Portos

Porto do Açu planeja terminal de combustíveis sustentáveis até 2030

O Porto do Açu, no norte do Rio de Janeiro, prevê a implantação de um terminal voltado à movimentação e ao armazenamento de combustíveis sustentáveis até 2030. A iniciativa integra a estratégia do complexo para ampliar sua participação na transição energética e atender à futura demanda por produtos de menor emissão de carbono.

A estrutura deverá estar associada a projetos de produção de metanol verde, amônia verde e SAF (combustível sustentável de aviação), todos produzidos a partir de hidrogênio verde, além de biometano.

Terminal deve integrar produção e logística

De acordo com Eugênio Figueiredo, CEO do Porto do Açu, a proposta é concentrar no complexo portuário diferentes etapas da cadeia dos novos combustíveis, desde a produção até a armazenagem e a movimentação.

O atual terminal de líquidos deverá ser aproveitado para receber parte dessa produção. A estrutura passará por uma ampliação para atender ao crescimento previsto na oferta de combustíveis verdes.

O empreendimento ainda depende de licenciamento ambiental e, por enquanto, não possui uma data definida para a conclusão. Mesmo assim, o projeto está entre os investimentos considerados prioritários pelo porto no horizonte até 2030.

Demanda por combustíveis de baixo carbono

A expansão planejada ocorre diante da perspectiva de crescimento do mercado de combustíveis de baixo carbono. No segmento de aviação, a expectativa é de aumento da demanda por SAF a partir de 2027, quando entram em vigor as metas brasileiras para redução das emissões de gases de efeito estufa do setor.

A pressão pela descarbonização também tende a se intensificar diante dos impactos das mudanças climáticas e dos compromissos assumidos pelo Brasil no âmbito do Acordo de Paris.

Porto testa etanol e eletrificação

A agenda de transição energética do Porto do Açu inclui outras medidas além da construção de novos terminais. O complexo já começou a avaliar alternativas para reduzir as emissões da própria operação, entre elas o uso de etanol em embarcações de menor porte.

Outra frente em desenvolvimento é a eletrificação dos berços de atracação. O objetivo é permitir que os navios utilizem energia elétrica durante o período em que permanecem no cais para operações de carga e descarga, diminuindo a necessidade de manter os motores em funcionamento.

A implementação deverá ocorrer de forma gradual, começando por embarcações e equipamentos menores. Com a evolução da infraestrutura e da tecnologia, a expectativa é ampliar o sistema para navios de maior porte.

No berço offshore do complexo, já existem projetos para iniciar a eletrificação e testes foram realizados, inclusive com rebocadores. No principal berço do porto, porém, a iniciativa ainda está em etapa de estudos.

Petróleo continua como principal negócio

Apesar da expansão dos investimentos ligados à economia de baixo carbono, o Porto do Açu continua tendo forte atuação no setor tradicional de petróleo. Atualmente, o complexo movimenta cerca de 40% do petróleo exportado pelo Brasil.

Segundo Eugênio Figueiredo, a expectativa é de que as exportações de petróleo pelo porto cresçam de forma expressiva nos próximos anos.

Paralelamente, o complexo está construindo um novo terminal de líquidos, cujas obras devem ser concluídas em aproximadamente 45 dias. A estrutura terá espaços destinados ao armazenamento de lubrificantes e combustíveis marítimos.

A Vibra Energia será a primeira empresa a operar no novo terminal, conforme informou o CEO do Porto do Açu.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto do Açu (RJ)

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Transporte

Corredores verdes: Brasil amplia participação na descarbonização do transporte marítimo

O Brasil reforçou sua presença na agenda internacional de descarbonização do transporte marítimo ao assinar, em agosto, um Memorando de Entendimento com Singapura para desenvolver um Corredor Verde e Digital de Navegação entre os dois países. A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), que também mantém acordos e estudos com outros parceiros internacionais.

A movimentação acompanha a expansão dos chamados corredores marítimos verdes, projetos que buscam preparar determinadas rotas para a operação de navios abastecidos por combustíveis de baixa ou zero emissão.

O que são os corredores verdes

Os corredores verdes têm como proposta criar condições técnicas, econômicas e regulatórias para que embarcações com menor impacto climático possam operar em rotas específicas.

Para viabilizar esses projetos, diferentes setores precisam atuar de maneira integrada. Governos, portos, armadores, produtores de combustíveis, empresas de tecnologia e instituições de pesquisa participam de discussões sobre infraestrutura portuária, disponibilidade de combustíveis, novas tecnologias, regulamentação, financiamento e qualificação profissional.

O conceito ganhou projeção internacional com a Declaração de Clydebank, apresentada durante a COP26, em 2021. Desde então, os corredores verdes passaram a ser considerados uma ferramenta para testar tecnologias, modelos de negócio e soluções capazes de acelerar a transição energética do transporte marítimo.

De acordo com o Annual Progress Report on Green Shipping Corridors 2025, relatório anual sobre o avanço dessas iniciativas, havia 84 projetos ativos no mundo até outubro de 2025 — 25 a mais que no levantamento anterior.

Iniciativas avançam em diferentes regiões

A expansão dos projetos mostra que a agenda deixou de estar concentrada em poucos mercados. O levantamento identificou novas iniciativas na Ásia, América Latina e África, incluindo quatro projetos na Índia, quatro na China, três no Brasil e dois no Chile. Gana e Quênia também aparecem entre os países com iniciativas.

Mais de 300 organizações estavam envolvidas nos projetos analisados.

Apesar do crescimento, a maior parte dos corredores ainda está em fases preliminares. Das 84 iniciativas, 24 estavam na etapa de iniciação, 44 em exploração e 12 em preparação. Apenas quatro haviam alcançado a fase de realização, na qual começam a ser construídos navios, instalações e infraestrutura ou tem início a operação de transporte marítimo com emissão zero.

Europa e Ásia-Pacífico concentram projetos mais maduros

Algumas das iniciativas mais avançadas estão na Europa e na região Ásia-Pacífico.

Nas rotas entre Estocolmo e Turku e entre Vaasa e Umeå, entre Suécia e Finlândia, o biometano já era utilizado em operações de transporte de passageiros. Na ligação entre Austrália e Ásia, empresas avançaram na contratação de embarcações preparadas para utilizar amônia.

Já o corredor entre Oslo, na Noruega, e Roterdã, nos Países Baixos, reúne projetos de navios movidos a hidrogênio, além de estudos para a criação da infraestrutura necessária ao abastecimento.

Os diferentes modelos mostram que a implantação de um corredor verde não segue uma fórmula única. Cada rota demanda soluções específicas, que podem envolver incentivos regulatórios, recursos públicos, compromissos empresariais e mecanismos financeiros destinados a reduzir os custos da transição.

Custo e infraestrutura são obstáculos

Transformar um acordo ou estudo em uma operação efetiva continua sendo um dos principais desafios dos corredores verdes. Entre as dificuldades apontadas pelo relatório está a diferença de preço entre os combustíveis tradicionais e as alternativas de baixa ou zero emissão.

Outro entrave é a disposição dos proprietários das cargas em absorver custos adicionais relacionados à transição energética.

A implementação também depende de investimentos em novos navios e infraestrutura, além da existência de instalações adequadas para armazenar e abastecer embarcações com combustíveis alternativos. As incertezas relacionadas à regulamentação também podem dificultar decisões de longo prazo.

Mesmo em fases iniciais, porém, os projetos já geram efeitos importantes. As iniciativas têm ampliado a cooperação entre empresas e governos, estimulado a produção e o compartilhamento de conhecimento e aumentado a percepção sobre a importância dos portos na formação de cadeias de abastecimento de combustíveis sustentáveis.

Brasil amplia acordos internacionais

Nesse contexto, o Brasil vem ampliando sua atuação. O acordo firmado com Singapura prevê cooperação para analisar as condições necessárias à formação de uma cadeia de suprimento de combustíveis com emissões de gases de efeito estufa nulas ou próximas de zero na rota entre os dois países.

O memorando também inclui pesquisa e desenvolvimento, estudos para diminuir riscos de investimentos, mecanismos financeiros e digitais, intercâmbio de informações, capacitação profissional e realização de workshops.

A parceria também abre espaço para maior cooperação com um dos principais centros do comércio marítimo global. Durante missão internacional em agosto, o ministro Tomé Franca visitou o Porto de Tuas, onde conheceu soluções de automação portuária, digitalização e sustentabilidade.

A programação incluiu ainda uma reunião com a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura e a formalização do memorando de entendimento.

“O Brasil tem muito a contribuir para essa transição. Somos um dos maiores produtores de biocombustíveis do mundo e temos condições favoráveis para desenvolver combustíveis de baixa emissão. A criação de corredores verdes aproxima países, empresas e instituições para transformar esse potencial em soluções para o transporte marítimo”, afirmou Tomé Franca.

Parceria com Noruega e Países Baixos

O acordo com Singapura integra uma rede maior de cooperação internacional conduzida pelo MPor.

Com Noruega e Países Baixos, o Ministério participa das discussões para estruturar um corredor marítimo sustentável ligando o Brasil à Europa. Em junho, representantes dos três países estiveram em Brasília para um workshop sobre a implementação da iniciativa.

Durante o encontro, foi apresentado um estudo de viabilidade técnica que apontou rotas prioritárias e analisou diferentes possibilidades de combustíveis, entre elas biodiesel, amônia e metanol.

As conversas também avançaram para medidas capazes de levar os projetos à fase de implementação. Entre as propostas estão uma maior articulação entre governos, empresas e centros de pesquisa e a criação ou direcionamento de instrumentos de financiamento para navios, portos e terminais envolvidos nos corredores verdes.

Brasil também coopera com a França

A França é outro parceiro do Brasil na agenda de transporte marítimo sustentável.

Uma Declaração de Intenções estabelece cooperação para desenvolver projetos voltados à redução de emissões, incentivar tecnologias de baixa ou quase zero emissão, ampliar o uso de ferramentas digitais, promover pesquisas conjuntas e capacitar profissionais.

O acordo prevê ainda que o lado brasileiro seja coordenado pelo MPor, por meio das Secretarias Nacionais de Portos e de Hidrovias e Navegação.

Potencial brasileiro na transição energética

O avanço das parcerias internacionais ocorre em meio ao crescimento dos corredores verdes em diversas partes do mundo. O Global Maritime Forum aponta que países como Brasil, China e Índia já estabeleceram estratégias e metas relacionadas à transição energética, mas ainda enfrentam o desafio de transformar essas diretrizes em projetos concretos.

Segundo o levantamento, a cooperação entre países, a integração de políticas públicas e o envolvimento antecipado do setor privado podem ajudar a acelerar essa transformação.

Para o Brasil, a agenda combina desafios de infraestrutura e financiamento com oportunidades econômicas. Além de contribuir para a redução das emissões do transporte marítimo, o país reúne condições para ampliar sua participação na produção e no fornecimento de combustíveis de menor impacto climático.

Entre as alternativas com potencial estão biometano, hidrogênio verde, amônia verde e metanol verde, que podem ganhar espaço à medida que os corredores marítimos sustentáveis avançarem.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rafael Medeiros

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Informação

Etanol ganha espaço na transição energética da navegação brasileira

O etanol e outros combustíveis de baixo carbono podem desempenhar um papel estratégico na transição energética do setor de transportes. O potencial dessas alternativas foi destacado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) durante a 4ª edição do Folha Energia: Matriz de Oportunidades, realizada nesta segunda-feira (24), no Recife (PE).

Integração dos transportes é prioridade

Na abertura do evento, a ministra substituta de Portos e Aeroportos, Thairyne Oliveira, ressaltou que a integração entre os diferentes modais está entre as medidas previstas para tornar a infraestrutura brasileira mais eficiente e sustentável.

A diretriz integra o Plano Nacional de Logística 2050, elaborado pelo MPor em parceria com o Ministério dos Transportes, a Casa Civil e o Ministério do Planejamento e Orçamento.

Segundo Thairyne, o governo também trabalha na criação de políticas públicas voltadas ao uso de combustíveis sustentáveis na aviação, à sustentabilidade nos portos e à expansão das hidrovias, consideradas um dos modais de menor impacto na emissão de gases de efeito estufa.

Etanol chega à navegação internacional

Com uma produção relevante de biocombustíveis e uma matriz energética majoritariamente renovável, o Brasil possui condições favoráveis para ampliar a utilização de alternativas de baixo carbono no setor de transportes.

Em julho, o Porto de Santos foi palco da primeira operação brasileira de abastecimento de um navio porta-contêineres transoceânico com etanol. A iniciativa abriu uma nova frente para o combustível brasileiro, tradicionalmente associado ao transporte terrestre, também no mercado da navegação internacional.

Para Thairyne Oliveira, o próximo passo é criar um ambiente capaz de transformar experiências pioneiras em operações de maior escala. Entre os pontos necessários estão a ampliação da infraestrutura de abastecimento, requisitos de segurança, certificação e maior previsibilidade regulatória.

Pernambuco tem papel estratégico

Pernambuco também se destaca no avanço dessa agenda por reunir uma produção expressiva de cana-de-açúcar e contar com os portos de Suape e do Recife, importantes estruturas para o escoamento da produção.

A discussão prosseguiu durante o painel “Transição energética da navegação: desafios e oportunidades para o etanol brasileiro”, acompanhado pela ministra interina ao longo da programação do evento.

O MPor mantém uma agenda voltada à descarbonização do transporte marítimo e à sustentabilidade, com foco na identificação de oportunidades para ampliar a produção, a distribuição e o uso de combustíveis sustentáveis para a navegação.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Logística

Scania investe R$ 78 milhões em centro logístico de peças no Brasil

A Scania investiu R$ 78 milhões na ampliação de seu centro logístico de peças em Vinhedo, no interior de São Paulo. O objetivo é aumentar a eficiência da operação, elevar a disponibilidade de componentes e reduzir o tempo necessário para que caminhões e ônibus voltem às ruas após manutenções.

Conhecida como LPC (Latin Parts Center), a unidade teve sua área de armazenagem ampliada em 62%, passando de 15 mil para 24,4 mil metros quadrados.

O investimento integra o ciclo de R$ 6 bilhões destinado pela montadora às operações brasileiras entre 2016 e 2028. Com a expansão, Vinhedo mantém a posição de segundo maior centro logístico de peças da Scania no mundo, atrás apenas da unidade localizada na Bélgica.

Para a fabricante, a disponibilidade de peças é um componente estratégico do negócio. Um veículo comercial parado representa perda de receita para o transportador, o que torna a velocidade do atendimento uma questão diretamente ligada à produtividade da frota.

“Há 70 anos, nós nunca vendemos preço, nós sempre vendemos valor. O Brasil é o nosso mercado número um, é o lugar do mundo em que a Scania mais vende”, afirma Christopher Podgorski, CEO da Scania América Latina.

Vinhedo tem localização estratégica

A escolha de Vinhedo para concentrar a operação logística está relacionada à posição do município no mapa de infraestrutura brasileiro. A cidade fica na região de Campinas, próxima às principais rodovias, ao Aeroporto Internacional de Viracopos e a um importante polo de empresas especializadas em logística.

A unidade brasileira exerce, na América Latina, função semelhante à desempenhada pelo centro da Scania na Bélgica para o mercado europeu.

Na Europa, a localização belga é favorecida pela proximidade de fornecedores, fábricas e portos, especialmente o de Antuérpia. A infraestrutura facilita o envio de componentes para diferentes mercados.

No Brasil, a proximidade com Viracopos e a conexão com os principais corredores rodoviários foram fatores determinantes para a escolha de Vinhedo.

“A própria infraestrutura, a localização geográfica, a proximidade do aeroporto de Viracopos e a conexão com as principais rodovias e regiões são fatores preponderantes”, explica Podgorski.

A posição do Brasil dentro da operação global da Scania também pesa. O país é o maior mercado da montadora em volume e abriga o principal hub industrial da empresa na região, em São Bernardo do Campo.

Centro mantém mais de 40 mil itens

O LPC possui atualmente mais de 40 mil itens em estoque e funciona como principal centro de distribuição de peças da Scania para a América Latina, com exceção do México, que recebe componentes diretamente da estrutura europeia.

A expansão, entretanto, não foi planejada apenas para aumentar o volume armazenado. A companhia também redesenhou os fluxos internos para tornar a separação e o despacho mais rápidos.

Segundo Alessandro Silvério, gerente do LPC, o projeto foi estruturado para melhorar o fluxo logístico e fazer com que os componentes cheguem mais rapidamente aos clientes.

A Scania acompanha diariamente o estoque das concessionárias por meio do sistema Dealer Stock Management (DSM). Os pedidos de reposição recebidos em um dia são normalmente separados para envio no dia seguinte.

Em situações urgentes, porém, o despacho pode ocorrer no mesmo dia. Para casos classificados como superurgentes, a empresa utiliza inclusive serviços de entrega porta a porta.

Com a nova estrutura, a companhia pretende elevar a disponibilidade de peças de 95,5% para 96,5%. Isso significa ter imediatamente disponíveis mais de 96 itens a cada 100 solicitados pela rede.

Inteligência artificial ajuda a prever a demanda

A inteligência artificial também passou a integrar a gestão dos estoques. A tecnologia é utilizada para analisar históricos de vendas, sazonalidade e comportamento da frota, ajudando a definir quais componentes precisam estar disponíveis no centro de distribuição.

“Hoje a gente está usando muito a IA para nos auxiliar nas análises do histórico e do que estamos vendendo, para entender quais peças precisamos ter e disponibilizá-las o mais rápido possível para os clientes”, explica Silvério.

O planejamento é complexo porque os veículos Scania são utilizados em cerca de 36 diferentes aplicações. A frota atende segmentos que vão do transporte de cana-de-açúcar e madeira à mineração, construção, transporte refrigerado e operações de longa distância.

Por isso, manter todas as peças disponíveis em tempo integral não seria economicamente viável. A inteligência artificial entra justamente para melhorar a previsão e equilibrar disponibilidade, demanda e custo de estoque.

A ampliação também cria espaço para acompanhar a transformação tecnológica da frota. Com o avanço de caminhões elétricos, veículos a gás e modelos movidos a biometano, novos componentes precisarão ser incorporados ao estoque.

Scania aposta no pós-venda diante da concorrência

A expansão do centro logístico acontece em meio ao aumento da concorrência no mercado brasileiro de caminhões e ônibus, inclusive com a entrada de fabricantes asiáticos.

A Scania aposta que a disputa não será determinada somente pelo preço de aquisição. Para a empresa, a estrutura de pós-venda, a disponibilidade de peças e a capacidade de manter os veículos em operação são diferenciais importantes para os transportadores.

A fabricante possui produção local, rede de concessionárias, fornecedores e uma estrutura de engenharia no país. São aproximadamente 400 engenheiros trabalhando no desenvolvimento e na validação de veículos para diferentes aplicações e condições brasileiras.

“Há 70 anos, nós nunca vendemos preço, nós sempre vendemos valor”, reforça Podgorski.

O executivo avalia que fabricantes estrangeiros podem chegar ao mercado brasileiro com preços competitivos, mas terão de construir uma estrutura capaz de oferecer suporte aos veículos depois da venda.

Investimentos incluem transição energética

A ampliação do centro de Vinhedo levou cerca de um ano e meio e faz parte do ciclo de investimentos anunciado pela Scania no Brasil.

Segundo Podgorski, os recursos previstos estão concentrados principalmente na modernização das fábricas e na transição energética.

A empresa já produz no país chassis de ônibus elétricos e também desenvolve soluções movidas a biometano, ampliando o portfólio de alternativas aos combustíveis convencionais.

Nesse cenário, a Scania considera que a combinação entre tecnologia, produto e serviço será determinante para manter sua posição no mercado brasileiro.

“Diferentemente de automóvel, veículo comercial é dinheiro no bolso e, se não operar, é prejuízo garantido. Se o cliente não for bem-sucedido, eu não tenho cliente amanhã. Não é retórica, é modelo de negócio”, afirma o CEO.

De acordo com Podgorski, o Brasil foi o maior mercado mundial da Scania em volume em 28 dos últimos 30 anos. A companhia pretende manter essa liderança com investimentos em logística, tecnologia, pós-venda e eficiência operacional.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Scania

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Portos

Porto de Suape estuda eletrificação de navios com energia renovável

O Porto de Suape, em Pernambuco, avalia a implantação de um sistema para fornecer energia renovável a navios atracados no complexo portuário. A proposta é reduzir o consumo de combustíveis fósseis pelas embarcações enquanto elas permanecem nos berços durante as operações de carga e descarga.

A tecnologia em análise é conhecida como OPS (Onshore Power Supply), ou fornecimento de energia em terra. O sistema permite conectar o navio à rede elétrica do porto, possibilitando que embarcações preparadas para a tecnologia desliguem seus geradores auxiliares.

Mesmo com os motores principais desligados, os navios precisam manter diversos equipamentos funcionando. Iluminação, refrigeração, ventilação, sistemas de comunicação e outros serviços de bordo continuam demandando eletricidade durante a permanência no porto.

Atualmente, essa energia é produzida, em grande parte, por geradores alimentados com combustíveis fósseis. Com o OPS, a geração seria transferida para a infraestrutura em terra. A intenção de Suape é utilizar fontes de energia renovável, embora o modelo de rastreamento e comprovação da origem dessa eletricidade ainda esteja em definição.

Suape vai avaliar consumo dos navios

A implantação do sistema depende de uma etapa inicial de estudos. A administração do porto deverá levantar o perfil de consumo de energia das embarcações, o tempo médio de permanência nos berços e a quantidade de navios que frequentam Suape e possuem compatibilidade com a tecnologia.

Os dados serão utilizados para determinar o tamanho da infraestrutura necessária. A avaliação deverá incluir possíveis intervenções na rede elétrica portuária e nos próprios berços de atracação.

Entre os equipamentos que poderão ser necessários estão subestações, transformadores, sistemas de controle, conexões elétricas e cabos de alta capacidade.

O planejamento também levará em conta os custos de implantação e operação, além de alternativas de financiamento, modelos de negócio e possíveis parcerias. A ideia é avaliar uma implementação progressiva, acompanhando a demanda das empresas de navegação.

Eletrificação de navios avança no exterior

O fornecimento de energia elétrica em terra para navios já é utilizado ou está em expansão em importantes portos internacionais. No Brasil, porém, a tecnologia ainda possui aplicação restrita, especialmente para embarcações de grande porte.

Um diagnóstico divulgado pela ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) em 2025 apontou que a expansão do OPS no país exige investimentos na infraestrutura elétrica e adequações físicas nos terminais.

Na Europa, a tecnologia já faz parte dos planos de modernização de grandes complexos portuários. Hamburgo, na Alemanha, e Roterdã, nos Países Baixos, estão entre os portos que adotam iniciativas relacionadas ao fornecimento de eletricidade para embarcações atracadas.

Roterdã, por exemplo, trabalha na expansão da infraestrutura de energia em terra para atender também navios de longo curso e terminais de contêineres.

Projeto pode reduzir emissões no Porto de Suape

Ao substituir os geradores auxiliares dos navios por eletricidade fornecida diretamente pelo porto, o OPS pode contribuir para diminuir o consumo de combustíveis fósseis durante a atracação e, consequentemente, reduzir emissões atmosféricas e poluentes locais.

Em Suape, os estudos deverão apontar quais berços apresentam melhores condições para receber a tecnologia inicialmente. Também será necessário calcular os investimentos para adequar a infraestrutura e definir um modelo para a futura operação.

A iniciativa faz parte de uma tendência de transição energética no setor portuário, que busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis e ampliar o uso de fontes renováveis nas operações marítimas.

FONTE: Canal Solar
TEXTO: Redação
IMAGEM: Suape

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Investimento

WEG investe R$ 280 milhões em nova fábrica de baterias em Itajaí

A WEG está ampliando sua atuação no setor de armazenamento de energia com a construção de uma nova fábrica em Itajaí, no Litoral de Santa Catarina. A unidade será voltada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos como BESS (Battery Energy Storage System).

O projeto prevê investimento de R$ 280 milhões e faz parte da estratégia da companhia para acompanhar o avanço da transição energética no Brasil.

Nova fábrica da WEG começa a operar em 2027

A previsão é que a fábrica entre em operação no segundo semestre de 2027. Quando estiver em plena atividade, a unidade terá capacidade para produzir até 2 gigawatt-hora (GWh) por ano.

Os sistemas BESS armazenam a eletricidade gerada em períodos de maior oferta para que ela possa ser utilizada posteriormente, especialmente nos momentos de maior consumo. A tecnologia contribui para aumentar a estabilidade, flexibilidade e eficiência do sistema elétrico.

Investimento tem financiamento do BNDES

Os R$ 280 milhões destinados ao projeto serão viabilizados por meio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dentro do programa Mais Inovação.

O empreendimento foi o primeiro projeto contratado em uma chamada pública direcionada à transição energética e descarbonização, realizada em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Com sede em Jaraguá do Sul (SC), a WEG amplia, dessa forma, sua presença em um segmento considerado estratégico para o futuro da matriz energética.

Mercado de baterias pode movimentar bilhões

O investimento ocorre em meio às expectativas de crescimento do mercado brasileiro de armazenamento de energia.

Um estudo divulgado pela consultoria Greener aponta que o segmento pode movimentar R$ 22,5 bilhões até 2030. Já uma estimativa da Associação Brasileira de Soluções em Armazenamento de Energia (Absae) indica um potencial de até R$ 44 bilhões, caso o setor avance com a criação de um marco legal específico.

A demanda por sistemas de baterias também pode crescer entre grandes consumidores de eletricidade, incluindo data centers e unidades industriais.

Fábrica terá 90 empregos diretos

Além da produção, o projeto prevê a criação de 90 empregos diretos em Itajaí. A estrutura também contará com um laboratório para testes e desenvolvimento e uma subestação destinada à simulação de condições reais de funcionamento dos sistemas.

A iniciativa coloca Santa Catarina em uma posição de destaque no desenvolvimento da cadeia de tecnologia para armazenamento de energia.

WEG já produz baterias para diferentes mercados

A WEG já fabrica, em outras unidades, células, módulos e packs de baterias que somam aproximadamente 1 GWh de capacidade produtiva. Esses equipamentos são comercializados no Brasil e também em mercados internacionais, como África do Sul, Colômbia, Estados Unidos, México e Finlândia.

No país, a tecnologia já é utilizada em ônibus elétricos de São Paulo. Cada módulo de energia produzido pela empresa pode atender à recarga de até 120 veículos.

Outro projeto está em desenvolvimento em Fernando de Noronha, onde uma usina equipada com cerca de 30 mil painéis solares será integrada a um sistema BESS.

Sistema deve ampliar uso de energia solar em Fernando de Noronha

A expectativa é que o sistema de armazenamento permita o fornecimento de energia renovável durante a noite e em períodos de baixa geração solar, como dias nublados.

A previsão é que a estrutura esteja apta a operar até o fim de 2026. Com isso, poderá substituir a geração atualmente realizada por uma termelétrica movida a biodiesel, ampliando a participação da energia solar no abastecimento da ilha.

Palavras-chave: WEG, fábrica de baterias, armazenamento de energia, Itajaí, Santa Catarina, BESS, transição energética, energia solar, baterias, agronegócio

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: WEG/Divulgação/ND Mais

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Transporte

COSCO encomenda 15 graneleiros Newcastlemax com tecnologia para uso de metanol e amônia

A COSCO SHIPPING Development anunciou a encomenda de 15 novos graneleiros Newcastlemax com capacidade de 210 mil toneladas de porte bruto, projetados para uma futura operação com metanol e amônia como combustíveis alternativos.

O investimento total no projeto chega a 7,92 bilhões de yuans, sem impostos, valor equivalente a aproximadamente US$ 1,17 bilhão. A iniciativa faz parte da estratégia da companhia chinesa para modernizar sua frota e acompanhar a evolução da descarbonização do transporte marítimo.

Navios serão construídos por dois estaleiros chineses

As novas embarcações serão produzidas por dois estaleiros da China. Dez unidades ficarão sob responsabilidade da Shanghai Waigaoqiao Shipbuilding, subsidiária da China State Shipbuilding Corporation (CSSC), enquanto outras cinco serão construídas pela Nantong Xiangyu Shipbuilding & Offshore Engineering, empresa controlada pela Xiamen Xiangyu.

Os contratos foram firmados pela Hainan COSCO SHIPPING Development Shipping, subsidiária integral indireta da COSCO. Cada navio terá custo estimado de 528 milhões de yuans, cerca de US$ 78 milhões.

O acordo com a Waigaoqiao Shipbuilding soma 5,28 bilhões de yuans, com entregas previstas entre junho e dezembro de 2030. Já o contrato com a Nantong Xiangyu envolve 2,64 bilhões de yuans, com as cinco embarcações programadas para serem entregues entre maio e dezembro do mesmo ano.

Graneleiros serão destinados a contratos de longo prazo

Após a conclusão, os 15 navios de transporte de granéis serão utilizados em contratos de afretamento de longo prazo com a Huifeng Shipping, subsidiária da COSCO Shipping Bulk.

Cada contrato terá duração de 240 meses, com possibilidade de variação de até 120 dias no prazo inicial, considerando a data de entrega de cada embarcação.

Por serem preparados para operar com propulsão bicombustível, o valor anual de afretamento de cada navio não deverá ultrapassar 59,4 milhões de yuans, sem impostos.

Ao término dos contratos, a decisão sobre o destino dos navios ficará com os proprietários, sem obrigação de compra por parte da empresa responsável pelo afretamento.

Tecnologia prepara frota para combustíveis de baixo carbono

Segundo a COSCO SHIPPING Development, os novos graneleiros Newcastlemax foram desenvolvidos para atender às necessidades do transporte marítimo de longa distância.

A preparação para uso de metanol e amônia permite que as embarcações sejam adaptadas conforme o avanço das tecnologias de combustíveis de menor emissão de carbono.

A companhia destaca que o projeto busca equilibrar metas ambientais, eficiência operacional e redução de custos ao longo do ciclo de vida dos navios.

A empresa também afirmou que a entrada das novas unidades ajudará a fortalecer sua frota de grandes graneleiros e ampliar o volume de ativos navais de alta qualidade sob sua administração.

COSCO amplia estratégia de leasing naval

Além da expansão da frota, a companhia pretende fortalecer sua atuação no segmento de arrendamento de embarcações, criando uma carteira mais diversificada em tipos de navios, modelos operacionais e ciclos de utilização dos ativos.

Segundo a COSCO SHIPPING Development, a estratégia deve contribuir para o crescimento de longo prazo do negócio de leasing marítimo.

Companhia mantém ritmo acelerado de expansão da frota

A nova encomenda ocorre poucas semanas após outro grande anúncio da empresa. Em 30 de junho, a COSCO SHIPPING Development informou a contratação de 24 novas embarcações por meio da Hainan COSCO SHIPPING Development Shipping, em um investimento total de 8,656 bilhões de yuans.

O pacote inclui 20 navios multipropósito para transporte de grãos, com capacidade de 87 mil toneladas de porte bruto, além de dois graneleiros de 210 mil toneladas e dois navios de carga seca com a mesma capacidade.

Todas as unidades também serão destinadas a contratos de afretamento de longo prazo após a entrega.

Entre os navios para transporte de grãos, 15 serão construídos pela COSCO SHIPPING Heavy Industry, em Dalian, e cinco pelo estaleiro CSSC Chengxi.

Os dois graneleiros preparados para operação futura com metanol e amônia serão produzidos pela Dalian Shipbuilding Industry Corporation, enquanto os dois navios de carga seca com a mesma tecnologia ficarão a cargo da Beihai Shipbuilding.

Atualmente, a COSCO SHIPPING Development informa que possui mais de 100 embarcações em construção. As entregas estão programadas para ocorrer gradualmente ao longo dos próximos cinco anos.

FONTE: I marine news
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Sustentabilidade

China estabelece meta de reduzir em 17% a intensidade de carbono até 2030

A China anunciou uma nova meta para avançar no combate às mudanças climáticas: reduzir em 17% a intensidade de carbono — volume de emissões de dióxido de carbono por unidade do Produto Interno Bruto (PIB) — até 2030, tomando como referência os níveis registrados em 2025.

A medida integra o novo plano climático do país, divulgado por diversos órgãos do governo chinês, entre eles o Ministério da Ecologia e do Meio Ambiente, o Ministério das Relações Exteriores e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma. O documento estabelece as diretrizes ambientais para o período do 15º Plano Quinquenal (2026-2030).

Plano prevê avanços na transição energética

Durante os próximos cinco anos, o governo chinês pretende acelerar ações para cumprir suas metas de pico de emissões de carbono e de neutralidade de carbono, consideradas prioridades na estratégia ambiental do país.

Entre as iniciativas previstas estão a ampliação do uso de energia não fóssil, o desenvolvimento de um novo sistema energético e a adoção de mecanismos para controlar simultaneamente o volume total de emissões e a intensidade de carbono da economia.

O plano também prevê medidas para reduzir gradualmente a dependência de combustíveis fósseis, incentivando o pico do consumo de carvão e petróleo nos próximos anos.

Mercado de carbono e controle das emissões ganham reforço

Outra meta estabelecida pelo governo é a consolidação de um mercado voluntário de carbono, alinhado a padrões internacionais e baseado em maior transparência.

Além disso, a China pretende estruturar, até 2030, um sistema nacional de gestão da pegada de carbono dos produtos, fortalecendo o monitoramento das emissões ao longo das cadeias produtivas.

O documento ainda prevê maior controle sobre gases de efeito estufa diferentes do dióxido de carbono, com capacidade para reduzir o equivalente a 30 milhões de toneladas de CO₂ até o fim da década.

Estratégia inclui adaptação às mudanças climáticas

O plano climático também amplia as ações voltadas à adaptação. Entre as medidas estão avaliações mais detalhadas dos riscos climáticos e o fortalecimento das respostas a eventos climáticos extremos, como secas, enchentes e ondas de calor.

A proposta busca aumentar a resiliência da infraestrutura e das atividades econômicas diante dos impactos provocados pelas mudanças no clima.

Energia limpa terá participação maior na matriz energética

Como parte da estratégia de descarbonização, a China pretende elevar para 25% a participação das fontes de energia não fósseis no consumo total de energia até 2030.

A meta complementa o plano de ação divulgado anteriormente para o período de 2026 a 2030 e reforça o compromisso assumido pelo país de atingir o pico das emissões de dióxido de carbono antes de 2030 e alcançar a neutralidade de carbono até 2060.

Esses objetivos colocam a maior economia asiática entre os países que buscam acelerar a transição para uma matriz energética de menor impacto ambiental e reduzir as emissões responsáveis pelo aquecimento global.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua

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Negócios

WEG firma contrato com a Engie para expansão da Hidrelétrica Jaguara em projeto de R$ 1,2 bilhão

A WEG anunciou a assinatura de um contrato com a Engie Brasil para fornecer duas unidades geradoras destinadas à ampliação da capacidade da Usina Hidrelétrica Jaguara, empreendimento localizado no Rio Grande, entre os municípios de Rifaina (SP) e Sacramento (MG).

O projeto prevê investimentos de R$ 1,2 bilhão e permitirá o acréscimo de 232 megawatts (MW) à capacidade instalada da usina. A expansão será realizada com a instalação de duas unidades geradoras de 116 MW cada, aproveitando estruturas já existentes, sem necessidade de construção de um novo reservatório.

Equipamentos devem entrar em operação em 2030

Segundo a WEG, a previsão é de que as novas turbinas iniciem operação em 2030. A empresa destaca que a modernização da hidrelétrica fortalece o papel da energia hidrelétrica na transição energética, contribuindo para atender aos momentos de maior demanda por eletricidade e ampliar a segurança do sistema elétrico brasileiro.

A utilização da infraestrutura existente também favorece a expansão da geração de energia com menor impacto ambiental, tornando o projeto mais eficiente do ponto de vista operacional e sustentável.

Projeto reforça atuação da WEG no setor elétrico

Em comunicado ao mercado, a fabricante informou que sua participação no empreendimento demonstra a capacidade da companhia em desenvolver e fornecer soluções completas para projetos de grande porte no setor elétrico, incluindo tecnologias voltadas à geração de energia.

A empresa é uma das principais fornecedoras de equipamentos para usinas no Brasil e amplia sua presença em iniciativas estratégicas voltadas ao fortalecimento da matriz energética nacional.

Engie aposta na modernização da Usina Jaguara

A Usina Hidrelétrica Jaguara integra o parque gerador da Engie Brasil, uma das maiores companhias privadas de geração de energia elétrica do país. A ampliação da capacidade faz parte da estratégia da empresa de elevar a oferta de energia utilizando ativos já implantados, reduzindo a necessidade de novas intervenções ambientais e aumentando a eficiência operacional.

Com o investimento, a expectativa é fortalecer a contribuição da usina para o abastecimento do Sistema Interligado Nacional e acompanhar o crescimento da demanda por energia nos próximos anos.

FONTE: Invest News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Invest

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Sustentabilidade

Barco movido a hidrogênio entra em fase decisiva de testes em Santa Catarina

O barco movido a hidrogênio JAQ H1 inicia uma das etapas mais importantes do projeto de desenvolvimento da embarcação sustentável. Após ser apresentado na COP30 e participar do Marina Itajaí Boat Show, o modelo de 36 metros permanece em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, onde passará pelos primeiros testes com abastecimento de hidrogênio (H₂).

A partir da próxima semana, a embarcação começará a receber o combustível em seus tanques e dará início à ativação das células a combustível, tecnologia responsável pela geração de energia para o sistema de propulsão. O objetivo é validar o funcionamento integrado dos equipamentos antes das futuras operações.

Comissionamento verifica desempenho e segurança dos sistemas

A nova fase corresponde ao chamado comissionamento, processo técnico destinado a avaliar se todos os componentes da embarcação operam de forma segura e eficiente.

Durante essa etapa, serão testados tanques, bombas, válvulas, baterias, motores, células a combustível e sistemas de segurança para garantir que todo o conjunto funcione de maneira integrada. Na prática, trata-se da verificação completa da embarcação antes da navegação.

Validação foi dividida em duas etapas

O cronograma de testes foi organizado em duas fases. A primeira ocorreu durante a passagem do JAQ H1 pela COP30, em Belém, quando foram avaliados os sistemas elétricos e as baterias da embarcação.

Agora, em Itajaí, começa a segunda etapa, voltada ao armazenamento do hidrogênio verde e ao funcionamento das células a combustível fornecidas pela GWM Hydrogen-FTXT.

Segundo Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen-FTXT Brasil, o abastecimento inicial exige protocolos rigorosos, análises de risco e acompanhamento técnico contínuo para assegurar a operação.

“É um processo mais demorado porque envolve segurança, procedimentos de operação e diferentes testes. A prioridade é colocar o sistema para funcionar da maneira mais segura possível”, afirma.

Equipe internacional acompanhará os testes

Os trabalhos devem durar cerca de 15 dias e contar com aproximadamente 20 profissionais, entre engenheiros da GWM, especialistas do Grupo Náutica e técnicos da Quantus.

Além da equipe brasileira, engenheiros chineses participarão da operação para acompanhar o primeiro abastecimento, a ativação dos equipamentos, a calibração dos sistemas e os testes de segurança.

Tecnologia pode impulsionar a transição energética no setor marítimo

Idealizado pelo presidente do Grupo Náutica, Ernani Paciornik, o Projeto JAQ Hidrogênio Verde busca ampliar o uso de tecnologias limpas na navegação brasileira.

De acordo com Paciornik, a nova fase representa um passo importante para validar a aplicação do hidrogênio como fonte de energia no setor marítimo e contribuir para o desenvolvimento de soluções sustentáveis.

“Este é um momento muito importante para o projeto e para a transição energética do setor marítimo no Brasil. Depois de demonstrarmos, na COP30, a aplicação do hidrogênio nos sistemas de bordo, avançamos agora para uma etapa decisiva de testes, segurança operacional e validação tecnológica. O conhecimento gerado a partir desse processo poderá contribuir para o desenvolvimento de soluções mais limpas e acelerar a adoção de novas fontes de energia na navegação brasileira”, destaca Ernani Paciornik.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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