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Porto de Santos prioriza combustível para evitar desabastecimento em meio à crise global

O Porto de Santos adotou uma medida excepcional ao autorizar a atracação prioritária de um navio carregado com aproximadamente 20 mil toneladas de gasolina. A decisão ocorre em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio, que tem afetado a logística e a distribuição global de combustíveis.

A carga transportada equivale a cerca de 600 caminhões-tanque e foi considerada estratégica para evitar riscos de escassez no mercado brasileiro.

Conflito internacional pressiona cadeia de suprimentos

A instabilidade no fornecimento está relacionada às restrições no Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte de petróleo e derivados. O cenário tem provocado incertezas no comércio internacional e pressionado a segurança energética de diversos países, incluindo o Brasil.

Diante desse contexto, a Autoridade Portuária de Santos (APS) avaliou pedidos de prioridade com base no risco de desabastecimento.

Autorização seguiu critérios técnicos rigorosos

Segundo o presidente da APS, Anderson Pomini, a decisão levou em conta o interesse público e a necessidade de garantir o fornecimento de combustíveis.

A autorização foi concedida após solicitação de uma distribuidora, diante da possibilidade concreta de falta de gasolina no estado de São Paulo. O navio MH Ibuki foi, então, liberado para atracação prioritária.

Operação de cabotagem reforça abastecimento

A embarcação partiu do Terminal Marítimo de Madre de Deus, na Bahia, e realizou uma operação de cabotagem até o litoral paulista. A descarga foi concluída no fim de março, totalizando 17.974 toneladas de gasolina tipo A no terminal da Alemoa, em Santos.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou o risco de desabastecimento, o que embasou a decisão da autoridade portuária.

Critérios evitam favorecimento entre empresas

A Diretoria de Operações da APS informou que diversos pedidos semelhantes vêm sendo analisados. No entanto, nem todos são aprovados.

Um pedido recente de outra empresa foi negado, já que havia seis embarcações com o mesmo tipo de carga aguardando na fila. Segundo o diretor Beto Mendes, a prioridade não pode comprometer a ordem logística entre cargas equivalentes.

Expectativa por estabilidade no cenário internacional

A autoridade portuária segue monitorando os impactos do conflito internacional sobre o Brasil e espera que o recente cessar-fogo no Oriente Médio seja mantido, reduzindo a pressão sobre o abastecimento e os preços dos combustíveis.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Portonave conquista liderança nacional em indicadores de satisfação e experiência do cliente 🥇

Reconhecida pelo IBRC, a Companhia está em primeiro lugar nos índices de Satisfação Espontânea (SSI) e Jornada do Cliente (CJI) entre os terminais no país 🚢

Comprometida com serviços portuários de excelência, a Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, é líder nacional em dois indicadores na Pesquisa de Satisfação de Clientes de Terminais Portuários 2025, realizada pelo Instituto Ibero Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC): o índice de Satisfação Espontânea (SSI) e o indicador de Jornada do Cliente (CJI). O estudo avaliou 13 terminais de contêineres do país, com ano-base 2025. A percepção dos clientes – como exportadores, importadores, armadores, transportadoras e despachantes – foi analisada a partir da experiência nos principais pontos de contato com a empresa.

No indicador de Satisfação Espontânea (SSI), a Companhia alcançou 94 pontos – resultado que representa a percepção espontânea do cliente, ou seja, como a empresa é vista sem indução. No benchmarking entre os terminais, a média foi de 85 no SSI. Na Jornada do Cliente (CJI), obteve 90 pontos – índice que reflete a qualidade da entrega ao longo de todas as etapas da experiência do cliente. No benchmarking entre os terminais, a média foi de 87 no CJI. Esses resultados reforçam o compromisso da Companhia em oferecer excelência no atendimento e consolidam sua posição de destaque no setor.

O Terminal Portuário investe de modo contínuo em iniciativas com foco do cliente, como novas tecnologias, ferramentas digitais, treinamentos da equipe de atendimento e a participação em feiras e eventos do setor. Essas ações contribuem para processos mais eficientes e para o fortalecimento da relação e comunicação com os clientes.

