Agronegócio

Acordo Mercosul-União Europeia: promulgação abre nova fase para o agronegócio brasileiro, afirma ministro André de Paula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na terça-feira (28), no Palácio do Planalto, o decreto que oficializa a promulgação do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, participou da cerimônia, que marca o encerramento de mais de 20 anos de negociações entre os blocos.

Acordo Mercosul-UE entra em nova fase de implementação

O tratado foi aprovado pelo Congresso Nacional em 17 de março e terá aplicação provisória a partir desta sexta-feira (1º). O texto prevê a redução gradual de tarifas de importação para 91% dos produtos do Mercosul e 95% dos itens provenientes da União Europeia, ao longo dos próximos anos.

Durante o evento, o presidente Lula destacou que o entendimento amplia o acesso dos produtos brasileiros ao mercado externo e representa o resultado de um longo processo diplomático e comercial.

Também foram apresentados mecanismos para possível aplicação de salvaguardas comerciais, que permitem medidas temporárias de proteção a setores produtivos em caso de aumento expressivo das importações.

Impactos para o agronegócio brasileiro

A promulgação do acordo foi classificada pelo ministro André de Paula como um avanço estratégico para o agronegócio brasileiro. Segundo ele, o resultado consolida décadas de negociações e abre novas oportunidades para o setor.

“Esse ato coroa 26 anos de esforço de negociação que vão trazer inúmeras boas notícias, principalmente para o agro”, afirmou o ministro.

De acordo com o Mapa, encontros recentes com representantes do setor indicam potencial de ganhos para cadeias como citricultura, café, fruticultura e carne bovina.

Exportações e acesso ao mercado europeu

Entre os destaques, o ministro citou o suco de laranja, produto em que o Brasil já possui forte participação no mercado global e que pode ganhar ainda mais competitividade na Europa.

Também foram mencionadas perspectivas positivas para o café solúvel e para frutas brasileiras exportadas ao continente europeu.

Na pecuária, o acordo prevê redução de tarifas para a carne bovina brasileira, o que deve ampliar o acesso ao mercado da União Europeia.

Nova etapa nas relações comerciais

Para André de Paula, a entrada em vigor do acordo representa o início de uma nova fase nas relações comerciais entre os blocos.

“A assinatura deste decreto não é o ponto final de uma negociação. É o ponto de partida de um novo capítulo da nossa história”, afirmou o ministro.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Percio Campos / Mapa

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