Portos

Portonave conquista liderança nacional em indicadores de satisfação e experiência do cliente 🥇

Reconhecida pelo IBRC, a Companhia está em primeiro lugar nos índices de Satisfação Espontânea (SSI) e Jornada do Cliente (CJI) entre os terminais no país 🚢

Comprometida com serviços portuários de excelência, a Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, é líder nacional em dois indicadores na Pesquisa de Satisfação de Clientes de Terminais Portuários 2025, realizada pelo Instituto Ibero Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC): o índice de Satisfação Espontânea (SSI) e o indicador de Jornada do Cliente (CJI). O estudo avaliou 13 terminais de contêineres do país, com ano-base 2025. A percepção dos clientes – como exportadores, importadores, armadores, transportadoras e despachantes – foi analisada a partir da experiência nos principais pontos de contato com a empresa.

No indicador de Satisfação Espontânea (SSI), a Companhia alcançou 94 pontos – resultado que representa a percepção espontânea do cliente, ou seja, como a empresa é vista sem indução. No benchmarking entre os terminais, a média foi de 85 no SSI. Na Jornada do Cliente (CJI), obteve 90 pontos – índice que reflete a qualidade da entrega ao longo de todas as etapas da experiência do cliente. No benchmarking entre os terminais, a média foi de 87 no CJI. Esses resultados reforçam o compromisso da Companhia em oferecer excelência no atendimento e consolidam sua posição de destaque no setor.

O Terminal Portuário investe de modo contínuo em iniciativas com foco do cliente, como novas tecnologias, ferramentas digitais, treinamentos da equipe de atendimento e a participação em feiras e eventos do setor. Essas ações contribuem para processos mais eficientes e para o fortalecimento da relação e comunicação com os clientes.

Para aprimorar os serviços prestados e aumentar a capacidade operacional, a Portonave executa um plano de modernização de R$ 2 bilhões, que inclui a obra de adequação do cais para receber operações com até 17 metros de profundidade e navios de até 400 metros, assim como a aquisição de novos equipamentos operacionais e de maior porte – dois guindastes Ship-to-Shore (STS) Cranes e 14 Rubber Tyred Gantry (RTGs), previstos para chegarem no segundo semestre de 2026. No total, passará a contar com oito STS e 32 RTGs. Os investimentos elevarão a capacidade anual de 1,5 milhão de TEUs para 2 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés).

A eficiência operacional está entre os principais diferenciais competitivos da Portonave. O Terminal Portuário possui a maior produtividade de navio do país, com média de 110 Movimentos por Hora (MPH) de contêineres na operação dos navios, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), de janeiro de 2026.

Nos processos de recebimento e retirada de contêineres, a Portonave mantém padrões elevados de eficiência. O tempo médio de permanência dos motoristas no Terminal é de apenas 25 minutos, com cerca de 2 mil atendimentos realizados diariamente. A operação conta com quatro Scanners de inspeção de cargas, cada um com capacidade de examinar aproximadamente 120 caminhões por hora, com tempo médio de análise de 30 segundos por veículo. Dois desses equipamentos entraram em operação em outubro de 2025, reforçando ainda mais a segurança e a agilidade das operações.

Ao investir continuamente em inovação e assegurar padrões de atendimento com excelência e eficiência, a Companhia fortalece a percepção positiva e a satisfação de seus clientes.

Sobre o IBRC
O Instituto Ibero Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC) é uma instituição especializada em estudos, pesquisas e análises sobre a experiência e o relacionamento entre empresas e seus clientes. Avalia indicadores de satisfação, jornada do cliente e qualidade do atendimento em diferentes setores, com base na percepção de clientes que utilizam os serviços analisados. As pesquisas conduzidas pelo IBRC têm como objetivo apoiar a tomada de decisão e o aprimoramento das práticas de relacionamento com o mercado.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. A Companhia é a 4ª colocada na movimentação de contêineres cheios de longo curso no país, com 10% de participação, de acordo com o Datamar, em janeiro de 2026. Atualmente, gera 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos.

FONTE E IMAGENS: ASSESSORIA DE IMPRENSA PORTONAVE

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Internacional

Preço do petróleo cai abaixo de US$ 100 após anúncio de cessar-fogo de Trump com o Irã

O preço do petróleo despencou abaixo de US$ 100 por barril na quarta-feira (08/04/2026) depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, condicionado à reabertura imediata e segura do Estreito de Hormuz, importante rota marítima para o comércio de petróleo.

Os contratos futuros do Brent recuaram US$ 14,83 (13,57%), sendo negociados a US$ 94,44 por barril, enquanto o WTI caiu US$ 17,92 (15,87%), chegando a US$ 95,03. Analistas apontam que investidores estão vendendo petróleo em reação à desescalada geopolítica, buscando ajustar posições frente à nova realidade.

Contexto do cessar-fogo e impacto no Estreito de Hormuz

O anúncio de Trump ocorreu pouco antes do prazo final dado ao Irã para reabrir o Estreito de Hormuz, sob risco de ataques generalizados à infraestrutura civil iraniana. Aproximadamente 20% da oferta diária global de petróleo passa pela estreita passagem marítima.

Fontes do setor naval informaram que a Marinha iraniana havia ameaçado destruir embarcações que tentassem atravessar o estreito sem permissão de Teerã. Apesar disso, o Irã sinalizou que permitiria trânsito seguro por duas semanas, em coordenação com suas forças armadas, conforme declaração do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi.

Autoridades iranianas indicaram que a passagem controlada poderia ocorrer na quinta ou sexta-feira, antes de uma reunião entre representantes dos EUA e do Irã no Paquistão. Para especialistas, o acesso seguro ao Estreito de Hormuz será crucial para normalizar o mercado de petróleo.

Tensão persiste no Golfo e ataques continuam

Mesmo após o cessar-fogo, o Irã atacou o Oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, único corredor de exportação de petróleo da região, segundo fonte do setor. Além disso, vários países do Golfo relataram lançamentos de mísseis, ataques com drones e emitiram alertas de segurança à população.

Trump declarou que os Estados Unidos receberam uma proposta de 10 pontos do Irã, que considera uma base viável para negociações, e afirmou que as conversas sobre alívio de tarifas e sanções serão mantidas com Teerã.

Estoques de petróleo nos EUA aumentam

Após a divulgação da notícia do cessar-fogo, os futuros do petróleo reduziram parte das perdas depois que o governo norte-americano registrou aumento inesperado nos estoques de petróleo bruto.

Segundo a Energy Information Administration (EIA), os estoques de petróleo nos EUA subiram 3,1 milhões de barris, alcançando 464,7 milhões de barris na semana encerrada em 3 de abril, bem acima da expectativa do mercado, que previa apenas 701 mil barris.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Eli Hartman

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Internacional

Estreito de Ormuz: Irã autoriza passagem de ajuda humanitária em meio à crise

O governo do Irã anunciou a liberação do trânsito de bens humanitários pelo Estreito de Ormuz, em meio às tensões geopolíticas que afetam uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A medida ocorre após restrições impostas durante a escalada do conflito com Estados Unidos e Israel.

Autorização para navios com carga humanitária

De acordo com informações divulgadas pela agência estatal iraniana, autoridades portuárias receberam instruções para permitir a passagem de embarcações que transportem carga humanitária.

A decisão inclui:

  • Elaboração de uma lista de navios considerados prioritários
  • Emissão de autorizações oficiais para empresas de transporte
  • Coordenação com operadores portuários para viabilizar o fluxo

A iniciativa busca garantir o abastecimento de itens essenciais mesmo em meio às restrições no tráfego marítimo.

Estreito de Ormuz no centro da tensão global

O Estreito de Ormuz se tornou ponto crítico após o início dos confrontos envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. A região é responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo, sendo vital para o equilíbrio do mercado internacional de energia.

Durante o auge da crise, o Irã chegou a interromper o tráfego e ameaçar embarcações, o que provocou forte alta no preço do petróleo e preocupação nos mercados globais.

Liberação parcial para países não hostis

Após o fechamento inicial, o governo iraniano flexibilizou o acesso ao permitir a passagem de navios de países considerados neutros ou não envolvidos no conflito.

Desde o início da flexibilização, embarcações de nações como França, Omã e Japão já conseguiram cruzar o estreito, sinalizando uma abertura controlada do corredor marítimo.

Estados Unidos mudam o tom sobre intervenção

Em meio à crise, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a sugerir uma possível ação militar para garantir a abertura do estreito, incluindo ataques à infraestrutura iraniana.

No entanto, dias depois, o discurso foi suavizado. O governo americano afirmou que o país possui baixa dependência do petróleo que passa pela região, indicando que outras nações deveriam assumir maior responsabilidade pela segurança da rota.

Importância estratégica para o comércio global

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é considerado um dos principais gargalos marítimos do mundo. Além de petróleo, a rota também é essencial para o transporte de commodities agrícolas, insumos e produtos industriais.

Qualquer interrupção no fluxo impacta diretamente o comércio internacional, elevando custos logísticos e gerando incertezas nos mercados de energia e alimentos.

Cenário segue sob monitoramento

Apesar da liberação para cargas humanitárias, o tráfego no estreito ainda é visto como instável. Analistas acompanham os desdobramentos do conflito, que podem influenciar o fluxo de mercadorias e a dinâmica da economia global nas próximas semanas.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Hamad

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Internacional

Guerra no Oriente Médio impulsiona preços da soja e do açúcar no Brasil

O conflito no Oriente Médio foi o principal fator por trás da alta de diversas commodities agrícolas em março. O aumento do preço do petróleo elevou o valor do óleo de soja em mais de 13% na Bolsa de Chicago, puxando junto os preços da soja. O aumento do petróleo também impactou o açúcar e o algodão na Bolsa de Nova York.

Quando o preço do petróleo sobe, a demanda por óleo de soja cresce, já que ele é usado na produção de biodiesel, uma alternativa renovável ao diesel fóssil. Segundo dados do Valor Data, a soja encerrou março em alta de 4,2%, com o contrato mais líquido atingindo US$ 11,85 por bushel.

Marcela Marini, analista sênior de grãos do Rabobank, explica que, sem o impacto geopolítico, os preços da soja poderiam ter caído, já que o Brasil colhe uma safra recorde e a demanda chinesa não cresce na mesma proporção.

Trigo registra maior valorização

O trigo foi a commodity que mais subiu em Chicago, com alta de 8,5% e preço médio de US$ 6,02 por bushel. Segundo Élcio Bento, analista da Safras & Mercado, a expectativa de redução da área plantada nos EUA foi determinante para o aumento.

Os produtores americanos devem plantar 17,6 milhões de hectares na safra 2026-27, a menor desde 1919. Em 2025, a área total foi de 18,33 milhões de hectares.

O conflito no Oriente Médio também afetou o trigo, após o grupo Houthi, do Iêmen, declarar apoio ao Irã e ameaçar interromper fluxos pelo Canal de Suez. “Isso aumenta os custos logísticos para trigo vindo da Europa, Rússia e Ucrânia, beneficiando outros produtores como Argentina, Austrália e EUA”, destacou Bento.

Milho e algodão também registram alta

O milho subiu 5,7% em Chicago, alcançando US$ 4,64 por bushel, impulsionado pela forte demanda americana e pelo uso crescente em biocombustíveis, conforme explica Marcela Marini.

O algodão acompanhou a tendência do petróleo, com alta de 6% em março, para 68,29 cents por libra-peso. O aumento no preço do petróleo eleva o custo de tecidos sintéticos, fortalecendo a demanda por fibras naturais, como o algodão.

Açúcar se beneficia de bioenergia

Em Nova York, o açúcar teve alta de 8,1%, cotado a 14,93 cents por libra. A valorização do petróleo aumenta a competitividade do etanol em relação à gasolina, incentivando usinas brasileiras a direcionarem mais cana para bioenergia, reduzindo a oferta global de açúcar.

Segundo Marcelo Filho, analista de mercado da StoneX, a consolidação do preço do petróleo acima de US$ 100 torna o etanol mais atrativo e pressiona o açúcar no mercado internacional.

Outras commodities

O suco de laranja congelado subiu 3,4%, para US$ 1,82 por libra, e o café arábica registrou alta de 1,2%, a US$ 2,94 por libra. Entre as commodities suaves, apenas o cacau caiu, recuando 9,9% para US$ 3,26 por tonelada, pressionado por oferta abundante e baixa demanda.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Be8

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Internacional

Irã confirma morte de comandante ligado ao fechamento do Estreito de Ormuz

O governo do Irã confirmou nesta segunda-feira (30) a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri. Ele não resistiu aos ferimentos provocados por um bombardeio realizado por Israel na semana passada, segundo comunicado oficial.

De acordo com a nota, o militar foi atingido durante um ataque que causou danos significativos a estruturas estratégicas e acabou falecendo após complicações decorrentes dos ferimentos.

Ataque ocorreu no sul do Irã e já havia sido reivindicado

A morte de Tangsiri já havia sido anunciada por Israel no dia 26 de março. Conforme o governo israelense, o comandante foi morto em uma operação noturna em Bandar Abbas, no sul do país, junto a outros integrantes de alto escalão da força naval iraniana.

As autoridades israelenses atribuem a Tangsiri a responsabilidade pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o transporte global de petróleo.

Irã promete resposta e continuidade das ações militares

Em seu posicionamento, a Guarda Revolucionária destacou que a morte do comandante não interromperá suas operações. O órgão afirmou que seguirá com ações contra EUA e Israel, prometendo “golpes contundentes” na região do Estreito de Ormuz.

Tangsiri foi descrito como um “comandante corajoso”, que atuava no fortalecimento da defesa costeira e na organização das forças militares iranianas.

Outras mortes e escalada do conflito

Além de Tangsiri, Israel declarou ter eliminado também Behnam Rezaei, chefe de Inteligência da Marinha da Guarda Revolucionária. No entanto, a informação ainda não foi confirmada pela mídia estatal iraniana.

A morte do comandante ocorre em meio a uma sequência de ações contra autoridades de alto escalão do Irã, intensificando a crise no Oriente Médio. Entre os nomes mais relevantes citados no conflito estão o líder supremo Ali Khamenei e o chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani.

Importância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo, por onde circula cerca de 20% do petróleo global. O bloqueio da via, que já dura quase um mês, tem impacto direto na economia global e nas cadeias de abastecimento energético.

Israel também acusa Tangsiri de liderar ataques contra petroleiros e embarcações comerciais ao longo dos últimos anos, o que teria agravado tensões na região do Golfo Pérsico.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Alireza Tangsiri no X

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Internacional

Estreito de Bab el-Mandeb entra no radar e amplia tensão global no Oriente Médio

A crescente tensão no Oriente Médio ganhou um novo ponto de atenção além do já conhecido Estreito de Ormuz. O Estreito de Bab el-Mandeb, rota estratégica para o transporte de energia, passou a ser citado como possível alvo de bloqueio por parte do Irã, elevando a preocupação nos mercados globais de petróleo.

A ameaça surge em meio ao agravamento do cenário geopolítico e à pressão sobre rotas marítimas essenciais para o comércio internacional.

Rota estratégica liga o Mar Vermelho ao Canal de Suez

Localizado entre Iêmen, Djibuti e Eritreia, o Estreito de Bab el-Mandeb é um dos principais corredores marítimos do mundo. A passagem conecta o Mar Vermelho ao Canal de Suez, sendo responsável por cerca de 12% do transporte marítimo global de petróleo.

Nos últimos meses, a importância da rota aumentou ainda mais, especialmente após restrições no fluxo pelo Estreito de Ormuz, transformando o local em alternativa relevante para o escoamento de petróleo da região.

Irã sinaliza possível bloqueio com apoio de aliados

De acordo com informações divulgadas pela agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, o grupo Houthi — apoiado por Teerã — estaria preparado para atuar no controle da passagem marítima.

Segundo fontes militares citadas pela agência, os combatentes do movimento Ansar Allah teriam capacidade de interromper o tráfego na região, caso haja necessidade de ampliar a pressão contra adversários.

A sinalização reforça a estratégia do Irã de utilizar pontos logísticos sensíveis como instrumento de influência na geopolítica internacional.

Alertas aumentam após ameaças e movimentações militares

As declarações também vieram acompanhadas de avisos direcionados aos Estados Unidos. Segundo fontes iranianas, qualquer ação considerada imprudente envolvendo o Estreito de Ormuz poderia ampliar o conflito para outras rotas estratégicas.

O cenário se torna ainda mais delicado diante da presença militar americana na região, o que eleva o risco de escalada e impactos diretos na segurança energética global.

Ataque dos houthis eleva nível de tensão

No sábado (28), o grupo Houthi realizou um ataque com mísseis contra Israel, marcando a primeira ofensiva desse tipo desde o início recente das hostilidades.

De acordo com os próprios houthis, o alvo seriam posições militares estratégicas israelenses. O governo de Israel informou que o projétil foi interceptado com sucesso.

O episódio reforça o ambiente de instabilidade e amplia as preocupações sobre possíveis impactos no fluxo de petróleo e no comércio marítimo internacional.

Mercado acompanha riscos para o petróleo

Com duas rotas estratégicas sob ameaça, cresce a atenção de analistas e investidores quanto aos efeitos sobre o preço do petróleo e a logística global.

Qualquer interrupção no tráfego por estreitos como Bab el-Mandeb ou Ormuz pode gerar volatilidade nos mercados, afetando diretamente a economia mundial.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Brasil

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Comércio Exterior

Estreito de Ormuz: controle do Irã se fortalece e pressiona mercados globais de energia

Após um mês de confrontos no Oriente Médio, o Irã consolidou sua influência sobre o Estreito de Ormuz, um dos principais corredores marítimos do mundo. Apesar dos ataques realizados por Israel e Estados Unidos contra alvos estratégicos iranianos, analistas apontam que Teerã alcançou uma vantagem relevante ao ampliar o controle sobre o fluxo de navios na região.

Dados recentes indicam uma redução drástica na movimentação de embarcações. Em março, apenas cerca de seis navios por dia cruzaram o estreito, número muito inferior à média habitual de aproximadamente 135 travessias diárias.

A maior parte dos petroleiros que conseguiram deixar a região — cerca de 80% — tem ligação direta com o Irã ou com países aliados. Esse cenário reforça a influência iraniana sobre a circulação marítima em uma rota essencial para o comércio global de petróleo.

Atualmente, praticamente todas as embarcações que transitam pelo estreito seguem trajetos próximos à costa iraniana e, em muitos casos, dependem de autorização prévia para garantir passagem segura. Relatos do setor indicam que navios vêm sendo solicitados a fornecer informações detalhadas, como carga e tripulação, além de possíveis taxas. O governo iraniano também estuda formalizar esse controle por meio de um pedágio oficial, o que institucionalizaria práticas já observadas no mercado.

Impactos geopolíticos e legais

O controle do Estreito de Ormuz levanta questionamentos sobre o cumprimento do direito marítimo internacional. A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS) prevê livre trânsito em rotas estratégicas, mas nem Irã nem Estados Unidos ratificaram formalmente o acordo.

A soberania sobre a região, inclusive, integra as condições apresentadas por Teerã em negociações com Washington.

Pressão sobre exportações e cadeias de energia

Enquanto diversos países enfrentam dificuldades para escoar petróleo, o Irã mantém suas exportações em alta. Em março, o país exportou cerca de 1,8 milhão de barris por dia, com destaque para o fluxo direcionado à China.

Em contraste, produtores como Iraque e Arábia Saudita registraram quedas expressivas nas exportações, impactados pelas restrições logísticas e pelo acúmulo de estoques.

O efeito no mercado internacional foi imediato. O petróleo Brent acumulou valorização próxima de 60% no mês, refletindo a instabilidade e o risco na região.

Diante desse cenário, grandes importadores como Índia, Turquia e Paquistão buscaram negociações diretas com o Irã para liberar cargas e reduzir pressões no abastecimento energético.

Seguros, fretes e incerteza no setor marítimo

O ambiente de risco também elevou significativamente os custos operacionais. Seguradoras passaram a classificar o Oriente Médio como zona de guerra, elevando os prêmios para transporte marítimo — que chegaram a até 10% do valor das embarcações no caso de Ormuz.

Além disso, rotas alternativas e novos indicadores de frete começaram a surgir, refletindo a necessidade de adaptação rápida por parte de traders, armadores e operadores logísticos.

Novo cenário mesmo após a guerra

Embora a proposta de pedágio possa indicar uma tentativa de normalização do tráfego, especialistas avaliam que o cenário dificilmente retornará ao padrão anterior, mesmo com um eventual cessar-fogo.

A combinação de riscos geopolíticos, sanções e mudanças estruturais no transporte marítimo sugere uma nova dinâmica para o comércio global de energia.

Fonte: Bloomberg

Texto: Redação

Imagem: Arquivo / ReConecta News

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Comércio Exterior

Petróleo dispara e tensão no Estreito de Ormuz derruba bolsas asiáticas

A escalada de tensão no Oriente Médio voltou a impactar os mercados globais nesta segunda-feira (23). A proximidade do prazo imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã garanta a livre navegação no Estreito de Ormuz elevou os preços do petróleo e pressionou as bolsas asiáticas.

