Portos

Porto de Itajaí amplia movimentação de veículos de luxo e supera 16 mil unidades em operações Ro-Ro em 2026

O Porto de Itajaí registrou mais uma importante operação de carga roll-on/roll-off (Ro-Ro) nesta terça-feira (7). O navio Brasilia Highway atracou no berço público às 13h trazendo 769 veículos de luxo, reforçando o crescimento da movimentação desse tipo de carga ao longo de 2026.

Com a chegada da embarcação, o Porto de Itajaí atingiu a marca de 16.265 veículos movimentados em operações Ro-Ro neste ano. O resultado demonstra a consolidação desse segmento no complexo portuário e evidencia o avanço da movimentação de cargas de alto valor agregado.

Ao longo de 2026, o porto recebeu diversas escalas especializadas nesse tipo de operação. Entre elas estão os navios Victoria Highway, Dover Highway, Good Wood, Grande Shanghai e BYD Changsha, responsáveis pelo transporte de milhares de automóveis importados. A mais recente atracação do Brasilia Highway acrescentou outras 769 unidades ao volume anual.

Retomada operacional fortalece competitividade

Segundo o superintendente do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira, o desempenho confirma a recuperação das atividades e o fortalecimento da posição do porto no cenário logístico nacional. “Depois da retomada das operações, o Porto de Itajaí avança para uma nova etapa: a consolidação. Estamos recuperando cargas de alto valor agregado, ampliando a movimentação e demonstrando, na prática, que o porto público voltou a ser competitivo, eficiente e estratégico para a logística brasileira”, afirmou.

As operações roll-on/roll-off (Ro-Ro) são destinadas ao transporte de veículos e equipamentos com rodas, como automóveis, caminhões, ônibus e máquinas. Nesse sistema, os veículos entram e saem da embarcação utilizando seus próprios meios de locomoção, tornando os processos de embarque e desembarque mais rápidos, seguros e eficientes.

A escala do Brasilia Highway integra a programação regular desse tipo de operação no Porto de Itajaí, contribuindo para ampliar a movimentação de veículos importados e fortalecer a importância do porto público na logística brasileira.

Fonte: Porto de Itajaí.

Texto: Redação

Imagens: Porto de Itajaí

Ler Mais
Logística

Maersk e Hapag-Lloyd retomam operações no Canal de Suez e Mar Vermelho e mercado reage

As gigantes do transporte marítimo Maersk e Hapag-Lloyd iniciaram o processo de retomada das operações pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez, em um movimento considerado um marco para a recuperação da principal ligação marítima entre a Ásia e a Europa. A decisão ocorre após mais de dois anos de desvios pelo Cabo da Boa Esperança, adotados em razão dos riscos à segurança na região.

De acordo com a Maersk, a retomada foi autorizada após uma série de análises detalhadas sobre o cenário de segurança no Mar Vermelho. A empresa destacou que a iniciativa representa o início de um retorno gradual da sua malha de serviços utilizando novamente o Canal de Suez.

Serviço AE15 será o primeiro a utilizar a nova rota

A primeira operação beneficiada será o serviço AE15, responsável pela conexão entre a Ásia, o Mediterrâneo e diversos portos europeus. Segundo a Hapag-Lloyd, a reativação desse trajeto permitirá reduzir o tempo de viagem em cerca de quatro semanas em comparação ao percurso alternativo pelo sul da África.

O primeiro navio a realizar a mudança será o Majestic Maersk, que atualmente navega nas proximidades de Omã, conforme informações de monitoramento marítimo.

Apesar da retomada, a Maersk informou que, neste momento, os demais serviços da aliança Gemini Cooperation continuarão seguindo as rotas atuais. A ampliação das operações pelo Canal de Suez dependerá da manutenção da estabilidade na região e da ausência de novos episódios de escalada do conflito no Oriente Médio.

Crise de segurança alterou o transporte marítimo global

As principais companhias de navegação deixaram de utilizar o Mar Vermelho no fim de 2023, após sucessivos ataques de rebeldes houthis do Iêmen contra embarcações comerciais.

Embora algumas empresas tenham avaliado um retorno ao longo deste ano, o agravamento das tensões entre Irã e Israel voltou a aumentar os riscos para a navegação, adiando a normalização da rota.

Antes da crise, o Canal de Suez concentrava aproximadamente 10% do comércio marítimo mundial, sendo considerado o caminho mais rápido entre os mercados asiático e europeu.

Mercado prevê impacto nas tarifas de frete

O prolongado desvio das embarcações pelo Cabo da Boa Esperança elevou significativamente o tempo de viagem, o consumo de combustível e os custos operacionais das companhias. Além disso, parte da frota mundial permaneceu ocupada por períodos mais longos, reduzindo a oferta de capacidade.

Esse cenário, aliado ao aumento da demanda antes da alta temporada do comércio internacional, contribuiu para uma forte valorização das tarifas de frete marítimo nas últimas semanas.

Com a retomada gradual do Canal de Suez, a expectativa do mercado é de maior eficiência na utilização da frota, o que pode ampliar a oferta de transporte e pressionar os preços dos fretes nos próximos meses.

Ações de Maersk e Hapag-Lloyd recuam após anúncio

A perspectiva de normalização da rota também repercutiu no mercado financeiro. As ações da Maersk registraram queda de até 9%, enquanto os papéis da Hapag-Lloyd chegaram a recuar 4,6% após a divulgação da estratégia.

Para o analista Haider Anjum, do Jyske Bank, a decisão representa o primeiro passo para uma retomada mais ampla das operações no Mar Vermelho até o fim deste ano.

Segundo o especialista, caso a hidrovia seja totalmente normalizada e a entrada de novos navios prevista para 2027 e 2028 seja confirmada, a tendência é de aumento da capacidade global de transporte, fator que poderá reduzir as taxas de frete e pressionar a rentabilidade das companhias de navegação.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Transporte

Canal do Panamá reforça operações com cinco novos rebocadores híbridos

O Canal do Panamá ampliou sua estrutura operacional com a incorporação de cinco rebocadores híbridos, marcando mais uma etapa do processo de modernização da hidrovia. As novas embarcações foram oficialmente apresentadas durante uma cerimônia de batismo e passam a integrar a frota responsável pelo apoio às operações de navegação.

Batizados de Isla Farallón, Isla Cébaco, Isla Cañas, Isla Coiba e Isla Boná, os rebocadores foram desenvolvidos com tecnologia de propulsão híbrida, voltada para aumentar a eficiência das manobras e reduzir os impactos ambientais.

Tecnologia híbrida melhora eficiência e reduz emissões

Os novos equipamentos utilizam um sistema que combina motores a diesel, motores elétricos e baterias para armazenamento de energia. Segundo a Autoridade do Canal do Panamá, essa configuração proporciona melhor gerenciamento do consumo energético, diminui a emissão de poluentes e aumenta a confiabilidade das operações.

Além dos benefícios ambientais, a tecnologia também contribui para a redução do consumo de combustível, menores custos de manutenção e maior durabilidade dos componentes das embarcações.

Modernização fortalece a competitividade do Canal do Panamá

Durante a cerimônia, o administrador do Canal do Panamá, Ricaurte Vásquez, afirmou que a chegada dos novos rebocadores híbridos representa mais um passo na construção de uma operação mais eficiente e sustentável.

De acordo com ele, o investimento reforça o compromisso da instituição com a inovação, a preservação ambiental e o fortalecimento da competitividade da hidrovia para as próximas gerações.

Equipes operacionais recebem reconhecimento

A administradora adjunta do Canal do Panamá, Ilya Espino de Marotta, ressaltou a importância dos profissionais responsáveis pelo funcionamento das embarcações.

Ela destacou o trabalho conjunto de capitães, pilotos, marinheiros, operadores, engenheiros, mecânicos e demais equipes de apoio, enfatizando que a dedicação desses profissionais é essencial para manter o alto padrão operacional do canal.

Nomes homenageiam a riqueza natural do Panamá

Conforme informou a Autoridade do Canal do Panamá, os nomes escolhidos para os novos rebocadores fazem referência a ilhas panamenhas e têm como objetivo valorizar o patrimônio natural e marítimo do país, reforçando a ligação entre a hidrovia e a identidade nacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Transporte

América Latina amplia participação no transporte marítimo e já concentra 14% da capacidade global dos armadores

A América Latina consolidou sua posição como a terceira principal rota do transporte marítimo mundial em capacidade disponibilizada pelos armadores internacionais. Dados da consultoria Alphaliner mostram que a região responde atualmente por 14% da capacidade global das companhias de navegação, ficando atrás apenas dos corredores Extremo Oriente–Europa, que concentram cerca de um quarto da oferta mundial, e da rota Ásia–América do Norte, responsável por 16%.

