Internacional

Irã ataca aeroporto de Dubai e ameaça bancos no Oriente Médio

O Irã intensificou nesta quarta-feira (11) sua ofensiva no Golfo Pérsico, atacando navios comerciais e atingindo o Aeroporto Internacional de Dubai, um dos mais movimentados do mundo em voos internacionais e sede da companhia aérea Emirates. Dois drones iranianos acertaram áreas próximas ao terminal, deixando quatro pessoas feridas, mas sem interromper as operações de voo, conforme o Escritório de Mídia de Dubai.

Ameaça a instituições financeiras

O comando militar conjunto do Irã anunciou a intenção de atacar bancos e instituições financeiras na região, colocando em risco especialmente Dubai, que concentra diversas instituições financeiras internacionais, além de Arábia Saudita e Bahrein.

Incidentes com navios comerciais e drones

Mais cedo, um projétil atingiu um navio porta-contêineres na costa de Omã, no Estreito de Ormuz, provocando um incêndio e forçando a maioria da tripulação a abandonar a embarcação, informou o Exército britânico. O Kuwait derrubou oito drones iranianos, enquanto a Arábia Saudita interceptou cinco drones que avançavam para o campo petrolífero de Shaybah.

Com essas ações, o Irã afetou o tráfego de carga pelo estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. O país também mira campos petrolíferos e refinarias em nações árabes do Golfo, buscando gerar impactos econômicos globais e pressionar Estados Unidos e Israel a suspender ataques a Teerã.

Reações internacionais

O Conselho de Segurança da ONU deve votar ainda nesta quarta uma resolução proposta pelo Conselho de Cooperação do Golfo, exigindo que o Irã cesse ataques contra países vizinhos.

Israel, por sua vez, renovou ataques a Teerã após múltiplos bombardeios na terça-feira (10), considerados pelos moradores como alguns dos mais intensos do conflito até agora. Explosões também foram registradas em Beirute e no sul do Líbano, em ataques a alvos ligados ao grupo militante Hezbollah, apoiado pelo Irã.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Economia

Dólar cai 0,15% e fecha em R$ 5,15 com incertezas sobre conflito no Irã

O dólar hoje encerrou a terça-feira praticamente estável, com leve recuo de 0,15%, fechando em R$ 5,1582. Durante a sessão, a moeda oscilou entre mínimas de R$ 5,1326 e máximas próximas de R$ 5,16, refletindo a reação do mercado a informações sobre o conflito no Irã. No acumulado do ano, a divisa registra queda de 6,03% frente ao real.

O dólar futuro para abril, mais negociado na B3, cedia 0,27%, cotado a R$ 5,1850 às 17h02. No dólar comercial, a cotação de compra e venda ficou em R$ 5,157.

Influência do conflito no Irã na cotação

O mercado reagiu às notícias de que o Irã poderia instalar minas no Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. Mais cedo, a expectativa de um possível desfecho rápido da guerra entre EUA e Irã, sinalizado pelo presidente Donald Trump, havia pressionado o dólar para baixo.

Trump afirmou, em conversas com parlamentares e entrevistas à mídia, que a guerra “será concluída muito rapidamente” e que poderia dialogar com o Irã. O otimismo reduziu os preços do petróleo para perto de US$ 83 o barril em Nova York e fortaleceu o Ibovespa, além de diminuir os prêmios na curva de Depósitos Interfinanceiros (DIs).

Dólar recupera força após alerta de minas

Na parte da tarde, a moeda voltou a subir após a CBS News divulgar que a inteligência americana identificou sinais de que o Irã estaria se preparando para instalar minas no Estreito de Ormuz. Em resposta, Trump exigiu que qualquer mina fosse removida sob risco de “consequências militares sem precedentes”, apesar de não haver confirmação de que elas já tenham sido colocadas.

O temor de escalada no conflito no estreito, crucial para o transporte global de petróleo e gás, fez com que o dólar praticamente zerasse suas perdas no Brasil e fortalecesse a moeda também no exterior. O petróleo se afastou das mínimas intradiárias, refletindo a volatilidade provocada pelas notícias internacionais.

Intervenção do Banco Central

O Banco Central do Brasil atuou no mercado vendendo 50 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de abril, reforçando a liquidez e estabilizando a cotação da moeda.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Internacional

Produção de petróleo do Iraque despenca após bloqueio do Estreito de Ormuz

A produção de petróleo do Iraque sofreu uma queda abrupta após a interrupção das exportações pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio global de energia. O impacto está diretamente ligado à escalada do conflito com o Irã, que tem dificultado a circulação de navios-tanque na região.

Segundo fontes do setor ouvidas pela agência Reuters neste domingo (8), os principais campos petrolíferos do sul do país registraram uma redução de cerca de 70% na produção.

Queda drástica na produção de petróleo

Antes do agravamento do conflito, a produção iraquiana nesses campos alcançava aproximadamente 4,3 milhões de barris por dia. Com as dificuldades logísticas e o bloqueio da principal rota de escoamento, o volume despencou para cerca de 1,3 milhão de barris diários.

De acordo com um funcionário da estatal Basra Oil Company (BOC), responsável pelas operações na região, o armazenamento de petróleo bruto já atingiu o limite máximo.

Com isso, a produção restante deve ser direcionada principalmente ao abastecimento das refinarias locais.

Estreito de Ormuz é rota vital para o petróleo mundial

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e é considerado uma passagem estratégica para o comércio global de energia. Pela via marítima circula aproximadamente um quinto de todo o petróleo e gás natural liquefeito transportado no mundo.

A instabilidade na região tem provocado restrições severas à navegação, afetando diretamente países exportadores que dependem dessa rota para escoar sua produção.

Exportações também despencam

Além da queda na produção, as exportações iraquianas registraram forte retração. Neste domingo, o volume exportado caiu para cerca de 800 mil barris por dia.

A redução ocorre porque poucos navios-tanque conseguiram chegar aos terminais do sul do país. Segundo fontes do setor, apenas duas embarcações estavam carregando petróleo, já que a navegação pelo estreito está severamente limitada.

Autoridades do setor afirmam que, sem a chegada de novos navios, existe a possibilidade de interrupção total das exportações até o fim do dia no horário local.

Economia do Iraque pode ser gravemente afetada

A crise no setor petrolífero representa uma ameaça direta às finanças públicas do Iraque. O país depende fortemente da exportação de petróleo bruto para sustentar sua economia.

Dados do Ministério do Petróleo indicam que, em fevereiro, as exportações provenientes dos campos do sul alcançaram média de 3,334 milhões de barris por dia.

Com a queda abrupta da produção e das vendas externas, especialistas avaliam que o governo poderá enfrentar sérias dificuldades fiscais, já que mais de 90% da receita nacional provém do petróleo.

Uma autoridade de alto escalão do Ministério do Petróleo iraquiano classificou o cenário como a maior ameaça operacional enfrentada pelo setor energético do país nas últimas duas décadas.

Tags: petróleo, Iraque, Estreito de Ormuz, exportação de petróleo, mercado global de energia, Opep, crise no petróleo, guerra no Oriente Médio

Fonte: Reuters

TEXTO: Conteúdo produzido com suporte de IA, sob curadoria editorial da equipe ReConecta News.

IMAGEM: Reprodução Infomoney / REUTERS / Eli Hartman

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Notícias

Como petróleo, ouro e bolsas reagiram após choques globais anteriores

Os recentes ataques dos EUA e de Israel contra o Irã provocaram forte volatilidade nos mercados globais, refletida em movimentos bruscos nos preços do S&P 500, do petróleo e do ouro.

Volatilidade inicial e declarações de Trump

O presidente Donald Trump afirmou que o conflito poderia durar “quatro a cinco semanas” ou até ser “perpétuo”, considerando os estoques de munições disponíveis, sinalizando que a instabilidade deve continuar. Na terça-feira, novas ofensivas elevaram o temor de uma guerra prolongada, provocando quedas acentuadas nas bolsas.

Padrão histórico de mercados após crises

Uma análise da Yahoo Finance sobre nove momentos de choque geopolítico recente — do Iraque em 1990 até a captura de Nicolás Maduro na Venezuela — revelou um padrão recorrente: os preços disparam nos primeiros dias, mas tendem a se normalizar semanas depois, mesmo em conflitos prolongados.

O exemplo mais recente ocorreu em junho de 2025, durante a guerra de 12 dias entre Israel e Irã, quando ataques dos EUA a instalações nucleares iranianas provocaram alta imediata no petróleo e no ouro, e queda no S&P 500. Após 30 dias de negociação, os preços se inverteram: o Brent subiu quase 7,3% em um dia, mas caiu 0,6% em um mês; o ouro subiu 1,49% em um dia e caiu 1,39% após 30 dias; e o S&P 500, que caiu 1,13% no primeiro dia, subiu 5,70% em 30 dias.

Situação atual dos mercados

Nos ataques recentes ao Irã, o padrão inicial se mantém. Na última sexta-feira, o Brent fechou a US$ 72,48 por barril e saltou para US$ 78,16 na segunda-feira, alta de 7,8%. O ouro avançou quase 2,7% no mesmo período.

O S&P 500 iniciou a segunda-feira em queda, recuperou-se e terminou ligeiramente positivo, antes de registrar nova queda nas primeiras negociações de terça-feira. Analistas, no entanto, evitam previsões sobre os preços futuros.

Jim Smigiel, diretor de investimentos da SEI, alertou que “não temos informações suficientes sobre a duração do conflito ou seus impactos de longo prazo” e aconselhou investidores individuais a “respirarem e evitarem decisões drásticas”.

Mudanças de preços de curto prazo não indicam tendência mensal

Estudos históricos mostram que alterações de preços no primeiro dia de conflito raramente refletem o comportamento dos mercados após um mês. Eventos como a guerra Rússia-Ucrânia, a intervenção dos EUA na Líbia e a Guerra do Iraque em 2003 mostraram que, em menos de 56% dos casos, a direção inicial dos preços coincidiu com a observada após 30 dias.

Por exemplo, após os ataques de 11 de setembro de 2001, o ouro disparou 6,85% no primeiro dia e teve alta mais moderada de 2,28% em 30 dias. O petróleo subiu mais de 34% nos primeiros dias da invasão da Ucrânia pela Rússia, mas terminou 30 dias depois com alta de apenas 1,53%.

Chris Verrone, da Strategas, reforçou que “o pico do petróleo ocorreu cerca de uma semana após a invasão da Rússia”, lembrando que essas flutuações iniciais são apenas indicativas e não determinam tendências duradouras.

Exceção histórica: invasão do Kuwait

O choque de 1990 com a invasão do Kuwait pelo Iraque foi uma exceção. O petróleo subiu 11,64% em um dia e quase 57% em 30 dias, enquanto o S&P 500 caiu 1,14% no primeiro dia e mais de 10% após um mês. No entanto, meses depois, os preços se recuperaram quando as forças aliadas expulsaram as tropas iraquianas.

Conclusão

A análise sugere que, embora choques geopolíticos causem fortes reações imediatas em petróleo, ouro e bolsas, os efeitos tendem a se estabilizar em semanas, com exceções notáveis. Para investidores, a lição é clara: observar tendências de curto prazo pode ser enganoso, e decisões prudentes devem considerar cenários históricos e risco prolongado.

FONTE: Finance Yahoo
TEXTO: Redação
IMAGEM: ATTA KENARE via Getty Images

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Notícias

Paralisação no Estreito de Hormuz deixa 3.200 navios retidos e eleva frete a níveis recordes

A tensão entre Irã e a coalizão EUA-Israel provocou uma paralisação inédita no Estreito de Hormuz, com cerca de 3.200 navios presos na região. O valor do frete para VLCCs (Very Large Crude Carriers) do Oriente Médio para a China atingiu níveis teóricos extraordinários, chegando a US$ 423.700 por dia na segunda-feira, um aumento de US$ 205.600 em relação ao dia anterior. Especialistas alertam, porém, que confirmações de contratos a esses valores ainda não foram registradas.

Seguro marítimo suspende cobertura em guerra

Mais da metade dos maiores clubes P&I do mundo anunciou que deixará de oferecer cobertura contra riscos de guerra para navios que entrem no Golfo Pérsico a partir de 5 de março, encerrando automaticamente a proteção para embarcações em águas adjacentes. A medida aumenta significativamente os custos de viagem e deve levar armadores a optar por rotas alternativas, como o Cabo da Boa Esperança.

Irã reforça controle sobre o estreito

Autoridades iranianas intensificaram a crise ao afirmar controle sobre o estreito. A mídia estatal citou comandantes dizendo que o Estreito de Hormuz está fechado e alertando que “os heróis da Guarda Revolucionária e da Marinha regular irão incendiar os navios” que tentarem passar. A declaração aumenta o receio do mercado sobre o bloqueio de 14 a 15 milhões de barris de petróleo por dia no Golfo Pérsico.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que “os golpes mais duros” contra o Irã ainda estão por vir, sem indicar a duração da campanha militar.

Ataques afetam navios e infraestrutura

Os ataques iranianos já atingiram navios mercantes e instalações regionais. Pesquisas da Clarksons Research registram pelo menos seis navios danificados – entre eles Stena Imperative, Sea La Donna, Hercules Star, Ocean Electra, Skylight e MKD Vyom – além de múltiplos ataques a portos e unidades de energia. Um ataque a um porto em Bahrain na segunda-feira matou um trabalhador, feriu outros dois e danificou um petroleiro com bandeira dos EUA.

Mercado marítimo em alerta

Especialistas alertam que o bloqueio é mais uma paralisação motivada por risco do que um cerco formal. O estreito normalmente registra 80 a 100 travessias por dia, transportando cerca de um quinto do consumo global de petróleo, enquanto os gasodutos alternativos não possuem capacidade para suprir uma interrupção prolongada.

O impacto varia por setor:

  • Navios petroleiros: os VLCCs sofrem os maiores efeitos, com ganhos teóricos em recorde histórico, enquanto a atividade real deve permanecer limitada nos próximos dias.
  • Gás natural liquefeito (GNL) e GLP: mercados desestabilizados, com aumento de mais de 20% nas tarifas de transporte de GNL devido à parada em Ras Laffan e risco de choque similar para o GLP, que depende cerca de 30% do tráfego por Hormuz.
  • Contêineres: apenas 2% do tráfego passa pelo estreito, mas grandes linhas como MSC suspenderam reservas para o Oriente Médio, intensificando congestionamentos em Europa e Ásia.
  • Carga seca (dry bulk): menos impactada diretamente, mas sofre atrasos e congestionamentos secundários.

Segundo a Clarksons Research, 3.200 embarcações permanecem dentro do Golfo, representando 4% do tonelagem global, incluindo 112 petroleiros e 114 navios de contêineres; cerca de 500 navios aguardam nas costas de Emirados Árabes Unidos e Omã.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: US Navy

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Internacional

EUA aumentam pressão sobre China com ataques na Venezuela e Irã

Os Estados Unidos ampliaram suas ações militares nesta terça-feira (03) contra a Venezuela e o Irã, países que são aliados estratégicos da China no setor energético e comercial. A movimentação atinge diretamente as rotas de abastecimento e os interesses logísticos de Pequim, além de gerar incertezas nos mercados globais de energia.

Estratégia militar e impacto econômico

Washington fortaleceu sua presença em regiões sensíveis e reforçou o discurso de combate a ameaças regionais. O movimento envia uma mensagem política clara e interfere no tabuleiro econômico global.

Tanto o Irã quanto a Venezuela mantêm relações comerciais relevantes com a China, principalmente na exportação de petróleo. Assim, a pressão norte-americana provoca um efeito dominó sobre a segurança energética chinesa e sobre as cadeias de fornecimento de energia.

O episódio acontece em meio à crescente rivalidade entre as duas potências. Enquanto os EUA buscam reafirmar sua liderança global, a China expande sua influência em áreas estratégicas, tornando cada ação militar ou diplomática de peso imediato.

Energia como ponto central do conflito

A economia chinesa depende fortemente de importações de petróleo, o que torna qualquer instabilidade no Oriente Médio ou na América do Sul uma preocupação estratégica.

Analistas apontam que o ataque dos EUA não se restringe ao campo militar. Ele também compromete cadeias logísticas, contratos comerciais e previsibilidade no fornecimento energético. Em outras palavras, a pressão norte-americana afeta não apenas governos, mas toda a engrenagem econômica que sustenta o crescimento da China.

