Internacional

Irã e EUA discutem acordo que pode reabrir tráfego no Estreito de Ormuz

Um possível avanço nas negociações entre Irã e Estados Unidos pode levar à reabertura do tráfego comercial no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

A informação foi divulgada pela TV estatal iraniana nesta quarta-feira (27), que afirmou que Teerã recebeu um rascunho preliminar e não oficial de um memorando de entendimento envolvendo os dois países.

Proposta prevê retomada do comércio marítimo

De acordo com a emissora iraniana, o esboço do acordo estabelece que o Irã retomaria o fluxo comercial no Estreito de Ormuz aos níveis registrados antes da guerra no prazo de um mês.

Em troca, os Estados Unidos retirariam forças militares posicionadas próximas ao território iraniano e suspenderiam o bloqueio naval aplicado na região.

O estreito é considerado um ponto estratégico para o mercado global de energia, já que grande parte do petróleo exportado pelo Oriente Médio passa pelo local.

Acordo ainda depende de negociações finais

Apesar da divulgação do possível entendimento, o governo iraniano ainda não confirmou oficialmente os detalhes do documento.

Segundo a TV estatal, o texto permanece em fase de negociação e qualquer medida concreta dependerá de “verificação tangível” por parte de Teerã.

O rascunho também prevê que o controle do tráfego marítimo no estreito seja administrado pelo Irã em cooperação com Omã.

Outro ponto citado pela emissora indica que embarcações militares não fariam parte do acordo inicial.

Conselho de Segurança da ONU pode validar entendimento

Caso as negociações avancem e um acordo definitivo seja fechado em até 60 dias, o entendimento poderá ser transformado em uma resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.

A possibilidade é vista como uma tentativa de garantir maior segurança jurídica e estabilidade internacional para o cumprimento do eventual acordo.

Tensões entre Washington e Teerã continuam

A divulgação do rascunho ocorre em meio a um cenário ainda marcado por desconfiança entre Washington e Teerã após meses de tensões militares e confrontos indiretos na região.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve se reunir com integrantes do governo na Casa Branca para discutir o avanço das negociações.

Recentemente, Trump afirmou que os dois países estariam “praticamente próximos” de um entendimento, embora o processo diplomático continue cercado de incertezas.

O possível acordo é acompanhado com atenção pelo mercado internacional devido aos impactos diretos que qualquer alteração no fluxo do Estreito de Ormuz pode provocar nos preços do petróleo e na segurança energética global.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

Irã anuncia controle no Estreito de Ormuz e passa a exigir autorização para tráfego marítimo

O governo do Irã divulgou na quarta-feira (20) um novo mapa que estabelece uma zona marítima controlada no Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e cargas marítimas.

A medida foi apresentada pela recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão responsável pela administração da região. Segundo o comunicado, embarcações que desejarem cruzar a hidrovia deverão solicitar autorização prévia e coordenar o trânsito com as autoridades iranianas.

Área controlada no Estreito de Ormuz

De acordo com o mapa divulgado nas redes sociais, a área delimitada pelo Irã será definida por duas linhas estratégicas no estreito.

No lado leste, o limite parte de Kuh-e Mobarak, no território iraniano, até a região sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

Já no lado oeste, a delimitação se estende da extremidade da Ilha de Qeshm, também no Irã, até Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos.

A nova determinação reforça o controle iraniano sobre o fluxo marítimo em uma das principais rotas globais de exportação de petróleo.

Navios já operam sob coordenação iraniana

Mais cedo, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã informou que 26 embarcações atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas em coordenação com o país.

Entre os navios autorizados estavam petroleiros, porta-contêineres e outras embarcações comerciais, segundo informações divulgadas pela mídia estatal iraniana.

A força militar afirmou ainda que o tráfego marítimo segue funcionando normalmente, desde que os operadores obtenham as permissões exigidas e mantenham comunicação com as autoridades responsáveis pela área.

Estreito de Ormuz é rota estratégica mundial

O Estreito de Ormuz é considerado um dos corredores marítimos mais importantes do planeta, ligando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Grande parte do petróleo exportado por países do Oriente Médio passa diariamente pela região.

Por conta da relevância econômica e geopolítica da hidrovia, qualquer alteração nas regras de navegação costuma gerar impacto no mercado internacional de energia e no transporte marítimo global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: @PGSA_IRAN

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Comércio Internacional

Tráfego pelo Canal de Suez inicia recuperação gradual após dois anos de crise

O tráfego marítimo pelo Canal de Suez começou a mostrar uma recuperação gradual depois de dois anos marcados por desvios obrigatórios, custos elevados e mudanças significativas nas rotas entre Leste e Oeste. A Autoridade do Canal confirmou que duas das maiores companhias de navegação do mundo anunciaram o retorno progressivo à via estratégica, reacendendo expectativas positivas para as cadeias de suprimentos globais.

Redução das tensões no mar Vermelho impulsiona retorno
A normalização do trânsito ocorre após o acordo de paz firmado em outubro, no Egito, que reduziu os riscos operacionais no mar Vermelho. Durante o período de instabilidade, ataques próximos ao estreito de Bab al-Mandeb levaram milhares de embarcações a contornar o Cabo da Boa Esperança, adicionando de 10 a 15 dias às viagens, elevando fretes e criando gargalos em portos da Europa e da América do Norte.

O impacto sobre o Egito foi expressivo: o volume de trânsito caiu mais da metade e a receita diminuiu cerca de 60%, representando uma perda estimada de US$ 9 bilhões. O Canal de Suez é responsável por aproximadamente 10% do comércio marítimo mundial.

Retorno gradual para evitar congestionamentos
Segundo a Autoridade do Canal, a retomada será feita de forma ordenada para evitar sobrecarga nos portos do Atlântico Norte, que já enfrentam meses de operações reprogramadas. As navieras reforçam que a plena normalização dependerá da coordenação entre a chegada de grandes embarcações e a capacidade operacional dos terminais, ainda pressionados.

Com o acordo assinado, novembro registrou aumento de 15% no movimento de navios e um avanço de 26% no volume de carga, indicando que a confiança operacional começa a se restabelecer.

Incentivos e novos serviços reforçam competitividade
Para recuperar participação e atrair tráfego, o Canal prorrogou até março de 2026 o desconto de 15% nas taxas de passagem para determinados tipos de embarcações e estuda ampliar benefícios para navios menores. Além disso, passou a oferecer serviços adicionais como reparos, assistência médica, troca de tripulações e atendimento ambiental, buscando consolidar Suez como um hub completo de suporte marítimo.

Impacto para a América Latina
A volta das rotas tradicionais pelo Canal de Suez deve reduzir custos logísticos, encurtar prazos e restabelecer calendários de navegação mais previsíveis, sobretudo para exportadores agrícolas e importadores de insumos industriais da América Latina. A normalização também tende a aliviar a pressão sobre portos europeus e estabilizar o fluxo global de cargas.

FONTE: Todo Logística News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logística News

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