Economia

Bolsa encerra sequência recorde de altas; dólar avança com cenário externo

Após 15 pregões consecutivos de valorização, o Ibovespa encerrou o dia em leve queda de 0,07%, aos 157.633 pontos. O recuo, embora modesto, colocou fim a uma sequência histórica de ganhos iniciada em 21 de outubro, período em que o principal índice da Bolsa de Valores acumulou alta de 9,48%.

Mesmo com a interrupção da série positiva, o desempenho em 2025 continua expressivo, com valorização acumulada de 31,15%. O pregão desta quarta-feira foi marcado pela volatilidade: o índice chegou a superar os 158 mil pontos na abertura, mas recuou até 0,74% no início da tarde, antes de ensaiar recuperação parcial nas horas finais.

Ações da Petrobras pesam no índice
A principal pressão sobre o Ibovespa veio das ações da Petrobras, impactadas pela queda no preço internacional do petróleo. Os papéis ordinários (PETR3) recuaram 2,99%, enquanto os preferenciais (PETR4) caíram 2,56%, puxando o índice para baixo.

A instabilidade no setor de energia refletiu o movimento global de correção dos preços do barril, após semanas de alta influenciada por tensões geopolíticas e cortes de produção.

Dólar sobe e reverte movimento de baixa
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,29, alta de 0,37% (R$ 0,019). A moeda americana chegou a recuar para R$ 5,26 pela manhã, mas retomou força ao longo do dia, acompanhando a desvalorização de moedas de países emergentes diante do fortalecimento do dólar no exterior.

Apesar do avanço, a divisa ainda acumula queda de 1,64% em novembro e retração de 14,34% no ano. Na véspera, havia fechado em R$ 5,27, o menor nível desde junho de 2024.

Perspectivas de curto prazo
Analistas destacam que, mesmo após a leve correção, o mercado segue otimista com o desempenho da bolsa brasileira, sustentado por expectativas positivas sobre juros, fluxo estrangeiro e melhora no ambiente fiscal. Já o câmbio deve continuar refletindo a combinação entre fatores externos e percepção de risco local.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/B3

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Mercado Internacional

Gasolina fica 10% mais cara que no exterior com petróleo próximo de US$ 60, aponta Abicom

A gasolina vendida no Brasil está, em média, 10% mais cara que no mercado internacional, mesmo com o petróleo cotado próximo de US$ 60 o barril, segundo dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Já o diesel segue mais barato no país do que no exterior.
De acordo com o levantamento, para que os valores voltem à paridade de importação (PPI), a gasolina poderia cair R$ 0,28 por litro, enquanto o diesel precisaria subir R$ 0,11 nas refinarias da Petrobras.

Petrobras pratica subsídio cruzado, aponta Abicom

O presidente da Abicom, Sérgio Araújo, explica que a Petrobras adota atualmente um subsídio cruzado, compensando as perdas do diesel com os lucros obtidos na gasolina.

“Se a estatal reduzir o preço da gasolina, provavelmente terá de aumentar o do diesel”, afirmou Araújo.

O último reajuste da gasolina ocorreu em junho, com redução de R$ 0,17 por litro. Já o diesel teve o preço diminuído em R$ 0,16 por litro em maio, de acordo com os dados oficiais da estatal.

Diferença também é apontada por outros institutos

O Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) confirma a mesma tendência observada pela Abicom: os preços da gasolina no Brasil estão cerca de 10% acima do valor internacional, enquanto o diesel apresenta queda de 1,43% em relação ao mercado externo.
Essas variações refletem a política de preços da Petrobras, que vem mantendo certa estabilidade interna mesmo diante das oscilações globais no preço do barril.

Mercado internacional reage a tensões geopolíticas

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Bruno Cordeiro, a queda recente nas cotações do petróleo está ligada à redução das tensões entre Rússia e Ucrânia.

“O principal fator de baixa é a confirmação de que os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia devem se reunir nas próximas semanas para discutir um novo acordo de paz entre os dois países”, explicou Cordeiro.

Para o mercado, a possibilidade de um acordo diplomático pode diminuir riscos geopolíticos e pressionar ainda mais as cotações do petróleo, afetando diretamente os preços dos combustíveis.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Negócios

Petróleo fecha em alta com tensões geopolíticas e expectativa por juros nos EUA

Investidores reagem à possibilidade de redução da produção russa após ataques ucranianos e aguardam decisão do Federal Reserve sobre política monetária

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta terça-feira, 16, diante das crescentes tensões geopolíticas, invertendo o movimento visto no início do dia. Investidores aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na quarta-feira, quando é amplamente esperado um corte de juros, e assimilam a possibilidade de diminuição de produção de petróleo pela Rússia após ataques ucranianos a uma refinaria do país.

O petróleo WTI para outubro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), registrou alta de 1,93% (US$ 1,22), a US$ 64,52 o barril, enquanto o Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu a 1,53% (US$ 1,03), a US$ 68,47 o barril.

O mercado aguarda a decisão do Fed quanto à política monetária dos EUA, na expectativa de que a esperada redução de juros impulsione a atividade econômica e o consumo da commodity.

Além disso, fontes ouvidas pela Reuters dizem que a estatal russa de oleodutos Transneft alertou produtores de que eles poderão ter que reduzir a produção de petróleo devido aos ataques recentes. No domingo, drones ucranianos atingiram a refinaria de Kirishi, no noroeste da Rússia.

O presidente dos EUA, Donald Trump, por sua vez, continua pressionando países europeus e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para que deixem de comprar o petróleo russo. A União Europeia, por outro lado, anunciou que adiou, por tempo indeterminado, o 19º pacote de sanções contra a Rússia. A expectativa era que as novas medidas incluíssem restrições adicionais às vendas do petróleo.

Apesar das altas recentes, uma queda no preço do commodity é esperada até o fim do próximo ano, de acordo com a visão de Hamad Hussain, analista da Capital Economics. A mudança se daria pelo aumento nos estoques de petróleo, que pode acontecer com “um enfraquecimento na demanda global e aumentos na oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+)”.

Fonte: InfoMoney

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Logística

Brasil tem 13 vezes mais empresas que importam do que exportam para a China

Embora a China seja o país que mais compra produtos do Brasil no exterior, há mais empresas brasileiras que importam do que exportam nas trocas comerciais com o gigante asiático. Esta é uma das descobertas de um estudo sobre o perfil socioeconômico do comércio entre os dois países, feito pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) em parceria com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

São mais de 40 mil empresas que importam da China, entre lojas do varejo, atacadistas, tradings e indústrias, contra menos de 3 mil que exportam ao país. Enquanto há uma grande diversidade de produtos manufaturados e insumos industriais importados pelo Brasil da China, as vendas ao gigante asiático são concentradas em um número bem menor de fornecedores de produtos primários. Somente três produtos — soja, minério de ferro e petróleo — representaram três quartos do total vendido à China no ano passado.

É bem maior o número de empresas brasileiras que exportam para o Mercosul (11,7 mil), os Estados Unidos (9,6 mil) e a União Europeia (8,6 mil), ainda que, no montante em dólares, estes mercados comprem menos do Brasil. As vendas para a China são mais concentradas em commodities do que para qualquer outro parceiro comercial .

Já quando se olha para as importações, o total de empresas que trazem produtos da China — 40.059, em número preciso de 2024 — é quase dez vezes superior ao número de importadores de produtos do Mercosul, o triplo dos Estados Unidos e o dobro da União Europeia. Desde 2000, o número de importadores de produtos chineses no Brasil foi ampliado em 11 vezes.

O estudo mostra que, embora em menor ritmo, também houve um avanço no número de empresas que vendem à China: quadruplicou de 2000 para cá, incluindo microempresas que passaram a fornecer ao país.

A urbanização acelerada, a ascensão da classe média e o crescimento da indústria puxaram nas últimas décadas a demanda chinesa por produtos que o Brasil tem condições de fornecer. Nos últimos dez anos, a China respondeu por mais da metade do superávit da balança comercial brasileira, sendo, em 2024, o destino de 28% das exportações do Brasil.

Fonte: Estadão

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Negócios

SC e PR assinam acordo de R$ 340 milhões sobre royalties do petróleo

Acerto encerra disputa judicial de 34 anos; valor devido pelo estado vizinho será aplicado em obras na rodovia SC-417

 Santa Catarina e Paraná assinaram nesta quarta-feira, 6, o acordo para a compensação dos royalties do petróleo devidos pelo estado paranaense aos catarinenses. Os governadores Jorginho Mello e Ratinho Jr. fecharam o entendimento de que o valor de R$ 340 milhões a ser ressarcido vai ser pago em obras estruturantes na rodovia SC-417, da divisa entre os dois estados até o contorno de Garuva.

A negociação encerra a Ação Cível Originária (ACO) nº 444, na qual o Paraná foi condenado a ressarcir Santa Catarina por valores de royalties recebidos indevidamente em razão de um erro de demarcação dos campos de exploração de petróleo cometido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nos anos 80.

O acordo prevê a restauração e duplicação na rodovia de 19,188 km, divididos em três trechos. O segmento 1 começa na divisa entre Santa Catarina e Paraná e vai até o entroncamento com a SC-416 para Itapoá. Ele vai receber pavimento flexível. Já o segmento 2 vai do entroncamento até o final da rodovia, encontrando o contorno de Garuva e vai contar com pavimento rígido (de concreto) Somadas as duas partes chegam a 10,610 km.

Já o terceiro segmento liga o contorno de Garuva à BR 101, com 8,52 km em pavimento rígido. Dentro desse trajeto, há três interseções importantes que exigem a construção de viadutos, também contemplados no pacote: viaduto na entrada de Itapoá (Interseção SC-416 com a SC-417); viaduto de acesso a Garuva (no início do Contorno de Garuva); e um viaduto sobre a BR-101, duplicando o viaduto existente.

Segundo o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, os recursos vão permitir uma melhor condição de mobilidade, resolvendo o problema de trânsito na região de Garuva, no Norte do estado.

Em outra frente, o Governo do Estado vai trabalhar na SC-416, do entroncamento da SC-417 até a estrada José Alves, na entrada de Itapoá. Serão 26 km com duplicação em pavimento rígido. Esta obra terá recursos estaduais do Programa Estrada Boa.


“A relação Paraná e Santa Catarina é uma relação de humanidade, de amigos, de vizinhos, de parceiros, são estados que foram colonizados de forma muito parecida. Então, a ideia é justamente para melhorar uma questão logística das divisas dos estados”, explicou o governador do Paraná, Ratinho Jr.

Em 2009, a Federação das Indústrias de SC (FIESC) elaborou e entregou ao então presidente da Assembleia Legislativa de SC (Alesc), Jorginho Mello, um estudo que dimensionava as perdas para o estado com o recebimento de menos royalties que o devido. O imbróglio, no entanto, é anterior.  

Ação se estende por mais de três décadas

A Ação Cível Originária (ACO) nº 444 começou em 1987, quando o Estado tentou administrativamente que o IBGE alterasse os critérios para fixar a divisa marítima entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo. Esses traços definem qual dos Estados tem direito ao recebimento dos royalties, que são recursos pagos aos entes para compensar os investimentos em infraestrutura e também eventuais impactos ambientais decorrentes da exploração de petróleo no litoral.

Santa Catarina sempre entendeu que os critérios utilizados pelo IBGE eram ilegais. A projeção marítima catarinense que resultou dessa definição do instituto nacional fazia com que o Estado do Paraná recebesse os royalties decorrentes da exploração de petróleo e gás dos campos Tubarão, Estrela do Mar, Coral, Caravela e Caravela do Sul, localizados a cerca de 150 quilômetros do litoral catarinense, entre os municípios de Itajaí e São Francisco do Sul. O Estado de Santa Catarina nunca recebeu royalties pela exploração desses campos.

