Investimento

WEG investe R$ 840 milhões em geradores para atender demanda de data centers nos EUA

A WEG anunciou na segunda-feira (28) um investimento de US$ 165 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 840 milhões, para ampliar a capacidade de produção de geradores de energia na América do Norte. A expansão busca acompanhar o avanço da demanda por equipamentos destinados a aplicações críticas, especialmente nos data centers dos Estados Unidos.

Com o novo plano, a empresa estima elevar em cinco vezes sua capacidade global de fabricação de geradores, passando de aproximadamente 10 para 50 unidades por dia. O cálculo considera as fábricas da companhia no México, Estados Unidos, Brasil e China.

WEG amplia produção de geradores no México

A primeira fase do projeto terá investimento de US$ 24 milhões. Os recursos serão destinados à compra e adaptação de um imóvel industrial vizinho ao atual complexo da WEG em Atotonilco de Tula, no México.

A nova instalação será voltada à montagem de geradores e deve iniciar as operações no segundo trimestre de 2027.

A WEG já possui outras unidades industriais no país. Em Atotonilco de Tula, a companhia também mantém operações ligadas a fundição e revestimentos. Já a fábrica de Huehuetoca produz motores de baixa e média tensão, geradores, painéis, transformadores e subestações.

Em Monterrey, a empresa opera a estrutura incorporada após a aquisição da Marathon, que fabrica motores e geradores e mantém atividades de pesquisa e desenvolvimento.

Na segunda etapa do plano, serão aplicados os US$ 141 milhões restantes na construção de duas novas instalações industriais em uma localização ainda não divulgada na América do Norte.

A estrutura deverá contar com produção verticalizada, reunindo etapas como fabricação de lâminas, bobinas de baixa e média tensão, eixos e carcaças. A previsão da WEG é concluir essa fase até 2030.

Demanda por data centers impulsiona infraestrutura elétrica

A expansão acontece em meio ao crescimento da necessidade de infraestrutura de energia nos Estados Unidos, impulsionada, entre outros fatores, pela construção e ampliação de data centers.

A exposição da WEG ao setor vai além dos geradores. De acordo com relatório do BTG Pactual, cerca de 20% da receita de transmissão e distribuição (T&D) da empresa nos Estados Unidos já está associada a clientes de data centers, segundo informações fornecidas pela própria companhia.

Os sistemas de geração de energia de emergência são fundamentais para esses empreendimentos, que precisam manter suas operações mesmo diante de interrupções no fornecimento da rede elétrica.

A WEG atende esse mercado por meio de suas próprias operações e da Marathon Electric. Segundo o BTG, as duas marcas, juntas, representam cerca de 10% do mercado mundial de alternadores e grupos geradores.

A empresa também fornece outros equipamentos empregados na infraestrutura dos data centers, incluindo sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS), motores industriais e inversores de frequência utilizados em sistemas de refrigeração.

Expansão inclui produção de transformadores

O movimento ocorre paralelamente ao aumento da capacidade de fabricação de transformadores, equipamentos essenciais para a infraestrutura elétrica dos data centers.

A WEG mantém projetos de expansão nos Estados Unidos, México, Colômbia e Brasil. No mercado americano, a companhia destinou US$ 77 milhões para uma nova unidade de transformadores especiais, com conclusão estimada entre 2027 e 2028.

No México, outra fábrica deve entrar em operação no fim de 2026 ou no começo de 2027. Considerados em conjunto, os projetos devem aproximadamente dobrar a capacidade de produção de transformadores da WEG em relação ao nível registrado no fim de 2023.

Segundo o BTG Pactual, o impacto dessa capacidade adicional sobre os resultados deve ocorrer de maneira gradual, conforme as novas instalações entrarem em funcionamento. A utilização integral da estrutura ampliada é esperada somente no fim de 2027.

WEG adapta produção às tarifas dos EUA

A estratégia de expansão também está relacionada às mudanças nas tarifas de importação dos Estados Unidos.

Segundo o BTG, aproximadamente 41% do fornecimento associado às vendas da WEG no mercado americano tem origem no México. Outros 33% são provenientes da produção doméstica nos Estados Unidos, enquanto o Brasil responde por uma fatia entre 20% e 21%.

A companhia vem ajustando sua cadeia produtiva para o mercado americano, utilizando mudanças na origem da fabricação e reajustes de preços para compensar parte dos impactos provocados pelas tarifas.

O tema deve ser abordado no WEG Day, evento anual da companhia programado para sexta-feira (2), em Jaraguá do Sul (SC). Entre os assuntos esperados estão a expansão da produção de transformadores, a participação no mercado de data centers, os efeitos das tarifas americanas e os próximos passos da estratégia de crescimento.

O que acompanhar nos investimentos da WEG

Apesar do avanço da demanda por equipamentos elétricos, a expansão da capacidade produtiva também cria pontos de atenção para a companhia.

Um deles é o possível aumento da oferta nos próximos anos. A WEG e outros fabricantes estão investindo em novas fábricas para acompanhar o crescimento da demanda por eletricidade, transformadores e equipamentos destinados aos data centers.

Na avaliação do BTG Pactual, a entrada simultânea de novas unidades em 2027 e 2028 pode ampliar a oferta e provocar pressão sobre os preços em determinados segmentos. O risco tende a ser maior em produtos nos quais novos concorrentes conseguem aumentar a capacidade produtiva com maior facilidade.

As tarifas americanas também permanecem entre os fatores a serem monitorados. Embora a WEG esteja compensando parte dos custos com reajustes e alterações na origem da produção, eventuais mudanças na política tarifária ou na capacidade de repassar custos aos clientes podem afetar as margens da empresa.

Outro fator é o intervalo entre os investimentos e a geração de receita. Uma parcela significativa da nova capacidade de produção de geradores e transformadores só estará disponível nos próximos anos, enquanto os desembolsos começam antes da entrada completa das novas estruturas em operação.

Por fim, o ritmo de expansão dos data centers será importante para determinar a velocidade de absorção da capacidade adicional da WEG. A companhia possui diferentes linhas de produtos ligadas ao setor, mas o crescimento desses projetos nos Estados Unidos deverá influenciar diretamente a demanda por parte dessa nova estrutura produtiva.

A WEG encerrou 2025 com receita líquida de R$ 40,8 bilhões. A empresa possui unidades industriais em 18 países, presença comercial em mais de 135 mercados e mais de 49 mil funcionários. No ano passado, aproximadamente 59% da receita veio de vendas realizadas fora do Brasil.

FONTE: InvestNews
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Investimento

WEG investe R$ 280 milhões em nova fábrica de baterias em Itajaí

A WEG está ampliando sua atuação no setor de armazenamento de energia com a construção de uma nova fábrica em Itajaí, no Litoral de Santa Catarina. A unidade será voltada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias, conhecidos como BESS (Battery Energy Storage System).

O projeto prevê investimento de R$ 280 milhões e faz parte da estratégia da companhia para acompanhar o avanço da transição energética no Brasil.

Nova fábrica da WEG começa a operar em 2027

A previsão é que a fábrica entre em operação no segundo semestre de 2027. Quando estiver em plena atividade, a unidade terá capacidade para produzir até 2 gigawatt-hora (GWh) por ano.

Os sistemas BESS armazenam a eletricidade gerada em períodos de maior oferta para que ela possa ser utilizada posteriormente, especialmente nos momentos de maior consumo. A tecnologia contribui para aumentar a estabilidade, flexibilidade e eficiência do sistema elétrico.

Investimento tem financiamento do BNDES

Os R$ 280 milhões destinados ao projeto serão viabilizados por meio de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dentro do programa Mais Inovação.

O empreendimento foi o primeiro projeto contratado em uma chamada pública direcionada à transição energética e descarbonização, realizada em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Com sede em Jaraguá do Sul (SC), a WEG amplia, dessa forma, sua presença em um segmento considerado estratégico para o futuro da matriz energética.

Mercado de baterias pode movimentar bilhões

O investimento ocorre em meio às expectativas de crescimento do mercado brasileiro de armazenamento de energia.

Um estudo divulgado pela consultoria Greener aponta que o segmento pode movimentar R$ 22,5 bilhões até 2030. Já uma estimativa da Associação Brasileira de Soluções em Armazenamento de Energia (Absae) indica um potencial de até R$ 44 bilhões, caso o setor avance com a criação de um marco legal específico.

A demanda por sistemas de baterias também pode crescer entre grandes consumidores de eletricidade, incluindo data centers e unidades industriais.

Fábrica terá 90 empregos diretos

Além da produção, o projeto prevê a criação de 90 empregos diretos em Itajaí. A estrutura também contará com um laboratório para testes e desenvolvimento e uma subestação destinada à simulação de condições reais de funcionamento dos sistemas.

A iniciativa coloca Santa Catarina em uma posição de destaque no desenvolvimento da cadeia de tecnologia para armazenamento de energia.

WEG já produz baterias para diferentes mercados

A WEG já fabrica, em outras unidades, células, módulos e packs de baterias que somam aproximadamente 1 GWh de capacidade produtiva. Esses equipamentos são comercializados no Brasil e também em mercados internacionais, como África do Sul, Colômbia, Estados Unidos, México e Finlândia.

No país, a tecnologia já é utilizada em ônibus elétricos de São Paulo. Cada módulo de energia produzido pela empresa pode atender à recarga de até 120 veículos.

Outro projeto está em desenvolvimento em Fernando de Noronha, onde uma usina equipada com cerca de 30 mil painéis solares será integrada a um sistema BESS.

Sistema deve ampliar uso de energia solar em Fernando de Noronha

A expectativa é que o sistema de armazenamento permita o fornecimento de energia renovável durante a noite e em períodos de baixa geração solar, como dias nublados.

