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Falta de dragagem no Porto de Itajaí limita operação e competitividade

A ausência de dragagem adequada no canal de acesso ao complexo portuário de Itajaí-Açu (SC) tem impactado a operação de navios de maior porte. Dados da Marinha do Brasil indicam que o canal está com profundidade até 0,7 metro inferior ao nível considerado ideal para a região.

Atualmente, a maior profundidade registrada é de 13,8 metros, medida válida no canal externo até 25 de fevereiro de 2026. O parâmetro técnico recomendado, no entanto, é de 14,5 metros, o que permitiria ampliar a capacidade operacional dos portos locais.

Assoreamento e chuvas intensas afetam o canal de acesso

Empresas que operam terminais na região relatam que o volume elevado de chuvas, aliado à falta de dragagem contínua, contribuiu para o assoreamento do canal de acesso, dificultando a atracação de embarcações em determinados momentos.

A administração do Porto de Itajaí, por sua vez, informa que o canal permanece em condições de navegabilidade, classificado como “praticável” pela Autoridade Marítima, e afirma que não houve cancelamento de escalas por conta da profundidade, mantendo a programação operacional.

Ganho de capacidade pode chegar a 30% por embarcação

O aprofundamento do canal de acesso tem impacto direto no potencial logístico do porto. Em Itajaí, a profundidade ideal permitiria receber navios porta-contêineres com capacidade entre 8.000 e 12.000 TEUs, padrão do transporte marítimo internacional.

Segundo estimativas do setor, o acréscimo de 0,7 metro na profundidade pode resultar em um aumento de 10% a 30% na capacidade de carga por navio, reduzindo cortes operacionais e ampliando a competitividade do Porto de Itajaí em rotas de longo curso.

Responsabilidade pela dragagem e entraves financeiros

No Brasil, a responsabilidade pela dragagem portuária é das autoridades que administram cada porto, explica o advogado James Winter, do escritório Macedo e Winter. Em Santos, a atribuição é da Autoridade Portuária de Santos (APS); em Itajaí, cabe à Codeba (Companhia das Docas do Estado da Bahia).

Em 2024, um débito acumulado de R$ 35 milhões com a empresa Van Oord, responsável pela dragagem, levou à suspensão dos serviços no canal. Para evitar a paralisação total, a Superintendência do Porto de Itajaí (SPI) quitou dívidas herdadas da gestão anterior.

Acordo viabiliza retomada das obras de dragagem

A retomada da dragagem ocorreu após intervenção do Ministério de Portos e Aeroportos, com mediação da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), que resultou em um acordo de quitação.

O terminal Portonave, dependente do canal de acesso, assumiu o compromisso de pagar pendências referentes aos meses de novembro e dezembro de 2024, além de janeiro e fevereiro de 2025. Em contrapartida, a SPI poderá compensar esses valores em futuras cobranças pelo uso da infraestrutura portuária ao longo de 12 meses, a partir de março de 2025.

Com o acordo firmado, os contratos foram reativados e as dragas voltaram a operar no canal e nas bacias de evolução, permitindo a normalização das atividades.

Contrato de dragagem perto do vencimento preocupa operadores

Outro ponto de atenção para as empresas da região é o término do atual contrato de concessão da dragagem, previsto para fevereiro de 2026, sem que haja, até o momento, um edital de licitação aprovado.

O diretor-superintendente administrativo da Portonave, Osmari de Castilho Ribas, defende uma solução urgente para garantir a continuidade do serviço, além de melhorias estruturais na bacia de evolução, área essencial para a manobra de grandes embarcações.

Remoção do navio Pallas é considerada estratégica

Entre as intervenções apontadas como prioritárias está a segunda etapa de ampliação da bacia de evolução, necessária para receber navios de até 400 metros, e a retirada do casco soçobrado do navio Pallas.

Construído em 1891, o cargueiro naufragou em 1893, na foz do Rio Itajaí-Açu, durante a Revolta da Armada. Seus destroços permanecem submersos há mais de 130 anos e, apesar de parcialmente cobertos por sedimentos, ainda representam um obstáculo à navegação de grandes embarcações.

A administração do Porto de Itajaí planeja a remoção do Pallas como parte da expansão do canal de acesso. O processo envolve estudos técnicos e arqueológicos, devido ao valor histórico da embarcação, e é considerado fundamental para ampliar a capacidade logística, fortalecer a infraestrutura portuária e aumentar a competitividade do porto no cenário nacional e internacional.

O QUE DIZ O PORTO DE ITAJAÍ

“NOTA OFICIAL – PORTO DE ITAJAÍ

“A Superintendência do Porto de Itajaí vem a público esclarecer informações incorretas publicadas na matéria intitulada ‘Falta de dragagem em Itajaí (SC) atrapalha operação portuária’, veiculada pelo portal Poder360. Não procede a informação de que a falta de dragagem esteja prejudicando as operações do Porto de Itajaí. O canal de acesso ao Porto encontra-se em condições de navegabilidade, classificado como “PRATICÁVEL” pela Autoridade Marítima, conforme informações oficiais do sistema da praticagem. Desde a retomada das operações, o Porto de Itajaí não deixou de receber nenhum navio em razão de dragagem, mantendo sua programação operacional normalmente, uma vez que o canal de acesso está 100%.

“Sobre a dragagem
Os serviços de dragagem do canal de acesso estão são executados continuamente pela empresa Van Oord, como rotina de manutenção. Santa Catarina vem enfrentando, nos últimos meses, eventos climáticos extremos, como ciclones e volumes elevados de chuva, o que exige dragagens mais frequentes, especialmente em portos estuarinos como Itajaí. Essa condição é técnica, prevista e monitorada permanentemente.

“Contexto histórico
Cabe destacar que o Porto de Itajaí permaneceu paralisado por 14 meses, período em que acumulou uma dívida histórica relacionada à dragagem, estimada em aproximadamente R$ 48 milhões, herdada da gestão anterior. Com a federalização do Porto de Itajaí, promovida pelo Governo Federal, o terminal retomou suas operações, recuperou sua capacidade econômica e quitou integralmente a dívida de dragagem herdada, pagamento realizado neste ano pela atual Superintendência do Porto de Itajaí, quando o Porto ainda se encontrava sob gestão temporária da Autoridade Portuária de Santos.

“Resultados concretos
O Porto de Itajaí encerra o ano com:
• Faturamento estimado em R$ 180 milhões
• Contas equilibradas
• Dívidas históricas sanadas
• Operações ocorrendo normalmente
• Geração de emprego, renda e desenvolvimento para Itajaí e região

“A Superintendência do Porto de Itajaí reafirma seu compromisso com a transparência, a segurança da navegação e a continuidade das operações, e alerta que a divulgação de informações imprecisas gera insegurança indevida ao setor portuário e à economia regional.”

O QUE DIZ A ANTAQ

Em nota enviada ao Poder360, a Antaq afirmou que o projeto de concessão do acesso aquaviário ao Porto de Itajaí está em análise pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e que a licitação já passou pelo momento de participação social, quando foram recebidas contribuições de empresas, de órgãos e da sociedade, e algumas sugestões apresentadas durante a audiência pública foram incorporadas ao projeto.

“O projeto vai garantir a manutenção do calado e auxiliar a manter o fluxo de embarcações na instalação portuária”, afirmou. 

O TCU entrou em recesso de fim de ano. A próxima sessão da Corte será realizada em 21 de janeiro de 2026, ainda sem pauta definida. Depois que o Tribunal deliberar sobre o edital do leilão, a agência ainda deve avaliar e acatar eventuais recomendações de ajustes feitas antes da finalização da concessão.

O leilão do canal de acesso seria realizado em 22 de outubro de 2025, mas, sem decisão do TCU, precisou ser adiado. O investimento inicial estimado para a modernização do canal é de aproximadamente R$ 311 milhões. 

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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ICTSI anuncia investimento de R$ 950 milhões para ampliar terminal no Porto do Rio

O setor portuário brasileiro avança em mais um movimento estratégico de modernização da infraestrutura. A International Container Terminal Services Inc. (ICTSI), operadora global de terminais portuários, Um investimento de R$ 950 milhões para a ampliação e modernização de seu terminal localizado no Porto do Rio de Janeiro.

Autorização federal e anúncio oficial

O anúncio será feito durante evento no próprio terminal da ICTSI, no porto público do Rio, com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Na ocasião, o ministro deverá formalizar a autorização governamental que viabiliza a execução do pacote de investimentos.

Modernização e ampliação da capacidade operacional

Os recursos serão direcionados à modernização de equipamentos, ampliação das áreas operacionais e aprimoramento dos sistemas de automação e movimentação de cargas. A iniciativa deve elevar de forma expressiva a capacidade de atendimento do terminal, ampliando sua competitividade logística e participação na movimentação de contêineres no Brasil.

Impactos logísticos e regionais

Segundo fontes do setor, o novo aporte tende a impulsionar a eficiência logística da região metropolitana do Rio de Janeiro, contribuindo para o aumento do fluxo de cargas e a redução de gargalos operacionais. A expectativa é de ganhos diretos em produtividade e integração da cadeia logística.

Política de atração de investimentos nos portos

A participação do ministro Silvio Costa Filho no evento reforça a estratégia do governo federal de estimular a modernização dos portos públicos, com foco na atração de investimentos privados, geração de empregos e fortalecimento do sistema portuário nacional.

