Notícias

Irã ataca seis navios em um único dia perto do Estreito de Ormuz

Os ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz e em áreas próximas atingiram, em outubro, o maior ritmo desde o início da guerra entre Irã e Estados Unidos, em 28 de fevereiro. Segundo dados da agência britânica de Operações de Comércio Marítimo (UKMTO) e de fontes internacionais de segurança marítima, seis navios foram atacados apenas na segunda-feira, 12 de outubro.

Nos primeiros 12 dias do mês, mais de 18 embarcações comerciais teriam sido alvo de ações iranianas. Entre os dias 5 e 12 de outubro, foram registrados pelo menos 14 ataques, tentativas de ataque e interceptações envolvendo navios que navegavam pelo estreito e por suas proximidades.

Os episódios refletem o agravamento das tensões entre Teerã e Washington e ampliam as preocupações com a segurança da navegação em uma das principais rotas mundiais para o transporte de energia e matérias-primas.

Ataques a navios aumentam desde a retomada dos confrontos

Dados da UKMTO e declarações da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) apontam uma intensificação das ações contra o transporte marítimo comercial desde a retomada dos confrontos entre iranianos e norte-americanos, em julho.

Naquele mês, pelo menos 12 ataques contra petroleiros e cargueiros foram registrados. Em agosto, ao menos dez embarcações, incluindo navios-tanque e transportadores de gás natural liquefeito, foram alvo de ações nas proximidades do porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, e de Sohar, em Omã.

Em setembro, o número chegou a 18 navios, de acordo com os dados citados pelas fontes de segurança marítima.

A escalada ocorreu paralelamente ao aumento das operações de transferência de petróleo entre embarcações, conhecidas como ship-to-ship (STS). Nesse modelo, navios menores transportam o combustível até áreas consideradas mais seguras, onde a carga é transferida para petroleiros de maior porte.

Guarda Revolucionária justifica operações contra embarcações

A Guarda Revolucionária Islâmica afirma que suas ações buscam combater o que classifica como contrabando ilegal de petróleo e tentativas de romper o bloqueio do Estreito de Ormuz.

Segundo o grupo militar iraniano, as operações passaram a abranger não apenas petroleiros e cargueiros, mas também embarcações de abastecimento, rebocadores e navios-tanque de menor porte que circulam pelo Golfo.

A IRGC também declarou que algumas embarcações sofreram danos após explosões provocadas pelo contato com minas marítimas. Segundo a versão iraniana, os navios navegavam por rotas consideradas não autorizadas ou inseguras.

Teerã atribui a intensificação das ações ao que chama de bloqueio naval dos Estados Unidos. O governo iraniano também alerta que embarcações podem ser alvo de medidas de segurança caso utilizem trajetos não aprovados ou atravessem a região com os sistemas de navegação e identificação desligados.

Irã impõe regras para a navegação no Estreito de Ormuz

Desde abril, o Irã vem aplicando restrições ao tráfego marítimo na região, incluindo a definição de corredores específicos para a passagem de embarcações e a exigência de coordenação prévia com a Marinha da Guarda Revolucionária.

Em 30 de maio, Teerã anunciou que os navios interessados em atravessar o estreito deveriam obter autorização antecipada da força naval da IRGC. Na ocasião, as autoridades iranianas advertiram que a passagem sem permissão seria considerada uma ameaça à segurança.

As medidas aumentam a incerteza para armadores, operadores logísticos e empresas de energia que dependem da rota para transportar petróleo, gás e outras mercadorias.

Estreito de Ormuz é estratégico para o mercado global de energia

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo ao Golfo de Omã e ao Mar da Arábia, sendo uma das passagens marítimas mais importantes para o comércio internacional de energia.

A região é essencial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico. Por isso, qualquer interrupção ou restrição à navegação pode afetar as cadeias de abastecimento, elevar os custos de transporte e aumentar a volatilidade nos mercados internacionais de energia.

O crescimento dos ataques também amplia os riscos para as tripulações e para as empresas responsáveis pelo transporte marítimo, que precisam lidar com ameaças militares e mudanças nas condições de circulação.

Guerra entre Irã e Estados Unidos mantém tensão na região

O conflito começou em 28 de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Em abril, as partes chegaram a um cessar-fogo, mas os confrontos entre Washington e Teerã foram retomados em julho, diante do impasse nas negociações.

Apesar da assinatura de um memorando de entendimento em junho, as divergências persistiram, especialmente em relação à segurança da navegação e ao controle do Estreito de Ormuz.

Nesse cenário, a intensificação dos ataques contra navios comerciais mantém a rota sob pressão e representa um desafio para a retomada da estabilidade no comércio marítimo internacional.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

Ler Mais
Notícias

Navio porta-contêineres afunda após ataque no Estreito de Ormuz, informa Singapura

Um navio porta-contêineres com bandeira de Singapura afundou após ser atingido por um projétil de origem desconhecida durante a passagem pelo Estreito de Ormuz. O incidente ocorreu na terça-feira e provocou danos à embarcação e um incêndio, segundo informações da Autoridade Marítima e Portuária de Singapura.

Os 21 tripulantes do GFS Pride foram retirados em segurança, sem registro de feridos. O episódio integra uma sequência de ataques contra navios comerciais na região, marcada pela escalada das tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Outro navio de Singapura também foi atingido

Na quarta-feira, outra embarcação com bandeira singapurense, o GFS Giselle, sofreu danos no casco após ser atingida por um projétil. Apesar do impacto, o navio conseguiu chegar a um local de ancoragem seguro, com todos os 22 tripulantes a bordo.

A agência britânica de operações de comércio marítimo, conhecida como UKMTO, informou que dois navios porta-contêineres não identificados relataram ter sido atingidos por projéteis desconhecidos na terça-feira, entre 16h40 e 17h no horário de Greenwich (GMT).

Segundo o órgão, as duas embarcações sofreram danos leves e conseguiram continuar suas viagens.

Autoridades relatam afundamento no Estreito de Ormuz

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que uma embarcação atingiu minas navais e afundou ao navegar por uma rota que classificou como não autorizada no Estreito de Ormuz.

Imagens divulgadas pelo grupo iraniano mostraram uma coluna de fumaça preta saindo de um navio porta-contêineres ainda parcialmente flutuando, mas com a popa submersa. Outras fotografias registraram dezenas de contêineres e suas cargas espalhados pela água.

O serviço hidrográfico do Paquistão alertou os navegadores que o GFS Pride havia afundado a cerca de 4 milhas náuticas, aproximadamente 7,4 quilômetros, a noroeste de Ras al-Sheikh Masud, na península de Musandam, em Omã.

Ataques a navios comerciais deixam mortos

As ofensivas contra embarcações mercantes se intensificaram desde o início da guerra entre Irã, Estados Unidos e Israel, em fevereiro. Além do Estreito de Ormuz, outras áreas do Oriente Médio também registraram incidentes envolvendo o transporte marítimo.

De acordo com a Organização Marítima Internacional (IMO), órgão ligado às Nações Unidas, pelo menos 24 profissionais do setor marítimo morreram em 106 incidentes confirmados.

Outro caso de afundamento registrado no período envolveu o Safeen Prestige, navio porta-contêineres de bandeira maltesa atacado próximo à costa de Omã em 4 de março.

Já o grupo de gestão de riscos marítimos Vanguard informou, na quarta-feira, que o Cape Dao, graneleiro com bandeira de Antígua e Barbuda, também estaria afundando após uma tentativa de resgate malsucedida, segundo a agência Reuters.

Em 23 de setembro, um projétil de origem desconhecida atingiu a ponte de comando e a área de alojamento do Cape Dao durante sua passagem pelo Estreito de Ormuz, a nordeste de Khasab, em Omã. Um tripulante morreu no ataque.

Estreito de Ormuz é estratégico para o mercado global de energia

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás natural. Em condições normais, cerca de um quinto dos embarques globais desses produtos passa pelo corredor entre o Golfo e o Golfo de Omã, que dá acesso ao Mar da Arábia.

A passagem ficou praticamente fechada após o início da guerra com o Irã, em razão de ataques iranianos com mísseis e drones contra navios comerciais e do bloqueio naval dos Estados Unidos aos portos iranianos.

Em junho, Washington e Teerã chegaram a um entendimento preliminar para encerrar o conflito e reabrir a rota marítima. O acordo, porém, desmoronou em poucas semanas, quando os ataques iranianos contra embarcações foram retomados e os Estados Unidos restabeleceram o bloqueio.

O governo iraniano manteve a posição de que não abriria mão de algum nível de controle sobre a passagem marítima. Nesse contexto, embarcações que utilizavam uma rota ao sul, em águas de Omã, para evitar o trajeto preferencial por águas iranianas também passaram a ser alvo de ataques.

Exportações de petróleo começam a recuperar volume

Para manter o fluxo de exportações dos países árabes do Golfo, as forças militares norte-americanas passaram a oferecer proteção a petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz.

Apesar do aumento das ameaças à navegação, as exportações de petróleo bruto pela região apresentaram recuperação. Segundo analistas da Kpler, empresa especializada em dados do setor marítimo, o volume exportado no mês anterior chegou a aproximadamente 80% dos níveis registrados antes da guerra.

A média anterior ao conflito era de 16 milhões de barris por dia. A recuperação parcial indica que o transporte de petróleo voltou a ganhar ritmo, embora a continuidade dos ataques mantenha a segurança da navegação e o abastecimento global sob pressão.

