Exportação

Exportações brasileiras para o Haiti disparam mais de 50% em 2026

Enquanto Brasil e Haiti se enfrentam em campo pela Copa do Mundo de 2026, a relação econômica entre os dois países também apresenta resultados positivos. Nos cinco primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras para o Haiti registraram crescimento expressivo, impulsionadas principalmente pelos setores de agronegócio, proteínas animais e indústria alimentícia.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que o Brasil vendeu ao mercado haitiano US$ 29,3 milhões entre janeiro e maio de 2026. O valor representa um avanço de 53,4% na comparação com o mesmo período do ano passado.

No sentido contrário, as compras brasileiras de produtos haitianos permaneceram reduzidas, totalizando US$ 436,6 mil no período. Com isso, o saldo da balança comercial ficou amplamente favorável ao Brasil, com superávit de US$ 28,9 milhões.

Agronegócio lidera pauta de exportações

Os produtos ligados à cadeia de alimentos seguem como os principais responsáveis pelo desempenho das vendas brasileiras ao Haiti. Entre os itens mais exportados estão os despojos comestíveis de carnes preparados ou preservados, que responderam por 33,2% do total embarcado.

Na sequência aparecem as carnes de aves e miudezas comestíveis, com participação de 18,3%, além de outras carnes e miúdos frescos, refrigerados ou congelados, que representaram 12% das exportações.

Além do setor de proteínas, o Brasil também comercializa com o Haiti produtos como café, farelo de soja, carne suína e bebidas alcoólicas. A pauta inclui ainda diversos bens industriais, entre eles máquinas para processamento de alimentos, materiais de construção e veículos destinados ao transporte de cargas.

Corrente de comércio apresenta recuperação

Os números indicam uma retomada consistente do intercâmbio comercial entre os dois países. De janeiro a maio de 2026, a corrente de comércio Brasil-Haiti alcançou US$ 29,7 milhões, resultado 53,9% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

No ano passado, as exportações brasileiras para o Haiti somaram US$ 70,8 milhões. Apesar da retração de 11,2% em relação a 2024, o país caribenho manteve sua importância como destino para segmentos específicos da produção nacional.

As importações brasileiras oriundas do Haiti totalizaram US$ 1,3 milhão em 2025, enquanto o fluxo comercial chegou a US$ 72,1 milhões. O superávit brasileiro no período foi de US$ 69,5 milhões.

Haiti segue relevante para setores estratégicos

Embora represente apenas 0,02% das exportações totais do Brasil e ocupe a 121ª posição entre os destinos dos produtos brasileiros, o Haiti continua sendo um mercado relevante para empresas ligadas ao agronegócio, à indústria de carnes e à produção de alimentos processados.

O desempenho observado em 2026 reforça a importância das relações comerciais entre os dois países e evidencia o potencial de crescimento das exportações brasileiras em nichos específicos do mercado caribenho.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Ajeng Dinar Ulfiana

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Agronegócio

Agronegócio brasileiro amplia exportações com novas aberturas de mercado na China e no Panamá

O agronegócio brasileiro ganhou novos espaços no mercado internacional após a conclusão de negociações que autorizam a exportação de produtos para a China e o Panamá. As novas liberações fortalecem a presença do Brasil no comércio exterior e ampliam as oportunidades para diferentes segmentos da produção agropecuária nacional.

As medidas foram viabilizadas por meio de ações conjuntas do governo brasileiro e representam mais um avanço na estratégia de expansão dos mercados para produtos do campo.

China libera importação de polpas de frutas e frutas congeladas

No mercado chinês, as autoridades sanitárias aprovaram a entrada de polpas de frutas e frutas congeladas produzidas no Brasil. A autorização abre novas possibilidades para a fruticultura brasileira, agregando valor à produção nacional e ampliando o acesso a um dos maiores mercados consumidores do mundo.

A China segue como um dos principais destinos das exportações brasileiras. Em 2025, as vendas de produtos agropecuários para o país ultrapassaram US$ 55 bilhões, com destaque para proteínas animais, itens do complexo soja e produtos florestais.

Panamá autoriza importação de sementes de coco e café

Já no Panamá, o Brasil recebeu sinal verde para exportar sementes de coco e sementes de café, ampliando a pauta comercial entre os dois países.

No ano passado, o mercado panamenho importou cerca de US$ 100 milhões em produtos agropecuários brasileiros. Entre os principais itens comercializados estão produtos florestais, café, cereais, farinhas e preparações alimentícias.

Número de aberturas de mercado chega a 642 desde 2023

Com as novas autorizações anunciadas, o Brasil alcança a marca de 642 aberturas de mercado internacional para produtos do agronegócio desde o início de 2023.

O resultado reflete o trabalho coordenado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), que atuam na ampliação do acesso dos produtos brasileiros aos mercados globais e na diversificação dos destinos das exportações nacionais.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

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Economia

PIB do G20 mantém crescimento de 0,7% no primeiro trimestre de 2026, aponta OCDE

O PIB do G20 registrou crescimento de 0,7% no primeiro trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, repetindo o resultado observado no fim de 2025. Os dados são preliminares e foram divulgados nesta segunda-feira (15) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Segundo o relatório, a estabilidade do indicador reflete comportamentos distintos entre as principais economias globais, com avanços mais fortes em alguns países e desaceleração em outros.

Brasil e Coreia do Sul lideram aceleração do crescimento

Entre os países do grupo, a Coreia do Sul apresentou uma das recuperações mais expressivas do período. Após retração de 0,1% no quarto trimestre de 2025, a economia sul-coreana avançou 1,8% nos primeiros três meses deste ano.

O Brasil também se destacou positivamente. O crescimento da economia brasileira passou de 0,3% para 1,1% no período, figurando entre os melhores desempenhos do G20.

Economias avançadas registram crescimento moderado

O relatório aponta aceleração econômica em diversas nações, embora em ritmo mais moderado. Foi o caso do Reino Unido, cujo crescimento passou de 0,2% para 0,6%, e do Japão, que avançou de 0,2% para 0,5%.

Nos Estados Unidos, o PIB subiu de 0,1% para 0,4%. Já a Índia ampliou sua expansão de 1,8% para 1,9%, enquanto a China registrou alta de 1,2% para 1,3%.

Também houve melhora na África do Sul, que passou de 0,4% para 0,5%, e na Alemanha, cujo crescimento avançou de 0,2% para 0,3%.

A Indonésia manteve um ritmo forte de expansão, com crescimento de 1,4%, enquanto a Itália permaneceu estável em 0,3%. No Canadá, a economia ficou estagnada após registrar retração de 0,2% no trimestre anterior.

Cinco países registram desaceleração econômica

Em sentido oposto, cinco integrantes do G20 apresentaram enfraquecimento da atividade econômica.

A maior queda foi observada na Arábia Saudita, que saiu de uma expansão de 1,3% para retração de 1,2%. O México também registrou resultado negativo, passando de crescimento de 0,7% para queda de 0,6%.

A França recuou 0,1% após ter avançado 0,2% no trimestre anterior. Já a Turquia desacelerou de 0,4% para 0,1%, enquanto a Austrália reduziu seu ritmo de crescimento de 0,9% para 0,3%.

PIB do G20 cresce 3,2% em relação ao ano anterior

Na comparação anual, o Produto Interno Bruto do G20 apresentou crescimento de 3,2% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado.

A Índia liderou o ranking de expansão entre as maiores economias do mundo, com avanço de 8% no acumulado de 12 meses. Na outra ponta, o Canadá registrou o pior desempenho, com retração de 0,1% na comparação anual.

Os números reforçam um cenário global de crescimento desigual, marcado por recuperações econômicas em algumas regiões e desafios persistentes em outras.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/OCDE

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Comércio Exterior

Tarifas dos EUA contra o Brasil podem chegar a 37,5%; entenda o que está em jogo

O governo dos Estados Unidos avalia a adoção de novas medidas tarifárias que podem elevar significativamente o custo de entrada de produtos brasileiros no mercado norte-americano. Caso sejam aprovadas, as propostas em discussão poderão resultar em uma sobretaxa total de até 37,5% sobre determinados itens exportados pelo Brasil.

As medidas ainda estão em fase de análise e fazem parte de investigações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), órgão responsável pela política comercial do país.

Quais tarifas estão sendo analisadas?

Atualmente, duas propostas estão sob avaliação:

  • 25% de tarifa adicional relacionada a supostas práticas consideradas desleais de comércio;
  • 12,5% de sobretaxa vinculada à alegação de insuficiência no combate à entrada de produtos associados ao trabalho forçado nas cadeias produtivas globais.

As propostas foram apresentadas pelo USTR nos primeiros dias de junho e ainda passarão por consulta pública antes de uma decisão definitiva.

Consulta pública e prazo para decisão

O governo norte-americano receberá manifestações de empresas, entidades e governos até o início de julho. Uma audiência pública está prevista para o dia 7 de julho, enquanto a decisão final deverá ser anunciada até 15 de julho.

Caso aprovadas, as novas tarifas poderão entrar em vigor imediatamente.

Enquanto isso, representantes dos governos brasileiro e norte-americano seguem negociando alternativas para evitar o agravamento da disputa comercial.

Governo brasileiro busca diálogo

O tema está mobilizando autoridades dos dois países. Integrantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mantêm conversas com representantes do USTR em busca de uma solução negociada.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também indicou interesse em discutir diretamente a questão com o presidente Donald Trump durante encontros internacionais previstos para as próximas semanas.

Investigação sobre trabalho forçado envolve dezenas de países

A investigação relacionada ao trabalho forçado não se restringe ao Brasil. O processo envolve cerca de 60 países e tem como objetivo avaliar se os parceiros comerciais dos Estados Unidos adotam mecanismos eficazes para impedir a circulação de produtos produzidos em condições consideradas ilegais.

Segundo autoridades norte-americanas, empresas que utilizam mão de obra irregular poderiam obter vantagens competitivas em relação às companhias dos EUA.

Acusação de práticas comerciais desleais

A segunda investigação, específica contra o Brasil, foi aberta em 2025 com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos.

O mesmo instrumento jurídico já foi utilizado anteriormente em disputas comerciais envolvendo a China e outros parceiros internacionais.

Entre os pontos analisados pelos norte-americanos estão temas relacionados ao comércio digital, funcionamento do Pix, acesso ao mercado de etanol, propriedade intelectual, fiscalização ambiental e políticas tarifárias brasileiras.

Produtos estratégicos ficaram fora da lista

Apesar da possibilidade de novas tarifas, diversos produtos relevantes para o comércio bilateral foram excluídos da proposta.

Entre os itens que permanecem fora da sobretaxa estão:

  • Café;
  • Carne bovina;
  • Suco de laranja;
  • Frutas tropicais;
  • Petróleo e derivados;
  • Fertilizantes;
  • Medicamentos;
  • Aeronaves e componentes aeronáuticos;
  • Terras raras e determinados metais.

A exclusão desses produtos busca evitar impactos sobre cadeias produtivas consideradas estratégicas para a economia dos Estados Unidos.

Tarifa global de 10% continua em vigor

Além das novas propostas, permanece válida uma tarifa global de 10% aplicada pelos EUA sobre importações provenientes de diversos países, incluindo o Brasil.

Essa cobrança foi implementada em fevereiro de 2026 após decisões judiciais limitarem parte das medidas tarifárias anteriores adotadas pelo governo Trump.

Ainda não há definição sobre a continuidade dessa tarifa após julho.

O que os Estados Unidos criticam no Brasil?

O relatório norte-americano reúne críticas em diferentes áreas da política econômica brasileira.

Entre os principais pontos citados estão:

  • Tarifas de importação consideradas elevadas;
  • Preferências comerciais concedidas a determinados parceiros;
  • Dificuldades para exportação de etanol norte-americano ao Brasil;
  • Questões relacionadas à proteção da propriedade intelectual;
  • Combate à pirataria;
  • Fiscalização ambiental e ações contra o desmatamento ilegal;
  • Regras ligadas ao comércio digital e ao sistema Pix.

Segundo o USTR, essas questões poderiam gerar obstáculos para empresas e exportadores dos Estados Unidos.

Pix não corre risco de ser interrompido

Após a classificação das facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos, surgiram especulações sobre possíveis impactos ao sistema de pagamentos instantâneos brasileiro.

No entanto, autoridades norte-americanas afirmaram que não existe qualquer iniciativa para interromper ou restringir o funcionamento do Pix.

Segundo o Departamento de Estado dos EUA, eventuais sanções seriam direcionadas exclusivamente a indivíduos ou organizações eventualmente ligados a atividades ilícitas.

Histórico da disputa comercial

A atual fase da disputa é resultado de um processo iniciado em 2025, quando os Estados Unidos anunciaram um amplo pacote de aumento tarifário sobre diversos parceiros comerciais.

Naquele período, produtos brasileiros chegaram a enfrentar sobretaxas que elevaram a tributação total para até 50% em alguns segmentos.

Posteriormente, decisões judiciais nos EUA e negociações diplomáticas levaram à ampliação das listas de exceção e à revisão de parte das medidas.

Possíveis impactos para as exportações brasileiras

Especialistas avaliam que a adoção das novas tarifas poderá aumentar custos para exportadores brasileiros e reduzir a competitividade de determinados produtos no mercado norte-americano.

Por outro lado, a ampla lista de exceções reduz o impacto imediato sobre setores estratégicos como agronegócio, aeronáutica e energia.

As próximas semanas serão decisivas para definir se haverá acordo entre os governos ou se as medidas avançarão para a fase de implementação.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Agronegócio

Exportações de carne de frango ultrapassam US$ 1 bilhão em maio e batem recorde histórico

As exportações de carne de frango do Brasil atingiram um resultado histórico em maio de 2026. Pela primeira vez, a receita gerada pelas vendas externas da proteína superou a marca de US$ 1 bilhão em um único mês, alcançando US$ 1,009 bilhão, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

O valor representa um crescimento de 36,1% em relação ao mesmo período de 2025, quando o setor faturou US$ 741,2 milhões.

Volume embarcado registra melhor maio da série histórica

Além do avanço na receita, o setor também registrou recorde em volume exportado. Ao longo de maio, os embarques de carne de frango brasileira, incluindo produtos in natura e processados, somaram 509,9 mil toneladas.

O desempenho foi 29,6% superior ao registrado em maio do ano passado, quando foram exportadas 393,4 mil toneladas. A base de comparação foi impactada pelo único caso já registrado de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) na história da avicultura comercial brasileira, situação posteriormente controlada pelas autoridades sanitárias.

Exportações acumulam crescimento em 2026

Nos cinco primeiros meses do ano, o Brasil embarcou 2,453 milhões de toneladas de proteína de frango, volume 8,7% maior do que o registrado entre janeiro e maio de 2025, quando as exportações totalizaram 2,257 milhões de toneladas.

O faturamento acumulado também apresentou expansão. Entre janeiro e maio de 2026, a receita chegou a US$ 4,714 bilhões, alta de 11,3% em comparação aos US$ 4,234 bilhões obtidos no mesmo período do ano anterior.

China lidera entre os principais compradores

A China permaneceu como principal destino da carne de frango brasileira em maio, com importações de 48,3 mil toneladas, crescimento de 34,7% em relação ao mesmo mês de 2025.

Na sequência aparecem:

  • Japão: 43,2 mil toneladas (+53,9%);
  • União Europeia: 40,2 mil toneladas (+61,6%);
  • Arábia Saudita: 39,1 mil toneladas (+27,5%);
  • Emirados Árabes Unidos: 32,3 mil toneladas (+1,2%);
  • África do Sul: 31,4 mil toneladas (+22,8%);
  • México: 23,5 mil toneladas (+40,9%);
  • Filipinas: 20,8 mil toneladas (-14,2%);
  • Coreia do Sul: 18,2 mil toneladas (+36,4%);
  • Reino Unido: 12,2 mil toneladas (+18,8%).

O destaque ficou para mercados de maior valor agregado, como Japão, União Europeia e Coreia do Sul, que registraram crescimento expressivo nas compras da proteína brasileira.

Paraná mantém liderança entre os estados exportadores

Entre os estados, o Paraná continuou liderando as exportações nacionais de carne de frango, com 213,9 mil toneladas embarcadas em maio, avanço de 35,1% na comparação anual.

O ranking segue com:

  • Santa Catarina: 113,9 mil toneladas (+39,7%);
  • Rio Grande do Sul: 62,9 mil toneladas (+21,3%);
  • São Paulo: 27,8 mil toneladas (+10,5%);
  • Goiás: 26,4 mil toneladas (+26,4%).

Juntos, os estados da região Sul permanecem como os principais polos da avicultura brasileira, concentrando grande parte da produção destinada ao mercado externo.

Diversificação de mercados fortalece desempenho do setor

De acordo com a ABPA, os resultados foram alcançados mesmo diante de um cenário internacional marcado por desafios logísticos e tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio.

Segundo o presidente da entidade, Ricardo Santin, o crescimento das exportações demonstra a capacidade do Brasil de ampliar sua presença em mercados estratégicos, ao mesmo tempo em que mantém forte atuação em regiões tradicionais compradoras da proteína nacional.

A expansão das vendas para países asiáticos, europeus e mercados emergentes reforça a competitividade da cadeia produtiva avícola e contribui para consolidar o Brasil entre os principais fornecedores globais de carne de frango.

FONTE: ABPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de carne suína batem recorde em maio e avançam 9% no Brasil

As exportações de carne suína brasileira alcançaram um novo recorde em maio, consolidando a força do setor no mercado internacional. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), foram embarcadas 129,4 mil toneladas de produtos suínos, entre cortes in natura e industrializados.

O volume representa um crescimento de 9% em comparação com maio de 2025, quando os embarques somaram 118,8 mil toneladas. Trata-se do maior resultado já registrado para o mês.

Receita com vendas externas também cresce

Além do aumento em volume, a receita obtida com as exportações apresentou desempenho histórico. Em maio, o setor faturou US$ 302,1 milhões, alta de 3,8% em relação aos US$ 291,2 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

O resultado reforça o cenário positivo para a suinocultura brasileira, impulsionada pela ampliação de mercados e pela demanda internacional consistente.

Acumulado do ano supera 660 mil toneladas

Entre janeiro e maio, as exportações nacionais de carne suína atingiram 661,7 mil toneladas, avanço de 13,1% frente às 584,8 mil toneladas embarcadas nos cinco primeiros meses de 2025.

Em termos de faturamento, o crescimento acumulado chegou a 11,9%, com receita de US$ 1,546 bilhão no período. No ano anterior, o setor havia registrado US$ 1,382 bilhão.

Para o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho reflete a estratégia de diversificação dos mercados compradores e a manutenção da demanda global pela proteína brasileira.

Filipinas seguem como principal destino da carne suína brasileira

As Filipinas permaneceram na liderança entre os importadores da proteína brasileira em maio, com 27,2 mil toneladas adquiridas. Apesar da liderança, o volume ficou 3,8% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025.

Na sequência aparecem:

  • Japão: 15,2 mil toneladas (+83,2%);
  • Chile: 10,9 mil toneladas (-0,1%);
  • China: 8,9 mil toneladas (-25,9%);
  • México: 8,6 mil toneladas (+20,4%);
  • Hong Kong: 8,2 mil toneladas (+13,8%);
  • Argentina: 5,8 mil toneladas (+13,7%);
  • Uruguai: 4,7 mil toneladas (+0,3%);
  • Vietnã: 4,6 mil toneladas (-14,2%);
  • Singapura: 4,1 mil toneladas (-50,5%).

O destaque ficou para o mercado japonês, que registrou o maior crescimento percentual entre os principais destinos.

Santa Catarina lidera embarques nacionais

Entre os estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança absoluta nas vendas externas de carne suína, com 62,5 mil toneladas embarcadas em maio, resultado 4,9% superior ao do mesmo período do ano passado.

O ranking dos principais exportadores inclui ainda:

  • Rio Grande do Sul: 32,7 mil toneladas (+19,5%);
  • Paraná: 18,3 mil toneladas (-4,8%);
  • Mato Grosso: 4,6 mil toneladas (+52,4%);
  • Minas Gerais: 3,7 mil toneladas (+26,5%).

Os números reforçam a relevância da região Sul na produção e exportação de proteína animal, com destaque para Santa Catarina, principal polo da suinocultura nacional.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wenderson Araújo / Trilux / CP

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Agronegócio

Geopolítica pressiona o agro, eleva custos e amplia incertezas para produtores rurais

As transformações no cenário internacional voltaram a influenciar de forma significativa o cotidiano do campo. Conflitos geopolíticos, mudanças nas rotas de comércio, restrições de mercado e disputas econômicas entre grandes potências estão gerando reflexos sobre os custos de produção e aumentando a preocupação dos produtores rurais.

De acordo com Mauro Osaki, pesquisador do Cepea/Esalq, os desafios atuais para o agronegócio brasileiro podem ser compreendidos a partir de três fatores principais: os efeitos das tensões internacionais sobre a oferta de insumos, os gargalos na logística global e o avanço de políticas protecionistas adotadas por diversos países.

Segundo o especialista, esses movimentos já afetam diretamente o mercado nacional, especialmente no segmento de fertilizantes, que registra aumento de preços e maior volatilidade.

Fertilizantes enfrentam pressão de oferta e custos elevados

Entre os insumos mais impactados pelo cenário internacional estão as matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes fosfatados e nitrogenados.

Osaki destaca que produtos como enxofre e ácido sulfúrico, essenciais para a produção de fertilizantes à base de fósforo, vêm registrando valorização no mercado internacional, pressionando os custos da cadeia produtiva.

Além do aumento dos preços, o pesquisador aponta preocupações relacionadas à disponibilidade desses insumos. A combinação entre restrições comerciais, problemas de abastecimento e dificuldades logísticas tem elevado o nível de atenção do setor.

No caso da ureia, amplamente utilizada em culturas como milho, arroz e feijão, o mercado acompanha com cautela os desdobramentos da retomada das exportações pela China. Embora o movimento seja positivo para a oferta global, as incertezas permanecem diante das constantes mudanças no cenário internacional.

Enxofre ganha importância estratégica para a produção agrícola

O papel do enxofre na cadeia de fertilizantes também merece destaque. O produto é obtido durante o processo de refino de petróleo e possui função fundamental na fabricação de fertilizantes fosfatados.

Segundo Osaki, problemas enfrentados por refinarias em diferentes partes do mundo contribuíram para reduzir a disponibilidade dessa matéria-prima, afetando diversas cadeias produtivas ligadas ao setor agrícola.

Apesar dos desafios, o pesquisador avalia que a diversificação das fontes de insumos pode ser uma estratégia relevante para aumentar a segurança de abastecimento e reduzir riscos futuros para os produtores.

Dependência de fertilizantes importados continua sendo desafio

O atual cenário internacional também reacende o debate sobre a forte dependência brasileira das importações de fertilizantes. Hoje, cerca de 80% a 85% dos produtos utilizados no país são adquiridos no mercado externo.

Para Osaki, o modelo de globalização incentivou durante décadas a busca por fornecedores internacionais. No entanto, mudanças observadas nos últimos anos indicam uma tendência crescente de proteção dos mercados internos e busca por maior autossuficiência.

Diante desse contexto, ampliar a produção nacional de fertilizantes surge como uma alternativa para reduzir a vulnerabilidade do setor diante de crises externas. Entre os nutrientes avaliados, o pesquisador considera que o fósforo apresenta potencial mais favorável para expansão da produção brasileira.

Rentabilidade menor exige mais cautela na gestão das propriedades

Além da alta dos insumos, os produtores enfrentam outro desafio: a redução das margens de lucro.

Dados apresentados por Osaki durante o Fórum Técnico Mais Milho, realizado em Água Boa (MT), indicam que a rentabilidade real da atividade agrícola vem recuando nos últimos anos, mesmo após a correção dos números pela inflação.

Esse cenário tem limitado investimentos e exigido uma gestão financeira mais rigorosa nas propriedades rurais. Em muitos casos, produtores precisam recorrer às próprias reservas para cumprir compromissos financeiros e manter a atividade em funcionamento.

O pesquisador ressalta que decisões relacionadas à redução de custos devem ser tomadas de forma individualizada, considerando fatores como tipo de solo, cultura cultivada e condições econômicas de cada propriedade.

Mercado internacional pode abrir espaço para o milho brasileiro

Apesar dos desafios, algumas mudanças globais também podem gerar oportunidades para o Brasil.

Uma delas está relacionada à possível ampliação da mistura de etanol na gasolina dos Estados Unidos. Caso o consumo de etanol aumente no mercado norte-americano, a demanda interna por milho tende a crescer, reduzindo o volume disponível para exportação.

Nesse cenário, importadores tradicionais do cereal produzido pelos Estados Unidos, como México, Colômbia, Japão e países da União Europeia, poderão buscar novos fornecedores no mercado internacional.

Para o Brasil, a mudança pode representar uma oportunidade de ampliar a participação nas exportações de milho e fortalecer sua presença no comércio agrícola global.

Agro deve acompanhar cenário internacional com atenção

Na avaliação de Mauro Osaki, o atual contexto reforça a necessidade de monitorar constantemente os movimentos geopolíticos e econômicos globais.

Em um mercado cada vez mais conectado, decisões tomadas em outros países continuam influenciando diretamente os custos de produção, a disponibilidade de insumos, os investimentos e as oportunidades de negócios para o produtor rural brasileiro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportações de frutas frescas ganham impulso com aproximação entre Brasil e importadores da Colômbia

O Brasil intensificou as ações para expandir as exportações de frutas frescas para a Colômbia. Em uma iniciativa coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com apoio da Embaixada do Brasil em Bogotá, representantes do setor produtivo participaram de uma agenda estratégica voltada à abertura de novas oportunidades comerciais no país vizinho.

A missão foi organizada pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas) e contou com o suporte do adido agrícola brasileiro na Colômbia, Clóvis Serafini.

Importadores colombianos demonstram interesse em ampliar compras do Brasil

Durante a programação, integrantes da Abrafrutas se reuniram com representantes da Associação Colombiana de Importadores de Frutas Frescas (Asifrut) para discutir formas de ampliar a presença dos produtos brasileiros no mercado colombiano.

O encontro evidenciou o interesse dos importadores locais em diversificar seus fornecedores, cenário que abre novas perspectivas para o fortalecimento do comércio internacional de frutas entre os dois países.

Atualmente, uma parcela significativa das frutas consumidas na Colômbia é importada de mercados tradicionais como Chile e Peru. Nesse contexto, o Brasil busca ampliar sua participação oferecendo produtos com qualidade reconhecida, fornecimento contínuo e vantagens logísticas.

Maçã brasileira registra boa aceitação na Colômbia

Um dos destaques apresentados durante a reunião foi a chegada da primeira carga de maçã Royal Gala brasileira à Colômbia. O lote desembarcou no porto de Cartagena das Índias e, segundo a Asifrut, teve desempenho comercial positivo.

A entidade destacou que o produto apresentou boa receptividade entre compradores locais e tempo de trânsito competitivo em comparação com frutas importadas de outras origens.

Mercado colombiano avalia novas oportunidades para frutas brasileiras

Além das maçãs, os importadores colombianos manifestaram interesse em ampliar o portfólio de frutas adquiridas do Brasil. Entre os produtos com potencial de crescimento nas negociações estão cítricos, nectarinas, ameixas, figos, goiabas e caquis.

A diversificação da pauta exportadora é vista como uma oportunidade para fortalecer a presença brasileira em um mercado que busca novas alternativas de abastecimento.

Setor registra crescimento nas exportações em 2026

A aproximação com a Colômbia ocorre em um momento favorável para o setor nacional de frutas frescas. No primeiro trimestre de 2026, as exportações brasileiras apresentaram crescimento superior a 20% em valor e 13% em volume em relação ao mesmo período do ano anterior.

O desempenho reforça as estratégias conduzidas pelo Mapa em parceria com entidades públicas e privadas para ampliar o acesso dos produtos brasileiros aos mercados internacionais.

Desde 2023, o trabalho de abertura comercial já resultou em 34 novas oportunidades de exportação para as frutas produzidas no Brasil, ampliando a presença do setor no cenário global.

FONTE: MAPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

Pavilhão Brasil destaca potencial do agro brasileiro durante feira internacional em Bangladesh

O Brasil marcou presença na 9ª edição da Agro International Expo 2026, realizada entre os dias 7 e 9 de maio, em Daca, capital de Bangladesh. A participação brasileira reuniu empresas, entidades setoriais e instituições ligadas ao agronegócio brasileiro, fortalecendo a promoção comercial dos produtos nacionais no mercado asiático.

Organizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Pavilhão Brasil recebeu destaque estratégico ao ser instalado na entrada principal do centro de exposições. O espaço atraiu visitantes e compradores interessados em conhecer a diversidade dos produtos agropecuários do país.

Pavilhão Brasil reuniu empresas e setores estratégicos do agro

Ao todo, 14 empresas, entidades e instituições participaram da iniciativa brasileira. O pavilhão apresentou uma ampla variedade de produtos, incluindo itens dos segmentos de proteína animal, genética, alimentação, amendoim, cacau e chocolate, café em grãos e solúvel, bebidas, sucos, castanhas, colágeno, gelatina, mel e doces.

A feira internacional recebeu mais de 14 mil visitantes e se consolidou como uma importante vitrine para ampliar negócios e fortalecer a presença do agro nacional em mercados com elevado potencial de crescimento.

Bangladesh amplia relações comerciais com o Brasil

A participação brasileira acontece em meio ao avanço das relações comerciais entre os dois países. Atualmente, Bangladesh figura entre os principais destinos das exportações do agronegócio brasileiro, ocupando a 13ª posição no ranking de compradores dos produtos nacionais.

Entre os principais itens exportados pelo Brasil para o país asiático estão algodão, soja e derivados, açúcar, óleo de soja, café e proteínas animais. Somente no último ano, as importações bengalesas de produtos agropecuários brasileiros superaram US$ 2 bilhões.

Seminários abordaram genética e desenvolvimento da pecuária

Além da exposição comercial, a programação contou com seminários técnicos voltados ao desenvolvimento da avicultura e da pecuária. Os debates abordaram temas como alimentação animal, excelência genética e melhoramento genético.

As atividades foram coordenadas pelo adido agrícola do Brasil em Bangladesh, Silvio Testaseca, reforçando o intercâmbio de conhecimento e tecnologias voltadas ao setor agropecuário.

Feira internacional reúne tecnologias e soluções para o campo

A Agro International Expo é considerada uma das principais feiras voltadas ao setor agropecuário em Bangladesh. O evento reúne empresas, importadores, compradores e representantes de diferentes cadeias produtivas ligadas à agricultura, aquicultura, irrigação, alimentação animal, processamento de alimentos e tecnologias para o campo.

A participação brasileira integra as ações do Mapa para ampliar a presença dos produtos brasileiros em mercados internacionais e fortalecer oportunidades de negócios no cenário global.

FONTE: Ministério de Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Mapa

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Exportação

Exportações de São Bento do Sul atingem US$ 24 milhões no primeiro trimestre de 2026

As exportações de São Bento do Sul movimentaram US$ 24,16 milhões entre janeiro e março de 2026, segundo dados divulgados pelo Observatório Fiesc, da Federação das Indústrias de Santa Catarina. O destaque continua sendo o setor de madeira e móveis, que lidera com ampla vantagem as vendas internacionais do município.

Setor de madeira e móveis lidera vendas externas

As empresas ligadas ao segmento de madeira e móveis responderam por 48,07% de todo o volume exportado pela cidade no primeiro trimestre. O setor acumulou US$ 11,612 milhões em negócios no mercado internacional.

Na sequência aparecem os segmentos metalmecânico e metalúrgico, responsáveis por US$ 5,478 milhões em exportações, o equivalente a 22,68% do total. O setor têxtil e de confecções também teve participação relevante, com US$ 2,475 milhões e fatia de 10,25%.

Uruguai lidera ranking de destinos das exportações

Entre os principais mercados compradores dos produtos fabricados em São Bento do Sul, o Uruguai aparece na liderança em 2026. O país vizinho importou US$ 4,102 milhões em mercadorias do município, representando 16,98% das exportações locais.

Os Estados Unidos ocupam a segunda posição entre os destinos internacionais, seguidos por Argentina, Paraguai e Reino Unido.

Município registra queda nas exportações em relação a 2025

Apesar da presença consolidada em diversos mercados internacionais, o desempenho exportador do município apresentou retração na comparação com o mesmo período do ano passado.

No primeiro trimestre de 2025, São Bento do Sul havia alcançado US$ 38,93 milhões em exportações. O resultado atual representa uma redução de 37,94%.

Naquele período, o setor de madeira e móveis também liderava as vendas externas, somando US$ 23,098 milhões e concentrando 59,34% das exportações do município.

Os segmentos metalmecânico e metalúrgico haviam registrado US$ 9,151 milhões, enquanto o setor têxtil contabilizou US$ 2,526 milhões.

Empresas mantêm presença em diversos mercados internacionais

Além dos principais parceiros comerciais, as indústrias de São Bento do Sul mantêm relações comerciais com uma ampla lista de países. Entre eles estão Alemanha, Canadá, Austrália, Japão, Itália, Espanha, México, Indonésia, Vietnã, Arábia Saudita e Países Baixos.

As exportações também alcançam mercados da África e América Latina, como Angola, Moçambique, Bolívia e Colômbia, ampliando a presença internacional da indústria catarinense.

FONTE: A Gazeta
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sindusmobil

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