Portos

Vale tem contrato prorrogado no Porto do Itaqui por mais 20 anos

O contrato da Vale no Porto do Itaqui (MA) foi estendido por mais duas décadas. A assinatura do termo aditivo ocorreu nesta quarta-feira (18), em Brasília, com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

A medida assegura a continuidade das operações de armazenagem e exportação de cobre oriundo do Complexo Minerador de Carajás, no Pará, além de abrir caminho para novos investimentos voltados à modernização e ao aumento da eficiência do terminal.

Investimentos somam mais de R$ 220 milhões

Como contrapartida à prorrogação, a mineradora prevê investimentos de R$ 221,5 milhões até 2030. Desse total, R$ 21,5 milhões são obrigatórios por contrato, enquanto R$ 200 milhões correspondem a aportes voluntários.

Os recursos serão direcionados para modernização de infraestrutura portuária, ampliação da vida útil dos equipamentos e melhorias na eficiência operacional do terminal.

Ambiente econômico favorece novos aportes

Durante a cerimônia, o ministro destacou que o atual cenário econômico brasileiro tem contribuído para atrair investimentos em infraestrutura.

Segundo ele, fatores como segurança jurídica no setor portuário e previsibilidade regulatória fortalecem a confiança de empresas e impulsionam projetos estratégicos, como o da Vale no Maranhão.

Parceria fortalece desenvolvimento regional

A presidente do Porto do Itaqui, Oquerlina Costa Silva, ressaltou que a renovação do contrato representa um avanço significativo para o estado e para a logística nacional.

De acordo com ela, a extensão garante estabilidade para novos investimentos e reforça a parceria entre o porto e a mineradora, beneficiando diretamente o desenvolvimento econômico regional.

O novo prazo do contrato segue até 2 de janeiro de 2043, conforme previsto na legislação portuária e na Portaria nº 530/2019.

Cadeia logística do cobre ganha reforço

O terminal ocupa cerca de 53,6 mil metros quadrados em São Luís (MA) e integra a cadeia logística do cobre no Brasil. A estrutura atende à produção das minas de Sossego, em Canaã dos Carajás, e Salobo, em Marabá.

Em 2025, as unidades produziram juntas aproximadamente 293 mil toneladas de cobre concentrado, crescimento de 10,5% em relação ao ano anterior.

O terminal conta com armazéns, pátio ferroviário e estruturas de apoio, sendo dedicado à movimentação de cargas próprias de alto valor agregado.

Nos últimos 15 anos, o volume movimentado mais que dobrou, saltando de cerca de 420 mil toneladas, em 2010, para quase 1 milhão de toneladas em 2025.

Cobre ganha protagonismo na transição energética

A ampliação do contrato ocorre em um cenário de crescimento da demanda global por cobre, impulsionada pela transição energética.

O metal é essencial para tecnologias como turbinas eólicas, painéis solares, redes elétricas inteligentes e veículos elétricos — que podem utilizar até quatro vezes mais cobre do que modelos tradicionais.

Nesse contexto, a Vale projeta expandir sua produção global, com meta de atingir 700 mil toneladas até 2035, reforçando a importância estratégica da operação no Porto do Itaqui.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Portos

Porto de Paranaguá completa 91 anos e reforça papel estratégico na economia do Brasil

O Porto de Paranaguá celebra 91 anos nesta terça-feira (17) consolidado como um dos principais pilares da logística portuária brasileira. Segundo maior complexo do país, o terminal é peça-chave no escoamento da produção e no fortalecimento do comércio exterior.

Administrado pela Portos do Paraná, o porto passa por um ciclo contínuo de modernização, com foco em infraestrutura, inovação tecnológica e ganho de eficiência operacional.

Crescimento acima das projeções

Nos últimos anos, a gestão portuária contribuiu para avanços significativos. Em 2025, os portos paranaenses movimentaram mais de 73,5 milhões de toneladas de cargas — volume que, segundo projeções anteriores, só seria alcançado a partir de 2035.

O desempenho reforça o protagonismo do terminal no cenário nacional e internacional, especialmente no escoamento de produtos do agronegócio brasileiro.

Reconhecimento e importância estratégica

A administração da autoridade portuária acumula reconhecimento no Brasil e no exterior. Entre os destaques, estão premiações consecutivas de melhor gestão portuária concedidas pelo governo federal e por entidades internacionais como a American Association of Port Authorities.

Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o porto vive um novo momento, marcado por eficiência e investimentos estruturais, sem deixar de lado o desenvolvimento regional e a preservação ambiental.

Papel no agronegócio e no comércio global

O Porto de Paranaguá é responsável por grande parte das exportações agrícolas do Brasil. O terminal lidera o envio de óleo de soja e se destaca como principal canal global para a exportação de carne de frango congelada.

Essa atuação fortalece a balança comercial brasileira e amplia a presença do país nos mercados internacionais.

Investimentos impulsionam expansão

Desde 2019, mais de R$ 5,1 bilhões foram direcionados a projetos de ampliação da capacidade operacional. Um dos marcos desse processo foi a regularização das áreas arrendáveis, viabilizada por leilões realizados na B3.

Outro avanço relevante é a concessão do canal de acesso, iniciativa que permitirá a entrada de navios maiores, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade do porto.

Moegão e novos projetos estruturantes

Entre as principais obras em andamento está o Moegão, moderno sistema de descarga ferroviária de grãos. Com investimento superior a R$ 650 milhões, a estrutura terá capacidade para descarregar até 900 vagões por dia, otimizando o fluxo logístico e reduzindo impactos urbanos.

Outros projetos incluem a construção do Píer em “T”, com quatro novos berços e capacidade de movimentação de até 32 mil toneladas por hora, além do Píer em “F” e da ampliação do terminal de líquidos — iniciativas que devem elevar o patamar da infraestrutura portuária.

Geração de empregos e impacto regional

Além de sua relevância logística, o porto é um dos principais motores da economia do litoral paranaense. A atividade gera milhares de empregos diretos e indiretos e movimenta setores como transporte, comércio e serviços.

Atualmente, a estrutura conta com centenas de colaboradores diretos, além de milhares de trabalhadores portuários e terceirizados. Estima-se que cerca de 40% dos empregos locais estejam ligados ao porto, que também responde por aproximadamente metade da arrecadação municipal.

Futuro e competitividade

Com investimentos contínuos e projetos estruturantes, o Porto de Paranaguá se prepara para atender à crescente demanda do comércio global. A expectativa é de que o terminal continue ampliando sua capacidade e consolidando sua posição como referência em logística portuária no Brasil.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Navio histórico Professor W. Besnard tomba e fica parcialmente submerso no Porto de Santos

O navio Professor W. Besnard, uma das embarcações mais simbólicas da oceanografia brasileira, tombou e ficou parcialmente submerso na noite de sexta-feira (13) no cais do Parque Valongo, no Porto de Santos.

Segundo a Autoridade Portuária de Santos, o incidente ocorreu após avarias no casco, que permitiram a entrada de água e levaram ao alagamento da embarcação. O problema resultou no tombamento do navio, que permanece no local sob monitoramento.

Área foi isolada e equipes iniciam operação de resgate

Após o ocorrido, a área foi isolada por equipes de segurança portuária para evitar riscos. A Guarda Portuária mantém vigilância no entorno enquanto técnicos avaliam as condições da embarcação.

O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, informou que já foi iniciada uma mobilização para tentar recuperar o navio histórico.

Entre as primeiras medidas adotadas estão o reforço das amarrações da embarcação e a instalação de um cerco de contenção ambiental, com o objetivo de evitar possíveis impactos ambientais na área do porto.

Navio pode ser levado para estaleiro

A intenção das autoridades é retirar o navio Professor W. Besnard do cais e encaminhá-lo a um estaleiro, onde será avaliada a possibilidade de restauração.

Segundo Pomini, a prioridade é tentar recuperar a embarcação com apoio de empresas que atuam no complexo portuário de Santos.

Caso a restauração completa não seja viável, parte da estrutura poderá ser preservada como patrimônio histórico no próprio Parque Valongo.

A Autoridade Portuária ressaltou ainda que, por se tratar de uma empresa pública, não pode arcar diretamente com os custos da operação. Por isso, a estratégia é mobilizar parceiros e empresas da comunidade portuária para colaborar com a ação de resgate.

Embarcação marcou a história da ciência no Brasil

Com cerca de 60 anos de história, o navio Professor W. Besnard teve papel fundamental no desenvolvimento da pesquisa oceanográfica no Brasil.

A embarcação pertence ao Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo e foi batizada em homenagem ao cientista Wladimir Besnard, que ajudou a estruturar o instituto e atuou na sua direção durante os primeiros anos.

Entregue ao instituto em 1967, o navio realizou mais de 150 expedições científicas ao longo de quatro décadas. Durante os primeiros 23 anos de operação, navegou continuamente apoiando pesquisas em diferentes regiões do oceano.

Entre os marcos históricos está a primeira expedição brasileira à Antártida, realizada em 1982 com apoio do navio Barão de Teffé, da Marinha do Brasil.

A embarcação estava fora de operação desde 2008 até o incidente registrado nesta semana.

Marinha investiga causas do acidente

Em nota oficial, a Marinha do Brasil informou que equipes técnicas irão investigar as circunstâncias do ocorrido, incluindo as causas do tombamento e eventuais responsabilidades pelo incidente no Porto de Santos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/APS

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Portos

Porto de Santos: EUA demonstram preocupação com possível presença chinesa no leilão do Tecon 10

Os Estados Unidos demonstraram preocupação com a eventual participação de empresas da China no leilão do megaterminal Tecon 10, projeto estratégico de expansão do Porto de Santos, em São Paulo.

A manifestação partiu do cônsul-geral norte-americano em São Paulo, Kevin Murakami, durante um encontro com empresários ligados ao setor portuário realizado na Baixada Santista no início deste mês.

De acordo com relatos de participantes do evento, o diplomata afirmou que o terminal não deveria ficar sob controle de “mãos indesejadas”, comentário interpretado por presentes como uma referência à possível entrada de grupos chineses na disputa pelo projeto.

Projeto Tecon 10 é estratégico para o Porto de Santos

O Tecon 10 é considerado um dos principais investimentos previstos para ampliar a capacidade do Porto de Santos, o maior complexo portuário da América Latina.

O empreendimento deve aumentar significativamente a movimentação de contêineres e cargas, fortalecendo a logística portuária brasileira e atraindo operadores internacionais do setor.

Apesar da relevância do projeto, o governo brasileiro ainda não divulgou a data oficial para o lançamento do edital do leilão.

Competição geopolítica por portos na América Latina

A disputa por influência em infraestrutura portuária na América Latina tem sido alvo de atenção de Washington. Diplomatas americanos também fizeram críticas recentes à presença de empresas chinesas em projetos estratégicos na região.

Um exemplo é o Porto de Chancay, no Peru, megaprojeto financiado com capital chinês. Após uma decisão judicial que limitou a atuação do órgão regulador local no terminal, o embaixador dos EUA em Lima, Bernie Navarro, classificou a situação como preocupante.

Na ocasião, o diplomata declarou que os Estados Unidos não permitiriam que ativos considerados críticos fossem administrados por um terceiro país dentro de seu território.

Consulado americano nega pressão direta sobre o Brasil

Procurado para comentar o episódio, o consulado dos EUA em São Paulo negou ter exercido qualquer tipo de pressão sobre o processo de concessão do terminal portuário de Santos.

Em nota, entretanto, o órgão reconheceu que o governo norte-americano acompanha com atenção a participação de empresas chinesas em projetos de infraestrutura estratégica, citando fatores como segurança, soberania e competição geopolítica.

