Transporte

CMA CGM anuncia sobretaxa para cargas da Índia com destino à América do Sul

A CMA CGM informou que passará a cobrar uma sobretaxa de alta temporada (PSS – Peak Season Surcharge) para embarques realizados a partir da costa oeste da Índia com destino à costa leste da América do Sul. A nova tarifa será de US$ 1.000 por contêiner seco.

A medida começa a valer em 25 de julho de 2026 e permanecerá em vigor por prazo indeterminado, conforme comunicado da companhia.

Nova tarifa será obrigatória para contratos de curto prazo

O adicional será aplicado aos contratos de curto prazo e abrangerá diferentes tipos de cargas, incluindo carga seca, além de contêineres padrão e equipamentos especiais utilizados no transporte marítimo.

Segundo a empresa, a cobrança faz parte das ações adotadas para preservar a eficiência operacional e garantir a continuidade dos serviços oferecidos aos clientes durante o período de maior demanda.

Costa leste da América do Sul será a principal região afetada

A sobretaxa incidirá sobre embarques destinados à maior parte da costa leste da América do Sul. A única exceção prevista pela companhia é a região Norte do Brasil, que ficará fora da aplicação do novo recargo.

O valor será cobrado de forma adicional às tarifas regulares de frete marítimo, elevando o custo final das operações nas rotas contempladas.

Outros custos operacionais poderão ser cobrados

Além do novo Peak Season Surcharge (PSS), a CMA CGM informou que os embarques poderão continuar sujeitos a outras cobranças normalmente praticadas no setor de transporte marítimo internacional.

Entre elas estão os adicionais relacionados ao combustível, as taxas de movimentação em terminais (THC) nos portos de origem e destino, encargos de segurança, tarifas de contingência e demais custos locais específicos de cada porto.

A companhia recomenda que clientes e operadores consultem previamente as condições comerciais aplicáveis a cada embarque para evitar impactos no planejamento logístico.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Comércio Internacional

Irã e Omã iniciam diálogo sobre gestão do Estreito de Ormuz em meio à redução do tráfego marítimo

Irã e Omã realizaram a primeira reunião do comitê conjunto criado para discutir questões relacionadas ao Estreito de Ormuz. O encontro aconteceu em Mascate e teve como foco os direitos dos países costeiros do Golfo e a futura administração estratégica da hidrovia.

A informação foi divulgada pelo vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, por meio da rede social X, nesta segunda-feira (29). Segundo ele, as discussões seguem as diretrizes do memorando de entendimento firmado neste mês entre Teerã e Washington.

De acordo com Gharibabadi, participaram da reunião o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, e o chanceler de Omã, Badr Albusaidi. Durante o encontro, os representantes analisaram temas pendentes relacionados ao estreito e debateram cinco eixos previstos no acordo, incluindo a gestão futura da rota marítima e os direitos soberanos dos países banhados pelo Golfo.

Movimento de navios segue abaixo do nível registrado antes do conflito

Apesar do início das negociações diplomáticas, o fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz permanece reduzido. Dados da empresa de inteligência marítima Kpler apontam que, entre os dias 25 e 28 de junho, 124 navios transportando commodities cruzaram a região. O volume corresponde, aproximadamente, ao que costumava ser registrado em apenas um dia antes da escalada do conflito no Oriente Médio. O levantamento considera petroleiros, navios graneleiros e embarcações que transportam gás natural liquefeito (GNL) e gás liquefeito de petróleo (GLP). Os números, no entanto, não incluem navios porta-contêineres.

Responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados globalmente, o Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de atenção para o comércio internacional. Nos últimos dias, a região foi palco de novos episódios de tensão envolvendo Estados Unidos e Irã, incluindo ataques próximos à hidrovia e ações contra instalações militares norte-americanas em países do Golfo.

Embora integrantes do governo dos Estados Unidos tenham afirmado que a navegação permanece livre na região, operadores do transporte marítimo ainda enfrentam um cenário de insegurança, o que mantém elevados os riscos para embarcações e tripulações que transitam pelo estreito.

Fonte: Com informações da CNN Brasil, Reuters e Kpler

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Hwawon Ceci Lee / Anadolu via Getty Images

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Internacional

Estreito de Ormuz: ONU suspende operação de evacuação de navios após ataque no Golfo de Omã

A Organização Marítima Internacional (IMO), agência especializada da ONU para o setor marítimo, suspendeu temporariamente a operação de evacuação de navios que cruzam o Estreito de Ormuz. A decisão foi anunciada nesta quinta-feira (25), após o ataque a uma embarcação no Golfo de Omã, aumentando as preocupações com a segurança da navegação na região.

Segundo o secretário-geral da IMO, Arsenio Dominguez, o navio atingido não integrava o esquema de evacuação organizado pela agência. Mesmo assim, a ocorrência levou à revisão das condições de segurança antes da continuidade da operação.

Segurança das rotas será reavaliada

Em comunicado, Dominguez informou que a suspensão tem como objetivo confirmar se permanecem válidas as garantias de proteção para as embarcações incluídas no plano de retirada, além dos demais navios que operam na área.

A iniciativa foi lançada na última terça-feira e previa a saída voluntária de centenas de navios e milhares de tripulantes do Golfo por meio de duas rotas alternativas: uma passando por águas iranianas e outra por águas de Omã, esta última sob supervisão dos Estados Unidos.

Ataque reacende preocupação com o fluxo marítimo

A medida ocorre após um suposto ataque ao cargueiro Ever Lovely, de bandeira de Singapura, que navegava pela rota próxima ao litoral de Omã. O episódio voltou a colocar em dúvida a segurança do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas estratégicas para o transporte global de petróleo.

O incidente acontece em um momento de intenso movimento na região, com o fluxo de petróleo atingindo o maior nível desde o início do conflito registrado em 28 de fevereiro.

Irã e Estados Unidos divergem sobre controle da passagem

Também nesta quinta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã reiterou que as embarcações devem coordenar sua passagem pelo estreito com as autoridades iranianas.

Do lado norte-americano, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que o Irã não deve impedir a livre navegação na região. Segundo ele, nenhum país tem o direito de cobrar pelo uso de hidrovias internacionais ou impor tarifas como condição para a passagem de navios.

Teerã avalia cobrança por navegação, segundo imprensa

De acordo com informações divulgadas pela imprensa dos Estados Unidos, com base em fontes ligadas ao governo iraniano, Teerã estuda implementar um sistema de taxas de segurança e administração para navios que utilizam o Estreito de Ormuz. A expectativa seria arrecadar até US$ 40 bilhões por ano, em um modelo semelhante ao adotado pela Turquia no estreito de Dardanelos.

Marco Rubio alertou que qualquer tentativa de bloquear ou restringir a circulação de embarcações poderá ampliar as tensões na região e gerar novos impactos sobre o comércio marítimo internacional.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Mohammed Aty/Foto de Arquivo

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Logística

Porta-contêineres impulsionam estaleiro chinês, que fecha contratos bilionários em meio à transição verde

A corrida global por embarcações mais eficientes e alinhadas às metas de descarbonização está movimentando a indústria naval. Nesse cenário, o estaleiro Huangpu Wenchong, controlado pela estatal chinesa CSSC, anunciou a assinatura de contratos para a construção de 13 navios porta-contêineres em apenas uma semana, reforçando sua posição em um mercado cada vez mais voltado para a renovação da frota mundial.

Com os novos acordos, a empresa alcança a marca de 39 embarcações de médio porte encomendadas, consolidando uma das maiores carteiras de pedidos do segmento.

Encomendas podem superar US$ 1 bilhão

De acordo com estimativas divulgadas pelo portal especializado Eworldship, o conjunto dos 13 navios contratados possui valor aproximado de 7,3 bilhões de yuans, equivalente a cerca de US$ 1,07 bilhão. O cálculo é baseado nos preços atuais de mercado e não representa um valor oficialmente informado pelo estaleiro.

Os contratos envolvem três armadores, nacionais e internacionais, e abrangem embarcações com capacidade superior a 5.000 TEUs, unidade padrão utilizada para medir a capacidade de transporte de contêineres.

Diferentes modelos atendem à demanda por renovação da frota

O pacote de encomendas inclui:

  • Três navios com capacidade para 5.300 TEUs;
  • Quatro embarcações de 6.200 TEUs;
  • Seis unidades de 6.400 TEUs.

A diversidade dos modelos reflete a estratégia dos armadores de modernizar suas operações e ampliar a eficiência logística em um período de forte demanda pelo transporte marítimo de cargas.

Transição verde acelera investimentos na construção naval

Segundo o próprio estaleiro, o novo lote de contratos representa um marco para a empresa e acompanha o movimento global de renovação da frota marítima impulsionado pelas exigências de baixo carbono e pelas novas regras ambientais do setor.

A busca por navios mais sustentáveis, com melhor desempenho energético e menor impacto ambiental, tem levado companhias de navegação a investir na substituição de embarcações mais antigas por modelos mais modernos.

Embora o comunicado da empresa não detalhe as especificações ambientais dos navios contratados, a construção naval vem passando por uma profunda transformação para atender às metas globais de redução de emissões.

Modelo de 5.300 TEUs é destaque do portfólio

Entre os projetos contratados, o porta-contêiner de 5.300 TEUs ocupa posição de destaque. Desenvolvido internamente pelo estaleiro, o modelo possui 235 metros de comprimento, boca moldada de 37,5 metros e capacidade de carga estimada em 71.500 toneladas.

A embarcação foi projetada para atender à crescente demanda por navios de médio porte, segmento considerado estratégico para diversas rotas comerciais internacionais.

China amplia protagonismo na indústria marítima global

Localizada em Guangzhou, na província chinesa de Guangdong, a Huangpu Wenchong é uma subsidiária da CSSC e integra um dos principais polos de construção naval do mundo.

O crescimento da carteira de pedidos reforça o protagonismo da China na indústria marítima internacional e evidencia como a transição energética está influenciando decisões de investimento, modernização de frotas e expansão da capacidade produtiva dos grandes estaleiros.

À medida que armadores buscam embarcações mais eficientes e alinhadas às metas ambientais, a indústria naval tende a acelerar seu processo de transformação, criando novas oportunidades de negócios e fortalecendo a competitividade dos fabricantes que lideram essa mudança.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Internacional

Estreito de Ormuz enfrenta novo desafio: cracas e resíduos atrasam retomada do transporte de petróleo

Após meses de paralisação no Estreito de Ormuz, um problema pouco visível passou a preocupar armadores e operadores marítimos: o acúmulo de bioincrustação nos cascos dos navios. Cracas, mexilhões, algas e outros organismos marinhos aderiram às embarcações que permaneceram ancoradas por longos períodos no Golfo Pérsico, criando uma nova barreira para a retomada do fluxo global de petróleo.

Especialistas do setor afirmam que a permanência dos navios em águas quentes por vários meses favoreceu a proliferação desses organismos. Antes de voltar a navegar, as embarcações precisarão passar por um processo de limpeza especializado para remover todo o material acumulado.

Limpeza dos cascos exige equipes especializadas

A remoção da chamada incrustação biológica é realizada por mergulhadores profissionais conhecidos como “limpadores de casco”. O trabalho envolve o uso de raspadores, equipamentos de alta pressão e ferramentas elétricas para retirar os organismos sem comprometer os revestimentos protetores das embarcações.

A tarefa é ainda mais complexa devido às dimensões dos superpetroleiros. Muitos deles ultrapassam 300 metros de comprimento, exigindo equipes de cinco ou seis mergulhadores trabalhando durante várias horas para concluir a limpeza de um único navio.

Com aproximadamente 600 embarcações aguardando autorização para atravessar a região, a demanda pelos serviços disparou, elevando significativamente os custos das operações.

Bioincrustação aumenta consumo de combustível e reduz eficiência

Além do aspecto visual, a presença de cracas e outros organismos marinhos impacta diretamente o desempenho das embarcações. A superfície irregular criada pela bioincrustação aumenta o atrito com a água, elevando o consumo de combustível e reduzindo a eficiência operacional dos navios.

Como o combustível representa uma das maiores despesas do transporte marítimo, qualquer perda de desempenho pode gerar custos expressivos, especialmente em rotas de longa distância entre o Oriente Médio e mercados asiáticos.

Em situações mais graves, o acúmulo de organismos pode afetar hélices, sistemas de refrigeração e válvulas de admissão, comprometendo a operação dos navios.

Normas ambientais exigem remoção antes da chegada aos portos

As regras internacionais de navegação determinam que as embarcações removam a bioincrustação antes de atracar em diversos portos. O objetivo é evitar a disseminação de espécies invasoras, que podem causar impactos ambientais significativos em ecossistemas marinhos de outras regiões.

Além das exigências regulatórias, seguradoras marítimas também impõem cláusulas específicas relacionadas à manutenção dos cascos, exigindo que os navios permaneçam em condições adequadas de operação e eficiência.

Retomada do mercado de petróleo ainda enfrenta vários entraves

Mesmo com a possível reabertura do Estreito de Ormuz, especialistas avaliam que a normalização do transporte marítimo não ocorrerá de forma imediata. A limpeza das embarcações é apenas uma das etapas necessárias antes que os petroleiros retomem suas rotas comerciais.

Outros desafios incluem inspeções de segurança, operações de desminagem, novas exigências regulatórias impostas pelo Irã e a necessidade de aprovação por parte de seguradoras e financiadores.

Diante desse cenário, a recuperação plena do fluxo internacional de petróleo deve ocorrer de forma gradual. E, curiosamente, um dos primeiros obstáculos a serem vencidos não está relacionado à geopolítica, mas ao acúmulo de pequenos organismos marinhos nos cascos dos navios.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Internacional

Estreito de Ormuz mantém fluxo marítimo estável em meio às negociações entre EUA e Irã

O movimento de embarcações no Estreito de Ormuz permaneceu estável nesta terça-feira (23), segundo informações da plataforma de monitoramento marítimo MarineTraffic. O cenário ocorre enquanto avançam as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã para reduzir as tensões no Oriente Médio.

Considerado um dos corredores marítimos mais importantes para o transporte global de energia, o estreito continua operando sem interrupções relevantes, apesar das recentes preocupações envolvendo a segurança da região.

Tráfego de navios segue regular nas últimas 24 horas

Dados de monitoramento apontam que quase 24 embarcações cruzaram a passagem marítima nas últimas 24 horas. Entre elas, pelo menos sete navios-tanque e sete navios de carga seguiram em direção ao Golfo de Omã.

No sentido oposto, seis embarcações de carga entraram no Golfo Pérsico, incluindo dois navios que navegavam sob bandeira iraniana.

O volume registrado reflete a continuidade das operações comerciais e ocorre após um aumento gradual da movimentação marítima desde o início das conversas entre representantes de alto escalão dos dois países, realizadas em Genebra.

Redução das interferências em sistemas de navegação

Outro fator que demonstra a melhora do cenário regional é a diminuição das interferências nos sinais de GPS. O problema havia se intensificado durante o período de maior tensão entre Washington e Teerã, afetando a navegação de embarcações na área.

Nos últimos dias, entretanto, os registros de interrupções e falhas nos sistemas de posicionamento apresentaram queda significativa, contribuindo para a normalização das operações marítimas.

ONU coordena retirada de milhares de marinheiros retidos na região

Em paralelo à retomada gradual da estabilidade, a agência marítima da Organização das Nações Unidas anunciou um plano para retirar mais de 11 mil marinheiros que permanecem retidos em áreas próximas ao conflito.

Segundo o secretário-geral da entidade, Arsenio Dominguez, a operação será conduzida em cooperação com Irã, Omã, demais países costeiros da região, além dos Estados Unidos e representantes da indústria marítima internacional.

Acúmulo de detritos nos cascos desafia setor marítimo

Apesar da manutenção do fluxo comercial, empresas de transporte marítimo enfrentam um novo obstáculo para restabelecer plenamente a eficiência da rota.

Durante meses, diversas embarcações permaneceram aguardando autorização ou condições seguras para atravessar o estreito. Nesse período, grandes quantidades de detritos e organismos marinhos se acumularam nos cascos dos navios, cobrindo extensas áreas.

Agora, a remoção desse material tornou-se uma etapa necessária para garantir melhor desempenho operacional e reduzir impactos sobre a navegação em uma das rotas comerciais mais estratégicas do planeta.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Stringer/Reuters

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Portos

Porto de São Sebastião reduz tarifas em 35% para atrair novas cargas de granéis sólidos

O Porto de São Sebastião passou a conceder um desconto de 35% nas tarifas portuárias para operações envolvendo granéis sólidos que ainda não fazem parte da carteira regular de cargas do terminal. A iniciativa já está em vigor após aprovação do Conselho de Administração da Companhia Docas de São Sebastião.

A estratégia tem como foco atrair novos clientes, ampliar a utilização da infraestrutura disponível e fortalecer a posição do porto no mercado de logística portuária paulista.

Benefício contempla cargas minerais e vegetais

A redução tarifária é destinada a cargas de origem mineral e vegetal que ainda não são movimentadas regularmente no terminal. Entre os produtos analisados está a gipsita, matéria-prima amplamente utilizada na fabricação de cimento e fertilizantes, embora outras cargas também possam se enquadrar na política de incentivo.

A expectativa é diversificar as operações e ampliar o volume de mercadorias movimentadas pelo porto nos próximos anos.

Estudos de produtividade embasam política de descontos

A definição do benefício levou em consideração análises técnicas relacionadas à eficiência operacional das cargas. Um dos principais indicadores avaliados foi a prancha operacional, que mede a quantidade de toneladas movimentadas diariamente durante as operações de embarque e desembarque.

Segundo a autoridade portuária, cargas com maior produtividade tendem a reduzir os custos da infraestrutura pública utilizada, criando condições para a concessão de descontos sem comprometer a sustentabilidade financeira das operações.

Gipsita apresenta potencial para ampliar movimentação

Entre os produtos estudados, a gipsita se destaca pelo potencial de movimentação estimado em cerca de 8 mil toneladas por dia.

Além do volume expressivo, a carga possui uma vantagem operacional relevante: pode ser movimentada mesmo em períodos de chuva, reduzindo interrupções nas atividades portuárias e aumentando a disponibilidade do cais para receber novas embarcações.

Essa característica contribui para melhorar o aproveitamento da infraestrutura e elevar a eficiência das operações.

Porto busca expandir participação nas cadeias logísticas

A iniciativa ocorre em um momento de prospecção de novos fluxos de carga para o terminal, que conta com um berço dedicado à navegação de longo curso.

Nesse contexto, a rapidez nas operações de carregamento e descarregamento tem influência direta na capacidade de atendimento do porto e na atração de novos negócios.

De acordo com a administração portuária, ganhos de produtividade geram benefícios para toda a cadeia logística, permitindo melhor aproveitamento da infraestrutura existente, redução de custos operacionais e ampliação da capacidade de movimentação de cargas.

Expectativa é atrair novos investimentos e aumentar volume operacional

A administração do Porto de São Sebastião acredita que a política tarifária diferenciada poderá estimular a chegada de novos granéis sólidos, fortalecer a competitividade do terminal e ampliar sua participação nas cadeias logísticas do estado de São Paulo.

Com a medida, o porto busca consolidar sua posição como alternativa estratégica para empresas que operam no setor de transporte e comércio de cargas a granel.

FONTE: Agência SP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Portos

Suape movimenta mais de 11,2 milhões de toneladas e registra crescimento de 26,9% em 2026

O Porto de Suape encerrou os cinco primeiros meses de 2026 com resultados expressivos na movimentação de cargas. Entre janeiro e maio, o complexo portuário pernambucano registrou 11.268.644 toneladas transportadas, volume 26,9% superior ao contabilizado no mesmo período do ano passado.

Com o desempenho acumulado até maio, Suape ocupa a quarta posição entre os portos públicos mais movimentados do Brasil, conforme levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O resultado reforça a importância estratégica do terminal para a logística nacional e para o desenvolvimento econômico do Nordeste.

Granéis líquidos lideram operações e impulsionam crescimento

A principal contribuição para o avanço da movimentação veio dos granéis líquidos, segmento responsável por 66,2% das cargas movimentadas no período.

Ao todo, foram registradas 7,45 milhões de toneladas de petróleo, derivados e outros produtos líquidos, representando um crescimento de 41,9% em comparação aos cinco primeiros meses de 2025.

Segundo o complexo portuário, o aumento está diretamente relacionado à expansão das atividades da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), que atualmente possui capacidade para processar até 130 mil barris de petróleo por dia.

Movimentação de contêineres permanece estável

O terminal de contêineres, conhecido como Tecon Suape, manteve um volume consistente de operações ao longo do período.

Entre janeiro e maio, foram movimentados 275.714 TEUs, desempenho semelhante ao registrado no mesmo intervalo de 2025. O segmento respondeu por 25,9% de toda a movimentação do complexo.

A estabilidade demonstra a manutenção da demanda pelos serviços de transporte marítimo de contêineres, fundamentais para a conexão de Pernambuco com mercados nacionais e internacionais.

Granéis sólidos avançam mais de 40%

Outro destaque foi o crescimento das operações de granéis sólidos, que alcançaram 658.642 toneladas, avanço de 43,6% na comparação anual.

Os principais produtos movimentados foram trigo, cimento, clínquer e coque, refletindo o fortalecimento das cadeias industriais e da construção civil. As cargas gerais soltas representaram 2,1% do volume total registrado pelo porto.

Número de embarcações cresce e reforça atividade portuária

O aumento da movimentação também impactou o fluxo marítimo em Suape. Nos cinco primeiros meses de 2026, o complexo recebeu 693 embarcações de diferentes perfis e portes, número 14,7% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

O resultado evidencia a intensificação das operações e o fortalecimento da infraestrutura portuária para atender à crescente demanda logística.

Investimentos ampliam competitividade do complexo

De acordo com a administração do porto, os números refletem um ciclo contínuo de expansão sustentado pelo crescimento industrial, pelas operações ligadas ao setor energético e pelos investimentos realizados nos últimos anos.

A estratégia inclui obras de modernização, ampliação da capacidade operacional e melhorias na infraestrutura, fortalecendo a posição de Suape como um dos principais hubs logísticos, industriais e energéticos do país.

Além disso, novos investimentos previstos para os píeres destinados à movimentação de granéis líquidos devem aumentar a eficiência operacional e preparar o porto para acompanhar o crescimento da cadeia de petróleo, combustíveis e derivados, segmento que concentra a maior parte das cargas movimentadas no complexo.

FONTE: Porto de Suape
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Portos

Porto do Rio Grande registra 3,1 mil embarcações e reforça recuperação após enchentes

O Porto do Rio Grande recebeu aproximadamente 3,1 mil embarcações ao longo de 2025, consolidando a recuperação das atividades após os impactos causados pelas enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul no ano passado. Os números foram apresentados durante o programa Chamada Geral, da Rádio Gaúcha Zona Sul, realizado na sala de operações do complexo portuário.

De acordo com o diretor de Operações da Portos RS, Bruno Almeida, o volume contempla todos os navios e embarcações que acessaram o porto neste ano. Considerando também os terminais de Pelotas e Porto Alegre, administrados pela estatal, a movimentação se aproxima de 4 mil embarcações.

Os dados evidenciam a retomada da movimentação de cargas e o restabelecimento gradual das operações logísticas após os prejuízos provocados pelas enchentes históricas de 2024.

Projeto aproxima comunidade das atividades portuárias

Além dos resultados operacionais, a Portos RS destacou os avanços do projeto Minha Cidade Tem Um Porto, criado para fortalecer a conexão entre a população e o ambiente portuário.

A iniciativa promove visitas guiadas, ações educativas e atividades voltadas principalmente para estudantes da região. Segundo o diretor institucional da Portos RS, Sandro Oliveira, o objetivo é ampliar o conhecimento da comunidade sobre a importância econômica e social dos portos.

Ele afirma que, historicamente, os portos mantinham uma relação mais restrita com o público externo. Hoje, porém, a proposta é tornar as operações mais acessíveis e aproximar moradores da realidade do setor.

Participação de estudantes fortalece vínculo com o porto

Conforme Oliveira, praticamente todas as escolas das redes municipal e estadual da região já participaram das atividades do projeto. A iniciativa tem contribuído para ampliar o entendimento da população sobre o papel estratégico do porto no desenvolvimento regional.

O diretor destacou ainda que estudantes têm levado discussões sobre o complexo portuário para dentro das salas de aula e até apresentado sugestões relacionadas à infraestrutura utilizada por caminhoneiros e profissionais que atuam na área.

Para ele, esse envolvimento demonstra que a importância do porto está cada vez mais presente no cotidiano das famílias da região Sul do estado.

Novo sistema de radar ampliará controle do tráfego marítimo

Outro destaque foi a implantação do Vessel Traffic System (VTS), tecnologia baseada em radar que permitirá monitoramento mais preciso das embarcações que circulam pelo canal de acesso ao porto.

O sistema está sendo implementado pela Portos RS desde o ano passado e terá a função de acompanhar o fluxo de navios, aumentar a eficiência operacional e reforçar a segurança da navegação.

Segundo Bruno Almeida, o elevado número de atracações registradas no complexo é um dos fatores que justificam o investimento na nova ferramenta de monitoramento.

Dragagens avançam e recuperam hidrovias gaúchas

As obras de dragagem nas hidrovias do Rio Grande do Sul também seguem em ritmo acelerado. De acordo com o diretor de Infraestrutura da Portos RS, Lucas Cardoso, cerca de 13 milhões de metros cúbicos de sedimentos já foram retirados dos canais de navegação.

O volume representa aproximadamente 65% da meta estabelecida no programa estadual de recuperação das hidrovias, criado para restaurar as condições de navegabilidade comprometidas pelas enchentes de 2024.

Atualmente, três frentes de trabalho atuam simultaneamente em diferentes regiões, com foco no fortalecimento da logística e no escoamento de cargas para os portos gaúchos.

Destinação de sedimentos segue critérios ambientais rigorosos

O diretor de Meio Ambiente da Portos RS, Henrique Ilha, explicou que todo o material retirado durante as dragagens é destinado a áreas previamente licenciadas e acompanhadas por órgãos ambientais.

No caso do Porto do Rio Grande, os sedimentos são descartados em uma área localizada a cerca de 20 quilômetros da costa, em local considerado seguro para evitar impactos ambientais. Nas hidrovias interiores, o material é depositado em pontos afastados dos canais de navegação, reduzindo o risco de novos processos de assoreamento.

Segundo Ilha, as operações contam com monitoramento permanente da qualidade da água, da fauna, da flora e da dispersão dos sedimentos, garantindo o cumprimento das exigências ambientais.

FONTE: Gaúcha ZH
TEXTO: Redação
IMAGEM: Acervo Porto RS/Divulgação

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Transporte

El Niño pode impactar o transporte marítimo global e acender alerta no Canal do Panamá

O avanço do fenômeno El Niño no Oceano Pacífico já mobiliza autoridades climáticas e preocupa o setor de transporte marítimo internacional. A confirmação oficial do evento pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aumenta os temores sobre possíveis impactos em rotas comerciais, operações portuárias e cadeias globais de suprimentos nos próximos meses.

Segundo as projeções mais recentes, o fenômeno climático pode alcançar intensidade histórica até o fim de 2026, elevando o risco de restrições em importantes corredores logísticos ao redor do mundo.

NOAA alerta para possibilidade de um dos maiores eventos já registrados

A NOAA confirmou o desenvolvimento do El Niño no Pacífico tropical e divulgou previsões que apontam para um fortalecimento significativo do fenômeno nos próximos meses.

De acordo com o Centro de Previsão Climática da agência, há 88% de probabilidade de que o evento atinja intensidade considerada forte entre novembro e janeiro. Além disso, existe uma chance de 63% de que ele alcance níveis classificados como muito fortes.

Caso esse cenário se confirme, o fenômeno poderá ser comparado aos episódios de 1997-1998 e 2015-2016, considerados alguns dos mais intensos desde o início dos registros modernos, em 1950.

Canal do Panamá volta ao centro das preocupações

Um dos principais reflexos do fortalecimento do El Niño pode ocorrer no Canal do Panamá, uma das rotas marítimas mais estratégicas do comércio global.

Durante o ciclo climático de 2023-2024, a região enfrentou uma severa estiagem que reduziu significativamente os níveis dos reservatórios responsáveis pela operação da via. Como consequência, a Autoridade do Canal do Panamá precisou limitar o calado das embarcações e diminuir em até 40% o número diário de travessias.

O processo de recuperação das operações levou cerca de um ano após a normalização das condições climáticas.

Medidas preventivas já foram anunciadas

Mesmo antes da confirmação oficial da NOAA, a Autoridade do Canal do Panamá já havia adotado ações preventivas para enfrentar um possível agravamento da situação.

Entre as medidas está a redução do calado máximo permitido para embarcações que utilizam as eclusas neopanamax, que passará a ser de 49,5 pés a partir de julho. A decisão foi baseada na possibilidade de um novo período de escassez hídrica associado ao fenômeno climático.

Com o monitoramento contínuo das condições meteorológicas, especialistas avaliam que novas restrições poderão ser implementadas caso o fenômeno atinja os níveis projetados.

Exportações dos EUA aumentam pressão sobre a rota

Além dos desafios climáticos, o Canal do Panamá enfrenta um aumento expressivo da demanda por espaço de navegação.

Dados da Clarksons Research indicam que as exportações energéticas dos Estados Unidos seguem em níveis recordes. O volume de transporte de derivados de petróleo, gás liquefeito de petróleo (GLP) e etano tem ampliado a disputa por vagas de trânsito na hidrovia.

Esse cenário pode tornar ainda mais complexa a gestão operacional do canal caso as restrições de água sejam ampliadas.

Efeitos podem atingir outras rotas e sistemas hidroviários

Os impactos do El Niño não se limitam ao Panamá. O aquecimento das águas do Pacífico equatorial altera padrões atmosféricos em diversas regiões do planeta, influenciando regimes de chuva e períodos de seca.

Historicamente, eventos intensos estão associados à redução das precipitações em áreas da América Central e do Sudeste Asiático, aumentando o risco de dificuldades para sistemas logísticos dependentes de rios, canais e hidrovias.

As mudanças também podem afetar regiões que dependem das monções para manter níveis adequados de navegação e abastecimento hídrico.

Temporada de furacões pode trazer alívio parcial

Embora o fenômeno represente riscos para diversas operações marítimas, ele também pode gerar efeitos positivos em determinadas rotas.

O El Niño costuma aumentar o cisalhamento dos ventos sobre o Oceano Atlântico, condição que normalmente dificulta a formação e o fortalecimento de furacões.

Isso pode reduzir a ocorrência de tempestades tropicais nas áreas do Golfo do México e do Caribe, beneficiando operações de navegação e transporte marítimo durante o segundo semestre de 2026.

Mercado de grãos também pode sentir os efeitos

O setor de granéis sólidos e o comércio agrícola estão entre os segmentos mais sensíveis às alterações climáticas provocadas pelo fenômeno.

Mudanças nos regimes de chuva podem afetar importantes regiões produtoras de soja, milho e outros grãos na Índia, Austrália e partes do Sudeste Asiático. A redução da produção ou alterações nas safras costumam influenciar diretamente os fluxos comerciais globais e a demanda por navios graneleiros.

Com isso, armadores, exportadores e operadores logísticos acompanham atentamente as projeções climáticas para avaliar possíveis impactos nos mercados ao longo dos próximos doze meses.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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