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Porto Itapoá mira liderança na América do Sul e prevê ampliar capacidade para 3,2 milhões de TEUs

O Porto Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina, traça uma estratégia de expansão para se tornar o maior, mais eficiente e mais seguro terminal de contêineres da América do Sul até 2040. Quinze anos após receber seu primeiro navio, o empreendimento ocupa a terceira posição no ranking brasileiro de movimentação de contêineres, gera mais de 2 mil empregos diretos e está entre os terminais que mais crescem no País.

A trajetória também é marcada por dez anos consecutivos de liderança em satisfação dos clientes no setor portuário brasileiro, segundo o indicador NPS (Net Promoter Score).

À frente dessa estratégia, o CEO Ricardo Arten, que acumula 35 anos de experiência em logística e infraestrutura portuária, destaca a ampliação da capacidade operacional, os investimentos em tecnologia e a melhoria dos acessos terrestres e marítimos como pilares para o crescimento do terminal.

Desde o início das operações, foram investidos cerca de R$ 3 bilhões. Agora, a empresa discute uma quinta fase de expansão, que poderá elevar a capacidade anual de movimentação de 1,8 milhão para 3,2 milhões de TEUs até 2033.

Porto Itapoá aposta em expansão e eficiência operacional

A disponibilidade de áreas para crescimento é apontada por Ricardo Arten como uma das principais vantagens competitivas do terminal catarinense. Segundo o executivo, outros importantes complexos portuários brasileiros, como Santos, Itajaí, Navegantes e Paranaguá, enfrentam limitações de espaço para novas expansões.

Outro diferencial está na agilidade para executar projetos estratégicos. Entre as iniciativas prioritárias está o aprofundamento do canal de acesso da Baía da Babitonga para 16 metros, por meio de uma parceria público-privada envolvendo o Porto Itapoá e o Governo de Santa Catarina.

A intervenção deverá permitir a operação de embarcações maiores, com ganhos de escala e eficiência no transporte marítimo.

Paralelamente, o terminal mantém investimentos em automação portuária, equipamentos, operações remotas, inteligência operacional e novas tecnologias. A estratégia busca aumentar a produtividade e movimentar volumes maiores de carga sem comprometer o desempenho das operações.

O planejamento também considera a infraestrutura do entorno. Para a administração do porto, ampliar a capacidade de um terminal exige garantir condições adequadas para o escoamento das mercadorias.

Acessos rodoviários e ferrovia são prioridades logísticas

A expansão do Porto Itapoá depende também de melhorias na conexão com os principais corredores de transporte de Santa Catarina.

Entre as prioridades estão as obras de duplicação das rodovias SC-416 e SC-417, que fazem a ligação do porto com a BR-101. O empreendimento trabalha em conjunto com o governo estadual para viabilizar os investimentos.

Além de beneficiar o transporte de cargas, as intervenções podem contribuir para a mobilidade urbana, o turismo e o desenvolvimento econômico da região.

A implantação de uma ligação ferroviária também integra os planos defendidos pelo terminal. O ramal está previsto no Plano Estadual de Logística e Transporte (PELT) e é considerado estratégico para diversificar as alternativas de escoamento da produção.

A conexão por trilhos poderá reduzir a pressão sobre as rodovias, diminuir congestionamentos e aumentar a eficiência da logística de transporte.

Dragagem pode ampliar a movimentação de contêineres

O aprofundamento da Baía da Babitonga é considerado um dos projetos com maior potencial de impacto econômico para Santa Catarina.

De acordo com Ricardo Arten, cada metro adicional de profundidade permite que um navio de 366 metros transporte entre 800 e 1 mil contêineres extras. Com o aumento previsto de dois metros, a estimativa apresentada pelo executivo é de aproximadamente 130 mil contêineres adicionais por mês, o equivalente a cerca de 1,5 milhão por ano.

Essa capacidade adicional poderá ampliar as oportunidades de importação e exportação para a indústria catarinense, com embarcações transportando volumes maiores em cada viagem.

O executivo também ressalta o efeito econômico da movimentação portuária. Segundo ele, cada contêiner movimentado gera cerca de R$ 10 mil na cadeia logística, envolvendo diferentes serviços e atividades relacionadas ao transporte de mercadorias.

Terminal quer atrair navios maiores e ampliar rotas marítimas

Com o canal mais profundo, o Porto Itapoá pretende ampliar sua participação nas rotas marítimas internacionais e disputar a condição de primeira escala de navios de grande porte em Santa Catarina.

Atualmente, embarcações desse perfil podem realizar sua primeira parada no Porto de Santos. A melhoria das condições de acesso marítimo poderá aumentar a competitividade do terminal catarinense na atração desses serviços.

Outra possibilidade é fortalecer sua atuação como hub port, modelo em que um porto concentra cargas transportadas por grandes navios oceânicos e redistribui parte dos volumes para outros destinos por meio de embarcações menores.