Como o IBGE não aceitou rever os critérios, a Procuradoria-Geral do Estado de Santa Catarina ajuizou uma ação no STF em 1991 para ver reconhecido o direito dos catarinenses. Foram três décadas de intenso trabalho que resultou na decisão dos ministros do Supremo de que o Estado sempre esteve certo ao questionar os critérios usados pelo instituto.

Em junho de 2020 os ministros do STF foram favoráveis a Santa Catarina. O relator, ministro Luís Roberto Barroso, fundamentou a decisão para determinar que o IBGE refizesse o traçado das linhas projetantes dos limites territoriais dos Estados de Santa Catarina, Paraná e São Paulo sobre o mar, para fins de percepção dos recursos financeiros, utilizando o método das linhas de base reta e tomando como pontos apropriados aqueles já fixados pela fundação, mas sem garantir a projeção dos limites do Paraná a 200 milhas. Além disso, condenou os Estados do Paraná e de São Paulo a ressarcir Santa Catarina pelos royalties recebidos por cada um pela exploração ocorrida desde o ajuizamento da ação.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Notícias

BP anuncia maior descoberta de petróleo e gás em 25 anos no pré-sal brasileiro

Campo Bumerangue, na Bacia de Santos, foi arrematado em leilão da ANP em 2022 e terá 5,9% do lucro pago ao Brasil após custo recuperado

A BP anunciou nesta segunda-feira (4) a descoberta de petróleo e gás no prospecto Bumerangue, em águas profundas da Bacia de Santos, cerca de 404 km da costa do Rio de Janeiro. Trata-se da maior descoberta da companhia em 25 anos, desde o campo de Shah Deniz, no Mar Cáspio, em 1999.

O campo, com área superior a 300 km², foi arrematado pela BP em dezembro de 2022, durante o 1º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha da Produção da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Pelo contrato, a empresa usará 80% para repor custos de produção e, após a recuperação dos custos, repassará 5,9% dos lucros ao Brasil.

O poço exploratório foi perfurado a 2.372 metros de profundidade de água, atingindo 5.855 metros no total. Segundo a companhia, o reservatório de carbonato do pré-sal apresenta uma coluna de hidrocarbonetos de cerca de 500 metros. Análises preliminares detectaram níveis elevados de dióxido de carbono, o que pode impactar o processo de extração.

“Estamos entusiasmados em anunciar essa descoberta significativa no Bumerangue, a maior da BP em 25 anos”, afirmou Gordon Birrell, vice-presidente executivo de Produção e Operações, em comunicado. Ele acrescentou que o Brasil é um país importante para a BP, que explorará o potencial de estabelecer “um polo de produção material e vantajoso no país”.

A BP detém 100% de participação no bloco e a estatal Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) atua como gestora do contrato de partilha. A companhia informou que fará análises laboratoriais para avaliar melhor o potencial do campo e pretende realizar novas atividades de avaliação, sujeitas à aprovação regulatória.

O Bumerangue é a 10ª descoberta da BP em 2025, somando-se a achados no Brasil, Trinidad e Tobago, Egito, Líbia, Golfo do México, Namíbia e Angola. A empresa pretende manter a produção global entre 2,3 milhões e 2,5 milhões de barris de óleo equivalente por dia até 2030, com possibilidade de expansão até 2035.

Fonte: InfoMoney

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Comércio

Petróleo fecha em queda com ajuste após fortes ganhos e reduz alta mensal a 5,8%

Investidores reagem a declarações de Trump sobre sanções à Rússia e impacto nas compras de petróleo pela Índia

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira, 31, em correção após três sessões seguidas de ganhos. Investidores seguiram acompanhando as ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de sanções severas à Rússia para que Moscou acabe com a guerra da Ucrânia até a próxima semana.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para setembro recuou 1,05% (US$ 0,74), a US$ 69,26 o barril. Já o Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE) teve baixa de 1,06% (US$ 0,77), a US$ 71,70 o barril. No mês, o WTI e Brent subiram 5,82% e 6,83%, respectivamente.

