Informação

Preço do querosene de aviação cai 14,2% em junho, anuncia Petrobras

A Petrobras anunciou uma redução de 14,2% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para as distribuidoras a partir deste mês de junho. De acordo com a estatal, o reajuste representa uma queda de R$ 0,93 por litro em relação ao valor praticado em maio.

A medida foi divulgada nesta segunda-feira (1º) e marca a primeira redução do combustível aeronáutico após uma série de aumentos registrados desde março.

Cenário internacional influencia queda nos preços

Segundo a companhia, a diminuição do valor do combustível de aviação está relacionada à desaceleração das pressões observadas no mercado internacional de petróleo.

A Petrobras destacou que a redução reflete a melhora das condições globais após o período de forte valorização das commodities energéticas, movimento que havia sido impulsionado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Reajustes seguem contratos com distribuidoras

Os preços do querosene de aviação comercializado pela Petrobras são atualizados mensalmente, conforme previsto nos contratos firmados com as distribuidoras.

Esses ajustes acompanham fatores como a cotação internacional do petróleo, a variação cambial e as condições do mercado global de combustíveis.

Apesar da queda, combustível acumula alta no ano

Mesmo com a redução anunciada para junho, o preço do QAV ainda apresenta forte valorização em 2026.

Dados divulgados pela estatal mostram que, no acumulado do ano, o combustível registra aumento de 54,5% em comparação aos valores praticados em dezembro de 2025. O avanço corresponde a um acréscimo de R$ 1,98 por litro.

O comportamento dos preços continua sendo acompanhado de perto pelo setor aéreo, já que o combustível representa uma das principais despesas operacionais das companhias aéreas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Internacional

Irã e EUA discutem acordo que pode reabrir tráfego no Estreito de Ormuz

Um possível avanço nas negociações entre Irã e Estados Unidos pode levar à reabertura do tráfego comercial no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.

A informação foi divulgada pela TV estatal iraniana nesta quarta-feira (27), que afirmou que Teerã recebeu um rascunho preliminar e não oficial de um memorando de entendimento envolvendo os dois países.

Proposta prevê retomada do comércio marítimo

De acordo com a emissora iraniana, o esboço do acordo estabelece que o Irã retomaria o fluxo comercial no Estreito de Ormuz aos níveis registrados antes da guerra no prazo de um mês.

Em troca, os Estados Unidos retirariam forças militares posicionadas próximas ao território iraniano e suspenderiam o bloqueio naval aplicado na região.

O estreito é considerado um ponto estratégico para o mercado global de energia, já que grande parte do petróleo exportado pelo Oriente Médio passa pelo local.

Acordo ainda depende de negociações finais

Apesar da divulgação do possível entendimento, o governo iraniano ainda não confirmou oficialmente os detalhes do documento.

Segundo a TV estatal, o texto permanece em fase de negociação e qualquer medida concreta dependerá de “verificação tangível” por parte de Teerã.

O rascunho também prevê que o controle do tráfego marítimo no estreito seja administrado pelo Irã em cooperação com Omã.

Outro ponto citado pela emissora indica que embarcações militares não fariam parte do acordo inicial.

Conselho de Segurança da ONU pode validar entendimento

Caso as negociações avancem e um acordo definitivo seja fechado em até 60 dias, o entendimento poderá ser transformado em uma resolução vinculante do Conselho de Segurança da ONU.

A possibilidade é vista como uma tentativa de garantir maior segurança jurídica e estabilidade internacional para o cumprimento do eventual acordo.

Tensões entre Washington e Teerã continuam

A divulgação do rascunho ocorre em meio a um cenário ainda marcado por desconfiança entre Washington e Teerã após meses de tensões militares e confrontos indiretos na região.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve se reunir com integrantes do governo na Casa Branca para discutir o avanço das negociações.

Recentemente, Trump afirmou que os dois países estariam “praticamente próximos” de um entendimento, embora o processo diplomático continue cercado de incertezas.