Essa configuração permitiria ao terminal ampliar sua relevância nas rotas do Sul da América do Sul e reforçar a posição de Santa Catarina na rede internacional de transporte marítimo.

Logística eficiente é diferencial para atrair indústrias

Na avaliação de Ricardo Arten, três fatores são fundamentais para atrair novos investimentos industriais para Santa Catarina: políticas de incentivo competitivas, disponibilidade de mão de obra qualificada e eficiência logística.

Antes de escolher onde instalar uma operação, as empresas analisam os custos, a previsibilidade e a confiabilidade de toda a cadeia de transporte. Nesse cenário, a infraestrutura portuária tem papel importante na competitividade dos negócios.

O CEO afirma que a eficiência operacional também ajuda o Porto Itapoá a conquistar cargas que tradicionalmente utilizavam outros terminais brasileiros.

Um dos exemplos citados é o transporte de proteína bovina produzida no Centro-Oeste. Parte dessa carga, antes direcionada principalmente ao Porto de Santos, passou a utilizar Itapoá, mesmo com o percurso rodoviário mais longo.

Segundo o executivo, a escolha está relacionada à disponibilidade operacional, à infraestrutura e à previsibilidade dos serviços oferecidos pelo terminal.

O porto também recebe cargas de celulose e algodão provenientes do Centro-Oeste, ampliando sua atuação para além dos fluxos tradicionalmente associados à economia catarinense.

Porto Itapoá atende exportações e importações da indústria catarinense

O terminal atende a diferentes segmentos da indústria estadual, tanto nas operações de exportação quanto nas de importação.

No mercado externo, destaca-se o atendimento às cadeias de carne suína e de frango, com investimentos para ampliar a capacidade de movimentação de contêineres refrigerados, essenciais ao transporte de produtos que exigem controle de temperatura.

Nas importações, o porto recebe matérias-primas e componentes utilizados pela indústria, incluindo cobre, produtos químicos, peças automotivas e outros insumos industriais.

Essa diversidade de cargas fortalece a integração do terminal com as cadeias produtivas e contribui para a movimentação de mercadorias destinadas a diferentes mercados.

Expansão portuária busca fortalecer a economia de Santa Catarina

Para Ricardo Arten, a atuação do Porto Itapoá vai além da movimentação de contêineres. O terminal busca contribuir para o desenvolvimento da infraestrutura nacional e para o crescimento econômico de Santa Catarina.

Nesse sentido, a empresa mantém articulações com os governos para viabilizar melhorias nos acessos rodoviários, na infraestrutura marítima e, futuramente, na conexão ferroviária.

A estratégia também inclui compromissos sociais e ambientais associados à expansão das operações.

Com o aumento da capacidade, a modernização dos equipamentos e a melhoria das conexões logísticas, o Porto Itapoá pretende fortalecer sua posição no mercado nacional e internacional. A expectativa é que os ganhos de eficiência beneficiem exportadores, importadores, trabalhadores e diferentes setores da indústria catarinense.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Aeroportos, Portos

Crise climática impulsiona mudanças nas regras de concessão de portos, aeroportos e hidrovias

A intensificação dos eventos climáticos extremos tem ampliado a necessidade de rever as regras de concessão da infraestrutura de transportes no Brasil. Chuvas intensas, enchentes e períodos prolongados de seca representam riscos para portos, aeroportos e hidrovias, com potencial para provocar danos estruturais, interromper operações e afetar o transporte de cargas e passageiros.

Diante desse cenário, o planejamento da infraestrutura precisa incorporar medidas preventivas, estratégias de recuperação e mecanismos que garantam a continuidade dos serviços. Além de responder às emergências, é necessário definir antecipadamente como os riscos serão administrados e quais responsabilidades caberão ao poder público e às empresas concessionárias.

Nesse contexto, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) propôs novas diretrizes para a gestão de riscos climáticos, seguros e responsabilidades nos contratos de concessão de infraestrutura de transportes.

Gestão de riscos climáticos nas concessões

A preparação dos contratos depende da integração de diferentes instrumentos. A matriz de riscos determina como as responsabilidades são distribuídas entre o governo e a concessionária, enquanto os seguros oferecem cobertura para prejuízos previstos nas respectivas apólices.

Os planos de contingência, por sua vez, estabelecem procedimentos para situações de emergência, incluindo a proteção de pessoas e instalações, a resposta aos danos e a retomada das atividades.

A utilização conjunta desses mecanismos permite adaptar os contratos às características de cada empreendimento e aos impactos potenciais de eventos extremos. Também contribui para identificar situações em que os prejuízos ultrapassem os limites das apólices ou em que não existam coberturas disponíveis no mercado segurador.

Reequilíbrio econômico-financeiro e divisão de responsabilidades

Entre os mecanismos previstos nos contratos de concessão está o reequilíbrio econômico-financeiro, utilizado para analisar situações em que determinados acontecimentos afetam as condições econômicas originalmente estabelecidas para o empreendimento.

A aplicação desse instrumento depende das circunstâncias de cada caso e do atendimento às exigências legais e contratuais. Portanto, a ocorrência de um evento climático, por si só, não garante o reequilíbrio automático da concessão.

Outra possibilidade é estabelecer mecanismos complementares para administrar riscos sem cobertura integral no mercado de seguros. Entre as alternativas estão fundos de reserva e modelos de compartilhamento de perdas.

A definição antecipada de critérios para essas situações pode reduzir incertezas, esclarecer a distribuição dos prejuízos e facilitar a tomada de decisões durante crises. O objetivo é evitar indefinições sobre quem deve arcar com os custos de recuperação e quais medidas precisam ser adotadas para restabelecer os serviços.

As soluções, entretanto, devem considerar as particularidades de cada modalidade de transporte, assim como as necessidades de prevenção, manutenção e recuperação da infraestrutura.

Ministério propõe novas diretrizes para seguros e riscos

Para aprimorar a estruturação dos projetos, o Ministério de Portos e Aeroportos apresentou uma proposta de diretrizes para a gestão de seguros e riscos em concessões de infraestrutura. A iniciativa está em consulta pública.

O texto prevê que os estudos de viabilidade dos empreendimentos contemplem uma avaliação específica dos riscos envolvidos e da disponibilidade de coberturas no mercado segurador. A medida busca incorporar essas informações desde as etapas iniciais de planejamento das concessões.

A proposta também estabelece que a estimativa dos custos com seguros seja fundamentada em dados de mercado. Além disso, prevê a classificação dos riscos de acordo com suas características e com a possibilidade de contratação de coberturas.

Para os casos em que não houver seguro disponível, a minuta estabelece procedimentos específicos e permite a adoção de instrumentos alternativos de mitigação. A ausência de cobertura, contudo, não implica transferência automática da responsabilidade pelos prejuízos ao poder público.

Regras abrangem infraestrutura portuária, aeroportuária e hidroviária

As diretrizes propostas alcançam concessões e outras formas de exploração privada de infraestrutura portuária, aeroportuária e hidroviária.

O texto também prevê a participação das agências reguladoras na adaptação das orientações às necessidades e características de cada setor. Dessa forma, a aplicação das medidas poderá considerar as diferenças entre os empreendimentos e os riscos aos quais estão expostos.

A iniciativa busca fortalecer o planejamento das concessões diante das mudanças climáticas, com maior clareza na distribuição de responsabilidades, avaliação das alternativas de cobertura e preparação para eventos extremos.

Com a incorporação desses fatores aos projetos, a gestão de riscos passa a integrar o planejamento da infraestrutura de transportes, contribuindo para a proteção dos ativos e para a continuidade das operações em situações adversas.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação (IA)

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Portos

Porto de Suape amplia profundidade e se prepara para receber navios de grande porte

O Porto de Suape, em Pernambuco, avançou na ampliação de sua capacidade operacional após a Marinha do Brasil homologar novas profundidades no canal interno, na bacia de evolução e nos Píeres de Granéis Líquidos (PGLs 3A e 3B). A mudança cria condições para melhorar as operações de navios porta-contêineres de até 366 metros de comprimento e ampliar a competitividade do complexo portuário.

Os novos parâmetros estão em vigor e foram oficializados pela Portaria nº 190/2026. Para que as embarcações possam aproveitar melhor sua capacidade de carga, no entanto, ainda será necessário concluir o estudo de manobrabilidade, previsto para 2026.

Porto de Suape registra novas profundidades

Com a homologação, o canal interno passou a contar com 16,25 metros de profundidade, enquanto a bacia de evolução e os PGLs 3A e 3B alcançaram 18,39 metros.

A atualização dos parâmetros foi realizada após a conclusão das obras de dragagem, em 2026, e envolveu levantamentos hidrográficos, avaliações das condições de navegabilidade e verificações técnicas conduzidas no âmbito da Autoridade Marítima.

Segundo o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, a nova configuração transforma os investimentos em infraestrutura em melhores condições de operação, contribuindo para elevar a segurança da navegação, a eficiência portuária e a capacidade de atrair novas linhas marítimas.

Estudo de manobrabilidade é a próxima etapa

O Porto de Suape já recebe porta-contêineres de até 366 metros, incluindo embarcações da classe New Panamax. Com a conclusão do estudo de manobrabilidade, a expectativa é permitir um aproveitamento maior da capacidade de carga desses navios, respeitando os limites de segurança e as condições estabelecidas pela Marinha.

De acordo com José Constantino, diretor de Desenvolvimento e Gestão Portuária, o aprofundamento do canal e da bacia de evolução também favorece o planejamento das escalas e o desempenho das embarcações.

O avanço poderá contribuir para a atração de novas rotas marítimas de longo curso e ampliar as conexões diretas com mercados internacionais. A medida também beneficia as operações de granéis líquidos, realizadas nos píeres contemplados pela homologação.

Dragagem recebeu investimento de R$ 247 milhões

As novas profundidades são resultado das obras de dragagem do canal interno, da bacia de evolução e dos Píeres de Granéis Líquidos, concluídas em janeiro de 2026.

O projeto recebeu R$ 247 milhões em investimentos, distribuídos da seguinte forma:

  • R$ 100 milhões do Ministério de Portos e Aeroportos, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC);
  • R$ 147 milhões provenientes de recursos próprios do Complexo Industrial Portuário de Suape.

Durante a intervenção, foram retirados aproximadamente 4,18 milhões de metros cúbicos de sedimentos para alcançar as profundidades previstas no projeto.

A diretora de Infraestrutura de Suape, Renata Loyo, destacou que a execução exigiu acompanhamento técnico das etapas da obra, monitoramento hidrográfico e controle das condições operacionais. O trabalho permitiu entregar o canal interno, a bacia de evolução e os píeres nos níveis de profundidade necessários para a homologação.

Canal externo tem 20 metros de profundidade

Além dos avanços na área interna, Suape já conta com 20 metros de profundidade homologada no canal externo, condição que permite a navegação de grandes embarcações, incluindo petroleiros da classe Suezmax.

Esse patamar foi alcançado após uma dragagem concluída em 2024, com investimento de R$ 140 milhões, e recebeu homologação da Marinha em 2025.

Suape fortalece posição como porto de águas profundas

Com o aprofundamento dos canais interno e externo, o complexo portuário reforça sua posição estratégica na infraestrutura logística brasileira.

A ampliação da capacidade operacional pode favorecer o aumento da movimentação de cargas, fortalecer o transporte marítimo de cabotagem e longo curso e atrair novos negócios para Pernambuco. A expectativa é que a combinação entre infraestrutura modernizada, segurança da navegação e maior eficiência operacional amplie a participação de Suape nas rotas do comércio exterior.

FONTE: SUAPE
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SUAPE

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Porto de Long Beach bate recorde histórico de movimentação de contêineres em setembro

O Porto de Long Beach, na Califórnia, registrou em setembro o maior volume mensal de cargas de seus 115 anos de história. O complexo portuário movimentou 997.177 TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), superando o recorde anterior, de 987.191 TEUs, alcançado em outubro de 2024.

O resultado foi impulsionado por mudanças nas estratégias logísticas dos transportadores, que buscam reduzir custos diante dos preços elevados do diesel, das restrições de acesso ao Canal do Panamá e da possibilidade de um novo acordo comercial entre Estados Unidos e China.

Segundo Noel Hacegaba, diretor-executivo do Porto de Long Beach, o desempenho demonstra a capacidade dos trabalhadores e operadores de terminais de ampliar a movimentação de cargas sem provocar congestionamentos.

Movimentação de cargas cresce 25% em um ano

Em comparação com setembro de 2025, o volume de cargas processado pelo porto aumentou 25% no mesmo mês de 2026. De acordo com Hacegaba, o resultado foi alcançado com rapidez e eficiência operacional.

Steven Neal, presidente da Comissão Portuária de Long Beach, também destacou o desempenho das equipes envolvidas nas operações. Ele reconheceu a contribuição dos estivadores e dos operadores de terminais para o recorde histórico de movimentação.

O resultado reforça a importância do complexo portuário para a logística internacional e para o fluxo de mercadorias que entram e saem dos Estados Unidos.

Importações lideram crescimento no Porto de Long Beach

Os dados de setembro mostram avanços nos diferentes segmentos da movimentação de contêineres, com destaque para as importações.

Confira os números registrados em comparação com o mesmo mês de 2025:

  • Importações: alta de 31,3%, totalizando 509.390 TEUs.
  • Exportações: crescimento de 7,8%, alcançando 91.747 TEUs.
  • Contêineres vazios: aumento de 22,1%, com 396.040 TEUs movimentados.

O avanço das importações foi o principal destaque do período, enquanto as exportações também apresentaram crescimento. Já o aumento dos contêineres vazios acompanhou a expansão das operações no porto.

Porto acumula alta de 3,9% em 2026

No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o Porto de Long Beach movimentou 7.675.255 TEUs, volume 3,9% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano anterior.

Os números indicam a continuidade do crescimento das operações portuárias ao longo do ano, apesar dos desafios relacionados aos custos de transporte e às condições do comércio internacional.

Terminal ferroviário também estabelece recorde

Outro destaque de setembro foi o desempenho da Total Terminals International. A empresa estabeleceu um novo recorde mensal de movimentação ferroviária no Porto de Long Beach, com 59.410 movimentos.

Esse volume correspondeu a quase metade de toda a movimentação de contêineres do terminal, segundo informações divulgadas por Hacegaba.

O resultado evidencia a relevância da integração entre transporte marítimo e ferroviário para ampliar a capacidade logística, agilizar o escoamento de mercadorias e atender à demanda do comércio exterior.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Porto de San Antonio realiza simulado de derramamento de combustível para reforçar segurança marítima

O Porto de San Antonio, no Chile, promoveu um exercício simulado de emergência para testar a capacidade de resposta a um possível derramamento de combustível no mar. A atividade mobilizou diferentes equipes que atuam no complexo portuário e foi acompanhada pela Autoridade Marítima e pela Empresa Portuária San Antonio (EPSA).

O treinamento teve como foco avaliar os procedimentos de emergência, a integração entre os terminais e a eficiência das medidas de contenção de hidrocarbonetos, com atenção à proteção ambiental e à segurança das operações portuárias.

Simulado reproduz vazamento de diesel na baía de San Antonio

O exercício ocorreu nas instalações do terminal QC Policarpo Toro e contou com a participação da brigada de emergência da concessionária Puerto Panul.

O cenário simulado envolveu o rompimento de uma mangueira utilizada na transferência de combustível, provocando um suposto vazamento de diesel nas águas da baía de San Antonio.

Diante da ocorrência fictícia, as equipes acionaram os protocolos de emergência e mobilizaram três embarcações, além de barreiras flutuantes de contenção, para impedir a dispersão do combustível e reduzir os possíveis impactos sobre o ambiente marinho.

Integração entre equipes busca reduzir tempo de resposta

O subgerente de Saúde e Segurança Ocupacional, Meio Ambiente e Qualidade (SSOMAC) da EPSA, Maximiliano Gedvillo, destacou que um dos principais objetivos foi verificar a capacidade de coordenação dos recursos disponíveis diante de uma ocorrência desse tipo.

Segundo ele, o treinamento permitiu avaliar a integração entre os dois terminais e a Autoridade Marítima, além de testar o funcionamento conjunto dos equipamentos de contenção.

A atividade também verificou a possibilidade de conectar as barreiras de contenção utilizadas pelas equipes, formando uma estrutura única para aumentar a eficiência das ações e minimizar o tempo de resposta em situações reais.

Autoridade Marítima destaca atualização dos procedimentos

O capitão do Porto de San Antonio, capitão de fragata Roberto Ascencio, ressaltou a importância de manter os profissionais preparados e os equipamentos atualizados para enfrentar emergências marítimas.

A avaliação incluiu a revisão dos procedimentos operacionais e das primeiras medidas que devem ser adotadas após a identificação de um vazamento de combustível.

Plano conjunto orienta resposta a emergências portuárias

O simulado integra o Plano de Ação Comum para Emergências do Porto de San Antonio, que define mecanismos de coordenação entre as empresas e os órgãos que operam no complexo portuário.

O plano estabelece diretrizes para situações que possam colocar em risco as pessoas, comprometer as atividades portuárias ou causar danos ao meio ambiente.

Durante o exercício, a EPSA participou da avaliação dos tempos de resposta, da aplicação dos protocolos e da atuação conjunta das equipes. A iniciativa contribui para identificar oportunidades de melhoria e fortalecer a segurança portuária, a prevenção de acidentes e a preparação para eventuais emergências ambientais.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Porto de Callao: Governo do Peru avalia investimentos e melhorias na infraestrutura portuária

O Governo do Peru, por meio do Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC), analisa propostas de investimento para ampliar a capacidade e melhorar a operação dos terminais portuários de Callao. O tema foi discutido em reunião entre o ministro José Tangherlini Casal e a deputada Auristela Obando.

Aditivos contratuais e projetos para o Porto de Callao

Durante o encontro, o ministro apresentou informações sobre os aditivos contratuais em andamento e as propostas encaminhadas pelos operadores do Porto de Callao, um dos principais complexos portuários do país.

Entre as iniciativas está o projeto do Muelle Sur, que prevê a implantação de um anteporto destinado a organizar o acesso dos caminhões ao terminal. Segundo Tangherlini Casal, a estrutura precisa ser acompanhada de melhorias no sistema viário para garantir melhores condições de circulação e reduzir os impactos do tráfego na região.

Plano mestre orienta expansão portuária

O MTC também trabalha em conjunto com a Autoridade Portuária Nacional (APN) para avançar na aprovação do plano mestre do complexo portuário. A expectativa apresentada pelo ministro é que o documento esteja aprovado até meados de novembro, permitindo dar continuidade aos aditivos e às iniciativas de desenvolvimento da infraestrutura.

O planejamento busca orientar as próximas etapas dos projetos e contribuir para o aprimoramento das operações portuárias de Callao.

Conectividade rural e modernização administrativa

Além dos investimentos portuários, a reunião abordou a conectividade de telecomunicações em áreas rurais, tema relacionado à ampliação do acesso aos serviços de comunicação em regiões afastadas dos grandes centros.

Em outro ponto da conversa, Auristela Obando manifestou disposição para colaborar com a revisão de procedimentos administrativos por meio da Comissão de Modernização do Estado do Congresso. A atuação poderá considerar as demandas identificadas pelo Poder Executivo, com o objetivo de aprimorar os processos da administração pública.

MTC prevê nova reunião para acompanhar as propostas

Ao final do encontro, foi proposta a realização de uma nova reunião, organizada por meio da coordenação parlamentar do MTC. A iniciativa deverá permitir o acompanhamento dos assuntos discutidos, incluindo os projetos portuários, a conectividade rural e a revisão de procedimentos administrativos.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Porto de Santos terá dois novos berços para ampliar movimentação de granéis líquidos

Um consórcio formado por Ultracargo, Stolthaven Terminals, Granel Química e Vopak firmou contrato com a Autoridade Portuária de Santos (APS) para construir dois novos berços públicos de atracação na região da Alemoa, na Zona Noroeste do Porto de Santos. Com início das obras previsto para 2027, o empreendimento pretende ampliar a capacidade operacional do complexo e melhorar a eficiência logística no transporte de combustíveis e produtos químicos.

A iniciativa busca preparar o maior porto da América Latina para atender ao crescimento da demanda por granéis líquidos, segmento estratégico para diferentes cadeias produtivas da economia brasileira.

Novos berços permitirão receber navios de maior porte

A construção dos dois berços ampliará as opções de atracação na região da Alemoa, permitindo receber embarcações com até 70 mil toneladas de porte bruto (DWT, na sigla em inglês).

A possibilidade de operar navios maiores deve proporcionar ganhos de escala, melhorar a previsibilidade das operações e aumentar a competitividade do transporte marítimo de combustíveis e produtos químicos.

Outro componente importante do projeto é o aprofundamento do canal para 14 metros. A mudança permitirá a entrada de embarcações com maior capacidade de carga, cerca de 17% acima do limite atual, conforme as condições operacionais consideradas no empreendimento.

Na prática, a ampliação poderá reduzir a necessidade de dividir cargas em diferentes viagens e aumentar o volume transportado a cada atracação, tornando a logística marítima mais eficiente.

Projeto prevê acréscimo de 3 milhões de toneladas por ano

A expectativa é que a nova infraestrutura acrescente aproximadamente 3 milhões de toneladas anuais à movimentação de granéis líquidos no Porto de Santos.

Além do aumento da capacidade, a disponibilidade de mais pontos de atracação e o recebimento de navios maiores devem melhorar o aproveitamento dos ativos em terra. Entre os resultados esperados estão maior agilidade nas operações, aumento da produtividade e melhor giro dos tanques de armazenamento da Alemoa.

O projeto também deverá contribuir para reduzir o tempo de espera das embarcações. Em períodos de demanda elevada, alguns navios precisam aguardar dias até que haja disponibilidade nos berços existentes.

Com a ampliação da estrutura, a expectativa é oferecer mais flexibilidade operacional e previsibilidade às empresas que dependem do terminal para movimentar combustíveis e produtos químicos.

Investimento fortalece a infraestrutura logística brasileira

Para as empresas integrantes do consórcio, a iniciativa representa um investimento em uma estrutura essencial para o país. A posição estratégica de Santos na logística nacional torna a modernização portuária importante para atender às futuras necessidades do mercado.

O grupo destaca que a expansão deve contribuir para elevar os padrões de eficiência, segurança e competitividade do complexo portuário, acompanhando as transformações das cadeias de abastecimento.

As companhias também defendem o planejamento antecipado da infraestrutura portuária, de modo que os investimentos acompanhem o desenvolvimento econômico e as necessidades futuras dos clientes.

Obras exigirão planejamento para manter operações

A execução do empreendimento envolve desafios técnicos, especialmente porque as intervenções ocorrerão em uma área portuária que continuará funcionando durante as obras.

Será necessário coordenar as etapas de construção para preservar a segurança e garantir a continuidade das operações já existentes na Alemoa.

Outro ponto de atenção é a disponibilidade de equipamentos de dragagem. A demanda por esse tipo de recurso pode representar um desafio diante do volume de projetos de infraestrutura portuária em andamento no Brasil.

Esses fatores tornam o planejamento da engenharia e do cronograma elementos fundamentais para o avanço do empreendimento.

Consórcio discute engenharia e cronograma do empreendimento

O projeto está na fase de discussões técnicas sobre as soluções de engenharia e o cronograma geral de execução. A previsão é que as obras comecem em 2027.

Quando concluídos, os novos berços deverão reforçar a posição da Alemoa como um dos principais polos latino-americanos de movimentação de combustíveis e produtos químicos.

A ampliação também integra um movimento de modernização da infraestrutura logística brasileira, com foco no aumento da capacidade, na eficiência das operações e na competitividade do comércio nacional e internacional.

FONTE: Ultracargo, Stolthaven Terminals, Granel Química e Vopak
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ultracargo

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Leilão do Porto do Itaqui prevê R$ 147 milhões em investimentos para ampliar terminal de fertilizantes

O Porto do Itaqui, localizado no Maranhão, poderá receber R$ 147,01 milhões em investimentos para ampliar a capacidade de movimentação e armazenagem de fertilizantes. O aporte está previsto no arrendamento do terminal IQI16, cuja área de aproximadamente 21,8 mil metros quadrados passará por requalificação para atender às operações com esse tipo de carga.

O edital da licitação foi publicado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), e o leilão do terminal portuário está previsto para 9 de dezembro, às 14h.

Investimentos reforçam a logística de fertilizantes no Brasil

A ampliação da infraestrutura portuária é estratégica para o abastecimento do agronegócio brasileiro, que depende fortemente das importações de fertilizantes. O país ocupa a terceira posição entre os maiores consumidores mundiais desses insumos, com uma demanda anual estimada entre 40 milhões e 45 milhões de toneladas.

Desse total, aproximadamente 80% são provenientes do mercado internacional, o que aumenta a necessidade de estruturas portuárias preparadas para receber, armazenar e distribuir os produtos.

Segundo Alex Ávila, secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos, o investimento permitirá ampliar a capacidade logística em uma região com potencial de expansão nesse segmento.

“O principal ganho para a logística nacional é ampliar essa capacidade na região Nordeste do país, onde está o Porto do Itaqui. É onde a gente vê mais oportunidade de crescimento nesse tipo de carga, de fertilizantes, na região Norte e Nordeste”, afirmou.

Terminal IQI16 terá capacidade para armazenar 70 mil toneladas

O projeto prevê a modernização de uma área já existente no complexo portuário maranhense. Após a requalificação, o terminal IQI16 deverá contar com capacidade estática de armazenagem de 70 mil toneladas de fertilizantes.

A estimativa é que a estrutura alcance uma capacidade dinâmica anual de 1,008 milhão de toneladas, ampliando o volume de cargas que poderá ser movimentado pelo porto.

A operação com fertilizantes já integra as atividades do Porto do Itaqui, que dispõe de outras áreas destinadas a esse mercado. De acordo com Alex Ávila, a implantação do novo terminal não altera a dinâmica logística atual, mas aumenta a capacidade de atendimento e cria mais uma opção para empresas que importam esses insumos pelo Maranhão.

“Eu vejo um ganho real em trazer mais fertilizante pelo Maranhão, aumentar a capacidade do porto e tornar o porto mais atrativo para o mercado”, ressaltou o secretário.

Ampliação pode gerar benefícios para a economia do Maranhão

Além de fortalecer a infraestrutura de transporte e distribuição de fertilizantes, o empreendimento poderá contribuir para a economia estadual.

A expectativa, conforme o secretário, é que a expansão das operações portuárias favoreça o crescimento da arrecadação tributária, das receitas relacionadas às atividades do porto e da renda dos trabalhadores que atuam no setor.

O investimento também busca ampliar a atratividade do complexo portuário para empresas que dependem da importação de insumos agrícolas, especialmente diante da relevância dos fertilizantes para a produtividade do campo.

Leilão terá contrato de 25 anos e critérios para preservar a concorrência

O contrato de arrendamento do terminal IQI16 terá prazo inicial de 25 anos, com possibilidade de prorrogação. A escolha da empresa vencedora será baseada no maior valor de outorga oferecido, correspondente ao pagamento pelo direito de exploração comercial da área.

O edital também estabelece regras para evitar a concentração de mercado no segmento de fertilizantes do Complexo Portuário do Itaqui.

Pelas condições previstas, grupos econômicos que ultrapassem 40% de participação no mercado após o arrendamento só poderão vencer a licitação se não houver outra proposta válida concorrente.

A sessão pública do leilão está marcada para 9 de dezembro, às 14h. Os interessados podem consultar o edital e os documentos relacionados à disputa no site oficial da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ascom/MPor

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Capitania dos Portos declara praticabilidade total da barra do Porto de Itajaí

Decisão restabelece as condições normais de navegação e manobras de entrada e saída de navios após período de restrições provocadas pelo aumento da correnteza do Rio Itajaí-Açu

A Superintendência do Porto de Itajaí (SPI) informa que, nesta quinta-feira (15), às 15h40, a Delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí comunicou oficialmente a PRATICABILIDADE TOTAL da barra do Porto de Itajaí, permitindo a retomada das manobras de entrada e saída de embarcações sem as restrições anteriormente estabelecidas.

A decisão foi tomada pela Autoridade Marítima, conforme o item 0418 das Normas e Procedimentos da Capitania dos Portos de Santa Catarina (NPCP-SC, 1ª Revisão), após um período de restrições operacionais decorrentes das condições hidrológicas adversas, especialmente do aumento da vazão do Rio Itajaí-Açu e da intensidade das correntezas, associadas aos efeitos do fenômeno El Niño.

A Superintendência destaca que permanece acompanhando as condições de navegabilidade do canal de acesso, em articulação com a Autoridade Marítima e os demais agentes da comunidade portuária, visando garantir a segurança das operações e a continuidade das atividades portuárias.

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Portos

Porto do Meio: Cedro obtém aval ambiental para investir R$ 3,6 bilhões em Itaguaí

A Cedro Participações recebeu aprovação da Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA) para a emissão da Licença Ambiental Integrada (LAI) do Porto do Meio, novo terminal de minério de ferro projetado para o Porto de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O empreendimento prevê investimentos de R$ 3,6 bilhões e poderá gerar cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de construção.

A autorização, aprovada na terça-feira (13), representa um avanço no processo de implantação do complexo portuário. A estrutura terá capacidade inicial para movimentar menos de 15 milhões de toneladas de minério de ferro por ano e atenderá tanto à produção da Cedro quanto a cargas de outras mineradoras.

Com a aprovação ambiental, a companhia poderá avançar nas próximas etapas do projeto, respeitando as exigências e condicionantes previstas no licenciamento.

Segundo José Carlos Martins, presidente do Conselho de Administração da Cedro Participações, o terminal será estratégico para os planos de expansão da empresa no setor mineral. A estrutura própria deverá ampliar a autonomia da companhia nas exportações de minério de ferro e contribuir para o crescimento das operações até o início da próxima década.

Obras do Porto do Meio devem gerar 3 mil empregos

A implantação do terminal portuário em Itaguaí tem prazo estimado de três anos. O cronograma inclui obras civis, dragagem, instalação de equipamentos e serviços de montagem eletromecânica.

Durante o período de maior demanda por mão de obra, a expectativa é de aproximadamente 3 mil empregos diretos e indiretos. Após o início das operações, o empreendimento deverá contar com 256 funcionários diretos.

A empresa também projeta a geração de R$ 1,2 bilhão em tributos municipais, embora não tenha especificado o período considerado para essa estimativa.

O complexo ocupará uma área de aproximadamente 250 mil metros quadrados, situada entre os terminais da Vale e da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A localização entre essas duas estruturas portuárias inspirou o nome Porto do Meio.

A infraestrutura planejada inclui pátio para armazenamento de minério de ferro e um berço de atracação para navios, com profundidade prevista de até 20 metros. O objetivo é integrar as etapas de recebimento, estocagem e embarque da carga destinada ao mercado internacional.

Ferrovia da MRS conectará Minas Gerais ao terminal

A integração com a malha ferroviária da MRS Logística será um dos principais diferenciais logísticos do projeto. A rede conecta áreas produtoras de minério de ferro em Minas Gerais ao litoral do Rio de Janeiro, permitindo transportar a produção até o terminal de exportação.

A conexão deverá ampliar as alternativas de escoamento do minério extraído no Quadrilátero Ferrífero, uma das principais regiões mineradoras do país.

Além da proximidade com áreas produtoras e estruturas portuárias existentes, a combinação entre transporte ferroviário e operações marítimas poderá contribuir para a eficiência logística do empreendimento.

Para a Cedro, contar com um terminal próprio significa diminuir a dependência de instalações administradas por outras companhias e conquistar maior controle sobre o planejamento dos embarques. A iniciativa está alinhada à estratégia de expansão da produção mineral prevista para os próximos anos.

Novo terminal poderá atender mineradoras de médio porte

Embora tenha sido concebido para atender à demanda da própria Cedro, o Porto do Meio também deverá disponibilizar capacidade de movimentação para outras empresas do setor.

A proposta inclui atender especialmente mineradoras de médio porte que não possuem terminais próprios e dependem de grandes operadores portuários ou de empresas comercializadoras de commodities para acessar o mercado internacional.

Com uma nova alternativa de infraestrutura, essas companhias poderão ampliar suas possibilidades de negociação com compradores estrangeiros e, dependendo dos contratos estabelecidos, reduzir a participação de intermediários nas operações comerciais e logísticas.

A Cedro também destaca o potencial de acordos de longo prazo e de maior previsibilidade na programação dos embarques. A proximidade das regiões produtoras de Minas Gerais e a ligação ferroviária são apontadas como fatores que podem favorecer os custos de transporte.

A abertura do terminal para cargas de terceiros poderá, assim, ampliar as opções de exportação em um setor no qual o acesso à infraestrutura portuária tem influência direta sobre a competitividade das empresas.

Cedro venceu leilão federal da área portuária em 2024

O desenvolvimento do Porto do Meio ganhou impulso em dezembro de 2024, quando a Cedro Participações venceu o leilão federal de arrendamento da área ITG02, localizada no Porto de Itaguaí.

O contrato de arrendamento tem prazo de 35 anos, com possibilidade de renovação por igual período. A concessão estabeleceu as bases para a elaboração dos estudos e o planejamento da infraestrutura.

A aprovação da CECA constitui mais uma etapa no avanço do projeto. A formalização da licença ambiental e o atendimento às condições estabelecidas pelos órgãos competentes serão importantes para a continuidade da implantação.

Com aporte estimado em R$ 3,6 bilhões, o Porto do Meio pretende fortalecer a capacidade de exportação de minério de ferro pelo litoral fluminense e criar uma alternativa logística para conectar a produção de Minas Gerais aos mercados internacionais.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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