Portos

Porto de Itajaí acelera preparação para receber navios de grande porte e avança na criação da Docas de Santa Catarina

O Porto de Itajaí segue avançando em duas agendas estratégicas que vão transformar sua capacidade operacional e fortalecer o papel de Santa Catarina no comércio exterior brasileiro: a preparação para receber navios de grande porte e o avanço institucional na criação da Docas de Santa Catarina, nova autoridade portuária federal.

Nesta terça-feira, em reunião realizada hoje em Brasília, o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, esteve com o Diretor-Presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA), Antonio Gobbo, reforçando a cooperação técnica entre as autoridades portuárias e o alinhamento com o Governo Federal.

Preparação para navios maiores

A CODEBA administra portos como Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus — todos aptos a receber navios de grande porte. O diálogo com a autoridade portuária baiana fortalece o processo de adaptação do Porto de Itajaí para ampliar calado, modernizar infraestrutura e garantir mais capacidade de atracação.

A chegada de embarcações maiores representa aumento da oferta de serviços, da movimentação de cargas e da competitividade regional. Mais cargas significam mais renda, mais trabalho e mais oportunidades para os trabalhadores portuários e para toda a cadeia logística de Itajaí e Santa Catarina.

Avanços na Docas de Santa Catarina

A criação da Docas de Santa Catarina avança sob coordenação do Governo Federal, seguindo o modelo de governança de portos públicos administrados pela CODEBA. A nova empresa será responsável por organizar, modernizar e fortalecer os portos catarinenses, garantindo estabilidade, planejamento e capacidade de investimento.

A Docas de Santa Catarina é uma diretriz do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e representa um marco de governança para o setor portuário, alinhado às necessidades da economia catarinense.

Compromisso com o futuro do Porto de Itajaí

O superintendente João Paulo reforça a importância da integração com o Governo Federal e com a CODEBA nesse processo:
“O alinhamento com o Governo Federal e a expertise técnica da CODEBA fortalecem a preparação do Porto de Itajaí para receber navios maiores e consolidam a criação da Docas de Santa Catarina. Estamos construindo um novo ciclo de desenvolvimento para o Porto e para a economia catarinense.”

Com essas ações, Itajaí avança para se consolidar como um dos portos públicos mais modernos do país, ampliando sua competitividade e garantindo mais emprego, renda e progresso para Santa Catarina.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Portos

Secretário Nacional de Portos debate transformações no mundo do trabalho em congresso da magistratura

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, participou entre 27 e 29 de novembro do IV Congresso Nacional e II Internacional da Magistratura do Trabalho, realizado em Foz do Iguaçu (PR). O evento, promovido pela Associação Brasileira dos Magistrados do Trabalho (ABMT) em parceria com a Academia Brasileira de Formação e Pesquisa (ABFP), reuniu especialistas para discutir transformações no mundo do trabalho e os desafios jurídicos e institucionais do setor.

Debate sobre o marco regulatório portuário
Além de integrar as discussões gerais, Ávila presidiu o painel “Trabalho Portuário: desafios e perspectivas”, que debateu aspectos trabalhistas relacionados à revisão do marco regulatório do setor portuário, atualmente analisado na Câmara dos Deputados por meio do PL 733. O encontro contou com a participação de Jacqueline Wendpap (Ceportos), Arthur Gersioni (Eldorado), José Adilson (FNE) e Sérgio Aquino (Fenop), que trouxeram contribuições sobre as mudanças esperadas para o setor.

Para o secretário, o Congresso funcionou como um espaço privilegiado de diálogo e construção coletiva. Ele destacou que o ambiente favoreceu a troca de experiências e permitiu apresentar a visão da Secretaria Nacional de Portos sobre temas estratégicos para o setor.

Reconhecimento ao trabalho institucional
Ávila ressaltou que o Ministério e a Secretaria receberam amplo reconhecimento pelos avanços na condução do debate trabalhista do novo marco regulatório. Segundo ele, o diálogo entre empresários e trabalhadores, que resultou em acordo sobre o capítulo trabalhista do PL, reforça o papel da pasta como agente de harmonização e pacificação dentro do setor portuário.

Temas estratégicos para portos e logística
O Congresso também promoveu discussões alinhadas à agenda de logística e infraestrutura do país, incluindo temas como sustentabilidade e transição energética, impactos das tecnologias emergentes nas relações trabalhistas, modernização da regulação para portos públicos, a atuação das autoridades portuárias e o avanço do ESG no setor portuário. Esses assuntos são considerados centrais para melhorar a competitividade, a eficiência e o desenvolvimento econômico regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Logística

E-commerce impulsiona boom de galpões logísticos no Brasil

O forte desempenho da Black Friday, no dia 28 de novembro, ajudou a explicar a explosão na ocupação de galpões logísticos por grandes empresas de e-commerce no terceiro trimestre. Juntas, as duas maiores plataformas responderam por 90% dos 656 mil m² alugados no período, segundo a consultoria imobiliária Binswanger.

O Mercado Livre, líder entre os varejistas online, contratou 415 mil m² em sete empreendimentos. Já a Shopee ampliou sua operação com 138 mil m² distribuídos em oito unidades.

Expansão inédita das gigantes digitais

Com a nova rodada de contratos, o Mercado Livre alcançou 3,39 milhões de m² de área logística no Brasil. Em 2020, eram apenas 236 mil m². O volume ultrapassou 1 milhão em 2021 e, entre 2023 e 2025, a expansão foi de 2,5 vezes.

A Shopee segue trajetória semelhante. A empresa já ocupa 1,23 milhão de m², ante somente 63 mil m² em 2021 – um crescimento quatro vezes maior entre 2023 e 2025. Em apenas cinco anos de atuação no país, a plataforma já supera operadoras tradicionais como Via Varejo (985 mil m²), Magazine Luiza (722 mil m²) e Amazon (709 mil m²).

“Essa expansão deve continuar avançando em um ritmo muito acelerado”, afirma Simone Santos, sócia-diretora da Binswanger Brasil. Para ela, ainda há muitas regiões do país a serem exploradas por essas empresas.

Shopee e Mercado Livre disputam galpões estratégicos

De acordo com a consultoria JLL, a Shopee assinou o maior contrato do trimestre ao dobrar sua área no complexo GLP Bandeirantes, em Franco da Rocha (SP), chegando a 157 mil m².
Fontes do setor afirmam que a plataforma chinesa entrou em uma nova fase, priorizando instalações de grande porte, após anos focada em estruturas menores voltadas ao last mile.

O Mercado Livre também mantém protagonismo ao assegurar ativos próximos à capital paulista, em um raio de 30 a 50 quilômetros, área considerada estratégica e difícil de replicar. “É uma disputa por território”, explica Santos.

Escassez de galpões limita novos concorrentes

A dificuldade de encontrar espaços bem localizados tem limitado a entrada de novos players no e-commerce, dizem executivos do setor. O Mercado Livre, por exemplo, já pré-locou áreas que só ficarão prontas em 2027 e 2028.

Segundo a Colliers, a taxa de vacância nos galpões logísticos caiu para 7% no fim de setembro. Com poucos imóveis disponíveis, cresce o número de contratos fechados ainda na fase de obras: dos 1,4 milhão de m² alugados até setembro, 404 mil m² estavam em estruturas em construção.
A Binswanger estima que 25% dos 1,9 milhão de m² previstos para entrega em 2025 já estejam pré-locados.

Preços sobem com a corrida por infraestrutura

A escassez de espaços aumentou o poder de negociação dos desenvolvedores. “A velocidade de expansão dessas empresas joga contra elas mesmas”, disse um executivo.
O preço médio do aluguel subiu de R$ 26,37 para R$ 27,78/m² em um ano.

Para reduzir custos e oferecer frete grátis, as varejistas buscam galpões cada vez mais próximos dos grandes centros consumidores. Mas os imóveis de maior qualidade seguem restritos e disputados, mantendo os proprietários em vantagem nas tratativas.
Mesmo assim, incentivos como carência de até seis meses e descontos nos primeiros anos têm sido oferecidos para garantir contratos com Mercado Livre e Shopee.

Infraestrutura logística mais sofisticada

Desenvolvedores afirmam que a exigência técnica das gigantes do e-commerce impulsionou a modernização do setor. Além dos chamados galpões “triple A”, com pé-direito de 12 metros e piso para 6 toneladas, a demanda agora inclui soluções ainda mais avançadas, como pátios otimizados para agilizar a movimentação de veículos.

Ter uma dessas gigantes como inquilina também valoriza o imóvel na hora de vender. Investidores tendem a pagar um “prêmio” por galpões ocupados por empresas vistas como pagadoras confiáveis e altamente integradas em tecnologia.

Empresas seguem expandindo

O Mercado Livre não comentou.
A Shopee informou que já possui 15 centros de distribuição, mais de 200 hubs logísticos e 3 mil agências para coleta e devolução. Segundo a empresa, sua capacidade de processamento de pacotes mais que dobrou em comparação com novembro de 2024.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Silvia Costanti/Valor

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Logística

Investimento bilionário impulsiona novo complexo logístico em Santa Catarina

O setor portuário de Santa Catarina mantém ritmo acelerado e reforça o papel do estado como um dos principais hubs logísticos do Brasil. No primeiro semestre deste ano, os portos catarinenses movimentaram mais de 32,2 milhões de toneladas de cargas — alta de 5,23% em comparação ao mesmo período de 2024. O desempenho supera amplamente o crescimento nacional, que ficou em apenas 1,02%, e coloca Santa Catarina na dianteira entre os estados do Sul, conforme dados da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, com base na Antaq.

No segmento de contêineres, o avanço foi ainda mais expressivo: 12,4%, somando 1,34 milhão de TEUs, equivalente a 19,2% da movimentação nacional. A Portonave, em Navegantes, responde por parcela significativa desse resultado, ao atingir 4,8 milhões de toneladas no semestre e seguir como o terceiro maior terminal de contêineres do país, atrás apenas de Santos e Paranaguá. A empresa confirmou um plano de R$ 1 bilhão em investimentos até 2026, com foco na expansão da capacidade operacional e na adaptação para receber navios de até 400 metros, reforçando o litoral catarinense como um dos corredores logísticos mais estratégicos da América do Sul.

Novo complexo logístico marca fase de transformação em Navegantes

O crescimento dos portos impulsiona diretamente o mercado de galpões industriais e parques logísticos, que vive um dos períodos mais aquecidos da história em Santa Catarina. A taxa de vacância está próxima de 3%, enquanto o valor do metro quadrado acumulou valorização superior a 300% na última década, segundo consultorias especializadas.

Entre os projetos que simbolizam essa nova etapa está o Ciway 470, um complexo logístico de padrão internacional em construção em Navegantes. Desenvolvido pela Ciway, do Grupo Saes, o empreendimento Triple A reúne certificação ambiental LEED e tecnologia IoT para gestão operacional. Com mais de 200 mil m² de área construída em um terreno de 250 mil m², o Ciway 470 é hoje a maior estrutura logística do Sul do Brasil. São 94 módulos flexíveis, variando de 1,8 mil a 6 mil m², destinados a operações de comércio exterior, e-commerce e transporte de cargas. O complexo está posicionado entre os portos de Navegantes e Itajaí, com acesso direto às BRs 101 e 470.

Estrutura sustentável e ambiente corporativo completo

O projeto prioriza práticas de logística verde, como reaproveitamento de água da chuva, iluminação em LED, ventilação natural e sistemas inteligentes de eficiência energética. A infraestrutura corporativa inclui centro administrativo, área gastronômica, lounge de convivência, quadra poliesportiva, ambulatório e um HUB corporativo de 5 mil m², com restaurantes, salas comerciais, heliponto e auditório.

Para Lucas Saes, diretor administrativo do Grupo Saes, o momento exige uma nova postura do setor:
“O avanço do setor portuário catarinense tem reorganizado toda a cadeia logística. Os novos complexos precisam oferecer infraestrutura integrada, reduzir custos e atender padrões ambientais internacionais.”

Ambiente tributário competitivo atrai novos investimentos

Além da localização estratégica e da infraestrutura avançada, Santa Catarina se destaca pelo ambiente tributário favorável. O estado opera com alíquotas reduzidas de ICMS, enquanto municípios como Navegantes praticam ISS de 2%, uma das menores taxas do país. Esses fatores têm atraído indústrias, operadores logísticos e centros de distribuição para o litoral norte.

“Quando falamos de infraestrutura logística, eficiência também está ligada à qualidade de vida das pessoas que fazem tudo acontecer”, completa Saes.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Grupo Saes/Divulgação/ND Mais

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Transporte

FIESC apresenta Agenda 2026 para a infraestrutura de transporte em Santa Catarina

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) irá apresentar, no dia 2 de dezembro, a Agenda Estratégica para a Infraestrutura de Transporte e Logística Catarinense 2026. O encontro está marcado para as 14h, na sede da entidade em Florianópolis, com transmissão ao vivo pelo canal da FIESC no YouTube.

Panorama completo da logística catarinense
O documento reúne uma análise detalhada das principais necessidades do estado nos modais rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário. A agenda destaca prioridades para melhorar a mobilidade, ampliar a competitividade e fortalecer a logística regional, temas considerados essenciais para o desenvolvimento econômico catarinense.

O que a Agenda 2026 propõe
A publicação traz um diagnóstico atualizado das condições de infraestrutura em Santa Catarina, aponta gargalos estratégicos e propõe ações para modernizar o transporte em todas as regiões. A iniciativa busca orientar políticas públicas e incentivar investimentos que atendam às demandas crescentes da indústria e da sociedade.

Para participar do evento presencialmente, faça a sua inscrição. 

Confira a programação: 
14h – Abertura e Apresentação Agenda Infraestrutura 2026 
Gilberto Seleme – Presidente da FIESC
Egídio Antônio Martorano – Presidente da Câmara de Transporte e Logística

14h30 – Avaliação de Obras Propostas para Repactuação da BR-101/SC -Trecho Norte: Análise da Adequação às Necessidades de Ampliação
Lucas Hernandes Trindade – Engenheiro de Tráfego

15h – Ferrovias Catarinenses – Ações do Governo do Estado 
Beto Martins – Secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias

15h30 – A CONFIRMAR – Benefícios e Desafios do Free Flow e Tecnologias para Rodovias
David Niíio – Gerente de Engenharia de Sistemas de ITs da Kapsch TrafficCom          América Latina

16h – Questionamentos e Comentários

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gilberto Souza/CNI

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Portos

Porto de Sines entra no radar de Suape para parceria estratégica transatlântica

O Complexo Industrial Portuário de Suape iniciou tratativas para uma parceria estratégica com o Porto de Sines, em Portugal. Localizado em Setúbal e reconhecido como o maior porto artificial do país, Sines possui águas profundas capazes de receber embarcações de até 350 mil toneladas. Além disso, é o porto europeu mais próximo do Nordeste brasileiro, com distância náutica inferior à de Roterdã, Antuérpia e Vigo.

Em 2024, Sines movimentou 1,9 milhão de TEUs, alcançando seu recorde histórico — desempenho bem acima dos 646.804 TEUs de Suape, que também registrou seu melhor resultado anual. O porto português figura entre os 15 maiores da União Europeia, ocupando a 14ª posição.

Sinergias logísticas e industriais
Armando Monteiro Bisneto, presidente de Suape, esteve em Lisboa para participar da 4ª edição da CONIBEN e, durante a viagem, visitou o Porto de Sines. Segundo o executivo, chamou atenção a semelhança entre os complexos: ambos integram áreas portuárias e industriais, possuem polos de energia, infraestrutura ferroviária em expansão e projetos em energias renováveis, além de manterem refinarias.

Bisneto afirmou que, ao retornar ao Brasil, terá uma reunião com os gestores portugueses para formalizar o diálogo. Para ele, Sines pode se tornar um aliado estratégico na integração logística transatlântica, ampliando a competitividade de Suape.

Concorrência regional e expansão de rotas
A movimentação de Suape ocorre em um momento em que o Porto do Pecém (CE) já avança na cooperação com Sines desde 2024. Durante o Brasil Export daquele ano, o então CEO da administração portuária portuguesa apresentou Sines como a “porta atlântica” das exportações brasileiras. Os acordos firmados com o Pecém e a CSN envolvem ligação ferroviária pela Transnordestina, operação no terminal de minérios da CSN no Ceará e a futura instalação de uma siderúrgica em território português — movimentos que devem impulsionar o fluxo de minérios e grãos do Brasil para a Europa.

Hub europeu para frutas brasileiras
Em abril de 2024, Sines firmou um protocolo com a Abrafrutas, que representa cerca de 80% das exportações brasileiras de frutas frescas. A proposta é transformar a região em um hub logístico e industrial para recebimento, processamento e distribuição de manga, melancia, uva e mamão, atendendo mercados da Península Ibérica, norte da África e outros destinos da União Europeia.

Para Suape, avançar nessa aproximação pode abrir portas para atrair cargas do Vale do São Francisco, hoje escoadas por outros portos nordestinos.

Sines como gateway europeu
A localização de Sines na Costa Atlântica reduz o tempo de travessia e torna os custos logísticos mais competitivos. Durante a Intermodal South America, em São Paulo, o porto foi novamente apresentado como gateway europeu para cargas brasileiras, reforçando sua relevância no comércio transatlântico.

CONIBEN: protagonismo pernambucano
A 4ª edição da Conferência Ibero-Brasileira de Energia acontece nesta semana, em Lisboa, reunindo lideranças do Brasil, Portugal e Espanha para discutir transição energética, descarbonização, energias renováveis, armazenamento e inovação tecnológica. A coordenação da edição de 2025 está a cargo do pernambucano Reive Barros, diretor da Acropólis Energia.

Tecnologia assistiva e inclusão no mercado de trabalho
O 2º Seminário Pernambucano de Tecnologia Assistiva discutirá soluções para ampliar a participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Especialistas abordarão formação profissional, práticas acessíveis e ferramentas tecnológicas que reduzem barreiras. O evento, promovido pela Proacessi Consultoria, acontece nos dias 9 e 10 de dezembro, na Uninassau – Derby.

Crescimento do mercado global da música
Segundo MIDiA Research e Mordor Intelligence, o mercado musical mundial deve alcançar US$ 110 bilhões até 2032. A expansão do setor independente, projetada para crescer 6,4% ao ano até 2030, reforça o protagonismo das chamadas “eu-quipes”, em que artistas atuam de forma mais autônoma. A produtora Thainá Pitta, com experiência em eventos como AFROPUNK e The Town, lidera o projeto Independentes, que oferece suporte técnico e direção artística a profissionais do setor, atuando entre Salvador, São Paulo e Rio.

FONTE: Folha de Pernambuco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de Pernambuco

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Portos

Movimentação nos portos do Paraná cresce e soma 61,2 milhões de toneladas até outubro

Os portos paranaenses registraram 61.213.363 toneladas movimentadas entre janeiro e outubro, impulsionados principalmente pela soja (13.015.446 t), pelo farelo de soja (5.517.043 t) e pelo açúcar a granel (4.660.606 t).

O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, afirma que o desempenho indica novo recorde. Segundo ele, o volume já representa 91,75% do total de 2024. A expectativa é fechar 2025 com mais de 70 milhões de toneladas movimentadas.

Milho puxa o avanço de outubro

O grande destaque do mês foi o milho, que atingiu 3.547.433 toneladas exportadas — salto de 275% em comparação a outubro de 2024 (945.174 t). Para o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira, o resultado reflete a forte produção estadual e a eficiência dos corredores de exportação, que operam sem filas ao longo do ano.

No total, foram movimentadas 5.867.284 toneladas em outubro, equivalentes a US$ 4,2 bilhões em valor FOB. A maior parte correspondeu às exportações, que somaram 3.552.621 toneladas. A soja em grão também teve alta relevante, alcançando 815.327 toneladas no mês.

Contêineres mantêm ritmo de expansão

A operação de contêineres registrou crescimento de 24% nos embarques, com mais de 890 mil toneladas enviadas por Paranaguá. No acumulado do ano, o volume ultrapassou 7,9 milhões de toneladas, variação positiva de 4%. As carnes de aves congeladas concentraram 25,8% das exportações nesse modal, totalizando 2.270.587 toneladas — posição que mantém Paranaguá como o maior corredor global de carne de frango.

O Porto segue líder nacional na exportação de óleo de soja, responsável por 63% dos embarques do produto no país até outubro, superando 860 mil toneladas destinadas ao mercado internacional. Nos granéis líquidos, foram 8.025.092 toneladas movimentadas no ano, crescimento superior a 3% sobre 2024.

Fertilizantes seguem como principais importações

Nos desembarques, os fertilizantes continuam liderando, com 916.109 toneladas recebidas em outubro — volume 18% inferior ao do mesmo mês de 2024. Ainda assim, no acumulado, o Paraná mantém a liderança nacional, com alta de 6% no ano.

O estado responde por pouco mais de 25% de toda a importação brasileira de fertilizantes. A meta, segundo Vieira, é se aproximar das 12 milhões de toneladas em 2025, comprovando a robustez da infraestrutura portuária.

Atracações e fluxo terrestre superam números de 2024

O número de atracações já ultrapassa todo o resultado do ano passado: foram 2.341 navios contra 2.298 em 2024. No pátio de triagem, o fluxo de caminhões cresceu 22%, com 444.177 veículos carregados com granéis sólidos, como soja e farelo.

O transporte ferroviário também avançou: a circulação de vagões aumentou 17% nos últimos 30 dias analisados, e o volume de cargas transportadas cresceu 33% em comparação com outubro de 2024. No acumulado do ano, há leve redução de 1% no número de vagões e queda de 0,4% nas cargas recebidas por ferrovia.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Tecnologia

Robôs humanoides no trabalho: o que sobra para os humanos na era da automação

A presença de robôs humanoides nos ambientes corporativos deixou de ser ficção científica. Em 2025, máquinas com braços e pernas já começam a circular por fábricas e centros de distribuição, caminhando ainda de forma limitada — mas real. Empresas como Agility Robotics, Tesla e Figure apostam na produção em escala desses sistemas, transformando modelos antes vistos apenas como demonstrações futuristas em equipamentos de logística prontos para testes no mundo físico.

Humanoides avançam, mas ainda são frágeis
Apesar do avanço tecnológico, esses robôs continuam longe de alcançar a desenvoltura humana. Eles caem, travam e enfrentam dificuldades para executar tarefas simples, sobretudo fora de ambientes controlados. No universo real — imprevisível e cheio de variáveis — a tecnologia ainda está aprendendo a lidar com complexidade.
Mesmo com as limitações, 2025 marca uma virada simbólica: a discussão deixou de ser “quando teremos um robô funcional?” e passou a ser “quanto custa colocar dezenas deles trabalhando na operação?”. A automação humanoide começa a ser tratada como infraestrutura e não mais como espetáculo tecnológico.

Promessas e limites da automação humanoide
As expectativas permanecem amplas. Esses robôs devem assumir tarefas repetitivas, aumentar a segurança industrial, otimizar custos e liberar profissionais para atividades mais criativas e estratégicas. Porém, o ritmo da revolução robótica será mais progressivo do que os vídeos virais sugerem.
A transformação acontecerá gradualmente — um avanço por vez, alternado com tropeços inevitáveis, como qualquer inovação que tenta replicar a complexidade do corpo humano.

O impacto real no emprego
O debate sobre “robôs substituindo empregos” ganha uma nuance mais realista. Em vez de substituir profissionais de forma ampla, a tendência é que as máquinas ocupem funções pouco desejadas, marcadas por repetição e baixa complexidade. Para muitos setores, isso pode significar um ganho de produtividade e até uma melhoria nas condições de trabalho.

Enquanto isso, competências humanas — como improviso, empatia, criatividade, interpretação de contexto e capacidade de adaptação — continuam sendo diferenciais impossíveis de replicar no curto prazo. Inteligência emocional, por exemplo, permanece muito distante das habilidades robóticas.

2025: entre expectativas e realidade
Os humanoides ainda não dobram roupas, não preparam café e tampouco entendem ironia. Misturam avanços sólidos com demonstrações cuidadosamente coreografadas, típicas de vídeos promocionais. Sua presença no mercado está consolidada, mas a promessa de que dominarão todas as funções ainda está distante.

O verdadeiro desafio para o futuro
Quando a automação enfim assumir as funções mais repetitivas, uma pergunta central permanecerá: o que faremos com o tempo livre que surgirá? Responder a isso pode ser tão desafiador — e transformador — quanto construir robôs capazes de subir escadas sem tropeçar.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cemile Bingol/Getty Images

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Logística

Shopee inaugura 15º centro de distribuição no Brasil e amplia capacidade logística

A Shopee anunciou a abertura de seu 15º centro de distribuição no Brasil, estruturado no modelo de cross-docking, no qual os produtos chegam à unidade, são roteirizados e seguem rapidamente para o destino final. Com capacidade para processar cerca de 400 mil pedidos por dia, o novo CD atenderá principalmente vendedores e consumidores de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A triagem será realizada por sistemas totalmente automatizados, com esteiras para agilizar o fluxo dos pacotes.

Além de fortalecer a operação logística da plataforma, a instalação deve impulsionar a economia regional, com a geração estimada de mais de 700 empregos diretos e indiretos. Segundo Rafael Flores, head de Expansão da Shopee, o novo centro integra a estratégia da empresa para ampliar sua malha logística e acompanhar o avanço do e-commerce no país.

Operação reforçada para o período de maior demanda

Em cinco anos de atuação no Brasil, a Shopee consolidou uma rede robusta, alcançando 15 CDs. No início de outubro, a empresa havia inaugurado seu 14º centro logístico, em São Bernardo do Campo (SP). A nova expansão ocorre justamente no momento de maior movimento do comércio eletrônico, impulsionado por datas como Black Friday e Natal. A plataforma projeta que 2025 será o ano com a maior temporada de compras desde sua chegada ao país.

Durante novembro, a Shopee dobrou o volume de cupons de desconto em comparação com 2023. Somente no evento 11.11, foram distribuídos R$ 20 milhões em cupons em um único dia. Para a Black Friday, a oferta será de R$ 16 milhões, incluindo cupons de até R$ 200 em Lojas Oficiais. A campanha mantém ainda os cupons de frete grátis para compras acima de R$ 10.

Rede logística da Shopee segue em expansão

Com a nova unidade, a Shopee passa a operar 15 centros de distribuição, sendo 13 de cross-docking e 2 de fulfillment, além de mais de 200 hubs de primeira e última milha. Cerca de 3 mil pequenos negócios atuam como Agências Shopee, servindo como pontos de coleta e retirada para vendedores e consumidores.

O fluxo logístico mantém o padrão já adotado pela empresa: após a compra ser confirmada, o vendedor prepara o pedido, que é coletado, separado, roteirizado e enviado para as unidades responsáveis pela entrega até chegar ao cliente.

FONTE: Ecommerce Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shopee/Ecommerce Brasil

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Logística

Taxas de frete marítimo desafiam a lógica mesmo com queda na demanda global

As taxas de frete de contêineres continuam surpreendendo o mercado. Mesmo com o enfraquecimento da demanda, os valores cobrados para transporte global seguem elevados. Dados mais recentes mostram que as importações dos Estados Unidos somaram 2,3 milhões de TEU em outubro, uma queda de 7,5% em relação ao ano anterior e leve recuo de 0,1% frente a setembro — apenas o segundo declínio para o mês em toda a última década.

As compras americanas de produtos vindos da China diminuíram 16% no comparativo anual, embora tenham crescido 5,4% na passagem mensal. A National Retail Federation projeta que as importações dos EUA devem cair abaixo de 2 milhões de TEU em novembro e dezembro e sofrer “uma nova queda mais acentuada” no primeiro trimestre de 2025. Apesar do novo acordo comercial entre Washington e Pequim, exportadores chineses ainda devem recorrer a intermediários para reduzir o impacto das tarifas impostas pelos EUA.

Frete dispara em outubro e novembro, mas volatilidade permanece

O Freightos Global Index registrou forte oscilação. A tarifa média global para um contêiner de 40 pés caiu para US$ 1.546 em 10 de outubro, mas subiu rapidamente para US$ 2.193 em 7 de novembro, alta de 42% em quatro semanas. Depois, recuou 1% na semana seguinte e mais 11% até 21 de novembro, estabilizando-se em US$ 1.937, ainda 4% acima do registrado quatro semanas antes.

Na rota China–Costa Oeste dos EUA, os preços atingiram o fundo de US$ 1.431 em 10 de outubro, mas avançaram para US$ 2.958 em 7 de novembro, salto de 107% impulsionado pelo acordo entre Donald Trump e Xi Jinping. Contudo, a tarifa despencou para US$ 1.903 em 21 de novembro, queda semanal de 32% e recuo de 6% no acumulado de quatro semanas.

O trajeto China–Costa Leste dos EUA seguiu padrão semelhante: após atingir US$ 3.015 em outubro, as tarifas subiram até US$ 3.734 em 14 de novembro, antes de cair para US$ 3.443 — redução de 8%. Analistas apontam que as companhias de navegação pioraram a pressão sobre os preços ao adicionar cerca de 12% de capacidade extra ao Pacífico em novembro com a entrada de novos navios, um movimento que deve se repetir nos próximos anos.

EUA perdem tração como destino: frete para a China cai ao menor nível histórico

Enquanto tarifas de exportação chinesa mostram volatilidade, o caminho inverso esfriou radicalmente. Os preços de frete dos EUA para a China recuaram para US$ 268 em novembro, o menor valor já registrado e 24% abaixo do observado quatro semanas antes — distante do pico de US$ 1.239 em junho de 2021.

Europa mantém demanda por produtos chineses com aproximação do Natal

O porto de Xangai movimentou 4,82 milhões de TEU em setembro, menos que agosto, mas acima do mesmo mês do ano anterior. Com a temporada de pico já superada, os volumes seguem firmes graças ao redirecionamento de exportações chinesas para mercados europeus.

O custo do frete China–Noroeste da Europa subiu de US$ 1.747 em 10 de outubro para US$ 2.480 em 14 de novembro, mantendo-se próximo desse nível no fim do mês — alta de 9% em quatro semanas. Na rota Ásia–Mediterrâneo, as tarifas avançaram 41% no período, chegando a US$ 2.998 em 21 de novembro, impulsionadas pela demanda do varejo europeu.

Rotas das Américas mostram sinais mistos

A tarifa Europa–EUA permaneceu estável em US$ 2.269 desde setembro. No sentido inverso, o valor caiu de US$ 667 em 7 de novembro para US$ 543 em 21 de novembro, alinhado à média anual de US$ 537.

Já a rota Europa–Costa Leste da América do Sul registrou leve alta, atingindo US$ 814, enquanto o trajeto Europa–Costa Oeste da América do Sul interrompeu uma queda de 13 semanas ao subir para US$ 2.359 — embora especialistas alertem que o mercado segue frágil e sujeito a novas baixas.

Frota global cresce e pressiona mercado

A frota de navios porta-contêiner iniciou novembro com 32,3 milhões de TEU, expansão de 6% no ano e menos de 1% da capacidade parada, segundo a Alphaliner. O orderbook supera 11 milhões de TEU, com entregas distribuídas pelos próximos 36 meses. Nos planejamentos estratégicos das companhias, temas como automação, integração logística e disputa por market share seguem centrais para 2025.

FONTE: Splash Extra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Splash Extra

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