Internacional

EUA intensificam ataques ao Irã e elevam tensão no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos realizaram nesta segunda-feira (20) o nono dia consecutivo de ataques contra o Irã, ampliando a escalada militar no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, cresce a preocupação com a segurança no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, após autoridades iranianas relatarem a explosão e a paralisação de dois petroleiros na região.

O aumento das hostilidades ocorre após o colapso de um acordo de cessar-fogo firmado há cerca de um mês, reacendendo os confrontos e aumentando os riscos para o comércio internacional de energia.

Irã afirma ter atingido bases e instalações militares dos EUA

A Guarda Revolucionária Islâmica informou que lançou mísseis balísticos contra alvos militares americanos em diferentes países da região. Segundo o comunicado, foram atingidas aeronaves dos EUA no aeroporto de Aqaba, na Jordânia, além de instalações militares no campo de Al-Adiri e na Base Aérea Ali Al Salem, no Kuwait. O grupo também afirmou ter atacado posições americanas na Síria.

Em meio aos ataques, o Ministério do Interior do Bahrein informou que sirenes de alerta foram acionadas durante a manhã. Já o Exército do Kuwait declarou ter interceptado drones considerados hostis durante a ofensiva iraniana.

Washington anuncia nova ofensiva militar

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) confirmou o início de uma nova etapa da operação militar, afirmando que os ataques têm como objetivo reduzir a capacidade do Irã de realizar ações contra embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz. O órgão, no entanto, não divulgou detalhes sobre os alvos atingidos.

De acordo com a agência iraniana Tasnim, mísseis americanos atingiram diversas cidades durante a madrugada, incluindo Tabriz, Chabahar, Konarak, Bandar Mahshahr e Bandar Imam Khomeini.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as operações militares continuarão enquanto o Irã representar uma ameaça à navegação internacional.

Segundo Rubio, o Estreito de Ormuz é uma hidrovia de interesse global e os Estados Unidos manterão sua resposta militar sempre que embarcações comerciais forem alvo de ataques. Apesar disso, o governo americano declarou permanecer aberto a uma solução diplomática.

Estreito de Ormuz concentra preocupação do mercado global

As tensões também afetam diretamente a infraestrutura da região. O governo do Kuwait informou que uma usina de dessalinização foi atingida pelo segundo dia consecutivo, provocando um incêndio em uma instalação considerada essencial para o abastecimento de água.

Enquanto isso, o órgão britânico United Kingdom Maritime Trade Operations (UKMTO) informou ter recebido um relato sobre uma embarcação em chamas próxima à costa de Omã, embora a causa do incidente ainda não tenha sido confirmada.

A Guarda Revolucionária iraniana declarou que dois petroleiros ficaram imobilizados após explosões enquanto navegavam por uma rota ao sul do estreito, considerada insegura por Teerã. Segundo o governo iraniano, as embarcações teriam sido orientadas pelas forças americanas a utilizar esse trajeto.

As autoridades iranianas não divulgaram informações sobre os navios, como bandeira, nacionalidade da tripulação ou existência de vítimas.

Em novo comunicado, a Guarda Revolucionária afirmou que o Estreito de Ormuz continuará oferecendo riscos enquanto os ataques americanos persistirem, alertando para possíveis impactos no transporte de petróleo, gás natural e produtos petroquímicos.

Fluxo de navios diminui e petróleo sobe no mercado internacional

Dados da LSEG apontam que apenas quatro embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz no domingo, metade do volume registrado no dia anterior. Desde a última sexta-feira (17), ao menos três navios-tanque de derivados e um superpetroleiro ingressaram na região para operações de carregamento.

A instabilidade também repercutiu no mercado internacional, com os preços do petróleo avançando cerca de 2% nesta segunda-feira e superando a marca de US$ 90 por barril.

Conflito amplia número de vítimas militares

As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram a morte de mais um militar durante uma operação no norte do Iraque. Segundo o CENTCOM, o soldado participava da detonação controlada de munições remanescentes de um drone iraniano abatido.

Anteriormente, Washington havia informado a morte de dois militares na Jordânia e o desaparecimento de um terceiro. No domingo, o comando americano comunicou que restos mortais não identificados foram encontrados no local do ataque e seguem em processo de identificação.

Com a atualização, o número de militares americanos mortos desde o início do conflito chegou a 17, enquanto mais de 420 soldados ficaram feridos.

A guerra teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã com o objetivo declarado de enfraquecer os programas nuclear e de mísseis de Teerã. Desde então, o conflito já deixou milhares de mortos, principalmente em território iraniano e no Líbano.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/CENTCOM

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Internacional

Irã amplia ameaça a rotas marítimas após bloqueio dos EUA e mantém Estreito de Ormuz fechado

A crise entre Irã e Estados Unidos ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (15). Após o fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã e a retomada do bloqueio naval norte-americano aos portos iranianos, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) afirmou que poderá atingir outros corredores marítimos estratégicos utilizados por Washington e seus aliados.

Em comunicado divulgado pela agência estatal IRNA, a corporação declarou que “as exportações regionais de energia serão compartilhadas por todos ou negadas a todos”, reforçando o tom de retaliação diante das recentes ações militares e econômicas dos EUA.

Bab el-Mandeb pode se tornar novo foco do conflito

Especialistas avaliam que o governo iraniano pode recorrer aos Houthis, grupo aliado no Iêmen, para ampliar a pressão sobre o Ocidente. A possibilidade envolve o fechamento do Estreito de Bab el-Mandeb, passagem que conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e é considerada uma das principais rotas do comércio marítimo global e das exportações de petróleo da Arábia Saudita.

Uma autoridade houthi afirmou no início da semana que o grupo está preparado para bloquear a navegação na região caso os ataques sauditas ao Iêmen continuem. Segundo a declaração, uma interrupção dessa rota poderia elevar o preço do petróleo para até US$ 200 por barril.

Houthis retomam ataques e ampliam riscos ao comércio internacional

A tensão aumentou após forças houthis lançarem mísseis contra a Arábia Saudita, acusando o país de bombardear um aeroporto sob controle do grupo. O episódio rompe uma trégua que havia durado quatro anos entre as partes.

Desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, os Houthis intensificaram ataques contra embarcações comerciais no Mar Vermelho, alegando que os alvos mantinham vínculos com Israel. As ações provocaram impactos relevantes nas cadeias globais de abastecimento e no transporte marítimo internacional.

EUA ampliam ofensiva militar contra posições iranianas

Enquanto isso, as Forças Armadas dos EUA anunciaram uma nova fase de operações militares com o objetivo de reduzir a capacidade iraniana de atacar embarcações no Estreito de Ormuz.

Segundo Washington, sete navios comerciais foram atingidos na última semana, deixando mortos, desaparecidos e feridos entre as tripulações.

Na noite de terça-feira (14), o Comando Central dos EUA informou que realizou ataques durante aproximadamente sete horas contra dezenas de alvos militares próximos ao estreito e em áreas costeiras do Irã.

Já o governo iraniano afirmou que os bombardeios norte-americanos deixaram ao menos 30 civis mortos nos últimos dias no sul do país.

Teerã mantém bloqueio de Ormuz e relata ataques a bases dos EUA

A Guarda Revolucionária declarou que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até o que chamou de “fim dos males dos Estados Unidos”. Antes da escalada do conflito, cerca de 20% das exportações globais de petróleo e gás passavam diariamente pela região.

Além disso, o IRGC informou ter realizado ataques contra instalações militares e logísticas ligadas à Quinta Frota dos EUA, no Bahrein, além de ações em Mina Abdullah, no Kuwait, e contra uma base norte-americana em Azraq, na Jordânia.

Autoridades do Kuwait confirmaram que um incêndio provocado por ataques foi controlado, embora não tenham informado se o local corresponde ao citado pelos militares iranianos.

Na Jordânia, a defesa aérea anunciou a interceptação de três mísseis balísticos lançados a partir do território iraniano durante a madrugada desta quarta-feira.

Trump ameaça ampliar ofensiva contra setor energético iraniano

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que poderá ordenar ataques contra instalações do setor energético e infraestrutura do Irã caso Teerã não retome as negociações diplomáticas.

Durante entrevista à Fox News, Trump declarou que os alvos ligados à energia seriam atingidos caso não haja um acordo entre os dois países. Segundo ele, negociadores norte-americanos seguem em contato com representantes iranianos para buscar uma solução diplomática.

O presidente também recuou da proposta anunciada anteriormente de criar uma taxa de 20% sobre o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz. Em substituição, afirmou que pretende buscar acordos de investimento com países do Golfo.

Petróleo reage à crise no Oriente Médio

A intensificação do conflito voltou a pressionar o mercado internacional. Os preços do petróleo Brent e do WTI registraram nova alta nesta quarta-feira (15), após já acumularem valorização de cerca de 2% na sessão anterior.

O avanço das cotações reflete a preocupação dos investidores com possíveis interrupções no fornecimento de petróleo diante das restrições impostas no Estreito de Ormuz, considerado um dos pontos mais estratégicos para o abastecimento energético mundial.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Exportação

Exportações para a China batem recorde no primeiro semestre de 2026 e fortalecem comércio com o Brasil

As exportações brasileiras para a China atingiram um novo recorde no primeiro semestre de 2026, consolidando o país asiático como o principal parceiro comercial do Brasil. Levantamento do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) aponta que as vendas ao mercado chinês somaram US$ 58,3 bilhões, crescimento de 22% em relação ao mesmo período de 2025.

No mesmo intervalo, as importações brasileiras de produtos chineses também registraram máxima histórica, chegando a US$ 38,5 bilhões. Com isso, a corrente de comércio entre os dois países alcançou US$ 96,9 bilhões, o maior resultado já registrado para um primeiro semestre.

China responde por quase metade do superávit comercial brasileiro

O estudo mostra que o saldo positivo do Brasil nas negociações com a China foi de US$ 19,8 bilhões, valor equivalente a 47% de todo o superávit da balança comercial brasileira, que somou US$ 42,4 bilhões no período.

Desde 2009, o Brasil mantém resultados positivos nas transações comerciais com os chineses, reforçando a importância da parceria para o desempenho das exportações nacionais.

A influência da China também se reflete na participação sobre o comércio exterior. O país foi destino de 31,6% de todas as exportações brasileiras, percentual quase três vezes superior ao registrado pelos Estados Unidos. Nas importações, os chineses responderam por 27% das compras brasileiras realizadas no exterior.

China amplia vantagem como maior parceiro comercial do Brasil

Os números confirmam o crescimento da relação econômica entre os dois países. Enquanto o intercâmbio comercial entre Brasil e China atingiu US$ 96,9 bilhões, o comércio com os Estados Unidos, segundo maior parceiro brasileiro, totalizou US$ 36,4 bilhões.

O levantamento do CEBC também destaca que o avanço das vendas para a China foi um dos principais responsáveis pelo crescimento de 11,5% das exportações brasileiras no semestre. Entre os dez maiores destinos dos produtos nacionais, apenas Índia e Singapura apresentaram expansão superior.

Soja lidera embarques, enquanto petróleo registra maior crescimento

A soja permaneceu como o principal produto exportado pelo Brasil para a China, movimentando US$ 20,2 bilhões entre janeiro e junho. O grão representou 34,7% das exportações brasileiras destinadas ao mercado chinês, que absorveu cerca de 70% de toda a soja embarcada pelo país.

Já o maior avanço foi registrado pelo petróleo bruto. As exportações cresceram 62% e alcançaram US$ 15,1 bilhões, impulsionadas pelo aumento do volume exportado e pela valorização internacional da commodity.

Segundo o estudo, as tensões geopolíticas no Oriente Médio contribuíram para que a China ampliasse a diversificação de fornecedores, fortalecendo o Brasil como um parceiro estratégico no fornecimento de petróleo.

Os meses de março, abril e junho de 2026 registraram os maiores faturamentos mensais da história das exportações brasileiras de petróleo para a China desde o início da série histórica, em 1997. Atualmente, o país asiático compra 54% de todo o petróleo exportado pelo Brasil.

Minério de ferro mantém relevância nas exportações

Outro destaque da pauta comercial foi o minério de ferro. O Brasil exportou 135 milhões de toneladas para a China no primeiro semestre, maior volume já registrado para o período.

Em receita, o produto gerou US$ 9,2 bilhões, crescimento de 9,4% na comparação anual. A China permaneceu responsável por quase 69% das compras externas do minério brasileiro, consolidando sua posição como principal mercado consumidor.

Carne bovina bate recorde nas vendas ao mercado chinês

A carne bovina brasileira também registrou desempenho histórico. As exportações para a China totalizaram US$ 4,8 bilhões, alta de 50% e novo recorde para um primeiro semestre.

O crescimento foi impulsionado pela antecipação dos embarques antes do esgotamento da cota de importação com tarifa reduzida. A expectativa do CEBC é de desaceleração nas vendas durante a segunda metade do ano, devido à incidência de tarifa adicional de 55% sobre os volumes que excederem o limite estabelecido.

Mesmo assim, a China continuou absorvendo 53% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil.

Também houve crescimento expressivo nas exportações de carne de frango, algodão, minério de cobre, ferroligas e outros produtos minerais.

Rio de Janeiro lidera exportações para a China

Entre os estados brasileiros, o Rio de Janeiro foi o maior exportador para o mercado chinês no período.

As vendas fluminenses chegaram a US$ 13,6 bilhões, representando 23,3% das exportações nacionais destinadas à China. O petróleo respondeu por 94% da pauta exportadora estadual.

Na sequência aparecem Mato Grosso, impulsionado pela soja, e Minas Gerais, com destaque para o minério de ferro.

Veículos eletrificados impulsionam importações da China

Do lado das importações, os veículos eletrificados lideraram o crescimento das compras brasileiras.

As aquisições de carros elétricos, híbridos e híbridos plug-in somaram US$ 5,35 bilhões no primeiro semestre de 2026, impulsionadas pela antecipação das importações antes da entrada em vigor da tarifa de 35% aplicada em julho.

Os híbridos plug-in responderam por US$ 2,79 bilhões, enquanto os veículos totalmente elétricos movimentaram US$ 2 bilhões. A China foi responsável por 88% dos veículos eletrificados importados pelo Brasil, mantendo ampla liderança nesse segmento.

Espírito Santo concentra entrada de carros chineses

Embora São Paulo permaneça como principal estado importador de produtos chineses, o Espírito Santo ganhou protagonismo na entrada de veículos eletrificados.

O estado concentrou 57% dos desembarques desses automóveis no país, e aproximadamente 65% das importações capixabas provenientes da China correspondem a veículos elétricos, híbridos e híbridos plug-in.

Parceria econômica ganha ainda mais importância

Os resultados do primeiro semestre mostram o aprofundamento da relação comercial entre Brasil e China. Enquanto o mercado chinês amplia sua demanda por commodities brasileiras, como soja, petróleo, minério de ferro e proteínas animais, o Brasil amplia as importações de produtos industrializados, especialmente veículos eletrificados, equipamentos tecnológicos e componentes industriais.

O desempenho reforça a posição da China como principal parceiro comercial brasileiro e evidencia sua relevância para a balança comercial, o crescimento das exportações e a integração do Brasil às cadeias globais de produção.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ricardo Stuckert

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Internacional

Trump anuncia pedágio de 20% no Estreito de Ormuz e restabelece bloqueio a portos iranianos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (13) a criação de um pedágio de 20% sobre as cargas que transitarem pelo Estreito de Ormuz, além da retomada do bloqueio direcionado aos portos do Irã.

A decisão foi divulgada por meio de uma publicação na rede social Truth Social. Na mensagem, Trump afirmou que a passagem marítima continuará aberta ao tráfego internacional, mas declarou que os Estados Unidos passarão a atuar como “guardiões” da rota, justificando a cobrança como forma de compensar os custos com a segurança da região.

Estreito de Ormuz seguirá aberto ao comércio internacional

Segundo o presidente norte-americano, apenas embarcações e clientes ligados ao Irã serão afetados pelo bloqueio restabelecido. Os demais países continuarão com acesso livre ao Estreito de Ormuz, considerado uma das principais rotas do comércio global de petróleo.

Trump afirmou que os Estados Unidos serão reconhecidos como “o guardião do Estreito de Ormuz” e, por esse motivo, receberão o equivalente a 20% do valor de toda a carga transportada pela via marítima. De acordo com ele, a cobrança serviria para cobrir os gastos necessários à proteção de uma das regiões mais sensíveis do cenário geopolítico mundial.

Trump volta a criticar o Irã e ameaça novas ações

Em entrevista concedida à Fox News também nesta segunda-feira (13), Trump voltou a elevar o tom contra o governo iraniano. O republicano afirmou que os Estados Unidos responderão “com muita força” após, segundo ele, o Irã não cumprir um acordo previamente negociado entre os dois países.

O presidente declarou ainda que Washington intensificou as ações militares sempre que drones iranianos foram lançados e alegou que um entendimento considerado fechado acabou sendo rompido por Teerã.

Tensão aumenta após ofensiva militar dos EUA

As declarações de Trump ocorrem em meio ao aumento das tensões entre Washington e Teerã. No último fim de semana, as Forças Armadas dos Estados Unidos ampliaram o número de ataques contra alvos iranianos, elevando a preocupação com uma possível escalada do conflito na região.

O Estreito de Ormuz é considerado estratégico para o transporte internacional de petróleo e gás natural, tornando qualquer medida envolvendo a rota um fator de impacto para o mercado de energia e para a economia global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Economia

Eletrificação da economia: União Europeia prepara plano para reduzir dependência de petróleo e gás

A União Europeia (UE) está preparando um amplo plano para acelerar a eletrificação da economia e diminuir a dependência de petróleo e gás natural. A proposta, elaborada pela Comissão Europeia e prevista para ser apresentada em 17 de julho, reúne medidas regulatórias e linhas de financiamento voltadas à ampliação do uso da eletricidade em diversos setores da economia.

A iniciativa faz parte da estratégia do bloco para enfrentar os impactos da recente instabilidade geopolítica no Oriente Médio, que elevou os preços da energia e aumentou os custos das importações de combustíveis fósseis.

Guerra elevou custos das importações de energia

Segundo dados da própria União Europeia, desde o fim de fevereiro, a conta com a importação de petróleo e gás aumentou em cerca de 50 bilhões de euros (aproximadamente US$ 57 bilhões). O cenário reforçou a necessidade de reduzir a dependência externa e acelerar a adoção de fontes de energia limpa.

Como resposta, Bruxelas pretende estabelecer uma meta para que uma parcela mínima do consumo energético do bloco seja atendida por eletricidade até 2040. O percentual ainda não foi definido, já que o documento segue em fase de elaboração.

Transporte, indústria e residências estão entre os setores prioritários

O plano prevê ampliar a eletrificação em diferentes áreas da economia. Entre as mudanças esperadas estão a substituição de veículos movidos a gasolina e diesel por veículos elétricos, a troca de caldeiras a gás por bombas de calor nas residências e a modernização de processos industriais com equipamentos alimentados por eletricidade em substituição aos combustíveis fósseis.

A Comissão Europeia também reconhece que o alto investimento inicial ainda representa um dos principais obstáculos para essa transformação, apesar de tecnologias eletrificadas apresentarem menor custo de operação ao longo do tempo.

Incentivos fiscais e novas regras para acelerar a transição

Para impulsionar a mudança, a proposta prevê uma série de incentivos. Entre eles está a possibilidade de reduzir o IVA sobre baterias domésticas, carros elétricos e bombas de calor, além da criação de um programa de financiamento para projetos industriais que utilizem eletricidade gerada por fontes renováveis na produção de calor.

O documento também prevê que a Comissão avalie tornar obrigatória a instalação de bombas de calor em edifícios públicos durante futuras contratações governamentais. Outra medida em estudo é o estabelecimento de metas mais rigorosas para a aquisição de veículos elétricos pelo setor público.

UE quer eliminar subsídios aos combustíveis fósseis

Outra frente da estratégia será a retirada gradual dos subsídios destinados aos combustíveis fósseis, tornando a eletricidade mais competitiva em relação ao petróleo e ao gás.

Na avaliação da Comissão Europeia, fortalecer uma matriz baseada em energia limpa, produzida internamente e com maior segurança energética, é uma questão estratégica para o bloco diante das incertezas do cenário internacional. O documento destaca ainda que uma mudança estrutural rumo à eletrificação é considerada essencial para ampliar a autonomia energética da União Europeia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Yves Herman

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Exportação

Imposto sobre exportação de petróleo permanece em 12% por mais 60 dias

O governo federal decidiu manter por mais dois meses a cobrança de 12% de Imposto de Exportação sobre o petróleo bruto e os minerais betuminosos. A medida foi aprovada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) e continuará em vigor por até 60 dias, com possibilidade de revisão após o primeiro mês.

A decisão foi anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que justificou a prorrogação diante do aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e dos possíveis impactos no mercado internacional de energia.

Conflitos no Oriente Médio motivaram a decisão

Segundo o governo, a manutenção da alíquota foi motivada pela piora do cenário internacional, especialmente após a retomada das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, além da instabilidade registrada no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

A preocupação é que eventuais interrupções no fluxo da commodity elevem os preços internacionais e afetem o abastecimento de combustíveis no Brasil.

Objetivo é proteger o mercado interno

De acordo com o MDIC, a continuidade da tributação busca garantir matéria-prima para as refinarias instaladas no país e preservar o fornecimento de combustíveis ao mercado interno.

A pasta afirma que a medida pretende assegurar condições adequadas para o funcionamento do parque nacional de refino, reduzindo riscos de desabastecimento em um momento de maior instabilidade no cenário externo.

Tributo foi criado para compensar redução de impostos sobre o diesel

O Imposto de Exportação sobre o petróleo foi instituído em março por meio de uma medida provisória, como forma de compensar a redução de tributos federais incidente sobre o diesel.

Na ocasião, o governo adotou a iniciativa para minimizar os efeitos da alta dos combustíveis provocada pelas tensões internacionais que pressionavam o preço do barril de petróleo.

Embora a medida provisória tenha perdido a validade, o Gecex manteve a cobrança por decisão administrativa, já que o imposto possui caráter regulatório e não depende de nova aprovação do Congresso Nacional.

Alta do petróleo levou governo a rever estratégia

Inicialmente, a equipe econômica avaliava reduzir gradualmente a alíquota até eliminá-la, caso os preços internacionais do petróleo permanecessem em níveis mais baixos.

No entanto, o agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã alterou esse cenário. A valorização do petróleo Brent, que voltou a se aproximar dos US$ 80 por barril, reforçou as preocupações sobre possíveis impactos no abastecimento global.

O Estreito de Ormuz, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, concentra aproximadamente 20% do petróleo comercializado no mundo, tornando qualquer instabilidade na região um fator de pressão para os preços internacionais.

Nova avaliação ocorrerá em 30 dias

O governo informou que acompanhará a evolução do mercado internacional antes de decidir os próximos passos. A alíquota será reavaliada pelo Gecex dentro de 30 dias, considerando o comportamento dos preços do petróleo e o cenário geopolítico.

Além disso, o Ministério da Fazenda também estuda possíveis ajustes no cronograma de retirada de incentivos relacionados aos combustíveis, diante das incertezas no mercado global.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Economia

Economia global deve desacelerar em 2026 após guerra com Irã e avanço da inflação, alerta FMI

A economia global deve perder força em 2026, impulsionada pelos impactos da guerra envolvendo o Irã e pelo aumento da inflação mundial. O alerta foi divulgado nesta quarta-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que revisou para baixo suas projeções de crescimento econômico.

Segundo a instituição, a escalada do conflito afetou as cadeias de fornecimento de energia, elevou os preços das commodities e ampliou as pressões inflacionárias em diversas regiões do planeta.

Crescimento econômico será menor em 2026

Na atualização do relatório Perspectiva da Economia Mundial, o FMI estima que o crescimento da economia mundial cairá para 3% em 2026, abaixo dos 3,5% registrados no ano anterior. O número também representa uma leve redução em relação à projeção de 3,1% divulgada em abril, indicando que os efeitos do conflito tendem a se prolongar.

A entidade ressalta, porém, que o cenário continua cercado de incertezas e pode sofrer novas alterações conforme a evolução das tensões geopolíticas.

Guerra no Oriente Médio amplia riscos para o mercado de energia

De acordo com o FMI, os ataques realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã provocaram retaliações iranianas à infraestrutura energética da região, agravando um ambiente econômico que já enfrentava os efeitos da pandemia de Covid-19 e da guerra entre Rússia e Ucrânia.

Nos últimos dias, novos ataques contra navios que tentavam atravessar o Estreito de Hormuz voltaram a gerar preocupações sobre a estabilidade do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã. Além disso, o governo norte-americano revogou a autorização que permitia temporariamente a ampliação das exportações de petróleo iraniano.

Embora o presidente Donald Trump tenha declarado durante reunião da OTAN, na Turquia, que acredita no fim do conflito, o FMI avalia que a situação permanece instável.

Inflação mundial deve acelerar

As dificuldades no transporte marítimo pelo Estreito de Hormuz elevaram os preços da energia, refletindo diretamente no custo de vida em diversos países.

Com esse cenário, a expectativa é que a inflação global avance de 4,1% em 2025 para 4,7% em 2026, impulsionada principalmente pelos preços elevados das commodities.

Economia demonstra resiliência, apesar dos desafios

Mesmo com perspectivas menos favoráveis para 2026, o FMI afirma que a economia internacional apresentou desempenho superior ao esperado no início deste ano.

Entre os fatores que contribuíram para esse resultado estão a expansão das energias renováveis, que ajudou a reduzir parte dos impactos da alta do petróleo, e o aumento dos investimentos em inteligência artificial, responsável por estimular a atividade econômica em diferentes setores.

Segundo os economistas do Fundo, a economia mundial conseguiu absorver os efeitos iniciais da guerra de maneira melhor do que se previa.

Oriente Médio concentra as maiores perdas

Os países produtores de petróleo no Oriente Médio aparecem entre os mais afetados pelo conflito e devem registrar retrações econômicas significativas ao longo do ano.

No caso do Irã, entretanto, a projeção econômica foi ligeiramente revisada para cima em relação ao relatório de abril, graças ao relaxamento temporário das sanções sobre suas exportações de petróleo. Essa flexibilização, no entanto, foi encerrada nesta semana após os novos episódios de ataques a embarcações na região.

Índia e China também devem crescer menos

As economias com elevado consumo de energia também sentirão os efeitos da valorização do petróleo.

A previsão é que o crescimento da Índia recue para 6,4% neste ano, abaixo dos 7,7% registrados em 2025. Já a China deverá desacelerar de 5% para 4,6% em 2026.

Nos Estados Unidos, o FMI manteve a estimativa de crescimento em 2,3%, sustentada pelo fortalecimento das exportações de petróleo e pelos investimentos no setor de tecnologia.

FMI reforça necessidade de controlar a inflação

O Fundo Monetário Internacional recomenda que autoridades econômicas mantenham o foco na estabilidade dos preços diante da volatilidade das commodities e da crescente demanda por tecnologias ligadas à inteligência artificial.

Nos Estados Unidos, embora o aumento dos preços dos combustíveis continue sendo motivo de preocupação política, o presidente do Federal Reserve, Kevin M. Warsh, afirmou recentemente que os riscos inflacionários diminuíram nas últimas semanas e reiterou o compromisso da autoridade monetária em manter a inflação sob controle.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arash Khamooshi/Polaris for The New York Times

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Internacional

Irã acusa EUA de violar acordo após retomada de sanções sobre petróleo

O governo do Irã afirmou que os Estados Unidos descumpriram um acordo firmado entre os dois países ao restabelecer sanções relacionadas às exportações de petróleo iraniano. Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, a medida contraria o memorando firmado em Islamabad, criado para viabilizar o encerramento das hostilidades entre as partes.

Em nota oficial, Teerã declarou que Washington será responsabilizado pelas consequências da decisão e ressaltou que adotará todas as ações consideradas necessárias para proteger seus interesses e sua segurança nacional.

EUA revogam licença para venda de petróleo iraniano

A decisão norte-americana foi confirmada por uma autoridade dos Estados Unidos, que informou a revogação da licença geral que autorizava temporariamente a comercialização de petróleo do Irã.

De acordo com o representante, a medida foi motivada pelos recentes episódios registrados no Estreito de Ormuz, classificados por Washington como “totalmente inaceitáveis”. O governo americano também alertou que as ações terão consequências, embora as negociações diplomáticas para um acordo definitivo entre os dois países permaneçam em andamento.

Suspensão das sanções havia sido anunciada em junho

Em junho deste ano, Estados Unidos e Irã chegaram a um entendimento que previa a suspensão temporária das sanções sobre as exportações de petróleo iraniano.

A autorização, válida entre 21 de junho e 21 de agosto, permitia que o país comercializasse e entregasse petróleo para praticamente todos os mercados internacionais, incluindo compradores norte-americanos, sem sofrer penalidades durante esse período.

Com a revogação antecipada da licença, o cenário volta a gerar incertezas para o mercado internacional de energia.

Ataques a petroleiros elevaram tensão na região

A retomada das sanções ocorreu após relatos de ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

Segundo relatório divulgado pela agência UKMTO (Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido), vinculada à Marinha britânica, três petroleiros informaram ter sido atingidos por projéteis de origem ainda desconhecida nos últimos dias.

Até o momento, o governo iraniano não comentou oficialmente os incidentes, e nenhuma organização assumiu a responsabilidade pelos ataques.

Mercado reage com alta no preço do petróleo

Após o anúncio da revogação da licença pelos Estados Unidos, os preços internacionais do petróleo registraram alta superior a 3%, refletindo as preocupações dos investidores com uma possível escalada das tensões no Oriente Médio e impactos sobre o abastecimento global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

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Informação

Petrobras reduz preço do querosene de aviação em 14,5% no mês de julho

A Petrobras anunciou uma nova redução no preço do querosene de aviação (QAV) comercializado para as distribuidoras. O reajuste, válido a partir de julho, representa uma queda de 14,5%, equivalente a R$ 0,81 por litro, marcando o segundo corte consecutivo no valor do combustível utilizado por aeronaves.

Com a atualização, o preço praticado nas refinarias da estatal passa a variar entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro, conforme a unidade de fornecimento.

Queda é atribuída à redução das tensões no mercado internacional

Segundo a companhia, a diminuição do preço foi possível graças à redução dos impactos provocados pelo conflito no Oriente Médio sobre as cotações internacionais dos derivados de petróleo.

Apesar do novo recuo, o querosene de aviação ainda acumula alta de 40,5% em relação ao encerramento de 2025. No período, o aumento corresponde a R$ 1,39 por litro.

O avanço dos preços ocorreu após o agravamento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que afetaram a cadeia global de abastecimento da indústria do petróleo.

Bloqueio do Estreito de Ormuz elevou preços do petróleo

Um dos principais fatores para a alta registrada nos últimos meses foi o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circulava cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás antes do conflito.

Com a redução da oferta no mercado internacional, as cotações da commodity dispararam, refletindo diretamente nos preços dos combustíveis.

Mesmo sendo um grande produtor de petróleo, o Brasil acompanha essa dinâmica porque o petróleo e seus derivados são commodities, com preços definidos pelo mercado global.

Histórico recente dos reajustes do QAV

O comportamento dos preços do QAV em 2026 foi marcado por fortes oscilações. Em abril, a Petrobras promoveu um reajuste de 55%. No mês seguinte, houve nova alta de 18%.

Na ocasião, a estatal autorizou que as distribuidoras parcelassem o impacto do aumento para reduzir os efeitos financeiros sobre o setor aéreo.

Em junho, o combustível registrou queda de 14,2%, movimento que teve continuidade com a redução anunciada para julho.

A melhora nas condições do mercado internacional também levou o governo federal a iniciar a retirada gradual dos subsídios concedidos a produtores e importadores de combustíveis, mecanismo utilizado para evitar repasses mais intensos aos consumidores durante o período de maior instabilidade.

Como funciona a comercialização do combustível

A Petrobras fornece o querosene de aviação produzido em suas refinarias ou importado para as distribuidoras. Após a compra, essas empresas são responsáveis pelo transporte e pela revenda do combustível às companhias aéreas e demais consumidores finais nos aeroportos.

Embora detenha aproximadamente 85% da produção nacional de QAV, a estatal atua em um mercado aberto à concorrência, permitindo a participação de outras empresas na produção e importação do combustível.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Internacional

EUA e Irã avançam em negociações técnicas por acordo de paz e retomada do fluxo no Estreito de Hormuz

Os Estados Unidos e o Irã realizaram nesta quarta-feira (em Doha) conversas técnicas indiretas com o objetivo de avançar em um acordo que garanta a retomada do fluxo marítimo no Estreito de Hormuz e consolide um cessar-fogo duradouro. As informações são de uma fonte com conhecimento direto das negociações e de um representante iraniano.

As tratativas se baseiam em um acordo provisório de 14 pontos firmado no mês passado, que previa o fim do conflito iniciado em fevereiro após ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irã, além da reabertura da rota marítima estratégica e a abertura de um período de 60 dias para um acordo de paz definitivo.

Estreito de Hormuz é foco central das negociações

O ponto central das discussões é a segurança e a gestão do Estreito de Hormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito.

Segundo fontes iranianas, Teerã busca o reconhecimento internacional de sua autoridade sobre o estreito, incluindo a possibilidade de cobrança de tarifas sobre embarcações que entram ou saem do Golfo — posição que, segundo autoridades locais, pode ser defendida inclusive por meio de força militar.

Apesar da reabertura parcial da passagem, autoridades e analistas apontam que o tráfego ainda ocorre de forma irregular e instável.

“Hormuz continua reabrindo, mas de forma fragmentada e pouco previsível”, avaliou Vandana Hari, fundadora da consultoria Vanda Insights.

Tensões persistem apesar do cessar-fogo

Mesmo com o acordo intermediário, EUA e Irã têm divergido publicamente sobre a interpretação do pacto, o que levou a novos episódios de ataques militares de retaliação na última semana.

As negociações mais complexas, como o programa nuclear iraniano, ainda não avançaram de forma significativa, segundo fontes ligadas ao diálogo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que o processo de “desnuclearização do Irã” está evoluindo, mas não apresentou detalhes. Ele disse ainda que as reuniões em Doha foram produtivas, embora não haja confirmação de que o tema nuclear tenha sido efetivamente discutido.

Negociações indiretas e participação de mediadores

As conversas, mediadas por Catar e Paquistão, começaram na noite de terça-feira e continuaram ao longo de quarta-feira, segundo um representante iraniano.

O formato envolve reuniões separadas entre negociadores-chefes e equipes técnicas. De acordo com uma fonte próxima ao processo, o enviado americano Steve Witkoff e Jared Kushner participaram de encontros preliminares com autoridades do Catar, mas não integram diretamente as rodadas de negociação.

Posteriormente, ambos se reuniram com o emir do Catar para discutir não apenas o diálogo entre EUA e Irã, mas também a situação no Líbano, onde um conflito paralelo envolvendo Israel e o grupo Hezbollah se intensificou desde março.

Pauta inclui ativos congelados e controle marítimo

A delegação iraniana, liderada pelo vice-ministro das Relações Exteriores Kazem Gharibabadi, inclui representantes de áreas como diplomacia, banco central e agricultura. O grupo se reuniu com o primeiro-ministro do Catar e com mediadores internacionais.

Teerã afirma que suas prioridades incluem o controle do Estreito de Hormuz e a liberação de cerca de US$ 6 bilhões em ativos iranianos congelados no exterior. Já a posição norte-americana enfatiza a garantia de livre navegação na região.

Diplomacia se intensifica também no Líbano

O conflito mais amplo envolvendo o Oriente Médio resultou em ataques iranianos a países do Golfo que abrigam bases militares dos EUA e deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano. A crise também pressionou os preços globais de energia.

Paralelamente às negociações com o Irã, Washington conduz um processo diplomático separado entre Israel e o governo libanês, que já resultou em um esboço de acordo de segurança — rejeitado pelo Hezbollah.

Analistas alertam que o arranjo pode consolidar a presença israelense no sul do Líbano, ampliando tensões regionais.

Impacto no petróleo e cenário econômico

Os mercados reagiram com queda nos preços do petróleo nesta quarta-feira. O barril do West Texas Intermediate (WTI) atingiu o menor nível desde 27 de fevereiro, sendo negociado abaixo de US$ 69 — patamar anterior ao início do conflito.

A guerra também gerou pressão política interna sobre o governo dos EUA, que enfrenta cobranças para reduzir os impactos econômicos antes das eleições de meio de mandato. No Irã, o governo sobreviveu ao conflito, mas enfrenta crescente insatisfação interna devido à deterioração econômica.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Amirhosein Khorgooi/ISNA/via WANA (West Asia News Agency)via REUTERS

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