Se tarifas significativas realmente forem adicionadas aos compradores de petróleo russo, como a Índia – que Trump já ameaçou na quarta-feira -, a reação do mercado será “desnecessário dizer, pesada”, afirma Neil Crosby, da Sparta Commodities.

Além disso, encontrar um substituto para o óleo bruto russo no mercado global seria difícil, dados os grandes volumes, os declínios mais rápidos do que o esperado na capacidade ociosa da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e diferenças nas qualidades da commodity, analisa o Goldman Sachs, que aponta que Índia e China devem ser as nações mais prejudicadas.

“Não me importo com o que a Índia faz com a Rússia. Eles podem afundar suas economias mortas juntos, tanto faz para mim. Fizemos muito poucos negócios com a Índia, suas tarifas são muito altas, entre as mais altas do mundo”, escreveu Trump nesta madrugada no Truth Social.

Segundo a Reuters, as refinarias estatais indianas Indian Oil, Hindustan Petroleum, Bharat Petroleum e Mangalore Refinery Petrochemical pararam de comprar petróleo da Rússia na última semana, diante de menores descontos neste mês e com o alerta feito pelo presidente dos EUA.

Fonte: InfoMoney

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Comércio Exterior

Senador dos EUA ameaça taxar Brasil em 100% se país seguir comprando petróleo russo

O senador americano Lindsey Graham fez uma ameaça sobre a possibilidade de os Estados Unidos aplicarem tarifa adicional a países que continuarem comprando petróleo da Rússia, citando a possibilidade de impor uma alíquota de 100%. O Brasil seria um dos potenciais alvos.

“Se vocês continuarem comprando petróleo barato da Rússia para permitir que essa guerra continue, nós vamos colocar um inferno de tarifas, esmagando a sua economia”, disse o parlamentar da Carolina do Sul em entrevista à Fox News nesta segunda-feira, 21.

“China, Índia e Brasil. Esses três países compram 80% do petróleo russo barato e é assim que a máquina de guerra de Putin continua funcionando”, disse. “Se isso continuar, vamos impor 100% de tarifa para esses países. Punindo-os por ajudar a Rússia”, afirmou.

“Putin pode sobreviver às sanções, sem dar relevância a elas, e tem soldados. Mas a China, Índia e o Brasil vão ter de fazer uma escolha entre a economia americana e a ajuda a Putin”.

“O jogo mudou em relação a você, presidente Putin”, declarou, citando ainda que os EUA continuarão mandando armas para que a Ucrânia possa revidar aos ataques russos.

Fonte: InfoMoney

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Exportação

Equador suspende exportação de petróleo após paralisação de seus oleodutos

Decisão evita sanções por descumprimento de contratos de venda

O Equador suspendeu a exportação de petróleo devido à paralisação, desde terça-feira, das operações de seus dois oleodutos, ameaçados pelos danos provocados pelas fortes chuvas na Amazônia, informou nesta quinta-feira o gerente da estatal Petroecuador, Leonard Bruns.

O país extraiu dos campos amazônicos, em 2024, cerca de 475 mil barris por dia (bd) de petróleo, dos quais exportou 73%. Sua frágil economia depende das vendas de petróleo, que naquele ano geraram US$ 8,647 bilhões (cerca de 7% do PIB).

Bruns declarou à imprensa que a empresa decretou “força maior” para o Sistema de Oleoduto Transequatoriano (Sote), o mais utilizado pelo país e que, junto com o Oleoduto de Petróleo Pesado (OCP), corre risco de sofrer danos devido à erosão causada pelas chuvas nas margens dos rios por onde passam.

Com essa decisão, que permite evitar sanções por descumprimento de contratos de venda, “as exportações ficam suspensas até que, digamos, haja uma nova solução com a variante (no traçado) em que estamos trabalhando no Sote”, acrescentou.

