Comércio Internacional

Irã e Omã iniciam diálogo sobre gestão do Estreito de Ormuz em meio à redução do tráfego marítimo

Irã e Omã realizaram a primeira reunião do comitê conjunto criado para discutir questões relacionadas ao Estreito de Ormuz. O encontro aconteceu em Mascate e teve como foco os direitos dos países costeiros do Golfo e a futura administração estratégica da hidrovia.

A informação foi divulgada pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, por meio da rede social X, nesta segunda-feira (29). Segundo ele, as discussões seguem as diretrizes do memorando de entendimento firmado neste mês entre Teerã e Washington.

De acordo com Gharibabadi, participaram da reunião o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o chanceler de Omã, Badr Albusaidi. Durante o encontro, os representantes analisaram temas pendentes relacionados ao estreito e debateram cinco eixos previstos no acordo, incluindo a gestão futura da rota marítima e os direitos soberanos dos países banhados pelo Golfo.

Movimento de navios segue abaixo do nível registrado antes do conflito

Apesar do início das negociações diplomáticas, o fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz permanece reduzido. Dados da empresa de inteligência marítima Kpler apontam que, entre os dias 25 e 28 de junho, 124 navios transportando commodities cruzaram a região. O volume corresponde, aproximadamente, ao que costumava ser registrado em apenas um dia antes da escalada do conflito no Oriente Médio. O levantamento considera petroleiros, navios graneleiros e embarcações que transportam gás natural liquefeito (GNL) e gás liquefeito de petróleo (GLP). Os números, no entanto, não incluem navios porta-contêineres.

Responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados globalmente, o Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de atenção para o comércio internacional. Nos últimos dias, a região foi palco de novos episódios de tensão envolvendo Estados Unidos e Irã, incluindo ataques próximos à hidrovia e ações contra instalações militares norte-americanas em países do Golfo.

Embora integrantes do governo dos Estados Unidos tenham afirmado que a navegação permanece livre na região, operadores do transporte marítimo ainda enfrentam um cenário de insegurança, o que mantém elevados os riscos para embarcações e tripulações que transitam pelo estreito.

Fonte: Com informações da CNN Brasil, Reuters e Kpler

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Hwawon Ceci Lee / Anadolu via Getty Images

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Internacional

Estreito de Ormuz: ONU suspende operação de evacuação de navios após ataque no Golfo de Omã

A Organização Marítima Internacional (IMO), agência especializada da ONU para o setor marítimo, suspendeu temporariamente a operação de evacuação de navios que cruzam o Estreito de Ormuz. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (25), após o ataque a uma embarcação no Golfo de Omã, aumentando as preocupações com a segurança da navegação na região.

Segundo o secretário-geral da IMO, Arsenio Dominguez, o navio atingido não integrava o esquema de evacuação organizado pela agência. Mesmo assim, a ocorrência levou à revisão das condições de segurança antes da continuidade da operação.

Segurança das rotas será reavaliada

Em comunicado, Dominguez informou que a suspensão tem como objetivo confirmar se permanecem válidas as garantias de proteção para as embarcações incluídas no plano de retirada, além dos demais navios que operam na área.

A iniciativa foi lançada na última terça-feira e previa a saída voluntária de centenas de navios e milhares de tripulantes do Golfo por meio de duas rotas alternativas: uma passando por águas iranianas e outra por águas de Omã, esta última sob supervisão dos Estados Unidos.

Ataque reacende preocupação com o fluxo marítimo

A medida ocorre após um suposto ataque ao cargueiro Ever Lovely, de bandeira de Singapura, que navegava pela rota próxima ao litoral de Omã. O episódio voltou a colocar em dúvida a segurança do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas estratégicas para o transporte global de petróleo.

O incidente acontece em um momento de intenso movimento na região, com o fluxo de petróleo atingindo o maior nível desde o início do conflito registrado em 28 de fevereiro.

Irã e Estados Unidos divergem sobre controle da passagem

Também nesta quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã reiterou que as embarcações devem coordenar sua passagem pelo estreito com as autoridades iranianas.

Do lado norte-americano, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o Irã não deve impedir a livre navegação na região. Segundo ele, nenhum país tem o direito de cobrar pelo uso de hidrovias internacionais ou impor tarifas como condição para a passagem de navios.