Para aprimorar os serviços prestados e aumentar a capacidade operacional, a Portonave executa um plano de modernização de R$ 2 bilhões, que inclui a obra de adequação do cais para receber operações com até 17 metros de profundidade e navios de até 400 metros, assim como a aquisição de novos equipamentos operacionais e de maior porte – dois guindastes Ship-to-Shore (STS) Cranes e 14 Rubber Tyred Gantry (RTGs), previstos para chegarem no segundo semestre de 2026. No total, passará a contar com oito STS e 32 RTGs. Os investimentos elevarão a capacidade anual de 1,5 milhão de TEUs para 2 milhões de TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés).

A eficiência operacional está entre os principais diferenciais competitivos da Portonave. O Terminal Portuário possui a maior produtividade de navio do país, com média de 110 Movimentos por Hora (MPH) de contêineres na operação dos navios, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), de janeiro de 2026.

Nos processos de recebimento e retirada de contêineres, a Portonave mantém padrões elevados de eficiência. O tempo médio de permanência dos motoristas no Terminal é de apenas 25 minutos, com cerca de 2 mil atendimentos realizados diariamente. A operação conta com quatro Scanners de inspeção de cargas, cada um com capacidade de examinar aproximadamente 120 caminhões por hora, com tempo médio de análise de 30 segundos por veículo. Dois desses equipamentos entraram em operação em outubro de 2025, reforçando ainda mais a segurança e a agilidade das operações.

Ao investir continuamente em inovação e assegurar padrões de atendimento com excelência e eficiência, a Companhia fortalece a percepção positiva e a satisfação de seus clientes.

Sobre o IBRC
O Instituto Ibero Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC) é uma instituição especializada em estudos, pesquisas e análises sobre a experiência e o relacionamento entre empresas e seus clientes. Avalia indicadores de satisfação, jornada do cliente e qualidade do atendimento em diferentes setores, com base na percepção de clientes que utilizam os serviços analisados. As pesquisas conduzidas pelo IBRC têm como objetivo apoiar a tomada de decisão e o aprimoramento das práticas de relacionamento com o mercado.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. A Companhia é a 4ª colocada na movimentação de contêineres cheios de longo curso no país, com 10% de participação, de acordo com o Datamar, em janeiro de 2026. Atualmente, gera 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos.

FONTE E IMAGENS: ASSESSORIA DE IMPRENSA PORTONAVE

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Porto de Itajaí avança em projetos estratégicos com a Codeba e reforça novo ciclo de crescimento

Reunião técnica entre a Superintendência e a Codeba destacou ações para fortalecer a estrutura portuária, ampliar a competitividade e consolidar resultados históricos do porto público

O superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, recebeu nesta segunda-feira, na sede da Superintendência, o diretor-presidente da Codeba, Antonio Gobbo, para uma reunião técnica voltada ao alinhamento de projetos estratégicos e ações para o fortalecimento do Porto de Itajaí.

Também participaram do encontro o diretor de Operações, Rafael Canela, e o diretor de Administração e Finanças, Celso Zuchi.

A reunião teve como foco o planejamento de iniciativas estruturantes para o Porto de Itajaí, em um momento marcado pela retomada das operações, pelo fortalecimento institucional e por resultados expressivos que recolocam o porto público em posição de destaque no cenário nacional.

Entre os temas abordados estiveram o faturamento recorde alcançado pelo Porto de Itajaí e a temporada de cruzeiros, que consolidou o município como referência também no turismo marítimo. Os indicadores reforçam a importância do porto não apenas para a logística e a movimentação de cargas, mas também para a geração de emprego, renda, arrecadação e desenvolvimento regional.

O encontro reafirma a atuação conjunta entre a Superintendência do Porto de Itajaí e a Codeba na construção de soluções e projetos capazes de ampliar a eficiência operacional, dar continuidade à modernização da estrutura portuária e fortalecer a competitividade do porto público.

