Internacional

Guerra no Oriente Médio impulsiona preços da soja e do açúcar no Brasil

O conflito no Oriente Médio foi o principal fator por trás da alta de diversas commodities agrícolas em março. O aumento do preço do petróleo elevou o valor do óleo de soja em mais de 13% na Bolsa de Chicago, puxando junto os preços da soja. O aumento do petróleo também impactou o açúcar e o algodão na Bolsa de Nova York.

Quando o preço do petróleo sobe, a demanda por óleo de soja cresce, já que ele é usado na produção de biodiesel, uma alternativa renovável ao diesel fóssil. Segundo dados do Valor Data, a soja encerrou março em alta de 4,2%, com o contrato mais líquido atingindo US$ 11,85 por bushel.

Marcela Marini, analista sênior de grãos do Rabobank, explica que, sem o impacto geopolítico, os preços da soja poderiam ter caído, já que o Brasil colhe uma safra recorde e a demanda chinesa não cresce na mesma proporção.

Trigo registra maior valorização

O trigo foi a commodity que mais subiu em Chicago, com alta de 8,5% e preço médio de US$ 6,02 por bushel. Segundo Élcio Bento, analista da Safras & Mercado, a expectativa de redução da área plantada nos EUA foi determinante para o aumento.

Os produtores americanos devem plantar 17,6 milhões de hectares na safra 2026-27, a menor desde 1919. Em 2025, a área total foi de 18,33 milhões de hectares.

O conflito no Oriente Médio também afetou o trigo, após o grupo Houthi, do Iêmen, declarar apoio ao Irã e ameaçar interromper fluxos pelo Canal de Suez. “Isso aumenta os custos logísticos para trigo vindo da Europa, Rússia e Ucrânia, beneficiando outros produtores como Argentina, Austrália e EUA”, destacou Bento.

Milho e algodão também registram alta

O milho subiu 5,7% em Chicago, alcançando US$ 4,64 por bushel, impulsionado pela forte demanda americana e pelo uso crescente em biocombustíveis, conforme explica Marcela Marini.

O algodão acompanhou a tendência do petróleo, com alta de 6% em março, para 68,29 cents por libra-peso. O aumento no preço do petróleo eleva o custo de tecidos sintéticos, fortalecendo a demanda por fibras naturais, como o algodão.

Açúcar se beneficia de bioenergia

Em Nova York, o açúcar teve alta de 8,1%, cotado a 14,93 cents por libra. A valorização do petróleo aumenta a competitividade do etanol em relação à gasolina, incentivando usinas brasileiras a direcionarem mais cana para bioenergia, reduzindo a oferta global de açúcar.

Segundo Marcelo Filho, analista de mercado da StoneX, a consolidação do preço do petróleo acima de US$ 100 torna o etanol mais atrativo e pressiona o açúcar no mercado internacional.

Outras commodities

O suco de laranja congelado subiu 3,4%, para US$ 1,82 por libra, e o café arábica registrou alta de 1,2%, a US$ 2,94 por libra. Entre as commodities suaves, apenas o cacau caiu, recuando 9,9% para US$ 3,26 por tonelada, pressionado por oferta abundante e baixa demanda.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Be8

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Internacional

Irã confirma morte de comandante ligado ao fechamento do Estreito de Ormuz

O governo do Irã confirmou nesta segunda-feira (30) a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri. Ele não resistiu aos ferimentos provocados por um bombardeio realizado por Israel na semana passada, segundo comunicado oficial.

De acordo com a nota, o militar foi atingido durante um ataque que causou danos significativos a estruturas estratégicas e acabou falecendo após complicações decorrentes dos ferimentos.

Ataque ocorreu no sul do Irã e já havia sido reivindicado

A morte de Tangsiri já havia sido anunciada por Israel no dia 26 de março. Conforme o governo israelense, o comandante foi morto em uma operação noturna em Bandar Abbas, no sul do país, junto a outros integrantes de alto escalão da força naval iraniana.

As autoridades israelenses atribuem a Tangsiri a responsabilidade pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o transporte global de petróleo.

Irã promete resposta e continuidade das ações militares

Em seu posicionamento, a Guarda Revolucionária destacou que a morte do comandante não interromperá suas operações. O órgão afirmou que seguirá com ações contra EUA e Israel, prometendo “golpes contundentes” na região do Estreito de Ormuz.

Tangsiri foi descrito como um “comandante corajoso”, que atuava no fortalecimento da defesa costeira e na organização das forças militares iranianas.

Outras mortes e escalada do conflito

Além de Tangsiri, Israel declarou ter eliminado também Behnam Rezaei, chefe de Inteligência da Marinha da Guarda Revolucionária. No entanto, a informação ainda não foi confirmada pela mídia estatal iraniana.

A morte do comandante ocorre em meio a uma sequência de ações contra autoridades de alto escalão do Irã, intensificando a crise no Oriente Médio. Entre os nomes mais relevantes citados no conflito estão o líder supremo Ali Khamenei e o chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani.

Importância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo, por onde circula cerca de 20% do petróleo global. O bloqueio da via, que já dura quase um mês, tem impacto direto na economia global e nas cadeias de abastecimento energético.

Israel também acusa Tangsiri de liderar ataques contra petroleiros e embarcações comerciais ao longo dos últimos anos, o que teria agravado tensões na região do Golfo Pérsico.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Alireza Tangsiri no X

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Internacional

Estreito de Bab el-Mandeb entra no radar e amplia tensão global no Oriente Médio

A crescente tensão no Oriente Médio ganhou um novo ponto de atenção além do já conhecido Estreito de Ormuz. O Estreito de Bab el-Mandeb, rota estratégica para o transporte de energia, passou a ser citado como possível alvo de bloqueio por parte do Irã, elevando a preocupação nos mercados globais de petróleo.

A ameaça surge em meio ao agravamento do cenário geopolítico e à pressão sobre rotas marítimas essenciais para o comércio internacional.

Rota estratégica liga o Mar Vermelho ao Canal de Suez

Localizado entre Iêmen, Djibuti e Eritreia, o Estreito de Bab el-Mandeb é um dos principais corredores marítimos do mundo. A passagem conecta o Mar Vermelho ao Canal de Suez, sendo responsável por cerca de 12% do transporte marítimo global de petróleo.

Nos últimos meses, a importância da rota aumentou ainda mais, especialmente após restrições no fluxo pelo Estreito de Ormuz, transformando o local em alternativa relevante para o escoamento de petróleo da região.

Irã sinaliza possível bloqueio com apoio de aliados

De acordo com informações divulgadas pela agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, o grupo Houthi — apoiado por Teerã — estaria preparado para atuar no controle da passagem marítima.

Segundo fontes militares citadas pela agência, os combatentes do movimento Ansar Allah teriam capacidade de interromper o tráfego na região, caso haja necessidade de ampliar a pressão contra adversários.

A sinalização reforça a estratégia do Irã de utilizar pontos logísticos sensíveis como instrumento de influência na geopolítica internacional.

Alertas aumentam após ameaças e movimentações militares

As declarações também vieram acompanhadas de avisos direcionados aos Estados Unidos. Segundo fontes iranianas, qualquer ação considerada imprudente envolvendo o Estreito de Ormuz poderia ampliar o conflito para outras rotas estratégicas.

O cenário se torna ainda mais delicado diante da presença militar americana na região, o que eleva o risco de escalada e impactos diretos na segurança energética global.

Ataque dos houthis eleva nível de tensão

No sábado (28), o grupo Houthi realizou um ataque com mísseis contra Israel, marcando a primeira ofensiva desse tipo desde o início recente das hostilidades.

De acordo com os próprios houthis, o alvo seriam posições militares estratégicas israelenses. O governo de Israel informou que o projétil foi interceptado com sucesso.

O episódio reforça o ambiente de instabilidade e amplia as preocupações sobre possíveis impactos no fluxo de petróleo e no comércio marítimo internacional.

Mercado acompanha riscos para o petróleo

Com duas rotas estratégicas sob ameaça, cresce a atenção de analistas e investidores quanto aos efeitos sobre o preço do petróleo e a logística global.

Qualquer interrupção no tráfego por estreitos como Bab el-Mandeb ou Ormuz pode gerar volatilidade nos mercados, afetando diretamente a economia mundial.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Brasil

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Comércio Exterior

Estreito de Ormuz: controle do Irã se fortalece e pressiona mercados globais de energia

Após um mês de confrontos no Oriente Médio, o Irã consolidou sua influência sobre o Estreito de Ormuz, um dos principais corredores marítimos do mundo. Apesar dos ataques realizados por Israel e Estados Unidos contra alvos estratégicos iranianos, analistas apontam que Teerã alcançou uma vantagem relevante ao ampliar o controle sobre o fluxo de navios na região.

Dados recentes indicam uma redução drástica na movimentação de embarcações. Em março, apenas cerca de seis navios por dia cruzaram o estreito, número muito inferior à média habitual de aproximadamente 135 travessias diárias.

A maior parte dos petroleiros que conseguiram deixar a região — cerca de 80% — tem ligação direta com o Irã ou com países aliados. Esse cenário reforça a influência iraniana sobre a circulação marítima em uma rota essencial para o comércio global de petróleo.

Atualmente, praticamente todas as embarcações que transitam pelo estreito seguem trajetos próximos à costa iraniana e, em muitos casos, dependem de autorização prévia para garantir passagem segura. Relatos do setor indicam que navios vêm sendo solicitados a fornecer informações detalhadas, como carga e tripulação, além de possíveis taxas. O governo iraniano também estuda formalizar esse controle por meio de um pedágio oficial, o que institucionalizaria práticas já observadas no mercado.

Impactos geopolíticos e legais

O controle do Estreito de Ormuz levanta questionamentos sobre o cumprimento do direito marítimo internacional. A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS) prevê livre trânsito em rotas estratégicas, mas nem Irã nem Estados Unidos ratificaram formalmente o acordo.

A soberania sobre a região, inclusive, integra as condições apresentadas por Teerã em negociações com Washington.

Pressão sobre exportações e cadeias de energia

Enquanto diversos países enfrentam dificuldades para escoar petróleo, o Irã mantém suas exportações em alta. Em março, o país exportou cerca de 1,8 milhão de barris por dia, com destaque para o fluxo direcionado à China.

Em contraste, produtores como Iraque e Arábia Saudita registraram quedas expressivas nas exportações, impactados pelas restrições logísticas e pelo acúmulo de estoques.

O efeito no mercado internacional foi imediato. O petróleo Brent acumulou valorização próxima de 60% no mês, refletindo a instabilidade e o risco na região.

Diante desse cenário, grandes importadores como Índia, Turquia e Paquistão buscaram negociações diretas com o Irã para liberar cargas e reduzir pressões no abastecimento energético.

Seguros, fretes e incerteza no setor marítimo

O ambiente de risco também elevou significativamente os custos operacionais. Seguradoras passaram a classificar o Oriente Médio como zona de guerra, elevando os prêmios para transporte marítimo — que chegaram a até 10% do valor das embarcações no caso de Ormuz.

Além disso, rotas alternativas e novos indicadores de frete começaram a surgir, refletindo a necessidade de adaptação rápida por parte de traders, armadores e operadores logísticos.

Novo cenário mesmo após a guerra

Embora a proposta de pedágio possa indicar uma tentativa de normalização do tráfego, especialistas avaliam que o cenário dificilmente retornará ao padrão anterior, mesmo com um eventual cessar-fogo.

A combinação de riscos geopolíticos, sanções e mudanças estruturais no transporte marítimo sugere uma nova dinâmica para o comércio global de energia.

Fonte: Bloomberg

Texto: Redação

Imagem: Arquivo / ReConecta News

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Comércio Exterior

Petróleo dispara e tensão no Estreito de Ormuz derruba bolsas asiáticas

A escalada de tensão no Oriente Médio voltou a impactar os mercados globais nesta segunda-feira (23). A proximidade do prazo imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que o Irã garanta a livre navegação no Estreito de Ormuz elevou os preços do petróleo e pressionou as bolsas asiáticas.

O barril do Brent superou US$ 113, com alta superior a 1%, enquanto índices importantes da Ásia fecharam em forte queda. O Nikkei 225, do Japão, recuou 3,5%, e o Kospi, da Coreia do Sul, caiu 6,5%.

Prazo dos EUA aumenta risco de conflito

No sábado, Donald Trump deu um ultimato de 48 horas para que o Irã reabra o estreito “sem ameaças”. Caso contrário, prometeu ataques diretos contra instalações energéticas iranianas. O prazo termina às 20h44 desta segunda-feira (horário de Brasília).

Teerã reagiu afirmando que responderá a qualquer ofensiva contra sua infraestrutura. A Guarda Revolucionária Islâmica declarou que poderá fechar completamente o estreito caso haja ataques, mantendo o bloqueio até a reconstrução de suas usinas.

Mercado em alerta e risco de escalada

Analistas acompanham com cautela os desdobramentos. Segundo Simon Flowers, da Wood Mackenzie, o mercado aguarda para saber se as ameaças serão concretizadas.

A expectativa é de que um eventual ataque dos EUA provoque uma reação em cadeia, ampliando o conflito e atingindo infraestruturas estratégicas na região — cenário que já vem sendo observado nos últimos dias.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo. Em condições normais, cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito transportados globalmente passam pelo local.

Qualquer interrupção no fluxo impacta diretamente o preço da energia e o comércio internacional, elevando o risco de inflação e instabilidade econômica global.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, conversou com Donald Trump no domingo. Segundo o governo britânico, ambos destacaram a importância da reabertura do estreito para garantir a estabilidade do mercado energético.

Enquanto isso, o Departamento de Estado dos EUA emitiu alerta global para cidadãos americanos, citando riscos de ataques a instalações diplomáticas e interrupções em viagens internacionais.

Novos ataques elevam tensão na região

Relatos recentes indicam novos episódios de violência no Oriente Médio. Um navio cargueiro registrou explosão próxima à costa dos Emirados Árabes Unidos, enquanto países como Arábia Saudita e Emirados afirmam ter interceptado ataques.

Em Israel, mais de 160 pessoas ficaram feridas após ataques iranianos no fim de semana, atingindo áreas próximas a instalações sensíveis. A Agência Internacional de Energia Atômica informou que não há evidências de danos nucleares ou aumento de radiação.

Autoridades iranianas também indicaram possíveis medidas adicionais, como a taxação de navios que cruzam o estreito e ataques a infraestruturas energéticas ligadas aos EUA na região.

O país afirma que prioriza a via diplomática, mas condiciona qualquer avanço ao fim das ofensivas militares contra seu território.

Fonte: BBC

Texto: Redação

Imagem: Reprodução BBC / Reuters

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Internacional

Corredor humanitário no Estreito de Ormuz: OMI propõe evacuação de navios retidos no Golfo Pérsico

A criação de um corredor humanitário no Estreito de Ormuz entrou no centro das discussões internacionais após a proposta da Organização Marítima Internacional (OMI) para retirar embarcações e tripulantes retidos na região. A medida surge em meio ao agravamento do conflito no Oriente Médio, que já impacta diretamente o comércio global e o transporte marítimo.

OMI busca solução emergencial para crise marítima

Ao final de uma reunião extraordinária realizada em Londres, o secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, afirmou que pretende iniciar imediatamente negociações para viabilizar a operação. O objetivo é garantir a retirada segura de milhares de profissionais do mar e destravar a circulação de navios no Golfo Pérsico.

De acordo com estimativas da entidade, cerca de 3.200 navios permanecem retidos na região, com aproximadamente 20 mil tripulantes a bordo. A paralisação é consequência direta do bloqueio do Estreito de Ormuz, promovido pelo Irã como resposta a ações militares dos Estados Unidos e de Israel.

Dominguez destacou que a implementação do corredor dependerá de cooperação internacional. Segundo ele, será essencial o engajamento dos países envolvidos, além do apoio de agências da ONU e do setor marítimo global.

Países europeus e Japão sinalizam apoio

Em meio à crise, França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão divulgaram uma declaração conjunta demonstrando disposição para colaborar com iniciativas que garantam a navegação segura na região.

O comunicado ressalta o interesse em contribuir com ações que permitam a reabertura do Estreito de Ormuz, embora não detalhe quais medidas práticas serão adotadas. A manifestação ocorre dias após esses mesmos países recusarem participação em operações lideradas pelos Estados Unidos e Israel.

Tensões geopolíticas elevam pressão sobre mercados

A negativa anterior gerou reações do presidente Donald Trump, que afirmou não depender de aliados para restabelecer o fluxo marítimo no estreito. O cenário evidencia o aumento das tensões diplomáticas em torno da crise.

Considerado um dos pontos estratégicos mais importantes do mundo, o Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo global. O bloqueio tem provocado instabilidade nos mercados financeiros e pressionado os preços do barril, com reflexos diretos na economia internacional.

Impactos globais do bloqueio do Estreito de Ormuz

A interrupção no fluxo de navios não afeta apenas o setor marítimo, mas também cadeias logísticas, prazos de entrega e custos de transporte. Especialistas apontam que, caso a situação persista, os efeitos podem se intensificar, atingindo desde o comércio exterior até o consumidor final.

A proposta da OMI surge, portanto, como uma tentativa urgente de mitigar riscos humanitários e econômicos, em um dos momentos mais delicados para o transporte marítimo internacional.

Fonte: Agência Brasil, com informações da RTP

Texto: Redação

Imagem: Reprodução EuroNews / AP Photo / Altaf Qadri

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Internacional

EUA pressionam China para reabrir Estreito de Hormuz bloqueado pelo Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que pode cancelar a viagem prevista à China, onde se encontraria com Xi Jinping, caso Pequim não contribua para a reabertura do Estreito de Hormuz. A rota estratégica está bloqueada pelo Irã desde o início do mês, em meio ao conflito no Oriente Médio.

“Creio que a China também deveria ajudar na reabertura, já que importa 90% de seu petróleo pelo Estreito de Hormuz”, afirmou Trump ao Financial Times. Ele ainda pediu uma resposta concreta de Pequim antes da viagem, prevista para o final deste mês.

Apoio internacional e envolvimento de aliados

Após a declaração, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que Trump tem buscado apoio de aliados na Europa e no Golfo Pérsico para intervir na reabertura da rota. Ela ressaltou que os países da OTAN precisam se engajar mais para enfrentar o Irã, evitando que o país obtenha armas nucleares.

“Todos se beneficiam quando os EUA garantem que o Irã não consiga desenvolver uma arma nuclear. O presidente Trump está certo em cobrar ação de outros países”, completou Leavitt.

Bloqueio do Estreito de Hormuz e impactos globais

O Estreito de Hormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito comercializado mundialmente, está sob controle do Irã após ataques de EUA e Israel, que resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei.

O bloqueio, restrito a navios pertencentes aos “inimigos” do Irã, aumentou a volatilidade nos mercados globais de energia. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior norte-americano, reconheceu que a região é “taticamente complexa” e que ações militares em grande escala exigem planejamento detalhado.

Além da China, Trump solicitou que outros países enviem navios de guerra para garantir a passagem pelo estreito. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmou que a restrição vale apenas para navios de Estados Unidos, Israel e seus aliados.

Alta nos preços do petróleo e impacto na economia

O bloqueio provocou aumento expressivo nos preços do petróleo e derivados. Nos EUA, a gasolina subiu 17% e o diesel 24% desde os primeiros ataques. Segundo o The New York Times, o valor médio da gasolina chegou a US$ 3,48 por galão, o mais alto desde 2024.

O setor de alimentos e fertilizantes também sofre, já que derivados de petróleo são insumos essenciais. Zippy Duvall, presidente da Federação Americana de Farm Bureau, alertou que a escassez de fertilizantes pode comprometer a produção agrícola e gerar pressões inflacionárias globais.