O crescimento evidencia o fortalecimento da região nas cadeias globais de suprimentos, impulsionado pelo aumento das exportações de commodities agrícolas, minerais e produtos energéticos, além da expansão das relações comerciais com a Ásia, especialmente com a China.

Rotas Norte-Sul ganham protagonismo

A participação latino-americana no mercado marítimo internacional vem avançando acima da média global nos últimos anos. Estudos anteriores da Alphaliner já apontavam um aumento consistente da capacidade destinada aos serviços com origem e destino na região, refletindo o maior interesse dos armadores pelas chamadas rotas Norte-Sul.

Esse movimento também tem acelerado a modernização da infraestrutura portuária em diversos países latino-americanos. Entre os investimentos estão obras de dragagem, expansão de terminais, ampliação da capacidade operacional e aquisição de equipamentos para movimentação de contêineres, além da chegada de navios de maior porte.

No Brasil, portos como Santos, Paranaguá, Itapoá, Navegantes, Pecém e Itajaí vêm ampliando suas operações para atender ao crescimento do comércio exterior, principalmente nas rotas com a Ásia.

Armadores asiáticos apresentam desempenho superior

O levantamento aponta ainda que as empresas marítimas asiáticas vêm registrando margens operacionais mais elevadas do que as concorrentes europeias. Segundo a análise, esse resultado está diretamente ligado à estratégia de distribuição de suas frotas.

Enquanto os armadores europeus permanecem mais expostos às rotas ligadas ao continente europeu — afetadas pela desaceleração das exportações locais —, as companhias asiáticas concentram maior capacidade em mercados impulsionados pelo dinamismo exportador do Extremo Oriente.

Entre as dez maiores transportadoras marítimas do mundo, apenas a Ocean Network Express (ONE) e a ZIM Integrated Shipping Services têm como principal foco a rota transpacífica. No caso da ZIM, esse corredor representa 52% de toda a sua capacidade operacional.

Já a HMM e a Hapag-Lloyd concentram boa parte de suas operações na ligação entre o Extremo Oriente e a Europa. A HMM, por exemplo, direciona 53% de sua capacidade total para essa rota.

Crise no Mar Vermelho altera a distribuição das frotas

A Alphaliner destaca que a crise no Mar Vermelho modificou significativamente a alocação da frota mundial de contêineres. Os ataques contra embarcações comerciais levaram diversas empresas a suspender temporariamente a passagem pelo Canal de Suez, optando pelo desvio através do Cabo da Boa Esperança, no sul da África.

Com trajetos mais longos, as viagens passaram a exigir um número maior de navios para transportar o mesmo volume de cargas. Como resultado, a rota entre o Extremo Oriente e a Europa tornou-se a principal responsável por absorver capacidade adicional da indústria global de contêineres.

Estimativas da UNCTAD indicam que o aumento das distâncias percorridas elevou os custos operacionais, ampliou as emissões de gases e reduziu a previsibilidade das cadeias logísticas internacionais.

O estudo também mostra que MSC Mediterranean Shipping Company e Maersk destinam aproximadamente 31% de suas frotas para operações na América Latina e na África, percentual superior ao direcionado por ambas ao comércio transpacífico.

Em sentido contrário, a Yang Ming Marine Transport Corporation mantém forte concentração na Ásia. Apenas 2% de sua capacidade está voltada para a América Latina, enquanto 91% permanece distribuída entre as rotas Extremo Oriente–Europa, Ásia–América do Norte e o mercado intra-asiático.

Portos brasileiros ganham importância estratégica

O avanço da América Latina no cenário do transporte marítimo abre espaço para que os portos da região ampliem sua participação no comércio internacional. Ao mesmo tempo, aumenta a necessidade de investimentos em infraestrutura, conectividade terrestre, eficiência operacional e segurança regulatória.

A expectativa é de que o fortalecimento das relações comerciais entre América Latina e Ásia continue impulsionando novos serviços marítimos e a chegada de embarcações cada vez maiores aos portos latino-americanos, reforçando o papel estratégico da região na reorganização das cadeias globais de suprimentos.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

Ler Mais
Comércio Internacional

Fretes marítimos de contêineres atingem maior patamar em quatro anos e pressionam comércio global

As tarifas spot de frete marítimo de contêineres voltaram a subir de forma expressiva e alcançaram os níveis mais elevados dos últimos quatro anos. O avanço é impulsionado pela corrida de importadores para antecipar embarques antes de novas tarifas comerciais, além das incertezas provocadas pelas tensões no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio internacional.

Os principais indicadores globais mostram que os preços se aproximam dos patamares registrados durante o auge da pandemia, quando a logística internacional enfrentou severas restrições de capacidade.

Índices globais registram forte alta nas principais rotas

O World Container Index, da Drewry, avançou 9% em uma semana e atingiu US$ 4.530 por contêiner de 40 pés (FEU).

Nas rotas entre a Ásia e os Estados Unidos, os aumentos foram ainda mais expressivos. O frete entre Xangai e Nova York subiu 11%, chegando a US$ 7.902 por FEU, enquanto o trajeto entre Xangai e Los Angeles avançou 10%, alcançando US$ 6.349.

Já nos serviços entre a Ásia e a Europa, os embarques para Roterdã registraram alta de 7%, para US$ 4.682 por FEU, e os destinados a Gênova aumentaram 10%, atingindo US$ 6.360.

Outro fator que contribui para a pressão sobre os preços é a redução da oferta de navios. Na próxima semana, a Drewry identificou oito blank sailings (cancelamentos de viagens) nas rotas transpacíficas, diminuindo a capacidade disponível para o transporte de cargas.

Freightos confirma aceleração dos fretes

Os dados da Freightos seguem a mesma tendência.

Na última semana, os fretes entre a Ásia e as costas Oeste e Leste dos Estados Unidos avançaram 8%, alcançando aproximadamente US$ 6.200 e US$ 8.000 por FEU, respectivamente.

Desde meados de maio, essas rotas acumulam altas de 120% e 85%.

No mercado europeu, os embarques para o Norte da Europa chegaram a US$ 4.900 por FEU, crescimento de 70% no período. Já os fretes para o Mediterrâneo atingiram US$ 6.500, avanço de 85%, superando inclusive os picos sazonais registrados em 2025.

Companhias marítimas elevam tarifas e sobretaxas

Diante da forte demanda, as grandes armadoras também reajustaram seus preços.

A HMM anunciou uma nova sobretaxa de alta temporada (Peak Season Surcharge – PSS) de US$ 3 mil por contêiner de 40 pés, válida a partir de 15 de julho.

Já a CMA CGM elevou sua tarifa Freight All Kinds (FAK) para a rota entre Ásia e Norte da Europa para US$ 6.300 por FEU, além de aplicar uma sobretaxa adicional de US$ 1 mil por TEU.

Nas operações destinadas ao Mediterrâneo, especialmente para cargas com destino à Argélia, os valores chegaram a US$ 10.200 por contêiner de 40 pés.

Antecipação de embarques impulsiona a demanda

O principal fator por trás da disparada dos preços é a antecipação das exportações.

Importadores vêm acelerando o envio de mercadorias diante da possibilidade de os Estados Unidos adotarem novas tarifas entre 10% e 12,5% sobre produtos de dezenas de países, em meio às discussões envolvendo trabalho forçado e política comercial.

Segundo o analista Lars Jensen, especialista no mercado de contêineres, o comportamento dos fretes reflete um desequilíbrio entre oferta e demanda.

Para ele, os navios operam praticamente com capacidade máxima, permitindo que as tarifas acompanhem a forte procura por espaço nas embarcações.

Oferta não acompanha crescimento da demanda

Levantamento da consultoria Linerlytica mostra que a demanda global por transporte de contêineres, medida em TEU-milha, cresce atualmente 7,3%, enquanto a oferta da frota mundial avança 5,4%.

Esse descompasso representa o maior desequilíbrio entre oferta e demanda desde o fim de 2024.

Ao mesmo tempo, o congestionamento portuário voltou a aumentar. Atualmente, quase 11% da frota mundial de navios porta-contêineres permanece fundeada aguardando atracação, o maior índice desde 2022.

Maersk revisa projeções após recuperação do mercado

O cenário favorável também levou a Maersk a revisar suas perspectivas financeiras para 2026.

Depois de alertar anteriormente para a possibilidade de prejuízo operacional de até US$ 1,5 bilhão, a companhia agora projeta um lucro operacional entre US$ 2 bilhões e US$ 4 bilhões.

A estimativa de EBITDA também foi elevada, passando para uma faixa entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões.

Além disso, a armadora revisou sua expectativa para o crescimento da demanda global por transporte marítimo de contêineres, elevando a projeção de cerca de 2% a 4% para aproximadamente 4% em 2026.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Logística

Maersk moderniza contêineres refrigerados com tecnologia IoT e conectividade de última geração

A Maersk iniciou a modernização de sua frota de contêineres refrigerados (reefers) com a instalação de uma nova geração de dispositivos de Internet das Coisas (IoT). O objetivo da empresa é equipar todos os equipamentos refrigerados com a nova tecnologia ao longo dos próximos anos, ampliando a visibilidade das cargas e a eficiência das operações logísticas.

A iniciativa faz parte da estratégia de transformação digital da companhia para oferecer monitoramento mais preciso e maior disponibilidade de dados durante todo o transporte de cargas refrigeradas.

Monitoramento em tempo real ganha mais eficiência

Segundo Bruce Marshall, responsável pela área de cargas refrigeradas da Maersk, a atualização permitirá um fluxo de informações mais confiável durante toda a jornada dos contêineres.

A expectativa é que a nova infraestrutura ofereça acesso em tempo real aos dados da carga, atendendo à crescente demanda dos clientes da cadeia do frio por informações precisas sobre localização e condições do transporte.

Nova plataforma digital já está presente em 450 navios

Paralelamente à atualização dos contêineres, a Maersk conclui a implantação de uma plataforma de conectividade digital em cerca de 450 embarcações da frota.

De acordo com a companhia, essa infraestrutura servirá como base para futuras soluções inteligentes voltadas ao rastreamento, gerenciamento e otimização das cargas transportadas.

Bruce Marshall explica que a substituição dos diferentes modelos de dispositivos utilizados nos últimos anos permitirá padronizar a frota e oferecer uma experiência mais uniforme aos clientes.

Tecnologia deve ampliar serviços oferecidos aos clientes

Desde 2019, a empresa disponibiliza aos embarcadores a plataforma Captain Peter, ferramenta que acompanha a carga desde o lacre do contêiner até a entrega no destino final.

Com a nova geração de dispositivos IoT, a expectativa é ampliar as funcionalidades da solução, que deverá evoluir de um sistema de monitoramento para uma plataforma capaz de interpretar os dados coletados e fornecer recomendações inteligentes para apoiar a tomada de decisão dos clientes.

Segundo a Maersk, a melhoria na qualidade e na disponibilidade das informações será um dos principais diferenciais da atualização tecnológica.

30% da frota já recebeu os novos dispositivos

Até o momento, aproximadamente 30% dos contêineres refrigerados da empresa já foram equipados com a nova tecnologia.

Os novos dispositivos oferecem capacidade de processamento superior às versões anteriores e são compatíveis com redes 4G e 5G, mantendo também funcionamento em conexões 2G e 3G.

Além disso, contam com recursos aprimorados de segurança, atendem às normas da Organização Marítima Internacional (IMO) e utilizam painéis solares para geração de energia, garantindo operação contínua durante o transporte.

Digitalização fortalece a logística da cadeia do frio

Com a atualização tecnológica, a Maersk reforça sua estratégia de digitalização da logística refrigerada, oferecendo maior controle sobre as operações, mais confiabilidade no monitoramento das cargas e ferramentas que devem contribuir para aumentar a eficiência da cadeia de suprimentos global.

FONTE: Maersk
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

Ler Mais
Transporte

Frete marítimo registra alta de 9% nas principais rotas internacionais

O custo do frete marítimo voltou a subir nas principais rotas globais de transporte de contêineres. De acordo com o World Container Index (WCI), elaborado pela consultoria Drewry, o índice avançou 9% na última semana, alcançando US$ 4.530 por contêiner de 40 pés. O movimento foi impulsionado, principalmente, pelo aumento das tarifas nas rotas Transpacífico e Ásia-Europa.

Rotas entre Ásia e Estados Unidos lideram aumento das tarifas

No corredor Transpacífico, as tarifas spot mantiveram trajetória de alta. O transporte entre Xangai e Nova York registrou aumento de 11%, chegando a US$ 7.902 por contêiner de 40 pés. Já a rota entre Xangai e Los Angeles teve elevação de 10%, atingindo US$ 6.349.

Segundo a Drewry, as companhias de navegação seguem anunciando reajustes gerais de tarifas (GRI) e sobretaxas de alta temporada (PSS) para o mês de julho, diante da expectativa de maior movimentação de cargas.

Um dos exemplos citados pela consultoria é a HMM, que passará a aplicar uma sobretaxa de US$ 3.000 por contêiner de 40 pés a partir de 15 de julho. A expectativa é que os valores continuem avançando nas próximas semanas.

Mercado Ásia-Europa também registra valorização

As rotas entre a Ásia e a Europa também apresentaram aumento nos preços. As empresas de navegação elevaram as tarifas Freight All Kinds (FAK) e aplicaram novas sobretaxas de alta temporada em resposta ao fortalecimento da demanda.

O frete entre Xangai e Gênova subiu 10%, chegando a US$ 6.360 por contêiner, enquanto a ligação entre Xangai e Roterdã registrou alta de 7%, alcançando US$ 4.682.

Demanda aquecida e cenário geopolítico influenciam o mercado

Na avaliação da Drewry, o mercado global de transporte marítimo de contêineres segue resiliente em 2026, sustentado pela antecipação da demanda da alta temporada e pelos custos elevados provocados por instabilidades geopolíticas.

A consultoria destaca que o acordo provisório entre Estados Unidos e Irã contribuiu para a reabertura do Estreito de Ormuz, permitindo a retomada gradual do tráfego de embarcações após a retirada de navios que estavam retidos e a definição de corredores de navegação autorizados.

Riscos no Oriente Médio ainda preocupam o setor

Apesar da melhora operacional na região, a Drewry alerta que o ambiente continua marcado por elevada incerteza. A suspensão das operações de escolta de navios, após um ataque contra um porta-contêineres nas proximidades de Omã, mantém elevados os riscos para a navegação.

Segundo a consultoria, as tensões geopolíticas no Oriente Médio seguem sendo um dos principais fatores de pressão sobre o mercado internacional de frete marítimo, influenciando os custos logísticos e as perspectivas para as próximas semanas.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

Ler Mais
Transporte

Transporte marítimo registra 2.818 incidentes em 2025, aponta relatório da Allianz

O transporte marítimo mundial registrou 2.818 incidentes e acidentes em 2025 envolvendo embarcações com mais de 100 toneladas brutas. O número representa uma redução de aproximadamente 16% em relação a 2024, quando foram contabilizados 3.353 casos.

Os dados fazem parte do relatório “Análise de Segurança e Riscos do Transporte Marítimo 2026”, elaborado pela Allianz Commercial, que avalia a evolução da segurança operacional e os principais desafios enfrentados pela navegação internacional.

Mediterrâneo e Mar do Norte concentram maior número de ocorrências

Entre as regiões analisadas, o Mediterrâneo Oriental e o Mar Negro lideraram o número de registros, com 622 incidentes ao longo de 2025.

Na sequência aparecem as Ilhas Britânicas, o Mar do Norte, o Canal da Mancha e o Golfo da Biscaia, que somaram 619 ocorrências. Juntas, essas áreas responderam por cerca de 44% dos casos registrados entre as dez regiões mais movimentadas do mundo.

Considerando o período entre 2016 e 2025, foram contabilizados 28.660 incidentes em escala global. Nesse intervalo, as Ilhas Britânicas e regiões adjacentes concentraram 5.953 ocorrências, seguidas pelo Mediterrâneo Oriental e Mar Negro, com 5.448 registros.

Falhas mecânicas seguem como principal causa dos acidentes

O levantamento mostra que falhas em máquinas e equipamentos continuam sendo o principal fator de risco para a navegação.

Somente em 2025, esse tipo de ocorrência foi responsável por 1.505 incidentes, equivalentes a 53% do total registrado no ano.

Na sequência aparecem as colisões entre embarcações, com 260 casos, além de incêndios e explosões (218) e encalhes (202).

Ao longo da última década, os problemas mecânicos responderam por 12.991 ocorrências, mantendo-se como a principal causa de acidentes marítimos no mundo.

Perda de embarcações atinge menor nível da década

Outro dado destacado pelo estudo é a redução das perdas totais de navios.

Em 2025, foram registrados 43 navios perdidos, o menor número anual observado durante todo o período analisado pela Allianz Commercial.

Apesar da melhora nos indicadores globais, algumas regiões continuam concentrando a maior parte das perdas. O sul da China, Indochina, Indonésia e Filipinas lideram esse ranking na última década, com 255 embarcações perdidas, reflexo do intenso fluxo marítimo nessas rotas comerciais.

Na sequência aparecem o Mediterrâneo Oriental e o Mar Negro, com 120 perdas, além da região formada por Japão, Coreia e norte da China, com 67 registros.

Navios de carga geral lideram estatísticas de perdas

Entre os diferentes tipos de embarcações, os navios de carga geral apresentaram o maior número de perdas entre 2016 e 2025, totalizando 328 unidades.

Também aparecem entre os mais afetados as embarcações de pesca (141), navios de passageiros (69), rebocadores (56) e navios químicos e de produtos (54).

Quanto às causas das perdas totais, os naufrágios responderam por 368 casos, o equivalente a 41% do total. Incêndios e explosões representaram 20% das perdas, enquanto os encalhes corresponderam a 19%.

Esses três fatores concentraram aproximadamente 80% de todas as embarcações perdidas no período.

Conflitos e riscos geopolíticos aumentam desafios para o setor

Embora os indicadores de segurança tenham apresentado melhora, a Allianz Commercial alerta que o transporte marítimo internacional enfrenta um cenário de crescente instabilidade.

Segundo o relatório, fatores como conflitos geopolíticos, interrupções em rotas estratégicas, envelhecimento da frota mundial e aumento dos custos de manutenção vêm ampliando os riscos operacionais.

O estudo destaca que cerca de 90% do comércio internacional depende do modal marítimo, tornando a segurança das operações um elemento essencial para o funcionamento da economia global.

Nesse contexto, a avaliação é de que o setor precisará priorizar cada vez mais a resiliência operacional, equilibrando eficiência, gestão de riscos e capacidade de adaptação diante de um ambiente internacional marcado por maior volatilidade.

Apesar dos desafios, o relatório aponta que a redução tanto dos incidentes quanto das perdas totais de embarcações em 2025 demonstra avanços importantes na segurança marítima, ainda que esses resultados permaneçam sob pressão diante das transformações geopolíticas e econômicas em curso.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mundo Marítimo

Ler Mais
Portos

Portos da China dominam ranking global em movimentação de cargas em 2025, com 8 entre os 10 maiores do mundo

A China consolidou em 2025 sua posição como potência logística global, ao ocupar oito das dez primeiras posições no ranking mundial de movimentação portuária. O dado foi divulgado por autoridades do setor de transportes do país e reforça a liderança chinesa no comércio marítimo internacional.

O desempenho é sustentado por volumes recordes de carga portuária, expansão da infraestrutura e crescimento contínuo da frota mercante.

Portos chineses registram volumes recordes de carga e contêineres

De acordo com o vice-ministro dos Transportes, Li Xinghu, os portos chineses movimentaram cerca de 18,3 bilhões de toneladas de carga em 2024, além de 354 milhões de TEUs (unidade equivalente a vinte pés) em contêineres.

O país também lidera em capacidade marítima, com uma frota de navios próprios que soma aproximadamente 490 milhões de toneladas de porte bruto (TPB).

Movimentação diária supera milhões de toneladas

Em média, os portos da China registraram em 2025 mais de 50 milhões de toneladas de carga por dia e cerca de 970 mil TEUs diários.

O fluxo marítimo também impressiona no número de embarcações: foram aproximadamente 98.200 movimentações de navios por dia, incluindo cerca de 1.236 viagens internacionais, segundo dados oficiais.

Transporte hidroviário reforça liderança logística

O sistema de hidrovias chinesas também atingiu patamar recorde, com movimentação próxima de 15 trilhões de tonelada-quilômetro em 2025.

Esse volume representa mais da metade do desempenho total do sistema de transporte do país, evidenciando a importância das rotas fluviais e costeiras para a logística nacional e o escoamento da produção industrial.

Expansão de infraestrutura portuária no plano quinquenal

Durante o período do 14º Plano Quinquenal (2021–2025), a China ampliou de forma significativa sua infraestrutura logística.

Foram adicionados 469 novos ancoradouros capazes de receber navios acima de 10 mil toneladas, elevando o total para 3.061 estruturas desse tipo no país.

Além disso, foram construídos cerca de 2.500 quilômetros de hidrovias de alto padrão, totalizando uma malha de 18.500 quilômetros.

Terminais automatizados impulsionam eficiência portuária

A modernização também avançou com a implantação de tecnologia. Até 2025, a China já operava 60 terminais automatizados, sendo 30 dedicados exclusivamente a contêineres.

Essas estruturas reforçam o foco do país em eficiência logística, digitalização e aumento da capacidade operacional dos portos chineses, que seguem entre os mais movimentados e estratégicos do mundo.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xinhua

Ler Mais
Portos

Portos brasileiros enfrentam desafios até 2035, aponta estudo inédito da Antaq

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) aprovou um estudo inédito que traça um panorama dos principais desafios que poderão impactar os portos brasileiros até 2035. Intitulado “Riscos Globais Portuários”, o levantamento reúne análises estratégicas para apoiar o planejamento de longo prazo diante de um cenário marcado por mudanças climáticas, transformações tecnológicas, instabilidade geopolítica e novas demandas do comércio internacional.

A iniciativa integra a Agenda Ambiental e de Segurança Aquaviária 2025-2026 e foi desenvolvida em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), por meio de um acordo de cooperação técnica.

Estudo servirá de base para políticas públicas e investimentos

Após ser concluído, o material foi analisado pela Superintendência de ESG e Inovação (Sesgi) da Antaq e aprovado pela diretoria da agência. O objetivo é oferecer uma ferramenta de inteligência regulatória capaz de orientar decisões relacionadas a investimentos, gestão de riscos e formulação de políticas públicas para o setor portuário.

Segundo a Antaq, antecipar ameaças tornou-se fundamental para aumentar a capacidade de adaptação dos portos brasileiros e garantir maior eficiência diante das constantes mudanças no ambiente econômico global.

Pesquisa ouviu especialistas e adaptou metodologia internacional

Para elaborar o diagnóstico, os pesquisadores utilizaram como referência a metodologia aplicada pelo Fórum Econômico Mundial em seu relatório anual de riscos globais, adaptando-a à realidade brasileira.

O estudo reuniu revisão de literatura científica, análise de relatórios de sustentabilidade de portos nacionais e a contribuição de 125 especialistas e gestores do setor. Como resultado, foram produzidos um relatório técnico completo e uma versão executiva destinada a subsidiar decisões estratégicas.

Instabilidade política e falhas nas cadeias de suprimentos preocupam o setor

Entre os riscos considerados mais críticos para os próximos anos, o levantamento destaca:

  • instabilidade política;
  • conflitos geoeconômicos;
  • excesso regulatório;
  • aumento da carga tributária;
  • interrupções em infraestruturas digitais críticas;
  • falhas nas cadeias globais de suprimentos.

Outro dado relevante é que cerca de 74% dos riscos analisados permanecem classificados como elevados tanto no curto quanto no longo prazo, indicando que grande parte dos desafios possui caráter estrutural e exigirá ações permanentes.

Mudanças climáticas lideram os riscos para 2035

Na avaliação da Antaq, as mudanças climáticas representam a principal ameaça para o sistema portuário brasileiro na próxima década.

Entre os impactos previstos estão eventos climáticos extremos, elevação do nível do mar, erosão costeira, escassez de recursos naturais e os desafios relacionados à descarbonização do transporte marítimo, fatores que podem comprometer operações e investimentos em infraestrutura.

Digitalização amplia necessidade de segurança cibernética

O estudo também aponta que o avanço da transformação digital nos portos exige investimentos crescentes em segurança cibernética, proteção de infraestruturas críticas, integração de sistemas e qualificação profissional para acompanhar a expansão da automação e da inteligência artificial.

Na área econômica, permanecem como fatores de atenção a perda de competitividade, a elevada carga tributária, a insegurança regulatória e os reflexos das tensões geopolíticas sobre as rotas globais de comércio.

Recomendações buscam fortalecer a resiliência do setor

Além de mapear os riscos, o relatório apresenta medidas para aumentar a capacidade de resposta dos portos brasileiros. Entre as recomendações estão a adoção de estratégias de adaptação às mudanças climáticas, aceleração da modernização digital, criação de um sistema permanente de monitoramento de riscos, ampliação das parcerias com universidades e centros de pesquisa e incentivo ao desenvolvimento de soluções inovadoras.

O documento também defende mecanismos de financiamento para infraestrutura resiliente e programas de capacitação profissional, reforçando que a preparação para os desafios futuros dependerá da atuação integrada entre governo, autoridades portuárias, operadores e demais agentes da cadeia logística.

Segundo a Antaq, os resultados do estudo passarão a compor a base técnica utilizada na formulação de políticas regulatórias e poderão contribuir para decisões do Ministério de Portos e Aeroportos, além de subsidiar análises relacionadas aos contratos do setor e ao processo de modernização da infraestrutura portuária brasileira.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook