Internacional

Tensão no Golfo Pérsico aumenta e ameaça entendimento entre EUA e Irã

A escalada da tensão no Golfo Pérsico voltou a elevar o risco de um confronto entre Estados Unidos e Irã. Segundo a emissora estatal iraniana Press TV, o governo iraniano afirmou que responderá a novos ataques com o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, além de prometer retaliar em dobro contra alvos considerados inimigos.

Acordo firmado em junho perde força

A nova troca de ameaças acontece menos de um mês após os dois países assinarem, em 17 de junho, um memorando de entendimento. O documento previa o encerramento imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, além do compromisso de não iniciar novas ações militares ou conflitos diretos entre as nações.

No entanto, durante a reunião de cúpula da Otan realizada nesta quarta-feira (8), em Ancara, na Turquia, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o acordo já não tem validade. “Não quero lidar com eles”, afirmou.

Irã acusa EUA de romper cessar-fogo

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, responsabilizou os Estados Unidos por descumprirem o cessar-fogo firmado entre os dois países.

De acordo com a Press TV, a crise se intensificou após forças norte-americanas realizarem ataques contra bases costeiras e instalações não militares nas províncias iranianas de Hormozgan, no sul do país, e Khuzistão, no sudoeste.

Ataques e retaliações ampliam a crise

Em resposta às ações militares dos Estados Unidos, autoridades iranianas informaram ter lançado mísseis e drones contra 85 alvos militares norte-americanos localizados no Bahrein e no Kuwait.

Ainda segundo a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), os ataques atingiram instalações no Porto Salman, onde está localizada a área da Quinta Frota dos EUA no Bahrein, além da Base Aérea de Ali Al Salem, no Kuwait.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Stringer/Reuters

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Internacional

EUA retomam sanções ao petróleo iraniano após ataques a navios no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos voltaram a impor restrições às transações envolvendo o petróleo iraniano, elevando a tensão entre Washington e Teerã poucas semanas após a assinatura de um acordo que previa o fim das hostilidades e a flexibilização das sanções econômicas.

A decisão ocorre em meio a novos incidentes no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, onde embarcações comerciais foram alvo de ataques nos últimos dias.

Ataques a navios aumentam tensão na região

Segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, três embarcações foram atingidas em um intervalo de 24 horas durante a travessia pelo Estreito de Ormuz.

O Qatar e a Arábia Saudita atribuíram dois dos ataques ao Irã. Entre os navios atingidos estão o petroleiro saudita Wedyan e o navio transportador de gás natural liquefeito Al-Rakayyat, de bandeira catariana.

A Arábia Saudita classificou os episódios como uma ameaça à segurança da navegação internacional e ao abastecimento global de energia.

Além desses casos, a UKMTO informou que um petroleiro foi atingido por um projétil de origem desconhecida e outro navio sofreu um ataque com drone. Não houve registro de vítimas nem de danos ambientais relacionados a esses incidentes.

Tesouro dos EUA revoga flexibilização das sanções

Em resposta ao aumento das tensões, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou a proibição de novas transações envolvendo hidrocarbonetos provenientes do Irã a partir de terça-feira.

A medida representa a retomada das sanções que haviam sido suspensas após o protocolo firmado em 17 de junho entre os dois países.

O entendimento previa o encerramento do conflito iniciado em 28 de fevereiro, a reabertura do Estreito de Ormuz para a navegação internacional e a suspensão das restrições norte-americanas sobre as exportações de petróleo iraniano.

Acordo de cessar-fogo enfrenta novos desafios

Mesmo após a assinatura do protocolo, episódios de instabilidade continuaram sendo registrados na região.

No fim de junho, os Estados Unidos acusaram o Irã de atacar duas embarcações comerciais. Na sequência, realizaram bombardeios contra alvos iranianos, antes de ambas as partes concordarem novamente com a interrupção das hostilidades.

