Evento

Multimodal Nordeste 2026 reúne mais de 10 mil visitantes e fortalece Recife como referência em logística e comércio exterior

Foram três dias intensos de networking, geração de negócios, atualização profissional e troca de experiências entre os principais players da logística, do transporte e do comércio exterior. A terceira edição da Multimodal Nordeste, realizada entre os dias 4 e 6 de agosto, no Recife Expo Center, confirmou o crescimento do evento e sua importância no cenário nacional.

O ReConecta News acompanhou toda a programação de perto. Durante os três dias de evento, a CEO Renata Palmeira, percorreu os estandes, participou das palestras e conversou com empresários e especialistas para identificar as transformações que já estão impactando a cadeia logística. “A Multimodal Nordeste mostrou um mercado cada vez mais conectado à inovação, à sustentabilidade e à inteligência de negócios. Além de reunir grandes empresas, a feira proporcionou discussões estratégicas sobre os desafios do comércio exterior e da logística. É um ambiente que gera oportunidades, fortalece relacionamentos e antecipa tendências que farão a diferença nos próximos anos.”, afirma Renata Palmeira, CEO da ReConecta News.

Evento cresce 30% e amplia espaço para 2027

A edição de 2026 consolidou a Multimodal Nordeste como um dos principais encontros do setor no Brasil. Ao longo dos três dias, a feira reuniu 140 expositores, mais de 180 marcas e recebeu mais de 10 mil visitantes, registrando um crescimento de aproximadamente 30% em comparação com o ano anterior.

O resultado reforçou o potencial do evento como ambiente de negócios e levou a organização a anunciar uma nova ampliação para a edição de 2027.

Para a diretora da Multimodal Nordeste, Tatiana Menezes, o desempenho superou as expectativas. Segundo ela, a ampliação da estrutura, com a utilização de um novo pavilhão, foi fundamental para atender à crescente demanda das empresas e dos visitantes.

Já o diretor da feira, Rodrigo da Fonte, confirmou que a próxima edição será realizada entre os dias 3 e 5 de agosto de 2027, novamente no Recife Expo Center.

Feira impulsiona conexões e oportunidades de negócios

Mais do que apresentar soluções e tecnologias, a Multimodal Nordeste reafirmou seu papel como um ambiente estratégico para aproximar empresas, fortalecer relacionamentos e criar novas oportunidades comerciais.

Diversos expositores destacaram que contatos iniciados em edições anteriores evoluíram para contratos e parcerias concretas, comprovando que a feira vai além da exposição de produtos e serviços.

Entre eles, o diretor comercial da Raster, Odivan Faccin, ressaltou a qualidade do público presente e o ambiente favorável para novos negócios. “A feira está sensacional. Tivemos muito movimento, muitas perguntas, muito networking e uma grande troca de informações. É um evento que já está consolidado e certamente estaremos de volta.”

Conteúdo estratégico abordou os principais desafios da logística

Além da área de exposição, o Conecta Multimodal especialistas que discutiram os impactos da geopolítica internacional nas cadeias globais de suprimentos, os desafios da transição energética no transporte marítimo, o fortalecimento da cabotagem e a necessidade de colocar o cliente no centro das estratégias empresariais.

Um dos destaques da programação foi a palestra do diretor-executivo da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (Abac), Luiz Fernando Resano, que abordou os impactos das futuras exigências ambientais da Organização Marítima Internacional (IMO).

Segundo o executivo, a adoção de combustíveis mais limpos é inevitável, mas será necessário equilibrar sustentabilidade e competitividade. Ele alertou que, caso o transporte marítimo se torne significativamente mais caro, parte das cargas poderá migrar para o modal rodoviário, especialmente na cabotagem.

Experiência do cliente é diferencial competitivo

Encerrando a programação, o presidente da Associação Nordestina de Logística (Anelog), Fernando Trigueiro, destacou que a qualidade dos serviços depende cada vez mais da capacidade das empresas de compreender e atender as reais expectativas dos clientes.

Durante sua apresentação, ele alertou que atrasos, falhas de comunicação, promessas não cumpridas e equipes despreparadas afetam diretamente a percepção de valor das empresas.

Trigueiro também chamou atenção para a importância da tangibilidade — elementos como estrutura física, equipamentos, comunicação visual e apresentação das equipes — que influenciam diretamente a experiência do cliente e ajudam a construir uma imagem positiva da organização.

Recife fortalece posição no calendário nacional da logística

Com recorde de público, crescimento expressivo, expansão da área de exposição e uma programação voltada aos principais desafios do mercado, a Multimodal Nordeste 2026 encerrou sua terceira edição reforçando Recife como um dos principais polos de debates, inovação e geração de negócios para a logística e o comércio exterior no Brasil.

Para a ReConecta News, a participação no evento também reforçou seu compromisso de acompanhar de perto as transformações do setor e levar informação qualificada aos profissionais que movimentam a cadeia logística nacional.

Com informações da organização da Multimodal Nordeste, Folha de Pernambuco e Movimento Econômico.

TEXTO: REDAÇÃO

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Portos

TCP antecipa marca de 1 milhão de TEUs movimentados e reforça crescimento no Porto de Paranaguá

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, alcançou a marca de 1 milhão de TEUs movimentados em 2026 antes do registrado no ano anterior. O resultado foi atingido 10 dias mais cedo do que em 2025, refletindo o crescimento das operações e o aumento da demanda por movimentação de cargas.

O contêiner que simbolizou o marco foi embarcado durante a operação do navio VALOR, da MSC, embarcação que opera na rota entre o Brasil e a Europa.

Segundo o gerente comercial da TCP, Fabio Mattos, o desempenho é resultado dos investimentos realizados em infraestrutura, equipamentos e na ampliação da capacidade operacional do terminal.

“A antecipação desse marco demonstra que o Terminal está preparado para atender ao crescimento da demanda com eficiência. Os investimentos e o trabalho das equipes têm sido fundamentais para manter esse ritmo e buscar um novo recorde histórico em 2026”, destacou.

Melhor resultado mensal impulsiona desempenho do terminal

O avanço ocorre após um mês de julho de forte movimentação. No período, a TCP registrou 147,9 mil TEUs, o maior volume mensal do ano e um crescimento de 5% em relação ao mesmo mês de 2025.

Outro destaque foi a expansão da movimentação de contêineres refrigerados (reefer), utilizados principalmente para o transporte de carnes e alimentos congelados. Entre janeiro e julho, esse segmento cresceu 10%, passando de 80,3 mil para 88,4 mil unidades.

Operações rodoviárias, ferroviárias e marítimas seguem em expansão

Nos primeiros sete meses do ano, cerca de 379 mil contêineres passaram pelos acessos rodoviários do terminal, enquanto outros 62 mil foram movimentados por ferrovia, por meio de 774 composições ferroviárias.

A TCP destaca-se por ser o único terminal de contêineres da região Sul com ligação ferroviária direta ao pátio operacional, característica que amplia a integração entre os modais e melhora a eficiência logística.

No mesmo período, o terminal recebeu 597 navios e manteve sua posição como o maior concentrador de serviços marítimos do país, oferecendo 22 linhas semanais entre rotas de cabotagem e de longo curso, conectando Paranaguá a mercados das Américas, Europa, África e Ásia.

Exportações de carnes lideram crescimento da movimentação

O desempenho da balança comercial movimentada pela TCP foi impulsionado principalmente pelas exportações de carnes e produtos congelados. Entre janeiro e julho, o terminal embarcou 4,913 milhões de toneladas de cargas, resultado 10% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

As exportações de carne de frango e carne suína foram responsáveis por grande parte desse crescimento, elevando o volume transportado de 2,047 milhões para 2,344 milhões de toneladas.

Para acompanhar o aumento da demanda, a TCP segue ampliando sua estrutura destinada aos contêineres refrigerados. A previsão é elevar a capacidade de armazenamento de 5.280 para 5.500 tomadas elétricas ainda em 2026.

Papel, celulose e setor automotivo também avançam

Além das carnes, o segmento de papel e celulose apresentou crescimento de 9%, alcançando 623 mil toneladas movimentadas neste ano.

Nas importações, o destaque ficou para o setor automotivo, impulsionado pelo mercado de veículos elétricos e pela chegada de peças e componentes. O volume desembarcado atingiu 346 mil toneladas, alta de 8% em comparação com o mesmo período do ano passado.

A marca de 1 milhão de TEUs foi alcançada na última segunda-feira (3), consolidando o ritmo de crescimento da TCP e reforçando a expectativa de que o terminal encerre 2026 com o melhor desempenho de sua história.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Taxação da China preocupa mais a logística brasileira do que tarifas dos EUA, avalia CNT

A taxação imposta pela China sobre a carne brasileira gera maior preocupação para a logística nacional do que as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos. A avaliação é do presidente da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Vander Costa, que considera o mercado chinês mais relevante para o fluxo de exportações do país.

Em entrevista ao programa Conexão Infra, o dirigente explicou que a medida adotada pela China afeta diretamente um dos principais segmentos da pauta exportadora brasileira, enquanto o volume destinado ao mercado norte-americano tem participação mais limitada.

Queda nas exportações de carne já aparece nos indicadores

Os reflexos da redução das compras chinesas de carne bovina brasileira já começam a ser observados nos dados do comércio exterior. Informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam desaceleração nos embarques do produto.

Segundo Vander Costa, embora os Estados Unidos sejam destino de produtos industrializados de maior valor agregado, a quantidade exportada é relativamente pequena, o que reduz os impactos diretos das tarifas sobre a economia brasileira.

Negociação com os Estados Unidos é considerada estratégia adequada

Na avaliação do presidente da CNT, a decisão do governo brasileiro de manter o diálogo com os Estados Unidos é a alternativa mais adequada neste momento.

Ele também destacou a mobilização do setor empresarial em busca de soluções para reduzir os efeitos das novas tarifas e preservar a competitividade das exportações brasileiras.

Diversificação de mercados ganha força

Para minimizar os riscos provocados pelas barreiras comerciais, Vander Costa defende a ampliação dos mercados compradores dos produtos brasileiros. Segundo ele, a busca por novos parceiros comerciais na Ásia e na Europa, além do avanço do acordo Mercosul-União Europeia, pode abrir novas oportunidades para as exportações nacionais.

O dirigente também avalia que a política tarifária adotada pelos Estados Unidos pode ampliar a influência da China no comércio internacional ao estimular outros países a fortalecerem suas relações comerciais com o mercado asiático.

Setor produtivo já se preparava para novas tarifas

De acordo com o presidente da CNT, empresas brasileiras já vinham se preparando para um cenário de aumento das tarifas norte-americanas, o que ajudou a reduzir parte dos impactos provocados pelas medidas recentes.

Ainda assim, ele reforça que a taxação chinesa representa um desafio mais significativo para a logística, devido ao peso da China como principal destino de importantes produtos do agronegócio brasileiro.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Logística

Logística e transportes no Brasil exigem R$ 2,03 trilhões em investimentos, aponta CNT

O Brasil precisará investir cerca de R$ 2,03 trilhões para superar os principais gargalos da logística e da infraestrutura de transportes. A estimativa faz parte do Plano CNT de Transporte e Logística 2026, elaborado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), que reúne 2.837 projetos considerados prioritários em diferentes regiões do país.

O levantamento mostra que as deficiências na infraestrutura continuam elevando o chamado Custo Brasil, comprometendo a competitividade da economia e dificultando o crescimento de setores como a indústria, o agronegócio e o comércio exterior.

Segundo o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, o planejamento de longo prazo é essencial para promover uma infraestrutura mais integrada, eficiente e sustentável, reduzindo custos logísticos e ampliando a competitividade nacional.

Custos logísticos no Brasil superam os de economias desenvolvidas

O estudo revela que os custos logísticos brasileiros atingiram 15,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, praticamente o dobro do registrado em países desenvolvidos, como os Estados Unidos, onde representam cerca de 8% do PIB.

Na avaliação da CNT, parte significativa dessa diferença está relacionada à precariedade da infraestrutura, que reduz a eficiência do transporte de cargas, aumenta despesas operacionais e afasta investimentos.

Dependência das rodovias expõe desequilíbrio da matriz de transporte

Outro ponto destacado pelo levantamento é a forte concentração do transporte de cargas nas rodovias, responsáveis por 65,8% da matriz de transporte brasileira. O percentual é superior ao observado em outras economias de grande extensão territorial, como Estados Unidos, China, Austrália e países da União Europeia, que utilizam de forma mais equilibrada ferrovias, hidrovias e a cabotagem.

Além da concentração no modal rodoviário, o estudo chama atenção para a baixa cobertura de estradas pavimentadas. Apenas 13% das rodovias brasileiras possuem pavimentação, índice inferior ao registrado em países como China e Índia.

A situação da malha viária também preocupa. Dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025 indicam que 62,1% das estradas brasileiras apresentam condições classificadas como regular, ruim ou péssima. Quando analisada apenas a rede pública, esse percentual sobe para 72,8%.

Plano prevê investimentos em integração nacional e mobilidade urbana

Dos R$ 2,03 trilhões estimados pelo Plano CNT, a maior parcela será destinada a obras voltadas à integração do território nacional.

Os 2.509 projetos de integração somam aproximadamente R$ 1,5 trilhão, com destaque para investimentos em ferrovias, que concentram cerca de R$ 1,1 trilhão. Também estão previstos recursos para rodovias, hidrovias, portos, terminais logísticos e aeroportos.

Já os 328 projetos urbanos, orçados em R$ 518,4 bilhões, priorizam sistemas de transporte coletivo de média e alta capacidade, como metrôs, trens urbanos, VLTs, monotrilhos e corredores exclusivos de ônibus (BRT).

Investimentos seguem abaixo da necessidade apontada por especialistas

O estudo também evidencia a diferença entre a necessidade de investimentos e os recursos aplicados nos últimos anos. Enquanto o Banco Mundial estima que o Brasil deveria investir cerca de 3,7% do PIB por ano em infraestrutura de transportes para reduzir seu déficit, a média de investimentos federais entre 2015 e 2025 foi de apenas 0,15% do PIB ao ano.

CNT defende maior participação da iniciativa privada

Diante das limitações orçamentárias do setor público, a CNT defende a ampliação das concessões e das Parcerias Público-Privadas (PPPs) como alternativa para acelerar a modernização da infraestrutura brasileira.

A entidade ressalta, no entanto, que o avanço desse modelo depende de um ambiente regulatório estável, segurança jurídica, previsibilidade institucional e redução da burocracia.

Como parte da iniciativa, a CNT também lançou um painel virtual com consulta dinâmica aos projetos previstos no plano, oferecendo informações para gestores públicos, investidores e sociedade. A expectativa é que o estudo sirva de base para orientar políticas públicas capazes de reduzir o Custo Brasil, fortalecer a logística nacional e aumentar a competitividade da economia.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Agência Brasil

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Logística

Logística eficiente é essencial para manter a competitividade da indústria de Santa Catarina, alerta FIESC

A FIESC alerta que os desafios da logística em Santa Catarina representam um dos principais obstáculos para a manutenção da competitividade da indústria estadual. Apesar de contar com uma economia fortemente voltada ao mercado internacional e um parque industrial diversificado, o estado enfrenta limitações na infraestrutura de transporte que impactam diretamente os custos e a eficiência das operações.

Entre os principais entraves apontados estão o chamado Custo Brasil, além dos gargalos nas rodovias e nos acessos aos portos, fatores que elevam despesas, aumentam o tempo de deslocamento e reduzem a competitividade das empresas.

Rodovias sobrecarregadas afetam o escoamento da produção

Reconhecido pela eficiência de seu complexo portuário, Santa Catarina ocupa posição de destaque na movimentação de contêineres no país. No entanto, o transporte terrestre até os terminais portuários enfrenta dificuldades devido à necessidade de obras de manutenção, duplicação e melhorias em rodovias federais e estaduais.

De acordo com o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, diversas rodovias estratégicas para a economia catarinense operam constantemente próximas do limite de capacidade, cenário que provoca atrasos nas entregas, aumento dos custos com frete e maior incidência de acidentes.

Planejamento de longo prazo é apontado como prioridade

Para o presidente do Conselho de Infraestrutura e Transporte da entidade, Maurício Battistella, investir em uma logística eficiente é indispensável para garantir a permanência da indústria catarinense em um mercado cada vez mais competitivo.

Segundo ele, embora os portos catarinenses sejam reconhecidos pela eficiência, a precariedade das ligações rodoviárias compromete todo o fluxo de transporte de cargas e reduz a capacidade competitiva das empresas.

Debate na Logistique discutirá o futuro da logística catarinense

Maurício Battistella será um dos participantes de um painel durante a feira Logistique, marcada para o dia 11 de agosto. O encontro reunirá especialistas para debater os caminhos da infraestrutura logística de Santa Catarina até 2035.

Na avaliação do representante da FIESC, é fundamental que a logística seja tratada como uma política de Estado, com planejamento de longo prazo, investimentos para eliminar gargalos e integração entre rodovias, ferrovias e portos, garantindo maior fluidez no transporte de mercadorias e fortalecendo a presença dos produtos catarinenses nos mercados nacional e internacional.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Comércio Exterior

FIESC reforça parceria com o Paraguai para ampliar comércio exterior e rotas logísticas

A FIESC participa da missão oficial do Governo de Santa Catarina ao Paraguai com foco na ampliação das relações comerciais e no fortalecimento da integração econômica entre os dois países. A iniciativa pretende consolidar o país vizinho como um parceiro estratégico no Mercosul, incentivando novos negócios e ampliando o intercâmbio comercial na região.

Na noite de quinta-feira (6), a comitiva catarinense participou de um encontro com o embaixador do Brasil no Paraguai, José Antônio Marcondes de Carvalho, dando início à agenda institucional no país.

Portos de Santa Catarina são apresentados como alternativa logística

A delegação da FIESC é formada pelo presidente da entidade, Gilberto Seleme, e pela presidente do Conselho de Comércio Exterior, Maria Teresa Bustamante. Durante a missão, o grupo apresenta a estrutura e a eficiência dos portos de Santa Catarina como uma opção estratégica para a movimentação de cargas paraguaias destinadas à exportação e importação.

Segundo Gilberto Seleme, o estado reúne condições para se tornar uma referência logística para o comércio exterior do Paraguai.

“Santa Catarina tem potencial para se tornar a alternativa logística preferencial do comércio exterior do Paraguai. Queremos consolidar rotas competitivas que passem pelo nosso estado, permitindo que a movimentação de produtos e mercadorias importadas e exportadas pelo país vizinho utilize a alta capacidade e expertise dos portos catarinenses”, afirmou.

Agenda inclui autoridades do governo e do Congresso paraguaio

A programação oficial segue nesta sexta-feira (7) com reuniões entre a delegação catarinense e o ministro da Indústria e Comércio do Paraguai, Marco Riquelme, além dos vice-ministros Javier Viveros, da Indústria, e Eduardo Gustale, da REDIEX.

Parte da comitiva também será recebida pelo vice-presidente da República do Paraguai, Lorenzo Alliana Rodríguez.

Além dos encontros com representantes do Poder Executivo, a missão prevê reuniões com parlamentares paraguaios, incluindo o presidente da Câmara dos Deputados, Raúl Latorre, presidentes de comissões temáticas do Congresso e o governador do departamento de Misiones, Richard Ramírez.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Comércio Internacional

Tufão Dolphin coloca China em alerta e mobiliza evacuações na costa leste

A aproximação do tufão Dolphin levou a China a reforçar as medidas de prevenção e manter o alerta amarelo, o terceiro nível mais alto da escala meteorológica do país. A tempestade deve atingir a costa leste chinesa entre o fim de domingo (9) e a manhã de segunda-feira (10), com potencial para provocar ventos intensos, chuvas volumosas e impactos em áreas costeiras.

Segundo o Centro Meteorológico Nacional da China, o Dolphin, 13º tufão nomeado da temporada, segue pelo Mar da China Oriental em direção às províncias de Zhejiang e Fujian.

Na atualização mais recente, o sistema apresentava ventos sustentados entre 42 e 45 metros por segundo e pressão atmosférica mínima de aproximadamente 950 hectopascais. A previsão indica deslocamento para oeste entre 15 e 20 km/h, com possibilidade de manter ou até ampliar sua intensidade antes de alcançar o continente. Após o impacto, a tendência é que o fenômeno siga para oeste-noroeste, perdendo força gradualmente.

Ventos fortes e chuvas intensas preocupam autoridades

Os serviços meteorológicos alertam para condições severas no Mar da China Oriental e em áreas costeiras da região. Próximo ao centro do tufão, as rajadas podem ultrapassar 46 metros por segundo, enquanto outras áreas marítimas devem registrar ventos superiores a 28 metros por segundo.

Além da ventania, a previsão aponta acumulados expressivos de chuva, especialmente no norte de Taiwan e no litoral do leste chinês. A expectativa é que as precipitações mais intensas atinjam a costa chinesa a partir de domingo, aumentando o risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos de terra.

Províncias reforçam ações preventivas

Diante da aproximação do ciclone, governos locais intensificaram os protocolos de emergência. Em Zhejiang, foram suspensas ligações marítimas de passageiros, obras em áreas costeiras foram interrompidas e embarcações receberam orientação para buscar abrigo.

Mais de 10 mil moradores de ilhas próximas ao litoral já foram retirados preventivamente das áreas de risco.

Na província vizinha de Fujian, as autoridades ativaram o nível quatro de resposta a emergências, enquanto Guangdong adotou restrições à navegação no Estreito de Taiwan para reduzir os riscos durante a passagem da tempestade.

A preocupação das autoridades chinesas vai além dos impactos sobre a população. A aproximação do tufão também coloca em alerta o setor de comércio exterior, já que a costa leste da China concentra alguns dos maiores portos do mundo, responsáveis por grande parte das exportações e importações do país. Ventos intensos e mar agitado podem provocar a suspensão de operações portuárias, atrasos na atracação e saída de navios, cancelamento de rotas marítimas e impactos na cadeia logística global, afetando o transporte de cargas e o abastecimento de mercados internacionais.

Japão também sofre impactos do Dolphin

Antes de seguir em direção à China, o Dolphin provocou medidas de emergência no Japão. Na província de Kagoshima, mais de cinco mil pessoas receberam ordens de evacuação e mais de 600 voos foram cancelados, afetando cerca de 86 mil passageiros.

El Niño pode intensificar temporada de tufões

Especialistas da Administração Meteorológica da China (CMA) avaliam que o fortalecimento do El Niño deve tornar os tufões mais intensos ao longo de agosto, mesmo que o número de sistemas permaneça próximo da média histórica.

A expectativa é que entre dois e três tufões provoquem impactos significativos no país neste mês. Além disso, o fenômeno climático tende a favorecer ondas de calor mais frequentes e volumes de chuva acima do normal em diversas regiões chinesas.

Ainda há incertezas sobre a trajetória definitiva do Dolphin. Dependendo do deslocamento, o sistema poderá concentrar seus efeitos sobre Zhejiang, Fujian, Xangai e parte das províncias de Jiangxi e Anhui ou avançar mais ao norte, levando chuva para a Planície do Norte da China e contribuindo para amenizar a intensa onda de calor registrada na região.

O tufão chega em um período de eventos climáticos extremos no país, marcado por enchentes, deslizamentos de terra e ciclones que já provocaram mortes, grandes evacuações e elevados prejuízos em diferentes províncias. Como resposta, o governo chinês anunciou recursos emergenciais para apoiar operações de resgate, assistência às famílias afetadas e recuperação das áreas atingidas.

Com informações de Diário do Povo Online, Administração Meteorológica da China (CMA), Xinhua, Bloomberg, Global Times, SIC Notícias e Lusa.

Texto: Redação

Imagem: ilustrativa gerada por IA.

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Transporte

Abandono da ferrovia mudou a economia e transformou a realidade de Baturité, no Ceará

Durante décadas, a ferrovia foi o principal motor do desenvolvimento de Baturité, no interior do Ceará. O transporte de passageiros e mercadorias impulsionava o comércio, fortalecia a economia local e garantia renda para centenas de famílias. Hoje, porém, os trilhos abandonados e as antigas estações ferroviárias contam uma história diferente: a de um município que perdeu dinamismo após a desativação da malha ferroviária.

A antiga Estrada de Ferro de Baturité, inaugurada no século XIX, foi fundamental para o escoamento da produção agrícola, especialmente do café, conectando o interior ao Porto de Fortaleza. Na época, o município respondia por cerca de 2% das exportações brasileiras do grão, consolidando-se como um importante polo econômico do Estado.

Ferrovia impulsionava comércio e geração de renda

O movimento intenso de trens transformava a estação ferroviária em um centro de negócios. Agricultores, comerciantes e moradores aproveitavam a chegada das composições para vender frutas, hortaliças, tapioca, macaxeira e outros produtos típicos da região.

Segundo relatos preservados no Museu da Estação Ferroviária de Baturité, as tradicionais cestas de uvas produzidas na cidade eram um dos símbolos da economia local. O fluxo constante de passageiros e cargas movimentava toda a cadeia produtiva e beneficiava diversas famílias que dependiam diretamente da atividade ferroviária.

Desativação dos trilhos alterou a dinâmica da cidade

Com o enfraquecimento da cultura cafeeira e a redução gradual das operações ferroviárias, Baturité passou a enfrentar uma transformação econômica. O transporte de passageiros foi encerrado no fim da década de 1980, encerrando um ciclo que havia sustentado o crescimento da cidade por décadas.

Sem a circulação dos trens, feiras deixaram de existir, antigos armazéns perderam sua função e muitos trabalhadores precisaram buscar novas fontes de renda. Oficinas mecânicas, pequenos comércios e outras atividades passaram a ocupar espaços que antes eram dedicados ao setor ferroviário.

Além do impacto econômico, a mudança afetou tradições locais. Cultivos que dependiam do comércio realizado na estação, como a produção de uvas, praticamente desapareceram da paisagem urbana.

Trilhos abandonados refletem perda de desenvolvimento

Atualmente, boa parte da antiga malha ferroviária apresenta sinais de abandono. Trechos cobertos pela vegetação, dormentes deteriorados e estruturas históricas sem utilização evidenciam a falta de investimentos na infraestrutura ferroviária do Ceará.

Embora o Museu da Estação preserve parte dessa memória, moradores e pesquisadores defendem que a recuperação do patrimônio ferroviário e a criação de projetos voltados ao turismo podem contribuir para revitalizar a economia regional.

A expectativa também está relacionada à conclusão da Transnordestina, considerada estratégica para fortalecer a logística, ampliar o transporte ferroviário de cargas e estimular novos investimentos no interior cearense. Especialistas, no entanto, avaliam que a nova ferrovia dificilmente devolverá às cidades o papel econômico exercido pela antiga Estrada de Ferro de Baturité.

FONTE: Diário do Nordeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Nordeste

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Transporte

Latam Cargo amplia transporte aéreo de frutas do Brasil em 42% no primeiro semestre de 2026

A Latam Cargo registrou um crescimento expressivo no transporte aéreo de frutas do Brasil durante o primeiro semestre de 2026. A companhia movimentou 18,6 mil toneladas de cargas, volume 42,3% superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram transportadas 13 mil toneladas.

O desempenho foi impulsionado, principalmente, pela ampliação da conectividade entre o Brasil e a Europa, principal mercado de destino das frutas brasileiras embarcadas pela empresa.

Latam lidera mercado de transporte de frutas

De acordo com levantamento da WorldACD referente a abril de 2026, a Latam Cargo alcançou 37% de participação no mercado de transporte aéreo de frutas, consolidando sua posição como uma das principais operadoras logísticas para os exportadores brasileiros.

O resultado reforça a importância da companhia na ligação entre a produção nacional e os mercados internacionais, especialmente o europeu.

Europa concentra principais destinos das exportações

Entre os destinos com maior volume de cargas transportadas estão Lisboa, Londres e Madri, que lideraram as operações de exportação no semestre.

No Brasil, o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos concentrou cerca de 80% dos embarques realizados. Fortaleza respondeu por 11% das cargas, enquanto Recife e Viracopos, em Campinas, somaram juntos os 9% restantes.

Mamão lidera crescimento das exportações

O mamão foi a fruta que mais contribuiu para o avanço das exportações transportadas pela companhia no período. Também tiveram destaque produtos como manga, limão e abacate, que figuraram entre as cargas de maior volume embarcado.

Segundo Cláudio Torres, diretor Comercial da Latam Cargo na América do Sul, o crescimento demonstra a relevância da conectividade internacional para ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro.

De acordo com o executivo, a empresa segue investindo na expansão da capacidade operacional e em soluções logísticas voltadas ao transporte de cargas perecíveis, garantindo agilidade, confiabilidade e preservação da qualidade dos produtos até o destino final.

Mais voos fortalecem logística internacional

A ampliação da capacidade para a Europa foi um dos fatores determinantes para o crescimento das operações. O aumento das frequências de aeronaves cargueiras e da malha internacional de passageiros do Grupo Latam ampliou a oferta de espaço para exportações.

Entre os destaques está a rota entre São Paulo/Guarulhos e Amsterdã, que passou a contar com seis voos semanais desde abril de 2026.

Atualmente, a Latam Cargo conecta o Brasil a importantes centros logísticos europeus, como Londres, Paris, Frankfurt, Milão, Lisboa, Madri, Barcelona, Amsterdã, Bruxelas e Roma. Juntas, as operações para Madri, Paris, Barcelona e Lisboa responderam por 40% do crescimento registrado pela companhia no semestre.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Abu Dhabi Ports compra CLI por R$ 4,1 bilhões e estreia no mercado portuário da América Latina

A Abu Dhabi Ports (AD Ports) oficializou a aquisição da CLI (Corredor Logística e Infraestrutura) por US$ 835 milhões, valor equivalente a aproximadamente R$ 4,18 bilhões. A operação marca a entrada do grupo portuário dos Emirados Árabes Unidos no mercado da América Latina e representa o maior investimento já realizado pela companhia desde sua fundação, há cerca de duas décadas.

Do montante negociado, US$ 500 milhões correspondem à compra da participação acionária da empresa, enquanto o restante refere-se à assunção das dívidas da CLI.

A transação contou com assessoria do BTG Pactual e do escritório Machado Meyer pelo lado da compradora. Já a CLI foi representada pelo Citi, Pinheiro Neto e Lefosse.

Terminais movimentam cerca de 10% das exportações brasileiras

Com a aquisição, a AD Ports passa a controlar dois importantes terminais voltados ao escoamento de produtos agrícolas.

Os ativos estão localizados no Porto de Santos (SP), por meio do terminal CLI Sul, e no Porto de Itaqui (MA). Em 2025, as duas estruturas movimentaram mais de 17 milhões de toneladas de grãos e açúcar, volume equivalente a aproximadamente 10% de todas as exportações brasileiras desses produtos no período.

No mesmo exercício, a CLI registrou receita de cerca de R$ 1 bilhão. Apesar do faturamento, a empresa encerrou o ano com prejuízo líquido de R$ 12 milhões.

Negociação envolveu os dois acionistas da CLI

O processo de venda foi iniciado no começo de 2025, quando a CLI era controlada igualmente pela gestora brasileira IG4 e pela australiana Macquarie, cada uma com 50% de participação.

Embora a Macquarie não tivesse intenção inicial de se desfazer de sua fatia, a AD Ports iniciou as negociações no fim do ano passado com o objetivo de adquirir a totalidade da companhia, estratégia que acabou sendo concretizada.

Compra reforça estratégia de segurança alimentar dos Emirados Árabes

A aquisição está alinhada ao plano da Abu Dhabi Ports de fortalecer sua presença na cadeia global de abastecimento de alimentos.

Ao assumir o controle de uma infraestrutura relevante para o escoamento da produção agrícola brasileira, o grupo amplia sua participação em um dos principais corredores logísticos do maior exportador mundial de commodities agrícolas.

Essa não é a primeira iniciativa da companhia com esse perfil. Em 2022, a AD Ports adquiriu a empresa espanhola Noatum por US$ 645 milhões, ampliando sua atuação internacional em logística e infraestrutura com foco em mercados estratégicos.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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