O possível acordo é acompanhado com atenção pelo mercado internacional devido aos impactos diretos que qualquer alteração no fluxo do Estreito de Ormuz pode provocar nos preços do petróleo e na segurança energética global.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

Japão negocia acordo com Mercosul para ampliar compra de petróleo e exportação de carros

O Japão prepara o início das negociações de um acordo de parceria econômica com o Mercosul, em uma estratégia voltada à diversificação do fornecimento de petróleo, minerais críticos e à ampliação do mercado para a indústria automobilística japonesa.

Segundo informações divulgadas pela imprensa asiática, o governo japonês pretende avançar nas tratativas com os países do bloco sul-americano, formado por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Japão busca ampliar relações comerciais com o Mercosul

As negociações devem ganhar força durante a cúpula do G7, prevista para meados de junho, quando a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, poderá se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além do Brasil, Tóquio pretende acelerar conversas com os demais integrantes do Mercosul para consolidar um acordo comercial abrangente.

Com quase 300 milhões de habitantes e Produto Interno Bruto superior a US$ 3 trilhões, o bloco sul-americano é visto pelo Japão como um mercado estratégico em expansão.

Segurança energética impulsiona interesse japonês

A busca por novos fornecedores de energia e matérias-primas ganhou prioridade para o governo japonês diante das tensões geopolíticas internacionais.

Historicamente dependente do Oriente Médio para abastecimento de petróleo, o Japão passou a reforçar sua estratégia de diversificação após os riscos envolvendo o Estreito de Ormuz e os conflitos na região do Irã.

Além disso, o país asiático também busca reduzir sua dependência da China no fornecimento de terras raras e outros minerais estratégicos utilizados pela indústria tecnológica e automotiva.

Nesse cenário, o Brasil surge como parceiro relevante por ser um dos maiores produtores mundiais de petróleo bruto e possuir grandes reservas de minerais críticos. Já a Argentina se destaca na produção de lítio, matéria-prima fundamental para baterias de veículos elétricos.

Setor automotivo japonês pressiona por acordo

Outro ponto central das negociações envolve a redução de tarifas para produtos industriais japoneses, principalmente veículos e autopeças.

Atualmente, os produtos japoneses enfrentam taxas médias superiores a 13% no Brasil e na Argentina, cenário considerado um entrave para a competitividade das montadoras asiáticas na América do Sul.

A indústria automobilística japonesa teme perder espaço diante do avanço do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul, que pode favorecer fabricantes europeias no mercado sul-americano.

Entidades empresariais do Japão e do Brasil já demonstraram apoio formal à abertura das negociações. Em declaração conjunta divulgada em março de 2025, representantes industriais defenderam o fortalecimento das cadeias globais de suprimentos e maior integração econômica entre os países.

Carne bovina pode ser principal ponto de impasse

Apesar do interesse mútuo, o setor agropecuário deve representar um dos temas mais delicados das negociações.

O Japão mantém uma indústria pecuária relativamente pequena e enfrenta preocupações internas sobre o impacto da entrada de carne bovina estrangeira no mercado local.

Brasil e Argentina estão entre os maiores produtores mundiais de carne bovina, o que aumenta a sensibilidade do tema dentro da política agrícola japonesa.

Mesmo assim, integrantes do governo japonês avaliam que o momento exige maior abertura comercial diante da necessidade de fortalecer cadeias globais de fornecimento e reduzir vulnerabilidades estratégicas.

Comércio entre Japão e Mercosul ainda tem espaço para crescer

Apesar do potencial econômico, o volume de comércio entre Japão e Mercosul ainda representa uma parcela pequena das operações japonesas no mercado internacional.

No ano fiscal de 2025, as exportações japonesas para o bloco somaram cerca de US$ 5,9 bilhões, enquanto as importações chegaram a aproximadamente US$ 9,4 bilhões.

Os números equivalem a menos de 2% do comércio exterior total do Japão, indicando amplo espaço para expansão nas relações comerciais entre os dois mercados.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

EUA e Irã avançam em acordo de paz, mas impasse sobre urânio e Estreito de Ormuz continua

As negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito iniciado em fevereiro avançaram nos últimos dias, segundo declarações oficiais dos dois países. Apesar dos sinais positivos, ainda existem divergências importantes envolvendo o programa nuclear iraniano e o controle da navegação no Estreito de Ormuz, área estratégica para o transporte mundial de petróleo.

Negociações de paz mostram avanço

Na quinta-feira, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que há “bons sinais” nas conversas diplomáticas para um possível acordo de paz no Oriente Médio.

Segundo Rubio, os diálogos têm evoluído, mas alguns pontos seguem sendo considerados sensíveis pelas autoridades americanas. Entre eles está o estoque de urânio enriquecido mantido por Teerã.

Estreito de Ormuz segue como principal obstáculo

Outro ponto de tensão envolve a proposta iraniana relacionada ao controle permanente da navegação no Estreito de Ormuz, rota marítima considerada vital para o comércio internacional de petróleo.

Durante entrevista concedida em Miami, na Flórida, Rubio afirmou que os EUA consideram “inaceitável” qualquer sistema de pedágio ou restrição fixa no local.

De acordo com o secretário de Estado, a comunidade internacional não apoia medidas que possam limitar o tráfego marítimo em uma das regiões mais estratégicas do planeta para o abastecimento energético global.

EUA falam em “outras opções” caso acordo fracasse

Apesar do tom otimista nas negociações, Rubio ressaltou que o governo americano possui alternativas caso não haja consenso entre as partes.

Sem detalhar quais seriam essas medidas, ele lembrou que o presidente dos Estados Unidos já indicou publicamente que poderá recorrer a “outras opções” se as tratativas não resultarem em um acordo considerado satisfatório por Washington.

Irã vê aproximação entre os lados

As declarações do representante americano ocorreram pouco depois de o governo iraniano afirmar que a proposta mais recente enviada pelos EUA ajudou a aproximar os dois países de um possível entendimento diplomático.

O avanço das conversas é acompanhado com atenção pela comunidade internacional devido ao impacto que o conflito pode gerar sobre a segurança no Oriente Médio e o mercado global de energia.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Metrópoles

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Internacional

Irã anuncia controle no Estreito de Ormuz e passa a exigir autorização para tráfego marítimo

O governo do Irã divulgou na quarta-feira (20) um novo mapa que estabelece uma zona marítima controlada no Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e cargas marítimas.

A medida foi apresentada pela recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão responsável pela administração da região. Segundo o comunicado, embarcações que desejarem cruzar a hidrovia deverão solicitar autorização prévia e coordenar o trânsito com as autoridades iranianas.

Área controlada no Estreito de Ormuz

De acordo com o mapa divulgado nas redes sociais, a área delimitada pelo Irã será definida por duas linhas estratégicas no estreito.

No lado leste, o limite parte de Kuh-e Mobarak, no território iraniano, até a região sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

Já no lado oeste, a delimitação se estende da extremidade da Ilha de Qeshm, também no Irã, até Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos.

A nova determinação reforça o controle iraniano sobre o fluxo marítimo em uma das principais rotas globais de exportação de petróleo.

Navios já operam sob coordenação iraniana

Mais cedo, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã informou que 26 embarcações atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas em coordenação com o país.

Entre os navios autorizados estavam petroleiros, porta-contêineres e outras embarcações comerciais, segundo informações divulgadas pela mídia estatal iraniana.

A força militar afirmou ainda que o tráfego marítimo segue funcionando normalmente, desde que os operadores obtenham as permissões exigidas e mantenham comunicação com as autoridades responsáveis pela área.

Estreito de Ormuz é rota estratégica mundial

O Estreito de Ormuz é considerado um dos corredores marítimos mais importantes do planeta, ligando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Grande parte do petróleo exportado por países do Oriente Médio passa diariamente pela região.

Por conta da relevância econômica e geopolítica da hidrovia, qualquer alteração nas regras de navegação costuma gerar impacto no mercado internacional de energia e no transporte marítimo global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: @PGSA_IRAN

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Internacional

Argélia ganha força como potência energética global com gás natural e avanço sobre mercado europeu

A crescente disputa internacional por fontes de energia colocou a Argélia no centro das atenções globais. Com cerca de 4,5 trilhões de metros cúbicos de reservas comprovadas de gás natural, o país do norte da África ampliou sua influência estratégica ao assumir parte do espaço deixado pela redução do fornecimento russo para a Europa.

A posição geográfica privilegiada no Mediterrâneo, aliada à infraestrutura de exportação já consolidada, transformou o território argelino em peça importante para a segurança energética europeia desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022.

Europa amplia dependência do gás argelino

Com a busca acelerada por alternativas ao gás russo, países europeus passaram a fortalecer acordos comerciais com a Argélia. A proximidade com o continente europeu e a capacidade de fornecimento por gasodutos e cargas de GNL (gás natural liquefeito) favoreceram esse movimento.

Atualmente, a Argélia ocupa posição estratégica em mercados como Espanha e Itália, ampliando sua participação no abastecimento energético da região.

Na Espanha, por exemplo, o gás argelino voltou a liderar parte das importações energéticas do país. Dados da Enagás indicam que o combustível vindo da Argélia representou mais de 29% das compras espanholas de gás nos primeiros meses de 2026.

Grande parte desse fornecimento ocorre pelo gasoduto Medgaz, ligação submarina direta entre a Argélia e o território espanhol.

Ruptura diplomática fortaleceu rota no Mediterrâneo

A relevância do Medgaz aumentou após a paralisação do gasoduto Magrebe-Europa, que passava pelo Marrocos. O encerramento das operações ocorreu em meio ao agravamento das tensões diplomáticas entre Argel e Rabat.

Com isso, a Argélia reforçou sua presença no mercado europeu utilizando rotas consideradas mais seguras e estratégicas para exportação de energia.

Sonatrach domina setor energético da Argélia

A estatal Sonatrach concentra a maior parte das operações ligadas à produção, transporte e exportação de hidrocarbonetos no país.

Além de controlar contratos internacionais bilionários, a empresa exerce papel decisivo na política econômica argelina e nas negociações de segurança energética com países europeus.

Um dos acordos mais relevantes envolve a espanhola Naturgy, responsável pela compra de aproximadamente 5 bilhões de metros cúbicos de gás por ano.

Em março de 2026, representantes dos dois países discutiram a ampliação da capacidade de fornecimento pelo Medgaz diante da volatilidade no mercado internacional de energia.

Itália e Turquia ampliam acordos energéticos

A Itália também intensificou sua parceria com a Argélia após reduzir significativamente as importações de gás russo.

Nesse cenário, o gasoduto TransMed ganhou relevância estratégica ao conectar o território argelino à Europa através da Tunísia e do Mar Mediterrâneo. A estrutura consolidou a Argélia como um dos principais fornecedores italianos de energia.

Outro país que avançou nas negociações foi a Turquia. O governo turco busca ampliar os contratos de gás natural liquefeito antes do encerramento do acordo atual, previsto para 2027.

Segundo autoridades turcas, parte do combustível poderá ser regaseificada no território turco e redistribuída para países do sudeste europeu, incluindo a Bulgária.

A estratégia fortalece o projeto da Turquia de atuar como corredor regional de energia entre Ásia, Oriente Médio e Europa.

Investimentos bilionários impulsionam produção

Além de expandir os contratos internacionais, a Argélia também acelera investimentos para ampliar sua produção de petróleo e gás.

Em abril de 2026, o governo lançou uma nova rodada de licenciamento para exploração de sete blocos de petróleo e gás, buscando atrair empresas estrangeiras para projetos de longo prazo.

Já em maio, a Sonatrach assinou um contrato estimado em US$ 1,1 bilhão para a segunda fase do campo de Hassi Bir Rekaiz, no sul do país.

O projeto será desenvolvido por um consórcio liderado pela egípcia Petrojet, com participação da italiana Arkad.

País busca espaço no mercado global de GNL

A Argélia também trabalha para ampliar sua capacidade de liquefação e competir no mercado internacional de GNL, atualmente liderado por países como Estados Unidos, Catar e Austrália.

Esse modelo de exportação permite que o gás seja enviado para regiões sem conexão direta por gasodutos, ampliando o alcance comercial do país africano.

Apesar do crescimento da influência energética argelina, a forte dependência dos hidrocarbonetos ainda representa um desafio estrutural para a economia local, já que petróleo e gás respondem por cerca de 90% das exportações e sustentam grande parte da arrecadação estatal.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

Estreito de Ormuz registra saída de petroleiros com 6 milhões de barris de petróleo

Três superpetroleiros deixaram o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira transportando cerca de 6 milhões de barris de petróleo bruto do Oriente Médio com destino aos mercados asiáticos. As embarcações estavam paradas no Golfo há mais de dois meses devido ao aumento das tensões militares envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Os dados de monitoramento marítimo das plataformas LSEG e Kpler apontam que outro navio petroleiro também entrou na região utilizando a rota de navegação determinada pelas autoridades iranianas.

Guerra no Irã reduz tráfego marítimo no Estreito de Ormuz

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, provocou forte impacto na circulação de navios pelo Estreito de Ormuz, corredor estratégico responsável por aproximadamente 20% do fluxo global de petróleo e energia.

Antes da escalada militar, a região registrava entre 125 e 140 travessias diárias. Atualmente, o movimento caiu drasticamente, com média de apenas 10 embarcações transitando por dia, segundo análise baseada em dados de rastreamento marítimo.

Além da redução no tráfego, cerca de 20 mil marítimos permanecem retidos em centenas de navios dentro do Golfo.

Navios seguem para China e Coreia do Sul

Entre os petroleiros que deixaram o estreito está o VLCC Universal Winner, de bandeira sul-coreana, carregando 2 milhões de barris de petróleo do Kuwait desde março. O navio segue para Ulsan, na Coreia do Sul, onde está localizada a refinaria da SK Energy.

Outros dois superpetroleiros chineses também cruzaram a região:

  • O VLCC Yuan Gui Yang transporta 2 milhões de barris de petróleo iraquiano Basrah e deve chegar ao porto de Shuidong, na província chinesa de Guangdong, em junho;
  • Já o VLCC Ocean Lily leva cargas de petróleo do Catar e do Iraque para o porto de Quanzhou, na província de Fujian.

Na semana passada, outro petroleiro chinês, o Yuan Hua Hu, também deixou o Estreito de Ormuz carregando petróleo iraquiano rumo ao leste da China.

Riscos à navegação continuam elevados

Autoridades marítimas internacionais seguem alertando para o alto risco operacional na região. O Centro Conjunto de Informação Marítima, coordenado pela Marinha dos Estados Unidos, informou que embarcações sofreram abordagens agressivas e ações consideradas hostis por unidades iranianas nos últimos dias.

Entidades do setor de transporte marítimo emitiram novos protocolos de segurança para navios que pretendem atravessar o estreito. Entre os principais riscos citados estão:

  • ataques militares;
  • uso de drones;
  • presença de minas marítimas;
  • congestionamentos inesperados;
  • redução da supervisão militar nas rotas.

Segundo as associações marítimas, centenas de navios ainda aguardam autorização ou condições mais seguras para cruzar a região, o que pode gerar novos problemas de navegação quando o fluxo começar a ser normalizado.

Petroleiro entra na região com transponder desligado

Os sistemas de rastreamento também identificaram a entrada do petroleiro Grand Lady, de bandeira cipriota, no Estreito de Ormuz com o transponder desligado — equipamento usado para transmitir localização e informações da embarcação.