Nos últimos meses, o Ministério de Portos e Aeroportos tem intensificado o diálogo com operadores e investidores, priorizando parcerias voltadas à melhoria estrutural e ao aumento da competitividade logística do país.

Porto do Rio como hub estratégico

Com o novo investimento, a ICTSI deverá ampliar sua capacidade anual de movimentação e incorporar tecnologias de ponta para otimizar operações e o uso do espaço portuário. A iniciativa também pode estimular novos negócios logísticos no estado, consolidando o Porto do Rio como um dos principais hubs portuários do Sudeste e atraindo cargas que hoje são direcionadas a outros estados.

O evento contará ainda com a presença de autoridades locais, executivos da ICTSI e representantes do setor portuário.

Fonte: Com informações do setor portuário.
Texto: Redação

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Autoridade Portuária de Santos divulga balanço estratégico e projeta futuro do maior porto da América Latina

A Autoridade Portuária de Santos promoveu uma entrevista coletiva para apresentar um panorama atualizado da gestão e os principais resultados recentes do Porto de Santos. O encontro foi conduzido pelo presidente da APS, Anderson Pomini, no auditório da sede da empresa, e reuniu veículos de comunicação regionais e nacionais interessados nos rumos do maior complexo portuário da América Latina.

Reconhecimento em transparência e governança

Entre os destaques da apresentação, Pomini ressaltou a conquista do Selo Diamante do Tribunal de Contas da União (TCU), o mais alto nível do Programa Nacional de Transparência Pública. A autoridade portuária alcançou a certificação após evoluir do Selo Prata, em 2023, para o Selo Ouro, em 2024. Segundo o presidente, o reconhecimento reflete uma mudança estrutural na cultura de governança da empresa, além de reforçar a credibilidade institucional ao cumprir 100% dos critérios essenciais de transparência.

Recordes operacionais e eficiência logística

Durante a coletiva, o dirigente também apresentou números que consolidam o Porto de Santos como o principal corredor logístico do país. O complexo registrou, nos últimos meses, recordes na movimentação de cargas e contêineres, resultado atribuído a medidas focadas em eficiência operacional, mitigação de gargalos e fortalecimento técnico das operações portuárias.

Dragagem e manutenção do canal de navegação

Outro ponto abordado foi a manutenção permanente do canal de navegação, que atualmente mantém profundidade média em torno de 15 metros. Pomini destacou que esse trabalho é essencial para a segurança e competitividade do porto e adiantou que a APS já planeja ações de dragagem estratégica para os próximos anos, visando acompanhar o crescimento da demanda e a chegada de embarcações de maior porte.

Competitividade internacional e sustentabilidade

A evolução do porto em rankings internacionais também integrou a apresentação. O presidente reconheceu os avanços recentes, mas ressaltou que o objetivo é ampliar ainda mais a presença global do Porto de Santos. Para isso, a gestão aposta na modernização da infraestrutura, na atração de investimentos privados e na incorporação de práticas de sustentabilidade às novas operações.

Planejamento para a área do Ecoporto

Questionado sobre o contrato de transição do Ecoporto, com término previsto para maio de 2026, Pomini afirmou que a APS já conduz estudos e planejamento para a nova licitação da área. De acordo com ele, todas as alternativas estão sendo avaliadas para garantir continuidade operacional e evitar impactos na movimentação portuária. A escolha do futuro operador, segundo o presidente, seguirá critérios técnicos rigorosos, com foco em isonomia e alinhamento estratégico.

Perspectivas para um novo ciclo de expansão

Encerrando a coletiva, o presidente reforçou que a Autoridade Portuária de Santos seguirá investindo no fortalecimento da governança, na ampliação da transparência e na atração de novos aportes. A meta, segundo Pomini, é preparar o Porto de Santos para um novo ciclo de expansão sustentável, mantendo sua relevância econômica e logística no cenário nacional e internacional.

A entrevista coletiva ocorreu no auditório do prédio da presidência da APS, na avenida Conselheiro Rodrigues Alves, no bairro do Macuco, e contou com a participação de profissionais de imprensa previamente credenciados.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Porto de Santos: como o maior complexo portuário do Brasil se transformou e mira virar um dos maiores hubs

O Porto de Santos nasceu sobre simples trapiches cravados no mangue e hoje opera perto de 180 milhões de toneladas de cargas por ano, consolidando-se como o principal complexo logístico do país. O avanço contínuo de infraestrutura — que inclui dragagem profunda, novos terminais, digitalização e o futuro túnel imerso — coloca o porto em rota para se tornar um dos maiores hubs portuários do mundo.

Distribuído entre Santos, Guarujá e Cubatão, o porto saltou de um ancoradouro rudimentar para 24 km de cais contínuo, apoiado por ferrovias, energia própria, saneamento e sucessivos projetos de expansão.

Do mangue ao coração da logística nacional

Em pouco mais de um século, áreas alagadiças foram aterradas, aprofundadas e adaptadas até formar o principal corredor de exportação e importação do país. Hoje, o Porto de Santos integra o interior paulista, o agronegócio do Centro-Oeste e cadeias industriais inteiras ao comércio internacional.

A cada ampliação, novas frentes de dragagem, reforço estrutural e modernização moldaram o estuário. Agora, o objetivo é deixar de ser apenas o maior porto brasileiro para disputar posição entre os grandes hubs globais em eficiência, capacidade e integração logística.

A ferrovia que mudou a história

O embrião do porto organizado surge no século XVI, mas ganha força real a partir de 1867, quando a São Paulo Railway, idealizada pelo Barão de Mauá, encurta drasticamente a viagem entre o planalto e o litoral. O trem substitui tropas de mulas e inaugura uma era de escoamento acelerado da produção cafeeira, consolidando a vocação exportadora de Santos.

Companhia Docas e o início da industrialização portuária

Com o crescimento do café, a Coroa lança em 1888 uma concessão de 90 anos para modernizar o porto. Surge a Companhia Docas de Santos, responsável por transformar trapiches dispersos em um sistema organizado, com canal dragado, cais contínuo e armazéns.

O marco ocorre em 1892, quando o vapor inglês Nasmith atraca no primeiro trecho de cais de alvenaria do país — o verdadeiro início da era moderna do Porto de Santos.

Aterros, ferrovia própria e energia de Itatinga

Entre o fim do século XIX e o início do XX, grandes obras remodelam o estuário. A Docas executa aterros na região de Paquetá e Outeirinhos, prolonga o cais e constrói estruturas de contenção com rochas extraídas do Jabaquara.

Em 1910, entra em operação a Usina Hidrelétrica de Itatinga, projetada para abastecer o porto e, ao longo do tempo, também parte de Santos e Guarujá. Mais de um século depois, a usina permanece ativa.

Da crise sanitária ao redesenho urbano

Enquanto o porto crescia, Santos enfrentava epidemias agravadas pela falta de saneamento. As obras de Saturnino de Brito — canais de drenagem, redes de esgoto e ventilação urbana — transformaram o chamado “Porto da Morte” em referência de urbanização e saúde pública.

Era CODESP, modelo landlord e expansão dos contêineres

Com o fim da concessão da Docas em 1980, a CODESP assume o porto. A grande virada vem em 1993, com o modelo landlord, que mantém a autoridade portuária responsável pela infraestrutura, enquanto operadores privados passam a administrar terminais.

Daí em diante, o Porto de Santos se consolida como um ecossistema logístico, conectado a terminais retroportuários e interiores por rodovias e ferrovias. Na carga conteinerizada, ultrapassa 4 milhões de TEUs, entrando no radar dos principais portos do hemisfério sul.

Dragagem profunda, STS10 e o túnel imerso: a nova transformação

O estuário passa novamente por um ciclo de renovação. O projeto de dragagem profunda busca ampliar o calado para cerca de 16 metros, abrindo espaço para navios maiores.

Paralelamente, trechos antigos de cais são reforçados para suportar novos guindastes e operações mais intensas. No Saboó, nasce o STS10, projetado para ser um megaterminal de contêineres com forte integração ferroviária e pátios de alta densidade.

No Guarujá, a expansão da retroárea se articula a centros logísticos conectados por trilhos e rodovias. E costurando as duas margens do estuário, avança o projeto do túnel imerso Santos–Guarujá, que deve reduzir a dependência das balsas e reorganizar o fluxo de caminhões.

Porto digital e desafios climáticos

Além das obras físicas, o porto avança na digitalização. Sistemas de agendamento de caminhões, monitoramento de navios e gestão integrada de pátios reduzem filas e ampliam a eficiência operacional.

Estudos de risco climático guiam novas intervenções em drenagem, contenção e elevação de áreas vulneráveis, combinando expansão com resiliência — pré-requisito para qualquer porto competitivo no cenário global.

O próximo salto rumo aos maiores hubs do mundo

Ao longo de sua trajetória, Santos se reinventou para acompanhar as demandas da economia brasileira. Agora, dragagem profunda, mega terminais, túnel imerso e digitalização constroem o caminho para que o complexo se consolide como um dos principais hubs portuários do mundo, integrado por ferrovia, rodovias, retroárea e tecnologia.

