Agronegócio

Pavilhão Brasil destaca potencial do agro brasileiro durante feira internacional em Bangladesh

O Brasil marcou presença na 9ª edição da Agro International Expo 2026, realizada entre os dias 7 e 9 de maio, em Daca, capital de Bangladesh. A participação brasileira reuniu empresas, entidades setoriais e instituições ligadas ao agronegócio brasileiro, fortalecendo a promoção comercial dos produtos nacionais no mercado asiático.

Organizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Pavilhão Brasil recebeu destaque estratégico ao ser instalado na entrada principal do centro de exposições. O espaço atraiu visitantes e compradores interessados em conhecer a diversidade dos produtos agropecuários do país.

Pavilhão Brasil reuniu empresas e setores estratégicos do agro

Ao todo, 14 empresas, entidades e instituições participaram da iniciativa brasileira. O pavilhão apresentou uma ampla variedade de produtos, incluindo itens dos segmentos de proteína animal, genética, alimentação, amendoim, cacau e chocolate, café em grãos e solúvel, bebidas, sucos, castanhas, colágeno, gelatina, mel e doces.

A feira internacional recebeu mais de 14 mil visitantes e se consolidou como uma importante vitrine para ampliar negócios e fortalecer a presença do agro nacional em mercados com elevado potencial de crescimento.

Bangladesh amplia relações comerciais com o Brasil

A participação brasileira acontece em meio ao avanço das relações comerciais entre os dois países. Atualmente, Bangladesh figura entre os principais destinos das exportações do agronegócio brasileiro, ocupando a 13ª posição no ranking de compradores dos produtos nacionais.

Entre os principais itens exportados pelo Brasil para o país asiático estão algodão, soja e derivados, açúcar, óleo de soja, café e proteínas animais. Somente no último ano, as importações bengalesas de produtos agropecuários brasileiros superaram US$ 2 bilhões.

Seminários abordaram genética e desenvolvimento da pecuária

Além da exposição comercial, a programação contou com seminários técnicos voltados ao desenvolvimento da avicultura e da pecuária. Os debates abordaram temas como alimentação animal, excelência genética e melhoramento genético.

As atividades foram coordenadas pelo adido agrícola do Brasil em Bangladesh, Silvio Testaseca, reforçando o intercâmbio de conhecimento e tecnologias voltadas ao setor agropecuário.

Feira internacional reúne tecnologias e soluções para o campo

A Agro International Expo é considerada uma das principais feiras voltadas ao setor agropecuário em Bangladesh. O evento reúne empresas, importadores, compradores e representantes de diferentes cadeias produtivas ligadas à agricultura, aquicultura, irrigação, alimentação animal, processamento de alimentos e tecnologias para o campo.

A participação brasileira integra as ações do Mapa para ampliar a presença dos produtos brasileiros em mercados internacionais e fortalecer oportunidades de negócios no cenário global.

FONTE: Ministério de Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Mapa

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Exportação

Exportações de São Bento do Sul atingem US$ 24 milhões no primeiro trimestre de 2026

As exportações de São Bento do Sul movimentaram US$ 24,16 milhões entre janeiro e março de 2026, segundo dados divulgados pelo Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de Santa Catarina. O destaque continua sendo o setor de madeira e móveis, que lidera com ampla vantagem as vendas internacionais do município.

Setor de madeira e móveis lidera vendas externas

As empresas ligadas ao segmento de madeira e móveis responderam por 48,07% de todo o volume exportado pela cidade no primeiro trimestre. O setor acumulou US$ 11,612 milhões em negócios no mercado internacional.

Na sequência aparecem os segmentos metalmecânico e metalúrgico, responsáveis por US$ 5,478 milhões em exportações, o equivalente a 22,68% do total. O setor têxtil e de confecções também teve participação relevante, com US$ 2,475 milhões e fatia de 10,25%.

Uruguai lidera ranking de destinos das exportações

Entre os principais mercados compradores dos produtos fabricados em São Bento do Sul, o Uruguai aparece na liderança em 2026. O país vizinho importou US$ 4,102 milhões em mercadorias do município, representando 16,98% das exportações locais.

Os Estados Unidos ocupam a segunda posição entre os destinos internacionais, seguidos por Argentina, Paraguai e Reino Unido.

Município registra queda nas exportações em relação a 2025

Apesar da presença consolidada em diversos mercados internacionais, o desempenho exportador do município apresentou retração na comparação com o mesmo período do ano passado.

No primeiro trimestre de 2025, São Bento do Sul havia alcançado US$ 38,93 milhões em exportações. O resultado atual representa uma redução de 37,94%.

Naquele período, o setor de madeira e móveis também liderava as vendas externas, somando US$ 23,098 milhões e concentrando 59,34% das exportações do município.

Os segmentos metalmecânico e metalúrgico haviam registrado US$ 9,151 milhões, enquanto o setor têxtil contabilizou US$ 2,526 milhões.

Empresas mantêm presença em diversos mercados internacionais

Além dos principais parceiros comerciais, as indústrias de São Bento do Sul mantêm relações comerciais com uma ampla lista de países. Entre eles estão Alemanha, Canadá, Austrália, Japão, Itália, Espanha, México, Indonésia, Vietnã, Arábia Saudita e Países Baixos.

As exportações também alcançam mercados da África e América Latina, como Angola, Moçambique, Bolívia e Colômbia, ampliando a presença internacional da indústria catarinense.

FONTE: A Gazeta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sindusmobil

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Exportação

Tilápia pode sofrer queda de até 90% nas exportações brasileiras após possível mudança ambiental

A possível inclusão da tilápia na lista de espécies exóticas invasoras no Brasil preocupa produtores e exportadores do setor aquícola. A proposta será analisada pela Comissão Nacional de Biodiversidade no próximo dia 27 de maio e já mobiliza entidades ligadas à aquicultura brasileira.

Segundo estudo técnico divulgado pela PEIXE BR, a medida pode provocar impactos severos nas exportações do pescado, além de afetar a competitividade internacional do setor.

Setor teme barreiras comerciais e ambientais

A análise aponta que a eventual classificação da tilápia como espécie invasora poderá ser interpretada internacionalmente como um reconhecimento oficial de risco ambiental por parte do governo brasileiro.

Na prática, isso poderia abrir espaço para novas barreiras sanitárias, ambientais e comerciais impostas por países importadores da tilápia brasileira.

O receio é que compradores internacionais passem a exigir controles mais rígidos, aumentando os custos e dificultando o acesso do produto nacional aos principais mercados externos.

Estados Unidos lideram compras da tilápia brasileira

Atualmente, os Estados Unidos concentram cerca de 85% das exportações brasileiras de tilápia. O mercado norte-americano movimenta aproximadamente US$ 35 milhões por ano para a cadeia produtiva nacional.

Representantes do setor avaliam que qualquer alteração regulatória envolvendo a espécie pode comprometer a confiança internacional na produção aquícola do Brasil.

O presidente da PEIXE BR, Francisco Medeiros, destacou que existe um precedente considerado preocupante pelo segmento.

Segundo ele, em 2010, os Estados Unidos classificaram a carpa asiática como espécie invasora, provocando uma queda de cerca de 97% nas exportações chinesas da espécie em apenas um ano.

Estudo projeta perdas milionárias para a aquicultura

Com base em cenários semelhantes observados no mercado internacional, a entidade estima que o Brasil poderá perder até 90% das exportações de tilápia em um período de seis meses caso a nova classificação seja aprovada.

As perdas financeiras diretas para a cadeia produtiva da tilápia podem ultrapassar US$ 38 milhões, segundo a projeção apresentada no estudo técnico.

Além disso, a análise alerta para possíveis reflexos em outros segmentos da aquicultura nacional, com impacto anual estimado em até US$ 64 milhões para o setor exportador de pescados.

Espécies nativas também podem enfrentar reflexos

O documento também cita riscos indiretos para espécies nativas produzidas no Brasil, como tambaqui e pintado.

A preocupação envolve o aumento de auditorias internacionais e o endurecimento de critérios ambientais aplicados à produção aquícola brasileira como um todo.

Outro ponto sensível mencionado pelo setor são as certificações internacionais utilizadas pelos produtores. Selos como Best Aquaculture Practices, Aquaculture Stewardship Council e Global G.A.P. possuem exigências rigorosas relacionadas ao manejo ambiental e ao controle de espécies.

Cadeia produtiva teme insegurança jurídica

Entidades do setor afirmam que a possível mudança regulatória pode aumentar a insegurança jurídica para produtores, frigoríficos, exportadores e investidores ligados à cadeia da piscicultura.

Além do impacto comercial, existe preocupação com a perda de competitividade do Brasil diante de outros países exportadores de pescado, especialmente em um momento de crescimento da produção nacional e avanço das exportações de tilápia.

A decisão da Conabio vem sendo acompanhada de perto pelo setor produtivo, que defende equilíbrio entre preservação ambiental, segurança regulatória e desenvolvimento econômico da aquicultura brasileira.

FONTE: Portal do Agronegócio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Internacional

Exportações do Paraguai crescem 14,6% e superam US$ 6,2 bilhões no primeiro quadrimestre

As exportações do Paraguai registraram forte avanço nos quatro primeiros meses de 2026 e ultrapassaram a marca de US$ 6,2 bilhões. De acordo com dados do Banco Central do Paraguai, o país alcançou US$ 6,205 bilhões em vendas externas até abril, resultado 14,6% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Mesmo com o aumento das importações, a balança comercial paraguaia permaneceu positiva, encerrando o período com superávit superior a US$ 84 milhões.

Produtos agrícolas lideram exportações paraguaias

As exportações registradas representaram 68,2% do total comercializado pelo país, somando US$ 4,23 bilhões — crescimento de 18,1% na comparação anual.

Entre os principais destaques aparecem os produtos primários, que movimentaram US$ 1,776 bilhão. Na sequência vieram as manufaturas industriais, responsáveis por US$ 1,428 bilhão em exportações.

A soja paraguaia segue como principal motor do comércio exterior do país. O grão gerou US$ 1,51 bilhão em receitas, avanço de 43,2% em relação ao primeiro quadrimestre de 2025. O trigo também apresentou desempenho positivo no período.

Reexportações mantêm crescimento

As reexportações responderam por 27% das vendas externas paraguaias e atingiram US$ 1,677 bilhão até abril. O resultado representa crescimento de 9,3% frente ao ano passado.

O segmento continua sendo um dos pilares do comércio exterior do Paraguai, especialmente nas operações de redistribuição de produtos para países vizinhos.

Exportações de carne apresentam resultados diferentes

No setor de proteínas, os números mostraram comportamentos distintos entre os segmentos.

As exportações de carne bovina recuaram 11,1% no acumulado do ano, somando US$ 577,2 milhões. Chile, Estados Unidos e Israel permaneceram como os principais compradores da proteína paraguaia.

Por outro lado, a carne suína teve forte expansão, com crescimento de 62,6% e faturamento de US$ 18,8 milhões. Taiwan apareceu como principal destino das exportações.

Já as vendas externas de carne de frango avançaram 11,4%, alcançando US$ 4,4 milhões. Iraque e Vietnã lideraram entre os mercados compradores, enquanto 16 países receberam produtos avícolas paraguaios em abril de 2026.

Manufaturas industriais impulsionam comércio exterior

Outro destaque do período foi o avanço das manufaturas de origem industrial, que alcançaram US$ 733,4 milhões em exportações, alta de 32,1% sobre o ano anterior.

O crescimento foi impulsionado principalmente pelo aumento das vendas de resíduos de cobre, fios elétricos, cabos condutores, inseticidas e herbicidas.

As exportações realizadas sob o Regime de Maquila também apresentaram desempenho positivo. O setor movimentou US$ 469,8 milhões, crescimento de 29,7%. Brasil, Argentina, Estados Unidos e Holanda figuraram entre os principais destinos desses produtos.

Em contrapartida, os segmentos de combustíveis e energia registraram retração, totalizando US$ 292,2 milhões.

Balança comercial segue positiva

As importações paraguaias somaram US$ 6,121 bilhões até abril, avanço de 12,2% em relação ao mesmo período de 2025.

Com isso, o saldo da balança comercial permaneceu no azul, registrando superávit de US$ 84,2 milhões no encerramento do primeiro quadrimestre.

FONTE: Agencia de Información Paraguaya
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agencia de Información Paraguaya

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Exportação

Exportações do Brasil aos EUA caem para menos de 10% e acendem alerta comercial

Pela primeira vez em cerca de dois séculos, a participação dos Estados Unidos nas exportações do Brasil deve ficar abaixo de 10%. O movimento reflete mudanças no cenário global e, sobretudo, o impacto de medidas tarifárias e incertezas nas relações bilaterais.

Tensões comerciais geram instabilidade

A relação entre Brasil e Estados Unidos tem sido marcada por episódios de instabilidade tarifária. Investigações comerciais abertas pelo governo norte-americano ampliaram o alcance de possíveis sanções, abrangendo temas como comércio digital, propriedade intelectual, etanol e até desmatamento.

A amplitude dessas medidas aumenta a insegurança entre exportadores, que enfrentam dificuldades para planejar investimentos e contratos de longo prazo.

Tarifas e mudanças frequentes afetam exportações

Nos últimos meses, decisões unilaterais alteraram o ambiente comercial. Em 2025, tarifas adicionais chegaram a atingir produtos brasileiros, com posterior revisão parcial que excluiu itens agrícolas.

Já em 2026, novas medidas foram adotadas com base em legislações distintas, mantendo o cenário de incerteza. Esse “vai e vem” regulatório impacta diretamente a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano.

Empresas buscam diversificação de mercados

Diante desse contexto, empresas brasileiras têm intensificado a busca por novos destinos. Setores como o de móveis já ampliam sua presença na Europa e em mercados emergentes, reduzindo a dependência dos Estados Unidos.

A estratégia segue uma lógica comum no comércio internacional: priorizar previsibilidade, estabilidade regulatória e segurança contratual.

Histórico mostra mudança de parceiros

O Brasil já passou por situações semelhantes no passado. A Argentina, por exemplo, foi por muitos anos um dos principais destinos da indústria brasileira, mas perdeu relevância devido a barreiras comerciais e instabilidade econômica.

Esse histórico reforça a tendência de diversificação como resposta a ambientes menos previsíveis.

Impactos vão além do comércio direto

As tensões também afetam cadeias produtivas integradas, especialmente no chamado comércio intrafirma, no qual empresas operam com unidades em diferentes países. Nesse modelo, mudanças tarifárias elevam custos e afetam tanto empresas brasileiras quanto norte-americanas.

Autonomia comercial é característica histórica

A política externa brasileira tradicionalmente evita alinhamentos automáticos, buscando diversificar parceiros e manter autonomia nas decisões econômicas. Esse posicionamento reflete a estrutura de um país com forte presença em diferentes mercados globais, incluindo Ásia, Europa e outras regiões das Américas.

Relação pode perder relevância

Especialistas apontam que o uso recorrente de tarifas comerciais tende a reduzir a importância relativa dos Estados Unidos como parceiro do Brasil. Em vez de gerar concessões, as medidas podem acelerar a reconfiguração das cadeias de comércio.

No longo prazo, isso pode resultar em menor influência econômica e perda de espaço no mercado brasileiro.

FONTE: Brasil Agro
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images Reprodução Blog BBC News Brasil

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Exportação

Brasil amplia exportação de DDG/DDGS com abertura de mercado no Chile

O Brasil avançou nas relações comerciais com o Chile ao concluir negociações que autorizam a exportação de grãos secos de destilaria (DDG/DDGS) para o país sul-americano. A medida fortalece o agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades no mercado internacional.

Novo mercado impulsiona cadeia do etanol de milho

Os DDG/DDGS, subprodutos da produção de etanol de milho, são amplamente utilizados na fabricação de ração animal para aves, bovinos e suínos. Com a liberação das exportações, o Brasil passa a contar com mais um destino relevante para esse insumo agrícola.

A abertura representa um avanço estratégico para a cadeia produtiva, agregando valor à indústria e aumentando a competitividade do setor no exterior.

Chile é parceiro relevante do agronegócio brasileiro

O Chile já figura entre os principais destinos das exportações do Brasil. Em 2025, o país importou mais de US$ 2,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para carnes, produtos florestais e itens do complexo soja.

A inclusão dos DDG/DDGS na pauta exportadora tende a diversificar ainda mais o comércio bilateral e fortalecer os laços econômicos entre os dois países.

Brasil acumula mais de 600 aberturas de mercado

Com esse novo acordo, o Brasil alcança a marca de 601 aberturas de mercado internacional desde 2023. O resultado reflete a estratégia de expansão comercial adotada pelo país, voltada à ampliação de destinos para produtos do agronegócio.

Atuação conjunta do governo garante avanços

O desempenho é atribuído ao trabalho integrado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), que atuam na negociação de acordos e na remoção de barreiras comerciais.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Exportação de carne bovina em Mato Grosso bate recorde no 1º trimestre de 2026

Mato Grosso registrou o maior volume já exportado de carne bovina para um primeiro trimestre, alcançando 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC) entre janeiro e março de 2026. O resultado representa um avanço de 53,39% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com esse desempenho, o estado foi responsável por 26,72% de toda a exportação de carne bovina brasileira no período, consolidando sua relevância no cenário internacional.

Faturamento cresce com valorização do produto

Além do aumento no volume, a receita também apresentou forte expansão. O faturamento atingiu US$ 1,11 bilhão, alta de 74,71% na comparação anual. O crescimento foi impulsionado pela valorização do preço médio da tonelada, que chegou a US$ 4,54 mil.

Esse cenário reforça não apenas o ganho em escala, mas também o avanço no valor agregado da produção.

China lidera compras; EUA ampliam participação

A China permanece como principal destino da carne bovina exportada, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC.

Já os Estados Unidos se destacam pelo crescimento acelerado na demanda. Em apenas três meses, o país adquiriu 23,03 mil TEC — volume que corresponde a 9,14% das exportações no período e a mais da metade de tudo o que foi enviado ao mercado norte-americano ao longo de 2025.

Expansão de mercados fortalece pecuária

O avanço nas exportações reflete a abertura de novos mercados e o fortalecimento da pecuária de Mato Grosso. Segundo especialistas do setor, a confiança internacional está diretamente ligada à qualidade e à regularidade do produto ofertado.

Eficiência produtiva e sustentabilidade elevam competitividade

O crescimento do setor também está associado a melhorias na genética bovina, no manejo e no cumprimento de exigências sanitárias e ambientais. Esses fatores contribuem para elevar o padrão da carne e ampliar sua aceitação em mercados mais exigentes.

Além do aumento no volume exportado, o estado também tem avançado na geração de valor, com foco em eficiência produtiva e adoção de práticas sustentáveis — aspectos cada vez mais determinantes no comércio global.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução Assessoria Imac

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Exportação

Exportação de DDGS cresce e Sinop envia 45 mil toneladas para a Turquia

Um carregamento de 45 mil toneladas de DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) saiu de Sinop, no médio-norte de Mato Grosso, com destino ao mercado da Turquia. A operação foi conduzida pela Inpasa e reforça uma rota comercial considerada estratégica, que já acumulou cerca de 600 mil toneladas exportadas para o país desde 2023.

Atualmente, a Turquia ocupa a posição de segundo maior comprador global do insumo produzido pela companhia, ficando atrás apenas do Vietnã.

Corredor logístico do Arco Norte ganha protagonismo

O transporte da carga utilizou o Arco Norte, alternativa logística que vem ganhando espaço no escoamento da produção do Centro-Oeste. O trajeto começou por rodovia até o terminal de Miritituba, em Itaituba (PA). Em seguida, o produto seguiu por barcaças pelo rio Tapajós até Santarém, onde foi embarcado no navio Ionic para a viagem internacional.

Esse modelo logístico reduz a dependência dos portos das regiões Sul e Sudeste, ampliando a eficiência no transporte de grandes volumes.

Demanda externa impulsiona embarques

A exportação ocorre em meio ao avanço da procura internacional por coprodutos do milho, especialmente na nutrição animal. Recentemente, a empresa também realizou o envio de 62 mil toneladas do produto para a China, indicando uma tendência de crescimento nas vendas externas.

Qualidade do DDGS amplia mercado

O DDGS é um concentrado proteico obtido durante a produção de etanol de milho e tem conquistado espaço em mercados exigentes. O produto exportado apresenta, no mínimo, 32% de proteína bruta, além de não conter antibióticos e passar por rigoroso controle de micotoxinas.

Essas características permitem sua utilização em diferentes cadeias produtivas, como avicultura, suinocultura, aquicultura e também na bovinocultura de corte e leite.

Estratégia fortalece competitividade

Segundo a empresa, a operação evidencia a capacidade de atuação em múltiplas rotas logísticas e reforça a confiabilidade no atendimento ao mercado externo. A combinação entre qualidade do produto, regularidade nas entregas e flexibilidade logística tem sido determinante para ampliar a presença internacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Inpasa

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Exportação

Mato Grosso bate recorde nas exportações de carne bovina no 1º trimestre de 2026

O estado de Mato Grosso registrou o maior volume já exportado de carne bovina para um primeiro trimestre, consolidando um novo marco na série histórica. Entre janeiro e março de 2026, foram embarcadas 251,83 mil toneladas em equivalente carcaça (TEC), o que representa um avanço de 53,39% na comparação com o mesmo período de 2025.

O desempenho coloca o estado como responsável por 26,72% de toda a exportação de carne bovina brasileira no trimestre, reforçando sua relevância no cenário nacional.

Faturamento supera US$ 1 bilhão

Além do aumento no volume, o crescimento também foi expressivo em termos financeiros. Mato Grosso atingiu US$ 1,11 bilhão em receita com as exportações, uma alta de 74,71% em relação ao ano anterior.

Esse resultado foi impulsionado pela valorização do preço médio da tonelada, que alcançou US$ 4,54 mil, refletindo o fortalecimento da pecuária brasileira e a maior demanda internacional pelo produto.

China lidera importações; EUA ganham espaço

A China manteve-se como principal destino da carne bovina mato-grossense, concentrando 50,82% dos embarques, o equivalente a 127,97 mil TEC.

Os Estados Unidos se destacaram como o mercado com maior crescimento. Apenas no primeiro trimestre de 2026, o país importou 23,03 mil TEC — volume que corresponde a 57,38% de tudo o que foi exportado para o mercado norte-americano ao longo de 2025. A participação norte-americana no total embarcado neste início de ano foi de 9,14%.

Eficiência produtiva e novos mercados impulsionam setor

Segundo o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), o avanço das exportações reflete tanto o aumento da produção quanto a diversificação de mercados compradores.

O diretor de Projetos da entidade, Bruno de Jesus Andrade, destaca que o estado vem ampliando sua presença internacional e agregando valor ao produto.

Ele ressalta que fatores como melhoria genética do rebanho, eficiência produtiva e adoção de práticas sustentáveis na pecuária têm sido determinantes para atender às exigências de mercados mais rigorosos.

Além disso, o cumprimento de critérios sanitários e ambientais contribui para elevar a competitividade da carne bovina mato-grossense no exterior.

Tendência de valorização e expansão

O cenário atual indica não apenas crescimento em volume, mas também ganho de valor agregado. A combinação entre tecnologia, manejo eficiente e sustentabilidade tem fortalecido a imagem da carne bovina brasileira no mercado internacional, ampliando oportunidades comerciais para o estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução Assessoria Imac

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Agronegócio

Exportações do agronegócio batem recorde e somam US$ 38,1 bilhões no 1º trimestre

O agronegócio brasileiro alcançou um novo marco no comércio exterior ao registrar US$ 38,1 bilhões em exportações no primeiro trimestre deste ano. O resultado, divulgado pelo Ministério da Agricultura, representa o maior valor já registrado para o período e indica avanço de 0,9% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Na comparação anual, o crescimento equivale a um acréscimo de US$ 342 milhões frente aos US$ 37,74 bilhões exportados nos três primeiros meses do ano passado. Apesar do avanço, a participação do setor nas exportações totais do país recuou de 49,1% para 46,3%.

Volume maior compensa queda de preços

O desempenho positivo das exportações do agronegócio foi sustentado principalmente pelo aumento de 3,8% no volume embarcado ao exterior. Esse crescimento conseguiu neutralizar a queda de 2,8% nos preços médios dos produtos.

De acordo com a análise técnica, a retração nos preços está ligada à desvalorização de importantes commodities agrícolas, como açúcar bruto, algodão, milho e farelo de soja.

Abertura de mercados impulsiona desempenho

Outro fator relevante para o resultado foi a ampliação do acesso a novos destinos internacionais. Entre janeiro e março, o Brasil abriu 30 novos mercados para produtos do setor, fortalecendo a presença global do agro brasileiro.

Segundo o Ministério da Agricultura, essa estratégia contribui tanto para consolidar mercados já tradicionais quanto para diversificar as exportações, garantindo maior previsibilidade ao comércio exterior.

Complexo soja lidera exportações

Entre os segmentos que mais exportaram no período, destaque para:

  • Complexo soja: US$ 12,13 bilhões (31,8% do total)
  • Carnes: US$ 8,12 bilhões
  • Produtos florestais: US$ 3,94 bilhões
  • Café: US$ 3,32 bilhões
  • Complexo sucroalcooleiro: US$ 2,33 bilhões
  • Cereais, farinhas e preparações: US$ 2,08 bilhões

Juntos, esses setores responderam por 83,8% das exportações do agronegócio no trimestre. Houve ainda recorde nas vendas externas de carne bovina e suína, tanto em valor quanto em volume.

China segue como principal destino

A China manteve a liderança como maior compradora de produtos do agronegócio brasileiro, com US$ 11,33 bilhões importados, o equivalente a 29,8% do total — alta de 4,7% na comparação anual.

Na sequência aparecem:

  • União Europeia: US$ 5,67 bilhões (14,9%)
  • Estados Unidos: US$ 2,24 bilhões (5,9%)

Também foi registrado aumento nas exportações para países como Índia, Filipinas, México, Tailândia, Japão, Chile e Turquia.

Importações caem, mas fertilizantes sobem

As importações do agronegócio somaram US$ 5,014 bilhões no trimestre, queda de 3,3% em relação ao ano anterior. Em contrapartida, as compras de fertilizantes cresceram 23,9%, alcançando US$ 3,06 bilhões.

Já os gastos com defensivos agrícolas apresentaram recuo de 11,5%, totalizando US$ 891,4 milhões.

Superávit comercial do agro cresce

Com exportações em alta e importações em queda, o saldo da balança comercial do agronegócio atingiu superávit de US$ 33,073 bilhões no primeiro trimestre, acima dos US$ 32,562 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

O resultado reforça a relevância do setor no cenário internacional, sustentado por produtividade, tecnologia e capacidade de atender às demandas globais.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

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