Continuidade do conflito e ações militares

Trump afirmou que os EUA ainda não estão prontos para encerrar o conflito. Embora o Irã tenha demonstrado interesse em negociar, o presidente americano condiciona qualquer acordo a termos “muito sólidos”.

Enquanto isso, forças americanas bombardearam a Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã. Ataques atingiram depósitos de mísseis e instalações de minas iranianas. Em resposta, autoridades iranianas ameaçaram retaliar contra bases de empresas petrolíferas ligadas aos EUA.

A Ilha de Kharg, situada a menos de 25 km da costa iraniana e cerca de 480 km ao norte do Estreito de Hormuz, possui oito quilômetros de extensão e concentra a maior parte da exportação de petróleo do país.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Kevin Lamarque/Reuters

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Informação

Petróleo dispara 9% após Irã prometer manter Estreito de Ormuz fechado

Os preços do petróleo registraram forte alta nesta quinta-feira, impulsionados pelo agravamento das tensões no Oriente Médio e pela promessa do governo do Irã de manter fechado o estratégico Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de energia.

A escalada do conflito elevou o temor de interrupção no fluxo de petróleo da região, levando o mercado a reagir com uma valorização expressiva do barril no mercado internacional.

Brent supera US$ 100 e atinge maior nível em quase quatro anos

Os contratos futuros do petróleo Brent, referência global, encerraram o dia cotados a US$ 100,46 por barril, alta de US$ 8,48 (9,2%). Durante a sessão, o preço chegou a atingir US$ 101,60.

Já o West Texas Intermediate (WTI), principal referência nos Estados Unidos, fechou a US$ 95,70 por barril, com valorização de 9,7%.

Com esse desempenho, ambos os contratos alcançaram os níveis mais altos desde agosto de 2022, refletindo o aumento da incerteza no mercado global de petróleo.

Fechamento do Estreito de Ormuz preocupa mercado

Analistas apontam que o bloqueio do Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula grande parte do petróleo exportado do Oriente Médio, tem provocado forte desequilíbrio entre oferta e demanda.

Segundo Jim Burkhard, vice-presidente e chefe global de pesquisa de petróleo da S&P Global, o mercado enfrenta um cenário de forte instabilidade.

Na avaliação do especialista, a normalização do setor energético depende da reabertura da rota marítima e da retomada das atividades de produção e distribuição de petróleo na região — algo que não deve ocorrer rapidamente.

EUA avaliam escolta naval para navios petroleiros

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou à emissora CNBC que a Marinha americana ainda não está escoltando navios pelo Estreito de Ormuz.

No entanto, ele indicou que a medida pode ser implementada até o final do mês caso as tensões persistam.

Apesar da escalada do conflito, Wright avaliou que é improvável que o preço do petróleo alcance US$ 200 por barril, mesmo com a continuidade dos ataques na região.

Ataques a navios e paralisação de portos aumentam tensão

Autoridades de segurança do Iraque informaram que dois navios-tanque foram atingidos por embarcações iranianas carregadas com explosivos em águas do país.

Após os ataques, os portos petrolíferos iraquianos suspenderam completamente suas operações, aumentando ainda mais a preocupação com a interrupção do abastecimento global de petróleo.

Além disso, o governo de Omã retirou todas as embarcações do terminal de exportação de petróleo em Mina Al Fahal, localizado próximo ao Estreito de Ormuz, como medida preventiva diante do risco de novos incidentes.

Mercado teme impacto no abastecimento global

A escalada das tensões na região reforça o receio de interrupções no transporte internacional de petróleo, já que o Estreito de Ormuz é responsável por uma parcela significativa do comércio global da commodity.

Caso o bloqueio se prolongue, especialistas avaliam que o mercado de energia poderá enfrentar novas pressões de preços, afetando combustíveis, transporte e custos de produção em diversos países.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Internacional

Irã Instala Minas Navais no Estreito de Ormuz e Aumenta Tensão com EUA

O Irã começou a instalar minas navais no Estreito de Ormuz, ponto estratégico responsável por cerca de 20% do petróleo bruto mundial, segundo fontes próximas a relatórios de inteligência americana. A ação ocorre em um momento de alta tensão entre Teerã e Washington.

Instalação de minas ainda parcial, mas capacidade é alta

Fontes afirmam que, até o momento, foram colocadas algumas dezenas de minas, mas a maior parte da frota iraniana — entre 80% e 90% de pequenas embarcações e navios lança-minas — ainda está disponível. Com esses recursos, o Irã poderia implantar centenas de minas ao longo da hidrovia, ampliando significativamente o risco para o tráfego marítimo internacional.

Reação dos Estados Unidos

O presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu exigindo a remoção imediata das minas caso elas tenham sido instaladas. Em postagem na rede social Truth Social, Trump alertou que a não retirada das explosivos acarretaria “consequências militares de magnitude sem precedentes” para o Irã.

Guarda Revolucionária controla o estreito

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, em parceria com a marinha tradicional, passou a controlar efetivamente o estreito. Segundo a CNN, a força dispõe de uma rede de embarcações dispersas para lançamento de minas, barcos-bomba e baterias de mísseis em terra, tornando a travessia extremamente arriscada.

O estreito está sendo descrito como um “vale da morte“, já que qualquer embarcação enfrenta risco elevado. Autoridades americanas informaram que a Marinha dos EUA ainda não escoltou navios na região, embora Trump tenha sinalizado na segunda-feira (9) que estudava opções para proteger a passagem de embarcações estratégicas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Exportação

Exportações do Brasil para os EUA caem 25,5% em janeiro e déficit bilateral aumenta

As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda de 25,5% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025, totalizando US$ 2,4 bilhões, segundo dados da Amcham Brasil. Este é o sexto mês consecutivo de retração.

No mesmo período, as importações do Brasil vindas dos EUA caíram 10,9%. Como a redução nas exportações foi mais acentuada, o déficit comercial bilateral atingiu cerca de US$ 0,7 bilhão, mais que o triplo do registrado em janeiro de 2025.

“Os dados confirmam que o início de 2026 segue marcado por pressões significativas sobre o comércio bilateral”, afirmou Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil. Ele destacou que a combinação entre queda das exportações brasileiras e tarifas elevadas, especialmente sobre bens industriais, tem ampliado o desequilíbrio na balança comercial.

Produtos e setores mais impactados

O recuo das exportações brasileiras foi fortemente influenciado pelos óleos brutos de petróleo, que caíram 39,1% na comparação anual. Além disso, produtos sujeitos a sobretaxas adicionais tiveram retração média de 26,7%, incluindo itens afetados pela Seção 232 da Lei de Expansão Comercial dos EUA.

Entre os produtos com maior impacto negativo estão semiacabados de ferro e aço, sucos, elementos químicos inorgânicos e combustíveis derivados de petróleo.

Segundo a Amcham Brasil, itens sujeitos a sobretaxas de 40% e 50%, como cobre e produtos siderúrgicos, tiveram queda acima da média geral, reforçando a pressão das barreiras tarifárias sobre o fluxo comercial.

Setores que resistem

Apesar do cenário desafiador, alguns produtos brasileiros mantiveram desempenho mais robusto. Entre os dez principais itens exportados para os EUA em janeiro, seis registraram resultados superiores ao desempenho em outros mercados, incluindo café não torrado, carne bovina, aeronaves, celulose e equipamentos de engenharia.

Por outro lado, produtos com maior retração no mercado americano apresentaram desempenho melhor em outros destinos, indicando uma mudança na dinâmica geográfica das exportações brasileiras.

Perspectivas para o comércio Brasil-EUA

A Amcham Brasil ressaltou que, mesmo com o aumento do déficit dos EUA no comércio global, o Brasil continua entre os poucos países com os quais os americanos mantêm superávit relevante.

“O comércio bilateral é sustentado por cadeias produtivas integradas, investimentos cruzados e geração de empregos em ambos os países. Avançar no diálogo econômico de alto nível é essencial para restaurar previsibilidade, reduzir barreiras e permitir a retomada do fluxo comercial ao longo de 2026”, afirmou Abrão Neto.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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