Portos

Portos do Nordeste crescem 17% e Suape e Itaqui lideram movimentação

Os portos públicos do Nordeste iniciaram o ano com desempenho positivo. Em janeiro, a movimentação total alcançou 6,3 milhões de toneladas, um avanço de 17% na comparação com o mesmo período de 2025.

O crescimento foi puxado principalmente por dois terminais estratégicos: o Porto de Suape, em Pernambuco, e o Porto do Itaqui, no Maranhão. Juntos, eles responderam por cerca de 20% de toda a carga movimentada na região.

Os dados fazem parte do levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Suape e Itaqui lideram crescimento no Nordeste

O Porto de Suape registrou movimentação de 2,2 milhões de toneladas, com crescimento expressivo de 38,5%. O desempenho foi impulsionado pelo aumento no fluxo de cargas, maior número de atracações e avanço nos segmentos de granéis líquidos e contêineres.

Já o Porto do Itaqui alcançou 2,1 milhões de toneladas, com alta ainda mais significativa de 44%. O resultado foi puxado principalmente pela movimentação de granéis sólidos e líquidos, com destaque para fertilizantes, milho e soja.

Estratégia logística fortalece o Nordeste

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o desempenho reflete políticas públicas voltadas à modernização da gestão portuária e ao fortalecimento da região como hub logístico internacional.

A avaliação é de que o Nordeste vem se consolidando como uma importante rota de exportação, ampliando sua competitividade no comércio exterior.

Indicadores reforçam competitividade dos portos

A administração do Porto de Suape destacou que o crescimento consistente demonstra confiança do mercado e eficiência operacional. Já os dados do Porto do Itaqui apontam que janeiro de 2026 foi o melhor da história do terminal, superando inclusive recordes anteriores.

Tipos de cargas e modalidades de navegação

Entre os principais produtos movimentados nos portos nordestinos estão:

  • Petróleo e derivados
  • Contêineres
  • Fertilizantes
  • Sal

Na navegação de longo curso (internacional), foram registradas 3,7 milhões de toneladas, com crescimento de 13,8%. Já a cabotagem (transporte entre portos nacionais) movimentou 1,6 milhão de toneladas, alta de 22%.

Terminais também registram movimentação relevante

Além dos portos públicos, terminais autorizados apresentaram resultados variados:

  • Terminal Portuário do Pecém, no Ceará: 1,5 milhão de toneladas (+0,3%)
  • Terminal Marítimo de Ponta da Madeira: 9,9 milhões de toneladas
  • Terminal Aquaviário de Madre de Deus, na Bahia: 1,5 milhão de toneladas

Panorama geral da movimentação na região

No total, os portos e terminais do Nordeste movimentaram 21,5 milhões de toneladas em janeiro. A maior parte corresponde a granéis sólidos, com 14,5 milhões de toneladas. Já a carga conteinerizada somou 1,7 milhão de toneladas.

Os granéis líquidos, por sua vez, registraram crescimento de 8%, totalizando 4,1 milhões de toneladas, com destaque para petróleo e derivados.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Portos

Dragagem no Rio Itajaí-Açu começa e reforça navegabilidade do Porto de Itajaí

Teve início no último sábado (04), a dragagem no canal do Rio Itajaí-Açu, uma ação estratégica para a manutenção da navegabilidade no Porto de Itajaí. A operação começou por volta das 7h30, sob acompanhamento da Superintendência do Porto, marcando a execução do contrato firmado com a empresa Van Oord, responsável pelo serviço.

O acordo firmado prevê investimento de R$ 63,8 milhões, com duração inicial de 12 meses. O contrato também contempla possibilidade de prorrogação por até 48 meses, conforme legislação vigente, assegurando maior estabilidade para as operações portuárias e a manutenção contínua do canal de acesso.

De acordo com a engenheira civil Stephanie Creato Souza, superintendente de dragagem da Van Oord, os trabalhos começaram com a técnica de injeção de água. A estratégia aproveita a disponibilidade de berços no porto para a retirada de sedimentos e recuperação das profundidades operacionais.

Segundo ela, o objetivo principal é garantir condições adequadas de navegação, mantendo o canal apto para a movimentação segura de embarcações.

Importância da dragagem para o setor portuário

A dragagem de manutenção é considerada fundamental para assegurar a navegabilidade e a praticabilidade do canal, além de garantir a regularidade das operações no Porto de Itajaí. A ação contribui diretamente para a segurança operacional e fortalece a competitividade logística do complexo portuário na região.

Tags: dragagem Rio Itajaí-Açu, Porto de Itajaí, navegabilidade, logística portuária, manutenção de canal, Van Oord, infraestrutura portuária, transporte marítimo

Fonte: Superintendência do Porto de Itajaí

Texto: Redação

Imagem: Porto de Itajaí

Ler Mais
Portos

Dragagem do canal de acesso ao Porto de Itajaí será retomada após novo contrato

A dragagem do canal de acesso ao Porto de Itajaí será retomada após a assinatura de um novo contrato entre a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), a administração portuária local e a empresa holandesa Van Oord. A ordem de serviço foi liberada nesta quarta-feira, permitindo o reinício imediato das atividades de manutenção do calado.

O contrato, firmado de forma eletrônica na terça-feira, prevê investimento de R$ 63,8 milhões e terá vigência inicial de 12 meses. A iniciativa assegura a continuidade dos serviços e a estabilidade das operações portuárias nos próximos anos.

Segurança da navegação e competitividade logística

De acordo com a gestão do porto, a licitação definitiva fortalece a segurança da navegação, preserva as condições adequadas do canal e contribui para ampliar a competitividade logística de Santa Catarina.

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, destacou que o novo contrato representa um avanço estratégico. Segundo ele, a legislação federal permite a prorrogação do acordo por até 60 meses, garantindo maior previsibilidade ao setor.

Ele também ressaltou que a atual administração solucionou pendências financeiras herdadas, incluindo o pagamento de uma dívida de R$ 48 milhões, e agora consolida uma solução estruturante para o porto.

Interrupção de 47 dias impactou o complexo portuário

A retomada ocorre após um período de 47 dias sem serviços de dragagem, que afetou o complexo portuário de Itajaí e Navegantes. A paralisação teve início após o encerramento de um contrato emergencial com a própria Van Oord, em 15 de fevereiro.

Inicialmente, a Codeba havia contratado, em caráter emergencial, um consórcio para executar o serviço por seis meses, com início previsto para 23 de março. No entanto, a empresa vencedora desistiu, o que levou à convocação da segunda colocada.

Economia e solução definitiva para a dragagem

Paralelamente, o processo licitatório definitivo seguiu em andamento e teve a Van Oord como vencedora. Diante disso, a administração optou por firmar diretamente o contrato anual, substituindo a solução emergencial.

A decisão deve gerar uma economia estimada em cerca de R$ 2,3 milhões por mês, além de garantir maior eficiência e estabilidade na manutenção do canal de acesso.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

Ler Mais
Portos

Arauco no Porto de Santos: empresa recebe aval e prevê investimento de R$ 2 bilhões

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários autorizou a chilena Arauco a assumir o controle da Alempor e operar um Terminal de Uso Privado na região da Alemoa, no Porto de Santos. O projeto será estratégico para o escoamento da produção de celulose de eucalipto da nova fábrica em construção no Mato Grosso do Sul.

Projeto logístico prevê ampliação da infraestrutura portuária

Para viabilizar a operação, a empresa estima investir cerca de R$ 2 bilhões em infraestrutura portuária. O plano inclui:

  • obras de dragagem
  • construção de berço de atracação
  • implantação de armazéns logísticos
  • criação de acesso rodoferroviário

As licenças ambientais ainda serão solicitadas, e a conclusão da negociação depende da aprovação final do Ministério de Portos e Aeroportos, prevista para os próximos meses.

Terminal terá capacidade para milhões de toneladas de celulose

De acordo com o diretor de logística da Arauco, Alberto Pagano, a escolha do terminal foi resultado de análises iniciadas em 2022.

A área possui cerca de 200 mil metros quadrados e capacidade estimada de 3,55 milhões de toneladas por ano, volume alinhado à produção prevista da fábrica em Inocência (MS).

As obras no terminal devem começar no segundo semestre deste ano, com prazo de execução entre 14 e 18 meses.

Investimentos incluem ferrovia e integração logística

O projeto faz parte de um pacote logístico mais amplo, que contempla R$ 2,4 bilhões adicionais na construção de uma ferrovia para conexão com a malha da Rumo.

A estrutura inclui:

  • 45 km de ferrovia até a Malha Norte
  • 9 km de trilhos internos
  • operação com 26 locomotivas e 721 vagões
  • capacidade de até 9.600 toneladas por composição

As obras ferroviárias começaram no fim de 2025 e devem ser concluídas em 2027, junto com o início das operações da fábrica.

Mega fábrica de celulose será uma das maiores do mundo

O chamado Projeto Sucuriú prevê investimento total de US$ 4,6 bilhões e capacidade anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose branqueada de eucalipto, o que deve tornar a unidade a maior do mundo nesse segmento.

Atualmente, as obras estão cerca de 42% concluídas, com previsão de entrega em 2027.

Setor de celulose vive nova onda de expansão na América Latina

A iniciativa da Arauco integra um movimento mais amplo de expansão da indústria de celulose na região, com investimentos relevantes de empresas como CMPC, Bracell, Eldorado Brasil e Paracel.

Com a nova unidade no Brasil, a Arauco deve igualar sua produção nacional ao volume atualmente produzido no Chile, consolidando sua presença no mercado global de celulose.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Portos

Porto de Ilhéus registra alta de quase 70% no faturamento em 2026

O Porto de Ilhéus apresentou crescimento significativo no início de 2026, com avanço de 69,98% no faturamento portuário em relação ao mesmo período do ano passado. Nos dois primeiros meses, a receita chegou a R$ 1,5 milhão, impulsionada pelo aumento da movimentação de cargas e pelo fluxo de cruzeiros.

Movimentação de cargas e cruzeiros impulsiona receita

De acordo com dados divulgados pelo Conselho de Autoridade Portuária (CAP), o terminal movimentou 49.183 toneladas de mercadorias e recebeu nove navios de cruzeiro no período.

Entre os principais produtos transportados, destacam-se:

  • mais de 18 mil toneladas de cacau
  • cerca de 21 mil toneladas de níquel

O desempenho reforça a relevância do porto para a economia regional, especialmente para produtores locais e para a geração de empregos no sul da Bahia.

Investimentos em infraestrutura fortalecem competitividade

Durante a reunião do CAP, também foram detalhadas ações voltadas à modernização da infraestrutura portuária, consideradas essenciais para ampliar a capacidade operacional e aumentar a competitividade no cenário nacional.

Entre as iniciativas discutidas estão:

  • dragagem de aprofundamento do canal
  • implantação de cercamento e controle de acesso
  • melhorias estruturais no cais

As medidas visam otimizar a logística e preparar o porto para novas demandas do setor.

Obras no cais prometem reduzir custos operacionais

Um dos destaques é a nova técnica de reforço estrutural que será aplicada pela CODEBA.

Segundo o presidente da companhia, Antonio Gobbo, a solução busca corrigir problemas causados pelo movimento das marés, que afetam a estabilidade do cais e aumentam a necessidade de manutenção.

A proposta é substituir o modelo atual por uma estrutura monolítica, capaz de reduzir custos com dragagens frequentes e garantir maior durabilidade ao terminal ao longo das próximas décadas.

Mudanças na gestão marcam nova fase do porto

O encontro também oficializou alterações na administração do porto. João Batista Aquino foi apresentado como novo gerente da unidade, enquanto Pedro Henrique Pena assumiu a presidência do Conselho de Autoridade Portuária.

A mudança ocorre em substituição a Felipe Medeiros Lima e sinaliza uma nova etapa na gestão, com expectativa de continuidade nas ações estratégicas e fortalecimento institucional.

FONTE: CODEBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Portos

Suape fortalece agenda internacional com visita do Porto de Antuérpia-Bruges

O Complexo Industrial Portuário de Suape recebeu, na segunda-feira (30), uma delegação do Porto de Antuérpia-Bruges, considerado o segundo maior porto da Europa. A visita reforça a estratégia de posicionar o terminal pernambucano como referência global em logística portuária e comércio exterior.

A comitiva foi liderada pelo CEO Kristof Waterschoot e integra a agenda internacional de Suape voltada à ampliação de parcerias e atração de investimentos.

Acordo Mercosul-UE impulsiona novas oportunidades

As tratativas ocorrem em um contexto favorável, marcado pelo avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia. O cenário fortalece Pernambuco como ponto estratégico para exportações brasileiras e como hub de entrada de cargas europeias no Nordeste.

Com isso, Suape amplia seu protagonismo na integração entre mercados internacionais e na expansão de rotas marítimas.

Cooperação técnica e intercâmbio com porto europeu

Além das discussões institucionais, a visita abre caminho para intercâmbio com a Port of Antwerp-Bruges International, braço global do complexo belga. A iniciativa busca fomentar o compartilhamento de conhecimento em operações portuárias, gestão logística e inovação regulatória.

A delegação internacional também contou com executivos como Wannes Vincent e Matheus Doleck, que acompanham projetos na América Latina.

Foco em investimentos e novos negócios

Representantes de Suape destacaram que o encontro deve evoluir para parcerias estratégicas em diferentes frentes. Entre os objetivos estão a atração de armadores internacionais, ampliação da infraestrutura e fortalecimento da competitividade no mercado externo.

As reuniões ocorreram no Centro Administrativo do porto e incluíram visita à torre de controle, permitindo visão ampla das operações e da estrutura logística.

Sustentabilidade e inovação na agenda conjunta

Entre os temas prioritários discutidos estão a transição energética, o desenvolvimento de infraestrutura sustentável e a capacitação técnica. A cooperação também poderá incluir estudos conjuntos para expansão de terminais e aprimoramento da governança.

A iniciativa reforça o compromisso com uma logística sustentável e alinhada às exigências do comércio global.

Suape avança como hub estratégico no Atlântico

Com a aproximação entre os dois portos, a expectativa é ampliar conexões internacionais e consolidar Suape como um dos principais hubs logísticos da América do Sul.

A parceria sinaliza ganhos para a economia regional e fortalece o papel do porto como porta de entrada e saída para o comércio global.

FONTE: Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Suape

Ler Mais
Portos

Porto de Itajaí recebe 430 carros de luxo e amplia movimentação em 2026

O Porto de Itajaí iniciou a semana com uma operação de destaque no setor logístico. Na manhã de segunda-feira (30), o terminal recebeu o navio Good Wood, especializado no transporte de veículos no sistema roll-on/roll-off (Ro-Ro), que descarregou 430 carros de luxo.

A atracação ocorreu por volta das 5h50, marcando mais um avanço na diversificação das cargas movimentadas e no fortalecimento da atividade portuária ao longo de 2026.

Operação ocorreu com segurança e eficiência

A chegada da embarcação foi realizada com o canal de acesso plenamente navegável, garantindo condições ideais para a manobra e a execução das atividades.

Após a atracação, as equipes deram início à descarga dos veículos, mantendo o fluxo contínuo das operações durante toda a manhã. Finalizado o processo logístico, o navio deixou o terminal ainda no início da tarde.

Movimentação de veículos cresce no porto

Com essa operação, o Porto de Itajaí já acumula três escalas de navios do tipo Ro-Ro neste ano, totalizando 1.515 veículos movimentados.

Confira as operações anteriores:

  • Victoria Highway: 628 veículos
  • Dover Highway: 457 veículos
  • Good Wood: 430 veículos

O aumento no volume reforça a retomada das atividades e indica maior dinamismo no setor de logística portuária.

Retomada fortalece economia regional

De acordo com a administração do terminal, o avanço na movimentação de veículos de alto valor agregado demonstra a confiança do mercado no porto catarinense.

A estratégia também amplia as oportunidades comerciais, impulsiona a geração de empregos e contribui para o desenvolvimento econômico da região. Além disso, o terminal se consolida como uma alternativa relevante no cenário nacional de transporte marítimo.

O que é o sistema roll-on/roll-off (Ro-Ro)

Os navios do tipo roll-on/roll-off (Ro-Ro) são projetados para o transporte de cargas sobre rodas, como carros, caminhões e máquinas pesadas.

Nesse modelo, os veículos entram e saem da embarcação dirigindo por rampas, sem a necessidade de guindastes. Isso torna as operações mais rápidas, reduz o tempo de carga e descarga e aumenta a eficiência da logística internacional.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Porto de Itajaí

Ler Mais
Portos

Incêndio no Porto de Barcelona é controlado após atingir 20 semirreboques

Um incêndio no Porto de Barcelona mobilizou equipes de emergência nesta segunda-feira e chamou a atenção de moradores próximos devido à intensa coluna de fumaça escura. As chamas atingiram cerca de 20 semirreboques na área portuária, mas foram controladas por volta das 16h (horário local), segundo autoridades locais.

O alerta inicial foi registrado às 13h17, quando os bombeiros de Barcelona enviaram um amplo efetivo para conter o fogo na região do Pont de Europa, no Moll de Ponent.

Operação contou com grande mobilização de recursos

Para controlar o incêndio no terminal portuário, foram mobilizadas dez equipes, incluindo caminhões-tanque, viaturas autobomba, ambulância, autoescada e veículos de apoio e comando.

O fogo teve início na área de carga e afetou um caminhão e diversas unidades de tração portuária que aguardavam embarque. Apesar da gravidade da ocorrência, não houve registro de feridos ou casos de intoxicação.

As autoridades também informaram que as mercadorias atingidas não eram classificadas como perigosas, reduzindo o risco de maiores danos ambientais ou explosões.

Fumaça visível em diversos bairros causa preocupação

A densa fumaça provocada pelo incêndio no Porto de Barcelona foi vista de diferentes pontos da cidade, incluindo regiões como Montjuïc, gerando preocupação entre moradores e trabalhadores da área.

O número de emergências 112 recebeu dezenas de chamadas — ao menos 76 — relatando o incidente. Como medida preventiva, a Proteção Civil ativou o nível de pré-alerta do plano Procicat.

Causas ainda são investigadas

Até o momento, não há confirmação oficial sobre o que provocou o incêndio. Informações preliminares indicam que as chamas começaram em contêineres localizados em um terminal operado pela empresa Grimaldi, nas proximidades do Pont de Europa.

Situação controlada e atividades retomadas

A rápida atuação dos serviços de emergência foi fundamental para evitar que o fogo se espalhasse para outras áreas sensíveis do porto. Com isso, o incêndio foi controlado ainda durante a tarde.

As operações no Porto de Barcelona foram normalizadas sem maiores impactos, com exceção da área diretamente afetada, onde os bombeiros continuam atuando para garantir a segurança total do local.

FONTE: Infobae
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lorena Sopêna / Europa Press

Ler Mais
Portos

Crescimento portuário no Norte dispara e região lidera movimentação de cargas no Brasil

A região Norte apresentou o maior crescimento portuário do Brasil em janeiro de 2026, com avanço de 42,1% na movimentação de cargas na comparação anual. Ao todo, foram transportadas 11,5 milhões de toneladas, superando o desempenho das demais regiões. Os dados são do levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Granéis sólidos impulsionam resultado

O principal motor desse crescimento foi o segmento de granéis sólidos, que alcançou 8,4 milhões de toneladas, com expressiva alta de 53,23%. Outros tipos de carga também contribuíram para o resultado positivo:

  • Contêineres: 1,1 milhão de toneladas (+31,14%)
  • Granéis líquidos: 1,4 milhão de toneladas (+8,78%)

O avanço reflete a expansão da atividade logística e o fortalecimento da região como alternativa estratégica para o escoamento da produção nacional.

Exportação de commodities lidera movimentação

Entre os produtos mais transportados, destaque para as commodities agrícolas. A soja somou 2,2 milhões de toneladas, com crescimento de 192,47%, enquanto o milho atingiu 2,6 milhões de toneladas, alta de 112,17%. Juntas, essas cargas representam mais de 40% de toda a movimentação regional.

Outros produtos relevantes incluem a bauxita, com 2,2 milhões de toneladas (+21%), além do aumento na carga conteinerizada. O desempenho acompanha o avanço da safra agrícola e a maior utilização dos portos do Norte como rota de exportação.

Comércio exterior puxa alta da movimentação

O comércio exterior teve papel decisivo no resultado. As exportações cresceram 66,56% no período, enquanto as importações registraram alta mais moderada, de 4,61%.

Na navegação de longo curso, que envolve operações internacionais, a movimentação chegou a 4,6 milhões de toneladas (+43,9%). Já a cabotagem, entre portos nacionais, movimentou 1 milhão de toneladas, com crescimento de 17,24%.

Portos públicos e privados impulsionam desempenho

O avanço foi sustentado tanto por portos públicos quanto por terminais privados. Entre os portos públicos, destacam-se unidades no Pará, como Santarém e Vila do Conde, com cerca de 1,6 milhão de toneladas cada.

Já os terminais privados concentraram a maior parte da movimentação, com aproximadamente 7,7 milhões de toneladas — cerca de dois terços do total. Entre os destaques estão estruturas localizadas no Pará e no Amazonas, que apresentaram crescimento relevante e forte atuação no transporte de granéis sólidos.

Esses terminais foram responsáveis por 5,5 milhões de toneladas desse tipo de carga, com alta de 57,49%, impulsionando especialmente as exportações de soja, milho e bauxita. O desempenho também acompanha o crescimento do transporte internacional, que avançou mais de 45% no período.

Infraestrutura pública mantém papel estratégico

Nos portos públicos, a movimentação atingiu 3,8 milhões de toneladas, com crescimento de 50,24%. O resultado reforça a importância dessas estruturas na logística regional e sua complementaridade com a operação privada.

O cenário indica uma mudança relevante na matriz logística brasileira, com a região Norte ganhando protagonismo na exportação de commodities e na diversificação das rotas de escoamento.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

Ler Mais
Portos

Terminais privados no Brasil: diagnóstico da ANTAQ revela entraves a R$ 36,8 bilhões em investimentos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) apresentou um diagnóstico detalhado sobre a implantação de Terminais de Uso Privado (TUPs) no Brasil, destacando os principais obstáculos que têm impedido a operação de empreendimentos já autorizados. O estudo também aponta impactos diretos para o setor portuário e para a economia nacional.

O levantamento foi apresentado em Brasília, com participação de representantes da Agência e do setor, e traz uma análise aprofundada sobre a situação de projetos autorizados nos últimos anos.

Panorama dos terminais autorizados

O estudo analisou 178 terminais privados autorizados entre 2013 e 2019, com foco naqueles que não iniciaram suas atividades dentro do prazo legal de cinco anos. A avaliação considerou o estágio operacional, os motivos dos atrasos, os investimentos previstos e os pedidos de prorrogação.

Segundo os dados, 21 terminais seguem sem operar. Apesar de representarem uma parcela reduzida do total, esses projetos concentram cerca de R$ 36,8 bilhões em investimentos ainda não realizados, além de uma área estimada em 48,3 milhões de metros quadrados fora da infraestrutura portuária ativa.

Entraves ambientais lideram obstáculos

Entre os principais fatores que travam a implantação dos TUPs, as questões ambientais aparecem como o maior desafio. Durante a apresentação, foi ressaltada a necessidade de maior integração entre órgãos reguladores e ambientais para acelerar os processos sem ampliar a burocracia.

Além disso, representantes do setor privado destacaram que a autorização para operação é apenas uma etapa inicial. A implantação efetiva dos terminais exige um longo percurso, que envolve licenciamento, viabilidade econômica e articulação institucional.

Desafios estruturais e institucionais

O diagnóstico também evidencia que os entraves vão além da regulação, envolvendo fatores ambientais, financeiros e judiciais. Esses elementos, muitas vezes combinados, explicam grande parte dos atrasos observados.

A análise indica que o setor portuário brasileiro já apresenta maior maturidade institucional, mas ainda enfrenta gargalos que dificultam a execução dos projetos e a entrada em operação dos terminais.

Prorrogações e maturação dos projetos

Outro ponto relevante é o uso recorrente de prorrogações de prazo para início das operações. Embora previstas na legislação e necessárias diante da complexidade dos investimentos portuários, essas extensões podem indicar baixa maturidade de alguns projetos.

O estudo também aponta um descompasso entre o volume de autorizações concedidas após a Lei nº 12.815/2013 e a efetiva implementação dos empreendimentos, reforçando a necessidade de maior alinhamento entre planejamento e execução.

Impactos econômicos e sociais

A não implantação dos terminais privados gera impactos significativos. No campo econômico, há redução da capacidade logística e frustração de investimentos bilionários, afetando a competitividade do setor portuário brasileiro.

Já no aspecto social, estima-se que mais de 533 mil empregos deixaram de ser gerados em função dos atrasos. Do ponto de vista regulatório, o cenário exige maior esforço de monitoramento e compromete a previsibilidade do planejamento setorial.

Caminhos para o aprimoramento regulatório

Como resultado, o diagnóstico oferece subsídios para o aperfeiçoamento da atuação regulatória. Entre as medidas sugeridas estão:

  • Monitoramento mais rigoroso dos cronogramas
  • Revisão dos instrumentos de outorga
  • Avaliação dos critérios de prorrogação
  • Fortalecimento da coordenação entre instituições

A iniciativa integra a agenda de estudos da ANTAQ e amplia a base técnica para decisões mais assertivas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da infraestrutura portuária no Brasil.

Fonte: ANTAQ

Texto: Redação

Imagem: Divulgação ANTAQ

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook