Transporte

Frete mínimo volta ao centro do debate com análise de nova MP no Congresso

O Congresso Nacional deu início à análise da Medida Provisória (MP) 1.343/2026, proposta pelo governo federal que reforça a fiscalização do frete mínimo no transporte rodoviário de cargas. A instalação da comissão mista responsável por avaliar o texto marca a retomada de um debate que segue gerando divergências no setor desde a greve dos caminhoneiros de 2018.

A medida, publicada em março deste ano, prevê alterações no modelo de controle da tabela de fretes. A principal mudança é a adoção de uma fiscalização prévia das operações, permitindo verificar se os valores contratados estão de acordo com os pisos estabelecidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) antes mesmo do início da viagem.

Novo modelo amplia controle sobre operações de transporte

Pela proposta, o embarque das cargas ficará condicionado ao registro da operação por meio do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT). A ferramenta será integrada a diferentes bases de dados para possibilitar o monitoramento eletrônico das contratações e identificar eventuais irregularidades.

Segundo o governo federal, a iniciativa busca fortalecer a política de piso mínimo do frete, criada para assegurar uma remuneração adequada aos caminhoneiros autônomos após a paralisação nacional que impactou o abastecimento e a logística do país.

A expectativa do Executivo é impedir que contratos sejam fechados abaixo dos valores mínimos definidos pela ANTT, reduzindo a ocorrência de descumprimentos antes da realização do transporte.

Setor produtivo aponta risco de aumento da burocracia

Apesar dos argumentos apresentados pelo governo, a proposta tem recebido críticas de empresas de transporte, embarcadores e representantes de segmentos que dependem da logística rodoviária.

Entre as principais preocupações está o possível aumento da burocracia operacional e a redução da flexibilidade comercial em um mercado caracterizado por oscilações frequentes nos custos, disponibilidade de cargas e particularidades regionais.

Entidades do setor também destacam que fatores como distância percorrida, sazonalidade, existência de carga de retorno e diferenças nos custos locais nem sempre são contemplados pelos critérios utilizados para definir os pisos mínimos.

Contratos de longo prazo podem enfrentar novas incertezas

Outro ponto em discussão envolve os contratos de longa duração entre transportadoras e embarcadores. Como a tabela da ANTT passa por atualizações periódicas, mudanças nos valores mínimos podem exigir renegociações durante a vigência dos acordos.

Na avaliação de representantes empresariais, esse cenário pode gerar insegurança para companhias que trabalham com planejamento logístico e financeiro de médio e longo prazo.

Debate sobre constitucionalidade continua nos tribunais

As controvérsias em torno do frete mínimo não se restringem ao Congresso. Desde a criação da política, entidades empresariais contestam sua constitucionalidade na Justiça, alegando que a definição de preços mínimos representa uma intervenção do Estado nas relações de mercado.

Por outro lado, representantes dos caminhoneiros defendem a manutenção da medida, argumentando que ela é essencial para evitar contratações abaixo dos custos operacionais e garantir condições mínimas de remuneração à categoria.

Próximos passos da tramitação

A discussão da MP ocorre após a publicação de novas regras da ANTT voltadas à fiscalização eletrônica das operações de transporte. As normas ampliaram a integração entre o CIOT e outros documentos do setor, aumentando a capacidade de cruzamento de informações e identificação de possíveis irregularidades.

Nos próximos dias, a comissão mista deverá definir seu presidente e relator, além de iniciar a análise das emendas apresentadas ao texto. Após essa etapa, o parecer será encaminhado para votação na Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Senado Federal.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Evento

Faltam menos de 60 dias para a Multimodal Nordeste 2026, principal feira de logística do Norte e Nordeste

A contagem regressiva começou. Faltando menos de 60 dias para a Multimodal Nordeste 2026, profissionais e empresas da cadeia logística já podem garantir presença no principal encontro do setor no Norte e Nordeste. O evento será realizado entre os dias 4 e 6 de agosto, no Recife Expo Center, reunindo as principais tendências, soluções e oportunidades de negócios em logística, transporte e comércio exterior. 

