Mercado de trabalho

Mercado Livre anuncia 28 mil novas vagas de emprego no Brasil em 2026

O Mercado Livre anunciou a criação de 28,2 mil novas vagas na área de logística ao longo de 2026 no Brasil. Com as contratações, a empresa deverá encerrar o ano com 78,1 mil colaboradores no setor logístico em território nacional, conforme informou a companhia nesta segunda-feira (6).

Na América Latina, a expansão elevará o quadro de funcionários da operação logística para aproximadamente 133 mil trabalhadores.

Expansão faz parte de investimento bilionário no Brasil

A abertura das novas vagas integra o plano de investimentos de R$ 57 bilhões anunciado pela empresa em março para fortalecer sua atuação no mercado brasileiro.

Além das contratações, o projeto prevê a inauguração de 14 novos Centros de Distribuição Fulfillment, ampliando a rede para 48 unidades no país. O crescimento representa um aumento de 50% na quantidade de centros logísticos em comparação ao ano anterior.

Cidades concentram maior número de oportunidades

As contratações estarão concentradas principalmente em municípios que já abrigam importantes operações logísticas da empresa.

As cidades com maior oferta de vagas são:

  • Cajamar (SP): 5,5 mil postos;
  • Araçariguama (SP): 2,5 mil vagas;
  • Governador Celso Ramos (SC): 2,4 mil oportunidades;
  • Campinas (SP): 1,6 mil vagas;
  • Extrema (MG): 930 postos de trabalho.

Crescimento do e-commerce impulsiona expansão

Segundo Patricia Monteiro de Araújo, diretora de Pessoas do Mercado Livre no Brasil, o país segue entre os maiores mercados de e-commerce do mundo, embora a participação das compras online ainda corresponda a cerca de 17% do varejo nacional.

A executiva destaca que fatores como entregas mais rápidas, redução do custo do frete e maior disponibilidade de produtos têm incentivado novos consumidores a comprar pela internet, além de aumentar a frequência de compras dos clientes já ativos. Nesse cenário, a ampliação da infraestrutura logística contribui para sustentar o crescimento da operação.

Aporte recorde fortalece logística, marketplace e serviços financeiros

O investimento de R$ 57 bilhões representa um aumento de 50% em relação ao valor aplicado pela companhia no Brasil no ano anterior e é o maior já realizado pela empresa no país.

Os recursos serão destinados principalmente à expansão da infraestrutura logística, ao fortalecimento do marketplace e ao crescimento do Mercado Pago, braço de serviços financeiros da companhia.

Na ocasião do anúncio do aporte, o vice-presidente executivo de Commerce do Mercado Livre para a América Latina, Fernando Yunes, afirmou que a empresa pretende manter o ritmo de investimentos após consolidar resultados recordes em participação de mercado e satisfação dos clientes.

Brasil permanece como principal mercado da empresa

O Brasil continua sendo o maior mercado do grupo na América Latina. Em 2025, o país respondeu por 52,6% da receita total da companhia, com faturamento líquido de R$ 84,5 bilhões, reforçando sua importância na estratégia de expansão do Mercado Livre.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Logística

Maersk moderniza contêineres refrigerados com tecnologia IoT e conectividade de última geração

A Maersk iniciou a modernização de sua frota de contêineres refrigerados (reefers) com a instalação de uma nova geração de dispositivos de Internet das Coisas (IoT). O objetivo da empresa é equipar todos os equipamentos refrigerados com a nova tecnologia ao longo dos próximos anos, ampliando a visibilidade das cargas e a eficiência das operações logísticas.

A iniciativa faz parte da estratégia de transformação digital da companhia para oferecer monitoramento mais preciso e maior disponibilidade de dados durante todo o transporte de cargas refrigeradas.

Monitoramento em tempo real ganha mais eficiência

Segundo Bruce Marshall, responsável pela área de cargas refrigeradas da Maersk, a atualização permitirá um fluxo de informações mais confiável durante toda a jornada dos contêineres.

A expectativa é que a nova infraestrutura ofereça acesso em tempo real aos dados da carga, atendendo à crescente demanda dos clientes da cadeia do frio por informações precisas sobre localização e condições do transporte.

Nova plataforma digital já está presente em 450 navios

Paralelamente à atualização dos contêineres, a Maersk conclui a implantação de uma plataforma de conectividade digital em cerca de 450 embarcações da frota.

De acordo com a companhia, essa infraestrutura servirá como base para futuras soluções inteligentes voltadas ao rastreamento, gerenciamento e otimização das cargas transportadas.

Bruce Marshall explica que a substituição dos diferentes modelos de dispositivos utilizados nos últimos anos permitirá padronizar a frota e oferecer uma experiência mais uniforme aos clientes.

Tecnologia deve ampliar serviços oferecidos aos clientes

Desde 2019, a empresa disponibiliza aos embarcadores a plataforma Captain Peter, ferramenta que acompanha a carga desde o lacre do contêiner até a entrega no destino final.

Com a nova geração de dispositivos IoT, a expectativa é ampliar as funcionalidades da solução, que deverá evoluir de um sistema de monitoramento para uma plataforma capaz de interpretar os dados coletados e fornecer recomendações inteligentes para apoiar a tomada de decisão dos clientes.

Segundo a Maersk, a melhoria na qualidade e na disponibilidade das informações será um dos principais diferenciais da atualização tecnológica.

30% da frota já recebeu os novos dispositivos

Até o momento, aproximadamente 30% dos contêineres refrigerados da empresa já foram equipados com a nova tecnologia.

Os novos dispositivos oferecem capacidade de processamento superior às versões anteriores e são compatíveis com redes 4G e 5G, mantendo também funcionamento em conexões 2G e 3G.

Além disso, contam com recursos aprimorados de segurança, atendem às normas da Organização Marítima Internacional (IMO) e utilizam painéis solares para geração de energia, garantindo operação contínua durante o transporte.

Digitalização fortalece a logística da cadeia do frio

Com a atualização tecnológica, a Maersk reforça sua estratégia de digitalização da logística refrigerada, oferecendo maior controle sobre as operações, mais confiabilidade no monitoramento das cargas e ferramentas que devem contribuir para aumentar a eficiência da cadeia de suprimentos global.

FONTE: Maersk
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de Santos deve atingir marca histórica de 100 milhões de TEUs em 2026

O Porto de Santos está prestes a alcançar um marco inédito na movimentação de contêineres. Ainda em 2026, o complexo portuário deverá chegar à marca acumulada de 100 milhões de TEUs (unidade equivalente a contêineres de 20 pés), consolidando sua posição como o principal hub logístico do Brasil.

O resultado reflete décadas de expansão da infraestrutura portuária, aumento da eficiência operacional e crescimento da movimentação de cargas conteinerizadas.

Movimentação de contêineres acelerou nas últimas décadas

Os primeiros contêineres começaram a ser movimentados no Porto de Santos na década de 1970. A inauguração do Tecon Santos, em 1981, colocou o terminal na liderança nacional desse segmento.

Até o início dos anos 2000, o porto movimentava cerca de 1 milhão de TEUs por ano. Desde então, investimentos em infraestrutura e modernização impulsionaram o crescimento da operação.

A entrada em funcionamento de terminais como BTP, Ecoporto e DP World Santos ampliou significativamente a capacidade do complexo, permitindo que a movimentação alcançasse 5,9 milhões de TEUs em 2025, volume 7,7% superior ao registrado no ano anterior.

Para 2026, a expectativa é superar a marca de 6 milhões de TEUs movimentados.

Tecon 10 deve ampliar capacidade do porto em 50%

O próximo salto na capacidade operacional deverá ocorrer com a implantação do Tecon 10, projeto considerado estratégico para o futuro do Porto de Santos.

O novo terminal terá potencial para ampliar em cerca de 50% a capacidade de movimentação de contêineres do complexo. O leilão que definirá a empresa responsável pela implantação e operação da estrutura deve ocorrer em breve.

Segundo o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, o desempenho demonstra a evolução da eficiência logística do porto e sua preparação para atender à crescente demanda do comércio nacional e internacional.

Porto também registra recordes na movimentação de cargas

Além do avanço na operação de contêineres, o Porto de Santos vem registrando resultados históricos na movimentação total de cargas.

Em 2025, o complexo alcançou 186,4 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde anual. O volume representa crescimento de 3,6% em comparação com 2024, quando haviam sido movimentadas 179,8 milhões de toneladas.

Os números reforçam o protagonismo do porto na logística brasileira e sua importância para o escoamento da produção nacional e das operações de comércio exterior.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

Confiança dos transportadores segue baixa diante das incertezas econômicas, aponta CNT

O Índice CNT de Confiança do Transportador Rodoviário de Cargas mostra que o setor continua operando em um cenário de cautela. A pesquisa, realizada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em parceria com federações estaduais, aponta que os empresários ainda demonstram baixa confiança no ambiente de negócios, apesar de expectativas um pouco mais positivas para os próximos meses.

O levantamento avaliou empresas de cinco estados — São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — e revelou que todos permaneceram abaixo dos 50 pontos no índice geral, nível considerado como indicativo de confiança.

Entre os principais fatores que preocupam os transportadores estão os juros elevados, o aumento dos custos operacionais, as incertezas econômicas e tributárias e as dificuldades para ampliar investimentos e expandir os negócios.

Expectativas melhoram, mas cenário ainda exige cautela

Embora a percepção sobre o momento atual seja predominantemente negativa, a pesquisa mostra que as expectativas para os próximos seis meses são mais favoráveis na maior parte dos estados.

Para a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, o estudo permite acompanhar as tendências que afetam o setor e contribui para orientar ações voltadas ao fortalecimento da competitividade do transporte rodoviário de cargas.

Segundo ela, o monitoramento da percepção dos empresários ajuda a identificar os principais desafios enfrentados pelas transportadoras em diferentes regiões do país.

Santa Catarina registra avanço na confiança

Entre os estados analisados, Santa Catarina foi o único a apresentar crescimento no índice de confiança.

O indicador geral passou de 38,7 para 44 pontos, avanço de 5,3 pontos percentuais em comparação ao segundo semestre de 2025. O índice de avaliação das condições atuais chegou a 33,7 pontos, enquanto o indicador de expectativas alcançou 49,2.

Apesar da melhora, o resultado permanece abaixo da linha de confiança, refletindo a continuidade das incertezas econômicas, regulatórias e institucionais que impactam o setor.

Minas Gerais lidera índice geral

Em sua estreia na pesquisa, Minas Gerais apresentou o maior índice geral entre os estados avaliados, com 47,2 pontos.

O destaque ficou para o indicador de expectativas, que atingiu 51 pontos, sendo o único acima da linha considerada positiva. Já a avaliação das condições atuais ficou em 39,5 pontos.

O resultado indica que, embora os empresários mineiros ainda enxerguem dificuldades no cenário atual, existe uma percepção mais otimista para o segundo semestre.

São Paulo atinge menor nível desde o início da pesquisa

No estado de São Paulo, o índice geral caiu para 41,2 pontos, o menor resultado desde o início da série histórica da CNT, em 2023.

A avaliação das condições atuais ficou em apenas 28,9 pontos, enquanto as expectativas para os próximos meses chegaram a 47,4.

Os empresários paulistas relacionam o desempenho ao ambiente econômico desfavorável, marcado por juros elevados, aumento dos custos, insegurança regulatória e desaceleração da atividade produtiva.

Rio de Janeiro mantém tendência de queda

O Rio de Janeiro registrou índice geral de 43 pontos, acumulando a segunda queda consecutiva na pesquisa.

O indicador das condições atuais atingiu 31,3 pontos e o de expectativas ficou em 48,9.

Entre os principais desafios apontados pelas empresas estão a instabilidade econômica e fiscal, o aumento dos custos operacionais, problemas de infraestrutura e questões relacionadas à segurança pública, como o roubo de cargas.

Rio Grande do Sul enfrenta dificuldades

No Rio Grande do Sul, o índice geral recuou para 42,4 pontos, queda de 4,3 pontos percentuais em relação ao levantamento anterior.

A avaliação das condições atuais ficou em 32,3 pontos, enquanto o índice de expectativas atingiu 47,5.

Os transportadores gaúchos destacam como principais obstáculos o aumento dos custos, a elevada carga tributária, a deficiência da infraestrutura, a falta de motoristas qualificados e a dificuldade de acesso ao crédito.

Pesquisa ouviu transportadoras de cinco estados

A sondagem foi realizada entre os dias 28 de maio e 21 de junho em parceria com as federações estaduais do setor: Fetransul (RS), Fetrancesc (SC), Fetcesp (SP), Fetranscarga (RJ) e Fetcemg (MG).

Nesta edição, o Espírito Santo também participou da iniciativa por meio da Fetransportes, mas o número de respostas obtidas não foi suficiente para divulgação dos resultados estaduais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

Seguro de cargas: novas regras da ANTT passam a valer e tornam contratação obrigatória

As novas regras para o seguro de cargas no transporte rodoviário entram em vigor nesta quarta-feira (1º), trazendo mudanças importantes para as empresas do setor. A partir de agora, transportadoras deverão comprovar a contratação dos seguros obrigatórios previstos na Lei nº 14.599/2023 para manter ativo o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC).

A exigência faz parte da Resolução ANTT nº 6.068/2025, que regulamenta o novo marco do transporte rodoviário de cargas no Brasil e reforça as medidas voltadas à segurança das operações.

RNTRC poderá ser suspenso em caso de descumprimento

Com a nova regulamentação, as empresas que não comprovarem a contratação das coberturas obrigatórias poderão ter o RNTRC suspenso, ficando impedidas de realizar o transporte de cargas até a regularização da situação.

Além da suspensão do registro, os transportadores também estarão sujeitos às penalidades previstas pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Lei prevê três seguros obrigatórios

A legislação estabelece a contratação de três modalidades de seguro de cargas, cada uma destinada a proteger diferentes riscos durante o transporte.

O RCTR-C (Seguro de Responsabilidade Civil do Transportador Rodoviário de Carga) oferece cobertura para prejuízos causados às mercadorias em casos de acidentes, como colisões, tombamentos e incêndios.

Já o RC-DC (Seguro de Responsabilidade Civil por Desaparecimento de Carga) protege contra perdas decorrentes de roubo, furto qualificado ou desaparecimento da carga transportada.

A terceira cobertura obrigatória é o RC-V (Seguro de Responsabilidade Civil de Veículo), destinado ao pagamento de indenizações por danos materiais e corporais causados a terceiros durante a operação de transporte.

Nova regulamentação busca fortalecer a gestão de riscos

Segundo Marcos Siqueira, presidente da Comissão de Transportes da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), as novas exigências representam um avanço para a profissionalização do setor de transporte de cargas.

Na avaliação do dirigente, a legislação amplia a cultura de gestão de riscos, fortalece a segurança das operações e aumenta a proteção tanto das cargas quanto dos transportadores e de terceiros envolvidos.

Ele destaca ainda que o seguro passa a ter um papel mais estratégico, contribuindo para a continuidade das atividades das empresas e oferecendo maior segurança jurídica ao mercado.

FONTE: Agência Infra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Infra

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Exportação

Exportação de farelo de soja ganha nova rota pelo Porto de Itaqui

O Brasil passa a contar com uma nova alternativa logística para impulsionar a exportação de farelo de soja. A operadora ferroviária VLI S.A. iniciará uma operação permanente de transporte do produto até o Porto de Itaqui, no Maranhão, ampliando a capacidade de escoamento e reduzindo a dependência dos portos do Sul do país.

A iniciativa busca solucionar gargalos logísticos em um momento de crescimento da produção nacional de farelo, resultado do aumento do processamento da soja para atender à demanda da indústria de biodiesel.

Nova rota ferroviária amplia capacidade de exportação

Segundo a diretora comercial da VLI, Carolina Hernandez Tascon, a empresa passará a operar o transporte de farelo de soja durante todo o ano pela ferrovia que liga importantes regiões produtoras ao Porto de Itaqui.

Até então, os embarques eram realizados apenas de forma pontual. Com a mudança, a operação se tornará contínua, oferecendo uma alternativa aos terminais portuários tradicionalmente mais congestionados das regiões Sul e Sudeste.

A nova rota atende áreas estratégicas da produção agrícola brasileira, incluindo Mato Grosso — maior produtor de soja do país —, além de Tocantins, Piauí e Bahia.

Produção crescente aumenta pressão sobre a logística

O fortalecimento da infraestrutura ocorre em um cenário de expansão da produção de farelo de soja no Brasil. O aumento do esmagamento da soja, impulsionado pela demanda da cadeia de biodiesel, tem elevado a oferta do coproduto destinado principalmente à fabricação de ração animal.

Com maior volume disponível para exportação, cresce também a necessidade de ampliar a capacidade de transporte, armazenagem e movimentação da carga.

De acordo com Carolina Tascon, a redução dos custos logísticos será determinante para elevar a competitividade do produto brasileiro frente à Argentina, atualmente a maior exportadora mundial de farelo de soja.

Outro fator considerado estratégico é a localização dos portos da região Norte, que oferecem menor distância marítima até a Europa, reduzindo custos e tempo de viagem para esse importante mercado consumidor.

Estrutura de armazenagem ainda é um desafio

Apesar dos investimentos realizados nos últimos anos para ampliar os embarques de soja e milho pelos portos do Norte, o farelo de soja exige instalações específicas para armazenamento e movimentação, já que precisa permanecer segregado de outras cargas.

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) alertou recentemente que, durante os períodos de safra, a elevada movimentação de soja no primeiro semestre e de milho na segunda metade do ano limita a disponibilidade de espaços para armazenagem, tornando a logística ainda mais desafiadora.

Empresas investem em novos terminais

Além da iniciativa da VLI, outras companhias também ampliam investimentos para fortalecer a infraestrutura de exportação.

As empresas 3Tentos Agroindustrial e Caramuru Alimentos desenvolvem um novo terminal de embarque em Miritituba, no Pará. A expectativa é que a estrutura entre em operação no último trimestre de 2026, ampliando a capacidade logística da região.

No caso da VLI, os primeiros testes com cargas de farelo de soja começam ainda neste mês. A empresa prepara áreas exclusivas de armazenagem em terminais ferroviários ligados ao corredor Norte. Os terminais portuários TPSL e Tegram, localizados no Maranhão, também passarão a operar com armazenamento e movimentação do produto.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dan Koeck

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Transporte

Transporte marítimo registra 2.818 incidentes em 2025, aponta relatório da Allianz

O transporte marítimo mundial registrou 2.818 incidentes e acidentes em 2025 envolvendo embarcações com mais de 100 toneladas brutas. O número representa uma redução de aproximadamente 16% em relação a 2024, quando foram contabilizados 3.353 casos.

Os dados fazem parte do relatório “Análise de Segurança e Riscos do Transporte Marítimo 2026”, elaborado pela Allianz Commercial, que avalia a evolução da segurança operacional e os principais desafios enfrentados pela navegação internacional.

Mediterrâneo e Mar do Norte concentram maior número de ocorrências

Entre as regiões analisadas, o Mediterrâneo Oriental e o Mar Negro lideraram o número de registros, com 622 incidentes ao longo de 2025.

Na sequência aparecem as Ilhas Britânicas, o Mar do Norte, o Canal da Mancha e o Golfo da Biscaia, que somaram 619 ocorrências. Juntas, essas áreas responderam por cerca de 44% dos casos registrados entre as dez regiões mais movimentadas do mundo.

Considerando o período entre 2016 e 2025, foram contabilizados 28.660 incidentes em escala global. Nesse intervalo, as Ilhas Britânicas e regiões adjacentes concentraram 5.953 ocorrências, seguidas pelo Mediterrâneo Oriental e Mar Negro, com 5.448 registros.

Falhas mecânicas seguem como principal causa dos acidentes

O levantamento mostra que falhas em máquinas e equipamentos continuam sendo o principal fator de risco para a navegação.

Somente em 2025, esse tipo de ocorrência foi responsável por 1.505 incidentes, equivalentes a 53% do total registrado no ano.

Na sequência aparecem as colisões entre embarcações, com 260 casos, além de incêndios e explosões (218) e encalhes (202).

Ao longo da última década, os problemas mecânicos responderam por 12.991 ocorrências, mantendo-se como a principal causa de acidentes marítimos no mundo.

Perda de embarcações atinge menor nível da década

Outro dado destacado pelo estudo é a redução das perdas totais de navios.

Em 2025, foram registrados 43 navios perdidos, o menor número anual observado durante todo o período analisado pela Allianz Commercial.

Apesar da melhora nos indicadores globais, algumas regiões continuam concentrando a maior parte das perdas. O sul da China, Indochina, Indonésia e Filipinas lideram esse ranking na última década, com 255 embarcações perdidas, reflexo do intenso fluxo marítimo nessas rotas comerciais.

Na sequência aparecem o Mediterrâneo Oriental e o Mar Negro, com 120 perdas, além da região formada por Japão, Coreia e norte da China, com 67 registros.

Navios de carga geral lideram estatísticas de perdas

Entre os diferentes tipos de embarcações, os navios de carga geral apresentaram o maior número de perdas entre 2016 e 2025, totalizando 328 unidades.

Também aparecem entre os mais afetados as embarcações de pesca (141), navios de passageiros (69), rebocadores (56) e navios químicos e de produtos (54).

Quanto às causas das perdas totais, os naufrágios responderam por 368 casos, o equivalente a 41% do total. Incêndios e explosões representaram 20% das perdas, enquanto os encalhes corresponderam a 19%.

Esses três fatores concentraram aproximadamente 80% de todas as embarcações perdidas no período.

Conflitos e riscos geopolíticos aumentam desafios para o setor

Embora os indicadores de segurança tenham apresentado melhora, a Allianz Commercial alerta que o transporte marítimo internacional enfrenta um cenário de crescente instabilidade.

Segundo o relatório, fatores como conflitos geopolíticos, interrupções em rotas estratégicas, envelhecimento da frota mundial e aumento dos custos de manutenção vêm ampliando os riscos operacionais.

O estudo destaca que cerca de 90% do comércio internacional depende do modal marítimo, tornando a segurança das operações um elemento essencial para o funcionamento da economia global.

Nesse contexto, a avaliação é de que o setor precisará priorizar cada vez mais a resiliência operacional, equilibrando eficiência, gestão de riscos e capacidade de adaptação diante de um ambiente internacional marcado por maior volatilidade.

Apesar dos desafios, o relatório aponta que a redução tanto dos incidentes quanto das perdas totais de embarcações em 2025 demonstra avanços importantes na segurança marítima, ainda que esses resultados permaneçam sob pressão diante das transformações geopolíticas e econômicas em curso.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mundo Marítimo

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Portos

Governador anuncia novos investimentos em infraestrutura para o Porto de São Francisco do Sul 

O Porto de São Francisco do Sul realizou na quarta-feira 1º de julho, data em que completa 71 anos, uma cerimônia para o lançamento de novos investimentos em infraestrutura, no valor de R$ 27 milhões, que serão custeados com recursos próprios da empresa estatal. O evento, na sede da empresa, teve a presença do governador Jorginho Mello e outras autoridades locais  

“O Porto é uma força viva aqui do Norte. Quando nós assumimos aqui não dava para andar, parecia um lixão, e hoje é um porto que vocês podem ver o zêlo, o capricho, os novos armazéns. E o Porto tem dado resultado, esses investimentos que nós estamos fazendo é do lucro do Porto. E na BR-280 nós estamos fazendo o quilômetro zero com o nosso dinheiro. O Porto cansou de esperar, está afogado e esse quilômetro que nós estamos fazendo, o quilômetro zero, é para desafogar e melhorar o fluxo, disse o governador Jorginho Mello.

Obras na BR-280 

Durante a solenidade, foi assinada a autorização para publicação do edital de contratação da empresa responsável pela obra de ampliação da BR-280, no trecho entre o acesso ao Porto de São Francisco do Sul e o acesso à Bunge.

A contratação tem valor de referência de R$ 11 milhões e contempla serviços de pavimentação, restauração, drenagem, obras de arte correntes, sinalização e intervenções complementares.

O projeto prevê a implantação de duas novas faixas de rolamento em cerca de 800 metros da BR-280 e outros 600 metros na Avenida Engenheiro Leite Ribeiro, que liga a rodovia federal ao porto. 

As intervenções abrangem 1,4 quilômetro de via, a partir do quilômetro zero da BR-280, em frente ao Terminal Santa Catarina (Tesc).

A obra tem como objetivo ampliar a capacidade de acesso ao complexo portuário, melhorar o fluxo de caminhões e contribuir para a movimentação de cargas. A execução está prevista para durar dez meses.

Três novos armazéns

O ato também contou com a inauguração de três novos armazéns para armazenamento de cargas na área operacional do porto. O investimento é de R$ 4,9 milhões. As três estruturas somam aproximadamente 15 mil metros quadrados de área de armazenagem, com cerca de 5 mil metros quadrados cada. 

De acordo com a administração portuária, a ampliação da área de armazenagem permitirá aumentar a capacidade de estocagem de cargas, otimizar o fluxo de entrada e saída de mercadorias e reduzir gargalos operacionais.

“Aumentamos em 20% da nossa capacidade de armazenagem, armazéns novos, todos regulares, com o que há de mais moderno, tecnologia de controle, autorizados pela Receita Federal. Eles serão utilizados para recepção de material importado, sobretudo aço, então a gente vê hoje aqui que já tem inclusive bobinas, já estamos utilizando esse armazém, mesmo agora na data da inauguração, isso vai ser muito importante para a produção industrial catarinense e brasileira na recepção desses insumos”, destacou o diretor-presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira.

Renovação do sistema de drenagem

Outro edital lançado prevê a contratação da empresa responsável pela elaboração dos projetos executivos e pela execução das obras de modernização, ampliação e reestruturação dos sistemas de drenagem pluvial e esgotamento sanitário do Porto. O valor de referência é de R$ 5,2 milhões.

A intervenção tem como objetivo separar definitivamente as redes pluviais e sanitárias, reduzir riscos de contaminação ambiental, melhorar o sistema de drenagem e atender às exigências ambientais.

Modernização do sistema de combate a incêndio 

Também foi assinado o edital para contratação da empresa que elaborará o projeto executivo e executará as obras de implantação, adequação, ampliação e modernização do sistema de combate a incêndio por hidrantes e sprinklers.

O valor de referência da contratação é de R$ 5,4 milhões. A obra busca ampliar a cobertura do sistema de prevenção e combate a incêndios, atender às normas do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina e reforçar a segurança das operações portuárias.

“O governador hoje está entregando mais obras, mais investimentos no Porto de São Francisco, um porto que vem crescendo muito, com a gestão do governador Jorginho e do Cleverton, é um porto diferenciado. Então Santa Catarina, através da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias e da administração do Porto de São Francisco, está fazendo uma administração ímpar e gerando mais empregos e desenvolvimento para Santa Catarina”, disse o secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral.

TEXTO: Agência de Notícias SECOM/Assessoria de imprensa do Porto de São Francisco do Sul
IMAGENS: Leo Munhoz/SecomGOVSC

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Portos

Porto de Paranaguá investe R$ 81,3 milhões em subestação para ampliar infraestrutura energética

O Porto de Paranaguá está investindo R$ 81,3 milhões na construção de uma moderna subestação de energia que irá reforçar a capacidade elétrica do complexo portuário e atender aos projetos de crescimento previstos para os próximos 30 anos.

A estrutura terá potência instalada de 60 megawatts (MW) e será conectada à rede em 138 quilovolts (kV). A execução ficará sob responsabilidade do Consórcio ETR, que terá prazo de até dois anos para concluir a obra.

Capacidade atenderá demanda equivalente a até 60 mil residências

Quando entrar em operação, a nova subestação terá capacidade de fornecimento de energia comparável ao consumo mensal de cerca de 30 mil a 60 mil residências, considerando uma média entre 150 e 250 kWh por imóvel.

Segundo a Portos do Paraná, o investimento foi dimensionado para acompanhar a expansão das atividades do terminal e garantir maior segurança no abastecimento elétrico das operações portuárias.

Projeto contempla futuras ampliações do complexo portuário

De acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, a infraestrutura foi planejada para suportar os novos empreendimentos previstos para o porto, entre eles a construção dos futuros píeres em T e em F, considerados estratégicos para o aumento da capacidade operacional.

Ligação direta com a Copel deve aumentar eficiência

Um dos principais benefícios do projeto será a conexão direta da subestação com a rede principal da Copel, eliminando a necessidade de fornecimento por meio de subestações intermediárias. A medida tende a aumentar a confiabilidade do sistema elétrico e reduzir perdas no abastecimento.

Para viabilizar a conexão, será necessária a modernização da rede elétrica, com a instalação de novos postes ao longo de aproximadamente quatro quilômetros de vias urbanas.

Com a nova estrutura, o Porto de Paranaguá reforça sua infraestrutura energética e cria condições para sustentar o crescimento da movimentação de cargas e dos investimentos previstos para as próximas décadas.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Portos brasileiros enfrentam desafios até 2035, aponta estudo inédito da Antaq

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) aprovou um estudo inédito que traça um panorama dos principais desafios que poderão impactar os portos brasileiros até 2035. Intitulado “Riscos Globais Portuários”, o levantamento reúne análises estratégicas para apoiar o planejamento de longo prazo diante de um cenário marcado por mudanças climáticas, transformações tecnológicas, instabilidade geopolítica e novas demandas do comércio internacional.

A iniciativa integra a Agenda Ambiental e de Segurança Aquaviária 2025-2026 e foi desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio de um acordo de cooperação técnica.

Estudo servirá de base para políticas públicas e investimentos

Após ser concluído, o material foi analisado pela Superintendência de ESG e Inovação (Sesgi) da Antaq e aprovado pela diretoria da agência. O objetivo é oferecer uma ferramenta de inteligência regulatória capaz de orientar decisões relacionadas a investimentos, gestão de riscos e formulação de políticas públicas para o setor portuário.

Segundo a Antaq, antecipar ameaças tornou-se fundamental para aumentar a capacidade de adaptação dos portos brasileiros e garantir maior eficiência diante das constantes mudanças no ambiente econômico global.

Pesquisa ouviu especialistas e adaptou metodologia internacional

Para elaborar o diagnóstico, os pesquisadores utilizaram como referência a metodologia aplicada pelo Fórum Econômico Mundial em seu relatório anual de riscos globais, adaptando-a à realidade brasileira.

O estudo reuniu revisão de literatura científica, análise de relatórios de sustentabilidade de portos nacionais e a contribuição de 125 especialistas e gestores do setor. Como resultado, foram produzidos um relatório técnico completo e uma versão executiva destinada a subsidiar decisões estratégicas.

Instabilidade política e falhas nas cadeias de suprimentos preocupam o setor

Entre os riscos considerados mais críticos para os próximos anos, o levantamento destaca:

  • instabilidade política;
  • conflitos geoeconômicos;
  • excesso regulatório;
  • aumento da carga tributária;
  • interrupções em infraestruturas digitais críticas;
  • falhas nas cadeias globais de suprimentos.

Outro dado relevante é que cerca de 74% dos riscos analisados permanecem classificados como elevados tanto no curto quanto no longo prazo, indicando que grande parte dos desafios possui caráter estrutural e exigirá ações permanentes.

Mudanças climáticas lideram os riscos para 2035

Na avaliação da Antaq, as mudanças climáticas representam a principal ameaça para o sistema portuário brasileiro na próxima década.

Entre os impactos previstos estão eventos climáticos extremos, elevação do nível do mar, erosão costeira, escassez de recursos naturais e os desafios relacionados à descarbonização do transporte marítimo, fatores que podem comprometer operações e investimentos em infraestrutura.

Digitalização amplia necessidade de segurança cibernética

O estudo também aponta que o avanço da transformação digital nos portos exige investimentos crescentes em segurança cibernética, proteção de infraestruturas críticas, integração de sistemas e qualificação profissional para acompanhar a expansão da automação e da inteligência artificial.

Na área econômica, permanecem como fatores de atenção a perda de competitividade, a elevada carga tributária, a insegurança regulatória e os reflexos das tensões geopolíticas sobre as rotas globais de comércio.

Recomendações buscam fortalecer a resiliência do setor

Além de mapear os riscos, o relatório apresenta medidas para aumentar a capacidade de resposta dos portos brasileiros. Entre as recomendações estão a adoção de estratégias de adaptação às mudanças climáticas, aceleração da modernização digital, criação de um sistema permanente de monitoramento de riscos, ampliação das parcerias com universidades e centros de pesquisa e incentivo ao desenvolvimento de soluções inovadoras.

O documento também defende mecanismos de financiamento para infraestrutura resiliente e programas de capacitação profissional, reforçando que a preparação para os desafios futuros dependerá da atuação integrada entre governo, autoridades portuárias, operadores e demais agentes da cadeia logística.

Segundo a Antaq, os resultados do estudo passarão a compor a base técnica utilizada na formulação de políticas regulatórias e poderão contribuir para decisões do Ministério de Portos e Aeroportos, além de subsidiar análises relacionadas aos contratos do setor e ao processo de modernização da infraestrutura portuária brasileira.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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