Economia

Eletrificação da economia: União Europeia prepara plano para reduzir dependência de petróleo e gás

A União Europeia (UE) está preparando um amplo plano para acelerar a eletrificação da economia e diminuir a dependência de petróleo e gás natural. A proposta, elaborada pela Comissão Europeia e prevista para ser apresentada em 17 de julho, reúne medidas regulatórias e linhas de financiamento voltadas à ampliação do uso da eletricidade em diversos setores da economia.

A iniciativa faz parte da estratégia do bloco para enfrentar os impactos da recente instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que elevou os preços da energia e aumentou os custos das importações de combustíveis fósseis.

Guerra elevou custos das importações de energia

Segundo dados da própria União Europeia, desde o fim de fevereiro, a conta com a importação de petróleo e gás aumentou em cerca de 50 bilhões de euros (aproximadamente US$ 57 bilhões). O cenário reforçou a necessidade de reduzir a dependência externa e acelerar a adoção de fontes de energia limpa.

Como resposta, Bruxelas pretende estabelecer uma meta para que uma parcela mínima do consumo energético do bloco seja atendida por eletricidade até 2040. O percentual ainda não foi definido, já que o documento segue em fase de elaboração.

Transporte, indústria e residências estão entre os setores prioritários

O plano prevê ampliar a eletrificação em diferentes áreas da economia. Entre as mudanças esperadas estão a substituição de veículos movidos a gasolina e diesel por veículos elétricos, a troca de caldeiras a gás por bombas de calor nas residências e a modernização de processos industriais com equipamentos alimentados por eletricidade em substituição aos combustíveis fósseis.

A Comissão Europeia também reconhece que o alto investimento inicial ainda representa um dos principais obstáculos para essa transformação, apesar de tecnologias eletrificadas apresentarem menor custo de operação ao longo do tempo.

Incentivos fiscais e novas regras para acelerar a transição

Para impulsionar a mudança, a proposta prevê uma série de incentivos. Entre eles está a possibilidade de reduzir o IVA sobre baterias domésticas, carros elétricos e bombas de calor, além da criação de um programa de financiamento para projetos industriais que utilizem eletricidade gerada por fontes renováveis na produção de calor.

O documento também prevê que a Comissão avalie tornar obrigatória a instalação de bombas de calor em edifícios públicos durante futuras contratações governamentais. Outra medida em estudo é o estabelecimento de metas mais rigorosas para a aquisição de veículos elétricos pelo setor público.

UE quer eliminar subsídios aos combustíveis fósseis

Outra frente da estratégia será a retirada gradual dos subsídios destinados aos combustíveis fósseis, tornando a eletricidade mais competitiva em relação ao petróleo e ao gás.

Na avaliação da Comissão Europeia, fortalecer uma matriz baseada em energia limpa, produzida internamente e com maior segurança energética, é uma questão estratégica para o bloco diante das incertezas do cenário internacional. O documento destaca ainda que uma mudança estrutural rumo à eletrificação é considerada essencial para ampliar a autonomia energética da União Europeia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Yves Herman

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Informação

Urânio brasileiro entra na agenda estratégica do governo para defesa e transição energética

O governo federal deu um novo passo para fortalecer o papel do urânio brasileiro em projetos considerados estratégicos para o país. Nesta quinta-feira (2), o Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) aprovou a criação de um grupo de trabalho que irá analisar como os recursos de minerais nucleares podem contribuir para o Programa Nuclear Brasileiro, o Programa Nuclear da Marinha, além de iniciativas ligadas à defesa nacional e à transição energética.

A medida coloca a mineração de urânio entre as prioridades da política de soberania e segurança energética do Brasil.

Grupo reunirá ministérios e órgãos estratégicos

A coordenação do colegiado ficará sob responsabilidade do Ministério de Minas e Energia (MME). Também integrarão o grupo representantes da Casa Civil, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), da Marinha do Brasil e do Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM).

Como convidados permanentes, participarão ainda o Ministério da Defesa, a Agência Nacional de Mineração (ANM), a Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), a Eletronuclear, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e as Indústrias Nucleares do Brasil (INB).

A proposta é integrar diferentes áreas responsáveis pela pesquisa geológica, regulação, planejamento energético, licenciamento ambiental e segurança nacional, permitindo uma visão completa da cadeia produtiva do urânio.

Governo quer ampliar conhecimento sobre reservas e potencial de produção

Entre as principais atribuições do grupo está a atualização do diagnóstico sobre os recursos e reservas de urânio existentes no território brasileiro, além da elaboração de estratégias para ampliar o conhecimento geológico do país.

O colegiado também avaliará a capacidade nacional de produção do mineral, considerando minas em operação, projetos em desenvolvimento e possibilidades de expansão da atividade.

Outro objetivo será identificar como os recursos provenientes da exploração de minerais nucleares poderão apoiar programas voltados à geração de energia, defesa e desenvolvimento tecnológico.

Desenvolvimento tecnológico e segurança energética

Durante o anúncio da medida, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou que o Brasil reúne condições para ampliar sua participação na cadeia global do setor nuclear, sempre respeitando os princípios constitucionais de uso exclusivamente pacífico da energia nuclear.

Segundo o ministro, a estratégia busca transformar as reservas minerais brasileiras em instrumentos de fortalecimento da segurança energética, do avanço tecnológico e da soberania nacional.

Energia nuclear ganha espaço no debate internacional

A criação do grupo ocorre em um momento de retomada das discussões sobre a energia nuclear no Brasil e em diversos países.

A fonte é considerada uma alternativa importante para ampliar a segurança do sistema elétrico por produzir energia de forma contínua, com baixa emissão de carbono e sem depender das condições climáticas, como ocorre com as fontes eólica e solar.

O avanço da inteligência artificial e o crescimento dos data centers, que exigem fornecimento constante de eletricidade, também aumentaram o interesse global por fontes de energia estáveis e de baixa emissão de gases de efeito estufa.

Programa Nuclear da Marinha está entre as prioridades

No cenário brasileiro, o debate também envolve a área de defesa. O Programa Nuclear da Marinha inclui o desenvolvimento do submarino de propulsão nuclear, considerado um dos principais projetos estratégicos das Forças Armadas.

O grupo de trabalho deverá avaliar de que forma o potencial mineral do país pode contribuir para iniciativas desse porte, respeitando os compromissos internacionais assumidos pelo Brasil e a determinação constitucional de utilização exclusivamente pacífica da tecnologia nuclear.

Ao término dos trabalhos, previsto para ocorrer em até 90 dias após a nomeação dos integrantes — prazo que poderá ser prorrogado —, o colegiado apresentará um relatório ao CNPM com estudos, recomendações e eventuais propostas de mudanças normativas ou legislativas relacionadas ao setor.

O Brasil possui uma das maiores reservas conhecidas de urânio do mundo e está entre o grupo restrito de países que dominam etapas estratégicas do ciclo do combustível nuclear, fator considerado relevante para o fortalecimento da política energética e da soberania nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: National Nuclear Security Administration via CNN Newsource

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Informação

Brasil quer ampliar participação na produção de minerais críticos para 12,2% até 2050

O governo federal pretende elevar a participação do Brasil na produção mundial de minerais críticos dos atuais 8,3% para 12,2% até 2050. A meta integra o Plano Nacional de Mineração 2050 (PNM 2050), documento que estabelece as diretrizes estratégicas para o desenvolvimento do setor mineral nas próximas décadas.

A proposta será apresentada ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e marca uma nova estratégia para fortalecer a posição brasileira em um mercado considerado essencial para o futuro da economia global.

Plano prioriza minerais estratégicos para a indústria

Os minerais críticos são matérias-primas indispensáveis para segmentos como transição energética, fabricação de baterias, semicondutores, fertilizantes, tecnologia, defesa e indústria de transformação.

Entre os recursos minerais contemplados estão lítio, terras raras, níquel, cobre, grafita, fosfato e potássio, conforme a classificação adotada pelo governo.

A iniciativa surge em um cenário de crescente competição internacional por cadeias de suprimento mais diversificadas, reduzindo a dependência da China, que concentra parte significativa do processamento global desses minerais, especialmente de terras raras e ímãs permanentes.

Investimentos em pesquisa mineral devem crescer

Segundo o diagnóstico apresentado pelo governo, o Brasil possui reservas expressivas e já ocupa posição relevante na produção mineral mundial. No entanto, ainda há desafios para ampliar a pesquisa geológica, o beneficiamento dos minérios e a agregação de valor dentro do país.

Como parte dessa estratégia, o PNM 2050 prevê aumentar os investimentos anuais em pesquisa mineral de R$ 1,5 bilhão para R$ 2,7 bilhões. O objetivo é ampliar o conhecimento sobre o potencial geológico brasileiro e transformar novas áreas em empreendimentos economicamente viáveis.

Governo quer fortalecer a industrialização do setor mineral

Outro objetivo do plano é elevar a participação da indústria de transformação mineral no Produto Interno Bruto (PIB) do setor, passando de 51,5% para 65%.

Na prática, a proposta busca reduzir a exportação de matérias-primas com baixo nível de processamento e estimular a produção nacional de insumos de maior valor agregado, fortalecendo a cadeia produtiva brasileira.

Redução da burocracia também faz parte das metas

O governo também pretende diminuir o tempo médio de análise dos processos minerários. A meta é reduzir o prazo de 1.563 dias para 780 dias, atendendo a uma das principais demandas do setor privado, que aponta a lentidão regulatória como um dos maiores obstáculos para a implantação de novos projetos.

Plano ainda será detalhado

Apesar das metas estabelecidas, o PNM 2050 funciona como um documento de planejamento estratégico. Após sua publicação, o governo terá até 180 dias para apresentar um Plano de Metas e Ações, que definirá cronogramas, responsáveis, prioridades e mecanismos de financiamento para viabilizar as medidas previstas.

Paralelamente, o Congresso Nacional debate um novo marco legal para os minerais críticos. Um projeto já aprovado pela Câmara dos Deputados propõe mecanismos para incentivar pesquisas, ampliar o acesso ao financiamento, promover a agregação de valor e fortalecer a rastreabilidade da produção mineral. O texto ainda depende de análise do Senado.

Na avaliação do governo, a exploração dos minerais críticos ganhou importância estratégica diante das transformações da economia mundial. A intenção é evitar que o Brasil permaneça apenas como exportador de matéria-prima, ampliando sua presença nas etapas de processamento, desenvolvimento tecnológico e industrialização desses recursos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: NeoFeed

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Sustentabilidade

Petrobras investirá R$ 6 bilhões em polo de biocombustíveis na Refinaria de Cubatão

A Petrobras aprovou um investimento de US$ 1,2 bilhão, equivalente a cerca de R$ 6 bilhões, para implantar sua primeira unidade dedicada exclusivamente à produção de combustíveis renováveis. O projeto, denominado RPBC Biorrefino, será instalado na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP).

A iniciativa representa um dos principais investimentos da estatal na expansão da produção de biocombustíveis, com foco no atendimento da crescente demanda por combustíveis de menor emissão de carbono.

Unidade terá capacidade para produzir 15 mil barris por dia

A nova planta industrial será voltada à fabricação de bioquerosene de aviação (BioQAV) e diesel renovável, com capacidade para produzir até 15 mil barris diários.

Segundo o cronograma da companhia, a operação comercial está prevista para começar em 2030. Antes disso, a Petrobras deverá concluir a fase final de contratação dos fornecedores e assinatura dos contratos, enquanto o início das obras está previsto para ocorrer até o final de 2026.

Projeto faz parte do plano estratégico da Petrobras

Em comunicado encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informou que o empreendimento integra o Plano de Negócios 2026-2030 e foi incluído na carteira de projetos em implantação após avaliação das condições financeiras da companhia.

A Petrobras destaca que o investimento reforça sua estratégia de ampliar a participação no mercado de combustíveis de baixo carbono e contribuir para a transição energética no Brasil.

Produção atenderá novas exigências ambientais da aviação

A implantação da unidade também acompanha as mudanças regulatórias previstas para o setor aéreo.

Entre elas está o Corsia (Esquema de Compensação e Redução de Carbono para a Aviação Internacional), programa coordenado pela Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), que tornará obrigatória, a partir de 2027, a compensação das emissões de carbono em voos internacionais que envolvam o Brasil.

Nesse cenário, o BioQAV desponta como uma das principais alternativas para reduzir a pegada de carbono da aviação e cumprir as metas ambientais estabelecidas globalmente.

Lei do Combustível do Futuro impulsiona mercado de biocombustíveis

O projeto também está alinhado à Lei do Combustível do Futuro (Lei nº 14.993/2024), que estabelece diretrizes para ampliar o uso de combustíveis renováveis e incentivar a mobilidade de baixo carbono no país.

A legislação criou o ProBioQAV, programa que determina a redução gradual das emissões de gases de efeito estufa pelas companhias aéreas. A exigência começa em 2027, com meta inicial de 1%, e será ampliada progressivamente até alcançar 10% em 2037.

Além disso, a norma estabelece objetivos para ampliar a participação do diesel verde e das misturas de biodiesel na matriz energética nacional.

Com o novo investimento, a Petrobras fortalece sua atuação no segmento de biocombustíveis, ampliando a capacidade de produção de combustíveis sustentáveis e acompanhando a transformação do mercado energético brasileiro.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Teixeira/Agência Brasil

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Investimento

JetBio investirá US$ 2 bilhões para produzir SAF com etanol brasileiro em São Paulo

A JetBio, subsidiária brasileira da norte-americana Summit NextGen, anunciou um investimento de aproximadamente US$ 2 bilhões na construção de uma biorrefinaria em Paulínia, no interior de São Paulo. O empreendimento será destinado à produção de combustível sustentável de aviação (SAF) a partir do etanol brasileiro, reforçando a aposta do país como um dos principais polos globais de combustíveis de baixo carbono.

A empresa já adquiriu a área onde a unidade será instalada. O cronograma prevê o início das obras em 2027 e a entrada em operação comercial em 2030.

Projeto prevê capacidade inédita para produção de SAF

Quando estiver em funcionamento, a planta deverá produzir cerca de 1 bilhão de litros de SAF por ano, tornando-se a maior unidade do mundo baseada na tecnologia Alcohol-to-Jet (ATJ), que converte etanol em combustível para aeronaves.

Segundo o CEO da JetBio e da Summit NextGen, William Moore, a produção em larga escala é essencial para reduzir custos e tornar o combustível mais competitivo no mercado internacional.

De acordo com o executivo, são necessários aproximadamente 1,8 litro de etanol para gerar 1 litro de combustível sustentável de aviação, o que torna a economia de escala um fator decisivo para a viabilidade do projeto.

Brasil reúne vantagens para liderar o mercado de SAF

A escolha do Brasil para receber o primeiro grande investimento da companhia não ocorreu por acaso. Para a empresa, o país reúne condições estratégicas graças à ampla disponibilidade de etanol de baixa intensidade de carbono, característica considerada essencial para a produção de SAF competitivo.

Embora a Summit também tenha planejado instalar uma unidade semelhante nos Estados Unidos, o projeto foi temporariamente suspenso. Entre os fatores apontados estão mudanças no ambiente regulatório norte-americano e a redução de incentivos aos combustíveis de baixo carbono.

Outro diferencial brasileiro é a menor intensidade de carbono do etanol produzido no país, fator que aumenta o valor ambiental do combustível sustentável e favorece sua comercialização em mercados internacionais.

Etanol de cana, milho e resíduos fará parte da estratégia

A futura biorrefinaria utilizará diferentes fontes de etanol, incluindo matéria-prima proveniente da cana-de-açúcar, do milho e também de resíduos agrícolas.

A diversificação busca ampliar a competitividade do projeto e atender às exigências regulatórias de países que restringem o uso de matérias-primas que possam competir com a produção de alimentos.

A tecnologia empregada será fornecida pela empresa norte-americana Honeywell, responsável pelo desenvolvimento do processo completo de conversão do etanol em combustível de aviação sustentável.

Financiamento terá participação de bancos e investidores

O modelo financeiro prevê que metade dos recursos seja obtida por meio de financiamento e a outra metade com capital próprio e novos investidores.

A empresa já iniciou conversas com o BNDES para avaliar linhas de crédito e também estuda utilizar mecanismos de incentivo como o programa Eco Invest. Além disso, a estratégia inclui a entrada de parceiros brasileiros, tanto institucionais quanto do setor privado.

Produção será voltada principalmente ao mercado externo

A expectativa é que aproximadamente 90% do SAF produzido seja destinado à exportação, tendo como principais mercados consumidores a União Europeia e o Reino Unido, regiões que ampliam gradualmente as exigências para redução das emissões na aviação.

O escoamento da produção deverá ocorrer pelos portos de Santos e Paranaguá.

A companhia também avalia, no futuro, alternativas como o modelo book-and-claim, que permite negociar os atributos ambientais do combustível sem a necessidade de transportá-lo fisicamente até o comprador.

Projeto também prevê produção de diesel verde

Além do combustível sustentável de aviação, cerca de 5% da capacidade da planta será destinada à fabricação de diesel verde e combustível marítimo sustentável, ampliando a participação da empresa no mercado de combustíveis renováveis.

A longo prazo, a JetBio vislumbra um cenário em que o próprio SAF produzido abasteça embarcações responsáveis pelo transporte internacional do combustível, fortalecendo um ecossistema de logística de baixo carbono.

FONTE: Reset
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Reset

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Sustentabilidade

São Paulo terá primeira planta industrial de combustível sustentável de aviação produzido a partir da cana

O estado de São Paulo vai sediar a primeira planta industrial voltada à produção de combustível sustentável de aviação (SAF) obtido a partir de biogás gerado por resíduos da biomassa da cana-de-açúcar. A unidade será implantada no município de Elias Fausto, localizado a cerca de 45 quilômetros de Campinas.

A iniciativa prevê um cronograma de três anos e receberá investimentos de aproximadamente 7,8 milhões de euros. Desse total, 1,5 milhão de euros será financiado pelo governo da Alemanha.

Parceria internacional impulsiona o projeto

O empreendimento será executado pela Geo Bio Gas & Carbon, em parceria com a Coopersucar. A cooperação também conta com o apoio do Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento da Alemanha.

Segundo a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, o projeto está alinhado às metas climáticas do Estado de São Paulo, que busca ampliar a redução das emissões de gases de efeito estufa por meio de soluções sustentáveis.

Produção de SAF deve alcançar 750 litros por dia

A expectativa é que a planta produza cerca de 750 litros diários de SAF, combustível que poderá ser misturado ao querosene de aviação (QAV) convencional. A previsão inicial era de início da produção a partir de 2025.

O combustível sustentável de aviação é considerado uma das principais alternativas para diminuir a pegada de carbono do transporte aéreo, permitindo sua utilização na infraestrutura já existente do setor.

O que é o combustível sustentável de aviação?

O SAF é um biocombustível produzido a partir de diferentes matérias-primas renováveis, como óleos vegetais, gorduras animais, resíduos agrícolas e até óleo de cozinha usado.

Dependendo da matéria-prima e do processo de fabricação, esse combustível pode reduzir entre 60% e 80% das emissões de carbono em comparação ao querosene de aviação utilizado atualmente.

SAF é peça-chave para a descarbonização da aviação

A Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) estima que o SAF responderá por aproximadamente 65% da redução das emissões de carbono necessária para que a aviação alcance a meta de neutralidade climática até 2050.

A entidade também projeta que novas tecnologias, como aeronaves elétricas e movidas a hidrogênio, contribuirão com 13% dessa redução, enquanto melhorias operacionais e de infraestrutura representarão 3%. Os 19% restantes deverão vir de soluções de captura de carbono.

Brasil tem potencial para liderar a produção de SAF

Estudos elaborados pela consultoria Agroicone em conjunto com a organização Roundtable on Sustainable Biomaterials (RSB) apontam que o Brasil possui capacidade para produzir mais combustível sustentável de aviação do que consome atualmente.

A análise considera cinco principais fontes de matéria-prima: resíduos da cana-de-açúcar, resíduos de eucalipto, sebo bovino, gases provenientes do refino do aço e óleo de cozinha usado.

Atualmente, o consumo nacional de querosene de aviação gira em torno de 7,5 bilhões de litros por ano. Com o aproveitamento dessas matérias-primas, o país teria potencial para produzir cerca de 8,4 bilhões de litros de SAF anualmente, sendo que apenas os resíduos da cana responderiam por aproximadamente 77% desse volume.

FONTE: Brasil Agro
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Pixabay

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Internacional

Minerais críticos: União Europeia amplia apoio ao Brasil para desenvolver cadeia de valor

A União Europeia (UE) sinalizou interesse em ampliar a cooperação com o Brasil para impulsionar o desenvolvimento da cadeia de valor dos minerais críticos, incluindo investimentos em processamento, refino, transferência de tecnologia e qualificação profissional.

O anúncio foi feito pelo comissário europeu para Parcerias Internacionais, Jozef Síkela, durante o 2º Fórum de Investimento UE-Brasil sobre o Acordo de Associação UE-Mercosul, realizado em Brasília.

Segundo o representante europeu, o objetivo é contribuir para que o país avance além da exportação de matéria-prima, ampliando sua participação nas etapas de maior valor agregado da indústria mineral.

UE quer fortalecer produção e industrialização de minerais estratégicos

A proposta prevê apoio à instalação e expansão de atividades ligadas ao processamento de minerais, ao refino local e ao compartilhamento de conhecimento tecnológico.

De acordo com Síkela, a estratégia europeia busca criar oportunidades para que o Brasil fortaleça sua capacidade industrial no setor, ao mesmo tempo em que amplia a formação de mão de obra especializada.

A iniciativa integra os esforços da União Europeia para diversificar o fornecimento de minerais estratégicos, considerados fundamentais para segmentos como transição energética, mobilidade elétrica, tecnologias digitais e indústria de defesa.

Brasil ganha relevância no mercado global de minerais críticos

O Brasil possui algumas das maiores reservas de recursos minerais considerados essenciais para a economia do futuro, incluindo terras raras, lítio e níquel.

Nos últimos anos, a demanda internacional por esses insumos cresceu significativamente, impulsionada pelo avanço das energias renováveis, da eletrificação dos transportes e da digitalização da economia.

Diante desse cenário, o governo brasileiro tem defendido a ampliação do processamento interno desses minerais, com o objetivo de gerar empregos qualificados, estimular a inovação tecnológica e aumentar o valor agregado das exportações.

Projetos em Minas Gerais são destaque na cooperação

Durante sua passagem pelo Brasil, o comissário europeu destacou iniciativas voltadas ao processamento de terras raras em Minas Gerais como exemplos concretos do potencial de colaboração entre empresas brasileiras e europeias.

A União Europeia também avalia mecanismos que possam facilitar a entrada de investimentos privados em projetos considerados estratégicos, além de instrumentos para reduzir riscos e ampliar a viabilidade financeira dos empreendimentos.

Disputa global por minerais impulsiona novas parcerias

O fortalecimento da cooperação ocorre em um momento de crescente competição internacional pelo acesso a matérias-primas consideradas essenciais para a economia de baixo carbono.

Diversos países e blocos econômicos têm buscado reduzir sua dependência de cadeias globais de suprimentos e garantir acesso seguro a recursos fundamentais para a produção de baterias, equipamentos tecnológicos e sistemas de energia limpa.

Nesse contexto, o Brasil surge como um parceiro estratégico devido à abundância de reservas minerais e ao potencial de expansão de sua indústria de transformação.

Acordo UE-Mercosul reforça aproximação econômica

As declarações de Jozef Síkela também refletem o interesse europeu em aprofundar as relações econômicas com o Brasil e acelerar a implementação do acordo UE-Mercosul.

Considerado um dos mais relevantes pactos comerciais já negociados pelas duas regiões, o acordo é visto como uma ferramenta para ampliar investimentos, fortalecer cadeias produtivas e estimular o comércio entre os países envolvidos.

A cooperação na área de minerais críticos surge como um dos setores com maior potencial de crescimento dentro dessa nova fase de integração econômica.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Nacional

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Informação

Baterias de sódio podem revolucionar o setor energético e desafiar o domínio do lítio

As baterias de sódio estão surgindo como uma das principais apostas para transformar o futuro da energia global. De acordo com uma análise divulgada pelo Morgan Stanley, a tecnologia tem potencial para remodelar cadeias produtivas, impulsionar a eletrificação em larga escala e reduzir a dependência de matérias-primas estratégicas utilizadas atualmente na fabricação de baterias.

No relatório intitulado “Sal: o novo petróleo”, o banco destaca que o sódio, abundante e de baixo custo, pode assumir um papel semelhante ao que o petróleo desempenhou durante décadas na economia mundial, abrindo caminho para uma nova fase de desenvolvimento industrial e energético.

Mercado pode alcançar trilhões de watts-hora até 2035

Embora ainda esteja em estágio inicial de expansão, o mercado de armazenamento de energia com baterias de sódio apresenta perspectivas expressivas de crescimento.

As projeções do Morgan Stanley apontam para uma capacidade global de cerca de 830 gigawatts-hora (GWh) até 2030. Em 2035, esse volume poderá alcançar 2,4 terawatts-hora (TWh), com possibilidade de chegar a 3,7 TWh em cenários mais otimistas.

O avanço da tecnologia deve movimentar aproximadamente US$ 800 bilhões em investimentos ao longo da próxima década, abrangendo desde a produção de insumos até a expansão da infraestrutura elétrica e da indústria de armazenamento energético.

Menor custo e maior segurança energética impulsionam adoção

Um dos principais diferenciais das baterias de sódio é o custo competitivo. Segundo o relatório, a tecnologia pode ser entre 30% e 40% mais barata que as baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP), atualmente amplamente utilizadas em veículos elétricos e sistemas de armazenamento.

Além da vantagem econômica, o sódio oferece maior disponibilidade global, reduzindo a dependência de minerais concentrados em poucos países, como lítio, cobre e grafite. Esse fator ganha relevância diante do crescimento da demanda energética impulsionada pela inteligência artificial, centros de dados e expansão da mobilidade elétrica.

Outro ponto destacado é o desempenho superior em baixas temperaturas, característica que amplia o potencial de utilização em regiões de clima frio.

Três setores devem liderar a transformação

A análise identifica três segmentos com maior potencial de adoção da nova tecnologia nos próximos anos:

Armazenamento de energia

O setor de energy storage systems (ESS) aparece como principal motor de crescimento. O menor custo das baterias pode tornar economicamente viáveis projetos de armazenamento em larga escala, fortalecendo a estabilidade das redes elétricas.

Frotas comerciais

Empresas de transporte e logística podem acelerar a substituição de veículos movidos a diesel por alternativas elétricas, aproveitando os ganhos de eficiência e redução de custos operacionais.

Veículos compactos

No mercado automotivo, a tecnologia tende a ganhar espaço em carros de menor porte e custo reduzido, onde a autonomia máxima não é o principal critério de compra.

Avanço do sódio pode pressionar mercado de lítio

A expansão das baterias de sódio também representa um desafio para a indústria tradicional de baterias. O Morgan Stanley estima que a tecnologia poderá responder por cerca de 20% do mercado global até 2030 e alcançar até 37% em 2035.

Com isso, a demanda por compostos de lítio pode sofrer desaceleração, especialmente em aplicações relacionadas ao armazenamento de energia e veículos de entrada.

Embora o banco ainda projete forte consumo de lítio no curto prazo, uma mudança estrutural pode começar a ganhar força a partir de 2027, com reflexos sobre preços e investimentos no setor.

Além do lítio, fabricantes ligados às cadeias de cobre e grafite também poderão sentir os impactos, já que as baterias de sódio utilizam materiais alternativos, como alumínio e novas soluções à base de carbono.

China lidera corrida tecnológica

O relatório aponta a China como principal protagonista no desenvolvimento e na adoção comercial das baterias de sódio. O país já concentra investimentos relevantes e possui vantagem competitiva na produção em larga escala.

Enquanto isso, Estados Unidos e Europa avançam de forma mais gradual, buscando ampliar sua participação em uma tecnologia considerada estratégica para a segurança energética e a competitividade industrial.

Nova era energética pode redefinir mercados globais

Para os analistas do Morgan Stanley, o impacto das baterias de sódio vai além do setor elétrico. A combinação entre baixo custo, abundância de matéria-prima e menor dependência geopolítica pode acelerar a transição energética e criar novas oportunidades econômicas em escala global.

A expectativa é que a tecnologia deixe de ser vista apenas como alternativa ao lítio e passe a ocupar posição central na próxima geração de soluções energéticas, influenciando decisões de governos, investidores e grandes indústrias ao redor do mundo.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Léo Ramos Chaves / Revista Pesquisa FAPESP

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Informação

Setor nuclear brasileiro avança com missão da AIEA e nova estratégia de governança

O processo de modernização do setor nuclear brasileiro ganhou um novo impulso na última quarta-feira (18), com a visita de representantes da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) ao Ministério de Minas e Energia (MME). O encontro reuniu o ministro Alexandre Silveira, o oficial sênior de segurança nuclear da agência, Jean-René Jubin, e integrantes da indústria nuclear nacional para discutir medidas voltadas ao fortalecimento da governança, da segurança regulatória e da expansão sustentável da atividade nuclear no país.

Durante a reunião, o governo apresentou as diretrizes que orientam a atual política para o segmento, baseada em inovação, segurança operacional e alinhamento às melhores práticas adotadas internacionalmente.

Energia nuclear ganha espaço na estratégia energética do Brasil

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a energia nuclear é considerada um componente importante para garantir maior estabilidade ao sistema elétrico brasileiro e contribuir para a redução das emissões de carbono.

A avaliação do governo é que, apesar de o Brasil possuir uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, o uso da tecnologia nuclear pode ampliar a segurança do abastecimento, estimular o desenvolvimento tecnológico e fortalecer setores estratégicos da economia.

Além disso, a gestão federal pretende ampliar a competitividade da cadeia produtiva nuclear, incentivando investimentos e promovendo maior integração entre as diferentes etapas da atividade.

Nova governança busca modernizar o setor

Um dos principais pilares da reestruturação em andamento é a criação de um modelo de governança mais moderno e transparente. Entre as medidas previstas estão a separação das atividades de fiscalização e promoção do setor, a atualização do marco regulatório e o fortalecimento das empresas estatais ligadas à área nuclear.

Outro destaque é a consolidação da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), considerada uma das principais demandas históricas da AIEA e de organismos internacionais especializados. A iniciativa busca aumentar a credibilidade do ambiente regulatório brasileiro e criar condições mais favoráveis para novos investimentos.

Brasil se prepara para novas tecnologias nucleares

O plano também contempla a preparação do país para tecnologias emergentes, incluindo os pequenos reatores modulares (SMRs), apontados como uma das tendências da indústria nuclear mundial.

Além da geração de energia elétrica, o governo destaca que a tecnologia nuclear possui aplicações relevantes em áreas como medicina, pesquisa científica, agricultura e indústria, ampliando sua importância estratégica para o desenvolvimento nacional.

O Brasil ocupa posição de destaque nesse segmento por dominar etapas essenciais do ciclo do combustível nuclear e manter uma trajetória reconhecida internacionalmente pelo uso exclusivamente pacífico da tecnologia.

Revisão internacional está prevista para 2027

A visita da missão da AIEA faz parte dos preparativos para a realização da Integrated Regulatory Review Service (IRRS), revisão internacional por pares programada para 2027.

Coordenado pela agência internacional, o processo avaliará a estrutura regulatória brasileira e servirá como referência para aperfeiçoar continuamente os mecanismos de supervisão e segurança do setor nuclear.

Ao final do encontro, o governo reafirmou o compromisso com o uso pacífico da energia nuclear e com a ampliação da cooperação técnica e institucional junto à AIEA, buscando fortalecer a inovação, a capacitação profissional e a segurança energética do país.

FONTE: Ministério de Minas e Energia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MME

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Internacional

Brasil e Países Baixos firmam plano para ampliar cooperação em transição energética e bioeconomia

O Brasil e os Países Baixos deram mais um passo na construção de parcerias voltadas ao desenvolvimento sustentável. O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério de Assuntos Econômicos e Política Climática dos Países Baixos assinaram o Plano de Trabalho Brasil–Países Baixos 2026-2028, documento que estabelece as prioridades da cooperação bilateral em áreas ligadas à transição energética e à bioeconomia.

O acordo foi formalizado durante reunião realizada em 15 de junho e marca a primeira ação prática decorrente do Memorando de Entendimento firmado entre os dois países durante a COP30, realizada em 2025.

Parceria prevê intercâmbio de conhecimento e inovação

Representando o governo brasileiro, o secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Renato Dutra, participou das discussões que definiram as iniciativas conjuntas para os próximos três anos.

A proposta inclui a realização de encontros técnicos, missões institucionais e intercâmbio de conhecimento entre governos, universidades, centros de pesquisa e empresas dos dois países. O objetivo é acelerar o desenvolvimento de tecnologias voltadas à economia de baixo carbono e à redução das emissões de gases de efeito estufa.

Temas estratégicos estão entre as prioridades

A agenda de cooperação contempla áreas consideradas essenciais para o avanço da sustentabilidade energética. Entre os temas prioritários estão o combustível sustentável de aviação (SAF), hidrogênio de baixo carbono, bioenergia, biorrefinarias, captura e armazenamento de carbono (CCS), além de biocombustíveis e recursos biológicos sustentáveis.

As ações serão desenvolvidas em parceria com instituições brasileiras e holandesas, fortalecendo iniciativas ligadas à descarbonização da economia e à expansão de modelos produtivos mais sustentáveis.

Missões internacionais e projetos de pesquisa fazem parte do plano

Entre as atividades previstas para o período de 2026 a 2028 estão a participação conjunta em missões internacionais voltadas ao desenvolvimento de biorrefinarias integradas, a realização de mesas-redondas anuais com especialistas do setor público e privado e o incentivo a projetos de pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico.

A expectativa é ampliar a troca de experiências e estimular soluções capazes de fortalecer as cadeias produtivas associadas aos combustíveis renováveis e à transição energética global.

Cooperação fortalece oportunidades de investimento

Além do intercâmbio tecnológico, o plano busca criar um ambiente favorável para novos investimentos em setores estratégicos da economia sustentável. A iniciativa reforça a convergência entre Brasil e Países Baixos na promoção da inovação, do uso eficiente dos recursos naturais e da expansão da bioeconomia.

A parceria também abre caminho para o fortalecimento de projetos voltados à economia circular e ao desenvolvimento de tecnologias que contribuam para a neutralidade de carbono.

Relação bilateral já soma mais de 20 anos

A cooperação entre Brasil e Países Baixos nas áreas de ciência, tecnologia e inovação não é recente. Há mais de duas décadas, os dois países mantêm iniciativas conjuntas por meio de acordos institucionais, missões técnicas e projetos colaborativos.

Com o novo plano de trabalho, a expectativa é ampliar ainda mais essa relação estratégica, consolidando oportunidades de inovação, desenvolvimento sustentável e crescimento econômico baseado em energias limpas.

FONTE: Ministério de Minas e Energia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MME

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