Internacional

Estreito de Ormuz volta ao centro da crise após Irã acusar EUA e Israel de descumprirem cessar-fogo

O governo do Irã anunciou que pretende voltar a fechar o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais de energia do planeta, após acusar Estados Unidos e Israel de descumprirem os termos de um recente acordo de cessar-fogo.

Segundo as Forças Armadas iranianas, a medida foi motivada pelo que classificaram como uma “violação clara” dos compromissos assumidos por Washington no acordo firmado para encerrar os confrontos na região.

Acordo previa suspensão imediata das operações militares

Teerã afirma que a decisão está baseada no primeiro ponto do pacto de 14 cláusulas divulgado em 17 de junho, que estabelecia a interrupção imediata e permanente das ações militares em todas as frentes de conflito, incluindo o território libanês.

As autoridades iranianas sustentam que os acontecimentos registrados nos dias seguintes ao anúncio demonstram que o entendimento não foi respeitado pelas partes envolvidas.

Ataques no sul do Líbano aumentam tensão regional

A controvérsia ganhou força após relatos de bombardeios israelenses no sul do Líbano que teriam deixado pelo menos 20 mortos menos de 24 horas após a divulgação do novo cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah.

O episódio elevou novamente as preocupações sobre a estabilidade do acordo e alimentou as críticas do governo iraniano em relação à atuação de Washington e Tel Aviv.

Estados Unidos contestam fechamento da rota marítima

Apesar das declarações iranianas, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou neste sábado (20) que não há indícios concretos de que o país tenha iniciado o bloqueio da passagem marítima.

Durante entrevista coletiva, Vance declarou que as autoridades americanas não identificaram evidências que confirmem o fechamento do corredor estratégico.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante?

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio global de energia. Localizado entre o Irã, os Emirados Árabes Unidos e Omã, o canal concentra aproximadamente 20% de todo o petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) negociados internacionalmente.

No início deste ano, após ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, o tráfego na região chegou a ser interrompido, provocando forte impacto nos mercados e uma rápida alta nos preços do petróleo.

Pressão internacional se volta para Donald Trump

Para o correspondente da BBC em Israel, Jon Donnison, os sinais de desgaste do acordo já eram visíveis desde sua assinatura.

Segundo a análise, a reabertura parcial do Estreito de Ormuz representava uma das principais conquistas do entendimento diplomático e era considerada fundamental para evitar uma crise econômica de alcance global.

Com a nova escalada de tensão, a atenção internacional se concentra agora na capacidade do presidente Donald Trump de influenciar Israel a reduzir suas operações militares no Líbano e preservar o acordo firmado recentemente.

Crescem as críticas dos EUA às ações israelenses

O episódio ocorre em meio ao aumento das divergências entre Washington e Tel Aviv. Nos últimos dias, integrantes do governo americano intensificaram críticas às operações militares israelenses no sul do Líbano, alegando uso excessivo da força durante as ações na região.

A evolução dos acontecimentos poderá ser decisiva para o futuro do cessar-fogo e para a estabilidade geopolítica no Oriente Médio.

FONTE: BBC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Estreito de Ormuz terá administração regional após acordo entre Irã e Estados Unidos

Um memorando de entendimento firmado entre Irã e Estados Unidos estabelece uma série de compromissos para reduzir tensões no Oriente Médio, incluindo o encerramento imediato de conflitos em andamento e a definição de uma nova gestão para o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

O documento, composto por 14 cláusulas, foi divulgado por veículos de comunicação iranianos e norte-americanos. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também compartilhou o conteúdo nas redes sociais.

Fim dos conflitos está entre as primeiras medidas previstas

O primeiro item do acordo determina o encerramento imediato e permanente das operações militares relacionadas aos conflitos envolvendo Israel no Líbano e na Faixa de Gaza.

Além disso, Irã e Estados Unidos assumem o compromisso de não iniciar novas ações militares um contra o outro, respeitando a soberania e a integridade territorial dos países envolvidos.

Segundo o texto, as partes também concordam em evitar interferências em assuntos internos e trabalhar pela estabilidade regional.

Estreito de Ormuz terá gestão compartilhada

Um dos pontos mais relevantes do memorando trata da administração futura do Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa uma parcela significativa do comércio global de petróleo.

Pelo acordo, a definição da gestão da via será conduzida pelo Irã, pelo Sultanato de Omã e pelos demais países banhados pelo Golfo Pérsico, seguindo normas do direito internacional e respeitando a soberania dos Estados costeiros.

O documento também prevê a liberação da navegação comercial pelo estreito durante um período inicial de 60 dias, sem cobrança de taxas e com garantia de segurança para as embarcações.

Antes da escalada das tensões na região, cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente transitava pelo local.

Suspensão de sanções e desbloqueio de recursos

Outro aspecto central do entendimento envolve a retirada gradual das sanções econômicas contra o Irã.

O memorando prevê que os Estados Unidos iniciem o processo de eliminação das restrições impostas ao país, incluindo medidas ligadas ao comércio de petróleo, transações financeiras e ativos iranianos congelados no exterior.

Também está prevista a liberação de fundos bloqueados e a emissão de autorizações para operações bancárias e comerciais relacionadas à economia iraniana.

Programa nuclear ficará sob supervisão internacional

Em contrapartida, o governo iraniano reafirmou o compromisso de não desenvolver armas nucleares.

O texto estabelece que o país aceitará inspeções e mecanismos de monitoramento conduzidos pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU).

Além disso, as duas partes deverão negociar o destino do material nuclear enriquecido atualmente armazenado pelo Irã, sob supervisão internacional.

Plano de reconstrução prevê investimento bilionário

O memorando também contempla a elaboração de um programa de reconstrução e desenvolvimento econômico para o Irã.

A proposta prevê investimentos mínimos de US$ 300 bilhões, financiados em cooperação com parceiros regionais e articulados pelos Estados Unidos. Os detalhes do mecanismo de implementação deverão ser definidos durante as negociações do acordo definitivo.

Prazo de 60 dias para acordo final

Embora algumas medidas tenham aplicação imediata, como a redução das hostilidades, a flexibilização do bloqueio naval e a liberação gradual da navegação em Ormuz, o memorando estabelece um prazo inicial de 60 dias para a conclusão de um acordo definitivo.

Esse período poderá ser prorrogado mediante consenso entre as partes.

O texto ainda prevê a criação de um mecanismo de monitoramento para acompanhar o cumprimento das cláusulas acordadas e determina que o pacto final seja posteriormente ratificado por meio de resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Transporte

Estreito de Ormuz pode levar até 50 dias para retomar tráfego normal após acordo entre EUA e Irã

A reabertura do Estreito de Ormuz após o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã não significa uma retomada imediata da navegação comercial. Especialistas em segurança marítima alertam que a verificação e remoção de possíveis minas navais na região podem atrasar por várias semanas o retorno das operações em níveis considerados normais.

Segundo avaliações de fontes ligadas ao setor naval e de segurança internacional, o processo de inspeção, realizado por navios varredores de minas e drones submarinos especializados, pode durar entre 40 e 50 dias. Até que haja garantias concretas de segurança, seguradoras, armadores e empresas petrolíferas tendem a manter cautela em relação ao tráfego pela rota.

Possível presença de minas preocupa setor marítimo

A principal preocupação das companhias de navegação é a existência de minas navais ao longo da via marítima, considerada uma das mais estratégicas do planeta para o transporte de energia.

Antes do conflito, cerca de 20% da oferta mundial diária de petróleo e gás natural liquefeito passava pelo estreito. Qualquer atraso na normalização do corredor pode manter retidos milhões de barris de petróleo e prolongar os impactos sobre o mercado energético global.

O cenário ganha ainda mais relevância diante da redução dos estoques de petróleo nas principais economias mundiais, que se aproximam dos menores níveis registrados desde 2003, segundo análises recentes do setor energético.

Empresas exigem garantias antes de retomar operações

Embora embarcações tenham conseguido cruzar a região nas últimas semanas com apoio indireto de autoridades dos dois países, empresas do setor afirmam que o risco continua elevado.

Jakob Larsen, diretor de segurança da associação internacional de transporte marítimo Bimco, afirmou que ainda não existem condições para uma retomada plena da navegação comercial.

De acordo com ele, a ameaça representada pelas minas exige a definição de corredores comprovadamente seguros antes que os navios voltem a operar normalmente.

A preocupação também envolve os altos valores em risco. Um superpetroleiro carregado pode representar cerca de US$ 300 milhões entre embarcação e carga, o que leva seguradoras e operadores a exigirem elevados níveis de segurança antes da travessia.

Informações sobre minas permanecem incertas

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a quantidade de minas que teriam sido posicionadas na região.

Durante o conflito, o Irã ameaçou utilizar minas marítimas para restringir o acesso ao estreito, mas não confirmou publicamente a instalação dos artefatos. Já os Estados Unidos afirmam que embarcações iranianas envolvidas em operações de minagem foram alvo de ataques militares.

No início de junho, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou ao Senado que extensas áreas de Ormuz haviam sido minadas. Dias depois, a Marinha da Alemanha informou ter recebido relatórios dos Estados Unidos e do Reino Unido apontando a localização de minas em quatro pontos próximos ao estreito, embora sem confirmação independente.

Tráfego marítimo segue abaixo dos níveis anteriores ao conflito

Apesar dos avanços diplomáticos, a movimentação de navios continua bastante reduzida.

Dados do setor mostram que, nas últimas semanas, entre 12 e 15 embarcações cruzaram diariamente o estreito. Antes da guerra, esse volume variava entre 120 e 140 navios por dia.

A diferença demonstra que boa parte das empresas ainda aguarda condições mais seguras antes de retomar suas rotas regulares.

Operação internacional de limpeza pode durar meses

Diversos países já mobilizaram recursos para uma eventual operação de desminagem. Reino Unido, França e Alemanha enviaram navios de guerra e embarcações especializadas para o Oriente Médio, com o objetivo de apoiar possíveis ações de remoção de explosivos.

Especialistas em segurança marítima avaliam que a tarefa poderá ser complexa. Corey Ranslem, diretor da Dryad Global, afirma que, mesmo após ataques contra estruturas militares iranianas, estimativas indicam que o país poderia manter até mil minas navais disponíveis.

Segundo ele, a identificação de um campo minado pode exigir semanas ou até meses de trabalho até que a área seja considerada totalmente segura para a navegação comercial.

OMI destaca importância da reabertura

Para a Organização Marítima Internacional (OMI), o acordo entre Estados Unidos e Irã representa um avanço importante para restabelecer a segurança em uma das rotas marítimas mais relevantes do mundo.

O secretário-geral da entidade, Arsenio Domínguez, destacou que a reabertura do corredor é um passo positivo para a proteção de tripulações e embarcações. No entanto, ressaltou que a normalização completa dependerá da implementação de todas as medidas necessárias para garantir a segurança da navegação.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Internacional

Estreito de Ormuz registra primeira travessia de petroleiro após avanço em acordo entre EUA e Irã

A passagem de um petroleiro comercial pelo Estreito de Ormuz marcou um novo capítulo nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A travessia ocorreu nesta segunda-feira (15), um dia após o anúncio de um acordo preliminar de paz entre os dois países.

O presidente dos EUA, Donald Trump, informou que outras embarcações já começaram a utilizar a estratégica rota marítima, considerada uma das mais importantes para o comércio global de energia. Segundo o memorando divulgado pelo governo americano, a expectativa é de que o corredor marítimo seja totalmente reaberto após a assinatura oficial do pacto, prevista para sexta-feira (19), em Genebra.

Primeiro navio cruza a rota após avanço diplomático

Informações de monitoramento marítimo apontam que o Disha, navio de transporte de gás natural liquefeito (GNL) registrado em Malta, foi a primeira embarcação comercial a atravessar o estreito desde o avanço das negociações entre Washington e Teerã.

A embarcação utilizou os corredores de navegação definidos pelo Irã dentro do Sistema de Separação de Tráfego (TSS), deixando o Golfo Pérsico em direção ao mar aberto de forma segura.

A movimentação também foi confirmada por veículos internacionais. A Reuters informou que um navio metaneiro navegou pelo estreito rumo ao leste. Já a CNN revelou que o governo americano orientou suas forças armadas a preparar a suspensão formal do bloqueio naval da região, medida que deverá entrar em vigor após a assinatura oficial do acordo.

Trump destaca retomada do tráfego marítimo

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que diversas embarcações carregadas de petróleo já estão deixando o Golfo Pérsico por meio da chamada rota sul do estreito, localizada mais próxima de Omã e da Arábia Saudita.

Segundo o presidente americano, o trajeto permanece seguro e disponível para a navegação comercial. Até o momento, o governo iraniano não confirmou oficialmente as informações sobre a retomada do fluxo marítimo.

Reabertura de Ormuz anima mercados globais

Embora os detalhes do tratado ainda não tenham sido divulgados integralmente, sua implementação deverá ocorrer apenas após a assinatura prevista para a próxima sexta-feira, na Suíça.

Mesmo assim, a perspectiva de normalização do Estreito de Ormuz já trouxe alívio aos mercados internacionais. A rota é responsável pela passagem de aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural consumidos no mundo, sendo considerada vital para o abastecimento energético global.

Divergências ameaçam implementação do acordo

Apesar do avanço diplomático, o entendimento entre Washington e Teerã enfrenta desafios importantes.

Um dos principais obstáculos envolve os confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo xiita apoiado pelo regime iraniano. Durante as negociações, o Irã condicionou a manutenção do memorando provisório à interrupção dos ataques israelenses no Líbano, proposta que recebeu apoio dos mediadores paquistaneses.

No entanto, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sinalizou nesta segunda-feira que não pretende retirar suas forças do sul libanês, ampliando as incertezas sobre a consolidação do acordo.

Cobrança de taxas gera novo impasse

Outro ponto de divergência diz respeito ao tráfego no estreito.

Trump declarou anteriormente que o acordo garantiria a circulação de navios sem qualquer cobrança de pedágio, em uma isenção permanente defendida durante as negociações.

Contudo, autoridades iranianas afirmaram que pretendem instituir uma “taxa por serviço” para embarcações que utilizarem a passagem marítima, criando uma nova área de atrito entre as partes.

Programa nuclear segue como questão central

Além da questão da navegação, o acordo estabelece um prazo de 60 dias para tratar de temas sensíveis relacionados ao programa nuclear iraniano.

Entre os assuntos pendentes está o destino das reservas de urânio altamente enriquecido do país, tema que esteve no centro das justificativas apresentadas por Estados Unidos e Israel para o início do conflito.

A complexidade da negociação é conhecida. Questões semelhantes levaram mais de dois anos para serem resolvidas durante o acordo nuclear firmado em 2015, na gestão de Barack Obama, do qual os Estados Unidos se retiraram posteriormente durante o primeiro mandato de Trump.

Caso não haja consenso dentro do período estipulado, as partes poderão negociar uma extensão do cronograma.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Majid Saeedi/Getty Images

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Informação

Petrobras amplia presença no pré-sal com aquisição de 50% do bloco Itaimbezinho

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (10) a compra de 50% de participação no bloco exploratório Itaimbezinho, localizado no Polígono do Pré-Sal, na Bacia de Campos, a aproximadamente 190 quilômetros do litoral do Rio de Janeiro. A operação foi realizada junto à Equinor Brasil Energia, subsidiária da estatal norueguesa Equinor.

Os valores envolvidos na transação não foram divulgados pelas empresas. O bloco ainda se encontra em fase exploratória e, por isso, não possui produção comercial de petróleo.

Estratégia reforça expansão das reservas de petróleo e gás

Segundo a Petrobras, a aquisição faz parte da estratégia de longo prazo da companhia para fortalecer sua atuação na exploração de petróleo e gás. A iniciativa busca ampliar as reservas da empresa por meio da exploração de novas áreas e da atuação em parceria com outras operadoras do setor.

A estatal destacou que o investimento reforça a importância da atividade exploratória para o desenvolvimento da indústria energética nacional.

Parceria com a Equinor ganha novo capítulo

A operação também amplia a cooperação entre Petrobras e Equinor na Bacia de Campos. As duas empresas já atuam em conjunto no projeto Raia, considerado o maior empreendimento de gás natural previsto para entrar em operação nesta década no Brasil.

Além disso, as companhias compartilham a licença exploratória de Jaspe, na qual a Petrobras possui participação majoritária de 60%.

Histórico do bloco Itaimbezinho

O bloco Itaimbezinho foi arrematado pela Equinor durante o 3º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha (OPP), promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em outubro de 2025.

Na modalidade de partilha, vence a disputa a empresa que oferece o maior percentual de excedente em óleo para a União. Na ocasião, a Equinor conquistou a área com uma proposta de 6,95% de participação governamental sobre o excedente produzido.

Negócio ainda depende de aprovações regulatórias

Para que a transação seja concluída, o acordo ainda precisa receber autorização da ANP e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os órgãos são responsáveis pela regulação do setor e pela preservação da livre concorrência no mercado brasileiro.

Pré-sal responde por mais de 80% da produção nacional

O pré-sal brasileiro, localizado principalmente na região Sudeste, concentra os maiores campos produtores do país. Dados mais recentes da ANP apontam que, em abril de 2026, a camada pré-sal foi responsável por cerca de 82% de toda a produção nacional de petróleo e gás natural.

No período, foram produzidos aproximadamente 4,614 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe), indicador utilizado para padronizar a soma da produção de petróleo e gás natural com base em seu potencial energético.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Petrobras

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Internacional

Estreito de Ormuz tem menos de mil navios em 100 dias de guerra entre Irã, EUA e Israel

O Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais importantes do planeta para o transporte de energia, registrou a circulação de apenas 988 embarcações comerciais nos primeiros 100 dias do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Em condições normais, esse mesmo volume seria alcançado em aproximadamente uma semana.

A marca coincide com os 100 dias da guerra, completados em 7 de junho, e evidencia o impacto do conflito sobre uma rota responsável por parcela significativa do comércio global de petróleo, gás natural liquefeito (GNL) e fertilizantes.

Importância global do Estreito de Ormuz

Antes da escalada militar iniciada em 28 de fevereiro, o estreito respondia por cerca de 20% do consumo diário mundial de petróleo e por uma fatia relevante do comércio internacional de GNL. Além disso, aproximadamente um terço do transporte marítimo de fertilizantes passava pela região.

Após os ataques preventivos liderados por Estados Unidos e Israel contra o Irã e as posteriores retaliações de Teerã contra infraestruturas estratégicas no Golfo, o fluxo marítimo sofreu uma forte retração.

Navegação limitada e novas rotas marítimas

Mesmo após três meses de conflito, o trânsito de navios permanece restrito. Para atravessar a região, armadores passaram a buscar acordos diplomáticos ou negociar diretamente com autoridades iranianas.

Durante o período, algumas embarcações navegaram com os sistemas de identificação automática (AIS) desligados. Também surgiu uma rota alternativa dentro das águas territoriais iranianas, enquanto parte da frota continuou utilizando o corredor oficialmente recomendado pela Organização Marítima Internacional (IMO).

Queda superior a 90% no movimento de embarcações

Dados da consultoria Kpler apontam que a movimentação de navios caiu mais de 90% em comparação com os níveis observados antes da guerra.

Entre 1º e 27 de fevereiro, a média diária era de 129 embarcações, número próximo ao histórico de 138 navios por dia. Já no centésimo dia do conflito, apenas 10 embarcações comerciais cruzaram o estreito.

Grande parte dos navios que continuaram operando na região pertence a chamadas “frotas sombra” ou embarcações sujeitas a sanções internacionais.

Oscilações no tráfego ao longo da guerra

No dia 28 de fevereiro, 78 embarcações passaram pelo estreito. Após o início das hostilidades, esse número caiu para 30 em 1º de março e para apenas 13 no dia seguinte.

Em determinados momentos, o movimento chegou ao mínimo de apenas dois navios por dia. O maior volume registrado durante a guerra ocorreu em 18 de abril, quando 27 embarcações realizaram a travessia.

Disputa política influencia acesso à rota

Em abril, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o estreito permaneceria aberto para embarcações comerciais até o fim do cessar-fogo no Líbano.

Do lado americano, o presidente Donald Trump declarou que a passagem marítima seguia operacional, mas ressaltou a manutenção do bloqueio dos Estados Unidos até que fosse alcançado um acordo com Teerã.

Pouco depois, o governo iraniano anunciou um fechamento de fato da rota, condicionando a normalização do tráfego ao fim das restrições impostas aos navios ligados aos portos iranianos. Em 7 de maio, apenas uma embarcação cruzou o estreito, o menor registro de todo o período analisado.

Transporte de petróleo continua predominante

Nos primeiros 100 dias da guerra, 456 navios transportando petróleo bruto e derivados utilizaram o corredor marítimo.

O volume caiu rapidamente após o início do conflito: de 50 embarcações em 28 de fevereiro para apenas duas em 3 de março. Em alguns dias, nenhum petroleiro realizou a travessia.

A maior parte dessas cargas partiu de portos iranianos, embora também tenham sido registrados embarques oriundos dos Emirados Árabes Unidos, Iraque, Arábia Saudita e Catar.

Os principais destinos foram países asiáticos, como China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Singapura, Vietnã, Malásia, Tailândia, Paquistão e Mianmar.

Comércio de gás natural liquefeito sofre forte impacto

Os ataques contra a infraestrutura energética do Golfo afetaram significativamente a produção regional, especialmente no Catar, um dos principais exportadores mundiais de GNL.

Durante vários dias, nenhum navio transportando gás natural liquefeito atravessou o Estreito de Ormuz. A primeira passagem após o início da guerra ocorreu apenas em 2 de abril.

Ao longo dos 100 dias, somente 18 metaneiros cruzaram a rota, representando cerca de 2% de todo o tráfego registrado no período. Os carregamentos tiveram como destino China, Índia, Japão e Paquistão.

Transporte de GLP e cargas secas mantém atividade reduzida

O fluxo de navios transportando gás liquefeito de petróleo (GLP) somou 149 embarcações, equivalentes a 15% do total registrado durante o conflito.

Esses navios partiram principalmente de portos do Irã, Emirados Árabes Unidos, Catar e Kuwait, com cargas destinadas a mercados da Ásia, África e América do Sul, incluindo Chile, Indonésia, Malásia e China.

Já os navios de carga seca totalizaram 281 travessias, representando 28% do movimento geral. As embarcações operaram em rotas diversificadas, conectando países como Brasil, Argentina, Canadá, Ucrânia, Turquia, Omã, Tanzânia, China e Tailândia.

Navios de passageiros também deixaram a região

Além das embarcações de carga, cerca de dez navios de passageiros que ficaram retidos no Golfo após o início do conflito conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz durante os primeiros 100 dias da guerra.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Internacional

Opep+ amplia produção de petróleo pela quarta vez após fechamento do Estreito de Ormuz

A Opep+ aprovou neste domingo (7) mais uma ampliação nas metas de produção de petróleo, marcando o quarto ajuste consecutivo desde o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global da commodity.

A medida foi adotada em meio aos impactos da guerra entre Estados Unidos e Irã, conflito que interrompeu o tráfego na passagem marítima e gerou preocupações sobre o abastecimento internacional de petróleo.

Segundo comunicado divulgado pela organização, os sete países participantes do acordo aprovaram um acréscimo de 188 mil barris por dia na produção. O novo volume entrará em vigor a partir de julho.

Produção volta a crescer após cortes iniciados em 2023

Desde abril de 2026, os principais integrantes da aliança vêm promovendo aumentos graduais na oferta de petróleo. Somados, os reajustes já representam quase 600 mil barris adicionais por dia.

Os incrementos ocorreram da seguinte forma:

  • Abril: aumento de 206 mil barris por dia;
  • Maio: acréscimo de 188 mil barris por dia;
  • Junho: novo ajuste de 188 mil barris por dia;
  • Julho: mais 188 mil barris por dia aprovados neste fim de semana.

O movimento representa uma reversão parcial dos cortes voluntários anunciados em abril de 2023. Naquele período, a desaceleração econômica global e a queda nos preços levaram a Opep+ a retirar cerca de 1,65 milhão de barris diários do mercado para evitar uma desvalorização ainda maior da commodity.

Conflito no Oriente Médio altera estratégia da organização

A crise geopolítica no Oriente Médio mudou significativamente o cenário do mercado energético. O fechamento do Estreito de Ormuz, considerado um dos corredores mais importantes para o transporte de petróleo no mundo, afetou o fluxo internacional da commodity e incentivou a retomada gradual da produção anteriormente reduzida.

Em comunicado oficial, a Opep+ afirmou que a medida também permitirá que os países participantes acelerem seus compromissos de compensação relacionados às metas de produção estabelecidas anteriormente.

Produção da Opep+ segue em nível historicamente baixo

Apesar dos sucessivos aumentos anunciados nos últimos meses, a produção efetiva do grupo continua abaixo dos níveis históricos.

Dados divulgados pela organização mostram que os 11 membros atuais registraram queda de 1,22 milhão de barris por dia em maio, alcançando uma produção total de 16,33 milhões de barris diários. Trata-se do menor volume registrado em quase quatro décadas.

Países participantes do acordo

Atualmente, o grupo responsável pelo ajuste produtivo é composto por:

  • Arábia Saudita
  • Rússia
  • Iraque
  • Kuwait
  • Cazaquistão
  • Argélia
  • Omã

Os Emirados Árabes Unidos deixaram a organização em maio de 2026, encerrando uma participação que durou cerca de 60 anos.

Mercado acompanha impactos sobre os preços do petróleo

A nova decisão da Opep+ é acompanhada de perto por investidores e agentes do setor energético, que monitoram os reflexos da guerra no Golfo e as possíveis consequências para os preços do petróleo, a segurança do abastecimento global e a estabilidade do mercado internacional de energia.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Informação

Preço do querosene de aviação cai 14,2% em junho, anuncia Petrobras

A Petrobras anunciou uma redução de 14,2% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras a partir deste mês de junho. De acordo com a estatal, o reajuste representa uma queda de R$ 0,93 por litro em relação ao valor praticado em maio.

A medida foi divulgada nesta segunda-feira (1º) e marca a primeira redução do combustível aeronáutico após uma série de aumentos registrados desde março.

Cenário internacional influencia queda nos preços

Segundo a companhia, a diminuição do valor do combustível de aviação está relacionada à desaceleração das pressões observadas no mercado internacional de petróleo.

A Petrobras destacou que a redução reflete a melhora das condições globais após o período de forte valorização das commodities energéticas, movimento que havia sido impulsionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Reajustes seguem contratos com distribuidoras

Os preços do querosene de aviação comercializado pela Petrobras são atualizados mensalmente, conforme previsto nos contratos firmados com as distribuidoras.

Esses ajustes acompanham fatores como a cotação internacional do petróleo, a variação cambial e as condições do mercado global de combustíveis.

Apesar da queda, combustível acumula alta no ano

Mesmo com a redução anunciada para junho, o preço do QAV ainda apresenta forte valorização em 2026.

Dados divulgados pela estatal mostram que, no acumulado do ano, o combustível registra aumento de 54,5% em comparação aos valores praticados em dezembro de 2025. O avanço corresponde a um acréscimo de R$ 1,98 por litro.

O comportamento dos preços continua sendo acompanhado de perto pelo setor aéreo, já que o combustível representa uma das principais despesas operacionais das companhias aéreas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Internacional

Irã e EUA discutem acordo que pode reabrir tráfego no Estreito de Ormuz

Um possível avanço nas negociações entre Irã e Estados Unidos pode levar à reabertura do tráfego comercial no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

A informação foi divulgada pela TV estatal iraniana nesta quarta-feira (27), que afirmou que Teerã recebeu um rascunho preliminar e não oficial de um memorando de entendimento envolvendo os dois países.

Proposta prevê retomada do comércio marítimo

De acordo com a emissora iraniana, o esboço do acordo estabelece que o Irã retomaria o fluxo comercial no Estreito de Ormuz aos níveis registrados antes da guerra no prazo de um mês.

Em troca, os Estados Unidos retirariam forças militares posicionadas próximas ao território iraniano e suspenderiam o bloqueio naval aplicado na região.

O estreito é considerado um ponto estratégico para o mercado global de energia, já que grande parte do petróleo exportado pelo Oriente Médio passa pelo local.

Acordo ainda depende de negociações finais

Apesar da divulgação do possível entendimento, o governo iraniano ainda não confirmou oficialmente os detalhes do documento.

Segundo a TV estatal, o texto permanece em fase de negociação e qualquer medida concreta dependerá de “verificação tangível” por parte de Teerã.

O rascunho também prevê que o controle do tráfego marítimo no estreito seja administrado pelo Irã em cooperação com Omã.

Outro ponto citado pela emissora indica que embarcações militares não fariam parte do acordo inicial.

Conselho de Segurança da ONU pode validar entendimento

Caso as negociações avancem e um acordo definitivo seja fechado em até 60 dias, o entendimento poderá ser transformado em uma resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.

A possibilidade é vista como uma tentativa de garantir maior segurança jurídica e estabilidade internacional para o cumprimento do eventual acordo.

Tensões entre Washington e Teerã continuam

A divulgação do rascunho ocorre em meio a um cenário ainda marcado por desconfiança entre Washington e Teerã após meses de tensões militares e confrontos indiretos na região.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve se reunir com integrantes do governo na Casa Branca para discutir o avanço das negociações.

Recentemente, Trump afirmou que os dois países estariam “praticamente próximos” de um entendimento, embora o processo diplomático continue cercado de incertezas.

O possível acordo é acompanhado com atenção pelo mercado internacional devido aos impactos diretos que qualquer alteração no fluxo do Estreito de Ormuz pode provocar nos preços do petróleo e na segurança energética global.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

Japão negocia acordo com Mercosul para ampliar compra de petróleo e exportação de carros

O Japão prepara o início das negociações de um acordo de parceria econômica com o Mercosul, em uma estratégia voltada à diversificação do fornecimento de petróleo, minerais críticos e à ampliação do mercado para a indústria automobilística japonesa.

Segundo informações divulgadas pela imprensa asiática, o governo japonês pretende avançar nas tratativas com os países do bloco sul-americano, formado por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Japão busca ampliar relações comerciais com o Mercosul

As negociações devem ganhar força durante a cúpula do G7, prevista para meados de junho, quando a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, poderá se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além do Brasil, Tóquio pretende acelerar conversas com os demais integrantes do Mercosul para consolidar um acordo comercial abrangente.

Com quase 300 milhões de habitantes e Produto Interno Bruto superior a US$ 3 trilhões, o bloco sul-americano é visto pelo Japão como um mercado estratégico em expansão.

Segurança energética impulsiona interesse japonês

A busca por novos fornecedores de energia e matérias-primas ganhou prioridade para o governo japonês diante das tensões geopolíticas internacionais.

Historicamente dependente do Oriente Médio para abastecimento de petróleo, o Japão passou a reforçar sua estratégia de diversificação após os riscos envolvendo o Estreito de Ormuz e os conflitos na região do Irã.

Além disso, o país asiático também busca reduzir sua dependência da China no fornecimento de terras raras e outros minerais estratégicos utilizados pela indústria tecnológica e automotiva.

Nesse cenário, o Brasil surge como parceiro relevante por ser um dos maiores produtores mundiais de petróleo bruto e possuir grandes reservas de minerais críticos. Já a Argentina se destaca na produção de lítio, matéria-prima fundamental para baterias de veículos elétricos.

Setor automotivo japonês pressiona por acordo

Outro ponto central das negociações envolve a redução de tarifas para produtos industriais japoneses, principalmente veículos e autopeças.

Atualmente, os produtos japoneses enfrentam taxas médias superiores a 13% no Brasil e na Argentina, cenário considerado um entrave para a competitividade das montadoras asiáticas na América do Sul.

A indústria automobilística japonesa teme perder espaço diante do avanço do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que pode favorecer fabricantes europeias no mercado sul-americano.

Entidades empresariais do Japão e do Brasil já demonstraram apoio formal à abertura das negociações. Em declaração conjunta divulgada em março de 2025, representantes industriais defenderam o fortalecimento das cadeias globais de suprimentos e maior integração econômica entre os países.

Carne bovina pode ser principal ponto de impasse

Apesar do interesse mútuo, o setor agropecuário deve representar um dos temas mais delicados das negociações.

O Japão mantém uma indústria pecuária relativamente pequena e enfrenta preocupações internas sobre o impacto da entrada de carne bovina estrangeira no mercado local.

Brasil e Argentina estão entre os maiores produtores mundiais de carne bovina, o que aumenta a sensibilidade do tema dentro da política agrícola japonesa.

Mesmo assim, integrantes do governo japonês avaliam que o momento exige maior abertura comercial diante da necessidade de fortalecer cadeias globais de fornecimento e reduzir vulnerabilidades estratégicas.

Comércio entre Japão e Mercosul ainda tem espaço para crescer

Apesar do potencial econômico, o volume de comércio entre Japão e Mercosul ainda representa uma parcela pequena das operações japonesas no mercado internacional.

No ano fiscal de 2025, as exportações japonesas para o bloco somaram cerca de US$ 5,9 bilhões, enquanto as importações chegaram a aproximadamente US$ 9,4 bilhões.

Os números equivalem a menos de 2% do comércio exterior total do Japão, indicando amplo espaço para expansão nas relações comerciais entre os dois mercados.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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