Portos

Porto de Paranaguá cobra avanço das ferrovias após investir R$ 650 milhões em infraestrutura

O Porto de Paranaguá reforçou a necessidade de ampliar os investimentos na infraestrutura ferroviária para garantir maior eficiência logística e preservar a competitividade do agronegócio brasileiro. A avaliação foi apresentada durante o lançamento do Movimento Agroportos, realizado em Curitiba, em meio à apresentação dos principais investimentos executados pelo terminal nos últimos anos.

Segundo a administração portuária, o complexo já recebeu mais de R$ 650 milhões em investimentos e está preparado para ampliar sua capacidade operacional. No entanto, a expansão depende da modernização dos modais de transporte que atendem o porto.

Investimentos fortalecem operação portuária

Durante o evento, o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, destacou as iniciativas adotadas para aumentar a eficiência do terminal e reduzir os impactos do chamado Custo Brasil sobre a logística nacional.

Entre os principais projetos está a construção do Moegão, considerada uma das maiores obras de infraestrutura portuária em andamento no país. O empreendimento, que já alcançou cerca de 95% de execução, recebeu investimentos superiores a R$ 650 milhões.

Garcia também ressaltou que o Porto de Paranaguá se tornou o primeiro do Brasil a ter todas as áreas arrendáveis regularizadas por meio de contratos de longo prazo, proporcionando maior segurança jurídica aos operadores privados.

Arrendamentos ampliam segurança para investidores

A regularização das áreas portuárias foi realizada por meio de leilões públicos promovidos na B3 desde 2019. Segundo a Portos do Paraná, o modelo oferece maior previsibilidade para empresas interessadas em investir na expansão das operações, além de estabelecer contratos que garantem direitos e obrigações para ambas as partes.

A medida é apontada como um dos fatores que impulsionaram novos aportes no complexo portuário.

Ferrovias são consideradas essenciais para o crescimento

Apesar dos avanços na infraestrutura portuária, a administração do terminal avalia que o desenvolvimento da malha ferroviária será decisivo para aproveitar plenamente a nova capacidade instalada.

Luiz Fernando Garcia destacou que o encerramento da concessão da Malha Sul, previsto para 2027, representa uma oportunidade para discutir novos investimentos no transporte ferroviário, considerado estratégico para o funcionamento do Moegão em sua capacidade máxima.

Ele também lembrou que as concessões rodoviárias realizadas no Paraná devem atrair aproximadamente R$ 90 bilhões em investimentos, reforçando a necessidade de integração entre os diferentes modais logísticos.

Custo logístico preocupa setor portuário

Durante os debates, Garcia afirmou que o principal desafio para o agronegócio continua sendo o custo do transporte das cargas até os portos.

Segundo ele, manter vantagens operacionais e comerciais é fundamental para preservar a atratividade de Paranaguá diante da concorrência de outros terminais brasileiros.

Na avaliação do executivo, a melhoria da logística é indispensável para ampliar a eficiência e evitar a migração de cargas para portos concorrentes.

Gestão do porto recebe reconhecimento

Também presente no evento, o secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos, Alex Sandro de Ávila, destacou a gestão desenvolvida pela Portos do Paraná.

Ele ressaltou que as iniciativas de requalificação das áreas portuárias e os processos de arrendamento aumentaram a capacidade de investimento no terminal, fortalecendo sua posição no escoamento da produção agrícola.

Segundo Ávila, a experiência do Sul do país pode servir como referência para projetos de expansão da infraestrutura portuária nas regiões Norte e Nordeste.

Sustentabilidade também integra estratégia do Porto de Paranaguá

Além dos investimentos em infraestrutura, a administração do terminal destacou os avanços na área ambiental. O Porto de Paranaguá foi o primeiro porto público brasileiro a conquistar a certificação internacional EcoPorts, reconhecimento concedido a portos que adotam boas práticas de gestão ambiental e sustentabilidade.

A combinação entre modernização da infraestrutura, segurança jurídica e gestão ambiental é apontada pela autoridade portuária como um dos pilares para ampliar a competitividade do terminal nos próximos anos.

FONTE: O Presente Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

Latam Cargo acelera entregas e atinge 90% de cargas em até 48h no Brasil

A Latam Cargo registrou avanço significativo na eficiência logística no Brasil e passou a entregar 90% das cargas em até 48 horas entre março e maio deste ano. O desempenho supera os 82% registrados no mesmo período do ano anterior e reforça a estratégia de expansão da companhia no mercado nacional.

Eficiência logística cresce com investimentos em infraestrutura e automação

O resultado é atribuído a um conjunto de ações que inclui investimentos em infraestrutura logística, automação de processos e ampliação da malha aérea. No período analisado, o volume de cargas entregues dentro do prazo subiu mais de 10%, enquanto o total transportado avançou 11% na comparação anual.

Entre os destaques operacionais estão os segmentos de cargas gerais, com alta de 10%, e eletroeletrônicos, que cresceram 28%, impulsionados pela maior demanda e pela ampliação da capacidade operacional.

Expansão da malha aérea impulsiona desempenho da carga aérea

A melhora no desempenho também está ligada à expansão de 7% da malha doméstica de passageiros da Latam. A medida ampliou a disponibilidade de espaço nos porões das aeronaves para o transporte de cargas, fortalecendo a integração logística entre regiões do país.

A estratégia busca reduzir prazos de entrega e aumentar a competitividade da operação de transporte aéreo de cargas, especialmente em setores como indústria, varejo e e-commerce.

Regiões Norte e Nordeste lideram avanço operacional

Os maiores ganhos foram registrados nas rotas que conectam o Norte e Nordeste ao restante do Brasil. Nessas regiões, a participação de entregas em até 48 horas subiu de 80% para cerca de 90% no período.

Além disso, os envios dentro do prazo cresceram 18%, enquanto o volume transportado aumentou 14%. O destaque ficou novamente com os eletroeletrônicos, que avançaram 47%, e as cargas gerais, com alta de 19%.

Investimentos reforçam capacidade logística em Guarulhos e Manaus

Para sustentar o crescimento, a companhia ampliou sua estrutura logística, com foco no Terminal de Cargas de Guarulhos (TECA GRU). A área dedicada ao comércio eletrônico foi expandida, elevando em 47% a capacidade do segmento.

Outro avanço foi o reforço da rota Guarulhos–Manaus, que passou de 10 para até 12 frequências semanais, adicionando cerca de 110 toneladas de capacidade por semana.

A empresa também implantou um sistema automatizado de triagem com capacidade para processar até 72 mil pacotes por dia e ampliou em 2,9 mil m² a estrutura do terminal.

Mercado e expansão internacional da Latam Cargo

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Latam Cargo manteve liderança no mercado doméstico de transporte de cargas em porões de aeronaves de passageiros, com 39,2% de participação em abril de 2026.

No cenário internacional, a companhia conecta o Brasil a mais de 15 países, com uma rede superior a 70 destinos. Entre as rotas recentes estão conexões como Miami–São José dos Campos, Brasília–Miami e Amsterdã–Curitiba, ampliando as opções para importadores e exportadores.

Expansão da frota e novos profissionais reforçam operação

A Latam também avança em sua estratégia de crescimento com a preparação para operação dos jatos Embraer E195-E2, voltados à aviação regional. Em abril, mais de 50 pilotos e copilotos foram contratados e já passam por treinamento.

Em maio, a companhia abriu um banco de talentos para copilotos interessados em atuar na nova aeronave, antecipando a demanda por profissionais para sustentar a expansão da operação.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Latam

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Transporte

Transporte rodoviário movimenta quase 70% das cargas no Brasil, aponta levantamento

O transporte rodoviário de cargas segue como a principal base da logística brasileira. De acordo com o novo Panorama do Transporte Rodoviário de Cargas, os caminhões são responsáveis por 68,5% de toda a carga movimentada no país, considerando o indicador de tonelada-quilômetro (TKU). Quando a análise leva em conta o valor das mercadorias transportadas (VKU), essa participação sobe para 84,3%.

Os números evidenciam a forte dependência da economia nacional das rodovias para abastecer cidades, atender à indústria e garantir o escoamento da produção agrícola e mineral.

Rodovias sustentam a logística nacional

O estudo mostra que o Brasil conta com uma malha de mais de 2,8 milhões de quilômetros de rodovias, sendo aproximadamente 31 mil quilômetros administrados pela iniciativa privada.

Segundo o levantamento, a distribuição dos fluxos de carga acompanha as características econômicas de cada região. Produtos como soja e milho são transportados por corredores logísticos que ligam as áreas produtoras aos portos do Arco Norte e das regiões Sul e Sudeste.

Já as cargas conteinerizadas têm como principal ponto de movimentação o Porto de Santos, enquanto os granéis minerais concentram seu fluxo entre Minas Gerais e os portos do estado do Rio de Janeiro.

Diesel continua predominante no transporte de cargas

Mesmo com o avanço de alternativas energéticas, o diesel permanece como o principal combustível utilizado pelos caminhões brasileiros.

Conforme o Panorama, o consumo no setor ficou próximo de 70 milhões de metros cúbicos em 2025, refletindo a predominância do modal rodoviário na matriz logística nacional.

Setor amplia geração de empregos

Além de sua importância para o abastecimento do país, o segmento também manteve crescimento na geração de empregos formais. O levantamento aponta que o transporte rodoviário de cargas encerrou 2025 com saldo positivo superior a 46 mil novas vagas.

O desempenho reforça o papel estratégico da atividade na economia brasileira, tanto na circulação de mercadorias quanto na criação de postos de trabalho.

Renovação da frota e infraestrutura estão entre os desafios

Apesar dos resultados positivos, o estudo destaca que o setor ainda enfrenta desafios importantes para os próximos anos.

Entre eles estão a necessidade de renovação da frota — especialmente entre os transportadores autônomos —, a redução dos índices de acidentes nas rodovias e a adoção de medidas para diminuir as emissões de gases de efeito estufa.

Embora o Brasil venha ampliando investimentos em ferrovias, hidrovias e cabotagem, o modal rodoviário continua sendo o principal responsável pelo transporte de mercadorias.

Essa dependência faz com que fatores como oscilações no preço do diesel, problemas de infraestrutura e interrupções nas estradas tenham impacto direto sobre os custos logísticos, influenciando toda a cadeia de abastecimento e o preço final de diversos produtos.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Randon

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Logística

Corredor Bioceânico avança com nova etapa de pavimentação na Ruta PY15, no Paraguai

As obras do Corredor Bioceânico seguem em ritmo acelerado no Paraguai. No Lote 1 da Ruta PY15, foi concluída a execução de 11 quilômetros de base asfáltica, marcando mais uma etapa importante para a implantação da infraestrutura que promete ampliar a integração regional e impulsionar o comércio internacional.

Nova fase da pavimentação

A base asfáltica aplicada possui sete centímetros de espessura e contempla tanto a pista principal quanto os acostamentos. Com essa fase finalizada, a próxima etapa será a aplicação da camada de revestimento final, com seis centímetros, responsável por concluir a pavimentação desse trecho da rodovia.

Ao mesmo tempo, as equipes executam serviços de solo-cimento na altura da progressiva 130, reforçando a sub-base da estrada para aumentar a resistência e a vida útil do pavimento. Entre as progressivas 102 e 105, também continuam os trabalhos de construção de aterros, considerados essenciais para a preparação da via.

Obra também gera empregos e promove inclusão

Além dos avanços na infraestrutura, o projeto mantém atualmente cerca de 110 empregos diretos. A iniciativa também adota uma política de contratação inclusiva, com a participação de mulheres e integrantes de comunidades indígenas da região nas atividades de construção.

Os serviços do Lote 1 são executados pelo Consórcio do Pacífico, formado pelas empresas Enrique Díaz Benza Cano e Vial Agro S.R.L., sob fiscalização do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC) do Paraguai.

Corredor Bioceânico reforça integração logística

Considerado um dos principais projetos de infraestrutura da América do Sul, o Corredor Bioceânico terá papel estratégico na conexão entre os portos do Oceano Atlântico, no Brasil, e do Oceano Pacífico, no Chile, atravessando o Chaco paraguaio.

O Trecho 3 da Ruta PY15 possui 224 quilômetros de extensão, ligando Mariscal Estigarribia a Pozo Hondo. A obra foi dividida em quatro lotes para acelerar a execução. Quando estiver concluída, a rodovia deverá fortalecer a logística, ampliar a conectividade internacional, facilitar o transporte de cargas e estimular a integração econômica entre os países da região.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica

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Transporte

Transnordestina inicia operação experimental e avança rumo à conclusão da ferrovia

Após cerca de duas décadas de obras e expectativas, a Transnordestina entrou em fase de operação experimental. Os primeiros trens já percorrem trechos da ferrovia, que vai conectar a região do Matopiba aos portos do Nordeste. Apesar do avanço, o projeto ainda não foi concluído: aproximadamente 25% dos 1,2 mil quilômetros entre Eliseu Martins (PI) e o Porto de Pecém (CE) seguem em construção.

Obras continuam e operação total é prevista para 2027

Responsável pelo empreendimento, a Transnordestina Logística, empresa controlada pela CSN, afirma que os trabalhos seguem dentro do cronograma. Segundo o presidente da companhia, Tufi Daher, todas as licenças já foram obtidas e os recursos necessários estão garantidos, com previsão de conclusão das obras em 2027.

Enquanto isso, a movimentação de cargas ainda ocorre em escala reduzida. Parte das operações é realizada de forma provisória, já que alguns terminais logísticos permanecem em fase de implantação.

Empresas apostam na redução de custos com transporte ferroviário

Mesmo com a operação ainda limitada, a circulação dos trens já fortalece a confiança do setor produtivo. Empresas que aguardavam a conclusão da ferrovia começaram a utilizar o modal ferroviário para transporte de cargas.

É o caso da Tijuca Alimentos, uma das principais empresas do setor alimentício do Ceará. Atualmente, a companhia utiliza uma frota de cerca de 100 caminhões para transportar insumos destinados à produção de ração entre o Piauí e a Região Metropolitana de Fortaleza.

A empresa já realizou o transporte de aproximadamente 2 mil toneladas de milho, soja e sorgo pelos trilhos. A expectativa é ampliar o uso da ferrovia quando a ligação até o Porto de Pecém estiver totalmente concluída, reduzindo custos logísticos e a dependência do transporte rodoviário.

Projeto enfrentou atrasos e mudanças no traçado original

A Transnordestina foi lançada em 2006 como uma das principais obras de infraestrutura do governo federal. O plano inicial previa uma ferrovia com cerca de 1.700 quilômetros, ligando o interior nordestino aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE), com entrega prevista para 2011.

Quase 20 anos depois, o ramal destinado a Pernambuco continua sem execução, frustrando expectativas de empresários e lideranças locais.

Polo do Araripe espera benefícios com expansão da ferrovia

Mesmo sem o trecho até Suape concluído, empresas do sertão pernambucano já enxergam ganhos com a nova logística ferroviária.

A Siqueira Mineração, fornecedora do polo gesseiro do Araripe, já movimenta cerca de 15 mil toneladas mensais por trem e projeta elevar esse volume para 100 mil toneladas quando toda a estrutura estiver em funcionamento.

A prefeita de Trindade (PE), Helbinha Rodrigues, destacou a importância da ferrovia para impulsionar a economia regional, especialmente o setor gesseiro, embora defenda a retomada do traçado original até o porto pernambucano.

Ramal de Suape depende de aval do TCU

O governo federal já realizou a licitação de quatro novos trechos do ramal de Suape, mas o início das obras permanece suspenso por decisão do Tribunal de Contas da União (TCU). O órgão solicitou estudos que comprovem a viabilidade econômica do projeto.

Na última semana, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo trabalha para acelerar a análise do TCU. Segundo ele, os contratos já foram firmados e as obras poderão começar assim que houver autorização do tribunal.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Yan Boechat/Valor

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Transporte

Maersk reajusta recargos de combustível para transporte terrestre na Itália a partir de julho

A Maersk anunciou a atualização dos recargos de combustível aplicados ao transporte terrestre de cargas na Itália. A revisão das tarifas entra em vigor em 1º de julho de 2026 e foi motivada pelas constantes variações nos preços internacionais da energia.

Segundo a companhia, o reajuste faz parte da política de acompanhamento permanente do mercado energético para manter a sustentabilidade das operações logísticas.

Reajuste atinge transporte rodoviário e operações intermodais

As novas tarifas serão aplicadas tanto ao transporte rodoviário quanto às operações intermodais (RCO), que combinam diferentes modais de transporte.

No segmento rodoviário, o aumento será de 11% para cargas de importação e exportação, representando o maior reajuste anunciado pela empresa.

Já nas operações ferroviárias e intermodais, o acréscimo será mais moderado, com 5% de aumento para embarques de entrada e saída do país.

Novos valores substituem tarifas anteriores

De acordo com a Maersk, os percentuais divulgados passam a substituir todos os recargos anteriormente praticados.

Nas faturas emitidas aos clientes, as cobranças continuarão identificadas pelas siglas EFS (Export Fuel Surcharge), para exportações, e IFS (Import Fuel Surcharge), utilizadas nas operações de importação.

Recargos serão revisados a cada 15 dias

A companhia informou que os novos índices não são definitivos. Em razão da elevada volatilidade do mercado de combustíveis, os recargos de combustível passarão por revisões quinzenais, permitindo ajustes conforme a evolução dos custos de energia.

A empresa também destacou que novos reajustes poderão ser implementados caso ocorram mudanças significativas no mercado internacional do petróleo.

Empresa reforça compromisso com a operação logística

Em comunicado aos clientes, a Maersk reconheceu que as alterações podem gerar impactos nos custos das operações de transporte, mas afirmou que as medidas são necessárias para garantir a continuidade dos serviços.

A empresa ressaltou ainda o compromisso de manter a confiabilidade da sua rede logística, assegurando capacidade operacional, integridade das cargas e regularidade nas entregas.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Transporte

Carga aérea doméstica cresce em maio, mas setor registra queda no acumulado de 12 meses

O transporte de carga aérea doméstica no Brasil apresentou leve avanço em maio de 2026. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), foram movimentados 40,69 milhões de quilos entre cargas e correspondências, volume 0,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o setor transportou 40,46 milhões de quilos.

Embora o resultado demonstre estabilidade e mantenha o mercado em um patamar elevado para o período, ele não foi suficiente para reverter a desaceleração observada no desempenho anual.

Acumulado de 12 meses aponta retração de 4,3%

Entre junho de 2025 e maio de 2026, o transporte aéreo de cargas somou 461,03 milhões de quilos, representando uma redução de 4,3% em comparação com os 481,83 milhões de quilos registrados nos 12 meses anteriores.

Apesar desse recuo recente, a série histórica mostra evolução consistente do setor. O volume transportado em maio deste ano supera os cerca de 39,6 milhões de quilos registrados em maio de 2012 e os 36,4 milhões de quilos movimentados em maio de 2005, evidenciando o crescimento estrutural da atividade ao longo das últimas décadas.

Gol amplia liderança no mercado de carga aérea

Entre as companhias aéreas, a Gol Linhas Aéreas consolidou a liderança no segmento de carga aérea doméstica, impulsionada por um crescimento anual de 21,2% e pelo aumento de sua participação no mercado.

A Latam Airlines permaneceu na segunda colocação, registrando uma leve expansão no volume transportado, enquanto a Azul Linhas Aéreas apresentou retração próxima de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Operadores cargueiros apresentam desempenhos distintos

No segmento das empresas especializadas em cargas, a ABSA Cargo Airline, integrante do grupo Latam, manteve a posição de principal operadora cargueira do país, mesmo após uma redução de 5,6% no volume movimentado em maio.

Entre os demais operadores, a Modern Logistics registrou crescimento de 54%, enquanto a Braspress Air Cargo apresentou a maior expansão percentual do mês, favorecida por uma base de comparação menor.

Já a Sideral Linhas Aéreas teve o desempenho mais negativo, com retração superior a 60% no comparativo anual.

Participação das empresas no acumulado de 12 meses

No período de junho de 2025 a maio de 2026, a Gol liderou o mercado com 38,3% de participação, acompanhada de crescimento de 19,6%.

Na sequência aparecem:

  • Latam Airlines – 22,8% de participação e alta de 7,9%;
  • Azul Linhas Aéreas – 23,3% do mercado, porém com queda de 16,5%;
  • ABSA Cargo Airline – 7,3% de participação e retração de 14,9%.

No mesmo intervalo, Sideral, Modern Logistics e Total Linhas Aéreas também registraram redução no volume transportado, enquanto a Braspress Air Cargo manteve forte ritmo de crescimento, ainda sobre uma participação relativamente pequena no mercado.

Ranking da carga aérea doméstica em maio de 2026

  1. Gol Linhas Aéreas – 16,78 milhões de kg;
  2. Latam Airlines – 9,00 milhões de kg;
  3. Azul Linhas Aéreas – 8,88 milhões de kg;
  4. ABSA Cargo Airline – 3,13 milhões de kg;
  5. Sideral Linhas Aéreas – 909,9 mil kg;
  6. Total Linhas Aéreas – 791,1 mil kg;
  7. Modern Logistics – 603,1 mil kg;
  8. Braspress Air Cargo – 566,4 mil kg.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shutterstock

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Informação

Governo de Santa Catarina lança edital de concessão da ZPE de Imbituba

O Governo de Santa Catarina publicou nesta quinta-feira, 25, o Edital de Licitação da ZPE de Imbituba. A empresa que vencer o processo será responsável pela construção, operação, exploração e gestão da Zona de Processamento de Exportação, pelo prazo de 35 anos. A previsão é de que o projeto receba investimentos exclusivamente do setor privado na ordem de R$ 66 milhões neste período. A vencedora será a empresa que oferecer o maior valor de outorga fixa.

“Ouvi muitos ‘não tem como’, ‘não vai dar para fazer”, ‘já tentaram e não deu’. Sempre é impossível até alguém ir lá e fazer. E estamos fazendo muitas coisas que diziam ser impossível de saírem do papel. A ZPE de Imbituba é exemplo disso. Há décadas ela era uma promessa adormecida. Nós vamos transformar em realidade. Foi necessário muito trabalho dos nossos técnicos, mas uma a uma cada dificuldade e entrave foi superada. Queremos que, em breve, ela ajude a trazer ainda mais desenvolvimento pro Sul de Santa Catarina”, afirma o governador Jorginho Mello.

A ZPE de Imbituba foi criada em 1994, mas sem operação efetiva. A retomada do processo de concessão, teve a participação da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Secretaria da Fazenda (SEF/SC) e InvestSC, que a partir do novo marco legal (Lei 14.184/2021), deu ao modelo mais atratividade, pois não há mais obrigatoriedade de exportação. Desde então foi contratado o master plan e licenciamento, bem como um Estudo de Viabilidade Técnica, Econômico-financeira e Ambiental (EVTEA) e um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) que definiu o modelo da concessão.

“O trabalho realizado conjuntamente pelas equipes da SPAF, Fazenda e InvestSC, resultou num processo de concessão atraente e interessante para o mercado. Imbituba e região esperam há mais de três décadas pela materialização da ZPE e acredito que agora estamos próximos de ver esta operação em atividade”, argumenta o secretário da SPAF, Ivan Amaral.

“O projeto oferece ao mercado uma oportunidade pioneira, ampliando as possibilidades de exploração de atividades industriais e de serviços voltadas à exportação em área estratégica próxima ao Porto de Imbituba”, explica a Diretora de Atração de Investimentos, Parcerias e Recursos da SEF, Débora Müller.

Sobre o projeto

O projeto da ZPE de Imbituba prevê uma plataforma industrial com 190 lotes com uma área alfandegada própria que tem potencial logístico e para empresas dos setores automotivo, de eletrônicos, produtos mecânicos, produtos elétricos, química, cerâmica, agroindústria, têxtil, móveis,  e tecnologia. A ZPE é próxima ao Porto de Imbituba, possibilitando integração e facilidade para exportação. A movimentação projetada para os próximos 35 anos é de cerca de 160 mil ton/ano.

“O lançamento do edital representa um passo histórico para Imbituba. Estamos criando as condições para que a nossa ZPE se torne uma realidade, atraindo investimentos, gerando empregos e fortalecendo a economia local e regional. A ZPE tem potencial para transformar Imbituba em um dos principais polos de desenvolvimento e comércio exterior do país, aproveitando toda a nossa vocação logística e a força do nosso porto. Além disso, estamos vendo sair do papel uma promessa aguardada há muitos anos pela nossa população e por todo o setor produtivo. O Governo do Estado está conduzindo esse importante avanço e nós, como gestão municipal, apoiamos e trabalhamos de forma integrada para que esse projeto se concretize e gere desenvolvimento para Imbituba e toda a região”, completa o prefeito de Imbituba, Michel Nunes.

Roadshow

Após a publicação do edital no Portal de Compras do Estado, será organizado um roadshow em data e local ainda a serem divulgados. O roadshow é um evento em que o Estado apresenta o projeto a interessados, buscando ampliar a divulgação e o alcance do maior número de investidores possível. As propostas poderão ser realizadas até o dia 29 de outubro e o leilão também será realizado na Secretaria de Estado de Administração no dia 4 de novembro.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Divulgação / SPAF

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Logística

Duplicação da BR-163 em Mato Grosso será entregue em quatro anos e acelera logística do agronegócio

A duplicação da BR-163 em Mato Grosso deverá ser concluída em apenas quatro anos, antecipando em 50% o cronograma previsto inicialmente no contrato firmado com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que estabelecia prazo de oito anos para a execução das obras.

A informação foi confirmada pelo governador Otaviano Pivetta durante visita técnica realizada na última quarta-feira (24) à sede da concessionária Nova Rota do Oeste, responsável pela administração da rodovia.

Segundo o planejamento da empresa, os 96 quilômetros restantes previstos no contrato original serão entregues até dezembro de 2026. Até agora, cerca de 230 quilômetros de pistas duplicadas já foram liberados para circulação.

Contrato foi ampliado com novos trechos

Além da duplicação inicialmente prevista, a concessionária incorporou ao contrato, em janeiro de 2025, mais 100 quilômetros de obras entre Várzea Grande e Jangada, ampliando a capacidade da principal rodovia de escoamento da produção mato-grossense.

O Governo de Mato Grosso informou que os recursos necessários para manter todas as frentes de trabalho estão assegurados, garantindo a continuidade das intervenções.

Desde maio de 2023, o Estado assumiu o controle acionário da Nova Rota do Oeste, concessionária responsável pela gestão dos 850 quilômetros da BR-163, trecho que liga a divisa com Mato Grosso do Sul ao município de Sinop.

A transferência do controle foi oficializada em Brasília pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro dos Transportes, Renan Filho.

Governo destaca importância estratégica da rodovia

Durante a visita, o governador Otaviano Pivetta ressaltou que a antecipação das obras representa um avanço importante para a infraestrutura estadual.

Segundo ele, a redução do prazo permitirá transformar a BR-163 em uma das principais autoestradas do país, além de oferecer maior eficiência ao transporte de cargas. O governador também garantiu que os recursos financeiros destinados à duplicação estão integralmente assegurados.

Tecnologia e inteligência artificial reforçam controle de qualidade

Para manter o ritmo acelerado das obras sem comprometer a qualidade do pavimento, a Nova Rota do Oeste investiu em um laboratório especializado em tecnologia de materiais.

De acordo com o diretor-presidente da concessionária, Luciano Uchoa, mais de 370 mil testes de qualidade foram realizados apenas no último ano, incluindo análises de compactação, concreto e asfalto. Os dados são processados com apoio de inteligência artificial, permitindo maior controle sobre todas as etapas da pavimentação.

Duplicação fortalece o escoamento da safra em Mato Grosso

A modernização da BR-163 atende diretamente ao crescimento da produção agrícola do estado, consolidando a rodovia como o principal corredor logístico de Mato Grosso.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e presidente do Conselho de Administração da Nova Rota, Marcelo Oliveira, destacou que o diálogo permanente entre o governo e a concessionária tem garantido transparência na condução das obras.

Segundo ele, a expectativa é que Mato Grosso alcance uma produção de aproximadamente 130 milhões de toneladas de grãos na próxima década, cenário que reforça a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura para garantir eficiência no escoamento da safra e ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mayke Toscano/Secom-MT

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Exportação

Arco Norte amplia participação nas exportações de grãos e desafia liderança dos portos do Sul

Durante décadas, os portos das regiões Sul e Sudeste concentraram o embarque da soja, do milho e de outros grãos produzidos no Brasil. No entanto, o crescimento da produção agrícola, especialmente no Centro-Oeste, impulsionou uma mudança significativa na logística nacional. Os portos do Arco Norte passaram a absorver uma parcela cada vez maior das exportações, reduzindo a dependência histórica de Santos e Paranaguá.

A principal vantagem está na localização estratégica. Para produtores instalados no interior do país, principalmente no Mato Grosso, transportar a produção para os terminais do Norte significa percorrer distâncias menores, diminuindo os custos com frete e aumentando a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Nova rota logística fortalece o agronegócio

O avanço do Arco Norte deixou de ser uma projeção para se tornar uma realidade consolidada. Portos como Itaqui, no Maranhão, e diversos terminais instalados no Pará assumiram papel relevante no escoamento da produção agrícola.

A expansão foi impulsionada por investimentos em infraestrutura, incluindo novos terminais graneleiros, ampliação de cais, obras de dragagem e fortalecimento das hidrovias, que permitem o transporte de grãos por barcaças até os portos marítimos.

Essa integração entre rodovias, ferrovias, hidrovias e terminais cria um corredor logístico alternativo capaz de disputar espaço com o tradicional eixo Sul-Sudeste.

Menos gargalos nos portos tradicionais

O crescimento da movimentação pelo Norte também contribui para reduzir a pressão sobre os portos de Santos e Paranaguá, que historicamente enfrentam filas de caminhões e navios durante os períodos de safra.

Embora continuem entre os principais corredores de exportação do país, os terminais do Sul passam a dividir o fluxo de cargas, tornando a logística nacional mais eficiente e menos dependente de uma única região.

Nos últimos anos, a participação do Arco Norte nas exportações de grãos cresceu de forma consistente e, em determinados períodos, já alcança volumes semelhantes ou até superiores aos registrados pelo eixo Sul-Sudeste.

Porto de Itaqui simboliza transformação logística

Entre os destaques dessa nova configuração está o Porto de Itaqui, no Maranhão. O terminal reúne características consideradas estratégicas para o comércio exterior, como calado profundo para receber grandes navios graneleiros e conexão com a Ferrovia Norte-Sul, facilitando o transporte da produção agrícola do interior até o litoral.

A integração entre ferrovia e porto tem contribuído para ampliar o volume de embarques destinados principalmente aos mercados da Ásia e da Europa.

Infraestrutura ainda é desafio para expansão

Apesar do avanço, especialistas apontam que ainda existem obstáculos para consolidar o potencial do Arco Norte.

Algumas hidrovias necessitam de melhorias para garantir operação durante todo o ano, enquanto projetos de infraestrutura enfrentam desafios relacionados ao licenciamento ambiental e à ampliação dos acessos rodoviários e ferroviários.

A expansão da capacidade logística dependerá da conclusão dessas obras e da integração eficiente entre diferentes modais de transporte.

Frete segue decisivo para competitividade da soja

Como a soja é uma commodity negociada internacionalmente com preços semelhantes, independentemente da origem, o custo do transporte exerce influência direta sobre a rentabilidade do produtor.

Nesse cenário, reduzir a distância entre as áreas produtoras e os portos representa uma vantagem econômica significativa. Por isso, o Arco Norte vem se consolidando como uma alternativa cada vez mais atrativa para o escoamento da produção agrícola do Centro-Norte brasileiro.

Além dos produtores rurais, o novo corredor logístico também movimenta investimentos de tradings, operadores portuários, governos estaduais e empresas privadas, fortalecendo a economia de estados do Norte e Nordeste.

Com a continuidade dos investimentos em infraestrutura, a tendência é que os portos do Arco Norte ampliem ainda mais sua participação nas exportações, consolidando-se como protagonistas da logística do agronegócio nacional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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