Portos

Porto de Paranaguá amplia exportações e registra alta de 86% no envio de cargas de outros estados

O Porto de Paranaguá segue fortalecendo sua posição como um dos principais corredores de exportação do Brasil. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), reunidos pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), mostram que os terminais paranaenses embarcaram 9,62 milhões de toneladas de mercadorias originadas em outros estados durante o primeiro semestre de 2026.

O volume representa um crescimento de 9,9% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 8,75 milhões de toneladas.

Volume de cargas quase dobrou em oito anos

Na comparação com 2018, o desempenho evidencia uma expansão ainda mais expressiva. Em oito anos, a quantidade de produtos de outras unidades da Federação exportados pelo Porto de Paranaguá aumentou 85,8%, passando de 5,17 milhões para 9,62 milhões de toneladas.

Segundo o diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, os resultados refletem a consolidação do Paraná como um dos principais eixos logísticos do país, ampliando sua importância no escoamento da produção nacional para o mercado externo.

Mato Grosso do Sul lidera embarques pelo terminal paranaense

Entre os estados que mais utilizam a estrutura portuária, o Mato Grosso do Sul ocupa a primeira posição, com 4,05 milhões de toneladas exportadas no primeiro semestre deste ano.

Na sequência aparecem São Paulo, com 2,09 milhões de toneladas, e Mato Grosso, responsável por 1,83 milhão de toneladas embarcadas. O porto também atende produtores de Goiás, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Rondônia e Tocantins.

Valor das exportações supera US$ 7 bilhões

Além do crescimento em volume, as operações registraram avanço financeiro. As cargas provenientes de outros estados movimentaram US$ 7,26 bilhões entre janeiro e junho de 2026, resultado 14,8% superior aos US$ 6,32 bilhões contabilizados no mesmo período do ano anterior.

Entre os principais produtos exportados estão a soja, responsável por mais da metade do total embarcado, com 4,88 milhões de toneladas. Também tiveram destaque o farelo de soja, açúcar, óleo de soja, carnes bovina e de aves e milho.

Investimentos ampliam capacidade e consolidam referência nacional

O avanço na movimentação acompanha os investimentos realizados pela Portos do Paraná para aumentar a capacidade operacional do complexo portuário e atender ao crescimento da demanda por logística portuária.

O reconhecimento também se reflete em premiações. O Porto de Paranaguá já foi eleito seis vezes o melhor porto do Brasil em avaliação promovida pela Secretaria Nacional de Portos, que considera critérios como eficiência operacional, qualidade da gestão administrativa e transparência.

FONTE: Maringá Post
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portos do Paraná

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Portos

Pela primeira vez, JBS Terminais recebe operação simultânea de dois navios com mais de 300 metros de comprimento


A JBS Terminais registrou no último final de semana um marco em sua operação no Porto de Itajaí ao realizar, pela primeira vez, a movimentação simultânea de dois navios porta-contêineres com mais de 300 metros de comprimento. A operação reforça a capacidade operacional, a eficiência e a competitividade do terminal, consolidando sua posição entre os principais portos do país.


Os navios SAN AUGUSTIN MAERSK e NAVARINO atracaram simultaneamente no terminal, exigindo um planejamento integrado e alto desempenho das equipes operacionais. Juntas, as duas embarcações somaram mais de 2 mil movimentos, demonstrando a capacidade da infraestrutura e a eficiência das operações realizadas pela JBS Terminais.


O SAN AUGUSTIN MAERSK, de bandeira da Dinamarca, possui 333,2 metros de comprimento e 48,32 metros de boca (largura). Já o NAVARINO, de bandeira de Malta, mede 335,07 metros de comprimento e 42,84 metros de boca.


A operação representa um feito inédito para o Porto de Itajaí, que nunca havia registrado a movimentação simultânea de dois navios desse porte. O resultado evidencia a evolução da infraestrutura portuária e a capacidade da JBS Terminais de atender embarcações de grande porte com segurança, produtividade e eficiência.


O marco ocorre em um momento de forte crescimento do terminal. Em junho, a JBS Terminais registrou recorde de movimentação, com 45.458 TEUs, o maior volume mensal desde o início de suas operações no Porto de Itajaí. O desempenho reforça a retomada das atividades do complexo portuário e evidencia o aumento da confiança dos armadores e clientes na capacidade operacional do terminal.


A combinação entre infraestrutura, eficiência operacional e crescimento da demanda consolida a JBS Terminais como um importante hub logístico para o comércio exterior brasileiro, preparada para receber embarcações de grande porte e ampliar a competitividade do Porto de Itajaí no cenário nacional e internacional.

TEXTO E IMAGEM: JBS

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Logística

Infraestrutura da China avança com investimentos em transporte e logística durante plano de desenvolvimento

A China encerra o 14º Plano Quinquenal (2021-2025) consolidando uma das maiores expansões de infraestrutura já registradas no mundo. Enquanto diversos países direcionam parte significativa de seus recursos para despesas militares, o governo chinês manteve o foco em obras de transporte, logística e integração nacional, estratégia que busca impulsionar o crescimento econômico e melhorar a mobilidade da população.

Os números foram apresentados nesta terça-feira pelo vice-ministro dos Transportes da China, Xu Chengguang, durante uma coletiva de imprensa em Pequim.

Rede de rodovias chega a quase 200 mil quilômetros

Entre os principais resultados está a ampliação da malha de rodovias expressas, que alcançou 199 mil quilômetros ao fim do plano quinquenal.

Considerada a maior rede de autoestradas do planeta, ela conecta praticamente todas as grandes cidades chinesas e reduz os custos logísticos para o transporte de cargas e passageiros. A expansão também tem como objetivo integrar regiões do interior ao desenvolvimento econômico das áreas mais industrializadas do país.

China mantém liderança em trens de alta velocidade

Outro destaque é a expansão da ferrovia de alta velocidade, setor no qual a China segue como líder mundial.

O país já opera mais de 50 mil quilômetros de linhas ferroviárias de alta velocidade, conectando centenas de cidades e reduzindo significativamente o tempo de viagem entre importantes centros econômicos.

Além de facilitar a mobilidade de milhões de passageiros, o sistema contribui para diminuir emissões de carbono ao oferecer uma alternativa ao transporte aéreo e rodoviário em diversas rotas.

Infraestrutura aeroportuária também cresce

O setor aéreo também registrou avanços durante o período.

Segundo o Ministério dos Transportes, a China possui atualmente 270 aeroportos de transporte em operação, ampliando a conectividade entre grandes metrópoles e cidades do interior.

A expansão da malha aeroportuária faz parte da estratégia de fortalecer o turismo, estimular os negócios e facilitar o transporte de cargas de maior valor agregado.

Sistema postal impulsiona comércio eletrônico

Outro ponto destacado pelo governo é o fortalecimento do sistema postal chinês, apontado como o maior do mundo em cobertura e capacidade operacional.

A estrutura logística desempenha papel fundamental no crescimento do comércio eletrônico, permitindo entregas rápidas em praticamente todo o território nacional e dando suporte ao avanço das plataformas digitais do país.

A integração entre rodovias, ferrovias, aeroportos e logística postal é considerada um dos principais fatores que sustentam a competitividade da economia chinesa.

Modelo prioriza obras de longo prazo

Segundo o governo chinês, a política de investimentos em infraestrutura busca fortalecer a produtividade, ampliar a integração territorial e criar condições para o desenvolvimento econômico de longo prazo.

Ao apresentar os resultados do plano quinquenal, as autoridades destacaram que a ampliação das redes de transporte e logística tem contribuído para melhorar a circulação de pessoas e mercadorias, além de apoiar o crescimento econômico de um país com mais de 1,4 bilhão de habitantes.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Brasil 247 / Dall-E

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Portos

Concessão do Porto de Itajaí: Antaq marca audiência pública para o dia 31 de julho

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) agendou para o dia 31 de julho, às 9h30, a audiência pública que integra o processo de concessão do Porto de Itajaí. O encontro será realizado de forma virtual, com transmissão ao vivo pela internet e participação aberta aos interessados.

