Logística

Investimento bilionário impulsiona novo complexo logístico em Santa Catarina

O setor portuário de Santa Catarina mantém ritmo acelerado e reforça o papel do estado como um dos principais hubs logísticos do Brasil. No primeiro semestre deste ano, os portos catarinenses movimentaram mais de 32,2 milhões de toneladas de cargas — alta de 5,23% em comparação ao mesmo período de 2024. O desempenho supera amplamente o crescimento nacional, que ficou em apenas 1,02%, e coloca Santa Catarina na dianteira entre os estados do Sul, conforme dados da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, com base na Antaq.

No segmento de contêineres, o avanço foi ainda mais expressivo: 12,4%, somando 1,34 milhão de TEUs, equivalente a 19,2% da movimentação nacional. A Portonave, em Navegantes, responde por parcela significativa desse resultado, ao atingir 4,8 milhões de toneladas no semestre e seguir como o terceiro maior terminal de contêineres do país, atrás apenas de Santos e Paranaguá. A empresa confirmou um plano de R$ 1 bilhão em investimentos até 2026, com foco na expansão da capacidade operacional e na adaptação para receber navios de até 400 metros, reforçando o litoral catarinense como um dos corredores logísticos mais estratégicos da América do Sul.

Novo complexo logístico marca fase de transformação em Navegantes

O crescimento dos portos impulsiona diretamente o mercado de galpões industriais e parques logísticos, que vive um dos períodos mais aquecidos da história em Santa Catarina. A taxa de vacância está próxima de 3%, enquanto o valor do metro quadrado acumulou valorização superior a 300% na última década, segundo consultorias especializadas.

Entre os projetos que simbolizam essa nova etapa está o Ciway 470, um complexo logístico de padrão internacional em construção em Navegantes. Desenvolvido pela Ciway, do Grupo Saes, o empreendimento Triple A reúne certificação ambiental LEED e tecnologia IoT para gestão operacional. Com mais de 200 mil m² de área construída em um terreno de 250 mil m², o Ciway 470 é hoje a maior estrutura logística do Sul do Brasil. São 94 módulos flexíveis, variando de 1,8 mil a 6 mil m², destinados a operações de comércio exterior, e-commerce e transporte de cargas. O complexo está posicionado entre os portos de Navegantes e Itajaí, com acesso direto às BRs 101 e 470.

Estrutura sustentável e ambiente corporativo completo

O projeto prioriza práticas de logística verde, como reaproveitamento de água da chuva, iluminação em LED, ventilação natural e sistemas inteligentes de eficiência energética. A infraestrutura corporativa inclui centro administrativo, área gastronômica, lounge de convivência, quadra poliesportiva, ambulatório e um HUB corporativo de 5 mil m², com restaurantes, salas comerciais, heliponto e auditório.

Para Lucas Saes, diretor administrativo do Grupo Saes, o momento exige uma nova postura do setor:
“O avanço do setor portuário catarinense tem reorganizado toda a cadeia logística. Os novos complexos precisam oferecer infraestrutura integrada, reduzir custos e atender padrões ambientais internacionais.”

Ambiente tributário competitivo atrai novos investimentos

Além da localização estratégica e da infraestrutura avançada, Santa Catarina se destaca pelo ambiente tributário favorável. O estado opera com alíquotas reduzidas de ICMS, enquanto municípios como Navegantes praticam ISS de 2%, uma das menores taxas do país. Esses fatores têm atraído indústrias, operadores logísticos e centros de distribuição para o litoral norte.

“Quando falamos de infraestrutura logística, eficiência também está ligada à qualidade de vida das pessoas que fazem tudo acontecer”, completa Saes.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Grupo Saes/Divulgação/ND Mais

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Transporte

FIESC apresenta Agenda 2026 para a infraestrutura de transporte em Santa Catarina

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) irá apresentar, no dia 2 de dezembro, a Agenda Estratégica para a Infraestrutura de Transporte e Logística Catarinense 2026. O encontro está marcado para as 14h, na sede da entidade em Florianópolis, com transmissão ao vivo pelo canal da FIESC no YouTube.

Panorama completo da logística catarinense
O documento reúne uma análise detalhada das principais necessidades do estado nos modais rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário. A agenda destaca prioridades para melhorar a mobilidade, ampliar a competitividade e fortalecer a logística regional, temas considerados essenciais para o desenvolvimento econômico catarinense.

O que a Agenda 2026 propõe
A publicação traz um diagnóstico atualizado das condições de infraestrutura em Santa Catarina, aponta gargalos estratégicos e propõe ações para modernizar o transporte em todas as regiões. A iniciativa busca orientar políticas públicas e incentivar investimentos que atendam às demandas crescentes da indústria e da sociedade.

Para participar do evento presencialmente, faça a sua inscrição. 

Confira a programação: 
14h – Abertura e Apresentação Agenda Infraestrutura 2026 
Gilberto Seleme – Presidente da FIESC
Egídio Antônio Martorano – Presidente da Câmara de Transporte e Logística

14h30 – Avaliação de Obras Propostas para Repactuação da BR-101/SC -Trecho Norte: Análise da Adequação às Necessidades de Ampliação
Lucas Hernandes Trindade – Engenheiro de Tráfego

15h – Ferrovias Catarinenses – Ações do Governo do Estado 
Beto Martins – Secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias

15h30 – A CONFIRMAR – Benefícios e Desafios do Free Flow e Tecnologias para Rodovias
David Niíio – Gerente de Engenharia de Sistemas de ITs da Kapsch TrafficCom          América Latina

16h – Questionamentos e Comentários

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gilberto Souza/CNI

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Portos

Porto de Sines entra no radar de Suape para parceria estratégica transatlântica

O Complexo Industrial Portuário de Suape iniciou tratativas para uma parceria estratégica com o Porto de Sines, em Portugal. Localizado em Setúbal e reconhecido como o maior porto artificial do país, Sines possui águas profundas capazes de receber embarcações de até 350 mil toneladas. Além disso, é o porto europeu mais próximo do Nordeste brasileiro, com distância náutica inferior à de Roterdã, Antuérpia e Vigo.

Em 2024, Sines movimentou 1,9 milhão de TEUs, alcançando seu recorde histórico — desempenho bem acima dos 646.804 TEUs de Suape, que também registrou seu melhor resultado anual. O porto português figura entre os 15 maiores da União Europeia, ocupando a 14ª posição.

Sinergias logísticas e industriais
Armando Monteiro Bisneto, presidente de Suape, esteve em Lisboa para participar da 4ª edição da CONIBEN e, durante a viagem, visitou o Porto de Sines. Segundo o executivo, chamou atenção a semelhança entre os complexos: ambos integram áreas portuárias e industriais, possuem polos de energia, infraestrutura ferroviária em expansão e projetos em energias renováveis, além de manterem refinarias.

Bisneto afirmou que, ao retornar ao Brasil, terá uma reunião com os gestores portugueses para formalizar o diálogo. Para ele, Sines pode se tornar um aliado estratégico na integração logística transatlântica, ampliando a competitividade de Suape.

Concorrência regional e expansão de rotas
A movimentação de Suape ocorre em um momento em que o Porto do Pecém (CE) já avança na cooperação com Sines desde 2024. Durante o Brasil Export daquele ano, o então CEO da administração portuária portuguesa apresentou Sines como a “porta atlântica” das exportações brasileiras. Os acordos firmados com o Pecém e a CSN envolvem ligação ferroviária pela Transnordestina, operação no terminal de minérios da CSN no Ceará e a futura instalação de uma siderúrgica em território português — movimentos que devem impulsionar o fluxo de minérios e grãos do Brasil para a Europa.

Hub europeu para frutas brasileiras
Em abril de 2024, Sines firmou um protocolo com a Abrafrutas, que representa cerca de 80% das exportações brasileiras de frutas frescas. A proposta é transformar a região em um hub logístico e industrial para recebimento, processamento e distribuição de manga, melancia, uva e mamão, atendendo mercados da Península Ibérica, norte da África e outros destinos da União Europeia.

Para Suape, avançar nessa aproximação pode abrir portas para atrair cargas do Vale do São Francisco, hoje escoadas por outros portos nordestinos.

Sines como gateway europeu
A localização de Sines na Costa Atlântica reduz o tempo de travessia e torna os custos logísticos mais competitivos. Durante a Intermodal South America, em São Paulo, o porto foi novamente apresentado como gateway europeu para cargas brasileiras, reforçando sua relevância no comércio transatlântico.

CONIBEN: protagonismo pernambucano
A 4ª edição da Conferência Ibero-Brasileira de Energia acontece nesta semana, em Lisboa, reunindo lideranças do Brasil, Portugal e Espanha para discutir transição energética, descarbonização, energias renováveis, armazenamento e inovação tecnológica. A coordenação da edição de 2025 está a cargo do pernambucano Reive Barros, diretor da Acropólis Energia.

Tecnologia assistiva e inclusão no mercado de trabalho
O 2º Seminário Pernambucano de Tecnologia Assistiva discutirá soluções para ampliar a participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Especialistas abordarão formação profissional, práticas acessíveis e ferramentas tecnológicas que reduzem barreiras. O evento, promovido pela Proacessi Consultoria, acontece nos dias 9 e 10 de dezembro, na Uninassau – Derby.

Crescimento do mercado global da música
Segundo MIDiA Research e Mordor Intelligence, o mercado musical mundial deve alcançar US$ 110 bilhões até 2032. A expansão do setor independente, projetada para crescer 6,4% ao ano até 2030, reforça o protagonismo das chamadas “eu-quipes”, em que artistas atuam de forma mais autônoma. A produtora Thainá Pitta, com experiência em eventos como AFROPUNK e The Town, lidera o projeto Independentes, que oferece suporte técnico e direção artística a profissionais do setor, atuando entre Salvador, São Paulo e Rio.

FONTE: Folha de Pernambuco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de Pernambuco

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Portos

Movimentação nos portos do Paraná cresce e soma 61,2 milhões de toneladas até outubro

Os portos paranaenses registraram 61.213.363 toneladas movimentadas entre janeiro e outubro, impulsionados principalmente pela soja (13.015.446 t), pelo farelo de soja (5.517.043 t) e pelo açúcar a granel (4.660.606 t).

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirma que o desempenho indica novo recorde. Segundo ele, o volume já representa 91,75% do total de 2024. A expectativa é fechar 2025 com mais de 70 milhões de toneladas movimentadas.

Milho puxa o avanço de outubro

O grande destaque do mês foi o milho, que atingiu 3.547.433 toneladas exportadas — salto de 275% em comparação a outubro de 2024 (945.174 t). Para o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira, o resultado reflete a forte produção estadual e a eficiência dos corredores de exportação, que operam sem filas ao longo do ano.

No total, foram movimentadas 5.867.284 toneladas em outubro, equivalentes a US$ 4,2 bilhões em valor FOB. A maior parte correspondeu às exportações, que somaram 3.552.621 toneladas. A soja em grão também teve alta relevante, alcançando 815.327 toneladas no mês.

Contêineres mantêm ritmo de expansão

A operação de contêineres registrou crescimento de 24% nos embarques, com mais de 890 mil toneladas enviadas por Paranaguá. No acumulado do ano, o volume ultrapassou 7,9 milhões de toneladas, variação positiva de 4%. As carnes de aves congeladas concentraram 25,8% das exportações nesse modal, totalizando 2.270.587 toneladas — posição que mantém Paranaguá como o maior corredor global de carne de frango.

O Porto segue líder nacional na exportação de óleo de soja, responsável por 63% dos embarques do produto no país até outubro, superando 860 mil toneladas destinadas ao mercado internacional. Nos granéis líquidos, foram 8.025.092 toneladas movimentadas no ano, crescimento superior a 3% sobre 2024.

Fertilizantes seguem como principais importações

Nos desembarques, os fertilizantes continuam liderando, com 916.109 toneladas recebidas em outubro — volume 18% inferior ao do mesmo mês de 2024. Ainda assim, no acumulado, o Paraná mantém a liderança nacional, com alta de 6% no ano.

O estado responde por pouco mais de 25% de toda a importação brasileira de fertilizantes. A meta, segundo Vieira, é se aproximar das 12 milhões de toneladas em 2025, comprovando a robustez da infraestrutura portuária.

Atracações e fluxo terrestre superam números de 2024

O número de atracações já ultrapassa todo o resultado do ano passado: foram 2.341 navios contra 2.298 em 2024. No pátio de triagem, o fluxo de caminhões cresceu 22%, com 444.177 veículos carregados com granéis sólidos, como soja e farelo.

O transporte ferroviário também avançou: a circulação de vagões aumentou 17% nos últimos 30 dias analisados, e o volume de cargas transportadas cresceu 33% em comparação com outubro de 2024. No acumulado do ano, há leve redução de 1% no número de vagões e queda de 0,4% nas cargas recebidas por ferrovia.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Tecnologia

Robôs humanoides no trabalho: o que sobra para os humanos na era da automação

A presença de robôs humanoides nos ambientes corporativos deixou de ser ficção científica. Em 2025, máquinas com braços e pernas já começam a circular por fábricas e centros de distribuição, caminhando ainda de forma limitada — mas real. Empresas como Agility Robotics, Tesla e Figure apostam na produção em escala desses sistemas, transformando modelos antes vistos apenas como demonstrações futuristas em equipamentos de logística prontos para testes no mundo físico.

Humanoides avançam, mas ainda são frágeis
Apesar do avanço tecnológico, esses robôs continuam longe de alcançar a desenvoltura humana. Eles caem, travam e enfrentam dificuldades para executar tarefas simples, sobretudo fora de ambientes controlados. No universo real — imprevisível e cheio de variáveis — a tecnologia ainda está aprendendo a lidar com complexidade.
Mesmo com as limitações, 2025 marca uma virada simbólica: a discussão deixou de ser “quando teremos um robô funcional?” e passou a ser “quanto custa colocar dezenas deles trabalhando na operação?”. A automação humanoide começa a ser tratada como infraestrutura e não mais como espetáculo tecnológico.

Promessas e limites da automação humanoide
As expectativas permanecem amplas. Esses robôs devem assumir tarefas repetitivas, aumentar a segurança industrial, otimizar custos e liberar profissionais para atividades mais criativas e estratégicas. Porém, o ritmo da revolução robótica será mais progressivo do que os vídeos virais sugerem.
A transformação acontecerá gradualmente — um avanço por vez, alternado com tropeços inevitáveis, como qualquer inovação que tenta replicar a complexidade do corpo humano.

O impacto real no emprego
O debate sobre “robôs substituindo empregos” ganha uma nuance mais realista. Em vez de substituir profissionais de forma ampla, a tendência é que as máquinas ocupem funções pouco desejadas, marcadas por repetição e baixa complexidade. Para muitos setores, isso pode significar um ganho de produtividade e até uma melhoria nas condições de trabalho.

Enquanto isso, competências humanas — como improviso, empatia, criatividade, interpretação de contexto e capacidade de adaptação — continuam sendo diferenciais impossíveis de replicar no curto prazo. Inteligência emocional, por exemplo, permanece muito distante das habilidades robóticas.

2025: entre expectativas e realidade
Os humanoides ainda não dobram roupas, não preparam café e tampouco entendem ironia. Misturam avanços sólidos com demonstrações cuidadosamente coreografadas, típicas de vídeos promocionais. Sua presença no mercado está consolidada, mas a promessa de que dominarão todas as funções ainda está distante.

O verdadeiro desafio para o futuro
Quando a automação enfim assumir as funções mais repetitivas, uma pergunta central permanecerá: o que faremos com o tempo livre que surgirá? Responder a isso pode ser tão desafiador — e transformador — quanto construir robôs capazes de subir escadas sem tropeçar.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cemile Bingol/Getty Images

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Logística

Shopee inaugura 15º centro de distribuição no Brasil e amplia capacidade logística

A Shopee anunciou a abertura de seu 15º centro de distribuição no Brasil, estruturado no modelo de cross-docking, no qual os produtos chegam à unidade, são roteirizados e seguem rapidamente para o destino final. Com capacidade para processar cerca de 400 mil pedidos por dia, o novo CD atenderá principalmente vendedores e consumidores de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A triagem será realizada por sistemas totalmente automatizados, com esteiras para agilizar o fluxo dos pacotes.

Além de fortalecer a operação logística da plataforma, a instalação deve impulsionar a economia regional, com a geração estimada de mais de 700 empregos diretos e indiretos. Segundo Rafael Flores, head de Expansão da Shopee, o novo centro integra a estratégia da empresa para ampliar sua malha logística e acompanhar o avanço do e-commerce no país.

Operação reforçada para o período de maior demanda

Em cinco anos de atuação no Brasil, a Shopee consolidou uma rede robusta, alcançando 15 CDs. No início de outubro, a empresa havia inaugurado seu 14º centro logístico, em São Bernardo do Campo (SP). A nova expansão ocorre justamente no momento de maior movimento do comércio eletrônico, impulsionado por datas como Black Friday e Natal. A plataforma projeta que 2025 será o ano com a maior temporada de compras desde sua chegada ao país.

Durante novembro, a Shopee dobrou o volume de cupons de desconto em comparação com 2023. Somente no evento 11.11, foram distribuídos R$ 20 milhões em cupons em um único dia. Para a Black Friday, a oferta será de R$ 16 milhões, incluindo cupons de até R$ 200 em Lojas Oficiais. A campanha mantém ainda os cupons de frete grátis para compras acima de R$ 10.

Rede logística da Shopee segue em expansão

Com a nova unidade, a Shopee passa a operar 15 centros de distribuição, sendo 13 de cross-docking e 2 de fulfillment, além de mais de 200 hubs de primeira e última milha. Cerca de 3 mil pequenos negócios atuam como Agências Shopee, servindo como pontos de coleta e retirada para vendedores e consumidores.

O fluxo logístico mantém o padrão já adotado pela empresa: após a compra ser confirmada, o vendedor prepara o pedido, que é coletado, separado, roteirizado e enviado para as unidades responsáveis pela entrega até chegar ao cliente.

FONTE: Ecommerce Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shopee/Ecommerce Brasil

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Logística

Taxas de frete marítimo desafiam a lógica mesmo com queda na demanda global

As taxas de frete de contêineres continuam surpreendendo o mercado. Mesmo com o enfraquecimento da demanda, os valores cobrados para transporte global seguem elevados. Dados mais recentes mostram que as importações dos Estados Unidos somaram 2,3 milhões de TEU em outubro, uma queda de 7,5% em relação ao ano anterior e leve recuo de 0,1% frente a setembro — apenas o segundo declínio para o mês em toda a última década.

As compras americanas de produtos vindos da China diminuíram 16% no comparativo anual, embora tenham crescido 5,4% na passagem mensal. A National Retail Federation projeta que as importações dos EUA devem cair abaixo de 2 milhões de TEU em novembro e dezembro e sofrer “uma nova queda mais acentuada” no primeiro trimestre de 2025. Apesar do novo acordo comercial entre Washington e Pequim, exportadores chineses ainda devem recorrer a intermediários para reduzir o impacto das tarifas impostas pelos EUA.

Frete dispara em outubro e novembro, mas volatilidade permanece

O Freightos Global Index registrou forte oscilação. A tarifa média global para um contêiner de 40 pés caiu para US$ 1.546 em 10 de outubro, mas subiu rapidamente para US$ 2.193 em 7 de novembro, alta de 42% em quatro semanas. Depois, recuou 1% na semana seguinte e mais 11% até 21 de novembro, estabilizando-se em US$ 1.937, ainda 4% acima do registrado quatro semanas antes.

Na rota China–Costa Oeste dos EUA, os preços atingiram o fundo de US$ 1.431 em 10 de outubro, mas avançaram para US$ 2.958 em 7 de novembro, salto de 107% impulsionado pelo acordo entre Donald Trump e Xi Jinping. Contudo, a tarifa despencou para US$ 1.903 em 21 de novembro, queda semanal de 32% e recuo de 6% no acumulado de quatro semanas.

O trajeto China–Costa Leste dos EUA seguiu padrão semelhante: após atingir US$ 3.015 em outubro, as tarifas subiram até US$ 3.734 em 14 de novembro, antes de cair para US$ 3.443 — redução de 8%. Analistas apontam que as companhias de navegação pioraram a pressão sobre os preços ao adicionar cerca de 12% de capacidade extra ao Pacífico em novembro com a entrada de novos navios, um movimento que deve se repetir nos próximos anos.

EUA perdem tração como destino: frete para a China cai ao menor nível histórico

Enquanto tarifas de exportação chinesa mostram volatilidade, o caminho inverso esfriou radicalmente. Os preços de frete dos EUA para a China recuaram para US$ 268 em novembro, o menor valor já registrado e 24% abaixo do observado quatro semanas antes — distante do pico de US$ 1.239 em junho de 2021.

Europa mantém demanda por produtos chineses com aproximação do Natal

O porto de Xangai movimentou 4,82 milhões de TEU em setembro, menos que agosto, mas acima do mesmo mês do ano anterior. Com a temporada de pico já superada, os volumes seguem firmes graças ao redirecionamento de exportações chinesas para mercados europeus.

O custo do frete China–Noroeste da Europa subiu de US$ 1.747 em 10 de outubro para US$ 2.480 em 14 de novembro, mantendo-se próximo desse nível no fim do mês — alta de 9% em quatro semanas. Na rota Ásia–Mediterrâneo, as tarifas avançaram 41% no período, chegando a US$ 2.998 em 21 de novembro, impulsionadas pela demanda do varejo europeu.

Rotas das Américas mostram sinais mistos

A tarifa Europa–EUA permaneceu estável em US$ 2.269 desde setembro. No sentido inverso, o valor caiu de US$ 667 em 7 de novembro para US$ 543 em 21 de novembro, alinhado à média anual de US$ 537.

Já a rota Europa–Costa Leste da América do Sul registrou leve alta, atingindo US$ 814, enquanto o trajeto Europa–Costa Oeste da América do Sul interrompeu uma queda de 13 semanas ao subir para US$ 2.359 — embora especialistas alertem que o mercado segue frágil e sujeito a novas baixas.

Frota global cresce e pressiona mercado

A frota de navios porta-contêiner iniciou novembro com 32,3 milhões de TEU, expansão de 6% no ano e menos de 1% da capacidade parada, segundo a Alphaliner. O orderbook supera 11 milhões de TEU, com entregas distribuídas pelos próximos 36 meses. Nos planejamentos estratégicos das companhias, temas como automação, integração logística e disputa por market share seguem centrais para 2025.

FONTE: Splash Extra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Splash Extra

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Tecnologia

China avança em segurança no transporte aéreo de baterias de lítio com nova tecnologia ativa

A China realizou, em 25 de novembro, o primeiro voo de carga equipado com um sistema inteligente de segurança para baterias de lítio, marcando um passo significativo na tentativa de tornar o transporte aéreo desses produtos mais seguro e eficiente. A aeronave da SF Express partiu do Aeroporto Internacional de Huahu, em Ezhou, na província de Hubei, considerado o primeiro terminal do país dedicado exclusivamente à carga aérea.

A operação coincidiu com um seminário sobre logística de baterias, que reuniu especialistas e empresas para debater desafios do setor e soluções para cadeias de suprimentos de alta complexidade.

Crescimento acelerado da indústria de baterias

A China, hoje o maior produtor global de baterias, registrou mais de 1,2 trilhão de yuans em produção em 2024. O transporte aéreo desses materiais também disparou: foram movimentadas 645 mil toneladas, um aumento de 21,26% em relação ao ano anterior. Apesar do crescimento, os riscos de combustão e explosão ainda obrigam a classificação das baterias como carga de alto risco, o que limita a eficiência logística e aumenta custos operacionais.

Projeto nacional foca em soluções de segurança ativa

Para enfrentar esses gargalos, o desenvolvimento do novo sistema foi incluído entre as iniciativas prioritárias de pesquisa do 14º Plano Quinquenal (2021-2025). O projeto é liderado pela Universidade Jiaotong de Chongqing, em parceria com a CATL e a Academia Chinesa de Ciência e Tecnologia da Aviação Civil.

Segundo Wu Jinzhong, líder da pesquisa, a equipe conseguiu superar três grandes desafios: a falta de clareza sobre mecanismos de fuga térmica, falhas de materiais e estruturas e a ausência de tecnologias precisas de teste. A resposta foi a criação de um sistema de proteção para toda a cadeia logística, baseado em monitoramento inteligente.

Monitoramento em tempo real com inteligência artificial

A nova tecnologia usa algoritmos de IA para acompanhar, em tempo real, 12 indicadores críticos, incluindo temperatura e emissão de gases. O sistema pode emitir alertas em milissegundos e acionar automaticamente medidas de contenção, impedindo que a fuga térmica se amplie — uma evolução significativa em relação aos métodos tradicionais, considerados de segurança passiva.

Transição do laboratório para a aplicação industrial

O voo inaugural comprovou a viabilidade da solução e sinalizou o início da sua aplicação em escala industrial. Wu afirma que a tecnologia será disseminada nacionalmente, fortalecendo a padronização da cadeia de suprimentos de baterias de energia e ampliando a segurança em toda a logística aérea.

FONTE: Diário do Povo Online
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xiao Yijiu/Xinhua

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Eventos

Simpósio ABDT reúne Ministros, Autoridades, Entidades, Advogados e Lideranças para debater o cenário jurídico do setor portuário Catarinense e Nacional. 

Na manhã desta segunda-feira, (24), Itajaí recebeu autoridades de toda a região para um dos eventos mais relevantes do calendário jurídico e portuário nacional. Organizado pela Academia Brasileira do Direito Tributário (ABDT), e coordenado pela Macedo & Winter Advogados Associados, o Simpósio ABDT PORTOS promoveu debates estratégicos sobre o futuro do sistema portuário brasileiro, a atuação do Tribunal de Contas da União (TCU) e os impactos das mudanças legislativas em andamento, em especial o PL nº 733/2025 que ora tramita no Congresso Nacional. 

O encontro reuniu uma audiência altamente qualificada composta por Desembargadores, Juízes, CEOs de empresas portuárias, Advogados(as), Presidentes das Comissões Temáticas da OAB e profissionais ligados ao setor portuário e comércio exterior. A equipe do ReConecta também marcou presença acompanhando de perto os diálogos e conexões estabelecidas. 

PL em tramitação promete alterar o sistema portuário 

Um dos destaques do evento foi a discussão sobre o Projeto de Lei nº 733/2025, que está em tramitação no Congresso Nacional e faz parte do trabalho da CEPORTOS. O tema foi abordado pelo ministro Douglas Alencar Rodrigues, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que apresentou uma análise sobre os avanços previstos no texto e sua relevância. 

Segundo o ministro, o PL foi elaborado por uma comissão de juristas com o objetivo de modernizar o marco legal do setor portuário, trazendo maior clareza e eficiência às relações contratuais e regulatórias, bem como, segurança jurídica nas relações portuárias. 

O Ministro explicou que o projeto “estrutura o setor, buscando segurança jurídica, eficiência, mais competitividade, além de melhorar a gestão dos contratos administrativos, alavancando nossa economia”. 

Durante sua fala, Douglas Alencar reforçou que, dentro de uma estrutura moderna de governança e livre concorrência, a geração de riqueza é responsabilidade das empresas — e que o ambiente regulatório deve favorecer crescimento sustentável, inovação e investimentos. 

O papel do TCU nas desestatizações do setor portuário 

Outro momento de grande atenção foi a apresentação do Ministro Walton Alencar, do Tribunal de Contas da União (TCU), que destacou o papel da instituição no acompanhamento das desestatizações e concessões de bens públicos no setor portuário. “O TCU fiscaliza todas as desestatizações de bens públicos. Como o setor portuário são bens da União, basicamente, a atuação do TCU é absoluta na verificação da correção dos procedimentos nas desestatizações. Essa verificação se faz a partir de critérios de legalidade na realização do certame, se não houve beneficiamento de um em detrimento de outro. Todas as concessões são objeto de prévio exame do Tribunal de Contas da União”, explica. 

A fala do Ministro também trouxe novidades sobre o processo de arrendamento definitivo do Porto de Itajaí, atualmente em andamento. “Esse processo está em análise pelos órgãos técnicos do TCU, pela Secretaria de Portos e, após a emissão dos pareceres, será levado a julgamento pelo relator — que sou eu. Por enquanto, o processo não chegou ao gabinete.” 

Itajaí no centro dos grandes debates nacionais 

A realização do Simpósio ABDT reforça o protagonismo de Itajaí no cenário portuário brasileiro, não apenas como polo logístico e econômico, mas também como espaço de formulação e reflexão sobre políticas públicas, segurança jurídica e competitividade no comércio exterior. 

ReConecta continuará acompanhando os desdobramentos das discussões, especialmente no que diz respeito ao PL nº 733/2025 e ao andamento do processo de arrendamento definitivo do Porto de Itajaí e Concessão do Canal de Acesso — temas que influenciam diretamente o ambiente de negócios e o desenvolvimento regional. 

TEXTO: REDAÇÃO 

IMAGENS: RECONECTA NEWS 

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Portos

Portos públicos do Sul registram alta de 14% e impulsionam recuperação logística em 2025

Os portos públicos da Região Sul — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — fecharam o terceiro trimestre de 2025 com um avanço de 14,02% na movimentação de cargas, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os números, divulgados pela Antaq, apontam para uma retomada sólida após os impactos climáticos que afetaram a logística regional em 2024.

Entre julho e setembro, essas estruturas somaram 37 milhões de toneladas movimentadas, desempenho que superou a média do conjunto regional (portos públicos + terminais privados), cujo crescimento ficou em 8,65%.

O destaque ficou para o Porto de Paranaguá, que liderou com 19,1 milhões de toneladas, seguido pelo Porto de Rio Grande, responsável por 9,1 milhões de toneladas — ambos fundamentais para o escoamento da produção nacional.

Movimentação de contêineres dispara no Sul
Um dos sinais mais claros do aquecimento logístico foi o avanço da movimentação de contêineres, que cresceu 62,46% nos portos públicos, somando 8,4 milhões de toneladas no trimestre.

O transporte conteinerizado é considerado estratégico pela sua complexidade operacional, maior valor agregado e demanda por tecnologia e serviços especializados. No panorama geral da região, entre terminais públicos e privados, a carga em contêineres alcançou 15,2 milhões de toneladas, consolidando-se como a principal categoria movimentada no período.

Exportações, importações e cabotagem em alta
Os portos públicos também registraram avanços importantes no comércio exterior. As exportações cresceram 13,55%, assegurando o fluxo da produção, enquanto as importações aumentaram 8,59%.

Um dos destaques foi a entrada de adubos e fertilizantes, que totalizaram 5,9 milhões de toneladas nos portos públicos do Sul — um indicativo de que o setor agrícola já se organiza para garantir a produtividade da próxima safra.

Além disso, a cabotagem teve um salto significativo, com crescimento de 29,65%, reforçando o papel dos portos públicos como pilares da integração logística nacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de Paranaguá/Divulgação

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