A agenda também demonstra o compromisso das duas instituições com a consolidação de um novo ciclo de desenvolvimento para o Porto de Itajaí, baseado em planejamento, gestão, previsibilidade e visão estratégica.

FONTE: Porto de Itajaí
IMAGEM: Porto de Itajaí

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Porto de São Sebastião amplia capacidade logística e prepara novo acesso no litoral de SP

O Porto de São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo, vem registrando avanço expressivo na movimentação de cargas e já opera em um novo nível de desempenho. A média anual chegou a cerca de 1,5 milhão de toneladas, com tendência de crescimento sustentado nos próximos anos.

Entre 2024 e 2025, o volume movimentado superou em mais de 50% a média histórica registrada até 2023. No período, o porto alcançou 2,96 milhões de toneladas, sendo 1,53 milhão em 2024 e 1,44 milhão em 2025 — o melhor resultado para um biênio recente.

Açúcar e gado vivo impulsionam resultados

O crescimento da operação está diretamente ligado ao aumento na exportação de açúcar a granel e no embarque de gado bovino vivo, dois segmentos que ganharam protagonismo no terminal.

O açúcar passou a ter destaque após novos contratos firmados no fim de 2024, representando parcela significativa da movimentação total — chegando a concentrar mais da metade das cargas em determinados períodos.

Já o transporte de gado vivo coloca o porto em um grupo restrito no Brasil, sendo uma atividade estratégica impulsionada pela demanda internacional por animais da Região Sudeste.

Novo acesso viário vai retirar caminhões do centro urbano

Um dos principais avanços em infraestrutura logística é a melhoria nos acessos ao porto. Com a entrega do Contorno Sul da Rodovia dos Tamoios, os caminhões passaram a ter ligação mais direta com o terminal, reduzindo impactos no trânsito urbano.

A próxima etapa prevê a conclusão de um novo acesso exclusivo, com investimento de R$ 51,1 milhões, que permitirá a ligação direta entre os contornos de São Sebastião e Caraguatatuba. A expectativa é eliminar totalmente a circulação de caminhões de carga em áreas centrais, aumentando a segurança e diminuindo emissões.

Além disso, os pátios de triagem em Caraguatatuba organizam o fluxo de veículos, garantindo mais eficiência operacional e menos congestionamentos.

Estrutura natural favorece operações e reduz custos

O porto se destaca também por suas condições naturais. Com profundidade entre 18 e 25 metros — podendo chegar a 42 metros — o terminal reduz a necessidade de dragagem, fator que aumenta a competitividade e traz mais previsibilidade às operações.

O acesso marítimo pelas barras Norte e Sul reforça a capacidade de receber embarcações de grande porte.

Novo terminal vai permitir operação com contêineres

O futuro terminal multipropósito SSB01 deve marcar uma nova fase no desenvolvimento do porto. Com leilão previsto, o projeto inclui capacidade para movimentar até 1,35 milhão de TEU e 3,45 milhões de toneladas de granéis sólidos por ano.

O investimento estimado é de R$ 3,8 bilhões, com contrato de 35 anos. O terminal terá perfil voltado ao transbordo de contêineres (transhipment) e será capaz de receber navios de grande porte totalmente carregados — um diferencial no cenário portuário brasileiro.

Estratégia é complementar logística ao Porto de Santos

Apesar da expansão, a proposta não é competir diretamente com o Porto de Santos, mas atuar de forma complementar, ampliando a eficiência da logística portuária no estado de São Paulo.

Atualmente, mais de 90% das operações são voltadas ao comércio exterior, consolidando o terminal como alternativa estratégica para o escoamento de cargas.

Impacto econômico e geração de empregos

O complexo conta hoje com seis operadores e gera mais de mil empregos diretos. Com a implantação do novo terminal, a expectativa é criar cerca de 5 mil vagas na fase de construção e aproximadamente 1,3 mil durante a operação.

A integração entre porto, município e demais esferas de governo tem contribuído para minimizar impactos urbanos e ampliar os benefícios econômicos locais.

Potencial de crescimento no cenário logístico nacional

A localização estratégica, próxima a importantes polos industriais, aliada aos investimentos em infraestrutura, posiciona o porto como peça-chave na expansão do comércio exterior brasileiro.

A tendência, segundo especialistas, é de fortalecimento da complementaridade entre portos, ampliando a eficiência do sistema logístico nacional.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Porto de São Francisco do Sul amplia capacidade com novos armazéns e melhora logística

O Porto de São Francisco do Sul deu mais um passo na expansão de sua infraestrutura logística com a conclusão do primeiro de três novos armazéns destinados ao armazenamento de cargas. A estrutura deve entrar em operação nos próximos dias, reforçando a capacidade do terminal.

Este é o primeiro galpão a ser liberado dentro da área operacional do complexo portuário, marcando o início de uma nova fase de ampliação.

Expansão adiciona 15 mil m² de área de armazenagem

Posicionado na parte frontal do porto, próximo ao muro que faz divisa com a rua, o novo espaço integra um projeto que prevê a ampliação de aproximadamente 15 mil metros quadrados de área de armazenagem — o equivalente a mais de dois campos de futebol.

A iniciativa busca fortalecer a eficiência logística e atender ao aumento da demanda por movimentação de cargas na região.

Obras avançam e novos armazéns serão entregues em abril

Enquanto o primeiro galpão aguarda liberação, as obras seguem em ritmo acelerado nas demais estruturas. Um segundo armazém está em fase de construção ao lado da área já concluída. Já o terceiro está sendo instalado na parte posterior do complexo, nas proximidades da comunidade Bela Vista.

Ambos estão em estágio final de montagem e a previsão é que sejam liberados ainda em abril.

Maior capacidade e redução de gargalos operacionais

Cada um dos novos armazéns conta com cerca de 5 mil metros quadrados, contribuindo diretamente para o aumento da capacidade de estocagem do terminal — que já é destaque como o maior em movimentação de cargas em Santa Catarina.

Com a ampliação, a expectativa é melhorar o fluxo logístico, permitindo maior volume de armazenamento e tornando mais ágil a entrada e saída de mercadorias. A medida também deve ajudar a reduzir gargalos operacionais, aumentando a competitividade do porto.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Porto de São Francisco do Sul amplia capacidade com novos armazéns de cargas

O Porto de São Francisco do Sul, maior em movimentação de cargas em Santa Catarina, avança em seu plano de expansão com a conclusão do primeiro de três novos armazéns. A estrutura deve ser liberada para operação nos próximos dias, marcando a primeira entrega dentro da área operacional do complexo.

O projeto integra uma estratégia de modernização da infraestrutura portuária, com foco em aumentar a eficiência logística e atender à crescente demanda por movimentação de mercadorias.

Novos galpões ampliam área de armazenagem

Localizado na parte frontal do porto, próximo ao muro voltado para a via pública, o primeiro galpão já finalizado faz parte de um conjunto que adicionará cerca de 15 mil metros quadrados à capacidade de armazenagem — área equivalente a mais de dois campos de futebol.

Cada um dos três armazéns possui aproximadamente 5 mil metros quadrados. As novas estruturas são essenciais para ampliar a capacidade de estocagem e melhorar a organização das operações internas.

Obras avançam e conclusão total se aproxima

Enquanto o primeiro galpão aguarda liberação, o segundo armazém segue em fase final de construção ao lado da estrutura já pronta. O terceiro está sendo instalado na parte posterior do complexo, nas proximidades da comunidade Bela Vista.

A previsão é que ambos também sejam concluídos e liberados ainda em abril, consolidando a ampliação planejada.

Mais eficiência e redução de gargalos operacionais

Com a entrada em operação dos novos espaços, o porto deve ganhar maior agilidade no fluxo de cargas. A ampliação permitirá não apenas armazenar volumes maiores, mas também otimizar os processos de entrada e saída de mercadorias.

A iniciativa tende a reduzir gargalos logísticos, aumentar a produtividade e reforçar a competitividade do terminal no cenário regional e nacional.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Porto de São Francisco do Sul/Divulgação/ND

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Terminal elétrico em Suape deve revolucionar logística portuária no Nordeste

O Porto de Suape, em Pernambuco, se prepara para um salto estratégico na logística brasileira com a implantação do primeiro terminal de contêineres 100% elétrico da América Latina. O projeto promete elevar em 55% a capacidade operacional do complexo, alcançando a movimentação anual de até 400 mil TEUs.

A iniciativa, liderada pela APM Terminals, braço do grupo Maersk, conta com investimento de R$ 2,1 bilhões e tem previsão de inauguração no segundo semestre de 2026. A expectativa é que o novo terminal fortaleça a posição do porto no cenário global, ampliando a atração de novas rotas marítimas e impulsionando a economia do Nordeste.

Localização estratégica fortalece papel de hub logístico

Com movimentação anual de cerca de 24 milhões de toneladas, o Porto de Suape já figura entre os principais do país. Sua localização privilegiada, entre Bahia e Ceará, facilita o acesso aos maiores mercados consumidores da região, além de otimizar rotas para a Europa e América do Norte.

Estudos do setor apontam o porto como forte candidato a se consolidar como um hub portuário, conectando rotas de longo curso com mercados internacionais, incluindo Mediterrâneo, Golfo e norte europeu.

Estrutura moderna e tecnologia de ponta

O novo terminal ocupará uma área de 495 mil m² — equivalente a 69 campos de futebol — e contará com 430 metros de cais e profundidade de 15,5 metros. A estrutura será capaz de receber navios da classe Super Panamax, os maiores em operação no Brasil.

Parte do investimento, cerca de R$ 241 milhões, será destinada a equipamentos de alta tecnologia, incluindo:

  • Guindastes STS para carga e descarga de navios
  • e-RTGs para movimentação de contêineres
  • Caminhões elétricos de transporte interno

Os sistemas contarão com sensores inteligentes, operação remota e foco em segurança operacional e acessibilidade. A infraestrutura também incluirá gates automatizados, rede 5G própria e tecnologia de shore power, que permite aos navios desligarem seus motores enquanto atracados.

Geração de empregos e qualificação profissional

O impacto socioeconômico do projeto já é significativo. Durante as obras, foram gerados cerca de 2.500 empregos diretos e indiretos. Na fase operacional, a previsão é de aproximadamente 1.750 novos postos de trabalho.

Além disso, há investimento em capacitação profissional, com destaque para a parceria com o Senai na criação de uma pós-graduação técnica em mecânica eletroportuária, voltada à operação dos novos sistemas.

Sustentabilidade e descarbonização no setor portuário

A adoção de equipamentos elétricos faz parte da estratégia global de descarbonização da Maersk, que prevê reduzir em 70% as emissões de CO₂ até 2030 e atingir emissões líquidas zero até 2040.

O modelo elimina o uso de combustíveis fósseis, reduzindo a emissão de gases de efeito estufa, além de diminuir a poluição sonora e melhorar a qualidade do ar no entorno do porto.

Outro benefício relevante é a redução de custos operacionais, já que equipamentos elétricos exigem menos manutenção e oferecem maior integração com sistemas digitais, favorecendo a automação logística e o monitoramento em tempo real.

Tendência global e vantagem competitiva

A eletrificação de operações portuárias já é uma tendência mundial, e o Brasil se destaca pela alta disponibilidade de energia limpa, fator decisivo para a viabilidade do projeto em Suape.

Com isso, o terminal se posiciona como referência em inovação tecnológica, sustentabilidade e eficiência, consolidando Pernambuco como um dos principais polos logísticos da América Latina.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Portos brasileiros podem atingir limite de contêineres até 2030, aponta estudo

Um estudo da consultoria Macroinfra revela que os principais portos brasileiros já operam próximos do limite de capacidade e podem enfrentar esgotamento na movimentação de contêineres antes de 2030. A análise, baseada em dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) entre 2015 e 2025, indica um cenário de saturação em terminais estratégicos como Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí/Navegantes (SC) e Itapoá (SC).

Caso projetos de ampliação e novos terminais não avancem, o limite operacional pode ser atingido em até quatro anos, pressionando ainda mais a infraestrutura logística do país.

Operação no limite eleva custos e riscos

De acordo com a consultoria, a operação próxima ou acima da capacidade prática gera impactos diretos na cadeia logística, como aumento de custos, atrasos nas operações e perda de confiabilidade. Esse cenário também amplia o risco de paralisações.

O sócio-diretor da Macroinfra, Olivier Girard, destaca que a sobrecarga se intensificou a partir de 2020, quando os principais terminais passaram a operar de forma contínua no limite.

O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, registrou crescimento significativo na taxa de ocupação, saindo de 55,9% em 2015 para 79,7% no último ano. Apesar do avanço na produtividade — de 72 para 86 TEUs por hora —, o ganho não acompanha a demanda crescente.

Em Paranaguá, o terminal TCP atingiu níveis críticos, com ocupação de 86% em 2025. Embora tenha apresentado evolução operacional ao longo dos anos, houve recuo recente na produtividade.

Já o Porto Itapoá, em Santa Catarina, também apresenta sinais de sobrecarga, com taxa de utilização chegando a 88,7%. Ainda assim, o terminal mantém crescimento consistente na produtividade.

TEU (Twenty-foot Equivalent Unit) é a unidade padrão utilizada para medir a capacidade de contêineres no transporte marítimo.

Migração de cargas e novos polos logísticos

Com a saturação dos principais corredores, a logística marítima brasileira tem passado por uma redistribuição geográfica. Portos considerados secundários vêm ganhando espaço, como o do Rio de Janeiro, que praticamente dobrou sua participação no fluxo nacional de contêineres entre 2015 e 2025.

Outros terminais, como Salvador, Pecém (CE) e Suape (PE), também ampliaram sua relevância ao absorver parte da demanda deslocada.

O avanço do comércio exterior e da cabotagem contribui para o cenário de pressão. Nos últimos dez anos, as exportações e importações marítimas cresceram cerca de 60%, enquanto a navegação de cabotagem avançou 111%.

Apesar disso, a expansão da capacidade portuária não acompanha o ritmo da demanda. Mesmo com projetos em andamento, como o terminal STS10 em Santos e novas estruturas em Suape, o setor pode enfrentar um colapso operacional a partir de 2030.

A projeção indica que, em quatro anos, a demanda deve alcançar 20,4 milhões de TEUs, consumindo quase toda a capacidade estimada de 23 milhões. O cenário reforça a necessidade urgente de novos investimentos e planejamento estratégico para sustentar o crescimento econômico.

Fonte: CNN

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN

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Portos do Paraná investe R$ 8,6 milhões em vias de acesso ao Porto de Paranaguá

Investimento impacta operação portuária, ampliando a eficiência logística e a mobilidade urbana  

A Portos do Paraná está investindo R$ 8,6 milhões na manutenção e recuperação viária na região do Porto de Paranaguá. O objetivo é garantir maior qualidade e eficiência da infraestrutura nas ruas e avenidas, além de reforçar a segurança de todos os usuários que circulam diariamente pela região. O contrato também prevê adequações no pavimento da faixa portuária e no Pátio de Triagem Mário Lobo Filho.

“No momento, estamos executando a manutenção no pavimento de concreto da Avenida Portuária, em pontos que apresentam avarias devido ao alto fluxo de veículos pesados”, explicou a coordenadora de Serviços da Diretoria de Engenharia e Manutenção, Thais Avaip Nunes.

Nesta terça-feira (7), será realizada a concretagem de um trecho da Avenida Portuária, nas proximidades do Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP), além das empresas ALTP e Interalli. “O pavimento em concreto é o mais adequado, pois apresenta maior resistência em comparação ao asfalto”, destacou Thais.

Além da Avenida Portuária, também estão previstas restaurações em trechos das avenidas Manoel Bonifácio, Barão do Rio Branco, Manoel Ribas, Coronel Santa Rita e José Lobo, além do acesso ao Píer Público de Granéis Líquidos.

“Esse contrato de manutenção viária tem vigência de um ano, é contínuo e contempla as vias de acesso em concreto, ideais para o tráfego pesado característico da região portuária”, explicou o coordenador de Fiscalização da Diretoria de Engenharia e Manutenção (DEM), Matheus Arnoni Mendes.

De acordo com o coordenador, a manutenção dessas vias garante mais segurança e eficiência para quem circula nas proximidades do porto. “A obra tem como objetivo melhorar a operação portuária e proporcionar mais segurança aos usuários. Como grande parte das cargas acessa o porto pelo modal rodoviário, as melhorias também contribuem para dar mais fluidez ao trânsito da população que utiliza essas vias no dia a dia”, concluiu.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Gcom Portos do Paraná

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Portos do Paraná investe R$ 100 milhões em segunda etapa de modernização do píer de líquidos

A ampliação da estrutura permitirá a atracação de navios maiores e ampliará a eficiência operacional no Porto de Paranaguá

Para dar sequência ao projeto de ampliação e modernização do Píer de Granéis Líquidos (PPGL), no Porto de Paranaguá, a Portos do Paraná concluiu o processo de seleção e contratação da empresa responsável pela execução da segunda etapa da obra. O anúncio foi publicado nesta quarta-feira (1º) no Diário Oficial do Estado. O investimento previsto é de R$ 100,3 milhões, com prazo de conclusão de 13 meses a partir da emissão da ordem de serviço.

A ampliação da estrutura é necessária para permitir a atracação de navios maiores, tanto em comprimento total (LOA) quanto em calado (distância entre a superfície da água e o ponto mais profundo da embarcação). “O objetivo é proporcionar mais eficiência e competitividade às operações portuárias”, afirmou o diretor de Engenharia e Manutenção da Portos do Paraná, Victor Kengo.

Atualmente, a capacidade operacional do PPGL encontra-se limitada, permitindo apenas a recepção de embarcações com até 190 metros de comprimento e calado de 11,60 metros. Com as atualizações das Normas de Tráfego Marítimo e Permanência, em 2025, o Porto de Paranaguá passou a poder receber navios com até 13,30 metros de calado.

“Por ser uma estrutura vital para a movimentação de cargas no complexo portuário, a principal questão a ser resolvida no PPGL é a limitação operacional, uma vez que o píer foi construído na década de 1940 e precisa ser atualizado”, destacou o diretor.

Também será instalado um dolfim de amarração — estrutura marítima fixa e isolada, construída com estacas e concreto armado para amarração de navios fora do cais —, além de dois dolfins de atracação, responsáveis por absorver o impacto inicial das embarcações, e uma nova plataforma de operação. A reforma também irá otimizar a conexão com os terminais retroportuários.

Primeira fase da obra
As obras de readequação do PPGL tiveram início em 2025. Foram investidos R$ 29 milhões na repotencialização do píer, incluindo a construção de um dolfim, substituição das defensas, instalação de sistema de monitoramento e atracação a laser, adequação da iluminação e das instalações elétricas, reestruturação do pavimento e implantação de nova estrutura de elevação de mangotes. A obra segue em andamento, com o novo dolfim já concluído.

Produtividade
Em 2025, os granéis líquidos representaram 12,75% da movimentação anual nos portos paranaenses. Os principais produtos exportados foram óleo de soja (848.253 toneladas) e óleo combustível (461.692 toneladas). Na importação, destacaram-se o óleo diesel (3.245.872 toneladas) e o metanol (1.383.673 toneladas).

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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