Teerã avalia cobrança por navegação, segundo imprensa

De acordo com informações divulgadas pela imprensa dos Estados Unidos, com base em fontes ligadas ao governo iraniano, Teerã estuda implementar um sistema de taxas de segurança e administração para navios que utilizam o Estreito de Ormuz. A expectativa seria arrecadar até US$ 40 bilhões por ano, em um modelo semelhante ao adotado pela Turquia no estreito de Dardanelos.

Marco Rubio alertou que qualquer tentativa de bloquear ou restringir a circulação de embarcações poderá ampliar as tensões na região e gerar novos impactos sobre o comércio marítimo internacional.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Mohammed Aty/Foto de Arquivo

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Internacional

Peso chileno enfrenta pressão com alta das importações de petróleo e queda na produção de cobre, diz Barclays

O peso chileno tem apresentado desempenho abaixo das expectativas, influenciado por fatores externos e internos que afetam a economia do país. De acordo com análise do Barclays, a perda de força da narrativa em torno da inteligência artificial (IA) e a condição do Chile como importante importador de petróleo contribuíram para o enfraquecimento da moeda.

Nos últimos meses, o país registrou deterioração no saldo em conta corrente, movimento atribuído principalmente ao aumento das importações de petróleo. Para o banco, a recente queda nos preços da commodity pode trazer algum alívio no curto prazo.

Produção de cobre decepciona e reduz exportações

Outro fator que tem pesado sobre a economia chilena é o desempenho abaixo do esperado da produção de cobre, um dos principais pilares das exportações do país. A desaceleração na atividade do setor acabou limitando o volume exportado e pressionando as receitas externas.

Segundo o Barclays, caso a oferta continue incapaz de acompanhar a demanda, os preços do metal tendem a se ajustar. A instituição destaca que a procura por cobre segue estruturalmente elevada, impulsionada pelos investimentos globais em infraestrutura relacionada à inteligência artificial.

Juros elevados nos EUA limitam valorização da moeda

O banco também chama atenção para o baixo nível de carrego cambial oferecido pelo peso chileno. Em um cenário de expectativa de juros elevados nos Estados Unidos por mais tempo, a atratividade da moeda chilena fica reduzida, o que dificulta uma valorização mais expressiva no curto prazo.

Perspectivas de longo prazo seguem positivas

Apesar dos desafios atuais, o Barclays mantém uma visão construtiva para o Chile no horizonte de longo prazo. A instituição acredita que os fundamentos econômicos tendem a ganhar maior relevância nos próximos anos, especialmente diante da expectativa de um ciclo prolongado de investimentos no país.

Além disso, o banco avalia que o Chile possui condições de superar os impactos recentes, desde que o Banco Central do Chile mantenha uma postura prudente na condução da política monetária.

Outro fator que poderia favorecer a moeda seria uma solução duradoura para o conflito no Oriente Médio. Nesse cenário, uma possível redução dos preços do petróleo ajudaria a aliviar as pressões sobre a taxa de câmbio e sobre as contas externas chilenas.

FONTE: Investing
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Estreito de Hormuz volta a liberar petroleiros e amplia oferta global de petróleo

A retomada gradual da navegação no Estreito de Hormuz começou a aliviar a pressão sobre o mercado internacional de energia. Nesta quarta-feira, três petroleiros que estavam retidos na região iniciaram a saída do Golfo Pérsico transportando cerca de 5 milhões de barris de petróleo bruto, movimento que contribui para aumentar a oferta global e reduzir os preços da commodity.

A liberação das embarcações ocorre após o acordo provisório firmado entre Irã e Estados Unidos, que ajudou a destravar parte das cargas que permaneciam paradas devido às tensões no Oriente Médio.

Petroleiros seguem para Ásia e Oriente Médio

Entre os navios que deixaram a região está o VL Breeze, um superpetroleiro de grande porte que transporta aproximadamente 2 milhões de barris de condensado do Catar e petróleo de Abu Dhabi. A embarcação segue em direção a Daesan, na Coreia do Sul, contratada pela refinaria sul-coreana Hyundai Oilbank.

Outro navio que atravessou o estreito foi o VLCC Plata Carrier, responsável pelo transporte de cerca de 2 milhões de barris de petróleo saudita com destino à Ásia. A embarcação opera sob contrato da Indian Oil Corporation.

Também deixou a região o petroleiro Prudent Warrior, que carrega cerca de 1 milhão de barris de petróleo Basrah, do Iraque, com destino ao porto de Sohar, em Omã.

Milhões de barris ainda aguardam saída do Golfo

Levantamentos das consultorias especializadas Kpler e Vortexa indicavam, na semana passada, que aproximadamente 90 milhões de barris de petróleo permaneciam represados dentro do Golfo devido às restrições impostas pelo conflito regional.

Segundo o Ministério dos Oceanos e da Pesca da Coreia do Sul, quatro embarcações operadas por empresas sul-coreanas já conseguiram deixar o Estreito de Hormuz e seguem viagem para seus respectivos destinos.

Apesar da melhora no fluxo marítimo, 18 dos 26 navios que ficaram retidos desde o início da crise ainda permanecem na região.

Corredores marítimos temporários garantem navegação

Ainda não há confirmação sobre o uso das rotas emergenciais criadas para facilitar a saída segura dos navios. As medidas foram implementadas por Omã em conjunto com a Organização Marítima Internacional (IMO).

O governo omanense anunciou a manutenção da navegação livre pelo Estreito de Hormuz, sem cobrança de tarifas adicionais, e definiu dois corredores temporários, posicionados ao norte e ao sul da rota tradicional de navegação.

A iniciativa busca garantir maior segurança às embarcações que deixam a área em meio ao cenário de instabilidade geopolítica.

Mercado de gás natural também mostra recuperação

Além do transporte de petróleo, a movimentação de gás natural liquefeito (GNL) também apresenta sinais de normalização.

Dados de navegação mostram que os navios-tanque Shandong Redwood e Milaha Qatar, ambos vazios, cruzaram recentemente o estreito para realizar carregamentos no Catar.

Com essas embarcações, chega a nove o número de navios de GNL identificados transitando pela região para abastecimento no país, o maior volume registrado desde o início do conflito.

Catar prevê retomada total da produção de GNL

O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, afirmou que a produção de gás natural liquefeito deverá retornar aos níveis normais nas próximas semanas.

A expectativa reforça a percepção de recuperação gradual das exportações energéticas da região e reduz preocupações sobre possíveis impactos prolongados no abastecimento global de petróleo e gás.

A reabertura das rotas marítimas e a retomada dos embarques são acompanhadas de perto por governos, empresas e investidores, já que o Estreito de Hormuz é considerado uma das passagens mais estratégicas para o comércio mundial de energia.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Exportação

Exportação de diesel russo pode ser suspensa e gerar impactos no mercado brasileiro

A possibilidade de um veto às exportações de diesel russo acendeu um alerta em mercados que dependem do combustível produzido pelo país. Entre eles está o Brasil, atualmente um dos principais compradores do derivado e maior destino do diesel exportado pela Rússia na América Latina.

A medida está sendo analisada pelo governo russo como forma de controlar os preços internos dos combustíveis e enfrentar problemas de abastecimento provocados pelos recentes ataques da Ucrânia à infraestrutura energética do país.

Ataques a refinarias pressionam produção de combustíveis

Segundo autoridades russas, os bombardeios e ataques com drones contra refinarias e instalações estratégicas afetaram significativamente a produção de derivados de petróleo. Consultorias locais apontam que a fabricação de combustíveis, incluindo gasolina e diesel, chegou a registrar queda expressiva nas últimas semanas.

O vice-primeiro-ministro da Rússia, responsável pela coordenação do setor energético, indicou que o governo estuda diferentes alternativas para equilibrar a oferta doméstica. Entre elas estão restrições às exportações e a adoção de novas tarifas para vendas ao exterior.

Caso sejam implementadas, essas medidas podem elevar os custos do combustível para importadores internacionais.

Brasil depende cada vez mais do diesel vindo da Rússia

Desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, em 2022, o Brasil ampliou significativamente as compras de diesel russo, atraído pelos descontos oferecidos após as sanções impostas por países ocidentais.

Atualmente, o produto tem participação dominante nas importações brasileiras do combustível. Em maio, aproximadamente 75% do diesel desembarcado no país teve origem na Rússia, enquanto os Estados Unidos ocuparam posição bem mais modesta entre os fornecedores.

O cenário reforça a importância estratégica do combustível russo para o abastecimento nacional.

Transporte rodoviário aumenta sensibilidade do mercado brasileiro

A economia brasileira possui forte dependência do transporte rodoviário para a circulação de mercadorias, o que torna o diesel um insumo essencial para diferentes setores produtivos.

Embora a Petrobras responda por cerca de 70% da oferta nacional do combustível, o restante é complementado por importações. Dessa forma, qualquer redução na disponibilidade internacional ou aumento nos preços pode repercutir diretamente nos custos logísticos e de transporte.

Brasil está entre os maiores compradores do diesel russo

Com a reconfiguração do comércio global de energia após as sanções europeias, o Brasil passou a ocupar posição de destaque entre os destinos do diesel exportado pela Rússia.

Levantamentos internacionais apontam que o país absorveu cerca de 11% das exportações russas do derivado desde a implementação das restrições impostas pela Europa. O percentual fica próximo ao registrado pela China, enquanto a Turquia lidera a lista dos principais compradores.

No caso do petróleo bruto, os maiores mercados para a Rússia continuam sendo China e Índia.

Crise de abastecimento preocupa autoridades russas

Além das perdas na produção, os danos causados à infraestrutura energética afetaram a distribuição de combustíveis em algumas regiões russas. Relatos apontam dificuldades de abastecimento, filas em postos e limitação na venda de gasolina e diesel em áreas mais afetadas.

O governo também enfrenta desafios relacionados ao reparo de refinarias e terminais atingidos pelos ataques, fator que contribui para a pressão sobre a oferta doméstica.

Mercado global acompanha cenário com atenção

A possível suspensão das exportações de diesel ocorre em um momento de elevada sensibilidade para o mercado internacional de energia. Alterações no fluxo de combustíveis russos podem influenciar preços globais e gerar reflexos em países importadores.

Para o Brasil, eventual restrição nas vendas russas representa um fator de risco para o abastecimento e para os custos do combustível, especialmente em um cenário de forte dependência do diesel importado para atender à demanda interna.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Serguei Pivovarov /Reuters

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Internacional

Estreito de Ormuz enfrenta novo desafio: cracas e resíduos atrasam retomada do transporte de petróleo

Após meses de paralisação no Estreito de Ormuz, um problema pouco visível passou a preocupar armadores e operadores marítimos: o acúmulo de bioincrustação nos cascos dos navios. Cracas, mexilhões, algas e outros organismos marinhos aderiram às embarcações que permaneceram ancoradas por longos períodos no Golfo Pérsico, criando uma nova barreira para a retomada do fluxo global de petróleo.

Especialistas do setor afirmam que a permanência dos navios em águas quentes por vários meses favoreceu a proliferação desses organismos. Antes de voltar a navegar, as embarcações precisarão passar por um processo de limpeza especializado para remover todo o material acumulado.

Limpeza dos cascos exige equipes especializadas

A remoção da chamada incrustação biológica é realizada por mergulhadores profissionais conhecidos como “limpadores de casco”. O trabalho envolve o uso de raspadores, equipamentos de alta pressão e ferramentas elétricas para retirar os organismos sem comprometer os revestimentos protetores das embarcações.

A tarefa é ainda mais complexa devido às dimensões dos superpetroleiros. Muitos deles ultrapassam 300 metros de comprimento, exigindo equipes de cinco ou seis mergulhadores trabalhando durante várias horas para concluir a limpeza de um único navio.

Com aproximadamente 600 embarcações aguardando autorização para atravessar a região, a demanda pelos serviços disparou, elevando significativamente os custos das operações.

Bioincrustação aumenta consumo de combustível e reduz eficiência

Além do aspecto visual, a presença de cracas e outros organismos marinhos impacta diretamente o desempenho das embarcações. A superfície irregular criada pela bioincrustação aumenta o atrito com a água, elevando o consumo de combustível e reduzindo a eficiência operacional dos navios.

Como o combustível representa uma das maiores despesas do transporte marítimo, qualquer perda de desempenho pode gerar custos expressivos, especialmente em rotas de longa distância entre o Oriente Médio e mercados asiáticos.

Em situações mais graves, o acúmulo de organismos pode afetar hélices, sistemas de refrigeração e válvulas de admissão, comprometendo a operação dos navios.

Normas ambientais exigem remoção antes da chegada aos portos

As regras internacionais de navegação determinam que as embarcações removam a bioincrustação antes de atracar em diversos portos. O objetivo é evitar a disseminação de espécies invasoras, que podem causar impactos ambientais significativos em ecossistemas marinhos de outras regiões.

Além das exigências regulatórias, seguradoras marítimas também impõem cláusulas específicas relacionadas à manutenção dos cascos, exigindo que os navios permaneçam em condições adequadas de operação e eficiência.

Retomada do mercado de petróleo ainda enfrenta vários entraves

Mesmo com a possível reabertura do Estreito de Ormuz, especialistas avaliam que a normalização do transporte marítimo não ocorrerá de forma imediata. A limpeza das embarcações é apenas uma das etapas necessárias antes que os petroleiros retomem suas rotas comerciais.

Outros desafios incluem inspeções de segurança, operações de desminagem, novas exigências regulatórias impostas pelo Irã e a necessidade de aprovação por parte de seguradoras e financiadores.

Diante desse cenário, a recuperação plena do fluxo internacional de petróleo deve ocorrer de forma gradual. E, curiosamente, um dos primeiros obstáculos a serem vencidos não está relacionado à geopolítica, mas ao acúmulo de pequenos organismos marinhos nos cascos dos navios.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Internacional

Estreito de Ormuz volta ao centro da crise após Irã acusar EUA e Israel de descumprirem cessar-fogo

O governo do Irã anunciou que pretende voltar a fechar o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas comerciais de energia do planeta, após acusar Estados Unidos e Israel de descumprirem os termos de um recente acordo de cessar-fogo.

Segundo as Forças Armadas iranianas, a medida foi motivada pelo que classificaram como uma “violação clara” dos compromissos assumidos por Washington no acordo firmado para encerrar os confrontos na região.

Acordo previa suspensão imediata das operações militares

Teerã afirma que a decisão está baseada no primeiro ponto do pacto de 14 cláusulas divulgado em 17 de junho, que estabelecia a interrupção imediata e permanente das ações militares em todas as frentes de conflito, incluindo o território libanês.

As autoridades iranianas sustentam que os acontecimentos registrados nos dias seguintes ao anúncio demonstram que o entendimento não foi respeitado pelas partes envolvidas.

Ataques no sul do Líbano aumentam tensão regional

A controvérsia ganhou força após relatos de bombardeios israelenses no sul do Líbano que teriam deixado pelo menos 20 mortos menos de 24 horas após a divulgação do novo cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah.

O episódio elevou novamente as preocupações sobre a estabilidade do acordo e alimentou as críticas do governo iraniano em relação à atuação de Washington e Tel Aviv.

Estados Unidos contestam fechamento da rota marítima

Apesar das declarações iranianas, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou neste sábado (20) que não há indícios concretos de que o país tenha iniciado o bloqueio da passagem marítima.

Durante entrevista coletiva, Vance declarou que as autoridades americanas não identificaram evidências que confirmem o fechamento do corredor estratégico.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante?

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis do comércio global de energia. Localizado entre o Irã, os Emirados Árabes Unidos e Omã, o canal concentra aproximadamente 20% de todo o petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) negociados internacionalmente.

No início deste ano, após ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra alvos iranianos, o tráfego na região chegou a ser interrompido, provocando forte impacto nos mercados e uma rápida alta nos preços do petróleo.

Pressão internacional se volta para Donald Trump

Para o correspondente da BBC em Israel, Jon Donnison, os sinais de desgaste do acordo já eram visíveis desde sua assinatura.

Segundo a análise, a reabertura parcial do Estreito de Ormuz representava uma das principais conquistas do entendimento diplomático e era considerada fundamental para evitar uma crise econômica de alcance global.

Com a nova escalada de tensão, a atenção internacional se concentra agora na capacidade do presidente Donald Trump de influenciar Israel a reduzir suas operações militares no Líbano e preservar o acordo firmado recentemente.

Crescem as críticas dos EUA às ações israelenses

O episódio ocorre em meio ao aumento das divergências entre Washington e Tel Aviv. Nos últimos dias, integrantes do governo americano intensificaram críticas às operações militares israelenses no sul do Líbano, alegando uso excessivo da força durante as ações na região.

A evolução dos acontecimentos poderá ser decisiva para o futuro do cessar-fogo e para a estabilidade geopolítica no Oriente Médio.

FONTE: BBC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Estreito de Ormuz terá administração regional após acordo entre Irã e Estados Unidos

Um memorando de entendimento firmado entre Irã e Estados Unidos estabelece uma série de compromissos para reduzir tensões no Oriente Médio, incluindo o encerramento imediato de conflitos em andamento e a definição de uma nova gestão para o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

O documento, composto por 14 cláusulas, foi divulgado por veículos de comunicação iranianos e norte-americanos. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também compartilhou o conteúdo nas redes sociais.

Fim dos conflitos está entre as primeiras medidas previstas

O primeiro item do acordo determina o encerramento imediato e permanente das operações militares relacionadas aos conflitos envolvendo Israel no Líbano e na Faixa de Gaza.

Além disso, Irã e Estados Unidos assumem o compromisso de não iniciar novas ações militares um contra o outro, respeitando a soberania e a integridade territorial dos países envolvidos.

Segundo o texto, as partes também concordam em evitar interferências em assuntos internos e trabalhar pela estabilidade regional.

Estreito de Ormuz terá gestão compartilhada

Um dos pontos mais relevantes do memorando trata da administração futura do Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde passa uma parcela significativa do comércio global de petróleo.

Pelo acordo, a definição da gestão da via será conduzida pelo Irã, pelo Sultanato de Omã e pelos demais países banhados pelo Golfo Pérsico, seguindo normas do direito internacional e respeitando a soberania dos Estados costeiros.

O documento também prevê a liberação da navegação comercial pelo estreito durante um período inicial de 60 dias, sem cobrança de taxas e com garantia de segurança para as embarcações.

Antes da escalada das tensões na região, cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente transitava pelo local.

Suspensão de sanções e desbloqueio de recursos

Outro aspecto central do entendimento envolve a retirada gradual das sanções econômicas contra o Irã.

O memorando prevê que os Estados Unidos iniciem o processo de eliminação das restrições impostas ao país, incluindo medidas ligadas ao comércio de petróleo, transações financeiras e ativos iranianos congelados no exterior.

Também está prevista a liberação de fundos bloqueados e a emissão de autorizações para operações bancárias e comerciais relacionadas à economia iraniana.

Programa nuclear ficará sob supervisão internacional

Em contrapartida, o governo iraniano reafirmou o compromisso de não desenvolver armas nucleares.

O texto estabelece que o país aceitará inspeções e mecanismos de monitoramento conduzidos pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU).

Além disso, as duas partes deverão negociar o destino do material nuclear enriquecido atualmente armazenado pelo Irã, sob supervisão internacional.

Plano de reconstrução prevê investimento bilionário

O memorando também contempla a elaboração de um programa de reconstrução e desenvolvimento econômico para o Irã.

A proposta prevê investimentos mínimos de US$ 300 bilhões, financiados em cooperação com parceiros regionais e articulados pelos Estados Unidos. Os detalhes do mecanismo de implementação deverão ser definidos durante as negociações do acordo definitivo.

Prazo de 60 dias para acordo final

Embora algumas medidas tenham aplicação imediata, como a redução das hostilidades, a flexibilização do bloqueio naval e a liberação gradual da navegação em Ormuz, o memorando estabelece um prazo inicial de 60 dias para a conclusão de um acordo definitivo.

Esse período poderá ser prorrogado mediante consenso entre as partes.

O texto ainda prevê a criação de um mecanismo de monitoramento para acompanhar o cumprimento das cláusulas acordadas e determina que o pacto final seja posteriormente ratificado por meio de resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Transporte

Estreito de Ormuz pode levar até 50 dias para retomar tráfego normal após acordo entre EUA e Irã

A reabertura do Estreito de Ormuz após o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã não significa uma retomada imediata da navegação comercial. Especialistas em segurança marítima alertam que a verificação e remoção de possíveis minas navais na região podem atrasar por várias semanas o retorno das operações em níveis considerados normais.

Segundo avaliações de fontes ligadas ao setor naval e de segurança internacional, o processo de inspeção, realizado por navios varredores de minas e drones submarinos especializados, pode durar entre 40 e 50 dias. Até que haja garantias concretas de segurança, seguradoras, armadores e empresas petrolíferas tendem a manter cautela em relação ao tráfego pela rota.

Possível presença de minas preocupa setor marítimo

A principal preocupação das companhias de navegação é a existência de minas navais ao longo da via marítima, considerada uma das mais estratégicas do planeta para o transporte de energia.

Antes do conflito, cerca de 20% da oferta mundial diária de petróleo e gás natural liquefeito passava pelo estreito. Qualquer atraso na normalização do corredor pode manter retidos milhões de barris de petróleo e prolongar os impactos sobre o mercado energético global.

O cenário ganha ainda mais relevância diante da redução dos estoques de petróleo nas principais economias mundiais, que se aproximam dos menores níveis registrados desde 2003, segundo análises recentes do setor energético.

Empresas exigem garantias antes de retomar operações

Embora embarcações tenham conseguido cruzar a região nas últimas semanas com apoio indireto de autoridades dos dois países, empresas do setor afirmam que o risco continua elevado.

Jakob Larsen, diretor de segurança da associação internacional de transporte marítimo Bimco, afirmou que ainda não existem condições para uma retomada plena da navegação comercial.

De acordo com ele, a ameaça representada pelas minas exige a definição de corredores comprovadamente seguros antes que os navios voltem a operar normalmente.

A preocupação também envolve os altos valores em risco. Um superpetroleiro carregado pode representar cerca de US$ 300 milhões entre embarcação e carga, o que leva seguradoras e operadores a exigirem elevados níveis de segurança antes da travessia.

Informações sobre minas permanecem incertas

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a quantidade de minas que teriam sido posicionadas na região.

Durante o conflito, o Irã ameaçou utilizar minas marítimas para restringir o acesso ao estreito, mas não confirmou publicamente a instalação dos artefatos. Já os Estados Unidos afirmam que embarcações iranianas envolvidas em operações de minagem foram alvo de ataques militares.

No início de junho, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou ao Senado que extensas áreas de Ormuz haviam sido minadas. Dias depois, a Marinha da Alemanha informou ter recebido relatórios dos Estados Unidos e do Reino Unido apontando a localização de minas em quatro pontos próximos ao estreito, embora sem confirmação independente.

Tráfego marítimo segue abaixo dos níveis anteriores ao conflito

Apesar dos avanços diplomáticos, a movimentação de navios continua bastante reduzida.

Dados do setor mostram que, nas últimas semanas, entre 12 e 15 embarcações cruzaram diariamente o estreito. Antes da guerra, esse volume variava entre 120 e 140 navios por dia.

A diferença demonstra que boa parte das empresas ainda aguarda condições mais seguras antes de retomar suas rotas regulares.

Operação internacional de limpeza pode durar meses

Diversos países já mobilizaram recursos para uma eventual operação de desminagem. Reino Unido, França e Alemanha enviaram navios de guerra e embarcações especializadas para o Oriente Médio, com o objetivo de apoiar possíveis ações de remoção de explosivos.

Especialistas em segurança marítima avaliam que a tarefa poderá ser complexa. Corey Ranslem, diretor da Dryad Global, afirma que, mesmo após ataques contra estruturas militares iranianas, estimativas indicam que o país poderia manter até mil minas navais disponíveis.

Segundo ele, a identificação de um campo minado pode exigir semanas ou até meses de trabalho até que a área seja considerada totalmente segura para a navegação comercial.

OMI destaca importância da reabertura

Para a Organização Marítima Internacional (OMI), o acordo entre Estados Unidos e Irã representa um avanço importante para restabelecer a segurança em uma das rotas marítimas mais relevantes do mundo.

O secretário-geral da entidade, Arsenio Domínguez, destacou que a reabertura do corredor é um passo positivo para a proteção de tripulações e embarcações. No entanto, ressaltou que a normalização completa dependerá da implementação de todas as medidas necessárias para garantir a segurança da navegação.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Internacional

Estreito de Ormuz registra primeira travessia de petroleiro após avanço em acordo entre EUA e Irã

A passagem de um petroleiro comercial pelo Estreito de Ormuz marcou um novo capítulo nas negociações entre Estados Unidos e Irã. A travessia ocorreu nesta segunda-feira (15), um dia após o anúncio de um acordo preliminar de paz entre os dois países.

O presidente dos EUA, Donald Trump, informou que outras embarcações já começaram a utilizar a estratégica rota marítima, considerada uma das mais importantes para o comércio global de energia. Segundo o memorando divulgado pelo governo americano, a expectativa é de que o corredor marítimo seja totalmente reaberto após a assinatura oficial do pacto, prevista para sexta-feira (19), em Genebra.

Primeiro navio cruza a rota após avanço diplomático

Informações de monitoramento marítimo apontam que o Disha, navio de transporte de gás natural liquefeito (GNL) registrado em Malta, foi a primeira embarcação comercial a atravessar o estreito desde o avanço das negociações entre Washington e Teerã.

A embarcação utilizou os corredores de navegação definidos pelo Irã dentro do Sistema de Separação de Tráfego (TSS), deixando o Golfo Pérsico em direção ao mar aberto de forma segura.

A movimentação também foi confirmada por veículos internacionais. A Reuters informou que um navio metaneiro navegou pelo estreito rumo ao leste. Já a CNN revelou que o governo americano orientou suas forças armadas a preparar a suspensão formal do bloqueio naval da região, medida que deverá entrar em vigor após a assinatura oficial do acordo.

Trump destaca retomada do tráfego marítimo

Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que diversas embarcações carregadas de petróleo já estão deixando o Golfo Pérsico por meio da chamada rota sul do estreito, localizada mais próxima de Omã e da Arábia Saudita.

Segundo o presidente americano, o trajeto permanece seguro e disponível para a navegação comercial. Até o momento, o governo iraniano não confirmou oficialmente as informações sobre a retomada do fluxo marítimo.

Reabertura de Ormuz anima mercados globais

Embora os detalhes do tratado ainda não tenham sido divulgados integralmente, sua implementação deverá ocorrer apenas após a assinatura prevista para a próxima sexta-feira, na Suíça.

Mesmo assim, a perspectiva de normalização do Estreito de Ormuz já trouxe alívio aos mercados internacionais. A rota é responsável pela passagem de aproximadamente 20% do petróleo e do gás natural consumidos no mundo, sendo considerada vital para o abastecimento energético global.

Divergências ameaçam implementação do acordo

Apesar do avanço diplomático, o entendimento entre Washington e Teerã enfrenta desafios importantes.

Um dos principais obstáculos envolve os confrontos entre Israel e o Hezbollah, grupo xiita apoiado pelo regime iraniano. Durante as negociações, o Irã condicionou a manutenção do memorando provisório à interrupção dos ataques israelenses no Líbano, proposta que recebeu apoio dos mediadores paquistaneses.

No entanto, o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sinalizou nesta segunda-feira que não pretende retirar suas forças do sul libanês, ampliando as incertezas sobre a consolidação do acordo.

Cobrança de taxas gera novo impasse

Outro ponto de divergência diz respeito ao tráfego no estreito.

Trump declarou anteriormente que o acordo garantiria a circulação de navios sem qualquer cobrança de pedágio, em uma isenção permanente defendida durante as negociações.

Contudo, autoridades iranianas afirmaram que pretendem instituir uma “taxa por serviço” para embarcações que utilizarem a passagem marítima, criando uma nova área de atrito entre as partes.

Programa nuclear segue como questão central

Além da questão da navegação, o acordo estabelece um prazo de 60 dias para tratar de temas sensíveis relacionados ao programa nuclear iraniano.

Entre os assuntos pendentes está o destino das reservas de urânio altamente enriquecido do país, tema que esteve no centro das justificativas apresentadas por Estados Unidos e Israel para o início do conflito.

A complexidade da negociação é conhecida. Questões semelhantes levaram mais de dois anos para serem resolvidas durante o acordo nuclear firmado em 2015, na gestão de Barack Obama, do qual os Estados Unidos se retiraram posteriormente durante o primeiro mandato de Trump.

Caso não haja consenso dentro do período estipulado, as partes poderão negociar uma extensão do cronograma.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Majid Saeedi/Getty Images

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