A decisão foi publicada pela agência na última segunda-feira. A sessão será transmitida via streaming, ficará gravada e poderá ser acessada posteriormente no canal oficial da Antaq no YouTube. Não é necessário realizar inscrição para acompanhar a audiência.

Como participar da audiência

Quem desejar fazer manifestações durante o evento deverá se inscrever pelo WhatsApp (61) 2029-6940, entre 9h e 15h do dia 30 de julho de 2026. As contribuições dos participantes serão realizadas exclusivamente ao vivo, por meio da plataforma Microsoft Teams.

A audiência faz parte da consulta pública destinada ao aperfeiçoamento dos documentos técnicos e jurídicos da futura licitação para a concessão do terminal, responsável pela movimentação e armazenagem de cargas conteinerizadas e carga geral.

Consulta pública segue aberta até agosto

A consulta pública foi aberta em 29 de junho e permanecerá disponível até 13 de agosto. As sugestões devem ser encaminhadas exclusivamente por meio do formulário eletrônico disponibilizado pela Antaq.

Além disso, a agência mantém disponíveis em seu portal os principais documentos do projeto, incluindo as minutas do edital e do contrato, além dos estudos de viabilidade. A audiência servirá para esclarecer dúvidas e debater as propostas antes da publicação do edital, prevista para o primeiro trimestre de 2027.

Projeto prevê investimentos superiores a R$ 2,6 bilhões

O modelo de concessão prevê um contrato com duração de 25 anos e investimentos estimados em mais de R$ 2,6 bilhões. O valor global do contrato poderá alcançar cerca de R$ 27 bilhões, enquanto a proposta estabelece um lance mínimo de R$ 136,2 milhões.

Entre as melhorias previstas estão:

  • Ampliação do pátio operacional;
  • Aquisição de novos equipamentos;
  • Modernização da infraestrutura do terminal;
  • Aumento da capacidade de armazenagem e movimentação de cargas.

Concessão do canal portuário também avança

Paralelamente ao projeto do terminal, o governo federal também conduz a concessão do canal de acesso ao Porto de Itajaí. A expectativa é de que o edital seja publicado ainda em 2026, com leilão previsto para ocorrer no terceiro trimestre do ano.

Segundo a Antaq, o processo já passou pela análise do Tribunal de Contas da União (TCU) e está na fase de avaliação jurídica pela Procuradoria Federal junto à agência. Após essa etapa, o projeto seguirá para apreciação da diretoria colegiada, responsável pela aprovação final.

Caso receba o aval da diretoria, o edital poderá ser lançado já nos próximos meses.

Dragagem permanente e ampliação do calado estão entre as obras

A concessão do canal portuário também terá duração de 25 anos e prevê investimentos próximos de R$ 350 milhões. O projeto contempla a dragagem permanente do canal e a ampliação do calado para 16 metros, permitindo a operação de embarcações de até 400 metros de comprimento, ampliando a competitividade do complexo portuário de Itajaí.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Portos

Norcoast amplia rota de cabotagem com inclusão do Porto do Rio de Janeiro

A Norcoast expandiu sua operação de cabotagem ao incorporar a Rio Brasil Terminal (RBT), no Porto do Rio de Janeiro, à sua rota regular. A estreia da nova escala ocorreu com a previsão de atracação do navio NC Breda, marcando o início de uma ligação direta entre o estado do Rio de Janeiro e a Zona Franca de Manaus.

A iniciativa reforça a estratégia da companhia de ampliar sua presença no Sudeste e fortalecer a malha logística nacional por meio do transporte marítimo de cargas.

Nova operação amplia cobertura logística

Com a entrada do Porto do Rio de Janeiro na rota, a Norcoast passa a oferecer uma alternativa para o transporte de cargas domésticas e também para operações feeder, responsáveis por conectar portos brasileiros às principais linhas internacionais.

Segundo a empresa, a nova escala proporciona mais previsibilidade nas operações, maior flexibilidade para os embarcadores e integração entre os modais marítimo, ferroviário e rodoviário, contribuindo para uma cadeia logística mais eficiente.

A ligação direta com Manaus também amplia as possibilidades de atendimento ao polo industrial da capital amazonense e fortalece o escoamento de cargas provenientes do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais e interior de São Paulo, aproveitando a conexão com a malha ferroviária.

Setores industriais devem ser os principais beneficiados

A expectativa da Norcoast é que a nova operação atenda principalmente empresas dos segmentos de bens de consumo, siderurgia, bebidas e cargas de maior valor agregado.

Para esses setores, fatores como segurança, confiabilidade e regularidade das operações têm se tornado decisivos na escolha do modal logístico.

De acordo com o diretor comercial da Norcoast, Marcio Salmi, a expansão faz parte de um plano de crescimento sustentável da companhia.

“Queremos ampliar a capilaridade da cabotagem, expandindo o portfólio de serviços e a rede de atendimento de forma consistente e sustentável. Estamos acompanhando a demanda desses setores e apostamos na geração de valor por meio do aumento da oferta, do estímulo à cabotagem e do desenvolvimento regional”, afirmou em nota.

Rede passa a conectar oito portos brasileiros

Com a nova escala, a rota regular da Norcoast passa a atender os portos de Manaus (AM), Pecém (CE), Suape (PE), Salvador (BA), Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

A empresa opera atualmente quatro embarcações, cada uma com capacidade para transportar aproximadamente 3,5 mil TEUs, utilizando um modelo de atendimento porta a porta, que integra o transporte marítimo aos demais modais logísticos.

Cabotagem cresce, mas ainda enfrenta desafios no Brasil

A ampliação da malha da Norcoast ocorre em um momento de recuperação do setor de cabotagem. Dados da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC) apontam crescimento no segundo trimestre, impulsionado pela retomada das operações domésticas e do segmento feeder.

Apesar desse avanço, o desempenho acumulado no primeiro semestre registrou alta de apenas 0,9%, evidenciando que o modal ainda possui amplo espaço para crescer na matriz logística brasileira.

Embora o país conte com mais de 8 mil quilômetros de litoral, a participação da cabotagem no transporte nacional de cargas segue relativamente baixa.

Integração multimodal é apontada como principal desafio

Especialistas avaliam que o maior obstáculo para a expansão da cabotagem não está na navegação, mas na integração entre os diferentes sistemas de transporte.

Para Paulo Resende, coordenador do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral (FDC), os portos precisam ser tratados como parte de um corredor logístico completo, conectado de forma eficiente às ferrovias, rodovias e centros de distribuição.

Nesse cenário, investimentos em logística integrada, operações porta a porta e ampliação da oferta de serviços, como a nova rota da Norcoast, buscam reduzir gargalos históricos e tornar o modal mais competitivo para os embarcadores.

Modal marítimo também contribui para reduzir emissões

Além dos ganhos operacionais, a cabotagem vem se consolidando como uma alternativa mais sustentável para o transporte de cargas.

Levantamento da própria Norcoast indica que, em determinados corredores logísticos, o transporte marítimo pode emitir até 89% menos CO₂ do que o modal rodoviário. A companhia também destaca a redução nos riscos de roubo de cargas como um dos fatores que têm ampliado o interesse de empresas dos setores industrial e de bens de consumo.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Portos

Dragagem no Porto de Santos começa após Justiça liberar contrato com empresa belga

A dragagem do Porto de Santos entrou em uma nova etapa com o início dos trabalhos conduzidos pela empresa belga Jan de Nul. A ordem de serviço foi emitida após a Autoridade Portuária de Santos (APS) conseguir reverter uma decisão liminar que impedia a execução do contrato para o aprofundamento do canal de navegação.

O projeto prevê aumentar em um metro a profundidade do canal, medida considerada estratégica para ampliar a capacidade operacional do maior porto da América Latina.

Liminar foi derrubada e obra recebeu aval do TCU

Os trabalhos começaram na última sexta-feira (17), depois que a Justiça revogou a liminar obtida pela DTA Engenharia. A empresa havia questionado o resultado da licitação, alegando suposta inviabilidade dos preços apresentados pela vencedora.

Antes disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) já havia autorizado a continuidade da concorrência, em decisão tomada no mês de maio, removendo outro obstáculo para o avanço do projeto.

Primeira etapa envolve estudos ambientais e licenciamento

Com a assinatura da ordem de serviço, a Jan de Nul iniciou os estudos técnicos e ambientais exigidos para solicitar o licenciamento ambiental junto ao Ibama.

Essa fase inicial, que contempla a preparação dos documentos necessários para autorização da obra, tem prazo estimado de até 21 meses.

Projeto amplia capacidade do Porto de Santos

Além do aprofundamento do canal de navegação, o contrato inclui a elaboração dos projetos básico e executivo da obra, a execução da dragagem e a manutenção da nova profundidade por um período de até dois anos.

Segundo a APS, a intervenção permitirá que o Porto de Santos receba embarcações de maior porte, aumentando a eficiência logística, fortalecendo a competitividade do complexo portuário e ampliando sua capacidade para movimentação de cargas.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Hidrovia do Paraguai impulsiona logística e integra cinco países da América do Sul

A Hidrovia do Paraguai é um dos mais importantes corredores de transporte hidroviário da América do Sul, desempenhando papel estratégico na movimentação de cargas entre Brasil, Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Com 3.442 quilômetros de extensão navegável, a via conecta regiões produtoras aos mercados da Bacia do Prata e ao comércio internacional, fortalecendo a integração logística do continente.

Corredor reduz custos e fortalece exportações brasileiras

No Brasil, a hidrovia é administrada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e tem importância significativa para o escoamento de grãos, minérios, combustíveis e outras mercadorias produzidas principalmente na região Centro-Oeste.

O transporte aquaviário é apontado como uma alternativa mais eficiente do ponto de vista logístico, pois reduz os custos de frete, aumenta a competitividade das exportações e diminui o fluxo de caminhões nas rodovias. Um único comboio de barcaças, por exemplo, consegue transportar uma carga equivalente à de centenas de veículos de transporte rodoviário.

Trecho brasileiro atende Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

A parte brasileira da Hidrovia do Rio Paraguai (HN-950) possui 1.272 quilômetros de extensão, ligando o município de Cáceres (MT) à confluência com o rio Apa, em Mato Grosso do Sul.

Nesse percurso, o corredor faz divisa com o Paraguai por aproximadamente 330 quilômetros e com a Bolívia por cerca de 48 quilômetros. Sua área de influência abrange 20 municípios dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, reunindo uma população estimada em 1,17 milhão de habitantes.

Entre os principais municípios beneficiados estão Cuiabá, Cáceres e Poconé, em Mato Grosso, além de Corumbá, Ladário, Miranda, Aquidauana e Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul.

Capacidade de transporte varia conforme o trecho

As condições de navegação mudam ao longo da hidrovia. No chamado Tramo Sul, entre a foz do rio Apa e Corumbá (MS), circulam grandes comboios comerciais com capacidade para transportar até 24 mil toneladas de carga em uma única viagem.

Já no Tramo Norte, entre Corumbá e Cáceres, a navegação ocorre com embarcações de menor porte devido às características do rio, como trechos assoreados, maior quantidade de ilhas fluviais e curvas acentuadas.

Atualmente, a hidrovia movimenta aproximadamente 10 milhões de toneladas de cargas por ano, tendo como principais produtos transportados minério de ferro, manganês, soja, combustíveis e outros insumos essenciais para a economia regional.

Via é estratégica para países sem saída para o mar

Além da importância para o Brasil, a Hidrovia do Paraguai representa uma rota fundamental para Paraguai e Bolívia, países que não possuem acesso direto ao oceano. O corredor garante uma alternativa eficiente para operações de exportação e importação, ampliando a conexão desses mercados com o comércio internacional.

No território brasileiro, a hidrovia também está integrada a projetos de infraestrutura, como a futura Rota Bioceânica, que deverá ampliar as opções de transporte e fortalecer a competitividade da região Centro-Oeste.

Brasil, Paraguai e Bolívia discutem modelo de gestão conjunta

Por se tratar de uma hidrovia internacional, sua operação depende da cooperação entre os países que compartilham suas águas. Nesse contexto, Brasil, Paraguai e Bolívia negociam um acordo para implantar um modelo de governança compartilhada no trecho compreendido entre Corumbá (MS) e a foz do rio Apa.

A proposta prevê a padronização de serviços essenciais para a navegação, incluindo balizamento, sinalização náutica, monitoramento hidrológico, comunicação operacional e manutenção das condições de navegabilidade.

O plano também contempla a adoção de tecnologias para acompanhar o tráfego de embarcações e monitorar aspectos ambientais, com o objetivo de aumentar a segurança, a eficiência das operações e a previsibilidade logística no corredor hidroviário.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: AESCOM/MPor

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Logística

Cabotagem movimenta 38,4 milhões de toneladas e fortalece a logística entre portos brasileiros

A cabotagem segue consolidada como um dos principais pilares da logística de transporte no Brasil. Realizada ao longo dos mais de 8,5 mil quilômetros da costa brasileira, a modalidade conecta portos brasileiros e integra o transporte marítimo com rodovias, ferrovias e hidrovias, facilitando o escoamento de mercadorias entre regiões produtoras, centros de distribuição e mercados consumidores.

Movimentação de cargas cresce nos portos brasileiros

Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) mostram que, nos dois primeiros meses deste ano, a cabotagem transportou 38,4 milhões de toneladas de cargas entre portos nacionais.

A maior parte desse volume foi composta por granéis líquidos e gasosos, que somaram 29,7 milhões de toneladas. Também foram registrados:

  • 4,9 milhões de toneladas de granéis sólidos;
  • 3,7 milhões de toneladas de cargas conteinerizadas;
  • 978 mil toneladas de carga geral.

Os números evidenciam a relevância da cabotagem para o abastecimento e a distribuição de produtos em diferentes setores da economia.

Petróleo, contêineres e bauxita lideram o transporte

Entre as principais mercadorias movimentadas pela cabotagem, o destaque ficou para o petróleo e seus derivados, que responderam por 25,7 milhões de toneladas transportadas.

Na sequência aparecem:

  • Contêineres: 3,7 milhões de toneladas;
  • Derivados de petróleo: 3,3 milhões de toneladas;
  • Bauxita: 2,6 milhões de toneladas.

A diversidade de cargas demonstra a importância da navegação costeira para atender às demandas da indústria, do comércio e do setor energético.

Integração entre transporte marítimo, rodoviário e ferroviário

Um dos diferenciais da cabotagem é sua integração com outros modais de transporte. Em uma mesma operação logística, uma carga pode sair da fábrica por caminhão ou trem, seguir até um porto, ser embarcada em um navio e, ao chegar ao destino, voltar ao transporte terrestre até o consumidor final.

Esse modelo amplia a eficiência da cadeia logística e contribui para a conexão entre diferentes regiões do país.

Principais rotas ligam Norte, Nordeste e Sul do Brasil

A navegação de cabotagem opera em importantes corredores logísticos do país, conectando portos estratégicos como Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí (SC), Navegantes (SC), Salvador (BA), Suape (PE), Pecém (CE) e Manaus (AM).

Essas rotas são utilizadas para o transporte de combustíveis, fertilizantes, alimentos, produtos industrializados e cargas conteinerizadas.

O trecho entre Santos e Manaus, por exemplo, desempenha papel fundamental no abastecimento da Zona Franca de Manaus, enquanto as ligações entre Santos, Salvador, Suape e Pecém reforçam o fluxo de mercadorias ao longo do litoral brasileiro.

Cabotagem se diferencia da navegação internacional

Ao contrário da navegação de longo curso, destinada ao transporte entre portos de diferentes países, a cabotagem acontece exclusivamente entre portos localizados em território brasileiro.

Essa característica faz da modalidade um componente estratégico da infraestrutura nacional de transportes, contribuindo para a integração da matriz logística e para a circulação de cargas em todo o país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Comércio Exterior

Balança comercial registra superávit de US$ 4,95 bilhões até a terceira semana de julho

As exportações brasileiras mantiveram crescimento em julho e impulsionaram o desempenho da balança comercial. Dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na segunda-feira (20) mostram que, até a terceira semana de julho de 2026, o país acumulou superávit de US$ 4,95 bilhões, resultado 25,2% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

No período, as exportações alcançaram US$ 19,38 bilhões, alta de 6,7% na comparação anual. Já as importações somaram US$ 14,43 bilhões, crescimento de 1,6%. Com isso, a corrente de comércio, que reúne a soma de exportações e importações, atingiu US$ 33,82 bilhões, avanço de 4,5%.

Acumulado do ano supera US$ 204 bilhões em exportações

Entre janeiro e a terceira semana de julho de 2026, as exportações brasileiras totalizaram US$ 204,16 bilhões, representando crescimento de 10,8% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

No mesmo período, as importações chegaram a US$ 156,85 bilhões, com expansão de 4,9%. O resultado levou a um superávit comercial de US$ 47,31 bilhões, aumento de 36,7% na comparação anual, enquanto a corrente de comércio alcançou US$ 361 bilhões, crescimento de 8,2%.

Agropecuária, mineração e indústria sustentam avanço das exportações

O desempenho positivo das exportações foi impulsionado pelos três principais segmentos da economia.

A agropecuária registrou alta de 6,5%, com embarques de US$ 4,31 bilhões. A indústria extrativa apresentou o maior crescimento percentual, avançando 17,2% e totalizando US$ 4,92 bilhões. Já a indústria de transformação cresceu 1,4%, alcançando US$ 9,99 bilhões.

Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento das vendas externas destacam-se:

  • Tabaco em bruto (+504,7%);
  • Soja (+16,9%);
  • Algodão em bruto (+37,8%);
  • Outros minerais em bruto (+30,5%);
  • Minérios de níquel e seus concentrados (+160,3%);
  • Petróleo bruto (+45%);
  • Carnes de aves (+39,1%);
  • Farelo de soja e alimentos para animais (+52,9%);
  • Óleos combustíveis (+76,4%).

Por outro lado, alguns produtos apresentaram retração nas exportações, entre eles milho (-40,3%), café não torrado (-24,5%), minério de ferro (-8,9%), minério de cobre (-54,5%), açúcar (-31,9%), automóveis de passageiros (-44,5%) e aeronaves (-52,4%).

Importações crescem com destaque para tecnologia e combustíveis

As importações brasileiras também apresentaram crescimento no período, impulsionadas principalmente pela indústria extrativa e pela indústria de transformação.

Enquanto a agropecuária registrou queda de 16,3%, com US$ 240 milhões importados, a indústria extrativa avançou 37,7%, atingindo US$ 780 milhões. A indústria de transformação respondeu pela maior parcela das compras externas, somando US$ 13,33 bilhões, com crescimento de 0,4%.

Os maiores aumentos ocorreram nas importações de:

  • Máquinas para processamento automático de dados (+228,8%);
  • Outros minérios e concentrados de metais (+153,1%);
  • Gás natural (+74,6%);
  • Cevada (+53,5%);
  • Produtos hortícolas frescos (+50,4%);
  • Petróleo bruto (+34,5%);
  • Componentes eletrônicos, como válvulas, diodos e transistores (+35,3%).

Em contrapartida, houve redução nas compras de trigo e centeio (-27,3%), soja (-61,6%), borracha natural (-54,4%), pirites de ferro (-96,8%), carvão (-6%), medicamentos (-21,9%), defensivos agrícolas (-31,9%) e motores e máquinas não elétricos (-74,8%).

Fonte: Com informações do MDIC.

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Transporte

Maersk alerta para possíveis restrições na navegação da Amazônia durante a seca de 2026

A Maersk informou seus clientes sobre a possibilidade de novas restrições de navegação na Amazônia durante o período de estiagem, previsto entre outubro de 2026 e o início de 2027. A avaliação considera o Comunicado Inicial sobre o Período de Estiagem de 2026, divulgado em 14 de julho pela Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental, além de dados da Agência Nacional de Águas (ANA) e análises internas realizadas pela companhia.

De acordo com a empresa, o cenário indica uma evolução gradual das limitações operacionais ao longo dos últimos meses do ano.

Cronograma prevê redução de capacidade e possível fechamento do rio

Pelas projeções da Maersk, as primeiras limitações devem ocorrer entre as semanas 41 e 44, em outubro, com redução da capacidade operacional das embarcações.

Na sequência, entre as semanas 45 e 48, correspondentes ao mês de novembro, há expectativa de fechamento da via navegável em determinados trechos. Já entre as semanas 49 e 53, em dezembro, a previsão aponta para uma nova fase de restrição de capacidade, caso as condições hidrológicas permaneçam desfavoráveis.

Capitania destaca critérios técnicos para definir restrições

O comunicado da Capitania Fluvial reforça que somente a autoridade marítima possui competência para estabelecer regras de navegabilidade, incluindo restrições obrigatórias para embarcações, armadores e serviços de praticagem.

O documento também esclarece que a definição dos calados autorizados durante a estiagem não depende apenas do nível dos rios. Segundo a Capitania, a decisão considera principalmente levantamentos batimétricos realizados em pontos críticos do trecho entre Itacoatiara, Manaus e Coari.

Como exemplo, o órgão lembra que, em 2025, restrições de calado começaram a ser divulgadas em 13 de outubro. Mesmo com níveis semelhantes registrados na régua de Manaus em diferentes períodos do ano, o calado máximo autorizado permaneceu inalterado, demonstrando que a profundidade efetiva do canal é o principal fator para a tomada de decisão.

Previsão indica níveis dos rios abaixo dos registrados em 2025

Para elaborar o cenário da estiagem de 2026, a Capitania consultou estudos do Serviço Geológico Brasileiro (SGB) e do Laboratório de Modelagem de Sistema Climático Terrestre da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

As projeções apontam que os níveis mínimos dos rios poderão ficar entre 1,8 metro e 3 metros abaixo dos registrados em 2025, variando conforme o trecho analisado.

Caso essa previsão se confirme, a estimativa inicial indica restrição de calado entre Itacoatiara e Manaus de aproximadamente 8 metros para navios que transportam combustíveis e derivados e de 8,30 metros para embarcações porta-contêineres. Segundo o documento, essas limitações não devem começar antes da segunda quinzena de setembro.

Empresa alerta para aumento de custos e possíveis sobretaxas

A Maersk afirma que uma seca mais severa poderá provocar impactos relevantes na logística, reduzindo a capacidade de transporte dos navios e elevando os custos operacionais.

A companhia também destaca que, caso haja necessidade de operar por meio de píeres flutuantes ou ocorra o fechamento de trechos do rio, os efeitos sobre as operações tendem a ser ainda maiores. Nesse cenário, a empresa não descarta alterações nos valores dos fretes e a aplicação de sobretaxas durante o período.

Histórico recente reforça preocupação com a estiagem

A empresa informou que continuará acompanhando a evolução das condições hidrológicas e manterá seus clientes atualizados sobre qualquer mudança nas previsões.

O alerta ocorre após os episódios registrados nas estiagens de 2023 e 2024, quando a seca na Amazônia provocou níveis historicamente baixos dos rios, comprometendo a navegação e obrigando armadores a reorganizar operações e adotar alternativas para o transporte de cargas na região.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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