Transporte

Free Flow desafia transportadoras e exige mais controle sobre pedágios eletrônicos

A ampliação do sistema Free Flow nas rodovias brasileiras está criando novos desafios para as transportadoras. Com a expansão do modelo de pedágio eletrônico sem cancelas em diferentes estados e sua inclusão em futuras concessões rodoviárias, empresas do setor precisam adaptar processos para acompanhar cobranças e evitar pendências financeiras.

Ao contrário do sistema tradicional, em que a tarifa é paga no momento da passagem, o Free Flow utiliza a identificação eletrônica dos veículos para registrar a travessia e gerar a cobrança posteriormente. Essa dinâmica exige maior atenção à gestão administrativa e financeira, especialmente para companhias que operam grandes frotas.

Crescimento do Free Flow acelera mudanças no transporte rodoviário

Levantamento da Sem Parar Empresas aponta que as transações realizadas por meio do sistema Free Flow cresceram 174% entre 2024 e 2026. Atualmente, existem 74 pórticos em funcionamento, administrados por 15 concessionárias em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Goiás e Rondônia.

Além da estrutura já instalada, o modelo também está previsto em novos projetos de concessões federais e estaduais, indicando uma tendência de expansão contínua do pedágio automático nas rodovias do país.

Controle operacional se torna mais complexo

Especialistas destacam que uma das principais mudanças para as transportadoras é a necessidade de monitorar digitalmente todas as passagens realizadas pelos veículos.

Sem sistemas adequados de acompanhamento, as empresas podem enfrentar dificuldades para identificar cobranças, cumprir prazos de pagamento e evitar acúmulo de débitos. O cenário aumenta a demanda por processos mais eficientes de rastreamento e gestão de tráfego.

Segundo Bruno Portnoi, CRO da Sem Parar Empresas, a digitalização trouxe ganhos de fluidez nas estradas, mas também transformou a forma como as organizações controlam suas operações. Agora, o acompanhamento das passagens depende de registros eletrônicos, exigindo maior visibilidade sobre rotas, horários e movimentação da frota.

Fragmentação das cobranças preocupa empresas

Outro desafio apontado pelo setor é a diversidade de plataformas utilizadas pelas concessionárias para realizar a cobrança das tarifas.

Como cada administradora opera seus próprios canais, portais e datas de vencimento, as transportadoras precisam acompanhar diferentes sistemas simultaneamente. Esse cenário aumenta o risco de atrasos, retrabalho administrativo e dificuldades no controle financeiro.

Para especialistas, a centralização das informações em plataformas integradas pode reduzir significativamente esses problemas, simplificando o gerenciamento das tarifas e melhorando a previsibilidade dos custos operacionais.

Segurança digital ganha importância

Com a expansão do pedágio eletrônico e o aumento do número de canais de cobrança, também cresceram os casos de golpes virtuais. Empresas do setor relatam tentativas de fraude por meio de falsos sites de pagamento e mensagens enganosas enviadas por SMS e aplicativos.

A recomendação é que os pagamentos sejam realizados apenas por canais oficiais das concessionárias ou por sistemas integrados reconhecidos pelo mercado.

Embora o governo federal tenha suspendido temporariamente a aplicação de multas relacionadas ao Free Flow, as tarifas continuam obrigatórias e deverão ser regularizadas até novembro. Para empresas que administram grandes frotas, a falta de acompanhamento pode gerar despesas extras e comprometer o planejamento financeiro.

Com a tendência de expansão do modelo nas futuras concessões rodoviárias, investir em ferramentas de gestão de pedágios, monitoramento de frotas e controle financeiro deve se tornar cada vez mais estratégico para o setor de transporte de cargas.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Transporte

Vida útil dos pneus de carga: como aumentar a durabilidade e reduzir custos no transporte rodoviário

Em meio ao aumento dos custos logísticos, a busca por formas de ampliar a vida útil dos pneus de carga tornou-se prioridade para transportadoras e caminhoneiros. A estratégia impacta diretamente o custo por quilômetro rodado, além de favorecer a recapagem de pneus e reduzir o descarte de materiais.

Manutenção de pneus é essencial para reduzir custos operacionais

Especialistas do setor destacam que ações simples de manutenção preventiva de pneus, como calibragem adequada e inspeções regulares, podem ampliar de forma significativa a durabilidade dos pneus e melhorar a eficiência das frotas.

Segundo o diretor comercial da Bridgestone no Brasil, Marcos Aoki, os modelos atuais são desenvolvidos para múltiplos ciclos de uso, desde que a estrutura seja preservada.

“Um pneu de carga premium é projetado para mais de um ciclo de vida. Quando a carcaça é bem conservada, a recapagem permite que o ativo continue operando com segurança e desempenho”, explica.

Recapagem de pneus depende dos cuidados na primeira vida útil

Embora a recapagem de pneus de carga ocorra em centros especializados, sua viabilidade começa ainda na estrada. A forma como o pneu é utilizado na primeira etapa de vida influencia diretamente sua reutilização futura.

Fatores como excesso de carga, pressão incorreta, desalinhamento e impactos podem comprometer a carcaça e inviabilizar o reaproveitamento.

“A recapagem depende diretamente do estado da carcaça. Cada cuidado na primeira vida do pneu impacta sua possibilidade de reutilização”, reforça Aoki.

Entre as principais recomendações estão o controle da pressão, alinhamento, balanceamento e rodízio periódicos, além do respeito aos limites de carga e da escolha correta do modelo para cada operação.

Inspeção de pneus ajuda a evitar falhas e acidentes

A inspeção frequente também é considerada fundamental na gestão de pneus de frota. A verificação de cortes, desgaste irregular, objetos presos e danos visíveis permite identificar problemas antes que evoluam para falhas mais graves, reduzindo riscos e custos.

Tecnologia amplia ciclo de vida dos pneus de carga

O avanço tecnológico tem contribuído para aumentar a durabilidade e o potencial de recapagem. A Bridgestone lançou no Brasil o modelo R289, voltado para eixos direcionais e livres em operações rodoviárias de longa distância.

De acordo com a fabricante, o pneu foi desenvolvido com foco na redução de temperatura de operação, desgaste uniforme e maior preservação da carcaça. O modelo ainda oferece garantia de até a terceira recapagem por meio da rede Bandag.

Economia circular e sustentabilidade no setor de transporte

A estratégia também se conecta à lógica de economia circular no transporte rodoviário. Dados da Reciclanip apontam que mais de 5,6 milhões de toneladas de pneus inservíveis tiveram destinação ambientalmente adequada no Brasil entre 2011 e 2024.

“As transportadoras buscam soluções que combinem eficiência, redução de custos e sustentabilidade. O desenvolvimento dos pneus hoje considera todo o ciclo de vida da carcaça”, afirma Aoki.

Cuidados essenciais para aumentar a vida útil dos pneus de carga

A Bridgestone lista cinco práticas fundamentais para preservar a performance e ampliar a durabilidade dos pneus:

  • Calibragem correta de pneus – pressão inadequada acelera o desgaste, aumenta o consumo de combustível e pode comprometer a estrutura.
  • Alinhamento, balanceamento e rodízio – evitam desgaste irregular e aumentam a quilometragem.
  • Respeito aos limites de carga – excesso de peso eleva a temperatura e reduz a vida útil.
  • Escolha adequada do pneu de carga – produtos compatíveis com a operação garantem melhor desempenho e recapabilidade.
  • Inspeções frequentes de pneus – ajudam a identificar cortes, deformações e desgastes antes de falhas graves.

Eficiência e sustentabilidade caminham juntas

Para a indústria, prolongar o uso dos pneus antes da reciclagem é uma etapa estratégica para reduzir resíduos, otimizar recursos e tornar o transporte rodoviário mais sustentável e eficiente.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Exportação

Exportação de diesel russo pode ser suspensa e gerar impactos no mercado brasileiro

A possibilidade de um veto às exportações de diesel russo acendeu um alerta em mercados que dependem do combustível produzido pelo país. Entre eles está o Brasil, atualmente um dos principais compradores do derivado e maior destino do diesel exportado pela Rússia na América Latina.

A medida está sendo analisada pelo governo russo como forma de controlar os preços internos dos combustíveis e enfrentar problemas de abastecimento provocados pelos recentes ataques da Ucrânia à infraestrutura energética do país.

Ataques a refinarias pressionam produção de combustíveis

Segundo autoridades russas, os bombardeios e ataques com drones contra refinarias e instalações estratégicas afetaram significativamente a produção de derivados de petróleo. Consultorias locais apontam que a fabricação de combustíveis, incluindo gasolina e diesel, chegou a registrar queda expressiva nas últimas semanas.

O vice-primeiro-ministro da Rússia, responsável pela coordenação do setor energético, indicou que o governo estuda diferentes alternativas para equilibrar a oferta doméstica. Entre elas estão restrições às exportações e a adoção de novas tarifas para vendas ao exterior.

Caso sejam implementadas, essas medidas podem elevar os custos do combustível para importadores internacionais.

Brasil depende cada vez mais do diesel vindo da Rússia

Desde o início da guerra entre Rússia e Ucrânia, em 2022, o Brasil ampliou significativamente as compras de diesel russo, atraído pelos descontos oferecidos após as sanções impostas por países ocidentais.

Atualmente, o produto tem participação dominante nas importações brasileiras do combustível. Em maio, aproximadamente 75% do diesel desembarcado no país teve origem na Rússia, enquanto os Estados Unidos ocuparam posição bem mais modesta entre os fornecedores.

O cenário reforça a importância estratégica do combustível russo para o abastecimento nacional.

Transporte rodoviário aumenta sensibilidade do mercado brasileiro

A economia brasileira possui forte dependência do transporte rodoviário para a circulação de mercadorias, o que torna o diesel um insumo essencial para diferentes setores produtivos.

Embora a Petrobras responda por cerca de 70% da oferta nacional do combustível, o restante é complementado por importações. Dessa forma, qualquer redução na disponibilidade internacional ou aumento nos preços pode repercutir diretamente nos custos logísticos e de transporte.

Brasil está entre os maiores compradores do diesel russo

Com a reconfiguração do comércio global de energia após as sanções europeias, o Brasil passou a ocupar posição de destaque entre os destinos do diesel exportado pela Rússia.

Levantamentos internacionais apontam que o país absorveu cerca de 11% das exportações russas do derivado desde a implementação das restrições impostas pela Europa. O percentual fica próximo ao registrado pela China, enquanto a Turquia lidera a lista dos principais compradores.

No caso do petróleo bruto, os maiores mercados para a Rússia continuam sendo China e Índia.

Crise de abastecimento preocupa autoridades russas

Além das perdas na produção, os danos causados à infraestrutura energética afetaram a distribuição de combustíveis em algumas regiões russas. Relatos apontam dificuldades de abastecimento, filas em postos e limitação na venda de gasolina e diesel em áreas mais afetadas.

O governo também enfrenta desafios relacionados ao reparo de refinarias e terminais atingidos pelos ataques, fator que contribui para a pressão sobre a oferta doméstica.

Mercado global acompanha cenário com atenção

A possível suspensão das exportações de diesel ocorre em um momento de elevada sensibilidade para o mercado internacional de energia. Alterações no fluxo de combustíveis russos podem influenciar preços globais e gerar reflexos em países importadores.

Para o Brasil, eventual restrição nas vendas russas representa um fator de risco para o abastecimento e para os custos do combustível, especialmente em um cenário de forte dependência do diesel importado para atender à demanda interna.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Serguei Pivovarov /Reuters

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Transporte

Ferrovia de SC pode ampliar movimentação de cargas em até 75% com nova concessão

A movimentação de cargas na ferrovia de Santa Catarina que liga Mafra a São Francisco do Sul poderá registrar crescimento de até 75% nas próximas décadas. A projeção faz parte dos estudos que fundamentam a futura concessão do lote Corredor Paraná–Santa Catarina, integrante da Malha Sul ferroviária, elaborados para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Atualmente, o trecho de 212 quilômetros transporta cerca de 3 milhões de toneladas por ano, com predominância de grãos destinados ao Porto de São Francisco do Sul. A expectativa é que esse volume alcance aproximadamente 5,3 milhões de toneladas até 2050.

Demanda deve crescer de forma gradual ao longo do contrato

Segundo as estimativas apresentadas no estudo de demanda, a movimentação ferroviária deverá atingir cerca de 3,5 milhões de toneladas já em 2030. A partir daí, a tendência é de expansão contínua ao longo da vigência da nova concessão.

As projeções consideram fatores como o aumento da produção agrícola em regiões atendidas por novas ferrovias, além do crescimento das cargas transportadas diretamente pela malha e do uso da infraestrutura por meio do chamado direito de passagem.

Investimentos previstos superam R$ 600 milhões

O trecho entre Mafra e São Francisco do Sul é atualmente o único segmento operacional da Malha Sul em território catarinense. Para modernizar a infraestrutura ferroviária, os estudos preveem investimentos de aproximadamente R$ 608 milhões.

Entre as melhorias planejadas estão a renovação da via permanente, substituição de trilhos e dormentes, além de intervenções voltadas ao aumento da eficiência e da segurança operacional da ferrovia.

O novo contrato deverá ter duração estimada de 35 anos.

Governo prepara nova licitação para a Malha Sul

A concessão atualmente em vigor tem validade até 2027. Diante disso, o governo federal avalia a possibilidade de prorrogar a operação existente por até dois anos, garantindo a continuidade dos serviços até a conclusão do processo licitatório.

A ANTT já autorizou a realização das audiências públicas para discutir o projeto da nova concessão. Os encontros estão programados para ocorrer em julho, com sessões previstas em Brasília, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis.

Consulta pública e leilão estão no cronograma

De acordo com o cronograma divulgado pela agência reguladora, a consulta pública permanecerá aberta até agosto. A previsão é que o edital seja publicado até dezembro, enquanto o leilão para definição da nova concessionária deverá ocorrer a partir de 2027.

A expectativa do setor é que a modernização da infraestrutura ferroviária fortaleça a logística regional, aumente a competitividade do transporte de cargas e amplie a integração entre o interior produtivo e os portos do Sul do país.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gustavo Rotta/Divulgação Rumo

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Portos

Porto de Paranaguá amplia capacidade e reforça liderança nas exportações brasileiras

O Porto de Paranaguá segue consolidando sua posição como um dos principais polos logísticos do país. Impulsionado pelo aumento da movimentação de cargas e por novos investimentos em infraestrutura, o complexo portuário registrou resultados expressivos nos primeiros cinco meses de 2026, especialmente no segmento de exportação de proteína animal.

Entre janeiro e maio, o porto embarcou 277,5 mil toneladas de carne bovina para o mercado internacional. O volume garantiu ao terminal a segunda colocação nacional nesse tipo de operação, respondendo por 24,7% das exportações brasileiras do produto. Os principais destinos foram China, Estados Unidos e Rússia.

Movimentação de contêineres cresce em 2026

O desempenho positivo também foi observado no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, foram movimentados 690 mil TEUs, medida utilizada para contabilizar contêineres de 20 pés.

Segundo a administradora do terminal, as exportações alcançaram 3,5 milhões de toneladas de cargas, desconsiderando o peso dos contêineres, representando crescimento de 8% em comparação ao mesmo período de 2025. Já as importações somaram 1,3 milhão de toneladas, avanço de 6% na mesma base de comparação.

Investimentos fortalecem infraestrutura portuária

Para atender à expansão da demanda e melhorar a eficiência logística, o Porto de Paranaguá integra um conjunto de obras e projetos coordenados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Um dos principais empreendimentos é o Moegão, novo sistema de descarga ferroviária do corredor de exportação. Considerada a maior obra pública portuária em execução no Brasil, a estrutura já superou 95% de conclusão e recebeu investimentos superiores a R$ 500 milhões, com recursos financiados pelo BNDES.

Quando entrar em operação, o sistema deverá elevar em aproximadamente 60% a capacidade ferroviária do porto, permitindo o aumento da circulação diária de vagões de 550 para 900 unidades. A iniciativa também busca melhorar o equilíbrio da matriz de transporte regional, ampliando a participação do modal ferroviário.

Canal de acesso receberá mais de R$ 1 bilhão em investimentos

Outro projeto estratégico em andamento é a concessão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá. O contrato prevê aportes de R$ 1,23 bilhão ao longo dos próximos 25 anos para serviços de dragagem, manutenção e gestão da infraestrutura aquaviária.

A expectativa é que a medida aumente a segurança da navegação, reduza gargalos operacionais e proporcione maior previsibilidade para as operações de embarque e desembarque.

Sustentabilidade ganha espaço nas operações

Além dos investimentos logísticos, o complexo portuário também avança na agenda ambiental. Entre as ações implementadas estão projetos voltados à energia solar em terminais do porto, contribuindo para a redução das emissões de carbono e para a adaptação às exigências de sustentabilidade do comércio internacional.

As iniciativas reforçam o compromisso do setor com práticas mais sustentáveis e com a modernização das operações portuárias.

Porto de Paranaguá se consolida como hub logístico estratégico

Localizado em uma das regiões mais importantes para o escoamento da produção nacional, o Porto de Paranaguá conecta grandes centros produtores aos mercados globais. Em 2025, os portos paranaenses alcançaram um recorde histórico de movimentação, somando cerca de 73,5 milhões de toneladas transportadas.

Com novos investimentos em infraestrutura portuária, logística de exportação, acesso aquaviário e sustentabilidade, o terminal amplia sua competitividade e fortalece sua posição entre os principais hubs logísticos da América do Sul.

FONTE: Divulgação/TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ministério de Portos e Aeroportos

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Portos

Porto do Rio Grande registra 3,1 mil embarcações e reforça recuperação após enchentes

O Porto do Rio Grande recebeu aproximadamente 3,1 mil embarcações ao longo de 2025, consolidando a recuperação das atividades após os impactos causados pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no ano passado. Os números foram apresentados durante o programa Chamada Geral, da Rádio Gaúcha Zona Sul, realizado na sala de operações do complexo portuário.

De acordo com o diretor de Operações da Portos RS, Bruno Almeida, o volume contempla todos os navios e embarcações que acessaram o porto neste ano. Considerando também os terminais de Pelotas e Porto Alegre, administrados pela estatal, a movimentação se aproxima de 4 mil embarcações.

Os dados evidenciam a retomada da movimentação de cargas e o restabelecimento gradual das operações logísticas após os prejuízos provocados pelas enchentes históricas de 2024.

Projeto aproxima comunidade das atividades portuárias

Além dos resultados operacionais, a Portos RS destacou os avanços do projeto Minha Cidade Tem Um Porto, criado para fortalecer a conexão entre a população e o ambiente portuário.

A iniciativa promove visitas guiadas, ações educativas e atividades voltadas principalmente para estudantes da região. Segundo o diretor institucional da Portos RS, Sandro Oliveira, o objetivo é ampliar o conhecimento da comunidade sobre a importância econômica e social dos portos.

Ele afirma que, historicamente, os portos mantinham uma relação mais restrita com o público externo. Hoje, porém, a proposta é tornar as operações mais acessíveis e aproximar moradores da realidade do setor.

Participação de estudantes fortalece vínculo com o porto

Conforme Oliveira, praticamente todas as escolas das redes municipal e estadual da região já participaram das atividades do projeto. A iniciativa tem contribuído para ampliar o entendimento da população sobre o papel estratégico do porto no desenvolvimento regional.

O diretor destacou ainda que estudantes têm levado discussões sobre o complexo portuário para dentro das salas de aula e até apresentado sugestões relacionadas à infraestrutura utilizada por caminhoneiros e profissionais que atuam na área.

Para ele, esse envolvimento demonstra que a importância do porto está cada vez mais presente no cotidiano das famílias da região Sul do estado.

Novo sistema de radar ampliará controle do tráfego marítimo

Outro destaque foi a implantação do Vessel Traffic System (VTS), tecnologia baseada em radar que permitirá monitoramento mais preciso das embarcações que circulam pelo canal de acesso ao porto.

O sistema está sendo implementado pela Portos RS desde o ano passado e terá a função de acompanhar o fluxo de navios, aumentar a eficiência operacional e reforçar a segurança da navegação.

Segundo Bruno Almeida, o elevado número de atracações registradas no complexo é um dos fatores que justificam o investimento na nova ferramenta de monitoramento.

Dragagens avançam e recuperam hidrovias gaúchas

As obras de dragagem nas hidrovias do Rio Grande do Sul também seguem em ritmo acelerado. De acordo com o diretor de Infraestrutura da Portos RS, Lucas Cardoso, cerca de 13 milhões de metros cúbicos de sedimentos já foram retirados dos canais de navegação.

O volume representa aproximadamente 65% da meta estabelecida no programa estadual de recuperação das hidrovias, criado para restaurar as condições de navegabilidade comprometidas pelas enchentes de 2024.

Atualmente, três frentes de trabalho atuam simultaneamente em diferentes regiões, com foco no fortalecimento da logística e no escoamento de cargas para os portos gaúchos.

Destinação de sedimentos segue critérios ambientais rigorosos

O diretor de Meio Ambiente da Portos RS, Henrique Ilha, explicou que todo o material retirado durante as dragagens é destinado a áreas previamente licenciadas e acompanhadas por órgãos ambientais.

No caso do Porto do Rio Grande, os sedimentos são descartados em uma área localizada a cerca de 20 quilômetros da costa, em local considerado seguro para evitar impactos ambientais. Nas hidrovias interiores, o material é depositado em pontos afastados dos canais de navegação, reduzindo o risco de novos processos de assoreamento.

Segundo Ilha, as operações contam com monitoramento permanente da qualidade da água, da fauna, da flora e da dispersão dos sedimentos, garantindo o cumprimento das exigências ambientais.

FONTE: Gaúcha ZH
TEXTO: Redação
IMAGEM: Acervo Porto RS/Divulgação

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Transporte

MP do Frete avança na Câmara e endurece fiscalização do transporte rodoviário de cargas

A Câmara dos Deputados aprovou, na última quarta-feira (17), a Medida Provisória nº 1.343/2026, que amplia os mecanismos de controle sobre o frete rodoviário e fortalece a fiscalização do cumprimento do piso mínimo do frete. A proposta segue agora para análise do Senado Federal.

Originalmente enviada pelo governo para reforçar o uso do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), a medida recebeu alterações durante sua tramitação e passou a incluir mudanças mais amplas para o setor de transporte de cargas.

Registro no CIOT passa a ser obrigatório em todas as operações

Uma das principais mudanças previstas no texto é a obrigatoriedade do registro de todas as operações de transporte rodoviário de cargas no CIOT.

A ferramenta reúne informações como contratante, transportador, origem, destino e valor do frete, tornando-se o principal instrumento para monitorar o cumprimento da tabela de preços mínimos estabelecida pela legislação.

Com a nova regra, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá impedir a emissão do código quando identificar contratos com valores abaixo do piso mínimo. Na prática, operações irregulares poderão ser bloqueadas antes mesmo da execução do transporte.

Metodologia de cálculo do frete passa a ser definida por lei

O texto aprovado também estabelece em lei os critérios que deverão ser considerados na elaboração da tabela de frete mínimo.

Entre os fatores obrigatórios estão a distância percorrida, o tipo de veículo utilizado, a quantidade de eixos, as características da carga transportada, os custos operacionais, o preço dos combustíveis e outros insumos ligados à atividade.

A mudança reduz a margem de atuação da ANTT para alterar a metodologia por meio de normas administrativas, transferindo parte dessa definição para o âmbito legislativo.

Penalidades mais rígidas para quem descumprir a tabela

Outro ponto relevante da proposta é o aumento das sanções para contratantes que pagarem valores inferiores aos previstos na tabela oficial.

Além de possíveis punições administrativas, o texto prevê que o transportador poderá ser indenizado em valor correspondente ao dobro da diferença do frete devido.

Nos casos de reincidência, a medida estabelece a suspensão temporária do Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), impedindo a realização de operações remuneradas de transporte durante o período da penalidade.

Projeto cria piso salarial para caminhoneiros

Durante a tramitação, os deputados incluíram dispositivos voltados diretamente aos profissionais do setor.

Entre eles está a criação de um piso salarial nacional de R$ 5 mil para motoristas contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

A proposta busca estabelecer uma remuneração mínima para a categoria e poderá gerar reflexos tanto para empresas transportadoras quanto para contratantes dos serviços de frete.

Procargas terá novas atribuições

O relatório aprovado também amplia o alcance do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas).

Além das ações já previstas, o programa poderá financiar iniciativas voltadas à renovação da frota, capacitação profissional, melhorias na segurança viária e ampliação da infraestrutura de apoio aos caminhoneiros.

Anistia a multas gera debate durante votação

Um dos temas que mais provocaram discussões durante a análise da medida foi a inclusão de um dispositivo que concede anistia a multas aplicadas a caminhoneiros envolvidos em bloqueios e manifestações realizados em 2022.

A proposta não fazia parte da versão original encaminhada pelo governo e acabou gerando divergências entre parlamentares da base governista e da oposição.

Senado dará a palavra final sobre a proposta

Com a aprovação na Câmara, a MP segue para o Senado. Caso seja aprovada sem modificações, o setor de transporte de cargas passará a operar sob regras mais rígidas de fiscalização, com maior controle sobre a formação dos preços e sobre o cumprimento da política de frete mínimo.

As mudanças podem impactar diretamente transportadoras, embarcadores, caminhoneiros e toda a cadeia logística nacional.

O que muda com a MP do Frete

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

Pisos mínimos do frete elevam custos em mais de 16% para a indústria, aponta CNI

A política de pisos mínimos do frete continua gerando impactos significativos sobre a competitividade da indústria brasileira. Levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que 94% das empresas que contratam transporte rodoviário de cargas identificam efeitos negativos da medida sobre os custos logísticos.

Além disso, o setor produtivo demonstra preocupação com a Medida Provisória nº 1.343/2026, que ampliou os mecanismos de fiscalização e endureceu as penalidades relacionadas ao cumprimento das tabelas estabelecidas pela Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas (PNPM-TRC).

Dependência do transporte rodoviário amplia impacto da medida

De acordo com a pesquisa, 86% das indústrias utilizam serviços terceirizados de frete para escoar sua produção, seja de forma exclusiva ou em conjunto com frota própria. O dado evidencia o alcance das consequências da política sobre diversos segmentos da economia.

Para o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, o cenário reforça a necessidade de aperfeiçoar as regras que regem o transporte de cargas no país.

Segundo ele, os custos de transporte e logística já figuram entre os principais componentes do chamado Custo Brasil, e intervenções que restringem a livre negociação entre embarcadores e transportadores acabam afetando toda a cadeia produtiva.

Empresas apontam aumento expressivo nos custos do frete

A pesquisa mostra que 64% das empresas classificam os impactos do tabelamento como altos ou muito altos. Entre os negócios de menor porte, essa percepção é ainda mais acentuada.

As empresas consultadas estimam que a política elevou, em média, 16,4% os custos do frete rodoviário em comparação a um cenário de livre negociação. No entanto, os efeitos variam conforme o porte da empresa, a região e o setor de atuação.

Pequenas e médias empresas sentem mais os efeitos

Os dados apontam que as pequenas empresas foram as mais afetadas, registrando aumento médio de 19% nos custos de transporte. Entre as médias empresas, a elevação estimada é de 18%, enquanto as grandes companhias apontam impacto de 14%.

Além disso, cerca de 70% das pequenas e médias empresas classificam os reflexos da política sobre os valores do frete como elevados.

Metodologia da ANTT é alvo de críticas

Outro ponto destacado pela sondagem envolve a metodologia utilizada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para calcular os pisos mínimos.

Oito em cada dez empresas avaliam que os critérios adotados estão parcial ou totalmente desconectados da realidade operacional do transporte rodoviário brasileiro.

A analista de infraestrutura da CNI, Paula Bogossian, afirma que o modelo atual não consegue representar adequadamente a diversidade das operações existentes no país, fator que ganha importância devido ao uso da tabela como referência para fiscalização e aplicação de sanções.

Setores com menor valor agregado enfrentam maiores impactos

Os efeitos do tabelamento são mais intensos em segmentos onde a logística representa parcela significativa dos custos de produção.

Entre os setores mais impactados estão os de extração mineral e produtos minerais não metálicos, como fertilizantes, sal, gesso e cerâmica, que registraram aumento próximo de 23% nos custos de transporte.

Também apresentaram elevações acima da média nacional os setores de alimentos, máquinas e equipamentos, evidenciando que os impactos da política não ocorrem de forma uniforme entre as diferentes cadeias produtivas.

Nova MP amplia preocupação com custos e segurança jurídica

Além dos efeitos já observados com a política de pisos mínimos, a Medida Provisória nº 1.343/2026 também preocupa o setor industrial.

A norma amplia a fiscalização do cumprimento das tabelas de frete, cria novas exigências regulatórias e aumenta as penalidades aplicáveis em casos de descumprimento.

Entre as empresas que conhecem o conteúdo da medida, 85% apontam a elevação dos custos de transporte como principal preocupação. Na sequência aparecem a perda de competitividade (57%) e a insegurança jurídica (35%).

Também foram citados riscos relacionados a atrasos operacionais, interrupções na cadeia logística e à proporcionalidade das sanções previstas.

Proposta prevê piso salarial para motoristas de longa distância

A comissão mista responsável por analisar a medida provisória foi instalada recentemente no Congresso Nacional. O relatório deverá ser apresentado pelo deputado Zé Trovão (PL-SC), relator da proposta.

Entre as alterações em discussão está a criação de um piso salarial de R$ 5 mil para motoristas profissionais que atuem em operações de longa distância, caracterizadas por permanência superior a 24 horas fora da base de trabalho.

Caso a proposta avance, os impactos poderão atingir tanto empresas que operam com frota própria quanto aquelas que terceirizam o transporte, já que os custos tendem a ser repassados aos contratantes por meio de reajustes no frete.

Na avaliação do setor, a medida pode aumentar ainda mais os custos do transporte rodoviário de cargas e, consequentemente, influenciar os preços finais dos produtos para os consumidores.

Debate segue no Judiciário

A política de frete mínimo também é alvo de questionamento no Supremo Tribunal Federal por meio da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5.964, apresentada pela CNI.

A entidade contesta a constitucionalidade da Lei nº 13.703/2018, que instituiu a política de pisos mínimos do frete, além de pedir a suspensão dos efeitos da MP nº 1.343/2026.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: fanjianhua/Magnific

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Comércio Exterior, Tecnologia

Blockchain ganha espaço no comércio exterior e promete mais segurança e transparência nas operações

Muito além das criptomoedas, a tecnologia blockchain começa a ganhar espaço no comércio exterior como uma ferramenta capaz de aumentar a confiabilidade das informações, integrar diferentes participantes da cadeia logística e tornar os processos mais eficientes.

De forma simples, o blockchain funciona como um grande livro de registros digital e compartilhado, no qual todas as transações ficam armazenadas em blocos interligados e protegidos contra alterações indevidas. Como as informações só podem ser modificadas com o consenso da rede, a tecnologia garante maior segurança, transparência e rastreabilidade para documentos, pagamentos e demais operações realizadas entre diferentes participantes. Baseado nesse sistema de registros compartilhados e validados, o blockchain permite que documentos e dados sejam acompanhados de forma segura desde a origem da operação até a entrega da mercadoria, reduzindo divergências, retrabalho e atrasos.

Para Mauro Marcelo Sperber dos Santos, CEO da Múltipla Assessoria, o grande diferencial da tecnologia está na construção de confiança entre todos os envolvidos. “O blockchain é uma ferramenta que gera confiança entre diferentes participantes de uma operação. No comércio exterior, onde informações e documentos circulam entre empresas, transportadores, bancos e órgãos governamentais, ter um ambiente seguro e transparente para compartilhar dados representa um avanço significativo em eficiência e segurança”, afirma.

O especialista destaca que o principal benefício está na confiabilidade das informações. Em vez de cada empresa manter controles isolados, todos os participantes passam a compartilhar registros validados, fortalecendo a rastreabilidade e a transparência das operações. “Em um setor como o logístico, onde tempo, previsibilidade e conformidade são fatores críticos, o blockchain aumenta a segurança das informações, melhora a rastreabilidade e cria mais transparência entre todos os envolvidos. Como consequência, os processos tendem a ser mais ágeis e menos burocráticos”, explica.

A aplicação da tecnologia pode beneficiar importadores, exportadores, operadores logísticos, bancos, seguradoras e também órgãos reguladores, como Receita Federal, Mapa e Anvisa. Segundo Mauro Marcelo, o blockchain não resolve apenas desafios individuais das empresas, mas fortalece toda a conexão entre os elos da cadeia de comércio exterior.

Na avaliação do executivo, a tendência é que a tecnologia se torne parte da infraestrutura das operações internacionais nos próximos anos. “Acredito que daqui a alguns anos não estaremos mais discutindo se devemos usar blockchain no comércio exterior, mas sim em quais etapas do processo logístico ele ainda não está sendo utilizado”, projeta.

Para as empresas, iniciar essa jornada desde agora pode representar uma vantagem competitiva importante. “Quem começa antes desenvolve maturidade, identifica oportunidades e constrói experiências práticas. Mais do que acompanhar uma tendência, trata-se de preparar a empresa para um comércio exterior cada vez mais digital, conectado e orientado pela confiança nas informações”, conclui.

Texto: Redação

Imagem ilustrativa gerada por IA.

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Além das quatro linhas: liderança, mercado e a engrenagem logística da Copa do Mundo

Quando olhamos para uma Copa do Mundo, a imagem que fica na memória é a do capitão erguendo a taça sob uma chuva de confetes. No entanto, o sucesso de um time de futebol e a grandiosidade de um mundial não acontecem por acaso. O espetáculo é a ponta de um iceberg sustentado por três pilares fundamentais: a liderança estratégica, o aquecimento do mercado global e uma operação logística por traz de todo o processo.


A liderança de um time de futebol: gestão de talentos sob pressão

A liderança no futebol moderno vai muito além de gritar em campo ou usar uma braçadeira. O técnico e os líderes experientes do elenco atuam como verdadeiros gestores de alta performance.  O líder precisa ter resiliência e inteligência Emocional. A pressão psicológica em torneios curtos é extrema. O bom líder absorve o impacto das críticas e blinda o grupo, mantendo o foco tático mesmo após uma derrota dolorosa.

Outro ponto relevante, é preciso trabalhar a cultura de confiança. Assim como em uma empresa, o papel do líder no futebol é fazer com que cada liderado entenda sua função e confie no companheiro ao lado, sabendo que o sucesso individual é consequência do sucesso coletivo.



A importância da Copa do Mundo para o mercado

A Copa do Mundo é o maior gatilho de consumo em massa do planeta. Quando o torneio começa, a economia global ganha uma injeção massiva de adrenalina em múltiplos setores:

E-commerce e varejo: O varejo de alimentos, bebidas e eletrônicos dispara. O desejo do torcedor de assistir aos jogos com a melhor qualidade gera picos impressionantes na venda de televisores, aparelhos de som, camisas de times além de pontos de visibilidade do evento por todo o mundo;

Marcas e patrocínios: Gigantes mundiais e regionais atrelam suas marcas ao evento para resgatar a conexão afetiva com o público, utilizando ídolos do esporte para impulsionar vendas e fidelizar clientes em campanhas bilionárias. Afinal marketing é EXPERIÊNCIA e SENSAÇÃO.

Turismo e entretenimento: Países sede e estabelecimentos locais (bares, restaurantes, fan zones) movimentam bilhões de dólares com o fluxo contínuo de torcedores nacionais e internacionais. O mundo para,  para acompanhar sua seleção e viver esse momento.


A logística do evento e das seleções

Garantir que toneladas de equipamentos de transmissão, câmeras e estruturas de mídia cruzem fronteiras com desembaraço aduaneiro prioritário para que bilhões de pessoas assistam ao jogo ao vivo, sem um segundo de atraso. Para os times, a logística gerencia o transporte milimétrico de cargas técnicas (uniformes, suplementos, equipamentos médicos) entre hotéis, centros de treinamento e estádios — muitas vezes divididos em diferentes fusos horários e países (como ocorre na estrutura tri-nacional entre EUA, Canadá e México).

Posicionamento estratégico, para eu os jogadores possam se locomover entre os estádios e ainda ter centros de treinamentos, comissão técnica, médicos. Tudo é Logística.

A logística do consumo (Mercado)

Para atender à explosão de demanda gerada pelo torneio, indústrias e varejistas precisam antecipar seus estoques em meses. No Brasil, por exemplo, a corrida pela compra de novas TVs exige uma coordenação pesada no transporte (como a cabotagem marítima saindo do Polo Industrial de Manaus para abastecer os grandes centros de distribuição). Se a logística falhar e o produto não estiver na prateleira — física ou digital — antes do apito inicial, a perda financeira é irrecuperável.

O futebol arte só brilha na tela se houver uma liderança forte blindando o vestiário, um mercado aquecido financiando o espetáculo e uma rede logística impecável movendo cada peça, no tempo exato, por trás das cortinas.

Se o mercado demanda e a liderança executa em campo, é a logística que torna tudo fisicamente possível. Uma Copa do Mundo é, essencialmente, um dos maiores desafios de Supply Chain (cadeia de suprimentos) e transporte do mundo.


Liderança de alta performance

Em um time de alta performance — seja no futebol ou no mundo corporativo —, o sucesso não depende de um único estilo de líder, mas sim da sinergia entre diferentes papéis e da capacidade de cada um assumir a responsabilidade pelo seu quadrado.

Em 1994, o Brasil quebrou um jejum de 24 anos porque esses três personagens entenderam perfeitamente seus papéis de autorresponsabilidade:

Parreira (a liderança estratégica/sistêmica): O “CEO” do time. Ele tinha a visão macro, o planejamento tático e a resiliência para aguentar as críticas externas. A autorresponsabilidade dele estava em manter a estrutura organizada e dar o suporte para que o talento aparecesse, sem querer ser a estrela do show.

Dunga (a liderança executiva/cultura): O líder de processos e cobrança dentro de campo. Dunga era o braço direito da estratégia, o cara que garantia a disciplina, o foco e que ninguém relaxasse. A autorresponsabilidade dele era o exemplo e a mentalidade de inconformismo.

Romário (a liderança técnica/entrega de resultado): O “Hyper-performer” (o craque do comercial ou da operação). Romário chamou a responsabilidade para si antes mesmo da Copa. Ele sabia do seu valor, assumiu o risco do resultado final e entregou os gols. A autorresponsabilidade dele foi cumprir a promessa de trazer a taça através da execução impecável.

O Tetra de 94 só aconteceu porque o Romário não tentou ser o Parreira, o Parreira não tentou ser o Dunga, e o Dunga não tentou dar o drible do Romário.


Para a Copa do Mundo de 2026, que está acontecendo justamente agora, a Seleção precisa reconstruir essa tríade de autorresponsabilidade.

Em 2026, o Hexa só virá se cada um desses três pilares — Estratégia (Treinador), Cultura/Cobrança (Capitão) e Execução (Craque) — assumir 100% de autorresponsabilidade pelas suas entregas, jogando de forma conectada.


E como você acha que vai ser a COPA 2026?


Por Renata Palmeira

CEO RêConectaNews

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