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Leilão do Tecon Santos 10 terá outorga bilionária e regras mais flexíveis para armadores

A Casa Civil encaminhou novas diretrizes para o leilão do Tecon Santos 10, futuro superterminal de contêineres do Porto de Santos (SP), considerado um dos maiores projetos de infraestrutura portuária do país.

Em nota técnica elaborada pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o governo orienta o Ministério de Portos e Aeroportos a flexibilizar as regras de participação no certame e elevar o valor mínimo de outorga de R$ 500 milhões para R$ 1,044 bilhão.

O documento também libera a participação de armadores internacionais no processo de concessão, tema que vinha gerando forte debate entre empresas do setor e órgãos reguladores.

Armadores poderão disputar o terminal

A nova modelagem abre espaço para grupos de navegação marítima, como MSC, Maersk e Cosco, participarem da disputa pelo superterminal de Santos.

A medida altera o entendimento anterior que buscava restringir a presença de armadores para evitar a chamada verticalização das operações — situação em que uma mesma empresa controla tanto o transporte marítimo quanto a operação portuária.

Segundo a nota técnica do PPI, não foram identificados impedimentos concorrenciais ou regulatórios suficientes para barrar a entrada dessas companhias no leilão.

O texto afirma ainda que limitar a participação dos armadores poderia gerar ineficiências produtivas, econômicas e sociais para o setor portuário.

Operadoras atuais também poderão entrar na disputa

Outra mudança relevante envolve as empresas que já atuam no Porto de Santos. Pela nova orientação, operadoras atuais poderão participar diretamente do leilão do Tecon Santos 10.

No entanto, caso vençam a disputa, precisarão formalizar a venda definitiva de suas participações em outros terminais de contêineres localizados no porto antes da assinatura do novo contrato.

A proposta busca reduzir riscos concorrenciais e evitar concentração excessiva no mercado portuário.

Segundo o documento, caso a venda dos ativos não seja concluída, o governo poderá convocar o segundo colocado do leilão sem prejuízos ao processo.

Projeto prevê mais de R$ 6 bilhões em investimentos

O Tecon Santos 10 é tratado como estratégico para ampliar a capacidade logística do maior porto da América Latina.

O terminal deve receber investimentos superiores a R$ 6 bilhões e tem potencial para aumentar em cerca de 50% a movimentação de contêineres no Porto de Santos, que atualmente opera próximo do limite de capacidade.

A expectativa do governo é que o novo terminal ajude a reduzir custos logísticos e aumente a eficiência das operações portuárias brasileiras.

Cronograma do leilão sofreu atrasos

Inicialmente previsto para ocorrer no fim de 2025, o leilão acabou sendo adiado em meio às divergências entre empresas interessadas e discussões sobre o modelo regulatório.

Agora, o cenário mais otimista aponta para a realização do certame no segundo semestre de 2026, embora ainda exista a possibilidade de o processo ficar para 2027.

Empresas como ICTSI e JBS defendiam um modelo mais restritivo, com etapas separadas para entrada de novos operadores e atuais participantes do mercado.

Governo defende maior concorrência no certame

Na nota técnica, o PPI afirma que o governo federal não pretende favorecer novos participantes em detrimento das empresas já estabelecidas no setor.

O entendimento da Casa Civil é de que uma concorrência mais ampla pode aumentar as chances de selecionar operadores mais eficientes e competitivos para administrar o terminal.

O documento destaca ainda que o aumento da disputa tende a beneficiar a cadeia logística nacional, reduzindo custos e ampliando a capacidade operacional do comércio exterior brasileiro.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jorge Silva/Reuters

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Portos

Tecon Santos recebe guindastes elétricos da China em investimento de R$ 300 milhões

O navio Zhen Hua 28 atracou no Brasil trazendo ao Tecon Santos um carregamento estratégico para a modernização do terminal portuário. Vindos da China, os equipamentos incluem dois portêineres e oito guindastes elétricos RTGs, todos desmontados para transporte marítimo.

A operação faz parte de um pacote de investimentos de R$ 300 milhões realizado pela Santos Brasil, dentro de um amplo projeto de expansão, automação e descarbonização das atividades no porto.

A embarcação deixou a China em novembro de 2025 e concluiu o desembarque no litoral paulista em janeiro de 2026, utilizando trilhos conectados entre o navio e o cais para descarregar as estruturas.

Novos guindastes ampliam capacidade operacional do terminal

Os dois novos portêineres recebidos pelo terminal foram projetados para aumentar a produtividade das operações de carga e descarga no cais.

Cada equipamento possui cerca de 50 metros de altura e alcance operacional de até 70 metros. Além disso, os guindastes conseguem movimentar simultaneamente dois contêineres de 20 pés carregados, suportando até 100 toneladas por operação.

Segundo a empresa, os novos equipamentos representam não apenas renovação da frota, mas também uma ampliação efetiva da capacidade operacional do terminal portuário.

Operação remota será implantada gradualmente

A Santos Brasil informou que a operação convencional dos novos equipamentos deve começar em fevereiro. Já a implementação da operação remota de guindastes ocorrerá de forma progressiva.

O processo inclui testes técnicos, integração de sistemas e treinamento das equipes responsáveis pela operação à distância. A expectativa é que a transição completa para o modelo remoto leve até um ano.

Com isso, o terminal avança no processo de automação e digitalização das atividades portuárias.

Tecnologia promete mais segurança e produtividade

Os novos portêineres contam com o sistema Truck Position System (TPS), tecnologia que permite o alinhamento preciso das carretas durante os procedimentos de embarque e desembarque de contêineres.

A empresa acredita que a inovação deve elevar os níveis de segurança operacional e aumentar a eficiência logística do cais.

Além disso, os equipamentos já foram preparados para funcionamento integrado ao centro de controle remoto do terminal, alinhando o Tecon Santos às tendências globais de automação portuária.

RTGs elétricos devem reduzir emissões em até 97%

Os oito novos RTGs elétricos passam a integrar a frota sustentável do terminal, que já operava outras oito unidades movidas a eletricidade.

A meta da Santos Brasil é acelerar a substituição dos modelos movidos a diesel. A empresa prevê a aquisição de mais 30 RTGs elétricos nos próximos anos.

De acordo com a companhia, cada equipamento elétrico evita a emissão de aproximadamente 20 toneladas de CO₂ por mês. Quando toda a frota antiga for substituída, a expectativa é alcançar uma redução mensal de 713 toneladas de dióxido de carbono, equivalente a uma queda de 97% nas emissões dessa etapa operacional.

Modernização do Tecon Santos prevê R$ 3 bilhões até 2031

A chegada dos equipamentos integra um projeto iniciado em 2019 para ampliação e modernização do Tecon Santos, considerado um dos principais terminais portuários do país.

O plano prevê investimentos totais de cerca de R$ 3 bilhões até 2031. Segundo a empresa, aproximadamente R$ 2 bilhões já foram aplicados.

Os aportes também fazem parte do Plano de Transição Climática da companhia, que estabelece como meta atingir operações net zero até 2040.

Automação e sustentabilidade redefinem setor portuário

A operação envolvendo o navio vindo da China chama atenção pelo porte dos equipamentos, pelo volume do investimento e pelo impacto tecnológico e ambiental previsto para o terminal.

Mais do que ampliar a infraestrutura física, o projeto busca combinar automação portuária, eficiência logística e redução de emissões em uma única estratégia de longo prazo.

Com a chegada dos novos portêineres e RTGs elétricos, o Tecon Santos reforça sua aposta em um modelo operacional mais conectado, inteligente e menos dependente de combustíveis fósseis.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Porto de Itajaí amplia relações internacionais após visita do Consulado dos Estados Unidos

O Porto de Itajaí recebeu nesta quarta-feira (6) a visita institucional de James Ermarth, representante do Consulado Geral dos Estados Unidos no Brasil.

A agenda teve como foco o fortalecimento das relações institucionais e a ampliação da cooperação internacional entre Brasil e Estados Unidos no setor portuário e logístico.

Porto de Itajaí apresenta resultados operacionais

A reunião foi conduzida pelo assessor executivo Thiago Morastoni, representando o superintendente Artur Antunes Pereira. Também participou do encontro o coordenador-geral de Sistemas de Segurança Portuária, Diogo Schmitt.

Durante a apresentação institucional, foram compartilhados dados sobre o desempenho do terminal. Apenas no primeiro semestre de 2026, o porto movimentou cerca de 1,2 milhão de toneladas de cargas. Desde a retomada das operações, o faturamento acumulado já alcança R$ 200 milhões.

Visita técnica destacou operação do terminal portuário

Após a reunião, o representante do consulado realizou uma visita técnica pelas instalações do porto e acompanhou de perto a operação logística do terminal.

Segundo Thiago Morastoni, o encontro reforça a importância estratégica do porto no cenário internacional e amplia as possibilidades de futuras parcerias econômicas.

“O diálogo permitiu apresentar o potencial econômico do Porto de Itajaí e destacar oportunidades ligadas ao comércio exterior, investimentos e desenvolvimento regional”, afirmou.

Porto busca fortalecer presença no comércio internacional

A visita institucional faz parte da estratégia do Porto de Itajaí de estreitar relações com parceiros estrangeiros e consolidar o terminal como referência em logística portuária, comércio internacional e infraestrutura marítima.

A administração do porto também destacou o compromisso com modernização, transparência e competitividade, fatores considerados essenciais para atrair novos investidores e ampliar a atuação do terminal no mercado global.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Porto de Paranaguá destaca inovação logística durante Caravanas da Inovação Portuária

O Porto de Paranaguá recebeu visitas técnicas e apresentações voltadas à modernização do setor durante a 7ª edição das Caravanas da Inovação Portuária. A iniciativa é promovida pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

No primeiro dia da programação, a Portos do Paraná apresentou dados operacionais dos terminais de Paranaguá e Antonina, além de projetos estratégicos ligados à transformação logística, eficiência operacional e crescimento do setor portuário.

Inovação portuária vai além da tecnologia

Durante os debates, os participantes acompanharam uma visão prática sobre inovação aplicada ao ambiente portuário. A proposta destacou que melhorias operacionais não dependem apenas de soluções tecnológicas avançadas, mas também da integração de processos e da capacidade de resposta às demandas do dia a dia.

Segundo Tetsu Koike, inovação no setor envolve tanto tecnologia quanto aprimoramento contínuo da rotina operacional.

“O ganho de eficiência muitas vezes está em ajustes simples de processos e na capacidade de adaptação às necessidades operacionais”, afirmou.

Obras do Moegão avançam no Porto de Paranaguá

Um dos destaques da visita técnica foi o acompanhamento das obras do Moegão, considerado um dos principais projetos em execução no complexo portuário.

A estrutura será utilizada no recebimento de cargas agrícolas, como soja, milho e farelo, que seguirão aos terminais por meio de correias transportadoras. O empreendimento busca ampliar a eficiência logística e fortalecer o transporte ferroviário no porto.

Atualmente, a obra está em fase de montagem mecânica e já conta com galerias instaladas, além de frentes de trabalho nas áreas elétrica, metalmecânica, combate a incêndio e sistemas de ar comprimido.

O projeto envolve cerca de 400 trabalhadores e prevê aproximadamente 1,7 quilômetro de esteiras transportadoras.

De acordo com Felipe Zepeline, a execução exige planejamento integrado devido à complexidade operacional e à convivência com estruturas já em funcionamento no entorno portuário.

Novo sistema deve ampliar transporte ferroviário

Atualmente, cerca de 80% das cargas movimentadas no porto chegam por rodovias, enquanto apenas 20% utilizam a ferrovia. Com o Moegão, a expectativa é aumentar a participação do modal ferroviário, reduzindo impactos logísticos e melhorando o fluxo operacional no complexo.

A mudança faz parte da estratégia de modernização da infraestrutura portuária e de reequilíbrio da matriz de transporte.

Centro de Emergência reforça segurança operacional

Outro espaço visitado pelos participantes foi o Centro de Prontidão e Resposta a Emergências do porto. O setor atua em situações críticas, como incêndios, vazamentos químicos e derramamentos de óleo.

Segundo André Wolinski, a capacidade de resposta rápida é fundamental para garantir a segurança das operações e minimizar impactos ambientais.

Comitê de inovação aposta em integração com startups

A programação também destacou o trabalho do Comitê de Inovação da Portos do Paraná, criado para estimular a cultura de inovação e aproximar o porto de empresas, startups e instituições parceiras.

Entre os projetos apresentados estão iniciativas desenvolvidas em parceria com as plataformas Climatempo e 14Sea, focadas em eficiência operacional e modernização da gestão portuária.

Para Vader Zuliane Braga, equipes multidisciplinares ajudam a criar soluções inovadoras mesmo sem grandes investimentos em equipamentos.

Caravanas buscam fortalecer inovação nos portos brasileiros

As Caravanas da Inovação Portuária têm formato itinerante e são estruturadas em três pilares principais: inspirar, compartilhar e conectar.

A iniciativa promove a troca de experiências entre setor público, empresas privadas, universidades e especialistas, com foco em pesquisa, desenvolvimento e inovação portuária.

As discussões realizadas durante os encontros resultam em propostas e diretrizes que contribuem para o fortalecimento da agenda de modernização dos portos brasileiros.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Infraestrutura portuária ganha impulso com parceria entre governo e setor privado, destaca ministro

Durante a inauguração da nova sede da Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), em Brasília, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, ressaltou o papel estratégico da cooperação entre o governo e a iniciativa privada para o avanço da infraestrutura portuária brasileira.

O evento ocorreu na noite de segunda-feira (4) e reuniu representantes do setor produtivo. Na ocasião, o ministro enfatizou que o diálogo contínuo com entidades empresariais tem sido essencial para aprimorar políticas públicas e fortalecer o ambiente de negócios no país.

Setor privado lidera movimentação e geração de empregos

Atualmente, a ATP reúne 39 grandes empresas e engloba 75 Terminais de Uso Privado (TUPs) distribuídos pelo Brasil. As companhias associadas respondem por cerca de 60% da movimentação de cargas portuárias e geram aproximadamente 47 mil empregos diretos e indiretos.

Esse protagonismo consolida o segmento como um dos principais motores do desenvolvimento da logística portuária nacional.

Modernização e tecnologia ampliam eficiência dos portos

Além de expandir a capacidade operacional, a atuação das empresas privadas tem contribuído para a incorporação de novas tecnologias, aumento da eficiência e adoção de práticas sustentáveis.

Segundo o ministro, a nova sede da ATP simboliza o fortalecimento dessa parceria e o amadurecimento institucional do setor. Ele destacou ainda que as contribuições das empresas são fundamentais para orientar a formulação de políticas públicas mais eficientes.

Foco em inovação, sustentabilidade e competitividade

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, também participou do evento e reforçou o compromisso do governo com medidas voltadas à inovação portuária, sustentabilidade e competitividade.

Entre as prioridades, estão a construção de um ambiente regulatório estável e o estímulo a novos investimentos, com foco na modernização do setor.

Avanços estruturais e melhoria do ambiente regulatório

O ministro destacou ainda iniciativas do governo federal para fortalecer o setor, como a ampliação da segurança jurídica, simplificação de processos de outorga e renovação contratual junto à Antaq, além de melhorias nas condições logísticas.

Projetos de dragagem, qualificação de acessos e aumento da eficiência operacional também fazem parte da estratégia para reduzir custos e elevar a competitividade dos portos brasileiros.

A nova sede da ATP está localizada no 6º andar da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), em Brasília.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira

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Movimentação portuária da Codeba cresce 27,89% em março e supera 2,8 milhões de toneladas

A movimentação portuária da Codeba registrou forte avanço em março, alcançando mais de 2,8 milhões de toneladas. O resultado representa um crescimento de 27,89% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pelo aumento das operações nos portos sob administração da companhia.

O volume total considera as atividades nos portos de Salvador, Aratu-Candeias e também no Complexo Portuário de Itajaí, ampliando a relevância da estatal no cenário logístico nacional.

Portos de Salvador e Aratu-Candeias lideram crescimento

O desempenho positivo foi puxado principalmente pelos portos públicos da Bahia. O Porto de Aratu-Candeias apresentou expansão de 48,33%, com 681.650 toneladas movimentadas. Já o Porto de Salvador teve crescimento de 38,83%, totalizando 712.400 toneladas.

Os números refletem o aquecimento da logística portuária, com maior circulação de cargas e incremento nas atividades comerciais da região.

Complexo de Itajaí contribui para resultado positivo

Sob gestão da Codeba desde janeiro de 2026, o Complexo Portuário de Itajaí também teve participação relevante no resultado. Em março, o terminal registrou alta de 17,96%, somando 1.479.859 toneladas movimentadas.

A incorporação do ativo reforça a estratégia de expansão e diversificação das operações da companhia.

Investimentos e modernização impulsionam operações

De acordo com a direção da estatal, a expectativa é de manutenção do crescimento ao longo de 2026, sustentada pelo aumento da demanda e pelos investimentos em infraestrutura portuária.

Entre os destaques, está a atracação inédita de um navio do tipo Panamax no cais público do Porto de Salvador. O feito foi viabilizado por melhorias operacionais, incluindo aquisição de equipamentos e aprimoramento técnico.

Receita da Codeba também avança no trimestre

No campo financeiro, o faturamento bruto da companhia apresentou crescimento de 10% em comparação com março de 2025. No acumulado do trimestre, a receita chegou a R$ 123 milhões, resultado das receitas tarifárias e patrimoniais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto de Itajaí supera 1,2 milhão de toneladas no 1º trimestre de 2026

O Porto de Itajaí encerrou o primeiro trimestre de 2026 com mais de 1,2 milhão de toneladas movimentadas. O resultado reflete a continuidade das operações e o avanço da movimentação portuária nos três primeiros meses do ano.

Desempenho consistente ao longo do trimestre

O volume acumulado até março consolida a retomada das atividades e indica estabilidade no fluxo de cargas portuárias. Apenas no mês de março, o terminal registrou 382.284 toneladas movimentadas.

No segmento de transporte de contêineres, foram contabilizados 35.187 TEUs, mantendo o ritmo operacional e a regularidade das operações logísticas.

Retomada operacional e importância econômica

Segundo o superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, os números confirmam o fortalecimento da retomada operacional do terminal.

De acordo com ele, o desempenho demonstra a capacidade do porto em atender à demanda com eficiência, garantindo segurança operacional e resposta ao mercado. O gestor também destacou o papel do complexo na geração de empregos, renda e no desenvolvimento econômico de Santa Catarina.

Papel estratégico na logística nacional

Com os resultados, o Porto de Itajaí reforça sua relevância no cenário da logística brasileira, especialmente no escoamento de cargas e na movimentação de contêineres. O terminal segue como peça-chave para o dinamismo econômico regional e para a integração do estado aos fluxos comerciais nacionais e internacionais.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Porto do Itaqui bate recorde na movimentação de fertilizantes no 1º trimestre de 2026

O Porto do Itaqui, principal porto público do Arco Norte, iniciou 2026 com desempenho expressivo na movimentação portuária. No acumulado do primeiro trimestre, o volume total de cargas cresceu 5% em relação ao mesmo período de 2025 e avançou 17% na comparação com 2024.

Segundo melhor resultado da história em cargas totais

Entre janeiro e março, o terminal registrou 7,2 milhões de toneladas movimentadas, consolidando o segundo maior volume da série histórica para o período. O resultado fica atrás apenas do primeiro trimestre de 2023, quando o porto alcançou pouco mais de 7,22 milhões de toneladas.

O desempenho reforça a relevância do Itaqui na logística do Arco Norte, região estratégica para o escoamento de commodities e insumos no Brasil.

Importação de fertilizantes impulsiona crescimento

O grande destaque foi a importação de fertilizantes, que atingiu números recordes tanto em março quanto no acumulado do trimestre. Ao todo, foram movimentadas 934 mil toneladas desse tipo de carga nos três primeiros meses de 2026.

O volume representa um aumento de 11% em relação ao recorde anterior, registrado no mesmo período de 2025, quando foram movimentadas 839 mil toneladas. O resultado marca o melhor primeiro trimestre da história do porto para o segmento de fertilizantes.

Porto estratégico para o agronegócio

O crescimento na movimentação de insumos agrícolas reforça o papel do Porto do Itaqui como elo fundamental na cadeia do agronegócio brasileiro, especialmente no abastecimento de fertilizantes utilizados nas principais regiões produtoras do país.

Com a demanda aquecida e operações mais eficientes, a tendência é que o terminal mantenha resultados robustos ao longo de 2026.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal BE News

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Restrição de calado no Rio Itajaí-Açu é mantida pela Marinha após nova batimetria

A Marinha do Brasil decidiu manter a restrição de calado no Rio Itajaí-Açu, no acesso ao complexo portuário de Itajaí e Navegantes. A medida segue válida após a análise de dados recentes de batimetria, encaminhados pela administração portuária e avaliados pela autoridade marítima.

Canal segue operando dentro dos limites de segurança

De acordo com a determinação, permanece exigida uma folga mínima abaixo da quilha de 0,30 metro. Mesmo com a limitação, a gestão do porto informa que o canal de acesso continua operacional, seguro e navegável, respeitando os critérios técnicos estabelecidos.

A Capitania dos Portos destacou que os levantamentos confirmaram a presença de assoreamento, o que resultou na redução da profundidade em cerca de 30 centímetros. Esse cenário, segundo o órgão, mantém as mesmas condições operacionais já adotadas anteriormente, agora com respaldo técnico atualizado e alinhado às normas vigentes.

Lama fluida influencia medições de profundidade

A diferença identificada está associada à presença de lama fluida, material com elevada concentração de água que pode alterar as medições convencionais. Apesar disso, nem sempre representa risco direto à navegação.

Esse fenômeno está relacionado ao conceito de profundidade náutica, já utilizado em outros portos brasileiros e internacionais, permitindo maior precisão na avaliação das condições reais de navegabilidade.

Dragagem busca normalizar calado

As obras de dragagem no canal de acesso seguem em execução, com retirada de sedimentos para restabelecer a profundidade adequada. A empresa responsável pelos trabalhos projeta que, em cerca de 10 dias, o calado operacional seja normalizado.

Segundo a administração do porto, as operações seguem sem interrupções e não há impactos na logística ou na movimentação de cargas.

Batimetria atualizada (válida até julho de 2026)

  • Canal externo: 14,1 m
  • Canal interno: 13,1 m
  • Bacia de evolução nº 2: 13,5 m
  • Bacia de evolução nº 1: 13,2 m
  • Berço 1 (Porto de Itajaí): 13,5 m
  • Berço 2 (Porto de Itajaí): 13,1 m
  • Berço 3 (Porto de Itajaí): 12,7 m
  • Berço 4 (Porto de Itajaí): 12,7 m
  • Área de atracação (Portonave): 12,7 m

Parâmetros válidos para embarcações de até 350 metros de comprimento e 52 metros de largura, conforme normas da autoridade marítima.

FONTE: DIARINHO
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/DIARINHO

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Navegabilidade no canal de Itajaí é reduzida e setor logístico estima perdas de até 10% na carga por navio

A operação no canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes, em Santa Catarina, passou a contar com uma restrição adicional de segurança que impacta diretamente a capacidade de carga dos navios. A medida foi determinada pela Marinha do Brasil e estabelece uma redução prática de 30 centímetros na navegabilidade, exigindo ajustes imediatos nas operações portuárias.

De acordo com ofício emitido pela autoridade marítima, foi instituída uma Folga Abaixo da Quilha (FAQ) adicional de 0,30 metro, ampliando a margem de segurança entre o fundo das embarcações e o leito do canal. A decisão tem caráter preventivo e foi adotada diante do atraso no envio do novo levantamento batimétrico — estudo essencial para aferir a profundidade real da via navegável.

Sem dados atualizados, a Marinha optou por restringir o calado operacional dos navios como forma de prevenir riscos à navegação.

Impacto direto na movimentação de contêineres

Na prática, a medida já começa a refletir na logística regional. Empresas que operam nos portos catarinenses estimam uma redução média de cerca de 220 TEUs por embarcação, o que pode representar até 10% da capacidade total de carga.

Em um cenário mensal, a perda acumulada pode equivaler à movimentação completa de um navio com capacidade de até 10 mil TEUs, considerando apenas um dos terminais afetados. O ajuste impacta diretamente o planejamento das operações, podendo gerar aumento de custos logísticos e necessidade de readequação nas escalas de transporte.

Responsabilidade e envio de dados

O levantamento batimétrico, que motivou a decisão, é de responsabilidade da Companhia Docas do Estado da Bahia (CODEBA), atual autoridade portuária de Itajaí. A ausência do estudo dentro do prazo estipulado levou à adoção da medida cautelar pela Marinha.

Em resposta à restrição, o Porto de Itajaí informou que acionou a empresa responsável pela dragagem de manutenção, a Van Oord, solicitando a mobilização de uma draga do tipo hopper em até 48 horas para remoção de sedimentos no canal.

Em entrevista à Agência iNFRA, o superintendente do porto, Artur Antunes, afirmou que o canal permanece “totalmente navegável”, apesar da limitação operacional. Segundo ele, os dados de batimetria foram encaminhados à Capitania dos Portos acompanhados de uma análise detalhada sobre a presença de lama fluída, fator que pode influenciar na leitura da profundidade. O gestor reconheceu que o envio ocorreu após o prazo, mas destacou que a complexidade técnica do estudo exigiu um tempo maior de elaboração.

Em nota a Superintendência do Porto de Itajaí informou que “não há falta de dragagem no canal de acesso ao terminal. A draga WID, da empresa Van Oord, está em operação diária desde o dia 04 de abril, realizando os serviços necessários para a manutenção da navegabilidade e da segurança das operações portuárias. As medições de batimetria já foram entregues à Marinha do Brasil. Houve apenas um pequeno atraso na última entrega, em razão da necessidade de estudos adicionais, especialmente relacionados à presença de lama fluida no canal de acesso.

A Autoridade Portuária reforça que não há qualquer impacto às operações portuárias. As medições encaminhadas à Marinha, e que também serão compartilhadas com os operadores, demonstram que o canal do Porto de Itajaí está integralmente operacional, sem restrição efetiva à navegação. Além disso, a presença de lama fluida não afeta a trafegabilidade do canal. Também não há registro de perda de profundidade no canal de acesso.

O Porto de Itajaí segue operando normalmente, com dragagem em andamento, canal operacional e acompanhamento técnico permanente.”

Retomada foi no início de abril

A restrição ocorre apesar de o Porto de Itajaí ter retomado, no início de abril, os serviços de dragagem de manutenção no canal de acesso, considerados essenciais para garantir a profundidade operacional. Segundo informações do próprio porto, a operação foi restabelecida com um contrato de R$ 63,8 milhões, prevendo a continuidade dos trabalhos por pelo menos 12 meses, com possibilidade de prorrogação. A iniciativa, conduzida em parceria entre o Ministério de Portos e Aeroportos, a Autoridade Portuária de Santos (APS) e a Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), busca assegurar condições estáveis de navegabilidade e maior previsibilidade às operações logísticas, em meio ao processo de recuperação e reestruturação do complexo portuário.

Expectativa de reavaliação

A autoridade portuária agora aguarda a análise dos dados pela Marinha, que poderá revisar a restrição à medida que as novas informações forem validadas. Enquanto isso, operadores seguem adaptando suas operações em um cenário de atenção, que evidencia a importância da manutenção contínua e do monitoramento técnico dos canais de acesso.

Fonte: Agência iNFRA, Marinha do Brasil e Porto de Itajaí

Texto: RêConecta News

Imagem: Porto de Itajaí

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