Investimento

WEG investe R$ 280 milhões em nova fábrica de baterias em Itajaí

A WEG está ampliando sua atuação no setor de armazenamento de energia com a construção de uma nova fábrica em Itajaí, no Litoral de Santa Catarina. A unidade será voltada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos como BESS (Battery Energy Storage System).

O projeto prevê investimento de R$ 280 milhões e faz parte da estratégia da companhia para acompanhar o avanço da transição energética no Brasil.

Nova fábrica da WEG começa a operar em 2027

A previsão é que a fábrica entre em operação no segundo semestre de 2027. Quando estiver em plena atividade, a unidade terá capacidade para produzir até 2 gigawatt-hora (GWh) por ano.

Os sistemas BESS armazenam a eletricidade gerada em períodos de maior oferta para que ela possa ser utilizada posteriormente, especialmente nos momentos de maior consumo. A tecnologia contribui para aumentar a estabilidade, flexibilidade e eficiência do sistema elétrico.

Investimento tem financiamento do BNDES

Os R$ 280 milhões destinados ao projeto serão viabilizados por meio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dentro do programa Mais Inovação.

O empreendimento foi o primeiro projeto contratado em uma chamada pública direcionada à transição energética e descarbonização, realizada em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Com sede em Jaraguá do Sul (SC), a WEG amplia, dessa forma, sua presença em um segmento considerado estratégico para o futuro da matriz energética.

Mercado de baterias pode movimentar bilhões

O investimento ocorre em meio às expectativas de crescimento do mercado brasileiro de armazenamento de energia.

Um estudo divulgado pela consultoria Greener aponta que o segmento pode movimentar R$ 22,5 bilhões até 2030. Já uma estimativa da Associação Brasileira de Soluções em Armazenamento de Energia (Absae) indica um potencial de até R$ 44 bilhões, caso o setor avance com a criação de um marco legal específico.

A demanda por sistemas de baterias também pode crescer entre grandes consumidores de eletricidade, incluindo data centers e unidades industriais.

Fábrica terá 90 empregos diretos

Além da produção, o projeto prevê a criação de 90 empregos diretos em Itajaí. A estrutura também contará com um laboratório para testes e desenvolvimento e uma subestação destinada à simulação de condições reais de funcionamento dos sistemas.

A iniciativa coloca Santa Catarina em uma posição de destaque no desenvolvimento da cadeia de tecnologia para armazenamento de energia.

WEG já produz baterias para diferentes mercados

A WEG já fabrica, em outras unidades, células, módulos e packs de baterias que somam aproximadamente 1 GWh de capacidade produtiva. Esses equipamentos são comercializados no Brasil e também em mercados internacionais, como África do Sul, Colômbia, Estados Unidos, México e Finlândia.

No país, a tecnologia já é utilizada em ônibus elétricos de São Paulo. Cada módulo de energia produzido pela empresa pode atender à recarga de até 120 veículos.

Outro projeto está em desenvolvimento em Fernando de Noronha, onde uma usina equipada com cerca de 30 mil painéis solares será integrada a um sistema BESS.

Sistema deve ampliar uso de energia solar em Fernando de Noronha

A expectativa é que o sistema de armazenamento permita o fornecimento de energia renovável durante a noite e em períodos de baixa geração solar, como dias nublados.

A previsão é que a estrutura esteja apta a operar até o fim de 2026. Com isso, poderá substituir a geração atualmente realizada por uma termelétrica movida a biodiesel, ampliando a participação da energia solar no abastecimento da ilha.

Palavras-chave: WEG, fábrica de baterias, armazenamento de energia, Itajaí, Santa Catarina, BESS, transição energética, energia solar, baterias, agronegócio

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: WEG/Divulgação/ND Mais

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