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Terminais privados no Brasil: diagnóstico da ANTAQ revela entraves a R$ 36,8 bilhões em investimentos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) apresentou um diagnóstico detalhado sobre a implantação de Terminais de Uso Privado (TUPs) no Brasil, destacando os principais obstáculos que têm impedido a operação de empreendimentos já autorizados. O estudo também aponta impactos diretos para o setor portuário e para a economia nacional.

O levantamento foi apresentado em Brasília, com participação de representantes da Agência e do setor, e traz uma análise aprofundada sobre a situação de projetos autorizados nos últimos anos.

Panorama dos terminais autorizados

O estudo analisou 178 terminais privados autorizados entre 2013 e 2019, com foco naqueles que não iniciaram suas atividades dentro do prazo legal de cinco anos. A avaliação considerou o estágio operacional, os motivos dos atrasos, os investimentos previstos e os pedidos de prorrogação.

Segundo os dados, 21 terminais seguem sem operar. Apesar de representarem uma parcela reduzida do total, esses projetos concentram cerca de R$ 36,8 bilhões em investimentos ainda não realizados, além de uma área estimada em 48,3 milhões de metros quadrados fora da infraestrutura portuária ativa.

Entraves ambientais lideram obstáculos

Entre os principais fatores que travam a implantação dos TUPs, as questões ambientais aparecem como o maior desafio. Durante a apresentação, foi ressaltada a necessidade de maior integração entre órgãos reguladores e ambientais para acelerar os processos sem ampliar a burocracia.

Além disso, representantes do setor privado destacaram que a autorização para operação é apenas uma etapa inicial. A implantação efetiva dos terminais exige um longo percurso, que envolve licenciamento, viabilidade econômica e articulação institucional.

Desafios estruturais e institucionais

O diagnóstico também evidencia que os entraves vão além da regulação, envolvendo fatores ambientais, financeiros e judiciais. Esses elementos, muitas vezes combinados, explicam grande parte dos atrasos observados.

A análise indica que o setor portuário brasileiro já apresenta maior maturidade institucional, mas ainda enfrenta gargalos que dificultam a execução dos projetos e a entrada em operação dos terminais.

Prorrogações e maturação dos projetos

Outro ponto relevante é o uso recorrente de prorrogações de prazo para início das operações. Embora previstas na legislação e necessárias diante da complexidade dos investimentos portuários, essas extensões podem indicar baixa maturidade de alguns projetos.

O estudo também aponta um descompasso entre o volume de autorizações concedidas após a Lei nº 12.815/2013 e a efetiva implementação dos empreendimentos, reforçando a necessidade de maior alinhamento entre planejamento e execução.

Impactos econômicos e sociais

A não implantação dos terminais privados gera impactos significativos. No campo econômico, há redução da capacidade logística e frustração de investimentos bilionários, afetando a competitividade do setor portuário brasileiro.

Já no aspecto social, estima-se que mais de 533 mil empregos deixaram de ser gerados em função dos atrasos. Do ponto de vista regulatório, o cenário exige maior esforço de monitoramento e compromete a previsibilidade do planejamento setorial.

Caminhos para o aprimoramento regulatório

Como resultado, o diagnóstico oferece subsídios para o aperfeiçoamento da atuação regulatória. Entre as medidas sugeridas estão:

  • Monitoramento mais rigoroso dos cronogramas
  • Revisão dos instrumentos de outorga
  • Avaliação dos critérios de prorrogação
  • Fortalecimento da coordenação entre instituições

A iniciativa integra a agenda de estudos da ANTAQ e amplia a base técnica para decisões mais assertivas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável da infraestrutura portuária no Brasil.

Fonte: ANTAQ

Texto: Redação

Imagem: Divulgação ANTAQ

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Porto de Paranaguá bate recorde com desembarque de 3.370 veículos elétricos

O Porto de Paranaguá registrou o maior desembarque de veículos elétricos da história do Paraná em uma única operação. Ao todo, 3.370 automóveis importados chegaram ao terminal na segunda-feira (23), em uma operação que durou cerca de 17 horas.

Os veículos, produzidos pela montadora chinesa Geely, foram transportados pelo navio Tang Hong, com origem no porto de Nasha, na China.

Operação logística de grande escala

A descarga teve início na noite de domingo (22) e mobilizou uma ampla equipe operacional. Mais de 100 trabalhadores participaram apenas do primeiro turno, incluindo estivadores, fiscais e profissionais de apoio.

Mesmo com chuva na região portuária, a operação ocorreu dentro do cronograma previsto. A produtividade chamou atenção:

  • média de 220 veículos descarregados por hora
  • desempenho superior a outros portos brasileiros, que operam entre 150 e 180 veículos/hora

Após o desembarque, os automóveis foram direcionados ao Terminal de Veículos Ascensus, onde permanecem armazenados antes de seguirem para a unidade da Renault em São José dos Pinhais (PR).

Estrutura especializada garante eficiência

O recorde reforça o papel do Porto de Paranaguá na logística automotiva nacional. A operação foi realizada no berço 219, área dedicada exclusivamente à movimentação de veículos.

Além da agilidade, a operação exigiu alto nível de precisão para evitar danos à carga, característica essencial nesse tipo de atividade.

Expansão das rotas impulsiona setor automotivo

O crescimento da movimentação de veículos importados está ligado à ampliação das rotas marítimas no porto. Em 2025, Paranaguá passou a contar com uma nova linha operada pelo navio Neptune Hellas, da armadora Neptune Lines, especializada em cargas rolantes.

Essa expansão aumentou a conectividade internacional do terminal e consolidou sua posição como um dos principais corredores logísticos do setor no Brasil.

Atualmente, o porto conta com cinco linhas fixas para transporte de veículos.

Hub estratégico no Sul do Brasil

A localização estratégica, próxima a importantes polos industriais e montadoras da região Sul, fortalece o porto como um dos principais hubs de importação e exportação de automóveis do país.

A estrutura dedicada ao segmento inclui áreas amplas para armazenamento, como o pátio operado pela Ascensus, com capacidade para milhares de veículos.

Em 2025, a Portos do Paraná movimentou mais de 106 mil veículos entre importações e exportações, consolidando o crescimento do setor.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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Porto de Imbituba registra 641 mil toneladas e mantém alta na movimentação em 2026

O Porto de Imbituba segue em trajetória de crescimento e alcançou, em fevereiro de 2026, a marca de mais de 641 mil toneladas movimentadas, consolidando um dos melhores desempenhos já registrados para o período. Ao todo, foram realizadas 27 atracações no mês.

Este é o segundo mês consecutivo de resultados expressivos no terminal portuário catarinense.

Crescimento impulsiona logística em Santa Catarina

De acordo com o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Ivan Amaral, o avanço está diretamente relacionado ao fortalecimento da infraestrutura logística do estado.

Segundo ele, o desempenho reflete a integração entre poder público e setor produtivo, com foco em aumentar a eficiência e a competitividade da economia catarinense. O investimento em portos, destaca, tem impacto direto sobre a indústria, o agronegócio e a geração de empregos.

Exportações disparam e lideram movimentação

As exportações pelo Porto de Imbituba somaram 392,5 mil toneladas em fevereiro, apresentando crescimento expressivo:

  • alta de 56% em relação a janeiro de 2026
  • avanço de 135% na comparação anual

Os principais produtos embarcados foram:

  • coque calcinado e não calcinado
  • farelo de milho

Importações e cabotagem também avançam

No sentido inverso, as importações totalizaram 189,8 mil toneladas, com destaque para cargas como:

  • hulha betuminosa
  • sal
  • coque de petróleo
  • insumos industriais

A navegação de cabotagem também apresentou crescimento relevante. Foram:

  • 52,9 mil toneladas embarcadas (alta de 24,8%)
  • 6,2 mil toneladas desembarcadas

Granéis sólidos dominam operações

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, os granéis sólidos seguem como principal segmento, representando 78% da movimentação total, com mais de 1,03 milhão de toneladas.

Entre os produtos de maior volume estão:

  • coque de petróleo
  • hulha betuminosa
  • açúcar a granel
  • sal
  • farelo de milho

Contêineres e carga geral ganham espaço

O segmento de contêineres vem ampliando sua participação e já responde por 14% do total movimentado no ano, somando 180,6 mil toneladas. O avanço indica maior atração de cargas com valor agregado.