Credenciamento aberto para visitantes

O grande destaque deste momento é que o credenciamento está aberto. Segundo a organização, os interessados pode fazer a inscrição antecipadamente para garantir acesso aos três dias de feira e aproveitar uma programação voltada ao networking, geração de negócios e atualização profissional. 

Para profissionais com Pessoa Jurídica (CNPJ), a inscrição é gratuita. Já o credenciamento para Pessoa Física (CPF) possui taxa de R$ 50, válida para os três dias de evento. A feira é destinada a empresários, gestores, profissionais de logística, comércio exterior, supply chain, indústria, varejo, e-commerce, operadores portuários, aeroportuários e demais integrantes da cadeia logística. 

Quem acompanha o ReConecta News ainda conta com uma vantagem especial. Durante o credenciamento, basta utilizar o cupom CONVITERECONECTA para obter acesso gratuito à feira. 

Evento reúne inovação, negócios e networking

Mais do que uma exposição de produtos e serviços, a Multimodal Nordeste se consolidou como um ambiente estratégico para quem busca novas parcerias, atualização sobre tendências e contato direto com os principais players do mercado.

Na edição de 2025, a feira reuniu mais de 100 expositores e recebeu mais de 9 mil visitantes, registrando um crescimento de 40% no público em relação ao ano anterior e movimentando cerca de R$ 330 milhões em negócios. Para a edição de 2026, a expectativa é ainda mais positiva, com a expansão de mais de 1.500 metros quadrados da área de exposição, permitindo receber aproximadamente 130 expositores e consolidando o evento como o principal ponto de encontro dos setores de logística, transporte e comércio exterior nas regiões Norte e Nordeste.

Durante os três dias de programação, o público encontrará soluções em transporte rodoviário, marítimo e aéreo, tecnologia, armazenagem, comércio exterior, gestão de riscos, inovação e infraestrutura logística, além de espaços dedicados a conteúdo técnico e debates sobre o futuro do setor. 

Com menos de dois meses para sua realização, a expectativa é de uma edição marcada por grandes conexões e oportunidades para empresas e profissionais que movimentam a logística no Brasil.

FAÇA SEU CREDENCIAMENTO NO LINK: https://www.hbatools.com.br/multimodal-nordeste-2026__2648

Imagens: Divulgação Multimodal

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Logística

Concessões de Infraestrutura de Transportes avançam com primeira reunião de grupo de trabalho em Brasília

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) realizou na terça-feira (9), em Brasília, a primeira reunião do Grupo de Trabalho sobre Concessões de Infraestrutura de Transportes. A iniciativa reúne representantes de diferentes segmentos para discutir melhorias nos modelos de concessão dos setores portuário, aeroportuário e hidroviário.

Criado com o objetivo de elaborar estudos e propostas de aperfeiçoamento regulatório, o colegiado busca fortalecer a gestão dos contratos e ampliar a eficiência dos projetos de infraestrutura no país.

Governo aposta em integração entre modais para atrair investimentos

Durante a abertura do encontro, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destacou a importância da troca de experiências entre os diferentes modais de transporte para aperfeiçoar os modelos atuais e ampliar a confiança dos investidores.

Segundo ele, a iniciativa permitirá reunir práticas bem-sucedidas dos setores envolvidos para fortalecer a segurança jurídica, aumentar a previsibilidade dos projetos e aprimorar as políticas públicas voltadas à infraestrutura.

O ministro ressaltou ainda que a modernização das concessões pode contribuir diretamente para o crescimento econômico, a geração de empregos e a ampliação de oportunidades em diversas regiões do país.

Experiências nacionais e internacionais entram na pauta

Durante a reunião, os participantes analisaram contribuições técnicas apresentadas por áreas do Ministério de Portos e Aeroportos, além de órgãos reguladores como a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

O grupo também debateu modelos adotados no Brasil e no exterior relacionados a contratos de concessão, parcerias público-privadas (PPPs) e mecanismos de extensão contratual, buscando identificar soluções capazes de aprimorar o ambiente regulatório.

Diálogo com o setor deve resultar em propostas concretas

A secretária-executiva do MPor, Thairyne Oliveira, afirmou que o grupo foi criado para ampliar a participação dos setores envolvidos na construção de melhorias regulatórias.

De acordo com ela, o objetivo é transformar os desafios apontados por empresas, operadores e agentes do mercado em propostas estruturadas, com prioridades definidas e cronograma de execução.

A expectativa é que o diálogo entre governo e iniciativa privada resulte em medidas capazes de fortalecer o ambiente de negócios e ampliar os investimentos em infraestrutura.

Grupo terá 90 dias para apresentar relatório

Entre as atribuições do GT estão a análise dos regimes jurídicos aplicados aos diferentes modais, a avaliação dos impactos econômicos, fiscais e regulatórios de eventuais mudanças e a formulação de diretrizes para futuras concessões e renovações contratuais.

Temas como novos investimentos, eficiência operacional, qualidade dos serviços e interesse público também fazem parte da agenda de discussões.

Instituído por portaria em abril deste ano, o grupo terá prazo de 90 dias para entregar um relatório contendo propostas de aperfeiçoamento normativo e recomendações para os modelos de concessão sob responsabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos.

Objetivo é fortalecer a logística e reduzir riscos regulatórios

A criação do GT busca promover maior integração entre os diferentes modelos de concessão existentes nos setores de transporte administrados pelo governo federal. A estratégia visa reduzir riscos regulatórios, ampliar a atratividade dos projetos e garantir a continuidade dos investimentos em infraestrutura logística.

Com isso, o governo espera consolidar um ambiente mais estável para investidores e impulsionar o desenvolvimento do setor nos próximos anos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Logística

Galpões logísticos impulsionam desenvolvimento econômico e transformam cidades em polos de negócios

O crescimento dos galpões logísticos de alto padrão está mudando a dinâmica econômica de diversas regiões brasileiras. Impulsionado pela expansão do e-commerce, pela modernização das cadeias de suprimentos e pela necessidade de aproximar operações dos principais mercados consumidores, o setor alcançou um novo patamar em 2025.

Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) mostram que o estoque nacional de empreendimentos logísticos ultrapassou 38 milhões de metros quadrados, consolidando o segmento como um dos mais estratégicos para a economia do país.

Corredores logísticos atraem empresas e investimentos

A busca por maior eficiência operacional tem levado empresas dos setores de logística, varejo e indústria a expandirem suas atividades em regiões com localização privilegiada. Municípios situados próximos a importantes rodovias, portos e aeroportos vêm se destacando como novos polos de desenvolvimento.

Áreas do interior de São Paulo, Sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina concentram parte significativa dessa expansão, beneficiadas pela posição estratégica nos principais corredores de transporte do país.

Além de ampliar a capacidade de armazenagem e distribuição, os condomínios logísticos têm contribuído para atrair novos negócios e estimular a economia local.

Segundo Mariana Schilis, sócia da Fulwood, a chegada desses empreendimentos costuma desencadear um ciclo de crescimento regional, beneficiando não apenas as empresas instaladas, mas também fornecedores, transportadoras, prestadores de serviços e o comércio local.

Infraestrutura ganha reforço com novos empreendimentos

A instalação de grandes ativos logísticos também costuma impulsionar melhorias na infraestrutura urbana e viária das cidades que recebem os investimentos.

Projetos de ampliação de acessos rodoviários, modernização das redes de energia e novos aportes públicos e privados frequentemente acompanham a implantação dos condomínios logísticos, aumentando a competitividade dos municípios.

De acordo com especialistas, esses empreendimentos funcionam como catalisadores de desenvolvimento, ampliando a atratividade regional para novas empresas e contribuindo para a diversificação da atividade econômica.

Mercado logístico mantém alta demanda

O setor segue aquecido em todo o país. Levantamentos recentes apontam que a taxa média de vacância dos condomínios logísticos brasileiros permanece próxima de 6%.

Em algumas regiões da Grande São Paulo, considerada o principal mercado nacional, esse índice chega a cerca de 2%, refletindo a forte procura por áreas bem localizadas e a oferta limitada de empreendimentos modernos.

A tendência acompanha o cenário internacional. Estudo da CBRE indica que os ativos logísticos estão entre os segmentos imobiliários mais valorizados globalmente, impulsionados pela digitalização da economia, pela necessidade de entregas mais rápidas e pela busca por cadeias de abastecimento mais resilientes.

Sustentabilidade e planejamento ampliam relevância do setor

A importância dos condomínios logísticos vai além da armazenagem de produtos. Especialistas destacam que esses empreendimentos contribuem para uma ocupação mais planejada das áreas industriais, ajudam a reduzir a pressão sobre grandes centros urbanos e promovem uma distribuição mais equilibrada das atividades produtivas.

Aspectos relacionados à sustentabilidade, eficiência energética e integração com as comunidades locais também passaram a ter peso crescente nas decisões de investidores e empresas ocupantes.

Atualmente, a Fulwood administra mais de 20 empreendimentos localizados nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O portfólio supera 1 milhão de metros quadrados sob gestão e mantém ocupação total dos espaços disponíveis.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Segurança

Segurança no transporte de cargas aumenta custos da indústria e pressiona competitividade

Os investimentos em segurança no transporte de cargas têm elevado os custos operacionais da indústria brasileira e impactado diretamente o preço final dos produtos. Levantamento recente revela que a preocupação com roubos, furtos e ataques cibernéticos faz parte da rotina de grande parte das empresas do setor.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), 62% das empresas industriais afirmam que os gastos com segurança no transporte contribuem para o aumento dos custos finais de seus produtos. O estudo também mostra que 81% dos empresários consideram que a insegurança patrimonial é um dos fatores que ampliam o chamado Custo Brasil, reduzindo a competitividade das organizações. Além disso, 45% das indústrias reconhecem que os investimentos em proteção patrimonial e prevenção de perdas acabam encarecendo a produção, enquanto 20% relatam já terem sido vítimas de roubo ou furto de cargas no transporte rodoviário.

Rodovias concentram a maior parte dos roubos de cargas

Entre as empresas que sofreram esse tipo de ocorrência nos últimos cinco anos, 68% apontam as rodovias como o principal cenário dos crimes. Os materiais mais visados pelos criminosos são fios e cabos, presentes em 60% dos casos registrados. Ferramentas aparecem na sequência, representando 31% das ocorrências, enquanto máquinas e equipamentos industriais correspondem a 23%.

Diante desse cenário, mais da metade dos executivos entrevistados, cerca de 54%, defende o aumento do policiamento em áreas industriais como prioridade das políticas públicas de segurança. Apenas uma pequena parcela, equivalente a 4%, acredita que houve melhora na segurança patrimonial nos últimos cinco anos.

Ataques cibernéticos também preocupam o setor industrial

Além dos riscos físicos nas estradas, a indústria brasileira enfrenta uma crescente ameaça digital. Casos de vazamento de dados e ataques de ransomware têm provocado prejuízos financeiros significativos. Segundo a pesquisa, 30% das empresas registraram perdas diretas relacionadas a fraudes eletrônicas ou pagamento de resgates de dados.

Para minimizar esses riscos, as organizações têm investido em estratégias de proteção digital. Entre as principais medidas adotadas estão:

  • Backups periódicos dos dados (75%);
  • Utilização de softwares de segurança (67%);
  • Políticas mais rigorosas de controle de acesso e senhas (45%);
  • Capacitação dos colaboradores em segurança digital (38%);
  • Contratação de equipes especializadas em cibersegurança, internas ou terceirizadas (34%)

Pesquisa ouviu empresas de todo o país

O levantamento foi realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados para a CNI entre março e abril de 2026, com a participação de 1.003 executivos de indústrias de pequeno, médio e grande porte, distribuídas por todas as regiões brasileiras. Desse total, 503 representam pequenas empresas e 500 pertencem aos segmentos de médio e grande porte.

Fonte: Confederação Nacional da Indústria (CNI), com levantamento realizado pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados.

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN

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Educação

Pesquisa aponta que líderes influenciam até 70% do engajamento das equipes

Capacitação promovida pelo ReConecta News será conduzida por Bárbara Echelmeier e abordará liderança estratégica, inteligência emocional e desenvolvimento de equipes.

Em um mercado cada vez mais competitivo, acelerado e pressionado por resultados, a qualidade da liderança tem se tornado um dos principais diferenciais para o sucesso das organizações. Um estudo da Gallup, referência mundial em pesquisas sobre comportamento organizacional, revela que os gestores são responsáveis por cerca de 70% da variação nos níveis de engajamento dos colaboradores, impactando diretamente produtividade, retenção de talentos e desempenho das empresas.

Atento a essa realidade, o ReConecta News lança sua primeira turma de treinamento em liderança. Segundo Renata Palmeira, CEO do ReConecta News, “o treinamento é voltado para profissionais que desejam desenvolver competências de gestão de pessoas, inteligência emocional e tomada de decisão em ambientes de alta pressão”.

A capacitação será conduzida pela mentora e estrategista de desenvolvimento humano Bárbara Echelmeier e será nos dias 16, 18 e 30 de junho, além de 2 de julho; em Itajaí. A inscrição pode ser feita pelo link: https://meuingresso.com.br/eventos/liderana-para-comex—com-barbara-echelmeier

Segundo a especialista, a liderança moderna vai muito além da gestão de tarefas. “Hoje, as empresas precisam de líderes capazes de inspirar, comunicar com clareza, lidar com conflitos, desenvolver pessoas e manter o equilíbrio emocional em cenários de constante transformação. Liderança não é apenas uma função, é uma competência que precisa ser desenvolvida”, destaca Bárbara.

Liderança como estratégia de negócios

O treinamento surge em um momento em que empresas de diversos setores enfrentam desafios relacionados ao engajamento das equipes, retenção de profissionais qualificados e fortalecimento da cultura organizacional. O relatório global mais recente apontou uma queda no engajamento dos gestores em 2024. O percentual de líderes engajados caiu de 30% para 27%, contribuindo para a redução do engajamento dos colaboradores em todo o mundo. Segundo a Gallup, isso gerou perdas estimadas em US$ 438 bilhões em produtividade global.

Dados da Gallup mostram ainda que organizações com líderes preparados apresentam melhores indicadores de produtividade, satisfação dos colaboradores e resultados financeiros. O estudo reforça uma tendência observada por especialistas em gestão: investir no desenvolvimento de líderes deixou de ser apenas uma ação de recursos humanos para se tornar uma estratégia de negócios.

A formação promovida pelo ReConecta News foi estruturada para atender gestores, coordenadores, empresários, profissionais em ascensão e equipes corporativas que buscam fortalecer sua capacidade de liderança e influência dentro das organizações.

Quem é Bárbara Echelmeier

Bárbara Echelmeier é uma profissional com trajetória construída dentro do ambiente corporativo. Sua carreira começou aos 17 anos no setor de Comércio Exterior e, aos 22, já liderava equipes em uma área marcada por metas desafiadoras, pressão constante e necessidade de decisões rápidas. A vivência prática despertou seu interesse pelo comportamento humano, inteligência emocional e desenvolvimento de lideranças. Atualmente, Bárbara atua com mentoria de carreira, formação de líderes e treinamentos corporativos voltados para cultura organizacional, autorresponsabilidade e performance profissional.

Sua metodologia integra experiências do mercado corporativo, conceitos da psicologia, neurociência e ferramentas práticas aplicadas ao dia a dia das empresas. Para ela, a construção de uma liderança sólida começa pela autoliderança. “Não existe alta performance sustentável sem equilíbrio emocional. O trabalho é uma extensão da nossa identidade, e liderar exige antes de tudo consciência sobre si mesmo”, afirma.

Texto: ReConecta News

Imagem: ReConecta News

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Aeroportos

E-commerce impulsiona aeroportos e transforma logística de cargas no Brasil

O crescimento acelerado do e-commerce está redefinindo o papel dos aeroportos brasileiros. Antes voltados principalmente ao transporte de passageiros, os terminais passaram a ocupar posição estratégica na logística de cargas, funcionando como centros de armazenagem, distribuição e conexão entre empresas e consumidores em todo o país.

A busca por entregas mais rápidas e a expansão das operações de grandes varejistas digitais têm impulsionado investimentos em infraestrutura aeroportuária e fortalecido o transporte aéreo como peça-chave da cadeia logística.

Movimentação de carga aérea segue em alta

Os números mais recentes confirmam essa tendência. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) mostram que os aeroportos brasileiros movimentaram 115,3 mil toneladas de carga em abril, crescimento de 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O mercado doméstico registrou avanço de 4,8%, alcançando 37,6 mil toneladas, enquanto as operações internacionais cresceram 4%, totalizando 77,7 mil toneladas.

Embora represente uma parcela menor do volume total transportado no país, o transporte aéreo de cargas concentra produtos de maior valor agregado e com elevada necessidade de rapidez na entrega, como medicamentos, eletrônicos, autopeças, equipamentos industriais e itens comercializados pela internet.

Gigantes do varejo ampliam hubs logísticos

O fortalecimento da logística aérea é impulsionado principalmente pelas grandes plataformas de comércio eletrônico.

O Mercado Livre, por exemplo, anunciou investimentos de R$ 57 bilhões no Brasil em 2026 e segue ampliando sua estrutura operacional. Entre os projetos estão a expansão do hub aéreo localizado em Guarulhos (SP) e o reforço das operações realizadas em parceria com a Gollog.

A Amazon também avançou na estratégia de distribuição aérea ao transformar Brasília (DF) em um importante centro logístico operado em conjunto com a Latam Cargo Brasil.

A posição geográfica da capital federal permite atender com maior agilidade consumidores das regiões Norte e Centro-Oeste, áreas historicamente mais desafiadoras para a distribuição de mercadorias.

Além das gigantes do varejo digital, empresas como Azul Cargo Express, Latam Cargo e Gollog vêm ampliando rotas, frota e capacidade operacional para atender à crescente demanda por entregas expressas.

Brasil lidera movimentação de carga aérea na América Latina

O fortalecimento do setor acompanha uma tendência observada em toda a região. Segundo a Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA), o Brasil permaneceu na liderança da movimentação internacional de cargas aéreas na América Latina em 2025, com 880,9 mil toneladas processadas.

A rota entre Brasil e Estados Unidos continua sendo a principal do segmento. No entanto, o avanço do varejo online vem alterando o perfil das cargas transportadas.

Produtos ligados ao comércio eletrônico passaram a ocupar espaço crescente em um mercado que tradicionalmente era dominado por mercadorias industriais e farmacêuticas.

Aeroportos ampliam atuação como centros de negócios

A transformação vai além da logística. Inspirados no conceito internacional de aerotrópole, os aeroportos brasileiros estão diversificando suas atividades e atraindo novos empreendimentos.

Áreas próximas aos terminais vêm recebendo investimentos em centros de distribuição, condomínios empresariais, parques industriais, hotéis, serviços e espaços comerciais.

Essa expansão é incentivada pelo programa Investe+ Aeroportos, do Ministério de Portos e Aeroportos, que busca estimular a participação da iniciativa privada em projetos localizados dentro e no entorno dos aeroportos.

A proposta é transformar essas áreas em polos de desenvolvimento econômico, gerando receitas adicionais e fortalecendo a integração dos terminais com as cadeias produtivas regionais.

Aeroportos regionais ganham protagonismo

A expansão do comércio eletrônico também tem impulsionado a interiorização da logística aérea.

Para reduzir prazos de entrega e aproximar estoques dos consumidores, empresas vêm direcionando investimentos para aeroportos localizados fora dos grandes centros urbanos.

Nesse cenário, cidades como Araguaína (TO), Paulo Afonso (BA), Serra Talhada (PE) e Cacoal (RO) passaram a desempenhar papel relevante na conexão entre polos produtivos regionais e os principais mercados consumidores do país.

O movimento também recebe apoio do governo federal por meio do programa AmpliAR, que busca fortalecer aeroportos regionais e integrá-los às redes administradas pelas concessionárias responsáveis pelos grandes terminais.

Nova fase da logística brasileira

A expansão dos hubs cargueiros e dos centros de distribuição instalados em áreas aeroportuárias evidencia uma mudança estrutural na logística nacional.

Com a evolução do comércio eletrônico e o aumento da demanda por entregas rápidas, os aeroportos deixaram de ser apenas pontos de embarque e desembarque para assumir uma função estratégica na movimentação de mercadorias, tornando-se peças fundamentais para o crescimento da economia digital brasileira.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

Ferrovia do Mato Grosso: Rumo inaugura novo terminal e amplia capacidade logística no agronegócio

A Rumo confirmou para o dia 19 de junho a inauguração do novo terminal localizado na BR-070 e da primeira etapa operacional da Ferrovia do Mato Grosso. Considerado o maior investimento em andamento da companhia, o projeto também figura como a principal obra ferroviária atualmente em execução no Brasil.

A iniciativa faz parte da estratégia da empresa para fortalecer sua atuação no transporte de cargas e ampliar a participação no escoamento da produção agrícola nacional.

Nova fase impulsiona infraestrutura de transporte no Centro-Oeste

A entrega da primeira etapa da ferrovia representa um marco para a expansão da malha logística da Rumo. O empreendimento chega em um momento de crescente demanda por soluções de infraestrutura logística voltadas ao agronegócio, especialmente na região Centro-Oeste.

Com o início do processo de comissionamento dos novos ativos, a expectativa é de aumento na capacidade de transporte ferroviário, contribuindo para a redução dos custos operacionais e para o ganho de competitividade das exportações brasileiras de grãos.

Terminal terá capacidade para movimentar 10 milhões de toneladas

De acordo com a companhia, a nova estrutura foi projetada para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano. O investimento fortalece a presença da Rumo em Mato Grosso, estado líder na produção agrícola do país, e amplia a eficiência do corredor logístico direcionado aos portos do Arco Sul.

A ampliação da capacidade de escoamento é vista como um passo importante para atender ao crescimento da produção agropecuária e melhorar a integração entre o campo e os mercados internacionais.

Mercado acompanha impacto econômico do projeto

O avanço da Ferrovia do Mato Grosso também desperta atenção do mercado financeiro. Projetos de grande porte no setor ferroviário costumam gerar ganhos de produtividade, otimização operacional e potencial aumento de receitas ao longo dos anos.

Analistas apontam que a nova ferrovia pode se tornar um dos principais motores de crescimento da Rumo no médio e longo prazo, consolidando a empresa como uma das protagonistas da logística nacional voltada ao agronegócio.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Informação

CIOT: novas regras ampliam fiscalização do frete rodoviário no Brasil

As novas regras do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) já estão valendo em todo o país e ampliam a obrigatoriedade de registro das operações de transporte rodoviário de cargas remuneradas.

A atualização foi implementada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) com o objetivo de reforçar o controle, a rastreabilidade e a fiscalização das operações de frete no setor logístico brasileiro.

Novo modelo amplia controle sobre operações de frete

Com as mudanças, praticamente todas as operações de transporte remunerado de cargas passam a exigir emissão do CIOT.

O código funciona como um registro eletrônico obrigatório, reunindo dados da operação, como:

  • Contratante do frete
  • Transportador responsável
  • Veículos utilizados
  • Origem e destino da carga
  • Valor do frete
  • Tipo de operação

Segundo a ANTT, a medida busca aumentar a transparência nas contratações e garantir maior controle sobre o pagamento do frete aos transportadores autônomos.

Sistema reforça fiscalização do Piso Mínimo de Frete

Entre as principais alterações está o endurecimento dos mecanismos de validação das informações registradas no sistema.

O novo modelo passa a realizar conferência automática do Piso Mínimo de Frete, nos casos em que a legislação se aplica.

A expectativa da agência é ampliar a fiscalização eletrônica e reduzir irregularidades nas operações do setor de transporte rodoviário.

Exceções previstas nas novas regras

Apesar da ampliação da obrigatoriedade, algumas operações continuam dispensadas da emissão do CIOT.

As exceções envolvem:

  • Veículos não emplacados
  • Transporte de cargas especiais

Nos demais casos, o registro eletrônico passa a ser requisito obrigatório para formalização das operações remuneradas.

ANTT cria portal com orientações para transportadores

Para auxiliar empresas e transportadores na adaptação às novas exigências, a ANTT lançou a área “CIOT para Todos” em seu portal oficial.

O espaço reúne documentos técnicos, perguntas frequentes, orientações operacionais e informações sobre:

  • Integração de sistemas
  • Emissão do código
  • Modalidades de transporte
  • Responsabilidades das partes envolvidas

A agência informou que a documentação técnica foi disponibilizada cerca de 30 dias antes da entrada oficial do sistema em produção.

Empresas e instituições já realizam testes de integração

As Instituições de Pagamento homologadas pela ANTT já estão autorizadas a operar o novo modelo do CIOT.

Além disso, empresas transportadoras iniciaram os testes de integração com a API disponibilizada pela autarquia federal para adequação às novas regras do sistema.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

BNDES lança linha de R$ 21,2 bilhões para renovação de caminhões e ônibus

O BNDES iniciou nesta sexta-feira (29) a operação do programa Move Brasil – Caminhões e Ônibus, nova linha de crédito voltada à renovação da frota nacional de veículos pesados. A iniciativa prevê até R$ 21,2 bilhões em financiamentos para aquisição de caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários produzidos no país.

O programa é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e será operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Programa busca modernizar transporte e reduzir custos logísticos

A proposta do governo federal é estimular a modernização do transporte rodoviário de cargas e passageiros, aumentando a eficiência logística e reduzindo custos operacionais.

Além disso, o programa pretende incentivar a renovação da frota com veículos mais modernos, menos poluentes e mais seguros, fortalecendo também a indústria automotiva nacional.

Do total previsto, R$ 14,5 bilhões serão provenientes do Tesouro Nacional, enquanto até R$ 6,7 bilhões terão recursos próprios do BNDES.

Linha inclui ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários

A nova etapa do Move Brasil ampliou os itens que poderão ser financiados. Além de caminhões, o programa agora contempla ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, a ampliação busca estimular investimentos no setor de transporte e gerar impactos positivos em toda a cadeia automotiva, desde fabricantes até concessionárias e serviços de manutenção.

O programa também reservou R$ 2 bilhões especificamente para financiamento de ônibus e micro-ônibus. Outros R$ 2 bilhões serão destinados a transportadores autônomos e cooperados.

Quem pode solicitar o financiamento

O crédito poderá ser acessado por:

  • Transportadores autônomos de cargas
  • Cooperados pessoas físicas
  • Empresários individuais
  • Empresas de transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros

No caso de caminhões seminovos, a modalidade será restrita a transportadores autônomos e cooperados.

Para veículos novos, será exigida fabricação nacional, credenciamento no sistema do BNDES e adequação às normas ambientais do Proconve P-8.

Condições de prazo e juros

As condições variam conforme o perfil do solicitante. Para transportadores autônomos, o financiamento poderá ter prazo de até 120 meses, com carência de até 12 meses.

Já empresas de transporte de cargas poderão financiar em até 60 meses, enquanto empresas de transporte de passageiros poderão chegar a 120 meses de prazo.

As taxas de juros previstas ficam próximas de 13% ao ano, conforme as condições de mercado.

O programa estabelece limite de até R$ 50 milhões por cliente e permite a utilização de fundos garantidores, conforme regras dos agentes financeiros participantes.

Renovação da frota deve reduzir emissões e acidentes

A iniciativa foi estruturada para enfrentar o envelhecimento da frota brasileira de veículos pesados. Com a substituição de modelos antigos, o governo espera reduzir consumo de combustível, gastos com manutenção e emissão de poluentes.

A expectativa também é melhorar a segurança nas estradas e elevar a produtividade do setor logístico.

O programa ainda prevê condições específicas para operações ligadas à desmontagem e reciclagem de veículos antigos.

Demanda por crédito impulsionou nova fase do programa

A criação do Move Brasil – Caminhões e Ônibus ocorre após a forte procura registrada pelo programa Mover, voltado ao financiamento de caminhões.

Entre dezembro de 2025 e maio de 2026, o programa anterior movimentou mais de R$ 9,7 bilhões em financiamentos, somando mais de 8,4 mil operações e mais de 15 mil caminhões financiados.

Como solicitar o crédito do BNDES

Os interessados deverão procurar instituições financeiras credenciadas ao BNDES para realizar o pedido de financiamento.

A análise de crédito e a negociação das condições serão feitas diretamente pelos agentes financeiros.

O prazo para protocolar operações vai até 28 de agosto de 2026. Já a contratação deverá ser comunicada ao BNDES até 28 de setembro de 2026.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Comunicação ANTT

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