Internacional

Estreito de Ormuz: navio com destino ao Brasil consegue atravessar rota controlada pelo Irã

Um navio graneleiro de bandeira panamenha com destino ao Brasil conseguiu atravessar o Estreito de Ormuz utilizando uma rota definida pelas Forças Armadas do Irã. A informação foi divulgada neste domingo (10) pela agência semioficial iraniana Tasnim News Agency.

Segundo a publicação, a embarcação identificada como Mdl Toofan saiu do porto de Ras al-Khair, na Arábia Saudita, e segue viagem com destino ao porto de Rio Grande.

Navio já havia sido impedido de cruzar o estreito

De acordo com a agência iraniana, o cargueiro tentou atravessar o Estreito de Ormuz no último dia 4 de maio, mas acabou barrado pelas forças iranianas.

A passagem autorizada neste domingo marca a segunda travessia realizada desde sábado (9) por meio da rota marítima controlada pelo Irã.

Entenda a crise no Estreito de Ormuz

Desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, Teerã passou a restringir o tráfego de embarcações na região.

O governo iraniano informou que a navegação pelo estreito só poderia ocorrer sob supervisão das autoridades iranianas e mediante pagamento de taxas.

O Estreito de Ormuz é considerado uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, responsável pelo transporte de quase 20% do petróleo e gás consumidos globalmente.

Tensão aumentou após ameaça de bloqueio dos EUA

Após o fracasso das negociações para encerrar a guerra, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que forças norte-americanas bloqueariam a entrada e saída de navios em portos iranianos, incluindo operações no Estreito de Ormuz.

Em resposta, o Irã ameaçou retaliar navios militares que cruzassem a região e ampliar ações contra portos de países vizinhos localizados no Golfo Pérsico.

Cessar-fogo no Oriente Médio é mantido

Apesar das ameaças e da tensão na região, o cessar-fogo no Oriente Médio foi prorrogado nos últimos dias.

Com isso, os bombardeios conduzidos por forças dos EUA e de Israel contra alvos em Teerã permanecem temporariamente suspensos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Logística

Maersk registra crescimento em todas as áreas de negócios no 1º trimestre de 2026

A Maersk encerrou o primeiro trimestre de 2026 com crescimento operacional em todas as suas unidades de negócio. A companhia reportou EBIT de US$ 340 milhões, resultado impulsionado pelo avanço nos volumes transportados, ganhos de eficiência operacional e controle rigoroso de custos.

Segundo a empresa, o desempenho foi sustentado pela expansão da demanda em diferentes regiões do mundo, mesmo diante da volatilidade do mercado global de transporte marítimo e das incertezas geopolíticas.

Crescimento da demanda impulsiona resultados da Maersk

De acordo com Vincent Clerc, a companhia manteve crescimento consistente nos segmentos de Transporte Marítimo, Logística e Serviços e Terminais ao longo do trimestre.

O executivo destacou que, apesar da pressão causada pelo excesso de capacidade no setor de navegação, a empresa conseguiu reduzir em 7% o custo unitário da operação marítima graças à flexibilidade da rede logística global.

A Maersk também afirmou que os impactos do conflito no Oriente Médio tiveram efeito limitado sobre a demanda e os resultados financeiros da companhia no período.

EBITDA supera US$ 1,8 bilhão

Os resultados financeiros apontam EBITDA de US$ 1,8 bilhão no primeiro trimestre de 2026. Embora abaixo dos US$ 2,7 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior, a empresa observou melhora na margem operacional em relação ao trimestre anterior.

A margem EBIT atingiu 2,6%, avanço de 1,7 ponto percentual frente ao quarto trimestre de 2025.

Segundo a companhia, o crescimento das exportações da China ajudou a impulsionar a demanda global por transporte de contêineres nos primeiros meses do ano.

Transporte Marítimo amplia volumes embarcados

O segmento de Transporte Marítimo apresentou crescimento de 9,3% nos volumes embarcados, com taxa de utilização de ativos de 96%.

Mesmo com pressão contínua nas tarifas de frete devido ao excesso de capacidade da indústria, a estabilidade dos custos operacionais e a redução nos gastos com bunker ajudaram a compensar parte dos impactos negativos.

O EBIT da divisão ficou em US$ -192 milhões no trimestre.

Logística e Serviços mantém expansão de receita

Na área de Logística e Serviços, a Maersk registrou crescimento de receita de 8,7%, além da oitava expansão consecutiva da margem EBIT na comparação anual.

A companhia atribui o desempenho à evolução dos produtos Air e Middle Mile, somados aos ganhos estruturais de eficiência e à disciplina no controle de despesas operacionais.

O EBIT do segmento alcançou US$ 173 milhões.

Segmento de Terminais segue em alta

O setor de Terminais também apresentou resultados positivos no período, com aumento de 4,3% na movimentação de volumes.

A receita cresceu 6,7%, enquanto a receita por movimento avançou 3,4%, favorecida pela melhora tarifária, impactos cambiais positivos e melhor composição operacional dos terminais.

O EBIT da unidade atingiu US$ 436 milhões no primeiro trimestre.

Maersk encomenda novos navios de grande porte

Como parte da estratégia de renovação da frota, a Maersk anunciou a encomenda de oito novos navios com capacidade para 18.600 TEUs.

As embarcações, previstas para entrega entre 2029 e 2030, contarão com motores de combustível duplo, permitindo operação tanto com combustível convencional quanto com gás liquefeito.

Segundo a empresa, a medida amplia a flexibilidade operacional da rede global e fortalece a estratégia de eficiência e sustentabilidade no transporte marítimo.

FONTE: Maersk
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

CMA CGM inclui Porto de Itajaí na rota do serviço Sirius e retira escala no Rio de Janeiro

A armadora francesa CMA CGM anunciou mudanças na operação do serviço marítimo Sirius, responsável pela conexão entre a América do Sul, a África e a Europa. A principal alteração envolve a inclusão do Porto de Itajaí na rota e a retirada da escala no Porto de Itaguaí.

Serviço Sirius terá nova escala em Santa Catarina

Com a atualização da rota, o Porto de Itajaí passa a integrar oficialmente o itinerário do serviço Sirius, fortalecendo a movimentação logística e o fluxo de transporte marítimo internacional em Santa Catarina.

De acordo com a companhia, a última operação no porto fluminense será realizada pelo navio Lisa Marie, prevista para o dia 13 de junho. Já a primeira atracação em Itajaí acontecerá em 16 de junho, com a embarcação Santa Ines.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal BE News

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Logística

EUA investem US$ 774 milhões em infraestrutura portuária para fortalecer logística e economia

Os Estados Unidos anunciaram um investimento de US$ 774 milhões voltado à modernização da infraestrutura portuária em diversas regiões do país. A iniciativa será executada por meio do Programa de Desenvolvimento de Infraestrutura Portuária (PIDP), coordenado pela Administração Marítima (MARAD), ligada ao Departamento de Transportes.

Ao todo, 37 projetos foram selecionados para receber os recursos, com foco na ampliação da capacidade operacional, aumento da eficiência logística e fortalecimento da cadeia de suprimentos em portos marítimos, fluviais e da região dos Grandes Lagos.

Investimentos priorizam segurança e tecnologia

Os aportes contemplam melhorias estruturais e tecnológicas. Entre as principais ações estão a expansão de túneis ferroviários para aumentar o fluxo de cargas, modernização de sistemas de inspeção para reforçar a segurança portuária, além da construção de cais adaptáveis capazes de operar em diferentes condições climáticas.

Também está prevista a implantação de um novo terminal de cargas, contribuindo para tornar as operações mais ágeis e eficientes.

Impactos econômicos e geração de empregos

De acordo com o Departamento de Transportes, os investimentos em logística portuária têm impacto direto na economia, ao garantir o abastecimento interno, fortalecer o setor exportador e gerar empregos.

As autoridades destacam ainda que a modernização dos portos deve reduzir o tempo de transporte e os custos para embarcadores, o que pode refletir na diminuição dos preços de produtos para os consumidores.

Rede portuária estratégica para o país

Os Estados Unidos contam com mais de 300 portos, administrados por governos locais e pela iniciativa privada. Esse sistema desempenha papel essencial no comércio e na distribuição de mercadorias, sendo considerado estratégico para o crescimento econômico e a competitividade internacional.

Com os novos investimentos, a expectativa é de ganhos duradouros em eficiência e resiliência logística, fortalecendo o país tanto no curto quanto no longo prazo.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

Navio japonês cruza o Estreito de Ormuz e marca retomada inédita de transporte de petróleo

Um navio japonês do tipo superpetroleiro pode ter realizado a primeira travessia ligada a uma refinaria pelo Estreito de Ormuz desde o início da guerra entre Estados Unidos e Irã, em 28 de fevereiro deste ano.

