Logística

CMA CGM define novas tarifas FAK do subcontinente indiano para a América Latina

A CMA CGM anunciou a adoção de novas tarifas FAK (Freight All Kinds) para embarques com origem no subcontinente indiano e destino à América Latina. Os novos valores passam a valer a partir de 15 de fevereiro de 2026, conforme comunicado da companhia marítima.

As tarifas contemplam o frete marítimo básico e os adicionais relacionados ao combustível, mas não incluem cobranças extras, como taxas de manuseio em terminal (THC), sobretaxa de alta temporada e encargos de segurança, que poderão ser aplicados conforme o caso.

Tarifas variam conforme destino e tipo de contêiner

Entre os principais portos atendidos, a CMA CGM estabeleceu tarifas de US$ 2.900 para contêineres de 20 e 40 pés com destino a Caucedo. Já para Buenaventura, San Antonio, Callao e Guayaquil, os valores variam entre US$ 2.200 e US$ 2.400, de acordo com o tamanho do equipamento.

No caso de Kingston, as tarifas FAK foram fixadas em US$ 3.000 para contêineres de 20 pés e US$ 3.300 para os de 40 pés.

Portos do Caribe e Panamá têm ampla variação de preços

Para destinos como Manzanillo (Panamá), Cartagena, La Guaira e Puerto Cabello, os valores anunciados pela companhia variam entre US$ 2.400 e US$ 4.500, dependendo do tipo e da dimensão do contêiner utilizado no transporte.

Carga seca e perigosa estão incluídas

As novas tarifas FAK da CMA CGM se aplicam tanto a cargas secas quanto a cargas perigosas, com destino à América Central e à costa oeste da América do Sul. A empresa reforçou que outros encargos locais podem ser adicionados e que a relação completa de sobretaxas está disponível em seu portal oficial de tarifas.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Logística

Cabotagem no Porto de Natal: Codern e Fiern avaliam potencial logístico e oportunidades para o RN

As oportunidades da cabotagem no Porto de Natal estiveram no centro de uma reunião entre a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) e a Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern). O encontro teve como foco a análise do transporte marítimo de curta distância como alternativa estratégica para fortalecer a logística portuária e impulsionar o desenvolvimento econômico do estado.

O presidente da Codern, Paulo Henrique Macedo, recebeu o presidente da Fiern, Roberto Serquiz, na sede da companhia. Durante a conversa, foram discutidos caminhos para ampliar o uso da cabotagem, considerando o potencial do Porto de Natal na integração da cadeia logística potiguar.

Cabotagem como alternativa para a logística do estado

De acordo com a Fiern, a federação acompanha há anos as iniciativas voltadas à valorização do transporte marítimo como solução viável para reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade da indústria local. A entidade destacou que tem atuado de forma contínua para evidenciar os benefícios da cabotagem como vetor de crescimento regional, em articulação com diferentes atores do setor.

Participação de lideranças das duas instituições

Roberto Serquiz esteve acompanhado do segundo diretor-secretário da Fiern, Etelvino Patrício, que atua diretamente na agenda de cabotagem no Rio Grande do Norte, além do primeiro diretor-tesoureiro da federação, Djalma Júnior, e da coordenadora executiva de Relações Institucionais e de Mercado, Ana Adalgisa Dias.

Pela Codern, também participaram da reunião o diretor técnico e comercial, Paulo Sidney, e o gerente de operações, Rodolfo Gois, que contribuíram com avaliações técnicas sobre a operação portuária e as possibilidades de expansão do modal marítimo.

FONTE: Datamar News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Negócios

Maersk reestrutura rede marítima, corta custos e sustenta crescimento mesmo com queda nas tarifas

A Maersk, uma das maiores empresas globais de transporte marítimo e logística integrada, fechou 2025 com receita de US$ 54 bilhões, mantendo trajetória de crescimento apesar da pressão sobre as tarifas de frete. O EBITDA somou US$ 9,5 bilhões, enquanto o EBIT alcançou US$ 3,5 bilhões, segundo balanço divulgado na quinta-feira (5).

De acordo com a companhia, o resultado foi impulsionado pelo aumento dos volumes transportados, ajustes na rede marítima e uma política rigorosa de controle de custos, em um cenário internacional marcado por volatilidade e excesso de capacidade no setor.

Corte de custos e ajuste da estrutura corporativa

Como parte da estratégia de disciplina financeira, a Maersk anunciou a redução de US$ 180 milhões em custos corporativos. A medida inclui o encerramento de cerca de 1.000 cargos administrativos, o equivalente a aproximadamente 15% das posições corporativas globais.

A empresa afirma que a iniciativa visa tornar a operação mais enxuta e preparada para ciclos de mercado mais desafiadores.

Terminais registram melhor desempenho histórico

O segmento de Terminais apresentou o melhor resultado de sua série histórica, com crescimento de 20% na receita. O desempenho foi impulsionado pelo aumento dos volumes operados, reajustes tarifários e maior receita com armazenagem.

No quarto trimestre, os volumes avançaram 8,4%, com destaque para as operações nas Américas e na Europa, reforçando a relevância desses mercados para o grupo.

Divisão Ocean cresce em volume, mas sofre com tarifas

Na divisão Ocean, responsável pelo transporte marítimo de contêineres, os volumes cresceram 4,9% em 2025, acompanhando o ritmo do mercado global. A rentabilidade, porém, foi impactada pela queda das tarifas de frete, consequência direta da elevada oferta de navios no mercado internacional.

Mesmo diante desse cenário, a Maersk destacou ganhos operacionais com a nova rede Leste-Oeste, que atingiu mais de 90% de pontualidade, contribuindo para maior confiabilidade do serviço e redução de custos.

Logística avança em eficiência e passa por reorganização

O segmento de Logística & Serviços apresentou evolução gradual nas margens e na eficiência operacional, especialmente nas áreas de armazenagem e e-fulfillment. A companhia reconhece, no entanto, que o negócio ainda não atingiu todo o seu potencial.

Em 2025, a divisão passou por uma reorganização e foi estruturada em três frentes: Landside, com gestão local; Forwarding, sob gestão global; e Solutions, também com comando global.

Perspectivas para 2026 e foco no longo prazo

Para 2026, a Maersk projeta crescimento do mercado global de contêineres entre 2% e 4%, com a expectativa de acompanhar o desempenho do setor. A empresa também anunciou a revisão da vida útil contábil de seus navios, ampliando o período de 20 para 25 anos.

A mudança deve gerar uma redução de custos estimada em US$ 700 milhões, reforçando a estratégia de eficiência financeira e sustentabilidade dos resultados no médio e longo prazo.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/JP

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Portos

Porto de Porto Alegre se prepara para receber navio de longo curso

Porto Alegre se prepara para receber mais um navio de longo curso, que realiza transporte marítimo entre portos de diferentes países, no próximo dia 14, segundo a Portos RS. A chegada faz parte de um total de cinco embarcações previstas para atracarem na capital até o fim de fevereiro. O primeiro navio, o Equinox Eagle, transportou 11 mil toneladas de fertilizante nitrato de potássio desde São Petersburgo, na Rússia, e chegou ao porto no dia 26 de janeiro.

Navegação noturna ainda depende de autorização

A retomada da navegação de longo curso e a liberação da navegação noturna foram sancionadas em janeiro pelo governador Eduardo Leite, em ato realizado no Palácio Piratini com órgãos estaduais. Apesar da expectativa, a operação de navios à noite, aguardada há 42 anos, ainda não tem data definida, dependendo da aprovação de órgãos reguladores. A volta do tráfego internacional foi organizada de forma integrada entre a Autoridade Portuária, a Marinha do Brasil e a praticagem da Lagoa dos Patos.

Dragagem é prioridade para o setor industrial

Empresários do setor apontam que a dragagem dos canais é um dos principais desafios da navegação interior gaúcha. No fim de 2024, encalhes de grandes navios prejudicaram operações de importantes indústrias da região Metropolitana. A Federação das Indústrias do RS (Fiergs) saudou a retomada das atividades.

“Durante o período em que a hidrovia e o Porto de Porto Alegre permaneceram impraticáveis, o Conselho de Infraestrutura (Coinfra), por meio do Grupo Técnico de Logística, atuou junto ao governo e à Portos RS, defendendo a priorização da dragagem e a retomada das operações portuárias”, afirmou Cláudio Bier, presidente do Sistema Fiergs.

Bier reforçou a importância de um programa permanente de dragagem e da instalação de dispositivos de proteção nos pilares das pontes sobre o Guaíba. O acúmulo de sedimentos, causado por enchentes nos rios Taquari, Sinos e Gravataí, reduziu a profundidade dos canais para 5,18 metros, limitando a circulação de grandes embarcações. Anualmente, cerca de seis milhões de toneladas de cargas passam por essa hidrovia. A Portos RS investiu R$ 258 milhões, com recursos do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), para recuperar a navegabilidade da região.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Camila Cunha

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Transporte

Evergreen encomenda 23 navios porta-contêineres de médio porte com entregas entre 2028 e 2029

A Evergreen Marine confirmou a encomenda de 23 navios porta-contêineres de médio porte, com entregas previstas entre 2028 e 2029. O novo programa de construção será executado em estaleiros chineses e amplia a estratégia de crescimento e renovação da frota da armadora, segundo informações divulgadas pela Alphaliner.

Estaleiros chineses concentram o novo programa de construção

Os contratos foram distribuídos entre os estaleiros Yangzijiang Shipbuilding e CSSC Guangzhou Wenchong Shipyard. As encomendas serão formalizadas por meio da Evergreen Marine (Asia), subsidiária da companhia registrada em Singapura.

O plano contempla:

  • 7 navios de 5.900 TEUs, que serão construídos pela Yangzijiang Shipbuilding;
  • 16 navios de 3.100 TEUs, que ficarão a cargo do estaleiro Guangzhou Wenchong.

Com essa nova rodada de investimentos, a Evergreen passa a contar com uma carteira total de 53 navios encomendados, considerando pedidos anteriores.

Propulsão convencional com foco em flexibilidade futura

Apesar de optar por propulsão convencional, a Evergreen pretende que as novas embarcações sejam preparadas para adaptações futuras, possibilitando a conversão para combustíveis alternativos, como metanol ou gás natural liquefeito (GNL). A medida segue a tendência do setor marítimo de buscar maior flexibilidade diante das exigências ambientais e regulatórias.

As primeiras entregas estão previstas para meados de 2028, com conclusão do cronograma ao longo de 2029.

Valores variam conforme porte e especificações técnicas

De acordo com a armadora, os valores dos contratos variam conforme o tamanho e o nível de especificação de cada navio:

  • Entre US$ 67 milhões e US$ 82 milhões para as embarcações maiores;
  • Entre US$ 46 milhões e US$ 56 milhões para os navios de menor porte.

O custo final dependerá das soluções técnicas e dos equipamentos definidos para cada unidade.

Projetos consagrados no segmento de médio porte

O estaleiro Guangzhou Wenchong será responsável por uma variante do projeto “Wenchong Swan 3100”, modelo já conhecido pela Evergreen. Atualmente, a armadora opera 11 navios dessa classe, identificados internamente como “Classe Ever-V”.

Já a Yangzijiang Shipbuilding costuma trabalhar com projetos desenvolvidos pelo Instituto Chinês de Projeto e Pesquisa de Navios Mercantes (MARIC). Nesse segmento, o modelo “MARIC Hercules 6000” é frequentemente adotado, embora o projeto final das novas unidades ainda não tenha sido oficialmente confirmado.

Fonte: Mundo Marítimo (com informações da Alphaliner).

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: REPRODUÇÃO MUNDO MARÍTIMO

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Portos

Portonave amplia conexões internacionais com a nova linha ZIM Gulf Toucan

Nova linha fortalece a logística entre o Sul do Brasil e o Caribe
A Portonave, terminal portuário privado localizado em Navegantes (SC), anunciou a expansão de seu portfólio de serviços com a inclusão da linha ZIM Gulf Toucan (ZGT). A operação, conduzida pela armadora ZIM Integrated Shipping Services, passa a conectar a costa leste da América do Sul a relevantes polos logísticos do Caribe, da costa leste dos Estados Unidos e do Golfo do México.

Frequência semanal e ampla cobertura de portos internacionais
De acordo com a empresa, o novo serviço contará com frequência semanal e será operado por oito navios. As escalas abrangem portos do Brasil, Argentina e Uruguai, além de terminais estratégicos na Jamaica, Colômbia, México e Estados Unidos, ampliando as alternativas de transporte marítimo para exportadores e importadores da região Sul.

Perfil das cargas e modelo operacional da ZGT
A expectativa é que a ZIM Gulf Toucan movimente, principalmente, cargas como madeira e derivados, papel e celulose, maquinários, metais comuns, produtos químicos, além de carnes congeladas e alimentos em geral.
A operação ocorre no formato Vessel Sharing Agreement (VSA), modelo em que diferentes armadores compartilham os mesmos navios. Nesse arranjo, a ZIM lidera o serviço, enquanto a Ocean Network Express (ONE) adquire espaços nas embarcações.

Portonave consolida posição entre os principais terminais do país
Fundada em 2007 como o primeiro terminal portuário privado do Brasil, a Portonave alcançou, em 2025, a quarta colocação no ranking nacional de movimentação de contêineres cheios em longo curso, com 9% de participação no volume total do país.
No âmbito institucional, o terminal também recebeu o Selo Diamante de Sustentabilidade, concedido pelo Ministério de Portos e Aeroportos, e foi reconhecido como uma das melhores empresas de grande porte para se trabalhar em Santa Catarina.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Transporte

Número de navios dual fuel quase dobra em 2025 e encomendas seguem aquecidas

O número de navios dual fuel — embarcações capazes de operar com combustíveis alternativos de menor emissão — quase dobrou em 2025, de acordo com dados recentes do World Shipping Council (WSC). A atualização anual do Dual-Fuel Fleet Dashboard revela que os armadores seguem investindo fortemente nessa tecnologia, mesmo diante da ausência de regras regulatórias definitivas para emissões.

Carteira de encomendas mantém ritmo acelerado

Segundo o WSC, a frota de porta-contêineres e navios transportadores de veículos com sistema dual fuel atingiu 400 unidades ao final de 2025, quase o dobro das 218 registradas em 2024. Além disso, há 726 embarcações ainda em encomenda, garantindo que a tecnologia continue com grande presença na carteira global de navios. Somando frotas em operação e em construção, os dois segmentos devem alcançar 1.126 navios dual fuel, com crescimento de 28% em um ano, representando investimentos superiores a US$ 150 bilhões.

Segmentos líderes na transição energética

Os setores de contêineres e transporte de veículos concentram 74% de todos os navios dual fuel. Em termos de arqueação bruta (DWT), 74% das encomendas de contêineres e 87% das de veículos já utilizam combustíveis alternativos. Nos demais segmentos, a participação é menor, cerca de 21%.

Cruzeiros também avançam na transição: mais de 40% das embarcações em encomenda (31 de 75) foram projetadas para operar com múltiplos combustíveis, principalmente GNL, enquanto 59% da arqueação bruta dos cruzeiros em construção utilizará combustíveis alternativos.

Projeções para a frota global

De acordo com análise da DNV, entre 2026 e 2033 estão previstas entregas de 1.138 navios, dos quais 40% devem operar com combustíveis alternativos, o que poderá quase dobrar a frota desse tipo nos próximos oito anos. Apesar de uma desaceleração nas encomendas movidas a metanol em 2025, devido a limitações de oferta, a tendência de transição energética permanece firme, com navios alternativos representando quase 40% de todos os pedidos do ano.

Continuidade do investimento em 2026

Segundo Jason Stefanatos, diretor global de descarbonização da DNV, o movimento seguiu em 2026: apenas em janeiro foram registrados 20 novos pedidos de navios com combustíveis alternativos, incluindo 16 porta-contêineres a GNL, um navio offshore a metanol e três transportadores de GLP, reforçando a aceleração da adoção dessa tecnologia no transporte marítimo.

FONTE: Maritime Executive
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Transporte

Maersk registra atrasos em navios devido a condições climáticas no Mediterrâneo e no norte da Europa

A Maersk, uma das maiores empresas de transporte marítimo do mundo, informou a ocorrência de atrasos na programação de seus navios em função de condições meteorológicas adversas. Os impactos são mais significativos nas rotas do Mediterrâneo Ocidental e do norte da Europa, afetando o cumprimento dos cronogramas operacionais.

Clima severo afeta rotas estratégicas

Em comunicado divulgado em seu site oficial, a companhia dinamarquesa destacou que suas equipes estão monitorando de perto a situação. Segundo a Maersk, os eventos climáticos severos devem se estender por um período maior do que o inicialmente previsto, exigindo ajustes constantes na operação.

A empresa afirmou manter contato permanente com autoridades portuárias, terminais afetados e operadores dos navios, com foco na gestão de contingências, incluindo a reorganização de berços de atracação e a revisão dos horários das embarcações.

Orientação aos clientes e atualizações operacionais

Diante do cenário, a Maersk recomendou que seus clientes se cadastrem para receber notificações de ETA (horário estimado de chegada). O objetivo é garantir que os embarcadores sejam informados em tempo real sobre alterações de cronograma, à medida que as atualizações operacionais forem inseridas no sistema da companhia.

Golfo de Biscaia concentra os maiores impactos

As principais dificuldades climáticas foram registradas no Golfo de Biscaia, região marítima que abrange importantes portos da França e da Espanha. A área é conhecida por sua instabilidade meteorológica, fator que tem contribuído para os atrasos nas escalas e na navegação.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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Transporte

Maersk e Hapag-Lloyd retomam rotas escoltadas pelo Mar Vermelho

Mudança estratégica envolve Canal de Suez
As companhias de navegação Maersk e Hapag-Lloyd anunciaram a alteração de um serviço compartilhado da Cooperação Gemini, que passará a operar com rotas escoltadas pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez. A decisão prevê o uso de escolta naval como parte de um conjunto ampliado de medidas de segurança.

Em comunicado conjunto, as empresas destacaram que a prioridade permanece sendo a proteção da tripulação, das embarcações e da carga dos clientes, diante do cenário de instabilidade na região.

Serviço IMX’ será o primeiro a operar com escolta
O serviço afetado é o IMX’, que conecta a Índia e o Oriente Médio ao Mediterrâneo. A partir de meados de fevereiro, as mudanças passam a valer para as rotas no sentido oeste, operadas pelo navio Albert Maersk, e para as rotas no sentido leste, realizadas pelo Astrid Maersk.

As empresas também informaram que os serviços SE1 e SE3 deverão, em um estágio posterior, transitar pelo Mar Vermelho e pelo Canal de Suez dentro do mesmo modelo operacional.

Implementação será gradual
Segundo Maersk e Hapag-Lloyd, a adoção das novas rotas ocorrerá de forma gradual, com o objetivo de reduzir impactos operacionais e minimizar eventuais transtornos aos clientes. As companhias afirmam que novas atualizações serão divulgadas conforme o avanço do processo e que, neste momento, não há previsão de outras mudanças na malha da Cooperação Gemini relacionadas ao Mar Vermelho.

Monitoramento contínuo da segurança no Oriente Médio
As duas armadoras reforçaram que seguem monitorando atentamente a situação de segurança no Oriente Médio. Qualquer ajuste adicional nos serviços dependerá da estabilidade contínua na região do Mar Vermelho, especialmente diante do risco de novos ataques de milicianos houthis — fator que levou diversas empresas marítimas a suspender operações na área ao longo de 2023.

Cooperação Gemini reúne dezenas de serviços globais
A Cooperação Gemini foi oficialmente lançada em 1º de fevereiro de 2025 e reúne uma ampla rede de 29 serviços principais compartilhados e outros 29 serviços alimentadores, voltados às rotas leste-oeste, ampliando a integração operacional entre Maersk e Hapag-Lloyd.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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Notícias

EUA aplicam multa milionária à MSC por irregularidades em cobranças portuárias

A Federal Maritime Commission (FMC), órgão regulador do transporte marítimo nos Estados Unidos, aplicou uma multa de US$ 22,67 milhões à Mediterranean Shipping Company (MSC) por violações à Shipping Act, legislação que disciplina as práticas comerciais do setor no país.

A penalidade envolve três infrações distintas relacionadas a cobranças portuárias, falta de transparência tarifária e aplicação indevida de taxas.

Cobrança indevida de demurrage e detention

De acordo com a FMC, uma das irregularidades ocorreu entre 2018 e 2020, quando a MSC cobrou taxas de demurrage e detention de agentes aduaneiros que figuravam apenas como notify parties nos conhecimentos de embarque.

Segundo a agência reguladora, esses agentes não tinham controle operacional sobre a carga nem responsabilidade direta pela movimentação dos contêineres, o que torna a cobrança incompatível com os critérios estabelecidos pela legislação marítima dos EUA.

Falhas de transparência em tarifas de contêineres refrigerados

Outra infração identificada pela comissão refere-se ao período entre 2021 e 2023, quando a MSC deixou de detalhar, em sua tabela tarifária oficial, as cobranças aplicáveis a contêineres refrigerados inoperantes (non-operating reefers).

A ausência dessas informações violou as exigências de transparência tarifária previstas na Shipping Act, que determina a divulgação clara e acessível de todas as taxas praticadas pelas companhias de navegação.

Valores excessivos configuraram prática irregular

Além da omissão de informações, a FMC concluiu que a MSC também aplicou valores considerados excessivos de demurrage e detention relacionados ao uso desses equipamentos refrigerados inoperantes. Para o órgão regulador, a prática ultrapassou limites aceitáveis e caracterizou conduta indevida no transporte marítimo de linha regular.

Fiscalização mais rigorosa no setor marítimo

A decisão reforça a postura mais assertiva adotada pela Federal Maritime Commission nos últimos anos, especialmente após a ampliação de seus poderes de fiscalização e enforcement. O movimento ocorre em um contexto de maior escrutínio sobre as práticas comerciais das armadoras, com foco em equilíbrio contratual, previsibilidade de custos e proteção dos usuários do transporte marítimo.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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