Agronegócio

Doença de Newcastle: Brasil enfrenta restrições à exportação de produtos avícolas

A confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja de perus nos arredores de Nova Itaberaba, no Oeste de Santa Catarina, levou parceiros comerciais do Brasil a estabelecer restrições à importação de produtos avícolas. A maior parte dos países deve limitar as medidas à área afetada, conforme os protocolos sanitários firmados com o governo brasileiro.

As exceções incluem China e Malásia, cujos acordos preveem restrições de alcance nacional. A China, porém, decidiu restringir o embargo às unidades produtoras catarinenses, decisão considerada positiva pelas autoridades brasileiras. A Malásia ainda nãoinformou como aplicará as medidas. Já o México suspendeu as importações de produtos avícolas de todo o território brasileiro na última segunda-feira (19).

Ministério da Agricultura orienta certificação das exportações

As diretrizes para a continuidade das exportações foram detalhadas em um ofício circular do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O documento orienta os auditores fiscais agropecuários sobre os procedimentos de certificação dos produtos destinados ao mercado internacional, respeitando as exigências sanitárias estabelecidas individualmente por cada parceiro comercial.

Como referência para a aplicação das restrições, o ministério definiu 21 de setembro de 2026, data em que foram coletadas as primeiras amostras de aves sem sintomas aparentes na propriedade investigada. As análises levaram à confirmação do foco da doença.

O ofício também determina que certificados internacionais emitidos antes das restrições sejam avaliados conforme as regras de cada país importador, considerando fatores como datas de produção, abate, obtenção da matéria-prima e emissão da certificação.

Inspeção sanitária exige atenção redobrada

Além das medidas relacionadas ao comércio exterior, o Ministério da Agricultura reforçou os procedimentos de vigilância sanitária nos estabelecimentos de abate. Os auditores devem verificar cuidadosamente os registros de mortalidade das aves nas granjas e observar possíveis sinais clínicos durante as inspeções realizadas antes e depois do abate.

Na presença de suspeitas de síndromes respiratórias e nervosas das aves (SRN), o serviço veterinário estadual deverá ser acionado para avaliação. A inspeção post mortem também deve priorizar a identificação de lesões características dessas enfermidades.

Segundo o documento, aves transportadas com a Guia de Trânsito Animal (GTA) estão aptas ao abate, desde que atendam às condições sanitárias exigidas. Caso exista suspeita da doença ainda na propriedade, o trânsito dos animais deve ser interditado.

Quais países restringiram as importações brasileiras?

As medidas variam conforme os acordos sanitários e os tipos de produtos exportados. As restrições foram organizadas em diferentes categorias.

Embargo nacional: China e Malásia possuem protocolos que preveem restrições para todo o território brasileiro. A China, entretanto, limitou sua decisão às unidades catarinenses. O México também suspendeu as compras nacionais, conforme anunciado em 19 de outubro.

Restrições para Santa Catarina: Cazaquistão, Chile, Peru (para produtos processados), Tadjiquistão, Ucrânia, União Europeia, União Aduaneira Euroasiática e Uzbequistão possuem protocolos que estabelecem limitações para o estado, com diferenças conforme o produto.

Restrições à área afetada: África do Sul, Argentina, Arábia Saudita, Canadá, Coreia do Sul, Egito, Emirados Árabes Unidos, Filipinas, Índia, Israel, Japão, Reino Unido, Taiwan, Tailândia, Turquia, Vietnã e outros mercados adotam medidas delimitadas à região afetada ou a um raio específico, conforme as regras bilaterais.

Há também condições particulares para determinados produtos. O Chile, por exemplo, aplica restrições específicas às vísceras comestíveis, enquanto o Peru diferencia as regras para produtos processados e carnes e miúdos in natura, congelados ou resfriados. União Europeia e União Aduaneira Euroasiática também estabelecem exigências específicas para determinadas categorias de derivados e subprodutos.

Butão, Irã e Ilhas Maurício estão entre os países que aplicam restrições aos animais provenientes do foco da doença.

Tratamento térmico pode permitir exportações

Alguns mercados admitem a entrada de determinados produtos avícolas brasileiros desde que sejam submetidos a tratamento térmico, conforme as condições sanitárias estabelecidas nos respectivos protocolos.

Entre os países que preveem essa possibilidade estão África do Sul, Argentina, Reino Unido e Vietnã.

O Ministério da Agricultura informou que as certificações já estavam seguindo as regras aplicáveis desde segunda-feira (19). A publicação da relação oficial dos países que adotaram medidas específicas estava prevista para terça-feira (20).

A abrangência das restrições e as condições de certificação variam de acordo com o destino e a categoria do produto, tornando necessária a verificação individual dos requisitos sanitários antes do embarque.

O que é a doença de Newcastle

A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta principalmente aves domésticas e silvestres, podendo provocar problemas respiratórios, alterações neurológicas, queda na produção de ovos e mortalidade elevada nos plantéis.

O risco para a população humana é considerado baixo: em situações raras, pessoas expostas diretamente a aves infectadas podem desenvolver conjuntivite leve e temporária. Não há evidências de que o consumo de carne de aves ou ovos devidamente inspecionados e cozidos represente risco de transmissão da doença. Ainda assim, é fundamental seguir as orientações das autoridades sanitárias, reforçar a vigilância nas granjas e evitar o contato com aves doentes ou mortas.

Fonte: Globo Rural / Embrapa / OMSA

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa feita com IA

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Exportação

Exportações brasileiras de carne suína batem recorde em 2026, apesar de queda em setembro

As exportações brasileiras de carne suína atingiram um volume recorde no acumulado de janeiro a setembro de 2026, mesmo com a redução dos embarques na comparação anual. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou 1,179 milhão de toneladas nos nove primeiros meses do ano, alta de 6,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 1,109 milhão de toneladas.

O resultado representa o maior volume já registrado para o período e reforça o desempenho do setor de suinocultura brasileiro no mercado internacional.

Embarques de carne suína recuam na comparação anual

Em setembro, o Brasil exportou 133,5 mil toneladas de carne suína. O volume ficou 3% acima do registrado em agosto, mas apresentou queda de 11,1% frente a setembro de 2025.

Naquele mês, os embarques haviam alcançado o maior patamar da série histórica da Secex, iniciada em 1997, marca superada apenas em março de 2026, quando o país enviou 152,2 mil toneladas ao exterior.

A receita com as vendas internacionais somou US$ 287,3 milhões em setembro. O valor permaneceu praticamente estável em relação a agosto, com leve recuo de 0,2%, mas ficou 21,6% abaixo do registrado no mesmo mês do ano anterior.

O preço médio de exportação também apresentou retração. A tonelada de carne suína foi comercializada, em média, por US$ 2.152, queda de 3,1% na comparação mensal.

Filipinas lideram as compras de carne suína brasileira

As Filipinas permaneceram como principal destino da carne suína do Brasil em setembro. O país asiático importou 25,7 mil toneladas, volume 10,2% superior ao de agosto.

Apesar do avanço mensal, a participação filipina no total exportado pelo Brasil caiu para 19,2%, ante 32,7% em setembro de 2025.

O Japão manteve a segunda posição entre os compradores, com 15,9 mil toneladas. O resultado representou uma redução de 3,3% em relação ao mês anterior.

Já o Chile registrou o crescimento mais expressivo entre os principais destinos destacados, com aumento de 79,5% nas compras frente a agosto. Os embarques para o mercado chileno chegaram a 14,4 mil toneladas, levando o país a superar a China no ranking.

A China, por sua vez, passou para a quarta colocação, com importações de 11,4 mil toneladas, queda de 24,7% na comparação mensal.

Terceiro trimestre registra um dos maiores volumes da história

Entre julho e setembro, as exportações brasileiras de carne suína totalizaram 393,1 mil toneladas. O desempenho foi o terceiro maior já registrado para um trimestre.

O volume ficou abaixo apenas dos embarques do segundo trimestre de 2026, que somaram 397,4 mil toneladas, e do terceiro trimestre de 2025, quando o país exportou 395,6 mil toneladas.

Os números indicam que, apesar da desaceleração observada em setembro, o comércio exterior de carne suína brasileira segue em patamar elevado.

Exportações acumuladas mantêm trajetória de crescimento

O recorde registrado entre janeiro e setembro demonstra a expansão dos embarques brasileiros no mercado internacional, mesmo diante de oscilações mensais nos volumes, na receita e nos preços médios.

A evolução das compras por países como Filipinas, Japão e Chile também evidencia mudanças na distribuição dos destinos da produção nacional.

Com 1,179 milhão de toneladas exportadas nos nove primeiros meses de 2026, o Brasil mantém o melhor resultado histórico para o período, segundo os dados da Secex.

FONTE: Cepea – Boletim do Suíno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Cepea

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Exportação

Brasil pode se tornar o maior exportador mundial de alimentos até 2027

O Brasil abriu 700 novos mercados internacionais para produtos agropecuários desde o início de 2023, ampliando sua presença comercial em mais de 100 países. A expansão fortalece a posição do país no comércio global e aumenta as perspectivas de liderança nas exportações mundiais do agronegócio.

O balanço foi divulgado na terça-feira pelo Ministério da Agricultura, durante evento que reuniu representantes do governo federal. Na ocasião, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil poderá ultrapassar os Estados Unidos e assumir a liderança mundial nas exportações de alimentos ainda em 2026.

Exportações do agronegócio brasileiro se aproximam das americanas

O Brasil está próximo de superar os Estados Unidos como principal exportador mundial de produtos agrícolas. Em 2025, os americanos exportaram US$ 171 bilhões em produtos do setor, enquanto as vendas brasileiras alcançaram US$ 169 bilhões.

Para 2026, as projeções indicam uma possível mudança no ranking internacional. A estimativa do governo americano aponta exportações de US$ 177,5 bilhões, enquanto o Brasil poderá chegar a US$ 180 bilhões caso mantenha o ritmo de crescimento registrado até agora.

De janeiro a setembro deste ano, as exportações do agronegócio brasileiro já ultrapassaram US$ 133,5 bilhões.

O ministro da Agricultura, André de Paula, também anunciou que os Emirados Árabes Unidos serão o mais novo destino de produtos brasileiros. O país começará a importar pescado do Brasil, incluindo espécies provenientes da pesca extrativa e da aquicultura.

Novos mercados já geraram mais de US$ 4 bilhões

A abertura de mercados internacionais começa a produzir resultados concretos para os exportadores brasileiros. Segundo Rafael Requião, secretário interino de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, os novos acessos comerciais já geraram mais de US$ 4 bilhões em negócios.

A expectativa é que esse valor aumente nos próximos anos, à medida que as autorizações sanitárias se convertam em novos contratos e embarques.

Requião explicou que a abertura de cada mercado significa que as autoridades sanitárias do país importador aprovaram a entrada de determinado produto brasileiro. Esse processo, segundo ele, demonstra confiança no sistema nacional de defesa agropecuária.

O secretário também destacou a importância da diversificação comercial em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas, tarifas elevadas e incertezas nas relações comerciais.

Açaí e erva-mate ampliam a diversidade das exportações

A expansão dos mercados não se limita às commodities tradicionais, como soja, milho e carnes. Produtos como açaí e erva-mate também conquistaram novos destinos internacionais, contribuindo para diversificar a pauta exportadora brasileira.

De acordo com Requião, um em cada cinco novos mercados abertos no período envolve produtos considerados não tradicionais.

A estratégia busca ampliar as oportunidades para diferentes segmentos da produção agropecuária, permitindo que mais empresas e cadeias produtivas brasileiras alcancem consumidores estrangeiros.

Outro fator relevante é a atuação dos adidos agrícolas brasileiros no exterior. Países que contam com esses representantes concentram dois terços das aberturas de mercado registradas desde 2023. Atualmente, o Brasil possui 40 adidos agrícolas.

Segundo o secretário, o resultado reflete uma mudança na estratégia de comércio exterior, com atuação mais ativa do governo na busca por oportunidades, em vez de depender apenas de solicitações feitas por outros países.

Brasil pode ampliar exportações em US$ 80 bilhões

O potencial de crescimento das vendas externas também foi destacado por Floriano Pesaro, diretor de Gestão Corporativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Segundo ele, o Brasil tem condições de acrescentar US$ 80 bilhões ao seu potencial exportador ao longo dos próximos quatro anos.

A estimativa reforça as perspectivas de ampliação da presença brasileira no mercado internacional, especialmente em segmentos ligados à produção de alimentos e ao fornecimento de matérias-primas agrícolas.

Abertura de mercados supera resultado de governos anteriores

O Ministério da Agricultura comparou o número de novos mercados conquistados na atual gestão com o resultado do governo de Jair Bolsonaro, período em que foram abertos 241 mercados para produtos agropecuários brasileiros.

O ministro André de Paula afirmou que o total registrado desde o início de 2023 representa quase três vezes o resultado da administração anterior. Segundo ele, o governo também deverá superar a meta estabelecida inicialmente.

Na avaliação do ministro, o avanço do acesso comercial contribui para ampliar as oportunidades de negócios e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro no exterior.

Agronegócio registra crescimento econômico

Durante o evento, André de Paula também apresentou números sobre o desempenho econômico do setor. Segundo os dados citados pelo ministro, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 26% entre 2023 e 2025, com possibilidade de alcançar 29% quando forem incorporados os resultados de 2026.

Para efeito de comparação, o ministro afirmou que o crescimento do setor entre 2019 e 2022, durante o governo Bolsonaro, foi de 3,5%.

O chanceler Mauro Vieira também destacou a conquista dos 700 novos mercados, avaliando que o resultado demonstra a capacidade brasileira de manter o diálogo internacional e construir relações comerciais com diferentes países.

A ampliação dos destinos de exportação, a diversificação dos produtos e o crescimento das vendas externas reforçam a posição do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de alimentos e sustentam a expectativa de avanço no ranking global do comércio agropecuário.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Internacional

Vinhos brasileiros podem gerar US$ 2,4 milhões em negócios após rodada internacional em São Paulo

O mercado brasileiro de vinhos, espumantes e sucos de uva deve movimentar aproximadamente US$ 2,4 milhões em negócios imediatos e futuros nos próximos 12 meses. O resultado é fruto de uma iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), realizada entre 6 e 8 de outubro, durante a feira ProWine São Paulo 2026.

A ação integrou o programa Exporta Mais Brasil e contou com a participação de 24 empresas nacionais, que realizaram 140 reuniões comerciais com compradores de sete países. A iniciativa busca ampliar a presença dos produtos brasileiros no exterior, estimular novas parcerias e diversificar os destinos das exportações do setor vitivinícola.

Do total estimado, US$ 900 mil correspondem a negócios imediatos, enquanto outros US$ 1,9 milhão são esperados nos meses seguintes. Os números divulgados pela ApexBrasil reforçam o potencial de expansão da produção brasileira no mercado internacional.

Exporta Mais Brasil conecta produtores brasileiros a sete países

Promovida em parceria com o Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS), a iniciativa faz parte do projeto setorial Wines of Brazil, voltado à promoção internacional dos vinhos e espumantes brasileiros.

Os encontros comerciais reuniram produtores, cooperativas e empresas exportadoras com potenciais parceiros da China, Reino Unido, Países Baixos, Angola, Rússia, México e Paraguai.

A aproximação permitiu apresentar produtos nacionais a compradores estrangeiros, negociar condições comerciais e identificar oportunidades de entrada em novos mercados.

Para Camila Torres Meyer, especialista da Gerência Regional da ApexBrasil, a diversidade e a identidade dos produtos brasileiros são diferenciais importantes para conquistar espaço em um segmento internacional competitivo.

Segundo ela, os resultados da rodada de negócios demonstram o interesse crescente dos compradores estrangeiros pela qualidade e pela variedade da produção nacional. As conexões estabelecidas durante o evento também podem contribuir para ampliar as exportações e gerar novas oportunidades para as empresas brasileiras.

Degustações e visitas aproximam compradores da produção nacional

Além das reuniões comerciais, a programação proporcionou aos compradores internacionais uma experiência mais próxima da vitivinicultura brasileira.

Os participantes puderam visitar vinícolas, degustar produtos, conhecer lançamentos e avaliar as características da produção nacional. A proposta foi apresentar os diferenciais dos vinhos, espumantes e sucos de uva brasileiros e aproximar a oferta local das preferências de diferentes mercados consumidores.

De acordo com Rafaela Albuquerque, especialista da Gerência de Agronegócios da ApexBrasil, o contato direto com os produtores ajuda os compradores a compreender melhor a capacidade de inovação e a diversidade do setor.

A iniciativa também permite identificar demandas específicas de cada mercado, facilitando o desenvolvimento de estratégias comerciais mais adequadas para a internacionalização das empresas.

Exportações de vinhos e espumantes crescem 23,73% em 2026

O desempenho da rodada comercial ocorre em um cenário de expansão das vendas externas do setor.

No primeiro semestre de 2026, as exportações brasileiras de vinhos e espumantes somaram aproximadamente US$ 6,79 milhões, alta de 23,73% em relação ao mesmo período de 2025. Os produtos nacionais chegaram a 79 países.

Confira os resultados por categoria:

  • Vinhos: US$ 5,61 milhões em exportações, crescimento de 24,66%.
  • Espumantes: US$ 1,18 milhão em vendas externas, avanço de 19,50%.

Os dados são do projeto Wines of Brazil e indicam o avanço da presença internacional dos produtos brasileiros.

O crescimento das exportações reforça a importância de iniciativas de promoção comercial e de aproximação entre produtores nacionais e compradores estrangeiros, especialmente em um mercado marcado pela concorrência internacional.

Número de vinícolas brasileiras cresce 41,5% em cinco anos

A expansão comercial acompanha o aumento do número de estabelecimentos dedicados à produção de vinhos no país.

Segundo o Anuário do Vinho 2026, publicado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil passou de 682 vinícolas registradas em 2020 para 965 em 2025, crescimento de 41,5% em cinco anos.

As vinícolas estão distribuídas por 327 municípios brasileiros, com maior concentração na Região Sul e no estado de São Paulo.

Veja a distribuição dos estabelecimentos nos três estados com maior número de vinícolas:

  • Rio Grande do Sul: 600 vinícolas;
  • Santa Catarina: 102 vinícolas;
  • São Paulo: 86 vinícolas.

Os números demonstram a ampliação da base produtiva nacional e a relevância do Rio Grande do Sul para a cadeia vitivinícola. Santa Catarina também se destaca entre os principais polos produtores, enquanto São Paulo mantém presença expressiva no setor.

A expansão dos estabelecimentos pode contribuir para diversificar a oferta de produtos, estimular a inovação e fortalecer a capacidade de atendimento aos mercados interno e externo.

Mercado internacional abre novas oportunidades para o vinho brasileiro

O avanço das exportações, a ampliação do número de vinícolas e os resultados das rodadas comerciais indicam oportunidades para o fortalecimento da indústria brasileira de vinhos e espumantes.

A participação em feiras internacionais e o contato direto com compradores ajudam as empresas a conhecer exigências comerciais, identificar tendências de consumo e desenvolver relações duradouras com parceiros estrangeiros.

Nesse contexto, o programa Exporta Mais Brasil atua como instrumento de promoção das exportações, conectando empresas nacionais a potenciais compradores e contribuindo para a diversificação dos mercados atendidos pela produção brasileira.

A expectativa é que os contatos realizados durante a ProWine São Paulo 2026 se convertam em novos contratos nos próximos meses, ampliando a presença dos produtos nacionais no comércio internacional.

O que é o programa Exporta Mais Brasil?

O Exporta Mais Brasil é uma iniciativa da ApexBrasil destinada a impulsionar as exportações por meio da aproximação entre empresas brasileiras e compradores internacionais.

O programa organiza encontros comerciais voltados a diferentes setores da economia, criando oportunidades para apresentar produtos, estabelecer parcerias e ampliar o acesso a mercados estrangeiros.

No segmento vitivinícola, a iniciativa busca fortalecer a competitividade dos produtores nacionais e aumentar o reconhecimento internacional dos vinhos, espumantes e sucos de uva brasileiros.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Exportação

Exportações de carne suína do Brasil crescem 6,2% e somam 1,19 milhão de toneladas em 2026

As exportações brasileiras de carne suína totalizaram 1,192 milhão de toneladas entre janeiro e setembro de 2026, alta de 6,2% em comparação com o mesmo período de 2025, quando os embarques alcançaram 1,122 milhão de toneladas. Os dados, que abrangem produtos in natura e processados, foram divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A receita obtida com as vendas externas também apresentou crescimento no acumulado do ano. Entre janeiro e setembro, o setor movimentou US$ 2,737 bilhões, avanço de 1,3% frente aos US$ 2,703 bilhões registrados nos nove primeiros meses do ano passado.

Apesar do desempenho positivo no acumulado, setembro apresentou retração tanto no volume exportado quanto no faturamento.

Exportações de carne suína recuam em setembro

No nono mês de 2026, o Brasil embarcou 135 mil toneladas de carne suína para o mercado internacional, uma redução de 11% em relação às 151,6 mil toneladas exportadas em setembro de 2025.

A receita mensal somou US$ 289,3 milhões, queda de 21,5% na comparação com os US$ 368,4 milhões registrados no mesmo mês do ano anterior.

O resultado reflete um cenário de pressão sobre os preços médios internacionais, embora o volume acumulado nos primeiros nove meses continue acima do registrado em 2025.

Filipinas lideram compras, enquanto Japão e Chile ampliam importações

As Filipinas permaneceram como o principal destino da carne suína brasileira em setembro, com a compra de 25,691 mil toneladas. Apesar da liderança, o volume representou uma queda de 47,7% em relação às 49,078 mil toneladas importadas no mesmo mês de 2025.

O Japão e o Chile se destacaram pelo crescimento das aquisições. Confira os resultados dos cinco principais destinos no período:

  • Filipinas: 25,691 mil toneladas, queda de 47,7%.
  • Japão: 15,916 mil toneladas, alta de 38,9%.
  • Chile: 14,431 mil toneladas, crescimento de 72%.
  • China: 11,418 mil toneladas, recuo de 16,4%.
  • Vietnã: 7,392 mil toneladas, redução de 23,2%.

Os números mostram movimentos distintos entre os mercados compradores, com expansão das vendas para Japão e Chile e diminuição dos embarques destinados às Filipinas, à China e ao Vietnã.

Argentina, República Dominicana e Peru registram alta nas compras

Outros mercados também contribuíram para diversificar os destinos da exportação de carne suína do Brasil em setembro.

A Argentina importou 7,312 mil toneladas, avanço de 73,8% na comparação anual. Na República Dominicana, os embarques cresceram 53,6%, alcançando 2,129 mil toneladas.

O Peru apresentou uma das maiores variações percentuais do mês, com alta de 104,6% e volume de 1,054 mil toneladas. Já a África do Sul recebeu 822 toneladas, crescimento de 99,4%.

Outro destaque foi a Malásia, mercado recentemente aberto ao produto brasileiro, que importou 1,918 mil toneladas em setembro.

ABPA destaca diversificação de mercados e competitividade

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a redução dos embarques em setembro deve ser analisada considerando a base elevada de comparação e a pressão sobre os preços internacionais.

Segundo ele, o desempenho acumulado continua positivo, com médias mensais superiores a 130 mil toneladas e crescimento de mais de 6% no volume exportado.

Santin também ressaltou o avanço das vendas para países como Japão, Chile e Argentina, além do início dos embarques para a Malásia. Na avaliação do dirigente, esses resultados demonstram a capacidade de diversificação dos mercados compradores e a competitividade da proteína suína brasileira no comércio internacional.

Santa Catarina mantém liderança nas exportações de carne suína

Entre os estados exportadores, Santa Catarina permaneceu na primeira posição em setembro de 2026, com 64,479 mil toneladas embarcadas. O volume, porém, foi 11,4% inferior às 72,784 mil toneladas registradas no mesmo mês do ano anterior.

O Rio Grande do Sul ocupou a segunda colocação, com 33,779 mil toneladas, queda de 5,5%. O Paraná ficou em terceiro lugar, com 22,737 mil toneladas, recuo de 10,1%.

Confira o desempenho dos cinco principais estados exportadores:

  • Santa Catarina: 64,479 mil toneladas, queda de 11,4%.
  • Rio Grande do Sul: 33,779 mil toneladas, redução de 5,5%.
  • Paraná: 22,737 mil toneladas, recuo de 10,1%.
  • Mato Grosso: 3,762 mil toneladas, queda de 3,7%.
  • Minas Gerais: 3,477 mil toneladas, alta de 19,4%.

Minas Gerais foi o único estado entre os cinco maiores exportadores a registrar crescimento na comparação anual. Os embarques mineiros avançaram de 2,912 mil toneladas, em setembro de 2025, para 3,477 mil toneladas no mesmo mês de 2026.

Mesmo com a retração mensal observada em diferentes estados e mercados, o saldo de janeiro a setembro permanece positivo para o setor, reforçando a presença da carne suína brasileira no mercado global.

FONTE: ABPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ABPA

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Indústria

Indústria de brinquedos de Santa Catarina reúne 69 empresas e exporta para 25 países

A indústria de brinquedos de Santa Catarina conta com 69 empresas, gera centenas de empregos e mantém presença no mercado internacional, com exportações destinadas a 25 países. De acordo com levantamento da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), as vendas externas do setor alcançaram US$ 817,2 mil em 2025.

A atividade emprega 692 trabalhadores distribuídos por 13 municípios catarinenses. Blumenau lidera em número de postos de trabalho, com 347 profissionais, seguida por Joinville, com 177, e Florianópolis, com 45.

A produção estadual abrange uma variedade de artigos, incluindo brinquedos de madeira, carrinhos, quebra-cabeças, jogos educativos e produtos de entretenimento eletrônico.

Exportações de brinquedos catarinenses têm foco na América do Sul

Os países vizinhos concentram a maior parte das vendas internacionais do segmento. Em 2025, Paraguai, Argentina e Uruguai foram os principais mercados compradores de brinquedos e artigos relacionados fabricados em Santa Catarina.

Juntos, os três destinos responderam por 78,8% das exportações estaduais do setor, evidenciando a relevância do mercado sul-americano para a indústria catarinense.

Brinquedos e jogos diversos lideram as vendas externas

Os brinquedos e jogos diversos representaram a maior parcela das exportações do segmento em 2025, correspondendo a 89,4% do valor total comercializado no exterior.

Essa categoria reúne produtos como carrinhos, conjuntos de montar, quebra-cabeças e brinquedos confeccionados em madeira, refletindo a diversidade da fabricação estadual.

Consoles e jogos eletrônicos ganham espaço nas exportações

Os dados mais recentes também apontam mudanças na participação dos diferentes produtos vendidos ao exterior. Entre janeiro e setembro de 2026, as exportações catarinenses de consoles e máquinas de videogame totalizaram US$ 301,1 mil.

No mesmo período, os embarques de brinquedos e jogos diversos somaram US$ 298,2 mil. Com isso, os produtos eletrônicos superaram essa categoria em valor exportado, indicando a relevância desse segmento no comércio exterior da indústria de brinquedos de Santa Catarina.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Exportação

Exportações de frutas caem 10% em setembro, mas receita cresce com alta dos preços

As exportações brasileiras de frutas encerraram setembro de 2026 com queda no volume embarcado, mas o avanço dos preços ajudou a sustentar o faturamento do setor. No mês, o país enviou ao exterior 115,4 mil toneladas de frutas e nozes frescas ou secas, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Na comparação com setembro de 2025, o volume exportado apresentou redução de 10%. Como o mês teve 21 dias úteis neste ano, contra 22 no ano passado, a análise pela média diária aponta recuo de 9,8%.

A média passou de aproximadamente 6,09 mil toneladas por dia em setembro de 2025 para 5,49 mil toneladas neste ano.

Embarques de frutas oscilam ao longo de setembro

O ritmo das exportações de frutas brasileiras variou durante as semanas de setembro.

Na primeira parcial do mês, a média diária de embarques estava 19,6% abaixo da registrada no mesmo período de 2025. Na segunda semana, a diferença diminuiu para 7,3%.

Nas parciais seguintes, porém, o desempenho voltou a apresentar uma leve deterioração, encerrando o mês com queda de 9,8% na comparação entre as médias diárias.

Apesar da retração no volume, o resultado financeiro apresentou comportamento oposto.

Preço médio sobe e impulsiona receita

A receita média diária das exportações ficou 10,3% acima da registrada em setembro de 2025, mesmo com a redução da quantidade de frutas embarcadas.

O principal fator para esse desempenho foi a valorização do preço médio dos produtos vendidos ao mercado internacional.

Em setembro, cada tonelada exportada alcançou valor médio de aproximadamente US$ 1.254,31, alta de 22,3% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Dessa forma, o aumento do valor por tonelada compensou o menor fluxo de embarques e permitiu que a receita mantivesse trajetória positiva.

Preços maiores compensam menor volume

O desempenho de setembro reforça uma tendência observada no comércio exterior de frutas nos últimos meses: preços de exportação mais elevados têm ajudado a compensar a redução dos volumes enviados ao exterior.

O mesmo comportamento já havia sido identificado no fechamento de agosto, quando a valorização dos preços contribuiu para um resultado financeiro mais favorável, mesmo diante de um ritmo menos intenso dos embarques.

Com isso, setembro terminou marcado por uma combinação de menor volume exportado e maior preço médio, cenário que manteve a receita do setor em alta apesar da retração na quantidade comercializada.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agronegócio

Argélia abre mercado para DDG produzido no Brasil

A Argélia autorizou a importação de grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla DDG (Dried Distillers Grains), produzidos no Brasil. A abertura do mercado foi anunciada na terça-feira (29) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), em Brasília.

A medida amplia as oportunidades para o setor brasileiro de etanol de milho e para a cadeia de nutrição animal, já que o DDG é utilizado como ingrediente na alimentação de bovinos e aves.

DDG é subproduto da produção de etanol de milho

O DDG é obtido como subproduto durante a fabricação de etanol a partir do milho. O ingrediente apresenta concentração de nutrientes e pode conter aproximadamente 30% de proteína, além de gorduras e fibras.

Por essas características, o produto pode ser utilizado como alternativa ao farelo de soja e ao farelo de milho na composição de rações destinadas à alimentação animal.

Brasil está entre os grandes produtores de DDG

O Brasil ocupa posição de destaque na produção mundial de DDG, impulsionada principalmente pela expansão da indústria de etanol de milho.

A abertura do mercado argelino representa mais uma possibilidade de expansão das exportações brasileiras do produto. Em 2024, o Marrocos também passou a permitir a entrada de DDG produzido no Brasil.

Outros mercados também tiveram novas aberturas

Na mesma comunicação, os ministérios brasileiros informaram a abertura de mercados para outros produtos nacionais em Antígua e Barbuda, China, Chile e Paraguai.

As novas autorizações ampliam as possibilidades de comércio exterior para diferentes setores da produção brasileira e fazem parte dos esforços de expansão do acesso de produtos nacionais a mercados internacionais.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANBA

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Exportação

PEIEX reúne entidades e empresas em Itajaí para avaliar resultados e ampliar preparação para o mercado internacional

Santa Catarina tem cerca de 1,5 milhão de empresas, mas apenas 0,17% delas exportam atualmente, o equivalente a aproximadamente 2,6 mil empresas. O cenário mostra o potencial ainda existente para ampliar a participação catarinense no comércio exterior e foi um dos contextos discutidos durante a 3ª Reunião do Comitê Consultivo do PEIEX – Núcleo Itajaí, realizada em 30 de setembro, no Giardino Del Porto, em Itajaí.

O encontro reuniu representantes da ApexBrasil, Sebrae/SC, Senai, associações empresariais e empresas participantes do programa para avaliar resultados e discutir estratégias de preparação para o mercado internacional.

Os números apresentados pelo gestor do Núcleo PEIEX Itajaí, Renan Moreira, mostram que 119 empresas da região já participam do programa. Deste total, 77 concluíram a qualificação e 42 estão em atendimento. A meta é incorporar outras 45 empresas até maio de 2027. Em Santa Catarina, o PEIEX já contabiliza 773 empresas atendidas, com previsão de alcançar mais 351 até maio de 2027.

Realizado pela ApexBrasil em parceria com o Sebrae/SC, o Programa de Qualificação para Exportação oferece atendimento gratuito para empresas interessadas em iniciar ou estruturar sua atuação no comércio exterior. O atual ciclo do Núcleo Itajaí começou em junho de 2025 e segue até dezembro de 2027. A meta é atender 150 empresas da região.

Preparação antes de chegar ao mercado internacional

Para o coordenador de Acesso a Mercados do Sebrae/SC, Jefferson Reis Bueno, a preparação para exportar também contribui para melhorar a própria gestão das empresas. “O nível de exigência do mercado internacional faz com que o empresário se prepare melhor, qualifique seus processos e, consequentemente, se torne mais competitivo também no mercado interno,” explica.

Segundo José Mendes, especialista da Coordenação de Competitividade da ApexBrasil, destacou que a internacionalização precisa ser construída por etapas. O processo envolve desde a sensibilização das empresas e a qualificação empresarial até a criação de mecanismos para gerar oportunidades de negócios no exterior. “É preciso ter estratégia e segurança para exportar,” ressalta.

As empresas atendidas pelo Núcleo Itajaí estão distribuídas por 14 setores da economia. Entre os segmentos com maior participação estão moda e vestuário, alimentos e bebidas, serviços e tecnologia, cosméticos, máquinas e equipamentos, economia criativa e moveleiro. Os mercados trabalhados também são diversos, incluindo países da América do Sul, Estados Unidos e União Europeia.

Estado prepara rede para ampliar internacionalização

Durante a reunião, Emerson Luis Pereira, secretário adjunto de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos de Santa Catarina, apresentou ações do Governo do Estado voltadas à ampliação das exportações e à qualificação das empresas.

Uma delas é a Rede Catarinense de Internacionalização, proposta que reúne governo e setor produtivo em uma estratégia integrada, com ações planejadas até 2030. A iniciativa está estruturada em quatro pilares: negócios e internacionalização; certificação e acesso a mercados; competitividade e tecnologia; e serviços e promoção comercial.

Como as empresas podem participar do PEIEX

Empresas interessadas em começar a exportar ou estruturar sua atuação internacional podem procurar o Núcleo PEIEX Itajaí. O atendimento é gratuito e busca identificar o nível de preparação da empresa, apontar oportunidades de melhoria e orientar a construção de uma estratégia para o mercado internacional.

Texto: ReConecta News

Imagens: ReConecta News / Giovana Santos

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Comércio Exterior

Apex Mais Perto oferece consultoria gratuita para empresas que querem exportar

Empresas brasileiras interessadas em começar ou ampliar a atuação no exterior terão acesso a uma nova ferramenta de apoio à internacionalização de empresas. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) lançará, em outubro, o Apex Mais Perto, serviço que oferece consultoria individual, gratuita e totalmente online com especialistas em comércio exterior.

O programa disponibiliza até três horas de atendimento por empresa, permitindo que cada negócio apresente suas dúvidas e receba orientações direcionadas aos próprios desafios. A iniciativa foi criada para aproximar o conhecimento técnico das necessidades práticas de empresas que desejam ingressar ou avançar no mercado internacional.

Consultoria gratuita para exportação

A decisão de exportar envolve uma série de questões. Entre elas estão a escolha dos mercados de destino, a definição do preço de exportação, os procedimentos necessários para vender ao exterior, a organização da logística internacional e a definição de estratégias para conquistar e diversificar mercados.

O Apex Mais Perto pretende auxiliar justamente nesses pontos. O atendimento poderá tratar de temas como:

  • Diversificação de mercados;
  • oportunidades relacionadas a acordos comerciais;
  • estratégias de acesso a mercados internacionais;
  • formação de preços para exportação;
  • logística e procedimentos aduaneiros;
  • contratos internacionais;
  • riscos e garantias;
  • marketing internacional.

De acordo com Clarissa Furtado, gerente de Competitividade da ApexBrasil, a iniciativa surgiu da identificação de uma necessidade comum entre empresas que possuem potencial para atuar internacionalmente, mas ainda enfrentam dúvidas específicas para transformar esse potencial em ações.

“Muitas empresas sabem que têm potencial para vender para outros países, mas ainda têm dúvidas sobre como avançar.”

Segundo a executiva, o objetivo é aproximar essas empresas de especialistas em comércio exterior e oferecer uma orientação adaptada aos desafios de cada negócio, ajudando a transformar questões sobre mercados, preços, logística, contratos e estratégias internacionais em próximos passos.

Atendimento personalizado para cada empresa

Um dos diferenciais do Apex Mais Perto é a possibilidade de direcionar a consultoria para o problema específico enfrentado pela empresa. O serviço não segue um formato único de atendimento: antes de agendar a conversa, a empresa poderá escolher o tema de interesse e consultar os perfis dos especialistas disponíveis.

As três horas de consultoria podem ser utilizadas em uma única sessão ou distribuídas em mais de um encontro. Assim, uma empresa que esteja analisando novos destinos para seus produtos pode concentrar o atendimento em diversificação de mercados, enquanto outra pode buscar orientação sobre preços, logística ou contratos internacionais.

Quem pode utilizar o Apex Mais Perto

O serviço é destinado a empresas brasileiras produtoras de bens que tenham CNPJ ativo e estrutura suficiente para iniciar ou ampliar suas atividades de exportação.

A proposta contempla tanto negócios que estão começando no comércio exterior quanto empresas que já exportam e precisam esclarecer questões específicas para expandir ou diversificar sua presença em outros países.

A consultoria possui caráter orientativo. Os especialistas fornecem informações e boas práticas de mercado para ajudar a empresa a compreender aspectos relevantes da estratégia de internacionalização. As decisões e a execução das ações continuam sob responsabilidade de cada negócio.

Como solicitar a consultoria da ApexBrasil

O acesso ao Apex Mais Perto será realizado pelo portal da ApexBrasil. Para participar, a empresa deverá fazer um cadastro e preencher um diagnóstico com informações sobre seu perfil e suas necessidades.

Após analisar se a empresa atende aos critérios do público elegível e concluir a adesão ao serviço, a ApexBrasil liberará o acesso ao sistema de agendamento.

A partir dessa etapa, a empresa poderá:

  • escolher o tema que deseja discutir;
  • consultar os especialistas disponíveis;
  • selecionar o horário do atendimento;
  • realizar a consultoria de forma 100% online.

Cada empresa terá direito a até três horas de consultoria a cada seis meses, sem cobrança.

Apoio para empresas que querem conquistar novos mercados

Com o novo serviço, a ApexBrasil amplia as alternativas de atendimento oferecidas às empresas brasileiras que buscam exportar produtos e desenvolver sua presença internacional.

A proposta é oferecer uma solução rápida para dúvidas pontuais que podem influenciar decisões relacionadas à entrada em novos mercados, formação de preços, logística e demais etapas da internacionalização empresarial.

Empresas interessadas poderão realizar o cadastro na página do Apex Mais Perto no portal da ApexBrasil e solicitar a consultoria gratuita.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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