A embarcação Idemitsu Maru, pertencente à companhia Idemitsu Kosan, teria cruzado a rota marítima na última terça-feira, segundo fontes do setor e dados de rastreamento da plataforma MarineTraffic.

Negociação diplomática viabilizou operação

De acordo com um alto funcionário ouvido pelo Nikkei Asia, a passagem foi resultado de negociações diplomáticas do governo japonês. Ainda segundo a fonte, não houve cobrança de taxas para a travessia.

A mídia estatal iraniana também confirmou que o petroleiro recebeu autorização oficial para cruzar o estreito, considerado estratégico para o comércio global de energia.

Rota e capacidade do superpetroleiro

O superpetroleiro VLCC (Very Large Crude Carrier) partiu da Arábia Saudita com destino à Ásia e deve chegar ao Japão em meados de maio.

Com capacidade estimada de cerca de 2 milhões de barris de petróleo, o navio tem 333 metros de comprimento e foi construído em 2007. A operação é conduzida pela Idemitsu Tanker, subsidiária sediada em Tóquio.

Estreito de Ormuz segue como ponto crítico

O Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais gargalos da logística global de petróleo, especialmente para países asiáticos. Desde o início das hostilidades entre Estados Unidos e Irã, o tráfego marítimo na região permanece fortemente reduzido.

A travessia do Idemitsu Maru pode sinalizar uma possível flexibilização pontual, embora o cenário ainda seja considerado instável.

Papel estratégico da Idemitsu no Japão

A Idemitsu Kosan é a segunda maior refinaria de petróleo do Japão, com seis unidades no país. A empresa desempenha papel relevante no fornecimento de combustíveis como gasolina, diesel e insumos petroquímicos, dependentes da importação de petróleo bruto.

Outras embarcações japonesas na região

Desde o início do conflito, três navios japoneses de transporte de GNL (gás natural liquefeito) e GLP (gás liquefeito de petróleo), operados pela Mitsui O.S.K. Lines, também cruzaram o estreito.

No entanto, diferentemente do Idemitsu Maru, essas embarcações pertencem ao setor de transporte marítimo e tinham como destino países como Omã e Índia, e não o Japão.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Portonave alcança 15 milhões de TEUs e lidera movimentação portuária em Santa Catarina

A Portonave atingiu um feito inédito ao registrar 15 milhões de TEUs movimentados, tornando-se o primeiro e único terminal portuário de Santa Catarina a alcançar esse volume desde o início das operações, em 2007.

A marca foi alcançada durante a operação do navio Santa Catarina Express, da armadora Hapag-Lloyd, com cerca de 3,5 mil movimentos — sendo 1.555 embarques e 2.031 desembarques — na linha Ipanema, que conecta o Brasil à Ásia.

Crescimento consistente e desempenho acima da média

Nos últimos 12 meses, o terminal contabilizou 1,1 milhão de TEUs, com média operacional de 114 movimentos por hora (MPH) — a mais alta entre os portos brasileiros, conforme dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Já no primeiro trimestre deste ano, foram movimentados 321 mil TEUs, representando um crescimento de 14% em relação ao mesmo período anterior.

Ao longo de 19 anos de פעילות, o terminal recebeu mais de 10 mil escalas de navios, consolidando sua relevância na logística portuária nacional.

Investimentos ampliam capacidade operacional

Mesmo operando parcialmente — com apenas 450 metros de cais disponíveis, enquanto a outra metade passa por obras — os números seguem em alta. A conclusão das intervenções está prevista para o segundo semestre deste ano.

Os investimentos somam aproximadamente R$ 2 bilhões, incluindo infraestrutura e aquisição de novos equipamentos. Com isso, a capacidade anual deverá atingir 2 milhões de TEUs, além de permitir a operação de navios de até 400 metros de comprimento e 17 metros de calado.

Segurança como pilar estratégico

Além da eficiência operacional, a empresa mantém foco rigoroso em segurança no trabalho. Entre janeiro de 2025 e março de 2026, foram realizados 14.017 Diálogos Diários de Segurança (DDS), reforçando a cultura preventiva.

Equipes técnicas e lideranças também promovem inspeções frequentes nas áreas operacionais, incentivando boas práticas e a redução de riscos no ambiente portuário.

Liderança em satisfação do cliente

A excelência nos serviços portuários também se reflete na avaliação dos clientes. De acordo com o Instituto Ibero-Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC), a Portonave ocupa o primeiro lugar nos indicadores de:

  • Satisfação Espontânea (SSI): 94 pontos
  • Jornada do Cliente (CJI): 90 pontos

O estudo, com base em 2025, avaliou 13 terminais brasileiros e considerou a percepção de exportadores, importadores, armadores, transportadoras e despachantes.

FONTE: Portonave
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Maiores portos do mundo: ranking dos principais hubs logísticos e seus impactos no comércio global

Os principais centros portuários do planeta revelam a força da economia global — e a Ásia ocupa posição de destaque absoluto. Terminais como Xangai, Singapura e outros gigantes chineses lideram a movimentação de cargas e funcionam como peças-chave na logística internacional.

Esses portos são responsáveis por conectar continentes, sustentar cadeias de suprimentos e impulsionar o fluxo de mercadorias em escala mundial.

Porto de Xangai: o maior do mundo em movimentação de cargas

Localizado na costa leste da China, o Porto de Xangai ocupa o primeiro lugar entre os portos mais movimentados do mundo. Sua estrutura moderna inclui terminais especializados para contêineres, cargas gerais e veículos.

O complexo desempenha papel estratégico no comércio exterior chinês, funcionando como ponto de conexão entre a Ásia e mercados internacionais. Sua operação é essencial para o escoamento de produtos e para o fortalecimento da economia global.

Singapura: hub estratégico do comércio marítimo mundial

O Porto de Singapura é considerado um dos principais centros logísticos globais. Situado no estratégico Estreito de Malaca, ele funciona como um dos maiores hubs de transporte marítimo internacional.

Com alta eficiência operacional e infraestrutura avançada, o porto conecta o comércio entre a Ásia, Europa e demais regiões, sendo vital para a cadeia global de suprimentos e para a economia local.

Ningbo-Zhoushan: potência em volume de carga

Na província chinesa de Zhejiang, o Porto de Ningbo-Zhoushan se destaca entre os maiores do mundo em volume movimentado. O terminal possui estrutura especializada para contêineres, grãos e cargas diversas.

Sua localização no litoral leste da China garante forte integração com o mercado internacional, consolidando sua importância na exportação de commodities e minerais.

Shenzhen: referência em exportação de tecnologia

O Porto de Shenzhen, no sul da China, é um dos principais hubs globais de movimentação de contêineres. A infraestrutura moderna o torna essencial para importação e exportação de mercadorias.

A proximidade com Hong Kong e o dinamismo econômico da região fortalecem sua atuação no comércio internacional, especialmente na exportação de produtos de alta tecnologia e manufaturados.

Qingdao e Guangzhou: pilares da logística chinesa

O Porto de Qingdao, localizado na costa leste chinesa, é conhecido por sua eficiência e infraestrutura avançada, com terminais voltados para contêineres, produtos químicos e carga geral.

Já o Porto de Guangzhou, no sul do país, se destaca por sua grande capacidade operacional e pela localização estratégica no delta do Rio das Pérolas, sendo fundamental para o fluxo de cargas industriais e comerciais.

Busan: o maior porto da Coreia do Sul

Na Coreia do Sul, o Porto de Busan é o principal centro logístico do país e um dos mais importantes da Ásia. Sua infraestrutura moderna permite grande movimentação de contêineres e cargas gerais.

Localizado estrategicamente no Estreito da Coreia, o porto conecta mercados asiáticos e internacionais, sendo peça-chave na integração do comércio global.

Hong Kong e Tianjin: relevância estratégica regional

O Porto de Hong Kong mantém posição de destaque mundial graças à sua eficiência e localização estratégica no sul da China. Ele atua como um importante hub de contêineres e cargas gerais.

Já o Porto de Tianjin, no norte do país, próximo a Pequim e ao Mar de Bohai, também desempenha papel relevante na logística chinesa, com terminais voltados para grãos, contêineres e produtos industriais.

Roterdã: maior porto da Europa e elo global

Fora da Ásia, o Porto de Roterdã, na Holanda, lidera como o maior da Europa. Localizado entre os rios Reno e Mosa, ele conta com infraestrutura altamente desenvolvida e grande capacidade de movimentação de cargas.

O terminal é peça central na conexão entre o mercado europeu e o restante do mundo, reforçando seu papel estratégico no comércio marítimo internacional.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Terra

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Logística

Navio autônomo de contêineres inicia operação comercial no Japão e marca nova era na logística marítima

O Japão deu um passo inédito ao colocar em operação comercial o primeiro navio autônomo de contêineres nível 4 do mundo. A embarcação, com cerca de 134 metros de comprimento, já navega em rotas regulares sem necessidade de intervenção humana contínua, sinalizando uma transformação relevante na logística costeira.

Batizado de GENBU, o porta-contêineres entrou em serviço após anos de testes conduzidos por instituições como a Nippon Foundation e a Furuno. Desde 30 de janeiro de 2026, o navio opera oficialmente com certificações técnicas e autorização do governo japonês, consolidando o uso da navegação autônoma comercial.

Rotas estratégicas e operação em condições reais

Com capacidade para transportar até 700 TEU, o GENBU conecta importantes centros logísticos do Japão, como Kobe e Tóquio, passando por Osaka, Nagoya, Shimizu e Yokohama. A rota é considerada essencial para o fluxo doméstico de cargas.

Diferentemente de projetos experimentais, a embarcação atua em ambiente real de mercado, lidando com tráfego intenso, prazos rigorosos e integração com cadeias logísticas já estabelecidas — fatores que reforçam a viabilidade do navio autônomo comercial.

Sistema inteligente garante segurança e eficiência

O projeto faz parte do programa MEGURI2040, criado para enfrentar desafios estruturais do setor marítimo japonês, como a escassez de tripulantes e o envelhecimento da força de trabalho.

A tecnologia de autonomia nível 4 permite que o navio opere dentro de condições previamente definidas, utilizando sensores e sistemas inteligentes para interpretar o ambiente e ajustar rotas automaticamente.

Entre os destaques está o sistema desenvolvido pela Furuno, que integra dados de radar e AIS para tomada de decisão em tempo real. No centro dessa estrutura está o algoritmo SRU (Ship Routing Unit), responsável por calcular rotas seguras e evitar colisões, mesmo em áreas de tráfego intenso.

Apesar do alto grau de automação, a operação conta com supervisão remota em terra, garantindo controle adicional durante toda a navegação. O conceito Bridge Zero (B0) também permite períodos sem tripulação ativa na ponte, desde que dentro dos parâmetros autorizados.

Certificação e regulamentação viabilizam avanço

Antes de iniciar suas atividades comerciais, o GENBU passou por rigorosos processos de validação. A embarcação recebeu certificação da ClassNK e aprovação do Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo do Japão, consolidando sua operação dentro das normas vigentes.

O navio também obteve a notação AUTO-Nav2(All), que reconhece sistemas avançados de navegação autônoma segura. Esse marco só foi possível graças ao desenvolvimento de diretrizes regulatórias específicas, iniciadas pelo governo japonês em 2024.

Escassez de tripulantes acelera automação

A adoção da tecnologia marítima autônoma ocorre em um cenário de escassez de profissionais. Atualmente, cerca de 40% do transporte doméstico japonês depende da navegação costeira, o que pressiona ainda mais o setor.

Nesse contexto, o GENBU surge como alternativa para manter a eficiência operacional, reduzir a carga de trabalho das tripulações e garantir a continuidade das rotas logísticas.

Japão se torna referência global em navios autônomos

A entrada em operação do GENBU posiciona o Japão como referência mundial em inovação marítima. O projeto demonstra que embarcações comerciais podem operar de forma autônoma em rotas movimentadas, com segurança e eficiência.

Mais do que um teste tecnológico, o caso japonês abre caminho para a expansão da navegação autônoma em escala global, embora sua evolução ainda dependa de novos dados operacionais e avanços nas regulamentações internacionais.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Portos

Porto de Paranaguá dobra movimentação de veículos e registra forte alta em março

O Porto de Paranaguá apresentou um salto significativo na movimentação de veículos em março de 2026. Ao todo, foram 20.987 unidades entre embarques e desembarques, mais que o dobro do registrado no mesmo mês de 2025, quando o volume foi de 10.191 veículos.

No acumulado do primeiro trimestre, o avanço também é evidente: 26.910 veículos movimentados, representando crescimento de 23% em comparação com igual período do ano anterior.

Localização estratégica impulsiona operações

A posição geográfica e a infraestrutura especializada colocam o terminal entre os principais polos do setor automotivo no Brasil. Próximo às montadoras da região Sul, o porto se consolida como um importante hub logístico para o transporte de veículos.

Exportações e importações ganham força

Os veículos exportados a partir de Paranaguá têm como principais destinos países como Argentina, México, Colômbia e Uruguai. Já nas importações de veículos, destacam-se origens como México, China e Reino Unido.

Entre as montadoras com maior movimentação estão Geely, Renault, Volkswagen e Audi, com crescimento relevante nas operações envolvendo veículos elétricos, tendência que vem ganhando espaço no mercado.

Recorde marca operações no mês

Um dos destaques de março foi o recorde registrado no dia 23, quando o porto recebeu 3.370 automóveis da montadora Geely. A carga chegou a bordo do navio Tang Hong, vindo do porto de Nansha, na China.

Ao longo do mês, a fabricante chinesa foi responsável por cerca de seis mil veículos importados pelo terminal paranaense.

Flexibilidade produtiva amplia fluxo logístico

Outro fator que contribui para o aumento das operações é o modelo produtivo das montadoras, especialmente na região de Curitiba. A utilização de plataformas compartilhadas para diferentes modelos tem ampliado tanto as exportações quanto as importações, exigindo maior eficiência da logística portuária.

Novas rotas fortalecem o corredor automotivo

A expansão das linhas marítimas automotivas também impulsiona o crescimento. Em 2025, o porto passou a contar com uma nova rota operada pelo navio Neptune Hellas, especializado no transporte de cargas rodantes.

A nova conexão ampliou o alcance internacional do terminal e reforçou sua posição como um dos principais corredores logísticos do setor. Atualmente, Paranaguá conta com cinco linhas fixas dedicadas ao transporte de veículos.

Estrutura e eficiência nas operações

As operações de embarque e desembarque ocorrem principalmente em berço exclusivo para veículos, com suporte de áreas como o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) e pátios especializados.

O processo é realizado por equipes treinadas, responsáveis por toda a movimentação — desde a retirada dos veículos das embarcações até o armazenamento. O índice de eficiência operacional, com baixos registros de avarias, está entre os melhores do país.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Silk Road Maritime: China amplia rotas e reduz custos logísticos no comércio global

A Silk Road Maritime, iniciativa logística da China, segue em expansão e já alcança 148 rotas marítimas, operadas a partir de mais de dez portos do país. A rede conecta atualmente 150 portos em 48 países e regiões, consolidando-se como um dos principais corredores do comércio marítimo internacional.

Criada em 2018 na província de Fujian, a plataforma tem como objetivo integrar serviços portuários, navegação e comércio exterior em um sistema mais eficiente e competitivo.

Rotas mais rápidas impulsionam comércio com a América Latina

Um dos avanços recentes foi a implementação de um novo serviço de contêineres entre Fujian e a América Latina, que reduziu o tempo de viagem em mais de sete dias. A medida reforça a eficiência logística e amplia a competitividade das exportações chinesas.

Até fevereiro de 2026, o transporte de e-commerce transfronteiriço por rotas expressas já movimentou mais de 15 bilhões de yuans (cerca de US$ 2,2 bilhões). Já as operações de granéis e carga geral ultrapassaram 32 bilhões de yuans, evidenciando o crescimento do transporte marítimo de cargas.

Foco em rotas curtas e comércio eletrônico regional

Parte da estratégia de expansão está voltada para rotas de curta distância e o fortalecimento do comércio eletrônico regional. No Porto de Xiamen, foram criadas conexões diretas com destinos no Sudeste Asiático, incluindo Singapura, Filipinas, Malásia, Vietnã e Tailândia.

Essas rotas priorizam o envio rápido de cargas menores e sensíveis ao tempo, oferecendo maior eficiência em comparação aos modelos tradicionais de consolidação.

Inovação logística reduz tempo e custos

Outro destaque é a adoção do modelo de contêiner misto, que permite transportar, na mesma unidade, mercadorias de e-commerce e cargas convencionais. Segundo autoridades aduaneiras, essa solução reduziu o tempo logístico entre 25% e 50% e pode diminuir os custos de envio em até 25%.

Na prática, embarcadores relatam economia de aproximadamente 4 mil yuans por contêiner, tornando a operação mais atrativa para empresas que atuam no comércio internacional.

Tecnologia melhora eficiência operacional

A rede também incorporou ferramentas digitais avançadas, como rastreamento em tempo real, sistemas de planejamento de rotas e monitoramento climático. Em um exemplo citado, uma embarcação evitou um atraso de 12 horas e economizou 10 toneladas de combustível ao desviar de um tufão com auxílio de tecnologia de roteamento climático.

Expansão institucional fortalece a iniciativa

Além do crescimento operacional, a Silk Road Maritime também amplia sua base institucional. Durante reunião anual realizada em março, novos integrantes passaram a fazer parte da associação responsável pela plataforma, elevando o total para 375 membros.

O avanço reforça o papel da iniciativa como eixo estratégico da logística global e da integração comercial liderada pela China.

FONTE: People’s Daily Online
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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