O navio, que estava vazio, aparece ancorado próximo a Dubai, aumentando a preocupação sobre a segurança e o monitoramento do tráfego marítimo na área.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Guerra no Oriente Médio amplia risco de falta de combustível e pressiona mercado do petróleo

A continuidade da guerra no Oriente Médio acima das previsões iniciais tem aumentado o temor de uma crise global de abastecimento de petróleo e combustíveis. Com o Estreito de Ormuz fechado e os estoques comerciais em queda, especialistas alertam para um possível choque de oferta no mercado internacional.

Dados da EIA, agência de energia dos Estados Unidos, mostram que o mundo encerrou 2025 com cerca de 2,5 bilhões de barris armazenados em reservas estratégicas. O volume seria suficiente para abastecer os dez maiores consumidores globais por aproximadamente 39 dias e meio.

Reservas estratégicas não são distribuídas de forma igual

Embora os estoques estratégicos tenham sido criados para garantir segurança energética em momentos de crise, a distribuição das reservas é desigual entre os países.

Nações altamente dependentes de importação, como as Filipinas, já demonstraram preocupação após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O país asiático importa praticamente todo o combustível consumido, especialmente de produtores localizados no Golfo Pérsico.

Fechamento do Estreito de Ormuz agrava tensão global

Analistas avaliam que o prolongamento da guerra e a interrupção das operações no Estreito de Ormuz aumentam significativamente o risco de escassez de combustíveis fósseis.

Relatório da StoneX destaca que as principais agências globais de energia revisaram suas projeções de oferta e demanda diante da possibilidade de um conflito mais duradouro.

Segundo Tom Pawlicki, especialista em inteligência de mercado da consultoria, o cenário atual ampliou as incertezas sobre a capacidade global de abastecimento energético.

Estoques comerciais de petróleo estão diminuindo

O diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, afirmou que os estoques comerciais de petróleo estão sendo consumidos rapidamente.

De acordo com ele, mesmo com a liberação emergencial de reservas estratégicas — responsável por adicionar cerca de 2,5 milhões de barris diários ao mercado — os estoques não são ilimitados e podem se esgotar em poucas semanas caso o conflito continue.

Mercado enfrenta cenário de imprevisibilidade

A duração da guerra e seus impactos econômicos seguem cercados de incertezas, dificultando projeções de mercado.

Relatório recente da S&P Global Ratings aponta elevado grau de imprevisibilidade em relação aos efeitos do conflito sobre preços de commodities, cadeias de suprimentos, economias globais e condições de crédito.

A agência ressalta que suas estimativas podem sofrer mudanças à medida que o cenário evoluir.

Guerra já impacta exportações e reduz estoques globais

Segundo a S&P, as exportações iranianas de petróleo — estimadas entre 1,5 milhão e 2 milhões de barris por dia — foram diretamente afetadas pela escalada militar.

A consultoria calcula que o mercado mundial já perdeu cerca de 1,1 bilhão de barris desde março, considerando volumes interrompidos ou retidos por causa da guerra.

Déficit diário de petróleo preocupa especialistas

Mesmo com a utilização das reservas estratégicas, o déficit global entre oferta e demanda permanece elevado.

De acordo com Bruno Cordeiro, analista da StoneX, o mercado registra atualmente uma diferença de 6 milhões a 7 milhões de barris por dia entre consumo e disponibilidade.

O especialista destaca que a redução da produção no Golfo Pérsico provocou forte queda nos estoques globais, enquanto a liberação das reservas emergenciais não consegue compensar totalmente a perda de oferta.

Mercado acompanha negociações de paz com cautela

Apesar de uma nova proposta de paz enviada pelo Irã aos Estados Unidos por meio do Paquistão, investidores ainda demonstram cautela quanto à possibilidade de um acordo definitivo.

Analistas avaliam que avanços diplomáticos podem aliviar os preços do petróleo no curto prazo. Porém, sem solução concreta, a tendência segue de pressão altista no mercado internacional.

Setor teme impactos prolongados no abastecimento

Especialistas alertam que os efeitos da crise podem se intensificar enquanto o Estreito de Ormuz permanecer fechado.

Além da interrupção do transporte marítimo, o mercado teme que a retomada das operações ocorra de forma lenta, atrasando a normalização do abastecimento global.

O CEO da ExxonMobil, Darren Woods, reforçou o alerta ao afirmar que novos impactos ainda podem surgir caso o bloqueio na região continue.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Internacional

Irã cria agência para controlar tráfego e cobrar taxas no Estreito de Ormuz

O governo do Irã oficializou nesta segunda-feira (18) a criação da Autoridade dos Estreitos do Golfo Pérsico (PGSA), novo órgão responsável pela administração e fiscalização do Estreito de Ormuz, considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do planeta para o transporte de petróleo e combustíveis.

A medida amplia o controle exercido por Teerã sobre a região desde o agravamento das tensões no Oriente Médio e cria novas exigências para a navegação internacional.

Nova agência terá poder sobre tráfego marítimo e cobrança de taxas

O anúncio foi divulgado por canais oficiais ligados ao Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano e à Guarda Revolucionária Islâmica.

Segundo informações publicadas pela Lloyd’s List, a PGSA ficará encarregada de autorizar a passagem de embarcações e também de cobrar tarifas de trânsito — prática inédita na região.

A nova estrutura utilizará plataformas digitais para monitorar em tempo real as operações marítimas, funcionando como um centro de inteligência, rastreamento e controle portuário em mar aberto.

A decisão pode provocar impactos relevantes nos custos do transporte marítimo internacional, especialmente nas rotas ligadas ao comércio global de petróleo e derivados.

Navios terão de enviar informações detalhadas ao Irã

Com as novas regras, embarcações que pretendem cruzar o estreito precisarão apresentar relatórios completos às autoridades iranianas.

O protocolo exige dados sobre proprietários dos navios, seguros contratados, lista de tripulantes e detalhes das rotas planejadas para a travessia.

Na visão da imprensa estatal iraniana, incluindo a Press TV, o novo sistema reforça a soberania do país sobre suas águas territoriais e moderniza o gerenciamento do tráfego marítimo em um dos principais gargalos logísticos do mundo.

Controle do Estreito de Ormuz se torna instrumento estratégico

O presidente da Comissão Parlamentar de Segurança Nacional do Irã, Ebrahim Azizi, já havia indicado no domingo (17) que o mecanismo estava pronto para operar imediatamente.

Segundo ele, a iniciativa faz parte de uma política permanente de controle regional e não deve ser revertida mesmo em caso de redução das tensões militares.

Desde fevereiro, após a escalada do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, Teerã vem afirmando que o fluxo comercial no Estreito de Ormuz não retornará ao modelo anterior.

O governo iraniano defende que a segurança da rota depende do reconhecimento internacional de sua autoridade sobre a área.

Petróleo e comércio global podem sentir impacto

O Estreito de Ormuz é responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo consumido no mundo, tornando-se peça-chave na geopolítica energética internacional.

No mês passado, o Irã já havia começado a arrecadar receitas provenientes das tarifas cobradas de petroleiros e cargueiros que utilizam a rota.

Especialistas avaliam que a criação da PGSA transforma uma medida inicialmente ligada ao contexto de guerra em uma política permanente de Estado, aumentando a pressão sobre o comércio marítimo global e sobre os preços internacionais do petróleo.

Cessar-fogo não reduziu tensão econômica

A criação da nova autoridade ocorre em meio a um cenário de cessar-fogo considerado frágil. Embora a trégua militar entre as partes tenha entrado em vigor em 8 de abril, as disputas econômicas permanecem intensas.

Enquanto o Irã amplia o controle e a cobrança de taxas no estreito, os Estados Unidos mantêm restrições severas aos portos iranianos e às exportações do país.

Analistas internacionais observam com preocupação a possibilidade de que as novas exigências relacionadas a seguros e tripulações sejam utilizadas para restringir a passagem de embarcações ligadas a países aliados de Washington.

O funcionamento da PGSA também amplia o debate sobre a liberdade de navegação em águas internacionais, tema frequentemente defendido pelas potências ocidentais.

FONTE: Movimento Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marinha dos Estados Unidos

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Comércio Exterior

Emirados Árabes aceleram novo oleoduto para ampliar exportação de petróleo e reduzir dependência do Estreito de Ormuz

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a aceleração da construção de um novo oleoduto estratégico com o objetivo de dobrar a capacidade de exportação de petróleo pelo porto de Fujairah até 2027. A medida busca fortalecer a logística energética do país diante da crescente tensão no Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o abastecimento global de petróleo.

Projeto da ADNOC ganha prioridade

De acordo com o Gabinete de Imprensa de Abu Dhabi, o príncipe herdeiro Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed determinou que a ADNOC, estatal de petróleo dos Emirados, acelere as obras do chamado gasoduto Oeste-Leste.

A infraestrutura já está em construção e deve começar a operar no próximo ano. O novo corredor energético ampliará significativamente a capacidade do país de exportar petróleo sem depender diretamente do Estreito de Ormuz.

Tensões com o Irã aumentam pressão na região

O anúncio ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã, que ampliou sua área de reivindicação militar sobre regiões marítimas próximas ao Golfo de Omã.

No início de maio, a Guarda Revolucionária Islâmica iraniana divulgou um mapa expandindo sua zona de controle sobre parte do litoral dos Emirados. Pouco depois, ataques com drones atingiram um navio-tanque da ADNOC e áreas petrolíferas em Fujairah.

As autoridades emiradenses classificaram os ataques como uma “chantagem econômica” e uma “violação inaceitável”.

Fechamento do Estreito de Ormuz afeta mercado global

Desde os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã em fevereiro, Teerã passou a restringir fortemente o tráfego no Estreito de Ormuz, corredor por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

A interrupção provocou forte alta nos preços da energia, além de preocupações com inflação global, recessão econômica e racionamento de combustíveis em diversos países.

Fujairah se torna peça-chave para exportações

O atual oleoduto Habshan-Fujairah, operado pelos Emirados, possui capacidade para transportar até 1,8 milhão de barris por dia. A estrutura tornou-se essencial para manter o fluxo de exportações pelo Golfo de Omã, evitando áreas de maior risco no estreito.

Além dos Emirados, apenas a Arábia Saudita possui uma alternativa relevante para exportação fora da rota de Ormuz, por meio do oleoduto Leste-Oeste da Aramco.

Enquanto isso, países como Kuwait, Catar, Iraque e Bahrein seguem altamente dependentes da passagem marítima para escoar petróleo.

Emirados ampliam produção após saída da OPEP

Recentemente, os Emirados Árabes deixaram a OPEP, movimento que liberou o país das cotas de produção impostas pela organização.

Com isso, a ADNOC pretende elevar sua capacidade para 5 milhões de barris por dia já no próximo ano. O governo emiradense afirma que, em caso de necessidade, o país poderia atingir até 6 milhões de barris diários.

Apesar disso, a produção sofreu forte queda após o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, obrigando a estatal a reduzir parte das operações.

Portos estratégicos viram alvo de ataques

Os portos de Fujairah e Khor Fakkan ganharam importância não apenas para o petróleo, mas também para o abastecimento de alimentos dos Emirados, que dependem fortemente de importações.

Nos últimos meses, Fujairah foi alvo de diversos ataques atribuídos ao Irã, levando à suspensão temporária de carregamentos de petróleo. O porto saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, também sofreu ofensivas semelhantes.

Segundo informações recentes, petroleiros dos Emirados passaram a atravessar o estreito com sistemas de rastreamento desligados para reduzir o risco de ataques durante o transporte de petróleo.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

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