Internacional

Peso chileno enfrenta pressão com alta das importações de petróleo e queda na produção de cobre, diz Barclays

O peso chileno tem apresentado desempenho abaixo das expectativas, influenciado por fatores externos e internos que afetam a economia do país. De acordo com análise do Barclays, a perda de força da narrativa em torno da inteligência artificial (IA) e a condição do Chile como importante importador de petróleo contribuíram para o enfraquecimento da moeda.

Nos últimos meses, o país registrou deterioração no saldo em conta corrente, movimento atribuído principalmente ao aumento das importações de petróleo. Para o banco, a recente queda nos preços da commodity pode trazer algum alívio no curto prazo.

Produção de cobre decepciona e reduz exportações

Outro fator que tem pesado sobre a economia chilena é o desempenho abaixo do esperado da produção de cobre, um dos principais pilares das exportações do país. A desaceleração na atividade do setor acabou limitando o volume exportado e pressionando as receitas externas.

Segundo o Barclays, caso a oferta continue incapaz de acompanhar a demanda, os preços do metal tendem a se ajustar. A instituição destaca que a procura por cobre segue estruturalmente elevada, impulsionada pelos investimentos globais em infraestrutura relacionada à inteligência artificial.

Juros elevados nos EUA limitam valorização da moeda

O banco também chama atenção para o baixo nível de carrego cambial oferecido pelo peso chileno. Em um cenário de expectativa de juros elevados nos Estados Unidos por mais tempo, a atratividade da moeda chilena fica reduzida, o que dificulta uma valorização mais expressiva no curto prazo.

Perspectivas de longo prazo seguem positivas

Apesar dos desafios atuais, o Barclays mantém uma visão construtiva para o Chile no horizonte de longo prazo. A instituição acredita que os fundamentos econômicos tendem a ganhar maior relevância nos próximos anos, especialmente diante da expectativa de um ciclo prolongado de investimentos no país.

Além disso, o banco avalia que o Chile possui condições de superar os impactos recentes, desde que o Banco Central do Chile mantenha uma postura prudente na condução da política monetária.

Outro fator que poderia favorecer a moeda seria uma solução duradoura para o conflito no Oriente Médio. Nesse cenário, uma possível redução dos preços do petróleo ajudaria a aliviar as pressões sobre a taxa de câmbio e sobre as contas externas chilenas.

FONTE: Investing
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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