesta terça-feira (12) uma ampliação significativa da área considerada estratégica no Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o comércio global de petróleo e gás natural liquefeito. Paralelamente, autoridades iranianas voltaram a mencionar a possibilidade de elevar o enriquecimento de urânio para níveis próximos ao grau militar caso o país sofra novos ataques.

As declarações ocorrem em meio ao aumento da tensão regional envolvendo os Estados Unidos, Israel e o governo iraniano.

Irã redefine alcance estratégico do Estreito de Ormuz

Segundo informações divulgadas pela agência estatal Fars, o vice-diretor político da Marinha da Guarda Revolucionária Islâmica, Mohammad Akbarzadeh, afirmou que o estreito deixou de ser tratado apenas como uma área limitada próxima às ilhas de Ormuz e Hengam.

De acordo com o militar, a região agora passa a ser considerada uma “vasta área operacional”, com alcance entre a cidade de Jask, no leste, e a Ilha Siri, no oeste.

A mudança amplia o conceito estratégico adotado anteriormente pelas forças iranianas e reforça o monitoramento militar sobre o corredor marítimo.

Região concentra fluxo global de petróleo e gás

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do planeta. Cerca de um quinto do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito passa pela região, utilizada principalmente por exportadores como Arábia Saudita, Iraque e Catar.

Agências iranianas afirmam que a área operacional anteriormente estimada entre 32 e 48 quilômetros agora teria alcance entre 322 e 483 quilômetros, formando o que foi descrito como um “crescente completo”.

Expansão militar é a segunda desde início do conflito

Esta é a segunda ampliação estratégica anunciada pelo Irã desde o agravamento das tensões com EUA e Israel.

Em maio, a Marinha da Guarda Revolucionária já havia divulgado um novo mapa de controle marítimo abrangendo parte do litoral do Golfo de Omã, incluindo áreas próximas aos Emirados Árabes Unidos.

A nova atualização amplia ainda mais o espaço considerado prioritário para operações militares iranianas na região.

Parlamento iraniano avalia enriquecimento de urânio a 90%

Outro ponto que elevou a tensão internacional foi a declaração do parlamentar iraniano Ebrahim Rezaei, que afirmou que o país poderá enriquecer urânio a até 90% de pureza em caso de novos ataques.

Esse percentual é considerado próximo ao chamado grau de armamento nuclear.

Segundo o parlamentar, o tema será analisado pelo Parlamento iraniano como uma possível resposta estratégica em caso de escalada militar.

Negociações nucleares seguem sob pressão

O impasse sobre o programa nuclear iraniano continua sendo um dos principais obstáculos nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã.

Enquanto Teerã defende discutir a questão nuclear em etapas posteriores, Washington insiste que o país transfira seu estoque de urânio altamente enriquecido para fora do território iraniano e abandone o enriquecimento doméstico.

O presidente norte-americano Donald Trump declarou recentemente que o cessar-fogo entre os países segue frágil e afirmou que ataques anteriores teriam comprometido instalações nucleares iranianas.

No entanto, relatórios de inteligência dos EUA apontam que o programa nuclear iraniano ainda mantém capacidade operacional, especialmente devido à existência de estoques de urânio enriquecido a 60%.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Stringer/Reuters

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Internacional

Estreito de Ormuz: navio com destino ao Brasil consegue atravessar rota controlada pelo Irã

Um navio graneleiro de bandeira panamenha com destino ao Brasil conseguiu atravessar o Estreito de Ormuz utilizando uma rota definida pelas Forças Armadas do Irã. A informação foi divulgada neste domingo (10) pela agência semioficial iraniana Tasnim News Agency.

Segundo a publicação, a embarcação identificada como Mdl Toofan saiu do porto de Ras al-Khair, na Arábia Saudita, e segue viagem com destino ao porto de Rio Grande.

Navio já havia sido impedido de cruzar o estreito

De acordo com a agência iraniana, o cargueiro tentou atravessar o Estreito de Ormuz no último dia 4 de maio, mas acabou barrado pelas forças iranianas.

A passagem autorizada neste domingo marca a segunda travessia realizada desde sábado (9) por meio da rota marítima controlada pelo Irã.

Entenda a crise no Estreito de Ormuz

Desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, Teerã passou a restringir o tráfego de embarcações na região.

O governo iraniano informou que a navegação pelo estreito só poderia ocorrer sob supervisão das autoridades iranianas e mediante pagamento de taxas.

O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, responsável pelo transporte de quase 20% do petróleo e gás consumidos globalmente.

Tensão aumentou após ameaça de bloqueio dos EUA

Após o fracasso das negociações para encerrar a guerra, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que forças norte-americanas bloqueariam a entrada e saída de navios em portos iranianos, incluindo operações no Estreito de Ormuz.

Em resposta, o Irã ameaçou retaliar navios militares que cruzassem a região e ampliar ações contra portos de países vizinhos localizados no Golfo Pérsico.

Cessar-fogo no Oriente Médio é mantido

Apesar das ameaças e da tensão na região, o cessar-fogo no Oriente Médio foi prorrogado nos últimos dias.

Com isso, os bombardeios conduzidos por forças dos EUA e de Israel contra alvos em Teerã permanecem temporariamente suspensos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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