Exportação

China impulsiona vendas de soja dos EUA, que atingem 2,84 milhões de toneladas na melhor semana da safra

As vendas de soja dos Estados Unidos alcançaram 2,84 milhões de toneladas da safra 2026/27 na semana encerrada em 15 de outubro, no melhor resultado da temporada até o momento. A China concentrou aproximadamente 77% do volume negociado, reforçando sua importância para o mercado internacional da oleaginosa.

Os dados foram divulgados na quinta-feira (22) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e correspondem ao período de 9 a 15 de outubro.

De acordo com o relatório, as vendas líquidas destinadas ao mercado chinês totalizaram 2,1786 milhões de toneladas. Desse volume, 390 mil toneladas foram transferidas de contratos anteriormente registrados para destinos não identificados. Portanto, parte do resultado corresponde à reclassificação de negócios já existentes, e não a novas compras realizadas durante a semana.

Os embarques de soja americana, por sua vez, somaram 2,0168 milhões de toneladas, avanço de 75% em relação à semana anterior.

Os números apontam uma forte presença da demanda chinesa nas exportações agrícolas dos Estados Unidos. É importante, porém, distinguir as vendas contratadas das exportações efetivamente embarcadas, já que os dois indicadores representam etapas diferentes da comercialização.

Vendas de milho dos EUA avançam, mas exportações recuam

O mercado de milho americano também apresentou crescimento nas novas contratações. As vendas líquidas da safra 2026/27 chegaram a 1,5271 milhão de toneladas, volume 36% superior ao da semana anterior e 87% acima da média das últimas quatro semanas.

O México liderou as compras, com 477,7 mil toneladas. Na sequência, apareceram os destinos não identificados, com 307,2 mil toneladas, e o Japão, com 285,4 mil toneladas.

O Reino Unido adquiriu 141,8 mil toneladas, enquanto Honduras respondeu por outras 79,1 mil toneladas.

Apesar do avanço das vendas, os embarques seguiram na direção oposta. As exportações efetivas de milho totalizaram 780,3 mil toneladas, queda de 43% na comparação semanal.

A diferença entre os indicadores mostra que o aumento das negociações ainda não se traduziu em maior volume de mercadorias enviadas ao exterior no período. O comportamento dos embarques nas próximas semanas será importante para avaliar o ritmo de cumprimento dos contratos.

Exportações de trigo americano perdem força

As vendas de trigo dos Estados Unidos registraram desempenho mais fraco no levantamento do USDA. As vendas líquidas somaram 239,6 mil toneladas, uma redução de 25% em relação à semana anterior e de 28% frente à média das últimas quatro semanas.

O México foi o principal comprador, com 98 mil toneladas. Os destinos não identificados ficaram na segunda posição, com 49,9 mil toneladas.

Entre os demais mercados, a Coreia do Sul adquiriu 19 mil toneladas, Singapura comprou 18 mil toneladas e o Japão respondeu por 15,1 mil toneladas.

Os embarques também apresentaram retração. As exportações efetivas de trigo atingiram 240,3 mil toneladas, queda de 26% em relação à semana anterior.

O resultado indica uma desaceleração tanto nas novas contratações quanto na execução das vendas já realizadas.

Relatório do USDA mostra cenários diferentes para soja, milho e trigo

Os dados semanais de exportação agrícola dos Estados Unidos revelam comportamentos distintos entre os três principais grãos acompanhados pelo mercado internacional.

  • Soja: vendas de 2,84 milhões de toneladas, com forte participação da China e aumento de 75% nos embarques.
  • Milho: contratações de 1,53 milhão de toneladas, com avanço semanal e recuo de 43% nas exportações efetivas.
  • Trigo: vendas de 239,6 mil toneladas, acompanhadas por quedas tanto nas negociações quanto nos embarques.

O desempenho da soja se destacou pela intensidade da demanda chinesa, enquanto o milho apresentou recuperação nas vendas sem avanço correspondente nas exportações realizadas. Já o trigo registrou perda de ritmo nas duas frentes.

Os números se referem exclusivamente à semana de 9 a 15 de outubro de 2026 e não incluem eventuais negócios divulgados pelo USDA após o encerramento desse período.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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