FONTE: The Load Star
TEXTO: Redação
IMAGEM: Alison Koo

Ler Mais
Internacional

Guerra entre EUA e Irã: petróleo, China e eleições aumentam pressão por acordo

A guerra entre Estados Unidos e Irã entra em uma nova etapa sob pressão de fatores econômicos, diplomáticos e políticos. O presidente norte-americano Donald Trump afirmou nesta semana que espera que o conflito esteja próximo do fim e disse ter recebido sinais de Teerã sobre a disposição para negociar.

Trump também deve se reunir com representantes dos países do Golfo Pérsico durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. A expectativa é que as conversas tratem do conflito e de possíveis estratégias para o período posterior à guerra.

O cenário ocorre enquanto os efeitos da guerra continuam atingindo o mercado de petróleo, as rotas marítimas e os custos de energia em diferentes países.

Petróleo acima de US$ 100 aumenta pressão econômica

A instabilidade no Oriente Médio mantém os preços do petróleo em níveis elevados. Na sexta-feira (18), o Brent era negociado próximo de US$ 104 por barril, enquanto o WTI permanecia acima de US$ 102.

As cotações são influenciadas pelos riscos para o transporte de petróleo na região, incluindo as restrições no Estreito de Ormuz e os ataques envolvendo a Arábia Saudita e os houthis, grupo aliado do Irã no Iêmen.

A elevação dos combustíveis também passou a representar uma preocupação econômica dentro dos Estados Unidos. O governo Trump vem discutindo medidas para ampliar a capacidade de refino do país diante do aumento dos preços dos combustíveis.

Inverno europeu aumenta preocupação com energia

A aproximação do inverno no Hemisfério Norte adiciona outro elemento às discussões sobre o conflito. Países europeus acompanham os impactos da guerra sobre o abastecimento e os preços de energia, enquanto os mercados permanecem atentos aos riscos de novas interrupções no transporte de petróleo.

O conflito já provocou alterações em rotas marítimas e aumentou a preocupação com a segurança do fornecimento energético global. Segundo a Reuters, a circulação de navios pelo Estreito de Ormuz permanece abaixo da média anterior ao conflito.

China busca espaço para reduzir tensão

A China também aparece entre os atores envolvidos nos esforços diplomáticos em torno do conflito. Pequim mantém relações econômicas importantes com o Irã e tem interesse na estabilidade do comércio e do abastecimento energético.

Além disso, a agenda internacional prevê uma reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em meio às tensões provocadas pela guerra e às disputas econômicas entre as duas maiores economias do mundo.

A atuação chinesa ocorre paralelamente às negociações e aos contatos diplomáticos que buscam reduzir os efeitos do conflito sobre o comércio e os mercados de energia.

Eleições de novembro colocam preços dos combustíveis no debate

Nos Estados Unidos, a proximidade das eleições legislativas de novembro acrescenta uma dimensão política ao debate sobre os preços dos combustíveis.

O aumento da gasolina e do diesel afeta diretamente consumidores e empresas e se tornou uma questão relevante para o governo Trump. A Reuters aponta que os preços elevados dos combustíveis estão entre os fatores econômicos que cercam a disputa eleitoral norte-americana.

A votação de novembro definirá a composição do Congresso dos Estados Unidos, enquanto o governo enfrenta os efeitos econômicos de um conflito que já se prolonga há meses.

Assembleia Geral da ONU concentra negociações

A Assembleia Geral da ONU será um dos principais espaços diplomáticos para as discussões sobre a guerra. Líderes de diferentes países estarão em Nova York a partir da próxima semana, com o conflito entre Estados Unidos e Irã entre os temas de maior repercussão internacional.

Trump deverá utilizar os encontros para discutir a situação regional com representantes dos países do Golfo. Ao mesmo tempo, a reunião na ONU reunirá autoridades de países diretamente ou indiretamente afetados pelos impactos militares, econômicos e energéticos do conflito.

Fim da guerra ainda depende de negociações

Embora Trump tenha declarado que espera que a guerra esteja chegando ao fim, o conflito permanece ativo. A Reuters informou que a guerra entrou em seu sétimo mês e que ainda existem divergências importantes entre Washington e Teerã.

Além das negociações entre Estados Unidos e Irã, fatores como preço do petróleo, segurança das rotas marítimas, abastecimento energético, atuação da China e pressão econômica interna nos Estados Unidos fazem parte do contexto que envolve uma possível solução diplomática.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/R7

Ler Mais
Logística

Irã suspende taxa de frete de 10% para navios estrangeiros de petróleo e gás

O governo do Irã decidiu suspender temporariamente a cobrança de uma taxa de 10% sobre os custos de frete de embarcações estrangeiras que transportam petróleo, gás e derivados de petróleo com origem ou destino no país. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pela agência de notícias semioficial Fars.

Suspensão ocorre em meio a dificuldades nas exportações de petróleo

A medida acontece em um momento de forte pressão sobre as exportações marítimas de petróleo do Irã. Um bloqueio naval promovido pelos Estados Unidos tem afetado de maneira significativa o transporte de petróleo iraniano por via marítima.

Segundo a Fars, a determinação para interromper a cobrança partiu do vice-chanceler jurídico da Presidência. A suspensão deverá permanecer em vigor até que o governo iraniano aprove e divulgue oficialmente a relação de produtos que estarão sujeitos à tarifa.

Taxa elevava custos do transporte marítimo

A cobrança de 10% havia provocado aumento nos custos relacionados ao transporte de petróleo, gás e produtos líquidos, de acordo com a agência iraniana.

Com a suspensão temporária, o governo espera diminuir as despesas de frete e tornar o transporte de produtos energéticos iranianos mais atrativo para embarcações estrangeiras.

A expectativa é que a redução dos custos contribua para ampliar a disponibilidade de frotas internacionais dispostas a transportar cargas de e para o Irã, especialmente em um cenário de restrições ao comércio marítimo do país.

FONTE: Investing
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

Ler Mais
Internacional

Irã ataca navios no Estreito de Ormuz e base dos EUA na Jordânia

O conflito entre Irã e Estados Unidos voltou a ganhar força nesta quarta-feira (9), com uma nova sequência de ataques envolvendo embarcações no Estreito de Ormuz e uma instalação utilizada por tropas americanas na Jordânia.

Teerã afirmou ter atacado dez navios nas proximidades da estratégica passagem marítima, em uma ação apresentada como retaliação após os Estados Unidos destruírem cinco petroleiros iranianos. A ofensiva representa, segundo o relato, uma das maiores ondas de ataques contra embarcações entre os dois países desde o início da guerra, há seis meses.

A escalada já provocou reflexos no mercado de petróleo. O Brent, principal referência internacional, superou os US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho. Nos Estados Unidos, o preço médio do diesel também atingiu um recorde, passando de US$ 5,94 por galão.

Mísseis iranianos atingem região de base americana na Jordânia

Além dos ataques no Golfo, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou ter lançado mísseis balísticos contra uma base utilizada por militares americanos próxima a Al Azraq, no leste da Jordânia.

Segundo o Irã, a ofensiva provocou danos significativos. O governo jordaniano, entretanto, informou que seus sistemas de defesa aérea interceptaram 18 dos 20 mísseis lançados.

Os outros dois projéteis teriam caído em áreas sem população. Não foram registradas vítimas, segundo as autoridades jordanianas.

Um funcionário americano também afirmou que o ataque não alcançou seus objetivos e que todos os militares dos Estados Unidos na região foram contabilizados.

Imagens feitas durante a noite na região de Ash-Shajarah, no norte da Jordânia, e verificadas pela Reuters mostraram clarões no céu durante a ofensiva.

EUA dizem ter afundado cinco petroleiros iranianos

Washington afirmou ter destruído cinco petroleiros iranianos durante a noite. O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) divulgou imagens nas quais embarcações aparecem em chamas antes de afundarem.

De acordo com o governo americano, a operação foi uma resposta a dois ataques com mísseis balísticos atribuídos à Guarda Revolucionária iraniana contra um navio de guerra dos EUA nos dois dias anteriores. Os Estados Unidos afirmaram que nenhum militar americano ficou ferido.

A Casa Branca também anunciou uma mudança na política de resposta a ataques contra seus navios de guerra. A nova orientação prevê ataques contra petroleiros iranianos sempre que disparos forem considerados uma ameaça às embarcações militares americanas.

“O Irã continua tentando atingir navios da Marinha dos EUA e, para cada vez que fizer isso ou tentar fazer isso, eles perderão petroleiros”, declarou o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

Irã amplia área considerada proibida em Ormuz

A Guarda Revolucionária afirmou ter disparado contra dois navios americanos e oito petroleiros que tentavam atravessar uma área do Estreito de Ormuz considerada proibida por Teerã.

O governo iraniano também declarou que passou a utilizar mísseis mais modernos e potentes contra embarcações americanas e que ampliou a área de restrição ao redor do estreito.

A movimentação preocupa o setor de transporte marítimo e energia, já que Ormuz é uma das principais rotas de petróleo do planeta.

Antes da guerra, aproximadamente um quinto do petróleo mundial passava pela região.

Navios mercantes são atingidos no Golfo

A agência britânica de segurança marítima UKMTO informou ter recebido relatos sobre vários navios comerciais atingidos por disparos no norte do Golfo e no Golfo de Omã.

Segundo os relatos, algumas embarcações ficaram impossibilitadas de navegar. Até o momento, a agência não conseguiu confirmar se houve mortes ou danos ambientais provocados pelos ataques.

Uma embarcação também foi avistada inclinada perto de Port Rashid, nos Emirados Árabes Unidos. A posição do navio pode indicar que ele sofreu entrada de água após ser atingido por um projétil.

O Irã ainda teria ameaçado petroleiros atracados em portos do Kuwait e do Bahrein, conforme declaração divulgada pela imprensa estatal.

Uma fonte de segurança marítima informou ainda que um navio-tanque de gás natural liquefeito foi danificado no porto de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos.

Trânsito de petróleo pelo Estreito de Ormuz despenca

O Irã praticamente interrompeu o tráfego pelo Estreito de Ormuz desde o início da guerra.

Em resposta, os Estados Unidos estabeleceram um bloqueio aos portos iranianos e afirmam ter conseguido conduzir diversos petroleiros pela passagem estratégica.

Monitoramentos independentes, porém, apontam dificuldades crescentes para determinar quanto petróleo continua deixando a região.

Dados preliminares indicaram que apenas seis embarcações com os transponders ligados atravessaram o estreito nas 24 horas anteriores.

A redução do fluxo aumenta a preocupação com o abastecimento global e ajuda a explicar a alta recente das cotações do petróleo.

Ataques também atingem a Arábia Saudita

A crise se agravou ainda mais com a intensificação dos confrontos entre a Arábia Saudita e os Houthis, grupo alinhado ao Irã que controla grande parte das regiões povoadas do Iêmen.

Na terça-feira (8), os Houthis lançaram ataques contra quatro cidades sauditas. As ofensivas provocaram grandes incêndios em instalações ligadas ao setor de petróleo, que chegaram a ser registrados por imagens de satélite.

As autoridades da Arábia Saudita informaram que 73 pessoas ficaram feridas.

No dia seguinte, o governo saudita chegou a emitir um alerta sobre uma possível ameaça contra Khamis Mushait, uma das cidades atingidas anteriormente. O aviso foi posteriormente suspenso, sem que as autoridades divulgassem detalhes adicionais.

Conflito no Iêmen amplia riscos para o mercado de energia

Os combates no Iêmen também se intensificaram nos últimos dias. Um governo apoiado pela Arábia Saudita, instalado no sul do país, iniciou uma ofensiva em várias frentes contra territórios controlados pelos Houthis.

O grupo ligado ao Irã afirma que os ataques aéreos sauditas provocaram um número elevado de mortes.

Os Houthis também ampliaram a interrupção do tráfego marítimo na região, atingindo a ligação entre o Golfo e a entrada do Mar Vermelho.

Com ataques simultâneos envolvendo o Estreito de Ormuz, o Golfo de Omã e a região do Mar Vermelho, o conflito passa a representar um risco ainda maior para as rotas internacionais de petróleo, gás e comércio marítimo.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS

Ler Mais
Internacional

Irã negocia corredor temporário no Estreito de Ormuz, mas mantém passagem fechada até o fim da guerra

Irã e Omã avançam nas negociações para criar um corredor temporário de navegação no Estreito de Ormuz, incluindo uma operação conjunta para retirada de minas. Apesar das tratativas, Teerã afirmou nesta quarta-feira (26) que a passagem estratégica para o comércio mundial de petróleo continuará fechada enquanto os Estados Unidos não encerrarem a guerra.

Irã e Omã discutem nova rota de navegação

Os dois países buscam estabelecer regras para o tráfego marítimo em Ormuz, área que permanece amplamente bloqueada pelo Irã e se tornou um dos principais focos do conflito no Oriente Médio.

Em reunião realizada na terça-feira, em Mascate, os ministros das Relações Exteriores de Irã e Omã discutiram a criação do chamado “corredor temporário”, além de medidas para remover minas e garantir condições de segurança para a navegação.

O chanceler omani, Badr al Busaidi, afirmou na rede social X que espera anunciar em breve a nova rota e os procedimentos necessários para a retomada de uma navegação segura.

As negociações também devem tratar de uma solução permanente, incluindo a futura administração do estreito e a criação de mecanismos para oferecer serviços de navegação e segurança.

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse que as conversas com representantes de Omã e do Paquistão reforçaram a busca por soluções regionais. Segundo ele, a proposta de um novo corredor, a retirada conjunta de minas e a definição sobre a gestão futura de Ormuz fazem parte desse esforço.

Teerã condiciona reabertura de Ormuz ao fim da guerra

Apesar do avanço diplomático, o governo iraniano deixou claro que a abertura completa do Estreito de Ormuz depende do encerramento do conflito.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que os Estados Unidos precisam cumprir os compromissos que, segundo Teerã, foram violados antes de qualquer iniciativa para reabrir a passagem.

O governo iraniano condiciona a reabertura ao fim da guerra em todas as frentes, à suspensão do bloqueio e a uma solução para a situação no Iêmen, onde atuam os rebeldes houthis, aliados do Irã.

Gharibabadi também declarou que a resposta de Teerã às novas sanções dos Estados Unidos será direcionada contra interesses econômicos americanos.

Trump afirma que minas foram retiradas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em sua plataforma Truth Social que a Marinha americana informou ter retirado ou destruído todas as minas existentes nas águas internacionais do Estreito de Ormuz.

Trump também advertiu que qualquer embarcação que instale novas minas na região será destruída.

Na segunda-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou que Washington pretende cortar os recursos econômicos do Irã por meio de novas medidas de pressão.

As sanções mais recentes são chamadas de sanções secundárias e não atingem diretamente apenas o governo iraniano. Elas também pressionam parceiros comerciais de Teerã em áreas como ouro, tecnologia, ativos digitais, aviação e transporte marítimo.

Petróleo recua apesar da tensão em Ormuz

O cenário de incerteza também afeta o mercado de energia. No Irã, décadas de sanções internacionais e os impactos do conflito provocaram longas filas em postos de gasolina de Teerã na terça-feira.

Mesmo diante de informações desencontradas sobre a situação do estreito, o preço do petróleo caiu cerca de 2% nos mercados internacionais nesta quarta-feira. O petróleo Brent, principal referência global, chegou a ser negociado abaixo de US$ 90 por barril.

A reação dos mercados sinaliza uma expectativa de possível redução das restrições à circulação marítima em Ormuz.

Estreito de Ormuz é peça-chave para o mercado global

A guerra teve início em 28 de fevereiro, após ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. Em resposta, Teerã lançou ataques contra países aliados de Washington na região e bloqueou o Estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos, por sua vez, mantêm um bloqueio aos portos iranianos.

Antes do conflito, cerca de 20% do petróleo e do gás exportados mundialmente passavam pelo estreito. Atualmente, o fluxo na região está reduzido a níveis mínimos, transformando Ormuz em um dos principais pontos de pressão sobre o mercado internacional de petróleo.

O conflito provocou forte valorização da commodity e aumentou a pressão política sobre Donald Trump nos Estados Unidos, especialmente com a aproximação das eleições de meio de mandato, previstas para novembro.

FONTE: Carta Capital
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Carta Capital

Ler Mais
Internacional

Irã descobre 7,5 trilhões de pés cúbicos de gás natural em Fars

O Irã anunciou a descoberta de mais de 7,5 trilhões de pés cúbicos de gás natural na província de Fars, no sul do país. A informação foi divulgada no domingo (23) pelo ministro do Petróleo iraniano, Mohsen Paknejad.

Do total identificado, aproximadamente 5,7 trilhões de pés cúbicos são considerados recuperáveis, segundo o governo. O volume representa uma importante expansão das reservas de gás natural do Irã.

Descoberta equivale a anos de produção

Para dimensionar o tamanho da nova reserva, Paknejad comparou o volume recuperável à produção de uma das fases de South Pars, considerado o maior campo de gás natural do mundo.

De acordo com o ministro, os 5,7 trilhões de pés cúbicos recuperáveis correspondem a cerca de 15 anos de produção de uma das fases de South Pars.

A descoberta na província de Fars pode, portanto, ampliar a capacidade do país de atender à demanda interna e fortalecer sua posição entre os principais produtores globais de gás.

Gás doce pode reduzir custos de exploração

Outro fator destacado pelo ministro é a qualidade do recurso encontrado. O gás natural descoberto no Irã é classificado como gás doce, característica que tende a diminuir os custos relacionados ao desenvolvimento e à operação do campo.

A área também apresenta condensado de gás, um hidrocarboneto associado à produção de gás natural. Segundo Paknejad, esse recurso adicional pode representar a geração de bilhões de dólares em novas riquezas para a economia iraniana.

Irã quer acelerar desenvolvimento do campo

O governo iraniano pretende avançar rapidamente com os estudos, o planejamento e o desenvolvimento da nova área de produção.

A expectativa é colocar o campo em operação o quanto antes, permitindo que o gás natural seja direcionado principalmente para a indústria e para outros setores com alto consumo de energia.

A descoberta ocorre em um momento em que o Irã busca ampliar sua capacidade energética e aproveitar novas reservas para atender às necessidades do mercado doméstico.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração/Foto de arquivo

Ler Mais
Internacional

Irã ameaça 45 petroleiros com multas e confisco em nova escalada no Estreito de Ormuz

O Irã incluiu 45 navios-tanque em uma lista de embarcações que, segundo o governo, violaram regras para atravessar o Estreito de Ormuz. Teerã também advertiu que poderá adotar medidas contra navios que realizarem operações de transferência de cargas com essas embarcações, ampliando a tensão em torno de uma das principais rotas marítimas de energia do mundo.

Embarcações podem sofrer multas e ter cargas confiscadas

De acordo com uma publicação feita no domingo, 23, pela Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão criado recentemente pelo Irã para administrar a passagem marítima, os navios incluídos na relação estão sujeitos a multas, retenção e confisco de cargas.

A advertência ocorre poucos dias depois de os Estados Unidos ameaçarem o Irã com as “sanções mais duras da história”. Em resposta, autoridades iranianas afirmaram que qualquer nova ameaça americana provocaria uma reação “devastadora”.

A lista reúne diferentes tipos de embarcações, entre elas grandes petroleiros de petróleo bruto, navios para transporte de gás natural liquefeito (GNL), gás liquefeito de petróleo (GLP) e embarcações destinadas ao transporte de produtos refinados.

Empresas de Emirados, Arábia Saudita e Coreia do Sul aparecem na lista

Entre os navios citados estão embarcações ligadas à ADNOC Logistics and Shipping, dos Emirados Árabes Unidos, à subsidiária Navig8 Tankers e à companhia marítima estatal saudita Bahri.

Também aparecem na relação navios pertencentes à Klaveness Ship Management, Stolt Tankers e à sul-coreana Sinokor. As empresas não responderam imediatamente aos pedidos de comentário da Reuters.

A autoridade iraniana afirmou ainda que qualquer embarcação envolvida em transferências de carga entre navios, conhecidas como operações ship-to-ship, com um dos navios listados poderá ser incluída posteriormente na relação de embarcações consideradas não conformes.

Irã exige autorização para passagem pelo Estreito de Ormuz

A publicação não detalhou quais regras teriam sido descumpridas. No entanto, o governo iraniano já declarou anteriormente que os proprietários de navios precisam obter autorização para atravessar o Estreito de Ormuz e pagar por serviços de segurança e outras atividades relacionadas à navegação na região.

A Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico orientou proprietários de cargas a consultar a lista atualizada de embarcações consideradas em situação irregular em viagens relacionadas ao Golfo.

Empresas que desejarem retirar seus navios da relação deverão apresentar um pedido às autoridades marítimas iranianas, acompanhado de explicações sobre a situação, segundo a publicação.

Tráfego de petróleo e gás enfrenta impacto da guerra

Antes de o conflito entre Irã e Estados Unidos afetar o transporte marítimo, a região do Golfo respondia por aproximadamente 20% da oferta diária mundial de petróleo bruto e gás natural liquefeito.

Com a redução do tráfego de petroleiros, operações coordenadas pelos Estados Unidos passaram a permitir que algumas embarcações atravessem discretamente o Estreito de Ormuz para abastecer superpetroleiros posicionados do lado de fora da passagem.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou na sexta-feira, 21, que a média de sete dias das exportações de petróleo pelo estreito havia superado 8 milhões de barris por dia. Segundo ele, a atuação da Marinha americana tem contribuído para manter o fluxo de petróleo pela região.

A nova lista de embarcações aumenta a pressão sobre armadores e operadores em um momento de forte tensão geopolítica, elevando os riscos para o transporte marítimo, o comércio de energia e a circulação de petroleiros no Golfo Pérsico.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Hamad I Mohammed 

Ler Mais
Internacional

Estreito de Ormuz: Irã e EUA fazem alegações opostas sobre controle da via estratégica

O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de energia, voltou ao centro da tensão entre Irã e Estados Unidos. Nesta quinta-feira, Hossein Taeb, recém-nomeado comandante da força paramilitar Basij, afirmou que a passagem está sob “controle e gestão” da República Islâmica.

A declaração ocorreu um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que Washington possui “controle total” sobre o estratégico Estreito de Ormuz.

Irã afirma manter controle do Estreito de Ormuz

Segundo a agência semioficial iraniana Fars, Taeb declarou que os Estados Unidos tentaram enfraquecer a influência do Irã na região ao iniciar uma nova guerra em torno do estreito, mas não teriam alcançado esse objetivo.

“Hoje, vocês veem que o Estreito de Ormuz está sob a gestão e o controle da República Islâmica”, afirmou Taeb, acrescentando que o Irã continua sua atuação com segurança.

A disputa ocorre em meio a um cenário de forte tensão militar no Golfo Pérsico, com impactos diretos sobre a navegação internacional e o mercado global de energia.

Conflito afetou transporte de petróleo e gás

A guerra começou em 28 de fevereiro, após ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Na sequência, Teerã praticamente interrompeu o tráfego pelo estreito, por onde anteriormente passava cerca de um quinto do petróleo mundial e do gás natural liquefeito (GNL) transportado por via marítima.

Posteriormente, os Estados Unidos estabeleceram um bloqueio naval contra embarcações iranianas e seus portos. Washington, porém, afirmou que manteria a proteção à liberdade de navegação para navios que transitassem entre portos não iranianos.

Acordo de cessar-fogo não foi mantido

Em junho, Irã e Estados Unidos chegaram a um acordo provisório que previa um cessar-fogo permanente e a retomada rápida da liberdade de navegação no Golfo.

O entendimento, no entanto, perdeu força poucas semanas depois. O Irã retomou ataques limitados contra embarcações que, segundo Teerã, descumpriam as condições estabelecidas no acordo.

Em resposta, os Estados Unidos voltaram a realizar ataques contra províncias do sul iraniano. De acordo com Washington, as operações tinham como objetivo reduzir a capacidade de Teerã de atacar embarcações no Golfo Pérsico.

Teerã condiciona reabertura do estreito

Também nesta quinta-feira, o oficial militar e político iraniano Rasoul Sanaei-Rad afirmou que o país não pretende reabrir o Estreito de Ormuz enquanto a outra parte não cumprir suas obrigações previstas no acordo provisório.

Segundo a Fars, Sanaei-Rad ressaltou ainda que a reabertura da estratégica rota marítima não poderia ser determinada unilateralmente pelos Estados Unidos.

O dirigente também elevou o tom ao falar sobre um eventual novo conflito. Ele afirmou que o Irã adotaria uma postura ainda mais firme e ofensiva caso uma nova guerra ocorresse.

A disputa em torno do Estreito de Ormuz mantém em alerta os mercados e amplia as preocupações sobre a segurança das rotas de energia, a liberdade de navegação e o abastecimento internacional de petróleo e gás.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

Ler Mais
Internacional

Irã endurece exigências e aumenta pressão sobre os EUA no Estreito de Ormuz

O Irã elevou o tom nas negociações sobre o futuro do Estreito de Ormuz e apresentou condições mais duras para uma eventual reabertura da estratégica rota marítima. As exigências de Teerã indicam que um entendimento limitado negociado com Omã não significa, necessariamente, a retomada da circulação de embarcações nos termos defendidos por Washington.

Representantes dos setores mais radicais do regime iraniano vêm reiterando que os Estados Unidos precisam mudar sua postura antes de qualquer avanço significativo relacionado ao estreito.

A nova lista de condições apresentada por Teerã vai além dos termos previstos no memorando de entendimento firmado em junho, posteriormente suspenso após ataques americanos contra o Irã, a reação iraniana em diferentes pontos do Oriente Médio e uma nova escalada de ataques contra embarcações.

Irã apresenta lista de condições aos EUA

No sábado (8), Mohammad Bagher Zolghadr, uma das figuras de maior influência da Guarda Revolucionária do Irã, apresentou uma série de exigências para que o processo avance.

A postura adotada por Teerã reforça a avaliação de que o governo iraniano considera estar em uma posição favorável nas negociações com os Estados Unidos.

Entre os fatores que podem ter contribuído para essa percepção estão informações sobre a redução dos estoques de munições americanos — negadas pelo presidente Donald Trump — e sinais de que o principal comandante militar dos EUA estaria procurando uma forma de encerrar o conflito.

Teerã também pode estar levando em consideração o histórico de ameaças feitas por Trump de promover grandes ofensivas que, posteriormente, não foram concretizadas nos termos anunciados.

Exigências incluem retirada militar e fim de sanções

Entre as condições apresentadas por Zolghadr está a exigência de que os Estados Unidos suspendam o bloqueio naval e afastem suas forças militares das proximidades do território iraniano.

O representante iraniano também cobrou indenizações pelos danos provocados pelas guerras deste ano e pelo conflito ocorrido em junho do ano anterior, que teve Israel como principal força militar.

Outra exigência é o fim das sanções econômicas contra o Irã, além da liberação, sem condições, dos ativos iranianos atualmente congelados em outros países.

A declaração indica que Teerã pretende que essas medidas sejam adotadas antes — ou pelo menos simultaneamente — a qualquer compromisso relacionado ao Estreito de Ormuz.

Condições entram em choque com acordo anterior

A posição apresentada pelo Irã representa um possível obstáculo ao modelo estabelecido no memorando de entendimento negociado anteriormente.

Pelos termos do documento, as sanções contra o Irã seriam retiradas integralmente somente depois de um acordo definitivo sobre o programa nuclear iraniano.

O memorando também previa uma liberação progressiva dos ativos iranianos congelados no exterior. Nesse caso, os dois lados deveriam definir conjuntamente os procedimentos para liberar os recursos.

A nova posição de Teerã, portanto, altera a ordem das concessões prevista anteriormente e pode dificultar a retomada das negociações sobre a passagem de navios pelo estreito.

Estreito de Ormuz é ponto estratégico

O Estreito de Ormuz ocupa uma posição central nas disputas entre Irã e Estados Unidos por sua importância para a navegação internacional e para o transporte de energia.

Por isso, qualquer restrição prolongada à circulação de embarcações na região pode aumentar a tensão geopolítica e gerar impactos sobre as rotas comerciais e o mercado internacional.

Com a apresentação das novas exigências, o governo iraniano sinaliza que pretende vincular a normalização da navegação no estreito a uma série mais ampla de concessões por parte de Washington.

O movimento aumenta a complexidade das negociações e coloca os Estados Unidos diante de uma agenda que envolve sanções, ativos congelados, presença militar e indenizações, além da própria circulação marítima no Estreito de Ormuz.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook