Portos

Porto do Rio Grande amplia eficiência e se firma entre os mais competitivos do Brasil

O Porto do Rio Grande consolidou sua posição como um dos complexos portuários mais eficientes do Brasil ao registrar o segundo melhor desempenho nacional na relação entre custo e eficiência operacional. O resultado tem como base dados do sistema Porto Sem Papel e do anuário da Antaq, reforçando o protagonismo da Portos RS no cenário logístico brasileiro.

Mesmo diante de desafios operacionais e alta demanda de cargas, o complexo gaúcho manteve indicadores positivos e avançou em competitividade, eficiência e geração de valor para o comércio exterior.

Investimentos impulsionam eficiência portuária

Entre 2024 e 2025, o complexo apresentou crescimento estimado de 12% nos índices de eficiência operacional. O avanço é atribuído aos investimentos em infraestrutura, modernização tecnológica e melhorias nos processos de gestão portuária.

Os ganhos operacionais tiveram impacto direto na cadeia logística, gerando economia superior a R$ 103 milhões no período de dois anos. Com isso, o complexo portuário do Rio Grande passou a integrar o grupo dos portos que mais agregam valor ao setor no país.

Redução de custos fortalece competitividade

Somente com a diminuição dos custos de estadia de embarcações, o porto registrou economia acima de R$ 59 milhões, alcançando a segunda maior marca nacional nesse indicador. Quando somados os ganhos obtidos com atracação, o terminal gaúcho também aparece como o segundo maior gerador de economia portuária do Brasil.

Além disso, a maior disponibilidade da infraestrutura operacional abre possibilidade de até R$ 66,4 milhões em faturamento adicional.

Tempo de operação cai e produtividade aumenta

Os indicadores operacionais mostram avanços significativos no desempenho do porto. O tempo médio de estadia das embarcações caiu de 55,1 horas para 47,9 horas. Já o tempo médio de atracação teve redução de 4,95 horas.

Considerando o custo médio de R$ 5.296,81 por hora por navio, a diminuição do tempo operacional representa economia importante para armadores e operadores logísticos, além de acelerar o fluxo das embarcações.

A melhora nos resultados reflete uma gestão mais eficiente dos berços de atracação e maior integração logística, reduzindo períodos ociosos e ampliando a produtividade do terminal.

Porto mantém desempenho elevado mesmo com alta demanda

O Porto do Rio Grande concentra 7,5% dos Documentos Únicos Virtuais (DUVs) do país, índice que representa a segunda maior participação nacional. O dado evidencia a capacidade operacional do complexo mesmo em cenários de elevada movimentação de cargas.

A estrutura atende cadeias estratégicas como grãos, fertilizantes e cargas gerais, segmentos fundamentais para o comércio exterior brasileiro. A capacidade de manter previsibilidade e confiabilidade operacional também fortalece a competitividade do porto frente a empreendimentos com demanda semelhante.

Autoridades destacam gestão e modernização

O secretário de Logística e Transportes, Clóvis Magalhães, afirmou que o desempenho é resultado de uma política contínua de qualificação da infraestrutura logística estadual.

Segundo ele, a modernização dos ativos estratégicos e os investimentos permanentes têm ampliado a competitividade do Rio Grande do Sul nos mercados nacional e internacional.

Já o coordenador de Transformação Digital da Secretaria Nacional de Portos, Tiego Arruda, ressaltou que a combinação entre eficiência operacional e competitividade tarifária colocou a Portos RS em posição de destaque no setor portuário brasileiro.

O presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, destacou que os indicadores confirmam a evolução consistente do complexo portuário gaúcho e reforçam o alinhamento entre planejamento, investimentos e integração com o setor privado.

Complexo portuário reforça papel estratégico no comércio exterior

Os resultados recentes consolidam o complexo portuário do Rio Grande como referência nacional em eficiência portuária, competitividade logística e gestão operacional. O desempenho fortalece a importância estratégica do terminal para o desenvolvimento econômico e para a expansão do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Jornal do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ascom Portos RS/Divulgação/JC

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Portos

Incêndio no Porto de Itajaí não causou contaminação ambiental, aponta relatório inicial

O relatório preliminar sobre o incêndio registrado em um guindaste no Porto de Itajaí concluiu que não houve contaminação do rio Itajaí-Açu nem danos ambientais na área afetada. O documento também destaca a rapidez da resposta das equipes envolvidas no combate à ocorrência.

Comissão investiga causas do incêndio

As informações foram apresentadas durante reunião da Comissão de Investigação Administrativa e Preventiva, criada pela Superintendência do porto para apurar as circunstâncias do acidente ocorrido em 25 de abril.

A previsão é de que o relatório final seja concluído até 21 de maio, contendo o resultado completo da investigação e possíveis medidas preventivas para evitar novos incidentes.

Guindaste destruído armazenava óleo diesel

O incêndio atingiu um guindaste móvel pertencente à JBS Terminais. Segundo o relatório, o equipamento passava por manutenção no momento do incidente e possuía aproximadamente 12 mil litros de óleo diesel armazenados no tanque, além de óleo hidráulico.

Apesar da gravidade do incêndio, o documento aponta que a atuação integrada das equipes permitiu o controle rápido das chamas, sem registro de vítimas e sem impactos ambientais no entorno do porto.

Operação contou com atuação integrada

Participaram da operação representantes da Superintendência do Porto de Itajaí, do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina, da Ambipar e da Guarda Portuária.

De acordo com a administração portuária, as atividades no terminal seguem funcionando normalmente após o incidente.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo/Divulgação CMBSC

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Portos

Porto Seco em Erechim entra em debate e pode transformar logística no Norte do RS

A Câmara Municipal de Erechim recebe nesta segunda-feira (11), às 15h30, uma audiência pública para discutir a implantação de um Porto Seco em Erechim, no Norte do Rio Grande do Sul. O encontro será promovido pela Comissão de Economia da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e terá como foco a análise da viabilidade técnica da futura Estação Aduaneira do Interior (EADI).

A proposta busca descentralizar serviços alfandegários atualmente concentrados em regiões portuárias e cidades de fronteira.

Projeto quer reduzir custos logísticos no Norte gaúcho

Hoje, empresas instaladas no Norte do estado precisam percorrer mais de 600 quilômetros até o Porto de Rio Grande para realizar operações de exportação e importação.

Com a criação de um porto seco, procedimentos como desembaraço aduaneiro, armazenamento e movimentação de cargas poderiam ser feitos diretamente em Erechim.

A expectativa é que a estrutura reduza custos operacionais, agilize o transporte de mercadorias e aumente a competitividade das indústrias da região.

Região possui forte potencial industrial e agroindustrial

A apresentação técnica do projeto ficará a cargo de José Carlos Polidoro, pesquisador da Embrapa e assessor do Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil.

O especialista deve apresentar estudos sobre o potencial logístico do município e da região, que concentra um importante polo metalmecânico e agroindustrial.

Segundo os organizadores, a iniciativa pode fortalecer a integração do Norte gaúcho aos principais corredores de comércio exterior do Brasil e do Mercosul.

Lideranças articulam projeto junto ao governo federal

A proposta de implantação do Porto Seco em Erechim vem sendo discutida com autoridades federais em Brasília e conta com apoio de lideranças políticas e empresariais da região.

O deputado estadual Paparico Bacchi, responsável pela proposição da audiência pública, afirmou que o projeto pode representar um avanço estratégico para a economia regional.

Segundo ele, documentos relacionados à proposta já foram encaminhados à prefeitura de Erechim e a ministérios do governo federal.

Porto Seco pode ampliar competitividade regional

A criação de uma estrutura alfandegária no interior do estado é vista pelo setor produtivo como uma alternativa para modernizar a logística regional e reduzir a dependência das áreas portuárias tradicionais.

Além da diminuição de custos, o projeto pode atrair novos investimentos, ampliar a capacidade exportadora e facilitar o acesso das empresas locais ao mercado internacional.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Imagem meramente ilustrativa / Magnific / Porto Alegre 24 horas

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Porto Sudeste amplia estrutura para operação de granéis líquidos em Itaguaí

O Porto Sudeste iniciou uma nova fase de expansão logística com a construção de estruturas voltadas à operação de granéis líquidos, como petróleo e derivados. O projeto marca a entrada do terminal em uma frente estratégica ligada ao crescimento da produção nacional de petróleo, especialmente do pré-sal.

A ampliação ocorre por meio da implantação dos chamados dolfins, estruturas marítimas que passam a integrar a operação do terminal localizado na Baía de Sepetiba, em atividade desde 2015.

Expansão acompanha avanço da produção de petróleo

A obra já estava prevista na Licença de Instalação emitida em 2012 e posteriormente atualizada em 2023. Segundo o terminal, a iniciativa busca atender à crescente demanda por soluções logísticas voltadas ao escoamento e exportação de petróleo.

De acordo com Ulisses Oliveira, o aumento da produção nacional de petróleo vem exigindo maior capacidade operacional nos portos brasileiros.

Segundo ele, o crescimento das operações offshore impulsiona a necessidade de ampliar estruturas de transbordo, reduzir filas e garantir mais previsibilidade logística para exportação de óleo cru.

Entenda o que são os dolfins portuários

Apesar do nome pouco conhecido, os dolfins são estruturas comuns em grandes terminais marítimos. Construídos no mar, eles funcionam como pontos de atracação e amarração de embarcações durante operações de carga e descarga.

No caso do Porto Sudeste, os equipamentos serão utilizados em operações de transbordo “ship-to-ship”, modelo em que a transferência do petróleo ocorre entre dois navios posicionados lado a lado.

O projeto prevê a instalação de:

  • seis estruturas de amarração;
  • duas estruturas de atracação;
  • uma plataforma de apoio equipada com sistemas elétricos e de combate a incêndio.

Obras terão apoio de balsas e rebocadores

O início das intervenções está previsto para os próximos dias. Para a execução dos trabalhos, serão utilizados equipamentos marítimos especializados, como rebocadores e balsas operacionais.

Uma das balsas permanecerá fixa na área da obra, já delimitada por zona de exclusão de navegação. A embarcação contará com guindastes, martelos de cravação e demais equipamentos necessários para instalação das estruturas.

Outras três balsas menores serão responsáveis pelo transporte de materiais entre o canteiro de obras em Coroa Grande e o local de implantação, utilizando o corredor de navegação existente.

Área recebe sinalização especial para segurança marítima

Para garantir a segurança da navegação durante as obras, foram instaladas boias luminosas amarelas na região da intervenção.

A sinalização segue exigências da Marinha do Brasil e recebeu aprovação da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia da Capitania em Itacuruçá.

As atividades ocorrerão de segunda a sábado, de forma contínua, respeitando os limites de emissão sonora previstos na legislação ambiental. O projeto também contará com monitoramento acústico e acompanhamento ambiental permanente.

Obra deve ser concluída até dezembro de 2026

Segundo o cronograma do terminal, a implantação dos dolfins deve ser finalizada até dezembro de 2026.

Com a nova estrutura, o Porto Sudeste pretende ampliar sua atuação na logística de petróleo e fortalecer sua participação no escoamento de cargas estratégicas da região Sudeste.

FONTE: Porto Sudeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Porto de Paranaguá bate recorde com desembarque de mais de 5 mil carros elétricos

O Porto de Paranaguá registrou, na primeira semana de maio, a maior operação de movimentação de veículos da história da Portos do Paraná. A marca foi alcançada com o desembarque de 5.101 carros elétricos transportados em um único navio vindo da China.

A operação foi concluída na última terça-feira (5) e mobilizou cerca de 350 trabalhadores em diferentes turnos ao longo de 24 horas de atividades.

Operação histórica reforça avanço do setor automotivo

A movimentação foi coordenada pela Ascensus Gestão e Participações, empresa especializada em cargas automotivas. Segundo a Portos do Paraná, esta foi a maior operação já realizada no terminal paranaense nesse segmento.

O crescimento da movimentação de veículos já vinha sendo observado nos últimos meses. Em março deste ano, outra operação de grande porte movimentou 3.370 veículos elétricos no porto.

Somente no primeiro trimestre de 2026, mais de 20,9 mil veículos, entre modelos elétricos e convencionais, passaram pelo terminal de Paranaguá. O volume representa crescimento de 100% em comparação ao mesmo período de 2025.

Porto de Paranaguá amplia protagonismo na movimentação de veículos

Com o aumento das operações automotivas, o Porto de Paranaguá vem consolidando sua posição entre os principais portos brasileiros na movimentação de cargas rolantes e veículos.

Atualmente, o terminal opera com cinco linhas marítimas voltadas ao setor automotivo, fortalecendo a logística de importação e exportação de automóveis no país.

Estrutura exclusiva agiliza operações de navios Ro-Ro

De acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, os resultados refletem a eficiência operacional do terminal, desde a chegada dos navios até os processos de embarque e desembarque.

Ele também destacou a qualificação da mão de obra envolvida nas operações, considerada um diferencial competitivo reconhecido pelas empresas do setor automotivo.

Outro ponto apontado pela Ascensus é a estrutura dedicada ao recebimento de veículos. O porto conta com um berço exclusivo para embarcações do tipo Ro-Ro (Roll-on/Roll-off), utilizado no transporte de veículos e máquinas sobre rodas.

Segundo a empresa, a exclusividade reduz filas e evita disputas por espaço com outros tipos de carga, tornando as operações mais rápidas e eficientes.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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CMA CGM inclui Porto de Itajaí na rota do serviço Sirius e retira escala no Rio de Janeiro

A armadora francesa CMA CGM anunciou mudanças na operação do serviço marítimo Sirius, responsável pela conexão entre a América do Sul, a África e a Europa. A principal alteração envolve a inclusão do Porto de Itajaí na rota e a retirada da escala no Porto de Itaguaí.

Serviço Sirius terá nova escala em Santa Catarina

Com a atualização da rota, o Porto de Itajaí passa a integrar oficialmente o itinerário do serviço Sirius, fortalecendo a movimentação logística e o fluxo de transporte marítimo internacional em Santa Catarina.

De acordo com a companhia, a última operação no porto fluminense será realizada pelo navio Lisa Marie, prevista para o dia 13 de junho. Já a primeira atracação em Itajaí acontecerá em 16 de junho, com a embarcação Santa Ines.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal BE News

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Leilão do Tecon Santos 10 terá outorga bilionária e regras mais flexíveis para armadores

A Casa Civil encaminhou novas diretrizes para o leilão do Tecon Santos 10, futuro superterminal de contêineres do Porto de Santos (SP), considerado um dos maiores projetos de infraestrutura portuária do país.

Em nota técnica elaborada pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o governo orienta o Ministério de Portos e Aeroportos a flexibilizar as regras de participação no certame e elevar o valor mínimo de outorga de R$ 500 milhões para R$ 1,044 bilhão.

O documento também libera a participação de armadores internacionais no processo de concessão, tema que vinha gerando forte debate entre empresas do setor e órgãos reguladores.

Armadores poderão disputar o terminal

A nova modelagem abre espaço para grupos de navegação marítima, como MSC, Maersk e Cosco, participarem da disputa pelo superterminal de Santos.

A medida altera o entendimento anterior que buscava restringir a presença de armadores para evitar a chamada verticalização das operações — situação em que uma mesma empresa controla tanto o transporte marítimo quanto a operação portuária.

Segundo a nota técnica do PPI, não foram identificados impedimentos concorrenciais ou regulatórios suficientes para barrar a entrada dessas companhias no leilão.

O texto afirma ainda que limitar a participação dos armadores poderia gerar ineficiências produtivas, econômicas e sociais para o setor portuário.

Operadoras atuais também poderão entrar na disputa

Outra mudança relevante envolve as empresas que já atuam no Porto de Santos. Pela nova orientação, operadoras atuais poderão participar diretamente do leilão do Tecon Santos 10.

No entanto, caso vençam a disputa, precisarão formalizar a venda definitiva de suas participações em outros terminais de contêineres localizados no porto antes da assinatura do novo contrato.

A proposta busca reduzir riscos concorrenciais e evitar concentração excessiva no mercado portuário.

Segundo o documento, caso a venda dos ativos não seja concluída, o governo poderá convocar o segundo colocado do leilão sem prejuízos ao processo.

Projeto prevê mais de R$ 6 bilhões em investimentos

O Tecon Santos 10 é tratado como estratégico para ampliar a capacidade logística do maior porto da América Latina.

O terminal deve receber investimentos superiores a R$ 6 bilhões e tem potencial para aumentar em cerca de 50% a movimentação de contêineres no Porto de Santos, que atualmente opera próximo do limite de capacidade.

A expectativa do governo é que o novo terminal ajude a reduzir custos logísticos e aumente a eficiência das operações portuárias brasileiras.

Cronograma do leilão sofreu atrasos

Inicialmente previsto para ocorrer no fim de 2025, o leilão acabou sendo adiado em meio às divergências entre empresas interessadas e discussões sobre o modelo regulatório.

Agora, o cenário mais otimista aponta para a realização do certame no segundo semestre de 2026, embora ainda exista a possibilidade de o processo ficar para 2027.

Empresas como ICTSI e JBS defendiam um modelo mais restritivo, com etapas separadas para entrada de novos operadores e atuais participantes do mercado.

Governo defende maior concorrência no certame

Na nota técnica, o PPI afirma que o governo federal não pretende favorecer novos participantes em detrimento das empresas já estabelecidas no setor.

O entendimento da Casa Civil é de que uma concorrência mais ampla pode aumentar as chances de selecionar operadores mais eficientes e competitivos para administrar o terminal.

O documento destaca ainda que o aumento da disputa tende a beneficiar a cadeia logística nacional, reduzindo custos e ampliando a capacidade operacional do comércio exterior brasileiro.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jorge Silva/Reuters

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Portos

Tecon Santos recebe guindastes elétricos da China em investimento de R$ 300 milhões

O navio Zhen Hua 28 atracou no Brasil trazendo ao Tecon Santos um carregamento estratégico para a modernização do terminal portuário. Vindos da China, os equipamentos incluem dois portêineres e oito guindastes elétricos RTGs, todos desmontados para transporte marítimo.

A operação faz parte de um pacote de investimentos de R$ 300 milhões realizado pela Santos Brasil, dentro de um amplo projeto de expansão, automação e descarbonização das atividades no porto.

A embarcação deixou a China em novembro de 2025 e concluiu o desembarque no litoral paulista em janeiro de 2026, utilizando trilhos conectados entre o navio e o cais para descarregar as estruturas.

Novos guindastes ampliam capacidade operacional do terminal

Os dois novos portêineres recebidos pelo terminal foram projetados para aumentar a produtividade das operações de carga e descarga no cais.

Cada equipamento possui cerca de 50 metros de altura e alcance operacional de até 70 metros. Além disso, os guindastes conseguem movimentar simultaneamente dois contêineres de 20 pés carregados, suportando até 100 toneladas por operação.

Segundo a empresa, os novos equipamentos representam não apenas renovação da frota, mas também uma ampliação efetiva da capacidade operacional do terminal portuário.

Operação remota será implantada gradualmente

A Santos Brasil informou que a operação convencional dos novos equipamentos deve começar em fevereiro. Já a implementação da operação remota de guindastes ocorrerá de forma progressiva.

O processo inclui testes técnicos, integração de sistemas e treinamento das equipes responsáveis pela operação à distância. A expectativa é que a transição completa para o modelo remoto leve até um ano.

Com isso, o terminal avança no processo de automação e digitalização das atividades portuárias.

Tecnologia promete mais segurança e produtividade

Os novos portêineres contam com o sistema Truck Position System (TPS), tecnologia que permite o alinhamento preciso das carretas durante os procedimentos de embarque e desembarque de contêineres.

A empresa acredita que a inovação deve elevar os níveis de segurança operacional e aumentar a eficiência logística do cais.

Além disso, os equipamentos já foram preparados para funcionamento integrado ao centro de controle remoto do terminal, alinhando o Tecon Santos às tendências globais de automação portuária.

RTGs elétricos devem reduzir emissões em até 97%

Os oito novos RTGs elétricos passam a integrar a frota sustentável do terminal, que já operava outras oito unidades movidas a eletricidade.

A meta da Santos Brasil é acelerar a substituição dos modelos movidos a diesel. A empresa prevê a aquisição de mais 30 RTGs elétricos nos próximos anos.

De acordo com a companhia, cada equipamento elétrico evita a emissão de aproximadamente 20 toneladas de CO₂ por mês. Quando toda a frota antiga for substituída, a expectativa é alcançar uma redução mensal de 713 toneladas de dióxido de carbono, equivalente a uma queda de 97% nas emissões dessa etapa operacional.

Modernização do Tecon Santos prevê R$ 3 bilhões até 2031

A chegada dos equipamentos integra um projeto iniciado em 2019 para ampliação e modernização do Tecon Santos, considerado um dos principais terminais portuários do país.

O plano prevê investimentos totais de cerca de R$ 3 bilhões até 2031. Segundo a empresa, aproximadamente R$ 2 bilhões já foram aplicados.

Os aportes também fazem parte do Plano de Transição Climática da companhia, que estabelece como meta atingir operações net zero até 2040.

Automação e sustentabilidade redefinem setor portuário

A operação envolvendo o navio vindo da China chama atenção pelo porte dos equipamentos, pelo volume do investimento e pelo impacto tecnológico e ambiental previsto para o terminal.

Mais do que ampliar a infraestrutura física, o projeto busca combinar automação portuária, eficiência logística e redução de emissões em uma única estratégia de longo prazo.

Com a chegada dos novos portêineres e RTGs elétricos, o Tecon Santos reforça sua aposta em um modelo operacional mais conectado, inteligente e menos dependente de combustíveis fósseis.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Porto de Itajaí amplia relações internacionais após visita do Consulado dos Estados Unidos

O Porto de Itajaí recebeu nesta quarta-feira (6) a visita institucional de James Ermarth, representante do Consulado Geral dos Estados Unidos no Brasil.

A agenda teve como foco o fortalecimento das relações institucionais e a ampliação da cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos no setor portuário e logístico.

Porto de Itajaí apresenta resultados operacionais

A reunião foi conduzida pelo assessor executivo Thiago Morastoni, representando o superintendente Artur Antunes Pereira. Também participou do encontro o coordenador-geral de Sistemas de Segurança Portuária, Diogo Schmitt.

Durante a apresentação institucional, foram compartilhados dados sobre o desempenho do terminal. Apenas no primeiro semestre de 2026, o porto movimentou cerca de 1,2 milhão de toneladas de cargas. Desde a retomada das operações, o faturamento acumulado já alcança R$ 200 milhões.

Visita técnica destacou operação do terminal portuário

Após a reunião, o representante do consulado realizou uma visita técnica pelas instalações do porto e acompanhou de perto a operação logística do terminal.

Segundo Thiago Morastoni, o encontro reforça a importância estratégica do porto no cenário internacional e amplia as possibilidades de futuras parcerias econômicas.

“O diálogo permitiu apresentar o potencial econômico do Porto de Itajaí e destacar oportunidades ligadas ao comércio exterior, investimentos e desenvolvimento regional”, afirmou.

Porto busca fortalecer presença no comércio internacional

A visita institucional faz parte da estratégia do Porto de Itajaí de estreitar relações com parceiros estrangeiros e consolidar o terminal como referência em logística portuária, comércio internacional e infraestrutura marítima.

A administração do porto também destacou o compromisso com modernização, transparência e competitividade, fatores considerados essenciais para atrair novos investidores e ampliar a atuação do terminal no mercado global.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Porto de Paranaguá destaca inovação logística durante Caravanas da Inovação Portuária

O Porto de Paranaguá recebeu visitas técnicas e apresentações voltadas à modernização do setor durante a 7ª edição das Caravanas da Inovação Portuária. A iniciativa é promovida pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

No primeiro dia da programação, a Portos do Paraná apresentou dados operacionais dos terminais de Paranaguá e Antonina, além de projetos estratégicos ligados à transformação logística, eficiência operacional e crescimento do setor portuário.

Inovação portuária vai além da tecnologia

Durante os debates, os participantes acompanharam uma visão prática sobre inovação aplicada ao ambiente portuário. A proposta destacou que melhorias operacionais não dependem apenas de soluções tecnológicas avançadas, mas também da integração de processos e da capacidade de resposta às demandas do dia a dia.

Segundo Tetsu Koike, inovação no setor envolve tanto tecnologia quanto aprimoramento contínuo da rotina operacional.

“O ganho de eficiência muitas vezes está em ajustes simples de processos e na capacidade de adaptação às necessidades operacionais”, afirmou.

Obras do Moegão avançam no Porto de Paranaguá

Um dos destaques da visita técnica foi o acompanhamento das obras do Moegão, considerado um dos principais projetos em execução no complexo portuário.

A estrutura será utilizada no recebimento de cargas agrícolas, como soja, milho e farelo, que seguirão aos terminais por meio de correias transportadoras. O empreendimento busca ampliar a eficiência logística e fortalecer o transporte ferroviário no porto.

Atualmente, a obra está em fase de montagem mecânica e já conta com galerias instaladas, além de frentes de trabalho nas áreas elétrica, metalmecânica, combate a incêndio e sistemas de ar comprimido.

O projeto envolve cerca de 400 trabalhadores e prevê aproximadamente 1,7 quilômetro de esteiras transportadoras.

De acordo com Felipe Zepeline, a execução exige planejamento integrado devido à complexidade operacional e à convivência com estruturas já em funcionamento no entorno portuário.

Novo sistema deve ampliar transporte ferroviário

Atualmente, cerca de 80% das cargas movimentadas no porto chegam por rodovias, enquanto apenas 20% utilizam a ferrovia. Com o Moegão, a expectativa é aumentar a participação do modal ferroviário, reduzindo impactos logísticos e melhorando o fluxo operacional no complexo.

A mudança faz parte da estratégia de modernização da infraestrutura portuária e de reequilíbrio da matriz de transporte.

Centro de Emergência reforça segurança operacional

Outro espaço visitado pelos participantes foi o Centro de Prontidão e Resposta a Emergências do porto. O setor atua em situações críticas, como incêndios, vazamentos químicos e derramamentos de óleo.

Segundo André Wolinski, a capacidade de resposta rápida é fundamental para garantir a segurança das operações e minimizar impactos ambientais.

Comitê de inovação aposta em integração com startups

A programação também destacou o trabalho do Comitê de Inovação da Portos do Paraná, criado para estimular a cultura de inovação e aproximar o porto de empresas, startups e instituições parceiras.

Entre os projetos apresentados estão iniciativas desenvolvidas em parceria com as plataformas Climatempo e 14Sea, focadas em eficiência operacional e modernização da gestão portuária.

Para Vader Zuliane Braga, equipes multidisciplinares ajudam a criar soluções inovadoras mesmo sem grandes investimentos em equipamentos.

Caravanas buscam fortalecer inovação nos portos brasileiros

As Caravanas da Inovação Portuária têm formato itinerante e são estruturadas em três pilares principais: inspirar, compartilhar e conectar.

A iniciativa promove a troca de experiências entre setor público, empresas privadas, universidades e especialistas, com foco em pesquisa, desenvolvimento e inovação portuária.

As discussões realizadas durante os encontros resultam em propostas e diretrizes que contribuem para o fortalecimento da agenda de modernização dos portos brasileiros.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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