Negócios

WEG defende novas fontes de receita para impulsionar mercado de baterias no Brasil

A WEG defende mudanças regulatórias para ampliar as oportunidades de negócio dos sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos como BESS (Battery Energy Storage Systems), no Brasil. Para Manfred Peter Johann, vice-presidente de Automação e Sistemas da companhia, permitir que essas soluções sejam remuneradas por diferentes serviços prestados ao setor elétrico é essencial para consolidar o mercado e estimular novos investimentos.

Em entrevista à CNN, o executivo ressaltou que o primeiro leilão de armazenamento de energia, previsto para dezembro, será importante para impulsionar a escala do setor. No entanto, ele avalia que o desenvolvimento do mercado não deve depender exclusivamente desse mecanismo de contratação.

A proposta é diversificar as fontes de receita dos sistemas de baterias, incluindo serviços como disponibilidade de potência, arbitragem de energia, controle de frequência e tensão e suporte à rede elétrica.

Segundo Johann, a combinação dessas possibilidades pode tornar os projetos economicamente mais atrativos e ampliar sua presença em empreendimentos de geração, transmissão e distribuição, além de instalações industriais.

Armazenamento de energia depende de novas regras de remuneração

A ampliação das receitas é apontada pela WEG como um fator importante para viabilizar o investimento em sistemas de armazenamento de energia. Além de armazenar eletricidade para uso posterior, as baterias podem contribuir para a estabilidade e a flexibilidade do sistema elétrico.

Entre as aplicações estão o equilíbrio entre oferta e demanda, a prestação de serviços ancilares e o auxílio na manutenção dos níveis adequados de frequência e tensão da rede.

A expectativa da companhia é que a regulamentação avance para reconhecer o valor econômico desses diferentes serviços. Com mais possibilidades de remuneração, os sistemas BESS poderão atender a diferentes necessidades do setor, reduzindo a dependência de um único modelo de contratação.

Leilão de baterias prevê contratos de 15 anos

Para os empreendimentos que participarão do leilão previsto para dezembro, as diretrizes do Ministério de Minas e Energia (MME) estabelecem um modelo de remuneração por disponibilidade de potência.

Os contratos terão duração de 15 anos, com início do suprimento programado para 1º de agosto de 2028.

De acordo com a Portaria Normativa MME nº 136, a receita fixa deverá remunerar integralmente os usos dos empreendimentos vencedores pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), respeitando os compromissos contratados. Nesse formato, não estão previstas receitas adicionais fora do Contrato de Potência de Reserva de Capacidade.

A regulamentação também determina que a energia consumida durante a recarga das baterias e aquela posteriormente injetada no sistema sejam liquidadas no mercado de curto prazo. Os resultados positivos ou negativos dessas operações serão destinados à Conta de Potência para Reserva de Capacidade, observados os limites estabelecidos na portaria.

WEG prevê armazenamento como parte dos investimentos até 2030

Manfred Peter Johann avalia que o armazenamento de energia no Brasil deverá se tornar uma solução habitual nos investimentos do setor elétrico até 2030.

Essa perspectiva está relacionada à expansão das fontes renováveis, especialmente solar e eólica, cuja geração depende das condições climáticas e pode exigir recursos adicionais para equilibrar o fornecimento de eletricidade.

O executivo também destaca as limitações da infraestrutura de transmissão e a crescente demanda por confiabilidade e qualidade no abastecimento de energia.

Nesse cenário, as baterias podem ajudar a aumentar a flexibilidade operacional do sistema, armazenando eletricidade em determinados períodos e disponibilizando-a conforme a necessidade.

Baterias abrem oportunidades em data centers e na indústria

Além dos leilões, a WEG identifica oportunidades comerciais em diferentes segmentos, como instalações industriais, empreendimentos comerciais, data centers, microrredes e prestação de serviços à rede elétrica.

Essas aplicações podem utilizar sistemas de armazenamento para melhorar a gestão do consumo, reforçar a continuidade do fornecimento e atender a demandas específicas de energia.

A empresa também enxerga possibilidades de expansão no mercado internacional, acompanhando o avanço das soluções de armazenamento em diferentes sistemas elétricos.

A diversificação dos segmentos atendidos é considerada uma oportunidade para ampliar a adoção da tecnologia e fortalecer o mercado para além dos contratos firmados em leilões públicos.

Fábrica de baterias em Itajaí receberá R$ 330 milhões

Como parte de sua estratégia de longo prazo, a WEG ampliou, em setembro, o projeto de sua fábrica de sistemas de armazenamento de energia em Itajaí, Santa Catarina.

O investimento total estimado é de R$ 330 milhões, e a unidade deverá alcançar capacidade produtiva de 4 GWh por ano. O início das operações está previsto para o segundo semestre de 2027.

O projeto reforça a aposta da companhia no crescimento da demanda por soluções de armazenamento e na expansão desse segmento no mercado brasileiro.

Segundo Johann, o investimento considera a importância crescente das baterias para o funcionamento do sistema elétrico. A expectativa é que, com a evolução regulatória, o aumento da geração renovável e a diversificação das aplicações, o armazenamento conquiste espaço cada vez maior nos projetos de energia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Portos

Itajaí exporta cerca de 120 caminhões, ônibus e tanques para Angola

O complexo portuário de Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina, realizou o embarque de aproximadamente 120 veículos com destino a Luanda, capital de Angola. A carga, transportada pelo navio UML Victoria, inclui caminhões, ônibus e tanques destinados a projetos de mobilidade urbana e à expansão da frota comercial do país africano.

A embarcação deixou o terminal na terça-feira, após ser carregada em uma operação conduzida pela Poly Terminais, em parceria com a Teporti, responsável pela gestão logística da movimentação.

Operação envolve transporte de cargas especiais

O embarque é classificado como carga de projeto, modalidade utilizada para transportar mercadorias de grandes dimensões, peso elevado ou formatos que exigem procedimentos específicos de movimentação.

Os terminais de Itajaí possuem estrutura e parcerias para atender a esse tipo de operação. O transporte de veículos e equipamentos pesados integra uma rota marítima regular entre Santa Catarina e Angola, utilizada também para o envio de maquinários destinados a diferentes setores da economia.

Ônibus brasileiros reforçam frota urbana de Angola

Entre os veículos embarcados estão ônibus Apache Vip, fabricados pela Caio. O modelo, conhecido pela utilização no transporte coletivo urbano brasileiro, conta com carroceria montada sobre chassi da Volkswagen.

Segundo as informações divulgadas, a fabricante Caio já comercializou cerca de mil unidades do modelo para Angola. Parte desses veículos foi enviada ao mercado africano por meio dos portos que integram o complexo portuário de Itajaí.

A exportação reforça a participação da indústria brasileira no fornecimento de veículos para o transporte público de outros países.

Caminhões da Volkswagen atendem setores comerciais e da construção

A carga também inclui caminhões da Volkswagen, destinados a atividades de transporte comercial e construção civil em Angola.

O país africano figura entre os mercados relevantes para as exportações da montadora. A Volkswagen Caminhões também vem ampliando sua presença em outros países da África, região considerada estratégica para a expansão internacional da empresa.

Porto de Itajaí amplia movimentação de cargas internacionais

O embarque para Angola se soma a outras operações de exportação de equipamentos e veículos realizadas recentemente na região portuária catarinense.

Na semana anterior, o complexo de Itajaí recebeu uma operação para o envio de 40 carretas canavieiras da Randon a Jacarta, capital da Indonésia. O transporte foi organizado pela SC Portos em parceria com a JBS Terminais, no Porto de Itajaí.

As duas operações demonstram a atuação dos terminais da região na movimentação de cargas especiais destinadas a diferentes mercados internacionais, ampliando as possibilidades logísticas para a indústria brasileira.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Mulheres

Starnav Elektra: primeiro navio híbrido construído no Brasil tem tripulação 100% feminina

Comandante, oficiais, profissionais da navegação, sala de máquinas e demais áreas de operação são mulheres no Starnav Elektra, embarcação construída pelo Estaleiro Detroit, em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina.

Além de contar com uma tripulação exclusivamente feminina, o navio se destaca pela adoção de um sistema de propulsão híbrida, desenvolvido para reduzir o consumo de combustível e aumentar a eficiência energética durante a operação.

À frente da embarcação está a comandante Isabela Teixeira Ponce de Leon. Para ela, a composição da equipe representa, principalmente, o resultado da formação e da qualificação das profissionais.

Segundo Isabela, a presença feminina em todas as funções não deve ser tratada como uma exceção, mas como resultado da preparação profissional e das oportunidades disponíveis para as mulheres.

Participação feminina ainda é menor no setor aquaviário

A experiência do Elektra ocorre em um segmento no qual a participação das mulheres ainda é inferior à dos homens.

Dados da 2ª Pesquisa sobre Equidade de Gênero no Setor Aquaviário, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), mostram que as mulheres correspondiam a 17,8% dos empregos do setor em 2024. O índice representou um crescimento de 0,5 ponto percentual em relação a 2022.

A presença feminina variava conforme a função: era de 10% nos cargos operacionais, 15% nas posições de direção e 25% entre os postos de gerência. Já nas atividades administrativas, as mulheres representavam 40% dos trabalhadores.

No Starnav Elektra, as profissionais também estão presentes justamente em áreas operacionais e de comando, nas quais a participação feminina ainda é mais restrita.

A segunda oficial de náutica e piloto Jéssica Gomes, por exemplo, atua no planejamento das viagens, definição de rotas, preparação de equipamentos, realização de checklists e operações de atracação e desatracação. Ela também participa de procedimentos relacionados à segurança e a situações de emergência.

Para Jéssica, a presença das mulheres em todas as áreas de trabalho deveria ser encarada com naturalidade.

Navio aposta em tecnologia desenvolvida no Brasil

A tripulação feminina é um dos destaques do Elektra, mas a embarcação também representa um avanço tecnológico para a indústria naval brasileira.

Construído pelo Estaleiro Detroit para a Starnav Serviços Marítimos, o navio é apontado como a primeira embarcação com propulsão híbrida construída no Brasil.

A embarcação pertence e é operada pela Starnav e presta serviços à Petrobras por meio de um contrato com duração de 12 anos.

O projeto faz parte da Detroit Green Line, linha desenvolvida pelo estaleiro com foco em eficiência energética, menor consumo de combustível e redução das emissões ambientais.

Como funciona a propulsão híbrida do Elektra

O sistema utilizado no navio combina a geração convencional de energia com um conjunto de baterias. Motores, sistemas elétricos, propulsão e armazenamento de energia são integrados por meio de um sistema de gerenciamento.

A tecnologia permite ajustar o funcionamento dos geradores de acordo com a demanda da embarcação e utilizar a energia armazenada em determinadas condições de operação.

Segundo Juliano Zimmermann de Freitas, CFO do Estaleiro Detroit Brasil, o projeto básico foi elaborado pela própria equipe de engenharia do estaleiro.

A construção também contou com mão de obra e fornecedores nacionais, além de engenharia brasileira. O conteúdo local estimado ficou entre 65% e 70%.

O projeto foi desenvolvido ainda com possibilidade de utilização de combustíveis alternativos, como o HVO (Hydrotreated Vegetable Oil), uma alternativa renovável aos combustíveis fósseis.

Para Freitas, a construção do Elektra representou uma oportunidade de desenvolver conhecimento e tecnologia aplicados à construção naval no Brasil.

Além do sistema híbrido, a embarcação incorpora outras soluções destinadas a melhorar a eficiência energética. A combinação das tecnologias busca diminuir a quantidade de energia necessária para a operação e, consequentemente, reduzir os impactos ambientais.

Mulheres também participaram da construção

A participação feminina no projeto começou antes de o navio entrar em operação. Durante a construção do Elektra, uma média de 58 mulheres esteve envolvida diretamente em diferentes etapas.

As profissionais atuaram em áreas como engenharia, planejamento, qualidade, suprimentos, segurança, produção e administração, além de atividades de apoio à construção.

De acordo com Juliano Zimmermann de Freitas, a presença de mulheres na indústria naval vem crescendo gradualmente e já alcança áreas técnicas, de engenharia, produção, qualidade e planejamento.

Participação feminina cresce na formação aquaviária

O aumento da presença de mulheres também aparece na formação de profissionais para o setor aquaviário.

Durante a segunda reunião do Fórum Permanente para Discussão de Políticas Públicas para os Trabalhadores Aquaviários, realizada em 2025, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos, na Pesca e nos Portos (Conttmaf) destacou a evolução da participação feminina.

As primeiras turmas com mulheres no Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba) começaram em 1997. Em 2025, elas já representavam 35% das vagas dessas turmas, segundo a entidade.

O tema também ganhou espaço nas políticas voltadas ao setor. Em julho de 2026, a Antaq lançou o Guia de Incentivo à Liderança Feminina: Navegando Juntas, com diretrizes destinadas a ampliar a participação das mulheres em posições de liderança e tomada de decisão no setor aquaviário.

A agência mantém ainda uma pesquisa periódica sobre equidade de gênero para acompanhar a presença feminina nos diferentes segmentos e identificar avanços e desafios.

Elektra reúne inovação e diversidade na indústria naval

A operação do Starnav Elektra coloca em prática uma configuração ainda pouco comum no setor: mulheres ocupando simultaneamente funções de comando, navegação, operação e máquina em uma mesma embarcação.

Para a comandante Isabela Teixeira Ponce de Leon, o objetivo é que experiências como essa contribuam para tornar cada vez mais comum a presença feminina nas diferentes áreas da Marinha Mercante.

A embarcação, ao mesmo tempo em que reúne uma equipe exclusivamente feminina, incorpora soluções de tecnologia naval, eficiência energética e propulsão híbrida, combinando inovação e participação nacional em sua construção.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Internet

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Exportação

PEIEX reúne entidades e empresas em Itajaí para avaliar resultados e ampliar preparação para o mercado internacional

Santa Catarina tem cerca de 1,5 milhão de empresas, mas apenas 0,17% delas exportam atualmente, o equivalente a aproximadamente 2,6 mil empresas. O cenário mostra o potencial ainda existente para ampliar a participação catarinense no comércio exterior e foi um dos contextos discutidos durante a 3ª Reunião do Comitê Consultivo do PEIEX – Núcleo Itajaí, realizada em 30 de setembro, no Giardino Del Porto, em Itajaí.

O encontro reuniu representantes da ApexBrasil, Sebrae/SC, Senai, associações empresariais e empresas participantes do programa para avaliar resultados e discutir estratégias de preparação para o mercado internacional.

Os números apresentados pelo gestor do Núcleo PEIEX Itajaí, Renan Moreira, mostram que 119 empresas da região já participam do programa. Deste total, 77 concluíram a qualificação e 42 estão em atendimento. A meta é incorporar outras 45 empresas até maio de 2027. Em Santa Catarina, o PEIEX já contabiliza 773 empresas atendidas, com previsão de alcançar mais 351 até maio de 2027.

Realizado pela ApexBrasil em parceria com o Sebrae/SC, o Programa de Qualificação para Exportação oferece atendimento gratuito para empresas interessadas em iniciar ou estruturar sua atuação no comércio exterior. O atual ciclo do Núcleo Itajaí começou em junho de 2025 e segue até dezembro de 2027. A meta é atender 150 empresas da região.

Preparação antes de chegar ao mercado internacional

Para o coordenador de Acesso a Mercados do Sebrae/SC, Jefferson Reis Bueno, a preparação para exportar também contribui para melhorar a própria gestão das empresas. “O nível de exigência do mercado internacional faz com que o empresário se prepare melhor, qualifique seus processos e, consequentemente, se torne mais competitivo também no mercado interno,” explica.

Segundo José Mendes, especialista da Coordenação de Competitividade da ApexBrasil, destacou que a internacionalização precisa ser construída por etapas. O processo envolve desde a sensibilização das empresas e a qualificação empresarial até a criação de mecanismos para gerar oportunidades de negócios no exterior. “É preciso ter estratégia e segurança para exportar,” ressalta.

As empresas atendidas pelo Núcleo Itajaí estão distribuídas por 14 setores da economia. Entre os segmentos com maior participação estão moda e vestuário, alimentos e bebidas, serviços e tecnologia, cosméticos, máquinas e equipamentos, economia criativa e moveleiro. Os mercados trabalhados também são diversos, incluindo países da América do Sul, Estados Unidos e União Europeia.

Estado prepara rede para ampliar internacionalização

Durante a reunião, Emerson Luis Pereira, secretário adjunto de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos de Santa Catarina, apresentou ações do Governo do Estado voltadas à ampliação das exportações e à qualificação das empresas.

Uma delas é a Rede Catarinense de Internacionalização, proposta que reúne governo e setor produtivo em uma estratégia integrada, com ações planejadas até 2030. A iniciativa está estruturada em quatro pilares: negócios e internacionalização; certificação e acesso a mercados; competitividade e tecnologia; e serviços e promoção comercial.

Como as empresas podem participar do PEIEX

Empresas interessadas em começar a exportar ou estruturar sua atuação internacional podem procurar o Núcleo PEIEX Itajaí. O atendimento é gratuito e busca identificar o nível de preparação da empresa, apontar oportunidades de melhoria e orientar a construção de uma estratégia para o mercado internacional.

Texto: ReConecta News

Imagens: ReConecta News / Giovana Santos

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Portos

Neblina interdita canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, que opera com restrições

A Superintendência do Porto de Itajaí informa que, na noite de sábado (26), o canal de acesso ao Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes teve sua impraticabilidade total declarada pela Autoridade Marítima, às 23h05, em razão da forte neblina e da consequente redução da visibilidade abaixo dos limites de segurança estabelecidos.

Com a melhora das condições de visibilidade, o canal foi reaberto às 00h17 deste domingo (27), permanecendo, contudo, com restrições em razão da correnteza.

Para este domingo (27), estão previstas as seguintes manobras:

21h – MSC INIYA V: saída do berço JBS 2;

22h – MSC BIANCA: mudança de berço;

23h – LOG-IN JATOBÁ: entrada, com destino ao berço PNAVE 02.

A Superintendência do Porto de Itajaí segue acompanhando as condições do canal e mantendo contato permanente com a Autoridade Marítima, visando garantir a segurança da navegação e a continuidade das operações portuárias.

FONTE: Porto de Itajaí

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Portos

Canal de acesso aos portos de Itajaí permanece fechado devido à forte correnteza

O canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes está impraticável desde as 20h58 de segunda-feira (21), por determinação da Capitania dos Portos. A medida foi adotada após avaliações identificarem que a intensidade da correnteza ultrapassou os limites considerados seguros para a navegação, em meio às condições de mau tempo na região.

Com a interdição, as operações de entrada e saída de embarcações estão temporariamente suspensas.

A Superintendência do Porto de Itajaí e a Autoridade Marítima seguem acompanhando as condições hidrodinâmicas do rio. A liberação do canal ocorrerá somente quando houver condições seguras para a realização das manobras.

As atualizações sobre a situação do canal e as condições de navegação podem ser acompanhadas em tempo real no site da Praticagem de Itajaí.

Texto e imagem: ReConecta News

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Portos

Canal de navegação de Itajaí e Navegantes enfrenta assoreamento e restrições

O canal de navegação do complexo portuário de Itajaí-Navegantes, em Santa Catarina, segue sob atenção devido ao avanço do assoreamento, que tem limitado a capacidade de operação dos navios. O cenário é agravado pelas condições hidrológicas adversas registradas na região, dificultando a previsão de quando o canal poderá voltar a operar de forma integral e com profundidade estável.

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, em declaração ao jornal A Tribuna, ainda não é possível estabelecer um prazo para a normalização completa das operações. A elevação da sedimentação está associada à ocorrência de chuvas intensas e ao aumento significativo da vazão do Rio Itajaí-Açu, fatores que ampliam o volume de sedimentos transportados e depositados no acesso aquaviário.

Nas últimas semanas, a correnteza chegou a superar os limites considerados seguros para a navegação, provocando interrupções temporárias no tráfego de embarcações.

Navegação segue, mas navios operam com restrições

Apesar do quadro hidrológico excepcional, Pereira afirma que a navegabilidade do canal permanece garantida dentro dos critérios de segurança definidos pela Autoridade Marítima.

Na prática, porém, os navios não conseguem utilizar toda a capacidade de carga. A limitação de calado reduz o volume transportado pelas embarcações e gera impactos econômicos para as operações do complexo portuário e para a cadeia de comércio exterior.

Novos parâmetros de profundidade foram definidos

A Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí (DelItajaí), vinculada à Marinha do Brasil, atualizou os parâmetros de profundidade do canal em 1º de setembro.

Conforme informado pelo superintendente do Porto de Itajaí, as restrições anteriores baseadas no Fator de Ajuste de Calado foram substituídas por novos critérios estabelecidos pela Autoridade Marítima. A DelItajaí não respondeu aos questionamentos encaminhados pela reportagem.

Os limites atualmente estabelecidos são:

  • 12,9 metros no canal externo;
  • 12,5 metros no canal interno;
  • 12,2 metros na Bacia de Evolução 1;
  • 12,6 metros na Bacia de Evolução 2.

Os parâmetros foram definidos a partir das condições observadas no canal e dos levantamentos batimétricos realizados no período.

Dragagem retirou mais de 2 milhões de metros cúbicos de sedimentos

Entre 30 de julho e 10 de setembro, foi realizada uma nova campanha de dragagem com a draga de sucção Utrecht. Na sequência, foram executadas novas batimetrias para verificar as condições do canal.

De acordo com Pereira, mais de 2 milhões de metros cúbicos de sedimentos foram retirados durante a operação.

Os novos levantamentos deverão ser encaminhados à Autoridade Marítima assim que forem recebidos pela Superintendência do Porto de Itajaí. A partir dos resultados, poderão ser avaliados eventuais ajustes nos parâmetros de navegação atualmente em vigor.

Setor pede novas ações para recuperar a capacidade operacional

Para Fábio Lavor, diretor-executivo do Centro Nacional de Navegação Transatlântica (Centronave), a dragagem foi uma medida relevante, mas insuficiente diante do cenário atual.

A entidade defende a continuidade das intervenções, incluindo novas dragagens, levantamentos batimétricos e monitoramento ambiental. Também considera necessário acompanhar de forma permanente as condições do canal.

O Centronave afirma que vem alertando as autoridades sobre o problema desde novembro do ano passado. Segundo Lavor, alterações na profundidade do acesso aquaviário podem reduzir diretamente a capacidade de transporte dos navios e provocar reflexos em toda a cadeia de comércio exterior.

Novas limitações, na avaliação da entidade, podem comprometer a eficiência das operações e afetar empresas dos setores portuário e de navegação.

Porto de Itajaí contrata sistema de monitoramento permanente

Como parte das medidas para acompanhar o cenário, o Porto de Itajaí contratou emergencialmente, sem licitação, uma empresa para implantar e operar um sistema permanente de monitoramento hidrodinâmico e meteorológico do canal.

O contrato foi firmado na última segunda-feira com a UMI SAN Serviços de Apoio à Navegação e Engenharia. O prazo máximo é de 180 dias, sem possibilidade de prorrogação, e o valor contratado é de R$ 4.488.230,43.

O sistema deverá funcionar 24 horas por dia, em tempo real, acompanhando fatores que interferem diretamente na segurança da navegação. Entre os parâmetros monitorados estão correntes, marés, ondas, ventos, visibilidade e volume de chuva.

A estrutura será composta por quatro estações físicas e dois pontos de modelagem numérica. O monitoramento abrangerá aproximadamente 9,3 quilômetros do acesso aquaviário do complexo portuário.

As informações deverão auxiliar na tomada de decisões sobre as condições de acesso e sobre as manobras dos navios que chegam e saem de Itajaí e Navegantes.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Maurício Martins/AT

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Logística

DF Group amplia atuação em logística internacional com nova sede em Itajaí

Com mais de uma década de atuação no mercado, a DF Group vem ampliando sua presença no setor de logística e comércio exterior a partir de um modelo que integra diferentes etapas da cadeia logística. Em meio a um ciclo de crescimento e profissionalização, o grupo prepara a inauguração de um novo escritório em Itajaí, no Litoral Norte de Santa Catarina.

A nova unidade será inaugurada no dia 1º de outubro e terá 115 metros quadrados. Segundo Daniel Malta, diretor da DF Group, a nova sede é consequência direta do crescimento da operação em Itajaí. “Em pouco tempo, a operação cresceu e passou a exigir uma estrutura maior. O novo escritório oferece mais conforto e capacidade para receber nossa equipe, clientes e parceiros, além de estar preparado para os próximos passos da empresa”, destaca.

De uma pequena sala a um grupo de soluções logísticas

A história da DF Group começou há mais de dez anos, a partir da iniciativa do fundador Tarcísio Olivier Defanti. Tempos depois, seus dois irmãos se juntaram ao projeto. Hoje, Luiz Eduardo Defanti integra a sociedade e a diretoria do grupo ao lado de Tarcísio Olivier Defanti e Daniel Malta. O negócio teve início em uma sala de menos de 9 metros quadrados e, ao longo dos anos, evoluiu para uma estrutura formada por diferentes empresas e soluções voltadas à cadeia logística.

Hoje, o grupo se apresenta como um ecossistema de soluções que integra estratégia, operação e inteligência logística, com atuação em diferentes etapas dos processos nacionais e internacionais.