Pequim, por sua vez, reage com cautela. O governo chinês condena medidas unilaterais e defende soluções diplomáticas, evitando confrontos militares diretos, mas mantendo um discurso voltado à estabilidade regional e global.

Consequências políticas e diplomáticas

A ofensiva americana também impacta lideranças locais. Na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro enfrenta um cenário internacional ainda mais tenso. Ao mesmo tempo, os EUA reforçam sua estratégia de conter a influência chinesa em regiões estratégicas, transformando o conflito em uma disputa global por poder, energia e influência.

Mercados financeiros acompanham os desdobramentos de perto. Interrupções no fornecimento de petróleo podem provocar alta nos preços e ampliar tensões econômicas, afetando consumidores em diversas partes do mundo.

O que está em jogo

Mais do que atacar alvos específicos, os Estados Unidos alteraram o equilíbrio geopolítico ao atingir pontos sensíveis da rede de aliados da China.

A reação de Pequim poderá definir os próximos passos da disputa global. Uma estratégia diplomática reforçada pode expandir sua influência, enquanto um endurecimento do discurso militar intensificaria a rivalidade com Washington. De qualquer forma, o cenário internacional já mudou, e cada ação daqui em diante será cuidadosamente calculada.

O mundo observa, e a disputa entre potências entra em um novo capítulo estratégico, com impactos que vão além do campo militar.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

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Informação

Petróleo dispara 9% após fechamento do Estreito de Hormuz e tensão no Irã

A escalada do conflito no Oriente Médio impulsionou uma forte alta no preço do petróleo nesta terça-feira (3). Após o anúncio do Irã sobre o fechamento do Estreito de Hormuz, o barril do tipo Brent chegou a avançar 9%, superando a marca de US$ 85 e atingindo o maior patamar desde julho de 2024.

Por volta das 11h30, o Brent, referência global da commodity, era negociado a US$ 83,88, com alta de 7,87%. Já o WTI (West Texas Intermediate) subia quase 8%, alcançando US$ 77,57, também no maior nível desde junho de 2025.

Fechamento do Estreito de Hormuz eleva tensão no mercado de energia

A decisão do Irã ocorre em meio à guerra envolvendo ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o país. A ameaça da Guarda Revolucionária iraniana de atingir embarcações que cruzem o estreito elevou o temor de interrupção no fluxo global de energia.

O Estreito de Hormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta. Cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) consumidos diariamente no mundo passam pelo corredor de apenas 40 km de largura em seu ponto mais estreito. China e Índia estão entre os principais destinos da carga transportada pela região.

O impacto imediato foi a retenção de centenas de navios petroleiros nas proximidades de polos logísticos como Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

Produção ameaçada e paralisações no Oriente Médio

A tensão geopolítica já provoca interrupções na cadeia produtiva de energia. O Irã responde por cerca de 3% da produção mundial, com aproximadamente 3,3 milhões de barris por dia, mas sua posição estratégica amplia sua influência sobre o abastecimento global.

Empresas e governos da região anunciaram medidas emergenciais:

  • A estatal do Qatar suspendeu parte da produção de GNL e derivados industriais.
  • A Arábia Saudita interrompeu operações em sua maior refinaria doméstica.
  • Israel e o Curdistão iraquiano reduziram atividades no setor de petróleo e gás.
  • A Índia iniciou racionamento de gás para indústrias.

A gigante saudita Saudi Aramco orientou compradores do petróleo Arab Light a redirecionar carregamentos para Yanbu, no Mar Vermelho, evitando a rota pelo estreito.

Especialistas avaliam que, caso o bloqueio persista, países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait e o próprio Irã poderão ser forçados a reduzir a produção em poucos dias.

Impactos no Brasil e na inflação global

A disparada do petróleo internacional aumenta a pressão sobre os preços dos combustíveis no Brasil e pode influenciar decisões de política monetária. Um ciclo prolongado de alta pode dificultar cortes na taxa de juros, diante do risco de reaceleração da inflação.

Apesar do cenário tenso, analistas descartam, por ora, risco imediato de desabastecimento global, destacando que a oferta mundial ainda supera o crescimento da demanda.

O comportamento das cotações dependerá principalmente da duração e intensidade do conflito e do tempo de fechamento do Estreito de Hormuz.

Bolsas despencam com aversão ao risco

O avanço do conflito também provocou forte queda nas Bolsas de valores ao redor do mundo.

Na Ásia, mercados como Seul registraram perdas superiores a 7%, enquanto índices chineses tiveram o pior desempenho em um mês. Praças europeias operavam com recuos acima de 3% no fim da manhã.

Nos Estados Unidos, os futuros indicavam abertura negativa em Wall Street:

  • Nasdaq: -2,3%
  • Dow Jones: -1,76%
  • S&P 500: -1,84%

Ações de tecnologia como Nvidia e Microsoft também recuaram.

Nem mesmo o ouro, tradicional ativo de proteção, escapou da volatilidade e operava em queda. Já o bitcoin avançava mais de 2%, refletindo movimentos especulativos.

Juros e política monetária no radar

O salto do petróleo reacendeu preocupações com a inflação global. Investidores passaram a rever expectativas sobre cortes de juros pelo Federal Reserve, adiando projeções de redução da taxa básica de julho para setembro.

O rendimento dos títulos do Tesouro americano de 10 anos subiu ao maior nível em mais de uma semana, sinalizando maior cautela do mercado diante do cenário geopolítico.

Analistas destacam que, caso o petróleo permaneça em patamares elevados por período prolongado, o movimento de aversão ao risco pode se intensificar nos mercados globais.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Planet Labs

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Internacional

Minério de ferro na China sobe com alta do frete em meio à guerra no Irã

Os contratos de minério de ferro na China encerraram a segunda-feira em alta, revertendo as perdas registradas no início do pregão. O movimento foi impulsionado pelo avanço dos custos de frete marítimo, influenciados pela escalada da guerra no Irã, além da redução nos embarques globais da matéria-prima.

O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCE) fechou com valorização de 0,87%, cotado a 754,5 iuanes (US$ 109,64) por tonelada. Já o contrato de referência para abril na Bolsa de Cingapura avançou 0,85%, para US$ 99,2 por tonelada.

Petróleo mais caro eleva frete marítimo

Analistas da Zhengxin Futures apontaram que a alta do petróleo, diante das tensões entre Estados Unidos e Irã, elevou os custos logísticos, oferecendo suporte adicional aos preços do minério.

O cenário geopolítico tem impacto direto sobre o transporte marítimo internacional, especialmente em rotas estratégicas para exportação de commodities.

Queda nos embarques da Austrália e Brasil

Outro fator que contribuiu para a valorização foi a retração nos embarques dos dois maiores fornecedores globais, Austrália e Brasil. Segundo dados compilados pela consultoria Mysteel, os volumes caíram 0,8% na comparação semanal.

A redução na oferta externa ajudou a sustentar as cotações do principal insumo utilizado na produção de aço.

Restrições em Tangshan limitaram ganhos

Apesar do fechamento positivo, o minério iniciou o dia em queda, pressionado por restrições ambientais em Tangshan, maior polo siderúrgico chinês.

A previsão de piora na qualidade do ar levou as autoridades locais a acionarem o nível dois de resposta emergencial, medida que normalmente obriga siderúrgicas a reduzirem a produção e, consequentemente, a demanda por matérias-primas.

As restrições também ocorrem em meio a esforços para garantir melhores condições ambientais durante a reunião parlamentar anual da China, marcada para 5 de março.

Estoques elevados ainda preocupam

Apesar do suporte vindo do frete e da oferta global, o mercado segue atento à demanda por aço. Segundo Guiqiu Zhuo, analista da Jinrui Futures, a recuperação do consumo permanece lenta, enquanto os estoques seguem elevados.

Dados da consultoria Steelhome indicam que os estoques de minério de ferro nos principais portos chineses atingiram 162,17 milhões de toneladas em 27 de fevereiro — o maior volume já registrado.

O cenário combina fatores de suporte pontual aos preços com fundamentos ainda frágeis, mantendo o mercado atento aos próximos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e à evolução da demanda chinesa.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Internacional

Guerra no Oriente Médio ameaça energia da Ásia e pressiona economias já afetadas pela guerra comercial

A escalada da guerra no Oriente Médio acendeu um novo alerta nas principais economias asiáticas, que já vinham lidando com os efeitos da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Após o presidente Donald Trump afirmar que os ataques militares contra o Irã devem continuar por várias semanas, o foco dos mercados se voltou para o risco de interrupção no fornecimento de petróleo do Oriente Médio.

O temor central envolve o Estreito de Ormuz, corredor marítimo estratégico por onde passa cerca de um quinto da oferta global de petróleo — grande parte destinada à Ásia.

Estreito de Ormuz no centro das preocupações

Governos de China, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Índia acompanham com atenção qualquer ameaça de bloqueio da rota marítima localizada na fronteira sul do Irã.

Embora especialistas considerem improvável que Teerã feche o estreito — já que depende das exportações de energia, especialmente para a China —, os mercados reagiram imediatamente. Os preços do petróleo dispararam, navios petroleiros passaram a evitar a região e os custos de seguro aumentaram, enquanto portos registraram atrasos nas operações.

China enfrenta vulnerabilidade energética

A China importa pouco mais da metade de seu petróleo transportado por via marítima do Oriente Médio, sendo que cerca de um quarto desse volume tem origem no Irã. Um corte prolongado no fornecimento obrigaria o país a buscar novas fontes, possivelmente a preços mais altos.

Segundo dados da consultoria Kpler, a China possui reservas estratégicas suficientes para cerca de 115 dias. Além disso, conta com três grandes oleodutos, dois deles conectados à Rússia e ao Cazaquistão, o que reduz parcialmente a dependência da rota do Golfo.

Ainda assim, o momento é delicado. O país enfrenta desaceleração econômica, crise no setor imobiliário, alta no desemprego juvenil e pressões deflacionárias. A indústria manufatureira tem sido peça-chave para sustentar o crescimento e compensar tarifas impostas por Washington, que chegaram a 145% sobre produtos chineses durante a guerra comercial.

O presidente Xi Jinping deve se reunir em breve com Trump, em um encontro que tende a ocorrer sob clima ainda mais tenso diante da instabilidade geopolítica.

Japão e Coreia do Sul são altamente dependentes

Entre as economias mais expostas estão Japão e Coreia do Sul, fortemente dependentes do petróleo e gás do Oriente Médio.

O Japão importa mais de 90% de seu petróleo pelo Estreito de Ormuz, enquanto a Coreia do Sul depende da região para cerca de 70% de suas importações de petróleo bruto.

A gigante japonesa de transporte marítimo Mitsui O.S.K. Lines anunciou a suspensão de operações no Golfo Pérsico após alertas das autoridades iranianas.

Ambos os países possuem reservas estratégicas robustas: o Japão mantém estoques equivalentes a 254 dias de consumo, enquanto a Coreia do Sul dispõe de reservas para mais de 210 dias. Ainda assim, a alta persistente nos preços da energia pode agravar déficits comerciais e pressionar economias já fragilizadas pela inflação.

Taiwan e o risco para a cadeia global de semicondutores

Em Taiwan, a dependência energética é ainda mais acentuada. Mais de 96% da energia consumida na ilha é importada, principalmente do Oriente Médio. Cerca de 60% do petróleo e um terço do gás natural chegam via Estreito de Ormuz.

Uma interrupção prolongada poderia afetar diretamente a produção de semicondutores, essenciais para smartphones, veículos elétricos e sistemas de inteligência artificial.

A Taiwan Semiconductor Manufacturing Company, líder global na fabricação de chips avançados, conta com geradores de emergência, mas esses sistemas não substituem a rede elétrica em crises prolongadas.

Taiwan mantém reservas de petróleo para aproximadamente 120 dias, mas o estoque de gás natural duraria apenas cerca de 11 dias, segundo especialistas locais.

Índia e o dilema estratégico

A Índia vinha ampliando a compra de petróleo da Rússia, mas um acordo comercial recente com os Estados Unidos previa a substituição gradual desse fornecimento por petróleo de outras origens, sobretudo do Golfo Pérsico. A nova crise, no entanto, pode complicar essa estratégia e elevar os custos energéticos do país.

Impactos globais e alerta diplomático

Pequim pediu publicamente o cessar imediato das operações militares para evitar maior instabilidade econômica global. Analistas alertam que um bloqueio do Estreito de Ormuz teria efeitos catastróficos não apenas para a Ásia, mas para toda a economia mundial.

Mesmo que o fluxo de petróleo seja mantido, a escalada nos preços da energia pode pressionar inflação, contas públicas e crescimento econômico em diversas regiões.

Em um cenário já marcado por tensões comerciais e desaceleração econômica, a crise energética surge como um novo fator de risco para a Ásia e para o equilíbrio do comércio global.

FONTE: NY Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fadel Senna/Agence France-Presse — Getty Images

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Internacional

Irã anuncia fechamento do Estreito de Ormuz e ameaça incendiar navios; EUA contestam bloqueio

O governo do Irã declarou nesta segunda-feira (2) o fechamento do Estreito de Ormuz e afirmou que qualquer embarcação que tentar atravessar a rota será alvo de ataque. A informação foi divulgada pela imprensa estatal iraniana, que atribuiu o anúncio a integrantes da cúpula da Guarda Revolucionária.

De acordo com o comunicado, a medida seria uma resposta direta à morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei.

Guarda Revolucionária reforça ameaça no Golfo

Em declaração transmitida pela mídia oficial, Ebrahim Jabari, assessor do comando militar, afirmou que o estreito está interditado e que forças da Guarda Revolucionária e da Marinha iraniana agirão contra qualquer navio que desrespeite a determinação.

O posicionamento representa a advertência mais incisiva desde que Teerã havia sinalizado, no último sábado (28), a intenção de fechar a estratégica rota marítima.

Apesar das declarações, o Comando Central dos Estados Unidos nega que o bloqueio esteja efetivamente em vigor. Segundo a emissora norte-americana Fox News, autoridades militares americanas garantem que o tráfego segue operando.

Importância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é considerado um dos principais corredores marítimos para a exportação de petróleo do Oriente Médio. A passagem conecta grandes produtores da região, como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos, ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico.

Analistas alertam que um bloqueio prolongado pode comprometer cerca de um quinto do fluxo global de petróleo bruto, pressionando fortemente os preços internacionais da commodity.

Mais cedo, a Guarda Revolucionária realizou um ataque com drones contra o petroleiro Athen Nova, que navegava pela região. Fontes ouvidas pela agência Reuters confirmaram o incidente.

Retaliação e escalada militar

Antes mesmo da confirmação do fechamento, militares iranianos já haviam emitido ameaças públicas contra os responsáveis pela morte de Khamenei. Em nota, a unidade de elite do Corpo da Guarda Revolucionária afirmou que os “inimigos” não estariam seguros “nem mesmo em casa”.

O discurso ocorreu pouco depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar em Washington que confia na vitória americana na ofensiva contra Teerã.

Em publicação na rede social X, o presidente iraniano Masoud Pezeshkian acusou Estados Unidos e Israel de ataques contra uma escola no sul do país e um hospital em Teerã. Segundo ele, os bombardeios deixaram 168 mortos no sábado (28) e atingiram uma unidade hospitalar no domingo (1º). Washington e Tel Aviv não confirmaram autoria.

Pezeshkian classificou os episódios como violações graves dos princípios humanitários e afirmou que o Irã não recuará diante das ofensivas.

Trump prevê conflito de até cinco semanas

Em pronunciamento na Casa Branca, Trump defendeu a operação militar e afirmou que a guerra pode se estender por “quatro ou cinco semanas, ou mais”. O republicano disse que os ataques representam a “última e melhor chance” de neutralizar o que chamou de ameaça do regime iraniano.

Segundo ele, os objetivos incluem destruir o arsenal de mísseis do país, enfraquecer a Marinha iraniana e impedir o avanço das ambições nucleares do Irã. O presidente também reiterou críticas ao acordo nuclear firmado durante o governo de Barack Obama, do qual os EUA se retiraram.

Durante cerimônia em homenagem a veteranos das guerras do Vietnã e do Afeganistão, Trump afirmou que as forças americanas já teriam eliminado lideranças iranianas e afundado ao menos dez embarcações militares do país.

De acordo com a CNN Internacional, quatro militares norte-americanos morreram até o momento, enquanto outros 18 estão em estado grave após ataques retaliatórios iranianos.

Mais cedo, Trump declarou à emissora que uma “grande leva de ataques” ainda estaria por acontecer.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonathan Ernst/ Reuters

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