A questão que permanece é se país, iniciativa privada e gestão portuária conseguirão alinhar governança, investimentos e planejamento de longo prazo para transformar esse potencial em realidade.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Click Petróleo e Gás

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Operação da JBS no Porto de Itajaí reacende debate sobre gestão temporária e cumprimento da MME

A atuação da JBS Terminais à frente do Porto de Itajaí (SC) voltou a gerar debate no setor portuário após denúncias de possível descumprimento da Movimentação Mínima Exigida (MME) prevista no contrato de arrendamento transitório firmado com a Antaq. A forma como a empresa assumiu a operação também é alvo de investigação da Polícia Federal, que apura indícios de irregularidades no processo seletivo que resultou na contratação.

A JBS passou a operar o terminal em maio de 2024, ao adquirir 70% da Mada Araújo Asset Management, vencedora da seleção pública de 2023. A consultoria, sem histórico no segmento portuário, havia ficado inicialmente em segundo lugar, mas acabou classificada após a diretoria da agência reverter o parecer técnico da equipe de análise.

Processo seletivo é questionado desde o início

A nova seleção surgiu após a saída da APM Terminals, que deixou a operação em 2023 após forte queda na movimentação. O edital estabelecia que a MME seria o critério central para definir o operador transitório.

Sete empresas apresentaram propostas, variando entre 5,6 mil e 66,6 mil TEUs mensais. A maior oferta foi descartada pela CPLA por ser considerada inviável. Mesmo assim, pareceres internos apontavam que a Mada Araújo, com proposta de 44 mil TEUs ao mês, também não teria condições de cumprir a meta. Apesar disso, a diretoria da Antaq alterou o entendimento e habilitou a empresa — decisão que permitiu à JBS assumir o terminal posteriormente.

Divergências sobre cumprimento da MME

As denúncias apresentadas ao setor indicam que, mesmo após o período de adaptação contratual, a empresa não teria alcançado a movimentação mínima estipulada. O contrato prevê que a MME seja cobrada a partir do sexto mês de operação.

Em nota, a JBS afirma estar cumprindo todas as exigências e que tem compensado financeiramente eventuais diferenças de volume. A companhia argumenta ainda que sua presença foi determinante para reativar o terminal, que em 2023 registrou apenas 334 TEUs.

Dados apresentados pela empresa e reconhecidos pela Antaq mostram crescimento constante desde outubro de 2024, com mais escalas e retomada progressiva do fluxo de cargas. A projeção é encerrar 2025 com 410 mil TEUs movimentados.

Investigações e possíveis penalidades

O edital inclui sanções para casos de descumprimento, entre elas advertência, suspensão temporária e até declaração de inidoneidade para contratar com o poder público.

A denúncia enviada ao TCU pede a suspensão do contrato, alegando que o desempenho não corresponde às obrigações assumidas. Também questiona a participação da empresa em novos processos seletivos.

Paralelamente, a Polícia Federal investiga supostos indícios de fraude na seleção que definiu a Mada Araújo como vencedora e na operação societária que permitiu a entrada da JBS.

Setor portuário acompanha impacto e próximos passos

Como Itajaí é um dos principais polos logísticos do Sul do país, qualquer instabilidade afeta toda a cadeia de transporte marítimo. Armadores, operadores e entidades acompanham de perto os desdobramentos, enquanto aguardam a abertura de uma licitação definitiva para o terminal.

Os debates sobre desempenho operacional, regularidade contratual e transparência devem orientar as decisões da Antaq e dos órgãos de controle nos próximos meses.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí- Navegantes

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APS conquista Selo Diamante do TCU e se destaca como referência nacional em transparência pública

A Autoridade Portuária de Santos (APS) alcançou pela primeira vez o Selo Diamante no Ciclo 2025 do Programa Nacional de Transparência Pública, iniciativa conduzida pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em parceria com a Atricon. A premiação ocorreu na sede do TCU, em Brasília, e marca o avanço contínuo da instituição, que já havia recebido o Selo Prata em 2023 e o Selo Ouro em 2024.

Neste ciclo, o TCU avaliou 54 órgãos federais, examinando critérios como clareza, acessibilidade, atualização e disponibilidade de informações públicas. A APS registrou 96,65% de conformidade e cumpriu integralmente todos os requisitos essenciais, integrando o seleto grupo de 14 instituições agraciadas com o nível máximo do programa.

Gestão baseada em responsabilidade e transparência

O presidente da APS, Anderson Pomini, destacou que o resultado reforça a cultura institucional construída nos últimos anos. Segundo ele, a conquista é fruto do trabalho integrado das equipes. “A melhor estratégia de gestão é a verdade. O Selo Diamante, alcançado em uma trajetória ascendente, é motivo de orgulho para todos nós”, afirmou.

A ouvidora Michele Faniou, representante da APS na cerimônia, ressaltou que o prêmio reflete a maturidade e o compromisso da empresa com as políticas de transparência pública. “É o reconhecimento de um trabalho sério e contínuo, que fortalece nossa governança e a confiança da sociedade”, destacou.

Transparência ativa como pilar institucional

O PNTP tem como objetivo ampliar a transparência ativa no setor público e fortalecer mecanismos de controle social e boas práticas de gestão. Todos os resultados da avaliação estão disponíveis no Radar Nacional da Transparência Pública.

Na APS, as ações de divulgação ativa são conduzidas pela Gerência de Ouvidoria, que trabalha de forma integrada com outras áreas para garantir informações atualizadas, completas e permanentemente acessíveis ao cidadão.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/APS

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Prejuízo com Exportação de Café Atinge R$ 8,7 Milhões por Falhas nos Portos Brasileiros

A precariedade nos portos brasileiros segue impactando diretamente o setor cafeeiro. Um levantamento recente do Cecafé aponta que, apenas em outubro de 2025, exportadores associados acumularam R$ 8,719 milhões em prejuízos por custos extras de armazenagem, pré-stacking e detentions.
O valor é resultado da impossibilidade de embarcar 2.065 contêineres, equivalentes a 681.590 sacas de 60 kg de café.

Segundo o estudo, o não embarque desse volume impediu a entrada de US$ 278,08 milhões (cerca de R$ 1,497 bilhão) em receitas cambiais naquele mês, considerando o preço médio FOB de US$ 407,99 por saca e a cotação média do dólar a R$ 5,3849.

Setor alerta para situação crítica nos portos

Para o diretor técnico do Cecafé, Eduardo Heron, o cenário nos principais portos, sobretudo em Santos, já é crítico e tende a piorar. Ele ressalta que o atraso na oferta de pátio e berço do Tecon Santos 10 tem ampliado os gargalos operacionais.

Heron reconhece que iniciativas como o aprofundamento do calado para 16 metros, a nova via de descida da Anchieta e a segunda alça de acesso ao porto santista são investimentos relevantes para o comércio exterior, mas lembra que “levarão pelo menos cinco anos para serem concluídos”.

Atrasos generalizados nas principais rotas

O impacto logístico é evidente: em outubro de 2025, 52% dos navios registraram atraso ou tiveram escalas alteradas nos principais portos do país, segundo o Boletim DTZ, elaborado pela startup ElloX Digital em parceria com o Cecafé.

No Porto de Santos, responsável por 79% dos embarques de café entre janeiro e outubro, o índice foi ainda maior: 73% das embarcações sofreram atrasos — 148 de um total de 203 navios. O tempo máximo de espera chegou a 61 dias.

No período, apenas 3% dos embarques tiveram mais de quatro dias de gate aberto. Outros 48% ficaram entre três e quatro dias, enquanto 49% registraram menos de dois dias.

Rio de Janeiro também enfrenta gargalos

Segundo maior exportador de café do Brasil, o complexo portuário do Rio de Janeiro respondeu por 17,4% das remessas no ano e registrou 30% de atrasos em outubro.
Entre os 113 navios programados, 34 tiveram alterações de escala, com intervalo máximo de 77 dias entre o primeiro e o último deadline.

Em relação ao prazo de gate aberto, 22% dos procedimentos superaram quatro dias; 48% ficaram entre três e quatro dias; e 30% ocorreram em menos de dois dias.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paulo Fridman Corbis/Getty Images

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Governo anuncia expansão do terminal de contêineres do Porto do Rio

O Ministério de Portos e Aeroportos anunciou, nesta sexta-feira (12), a autorização emergencial e a aprovação preliminar do novo plano de investimentos da ICTSI Rio Brasil Terminal, empresa que administra o terminal de contêineres do Porto do Rio de Janeiro. O pacote prevê R$ 948 milhões em obras e modernizações.

A medida libera o início imediato das intervenções consideradas essenciais para garantir continuidade operacional, segurança e eficiência logística.

Obras ampliam área operacional e modernizam infraestrutura

O projeto prevê a ampliação e unificação de pátios, com a incorporação de quase 18 mil m² de área operacional. A iniciativa inclui ainda a modernização da rede elétrica, a implantação de um novo gate com seis balanças e a compra de equipamentos de grande porte, como guindastes, ERTGs, straddle carriers e pórticos ferroviários.

Capacidade do terminal vai quase dobrar até 2029

Após as obras, o terminal deve ampliar sua capacidade atual de cerca de 440 mil TEU por ano para aproximadamente 750 mil TEU até 2029, com possibilidade de chegar a 1,2 milhão de TEU ao fim de todas as fases do projeto.

A área também passará a estar apta a receber navios da classe ULCV (Ultra Large Container Vessels), que transportam até 24 mil contêineres.

Credenciamento para imprensa

Ao término da cerimônia, o ministro Silvio Costa Filho concederá entrevista coletiva. Profissionais interessados na cobertura podem solicitar credenciamento pelo e-mail informado pelo ministério. Não haverá transmissão ao vivo do evento.

Serviço
O quê: Anúncio de investimentos para expansão do Terminal de Contêineres da ICTSI Rio Brasil
Quando: Sexta-feira, 12 de dezembro
Horário: 9h
Onde: Pátio da Rio Brasil Terminal – Porto do Rio de Janeiro
Endereço: Avenida Rio de Janeiro, 675, Caju (acesso pelo Portão 24 do Porto do Rio de Janeiro/RJ)

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Codeba assume gestão do Porto de Itajaí em janeiro

A partir de 3 de janeiro de 2026, o Porto de Itajaí inicia oficialmente um novo ciclo de administração. A gestão passa a ser conduzida pela Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), encerrando o período de atuação da Autoridade Portuária de Santos (APS).

A formalização da transferência ocorreu por meio de convênio publicado no Diário Oficial da União, assinado pelo secretário nacional de Portos, Alex Sandro de Ávila, e pelo presidente da Codeba, Antônio Gobbo. O acordo tem validade inicial de um ano, até janeiro de 2027, e pode ser prorrogado. Paralelamente, avança o processo de criação da Companhia Docas de Santa Catarina, estatal federal que assumirá de forma definitiva a gestão do porto quando for autorizada pelo Congresso Nacional.

A mudança atende a uma determinação da Secretaria Nacional de Portos, que apontou “desalinhamento institucional” entre APS e a Superintendência do Porto de Itajaí ao longo de 2025. As tensões envolveram afastamentos, trocas de comando e disputas administrativas — situação considerada prejudicial à “harmonia da gestão portuária”.

APS destaca resultados e afirma ter cumprido sua missão

Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira (11), a Autoridade Portuária de Santos (APS) afirmou que encerra sua gestão após cumprir integralmente a missão dada pelo Ministério de Portos e Aeroportos. Segundo o presidente da entidade, Anderson Pomini, a administração garantiu a retomada operacional do Porto de Itajaí, com faturamento médio mensal de R$ 14,5 milhões, manutenção dos 70 empregos, dragagem de manutenção no valor de R$ 40,5 milhões, além da aprovação de R$ 154 milhões em investimentos para 2026.

A APS também destacou que, desde que assumiu o porto em 2 de janeiro de 2025 — após o fim da concessão municipal — Itajaí voltou a ser “atrativo e competitivo”. A gestão se encerra oficialmente em 1º de janeiro de 2026, quando a Codeba assume integralmente a responsabilidade.

Itajaí fortalece articulação com a Bahia para modernização portuária

Ainda nesta quinta-feira (11) representantes da Superintendência do Porto de Itajaí realizaram uma visita institucional ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, em Salvador, consolidando a aproximação entre Itajaí, Codeba e governo baiano.

Participaram do encontro o superintendente João Paulo Tavares Bastos, diretores da autarquia e representantes da Codeba. A reunião tratou de temas como modernização portuária; investimentos e eficiência operacional; fortalecimento da governança; cooperação técnica entre estados e estruturação da futura Docas de Santa Catarina.

O governador Jerônimo Rodrigues destacou que a gestão transitória da Codeba está garantindo segurança jurídica, planejamento e um “plano sólido de investimentos” voltado ao desenvolvimento logístico nacional. Já o presidente da Codeba, Antônio Gobbo, reforçou que a integração entre Bahia e Santa Catarina “fortalece o setor portuário como pilar do desenvolvimento do país”.

Porto registra crescimento expressivo em 2025

Durante a reunião, João Paulo apresentou dados que mostram a recuperação das operações. Segundo ele, o Porto de Itajaí registra em 2025 um crescimento superior a 1.500% em relação ao ano anterior – período em que o Porto estava paralisado -devendo encerrar o ano com cerca de R$ 180 milhões em faturamento, impulsionado pelo retorno dos navios de carga e da temporada de cruzeiros.

Em publicação anterior, o Ministério de Portos e Aeroportos havia destacado que o faturamento já ultrapassava R$ 140 milhões, com aumento superior a 431% em apenas oito meses — avanço associado à retomada das operações e ao modelo de federalização em curso desde janeiro de 2025.

Federalização avança e prepara terreno para a Docas de SC

O Ministério de Portos e Aeroportos publicou, em novembro, o Despacho nº 19/2025, validando a transição da gestão da APS para a Codeba e reforçando o compromisso do governo federal com estabilidade institucional e governança moderna.

Segundo o documento, a Codeba reúne experiência e solidez financeira semelhantes ao modelo proposto para a futura Docas de Santa Catarina. A nova estatal está em fase de análise pelo Ministério da Gestão e da Inovação e ainda passará pela Casa Civil antes de seguir ao Congresso Nacional. “Chegamos a um momento histórico, com recordes de movimentação de cargas e retomada plena das operações”, afirmou João Paulo na mesma publicação.

Nova etapa para o setor portuário catarinense

Com a chegada da Codeba, o Porto de Itajaí entra em um período de transição considerado estratégico pelo governo federal. O movimento alinha Itajaí ao modelo nacional de governança e abre caminho para mais autonomia local; ampliação de investimentos; segurança jurídica para operadores; fortalecimento da logística regional; e consolidação do papel de Santa Catarina no cenário portuário brasileiro.

Segundo o superintendente João Paulo Tavares Bastos, a cooperação federativa com a Bahia “abre oportunidades para novos investimentos e maior competitividade logística”, preparando o porto para um novo ciclo de desenvolvimento.

FONTES: DIARINHO / AGÊNCIA INFRA / PORTO DE ITAJAÍ / MINISTÉRIO DOS PORTOS E AEROPORTOS / CODEBA

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: PORTO DE ITAJAI

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Aeroportos, Portos

Ventania causa caos aéreo no Brasil e paralisa acesso ao Complexo Portuário de Itajaí

Os efeitos do vendaval que atingiu as regiões Sul e Sudeste na quarta-feira (10) continuam sendo sentidos em todo o país nesta quinta-feira (11). As fortes rajadas — que chegaram a 98 km/h, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) — provocaram um efeito cascata no sistema aéreo brasileiro e resultaram em centenas de voos cancelados ou atrasados em diferentes aeroportos.

 Impacto nos aeroportos de São Paulo

Os terminais de Guarulhos e Congonhas, em São Paulo, registraram 344 voos cancelados entre a quarta e a manhã desta quinta-feira, após o vendaval classificado pelas autoridades como histórico. Somente hoje, 100 cancelamentos já tinham sido contabilizados (g1).

A Defesa Civil explicou que o evento climático extremo foi resultado de um ciclone extratropical formado no Sul do Brasil, afetando não só São Paulo como também estados vizinhos.

Outras capitais e estados também registram problemas

A instabilidade no tempo atingiu diversos aeroportos:

  • Rio de Janeiro (Galeão e Santos Dumont) tiveram atrasos e cancelamentos motivados pelos impactos gerados em São Paulo.
  • Goiânia (Santa Genoveva) soma 16 voos cancelados, todos ligados a operações que envolviam Congonhas, Guarulhos e Viracopos. As empresas afetadas são Latam, Gol e Azul.
  • Campo Grande (MS) registrou dois cancelamentos e um atraso nesta manhã (g1).
  • Curitiba (Afonso Pena) teve ao menos sete voos cancelados e outros atrasos em operações com destino a São Paulo e Porto Alegre.
  • Vitória (ES) acumulou 12 cancelamentos em 24 horas, além de atrasos registrados nesta quinta.
  • Natal (RN) contabilizou atraso em 14 voos de Latam, Gol e Azul (g1).
  • São José do Rio Preto (SP) cancelou dois voos e passageiros tiveram de seguir viagem por via terrestre.

Reflexos em Itajaí (SC)

No litoral catarinense, devido aos ventos intensos, a Barra de acesso ao canal do Complexo Portuário de Itajaí foi considerada impraticável pela autoridade marítima, afetando as operações portuárias e de navegação.

Medidas das autoridades

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informaram que monitoram a situação e acompanham o atendimento aos passageiros prejudicados. Ambas as instituições reforçaram que a suspensão de voos se deu exclusivamente por motivos de segurança (MPor).

Uma das ações emergenciais anunciadas foi a extensão excepcional do horário de operação do Aeroporto de Congonhas até 0h, válida apenas nesta quinta-feira (11) (MPor).

A Anac reforçou que passageiros podem solicitar assistência diretamente às companhias aéreas, conforme previsto na Resolução nº 400/2016, e registrar reclamações no Consumidor.gov.br em caso de descumprimento.

🧳 Direitos do passageiro

Entre os principais direitos previstos estão:

  • A partir de 1 hora: acesso à comunicação.
  • A partir de 2 horas: alimentação.
  • A partir de 4 horas: hospedagem (quando houver necessidade de pernoite) e transporte.

Para atrasos superiores a quatro horas, cancelamentos ou interrupções, o passageiro deve escolher entre:

  • reacomodação no próximo voo disponível,
  • reembolso integral,
  • ou execução do serviço por outro modal.

FONTES: g1, Ministério de Portos e Aeroportos, Anac
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: RENATO CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO E PORTO DE ITAJAÍ

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