O futuro leilão do Tecon 10 é considerado peça-chave para o desenvolvimento da infraestrutura logística do Brasil, devendo atrair grandes operadores globais interessados em ampliar presença no mercado portuário da região.

FONTE: Revista Forum
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Revista Forum

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Portos

Portos brasileiros movimentam 104 milhões de toneladas em janeiro e registram crescimento de 12,8%

O setor portuário brasileiro iniciou 2026 em ritmo acelerado, registrando 104 milhões de toneladas movimentadas em janeiro, alta de 12,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e confirmam a expansão contínua da atividade portuária no país.

Portos públicos e privados em destaque

Nos Portos Públicos, a movimentação chegou a 35,3 milhões de toneladas, representando um aumento de 10,3% em relação a janeiro de 2025. O Porto de Santarém (PA) se destacou com crescimento expressivo de 156,3%, movimentando 1,6 milhão de toneladas.

Já os Terminais de Uso Privado (TUPs) registraram crescimento de 14,1%, totalizando 68,7 milhões de toneladas. Entre os destaques está o Terminal de Petróleo TPET/TOIL, no Porto do Açu (RJ), com movimentação de 7,7 milhões de toneladas, aumento de 159,8%.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou que os números refletem o avanço da infraestrutura e da capacidade operacional dos terminais brasileiros. “O setor portuário brasileiro vive um momento consistente de expansão. Os dados evidenciam a melhoria dos nossos terminais e reforçam a logística nacional”, afirmou.

O secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, destacou que o crescimento é resultado de políticas públicas, concessões e arrendamentos realizados pelo Ministério de Portos, que têm atraído investimentos e aumentado a eficiência logística do país.

Crescimento na navegação de longo curso e cabotagem

A navegação de longo curso, responsável pelo transporte internacional, movimentou 70,9 milhões de toneladas, alta de 11% em relação a janeiro de 2025. Já a cabotagem, transporte entre portos nacionais, registrou aumento de 15%, com 20,2 milhões de toneladas, reforçando seu papel estratégico na logística interna, reduzindo custos e impactos ambientais.

Movimentação por tipo de carga

  • Granéis líquidos (petróleo, derivados e produtos químicos): alta de 29,7%, totalizando 31,2 milhões de toneladas.
  • Granéis sólidos (soja, milho, minério de ferro e fertilizantes): crescimento de 10,4%, com 54,7 milhões de toneladas.
  • Cargas conteinerizadas: aumento de 1,9%, movimentando 13,2 milhões de toneladas.
  • Carga geral solta (produtos industrializados, veículos e mercadorias diversas): queda de 13,2%, totalizando 4,9 milhões de toneladas.

Entre as mercadorias mais movimentadas, o óleo bruto de petróleo liderou com 21,4 milhões de toneladas (+37,6%), seguido da soja com 4,0 milhões de toneladas (+114,3%) e o açúcar, com 2,2 milhões de toneladas (+31,3%).

Impacto para a economia brasileira

O crescimento da movimentação portuária reflete não apenas o aumento das exportações, mas também o fortalecimento da infraestrutura logística do país. O desempenho dos portos é estratégico para o comércio exterior, para o escoamento da produção agrícola e industrial e para a competitividade do Brasil no mercado global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

STF valida posição da Antaq e autoriza cobrança da taxa de entrega de contêineres nos portos

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, de forma unânime, reconhecer a posição técnica da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e invalidar uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que havia proibido a cobrança da taxa referente ao Serviço de Segregação e Entrega (SSE) em terminais de contêineres no Brasil.

A decisão representa um marco para o setor portuário, ao reforçar a segurança jurídica e a previsibilidade regulatória nas operações logísticas ligadas à movimentação de cargas importadas.

Ação da Abratec levou o caso ao STF

O julgamento ocorreu após questionamento apresentado pela Associação Brasileira dos Terminais de Contêineres (Abratec). A entidade contestou no Supremo a decisão do TCU que havia impedido os terminais portuários de cobrar pelo serviço de gestão e disponibilização de contêineres importados.

A Corte acompanhou o voto do relator do processo, ministro Dias Toffoli, que entendeu que o Tribunal de Contas ultrapassou os limites de sua competência ao interferir em decisões técnicas que cabem à agência reguladora do setor.

Segundo o ministro, o TCU tem a função de fiscalizar a administração pública, mas não pode substituir avaliações técnicas realizadas por órgãos reguladores especializados. O relator também destacou que a Antaq já havia analisado a questão por meio de processos técnicos e consultas públicas conduzidas dentro do marco regulatório portuário.

Decisão reforça segurança jurídica para terminais de contêineres

Para a Abratec, que reúne alguns dos principais operadores de terminais de contêineres do país, o posicionamento do Supremo fortalece a previsibilidade das regras aplicadas ao setor.

O presidente executivo da entidade, Caio Morel, avaliou que o julgamento reafirma um princípio essencial para atividades reguladas: a definição de normas técnicas deve permanecer sob responsabilidade das agências reguladoras.

Na avaliação da entidade, ao reconhecer essa competência, o STF contribui para manter um ambiente regulatório mais estável, condição considerada fundamental para o funcionamento das operações portuárias e para a atração de investimentos no segmento.

Especialistas analisam impacto para o setor portuário

Especialistas em infraestrutura também destacaram a relevância da decisão. O advogado Diogo Nebias afirmou que a Antaq possui equipe técnica especializada para analisar aspectos operacionais e econômicos do setor portuário, o que justifica a autonomia regulatória da agência.

Segundo ele, o entendimento do STF impede que o TCU suspenda a cobrança do Serviço de Segregação e Entrega — conhecido no mercado como THC2 — nos terminais de contêineres.

Por outro lado, a advogada Mayra Mega Itaborahy, especialista em contratos empresariais, observou que o julgamento não tratou diretamente da legalidade da cobrança do SSE. De acordo com ela, o Supremo limitou-se a analisar os limites institucionais da atuação do Tribunal de Contas.

A especialista acrescenta que eventuais questionamentos jurídicos sobre a cobrança ainda poderão ser avaliados pelo Poder Judiciário, caso novas ações sejam apresentadas.

Fonte: Jornal Portuário.

Texto: Conteúdo produzido com suporte de inteligência artificial e curadoria editorial da equipe ReConecta News.

Imagem: Ilustrativa / Arquivo

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Portos

Porto de Paranaguá apresenta Plano de Descarbonização e reforça meta de emissões zero até 2050

A administração do Porto de Paranaguá deu mais um passo na agenda ambiental ao apresentar o Plano de Descarbonização da Portos do Paraná à comunidade portuária. O documento foi divulgado no Palácio Taguaré, sede administrativa da empresa pública.

O plano reúne estratégias voltadas à redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) nas atividades portuárias e foi desenvolvido pela Fundación Valenciaport, centro espanhol de inovação ligado ao Porto de Valência e especializado em transição energética, tecnologias limpas e combustíveis renováveis.

Segundo o diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Santana, o objetivo está alinhado às metas internacionais do setor marítimo. “A principal meta é alcançar emissões zero até 2050, em consonância com o compromisso da Organização Marítima Internacional (IMO)”, destacou.

Inventário de emissões foi a base do plano

A elaboração do Plano de Descarbonização começou com a construção do Inventário de Gases de Efeito Estufa, concluído no primeiro semestre de 2025. O levantamento também contou com apoio da Fundación Valenciaport.

De acordo com o gerente de Meio Ambiente da Portos do Paraná, Thales Trevisan, a coleta de dados exigiu uma articulação direta com empresas instaladas no complexo portuário.

O objetivo foi identificar o nível de maturidade das companhias em relação ao monitoramento de emissões e aos próprios inventários ambientais, etapa considerada uma das mais complexas do processo.

Durante o evento de lançamento, especialistas apresentaram as propostas que integram a estratégia rumo à meta Net Zero 2050, incluindo melhorias na coleta de dados ambientais, estudos sobre a demanda energética de navios atracados e projetos de eletrificação do cais.

Entre as medidas sugeridas está a substituição gradual de equipamentos movidos a combustíveis fósseis por versões eletrificadas.

Porto busca engajamento de toda a comunidade portuária

A próxima fase do projeto prevê a criação de grupos de trabalho com operadores portuários e empresas do setor para colocar as medidas em prática.

O coordenador de Monitoramento e Qualidade da Diretoria de Meio Ambiente da Portos do Paraná, Vader Zuliane Braga, explica que o plano poderá evoluir ao longo do tempo.

Segundo ele, o documento foi concebido como um instrumento dinâmico, que pode receber atualizações conforme novas tecnologias e estratégias surjam no processo de descarbonização portuária.

Entre as iniciativas previstas estão a eletrificação de equipamentos, ajustes nos processos operacionais e novos padrões de gestão voltados à redução das emissões de GEE.

Empresas que atuam no porto também já iniciaram suas próprias ações ambientais. A Catallini Terminais, por exemplo, começou em 2021 a elaborar seu inventário de gases de efeito estufa e trabalha para implementar seu plano de descarbonização ainda este ano.

Já a Cotriguaçu iniciou em 2024 seu levantamento de emissões, que servirá de base para metas futuras alinhadas às iniciativas do setor portuário e às diretrizes da Aliança Brasileira para Descarbonização dos Portos.

Evento reuniu soluções sustentáveis para o setor

Além da participação presencial, mais de 100 pessoas acompanharam o lançamento do plano de forma on-line.

A programação incluiu pitches de inovação e exposições de empresas com soluções sustentáveis voltadas à logística e às operações portuárias.

Entre as iniciativas apresentadas esteve o projeto do Grupo Borelli, que utiliza caminhões movidos a Gás Natural Veicular (GNV) no transporte de cargas entre o interior do Paraná e o litoral.

A empresa Linck Máquinas, distribuidora oficial da Volvo, também exibiu equipamentos eletrificados, como a pá carregadeira elétrica, desenvolvida para reduzir emissões em operações portuárias.

Especialistas destacaram que a transição energética no setor portuário representa não apenas desafios ambientais, mas também novas oportunidades econômicas e ganhos de competitividade.

Maioria das emissões vem dos navios

O inventário ambiental do complexo portuário foi elaborado com base no GHG Protocol, metodologia internacional para mensuração e gestão de emissões de gases de efeito estufa, além do guia técnico de cálculo de pegada de carbono em portos publicado pela Puertos del Estado.

Os dados mostram que, no período analisado, as atividades ligadas aos portos do Paraná emitiram cerca de 678 mil toneladas de CO₂ equivalente.

As emissões foram divididas em três escopos:

  • Escopo 1: emissões diretas da Autoridade Portuária (2,7% do total)
  • Escopo 2: emissões indiretas relacionadas ao consumo de energia elétrica (0,1%)
  • Escopo 3: emissões indiretas de operações ligadas ao porto, como terminais, transporte terrestre e navios (97,1%)

O levantamento também revelou que 89,2% das emissões registradas em 2023 foram geradas pelos navios, e não pelas operações diretas do porto.

Incentivo a “navios verdes” no Porto de Paranaguá

Como forma de estimular práticas ambientais mais eficientes, a Autoridade Portuária adota políticas de incentivo aos chamados “navios verdes”.

Essas embarcações, que apresentam melhor desempenho ambiental ou utilizam matrizes energéticas de menor emissão, recebem prioridade de atracação no Porto de Paranaguá.

A medida está prevista no Regulamento de Programação, Operações e Atracações de Navios, atualizado em 2023.

Outras iniciativas ambientais da Portos do Paraná

A agenda ambiental da Portos do Paraná inclui ainda participação ativa na COP (Conferência das Partes da ONU sobre mudanças climáticas) desde 2019, quando a empresa passou a apresentar projetos socioambientais realizados nas comunidades próximas aos portos paranaenses.

Outro destaque é a parceria firmada em 2023 com o Porto de Rotterdam, na Holanda. O acordo prevê o desenvolvimento de projetos de energias renováveis nos portos de Paranaguá e Antonina dentro do programa internacional Green Ports Partnership.

Além disso, a Portos do Paraná é atualmente o único porto público do Brasil com certificação EcoPorts, reconhecimento internacional voltado à gestão ambiental sustentável em complexos portuários.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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Portos

Porto de Itapoá amplia lucro em 2025 e receita supera R$ 1,4 bilhão

O desempenho operacional do Porto de Itapoá, em Santa Catarina, impulsionou os resultados financeiros do terminal em 2025. O aumento na movimentação de contêineres contribuiu para o crescimento da receita operacional líquida, que atingiu R$ 1,43 bilhão — avanço de 17% em relação a 2024.

O lucro líquido também registrou expansão relevante. No período, o resultado chegou a R$ 584,4 milhões, crescimento de 20,6% na comparação anual. Em termos absolutos, o terminal portuário adicionou cerca de R$ 100 milhões ao lucro em relação ao exercício anterior, quando o resultado havia sido de R$ 484,5 milhões.

Movimentação de contêineres fortalece posição do porto

Em 2025, o Porto de Itapoá movimentou aproximadamente 1,45 milhão de TEUs — unidade padrão equivalente a um contêiner de 20 pés. O volume reforça a posição do terminal entre os portos mais eficientes da América Latina e entre os principais do Brasil na movimentação de cargas conteinerizadas.

Atualmente, o porto possui capacidade operacional anual de 1,8 milhão de TEUs. A estrutura inclui cerca de 455 mil metros quadrados de área de pátio e 800 metros de cais, permitindo maior agilidade nas operações logísticas e no atendimento às rotas marítimas internacionais.

Novos investimentos ampliam capacidade do terminal

Durante apresentação à Câmara de Transporte e Logística da Fiesc, realizada no fim de fevereiro, o diretor comercial do porto, Felipe Kaufmann, destacou que o terminal continua ampliando sua estrutura após já ter investido cerca de R$ 3 bilhões desde o início das operações.

Atualmente, o porto está na quarta fase de expansão, que prevê investimentos de aproximadamente R$ 500 milhões. Os recursos estão sendo destinados à aquisição de novos equipamentos, ampliação da área de pátio e melhorias na infraestrutura de acessos.

Dragagem permitirá operação de navios maiores

A etapa de expansão também inclui a ampliação da área operacional e a conclusão da dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga, obra estratégica para elevar a capacidade logística do terminal.

Com a finalização do projeto, o Porto de Itapoá poderá receber navios de até 366 metros de comprimento, com capacidade para transportar até 14 mil TEUs. A ampliação permitirá operações em maior escala, fortalecendo o papel do terminal no comércio exterior brasileiro e na logística portuária da região Sul.

FONTE: NSC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Portos

Silvio Costa Filho destaca importância de portos e hidrovias em seminário internacional

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou nesta terça-feira (10), em Brasília, da abertura do Seminário PIANC Brasil: Diretrizes Globais e Desafios Nacionais. O evento reúne autoridades, especialistas e representantes do setor para debater como resoluções internacionais impactam a infraestrutura portuária e hidroviária do Brasil.

Seminário promove troca de experiências e boas práticas

Realizado no auditório da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o seminário oferece espaço para troca de experiências entre profissionais nacionais e internacionais. Os debates abordam planejamento de projetos marítimos, desenvolvimento de hidrovias e sustentabilidade no transporte aquaviário. A programação inclui painéis técnicos sobre desafios e soluções para a navegação no país.