Para Daniel Malta, essa trajetória foi marcada pela ampliação gradual da atuação e pela criação de novas soluções dentro do próprio grupo. “Fomos crescendo, ampliando nossa atuação e desenvolvendo novas empresas e soluções dentro do próprio grupo, chegando à estrutura que temos hoje”, explica.

Entre as empresas e frentes de atuação estão a DF Soluções Logísticas, voltada à gestão integrada da cadeia logística; a DF Cargo, especializada em frete internacional; e a TEXVIA, com foco em inteligência e gestão do transporte rodoviário.

Soluções integradas para logística e comércio exterior

O conceito que orienta a atuação da DF Group é o de “One Stop Shop Logistics Solutions”, ou seja, oferecer diferentes soluções logísticas em um único ecossistema. O portfólio inclui transporte rodoviário e multimodal, despacho aduaneiro, armazenagem, frete internacional, operações portuárias para cargas especiais, cross docking, estruturas de Redex/Clia, gerenciamento operacional e consultoria em comércio exterior.

A proposta é integrar planejamento e execução, considerando aspectos como custos, prazos, riscos e particularidades de cada operação.

De acordo com Malta, um dos diferenciais está justamente na proximidade com o cliente e na capacidade de adaptar as soluções às necessidades específicas de cada operação. “Nosso diferencial é unir essas soluções com proximidade, agilidade e flexibilidade, buscando entender a necessidade de cada cliente”, afirma.

A expansão em Itajaí faz parte de uma estratégia mais ampla para os próximos anos. “O objetivo é continuar crescendo de forma sustentável, ampliar nossa presença em novos mercados e fortalecer o conceito de One Stop Shop Logistics Solutions”, afirma Daniel Malta.

A perspectiva é que o grupo siga investindo na integração entre estratégia, tecnologia, operação e conhecimento de mercado para oferecer soluções cada vez mais completas aos clientes.

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Trânsito

Saída da BR-101 em Itajaí será interditada por 90 dias; veja trecho e rota alternativa

Motoristas que trafegam pela BR-101 em Itajaí devem ficar atentos a uma alteração no trânsito a partir desta quarta-feira, 16. A saída 119, no sentido Norte, foi interditada às 7h30 para a execução de obras de macrodrenagem na região da Radial Oeste.

De acordo com a Secretaria de Obras, o bloqueio está previsto para durar 90 dias, período estimado para a realização dos serviços nas proximidades da Avenida Mário Uriarte, na marginal da rodovia.

Interdição ocorre durante obras de macrodrenagem

A interrupção do acesso foi programada como medida de segurança para permitir o avanço das obras. Com a saída 119 da BR-101 bloqueada, os motoristas precisarão utilizar outras vias para chegar às áreas atendidas pelo acesso.

A intervenção faz parte dos trabalhos de macrodrenagem da Radial Oeste, nas proximidades da Avenida Mário Uriarte.

Avenida Reinaldo Schmithausen será opção para os motoristas

Durante o período de interdição, a Avenida Reinaldo Schmithausen será uma das principais alternativas para quem precisa acessar a região central de Itajaí pelo lado Norte.

A recomendação aos condutores é verificar o trajeto antes de sair e considerar um tempo maior para os deslocamentos, especialmente nos horários de maior movimento.

Bloqueio deve durar três meses

A previsão é que a interdição em Itajaí permaneça por aproximadamente três meses. A orientação das autoridades é para que os motoristas reduzam a velocidade, redobrem a atenção nas proximidades das obras e sigam a sinalização implantada no local.

Quem costuma utilizar a saída 119 deve se programar com antecedência enquanto os serviços estiverem em andamento.

FONTE: Portal Menina
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Prefeitura de Itajaí

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Portos

Porto de Itajaí realiza mergulhos técnicos para definir remoção do Pallas

Estudos avançam para eliminar obstáculo histórico, ampliar a segurança das operações e aumentar a competitividade do Complexo Portuário

A Superintendência do Porto de Itajaí (SPI), em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), realizou, na quinta-feira (3) e sexta-feira (4), mergulhos técnicos nos destroços do navio Pallas, naufragado há mais de 130 anos no rio Itajaí-Açu.

A atividade integra a etapa final dos estudos que definirão a metodologia de remoção da embarcação. Também faz parte das ações voltadas à melhoria da infraestrutura do canal de acesso, à ampliação da capacidade operacional e ao aumento da segurança e da competitividade do Complexo Portuário de Itajaí.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, a retirada do Pallas está alinhada ao planejamento de obras e melhorias do canal.

“Estamos trabalhando para avançar nas obras e melhorias de que o nosso canal de acesso precisa. A retirada do Pallas é uma ação estratégica, porque eliminará um obstáculo histórico e permitirá avançar no aprofundamento do canal e na ampliação da bacia de evolução. Nosso compromisso é proporcionar cada vez mais segurança às operações portuárias, ampliar a capacidade para receber navios de maior porte e garantir mais competitividade ao Complexo Portuário de Itajaí”, afirma Artur.

Inspeções definem operação de remoção

Os mergulhos ocorreram nas proximidades da Bacia de Evolução nº 2 e do molhe norte, no lado de Navegantes. Apesar da visibilidade subaquática praticamente nula e da forte correnteza, mergulhadores especializados inspecionaram os destroços e coletaram informações para complementar os levantamentos já realizados.

Os trabalhos subaquáticos contam com a participação de Osmar Tibúrcio da Silva, conhecido como Maresia, proprietário e fundador da Sulmar Serviços Subaquáticos. A experiência da equipe é fundamental diante da complexidade da inspeção, realizada em condições de forte correnteza e baixa visibilidade.

Segundo o professor Jules Soto, diretor do Museu Oceanográfico da Univali e responsável pelo acompanhamento dos estudos, a inspeção é essencial para confirmar as condições da embarcação e orientar a definição da operação.

“Estamos em uma etapa fundamental do estudo. Mesmo com visibilidade praticamente zero e forte correnteza, contamos com mergulhadores altamente capacitados para coletar informações essenciais sobre a estrutura da embarcação e as condições em que os destroços se encontram. Precisamos confirmar dados sobre o casco, o sedimento e também a possibilidade de o navio estar partido”, explica Jules.

Além da inspeção, a equipe coleta amostras do aço da embarcação e realiza cortes experimentais. Os procedimentos permitirão avaliar as características da estrutura metálica e dimensionar a operação de remoção.

“Essas informações são importantes para definirmos como esse material poderá ser cortado, movimentado e retirado com segurança. Estamos falando de um desafio de nível internacional, pelas condições adversas do local e pela complexidade de uma operação que poucas empresas especializadas no mundo têm capacidade de executar”, destaca o professor.

A previsão é de que o estudo seja concluído nos próximos dias. O convênio entre a Univali e o Porto de Itajaí prevê investimento de R$ 310 mil e inclui inspeções subaquáticas, mergulhos técnicos, sondagens, análises estruturais e outros levantamentos necessários.

Remoção permitirá aprofundar o canal

Atualmente, os destroços limitam o aprofundamento do canal naquela região a 16 metros. A retirada também permitirá avançar na adequação da Bacia de Evolução nº 2, cujo projeto prevê 530 metros de diâmetro. A ampliação deverá melhorar as condições de manobra e contribuir para a operação de navios de maior porte.

A remoção completa do casco será custeada com recursos do Governo Federal.

A iniciativa integra o planejamento da SPI para modernizar a infraestrutura aquaviária e preparar o complexo para a evolução da frota mundial. O objetivo é proporcionar mais segurança e previsibilidade às operações, além de fortalecer a competitividade do Complexo Portuário de Itajaí.

Naufrágio ocorreu em 1893

Construído na Inglaterra em 1891, o Pallas transportava cargas e passageiros entre o Rio de Janeiro e Buenos Aires, com escalas em Itajaí.

O navio naufragou em 23 de outubro de 1893, durante a Revolta da Armada, na região do Pontal da Barra de Itajaí, atualmente pertencente a Navegantes. Segundo registros históricos, a embarcação atingiu pedras submersas nas proximidades do atual molhe norte.

Os destroços foram novamente identificados em 2017, durante trabalhos de dragagem para a implantação da nova bacia de evolução. Levantamentos posteriores indicaram que a embarcação pode estar partida ao meio, com estruturas metálicas e fragmentos de madeira espalhados pelo leito do rio.

Com a conclusão dos estudos, o Porto de Itajaí e a Univali terão os dados necessários para definir a estratégia de remoção do Pallas e avançar nas próximas etapas do projeto. A retirada eliminará um obstáculo à expansão da infraestrutura aquaviária e permitirá prosseguir com o aprofundamento do canal e a ampliação da Bacia de Evolução nº 2.

Fonte e imagens: Porto de Itajaí

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