Negócios

WEG defende novas fontes de receita para impulsionar mercado de baterias no Brasil

A WEG defende mudanças regulatórias para ampliar as oportunidades de negócio dos sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos como BESS (Battery Energy Storage Systems), no Brasil. Para Manfred Peter Johann, vice-presidente de Automação e Sistemas da companhia, permitir que essas soluções sejam remuneradas por diferentes serviços prestados ao setor elétrico é essencial para consolidar o mercado e estimular novos investimentos.

Em entrevista à CNN, o executivo ressaltou que o primeiro leilão de armazenamento de energia, previsto para dezembro, será importante para impulsionar a escala do setor. No entanto, ele avalia que o desenvolvimento do mercado não deve depender exclusivamente desse mecanismo de contratação.

A proposta é diversificar as fontes de receita dos sistemas de baterias, incluindo serviços como disponibilidade de potência, arbitragem de energia, controle de frequência e tensão e suporte à rede elétrica.

Segundo Johann, a combinação dessas possibilidades pode tornar os projetos economicamente mais atrativos e ampliar sua presença em empreendimentos de geração, transmissão e distribuição, além de instalações industriais.

Armazenamento de energia depende de novas regras de remuneração

A ampliação das receitas é apontada pela WEG como um fator importante para viabilizar o investimento em sistemas de armazenamento de energia. Além de armazenar eletricidade para uso posterior, as baterias podem contribuir para a estabilidade e a flexibilidade do sistema elétrico.

Entre as aplicações estão o equilíbrio entre oferta e demanda, a prestação de serviços ancilares e o auxílio na manutenção dos níveis adequados de frequência e tensão da rede.

A expectativa da companhia é que a regulamentação avance para reconhecer o valor econômico desses diferentes serviços. Com mais possibilidades de remuneração, os sistemas BESS poderão atender a diferentes necessidades do setor, reduzindo a dependência de um único modelo de contratação.

Leilão de baterias prevê contratos de 15 anos

Para os empreendimentos que participarão do leilão previsto para dezembro, as diretrizes do Ministério de Minas e Energia (MME) estabelecem um modelo de remuneração por disponibilidade de potência.

Os contratos terão duração de 15 anos, com início do suprimento programado para 1º de agosto de 2028.

De acordo com a Portaria Normativa MME nº 136, a receita fixa deverá remunerar integralmente os usos dos empreendimentos vencedores pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), respeitando os compromissos contratados. Nesse formato, não estão previstas receitas adicionais fora do Contrato de Potência de Reserva de Capacidade.

A regulamentação também determina que a energia consumida durante a recarga das baterias e aquela posteriormente injetada no sistema sejam liquidadas no mercado de curto prazo. Os resultados positivos ou negativos dessas operações serão destinados à Conta de Potência para Reserva de Capacidade, observados os limites estabelecidos na portaria.

WEG prevê armazenamento como parte dos investimentos até 2030

Manfred Peter Johann avalia que o armazenamento de energia no Brasil deverá se tornar uma solução habitual nos investimentos do setor elétrico até 2030.

Essa perspectiva está relacionada à expansão das fontes renováveis, especialmente solar e eólica, cuja geração depende das condições climáticas e pode exigir recursos adicionais para equilibrar o fornecimento de eletricidade.

O executivo também destaca as limitações da infraestrutura de transmissão e a crescente demanda por confiabilidade e qualidade no abastecimento de energia.

Nesse cenário, as baterias podem ajudar a aumentar a flexibilidade operacional do sistema, armazenando eletricidade em determinados períodos e disponibilizando-a conforme a necessidade.

Baterias abrem oportunidades em data centers e na indústria

Além dos leilões, a WEG identifica oportunidades comerciais em diferentes segmentos, como instalações industriais, empreendimentos comerciais, data centers, microrredes e prestação de serviços à rede elétrica.

Essas aplicações podem utilizar sistemas de armazenamento para melhorar a gestão do consumo, reforçar a continuidade do fornecimento e atender a demandas específicas de energia.

A empresa também enxerga possibilidades de expansão no mercado internacional, acompanhando o avanço das soluções de armazenamento em diferentes sistemas elétricos.

A diversificação dos segmentos atendidos é considerada uma oportunidade para ampliar a adoção da tecnologia e fortalecer o mercado para além dos contratos firmados em leilões públicos.

Fábrica de baterias em Itajaí receberá R$ 330 milhões

Como parte de sua estratégia de longo prazo, a WEG ampliou, em setembro, o projeto de sua fábrica de sistemas de armazenamento de energia em Itajaí, Santa Catarina.

O investimento total estimado é de R$ 330 milhões, e a unidade deverá alcançar capacidade produtiva de 4 GWh por ano. O início das operações está previsto para o segundo semestre de 2027.

O projeto reforça a aposta da companhia no crescimento da demanda por soluções de armazenamento e na expansão desse segmento no mercado brasileiro.

Segundo Johann, o investimento considera a importância crescente das baterias para o funcionamento do sistema elétrico. A expectativa é que, com a evolução regulatória, o aumento da geração renovável e a diversificação das aplicações, o armazenamento conquiste espaço cada vez maior nos projetos de energia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Negócios

Oxford amplia portfólio com Rita Lobo e quer elevar novas categorias a 20% do faturamento

A Oxford, fabricante de louças e porcelanas de mesa fundada em Santa Catarina, está diversificando seu portfólio para ampliar a presença da marca na rotina dos consumidores. A estratégia inclui a venda de produtos de outras categorias, como panelas, talheres, copos, taças, travessas e utensílios domésticos, adquiridos de fabricantes nacionais e internacionais.

Atualmente, esses itens representam menos de 10% da receita da companhia. A meta é elevar essa participação para 20% do faturamento até 2027, aproveitando a estrutura de distribuição e o reconhecimento da marca no mercado de utilidades domésticas.

Os primeiros resultados indicam avanço nas vendas. No último ano, a comercialização de talheres dobrou, enquanto as vendas de panelas cresceram cerca de 50%. Já taças e copos registraram alta aproximada de 30%, e as travessas tiveram vendas três vezes maiores.

Oxford registra alta no faturamento e projeta R$ 800 milhões

O avanço das novas categorias acompanha o crescimento da empresa. No último ano, a receita da Oxford aumentou 10%, alcançando R$ 711 milhões. Para este ano, a projeção da companhia é chegar a R$ 800 milhões em faturamento.

As exportações respondem por aproximadamente 10% da receita, enquanto a distribuição dos produtos alcança mais de cinco mil municípios brasileiros e cerca de 60 países.

A ampliação do portfólio combina artigos de marcas parceiras com coleções próprias. A proposta é aproveitar a presença comercial já estabelecida pela fabricante para conquistar espaço em segmentos complementares ao mercado tradicional de louças e porcelanas.

Rita Lobo assina primeira coleção com a Oxford

Uma das principais iniciativas dessa nova fase é a coleção In Natura, primeira linha desenvolvida pela Oxford em parceria com Rita Lobo, apresentadora e fundadora do projeto Panelinha.

Embaixadora da marca desde 2025, Lobo participa do desenvolvimento de produtos voltados a consumidores que valorizam a culinária e a experiência de cozinhar e servir refeições em casa.

A coleção estreia com panelas de cerâmica refratária, que passam a integrar a oferta da empresa. A distribuição utilizará a estrutura comercial da Oxford para alcançar consumidores no Brasil e no exterior.

“ A coleção foi pensada para quem vê a cozinha como um estilo de vida e vai direto para a mesa, sempre com comida de verdade”, afirma Rita Lobo.

A parceria busca aproximar a marca de novos públicos e ampliar sua atuação para além das louças, conectando diferentes produtos ao universo da gastronomia e da vida doméstica.

Estratégia busca integrar produtos e fortalecer a marca

Para a direção comercial da Oxford, a diversificação não se limita ao lançamento de novos itens. O objetivo é criar uma oferta integrada, na qual diferentes categorias se complementem e ampliem a presença da empresa dentro das casas dos consumidores.

“Não estamos simplesmente colocando mais produtos no mercado. Queremos que uma categoria converse com a outra e aumente a relevância da marca dentro da casa”, afirma Ricardo Bartsch Filho, conhecido como Caco Bartsch, diretor comercial e acionista da companhia.

Bartsch é neto de Eggon João da Silva, um dos fundadores da WEG, fabricante de motores elétricos.

Segundo o executivo, a Oxford pretende aproveitar os ativos desenvolvidos ao longo de sua trajetória, incluindo a força da marca, a capacidade industrial, a rede de distribuição e o conhecimento sobre o comportamento dos consumidores.

Empresa catarinense tem ligação com as famílias fundadoras da WEG

Fundada em 1953, em São Bento do Sul, no Norte de Santa Catarina, a Oxford construiu sua trajetória no segmento de louças e porcelanas. No fim da década de 1990, porém, a companhia enfrentou dificuldades financeiras em meio ao aumento da concorrência de fabricantes chineses.

Em 2003, a empresa foi adquirida pela WPA Participações, veículo de investimentos ligado às famílias fundadoras da WEG. O grupo reúne descendentes de Werner Ricardo Voigt e Geraldo Werninghaus, além da família de Eggon João da Silva.

A partir dessa mudança de controle, a Oxford passou a explorar novas possibilidades comerciais com base em sua estrutura industrial e de distribuição, buscando ampliar a atuação para além de seu segmento original.

A diversificação atual representa a continuidade desse movimento, com a incorporação de categorias que complementam o negócio tradicional de louças e ampliam as oportunidades de crescimento.

Casa Oxford será espaço para lançamentos e relacionamento

Como parte da estratégia de expansão, a empresa prevê inaugurar em fevereiro a Casa Oxford, um showroom no Jardim Paulistano, em São Paulo.

O espaço reunirá diferentes linhas de produtos da marca e será utilizado para apresentar lançamentos, aproximar a companhia dos consumidores e fortalecer o relacionamento com parceiros comerciais.

A iniciativa acompanha a transformação da Oxford em uma marca mais abrangente de artigos para cozinha e mesa. Com novas coleções, parcerias e expansão do portfólio, a empresa busca aumentar a participação de produtos complementares nas receitas e atingir a meta de 20% do faturamento até 2027.