O ministro Silvio Costa Filho ressaltou a relevância do modal hidroviário para reduzir custos logísticos, avançar na transição energética e fortalecer a competitividade brasileira. “Cada 25 barcaças nos rios equivalem a mais de 500 caminhões a menos nas estradas, reduzindo em quase 40% o curso logístico do país. Isso dialoga com a descarbonização, a sustentabilidade e a segurança hídrica”, afirmou.

Cooperação internacional e conhecimento técnico

O seminário é promovido pela PIANC Brasil, seção nacional da Associação Mundial de Infraestruturas de Transporte Aquaviário, que reúne especialistas e instituições dedicadas à modernização de portos e hidrovias. Segundo Ricardo Falcão, presidente da PIANC Brasil, a entidade atua como “fórum global de excelência técnica”, promovendo intercâmbio de experiências e boas práticas para o desenvolvimento sustentável da infraestrutura aquaviária.

A abertura do evento contou também com Francisco Esteban Lefler, presidente da PIANC Internacional; Frederico Dias, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq); Sérgio Gago Guida, contra-almirante da Marinha representando a Diretoria de Portos e Costas; Bruno Fonseca de Oliveira, presidente da Praticagem do Brasil; Marcelo Davi Gonçalves, desembargador do Tribunal Marítimo; e Luiz Fernando Garcia da Silva, presidente da Associação Brasileira de Entidades Portuárias e Hidroviárias (Abeph).

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Portos

Dragagem do canal portuário de Itajaí e Navegantes será retomada após contratação emergencial

A dragagem do canal de acesso portuário de Itajaí e Navegantes deve ser retomada após cerca de um mês sem manutenção do calado. A Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba) concluiu a contratação emergencial do consórcio DTA-Chec, responsável por executar os serviços pelos próximos seis meses.

O contrato, publicado nesta terça-feira pela autoridade portuária, prevê investimento de R$ 44.784.168,97 para a retomada imediata das atividades de manutenção da profundidade do canal portuário, essencial para garantir a segurança da navegação e a continuidade das operações logísticas na região.

Perda de profundidade preocupa operações portuárias

Durante o período sem dragagem, o canal do rio Itajaí-Açu apresentou redução de profundidade. Levantamento técnico realizado no fim de fevereiro apontou perda de 1,2 metro na bacia de evolução e cerca de 0,5 metro no canal interno, níveis abaixo das cotas mínimas operacionais.

A diminuição do calado compromete a segurança da navegação de navios de grande porte e pode afetar a eficiência das atividades portuárias nos terminais de Itajaí e Navegantes, dois importantes polos logísticos do Sul do país.

Atualmente, a homologação das Menores Profundidades Observadas (MPO) permanece válida até 22 de março, conforme determinação da delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí. A expectativa é que a retomada da dragagem do canal portuário restabeleça as cotas mínimas de operação, estimadas entre 14 metros no canal externo e 13,5 metros no canal interno, incluindo bacias de evolução e berços de atracação.

Dragas serão mobilizadas imediatamente

Para executar o serviço, o consórcio contratado deverá mobilizar de forma imediata a draga TSHD Han Jun 6009, embarcação do tipo hopper utilizada para sucção e transporte de sedimentos. O equipamento possui capacidade de armazenamento de 6.500 metros cúbicos.

Outra embarcação, a TSHD Hang Jun 4019, com capacidade de 4.200 metros cúbicos, poderá ser deslocada para a operação em até dez dias. Ambas as dragas partirão do Rio de Janeiro.

Além desses equipamentos, a empresa disponibilizou a draga Amazone, com capacidade de 2.771 metros cúbicos, atualmente empregada nas obras de alargamento da praia de Piçarras, projeto que já alcançou cerca de 70% de execução.

Licitação busca garantir manutenção por período maior

Mesmo com a contratação emergencial concluída, a Codeba mantém em andamento uma licitação para manutenção da dragagem por um período de um ano. O objetivo é assegurar a continuidade dos serviços até que seja definida a concessão do canal portuário pelo governo federal, garantindo estabilidade operacional ao complexo portuário da região.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo/João Batista

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