A previsão é que a estrutura esteja apta a operar até o fim de 2026. Com isso, poderá substituir a geração atualmente realizada por uma termelétrica movida a biodiesel, ampliando a participação da energia solar no abastecimento da ilha.

Palavras-chave: WEG, fábrica de baterias, armazenamento de energia, Itajaí, Santa Catarina, BESS, transição energética, energia solar, baterias, agronegócio

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: WEG/Divulgação/ND Mais

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Negócios

WEG anuncia nova fábrica de sistemas de armazenamento de energia em Itajaí (SC)

A WEG (WEGE3) confirmou que irá construir uma nova fábrica em Itajaí, Santa Catarina, dedicada à produção de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS). O anúncio foi feito nesta quarta-feira e reforça a estratégia da companhia de ampliar sua atuação em soluções ligadas à transição energética.

Capacidade produtiva chegará a 2 GWh por ano

Com a nova unidade, a capacidade produtiva da WEG em sistemas BESS poderá alcançar até 2 gigawatts-hora (GWh) anuais. A ampliação ocorre em um cenário de crescimento das oportunidades no mercado brasileiro de armazenamento de energia, impulsionado pela expectativa de um leilão inédito do governo federal para contratação desses sistemas no setor elétrico.

Investimento conta com apoio do BNDES

As obras da nova fábrica devem começar em breve, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2027. O projeto será financiado em parte com R$ 280 milhões do programa BNDES Mais Inovação, voltado ao estímulo de iniciativas tecnológicas e industriais no país.

Unidade será referência tecnológica no Brasil

Em comunicado, a empresa destacou que a planta será a mais moderna do Brasil no segmento de armazenamento de energia. Segundo a WEG, o investimento representa um avanço estratégico na oferta de soluções voltadas à eficiência energética e à descarbonização da matriz elétrica.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Adobe Stock

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Importação

Imposto de importação sobe e encarece equipamentos solares; alíquota de inversores e BESS chega a 20%

Equipamentos utilizados em projetos de energia solar devem ficar mais caros no Brasil após decisão do Governo Federal, que elevou o imposto de importação sobre diversos produtos. A medida amplia a pressão sobre um setor que já enfrenta aumento nos custos de matérias-primas e o fim de incentivos fiscais concedidos anteriormente pelo governo chinês aos módulos fotovoltaicos.

Com a mudança, passam a ser diretamente impactados inversores, microinversores, sistemas de armazenamento de energia (BESS) e geradores fotovoltaicos importados com potência superior a 75 kW.

Repasse ao consumidor é considerado inevitável

Distribuidores de equipamentos fotovoltaicos ouvidos pelo Canal Solar avaliam que a elevação das alíquotas deve resultar em repasse integral ao preço final. Segundo empresários do setor, as margens de operação já são bastante estreitas, o que reduz a capacidade de absorver novos custos tributários.

Na avaliação de um dos entrevistados, qualquer aumento de imposto terá impacto direto no mercado. “Não há espaço para absorver esse custo. O aumento no preço final é certo”, afirmou.

Como funciona o realinhamento das alíquotas

A medida aprovada estabelece um realinhamento do Imposto de Importação para bens classificados como bens de capital (BK) e bens de informática e telecomunicações (BIT). De acordo com a nota técnica do governo, produtos com alíquotas inferiores a 7% passam a ser tributados em 7,0%; aqueles entre 7% e 12,6% sobem para 12,6%; e bens com alíquotas acima de 12,7% passam a pagar 20%.

Com isso, as tarifas se concentram em três faixas principais: 7,0%, 12,6% e 20,0%, mantendo exceções já aprovadas pelo Gecex para BK e BIT acima desse patamar, além de um grupo específico de produtos estratégicos voltados a datacenters.

Inicialmente, a proposta previa elevação para 7%, mas o Gecex decidiu ajustar para 7,2%, em conformidade com as regras da Tarifa Externa Comum.

Impacto vai além do setor de energia

As mudanças não se limitam ao segmento de energia solar. A decisão afeta todos os produtos enquadrados como BK e BIT, incluindo máquinas industriais, equipamentos elétricos, componentes eletrônicos, além de sistemas de automação e telecomunicações.

Na prática, o novo patamar tributário eleva os custos desses itens, com reflexos potenciais sobre investimentos, preços finais e decisões de compra em diversos setores da economia. As medidas foram aprovadas durante a 233ª Reunião Ordinária do Gecex e entram em vigor após publicação no Diário Oficial da União (DOU), prevista para os próximos dias.

Módulos fotovoltaicos permanecem com alíquota de 25%

Os módulos fotovoltaicos, cuja alíquota já havia sido recomposta anteriormente, não são atingidos pelo novo realinhamento e seguem tributados em 25%, já que a decisão do Gecex abrange apenas alíquotas de até 20%.

Segundo o comitê, produtos atualmente com alíquota zero e fora do regime de ex-tarifário só serão impactados a partir de 1º de março, prazo que permite aos importadores solicitar o enquadramento no regime especial.

FONTE: Canal Solar
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ilustração/IA

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