Logística

Governo prepara Plano Nacional de Logística para orientar o transporte no Brasil até 2050

O governo federal está desenvolvendo um novo Plano Nacional de Logística (PNL), que definirá as diretrizes do transporte e da logística brasileiros até 2050. A proposta busca projetar cenários de longo prazo e estabelecer prioridades estratégicas para ampliar a eficiência da mobilidade de cargas e pessoas no país.

Foco no transporte hidroviário
Responsável pela Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação — criada em abril do ano passado — Otto Luiz Burlier afirma que o documento pretende reforçar a relevância do modal hidroviário dentro da matriz de transportes. Ele destaca que esse tipo de transporte é significativamente mais eficiente e sustentável do que outras alternativas.

Segundo Burlier, o modal hidroviário é 80% menos poluente e 60% mais eficiente e barato do que o transporte rodoviário, além de carregar uma “agenda social natural”, com impacto positivo no desenvolvimento regional. O secretário acrescenta que o governo tem buscado dialogar com diferentes setores da sociedade para ampliar a compreensão sobre esses benefícios.

Debates sobre desafios e oportunidades
O avanço das políticas logísticas foi tema de mais uma edição do Logística no Brasil, série de eventos promovidos pelo Valor Econômico em parceria com a CBN. A edição mais recente ocorreu em Belém (PA) e reuniu autoridades e especialistas para discutir os principais desafios e oportunidades na infraestrutura de transportes.

FONTE: CBN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

Ler Mais
Portos

Brasil registra alta de 9,8% na movimentação portuária em outubro e mantém projeção de recorde anual

A movimentação portuária brasileira voltou a acelerar em outubro, quando os terminais do país atingiram 121,5 milhões de toneladas, um avanço de 9,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O levantamento, elaborado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) com base em dados da Antaq, mostra que o volume acumulado de janeiro a outubro chegou a 1,16 bilhão de toneladas, alta de 4% na comparação anual.

Contêineres impulsionam o resultado
O crescimento foi fortemente influenciado pelo desempenho da carga conteinerizada, que registrou aumento de 11,6% em outubro, alcançando a maior movimentação mensal da série histórica da agência reguladora. Os números fazem parte do Estatístico Aquaviário, divulgado nesta quarta-feira (10) pela Antaq.

Perspectiva de recorde histórico em 2025
Para o ministro Silvio Costa Filho, os resultados confirmam a tendência de avanço contínuo do setor ao longo do ano. Ele prevê que o Brasil baterá novo recorde portuário em 2025, superando em pelo menos 150 milhões de toneladas a marca registrada em 2022. Segundo o ministro, a expansão está diretamente relacionada à melhoria das condições econômicas, que ampliam a previsibilidade nas negociações internacionais, fortalecem a confiança dos investidores e contribuem para a geração de empregos.

Predomínio do comércio exterior
Entre janeiro e outubro, os portos brasileiros movimentaram mais de 830 milhões de toneladas destinadas ao comércio exterior, resultado 3,8% superior ao de 2024. A cabotagem somou 190,8 milhões de toneladas, representando 16,4% do total, enquanto o transporte por vias interiores respondeu por 115,4 milhões de toneladas, ou 9,9%.

Segmentos em destaque no ano
No acumulado de 2025, a movimentação de contêineres permanece entre os destaques, com crescimento de 5,3% e total de 136 milhões de toneladas. Os granéis sólidos seguem na liderança absoluta, alcançando 692,8 milhões de toneladas, enquanto os granéis líquidos somaram 275 milhões de toneladas.

Logística nacional segue em fortalecimento
Os indicadores de outubro reforçam a consolidação de uma logística mais eficiente e integrada, capaz de sustentar o avanço do comércio exterior brasileiro e impulsionar cadeias produtivas em todo o país. A continuidade desse movimento aponta para um ambiente operacional mais robusto e preparado para responder ao crescimento da demanda.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

Ler Mais
Portos

Porto Itapoá implementa estações para segurança e fluidez operacional no cais

Pinning Stations permitem que todo o trabalho envolvendo os pinos seja realizado em áreas controladas, afastadas da movimentação dos grandes guindastes

O Porto Itapoá deu mais um passo decisivo rumo à modernização de suas operações com a implantação das novas Pinning Stations, estruturas projetadas para tornar o processo de travamento e destravamento dos twistlocks, dispositivos que fixam os contêineres, mais seguro, padronizado e eficiente. Com isso, o terminal reforça seu compromisso com a segurança das equipes e a fluidez operacional no cais.

As Pinning Stations permitem que todo o trabalho envolvendo os pinos seja realizado em áreas controladas, afastadas da movimentação dos grandes guindastes (STS). Essa mudança reorganiza o fluxo, elimina riscos desnecessários e proporciona mais conforto para os profissionais responsáveis por essa etapa fundamental da operação.

“A adoção das Pinning Stations representa uma transformação profunda na rotina do cais. Estamos trazendo mais segurança e garantindo que nossos colaboradores trabalhem em um ambiente protegido, pensado para reduzir riscos e aumentar a eficiência”, afirma Sergni Pessoa Rosa Jr., diretor de Operações, Meio Ambiente e Tecnologia do Porto Itapoá.

Além do ganho em segurança, o terminal também destaca os avanços em padronização e rastreabilidade. Com a centralização do processo nessas estações, cada etapa passa a ser registrada e integrada ao sistema operacional (TOS), permitindo total controle, monitoramento e previsibilidade.

“A partir desse modelo, todo o fluxo de operação se torna mais consistente. Ganhamos ritmo, reduzimos interferências e elevamos o nível de organização no cais. É um investimento que reflete diretamente na qualidade do serviço prestado ao mercado”, explica Sergni.

A iniciativa também reforça os pilares culturais do Porto Itapoá, que coloca as pessoas no centro de suas ações. A implantação das Pinning Stations é considerada um marco tanto produtivo quanto humano.

“Mais do que produtividade, estamos fortalecendo nossa cultura de segurança. Cuidar das pessoas, oferecer condições adequadas de trabalho e investir em tecnologia que reduz a exposição ao risco são prioridades para nós. As Pinning Stations sintetizam esse compromisso”, completa o diretor.

Com a novidade, o Porto Itapoá avança na consolidação de um modelo operacional cada vez mais moderno, seguro e alinhado às melhores práticas internacionais, reafirmando sua posição entre os terminais mais eficientes do país.

TEXTO E IMAGENS: DIVULGAÇÃO PORTO DE ITAPOÁ

Ler Mais
Logística

Grupo ferroviário mexicano reforça que o modelo intermodal é o que funciona e reacende debate sobre o futuro das ferrovias na Argentina

O Grupo México, controlador da operadora Ferromex, reafirmou uma tese que há anos movimenta o setor: o intermodalismo é o modelo que realmente funciona, enquanto o sistema de open access ferroviário — defendido pelo governo argentino — não entregaria eficiência nem resultados sustentáveis. A companhia, classificada como ferroviária Classe 1 da América do Norte, apoia uma operação ferroviária vertical e integrada, modelo semelhante ao adotado nos Estados Unidos, Canadá e no próprio México.

Segundo a análise, o único ponto que nunca funcionou plenamente nas concessões mexicanas — vigentes há 31 anos — foi justamente o pequeno trecho operado sob lógica de “competição aberta”. Mesmo privatizado em condições semelhantes às da Argentina, o México consolidou um sistema com regras claras, forte presença do intermodal e ferrovias altamente rentáveis, consideradas fundamentais para a competitividade econômica do país.

Interesse em investir na Argentina contrasta com insistência no modelo europeu

Reportagens recentes indicam que a empresa mexicana tem interesse em disputar futuras concessões na Argentina, desde que sejam ofertadas de forma verticalizada. Enquanto isso, o governo argentino segue tentando dividir a rede ferroviária em sete operações independentes, aproximando-se do modelo europeu — considerado deficitário e dependente de altos aportes estatais.

A crítica central é que, apesar de defender o open access há mais de uma década, o governo não esclareceu se investirá os US$ 10 bilhões necessários para reconstruir metade da malha que pretende licitar. Paralelamente, governadores continuam pedindo atenção federal, em vez de reivindicar participação nas concessões com base na Lei 26.352, que permite às províncias integrar a configuração de corredores ferroviários.

AIMAS reforça que reorganização pode ser rápida

A AIMAS (Associação Intermodal da América do Sul) afirma que os mexicanos estão certos ao dizer que a rede argentina poderia ser reorganizada em 15 a 20 meses — ou até antes. Segundo a entidade, grande parte das ineficiências decorre de práticas operacionais ultrapassadas, que fazem trens demorarem dias em trajetos que deveriam levar apenas horas.

Com novo quadro técnico e maior contato com melhores práticas internacionais, a associação acredita que o país tem condições de acelerar mudanças estruturais.

Capacidade intermodal deve ser inserida antes da privatização

De acordo com estudos da AIMAS, a solução envolveria incorporar, ainda antes da privatização, especialistas de ferrovias Classe 1, 2 e 3, além de profissionais do setor intermodal rodoviário. Em seis meses, essa medida poderia gerar confiança, atrair investimentos privados e pavimentar uma privatização com dezenas de novos participantes — incluindo players internacionais.

A entidade lembra que o próprio Grupo México nasceu com visão comercial sólida: ao adquirir sua ferrovia nos anos 1990, buscou parceria com um dos sistemas ferroviários mais rentáveis do mundo para criar um negócio integrado, e não apenas transportar sua própria carga.

Setor privado deve impulsionar o Modelo 5F

A AIMAS defende que empresas de logística, transporte, carga e produção pressionem pelos princípios do Modelo Integrado 5F, voltado à Economia de Variedade e à ampliação do intermodalismo. O objetivo é eliminar a insistência no open access e construir um sistema ferroviário moderno, eficiente e conectado à demanda real.

Desafio de reconstrução e necessidade de escolher o padrão correto

A rede que o governo pretende conceder representa 7.700 km dos 15.700 km restantes fora da área metropolitana de Buenos Aires. Considerando projetos minerais, energéticos e novas ligações internacionais, a AIMAS estima que a infraestrutura necessária chegaria a 22.500 km.

Para a associação, o maior risco é reconstruir trechos com o padrão ultrapassado de 15 toneladas por eixo, que garante baixa rentabilidade. Em comparação, países como Brasil e México operam com 32,5 t/eixo, gerando receita líquida de até US$ 50 mil por km ao ano — enquanto o modelo antigo pode gerar perdas semelhantes.

A região andina e a rota bioceânica — conectando Santos, Campo Grande, Santa Cruz de la Sierra, Salta e Antofagasta — seriam altamente beneficiadas por um padrão moderno e pela futura unificação de trochas.

Oportunidade estratégica para toda a região

A AIMAS destaca que o interesse de um gigante ferroviário internacional, que opera sem depender de subsídios, abre uma oportunidade inédita para governadores, empresas e os cinco países vizinhos conectados ao Belgrano Cargas (Uruguai, Brasil, Paraguai, Bolívia e Chile).

Para a entidade, não se trata de um projeto arriscado, mas de uma necessidade econômica urgente para consolidar um sistema ferroviário integrado e intermodal.

FONTE: AIMAS
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/AIMAS

Ler Mais
Logística

Black Friday impulsiona crescimento das operações logísticas e fortalece e-commerce no Brasil

A Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (Abol) registrou um avanço significativo no volume de operações durante a Black Friday 2025. Segundo levantamento da entidade, as atividades de armazenagem, distribuição, controle de estoque e transporte de cargas cresceram, em média, 13% em comparação com o ano anterior. O tíquete médio dos produtos movimentados também aumentou, embora em ritmo menor, entre 5% e 6%.

Para Marcella Cunha, diretora executiva da Abol, o evento já está consolidado na estratégia das empresas que atendem tanto o e-commerce quanto o varejo tradicional. Ela ressalta que a edição deste ano reforçou a maturidade na relação entre operadores e consumidores, com maior compreensão dos desafios impostos pelo pico de demanda.

E-commerce lidera avanço nas vendas

O crescimento das operações logísticas foi impulsionado principalmente pelo comércio eletrônico. Dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) apontam que as vendas no varejo total subiram 1,9% na data promocional. O desempenho foi puxado por um salto de 16,1% no e-commerce, que alcançou recorde de transações, compensando a queda de 1,9% no varejo físico.

Para dar conta do aumento expressivo no tráfego de mercadorias, as empresas ampliaram equipes temporárias e reforçaram turnos de trabalho. A ID Logistics informou que todos os clientes de e-commerce atingiram — e até superaram — as expectativas de vendas.

Segmentos marítimos e cabotagem mantêm ritmo forte

No modal marítimo, a Santos Brasil destacou que o fluxo de bens de consumo permaneceu aquecido ao longo do ano. A empresa registrou alta de 3% nas importações de longo curso provenientes da Ásia e um crescimento expressivo de 19% na cabotagem, em comparação com 2024. A rota Manaus–Sudeste se destacou, especialmente no transporte de linhas brancas e produtos ligados à Black Friday.

Segundo a operadora, segmentos como o têxtil e o esportivo foram os principais responsáveis pelo aumento do volume movimentado.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Exportação

Anel Ferroviário do Sudeste deve impulsionar exportações do agronegócio e reduzir gargalos logísticos

A implantação da Estrada de Ferro 118 (EF-118), conhecida como Anel Ferroviário do Sudeste, tem potencial para transformar o escoamento da produção agrícola brasileira e reorganizar a cadeia de insumos do agronegócio. O projeto prevê até 575 km de extensão, conectando portos do Rio de Janeiro e do Espírito Santo à EFVM e à Malha Ferroviária do Sudeste (MRS).

Com leilão marcado para junho, a ferrovia deverá ligar Nova Iguaçu (RJ) a Santa Leopoldina (ES), ponto estratégico de integração com a EFVM. A primeira fase — entre São João da Barra e Santa Leopoldina — terá 246 km de trilhos e conclusão prevista para 2035. A etapa seguinte, conectando São João da Barra a Nova Iguaçu, será analisada após o início da operação inicial.

Investimentos e impacto na movimentação de cargas

Os investimentos previstos somam R$ 6,6 bilhões, entre recursos públicos e privados. A demanda estimada é de 24 milhões de toneladas por ano, contemplando carga geral, granéis líquidos, sólidos agrícolas e minérios.

Segundo João Braz, diretor de logística e terminais do Porto do Açu, a ferrovia deve ampliar a eficiência logística, permitindo a entrada de fertilizantes e a saída de grãos, reduzindo fretes de retorno vazios das regiões produtoras. A Firjan também avalia que a infraestrutura trará ganhos de competitividade.

Redução de gargalos e nova dinâmica portuária

Para Tatiana Gruenbaum, sócia-líder de infraestrutura da KPMG, a nova via deve aliviar gargalos rodoviários do Sudeste e reduzir o efeito “funil” em portos como Santos e Paranaguá. Além disso, amplia a diversificação logística do Rio e do Espírito Santo, tornando os portos capixabas mais atrativos para o agronegócio.

O Porto Central, previsto para iniciar operações em 2027 em Presidente Kennedy (ES), poderá receber granéis, fertilizantes, grãos, minerais, gás natural e cargas gerais. O terminal será implantado em fases, começando por uma área de granéis líquidos em águas profundas para transbordo de petróleo. O Porto de Ubu, operado pela Samarco, também tende a ser favorecido pela nova ferrovia.

Competitividade ampliada no Sudeste e no Centro-Oeste

De acordo com Braz, o Anel Ferroviário do Sudeste ajudará a reequilibrar o sistema portuário, reduzir custos de transporte e conectar de forma mais eficiente os portos a Minas Gerais e ao Centro-Oeste, regiões centrais na produção de commodities. O Complexo do Açu já amplia sua capacidade com novos terminais, obras em andamento e uma unidade de mistura de fertilizantes prevista para iniciar operações no próximo trimestre.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Inovação

Gestão da cadeia de custódia pode elevar segurança no transporte de cargas

A evolução das operações logísticas tem reforçado a importância de uma gestão mais profissionalizada da cadeia de custódia, especialmente em setores que movem produtos sensíveis, de alto valor e sujeitos a regulamentações específicas. Com diversas etapas de circulação e inúmeras interfaces operacionais, manter a integridade da carga depende cada vez mais do uso de tecnologias capazes de fornecer visibilidade contínua e dados confiáveis.

A Fractal, focada em segurança tecnológica para cadeias logísticas, destaca que integrar sensores, sistemas de rastreabilidade e análises de eventos oferece um controle mais inteligente do percurso, apoiando empresas na prevenção de perdas, na garantia de conformidade e no atendimento aos padrões exigidos pelo mercado.

Para José Roberto Mesquita, diretor executivo da empresa, a digitalização se tornou uma aliada estratégica da governança logística. “A inspeção visual já não é suficiente para sustentar operações complexas. Quando dispositivos e plataformas se comunicam, é possível validar cada etapa da custódia e responder rapidamente a inconsistências operacionais”, afirma.

Segundo o executivo, a gestão orientada a dados fortalece auditorias, reduz incertezas e melhora a tomada de decisão. “Informações estruturadas permitem identificar e corrigir desvios antes que se transformem em prejuízos. A prevenção passa a ser resultado de monitoramento inteligente, não apenas de intervenção reativa”, explica Mesquita.

A Fractal ressalta que interoperabilidade e histórico auditável ampliam a confiabilidade das operações, modernizando rotinas e contribuindo para uma logística mais segura, eficiente e alinhada a padrões nacionais e internacionais.

A empresa reforça que profissionalizar a cadeia de custódia é um movimento essencial para quem deseja garantir previsibilidade, proteger ativos e manter a continuidade operacional em um ambiente de negócios cada vez mais exigente.

TEXTO E IMAGEM: DIVULGAÇÃO FRACTAL

Ler Mais
Internacional

Argentina aposta na privatização ferroviária para ampliar exportação de grãos e minerais

A Argentina prepara uma ampla reforma no setor ferroviário para impulsionar a exportação de grãos e minerais. O plano prevê a privatização e modernização da rede, que hoje opera com infraestrutura antiga e pouco eficiente. A expectativa de líderes do agronegócio e da mineração é que a melhoria logística reduza pela metade os custos de frete das regiões mais distantes dos portos.

A primeira licitação será da Belgrano Cargas, responsável pelas três principais linhas de carga do país. Com edital previsto para o início do próximo ano, o projeto pode ampliar o escoamento de produtos estratégicos, como soja, milho, cobre e lítio, além de facilitar o envio de areia para a área de Vaca Muerta, maior reserva de xisto argentina.

A iniciativa integra o plano do presidente Javier Milei, que busca transferir estatais deficitárias para a iniciativa privada, atrair investimentos e recompor as reservas após anos de crise.

Logística ferroviária defasada

A modernização representará um desafio significativo. Segundo Alejandro Núñez, presidente da estatal Belgrano Cargas y Logística, o volume atual transportado por trem é menor do que o registrado nos anos 1970, apesar de a produção agrícola ter crescido quase seis vezes desde então.

A rede soma perto de 8 mil quilômetros e movimenta 7,5 milhões de toneladas por ano — 60% delas de origem agrícola. Com trilhos deteriorados, trens circulam lentamente, facilitando furtos de cargas e aumentando o risco de descarrilamentos. Outros 11 mil quilômetros de linhas permanecem totalmente inativos e também entrarão em licitação.

Hoje, apenas 5% da carga argentina segue por transporte ferroviário, muito abaixo dos 20% do Brasil e dos mais de 40% de Estados Unidos e Canadá.

Redução de custos e meta de exportações

O governo considera a recuperação das ferrovias essencial para cumprir a meta de elevar em US$ 100 bilhões o total exportado nos próximos sete anos. Até outubro, o país somava US$ 71,5 bilhões em vendas externas.

A privatização pode reduzir de forma significativa o custo logístico do norte e oeste do país até a região portuária de Rosário. Hoje, transportar uma tonelada da província de Salta para Rosário é mais caro do que enviá-la de Rosário ao Vietnã, segundo Gustavo Idígoras, da CIARA-CEC.

Núñez estima que serão necessários ao menos US$ 800 milhões para modernizar a infraestrutura. Entre os interessados na licitação estão o Grupo México Transportes (GMXT), que pretende investir até US$ 3 bilhões, um consórcio formado por gigantes do agronegócio como Bunge, Cargill e Louis Dreyfus, além da mineradora Rio Tinto. As empresas não comentaram oficialmente.

Impactos na produção agrícola e na mineração

De acordo com Alfredo Sesé, da Bolsa de Valores de Rosário, a queda no preço do frete ajudaria a expandir a produção agrícola no norte do país. Hoje, metade da safra argentina é colhida a mais de 300 quilômetros de Rosário. O transporte rodoviário custa entre 7 e 9 centavos de dólar por quilômetro por tonelada, enquanto o ferroviário fica abaixo de 5 centavos.

A mineração também deve ser favorecida. A Argentina é o quarto maior exportador global de lítio e possui novos projetos de cobre prestes a entrar em operação. Para Roberto Cacciola, presidente da Câmara Argentina de Empresas de Mineração, o setor depende de soluções logísticas capazes de garantir o abastecimento e o escoamento da produção.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Agustín Marcarian

Ler Mais
Comércio Exterior, Logística

Transmissão ao vivo da Reunião do Grupo de Sistemas Pró Modernização Logística de Comércio Exterior (Procomex)!

Não perca a última reunião do ano!

Acompanhe ao vivo pelos canais do YouTube da Receita Federal do Brasil e do Instituto Procomex.

Alguns dos temas que serão tratados:

• Admissão e nacionalização de Regime Aduaneiro Especial na Duimp

• Tratamento Tributário e seus fundamentos legais na Duimp

• Cronogramas de ligamento da Duimp e de desligamento do Siscomex LI/DI

• Controle Administrativo no NPI – Simulação

• API do Módulo LPCO

• Orientações da Anvisa para registro da Duimp

• Reforma Tributária na DI e na Duimp

🗓 Data: 10/12/2025

⏰ Horário: 14h às 16h

🔗 Para assistir, acesse os canais do YouTube da Receita Federal do Brasil e do Instituto Procomex.

FONTE: Receita Federal
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

Ler Mais
Portos

Incêndio em pá carregadeira mobiliza equipe no Porto de Santos

Uma pá carregadeira usada para movimentação de cargas pegou fogo no porão de um navio na manhã da última quinta-feira (4), no Porto de Santos, litoral de São Paulo. A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que o incidente não deixou feridos.

Combate rápido às chamas

O princípio de incêndio ocorreu no cargueiro Glyfada, atracado próximo ao Armazém 23. Imagens registradas por colaboradores mostram a tripulação e equipes do terminal atuando no combate ao fogo. De acordo com a APS, o incêndio foi contido rapidamente, sem causar danos significativos.

A embarcação, um graneleiro de bandeira de Malta, estava no porto desde a noite anterior, após vir de Vitória (ES). Em nota, a Hidrovias do Brasil afirmou que o fogo começou durante uma operação de limpeza e que, conforme os protocolos de segurança, os próprios colaboradores conseguiram controlar as chamas com agilidade. A empresa reforçou que não houve impacto para a carga nem para o navio.

Outro incidente recente no terminal

No fim de novembro, outro episódio chamou atenção no Porto de Santos. Uma carga de celulose despencou no porão de um navio após o rompimento do cabo de um guindaste durante o embarque. O vídeo registrado no local mostra o momento do estrondo, enquanto dois funcionários acompanhavam a operação. Ninguém ficou ferido.

A DP World, responsável pelo terminal onde ocorreu o acidente, informou que a movimentação foi interrompida imediatamente. O guindaste utilizado pertence a uma empresa terceirizada, cujo nome não foi divulgado.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook