Portos

Porto de Itapoá antecipa alargamento das praias e se prepara para receber navios gigantes

Com 58,8% das obras de alargamento das praias de Itapoá já executadas, o Porto de Itapoá avalia antecipar a entrega do projeto, inicialmente prevista para o segundo semestre de 2026. Segundo o CEO do terminal, Ricardo Arten, o ritmo acelerado dos trabalhos pode permitir a conclusão ainda no primeiro trimestre deste ano, até o fim de março.

A finalização da intervenção é estratégica para a região, pois vai viabilizar a atracação de navios gigantes de até 366 metros, ampliando a capacidade operacional dos portos do Norte de Santa Catarina.

Dragagem da Baía da Babitonga impulsiona projeto

O engordamento da faixa de areia é resultado direto da dragagem de aprofundamento da Baía da Babitonga, conduzida pelo Porto de São Francisco do Sul. O investimento total chega a R$ 333 milhões, incluindo fiscalização. Desse valor, R$ 300 milhões são custeados pelo Porto de Itapoá, por meio da antecipação de tarifas portuárias, enquanto o restante fica a cargo do Porto de São Francisco do Sul.

Além do aprofundamento do canal de acesso, o projeto prevê o alargamento de cerca de 8 quilômetros da orla de Itapoá, utilizando aproximadamente metade dos 12,6 milhões de metros cúbicos de sedimentos retirados do fundo do mar. As obras tiveram início em outubro de 2025.

Ganho logístico e aumento da produtividade portuária

A combinação entre dragagem e alargamento da praia é considerada um passo decisivo para elevar a produtividade portuária da região. Com a chegada de embarcações maiores, a expectativa é de um crescimento significativo no volume de cargas.

De acordo com Ricardo Arten, a operação com navios de grande porte pode resultar em um aumento de até 40% na movimentação do Porto de Itapoá, além de dobrar a oferta de contêineres no terminal.

Mais empregos e reforço na infraestrutura

O crescimento da movimentação de cargas também deve refletir na geração de empregos. A ampliação das operações exige mais mão de obra, tanto para equipamentos quanto para a logística interna.

Cada portêiner, equipamento responsável pela operação entre navio e cais, envolve cerca de 250 profissionais, além de operadores de tratores, empilhadeiras de grande porte e sistemas automatizados operados remotamente. Recentemente, o terminal recebeu o oitavo portêiner, o que deve elevar em 20% a capacidade do cais.

Impacto urbano e benefício social

Além do efeito econômico, o alargamento das praias de Itapoá traz reflexos diretos para a cidade. Segundo o CEO do porto, a obra fortalece a integração entre o terminal e a população, ampliando os espaços de lazer e convivência ao longo da orla.

Com praias mais largas, moradores e turistas já começam a ocupar as áreas revitalizadas, promovendo atividades esportivas e recreativas próximas ao complexo portuário.

Tecnologia e operação da dragagem

A dragagem é executada por uma embarcação da empresa Jan De Nul, com 166 metros de comprimento e capacidade para transportar 18 mil metros cúbicos de sedimentos. O navio opera com 32 tripulantes e utiliza o sistema de sucção e arrasto, bombeando a areia até a cisterna e, posteriormente, transferindo o material por tubulações para o alargamento da faixa de areia.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JDN

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Portos

Portos brasileiros avançam em 2025 com crescimento histórico e novos investimentos em logística

O setor portuário brasileiro encerra 2025 com um dos melhores desempenhos da série recente, consolidando um ciclo contínuo de expansão. Entre janeiro e outubro, os portos brasileiros movimentaram 1,16 bilhão de toneladas, resultado 4,03% superior ao registrado no mesmo período de 2024. O volume confirma a importância da infraestrutura portuária para o escoamento da produção, o avanço das exportações e a inserção do Brasil nas cadeias globais de comércio.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números refletem uma política pública baseada em planejamento, investimentos e segurança jurídica, que tem fortalecido o ambiente logístico nacional.

Desempenho regional impulsiona crescimento equilibrado

O avanço da movimentação portuária em 2025 foi sustentado por resultados positivos em todas as regiões do país, com destaque para Norte, Nordeste e Sul.

Na Região Norte, os portos registraram 12,6 milhões de toneladas movimentadas em outubro, crescimento superior a 31% na comparação anual. O desempenho evidencia a relevância da navegação interior e o papel estratégico da região no transporte de cargas minerais, energéticas e agrícolas.

O Nordeste também apresentou evolução consistente, com 7,7 milhões de toneladas movimentadas em outubro, alta acima de 4%. A ampliação da capacidade operacional e os investimentos em modernização portuária vêm fortalecendo a posição da região nas rotas logísticas nacionais e internacionais.

Já a Região Sul alcançou 108,4 milhões de toneladas no acumulado do ano, consolidando-se como um dos principais polos logísticos do país, especialmente no escoamento de produtos agrícolas, industriais e cargas conteinerizadas.

Para o secretário nacional de Portos, Alex Avila, os dados regionais demonstram a efetividade da política portuária adotada. Segundo ele, o crescimento respeita as vocações de cada região e amplia a eficiência dos terminais.

Exportações e contêineres lideram alta da movimentação

As exportações brasileiras seguiram como principal motor do crescimento em 2025. O minério de ferro manteve a liderança, com 348 milhões de toneladas, avanço de 5,30%. O petróleo bruto e derivados somaram 183 milhões de toneladas, crescimento de 7,27%, enquanto a soja alcançou 131 milhões de toneladas, alta de 11,25%.

A movimentação de contêineres também registrou desempenho expressivo, com 12,6 milhões de TEUs, crescimento de 9,94%, indicando maior diversificação da pauta logística. Entre os principais destinos das exportações estão China, Malásia, Japão, Singapura e Espanha.

Leilões e obras ampliam capacidade dos portos

Em 2025, o Ministério de Portos e Aeroportos realizou oito leilões portuários, que somam R$ 10,3 bilhões em investimentos nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. Os projetos têm foco na ampliação da capacidade, modernização da infraestrutura e aumento da eficiência operacional.

Entre as iniciativas de destaque estão investimentos no Porto de Paranaguá, Porto do Rio de Janeiro, Porto de Maceió, no Canal de Acesso de Paranaguá e no Túnel Santos-Guarujá, considerado uma das obras logísticas mais relevantes do país.

De acordo com o ministro Silvio Costa Filho, os leilões consolidam um novo ciclo de investimentos estruturantes, ampliando a competitividade do Brasil e criando melhores condições para o crescimento econômico.

Capital privado fortalece expansão do setor

O ano de 2025 também foi marcado pelo avanço dos investimentos privados. Foram concedidas oito novas autorizações para Terminais de Uso Privado (TUPs), totalizando R$ 4,59 bilhões, além de 31 alterações contratuais, que somam R$ 1,218 bilhão. Ao todo, 39 atos representaram R$ 5,81 bilhões em aportes privados.

Na gestão contratual, os investimentos chegaram a R$ 2,07 bilhões, com participação de operadores como ICTSI Rio Brasil Terminal 1, Ultracargo, Timac Agro, Tequimar, Píer Mauá e Intersal, voltados à modernização e ao ganho de eficiência.

Alex Avila destacou que a parceria com a iniciativa privada tem sido determinante para ampliar a produtividade e preparar os portos brasileiros para as exigências do comércio global.

Portos se consolidam como eixo do desenvolvimento nacional

O balanço de 2025 confirma o setor portuário como um dos pilares do desenvolvimento econômico do país. Com crescimento consistente, investimentos estruturantes e expansão regional equilibrada, os portos do Brasil reforçam seu papel estratégico na logística nacional, promovendo integração, competitividade e desenvolvimento sustentável.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Portos do Paraná registram recorde histórico e lideram crescimento nacional em movimentação de cargas

Os Portos do Paraná alcançaram, em 2025, o maior volume de cargas já registrado em sua história, somando 73,5 milhões de toneladas entre exportações e importações. O desempenho garantiu ao complexo portuário paranaense o maior crescimento percentual do Brasil, com alta de 10,1% em relação a 2024, segundo dados atualizados do Comex Stat, divulgados em janeiro. O Porto de Santos ficou na segunda colocação.

O avanço representa um salto significativo frente às 66,7 milhões de toneladas movimentadas no ano anterior. Ao longo de 2025, a média mensal foi superior a 6,1 milhões de toneladas, enquanto em 2024 esse número era de 5,5 milhões.

Marca histórica superou projeções oficiais

O recorde já havia sido superado no início de dezembro, quando a movimentação ultrapassou 70 milhões de toneladas. No fechamento do ano, em 31 de dezembro, o total chegou a 73.506.480 toneladas.

Estudos técnicos desenvolvidos em conjunto com o Ministério de Portos e Aeroportos indicavam que esse patamar só seria alcançado por volta de 2035. O resultado antecipado é atribuído a investimentos contínuos, planejamento estratégico e modernização da gestão portuária.

“O porto, que já foi reconhecido seis vezes consecutivas como o melhor do Brasil, reforça sua posição de referência nacional”, destacou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.

Crescimento acumulado supera ciclos anteriores

Nos últimos sete anos, a movimentação da Portos do Paraná cresceu 38,16%, percentual superior ao registrado entre 2011 e 2018, quando o aumento foi de 29,15%.

Para o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o resultado vai além dos números. “É uma conquista que impacta toda a cadeia econômica do Estado e mostra que estamos adequando o porto às demandas do mercado”, afirmou.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, também ressaltou o marco. Segundo ele, o desempenho consolida o Paraná entre os portos mais eficientes do mundo.

Milho, óleos vegetais e soja puxam exportações

Entre as commodities, o maior crescimento em 2025 foi registrado no milho, cuja movimentação saltou de 1,07 milhão para 5,09 milhões de toneladas, alta de 375%.

Os óleos vegetais cresceram 32%, mantendo o Porto de Paranaguá na liderança nacional desse tipo de exportação. Celulose e açúcar ensacado também avançaram, com altas de 16% e 15%, respectivamente.

A soja seguiu em trajetória positiva, com 14,6 milhões de toneladas exportadas, crescimento de 11% frente a 2024. Na safra 2024/2025, o Paraná produziu 21,4 milhões de toneladas do grão, o que ilustra a relevância do porto na logística estadual e interestadual, incluindo cargas de estados como Mato Grosso do Sul e São Paulo.

O farelo de soja fechou o ano com 6,5 milhões de toneladas, avanço de 5%.

Madeira e fertilizantes mantêm relevância estratégica

A madeira figurou entre os três principais produtos exportados, com 1,6 milhão de toneladas, ligeira alta de 0,24%. Os Estados Unidos seguem como principal destino, mesmo diante de incertezas no mercado internacional ao longo do ano.

Na importação, os fertilizantes lideraram o volume, alcançando 11,6 milhões de toneladas, crescimento de 4% e novo recorde histórico. Mais de 25% do consumo nacional entra no Brasil pelos portos de Paranaguá e Antonina. Já o grupo de cereais (trigo, malte e cevada) também bateu recorde, com 1,1 milhão de toneladas desembarcadas.

Obras estruturais ampliam eficiência logística

Além da estratégia de logística inteligente, implantada nos últimos oito anos, os portos paranaenses receberam melhorias estruturais relevantes. A conclusão da derrocagem da Pedra da Palangana, no fim de 2024, tornou o canal de acesso mais seguro e ágil.

As dragagens periódicas permitiram ampliar o calado operacional, possibilitando que os navios transportem mais carga por viagem. Em menos de um ano, duas autorizações elevaram o calado de 12,8 metros para 13,3 metros, permitindo embarques adicionais de até 3,7 mil toneladas por navio.

Esse avanço viabilizou, em dezembro, o carregamento recorde de 77 mil toneladas de milho no navio MV Minoan Pioneer, o maior volume de granel vegetal sólido já embarcado em uma única operação no Porto de Paranaguá.

Canal poderá chegar a 15,5 metros de profundidade

Com a concessão do canal de acesso, leiloada em outubro, a expectativa é que o calado chegue a 15,5 metros nos próximos anos. A ampliação permitirá embarcar até 14 mil toneladas adicionais de granéis ou cerca de mil contêineres por navio.

Garcia ressalta ainda o papel da qualificação profissional. Entre 2019 e 2025, cerca de 80% dos trabalhadores da empresa pública passaram por algum tipo de capacitação. Ele também destacou a integração da comunidade portuária, formada por operadores, empresas e trabalhadores.

Geração de empregos cresce no litoral

Dados do OGMO de Paranaguá apontam aumento no número de Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs). Em 2025, 1.849 profissionais atuaram no porto, crescimento de 12% em relação a 2024.

Investimentos bilionários impulsionam futuro do porto

O potencial de crescimento da Portos do Paraná será ampliado com novos projetos. Até fevereiro, deve ser concluído o Moegão, maior obra portuária pública do Brasil, com mais de 80% de execução. O investimento supera R$ 650 milhões e permitirá a recepção de até 24 milhões de toneladas de grãos e farelos por ano via ferrovia.

Outro projeto estratégico é o Píer em “T”, orçado em R$ 1,2 bilhão na primeira fase, com quatro novos berços equipados com tecnologia de carregamento de alta performance. A segunda etapa prevê mais R$ 1 bilhão, marcando o primeiro grande investimento direto do Estado na área portuária em mais de cinco décadas.

Também estão previstos o Píer em “F”, no Corredor Oeste, e a expansão do píer de líquidos.

Essas iniciativas fazem parte dos nove leilões portuários realizados desde 2019, que somam R$ 5,1 bilhões em investimentos, incluindo a concessão do canal de acesso. Os prazos de execução variam entre cinco e sete anos, conforme cada contrato.

“Os arrendamentos garantem segurança jurídica, contratos equilibrados e clareza de direitos e deveres para empresas e Autoridade Portuária”, concluiu Luiz Fernando Garcia.

FONTE: Marechal News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Porto de Ningbo mantém liderança global em volume de carga em 2025

O Porto de Ningbo-Zhoushan, localizado na província de Zhejiang, no leste da China, voltou a liderar o ranking mundial de movimentação de carga em 2025. Pelo 17º ano consecutivo, o complexo portuário encerrou o período como o maior do planeta em volume total, ao superar a marca de 1,4 bilhão de toneladas movimentadas.

O resultado reforça a posição estratégica do porto na logística internacional e no comércio exterior chinês, além de evidenciar a capacidade operacional do terminal em atender grandes fluxos de mercadorias.

Ampla rede internacional de rotas de contêineres

Até o fim de 2025, o Porto de Ningbo-Zhoushan operava 309 rotas de contêineres, conectando-se a mais de 700 portos distribuídos em mais de 200 países e regiões. A extensa malha marítima garante eficiência no escoamento de cargas e amplia a presença do porto nas principais rotas do comércio global.

Com infraestrutura robusta e alto nível de integração internacional, o terminal segue como referência em volume de carga, conectividade e competitividade no setor portuário mundial.

FONTE: CGTN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de São Francisco do Sul registra novo recorde de movimentação de cargas em 2025

O Porto de São Francisco do Sul alcançou, pelo terceiro ano consecutivo, um novo recorde de movimentação de cargas em 2025. Ao longo do ano, o terminal movimentou 17,5 milhões de toneladas, o maior volume já registrado em seus 70 anos de operação. O desempenho consolida o porto como o principal de Santa Catarina nas operações de exportação, importação e cabotagem.

Nos últimos três anos, o crescimento acumulado da movimentação chegou a 39%. Em 2022, o porto havia registrado 12,6 milhões de toneladas. Em 2023, o volume subiu para 16,8 milhões e, em 2024, alcançou 17 milhões de toneladas.

Exportações puxam resultados e grãos lideram operações

Do total movimentado em 2025, as exportações representaram 55%, somando 9,6 milhões de toneladas. Os grãos foram os principais responsáveis por esse desempenho, com destaque para a soja, que respondeu por 6,2 milhões de toneladas, seguida pelo milho, com 2,9 milhões.

As importações e cargas de entrada totalizaram 7,9 milhões de toneladas, o equivalente a 45% da movimentação anual. Nesse volume estão incluídos os produtos siderúrgicos transportados por cabotagem pela empresa Tesc, que opera em área arrendada dentro do porto público, além do aço importado, que juntos somaram 4,3 milhões de toneladas. Os fertilizantes também tiveram participação relevante, com 3,1 milhões de toneladas movimentadas no período.

Investimentos estruturantes impulsionam competitividade

O governador Jorginho Mello destacou que os resultados refletem a crescente demanda internacional pelos produtos catarinenses e os investimentos realizados na infraestrutura portuária. Segundo ele, desde 2023 o Porto de São Francisco do Sul se consolidou como o maior do estado e deve ampliar ainda mais sua capacidade com obras estratégicas, como a retirada de uma formação rochosa que limitava a atracação de navios maiores há décadas e a dragagem do canal de acesso, que beneficia tanto o porto público quanto os terminais privados da região.

O secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins, reforça que o crescimento consistente é fruto de planejamento e investimentos estruturantes, com foco na manutenção e modernização contínua da infraestrutura.

Modernização da infraestrutura terrestre e aquaviária

De acordo com o presidente do Porto, Cleverton Vieira, o planejamento adotado desde 2023 priorizou melhorias na infraestrutura terrestre, como a instalação de novas balanças, reforço na segurança e investimentos em tecnologia da informação, além de ações na infraestrutura aquaviária, com dragagens de manutenção e aprofundamento do canal. Também foram realizadas reformas em equipamentos de movimentação de cargas.

Segundo Vieira, o trabalho integrado com operadores portuários e trabalhadores avulsos foi decisivo para garantir maior competitividade logística ao terminal, resultando no expressivo crescimento registrado nos últimos três anos.

Destaques nacionais do Porto de São Francisco do Sul

O Porto de São Francisco do Sul é atualmente o maior de Santa Catarina em movimentação de cargas, está entre os dez maiores portos públicos do Brasil em carga geral e figura entre os três portos públicos do país com certificações ISO 9001 e ISO 14001. Em 2024 e 2025, recebeu quatro prêmios do Ministério dos Portos pelo aumento da movimentação e pelos indicadores de gestão. O terminal é responsável por cerca de 50% do aço importado pelo Brasil e por aproximadamente 80% da soja exportada por Santa Catarina.

FONTE: Porto São Francisco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de São Francisco

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Portos

Leilões de terminais portuários da Antaq estão confirmados para 26 de fevereiro

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) confirmou que os leilões de terminais portuários ocorrerão no dia 26 de fevereiro, na B3, em São Paulo. Os certames envolvem o arrendamento de quatro áreas portuárias e tiveram seus editais publicados no Diário Oficial da União.

Os empreendimentos estão localizados nos portos de Natal (RN), Santana (AP), Porto Alegre (RS) e Recife (PE).

Terminais atendem diferentes tipos de cargas

No Porto Organizado de Natal, o leilão contempla uma área destinada à movimentação e armazenagem de granéis sólidos minerais. Já no Porto de Santana, no Amapá, o terminal será voltado para granéis sólidos vegetais, ampliando a capacidade logística da região Norte.

Em Porto Alegre, o arrendamento prevê um espaço para armazenagem e movimentação de granel sólido, reforçando a infraestrutura do porto gaúcho.

Terminal de passageiros do Recife terá edital próprio

Além dos três terminais de cargas, a Antaq informou que será lançado um edital específico para a cessão do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto Organizado do Recife. O leilão também está programado para fevereiro e integra o mesmo pacote de investimentos portuários anunciado pela Agência.

Investimentos somam R$ 229 milhões

Segundo a Antaq, os investimentos previstos nos quatro projetos totalizam R$ 229 milhões. O maior volume está concentrado no Porto de Santana, com R$ 150,20 milhões previstos para um contrato de 25 anos.

O Terminal de Passageiros do Recife deverá receber R$ 2,3 milhões, também com prazo contratual de 25 anos. Em Natal, os investimentos estimados chegam a R$ 55,17 milhões, com contrato de 15 anos, enquanto o terminal de Porto Alegre prevê aportes de R$ 21,13 milhões ao longo de 10 anos.

Editais estão disponíveis ao público

A Agência destacou que todas as informações sobre os leilões portuários, incluindo critérios de participação, obrigações contratuais e modelos de concessão, estão disponíveis no Diário Oficial da União e no site oficial da Antaq. Os documentos também podem ser consultados presencialmente na sede da Agência, em Brasília.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Dragagem do rio Itajaí-Açu: edital deve ser lançado nesta semana, afirma Porto de Itajaí

Com cerca de um mês restante para o encerramento do contrato emergencial de dragagem, a Superintendência do Porto de Itajaí ainda não publicou o novo edital de licitação nem oficializou a prorrogação do acordo com a empresa holandesa Van Oord, responsável pela manutenção do calado do canal do rio Itajaí-Açu.

O cenário gera atenção no setor portuário, já que a dragagem é essencial para garantir a segurança da navegação e a movimentação de cargas no complexo portuário.

Viagem a Brasília busca destravar licitação

Diante do prazo reduzido, o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, informou que estará em Brasília nesta quarta-feira para tratar da dragagem e de outras demandas estratégicas. Segundo ele, a expectativa é que o edital de concorrência seja lançado até sexta-feira.

De acordo com o superintendente, a demora está relacionada à condução do processo pela Autoridade Portuária de Santos, que não teria iniciado a licitação mesmo após diversas solicitações formais desde julho do ano passado. Ele destacou que a Codeba (Companhia Docas do Estado da Bahia) assumiu recentemente a responsabilidade e já concluiu a preparação do edital.

Planos alternativos para evitar paralisação

Apesar do atraso, o Porto de Itajaí trabalha com cenários alternativos para garantir a continuidade do serviço.
“A licitação é o plano A, a prorrogação contratual é o plano B e a contratação emergencial é o plano C. Em qualquer situação, não haverá interrupção da dragagem de manutenção do canal”, afirmou João Paulo.

A agenda em Brasília também inclui a análise da viabilidade jurídica para estender o contrato atual ou realizar uma nova contratação emergencial, caso a licitação não avance dentro do prazo necessário.

Serviço custa R$ 4 milhões por mês

O contrato vigente prevê um custo mensal de aproximadamente R$ 4 milhões para a execução da dragagem. Para manter a operacionalidade do porto, são exigidas profundidades mínimas de:

  • 14 metros no canal externo
  • 13,5 metros no canal interno
  • 13,5 metros nas bacias de evolução e berços de atracação do Porto de Itajaí e da Portonave

Esses parâmetros são fundamentais para o acesso de navios de grande porte.

Equipamentos garantem a manutenção do canal

Atualmente, a dragagem é realizada principalmente pela draga Njord, que utiliza a técnica de injeção por jato de água, aproveitando a correnteza para transportar os sedimentos até o mar. Em operações específicas, também é empregada a draga Utrecht, capaz de remover e transportar até 18 mil metros cúbicos de material dragado por campanha.

Histórico de atrasos no processo licitatório

No início do ano passado, a Van Oord retomou as operações após o governo federal quitar uma dívida de R$ 48 milhões da autoridade portuária municipal. Na ocasião, o contrato emergencial foi prorrogado por mais um ano, com a previsão de que a licitação definitiva da dragagem fosse lançada em dezembro.

Posteriormente, o prazo foi adiado para fevereiro deste ano, sem confirmação oficial se será mantido. O novo modelo de contratação prevê um contrato com validade de até 25 anos, separado do edital de arrendamento definitivo do porto.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diarinho

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Leilão do Tecon Santos 10 avança e entra na fase final na Antaq

O governo federal deu mais um passo decisivo para viabilizar o maior projeto portuário do Brasil. O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) encaminhou à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a documentação final para a publicação do edital do leilão do Tecon Santos 10, também conhecido como STS10.

Projeto segue cronograma e antecipa prazo

A Secretaria Nacional de Portos assinou o despacho que aprova a modelagem definitiva do empreendimento nesta segunda-feira (12). O envio à Antaq ocorreu antes do prazo interno, previsto para 15 de janeiro, reforçando o compromisso do ministério com o cronograma divulgado ao mercado.

Discutido há mais de uma década, o projeto finalmente chega à etapa decisiva nesta gestão. A expectativa oficial é que o leilão do Tecon Santos 10 aconteça na segunda quinzena de março.

Regras seguem determinações do TCU

Para assegurar segurança jurídica e estimular a competitividade, o MPor incorporou integralmente as recomendações do Tribunal de Contas da União (TCU). Entre os principais pontos estão as medidas para evitar concentração de mercado na fase inicial do certame e a definição de uma outorga mínima de R$ 500 milhões.

Segundo o ministro Silvio Costa Filho, a governança foi tratada como prioridade. “Além de fixarmos uma outorga relevante, que será reinvestida em obras estruturantes, o projeto também garante mais de R$ 800 milhões em melhorias em um novo terminal de passageiros”, afirmou.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou a agilidade técnica do processo. “Antecipar o envio da modelagem final demonstra ao mercado que o cronograma é central. Estamos apresentando um projeto sólido, validado pelo TCU e pronto para atrair grandes investimentos”, disse.

Impacto estratégico e atração de investidores

Mais do que um projeto de infraestrutura, o Tecon Santos 10 é visto como um vetor de reposicionamento do Brasil no comércio internacional. Com o novo terminal em operação, a projeção é que o país avance da 45ª para a 15ª posição no ranking global de movimentação de contêineres.

A iniciativa deve consolidar o Porto de Santos como o principal hub logístico do Hemisfério Sul, ampliando a capacidade de escoamento da produção nacional.

Com a etapa técnica concluída, o próximo movimento será a apresentação do projeto ao mercado. O ministério solicitou à Antaq a realização imediata de um roadshow com investidores nacionais e internacionais, com datas previstas para serem anunciadas ainda nesta semana.

Estrutura e capacidade do Tecon Santos 10

O novo terminal contará com uma área de 621 mil metros quadrados, destinada à movimentação e armazenagem de contêineres e carga geral. O empreendimento reforça a posição do Porto de Santos como o maior complexo portuário da América Latina, responsável por cerca de 29% do comércio exterior brasileiro.

Com a entrada do STS10, a capacidade anual do porto deve alcançar 9 milhões de contêineres. O projeto prevê a construção de quatro berços de atracação para navios de grande porte.

O leilão será vencido pelo proponente que apresentar o maior valor de outorga, a partir do piso de R$ 500 milhões. O contrato de concessão terá duração de 25 anos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Movimentação de cargas nos portos brasileiros atinge recorde e cresce quase 5% em 2025

A movimentação de cargas nos portos brasileiros alcançou um novo recorde e registrou crescimento de 4,97% entre janeiro e novembro de 2025, segundo dados do Ministério de Portos e Aeroportos. No acumulado de 11 meses, foram movimentadas 1,28 bilhão de toneladas, conforme estatísticas divulgadas pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Mantido o ritmo observado ao longo do ano, a estimativa é que o volume total tenha superado 1,34 bilhão de toneladas ao final de 2025, considerando operações de exportação e importação.

Investimentos impulsionam recordes consecutivos

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o desempenho reflete os avanços estruturais do setor. Segundo ele, o país vem registrando recordes sucessivos na movimentação portuária nos últimos três anos, resultado direto da modernização da infraestrutura e do aumento dos investimentos públicos e privados.

“Vamos para mais um ciclo de ampliação da capacidade operacional e de ganhos de eficiência nos portos brasileiros”, afirmou o ministro.

Regulação fortalece o setor aquaviário

Para o diretor-geral da Antaq, Frederico Dias, os números positivos demonstram a resiliência do setor aquaviário diante de cenários econômicos e geopolíticos adversos. Ele destacou ainda o papel da regulação eficiente na atração de investimentos e no estímulo ao desenvolvimento do segmento.

“Quando o setor vai bem, isso indica que a agência está cumprindo adequadamente sua função reguladora”, ressaltou.

Novembro registra alta acima da média

Analisando apenas o mês de novembro de 2025, a movimentação nos portos brasileiros apresentou crescimento ainda mais expressivo, de 14,5%, com um total de 118,2 milhões de toneladas.

Nos portos públicos, o avanço foi de 17%, somando 42,1 milhões de toneladas. O principal destaque foi o Porto de Paranaguá (PR), que movimentou 5,9 milhões de toneladas, crescimento de 44,3%.

Já os portos autorizados alcançaram 76,1 milhões de toneladas, com alta de 13,1%. O maior aumento percentual ocorreu no Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ), com crescimento de 55,7% e movimentação de 6,3 milhões de toneladas.

Navegação e contêineres também avançam

Segundo o levantamento, a navegação de longo curso cresceu 13%, atingindo 85,7 milhões de toneladas. A cabotagem avançou 11,87%, com 26,2 milhões de toneladas, enquanto a navegação interior apresentou a maior variação, com alta de 59,28%, totalizando 6,2 milhões de toneladas.

A movimentação de contêineres também registrou desempenho positivo, com crescimento de 7,18% em novembro e volume de 13,8 milhões de toneladas. Entre as mercadorias, os principais destaques foram trigo, soja e milho.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Navio com megaestruturas no Porto de Santos antecipa nova fase de modernização do terminal

Um navio com estruturas gigantescas em alto-mar chamou a atenção de moradores e turistas em Santos, no litoral de São Paulo, neste sábado (10). Visível ainda à distância da costa, a embarcação despertou curiosidade pelo porte dos equipamentos transportados e pelo impacto que deve gerar no Porto de Santos.

Embarcação veio da China com guindastes de grande porte

O navio Zhen Hua 28 partiu da China em 15 de novembro de 2025 com destino ao terminal da Santos Brasil, o Tecon Santos, localizado na Margem Esquerda do porto. A bordo, a embarcação trouxe guindastes elétricos totalmente montados, o que contribuiu para o destaque visual observado no litoral.

A atracação ocorreu por volta das 10h35 deste sábado, segundo a operadora do terminal.

Equipamentos ampliam capacidade operacional do terminal

Ao todo, o navio transportou 10 novos equipamentos, sendo:

  • Dois portêineres (guindastes de cais), com 50 metros de altura e 70 metros de alcance
  • Oito RTGs (guindastes de pátio), com 21,1 metros de altura

O desembarque será feito por meio de trilhos que ligam diretamente o navio ao cais, com previsão de conclusão em oito dias. A operação envolve equipes de Engenharia, Projetos e Manutenção do Tecon Santos, além de técnicos da ZPMC, fabricante chinesa dos equipamentos.

Investimento de R$ 300 milhões e foco em descarbonização

De acordo com a Santos Brasil, o investimento nos novos guindastes soma R$ 300 milhões. Os equipamentos integram o projeto de ampliação, modernização e descarbonização do Tecon Santos, com foco em ganho de eficiência e redução de impactos ambientais.

Tecnologia permite operação remota e mais produtividade

Os novos portêineres contam com a tecnologia TPS (Truck Position System), que assegura o posicionamento preciso das carretas durante as operações de carga e descarga, elevando os níveis de segurança e produtividade.

Outro avanço é a operação remota, que permite que os operadores atuem a partir de um centro de controle, sem a necessidade de permanecer nas cabines instaladas no topo dos guindastes. Cada portêiner é capaz de movimentar até dois contêineres de 20 pés simultaneamente, com capacidade total de até 100 toneladas.

RTGs elétricos reduzem emissões e ampliam segurança

Os RTGs elétricos também operam com tecnologia de última geração e sistema remoto. Cada unidade evita a emissão de cerca de 20 toneladas de CO₂ por mês. Com a substituição total da frota prevista, a redução pode chegar a 713 toneladas mensais, o equivalente a uma queda de 97% nas emissões desses equipamentos no terminal.

Além do benefício ambiental, o modelo traz ganhos operacionais, maior segurança e melhores condições de trabalho para os operadores.

Operação começa em breve e projeto segue até 2031

A operação padrão dos novos equipamentos está prevista para iniciar no próximo mês. Já a operação remota será implementada de forma gradual, após testes, ajustes de sistemas e treinamento das equipes, processo que pode levar até um ano.

O projeto de modernização do Tecon Santos teve início em 2019 e prevê investimentos de cerca de R$ 3 bilhões até 2031. Aproximadamente R$ 2 bilhões já foram aplicados. Segundo a Santos Brasil, a iniciativa está alinhada ao Plano de Transição Climática da companhia, que tem como meta atingir o status de net zero até 2040.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Roberto Santini e Divulgação/Santos Brasil

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