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Portos de SC registram movimento de 65,7 milhões de toneladas em 2025

Os portos de Santa Catarina fecharam 2025 registrando mais um ano positivo na movimentação de cargas. No total foram movimentadas 65,7 milhões de toneladas, que significam um crescimento de 4,78% em relação ao ano de 2024. Os dados foram apurados pela Diretoria de Integração de Modais e Gerência de Portos, da Secretaria de Portos Aeroportos e Ferrovias (SPAF), junto aos administradores dos terminais.

“Nós estamos modernizando, revitalizando, aumentando a capacidade dos nossos portos. Os resultados mostram que estamos no caminho certo e a gente vai continuar investindo em obras e ações que garantam agilidade, reforçando a logística e o dinamismo da economia catarinense. Um estado que produz com excelência merece todo o nosso esforço pra fazer nossos produtos chegarem cada vez mais longe e mais rápido. Só no ano passado foram mais de 200 países que compraram de Santa Catarina”, disse o governador Jorginho Mello.

“Estamos diante de dados que precisam ser comemorados. O trabalho realizado pelos portos segue obtendo resultados acima da média nacional, que ficou em 4%, consolidam Santa Catarina com o segundo maior movimento de contêineres do país e refletem todo o empenho de um setor que é muito importante para a economia catarinense”, reforça o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

Na movimentação absoluta, o Porto de São Francisco do Sul manteve o crescimento atingindo 17,5 milhões de toneladas e um crescimento acumulado nos últimos três anos de 39%. O Porto Itapoá movimentou 15,5 milhões de toneladas, Portonave 10,8 milhões de toneladas, Terminal Aquaviário de São Francisco do Sul 10 milhões de toneladas, Porto de Imbituba 7 milhões de toneladas, Porto de Itajaí 4,7 milhões de toneladas, e outros terminais movimentaram 376,9 mil toneladas.

Na movimentação de contêineres o Estado ultrapassou pela primeira vez na história a marca de 3 milhões de TEUs. O desempenho dos portos corresponde a 20,5% de toda a movimentação de contêineres do país. O Porto Itapoá atingiu a marca de 1,5 milhões de TEUs, sendo o maior terminal privado de contêineres do Brasil, e terceiro maior terminal de contêineres em movimentação, atrás da Santos Brasil e da BTP, ambos arrendamentos do Porto de Santos. Portonave movimentou 1,1 milhão de TEUs, Porto de Itajaí 386,4 mil TEUs e o Porto de Imbituba registrou o movimento de 106,2 mil TEUs.

Os dados absolutos e finais sobre a movimentação portuária de Santa Catarina e do Brasil deverão ser apresentados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) em fevereiro.

FONTE: Agência de Notícias SECOM
IMAGEM: Reprodução/Gustavo Rotta/PSFS

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Portos

Projeto para modernizar o Porto de Laguna avança e pode redefinir papel estratégico no Sul de SC

Uma iniciativa considerada decisiva para o futuro do Porto de Laguna, no Sul de Santa Catarina, deu um passo importante nesta semana. O Governo do Estado formalizou a contratação da empresa responsável pelos estudos técnicos que irão embasar intervenções no Canal da Barra, principal acesso à estrutura portuária.

Contrato assinado para estudos do Canal da Barra

A administração estadual assinou contrato com a empresa vencedora da licitação para executar levantamentos hidrográficos e desenvolver o projeto executivo do Canal da Barra. O objetivo é aprimorar as condições de navegação e viabilizar futuras obras de acesso ao porto.

A concorrência foi vencida pela Coastal Port Engenharia, pelo valor de R$ 700 mil, com prazo contratual de 360 dias, contados a partir da publicação no Diário Oficial do Estado.

Integração com o Porto de Imbituba e planejamento técnico

Desde setembro de 2025, a gestão dos portos de Laguna e Imbituba passou a ser unificada sob a responsabilidade da SCPar, o que impulsionou o planejamento de melhorias estruturais no equipamento lagunense.

De acordo com o diretor-presidente da SCPAR Porto de Imbituba, Christiano Lopes de Oliveira, os projetos contratados são fundamentais para decisões futuras. Segundo ele, os estudos irão apontar a viabilidade técnica e econômica de ações como dragagem e retirada de rochas na barra de entrada.

Porto de Laguna pode ampliar atuação além da pesca

Atualmente, o Porto de Laguna tem papel relevante na pesca industrial, sendo um dos polos pesqueiros mais importantes do estado. No entanto, os estudos em andamento podem abrir caminho para novas atividades.

Após a conclusão dos levantamentos, será possível avaliar o porte das embarcações que poderão acessar o porto e identificar alternativas como turismo náutico, navios de passageiros, marina, estaleiro e operações com cargas leves, além da pesca.

Apesar das perspectivas, a administração reforça que qualquer definição sobre o futuro do porto depende dos resultados técnicos dos projetos em elaboração.

Dragagem é peça-chave para competitividade portuária

O projeto de dragagem do Canal da Barra integra um conjunto de ações planejadas pelo Estado para qualificar a infraestrutura portuária da região. A ausência de dragagem adequada limita o calado e restringe a operação de embarcações de maior porte.

Segundo a SCPar, a dragagem é essencial para garantir segurança na navegação, previsibilidade operacional e maior competitividade ao porto, evitando que ele fique restrito a usos muito limitados.

Estudos técnicos e reforço das estruturas existentes

Além da dragagem, estão previstos levantamentos detalhados para identificar com precisão os materiais a serem removidos nas áreas de dragagem, derrocagem e limpeza. Os estudos incluem ainda sondagens subaquáticas para avaliar a estabilidade das fundações dos cais e de outras estruturas.

Também serão desenvolvidos projetos de proteção de taludes, além de propostas de reforço, recuperação e preservação do cais e do terminal pesqueiro, assegurando a integridade das estruturas durante e após as intervenções.

Vendaval causa danos e exige reparos emergenciais

No fim de dezembro, um vendaval atingiu Laguna e provocou danos em partes da estrutura do porto. O evento resultou no destelhamento de áreas operacionais e administrativas, além da queda de um muro lateral.

Segundo a gestão, os serviços de limpeza já foram iniciados e os contratos para recuperação das coberturas e recomposição do muro estão em andamento. A área destinada a eventos não foi afetada, e a programação de final de ano e pré-Carnaval segue mantida.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Prefeitura de Laguna/Divulgação/ND Mais

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Portos

Leilão da ANTAQ atualiza cronograma e confirma projetos do primeiro bloco portuário de 2026

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) publicou no Diário Oficial da União desta quarta-feira (7) a atualização do cronograma e dos procedimentos do leilão da ANTAQ previsto para 26 de fevereiro de 2026. A sessão ocorrerá na B3, em São Paulo (SP), e integra o primeiro bloco de leilões portuários do próximo ano.

Editais inéditos e republicação confirmada

De acordo com o aviso oficial, a ANTAQ lançou dois editais inéditos de arrendamento portuário. O primeiro é o NAT01, voltado à movimentação e armazenagem de granéis sólidos minerais no Porto Organizado de Natal (RN). O segundo é o MCP01, destinado a um terminal para granéis sólidos vegetais no Porto de Santana, no Amapá (AP).

Além disso, houve a republicação do edital do POA26, um arrendamento simplificado no Porto Organizado de Porto Alegre (RS), com foco na movimentação e armazenagem de granel sólido pelo prazo de 10 anos.

Os critérios de participação, exigências técnicas e demais condições estão detalhados no Edital do Leilão, disponível no site oficial da Agência e também na sede da ANTAQ, em Brasília.

Novo edital deve completar o bloco de leilões

A expectativa da Agência é que, nos próximos dias, seja publicado o edital do quarto projeto que completará o primeiro bloco de leilões portuários de 2026. Trata-se do terminal de passageiros do Porto do Recife (TMP-Recife), em Pernambuco (PE).

Investimentos somam R$ 229 milhões

Ao todo, os quatro projetos do bloco preveem investimentos de R$ 229 milhões. Os terminais estão localizados em Macapá (AP), Natal (RN), Porto Alegre (RS) e Recife (PE), atendendo à movimentação de cereais, granéis minerais, granéis vegetais e passageiros.

O conjunto de projetos já foi encaminhado pela Secretaria Nacional de Portos à ANTAQ, com detalhamento técnico e econômico.

Segundo o diretor-geral da Agência, Frederico Dias, o bloco reflete uma estratégia de longo prazo para o setor. Ele destaca que a regulação portuária busca garantir segurança jurídica, atrair investimentos e ampliar a capacidade logística nacional, promovendo integração regional e desenvolvimento econômico.

TMP Recife aposta no turismo de cruzeiros

O TMP Recife prevê R$ 2,3 milhões em investimentos e concessão de 25 anos. O terminal deve integrar um circuito de cruzeiros no Nordeste, ao lado de portos como Fortaleza (CE), Maceió (AL) e Salvador (BA), fortalecendo o turismo marítimo na região.

MCP01 amplia escoamento no Norte do país

Localizado no Porto de Santana, o MCP01 tem papel estratégico para o Amapá e para a região Norte, especialmente no escoamento de grãos e cavaco de madeira. O projeto prevê R$ 150,20 milhões em investimentos e concessão de 25 anos.

POA26 foca modernização no Sul

O POA26, no Porto Organizado de Porto Alegre (RS), contará com R$ 21,13 milhões para movimentação e armazenagem de granel sólido, com prazo de 10 anos. O arrendamento integra o processo de modernização portuária no Sul do Brasil.

NAT01 reforça logística mineral no Nordeste

Já o NAT01, em Natal (RN), será voltado principalmente ao escoamento de granéis minerais, com destaque para o minério de ferro. O terminal prevê R$ 55,17 milhões em investimentos e concessão de 15 anos, reforçando a logística portuária nordestina.

Confira o Comunicado na íntegra.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Portos

Porto de Buenos Aires acaba com bonificação da ZAP a partir de 2026

O Porto de Buenos Aires deixou de conceder, desde 1º de janeiro de 2026, a bonificação integral do cargo da Zona de Apoio Portuário (ZAP) aplicada aos contêineres cheios que ingressam nas áreas concessionadas. A decisão foi oficializada pela Resolução 148/2025, publicada no Boletim Oficial, e faz parte de uma reestruturação mais ampla do modelo de operação e financiamento dos serviços portuários.

Fim da isenção para contêineres cheios

A medida foi definida pela Administração Geral de Portos (AGP), atualmente sob gestão de Gastón Benvenuto. Desde outubro de 2018, o cargo da ZAP vinha sendo totalmente bonificado, o que, na prática, isentava o pagamento para cada unidade de contêiner cheio de 20 ou 40 pés que entrava ou saía dos terminais.

Com a nova resolução, esse benefício será revogado, e o valor do cargo ZAP, atualmente fixado em US$ 14,50 por unidade, voltará a ser cobrado integralmente a partir de 2026.

Origem do cargo ZAP no sistema portuário

O cargo da Zona de Apoio Portuário tem origem no Sistema de Controle de Trânsito Veicular Portuário (CTVP), criado em 2012. O objetivo era organizar o fluxo de caminhões antes do acesso aos terminais, reduzir impactos no trânsito urbano e atender às exigências previstas nos contratos de concessão do Puerto Nuevo.

Em 2017, a ZAP passou a ser administrada diretamente pela AGP, que instituiu uma tarifa de US$ 10 por contêiner cheio, valor posteriormente atualizado. Apesar das revisões tarifárias, a bonificação de 100% permaneceu em vigor até a decisão atual.

Reorganização do sistema portuário nacional

Segundo os fundamentos da resolução, o fim da bonificação está alinhado às diretrizes da Lei de Bases nº 27.742, que incentiva maior participação do setor privado em atividades tradicionalmente executadas pelo Estado. O entendimento do governo é que modelos de exploração privada precisam gerar receitas próprias para garantir sustentabilidade econômica e financeira.

A mudança também ocorre em meio à reorganização institucional do sistema portuário argentino. O Decreto de Necessidade e Urgência nº 3/25 criou a Agência Nacional de Portos e Navegação (ANPYN), enquanto o Decreto nº 602/25 estabeleceu as bases para novos projetos de infraestrutura portuária.

Transferência da operação da ZAP

Nesse contexto, a AGP concedeu à empresa Terminales Río de la Plata S.A. um permissão de uso da Zona de Apoio Portuário, transferindo a ela a operação e a exploração integral da área. A resolução destaca que, para viabilizar economicamente essa exploração, é indispensável a arrecadação proveniente do cargo tarifário da ZAP.

Além disso, o ato administrativo determina a notificação formal das empresas Terminales Río de la Plata S.A. e Terminal 4 S.A., bem como a comunicação às áreas internas da AGP e à Agência Nacional de Portos e Navegação.

FONTE: Ser Industria
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

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Portos

Porto de Itajaí firma convênio com a CODEBA e avança na transição da autoridade portuária

A Superintendência do Porto de Itajaí foi palco da assinatura do convênio com a Companhia das Docas do Estado da Bahia (CODEBA), que passa a atuar como autoridade portuária do terminal catarinense. A assinatura foi na manhã desta quarta-feira (07). A medida é transitória e permanece válida até a criação da Companhia Docas de Santa Catarina, empresa federal que assumirá definitivamente a gestão portuária no Estado. Antes da CODEBA, a Autoridade Portuária de Santos (APS) é quem estava à frente do Complexo Portuário em 2025. 

O ato marca mais um capítulo do processo de federalização do Porto de Itajaí, iniciado há um ano. Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, a decisão do Governo Federal foi estratégica para proteger empregos, garantir a continuidade das operações e preservar o papel econômico do porto para a cidade e a região. “Hoje o Porto de Itajaí vive um cenário de estabilidade, previsibilidade e retomada da confiança”, destacou o superintendente ao apresentar os resultados do primeiro ano de gestão federalizada. 

Recuperação

Em um ano o comando da APS, o Porto registrou faturamento recorde de R$ 180 milhões, com a movimentação de cargas e contêineres retornando à normalidade. Outro dado relevante foi a arrecadação de mais de R$ 4,5 milhões em ISS para o município — uma receita inexistente antes da federalização.  Ainda na área financeira, a atual gestão quitou uma dívida histórica de R$ 102 milhões, reorganizando as contas do Porto, mantendo a folha de pagamento em dia e recuperando a credibilidade institucional. 

O superintendente também anunciou a contratação para a continuidade da dragagem do canal de acessos ao Complexo Portuário de Itajaí, considerada uma das missões mais importantes da administração, além da entrega de equipamentos para a guarda portuária, reforçando a segurança das operações. Ele reafirmou que a federalização não retira a identidade do Porto nem da cidade, que segue sendo administrada por servidores locais. “A CODEBA nos dá suporte administrativo, tecnológico nas rotinas, nas contratações, mas isso tudo passa a ser feito com a mão de oba de Itajaí”, explica. 

O diretor da CODEBA, Antonio Boggo, destacou o espírito de colaboração entre as equipes da Bahia e de Itajaí e classificou o convênio como o início de uma grande parceria. Ele apresentou um panorama da atuação da CODEBA, que administra os portos de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus, responsáveis por uma movimentação total de cerca de 5,4 milhões de toneladas e faturamento consolidado de R$ 284,5 milhões no último ano. Boggo ressaltou a importância dos investimentos em infraestrutura, dragagem e atualização tecnológica, com apoio do Ministério dos Portos e Aeroportos, para elevar os portos brasileiros a padrões internacionais de eficiência.

Projetos futuros

Durante o encontro, o secretário nacional de Portos do Ministério de Portos e Aeroportos, Alex Ávila, ressaltou a importância da união entre as instituições e do apoio da Receita Federal, empresários e trabalhadores portuários. “As pessoas são o maior ativo do Porto de Itajaí”, afirmou. Ávila apresentou os três projetos considerados prioritários pelo governo federal: a concessão do canal de acesso, o arrendamento definitivo do terminal de contêineres e a criação da Companhia Docas de Santa Catarina.

O canal de acesso, segundo o secretário, encontra-se em fase final de análise no Tribunal de Contas da União (TCU), com expectativa de aprovação entre fevereiro e março, e leilão previsto para 2026. Já o arrendamento definitivo do terminal de contêineres teve os estudos técnicos aprovados no final de 2025 e segue agora para validação da ANTAQ e posterior análise do TCU, também com previsão de leilão em 2026. A criação da Docas de Santa Catarina, por sua vez, já conta com projeto formalizado e depende de apoio legislativo para avançar. 

Parceria municipal

Representando o município, a secretária de Desenvolvimento Econômico de Itajaí, Gabriela Kelm, reforçou o compromisso da prefeitura com o Porto de Itajaí. Segundo ela, o prefeito Robison Coelho garante parceria institucional e prioriza a finalização da Rua do Porto, obra estratégica que permitirá a ampliação da área primária portuária. Gabriela destacou ainda medidas de incentivo fiscal, como a redução do imposto para o comércio de 5% para 3% e o aumento do orçamento da lei de benefícios fiscais de R$ 10 milhões para R$ 15 milhões, com o objetivo de atrair novos investimentos e ampliar a movimentação de cargas.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGENS: RECONECTA NEWS

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Antaq aprova transferência do terminal de cruzeiros de Santos para o Valongo

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) autorizou a transferência do terminal de cruzeiros de Santos para a região do Valongo. Atualmente localizado em Outeirinhos, o Terminal Marítimo de Passageiros Giusfredo Santini é operado pela Concais e atende às operações de cruzeiros marítimos no Porto de Santos.

Decisão técnica e jurídica favorável

A aprovação está registrada no Acórdão nº 728/2025, que aponta inexistência de impedimentos técnicos ou jurídicos para a alteração contratual proposta. Com isso, a Antaq deu aval para o avanço do processo, que agora segue para avaliação do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), responsável pelos ajustes finais necessários à efetivação da mudança.

Papel do Ministério de Portos e Aeroportos

De acordo com a agência reguladora, eventuais modificações no modelo de exploração, nas obrigações contratuais ou no encaminhamento a outros órgãos competentes são atribuições exclusivas do MPor. A pasta deverá conduzir as próximas etapas administrativas e contratuais do processo.

Integração com a revitalização do Valongo

A transferência do terminal para o Valongo está alinhada aos projetos de revitalização da área portuária histórica de Santos. A iniciativa tem potencial para fortalecer a integração entre porto, turismo e cidade, ampliando o uso urbano da região e estimulando a atividade turística ligada aos cruzeiros.

Próximos passos do processo

Com a análise da Antaq concluída, a expectativa é que, após a deliberação ministerial, o processo avance para as fases finais de implementação operacional e contratual, viabilizando a mudança do terminal.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Portos

Terminais portuários do Espírito Santo devem receber R$ 6,5 bilhões em investimentos até 2030

O Espírito Santo avança na consolidação como um dos principais hubs logísticos do Brasil e já projeta uma nova etapa de crescimento para o setor portuário. Nos próximos cinco anos, os terminais capixabas devem receber R$ 6,5 bilhões em investimentos, de acordo com a Bússola do Investimento, levantamento do Observatório da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).

Mudança estrutural na operação portuária

Para o presidente da Findes, Paulo Baraona, o ciclo de investimentos marca uma transformação no perfil logístico do estado. Segundo ele, os aportes permitirão a migração de portos feeder, com menor profundidade, para hubs portuários capazes de operar navios de longo curso e movimentar cargas em maior escala.

A expectativa é de ganho de competitividade, aumento da eficiência operacional e fortalecimento do Espírito Santo como corredor estratégico de comércio exterior.

Porto da Imetame lidera volume de investimentos

O maior projeto em execução é o Porto da Imetame, em Aracruz, que concentra R$ 3 bilhões em investimentos e tem início de operações previsto para o próximo ano. Com área superior a 1 milhão de metros quadrados, o terminal terá perfil multipropósito, com foco inicial em cargas gerais e expansão gradual para contêineres, além de papel estratégico no escoamento da produção de petróleo.

Integração ferroviária amplia capacidade logística

Um dos diferenciais do Porto da Imetame é o ramal ferroviário de 6,5 quilômetros, que fará conexão direta com a Estrada de Ferro Vitória–Minas (EFVM) e, a partir de Minas Gerais, com a Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A integração entre modais permitirá o transporte eficiente de grãos, minerais e grandes volumes, reforçando a posição do estado na logística nacional.

O terminal está inserido no Parklog, parque logístico em desenvolvimento que reúne portos, rodovias, ferrovias, aeródromos e retroáreas, além de abrigar a primeira Zona de Processamento de Exportações (ZPE) privada do país, também em implantação.

Porto Central e granéis líquidos ganham destaque

Outro investimento relevante é o Porto Central, em Presidente Kennedy, com R$ 2,6 bilhões destinados à fase 1 do terminal, voltada à operação de granéis líquidos e ao transbordo de petróleo. O projeto é considerado estratégico para a cadeia de óleo e gás no Sudeste.

Vila Velha concentra projetos de modernização

Em Vila Velha, os investimentos somam R$ 650 milhões. O Consórcio Navegantes destina R$ 550 milhões à implantação de um Terminal de Granéis Líquidos (TGL) em Capuaba. Já a Vports investe R$ 100 milhões em melhorias no cais de Capuaba, incluindo recuperação da pera ferroviária, ampliação da capacidade e automação das operações.

ZPE e outros aportes completam o pacote

Além dos grandes terminais, estão previstos R$ 85 milhões para a implantação da ZPE de Aracruz, também ligada ao grupo Imetame, e R$ 165 milhões em outros investimentos mapeados no setor portuário capixaba.

Distribuição dos investimentos previstos

  • Imetame Logística Porto (Aracruz) – R$ 3 bilhões
  • Porto Central (Presidente Kennedy) – R$ 2,6 bilhões
  • Consórcio Navegantes (Vila Velha) – R$ 550 milhões
  • Vports (Vila Velha) – R$ 100 milhões
  • ZPE Aracruz (Imetame) – R$ 85 milhões
  • Outros projetos – R$ 165 milhões

FONTE: Folha Vitória
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha Vitória

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Portos

China registra recordes na movimentação portuária em 2025 e cresce 6,6% no transporte de contêineres

A movimentação portuária da China fechou 2025 em patamar recorde, reforçando o país como um dos principais hubs logísticos globais. Mesmo diante de incertezas no comércio internacional, dados oficiais apontam crescimento consistente tanto no volume total de cargas quanto no transporte de contêineres.

Portos estratégicos antecipam marcas históricas

Ao longo de dezembro de 2025, grandes terminais chineses alcançaram resultados inéditos. O porto de Ningbo-Zhoushan superou, no dia 2, a marca de 40 milhões de TEUs movimentados no ano, tornando-se o terceiro do mundo a atingir esse nível. Em seguida, o porto de Qingdao ultrapassou 700 milhões de toneladas de cargas em 8 de dezembro, antecipando em 15 dias o desempenho de 2024.

Já o porto de Tianjin encerrou o ano com mais de 23,29 milhões de TEUs, alcançando o volume anual 17 dias antes do registrado no ano anterior.

Crescimento nacional no volume de cargas e contêineres

Segundo o Ministério dos Transportes da China, entre janeiro e novembro de 2025, os portos do país movimentaram 16,75 bilhões de toneladas, alta de 4,4% na comparação anual. No mesmo período, o fluxo de contêineres atingiu 320 milhões de TEUs, crescimento de 6,6%.

O desempenho reflete a base estrutural do sistema portuário chinês, que vem passando por forte expansão física e tecnológica nos últimos anos.

Investimentos ampliam capacidade e eficiência

Entre os destaques está Ningbo-Zhoushan, onde os terminais de Chuanshan e Meishan passaram a operar com capacidade superior a 10 milhões de TEUs cada. Em Qingdao, 15 projetos iniciados em 2025 acrescentaram 16 milhões de toneladas de capacidade e 1,46 milhão de metros quadrados de pátios logísticos.

A automação portuária também avançou. O porto de Tianjin implantou um sistema inteligente de gestão de contêineres, elevando a eficiência operacional. Em Xangai, veículos guiados automaticamente já atuam de forma autônoma no transporte e posicionamento de cargas.

Clusters portuários fortalecem a logística chinesa

Atualmente, a China concentra clusters portuários de classe mundial no Golfo de Bohai, no Delta do Rio Yangtzé e na Grande Baía Guangdong–Hong Kong–Macau. O país mantém a maior escala de infraestrutura portuária do planeta e lidera em número e nível tecnológico de terminais automatizados.

Para Yuan Ziwen, diretor da Divisão de Economia do Transporte Aquaviário do Instituto de Planejamento e Pesquisa do Ministério dos Transportes, a modernização alterou profundamente o papel dos portos. Segundo ele, a intensa atividade portuária é um indicativo da resiliência do comércio exterior chinês.

Novas rotas ampliam alcance internacional

Como nós centrais do comércio internacional, os portos chineses expandiram conexões com mercados emergentes. Ningbo-Zhoushan inaugurou sua primeira rota pela Passagem do Ártico. Jiaxing abriu ligação direta com a África, enquanto Wenzhou e Beibu Gulf lançaram rotas para o Oriente Médio. Também houve ampliação dos fluxos com América Latina, África e Oriente Médio.

Exportações de maior valor agregado impulsionam demanda

O aumento da movimentação portuária está associado à maior demanda por produtos de alto valor agregado e por bens ligados à transição energética. De acordo com Wang Zhanyou, presidente da Ningbo Union-Ocean Shipping, a concorrência no setor fotovoltaico levou empresas a investir em projetos de armazenamento de energia, sustentando o crescimento das exportações.

Nos primeiros 11 meses de 2025, as exportações chinesas de produtos eletromecânicos somaram RMB 14,89 trilhões, alta de 8,8%, representando 60,9% do total exportado pelo país.

Integração regional fortalece cadeias globais

A integração entre os portos avançou especialmente no Delta do Rio Yangtzé, com uma estrutura formada por Xangai e Ningbo-Zhoushan como núcleos centrais, apoiados por portos fluviais e costeiros de Jiangsu, Zhejiang e Anhui. Veículos elétricos de Anhui e módulos fotovoltaicos de Jiangsu passaram a acessar diretamente mercados da Europa e dos Estados Unidos.

A rota expressa Xangai–Chongqing reduziu o tempo de navegação e reforçou a inserção da região de Chengdu–Chongqing nas cadeias globais.

Portos fluviais ganham protagonismo

Os portos fluviais tiveram crescimento de 5,7% nos primeiros 11 meses de 2025, superando o avanço dos portos costeiros. O porto de Suzhou movimentou 560,88 milhões de toneladas e 9,33 milhões de TEUs. Xuzhou, Hangzhou e Wuhu registraram crescimento de dois dígitos em contêineres, enquanto Wuxi ampliou o volume em mais de 100%, chegando a 109,3%.

Segundo Yuan Ziwen, a modernização das hidrovias elevou a eficiência logística, além de manter o transporte fluvial como alternativa mais econômica e menos emissora de carbono em médias e longas distâncias.

Planejamento estratégico para os próximos anos

Diante desse cenário, diversas províncias incluíram a navegação interior em seus planos para o 15º Plano Quinquenal. Chongqing pretende fortalecer a navegação no alto Yangtzé, Henan busca integrar hidrovias em uma rede estruturada de canais, e Hubei planeja expandir corredores fluviais estratégicos, incluindo o eixo das Três Gargantas.

De acordo com o Ministério dos Transportes, essas iniciativas seguem diretrizes nacionais para a construção de uma malha hidroviária de alto padrão, com impacto direto na redução de custos logísticos e no fortalecimento do mercado interno.

FONTE: China 2 Brazil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Zhang Ailin/ Xinhua

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Portos

Porto de Itapoá recebe novo guindaste de 70 metros e amplia capacidade de contêineres

O Porto de Itapoá, em Santa Catarina, recebeu na sexta-feira um novo guindaste portêiner de grande porte, com braço de 70 metros, destinado à movimentação de contêineres. O equipamento, desembarcado no terminal do Litoral Norte catarinense, será o oitavo portêiner em operação no complexo portuário.

O guindaste chegou totalmente montado e está em fase de instalação. A previsão é de que entre em funcionamento dentro de dois meses, após os testes operacionais.

Evolução da estrutura portuária

Quando iniciou suas atividades, em 2011, o Porto de Itapoá contava com quatro portêineres. Em 2016, o terminal incorporou mais dois equipamentos e, no ano passado, passou a operar com o sétimo guindaste. A chegada do novo portêiner reforça o processo contínuo de modernização da infraestrutura.

O equipamento também conta com sistema automatizado de leitura de contêineres, tecnologia que aumenta a precisão, a segurança e a eficiência logística nas operações de carga e descarga.

Novos guindastes ampliam eficiência no pátio

Além do portêiner instalado no cais, o Porto de Itapoá também recebeu parte dos novos guindastes RTG (Rubber Tyred Gantry), utilizados no manuseio de contêineres no pátio. Ao todo, o terminal contará com seis novos RTGs, que irão reforçar a capacidade operacional interna.

Operação com tecnologia semiautônoma

Os novos RTGs terão movimentação parcialmente autônoma, incorporando soluções tecnológicas voltadas à automação portuária. A iniciativa busca otimizar fluxos, reduzir tempos operacionais e ampliar a produtividade do porto, acompanhando as tendências internacionais do setor.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC Total

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Portos

Porto de Santos cede áreas à empresa em crise financeira; veja os detalhes do contrato

A Autoridade Portuária de Santos (APS) firmou contrato para a cessão onerosa de duas áreas localizadas na Margem Direita do Porto de Santos a uma empresa do Grupo Ambipar, que enfrenta crise financeira. O acordo com a Ambipar Response Dracares Apoio Marítimo e Portuário foi assinado em 17 de dezembro e publicado no Diário Oficial da União (DOU) no dia 22 do mesmo mês.

As áreas somam 44,6 metros quadrados (m²) e correspondem à ocupação de dois contêineres, um de 20 pés e outro de 40 pés, situados na Ilha Barnabé e na Alemoa.

Prazo de cinco anos e pagamento mensal

Pelo contrato, a empresa poderá utilizar os espaços por cinco anos, mediante pagamento mensal de R$ 3,2 mil à administração portuária. A APS esclareceu que a cessão não prevê qualquer compensação por eventuais investimentos realizados.

Segundo a autoridade portuária, “os investimentos necessários para a execução do objeto contratual serão feitos por conta e risco da Ambipar, sem direito a indenização”.

Uso voltado à contenção de poluentes

De acordo com a APS, as áreas cedidas serão utilizadas exclusivamente para a armazenagem de equipamentos destinados à contenção e mitigação de poluentes químicos, com atuação tanto em ambiente terrestre quanto marítimo.

A Ambipar solicitou o uso dos espaços para cumprir os planos de contingência dos terminais integrantes do Plano Integrado de Emergência (PIE), coordenado pela Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegados (Abtra).

Localização estratégica e áreas de risco

A Autoridade Portuária destacou ainda que a Ambipar mantém contrato com a Associação Brasileira de Terminais Líquidos (ABTL), o que justifica a localização das áreas na Alemoa e na Ilha Barnabé. Ambas são regiões classificadas como áreas de risco, devido à intensa movimentação de líquidos inflamáveis no complexo portuário.

Procurada, a empresa informou que não comentaria o assunto.

Grupo Ambipar entra em recuperação judicial

Dois dias após a assinatura do contrato, em 19 de dezembro, o Grupo Ambipar divulgou fato relevante anunciando o pedido de recuperação judicial, que envolve todas as empresas do conglomerado. O processo tramita na 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

Fundada em 1995, a Ambipar atua no setor de soluções ambientais e, ao longo de três décadas, expandiu suas operações para 41 países, com cerca de 23 mil funcionários.

Expansão acelerada e prejuízos acumulados

Em 2019, a empresa passou por uma reestruturação societária, criando a Ambipar Environmental, focada em gestão de resíduos, e a Ambipar Response, voltada ao atendimento de emergências químicas e ambientais. O grupo atua na coleta, tratamento e reaproveitamento de resíduos, com geração de novos produtos ou energia.

A companhia abriu capital na B3 em 2020 e, no ano seguinte, viu suas ações se valorizarem em cerca de 50%. Em 2021, a divisão Response foi listada na Bolsa de Nova Iorque. No mesmo período, a Ambipar investiu aproximadamente R$ 1,5 bilhão na aquisição de 22 empresas, somando cerca de 40 aquisições entre 2020 e 2022, que não apresentaram o retorno esperado.

Emissão de títulos e queda acentuada das ações

A crise financeira da Ambipar se agravou no segundo semestre de 2025, após a emissão de green bonds em 2024 e 2025, que totalizaram cerca de US$ 1,24 bilhão. As operações envolviam mecanismos de proteção cambial, mas o cenário se deteriorou após a transferência de um contrato do Bank of America para o Deutsche Bank.

Segundo a empresa, parte da estratégia foi adotada sem aprovação do Conselho de Administração, aumentando a vulnerabilidade financeira. Após uma medida cautelar obtida na Justiça para evitar vencimento antecipado de dívidas — que poderia gerar impacto de até R$ 10 bilhões —, as ações da companhia acumularam queda de 95,67% em um ano.

No segundo trimestre de 2025, a Ambipar voltou a registrar prejuízo, com resultado negativo de R$ 134,1 milhões, revertendo o lucro de R$ 45,5 milhões no mesmo período de 2024. No plano de recuperação judicial, o grupo afirma enfrentar dificuldades de acesso a crédito, apontadas como fator central para a reestruturação financeira.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/APS

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