Inovação

MPor atualiza diretrizes para inovação, sustentabilidade e governança em portos e aeroportos

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) deu um novo passo na modernização dos setores portuário e aeroportuário. Três portarias que estabelecem novas diretrizes para sustentabilidade, pesquisa e inovação portuária e governança das empresas estatais vinculadas à pasta foram assinadas nesta semana.

As medidas atualizam a Política de Sustentabilidade do Ministério, instituem a Política Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Portuária (PD&I-Portos) e criam o Programa Impulsiona, voltado ao aprimoramento da supervisão e da integração das empresas estatais.

Segundo o MPor, o conjunto de iniciativas pretende criar mecanismos permanentes de planejamento, acompanhamento de resultados e estímulo à inovação, além de aproximar a atuação das empresas públicas das políticas definidas para os setores de portos e aeroportos.

Sustentabilidade ganha novas diretrizes

A atualização da Política de Sustentabilidade estabelece uma estrutura permanente para o planejamento e o monitoramento das ações ambientais desenvolvidas pelo setor. Entre as possibilidades previstas está a definição anual de compromissos relacionados a temas como descarbonização, água de lastro, qualidade do ar e controle da poluição sonora.

Outro instrumento que passa por aprimoramento é o Pacto pela Sustentabilidade, iniciativa de adesão voluntária destinada às organizações dos setores portuário e aeroportuário. No segmento de aeroportos, o padrão internacional Airport Carbon Accreditation (ACA) passa a ser reconhecido como referência para comprovação de avanços na gestão das emissões de gases de efeito estufa.

De acordo com o Ministério, a mudança busca dar maior previsibilidade aos processos e criar parâmetros mais consistentes para acompanhar a evolução das práticas ambientais.

Política nacional pretende fortalecer inovação nos portos

A PD&I-Portos cria um referencial nacional para orientar e coordenar ações de pesquisa, desenvolvimento e inovação na atividade portuária. Entre os instrumentos previstos estão o Programa InovaPortos e os Hubs de Inovação Portuária, com a proposta de ampliar a conexão entre portos, universidades, startups, empresas de tecnologia e instituições de pesquisa.

A intenção é transformar conhecimento e novas tecnologias em soluções aplicáveis aos desafios enfrentados diariamente nas operações portuárias. A política foi desenvolvida a partir das discussões do Programa Navegue Simples e busca dar continuidade e escala a iniciativas de inovação que, atualmente, podem ser conduzidas de maneira isolada.

Para o MPor, a nova estrutura deverá contribuir para consolidar a inovação como uma atividade permanente no setor portuário brasileiro.

Programa Impulsiona amplia integração entre estatais

O terceiro eixo das medidas anunciadas pelo Ministério é o Programa Impulsiona, criado para fortalecer a supervisão ministerial das empresas estatais vinculadas ao MPor. Entre as empresas abrangidas estão a Infraero, a Autoridade Portuária de Santos (APS) e as Companhias Docas.

Coordenado pela Secretaria-Executiva, o programa deverá reunir informações, diagnósticos e dados estratégicos das empresas para apoiar o planejamento e identificar oportunidades de cooperação e melhoria de eficiência. A proposta também prevê maior alinhamento entre os planejamentos estratégicos das estatais e as políticas públicas estabelecidas pelo Ministério, preservando a autonomia administrativa e operacional de cada companhia.

Com uma estrutura integrada de coordenação, o Impulsiona pretende reduzir a dispersão de informações e ampliar a troca de experiências entre as empresas.

Modernização combina ESG, tecnologia e gestão

As três portarias assinadas pelo MPor estruturam uma agenda que reúne sustentabilidade, inovação, pesquisa e governança como elementos da modernização dos setores portuário e aeroportuário.

A expectativa do Ministério é que os novos instrumentos contribuam para uma gestão mais integrada e orientada por planejamento, acompanhamento de resultados e adaptação às transformações tecnológicas e ambientais que impactam a logística brasileira.

As medidas também reforçam a intenção de transformar iniciativas de inovação, práticas ambientais e mecanismos de governança em políticas permanentes, incorporadas à gestão dos setores de portos e aeroportos.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos (MPor)

Texto: Redação

Imagem: Ilustrativa / Feita por IA

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Evento

Falta uma semana para o Meeting Comex 2026, um dos principais eventos de comércio exterior do Brasil

Falta apenas uma semana para o início do Meeting Comex 2026, que chega à sua 13ª edição com a expectativa de reunir mais de três mil profissionais ligados ao comércio exterior, logística e cadeias globais de suprimentos. O evento será realizado nos dias 22 e 23 de setembro, na Expoville, em Joinville (SC).

Promovido pela Associação Empresarial de Joinville (ACIJ), o encontro se consolidou ao longo de suas edições como um dos principais fóruns brasileiros para discutir os caminhos do comércio internacional, reunindo empresários, executivos, operadores logísticos, importadores, exportadores, especialistas e representantes do poder público.

Uma semana para conectar negócios e mercados internacionais

Entre os destaques desta edição está o fortalecimento da participação internacional. Delegações empresariais de países como Alemanha, Portugal, Espanha, Paraguai, China, Panamá, Rússia, África do Sul, Guatemala, Moçambique, Austrália, Colômbia e Marrocos já confirmaram presença.

A participação de representantes de diferentes mercados amplia a proposta do Meeting Comex de funcionar não apenas como espaço de debates, mas também como ambiente para conexão empresarial, geração de negócios e construção de novas parcerias comerciais.

A expectativa é que a presença internacional contribua para aproximar empresas brasileiras de mercados estratégicos e ampliar as possibilidades de relacionamento ao longo dos dois dias de programação.

Reforma Tributária, geopolítica e logística estão entre os temas

Com mais de 20 horas de conteúdo técnico, a programação desta edição foi estruturada a partir de temas que impactam diretamente as empresas que atuam no comércio internacional.

Entre os assuntos previstos estão os impactos da Reforma Tributária nas operações de importação, o acordo entre Mercosul e União Europeia, os efeitos da geopolítica sobre os negócios, a competitividade da logística brasileira e os cenários para o transporte marítimo e aéreo de cargas.

Também estarão em discussão questões relacionadas ao tratamento administrativo das importações e às transformações que vêm afetando as cadeias globais de suprimentos.

Especialistas e autoridades entre os palestrantes

O Meeting Comex 2026 contará com autoridades governamentais, representantes de órgãos anuentes, executivos e especialistas do mercado nacional e internacional.

Entre os nomes confirmados está o economista Marcos Troyjo, ex-presidente do Banco dos BRICS, que abordará os desafios e oportunidades do comércio exterior brasileiro diante das novas exigências globais relacionadas ao ESG.

Outro destaque da programação é o General André Novaes, que apresentará uma análise sobre o cenário geopolítico internacional e seus impactos nas estratégias das empresas que atuam no mercado global.

Feira e networking ampliam oportunidades

Além dos painéis e palestras, o evento terá feira de negócios, workshops e espaços dedicados ao networking, aproximando empresas, fornecedores, operadores logísticos, despachantes aduaneiros e representantes de instituições públicas.

A proposta é criar um ambiente que combine atualização profissional e relacionamento, permitindo que os participantes acompanhem as principais transformações do setor e, ao mesmo tempo, encontrem potenciais parceiros e oportunidades de negócios.

Ao longo de 12 edições, o Meeting Comex passou a integrar o calendário de eventos relevantes do comércio exterior brasileiro, atraindo um público formado principalmente por CEOs, diretores, gestores, profissionais de supply chain e tomadores de decisão.

Inscrições seguem abertas

Com a realização marcada para a próxima semana, os interessados ainda podem garantir participação no Meeting Comex 2026.

O ingresso dá acesso aos dois dias de programação, incluindo conteúdo técnico, workshops, painéis, feira de negócios, espaços de networking, coffee breaks, brunch oficial, Happy Comex, estacionamento durante o evento e certificado de participação.

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https://weox.com.br/eventos/meeting-comex-2026/19

Fonte: Associação Empresarial de Joinville (ACIJ).

Texto: Redação

Imagens: Meeting Comex 2025

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Portos

Porto do Rio Grande terá novo terminal para movimentação de cargas

A implantação de um novo Terminal de Uso Privado (TUP) no Porto do Rio Grande avançou na última sexta-feira (11), com a formalização do contrato de cessão da área onde será construído o empreendimento. O acordo foi assinado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e pela empresa Terminal Rio Grande do Sul S.A.

A medida representa mais uma etapa para a instalação do terminal, cuja autorização para exploração portuária havia sido formalizada em janeiro deste ano pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Novo terminal terá foco na movimentação de celulose

O projeto prevê uma estrutura voltada principalmente ao transporte e escoamento de celulose. Estão previstos dois berços destinados a navios, outros dois para barcaças e um armazém com capacidade estática de 194 mil toneladas do produto.

A expectativa é que o terminal possa movimentar aproximadamente 5 milhões de toneladas de celulose por ano, ampliando a capacidade logística do complexo portuário gaúcho.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a expansão da infraestrutura é necessária para acompanhar o crescimento da produção industrial e melhorar as condições de transporte das cargas.

Para o ministro, empreendimentos desse porte dependem de planejamento e coordenação entre as diferentes etapas, além de segurança operacional e atenção às questões ambientais.

Estrutura será integrada ao transporte hidroviário

A nova instalação também deverá fortalecer a conexão entre o transporte hidroviário e a movimentação de cargas no Porto do Rio Grande.

O terminal integra o Projeto Natureza, da CMPC, que contempla a construção de uma nova unidade de produção de celulose em Barra do Ribeiro e a implantação das estruturas necessárias para transportar a produção.

O modelo prevê o recebimento de cargas pelas hidrovias, o armazenamento da celulose e, posteriormente, o carregamento dos navios. Dessa forma, a estrutura busca conectar diretamente a produção industrial à infraestrutura logística e aquaviária.

Projeto acompanha investimentos nas hidrovias do Rio Grande do Sul

A implantação do terminal está relacionada às iniciativas do Governo do Brasil para recuperar e modernizar a infraestrutura hidroviária do Rio Grande do Sul.

O Ministério de Portos e Aeroportos atua na recuperação da navegabilidade das hidrovias e na melhoria das condições de segurança e regularidade para o transporte de cargas.

Tomé Franca destacou que a utilização mais ampla das hidrovias pode ampliar as alternativas logísticas e contribuir para o desenvolvimento econômico da região Sul e do país.

Sistema Aquaviário Integrado do Sul também está em discussão

Paralelamente, está em andamento a proposta de concessão do Sistema Aquaviário Integrado do Sul e Lagoa Mirim. O projeto reúne os acessos aquaviários aos portos de Rio Grande, Pelotas e Porto Alegre, além de trechos de rios e lagoas do estado.

A proposta prevê uma administração integrada da estrutura, com a finalidade de aumentar a previsibilidade da navegação e proporcionar maior regularidade ao transporte de cargas.

Na avaliação do ministro, a integração entre portos e hidrovias é estratégica para reduzir gargalos logísticos, elevar a eficiência do transporte e acompanhar o avanço das atividades produtivas.

A expectativa do governo é que os investimentos em infraestrutura contribuam para melhorar o escoamento da produção e aumentar a competitividade das exportações brasileiras.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto RS

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Tecnologia

Esteiras Motorizadas amplia presença na Intra-Log Expo 2026 e aposta em novas soluções para automação logística

A busca por aumento de produtividade, redução de custos operacionais e automação logística tem ampliado o espaço para soluções que permitam às empresas modernizar seus processos sem a necessidade de investimento. É nesse cenário que a Esteiras Motorizadas participa, pelo terceiro ano consecutivo, da Intra-Log Expo South America, em São Paulo.

Nesta edição, a empresa chega à feira com um estande maior e novidades em equipamentos. O evento será realizado de 15 a 17 de setembro, no Pavilhão Azul do Expo Center Norte, reunindo empresas e profissionais ligados à intralogística, automação, armazenagem, movimentação de materiais e supply chain. A organização estima a participação de mais de 250 expositores e 450 marcas nacionais e internacionais.

Networking e aproximação com potenciais clientes

Para a Esteiras Motorizadas, a participação na feira representa uma oportunidade de apresentar suas soluções diretamente a profissionais que atuam no setor e ampliar o relacionamento com potenciais clientes. “É nosso terceiro ano na feira e esse ano estamos com uma nova estrutura visando receber nossos clientes ampliar nossa rede, sem contar com os novos lançamentos de nossos equipamentos.”, destaca a gerente de projetos.

A mesma explica que além da exposição dos equipamentos, a forte presença em eventos especializados permite uma aproximação que vai além do ambiente digital. “Esses eventos são ótimos para fazer networking e contato direto com possíveis clientes que só nos conhecem pelas redes”, acrescenta.

A estratégia acompanha o próprio perfil da Intra-Log Expo, que se posiciona como um ambiente voltado à geração de negócios, networking qualificado e apresentação de tecnologias para aumentar a eficiência e a competitividade das operações. Segundo a organização, 90% dos visitantes participam do processo de compra e 60% ocupam cargos de liderança.

Locação como alternativa para acelerar a automação

A proposta da Esteiras Motorizadas nasceu justamente de uma necessidade identificada no mercado: muitas empresas precisam de automação, mas não possuem caixa para utilizar automação em seus processos.

Ao invés de focar na venda de máquinas, assim como todos os players de automação no mercado a empresa apostou em um modelo novo sendo pioneira no modelo de locação de equipamentos para automação intralogística. A ideia é permitir que empresas tenham acesso à tecnologia sem a necessidade de investimento.

O modelo busca atender uma realidade comum no mercado brasileiro, em que as empresas não possuem caixa para investir em automação. 

Tecnologia com foco em produtividade

Com experiência em operações de intralogística, a Esteiras Motorizadas desenvolveu uma proposta voltada à análise prática dos ganhos proporcionados pela automação.

A empresa utiliza simuladores para demonstrar aos clientes as diferenças entre a aquisição e a locação de equipamentos, além de comparar operações manuais e automatizadas. A ferramenta auxilia na avaliação do impacto financeiro e operacional antes da tomada de decisão.

Entre os resultados buscados estão redução de custos, aumento da produtividade e melhoria das condições de trabalho, sem a necessidade de manter o capital imobilizado em equipamentos.

Soluções para diferentes etapas da operação

As soluções da empresa são direcionadas principalmente para operações envolvendo cargas batidas, como descarga e carregamento de veículos, checkout de e-commerce, separação de rotas e montagem de kits.

O serviço inclui avaliação da operação in loco, implantação com acompanhamento técnico, apoio nos cálculos de ganhos operacionais, manutenção preventiva e desenvolvimento de projetos personalizados.

Outro ponto destacado pela empresa é a segurança. Os equipamentos seguem os requisitos da NR-12, norma que estabelece referências de segurança para máquinas e equipamentos.

Fonte: Esteiras Motorizadas e Intra-Log Expo

Texto: ReConecta News

Imagem: Divulgação

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Transporte

Hidrovias: como rios, portos, rodovias e ferrovias formam uma rede logística

O transporte de cargas pelas hidrovias brasileiras não começa nem termina nos rios. Antes de chegar às embarcações, os produtos precisam percorrer rodovias ou ferrovias até os terminais. Depois da navegação, a carga pode voltar aos trilhos ou às estradas, ser encaminhada a centros consumidores ou seguir para navios com destino a outras regiões.

Essa dinâmica evidencia que o transporte hidroviário depende de uma rede integrada, formada por portos, terminais, rodovias e ferrovias. Problemas em qualquer uma dessas etapas podem comprometer o desempenho de todo o corredor logístico.

Essa lógica está presente no Plano Nacional de Logística 2050 (PNL 2050), que considera o percurso completo das cargas para identificar gargalos e orientar investimentos em infraestrutura. O documento trata os eixos logísticos como conjuntos de projetos que, de forma coordenada, atendem fluxos estratégicos de cargas e passageiros.

Como funciona o transporte de cargas pelas hidrovias

A viagem pode começar em uma fazenda, indústria, área de mineração ou centro de distribuição. A partir desses pontos, a carga é transportada por caminhões ou trens até terminais instalados próximos aos rios.

Nesses locais ocorre uma etapa fundamental da operação: recebimento, armazenamento e transferência dos produtos para as embarcações. Após o trecho navegável, a carga pode novamente ser colocada em caminhões ou vagões, encaminhada a centros de consumo ou transferida para navios.

Por isso, as condições dos terminais têm impacto direto sobre a eficiência do corredor de transporte. Capacidade insuficiente, limitações operacionais ou acessos terrestres inadequados podem gerar gargalos mesmo quando o rio oferece boas condições para a navegação.

Arco Norte reúne hidrovias, ferrovias e rodovias

No Arco Norte, o PNL 2050 adota justamente essa perspectiva integrada. O planejamento associa hidrovias, ferrovias, rodovias, terminais e portos para conectar as diferentes fases do deslocamento das mercadorias.

No eixo de conexão ferroviária e hidroviária, estão previstas melhorias na Hidrovia do Tapajós, entre Itaituba e Santarém, além de intervenções em trechos dos rios Amazonas e no Estreito de Breves.

Esses projetos são considerados em conjunto com a implantação da Ferrogrão e a expansão de complexos portuários no Pará, no Amapá e no Amazonas.

Já no eixo de integração rodoviária e hidroviária, as rotas fluviais são relacionadas a melhorias e ampliações das BRs 163 e 230, além dos terminais portuários existentes na região.

A vantagem desse modelo de planejamento é permitir a análise de toda a cadeia logística: a carga chega por estrada ou ferrovia, é transferida para uma embarcação, percorre os rios e, posteriormente, chega aos portos responsáveis pela continuidade da viagem.

Hidrovias têm papel estratégico na Amazônia

A integração dos diferentes modais também aparece no eixo de Integração Amazônica. O PNL 2050 contempla intervenções nas hidrovias dos rios Amazonas, Madeira, Juruá, Solimões, Negro, Branco, Mamoré e Guaporé, além do Estreito de Breves.

Essas vias navegáveis estão conectadas a importantes rodovias, entre elas as BRs 319, 364, 174, 429 e 156, além de complexos portuários e terminais espalhados pela Região Norte.

Na Amazônia, entretanto, a importância das hidrovias vai além do transporte de mercadorias. A navegação fluvial é essencial para o abastecimento de municípios, a movimentação de passageiros e o acesso da população a produtos e serviços.

O próprio PNL 2050 destaca que, em diferentes áreas da Região Norte, hidrovias e aeródromos constituem a principal — e, em alguns casos, a única — infraestrutura disponível para transporte e mobilidade.

Transporte marítimo também depende da integração logística

A conexão entre diferentes modais se estende ao transporte marítimo. Um exemplo é a rota de cabotagem entre a Região Sul e Manaus, que envolve instalações portuárias distribuídas pela costa, ligações terrestres e trechos fluviais necessários para alcançar a capital do Amazonas.

Nesse modelo, o deslocamento pelo mar é apenas uma parte da jornada. Antes do embarque, as mercadorias precisam chegar aos portos. Após o desembarque, é necessário garantir a distribuição até os destinos finais.

O exemplo reforça que a eficiência logística depende da articulação entre todas as etapas da operação.

Integração dos modais é desafio para a logística brasileira

O potencial das hidrovias não depende apenas das condições de navegabilidade dos rios. Para que o transporte fluvial seja eficiente, é necessário que portos, terminais, rodovias e ferrovias estejam conectados e tenham capacidade compatível com os volumes movimentados.

A estratégia prevista no PNL 2050 busca justamente superar a lógica de investimentos isolados e considerar os corredores como redes completas.

Com essa integração, o país pode ampliar o uso do transporte hidroviário, melhorar o abastecimento, diversificar as opções de deslocamento de cargas e aproveitar de forma mais eficiente sua extensa rede de rios navegáveis.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Sedecti Amazonas

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Agronegócio

Ferrogrão avança sem aporte público de R$ 3,5 bilhões em nova modelagem

O projeto de concessão da Ferrogrão teve uma mudança importante em sua estrutura econômico-financeira. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou na quinta-feira (10) a retirada de um aporte público de R$ 3,5 bilhões que estava previsto na modelagem da futura ferrovia.

O valor seria viabilizado por meio de investimentos cruzados envolvendo Rumo Paulista, MRS e Vale. De acordo com a ANTT, porém, os estudos apresentados pela Infra S.A. em 2024 já não contemplavam o aporte, após as discussões sobre o formato da concessão.

O Ministério dos Transportes informou ao Tribunal de Contas da União (TCU) que a Ferrogrão continua apresentando atratividade mesmo sem a necessidade desse recurso público para a realização dos estudos.

Modelagem da Ferrogrão passa por revisão

A exclusão dos R$ 3,5 bilhões integra uma reformulação mais abrangente do projeto. A ANTT atualizou as minutas do edital e do contrato e modificou diferentes pontos da modelagem econômico-financeira da concessão.

Entre as mudanças estão as regras de alocação de riscos, os mecanismos de governança e os procedimentos para resolução consensual de conflitos.

Também foram reavaliados aspectos como premissas tributárias, receitas acessórias, investimentos obrigatórios, despesas operacionais e instrumentos de reequilíbrio econômico-financeiro.

Outra alteração importante envolve os trens e vagões. Esses equipamentos deixaram de fazer parte da relação de bens reversíveis da concessão.

Com a nova estrutura, a futura concessionária poderá formar sua frota por meio de arrendamento ou cessão de uso com terceiros. O contrato também prevê a aquisição direta de uma frota mínima destinada à manutenção, correspondente a aproximadamente 2% do total. Esses veículos igualmente não serão classificados como bens reversíveis.

Novas regras para demanda e compartilhamento ferroviário

A ANTT também modificou as normas relacionadas ao compartilhamento da infraestrutura ferroviária. A nova modelagem detalha ainda como será tratado o risco de demanda decorrente da eventual criação de rotas concorrentes.

A possibilidade de reequilíbrio econômico-financeiro permanece no projeto. Entretanto, a concessionária terá de apresentar comprovação técnica tanto da implantação da nova rota concorrente quanto da efetiva migração de cargas.

Projeto segue para análise do TCU

Com a atualização dos estudos e documentos jurídicos, a diretoria da ANTT aprovou nesta quinta-feira o encaminhamento da proposta ao Tribunal de Contas da União (TCU).

A avaliação do órgão de controle é uma etapa obrigatória antes da publicação do edital e da realização do leilão da Ferrogrão.

O empreendimento já foi analisado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em razão de uma disputa envolvendo uma área de proteção ambiental. Em maio deste ano, a Corte considerou constitucional a lei que autorizou a alteração dos limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, medida necessária para viabilizar a construção da ferrovia.

Paralelamente, o TCU acompanha um processo relacionado aos atos e procedimentos preparatórios para a concessão.

Ferrogrão terá quase 1 mil km entre Mato Grosso e Pará

O projeto prevê uma linha principal de aproximadamente 1 mil quilômetros, ligando Sinop (MT) a Miritituba, distrito de Itaituba (PA).

A estrutura também inclui dois ramais: Santarenzinho, com cerca de 32 quilômetros, e Itapacurá, de aproximadamente 11 quilômetros.

A proposta é transformar a Ferrogrão em um importante corredor ferroviário para o escoamento de grãos, conectando a produção do Centro-Oeste aos terminais e rotas de exportação do Arco Norte.

Ferrovia é vista como alternativa para o transporte de grãos

Apesar do avanço na modelagem, a construção da Ferrogrão continua cercada por questionamentos ambientais e também provoca divergências dentro do setor ferroviário.

Entre representantes do setor produtivo, o empreendimento é defendido como uma alternativa para reduzir os custos de transporte de grãos do Centro-Oeste e ampliar a utilização das rotas de exportação pelo Norte do Brasil.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Transporte

Transporte hidroviário: o que faz um rio ser uma boa rota para cargas

Um rio pode oferecer condições naturais para a navegação, mas isso não significa que esteja automaticamente preparado para funcionar como uma rota regular de transporte de cargas. Para transformar um curso d’água em uma hidrovia, é necessário analisar uma série de características e garantir que as embarcações possam operar com segurança e previsibilidade.

Entre os principais aspectos avaliados estão a profundidade e largura do canal, velocidade da correnteza, características do leito, presença de pedras e outros obstáculos, além das variações provocadas pelos períodos de cheia e estiagem.

Rio e hidrovia não são a mesma coisa

Enquanto o rio é um curso natural de água, a hidrovia corresponde ao trecho que apresenta condições adequadas e, quando necessário, recebe intervenções e infraestrutura para permitir a navegação regular de embarcações.

Essa diferença é importante principalmente para o transporte de grandes volumes de mercadorias. No Brasil, as vias interiores movimentaram 145 milhões de toneladas de cargas em 2025, reforçando a importância do modal hidroviário para a logística nacional.

As condições de navegação, porém, podem variar durante o ano. Em períodos de seca, a redução do nível da água pode limitar o tamanho ou a capacidade das embarcações. Já a movimentação natural do rio pode provocar o acúmulo de lama, areia e outros materiais no fundo, diminuindo a profundidade do canal.

Dragagem ajuda a manter a profundidade

Para garantir a navegabilidade, diferentes intervenções podem ser necessárias. Uma das mais importantes é a dragagem, processo utilizado para retirar sedimentos acumulados no fundo do rio e manter a profundidade necessária para a passagem das embarcações.

Em determinados pontos, também pode ser realizado o derrocamento, que consiste na remoção de pedras e formações rochosas que representam obstáculos à navegação.

Essas ações permitem que o canal permaneça dentro dos parâmetros necessários para a operação de diferentes tipos de embarcações e cargas.

Sinalização orienta a navegação

Outro elemento essencial para uma hidrovia é o sistema de sinalização. Boias, balizas, faróis e faroletes ajudam a indicar o caminho e alertar sobre áreas que exigem maior atenção.

O balizamento estabelece os limites do canal navegável e auxilia os comandantes durante a operação, especialmente em curvas, passagens estreitas e regiões com obstáculos.

Além da via navegável, a infraestrutura logística também é fundamental. Terminais e instalações portuárias permitem o embarque e desembarque de mercadorias, além da transferência das cargas para caminhões, trens ou outros meios de transporte.

Tecnologia aumenta a segurança e a eficiência

O uso de tecnologia também contribui para o funcionamento das hidrovias. O monitoramento das condições de navegação permite acompanhar alterações no nível dos rios, identificar pontos críticos e antecipar a necessidade de intervenções.

Com informações atualizadas sobre a via navegável, operadores e autoridades conseguem planejar melhor as rotas, adequar as operações às condições do rio e reduzir riscos e imprevistos.

Assim, para que um rio se torne uma rota eficiente para o transporte de cargas, não basta ter água em quantidade suficiente. Navegabilidade depende da combinação entre condições naturais, manutenção, sinalização, infraestrutura e monitoramento constante.

Fonte: Ministério de Portos e Aeroportos.

Texto: Redação

Imagem: Divulgação/Alesp

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Logística

De um caminhão a operador logístico: a trajetória de crescimento da Segvale

O que começou em 2009 com um único caminhão dedicado ao transporte refrigerado se transformou, ao longo de 17 anos, em uma operação logística integrada. A história da Segvale Operador Logístico acompanha a evolução do setor e é marcada por investimentos em estrutura, tecnologia, frota e, principalmente, relacionamento com os clientes.

A empresa nasceu como Ice Fisch Transportes, criada por Ricardo Luis dos Santos para atender operações de transporte de alimentos refrigerados. Em agosto de 2017, a entrada de Luciano Bastos das Neves na sociedade marcou uma nova fase do negócio.

A partir da identificação de oportunidades no mercado, os sócios passaram a ampliar a atuação da empresa. O transporte deixou de ser a única frente e deu espaço a serviços de armazenagem, movimentação de cargas, operações portuárias e soluções logísticas integradas. “Mais do que ampliar uma transportadora, o objetivo era construir uma empresa sólida, capaz de oferecer soluções logísticas de alto nível, baseada em relacionamento, confiança e excelência operacional”, destaca Luciano, que além de sócio da empresa, atua como diretor comercial.

Estrutura para operações complexas

A expansão também pode ser observada na estrutura física. O primeiro armazém tinha 1.300 metros quadrados. Depois vieram ampliações para 3 mil e 5,5 mil metros quadrados, até chegar à atual sede, inaugurada em janeiro de 2026, com 7.400 m² e aproximadamente 6.500 posições porta-paletes.

Hoje, a Segvale conta com 62 colaboradores e uma frota própria de 34 conjuntos, além de uma rede de transportadores parceiros homologados. A operação atende aos estados de Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Goiás.

O portfólio inclui transporte de alimentos, saneantes, cosméticos, produtos correlatos, têxteis, lubrificantes, brinquedos, bebidas, matérias-primas e embalagens.

Na armazenagem, a empresa trabalha com produtos de diferentes segmentos, incluindo mercadorias sujeitas à regulamentação da Anvisa. Processos padronizados e sistemas de gestão garantem rastreabilidade desde o recebimento até a expedição.

Tecnologia e atendimento próximo

Entre os recursos utilizados estão o ERP e WMS da Escalasoft, para gestão administrativa, operacional e de estoques, e a plataforma OnixSat, responsável pelo rastreamento da frota em tempo real.

Outro serviço oferecido é o Cross Docking, modelo que permite receber, conferir, separar e expedir mercadorias em curto espaço de tempo, reduzindo a necessidade de armazenagem e tornando a distribuição mais ágil.

Um dos cases que marcou essa trajetória foi a operação realizada para a J. Macêdo entre 2017 e 2021, atendendo os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Para Luciano, a tecnologia é parte importante da operação, mas não substitui o relacionamento. “Nosso maior diferencial está no atendimento próximo e personalizado, realizado por uma equipe comprometida em entender as necessidades de cada cliente e atuar de forma preventiva”, afirma.

Crescimento com visão de longo prazo

O avanço da Segvale também aparece nos resultados. Em 2017, a empresa registrava faturamento aproximado de R$ 400 mil. Em 2025, ultrapassou R$ 32 milhões.

Para os próximos anos, a estratégia é manter os investimentos em infraestrutura, renovação da frota, tecnologia, pessoas e novos serviços, além de ampliar gradualmente a presença em novos mercados.

A meta é consolidar a Segvale entre os principais operadores logísticos do Sul do Brasil. Mais do que transportar e armazenar mercadorias, a empresa busca atuar como parceira estratégica de indústrias, importadores, exportadores e empresas de diferentes segmentos. “Mais do que movimentar mercadorias, queremos ser lembrados por movimentar negócios, conectar oportunidades e gerar valor em toda a cadeia logística”, finaliza Luciano. 

Texto: ReConecta News

Imagens: Segvale

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Transporte

Free Flow amplia desafios de cibersegurança no transporte de cargas

O pedágio Free Flow já faz parte da rotina de importantes corredores de transporte de cargas no Brasil. Ao substituir as tradicionais praças de pedágio por pórticos equipados com sensores e sistemas de identificação, o modelo permite que os veículos sigam viagem sem a necessidade de parar.

A mudança traz ganhos para a eficiência logística e para a fluidez do tráfego. Ao mesmo tempo, cria uma nova frente de atenção para empresas de transporte e embarcadores: a proteção das informações geradas a cada passagem.

Um levantamento citado da ANTT/ABCR aponta que 3% das rodovias concedidas no país já utilizam o modelo ou têm cronograma estabelecido para adotar o Free Flow até 2027.

Pórticos também são pontos de coleta de dados

Mais do que estruturas destinadas à cobrança automática, os pórticos funcionam como importantes pontos de coleta e processamento de dados.

Cada passagem pode gerar registros relacionados à localização, horário e características do veículo. Quando essas informações são analisadas em conjunto, também podem revelar aspectos da operação logística, como rotas, horários de entrega e padrões de deslocamento.

Em uma operação que envolve milhares de veículos e viagens, o conjunto desses registros pode formar um retrato detalhado e praticamente em tempo real da movimentação de cargas.

É justamente nesse ponto que a cibersegurança no transporte ganha importância. Tratar essas informações apenas como um problema de tecnologia da informação, solucionável com firewall, backup e outras ferramentas tradicionais, pode deixar de lado uma dimensão fundamental do risco.

Vazamento de dados pode chegar ao crime físico

Informações sobre o deslocamento de uma carga de alto valor têm potencial para ultrapassar o campo digital. Se indicarem onde determinado carregamento estará, em qual horário e por qual caminho, tornam-se também informações relevantes para a segurança física da operação.

A conexão entre uma vulnerabilidade cibernética e um incidente no mundo real pode ser direta. O acesso indevido a rotas e horários pode facilitar roubos de carga. Já a indisponibilidade de plataformas de monitoramento pode prejudicar o acompanhamento da frota.

Outro risco está na manipulação de informações. Um dado de telemetria adulterado, por exemplo, pode fazer com que uma equipe interprete de maneira equivocada uma situação envolvendo o veículo ou a carga.

O 2025 Global Cargo Theft Report, produzido pela BSI Consulting em parceria com o TT Club, aponta justamente para essa aproximação entre tecnologia e criminalidade. Segundo o levantamento citado, ocorrências de roubo de carga associadas ao vazamento de informações e ao envolvimento interno representam 22% dos casos globais.

Segurança precisa estar na arquitetura

A evolução do transporte conectado exige que a segurança cibernética seja considerada desde a concepção das soluções, e não apenas depois que os sistemas entram em funcionamento.

Medidas como criptografia, autenticação, controle de acesso e monitoramento precisam fazer parte da arquitetura tecnológica. Além dos servidores, a proteção deve considerar toda a superfície conectada à operação.

Isso inclui veículos, sensores, câmeras, APIs e fornecedores terceirizados, que podem representar portas de entrada para ataques ou pontos de exposição de informações.

Nesse cenário, proteger a infraestrutura digital significa também reduzir riscos que podem atingir diretamente cargas, motoristas e processos logísticos.

Compartilhar dados continua sendo necessário

A resposta ao risco não está em restringir indiscriminadamente o compartilhamento de informações. A logística moderna depende justamente da circulação de dados para aumentar a produtividade, antecipar problemas e melhorar a tomada de decisões.

O desafio está em estabelecer critérios para determinar qual informação deve ser compartilhada, com quem e para qual finalidade.

Uma das alternativas é o processamento na borda, ou edge computing. Nesse modelo, parte da análise acontece próxima ao local em que os dados são gerados, enquanto somente eventos ou informações considerados relevantes são enviados para a nuvem.

A estratégia pode diminuir a exposição de dados e, ao mesmo tempo, preservar recursos de inteligência operacional.

Inteligência artificial exige dados confiáveis

A expansão da inteligência artificial na gestão de frotas acrescenta outra dimensão ao problema: a integridade dos dados.

Não basta impedir que informações sejam roubadas. Sistemas capazes de apoiar decisões de maneira cada vez mais automatizada precisam receber dados íntegros e confiáveis. Caso informações de telemetria sejam alteradas, modelos e ferramentas de decisão podem produzir respostas equivocadas.

Ao mesmo tempo, dados sensíveis dos motoristas, incluindo CNH e informações pessoais, precisam permanecer protegidos contra acessos indevidos.

Quanto maior a conectividade da cadeia de transporte, menor é a distância entre uma falha digital e uma consequência física. Nesse contexto, proteger dados deixa de ser apenas uma questão de privacidade ou de infraestrutura de TI e passa a integrar a própria estratégia de segurança de cargas, motoristas e operações logísticas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Ecovias

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Portos

Aliança inicia operação de cabotagem na APM Terminals Suape

A Aliança Navegação e Logística iniciou, no dia 1º, uma nova operação na APM Terminals Suape, em Pernambuco. Com três escalas semanais, o serviço amplia a presença da companhia na cabotagem brasileira e reforça a ligação do Nordeste com portos das regiões Norte, Sudeste e Sul.

A nova operação passa a integrar a rede logística da empresa por meio dos serviços ALCT 1, nos trajetos Sul-Norte e Norte-Sul, e ALCT 2. A estrutura atende diferentes segmentos da indústria e do agronegócio, com transporte de alimentos, papel e celulose, plásticos, produtos químicos, máquinas e insumos industriais.

Cabotagem conecta Sul e Nordeste

A entrada da Aliança ocorre em uma rota estratégica para o abastecimento do Nordeste. Dados do mercado apontam que 49% das cargas transportadas por cabotagem com destino à região nordestina têm origem no Sul do Brasil.

Entre os principais produtos movimentados nesse fluxo estão cereais, sementes e grãos, que representam 13% das cargas. Na sequência aparecem plásticos, com 11%, e papel e celulose, também com 11%.

Os terminais de Itapoá, Itajaí, Imbituba e Navegantes, em Santa Catarina, concentram 20% das cargas que têm como destino Suape. Outros 11% dos volumes que saem desses portos catarinenses seguem para o Porto do Pecém, no Ceará.

Fluxo de cargas também ocorre no sentido inverso

A movimentação não se restringe ao transporte de mercadorias para o Nordeste. No sentido contrário, cargas embarcadas na região têm como destino diferentes estados brasileiros.

Nesse fluxo, sal, cimento e plástico estão entre os produtos de maior participação. Juntos, eles correspondem a 45% das mercadorias transportadas por navegação de cabotagem com origem no Nordeste.

A diversificação dos produtos movimentados reforça o papel da cabotagem como alternativa para o transporte de cargas entre diferentes regiões do país, especialmente em rotas de longa distância.

Aliança aposta no crescimento do mercado nordestino

Para Luiza Bublitz, presidente da Aliança Navegação e Logística, a operação na APM Terminals Suape está alinhada ao plano de expansão da empresa no Nordeste.

Segundo a executiva, a região apresenta potencial significativo para o avanço da logística marítima no Brasil. A nova escala, afirmou, aumenta as possibilidades de conexão entre empresas nordestinas e os principais mercados consumidores nacionais.

A companhia também avalia que a ampliação da malha pode contribuir para o desenvolvimento econômico regional ao oferecer novas alternativas para a movimentação de cargas e atender à expansão dos negócios de seus clientes.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/APM Terminals

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