FONTE: Pipeline
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Negócios

Bunge, BRF e WEG lideram ranking das 100 maiores empresas de Santa Catarina

A Bunge, a BRF e a WEG estão entre os principais destaques do ranking das 100 maiores empresas de Santa Catarina, levantamento que evidencia a força da indústria catarinense e o desempenho das companhias no cenário econômico regional e nacional.

Os resultados foram apresentados durante a premiação 500 Maiores do Sul, promovida pelo Grupo Amanhã em parceria com a PwC Brasil. O evento foi realizado na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), em Florianópolis, e reuniu representantes do setor empresarial.

Na abertura do encontro, o presidente em exercício da FIESC, André Odebrecht, destacou a capacidade de crescimento e adaptação das empresas do Estado, além da importância da atuação empresarial para o desenvolvimento econômico catarinense.

“Nos orgulha muito ver nessa lista indústrias de Santa Catarina crescendo, liderando setores e destacando-se entre as maiores do Sul. Para além do ranking, nos orgulha vê-las fazendo história, impulsionando a economia catarinense, conquistando mercados aqui e no exterior”, afirmou.

Bunge mantém liderança entre as maiores empresas catarinenses

O levantamento aponta uma disputa acirrada entre as principais companhias de Santa Catarina. A Bunge permanece na primeira posição do ranking estadual, enquanto BRF e WEG aparecem entre as empresas que se aproximam da liderança.

A classificação considera o Valor Ponderado de Grandeza (VPG), indicador utilizado para avaliar o porte econômico das organizações a partir de três componentes financeiros.

A metodologia atribui pesos diferentes aos indicadores analisados:

  • Patrimônio líquido: corresponde a 50% da pontuação.
  • Receita líquida: representa 40% do cálculo.
  • Resultado financeiro: responde pelos 10% restantes.

A combinação desses fatores permite comparar o porte e o desempenho das companhias com base em seus resultados financeiros e patrimoniais.

WEG se destaca em patrimônio, lucro e capital de giro

Além de figurar entre as líderes do ranking, a WEG apresentou resultados expressivos em indicadores financeiros. A companhia registrou o maior patrimônio líquido, o maior lucro líquido e o maior capital de giro próprio entre as empresas catarinenses avaliadas.

Os números reforçam a posição da empresa entre os destaques da economia de Santa Catarina e evidenciam sua relevância no cenário industrial do Estado.

O desempenho da WEG também contribui para demonstrar a diversidade e a competitividade das grandes empresas catarinenses, que atuam em diferentes segmentos e disputam espaço nos mercados brasileiro e internacional.

Empresas de Santa Catarina têm menor endividamento do Sul

Outro dado relevante do levantamento é a situação financeira das cem maiores empresas catarinenses. Em conjunto, elas apresentam um índice de endividamento de 54,8%, o menor entre os três estados da Região Sul.

Para comparação, as grandes empresas do Rio Grande do Sul registram endividamento de 58,8%, enquanto as companhias do Paraná apresentam índice de 59%.

Os resultados colocam as empresas catarinenses em posição de destaque nesse indicador e reforçam a importância da gestão financeira para a manutenção da competitividade empresarial.

Indústria catarinense reforça protagonismo econômico

A presença de empresas como Bunge, BRF e WEG entre os principais nomes do ranking evidencia a participação das grandes companhias na economia estadual.

A premiação 500 Maiores do Sul também funciona como uma referência para acompanhar a evolução das empresas da região, considerando indicadores patrimoniais, receitas e resultados financeiros.

Para a FIESC, o crescimento das indústrias catarinenses e a conquista de novos mercados são fatores importantes para o fortalecimento da atividade econômica, a geração de oportunidades e a ampliação da presença de Santa Catarina no Brasil e no exterior.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Elis Pereira

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Investimento

WEG investe R$ 840 milhões em geradores para atender demanda de data centers nos EUA

A WEG anunciou na segunda-feira (28) um investimento de US$ 165 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 840 milhões, para ampliar a capacidade de produção de geradores de energia na América do Norte. A expansão busca acompanhar o avanço da demanda por equipamentos destinados a aplicações críticas, especialmente nos data centers dos Estados Unidos.

Com o novo plano, a empresa estima elevar em cinco vezes sua capacidade global de fabricação de geradores, passando de aproximadamente 10 para 50 unidades por dia. O cálculo considera as fábricas da companhia no México, Estados Unidos, Brasil e China.

WEG amplia produção de geradores no México

A primeira fase do projeto terá investimento de US$ 24 milhões. Os recursos serão destinados à compra e adaptação de um imóvel industrial vizinho ao atual complexo da WEG em Atotonilco de Tula, no México.

A nova instalação será voltada à montagem de geradores e deve iniciar as operações no segundo trimestre de 2027.

A WEG já possui outras unidades industriais no país. Em Atotonilco de Tula, a companhia também mantém operações ligadas a fundição e revestimentos. Já a fábrica de Huehuetoca produz motores de baixa e média tensão, geradores, painéis, transformadores e subestações.

Em Monterrey, a empresa opera a estrutura incorporada após a aquisição da Marathon, que fabrica motores e geradores e mantém atividades de pesquisa e desenvolvimento.

Na segunda etapa do plano, serão aplicados os US$ 141 milhões restantes na construção de duas novas instalações industriais em uma localização ainda não divulgada na América do Norte.

A estrutura deverá contar com produção verticalizada, reunindo etapas como fabricação de lâminas, bobinas de baixa e média tensão, eixos e carcaças. A previsão da WEG é concluir essa fase até 2030.

Demanda por data centers impulsiona infraestrutura elétrica

A expansão acontece em meio ao crescimento da necessidade de infraestrutura de energia nos Estados Unidos, impulsionada, entre outros fatores, pela construção e ampliação de data centers.

A exposição da WEG ao setor vai além dos geradores. De acordo com relatório do BTG Pactual, cerca de 20% da receita de transmissão e distribuição (T&D) da empresa nos Estados Unidos já está associada a clientes de data centers, segundo informações fornecidas pela própria companhia.

Os sistemas de geração de energia de emergência são fundamentais para esses empreendimentos, que precisam manter suas operações mesmo diante de interrupções no fornecimento da rede elétrica.

A WEG atende esse mercado por meio de suas próprias operações e da Marathon Electric. Segundo o BTG, as duas marcas, juntas, representam cerca de 10% do mercado mundial de alternadores e grupos geradores.

A empresa também fornece outros equipamentos empregados na infraestrutura dos data centers, incluindo sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS), motores industriais e inversores de frequência utilizados em sistemas de refrigeração.

Expansão inclui produção de transformadores

O movimento ocorre paralelamente ao aumento da capacidade de fabricação de transformadores, equipamentos essenciais para a infraestrutura elétrica dos data centers.

A WEG mantém projetos de expansão nos Estados Unidos, México, Colômbia e Brasil. No mercado americano, a companhia destinou US$ 77 milhões para uma nova unidade de transformadores especiais, com conclusão estimada entre 2027 e 2028.

No México, outra fábrica deve entrar em operação no fim de 2026 ou no começo de 2027. Considerados em conjunto, os projetos devem aproximadamente dobrar a capacidade de produção de transformadores da WEG em relação ao nível registrado no fim de 2023.

Segundo o BTG Pactual, o impacto dessa capacidade adicional sobre os resultados deve ocorrer de maneira gradual, conforme as novas instalações entrarem em funcionamento. A utilização integral da estrutura ampliada é esperada somente no fim de 2027.

WEG adapta produção às tarifas dos EUA

A estratégia de expansão também está relacionada às mudanças nas tarifas de importação dos Estados Unidos.

Segundo o BTG, aproximadamente 41% do fornecimento associado às vendas da WEG no mercado americano tem origem no México. Outros 33% são provenientes da produção doméstica nos Estados Unidos, enquanto o Brasil responde por uma fatia entre 20% e 21%.

A companhia vem ajustando sua cadeia produtiva para o mercado americano, utilizando mudanças na origem da fabricação e reajustes de preços para compensar parte dos impactos provocados pelas tarifas.

O tema deve ser abordado no WEG Day, evento anual da companhia programado para sexta-feira (2), em Jaraguá do Sul (SC). Entre os assuntos esperados estão a expansão da produção de transformadores, a participação no mercado de data centers, os efeitos das tarifas americanas e os próximos passos da estratégia de crescimento.

O que acompanhar nos investimentos da WEG

Apesar do avanço da demanda por equipamentos elétricos, a expansão da capacidade produtiva também cria pontos de atenção para a companhia.

Um deles é o possível aumento da oferta nos próximos anos. A WEG e outros fabricantes estão investindo em novas fábricas para acompanhar o crescimento da demanda por eletricidade, transformadores e equipamentos destinados aos data centers.

Na avaliação do BTG Pactual, a entrada simultânea de novas unidades em 2027 e 2028 pode ampliar a oferta e provocar pressão sobre os preços em determinados segmentos. O risco tende a ser maior em produtos nos quais novos concorrentes conseguem aumentar a capacidade produtiva com maior facilidade.

As tarifas americanas também permanecem entre os fatores a serem monitorados. Embora a WEG esteja compensando parte dos custos com reajustes e alterações na origem da produção, eventuais mudanças na política tarifária ou na capacidade de repassar custos aos clientes podem afetar as margens da empresa.

Outro fator é o intervalo entre os investimentos e a geração de receita. Uma parcela significativa da nova capacidade de produção de geradores e transformadores só estará disponível nos próximos anos, enquanto os desembolsos começam antes da entrada completa das novas estruturas em operação.

Por fim, o ritmo de expansão dos data centers será importante para determinar a velocidade de absorção da capacidade adicional da WEG. A companhia possui diferentes linhas de produtos ligadas ao setor, mas o crescimento desses projetos nos Estados Unidos deverá influenciar diretamente a demanda por parte dessa nova estrutura produtiva.

A WEG encerrou 2025 com receita líquida de R$ 40,8 bilhões. A empresa possui unidades industriais em 18 países, presença comercial em mais de 135 mercados e mais de 49 mil funcionários. No ano passado, aproximadamente 59% da receita veio de vendas realizadas fora do Brasil.

FONTE: InvestNews
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Exportação

Tarifaço dos EUA gera reembolsos milionários para exportadores brasileiros

O reembolso do tarifaço dos Estados Unidos já começou a impactar os resultados financeiros de empresas brasileiras com operações no país. No segundo trimestre, companhias como Embraer e Taurus reconheceram valores recuperados após a revisão de tributos de importação.

A próxima etapa dos ressarcimentos, porém, foi adiada pelo U.S. Customs and Border Protection (CBP), a alfândega americana. O novo cronograma prevê o início do processo em 6 de outubro. A medida envolve bilhões de dólares em possíveis devoluções e, para exportadores brasileiros, os valores podem alcançar centenas de milhões de reais.

Embraer registra R$ 358,6 milhões em recuperação

A Embraer contabilizou R$ 358,6 milhões no segundo trimestre relacionados à recuperação de tributos de importação nos Estados Unidos.

Segundo avaliação da XP, o valor recebido, somado à isenção concedida a aviões e peças na versão mais recente do tarifaço americano, contribuiu para que a companhia elevasse sua projeção de margem de lucro para este ano.

Procurada pelo Valor, a Embraer não comentou o assunto.

Taurus recupera R$ 91,1 milhões

Outra empresa brasileira beneficiada foi a Taurus, que reconheceu R$ 91,1 milhões em reembolsos no período. O montante corresponde a quase todo o valor solicitado pela fabricante.

O diretor-presidente da companhia, Salesio Nuhs, afirmou que a empresa se preparou para solicitar os valores diante da possibilidade de reversão das tarifas na Justiça americana.

O processo também foi facilitado pelo modelo de operação da Taurus. A companhia exporta seus produtos para uma subsidiária nos Estados Unidos, que foi responsável por solicitar o ressarcimento.

O mercado americano representa mais de 80% das vendas de armas da fabricante e, por isso, tem peso significativo nos negócios da empresa.

WEG pode receber até R$ 230 milhões

A WEG também aparece entre as empresas brasileiras com potencial de recuperação de valores pagos durante o tarifaço.

Em relatório recente, o J.P. Morgan estimou que a fabricante catarinense poderá receber entre R$ 170 milhões e R$ 230 milhões em reembolsos. Segundo os cálculos do banco, o valor poderia representar até 9% do Ebitda projetado para a companhia no terceiro trimestre.

A WEG foi inicialmente submetida à tarifa de 10% e posteriormente à sobretaxa de 40%. Parte de seus produtos foi retirada da lista de itens taxados, enquanto outros permaneceram sujeitos à alíquota máxima.

A empresa não informou publicamente se solicitou o ressarcimento ao governo americano.

Empresas americanas também recebem bilhões

O impacto dos reembolsos do tarifaço também foi significativo entre grandes empresas dos Estados Unidos.

O Walmart, um dos principais importadores americanos, recebeu US$ 2,9 bilhões de volta no segundo trimestre. O valor ajudou a reforçar tanto o lucro quanto a margem bruta da varejista.

No caso da Apple, o valor não foi divulgado oficialmente, mas analistas estimaram o ressarcimento em aproximadamente US$ 2,2 bilhões.

Suzano recorre à Justiça americana

A Suzano também entrou na disputa judicial envolvendo a devolução dos valores pagos com as tarifas.

Um documento protocolado pela companhia e por duas subsidiárias na Corte de Comércio Internacional dos Estados Unidos, ao qual o Valor teve acesso, mostra que as empresas solicitaram que o tribunal determinasse ao CBP a chamada reliquidação das importações atingidas pelo tarifaço.

Na prática, a reliquidação permite reabrir um processo de importação que já havia sido encerrado para recalcular os tributos aplicados e, posteriormente, efetuar eventual restituição.

A Corte de Comércio Internacional determinou que o CBP realize o procedimento para as importações submetidas ao tarifaço. Essa é justamente a base da próxima etapa de reembolsos.

Governo Trump questiona autoridade do CBP

A administração de Donald Trump recorreu da decisão judicial. O governo argumenta que o CBP não teria autoridade legal para reabrir, por iniciativa própria, processos de importação já liquidados.

Segundo a posição apresentada pelo governo, seria necessária uma determinação judicial específica para autorizar a medida. O recurso continua sob análise da Corte de Apelações dos Estados Unidos.

Um representante do CBP informou à Corte de Comércio Internacional que a próxima etapa do programa de ressarcimento será destinada às importações cuja reliquidação tenha sido determinada judicialmente.

Inicialmente prevista para agosto, essa fase foi postergada para permitir ajustes no sistema responsável pelo processamento dos pagamentos. A nova previsão é de início em 6 de outubro.

Reembolsos podem alcançar outros setores no Brasil

O advogado Matthew McConkey, sócio do escritório americano Mayer Brown, associado ao brasileiro Tauil & Chequer, afirmou que existem preocupações em Washington sobre possíveis mudanças na condução dessa etapa pelo CBP.

Na avaliação do advogado, contudo, o órgão estaria conduzindo o processo de forma adequada, já que a questão está sendo tratada por meio da Corte de Comércio Internacional.

No Brasil, especialistas relatam que outras companhias também podem estar buscando a devolução de valores pagos durante o tarifaço dos EUA.

William Roberto Crestani, sócio da área tributária do Pinheiro Neto Advogados, afirma que há relatos de empresas brasileiras que já obtiveram ressarcimentos e de outras que ainda estão fazendo os pedidos. Entre os segmentos citados estão máquinas, siderurgia e papel e celulose.

Segundo o advogado, além do adiamento determinado pelo CBP, algumas empresas enfrentam dificuldades práticas para receber os valores, incluindo problemas relacionados ao fornecimento de informações bancárias.

Empresas brasileiras mantêm silêncio sobre pedidos

A expectativa é de que mais companhias brasileiras estejam recorrendo ao mecanismo de ressarcimento, embora poucas tenham confirmado publicamente os pedidos.

O presidente da Abimaq, José Velloso, afirmou acreditar que diversas empresas associadas estejam buscando recuperar os valores pagos nos Estados Unidos.

Empresas dos setores mencionados foram procuradas, mas não quiseram comentar. O Instituto Aço Brasil também não se manifestou.

A Confederação Nacional da Indústria informou não ter dados suficientes para contribuir com informações sobre o tema. Já a Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) declarou que não reúne dados sobre operações individuais de suas associadas no exterior.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços não respondeu aos questionamentos.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Denis Balibouse

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Inovação

WEG inaugura Centro de Pesquisa e Desenvolvimento na China para impulsionar inovação global

A gigante brasileira WEG deu um novo passo em sua trajetória de expansão tecnológica. No dia de seu aniversário de 65 anos, celebrado em uma quarta-feira (16), a companhia inaugurou oficialmente um Centro Avançado de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) na cidade de Wuxi, localizada na província de Jiangsu, na China. O espaço chega para fortalecer o polo fabril que a multinacional já mantém no território chinês.

O principal propósito da nova estrutura é acelerar o desenvolvimento e a chegada de tecnologias de ponta ao portfólio global da marca. Para isso, o local conta inicialmente com um moderno laboratório de testes com 900 metros quadrados, totalmente equipado para projetos, pesquisas e validação rigorosa de componentes.

Estrutura e foco em alta tecnologia

Projetado para atender aos mais exigentes padrões globais, o laboratório dará suporte direto a áreas cruciais como engenharia de confiabilidade, homologação de parceiros, conformidade com normas internacionais e ensaios validados por clientes.

De acordo com o Vice-Presidente de Tecnologia da WEG, Carlos Grillo, a unidade consolida um investimento estratégico voltado para a criação de soluções de próxima geração. O foco abrange frentes vitais da indústria 4.0, incluindo:

  • Motores elétricos de alta velocidade e modelos de ímãs permanentes de baixa e média tensão;
  • Eletrônica de potência, automação industrial e robótica avançada;
  • Sistemas de acionamento com arquiteturas integradas e soluções digitais inovadoras.

Segundo o executivo, o polo tecnológico funcionará como uma ponte para integrar fornecedores locais e conectar a companhia ao acelerado ecossistema de inovação chinês, alinhando-se à meta global de internacionalização tecnológica da empresa.

Integração com o ecossistema tecnológico asiático

Concebido como um ambiente multidisciplinar, o Centro de P&D em Wuxi nasce integrado às principais demandas do mercado asiático. A estrutura funcionará como um elo de proximidade entre a WEG, universidades locais, startups, fornecedores e clientes, fortalecendo a presença da marca em um dos mercados mais dinâmicos do mundo.

A história da WEG na China começou a ser escrita em 2004, com a aquisição de sua primeira fábrica em Nantong. Duas décadas depois, a operação no país asiático expandiu-se expressivamente, contando hoje com seis parques fabris e uma força de trabalho de aproximadamente três mil colaboradores.

FONTE: Noticenter
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Noticenter

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Indústria

Executivo de SC está entre os 100 maiores líderes da manufatura no mundo

O catarinense Rodrigo Fumo, vice-presidente de motores industriais da WEG, foi reconhecido entre os 100 maiores líderes da manufatura mundial. O nome do executivo aparece na lista elaborada pela Manufacturing Digital, publicação especializada do Reino Unido.

Em entrevista à publicação, Fumo destacou o papel das pessoas no desempenho e na competitividade das empresas. “As pessoas são a verdadeira fonte de vantagem competitiva sustentável”, afirmou.

Rodrigo Fumo destaca combinação entre pessoas e tecnologia

À frente da área de motores industriais da WEG, Fumo ressaltou os desafios envolvidos na produção em larga escala. A companhia fabrica milhares de motores diariamente e mantém operações de manufatura em 14 países.

Segundo o executivo, embora escala, tecnologia e excelência operacional sejam fundamentais para esse processo, o crescimento sustentável depende da integração dessas capacidades com profissionais qualificados, relacionamento próximo com os clientes e inovação contínua.

“Mas o crescimento sustentável vem de como combinamos essas capacidades com pessoas talentosas, proximidade com clientes e a capacidade de inovar continuamente”, afirmou.

Engenharia digital e IA transformam a manufatura

Durante a entrevista, o executivo também abordou a evolução da WEG e o impacto de novas ferramentas nas operações industriais. Entre os recursos citados estão a engenharia digital, a inteligência artificial (IA) industrial, a automação e as iniciativas de melhoria contínua.

Na avaliação de Fumo, essas tecnologias vêm contribuindo para aperfeiçoar os processos de manufatura e permitir que a empresa tome decisões de maneira mais rápida e eficiente.

Tecnologia deve acelerar mudanças na indústria

Para o vice-presidente da WEG, o avanço tecnológico continuará modificando profundamente o setor industrial nos próximos anos.

“A tecnologia continuará a transformar a manufatura em um ritmo sem precedentes”, declarou.

Apesar do avanço da automação industrial e da inteligência artificial, Fumo acredita que os líderes da indústria serão aqueles capazes de equilibrar inovação tecnológica, desenvolvimento de pessoas e planejamento estratégico.

“Mas acredito que as empresas que vão liderar essa transformação serão aquelas que melhor vão combinar pessoas, tecnologia e visão de longo prazo”, completou.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Investimento

WEG investe R$ 280 milhões em nova fábrica de baterias em Itajaí

A WEG está ampliando sua atuação no setor de armazenamento de energia com a construção de uma nova fábrica em Itajaí, no Litoral de Santa Catarina. A unidade será voltada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos como BESS (Battery Energy Storage System).

O projeto prevê investimento de R$ 280 milhões e faz parte da estratégia da companhia para acompanhar o avanço da transição energética no Brasil.

Nova fábrica da WEG começa a operar em 2027

A previsão é que a fábrica entre em operação no segundo semestre de 2027. Quando estiver em plena atividade, a unidade terá capacidade para produzir até 2 gigawatt-hora (GWh) por ano.

Os sistemas BESS armazenam a eletricidade gerada em períodos de maior oferta para que ela possa ser utilizada posteriormente, especialmente nos momentos de maior consumo. A tecnologia contribui para aumentar a estabilidade, flexibilidade e eficiência do sistema elétrico.

Investimento tem financiamento do BNDES

Os R$ 280 milhões destinados ao projeto serão viabilizados por meio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dentro do programa Mais Inovação.

O empreendimento foi o primeiro projeto contratado em uma chamada pública direcionada à transição energética e descarbonização, realizada em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Com sede em Jaraguá do Sul (SC), a WEG amplia, dessa forma, sua presença em um segmento considerado estratégico para o futuro da matriz energética.

Mercado de baterias pode movimentar bilhões

O investimento ocorre em meio às expectativas de crescimento do mercado brasileiro de armazenamento de energia.

Um estudo divulgado pela consultoria Greener aponta que o segmento pode movimentar R$ 22,5 bilhões até 2030. Já uma estimativa da Associação Brasileira de Soluções em Armazenamento de Energia (Absae) indica um potencial de até R$ 44 bilhões, caso o setor avance com a criação de um marco legal específico.

A demanda por sistemas de baterias também pode crescer entre grandes consumidores de eletricidade, incluindo data centers e unidades industriais.

Fábrica terá 90 empregos diretos

Além da produção, o projeto prevê a criação de 90 empregos diretos em Itajaí. A estrutura também contará com um laboratório para testes e desenvolvimento e uma subestação destinada à simulação de condições reais de funcionamento dos sistemas.

A iniciativa coloca Santa Catarina em uma posição de destaque no desenvolvimento da cadeia de tecnologia para armazenamento de energia.

WEG já produz baterias para diferentes mercados

A WEG já fabrica, em outras unidades, células, módulos e packs de baterias que somam aproximadamente 1 GWh de capacidade produtiva. Esses equipamentos são comercializados no Brasil e também em mercados internacionais, como África do Sul, Colômbia, Estados Unidos, México e Finlândia.

No país, a tecnologia já é utilizada em ônibus elétricos de São Paulo. Cada módulo de energia produzido pela empresa pode atender à recarga de até 120 veículos.

Outro projeto está em desenvolvimento em Fernando de Noronha, onde uma usina equipada com cerca de 30 mil painéis solares será integrada a um sistema BESS.

Sistema deve ampliar uso de energia solar em Fernando de Noronha

A expectativa é que o sistema de armazenamento permita o fornecimento de energia renovável durante a noite e em períodos de baixa geração solar, como dias nublados.

A previsão é que a estrutura esteja apta a operar até o fim de 2026. Com isso, poderá substituir a geração atualmente realizada por uma termelétrica movida a biodiesel, ampliando a participação da energia solar no abastecimento da ilha.

Palavras-chave: WEG, fábrica de baterias, armazenamento de energia, Itajaí, Santa Catarina, BESS, transição energética, energia solar, baterias, agronegócio

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: WEG/Divulgação/ND Mais

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Negócios

WEG firma contrato com a Engie para expansão da Hidrelétrica Jaguara em projeto de R$ 1,2 bilhão

A WEG anunciou a assinatura de um contrato com a Engie Brasil para fornecer duas unidades geradoras destinadas à ampliação da capacidade da Usina Hidrelétrica Jaguara, empreendimento localizado no Rio Grande, entre os municípios de Rifaina (SP) e Sacramento (MG).

O projeto prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão e permitirá o acréscimo de 232 megawatts (MW) à capacidade instalada da usina. A expansão será realizada com a instalação de duas unidades geradoras de 116 MW cada, aproveitando estruturas já existentes, sem necessidade de construção de um novo reservatório.

Equipamentos devem entrar em operação em 2030

Segundo a WEG, a previsão é de que as novas turbinas iniciem operação em 2030. A empresa destaca que a modernização da hidrelétrica fortalece o papel da energia hidrelétrica na transição energética, contribuindo para atender aos momentos de maior demanda por eletricidade e ampliar a segurança do sistema elétrico brasileiro.

A utilização da infraestrutura existente também favorece a expansão da geração de energia com menor impacto ambiental, tornando o projeto mais eficiente do ponto de vista operacional e sustentável.

Projeto reforça atuação da WEG no setor elétrico

Em comunicado ao mercado, a fabricante informou que sua participação no empreendimento demonstra a capacidade da companhia em desenvolver e fornecer soluções completas para projetos de grande porte no setor elétrico, incluindo tecnologias voltadas à geração de energia.

A empresa é uma das principais fornecedoras de equipamentos para usinas no Brasil e amplia sua presença em iniciativas estratégicas voltadas ao fortalecimento da matriz energética nacional.

Engie aposta na modernização da Usina Jaguara

A Usina Hidrelétrica Jaguara integra o parque gerador da Engie Brasil, uma das maiores companhias privadas de geração de energia elétrica do país. A ampliação da capacidade faz parte da estratégia da empresa de elevar a oferta de energia utilizando ativos já implantados, reduzindo a necessidade de novas intervenções ambientais e aumentando a eficiência operacional.

Com o investimento, a expectativa é fortalecer a contribuição da usina para o abastecimento do Sistema Interligado Nacional e acompanhar o crescimento da demanda por energia nos próximos anos.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Invest

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Comércio Internacional

Tarifas dos EUA impactam vendas de fabricantes brasileiros e exigem ajustes estratégicos

A fabricante de armas Taurus espera recuperar os US$ 18 milhões pagos em tarifas de exportação para os Estados Unidos, valores que foram cancelados em fevereiro pela Suprema Corte americana. Assim como a Taurus, outras grandes empresas brasileiras com exportações para os EUA ou produção na América do Norte passaram a segunda metade de 2025 buscando estratégias para minimizar os efeitos das tarifas impostas por Washington.

Com os resultados do quarto trimestre e do ano completo de 2025 já divulgados, fabricantes como Tupy, Iochpe-Maxion, WEG e a própria Taurus avaliam os prejuízos provocados pelas tarifas norte-americanas.

“O nosso conflito acabou”, disse Salesio Nuhs durante a divulgação dos resultados do quarto trimestre da Taurus, referindo-se ao fim da tarifa de 50% aplicada às exportações para os EUA.

Impactos indiretos na indústria brasileira

A multinacional brasileira Iochpe-Maxion, presente em 14 países e produtora de rodas e componentes para veículos, registrou queda de R$ 700 milhões na receita devido ao choque tarifário. Como possui fábricas no México e nos EUA, a empresa não sofreu efeitos diretos, já que produtos fabricados no México são isentos de tarifas quando exportados aos EUA dentro de acordos regionais.

Entretanto, a produção foi afetada pela redução na demanda por rodas de aço e chassis para caminhões pesados. Segundo Renato Salum, diretor financeiro e de relações com investidores, “a queda nos volumes está mais relacionada à fraqueza da demanda final do que a um efeito direto das tarifas”.

O impacto financeiro se traduz em uma redução de aproximadamente R$ 700 milhões na receita, cerca de 35% do faturamento da divisão de componentes estruturais na América do Norte. A empresa espera que a demanda se normalize na segunda metade de 2026, apoiada no aumento de pedidos de veículos pesados desde o final de 2025.

Ajustes da Taurus para mitigar tarifas

Para a Taurus, a nova tarifa de 10% anunciada por Trump no mesmo dia da decisão da corte foi parcialmente compensada pelo aumento de 7% no preço de seus produtos nos EUA. Além disso, a empresa ativou linhas de montagem na unidade da Taurus USA, priorizando exportações de peças, com menor valor agregado, e concentrou a produção das pistolas da linha G nos EUA.

“Também adotamos medidas radicais de produtividade, reduzindo pessoal e ajustando processos produtivos”, afirmou Nuhs. Mesmo assim, a empresa estima ter pago US$ 18 milhões em tarifas em 2025 e início de 2026, buscando agora reembolso por meio de escritórios de advocacia nos EUA.

Cenário misto para outros fabricantes

O grupo de fundição Tupy apontou o choque tarifário como fator que pressionou vendas de blocos de motor e cabeçotes de cilindro, registrando queda de 5,1% na receita líquida do segmento no quarto trimestre, totalizando R$ 1,31 bilhão.

Para 2026, a Tupy prevê melhora nas encomendas de montadoras com a redução da incerteza tarifária, o que deve impulsionar a produção a partir da segunda metade do ano.

Já a fabricante de equipamentos elétricos WEG terá competitividade reforçada com a eliminação da tarifa de 50%, podendo retomar exportações diretas do Brasil aos EUA. Apesar da manutenção de tarifas de aço e alumínio sob a Seção 232 do Trade Expansion Act, analistas destacam que a WEG conseguiu ajustar sua estratégia rapidamente, mantendo margem bruta de 34% no quarto trimestre de 2025.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor International

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