Internacional

Estreito de Ormuz: EUA anunciam bloqueio total do tráfego marítimo ligado ao Irã

Os Estados Unidos anunciaram o bloqueio completo do tráfego marítimo relacionado ao Irã no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais estratégicas do comércio global. A operação, coordenada pelo Comando Central norte-americano (Centcom), começou na segunda-feira (13), às 11h (horário de Brasília).

Segundo comunicado oficial, a restrição vale para qualquer embarcação — independentemente da nacionalidade — que tenha origem ou destino em portos iranianos, incluindo áreas no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.

Navegantes recebem alerta para evitar riscos

O Centcom informou que orientações adicionais seriam divulgadas por meio de comunicados oficiais aos navegantes. As autoridades recomendaram que embarcações comerciais monitorem constantemente os avisos e mantenham contato com as forças navais dos EUA ao operar na região.

A medida reforça o controle sobre o fluxo marítimo em uma área essencial para o transporte de petróleo e gás natural.

Irã reage e eleva tom contra ação dos EUA

A resposta do Irã foi imediata. A Guarda Revolucionária alertou que qualquer movimentação hostil pode desencadear uma reação severa no estreito, classificando possíveis ações como um risco de confronto direto.

O governo iraniano também mobilizou forças navais ao longo de sua costa sul, intensificando a vigilância diante da possibilidade de incursões militares.

Região concentra rota estratégica de energia

O Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo e gás consumidos globalmente, o que torna a região vital para o mercado internacional de energia.

Desde o início do conflito, no fim de fevereiro, o Irã já havia restringido parcialmente o tráfego, o que contribuiu para a forte alta nos preços do petróleo no mercado global.

Decisão dos EUA mira pressão econômica

A ofensiva norte-americana foi anunciada pelo presidente Donald Trump, que determinou o bloqueio como forma de pressionar Teerã após a falta de avanço em negociações para encerrar o conflito.

A estratégia busca limitar as exportações iranianas de petróleo, uma das principais fontes de receita do país, e forçar concessões diplomáticas.

Risco de escalada e impacto global

Especialistas avaliam que um bloqueio naval no Estreito de Ormuz pode ser interpretado como ato de guerra, aumentando o risco de escalada militar na região.

Além disso, a medida pode gerar efeitos diretos na economia global, pressionando os preços da energia e impactando cadeias de abastecimento.

Cessar-fogo frágil pode ser comprometido

A decisão ocorre poucos dias após um cessar-fogo temporário entre EUA e Irã, que previa negociações para um acordo de paz. No entanto, o controle do estreito segue como ponto central de disputa.

Autoridades iranianas já indicaram que não pretendem abrir mão do domínio sobre a rota, considerada estratégica tanto do ponto de vista econômico quanto geopolítico.

FONTE: O  Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Comércio Exterior

Balança comercial registra menor superávit para março desde 2020, aponta Mdic

A balança comercial brasileira apresentou superávit de US$ 6,405 bilhões em março de 2026, o menor resultado para o mês nos últimos seis anos, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

O saldo positivo recuou 17,2% em relação a março de 2025, quando havia alcançado US$ 7,736 bilhões. O desempenho é o mais baixo desde 2020, início da pandemia, período marcado por forte retração econômica global.

Exportações crescem, mas importações avançam mais

Mesmo com o recuo no saldo, as exportações brasileiras somaram US$ 31,603 bilhões no mês, alta de 10% na comparação anual — o segundo maior valor da série histórica para março.

Já as importações atingiram US$ 25,199 bilhões, com crescimento mais expressivo, de 20,1%, registrando o maior patamar desde o início da série, em 1989. Esse avanço mais intenso das compras externas explica a redução do superávit.

Desempenho por setores da economia

Entre os setores, a indústria extrativa liderou o crescimento das exportações, com alta de 36,4%, impulsionada principalmente pelo petróleo. A indústria de transformação avançou 5,4%, enquanto a agropecuária teve aumento mais moderado, de 1,1%.

Entre os produtos, destacaram-se itens como petróleo bruto, minerais, carne bovina, combustíveis e ouro. Por outro lado, houve forte queda nas exportações de café, que recuaram 30,5% em valor, impactadas pela redução no volume embarcado.

Petróleo impulsiona, mas cenário pode mudar

As vendas externas de petróleo registraram crescimento significativo, com aumento de quase US$ 2 bilhões em relação ao mesmo mês de 2025. No entanto, a expectativa é de desaceleração nos próximos meses, influenciada por mudanças tributárias sobre o produto.

Importações sobem com destaque para veículos

No lado das importações, o principal destaque foi a alta nas compras de automóveis, que cresceram mais de 200% na comparação anual. Também houve aumento relevante em medicamentos, fertilizantes e insumos industriais.

Acumulado do ano mantém saldo elevado

No primeiro trimestre de 2026, a balança comercial acumula superávit de US$ 14,175 bilhões, avanço de 47,6% em relação ao mesmo período de 2025.

As exportações totalizaram US$ 82,338 bilhões (+7,1%), enquanto as importações somaram US$ 68,163 bilhões (+1,3%). O resultado é o terceiro melhor da série histórica para o período.

Projeções indicam superávit maior em 2026

O Mdic revisou suas estimativas e projeta superávit de US$ 72,1 bilhões para 2026, crescimento de 5,9% frente ao resultado de 2025.

A previsão é de que as exportações alcancem US$ 364,2 bilhões no ano, enquanto as importações devem chegar a US$ 280,2 bilhões. As projeções oficiais serão atualizadas novamente ao longo do ano.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Finanças

Dólar abaixo de R$ 5: cenário é possível, mas depende de fatores internos e externos

A recente queda do dólar reacendeu discussões no mercado financeiro sobre a possibilidade de a moeda norte-americana voltar a ser negociada abaixo de R$ 5. Apesar do movimento favorável, analistas alertam que o cenário ainda é cercado de incertezas e forte volatilidade.

O dólar atingiu, nesta quarta-feira (8), o menor valor em quase dois anos, sendo cotado na faixa de R$ 5,10. O recuo foi impulsionado principalmente pelo alívio no cenário internacional, após o anúncio de um cessar-fogo temporário de duas semanas entre Estados Unidos e Irã.

Esse movimento trouxe otimismo aos mercados globais e estimulou a reprecificação de ativos, favorecendo moedas de países emergentes como o real.

Histórico recente reforça tendência de queda

A desvalorização do dólar frente ao real não é um fenômeno isolado. Em 2025, a moeda norte-americana acumulou queda de cerca de 11%. Já no início de 2026, antes da escalada do conflito no Oriente Médio, o recuo chegou a aproximadamente 6%.

Mesmo com a alta registrada em março, impulsionada pelo fortalecimento global do dólar, especialistas avaliam que não houve um movimento exagerado de valorização. O real, inclusive, manteve certa estabilidade, oscilando entre R$ 5,20 e R$ 5,30 nos momentos mais críticos.

Fatores que sustentam o real

Entre os principais elementos que ajudam a sustentar o real estão:

  • Entrada de capital estrangeiro no país
  • Diferencial de juros elevado em relação a outras economias
  • Realocação de investimentos para mercados emergentes

Além disso, o preço do petróleo passa a ser um fator relevante. Mesmo com recuos recentes, a expectativa é de que a commodity continue operando com prêmio nos próximos meses. Como o Brasil é um exportador importante, isso contribui para o aumento da entrada de dólares na economia.

Apesar do cenário mais favorável, a queda do dólar para abaixo de R$ 5 depende de uma convergência de fatores positivos, tanto no ambiente internacional quanto no doméstico.

No exterior, seria necessária uma redução mais consistente dos riscos geopolíticos, diminuindo o chamado “prêmio de risco” que impacta tanto o dólar quanto o petróleo.

Já no Brasil, os analistas apontam três pontos fundamentais:

  • Compromisso com a disciplina fiscal
  • Redução das incertezas institucionais
  • Manutenção de juros atrativos para investidores estrangeiros

Incertezas políticas e fiscais limitam otimismo

O cenário interno ainda apresenta desafios relevantes. A proximidade das eleições presidenciais e as dúvidas sobre o equilíbrio fiscal tendem a aumentar a volatilidade do câmbio.

Especialistas destacam que o atual patamar do dólar pode ser temporário, especialmente diante de possíveis mudanças no cenário internacional ou declarações políticas que impactem os mercados.

Além disso, o risco eleitoral ainda não está totalmente refletido nos preços, mas deve ganhar mais peso ao longo do segundo semestre, influenciando diretamente o comportamento da moeda.

Volatilidade deve marcar os próximos meses

A avaliação predominante entre analistas é de que, embora o dólar abaixo de R$ 5 seja possível, esse não é o cenário mais provável no curto prazo. A tendência é de continuidade da volatilidade, com oscilações influenciadas por fatores globais e domésticos.

Fonte: Com informações da CNN Brasil

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Ilustração feita por IA

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Internacional

Estreito de Ormuz registra aumento na movimentação após cessar-fogo entre EUA e Irã

Poucas horas após o início do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, o Estreito de Ormuz voltou a apresentar intensa circulação de navios. Sites de monitoramento, como o Vessel Finder, registraram dezenas de embarcações na manhã desta quarta-feira (8/04/2026), refletindo o impacto imediato da trégua.

A pausa nos conflitos, acordada na terça-feira, prevê a suspensão de ataques norte-americanos e israelenses ao território iraniano por duas semanas. Em contrapartida, o Irã concordou em reabrir o estreito, uma rota estratégica para o transporte de petróleo, responsável por cerca de 20% do consumo global diário.

Histórico de tensão e bloqueios

Desde o início da escalada militar, Teerã ameaçava fechar o estreito em retaliação a ataques dos EUA e de Israel, colocando em risco embarcações comerciais. Durante a manhã, a TV estatal iraniana informou que o primeiro navio cruzou o estreito com segurança após a implementação do cessar-fogo.

Fontes do setor indicam que o Irã pretende cobrar uma taxa de passagem, embora ainda não haja registros de cobrança.

Negociações no Paquistão e papel da mediação

O cessar-fogo permitirá que delegações do Irã e dos EUA se encontrem em Islamabad, no Paquistão, para discutir um acordo de paz definitivo. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, anunciou que as negociações ocorrerão na sexta-feira (10/04/2026), destacando a importância do diálogo para a estabilidade regional.

O presidente americano, Donald Trump, e o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, afirmaram que a trégua terá validade de duas semanas, mantendo o estreito aberto. A delegação iraniana será liderada pelo presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf, enquanto os EUA ainda não confirmaram oficialmente os participantes, mas podem incluir o vice-presidente J.D. Vance, o enviado especial Steve Witkoff e Jared Kushner.

Condições do Irã e expectativas de paz

O ministro das Relações Exteriores do Irã confirmou que a passagem pelo Estreito será segura durante o período da trégua, com coordenação das Forças Armadas do país. Araghchi afirmou que os EUA aceitaram usar a proposta de 10 pontos do Irã como base para negociação, que inclui: não agressão, controle iraniano do estreito, suspensão de sanções, revogação de resoluções internacionais e compensações financeiras.

O presidente Trump declarou que os objetivos militares dos EUA já foram alcançados e que a trégua oferece tempo para concluir um acordo de paz definitivo. Segundo ele, quase todos os pontos de divergência já foram resolvidos, e as negociações de duas semanas permitirão finalizar o pacto.

Riscos e tensão contínua

Apesar da trégua, a Guarda Revolucionária iraniana alertou que permanecerá “com as mãos no gatilho” caso haja ataques adicionais de EUA ou Israel. Bombardeios recentes atingiram infraestruturas estratégicas no Irã, incluindo a ilha de Kharg e instalações petrolíferas, enquanto Israel atacou pontes, ferrovias e petroquímicas.

Analistas alertam que qualquer nova ofensiva pode impactar o fornecimento de energia e a estabilidade regional, reforçando a importância das negociações em Islamabad para evitar escaladas futuras.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ Vessel Finder

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Portos

Portonave conquista liderança nacional em indicadores de satisfação e experiência do cliente 🥇

Reconhecida pelo IBRC, a Companhia está em primeiro lugar nos índices de Satisfação Espontânea (SSI) e Jornada do Cliente (CJI) entre os terminais no país 🚢

Comprometida com serviços portuários de excelência, a Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, é líder nacional em dois indicadores na Pesquisa de Satisfação de Clientes de Terminais Portuários 2025, realizada pelo Instituto Ibero Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC): o índice de Satisfação Espontânea (SSI) e o indicador de Jornada do Cliente (CJI). O estudo avaliou 13 terminais de contêineres do país, com ano-base 2025. A percepção dos clientes – como exportadores, importadores, armadores, transportadoras e despachantes – foi analisada a partir da experiência nos principais pontos de contato com a empresa.

No indicador de Satisfação Espontânea (SSI), a Companhia alcançou 94 pontos – resultado que representa a percepção espontânea do cliente, ou seja, como a empresa é vista sem indução. No benchmarking entre os terminais, a média foi de 85 no SSI. Na Jornada do Cliente (CJI), obteve 90 pontos – índice que reflete a qualidade da entrega ao longo de todas as etapas da experiência do cliente. No benchmarking entre os terminais, a média foi de 87 no CJI. Esses resultados reforçam o compromisso da Companhia em oferecer excelência no atendimento e consolidam sua posição de destaque no setor.

O Terminal Portuário investe de modo contínuo em iniciativas com foco do cliente, como novas tecnologias, ferramentas digitais, treinamentos da equipe de atendimento e a participação em feiras e eventos do setor. Essas ações contribuem para processos mais eficientes e para o fortalecimento da relação e comunicação com os clientes.

Para aprimorar os serviços prestados e aumentar a capacidade operacional, a Portonave executa um plano de modernização de R$ 2 bilhões, que inclui a obra de adequação do cais para receber operações com até 17 metros de profundidade e navios de até 400 metros, assim como a aquisição de novos equipamentos operacionais e de maior porte – dois guindastes Ship-to-Shore (STS) Cranes e 14 Rubber Tyred Gantry (RTGs), previstos para chegarem no segundo semestre de 2026. No total, passará a contar com oito STS e 32 RTGs. Os investimentos elevarão a capacidade anual de 1,5 milhão de TEUs para 2 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés).

A eficiência operacional está entre os principais diferenciais competitivos da Portonave. O Terminal Portuário possui a maior produtividade de navio do país, com média de 110 Movimentos por Hora (MPH) de contêineres na operação dos navios, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), de janeiro de 2026.

Nos processos de recebimento e retirada de contêineres, a Portonave mantém padrões elevados de eficiência. O tempo médio de permanência dos motoristas no Terminal é de apenas 25 minutos, com cerca de 2 mil atendimentos realizados diariamente. A operação conta com quatro Scanners de inspeção de cargas, cada um com capacidade de examinar aproximadamente 120 caminhões por hora, com tempo médio de análise de 30 segundos por veículo. Dois desses equipamentos entraram em operação em outubro de 2025, reforçando ainda mais a segurança e a agilidade das operações.

Ao investir continuamente em inovação e assegurar padrões de atendimento com excelência e eficiência, a Companhia fortalece a percepção positiva e a satisfação de seus clientes.

Sobre o IBRC
O Instituto Ibero Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC) é uma instituição especializada em estudos, pesquisas e análises sobre a experiência e o relacionamento entre empresas e seus clientes. Avalia indicadores de satisfação, jornada do cliente e qualidade do atendimento em diferentes setores, com base na percepção de clientes que utilizam os serviços analisados. As pesquisas conduzidas pelo IBRC têm como objetivo apoiar a tomada de decisão e o aprimoramento das práticas de relacionamento com o mercado.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. A Companhia é a 4ª colocada na movimentação de contêineres cheios de longo curso no país, com 10% de participação, de acordo com o Datamar, em janeiro de 2026. Atualmente, gera 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos.

FONTE E IMAGENS: ASSESSORIA DE IMPRENSA PORTONAVE

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Internacional

Preço do petróleo cai abaixo de US$ 100 após anúncio de cessar-fogo de Trump com o Irã

O preço do petróleo despencou abaixo de US$ 100 por barril na quarta-feira (08/04/2026) depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um cessar-fogo de duas semanas com o Irã, condicionado à reabertura imediata e segura do Estreito de Hormuz, importante rota marítima para o comércio de petróleo.

Os contratos futuros do Brent recuaram US$ 14,83 (13,57%), sendo negociados a US$ 94,44 por barril, enquanto o WTI caiu US$ 17,92 (15,87%), chegando a US$ 95,03. Analistas apontam que investidores estão vendendo petróleo em reação à desescalada geopolítica, buscando ajustar posições frente à nova realidade.

Contexto do cessar-fogo e impacto no Estreito de Hormuz

O anúncio de Trump ocorreu pouco antes do prazo final dado ao Irã para reabrir o Estreito de Hormuz, sob risco de ataques generalizados à infraestrutura civil iraniana. Aproximadamente 20% da oferta diária global de petróleo passa pela estreita passagem marítima.

Fontes do setor naval informaram que a Marinha iraniana havia ameaçado destruir embarcações que tentassem atravessar o estreito sem permissão de Teerã. Apesar disso, o Irã sinalizou que permitiria trânsito seguro por duas semanas, em coordenação com suas forças armadas, conforme declaração do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi.

Autoridades iranianas indicaram que a passagem controlada poderia ocorrer na quinta ou sexta-feira, antes de uma reunião entre representantes dos EUA e do Irã no Paquistão. Para especialistas, o acesso seguro ao Estreito de Hormuz será crucial para normalizar o mercado de petróleo.

Tensão persiste no Golfo e ataques continuam

Mesmo após o cessar-fogo, o Irã atacou o Oleoduto Leste-Oeste da Arábia Saudita, único corredor de exportação de petróleo da região, segundo fonte do setor. Além disso, vários países do Golfo relataram lançamentos de mísseis, ataques com drones e emitiram alertas de segurança à população.

Trump declarou que os Estados Unidos receberam uma proposta de 10 pontos do Irã, que considera uma base viável para negociações, e afirmou que as conversas sobre alívio de tarifas e sanções serão mantidas com Teerã.

Estoques de petróleo nos EUA aumentam

Após a divulgação da notícia do cessar-fogo, os futuros do petróleo reduziram parte das perdas depois que o governo norte-americano registrou aumento inesperado nos estoques de petróleo bruto.

Segundo a Energy Information Administration (EIA), os estoques de petróleo nos EUA subiram 3,1 milhões de barris, alcançando 464,7 milhões de barris na semana encerrada em 3 de abril, bem acima da expectativa do mercado, que previa apenas 701 mil barris.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Eli Hartman

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Internacional

Estreito de Ormuz: Irã autoriza passagem de ajuda humanitária em meio à crise

O governo do Irã anunciou a liberação do trânsito de bens humanitários pelo Estreito de Ormuz, em meio às tensões geopolíticas que afetam uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A medida ocorre após restrições impostas durante a escalada do conflito com Estados Unidos e Israel.

Autorização para navios com carga humanitária

De acordo com informações divulgadas pela agência estatal iraniana, autoridades portuárias receberam instruções para permitir a passagem de embarcações que transportem carga humanitária.

A decisão inclui:

  • Elaboração de uma lista de navios considerados prioritários
  • Emissão de autorizações oficiais para empresas de transporte
  • Coordenação com operadores portuários para viabilizar o fluxo

A iniciativa busca garantir o abastecimento de itens essenciais mesmo em meio às restrições no tráfego marítimo.

Estreito de Ormuz no centro da tensão global

O Estreito de Ormuz se tornou ponto crítico após o início dos confrontos envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. A região é responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo, sendo vital para o equilíbrio do mercado internacional de energia.

Durante o auge da crise, o Irã chegou a interromper o tráfego e ameaçar embarcações, o que provocou forte alta no preço do petróleo e preocupação nos mercados globais.

Liberação parcial para países não hostis

Após o fechamento inicial, o governo iraniano flexibilizou o acesso ao permitir a passagem de navios de países considerados neutros ou não envolvidos no conflito.

Desde o início da flexibilização, embarcações de nações como França, Omã e Japão já conseguiram cruzar o estreito, sinalizando uma abertura controlada do corredor marítimo.

Estados Unidos mudam o tom sobre intervenção

Em meio à crise, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a sugerir uma possível ação militar para garantir a abertura do estreito, incluindo ataques à infraestrutura iraniana.

No entanto, dias depois, o discurso foi suavizado. O governo americano afirmou que o país possui baixa dependência do petróleo que passa pela região, indicando que outras nações deveriam assumir maior responsabilidade pela segurança da rota.

Importância estratégica para o comércio global

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é considerado um dos principais gargalos marítimos do mundo. Além de petróleo, a rota também é essencial para o transporte de commodities agrícolas, insumos e produtos industriais.

Qualquer interrupção no fluxo impacta diretamente o comércio internacional, elevando custos logísticos e gerando incertezas nos mercados de energia e alimentos.

Cenário segue sob monitoramento

Apesar da liberação para cargas humanitárias, o tráfego no estreito ainda é visto como instável. Analistas acompanham os desdobramentos do conflito, que podem influenciar o fluxo de mercadorias e a dinâmica da economia global nas próximas semanas.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Hamad

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Internacional

Guerra no Oriente Médio impulsiona preços da soja e do açúcar no Brasil

O conflito no Oriente Médio foi o principal fator por trás da alta de diversas commodities agrícolas em março. O aumento do preço do petróleo elevou o valor do óleo de soja em mais de 13% na Bolsa de Chicago, puxando junto os preços da soja. O aumento do petróleo também impactou o açúcar e o algodão na Bolsa de Nova York.

Quando o preço do petróleo sobe, a demanda por óleo de soja cresce, já que ele é usado na produção de biodiesel, uma alternativa renovável ao diesel fóssil. Segundo dados do Valor Data, a soja encerrou março em alta de 4,2%, com o contrato mais líquido atingindo US$ 11,85 por bushel.

Marcela Marini, analista sênior de grãos do Rabobank, explica que, sem o impacto geopolítico, os preços da soja poderiam ter caído, já que o Brasil colhe uma safra recorde e a demanda chinesa não cresce na mesma proporção.

Trigo registra maior valorização

O trigo foi a commodity que mais subiu em Chicago, com alta de 8,5% e preço médio de US$ 6,02 por bushel. Segundo Élcio Bento, analista da Safras & Mercado, a expectativa de redução da área plantada nos EUA foi determinante para o aumento.

Os produtores americanos devem plantar 17,6 milhões de hectares na safra 2026-27, a menor desde 1919. Em 2025, a área total foi de 18,33 milhões de hectares.

O conflito no Oriente Médio também afetou o trigo, após o grupo Houthi, do Iêmen, declarar apoio ao Irã e ameaçar interromper fluxos pelo Canal de Suez. “Isso aumenta os custos logísticos para trigo vindo da Europa, Rússia e Ucrânia, beneficiando outros produtores como Argentina, Austrália e EUA”, destacou Bento.

Milho e algodão também registram alta

O milho subiu 5,7% em Chicago, alcançando US$ 4,64 por bushel, impulsionado pela forte demanda americana e pelo uso crescente em biocombustíveis, conforme explica Marcela Marini.

O algodão acompanhou a tendência do petróleo, com alta de 6% em março, para 68,29 cents por libra-peso. O aumento no preço do petróleo eleva o custo de tecidos sintéticos, fortalecendo a demanda por fibras naturais, como o algodão.

Açúcar se beneficia de bioenergia

Em Nova York, o açúcar teve alta de 8,1%, cotado a 14,93 cents por libra. A valorização do petróleo aumenta a competitividade do etanol em relação à gasolina, incentivando usinas brasileiras a direcionarem mais cana para bioenergia, reduzindo a oferta global de açúcar.

Segundo Marcelo Filho, analista de mercado da StoneX, a consolidação do preço do petróleo acima de US$ 100 torna o etanol mais atrativo e pressiona o açúcar no mercado internacional.

Outras commodities

O suco de laranja congelado subiu 3,4%, para US$ 1,82 por libra, e o café arábica registrou alta de 1,2%, a US$ 2,94 por libra. Entre as commodities suaves, apenas o cacau caiu, recuando 9,9% para US$ 3,26 por tonelada, pressionado por oferta abundante e baixa demanda.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Be8

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Internacional

Irã confirma morte de comandante ligado ao fechamento do Estreito de Ormuz

O governo do Irã confirmou nesta segunda-feira (30) a morte do comandante da Marinha da Guarda Revolucionária, Alireza Tangsiri. Ele não resistiu aos ferimentos provocados por um bombardeio realizado por Israel na semana passada, segundo comunicado oficial.

De acordo com a nota, o militar foi atingido durante um ataque que causou danos significativos a estruturas estratégicas e acabou falecendo após complicações decorrentes dos ferimentos.

Ataque ocorreu no sul do Irã e já havia sido reivindicado

A morte de Tangsiri já havia sido anunciada por Israel no dia 26 de março. Conforme o governo israelense, o comandante foi morto em uma operação noturna em Bandar Abbas, no sul do país, junto a outros integrantes de alto escalão da força naval iraniana.

As autoridades israelenses atribuem a Tangsiri a responsabilidade pelo fechamento do Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o transporte global de petróleo.

Irã promete resposta e continuidade das ações militares

Em seu posicionamento, a Guarda Revolucionária destacou que a morte do comandante não interromperá suas operações. O órgão afirmou que seguirá com ações contra EUA e Israel, prometendo “golpes contundentes” na região do Estreito de Ormuz.

Tangsiri foi descrito como um “comandante corajoso”, que atuava no fortalecimento da defesa costeira e na organização das forças militares iranianas.

Outras mortes e escalada do conflito

Além de Tangsiri, Israel declarou ter eliminado também Behnam Rezaei, chefe de Inteligência da Marinha da Guarda Revolucionária. No entanto, a informação ainda não foi confirmada pela mídia estatal iraniana.

A morte do comandante ocorre em meio a uma sequência de ações contra autoridades de alto escalão do Irã, intensificando a crise no Oriente Médio. Entre os nomes mais relevantes citados no conflito estão o líder supremo Ali Khamenei e o chefe do Conselho Supremo de Segurança, Ali Larijani.

Importância estratégica do Estreito de Ormuz

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo, por onde circula cerca de 20% do petróleo global. O bloqueio da via, que já dura quase um mês, tem impacto direto na economia global e nas cadeias de abastecimento energético.

Israel também acusa Tangsiri de liderar ataques contra petroleiros e embarcações comerciais ao longo dos últimos anos, o que teria agravado tensões na região do Golfo Pérsico.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Alireza Tangsiri no X

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Internacional

Estreito de Bab el-Mandeb entra no radar e amplia tensão global no Oriente Médio

A crescente tensão no Oriente Médio ganhou um novo ponto de atenção além do já conhecido Estreito de Ormuz. O Estreito de Bab el-Mandeb, rota estratégica para o transporte de energia, passou a ser citado como possível alvo de bloqueio por parte do Irã, elevando a preocupação nos mercados globais de petróleo.

A ameaça surge em meio ao agravamento do cenário geopolítico e à pressão sobre rotas marítimas essenciais para o comércio internacional.

Rota estratégica liga o Mar Vermelho ao Canal de Suez

Localizado entre Iêmen, Djibuti e Eritreia, o Estreito de Bab el-Mandeb é um dos principais corredores marítimos do mundo. A passagem conecta o Mar Vermelho ao Canal de Suez, sendo responsável por cerca de 12% do transporte marítimo global de petróleo.

Nos últimos meses, a importância da rota aumentou ainda mais, especialmente após restrições no fluxo pelo Estreito de Ormuz, transformando o local em alternativa relevante para o escoamento de petróleo da região.

Irã sinaliza possível bloqueio com apoio de aliados

De acordo com informações divulgadas pela agência iraniana Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, o grupo Houthi — apoiado por Teerã — estaria preparado para atuar no controle da passagem marítima.

Segundo fontes militares citadas pela agência, os combatentes do movimento Ansar Allah teriam capacidade de interromper o tráfego na região, caso haja necessidade de ampliar a pressão contra adversários.

A sinalização reforça a estratégia do Irã de utilizar pontos logísticos sensíveis como instrumento de influência na geopolítica internacional.

Alertas aumentam após ameaças e movimentações militares

As declarações também vieram acompanhadas de avisos direcionados aos Estados Unidos. Segundo fontes iranianas, qualquer ação considerada imprudente envolvendo o Estreito de Ormuz poderia ampliar o conflito para outras rotas estratégicas.

O cenário se torna ainda mais delicado diante da presença militar americana na região, o que eleva o risco de escalada e impactos diretos na segurança energética global.

Ataque dos houthis eleva nível de tensão

No sábado (28), o grupo Houthi realizou um ataque com mísseis contra Israel, marcando a primeira ofensiva desse tipo desde o início recente das hostilidades.

De acordo com os próprios houthis, o alvo seriam posições militares estratégicas israelenses. O governo de Israel informou que o projétil foi interceptado com sucesso.

O episódio reforça o ambiente de instabilidade e amplia as preocupações sobre possíveis impactos no fluxo de petróleo e no comércio marítimo internacional.

Mercado acompanha riscos para o petróleo

Com duas rotas estratégicas sob ameaça, cresce a atenção de analistas e investidores quanto aos efeitos sobre o preço do petróleo e a logística global.

Qualquer interrupção no tráfego por estreitos como Bab el-Mandeb ou Ormuz pode gerar volatilidade nos mercados, afetando diretamente a economia mundial.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Brasil

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