Técnicos estão trabalhando no desvio dos trajetos dos oleodutos, que correm quase paralelos, com o objetivo de retomar o bombeamento de petróleo para os portos do Pacífico o mais rápido possível.

Anteriormente, o funcionário já havia antecipado que as vendas de petróleo “seriam afetadas” pela suspensão do transporte, que já provocou uma queda de 132.500 barris na produção entre terça e quarta-feira, devido ao fechamento de centenas de poços pela falta de tanques de armazenamento nos campos.

O Sote, com capacidade para 360 mil bd e responsável por transportar 60% da produção, sofreu uma ruptura enquanto o transporte estava parado. O OCP, do qual o Estado é acionista majoritário, pode transportar 450 mil bd.

Devido à atual situação climática, com fortes chuvas e previsões de que continuem pelo menos até 18 de julho na Amazônia, as autoridades não preveem uma solução rápida para a retomada do transporte.

As chuvas torrenciais causaram, desde 1º de janeiro, 52 mortes, deixaram cerca de 61 mil desabrigados e mil casas destruídas, de acordo com a Secretaria de Riscos.

Fonte: O Globo

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Internacional, Notícias

Trump cita petróleo e rejeita mudança de regime no Irã: “Provoca caos”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (24/6) que não deseja uma mudança de regime no Irã, recuando de declarações anteriores em que levantava essa possibilidade. A fala foi feita em conversa com a imprensa na porta do avião presidencial dos EUA, o Air Force One, no qual Trump fez viagem rumo à Holanda, onde participará de uma reunião da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“Uma mudança de regime provoca caos, e idealmente não queremos ver tanto caos”, disse o presidente a jornalistas. “Gostaria de ver tudo se acalmar o mais rápido possível”, completou.

A declaração acontece após um fim de semana marcado por tensão entre os dois países, quando os EUA atacaram três instalações nucleares iranianas. Na ocasião, Trump chegou a sugerir uma possível troca de liderança em Teerã em publicação no Truth Social:

“Se o atual regime iraniano não consegue TORNAR O IRÃ GRANDE NOVAMENTE, por que não haveria uma mudança de regime??? MIGA!!!”, escreveu, em tom irônico.

Apesar do recuo na retórica, Trump manteve a posição firme quanto à proibição de que o Irã desenvolva armas nucleares.

“Eles nunca terão energia nuclear, mas, tirando isso, devem fazer um ótimo trabalho. Eles têm muito petróleo, vão se sair bem”, afirmou, acrescentando que os iranianos são “ótimos negociadores e empresários”.

Cenário de incerteza
Uma mudança abrupta no governo iraniano não garantiria um aliado para os Estados Unidos ou para Israel. O vácuo de poder, poderia abrir espaço para facções mais radicais e até acelerar o desejo do Irã de obter uma bomba nuclear como forma de retaliação aos ataques recentes.

Além disso, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, que concentra grande parte do poder, pode ser substituído se for morto ou deposto, mas o colapso do regime como um todo é visto como um risco ainda maior para a estabilidade regional.

Trump e sua fama de “intermediador”
Nessa segunda-feira (23/6), o líder norte-americano anunciou um acordo de cessar-fogo entre Israel e Irã, colocando um ponto final no conflito que durou quase duas semanas de confrontos militares diretos entre as duas potências rivais do Oriente Médio.

Ao comunicar a trégua, Trump descreveu o episódio como uma “guerra de 12 dias” e afirmou que sua mediação foi decisiva para evitar uma escalada ainda maior.

Trump aproveitou o momento para assumir o protagonismo nas negociações, buscando reforçar sua imagem de pacificador — mesmo após lançar uma grande ofensiva contra o território iraniano.

“Esta é uma guerra que poderia ter durado anos e destruído todo o Oriente Médio, mas não destruiu e nunca destruirá!”, afirmou o norte-americano.

Fonte: Metrópoles

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