Internacional

Estreito de Ormuz volta ao centro da crise após Irã acusar EUA e Israel de descumprirem cessar-fogo

O governo do Irã anunciou que pretende voltar a fechar o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais de energia do planeta, após acusar Estados Unidos e Israel de descumprirem os termos de um recente acordo de cessar-fogo.

Segundo as Forças Armadas iranianas, a medida foi motivada pelo que classificaram como uma “violação clara” dos compromissos assumidos por Washington no acordo firmado para encerrar os confrontos na região.

Acordo previa suspensão imediata das operações militares

Teerã afirma que a decisão está baseada no primeiro ponto do pacto de 14 cláusulas divulgado em 17 de junho, que estabelecia a interrupção imediata e permanente das ações militares em todas as frentes de conflito, incluindo o território libanês.

As autoridades iranianas sustentam que os acontecimentos registrados nos dias seguintes ao anúncio demonstram que o entendimento não foi respeitado pelas partes envolvidas.

Ataques no sul do Líbano aumentam tensão regional

A controvérsia ganhou força após relatos de bombardeios israelenses no sul do Líbano que teriam deixado pelo menos 20 mortos menos de 24 horas após a divulgação do novo cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah.

O episódio elevou novamente as preocupações sobre a estabilidade do acordo e alimentou as críticas do governo iraniano em relação à atuação de Washington e Tel Aviv.

Estados Unidos contestam fechamento da rota marítima

Apesar das declarações iranianas, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou neste sábado (20) que não há indícios concretos de que o país tenha iniciado o bloqueio da passagem marítima.

Durante entrevista coletiva, Vance declarou que as autoridades americanas não identificaram evidências que confirmem o fechamento do corredor estratégico.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante?

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio global de energia. Localizado entre o Irã, os Emirados Árabes Unidos e Omã, o canal concentra aproximadamente 20% de todo o petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) negociados internacionalmente.

No início deste ano, após ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, o tráfego na região chegou a ser interrompido, provocando forte impacto nos mercados e uma rápida alta nos preços do petróleo.

Pressão internacional se volta para Donald Trump

Para o correspondente da BBC em Israel, Jon Donnison, os sinais de desgaste do acordo já eram visíveis desde sua assinatura.

Segundo a análise, a reabertura parcial do Estreito de Ormuz representava uma das principais conquistas do entendimento diplomático e era considerada fundamental para evitar uma crise econômica de alcance global.

Com a nova escalada de tensão, a atenção internacional se concentra agora na capacidade do presidente Donald Trump de influenciar Israel a reduzir suas operações militares no Líbano e preservar o acordo firmado recentemente.

Crescem as críticas dos EUA às ações israelenses

O episódio ocorre em meio ao aumento das divergências entre Washington e Tel Aviv. Nos últimos dias, integrantes do governo americano intensificaram críticas às operações militares israelenses no sul do Líbano, alegando uso excessivo da força durante as ações na região.

A evolução dos acontecimentos poderá ser decisiva para o futuro do cessar-fogo e para a estabilidade geopolítica no Oriente Médio.

FONTE: BBC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Negociações entre EUA e Irã avançam na Suíça, mas conflito no Líbano segue como obstáculo

Representantes dos Estados Unidos e do Irã se reuniram neste domingo (21), na Suíça, para a primeira rodada de negociações após a assinatura de um memorando de entendimento que busca estabelecer um acordo de paz abrangente para o Oriente Médio. O encontro aconteceu em um momento de forte tensão regional, marcado pela escalada do conflito entre Israel e o Hezbollah no Líbano.

A reunião teve duração de cerca de 80 minutos e abordou temas considerados centrais para a implementação do memorando, incluindo segurança regional, sanções econômicas e estabilidade no Golfo.

Irã condiciona acordo ao fim dos conflitos regionais

Durante as conversações, a delegação iraniana destacou que qualquer avanço rumo a um acordo definitivo dependerá da interrupção das hostilidades em todas as frentes de conflito da região, especialmente no Líbano. Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, o objetivo do encontro foi discutir mecanismos para colocar em prática os compromissos assumidos no memorando. O governo iraniano argumenta que não há condições para avançar nas negociações finais enquanto persistirem operações militares na região.

A posição foi reforçada após novos ataques israelenses ao território libanês no sábado (20). Em resposta, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo, contrariando os termos do memorando que previam a manutenção da livre navegação por 60 dias.

Sanções e exportação de petróleo também estiveram na pauta

Outro tema discutido entre os dois países foi a flexibilização das sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos ao Irã. De acordo com Baqaei, as delegações trataram de possíveis isenções para a exportação de petróleo iraniano, atualmente limitada pelas restrições norte-americanas. Também foram debatidas alternativas para a liberação de recursos financeiros iranianos bloqueados no exterior.

Enquanto as negociações aconteciam na Suíça, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom ao responsabilizar o Hezbollah pela deterioração da situação no Líbano. Em declaração pública, Trump afirmou que o Irã deve conter a atuação do grupo libanês e advertiu que poderá ordenar novos ataques contra o país caso considere necessário.

A reação iraniana veio rapidamente. O presidente do Parlamento do Irã, MB Ghalibaf, que participa das negociações, declarou que Teerã não se intimida diante das ameaças e afirmou que as Forças Armadas iranianas estão preparadas para responder a qualquer ação militar.

EUA demonstram otimismo com diálogo diplomático

Apesar das declarações mais duras de Trump, integrantes da delegação norte-americana demonstraram confiança no processo diplomático. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que lidera as negociações em nome da Casa Branca, afirmou que houve avanços significativos nos últimos dias. Segundo ele, o governo americano busca construir uma nova fase de relacionamento com o povo iraniano e acredita na diplomacia como ferramenta para reduzir as tensões no Oriente Médio.

Enquanto o Irã pressiona Washington a influenciar Israel para encerrar suas operações militares, o governo israelense reafirmou que pretende manter tropas no sul do Líbano. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que as forças israelenses continuarão atuando na chamada zona de segurança e terão liberdade para realizar ações contra ameaças consideradas relevantes para a segurança nacional. A declaração reforça o posicionamento já defendido pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu de que não haverá retirada das tropas israelenses da região neste momento.

Hezbollah promete reagir à ocupação israelense

Também neste domingo, o Hezbollah voltou a criticar a presença militar israelense em território libanês. Em comunicado, o secretário-geral da organização, Sheikh Naim Qassem, afirmou que qualquer violação relacionada à ocupação será respondida pelo grupo. Segundo ele, os Estados Unidos possuem influência suficiente para pressionar Israel a interromper suas operações militares, mas continuam apoiando as ações israelenses na região.

O posicionamento evidencia a complexidade do cenário diplomático e militar no Oriente Médio, onde as negociações entre Washington e Teerã seguem diretamente condicionadas à evolução dos conflitos em curso.

Fonte: Agência Brasil

Texto: Redação

Imagem: Reprodução ©ANSA/EPA

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Internacional

Estreito de Ormuz terá administração regional após acordo entre Irã e Estados Unidos

Um memorando de entendimento firmado entre Irã e Estados Unidos estabelece uma série de compromissos para reduzir tensões no Oriente Médio, incluindo o encerramento imediato de conflitos em andamento e a definição de uma nova gestão para o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

O documento, composto por 14 cláusulas, foi divulgado por veículos de comunicação iranianos e norte-americanos. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também compartilhou o conteúdo nas redes sociais.

Fim dos conflitos está entre as primeiras medidas previstas

O primeiro item do acordo determina o encerramento imediato e permanente das operações militares relacionadas aos conflitos envolvendo Israel no Líbano e na Faixa de Gaza.

Além disso, Irã e Estados Unidos assumem o compromisso de não iniciar novas ações militares um contra o outro, respeitando a soberania e a integridade territorial dos países envolvidos.

Segundo o texto, as partes também concordam em evitar interferências em assuntos internos e trabalhar pela estabilidade regional.

Estreito de Ormuz terá gestão compartilhada

Um dos pontos mais relevantes do memorando trata da administração futura do Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa uma parcela significativa do comércio global de petróleo.

Pelo acordo, a definição da gestão da via será conduzida pelo Irã, pelo Sultanato de Omã e pelos demais países banhados pelo Golfo Pérsico, seguindo normas do direito internacional e respeitando a soberania dos Estados costeiros.

O documento também prevê a liberação da navegação comercial pelo estreito durante um período inicial de 60 dias, sem cobrança de taxas e com garantia de segurança para as embarcações.

Antes da escalada das tensões na região, cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente transitava pelo local.

Suspensão de sanções e desbloqueio de recursos

Outro aspecto central do entendimento envolve a retirada gradual das sanções econômicas contra o Irã.

O memorando prevê que os Estados Unidos iniciem o processo de eliminação das restrições impostas ao país, incluindo medidas ligadas ao comércio de petróleo, transações financeiras e ativos iranianos congelados no exterior.

Também está prevista a liberação de fundos bloqueados e a emissão de autorizações para operações bancárias e comerciais relacionadas à economia iraniana.

Programa nuclear ficará sob supervisão internacional

Em contrapartida, o governo iraniano reafirmou o compromisso de não desenvolver armas nucleares.

O texto estabelece que o país aceitará inspeções e mecanismos de monitoramento conduzidos pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU).

Além disso, as duas partes deverão negociar o destino do material nuclear enriquecido atualmente armazenado pelo Irã, sob supervisão internacional.

Plano de reconstrução prevê investimento bilionário

O memorando também contempla a elaboração de um programa de reconstrução e desenvolvimento econômico para o Irã.

A proposta prevê investimentos mínimos de US$ 300 bilhões, financiados em cooperação com parceiros regionais e articulados pelos Estados Unidos. Os detalhes do mecanismo de implementação deverão ser definidos durante as negociações do acordo definitivo.

Prazo de 60 dias para acordo final

Embora algumas medidas tenham aplicação imediata, como a redução das hostilidades, a flexibilização do bloqueio naval e a liberação gradual da navegação em Ormuz, o memorando estabelece um prazo inicial de 60 dias para a conclusão de um acordo definitivo.

Esse período poderá ser prorrogado mediante consenso entre as partes.

O texto ainda prevê a criação de um mecanismo de monitoramento para acompanhar o cumprimento das cláusulas acordadas e determina que o pacto final seja posteriormente ratificado por meio de resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Transporte

Estreito de Ormuz pode levar até 50 dias para retomar tráfego normal após acordo entre EUA e Irã

A reabertura do Estreito de Ormuz após o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã não significa uma retomada imediata da navegação comercial. Especialistas em segurança marítima alertam que a verificação e remoção de possíveis minas navais na região podem atrasar por várias semanas o retorno das operações em níveis considerados normais.

Segundo avaliações de fontes ligadas ao setor naval e de segurança internacional, o processo de inspeção, realizado por navios varredores de minas e drones submarinos especializados, pode durar entre 40 e 50 dias. Até que haja garantias concretas de segurança, seguradoras, armadores e empresas petrolíferas tendem a manter cautela em relação ao tráfego pela rota.

Possível presença de minas preocupa setor marítimo

A principal preocupação das companhias de navegação é a existência de minas navais ao longo da via marítima, considerada uma das mais estratégicas do planeta para o transporte de energia.

Antes do conflito, cerca de 20% da oferta mundial diária de petróleo e gás natural liquefeito passava pelo estreito. Qualquer atraso na normalização do corredor pode manter retidos milhões de barris de petróleo e prolongar os impactos sobre o mercado energético global.

O cenário ganha ainda mais relevância diante da redução dos estoques de petróleo nas principais economias mundiais, que se aproximam dos menores níveis registrados desde 2003, segundo análises recentes do setor energético.

Empresas exigem garantias antes de retomar operações

Embora embarcações tenham conseguido cruzar a região nas últimas semanas com apoio indireto de autoridades dos dois países, empresas do setor afirmam que o risco continua elevado.

Jakob Larsen, diretor de segurança da associação internacional de transporte marítimo Bimco, afirmou que ainda não existem condições para uma retomada plena da navegação comercial.

De acordo com ele, a ameaça representada pelas minas exige a definição de corredores comprovadamente seguros antes que os navios voltem a operar normalmente.

A preocupação também envolve os altos valores em risco. Um superpetroleiro carregado pode representar cerca de US$ 300 milhões entre embarcação e carga, o que leva seguradoras e operadores a exigirem elevados níveis de segurança antes da travessia.

Informações sobre minas permanecem incertas

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a quantidade de minas que teriam sido posicionadas na região.

Durante o conflito, o Irã ameaçou utilizar minas marítimas para restringir o acesso ao estreito, mas não confirmou publicamente a instalação dos artefatos. Já os Estados Unidos afirmam que embarcações iranianas envolvidas em operações de minagem foram alvo de ataques militares.

No início de junho, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou ao Senado que extensas áreas de Ormuz haviam sido minadas. Dias depois, a Marinha da Alemanha informou ter recebido relatórios dos Estados Unidos e do Reino Unido apontando a localização de minas em quatro pontos próximos ao estreito, embora sem confirmação independente.

Tráfego marítimo segue abaixo dos níveis anteriores ao conflito

Apesar dos avanços diplomáticos, a movimentação de navios continua bastante reduzida.

Dados do setor mostram que, nas últimas semanas, entre 12 e 15 embarcações cruzaram diariamente o estreito. Antes da guerra, esse volume variava entre 120 e 140 navios por dia.

A diferença demonstra que boa parte das empresas ainda aguarda condições mais seguras antes de retomar suas rotas regulares.

Operação internacional de limpeza pode durar meses

Diversos países já mobilizaram recursos para uma eventual operação de desminagem. Reino Unido, França e Alemanha enviaram navios de guerra e embarcações especializadas para o Oriente Médio, com o objetivo de apoiar possíveis ações de remoção de explosivos.

Especialistas em segurança marítima avaliam que a tarefa poderá ser complexa. Corey Ranslem, diretor da Dryad Global, afirma que, mesmo após ataques contra estruturas militares iranianas, estimativas indicam que o país poderia manter até mil minas navais disponíveis.

Segundo ele, a identificação de um campo minado pode exigir semanas ou até meses de trabalho até que a área seja considerada totalmente segura para a navegação comercial.

OMI destaca importância da reabertura

Para a Organização Marítima Internacional (OMI), o acordo entre Estados Unidos e Irã representa um avanço importante para restabelecer a segurança em uma das rotas marítimas mais relevantes do mundo.

O secretário-geral da entidade, Arsenio Domínguez, destacou que a reabertura do corredor é um passo positivo para a proteção de tripulações e embarcações. No entanto, ressaltou que a normalização completa dependerá da implementação de todas as medidas necessárias para garantir a segurança da navegação.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Internacional

Acordo entre Estados Unidos e Irã: entenda os 5 principais pontos do cessar-fogo

Após meses de confrontos, os governos dos Estados Unidos e do Irã anunciaram um acordo preliminar para encerrar a guerra iniciada em fevereiro e restabelecer a circulação no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas para o transporte global de petróleo.

Embora o entendimento represente um avanço diplomático significativo, temas considerados essenciais seguem sem definição, incluindo o futuro do programa nuclear iraniano e a possível suspensão de sanções econômicas impostas a Teerã.

A mediação das negociações contou com a participação do Paquistão, Catar, Arábia Saudita e Turquia. A assinatura oficial do documento está prevista para ocorrer na Suíça, na próxima sexta-feira (19).

1. Cessar-fogo prevê fim das operações militares

O memorando estabelece a interrupção imediata e permanente das ações militares entre Estados Unidos e Irã.

Segundo autoridades iranianas, a medida também deverá alcançar outras frentes relacionadas ao conflito, incluindo áreas no Líbano. A guerra teve início em 28 de fevereiro, após ofensivas conjuntas realizadas por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos.

Apesar do anúncio, ainda existem dúvidas sobre a aplicação integral do acordo. Israel já indicou que pretende manter operações em regiões consideradas estratégicas, como partes do Líbano, da Síria e da Faixa de Gaza.

2. Reabertura do Estreito de Ormuz pode aliviar mercado de energia

Um dos efeitos mais imediatos do acordo será a reabertura do Estreito de Ormuz, prevista para os próximos dias.

A passagem marítima é responsável pelo escoamento de aproximadamente 20% do petróleo consumido globalmente e permaneceu bloqueada durante parte do conflito. O fechamento provocou aumento dos preços da energia e impactou o comércio internacional.

Dados do setor marítimo apontam que centenas de embarcações aguardam autorização para atravessar a região. Mesmo com a previsão de reabertura, empresas de navegação ainda aguardam definições sobre segurança operacional, retirada de minas e garantias de cobertura securitária.

3. Programa nuclear segue como principal desafio

O tema mais sensível das negociações ficou para uma segunda etapa.

O acordo estabelece um prazo de 60 dias para que as partes discutam o futuro do programa nuclear do Irã. O objetivo declarado por Washington é impedir que Teerã desenvolva armamentos nucleares.

Até o momento, os governos envolvidos não divulgaram detalhes sobre eventuais limites ao enriquecimento de urânio nem os compromissos que poderão ser assumidos ao longo das próximas rodadas de negociação.

4. Sanções econômicas ainda dependem de consenso

A situação das sanções internacionais impostas ao Irã também permanece indefinida.

Autoridades iranianas defendem o desbloqueio de ativos financeiros congelados no exterior e a flexibilização das restrições econômicas. Entre as propostas em análise estaria a liberação de bilhões de dólares pertencentes ao governo iraniano.

Países europeus sinalizam que podem rever algumas medidas caso o Irã aceite mecanismos verificáveis de controle nuclear. Nos Estados Unidos, entretanto, mudanças mais amplas poderão depender de apoio político interno e aprovação legislativa.

5. Mercados reagem à expectativa de estabilidade

O anúncio do acordo repercutiu rapidamente nos mercados internacionais.

O preço do petróleo Brent registrou queda após a divulgação do entendimento, refletindo a expectativa de retomada do fluxo normal de exportações na região do Golfo.

Além dos impactos econômicos, o conflito vinha gerando desgaste político nos Estados Unidos devido à alta dos combustíveis e aos custos associados à guerra. O debate sobre o programa nuclear iraniano também continua provocando divergências entre diferentes setores políticos americanos.

Acordo já está em vigor?

De forma parcial. Segundo os governos dos Estados Unidos e do Irã, o cessar-fogo começou a valer imediatamente após o anúncio.

No entanto, a implementação completa dependerá da assinatura oficial prevista para a Suíça e do avanço das negociações sobre temas pendentes, como o programa nuclear, as sanções econômicas e a manutenção da estabilidade militar nos próximos dias.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Transporte

Estreito de Hormuz: cessar-fogo entra em colapso e novos ataques atingem navios petroleiros

O frágil cessar-fogo no Estreito de Hormuz chegou ao fim após uma nova onda de confrontos entre Estados Unidos e Irã nas últimas 24 horas. O agravamento da crise coincidiu com ataques a navios petroleiros próximos à costa de Omã, deixando marítimos desaparecidos e ampliando as preocupações com a segurança da navegação internacional.

Entre os incidentes registrados está o do navio-tanque Settebello, que sofreu um incêndio a cerca de 20 milhas náuticas do porto de Sohar, em Omã. Segundo informações da empresa especializada em segurança marítima Vanguard Tech, a embarcação enviou um pedido de socorro informando ter sido atingida por um míssil. O episódio resultou no desaparecimento de três tripulantes e deixou outro gravemente ferido.

Estados Unidos confirmam ataque ao petroleiro

Em comunicado, as forças militares norte-americanas confirmaram ter realizado uma ação contra o Settebello. De acordo com a versão oficial, aeronaves dos EUA utilizaram munições de precisão para atingir a casa de máquinas do navio após a embarcação supostamente desrespeitar orientações emitidas por militares responsáveis pela aplicação de um bloqueio relacionado ao Irã.

Dados do Comando Central dos Estados Unidos indicam que este foi o oitavo navio desativado por operações norte-americanas desde meados de abril.

Outros incidentes elevam preocupação com a segurança marítima

O novo episódio ocorre poucos dias após um caso semelhante envolvendo o petroleiro Marivex, atingido em 8 de junho. Na ocasião, um incêndio foi registrado após disparos contra a área de máquinas da embarcação. Os 24 tripulantes indianos foram posteriormente resgatados pela Marinha de Omã.

Nesta quinta-feira, surgiram ainda relatos de emergência envolvendo outro navio-tanque, o Jalveer, que emitiu sinal de socorro após um incêndio ser detectado enquanto permanecia ancorado em uma área de espera offshore próxima a Shinas, também em Omã.

Segundo a Vanguard, as chamas teriam atingido a sala de máquinas e a estrutura da chaminé da embarcação. O navio transportava 20 tripulantes, e operações de evacuação foram iniciadas com apoio das autoridades omanenses. Até o momento, a causa do incêndio não foi oficialmente confirmada.

IMO condena ataques contra embarcações comerciais

A Organização Marítima Internacional (IMO) manifestou preocupação com a escalada da violência e condenou o ataque registrado contra o Settebello.

O secretário-geral da entidade, Arsenio Dominguez, afirmou que qualquer ação que coloque em risco a vida dos marítimos e a segurança do transporte marítimo internacional é inaceitável.

De acordo com a IMO, desde 28 de fevereiro foram confirmados 43 ataques contra embarcações comerciais na região do Estreito de Hormuz, resultando em pelo menos 11 mortes de tripulantes.

Analistas apontam colapso total da trégua

O analista marítimo dinamarquês Lars Jensen, que acompanha diariamente a crise na região, avaliou que o cessar-fogo entrou em colapso completo. Segundo ele, forças norte-americanas realizaram ataques contra cerca de uma dúzia de alvos em território iraniano, incluindo áreas próximas a Teerã.

Em resposta, o Irã teria lançado ofensivas contra instalações localizadas no Kuwait, Jordânia e Bahrein. O governo iraniano também alegou ter atingido dois petroleiros que tentavam atravessar o Estreito de Hormuz, embora essas informações ainda não tenham sido verificadas de forma independente.

Crise ameaça transporte marítimo global

A deterioração da situação no Estreito de Hormuz, passagem estratégica para o comércio mundial de petróleo e derivados, aumenta os riscos para o transporte marítimo internacional, gera preocupação entre armadores e pode impactar fluxos logísticos e energéticos em diversas regiões do mundo.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Splash 247

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Internacional

Estreito de Ormuz tem menos de mil navios em 100 dias de guerra entre Irã, EUA e Israel

O Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais importantes do planeta para o transporte de energia, registrou a circulação de apenas 988 embarcações comerciais nos primeiros 100 dias do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Em condições normais, esse mesmo volume seria alcançado em aproximadamente uma semana.

A marca coincide com os 100 dias da guerra, completados em 7 de junho, e evidencia o impacto do conflito sobre uma rota responsável por parcela significativa do comércio global de petróleo, gás natural liquefeito (GNL) e fertilizantes.

Importância global do Estreito de Ormuz

Antes da escalada militar iniciada em 28 de fevereiro, o estreito respondia por cerca de 20% do consumo diário mundial de petróleo e por uma fatia relevante do comércio internacional de GNL. Além disso, aproximadamente um terço do transporte marítimo de fertilizantes passava pela região.

Após os ataques preventivos liderados por Estados Unidos e Israel contra o Irã e as posteriores retaliações de Teerã contra infraestruturas estratégicas no Golfo, o fluxo marítimo sofreu uma forte retração.

Navegação limitada e novas rotas marítimas

Mesmo após três meses de conflito, o trânsito de navios permanece restrito. Para atravessar a região, armadores passaram a buscar acordos diplomáticos ou negociar diretamente com autoridades iranianas.

Durante o período, algumas embarcações navegaram com os sistemas de identificação automática (AIS) desligados. Também surgiu uma rota alternativa dentro das águas territoriais iranianas, enquanto parte da frota continuou utilizando o corredor oficialmente recomendado pela Organização Marítima Internacional (IMO).

Queda superior a 90% no movimento de embarcações

Dados da consultoria Kpler apontam que a movimentação de navios caiu mais de 90% em comparação com os níveis observados antes da guerra.

Entre 1º e 27 de fevereiro, a média diária era de 129 embarcações, número próximo ao histórico de 138 navios por dia. Já no centésimo dia do conflito, apenas 10 embarcações comerciais cruzaram o estreito.

Grande parte dos navios que continuaram operando na região pertence a chamadas “frotas sombra” ou embarcações sujeitas a sanções internacionais.

Oscilações no tráfego ao longo da guerra

No dia 28 de fevereiro, 78 embarcações passaram pelo estreito. Após o início das hostilidades, esse número caiu para 30 em 1º de março e para apenas 13 no dia seguinte.

Em determinados momentos, o movimento chegou ao mínimo de apenas dois navios por dia. O maior volume registrado durante a guerra ocorreu em 18 de abril, quando 27 embarcações realizaram a travessia.

Disputa política influencia acesso à rota

Em abril, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o estreito permaneceria aberto para embarcações comerciais até o fim do cessar-fogo no Líbano.

Do lado americano, o presidente Donald Trump declarou que a passagem marítima seguia operacional, mas ressaltou a manutenção do bloqueio dos Estados Unidos até que fosse alcançado um acordo com Teerã.

Pouco depois, o governo iraniano anunciou um fechamento de fato da rota, condicionando a normalização do tráfego ao fim das restrições impostas aos navios ligados aos portos iranianos. Em 7 de maio, apenas uma embarcação cruzou o estreito, o menor registro de todo o período analisado.

Transporte de petróleo continua predominante

Nos primeiros 100 dias da guerra, 456 navios transportando petróleo bruto e derivados utilizaram o corredor marítimo.

O volume caiu rapidamente após o início do conflito: de 50 embarcações em 28 de fevereiro para apenas duas em 3 de março. Em alguns dias, nenhum petroleiro realizou a travessia.

A maior parte dessas cargas partiu de portos iranianos, embora também tenham sido registrados embarques oriundos dos Emirados Árabes Unidos, Iraque, Arábia Saudita e Catar.

Os principais destinos foram países asiáticos, como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Vietnã, Malásia, Tailândia, Paquistão e Mianmar.

Comércio de gás natural liquefeito sofre forte impacto

Os ataques contra a infraestrutura energética do Golfo afetaram significativamente a produção regional, especialmente no Catar, um dos principais exportadores mundiais de GNL.

Durante vários dias, nenhum navio transportando gás natural liquefeito atravessou o Estreito de Ormuz. A primeira passagem após o início da guerra ocorreu apenas em 2 de abril.

Ao longo dos 100 dias, somente 18 metaneiros cruzaram a rota, representando cerca de 2% de todo o tráfego registrado no período. Os carregamentos tiveram como destino China, Índia, Japão e Paquistão.

Transporte de GLP e cargas secas mantém atividade reduzida

O fluxo de navios transportando gás liquefeito de petróleo (GLP) somou 149 embarcações, equivalentes a 15% do total registrado durante o conflito.

Esses navios partiram principalmente de portos do Irã, Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait, com cargas destinadas a mercados da Ásia, África e América do Sul, incluindo Chile, Indonésia, Malásia e China.

Já os navios de carga seca totalizaram 281 travessias, representando 28% do movimento geral. As embarcações operaram em rotas diversificadas, conectando países como Brasil, Argentina, Canadá, Ucrânia, Turquia, Omã, Tanzânia, China e Tailândia.

Navios de passageiros também deixaram a região

Além das embarcações de carga, cerca de dez navios de passageiros que ficaram retidos no Golfo após o início do conflito conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz durante os primeiros 100 dias da guerra.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Internacional

EUA realizam ataque contra instalações do Irã após incidente com drones no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos realizaram ataques contra instalações iranianas neste sábado (6), após a identificação de drones lançados pelo Irã em direção ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de petróleo e gás.

De acordo com informações divulgadas pelas forças americanas e reproduzidas pela Reuters, os alvos atingidos foram estruturas de radar e monitoramento costeiro utilizadas pelo governo iraniano. A ação ocorreu após quatro drones iranianos supostamente ameaçarem o tráfego marítimo na região.

Bases de vigilância foram alvo da ofensiva

Em publicação na rede social X, o Comando Central dos Estados Unidos informou que os ataques atingiram instalações de vigilância localizadas em Goruk e na Ilha Qeshm, áreas consideradas estratégicas dentro do Golfo Pérsico.

O governo iraniano reagiu imediatamente. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do país, a ofensiva norte-americana representa uma violação do cessar-fogo firmado em 8 de abril entre as partes envolvidas no conflito.

A pasta afirmou ainda que Washington deverá assumir as consequências decorrentes da operação militar, classificando a resposta iraniana como uma medida legítima diante da situação.

Irã anuncia retaliação contra interesses americanos

A Guarda Revolucionária do Irã informou que lançou ataques contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Kuwait e no Bahrein. Além disso, a corporação declarou ter realizado ações contra quatro navios-tanque que navegavam pelo Estreito de Ormuz sem autorização das autoridades iranianas.

As ações ampliam a preocupação internacional com a segurança da navegação em uma das áreas mais importantes para o transporte de energia no mundo.

Paquistão tenta intermediar solução diplomática

Em meio ao aumento das tensões, o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, chegou a Teerã neste sábado para participar de negociações com autoridades iranianas.

Segundo a mídia estatal do Irã, o representante paquistanês atua como mediador nas tentativas de restabelecer o diálogo e reduzir os riscos de uma nova escalada militar entre os países envolvidos.

Cessar-fogo enfrenta novos desafios

Embora um acordo de cessar-fogo tenha sido firmado há quase dois meses entre Estados Unidos, Israel e Irã, incidentes envolvendo drones continuaram sendo registrados em diferentes pontos do Golfo Pérsico.

Dados da empresa de análise marítima Kpler indicam que uma embarcação do Catar transportando gás natural liquefeito atravessou o Estreito de Ormuz pela primeira vez desde o início do conflito, iniciado em maio.

Além disso, ataques com drones foram relatados em diversas áreas da região. Um dos episódios atingiu um navio cargueiro que seguia em direção ao Catar, reforçando o clima de instabilidade no corredor marítimo.

Parlamento iraniano faz alerta aos EUA

Nas redes sociais, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, adotou um tom mais duro ao comentar os recentes acontecimentos.

Segundo ele, qualquer ação contra embarcações iranianas poderá provocar uma resposta imediata e contundente contra navios e instalações militares dos Estados Unidos na região.

A declaração evidencia o aumento da tensão diplomática e militar no Oriente Médio, enquanto esforços internacionais buscam evitar o agravamento do conflito.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Google Earth

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Internacional

Irã e EUA discutem acordo que pode reabrir tráfego no Estreito de Ormuz

Um possível avanço nas negociações entre Irã e Estados Unidos pode levar à reabertura do tráfego comercial no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

A informação foi divulgada pela TV estatal iraniana nesta quarta-feira (27), que afirmou que Teerã recebeu um rascunho preliminar e não oficial de um memorando de entendimento envolvendo os dois países.

Proposta prevê retomada do comércio marítimo

De acordo com a emissora iraniana, o esboço do acordo estabelece que o Irã retomaria o fluxo comercial no Estreito de Ormuz aos níveis registrados antes da guerra no prazo de um mês.

Em troca, os Estados Unidos retirariam forças militares posicionadas próximas ao território iraniano e suspenderiam o bloqueio naval aplicado na região.

O estreito é considerado um ponto estratégico para o mercado global de energia, já que grande parte do petróleo exportado pelo Oriente Médio passa pelo local.

Acordo ainda depende de negociações finais

Apesar da divulgação do possível entendimento, o governo iraniano ainda não confirmou oficialmente os detalhes do documento.

Segundo a TV estatal, o texto permanece em fase de negociação e qualquer medida concreta dependerá de “verificação tangível” por parte de Teerã.

O rascunho também prevê que o controle do tráfego marítimo no estreito seja administrado pelo Irã em cooperação com Omã.

Outro ponto citado pela emissora indica que embarcações militares não fariam parte do acordo inicial.

Conselho de Segurança da ONU pode validar entendimento

Caso as negociações avancem e um acordo definitivo seja fechado em até 60 dias, o entendimento poderá ser transformado em uma resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.

A possibilidade é vista como uma tentativa de garantir maior segurança jurídica e estabilidade internacional para o cumprimento do eventual acordo.

Tensões entre Washington e Teerã continuam

A divulgação do rascunho ocorre em meio a um cenário ainda marcado por desconfiança entre Washington e Teerã após meses de tensões militares e confrontos indiretos na região.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve se reunir com integrantes do governo na Casa Branca para discutir o avanço das negociações.

Recentemente, Trump afirmou que os dois países estariam “praticamente próximos” de um entendimento, embora o processo diplomático continue cercado de incertezas.

O possível acordo é acompanhado com atenção pelo mercado internacional devido aos impactos diretos que qualquer alteração no fluxo do Estreito de Ormuz pode provocar nos preços do petróleo e na segurança energética global.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

EUA e Irã avançam em acordo de paz, mas impasse sobre urânio e Estreito de Ormuz continua

As negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito iniciado em fevereiro avançaram nos últimos dias, segundo declarações oficiais dos dois países. Apesar dos sinais positivos, ainda existem divergências importantes envolvendo o programa nuclear iraniano e o controle da navegação no Estreito de Ormuz, área estratégica para o transporte mundial de petróleo.

Negociações de paz mostram avanço

Na quinta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que há “bons sinais” nas conversas diplomáticas para um possível acordo de paz no Oriente Médio.

Segundo Rubio, os diálogos têm evoluído, mas alguns pontos seguem sendo considerados sensíveis pelas autoridades americanas. Entre eles está o estoque de urânio enriquecido mantido por Teerã.

Estreito de Ormuz segue como principal obstáculo

Outro ponto de tensão envolve a proposta iraniana relacionada ao controle permanente da navegação no Estreito de Ormuz, rota marítima considerada vital para o comércio internacional de petróleo.

Durante entrevista concedida em Miami, na Flórida, Rubio afirmou que os EUA consideram “inaceitável” qualquer sistema de pedágio ou restrição fixa no local.

De acordo com o secretário de Estado, a comunidade internacional não apoia medidas que possam limitar o tráfego marítimo em uma das regiões mais estratégicas do planeta para o abastecimento energético global.

EUA falam em “outras opções” caso acordo fracasse

Apesar do tom otimista nas negociações, Rubio ressaltou que o governo americano possui alternativas caso não haja consenso entre as partes.

Sem detalhar quais seriam essas medidas, ele lembrou que o presidente dos Estados Unidos já indicou publicamente que poderá recorrer a “outras opções” se as tratativas não resultarem em um acordo considerado satisfatório por Washington.

Irã vê aproximação entre os lados

As declarações do representante americano ocorreram pouco depois de o governo iraniano afirmar que a proposta mais recente enviada pelos EUA ajudou a aproximar os dois países de um possível entendimento diplomático.

O avanço das conversas é acompanhado com atenção pela comunidade internacional devido ao impacto que o conflito pode gerar sobre a segurança no Oriente Médio e o mercado global de energia.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Metrópoles

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