Apesar do cessar-fogo, Teerã mantém a posição de que a navegação no Estreito de Ormuz não retornará às condições anteriores ao conflito. O governo iraniano também advertiu que poderá reagir contra embarcações que desrespeitem as rotas autorizadas ao longo de seu litoral.

Cerimônias em homenagem a Ali Khamenei ocorrem em meio à crise

O aumento das tensões coincide com as cerimônias fúnebres realizadas pelo governo iraniano em homenagem ao líder Ali Khamenei, morto no primeiro dia dos ataques atribuídos à ofensiva conjunta de Israel e Estados Unidos.

As homenagens, iniciadas no último sábado, têm duração prevista de seis dias. O corpo foi levado ao Iraque para procissões religiosas nas cidades sagradas de Najaf e Kerbala, importantes centros de peregrinação para os muçulmanos xiitas.

Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha a evolução da crise, diante dos riscos para a estabilidade regional e para o mercado global de petróleo.

FONTE: RTP Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Irã acusa EUA de violar acordo após retomada de sanções sobre petróleo

O governo do Irã afirmou que os Estados Unidos descumpriram um acordo firmado entre os dois países ao restabelecer sanções relacionadas às exportações de petróleo iraniano. Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, a medida contraria o memorando firmado em Islamabad, criado para viabilizar o encerramento das hostilidades entre as partes.

Em nota oficial, Teerã declarou que Washington será responsabilizado pelas consequências da decisão e ressaltou que adotará todas as ações consideradas necessárias para proteger seus interesses e sua segurança nacional.

EUA revogam licença para venda de petróleo iraniano

A decisão norte-americana foi confirmada por uma autoridade dos Estados Unidos, que informou a revogação da licença geral que autorizava temporariamente a comercialização de petróleo do Irã.

De acordo com o representante, a medida foi motivada pelos recentes episódios registrados no Estreito de Ormuz, classificados por Washington como “totalmente inaceitáveis”. O governo americano também alertou que as ações terão consequências, embora as negociações diplomáticas para um acordo definitivo entre os dois países permaneçam em andamento.

Suspensão das sanções havia sido anunciada em junho

Em junho deste ano, Estados Unidos e Irã chegaram a um entendimento que previa a suspensão temporária das sanções sobre as exportações de petróleo iraniano.

A autorização, válida entre 21 de junho e 21 de agosto, permitia que o país comercializasse e entregasse petróleo para praticamente todos os mercados internacionais, incluindo compradores norte-americanos, sem sofrer penalidades durante esse período.

Com a revogação antecipada da licença, o cenário volta a gerar incertezas para o mercado internacional de energia.

Ataques a petroleiros elevaram tensão na região

A retomada das sanções ocorreu após relatos de ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

Segundo relatório divulgado pela agência UKMTO (Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido), vinculada à Marinha britânica, três petroleiros informaram ter sido atingidos por projéteis de origem ainda desconhecida nos últimos dias.

Até o momento, o governo iraniano não comentou oficialmente os incidentes, e nenhuma organização assumiu a responsabilidade pelos ataques.

Mercado reage com alta no preço do petróleo

Após o anúncio da revogação da licença pelos Estados Unidos, os preços internacionais do petróleo registraram alta superior a 3%, refletindo as preocupações dos investidores com uma possível escalada das tensões no Oriente Médio e impactos sobre o abastecimento global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

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Comércio Internacional

Irã e Omã iniciam diálogo sobre gestão do Estreito de Ormuz em meio à redução do tráfego marítimo

Irã e Omã realizaram a primeira reunião do comitê conjunto criado para discutir questões relacionadas ao Estreito de Ormuz. O encontro aconteceu em Mascate e teve como foco os direitos dos países costeiros do Golfo e a futura administração estratégica da hidrovia.

A informação foi divulgada pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, por meio da rede social X, nesta segunda-feira (29). Segundo ele, as discussões seguem as diretrizes do memorando de entendimento firmado neste mês entre Teerã e Washington.

De acordo com Gharibabadi, participaram da reunião o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o chanceler de Omã, Badr Albusaidi. Durante o encontro, os representantes analisaram temas pendentes relacionados ao estreito e debateram cinco eixos previstos no acordo, incluindo a gestão futura da rota marítima e os direitos soberanos dos países banhados pelo Golfo.

Movimento de navios segue abaixo do nível registrado antes do conflito

Apesar do início das negociações diplomáticas, o fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz permanece reduzido. Dados da empresa de inteligência marítima Kpler apontam que, entre os dias 25 e 28 de junho, 124 navios transportando commodities cruzaram a região. O volume corresponde, aproximadamente, ao que costumava ser registrado em apenas um dia antes da escalada do conflito no Oriente Médio. O levantamento considera petroleiros, navios graneleiros e embarcações que transportam gás natural liquefeito (GNL) e gás liquefeito de petróleo (GLP). Os números, no entanto, não incluem navios porta-contêineres.

Responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados globalmente, o Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de atenção para o comércio internacional. Nos últimos dias, a região foi palco de novos episódios de tensão envolvendo Estados Unidos e Irã, incluindo ataques próximos à hidrovia e ações contra instalações militares norte-americanas em países do Golfo.

Embora integrantes do governo dos Estados Unidos tenham afirmado que a navegação permanece livre na região, operadores do transporte marítimo ainda enfrentam um cenário de insegurança, o que mantém elevados os riscos para embarcações e tripulações que transitam pelo estreito.

Fonte: Com informações da CNN Brasil, Reuters e Kpler

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Hwawon Ceci Lee / Anadolu via Getty Images

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Internacional

Estreito de Ormuz: ONU suspende operação de evacuação de navios após ataque no Golfo de Omã

A Organização Marítima Internacional (IMO), agência especializada da ONU para o setor marítimo, suspendeu temporariamente a operação de evacuação de navios que cruzam o Estreito de Ormuz. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (25), após o ataque a uma embarcação no Golfo de Omã, aumentando as preocupações com a segurança da navegação na região.

Segundo o secretário-geral da IMO, Arsenio Dominguez, o navio atingido não integrava o esquema de evacuação organizado pela agência. Mesmo assim, a ocorrência levou à revisão das condições de segurança antes da continuidade da operação.

Segurança das rotas será reavaliada

Em comunicado, Dominguez informou que a suspensão tem como objetivo confirmar se permanecem válidas as garantias de proteção para as embarcações incluídas no plano de retirada, além dos demais navios que operam na área.

A iniciativa foi lançada na última terça-feira e previa a saída voluntária de centenas de navios e milhares de tripulantes do Golfo por meio de duas rotas alternativas: uma passando por águas iranianas e outra por águas de Omã, esta última sob supervisão dos Estados Unidos.

Ataque reacende preocupação com o fluxo marítimo

A medida ocorre após um suposto ataque ao cargueiro Ever Lovely, de bandeira de Singapura, que navegava pela rota próxima ao litoral de Omã. O episódio voltou a colocar em dúvida a segurança do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas estratégicas para o transporte global de petróleo.

O incidente acontece em um momento de intenso movimento na região, com o fluxo de petróleo atingindo o maior nível desde o início do conflito registrado em 28 de fevereiro.

Irã e Estados Unidos divergem sobre controle da passagem

Também nesta quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã reiterou que as embarcações devem coordenar sua passagem pelo estreito com as autoridades iranianas.

Do lado norte-americano, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o Irã não deve impedir a livre navegação na região. Segundo ele, nenhum país tem o direito de cobrar pelo uso de hidrovias internacionais ou impor tarifas como condição para a passagem de navios.

Teerã avalia cobrança por navegação, segundo imprensa

De acordo com informações divulgadas pela imprensa dos Estados Unidos, com base em fontes ligadas ao governo iraniano, Teerã estuda implementar um sistema de taxas de segurança e administração para navios que utilizam o Estreito de Ormuz. A expectativa seria arrecadar até US$ 40 bilhões por ano, em um modelo semelhante ao adotado pela Turquia no estreito de Dardanelos.

Marco Rubio alertou que qualquer tentativa de bloquear ou restringir a circulação de embarcações poderá ampliar as tensões na região e gerar novos impactos sobre o comércio marítimo internacional.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Mohammed Aty/Foto de Arquivo

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Internacional

Estreito de Ormuz volta ao centro da crise após Irã acusar EUA e Israel de descumprirem cessar-fogo

O governo do Irã anunciou que pretende voltar a fechar o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais de energia do planeta, após acusar Estados Unidos e Israel de descumprirem os termos de um recente acordo de cessar-fogo.

Segundo as Forças Armadas iranianas, a medida foi motivada pelo que classificaram como uma “violação clara” dos compromissos assumidos por Washington no acordo firmado para encerrar os confrontos na região.

Acordo previa suspensão imediata das operações militares

Teerã afirma que a decisão está baseada no primeiro ponto do pacto de 14 cláusulas divulgado em 17 de junho, que estabelecia a interrupção imediata e permanente das ações militares em todas as frentes de conflito, incluindo o território libanês.

As autoridades iranianas sustentam que os acontecimentos registrados nos dias seguintes ao anúncio demonstram que o entendimento não foi respeitado pelas partes envolvidas.

Ataques no sul do Líbano aumentam tensão regional

A controvérsia ganhou força após relatos de bombardeios israelenses no sul do Líbano que teriam deixado pelo menos 20 mortos menos de 24 horas após a divulgação do novo cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah.

O episódio elevou novamente as preocupações sobre a estabilidade do acordo e alimentou as críticas do governo iraniano em relação à atuação de Washington e Tel Aviv.

Estados Unidos contestam fechamento da rota marítima

Apesar das declarações iranianas, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou neste sábado (20) que não há indícios concretos de que o país tenha iniciado o bloqueio da passagem marítima.

Durante entrevista coletiva, Vance declarou que as autoridades americanas não identificaram evidências que confirmem o fechamento do corredor estratégico.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante?

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio global de energia. Localizado entre o Irã, os Emirados Árabes Unidos e Omã, o canal concentra aproximadamente 20% de todo o petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) negociados internacionalmente.

No início deste ano, após ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, o tráfego na região chegou a ser interrompido, provocando forte impacto nos mercados e uma rápida alta nos preços do petróleo.

Pressão internacional se volta para Donald Trump

Para o correspondente da BBC em Israel, Jon Donnison, os sinais de desgaste do acordo já eram visíveis desde sua assinatura.

Segundo a análise, a reabertura parcial do Estreito de Ormuz representava uma das principais conquistas do entendimento diplomático e era considerada fundamental para evitar uma crise econômica de alcance global.

Com a nova escalada de tensão, a atenção internacional se concentra agora na capacidade do presidente Donald Trump de influenciar Israel a reduzir suas operações militares no Líbano e preservar o acordo firmado recentemente.

Crescem as críticas dos EUA às ações israelenses

O episódio ocorre em meio ao aumento das divergências entre Washington e Tel Aviv. Nos últimos dias, integrantes do governo americano intensificaram críticas às operações militares israelenses no sul do Líbano, alegando uso excessivo da força durante as ações na região.

A evolução dos acontecimentos poderá ser decisiva para o futuro do cessar-fogo e para a estabilidade geopolítica no Oriente Médio.

FONTE: BBC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Negociações entre EUA e Irã avançam na Suíça, mas conflito no Líbano segue como obstáculo

Representantes dos Estados Unidos e do Irã se reuniram neste domingo (21), na Suíça, para a primeira rodada de negociações após a assinatura de um memorando de entendimento que busca estabelecer um acordo de paz abrangente para o Oriente Médio. O encontro aconteceu em um momento de forte tensão regional, marcado pela escalada do conflito entre Israel e o Hezbollah no Líbano.

A reunião teve duração de cerca de 80 minutos e abordou temas considerados centrais para a implementação do memorando, incluindo segurança regional, sanções econômicas e estabilidade no Golfo.

Irã condiciona acordo ao fim dos conflitos regionais

Durante as conversações, a delegação iraniana destacou que qualquer avanço rumo a um acordo definitivo dependerá da interrupção das hostilidades em todas as frentes de conflito da região, especialmente no Líbano. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, o objetivo do encontro foi discutir mecanismos para colocar em prática os compromissos assumidos no memorando. O governo iraniano argumenta que não há condições para avançar nas negociações finais enquanto persistirem operações militares na região.

A posição foi reforçada após novos ataques israelenses ao território libanês no sábado (20). Em resposta, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, contrariando os termos do memorando que previam a manutenção da livre navegação por 60 dias.

Sanções e exportação de petróleo também estiveram na pauta

Outro tema discutido entre os dois países foi a flexibilização das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao Irã. De acordo com Baqaei, as delegações trataram de possíveis isenções para a exportação de petróleo iraniano, atualmente limitada pelas restrições norte-americanas. Também foram debatidas alternativas para a liberação de recursos financeiros iranianos bloqueados no exterior.

Enquanto as negociações aconteciam na Suíça, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom ao responsabilizar o Hezbollah pela deterioração da situação no Líbano. Em declaração pública, Trump afirmou que o Irã deve conter a atuação do grupo libanês e advertiu que poderá ordenar novos ataques contra o país caso considere necessário.

A reação iraniana veio rapidamente. O presidente do Parlamento do Irã, MB Ghalibaf, que participa das negociações, declarou que Teerã não se intimida diante das ameaças e afirmou que as Forças Armadas iranianas estão preparadas para responder a qualquer ação militar.

EUA demonstram otimismo com diálogo diplomático

Apesar das declarações mais duras de Trump, integrantes da delegação norte-americana demonstraram confiança no processo diplomático. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que lidera as negociações em nome da Casa Branca, afirmou que houve avanços significativos nos últimos dias. Segundo ele, o governo americano busca construir uma nova fase de relacionamento com o povo iraniano e acredita na diplomacia como ferramenta para reduzir as tensões no Oriente Médio.

Enquanto o Irã pressiona Washington a influenciar Israel para encerrar suas operações militares, o governo israelense reafirmou que pretende manter tropas no sul do Líbano. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que as forças israelenses continuarão atuando na chamada zona de segurança e terão liberdade para realizar ações contra ameaças consideradas relevantes para a segurança nacional. A declaração reforça o posicionamento já defendido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de que não haverá retirada das tropas israelenses da região neste momento.

Hezbollah promete reagir à ocupação israelense

Também neste domingo, o Hezbollah voltou a criticar a presença militar israelense em território libanês. Em comunicado, o secretário-geral da organização, Sheikh Naim Qassem, afirmou que qualquer violação relacionada à ocupação será respondida pelo grupo. Segundo ele, os Estados Unidos possuem influência suficiente para pressionar Israel a interromper suas operações militares, mas continuam apoiando as ações israelenses na região.

O posicionamento evidencia a complexidade do cenário diplomático e militar no Oriente Médio, onde as negociações entre Washington e Teerã seguem diretamente condicionadas à evolução dos conflitos em curso.

Fonte: Agência Brasil

Texto: Redação

Imagem: Reprodução ©ANSA/EPA

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Internacional

Estreito de Ormuz terá administração regional após acordo entre Irã e Estados Unidos

Um memorando de entendimento firmado entre Irã e Estados Unidos estabelece uma série de compromissos para reduzir tensões no Oriente Médio, incluindo o encerramento imediato de conflitos em andamento e a definição de uma nova gestão para o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

O documento, composto por 14 cláusulas, foi divulgado por veículos de comunicação iranianos e norte-americanos. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também compartilhou o conteúdo nas redes sociais.

Fim dos conflitos está entre as primeiras medidas previstas

O primeiro item do acordo determina o encerramento imediato e permanente das operações militares relacionadas aos conflitos envolvendo Israel no Líbano e na Faixa de Gaza.

Além disso, Irã e Estados Unidos assumem o compromisso de não iniciar novas ações militares um contra o outro, respeitando a soberania e a integridade territorial dos países envolvidos.

Segundo o texto, as partes também concordam em evitar interferências em assuntos internos e trabalhar pela estabilidade regional.

Estreito de Ormuz terá gestão compartilhada

Um dos pontos mais relevantes do memorando trata da administração futura do Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa uma parcela significativa do comércio global de petróleo.

Pelo acordo, a definição da gestão da via será conduzida pelo Irã, pelo Sultanato de Omã e pelos demais países banhados pelo Golfo Pérsico, seguindo normas do direito internacional e respeitando a soberania dos Estados costeiros.

O documento também prevê a liberação da navegação comercial pelo estreito durante um período inicial de 60 dias, sem cobrança de taxas e com garantia de segurança para as embarcações.

Antes da escalada das tensões na região, cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente transitava pelo local.

Suspensão de sanções e desbloqueio de recursos

Outro aspecto central do entendimento envolve a retirada gradual das sanções econômicas contra o Irã.

O memorando prevê que os Estados Unidos iniciem o processo de eliminação das restrições impostas ao país, incluindo medidas ligadas ao comércio de petróleo, transações financeiras e ativos iranianos congelados no exterior.

Também está prevista a liberação de fundos bloqueados e a emissão de autorizações para operações bancárias e comerciais relacionadas à economia iraniana.

Programa nuclear ficará sob supervisão internacional

Em contrapartida, o governo iraniano reafirmou o compromisso de não desenvolver armas nucleares.

O texto estabelece que o país aceitará inspeções e mecanismos de monitoramento conduzidos pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU).

Além disso, as duas partes deverão negociar o destino do material nuclear enriquecido atualmente armazenado pelo Irã, sob supervisão internacional.

Plano de reconstrução prevê investimento bilionário

O memorando também contempla a elaboração de um programa de reconstrução e desenvolvimento econômico para o Irã.

A proposta prevê investimentos mínimos de US$ 300 bilhões, financiados em cooperação com parceiros regionais e articulados pelos Estados Unidos. Os detalhes do mecanismo de implementação deverão ser definidos durante as negociações do acordo definitivo.

Prazo de 60 dias para acordo final

Embora algumas medidas tenham aplicação imediata, como a redução das hostilidades, a flexibilização do bloqueio naval e a liberação gradual da navegação em Ormuz, o memorando estabelece um prazo inicial de 60 dias para a conclusão de um acordo definitivo.

Esse período poderá ser prorrogado mediante consenso entre as partes.

O texto ainda prevê a criação de um mecanismo de monitoramento para acompanhar o cumprimento das cláusulas acordadas e determina que o pacto final seja posteriormente ratificado por meio de resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Transporte

Estreito de Ormuz pode levar até 50 dias para retomar tráfego normal após acordo entre EUA e Irã

A reabertura do Estreito de Ormuz após o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã não significa uma retomada imediata da navegação comercial. Especialistas em segurança marítima alertam que a verificação e remoção de possíveis minas navais na região podem atrasar por várias semanas o retorno das operações em níveis considerados normais.

Segundo avaliações de fontes ligadas ao setor naval e de segurança internacional, o processo de inspeção, realizado por navios varredores de minas e drones submarinos especializados, pode durar entre 40 e 50 dias. Até que haja garantias concretas de segurança, seguradoras, armadores e empresas petrolíferas tendem a manter cautela em relação ao tráfego pela rota.

Possível presença de minas preocupa setor marítimo

A principal preocupação das companhias de navegação é a existência de minas navais ao longo da via marítima, considerada uma das mais estratégicas do planeta para o transporte de energia.

Antes do conflito, cerca de 20% da oferta mundial diária de petróleo e gás natural liquefeito passava pelo estreito. Qualquer atraso na normalização do corredor pode manter retidos milhões de barris de petróleo e prolongar os impactos sobre o mercado energético global.

O cenário ganha ainda mais relevância diante da redução dos estoques de petróleo nas principais economias mundiais, que se aproximam dos menores níveis registrados desde 2003, segundo análises recentes do setor energético.

Empresas exigem garantias antes de retomar operações

Embora embarcações tenham conseguido cruzar a região nas últimas semanas com apoio indireto de autoridades dos dois países, empresas do setor afirmam que o risco continua elevado.

Jakob Larsen, diretor de segurança da associação internacional de transporte marítimo Bimco, afirmou que ainda não existem condições para uma retomada plena da navegação comercial.

De acordo com ele, a ameaça representada pelas minas exige a definição de corredores comprovadamente seguros antes que os navios voltem a operar normalmente.

A preocupação também envolve os altos valores em risco. Um superpetroleiro carregado pode representar cerca de US$ 300 milhões entre embarcação e carga, o que leva seguradoras e operadores a exigirem elevados níveis de segurança antes da travessia.

Informações sobre minas permanecem incertas

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a quantidade de minas que teriam sido posicionadas na região.

Durante o conflito, o Irã ameaçou utilizar minas marítimas para restringir o acesso ao estreito, mas não confirmou publicamente a instalação dos artefatos. Já os Estados Unidos afirmam que embarcações iranianas envolvidas em operações de minagem foram alvo de ataques militares.

No início de junho, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou ao Senado que extensas áreas de Ormuz haviam sido minadas. Dias depois, a Marinha da Alemanha informou ter recebido relatórios dos Estados Unidos e do Reino Unido apontando a localização de minas em quatro pontos próximos ao estreito, embora sem confirmação independente.

Tráfego marítimo segue abaixo dos níveis anteriores ao conflito

Apesar dos avanços diplomáticos, a movimentação de navios continua bastante reduzida.

Dados do setor mostram que, nas últimas semanas, entre 12 e 15 embarcações cruzaram diariamente o estreito. Antes da guerra, esse volume variava entre 120 e 140 navios por dia.

A diferença demonstra que boa parte das empresas ainda aguarda condições mais seguras antes de retomar suas rotas regulares.

Operação internacional de limpeza pode durar meses

Diversos países já mobilizaram recursos para uma eventual operação de desminagem. Reino Unido, França e Alemanha enviaram navios de guerra e embarcações especializadas para o Oriente Médio, com o objetivo de apoiar possíveis ações de remoção de explosivos.

Especialistas em segurança marítima avaliam que a tarefa poderá ser complexa. Corey Ranslem, diretor da Dryad Global, afirma que, mesmo após ataques contra estruturas militares iranianas, estimativas indicam que o país poderia manter até mil minas navais disponíveis.

Segundo ele, a identificação de um campo minado pode exigir semanas ou até meses de trabalho até que a área seja considerada totalmente segura para a navegação comercial.

OMI destaca importância da reabertura

Para a Organização Marítima Internacional (OMI), o acordo entre Estados Unidos e Irã representa um avanço importante para restabelecer a segurança em uma das rotas marítimas mais relevantes do mundo.

O secretário-geral da entidade, Arsenio Domínguez, destacou que a reabertura do corredor é um passo positivo para a proteção de tripulações e embarcações. No entanto, ressaltou que a normalização completa dependerá da implementação de todas as medidas necessárias para garantir a segurança da navegação.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Internacional

Acordo entre Estados Unidos e Irã: entenda os 5 principais pontos do cessar-fogo

Após meses de confrontos, os governos dos Estados Unidos e do Irã anunciaram um acordo preliminar para encerrar a guerra iniciada em fevereiro e restabelecer a circulação no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o transporte global de petróleo.

Embora o entendimento represente um avanço diplomático significativo, temas considerados essenciais seguem sem definição, incluindo o futuro do programa nuclear iraniano e a possível suspensão de sanções econômicas impostas a Teerã.

A mediação das negociações contou com a participação do Paquistão, Catar, Arábia Saudita e Turquia. A assinatura oficial do documento está prevista para ocorrer na Suíça, na próxima sexta-feira (19).

1. Cessar-fogo prevê fim das operações militares

O memorando estabelece a interrupção imediata e permanente das ações militares entre Estados Unidos e Irã.

Segundo autoridades iranianas, a medida também deverá alcançar outras frentes relacionadas ao conflito, incluindo áreas no Líbano. A guerra teve início em 28 de fevereiro, após ofensivas conjuntas realizadas por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos.

Apesar do anúncio, ainda existem dúvidas sobre a aplicação integral do acordo. Israel já indicou que pretende manter operações em regiões consideradas estratégicas, como partes do Líbano, da Síria e da Faixa de Gaza.

2. Reabertura do Estreito de Ormuz pode aliviar mercado de energia

Um dos efeitos mais imediatos do acordo será a reabertura do Estreito de Ormuz, prevista para os próximos dias.

A passagem marítima é responsável pelo escoamento de aproximadamente 20% do petróleo consumido globalmente e permaneceu bloqueada durante parte do conflito. O fechamento provocou aumento dos preços da energia e impactou o comércio internacional.

Dados do setor marítimo apontam que centenas de embarcações aguardam autorização para atravessar a região. Mesmo com a previsão de reabertura, empresas de navegação ainda aguardam definições sobre segurança operacional, retirada de minas e garantias de cobertura securitária.

3. Programa nuclear segue como principal desafio

O tema mais sensível das negociações ficou para uma segunda etapa.

O acordo estabelece um prazo de 60 dias para que as partes discutam o futuro do programa nuclear do Irã. O objetivo declarado por Washington é impedir que Teerã desenvolva armamentos nucleares.

Até o momento, os governos envolvidos não divulgaram detalhes sobre eventuais limites ao enriquecimento de urânio nem os compromissos que poderão ser assumidos ao longo das próximas rodadas de negociação.

4. Sanções econômicas ainda dependem de consenso

A situação das sanções internacionais impostas ao Irã também permanece indefinida.

Autoridades iranianas defendem o desbloqueio de ativos financeiros congelados no exterior e a flexibilização das restrições econômicas. Entre as propostas em análise estaria a liberação de bilhões de dólares pertencentes ao governo iraniano.

Países europeus sinalizam que podem rever algumas medidas caso o Irã aceite mecanismos verificáveis de controle nuclear. Nos Estados Unidos, entretanto, mudanças mais amplas poderão depender de apoio político interno e aprovação legislativa.

5. Mercados reagem à expectativa de estabilidade

O anúncio do acordo repercutiu rapidamente nos mercados internacionais.

O preço do petróleo Brent registrou queda após a divulgação do entendimento, refletindo a expectativa de retomada do fluxo normal de exportações na região do Golfo.

Além dos impactos econômicos, o conflito vinha gerando desgaste político nos Estados Unidos devido à alta dos combustíveis e aos custos associados à guerra. O debate sobre o programa nuclear iraniano também continua provocando divergências entre diferentes setores políticos americanos.

Acordo já está em vigor?

De forma parcial. Segundo os governos dos Estados Unidos e do Irã, o cessar-fogo começou a valer imediatamente após o anúncio.

No entanto, a implementação completa dependerá da assinatura oficial prevista para a Suíça e do avanço das negociações sobre temas pendentes, como o programa nuclear, as sanções econômicas e a manutenção da estabilidade militar nos próximos dias.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

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