O barril do Brent superou US$ 113, com alta superior a 1%, enquanto índices importantes da Ásia fecharam em forte queda. O Nikkei 225, do Japão, recuou 3,5%, e o Kospi, da Coreia do Sul, caiu 6,5%.

Prazo dos EUA aumenta risco de conflito

No sábado, Donald Trump deu um ultimato de 48 horas para que o Irã reabra o estreito “sem ameaças”. Caso contrário, prometeu ataques diretos contra instalações energéticas iranianas. O prazo termina às 20h44 desta segunda-feira (horário de Brasília).

Teerã reagiu afirmando que responderá a qualquer ofensiva contra sua infraestrutura. A Guarda Revolucionária Islâmica declarou que poderá fechar completamente o estreito caso haja ataques, mantendo o bloqueio até a reconstrução de suas usinas.

Mercado em alerta e risco de escalada

Analistas acompanham com cautela os desdobramentos. Segundo Simon Flowers, da Wood Mackenzie, o mercado aguarda para saber se as ameaças serão concretizadas.

A expectativa é de que um eventual ataque dos EUA provoque uma reação em cadeia, ampliando o conflito e atingindo infraestruturas estratégicas na região — cenário que já vem sendo observado nos últimos dias.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Em condições normais, cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito transportados globalmente passam pelo local.

Qualquer interrupção no fluxo impacta diretamente o preço da energia e o comércio internacional, elevando o risco de inflação e instabilidade econômica global.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, conversou com Donald Trump no domingo. Segundo o governo britânico, ambos destacaram a importância da reabertura do estreito para garantir a estabilidade do mercado energético.

Enquanto isso, o Departamento de Estado dos EUA emitiu alerta global para cidadãos americanos, citando riscos de ataques a instalações diplomáticas e interrupções em viagens internacionais.

Novos ataques elevam tensão na região

Relatos recentes indicam novos episódios de violência no Oriente Médio. Um navio cargueiro registrou explosão próxima à costa dos Emirados Árabes Unidos, enquanto países como Arábia Saudita e Emirados afirmam ter interceptado ataques.

Em Israel, mais de 160 pessoas ficaram feridas após ataques iranianos no fim de semana, atingindo áreas próximas a instalações sensíveis. A Agência Internacional de Energia Atômica informou que não há evidências de danos nucleares ou aumento de radiação.

Autoridades iranianas também indicaram possíveis medidas adicionais, como a taxação de navios que cruzam o estreito e ataques a infraestruturas energéticas ligadas aos EUA na região.

O país afirma que prioriza a via diplomática, mas condiciona qualquer avanço ao fim das ofensivas militares contra seu território.

Fonte: BBC

Texto: Redação

Imagem: Reprodução BBC / Reuters

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Internacional

Corredor humanitário no Estreito de Ormuz: OMI propõe evacuação de navios retidos no Golfo Pérsico

A criação de um corredor humanitário no Estreito de Ormuz entrou no centro das discussões internacionais após a proposta da Organização Marítima Internacional (OMI) para retirar embarcações e tripulantes retidos na região. A medida surge em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio, que já impacta diretamente o comércio global e o transporte marítimo.

OMI busca solução emergencial para crise marítima

Ao final de uma reunião extraordinária realizada em Londres, o secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, afirmou que pretende iniciar imediatamente negociações para viabilizar a operação. O objetivo é garantir a retirada segura de milhares de profissionais do mar e destravar a circulação de navios no Golfo Pérsico.

De acordo com estimativas da entidade, cerca de 3.200 navios permanecem retidos na região, com aproximadamente 20 mil tripulantes a bordo. A paralisação é consequência direta do bloqueio do Estreito de Ormuz, promovido pelo Irã como resposta a ações militares dos Estados Unidos e de Israel.

Dominguez destacou que a implementação do corredor dependerá de cooperação internacional. Segundo ele, será essencial o engajamento dos países envolvidos, além do apoio de agências da ONU e do setor marítimo global.

Países europeus e Japão sinalizam apoio

Em meio à crise, França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão divulgaram uma declaração conjunta demonstrando disposição para colaborar com iniciativas que garantam a navegação segura na região.

O comunicado ressalta o interesse em contribuir com ações que permitam a reabertura do Estreito de Ormuz, embora não detalhe quais medidas práticas serão adotadas. A manifestação ocorre dias após esses mesmos países recusarem participação em operações lideradas pelos Estados Unidos e Israel.

Tensões geopolíticas elevam pressão sobre mercados

A negativa anterior gerou reações do presidente Donald Trump, que afirmou não depender de aliados para restabelecer o fluxo marítimo no estreito. O cenário evidencia o aumento das tensões diplomáticas em torno da crise.

Considerado um dos pontos estratégicos mais importantes do mundo, o Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo global. O bloqueio tem provocado instabilidade nos mercados financeiros e pressionado os preços do barril, com reflexos diretos na economia internacional.

Impactos globais do bloqueio do Estreito de Ormuz

A interrupção no fluxo de navios não afeta apenas o setor marítimo, mas também cadeias logísticas, prazos de entrega e custos de transporte. Especialistas apontam que, caso a situação persista, os efeitos podem se intensificar, atingindo desde o comércio exterior até o consumidor final.

A proposta da OMI surge, portanto, como uma tentativa urgente de mitigar riscos humanitários e econômicos, em um dos momentos mais delicados para o transporte marítimo internacional.

Fonte: Agência Brasil, com informações da RTP

Texto: Redação

Imagem: Reprodução EuroNews / AP Photo / Altaf Qadri

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Internacional

EUA pressionam China para reabrir Estreito de Hormuz bloqueado pelo Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que pode cancelar a viagem prevista à China, onde se encontraria com Xi Jinping, caso Pequim não contribua para a reabertura do Estreito de Hormuz. A rota estratégica está bloqueada pelo Irã desde o início do mês, em meio ao conflito no Oriente Médio.

“Creio que a China também deveria ajudar na reabertura, já que importa 90% de seu petróleo pelo Estreito de Hormuz”, afirmou Trump ao Financial Times. Ele ainda pediu uma resposta concreta de Pequim antes da viagem, prevista para o final deste mês.

Apoio internacional e envolvimento de aliados

Após a declaração, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Trump tem buscado apoio de aliados na Europa e no Golfo Pérsico para intervir na reabertura da rota. Ela ressaltou que os países da OTAN precisam se engajar mais para enfrentar o Irã, evitando que o país obtenha armas nucleares.

“Todos se beneficiam quando os EUA garantem que o Irã não consiga desenvolver uma arma nuclear. O presidente Trump está certo em cobrar ação de outros países”, completou Leavitt.

Bloqueio do Estreito de Hormuz e impactos globais

O Estreito de Hormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito comercializado mundialmente, está sob controle do Irã após ataques de EUA e Israel, que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei.

O bloqueio, restrito a navios pertencentes aos “inimigos” do Irã, aumentou a volatilidade nos mercados globais de energia. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior norte-americano, reconheceu que a região é “taticamente complexa” e que ações militares em grande escala exigem planejamento detalhado.

Além da China, Trump solicitou que outros países enviem navios de guerra para garantir a passagem pelo estreito. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que a restrição vale apenas para navios de Estados Unidos, Israel e seus aliados.

Alta nos preços do petróleo e impacto na economia

O bloqueio provocou aumento expressivo nos preços do petróleo e derivados. Nos EUA, a gasolina subiu 17% e o diesel 24% desde os primeiros ataques. Segundo o The New York Times, o valor médio da gasolina chegou a US$ 3,48 por galão, o mais alto desde 2024.

O setor de alimentos e fertilizantes também sofre, já que derivados de petróleo são insumos essenciais. Zippy Duvall, presidente da Federação Americana de Farm Bureau, alertou que a escassez de fertilizantes pode comprometer a produção agrícola e gerar pressões inflacionárias globais.

Continuidade do conflito e ações militares

Trump afirmou que os EUA ainda não estão prontos para encerrar o conflito. Embora o Irã tenha demonstrado interesse em negociar, o presidente americano condiciona qualquer acordo a termos “muito sólidos”.

Enquanto isso, forças americanas bombardearam a Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã. Ataques atingiram depósitos de mísseis e instalações de minas iranianas. Em resposta, autoridades iranianas ameaçaram retaliar contra bases de empresas petrolíferas ligadas aos EUA.

A Ilha de Kharg, situada a menos de 25 km da costa iraniana e cerca de 480 km ao norte do Estreito de Hormuz, possui oito quilômetros de extensão e concentra a maior parte da exportação de petróleo do país.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Kevin Lamarque/Reuters

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