Já a carga geral representa 8% do volume acumulado, ultrapassando 102 mil toneladas, o que demonstra a capacidade do porto em operar operações mais complexas.

Porto reforça papel no comércio exterior

Segundo o diretor-presidente do porto, Christiano Lopes, os resultados refletem investimentos contínuos em eficiência operacional e expansão da capacidade logística.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que o terminal movimentou mais de US$ 323 milhões em operações de comércio exterior nos dois primeiros meses do ano, reforçando sua relevância para a balança comercial.

FONTE: Porto de Imbituba
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Greve no Porto de Santos: estivadores paralisam atividades com restrições da Justiça

A greve dos estivadores no Porto de Santos teve início às 7h desta quarta-feira (25), após audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região. A paralisação, no entanto, ocorre de forma limitada: a Justiça autorizou apenas 12 horas de mobilização, com término previsto para as 19h, e determinou a manutenção de parte das operações.

A decisão judicial reconheceu a legalidade do movimento, mas impôs condições para evitar impactos totais nas atividades portuárias. Entre as exigências está a manutenção de pelo menos 50% da força de trabalho em operação.

Com isso, os estivadores foram orientados a comparecer normalmente aos navios, executando apenas metade das atividades. A estratégia busca equilibrar o cumprimento da liminar com a visibilidade do protesto.

Pressão contra mudanças na legislação

O principal motivo da greve é a preocupação da categoria com propostas em tramitação no Congresso, especialmente o PL 733. Segundo representantes sindicais, o projeto pode alterar regras do setor e comprometer a exclusividade da mão de obra portuária.

A categoria entende que a mobilização é necessária para preservar direitos históricos e garantir segurança no mercado de trabalho. A Justiça, inclusive, considerou legítimos movimentos com motivação política quando ligados diretamente aos interesses profissionais.

Fiscalização e risco de multa

A liminar também prevê fiscalização rigorosa durante a paralisação. Um oficial de Justiça foi designado para acompanhar o cumprimento das medidas em locais estratégicos, como o OGMO/Santos e terminais portuários.

Em caso de descumprimento das determinações, foi fixada multa diária de R$ 200 mil, aplicável tanto ao sindicato quanto a operadores portuários que dificultarem a execução da decisão.

Mobilização nos terminais e pressão política

Além da atuação reduzida nos navios, o sindicato convocou trabalhadores sem escala para reforçar a mobilização em frente a terminais relevantes, como a Brasil Terminal Portuário e a Santos Brasil.

O objetivo é ampliar a pressão sobre autoridades e operadores do setor, além de chamar a atenção do Governo Federal e de parlamentares para os impactos das mudanças legislativas.

A paralisação desta quarta-feira é vista como uma ação estratégica da categoria para fortalecer a defesa dos direitos dos estivadores e abrir espaço para negociação. O movimento ocorre em um cenário de incertezas sobre o futuro do trabalho portuário no país.

Fonte: Com informações do Jornal Portuário

Texto: Redação

Imagem: Divulgação

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Dragagem do Porto de Itajaí deve ser retomada pela Van Oord

A dragagem do Porto de Itajaí deve ser retomada nos próximos dias pela empresa holandesa Van Oord. A autoridade portuária avalia se o serviço será executado por meio de um contrato emergencial, com duração de seis meses, ou por um acordo definitivo válido por 12 meses.

A decisão ganhou urgência após a desistência do consórcio DTA-Chec, que estava previsto para iniciar os trabalhos recentemente. Diante do cenário, a empresa estrangeira foi novamente acionada para assumir a operação no canal de acesso ao complexo portuário.

Propostas envolvem contratos de curto e longo prazo

A Van Oord pode assumir a dragagem emergencial pelo período de seis meses, com custo estimado em R$ 45,8 milhões. Paralelamente, a companhia já venceu a licitação para o contrato anual de manutenção, com proposta de R$ 63,8 milhões para 12 meses.

A análise interna considera que o modelo mais longo representa melhor custo-benefício, com economia mensal aproximada de R$ 2,3 milhões. A expectativa é que a definição ocorra até o fim da semana.

Autoridade portuária defende contrato definitivo

A administração do porto sinaliza preferência pelo contrato de maior duração. A estratégia é iniciar diretamente o modelo anual, considerado mais vantajoso financeiramente e operacionalmente.

Outro fator que favorece a decisão é a presença da draga na região, o que pode acelerar a retomada das atividades e evitar atrasos na manutenção do canal.

Canal segue operando sem restrições

Mesmo com a interrupção da manutenção do canal de acesso por cerca de 40 dias, a navegação no rio Itajaí-Açu segue sem impactos. Medições recentes indicam condições adequadas para operação, sem restrições de calado.

Dados atualizados apontam profundidade mínima de 13,5 metros, o que garante a continuidade das operações portuárias com segurança.

Histórico da paralisação e перспetivas futuras

A suspensão dos serviços ocorreu em fevereiro, após o encerramento de um contrato emergencial anterior. Com a retomada da dragagem portuária, a expectativa é manter as condições ideais do canal até a futura concessão do porto.

O projeto de concessão do Porto de Itajaí prevê prazo de 25 anos e investimentos estimados em R$ 311 milhões, voltados à modernização e ampliação da infraestrutura.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Porto de Itajaí cresce 59% em fevereiro e ultrapassa 452 mil toneladas movimentadas

O Porto de Itajaí registrou um desempenho expressivo no mês de fevereiro, com a movimentação de 452 mil toneladas de cargas, representando um crescimento de 59% em relação ao mesmo período no ano passado. O resultado reforça a retomada das operações e o fortalecimento do terminal no cenário logístico nacional.

No segmento de contêineres, foram movimentados 42.039 TEUs ao longo do mês, indicando aumento da demanda e maior dinamismo nas atividades portuárias.

No acumulado do ano, o porto já soma 858.803 toneladas movimentadas, consolidando uma trajetória positiva em 2026, com ganhos operacionais e ampliação da capacidade de atendimento.

Para o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos, os números refletem o trabalho de reestruturação e o esforço conjunto para reposicionar o porto como referência logística no país.

“Os resultados de fevereiro mostram que o Porto de Itajaí voltou a crescer com consistência. Estamos ampliando operações, atraindo novas cargas e fortalecendo nossa posição estratégica. Isso significa mais desenvolvimento, emprego e renda para Itajaí e toda a região.”

O desempenho é atribuído a fatores como a melhoria da eficiência operacional, a retomada de linhas e a localização estratégica do porto, que garante integração com importantes corredores logísticos do Sul do Brasil.

Com os resultados, o Porto de Itajaí reafirma seu papel como um dos principais motores econômicos de Santa Catarina, contribuindo diretamente para o desenvolvimento regional e nacional.

Texto: Assessoria Porto de Itajaí
Imagem: Divulgação JBS / Foto Tanajura

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Porto de Santos registra recorde na movimentação de contêineres em fevereiro de 2026

O Porto de Santos alcançou um novo recorde na movimentação de contêineres em fevereiro de 2026, com 452 mil TEU, representando um crescimento de 4% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. TEU, ou Twenty-foot Equivalent Unit, é a medida padrão utilizada para contêineres.

O resultado reflete a resiliência do porto mesmo diante de condições climáticas adversas, com chuvas acima da média histórica, que impactam principalmente cargas sensíveis ao clima, como graneis vegetais.

Movimentação total e destaque por produtos

No total de toneladas, o porto registrou 13,17 milhões de toneladas, aumento de 0,4% em relação a fevereiro de 2025. Apesar da queda de 12,6% nos embarques de soja (grãos e farelo), o desempenho foi compensado pelo crescimento de 46,8% nos embarques de açúcar, mantendo o resultado positivo.

O movimento de embarques apresentou leve retração de 1,7% em comparação a fevereiro do ano passado, totalizando 9,33 milhões de toneladas, enquanto os desembarques cresceram 5,9%, atingindo 3,84 milhões de toneladas, ante 3,62 milhões em 2025.

Acumulado do ano mantém tendência de crescimento

No acumulado do ano, o Porto de Santos também registrou números recordes na movimentação de contêineres, com 919,2 mil TEU, alta de 2,6% em relação ao mesmo período de 2025, consolidando o melhor desempenho histórico para o primeiro bimestre.

Em termos de toneladas, o porto movimentou 25,9 milhões, contra 24,8 milhões em 2025. Os embarques somaram 18 milhões de toneladas, aumento de 4,5%, enquanto os desembarques totalizaram 7,9 milhões, crescimento de 5% no período.

Entre os destaques, os graneis líquidos tiveram aumento de 11,8% em relação ao primeiro bimestre de 2025, alcançando 3,2 milhões de toneladas, enquanto o adubo cresceu 4,8%, com 1,46 milhões de toneladas movimentadas.

Desempenho positivo mesmo com clima adverso

Apesar do clima desfavorável, o porto manteve o ritmo de crescimento, evidenciando a eficiência operacional e a capacidade de adaptação do complexo portuário mais movimentado da América Latina.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Santos

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Porto de Santos terá nova sede da Polícia Federal e investimentos em infraestrutura

O Porto de Santos avança em um novo projeto estratégico com a assinatura do convênio para elaboração da futura sede da Polícia Federal. A cerimônia contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e marca uma etapa essencial para o início das obras.

A formalização garante o desenvolvimento do projeto executivo, etapa técnica indispensável para viabilizar a construção da nova unidade no litoral paulista.

Nova sede reforça combate ao crime no Porto de Santos

De acordo com o ministro, a instalação da nova estrutura é considerada fundamental para intensificar o combate à criminalidade transnacional e ampliar a segurança nas operações portuárias.

O Porto de Santos, maior complexo portuário da América Latina, enfrenta desafios constantes relacionados ao tráfico internacional de drogas, contrabando e atuação de organizações criminosas. Nesse cenário, a nova sede deve ampliar a capacidade operacional da corporação.

O prédio será construído dentro da área do porto, com acesso direto ao canal do estuário. A estrutura terá cerca de 5,8 mil metros quadrados, distribuídos em dez andares, reunindo setores administrativos e operacionais em um único espaço.

O superintendente da Polícia Federal em São Paulo, Rodrigo Luiz Sanfurgo, destacou que o projeto representa uma ação estratégica do Estado para fortalecer a presença institucional em uma área considerada sensível.

Segundo ele, a nova localização permitirá maior eficiência no enfrentamento ao crime organizado, além de oferecer mais segurança para trabalhadores e empresas que atuam no ambiente portuário.

Investimentos ampliam infraestrutura portuária

Além da nova sede da Polícia Federal no Porto de Santos, outras obras relevantes foram anunciadas para a região.

Entre elas, está a segunda etapa da Perimetral do Guarujá, que deve receber investimentos de aproximadamente R$ 1 bilhão. O projeto prevê a construção de três quilômetros de vias, com impacto direto na logística e mobilidade da região.

Também foi confirmada a construção de dois novos berços na área do Alemoa, com aporte estimado em R$ 350 milhões por empresas parceiras. A ampliação permitirá atender à crescente demanda por movimentação de cargas.

O presidente da Autoridade Portuária de Santos, Anderson Pomini, ressaltou que as intervenções vão impulsionar a eficiência operacional do porto e fortalecer sua competitividade.

Túnel Santos-Guarujá e novos aportes

Outro destaque é o projeto do Túnel Santos-Guarujá, que segue com cronograma mantido e previsão de investimentos de cerca de R$ 2,6 bilhões.

Segundo o ministro, o conjunto de obras — que inclui ainda recursos para requalificação de molhes e melhorias em terminais privados — ultrapassa R$ 4 bilhões em investimentos.

A expectativa é que as intervenções consolidem o Porto de Santos como um dos principais hubs logísticos da América Latina, ampliando sua capacidade e segurança nas operações.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Porto de Itajaí amplia internacionalização e fortalece comércio exterior

O Porto de Itajaí vive um novo momento de expansão, com foco na internacionalização e no fortalecimento do comércio exterior brasileiro. A estrutura portuária vem ampliando sua atuação global e consolidando sua posição como um dos principais polos logísticos do Sul do país.

Nos últimos meses, o porto integrou missões internacionais na Índia, Coreia do Sul e Itália, participando de agendas oficiais do Governo Federal. As iniciativas tiveram como objetivo abrir novos mercados, atrair investimentos e impulsionar as exportações catarinenses, conectando o terminal a importantes parceiros comerciais.

Segundo a gestão do porto, a estratégia está alinhada à política de inserção internacional do Brasil, com foco na geração de emprego, renda e oportunidades econômicas para Santa Catarina.

Missões internacionais abrem novas oportunidades comerciais

A participação nas agendas internacionais permitiu ao Porto de Itajaí estreitar relações com mercados estratégicos e ampliar o diálogo com investidores e autoridades estrangeiras. A atuação nessas missões reforça o papel do terminal como elo entre a produção regional e o mercado global.

Além de promover a imagem do porto no exterior, as ações contribuem para diversificar destinos das exportações e aumentar a competitividade dos produtos brasileiros.

Abertura do mercado europeu para banana catarinense

Entre as iniciativas recentes, a missão à Itália teve destaque na articulação para inserir a banana catarinense no mercado europeu. A ação contou com apoio do Sebrae e da ApexBrasil, que participaram de reuniões com representantes do setor produtivo e autoridades italianas.

Santa Catarina está entre os principais produtores da fruta no Brasil, com forte presença da agricultura familiar. A possível abertura desse mercado representa uma oportunidade relevante para ampliar a exportação agrícola, gerar mais cargas e agregar valor às operações logísticas.

Impactos para a economia regional

A expansão das rotas comerciais e a diversificação dos mercados devem trazer reflexos diretos para a economia catarinense. Entre os principais benefícios esperados estão:

  • aumento da movimentação portuária;
  • fortalecimento da logística internacional;
  • geração de emprego e renda no campo;
  • maior competitividade dos produtos regionais.

A inserção da banana no mercado europeu, por exemplo, pode impulsionar toda a cadeia produtiva, desde a produção até o escoamento pelo porto.

Porto se consolida como vetor de desenvolvimento

Com iniciativas voltadas à integração internacional e à ampliação de mercados, o Porto de Itajaí reforça seu papel estratégico no desenvolvimento econômico da região. A atuação em missões globais e a busca por novas parcerias indicam um cenário promissor para o crescimento do terminal e da economia local.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Porto de Paranaguá bate recorde na movimentação de cevada com descarga de 50 mil toneladas

O Porto de Paranaguá alcançou um novo marco na movimentação de cevada ao registrar a maior descarga do produto em um único navio. O graneleiro Mercury Island, procedente da Argentina, finalizou a operação com 50 mil toneladas no berço 202 nesta quarta-feira (18).

A carga, que agora segue para o interior do estado, supera o recorde anterior estabelecido em janeiro deste ano, quando o navio Akra movimentou 49.448 toneladas.

Aumento do calado impulsiona capacidade operacional

O desempenho recorde está diretamente ligado aos investimentos em infraestrutura portuária, especialmente na ampliação do calado operacional — medida que define a profundidade máxima que um navio pode atingir na água.

Com o aumento do calado, embarcações conseguem transportar volumes maiores em uma única viagem, o que amplia a eficiência da operação e reduz custos logísticos.

Nos últimos meses, o porto passou por avanços importantes:

  • dezembro de 2024: calado ampliado de 12,8 para 13,1 metros;
  • setembro de 2025: novo aumento para 13,3 metros.

Com esse ganho de 50 centímetros, tornou-se possível adicionar cerca de 3,7 mil toneladas por navio, elevando significativamente a capacidade de carga.

Crescimento expressivo na movimentação de cevada

A movimentação de cevada no Paraná também apresentou forte expansão. No comparativo entre os primeiros bimestres de 2025 e 2026, o volume cresceu 34%, saltando de 123.404 toneladas para 165.338 toneladas.

Além de ser a principal matéria-prima para a produção de malte, utilizado na indústria cervejeira, o cereal também tem aplicações na alimentação humana e na produção de ração animal.

Mesmo sendo o maior produtor nacional, o estado mantém alta demanda interna, consolidando-se como importante destino para o insumo.

Paraná se destaca como polo da indústria cervejeira

O avanço na movimentação do produto acompanha o crescimento do setor. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária apontam que o Paraná contava, em 2024, com 174 cervejarias registradas — um aumento de 3% em relação ao ano anterior.

Entre 2020 e 2024, o segmento investiu cerca de R$ 5 bilhões, direcionados à produção, compra de insumos, modernização industrial e desenvolvimento de embalagens. Esse cenário reforça o estado como um dos principais polos da indústria cervejeira no Brasil.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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