Internacional

Estreito de Ormuz: Irã e Omã firmam acordo para reabrir navegação por 60 dias

O Irã e Omã chegaram a um entendimento para restabelecer a navegação no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio mundial de petróleo. Segundo informações divulgadas pela emissora Al-Hadath, com base em uma fonte de alto escalão, o acordo ainda precisa ser validado pelo Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã antes de entrar em vigor.

Caso seja aprovado, o compromisso terá duração inicial de 60 dias.

Navios não pagarão taxas durante o período

Pelos termos do acordo, as embarcações que cruzarem o Estreito de Ormuz não serão submetidas à cobrança de tarifas. Além disso, países da região poderão colaborar com a retirada de minas marítimas e oferecer suporte técnico para garantir a retomada segura da navegação na área.

A medida busca restabelecer o fluxo marítimo em um corredor considerado essencial para o transporte internacional de petróleo e mercadorias.

Negociações envolvem tensão entre Irã e Estados Unidos

No último domingo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que decidiu suspender ataques contra o Irã devido ao avanço de negociações diplomáticas. Entre os principais pontos discutidos estavam a reabertura do Estreito de Ormuz e um possível entendimento sobre o programa nuclear iraniano.

Apesar disso, até o momento não houve consenso entre as partes em relação às questões envolvendo o programa nuclear.

Fontes indicam que impasse continua

Na última terça-feira (4), a agência Fars informou, citando uma fonte próxima à equipe de negociação iraniana, que um acordo entre Irã e Omã sobre a situação do estreito poderia ter sido concluído anteriormente, mas teria sido adiado em razão da atuação dos Estados Unidos e de seus aliados na região.

Já na quarta-feira (5), uma fonte ouvida pela emissora estatal IRIB afirmou que, caso novos ataques norte-americanos sejam realizados, o Estreito de Ormuz permanecerá fechado, mesmo com um eventual acordo firmado entre Teerã e Mascate.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Amirhosein Khorgooi/ISNA/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

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Internacional

Estreito de Ormuz: entidades marítimas pedem à ONU rejeição de pedágios para navios

As principais organizações do setor de transporte marítimo internacional solicitaram que a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Marítima Internacional (IMO) se posicionem contra a criação de pedágios ou taxas para embarcações que utilizam o Estreito de Ormuz.

O pedido ocorre em meio às negociações entre Irã e Omã para estabelecer um novo acordo sobre a passagem marítima estratégica, segundo declarações do vice-ministro das Relações Exteriores iraniano.

Oito entidades globais do setor assinaram uma carta conjunta enviada à ONU e à IMO na segunda-feira (3). No documento, os representantes alertam que a cobrança de tarifas poderia elevar os custos do comércio marítimo, pressionar preços ao consumidor e ameaçar o princípio da livre navegação.

Associações temem efeito cascata sobre rotas globais

Na carta, as entidades afirmam que a criação de um modelo de cobrança no Estreito de Ormuz poderia abrir precedente para que outras regiões estratégicas adotassem medidas semelhantes.

Segundo o setor, esse cenário aumentaria a insegurança para empresas de transporte, afetaria o fluxo do comércio internacional e poderia contribuir para uma alta nos custos de energia e inflação global.

As organizações destacam ainda que os impactos não ficariam restritos ao setor logístico, podendo atingir consumidores e trabalhadores em diferentes países.

Irã avalia cobrança por serviços marítimos

O governo iraniano informou que pretende implementar a cobrança de taxas de serviços marítimos realizados em parceria com Omã no Estreito de Ormuz após a reabertura da rota.

A medida representaria uma mudança significativa em relação ao período anterior ao conflito, quando o tráfego marítimo pela região ocorria sem cobrança de tarifas e sem controle direto de qualquer país sobre a navegação.

Para Teerã, a capacidade de supervisionar o fluxo de embarcações no estreito se tornou uma questão estratégica, comparável em importância às discussões envolvendo seu programa nuclear.

Estados Unidos e aliados rejeitam controle sobre a passagem

A possibilidade de o Irã ampliar sua influência sobre o Estreito de Ormuz preocupa governos como Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou em diferentes ocasiões que qualquer tentativa de estabelecer controle estatal sobre águas internacionais seria incompatível com as normas do direito marítimo internacional.

A região é considerada uma das rotas energéticas mais importantes do mundo, por onde passa uma parcela significativa do petróleo comercializado globalmente.

Acordo provisório previa ausência de taxas

Antes do fracasso de uma proposta de entendimento entre Irã e Estados Unidos, Teerã havia concordado em não aplicar tarifas ou pedágios no estreito durante um período inicial de 60 dias.

O compromisso fazia parte de um acordo provisório com 14 pontos, mas as negociações não avançaram porque os dois países não chegaram a um consenso sobre os termos da proposta.

Enquanto as discussões diplomáticas continuam, o futuro do controle e da operação do Estreito de Ormuz permanece como um dos principais pontos de tensão geopolítica no Oriente Médio.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Estreito de Ormuz: proposta pode ampliar controle do Irã sobre rota estratégica de petróleo

Uma proposta em negociação entre Irã e Omã pode alterar o controle do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo e gás. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o acordo em discussão prevê que Teerã passe a exercer autoridade sobre os navios que ingressam no Golfo Pérsico, representando uma das maiores concessões já consideradas nas tratativas para encerrar o conflito entre Irã e Estados Unidos.

Até o momento, o governo norte-americano não comentou oficialmente o conteúdo da proposta. Embora o presidente Donald Trump tenha afirmado que um acordo para a reabertura da passagem marítima estaria próximo, autoridades dos Estados Unidos reiteraram anteriormente que não aceitariam conceder ao Irã o controle sobre a navegação na região.

Mudança pode alterar o equilíbrio geopolítico no Oriente Médio

Caso seja implementado, o acordo poderá representar uma mudança significativa no equilíbrio de poder no Oriente Médio, fortalecendo a posição estratégica do Irã após meses de conflito com Estados Unidos e Israel.

Antes da guerra, iniciada em fevereiro, o Estreito de Ormuz operava com livre circulação de embarcações, sem cobrança de taxas para o tráfego internacional.

De acordo com fontes regionais, as negociações entre Irã e Omã avançaram nas últimas semanas. O governo iraniano afirma que houve progresso relevante nas conversas e defende que tanto a entrada quanto a saída de navios ocorram por águas sob sua jurisdição.

Irã ameaça infraestrutura energética em caso de novos ataques

Paralelamente às negociações diplomáticas, o Irã enviou alertas a países do Golfo informando que eventuais novos ataques dos Estados Unidos ao território iraniano provocariam retaliações contra instalações estratégicas de energia na região.

Segundo fontes consultadas pela Reuters, Teerã busca aumentar o custo político e militar de uma nova ofensiva ao sinalizar que poderá atingir aliados regionais de Washington.

Nos últimos meses, o Irã respondeu ao conflito com o lançamento de mísseis e drones contra aliados dos Estados Unidos e também intensificou ações contra embarcações comerciais que cruzavam o estreito sem autorização iraniana.

Taxas sobre navios seguem como principal impasse

Apesar dos avanços nas negociações, ainda existem divergências importantes sobre o formato do eventual acordo.

Uma das principais discussões envolve a cobrança de tarifas para embarcações que utilizarem o Estreito de Ormuz. Segundo uma autoridade iraniana, Teerã propõe taxas entre 5% e 7% sobre o valor das cargas transportadas. Omã trabalha com uma alternativa próxima de 3%, enquanto os Estados Unidos defendem que não haja qualquer cobrança.

Outro ponto ainda sem consenso diz respeito ao nível de controle que o Irã teria sobre os navios que deixam o Golfo Pérsico, além daqueles que ingressam na região.

Irã afirma que negociações avançam para fase final

Em declarações à agência estatal IRNA, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que o modelo discutido prevê a passagem de embarcações comerciais por águas territoriais iranianas tanto na entrada quanto na saída do estreito.

Segundo o diplomata, as conversas com Omã alcançaram entendimentos considerados fundamentais e estariam próximas da conclusão.

Gharibabadi também afirmou que o governo iraniano recebeu mensagens dos Estados Unidos indicando disposição para retomar compromissos assumidos em um memorando firmado em meados de junho, condição considerada essencial por Teerã para a reabertura da rota marítima. Apesar disso, o representante iraniano declarou que não houve negociações diretas recentes entre os dois países.

Pressão política cresce sobre Donald Trump

Enquanto busca uma solução diplomática para o conflito, o presidente Donald Trump enfrenta crescente pressão interna. Pesquisas apontam resistência significativa do eleitorado norte-americano à continuidade da guerra, especialmente às vésperas das eleições legislativas de novembro.

Após meses de confrontos, os Estados Unidos ainda não conseguiram reduzir a influência iraniana sobre o Estreito de Ormuz. Fontes militares também indicam preocupação com a redução dos estoques de armamentos de precisão utilizados durante a campanha militar.

Nos mercados internacionais, os preços do petróleo registraram queda nos últimos dias após Trump suspender novos ataques ao Irã e indicar que as negociações diplomáticas podem abrir caminho para o fim do conflito.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/National Geographic

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Internacional

Navio-tanque é atingido no Estreito de Ormuz e reforça alerta sobre segurança marítima

Mais um navio-tanque foi alvo de um ataque no Estreito de Ormuz, segundo informações divulgadas pela Operação de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), órgão responsável pelo monitoramento da navegação na região.

De acordo com o relatório, uma embarcação de carga emitiu um pedido de socorro pelo canal VHF 16 nas primeiras horas da terça-feira (4), no horário local. A tripulação informou que o navio havia sido atingido por um projétil de origem desconhecida.

Ataque ocorreu próximo à costa de Omã

A UKMTO informou que o navio-tanque, cuja identidade não foi revelada, foi atingido a aproximadamente 20 milhas náuticas (cerca de 37 quilômetros) a nordeste de Al Khasab, em Omã, na porção sul do Estreito de Ormuz.

Até o momento, o relatório oficial não aponta quem seria o responsável pelo ataque, e não há detalhes adicionais sobre os danos causados à embarcação.

Sequência de ocorrências preocupa setor marítimo

O novo episódio ocorre em meio ao aumento de incidentes envolvendo embarcações que transitam pelas águas próximas de Omã.

Na última sexta-feira (31), outro navio-tanque sem capacidade operacional também foi atingido a cerca de 12 milhas (aproximadamente 20 quilômetros) a nordeste de Lima, em Omã.

Já no sábado (1º), o comandante de uma terceira embarcação que navegava pelo Estreito de Ormuz relatou ter observado uma explosão seguida de um impacto na água nas proximidades, reforçando o clima de preocupação com a segurança marítima na região.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Internacional

Irã busca controle temporário do Estreito de Ormuz em negociação com Omã

O governo do Irã pretende assumir posição predominante na administração da rota marítima do Estreito de Ormuz durante um período provisório que pode variar de um a três meses. A informação foi divulgada por um integrante da equipe iraniana responsável pelas negociações com Omã.

Negociação ocorre apenas entre Irã e Omã

Segundo Teerã, as conversas em andamento envolvem exclusivamente o governo omanense e não incluem os Estados Unidos. O objetivo é estabelecer um acordo bilateral sobre a operação da passagem marítima estratégica, localizada entre o Golfo Pérsico e o Mar de Omã.

Em entrevista à emissora estatal IRIB, o negociador Saeed Ajorlu afirmou que a proposta iraniana prevê arranjos temporários sob predominância do país, argumentando que serviços como segurança da navegação, remoção de minas e assistência marítima já são administrados pelo Irã.

Ainda de acordo com Ajorlu, a posição iraniana é de que o regime jurídico da passagem pelo Estreito de Ormuz não retorne ao modelo existente antes do conflito, quando nenhum país exercia controle sobre o tráfego marítimo na região.

Irã acusa EUA de descumprirem memorando

O representante iraniano também acusou os Estados Unidos de violarem o Artigo 5 do memorando firmado em junho, ao criarem um corredor marítimo ao sul do estreito, próximo ao litoral de Omã.

O dispositivo estabelece que o Irã deve garantir, por 60 dias e sem cobrança de tarifas, a passagem segura de embarcações comerciais entre o Golfo Pérsico e o Mar de Omã, nos dois sentidos.

Segundo Ajorlu, a resolução dessa questão é prioridade antes da continuidade das negociações. Ele afirmou que outros pontos previstos no memorando também precisam ser solucionados, incluindo o encerramento da guerra, um cessar-fogo no Líbano, a suspensão de sanções econômicas, a liberação de recursos iranianos bloqueados no exterior e o fim das restrições impostas aos portos iranianos.

Corredor único será adotado provisoriamente

Na segunda-feira, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, informou que a proposta negociada com Omã prevê a criação de um único corredor de navegação, substituindo o modelo anteriormente discutido, que previa duas rotas distintas — uma próxima ao litoral iraniano e outra junto à costa omanense.

De acordo com Baghaei, esse corredor central terá caráter temporário e permanecerá em funcionamento até que as partes cheguem a um consenso sobre uma solução definitiva para a navegação no Estreito de Ormuz.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Comércio Internacional

Irã e Omã iniciam diálogo sobre gestão do Estreito de Ormuz em meio à redução do tráfego marítimo

Irã e Omã realizaram a primeira reunião do comitê conjunto criado para discutir questões relacionadas ao Estreito de Ormuz. O encontro aconteceu em Mascate e teve como foco os direitos dos países costeiros do Golfo e a futura administração estratégica da hidrovia.

A informação foi divulgada pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, por meio da rede social X, nesta segunda-feira (29). Segundo ele, as discussões seguem as diretrizes do memorando de entendimento firmado neste mês entre Teerã e Washington.

De acordo com Gharibabadi, participaram da reunião o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o chanceler de Omã, Badr Albusaidi. Durante o encontro, os representantes analisaram temas pendentes relacionados ao estreito e debateram cinco eixos previstos no acordo, incluindo a gestão futura da rota marítima e os direitos soberanos dos países banhados pelo Golfo.

Movimento de navios segue abaixo do nível registrado antes do conflito

Apesar do início das negociações diplomáticas, o fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz permanece reduzido. Dados da empresa de inteligência marítima Kpler apontam que, entre os dias 25 e 28 de junho, 124 navios transportando commodities cruzaram a região. O volume corresponde, aproximadamente, ao que costumava ser registrado em apenas um dia antes da escalada do conflito no Oriente Médio. O levantamento considera petroleiros, navios graneleiros e embarcações que transportam gás natural liquefeito (GNL) e gás liquefeito de petróleo (GLP). Os números, no entanto, não incluem navios porta-contêineres.

Responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados globalmente, o Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de atenção para o comércio internacional. Nos últimos dias, a região foi palco de novos episódios de tensão envolvendo Estados Unidos e Irã, incluindo ataques próximos à hidrovia e ações contra instalações militares norte-americanas em países do Golfo.

Embora integrantes do governo dos Estados Unidos tenham afirmado que a navegação permanece livre na região, operadores do transporte marítimo ainda enfrentam um cenário de insegurança, o que mantém elevados os riscos para embarcações e tripulações que transitam pelo estreito.

Fonte: Com informações da CNN Brasil, Reuters e Kpler

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Hwawon Ceci Lee / Anadolu via Getty Images

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Logística

Salalah se destaca como único porto de contêineres acessível com fechamento de Hormuz e Bab el-Mandeb

O fechamento do Estreito de Hormuz e a retomada dos ataques houthis no Bab el-Mandeb criaram uma situação inédita de duplo gargalo, isolando o Golfo Pérsico das rotas marítimas globais. Diante da retirada de navios da região e do cancelamento de seguros contra risco de guerra, um porto se mantém operacional: Salalah, em Omã, que ocupa uma posição estratégica única no oeste do Oceano Índico.

Localização estratégica e operação contínua

Localizado na costa do Mar Arábico, a cerca de 500 km a sudoeste de Hormuz e bem ao norte de Bab el-Mandeb, Salalah é o único hub de transbordo regional que não exige passagem por nenhum dos estreitos em risco. Historicamente, o porto já mostrou resiliência em situações de crise.

Quando ataques houthis interromperam o tráfego no Mar Vermelho no fim de 2023, o Índice de Conectividade de Transporte Marítimo Regular (LSCI) de Salalah caiu 42%, de 229 para 133, devido ao redirecionamento de serviços pelos armadores. No entanto, a recuperação foi rápida: no quarto trimestre de 2025, o LSCI alcançou 237, superando o nível pré-crise e consolidando Salalah como um nó estratégico fora de gargalos críticos.

Volume movimentado e eficiência operacional

O volume de contêineres acompanha essa recuperação. Após cair de 4,5 milhões de TEU em 2022 para 3,2 milhões em 2024, Salalah voltou a registrar 4,3 milhões de TEU em 2025, um crescimento anual de 34,4%. O Índice de Desempenho de Portos de Contêineres do Banco Mundial já posiciona Salalah como o quinto porto mais eficiente do mundo, com pontuação de 1,78, destacando sua capacidade operacional superior a concorrentes da região.

Pressão financeira e logística para o Golfo

O fechamento do Estreito de Hormuz elevou drasticamente as taxas de frete, enquanto a retirada da cobertura de seguro contra risco de guerra torna muitas rotas comerciais inviáveis. Normalmente, cerca de 20 milhões de TEU por ano passam pelo estreito, mas agora armadores precisam encontrar alternativas seguras.

Peter Sand, analista-chefe da Xeneta, observa que a crise está forçando uma revisão completa das redes de navegação no Oriente Médio. Embora Salalah não tenha sido citado nominalmente, sua posição geográfica torna inevitável sua escolha como porto alternativo estratégico.

Salalah como alternativa a Jebel Ali

Com Jebel Ali, principal hub regional, inacessível por trás do Estreito de Hormuz, Salalah se apresenta como a solução natural para armadores que dependem de transbordo no oeste do Oceano Índico. Portos indianos, como Mundra, não oferecem substituição direta, pois atendem ao consumo doméstico do subcontinente e não possuem redes alimentadoras voltadas ao Oriente Médio.

O outro porto de Omã, Sohar, movimenta menos de 1 milhão de TEU anuais, atende principalmente cargas industriais e breakbulk, e possui LSCI de apenas 195, muito abaixo dos 237 de Salalah. Para armadores que precisam de conectividade e capacidade de transbordo fora do Estreito, Salalah permanece como a única opção viável.

Capacidade de expansão e conectividade terrestre

Atualmente com 4,3 milhões de TEU, Salalah opera abaixo de sua capacidade máxima, e a DP World, operadora do terminal, já sinalizou possibilidade de expansão. Absorver mesmo parte dos 15,5 milhões de TEU de Jebel Ali exigiria rápida alocação de berços, equipamentos e redes alimentadoras, algo complexo de implementar rapidamente.

A infraestrutura de conexão terrestre de Salalah com os mercados dos Emirados Árabes Unidos e do Golfo está disponível, reforçando a lógica comercial para concentração de operações enquanto Hormuz permanecer fechado.

Recuperação e confiança dos armadores

O histórico de Salalah mostra capacidade de rápida recuperação diante de interrupções causadas por gargalos. O LSCI, que caiu de 229 para 133 e voltou a 237, indica confiança dos armadores e consolida o porto como ponto central de contingência para o transporte marítimo no Golfo e Oriente Médio.

FONTE: Container Management
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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