Negócios

BR do Mar pode ampliar competitividade do Brasil com acordo Mercosul-União Europeia

O programa BR do Mar pode desempenhar um papel estratégico no fortalecimento da logística brasileira diante das novas oportunidades comerciais abertas pelo acordo entre Mercosul e União Europeia. Com a perspectiva de expansão das exportações, a eficiência no transporte de mercadorias ganha importância para reduzir custos, melhorar a previsibilidade das operações e ampliar a presença dos produtos nacionais no mercado internacional.

O decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em abril, que promulgou o acordo comercial, marcou uma nova etapa nas relações econômicas entre os dois blocos. Com a entrada em vigor provisória das medidas previstas no tratado, a preparação da infraestrutura logística torna-se um fator relevante para aproveitar o potencial de crescimento do comércio exterior.

Nesse contexto, o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) aposta no BR do Mar, iniciativa voltada ao estímulo da cabotagem e à ampliação do transporte de cargas entre portos brasileiros.

Cabotagem pode ganhar espaço na logística nacional

A cabotagem, modalidade de transporte marítimo realizada entre portos do mesmo país, representa atualmente cerca de 12% da matriz de transportes brasileira, segundo o Guia de Utilização da Cabotagem e de Habilitação ao BR do Mar.

A participação é inferior à registrada em outras economias, como Japão, onde chega a 44%, União Europeia, com 32%, e China, com 25%.

O programa busca ampliar o uso desse modal, especialmente no transporte de contêineres, que movimentam produtos industrializados e mercadorias de maior valor agregado.

Ao incentivar a navegação entre portos nacionais, a iniciativa pretende diversificar as alternativas de transporte e diminuir a dependência das rodovias em deslocamentos de longas distâncias.

Acordo comercial pode abrir novas oportunidades de exportação

Um estudo da ApexBrasil indica que o acordo entre Mercosul e União Europeia pode abrir 543 oportunidades imediatas de exportação para empresas brasileiras.

A estimativa apresentada aponta que as vendas do Brasil para o mercado europeu podem crescer em até US$ 1 bilhão já no primeiro ano de vigência do acordo.

Para transformar essas oportunidades em negócios, o país precisará oferecer condições logísticas compatíveis com as exigências do comércio internacional, incluindo custos competitivos, regularidade no transporte e maior previsibilidade nas entregas.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, destaca que a modernização da logística é fundamental para ampliar a competitividade nacional. Segundo ele, o BR do Mar contribui para aprimorar a matriz de transportes, integrar diferentes modais e preparar o país para uma possível expansão das exportações.

Portos do Norte e Nordeste podem ganhar importância

Com o crescimento potencial das vendas para a Europa, os portos das regiões Norte e Nordeste podem ampliar sua relevância nas operações de comércio exterior, considerando sua localização geográfica em relação ao continente europeu.

Nesse cenário, a integração entre cabotagem e transporte de exportação pode facilitar a redistribuição de cargas produzidas em diferentes partes do país.

Mercadorias industrializadas provenientes das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, por exemplo, poderão ser transportadas por navios até terminais exportadores do Norte e Nordeste, reduzindo a necessidade de percorrer longas distâncias exclusivamente por rodovias.

A estratégia pode ampliar as alternativas logísticas para os exportadores e contribuir para uma distribuição mais eficiente dos fluxos de carga entre os portos brasileiros.

Transporte marítimo pode reduzir custos e emissões

Além dos ganhos operacionais, a cabotagem apresenta vantagens relacionadas à sustentabilidade no transporte de cargas.

Estimativas da Infra S.A. indicam que o transporte marítimo pode emitir até seis vezes menos poluentes do que o rodoviário para movimentar a mesma carga em longas distâncias.

Em relação aos custos médios, o modal marítimo pode apresentar despesas até 60% inferiores às do transporte rodoviário e até 40% menores que as do ferroviário, conforme os parâmetros citados.

Essas diferenças reforçam o potencial da navegação costeira como alternativa para reduzir despesas logísticas e a pegada ambiental do transporte de mercadorias.

Em um cenário de maior integração comercial com a Europa, a combinação entre eficiência econômica e redução de emissões pode se tornar um diferencial para empresas brasileiras.

BR do Mar prevê incentivos para embarcações sustentáveis

O programa também estabelece mecanismos para ampliar a capacidade de transporte das Empresas Brasileiras de Navegação (EBN), incluindo regras para o afretamento de embarcações estrangeiras.

Entre os incentivos previstos está a possibilidade de ampliar o uso de navios afretados conforme as características da frota e o atendimento aos critérios estabelecidos pelo programa, com vantagens associadas à utilização de embarcações mais sustentáveis.

Na prática, determinadas condições permitem que as empresas ampliem em até 50% a tonelagem de sua frota própria por meio do afretamento de navios estrangeiros. O percentual pode chegar a 100% quando são utilizadas embarcações sustentáveis e alcançar até 300% em combinações específicas entre frota própria e embarcações afretadas com características ambientais mais eficientes.

Esses mecanismos buscam estimular a expansão da capacidade de transporte e incentivar a adoção de soluções com menor impacto ambiental.

Integração logística será decisiva para ampliar exportações

O avanço do acordo Mercosul-União Europeia coloca a infraestrutura de transportes entre os fatores que podem determinar a capacidade brasileira de conquistar novos mercados.

Nesse contexto, o BR do Mar surge como uma ferramenta para ampliar a participação da cabotagem, fortalecer a integração entre os modais e oferecer alternativas de transporte mais competitivas.

A combinação entre portos estruturados, navegação costeira e incentivos à sustentabilidade poderá contribuir para reduzir custos, melhorar o escoamento da produção e preparar o Brasil para atender às novas demandas do comércio internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Transporte

Copersucar fecha primeiro contrato mundial para abastecimento de navios com etanol

A Copersucar firmou o primeiro contrato mundial para o fornecimento comercial regular de etanol como combustível para navios, com operações no Porto de Santos, no litoral paulista. A empresa pretende ampliar o volume abastecido para 200 milhões de litros em 2027, apostando no biocombustível como alternativa para reduzir as emissões do transporte marítimo.

A previsão para os últimos meses de 2026 é realizar pelo menos sete abastecimentos, com consumo total de aproximadamente 10 milhões de litros. A estimativa foi apresentada pelo CEO da companhia, Tomás Manzano, que destacou o avanço da iniciativa após cerca de dois anos de desenvolvimento e testes.

Porto de Santos inicia abastecimento comercial regular com etanol

A operação é resultado de um trabalho técnico que incluiu uma etapa-piloto realizada em julho de 2026, quando foram avaliados aspectos de segurança, procedimentos operacionais e parâmetros técnicos do abastecimento.

O projeto reúne a Copersucar, a CMA CGM, grupo internacional de transporte marítimo e logística, a Bunker One, empresa especializada na comercialização de combustíveis marítimos e subsidiária da dinamarquesa Bunker Holding, e a Autoridade Portuária de Santos (APS).

Segundo Manzano, outras empresas já haviam realizado testes com etanol na navegação. O diferencial da iniciativa é a formalização de um contrato para abastecimentos comerciais recorrentes, transformando a experiência inicial em uma operação regular.

O avanço coloca o Porto de Santos e o Brasil em posição de destaque no desenvolvimento de soluções de menor impacto climático para o transporte marítimo.

Copersucar projeta 200 milhões de litros de etanol em 2027

A meta da companhia é alcançar 200 milhões de litros de etanol destinados ao abastecimento de navios em 2027. O volume representa 20 vezes a quantidade prevista para o período final de 2026.

De acordo com o executivo, a projeção ainda está em fase de planejamento e dependerá da evolução da operação e das condições de mercado.

A expectativa de crescimento está relacionada ao interesse global por alternativas aos combustíveis fósseis, especialmente diante da pressão para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor de navegação.

Mercado marítimo pode demandar 50 bilhões de litros de etanol

O potencial de mercado ultrapassa as fronteiras brasileiras. Segundo Manzano, o transporte marítimo consome atualmente cerca de 270 milhões de toneladas de combustíveis fósseis por ano.

Caso 10% desse consumo seja substituído por etanol, a demanda equivalente poderá atingir 50 bilhões de litros do biocombustível, volume superior à produção brasileira de etanol, estimada pelo executivo em aproximadamente 37 bilhões de litros.

Para que essa substituição avance, três fatores serão determinantes: competitividade de preços, disponibilidade de motores compatíveis com combustíveis renováveis e pressão regulatória e comercial para reduzir as emissões.

A navegação responde por cerca de 3% das emissões globais, segundo Manzano, e enfrenta desafios para diminuir sua contribuição para as mudanças climáticas.

O executivo avalia que a compatibilidade tecnológica deixou de ser um obstáculo relevante. O navio utilizado nas operações pode funcionar com etanol, metanol ou combustível marítimo fóssil, conhecido como bunker.

Etanol pode reduzir emissões de carbono em 75%

Um dos principais argumentos a favor do uso do biocombustível é seu potencial de redução das emissões. Segundo a Copersucar, o etanol pode diminuir em aproximadamente 75% as emissões de carbono em comparação com o combustível marítimo fóssil.

A competitividade econômica, entretanto, ainda representa um desafio. Em uma comparação direta entre os combustíveis, o etanol apresenta preço superior ao da alternativa fóssil.

De acordo com Manzano, a conta pode mudar caso a redução das emissões seja monetizada por meio de créditos de carbono. Dependendo das condições comerciais, essa receita pode compensar a diferença de custo entre os combustíveis.

Etanol de cana tem cadeia produtiva consolidada no Brasil

O produto utilizado no abastecimento em Santos é o etanol anidro de cana-de-açúcar, o mesmo tipo empregado na mistura com a gasolina comercializada no país.

A Copersucar aponta diferentes caminhos para ampliar a oferta do biocombustível, incluindo ganhos de produtividade agrícola, expansão da produção de etanol de milho e aumento da capacidade instalada das usinas.

A empresa também destaca a existência de uma cadeia produtiva consolidada e certificada. Entre os fatores considerados estão o potencial de expansão do cultivo de cana em áreas de pastagens degradadas e os critérios de sustentabilidade do RenovaBio, programa brasileiro de incentivo aos biocombustíveis.

Esses aspectos podem contribuir para ampliar a disponibilidade do produto à medida que a demanda por combustíveis marítimos de menor intensidade de carbono crescer.

Copersucar planeja levar abastecimento com etanol a Singapura e aos EUA

Além do mercado brasileiro, a companhia pretende viabilizar operações de abastecimento de navios com etanol em Singapura e nos Estados Unidos a partir de 2027. Até o momento, não foram divulgadas estimativas de volume para esses mercados.

A expansão internacional depende de ajustes nas regras locais, atualização das especificações técnicas e obtenção das autorizações necessárias junto às autoridades portuárias.

Segundo Manzano, a experiência desenvolvida no Brasil contribuiu para estruturar a operação em Santos. Para avançar em outros países, porém, será necessário concluir as etapas regulatórias e operacionais exigidas em cada mercado.

A iniciativa representa uma nova oportunidade para o etanol brasileiro no setor de combustíveis marítimos sustentáveis, embora a expansão dependa da viabilidade econômica, da infraestrutura disponível e das condições regulatórias internacionais.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: divulgação/Copersucar

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Transporte

Canal de Suez: maioria das companhias marítimas pode retomar rota até o início de 2027

A maior parte das companhias de transporte marítimo de contêineres poderá voltar a utilizar o Canal de Suez entre o fim do primeiro trimestre e o início do segundo trimestre de 2027. A previsão foi apresentada na quinta-feira pelo CEO da Kuehne+Nagel, Stefan Paul, que ressaltou, porém, que as incertezas geopolíticas ainda representam um fator de risco para a retomada.

Em entrevista à Reuters, Paul afirmou que existe uma intenção clara dos armadores parceiros de restabelecer as operações pelo corredor marítimo que conecta a Ásia à Europa. A declaração foi feita após a empresa suíça de logística elevar, pela terceira vez no ano, sua projeção de lucro para 2026.

Crise no Mar Vermelho desviou rotas marítimas para a África

A maioria das companhias de navegação deixou de utilizar a rota do Canal de Suez em novembro de 2023, após ataques promovidos pelos houthis, grupo rebelde do Iêmen, contra embarcações no Mar Vermelho.

Com os riscos à segurança, os navios passaram a contornar o continente africano pelo Cabo da Boa Esperança, aumentando a distância percorrida entre a Ásia e a Europa, além do tempo de viagem e dos custos operacionais.

A possibilidade de normalização das rotas marítimas perdeu força novamente no início deste ano, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, ampliarem as preocupações com a estabilidade regional.

Apesar dos obstáculos, a expectativa da Kuehne+Nagel é de que a retomada ganhe força nos próximos meses, desde que as condições de segurança permitam a navegação regular.

Alta do petróleo aumenta atratividade da rota pelo Canal de Suez

Outro fator que pode favorecer o retorno das embarcações ao Canal de Suez é a elevação dos preços do petróleo. Segundo Stefan Paul, o encarecimento do combustível torna mais atraentes os trajetos mais curtos, capazes de reduzir o tempo de navegação e o consumo de energia.

O retorno à rota tradicional, entretanto, não deve provocar mudanças expressivas na demanda dos clientes por serviços de transporte, avaliou o executivo.

A principal consequência esperada está relacionada à reorganização das operações e à redução das distâncias percorridas, desde que a segurança e a previsibilidade dos trajetos sejam restabelecidas.

Retomada das rotas no Mar Vermelho deve ocorrer de forma gradual

A Maersk já voltou a operar alguns serviços selecionados pelo Canal de Suez. Ainda assim, a retomada das rotas pelo Mar Vermelho segue um ritmo cauteloso, com decisões tomadas gradualmente pelas companhias de navegação.

Analistas avaliam que esse movimento dificilmente terá impacto significativo sobre os resultados financeiros do setor em 2026. A abordagem escalonada dos armadores limita, por enquanto, os efeitos de uma eventual normalização das operações.

A previsão de retorno mais amplo no fim do primeiro trimestre ou no início do segundo trimestre de 2027 indica que o setor ainda depende da evolução do cenário geopolítico para recuperar plenamente um dos principais corredores do comércio marítimo internacional.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Mohamed Abd El Ghany

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Transporte

Armadores preveem 44 cancelamentos de viagens marítimas até novembro de 2026

As companhias de navegação estimam suspender 44 viagens nas principais rotas marítimas Leste-Oeste até 22 de novembro de 2026. A previsão representa cerca de 6% das 713 partidas programadas para o período, conforme dados do Cancelled Sailings Tracker, elaborado pela consultoria Drewry.

As suspensões, conhecidas no setor como blank sailings, refletem os ajustes na oferta de transporte marítimo diante das condições atuais do mercado. A maior concentração está nas rotas que conectam a Ásia ao Norte da Europa e ao Mediterrâneo, responsáveis por 44% dos cancelamentos previstos.

Os serviços transpacíficos no sentido leste, que ligam a Ásia à América do Norte, correspondem a 36% das viagens suspensas. Já as rotas transatlânticas representam os 20% restantes.

Apesar dos cortes anunciados, a expectativa é de que 94% das partidas ocorram normalmente. Segundo o levantamento, o enfraquecimento sazonal da demanda, combinado ao aumento da capacidade disponível, dificulta os esforços dos armadores para sustentar a elevação dos fretes marítimos.

Fretes de contêineres registram alta, mas cenário segue incerto

O World Container Index (WCI), índice da Drewry que acompanha as tarifas de transporte de contêineres, subiu 3% na semana encerrada em 15 de outubro, alcançando US$ 4.485 por contêiner de 40 pés, conhecido pela sigla FEU.

O avanço foi impulsionado principalmente pelas rotas que partem da Ásia com destino à Europa e ao Mediterrâneo, além dos serviços transpacíficos. Em contrapartida, as tarifas no corredor transatlântico apresentaram uma leve queda.

Mesmo com a valorização semanal, a consultoria considera incerta a continuidade da recuperação dos fretes internacionais. A demanda menos aquecida e a perspectiva de maior disponibilidade de espaço nos navios nas próximas semanas podem limitar novos aumentos nas tarifas.

Retorno ao Canal de Suez afeta capacidade e rotas marítimas

A retomada gradual dos serviços pelo Canal de Suez também influencia o planejamento das operações marítimas. De acordo com a análise da Drewry, a volta das embarcações à região interfere na configuração das redes de transporte e na capacidade efetivamente disponível no mercado.

Outro fator de atenção é a evolução da congestão portuária, que pode afetar o cumprimento dos itinerários e a regularidade dos serviços oferecidos pelas companhias de navegação.

Negociações para contratos de transporte de 2027 começam em meio à incerteza

O cenário ocorre durante o início das negociações dos contratos de transporte marítimo para 2027, especialmente nas rotas comerciais entre a Ásia, o Norte da Europa e o Mediterrâneo.

As tratativas acontecem em um momento de ajustes na capacidade de transporte e de dúvidas sobre o comportamento dos fretes nos próximos meses. Nesse contexto, os armadores precisam equilibrar a oferta de espaço nos navios com as perspectivas de demanda, enquanto os embarcadores acompanham os possíveis impactos sobre os custos logísticos.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Portos

Portonave completa 19 anos com investimentos de R$ 2 bilhões para ampliar capacidade e modernizar operações

Terminal portuário de Navegantes celebra trajetória no comércio exterior com novas tecnologias, equipamentos elétricos e perspectiva de elevar a capacidade de movimentação para 2 milhões de TEUs

A Portonave completa 19 anos de operação em 2026 consolidada como um dos principais terminais portuários de contêineres do Brasil. Localizada em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, a empresa iniciou suas atividades em 2007 como o primeiro terminal portuário privado de contêineres do país. Desde então, tornou-se um importante elo da cadeia logística e do comércio exterior brasileiro, com investimentos voltados à produtividade, à modernização da infraestrutura e à redução dos impactos ambientais. Atualmente é considerado o terminal mais eficiente do país, de acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Em 2025 a Portonave registrou média de 114 movimentos por hora (MPH) na produtividade dos navios. 

Para marcar uma nova etapa de desenvolvimento, a empresa mantém um plano de investimentos de R$ 2 bilhões, que contempla obras de adequação do cais e a aquisição de equipamentos destinados a ampliar a capacidade operacional e preparar o terminal para receber navios de maior porte.

Entre os investimentos mais recentes está a compra de 30 Terminal Tractors elétricos (e-TTs), utilizados no transporte de contêineres no pátio, e cinco Reach Stackers elétricas (e-RSs), empregadas na movimentação e no empilhamento de cargas. O aporte é de aproximadamente R$ 61 milhões, e a previsão é que todos os equipamentos estejam em operação até janeiro de 2027. A mudança irá reduzir em cerca de 30% as emissões de gases de efeito estufa da frota de Terminal Tractors e em 80% as emissões da frota de Reach Stackers.

O plano de modernização inclui também a adequação do cais para permitir a operação de navios com até 400 metros de comprimento e calado de até 17 metros. A iniciativa faz parte da estratégia para ampliar a capacidade do terminal, que deverá passar de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs por ano. Até 30 de setembro mais de 98% das obras de ampliação do cais estavam finalizadas.

O pacote de investimentos também prevê a aquisição de dois guindastes Ship-to-Shore (STS), responsáveis pela movimentação de contêineres entre o navio e o cais, que devem chegar em novembro, e 14 equipamentos elétricos Rubber Tyred Gantry (e-RTG), utilizados nas operações no pátio, em operação desde agosto. Além disso, dois scanners para inspeção de cargas e movimentação de contêineres estão em operação desde o ano passado, e outras estruturas necessárias para capacitação dos colaboradores e manutenção dos novos equipamentos estão sendo feitas. 

Produtividade e impacto na economia regional

A relevância da Portonave vai além da movimentação de cargas. A atividade do terminal está conectada a uma ampla rede de serviços relacionados ao transporte marítimo, à logística, ao comércio exterior e às operações de importação e exportação, contribuindo para a dinâmica econômica de Navegantes e de outras cidades da região. 

Atualmente, a companhia gera aproximadamente 1,4 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos, segundo dados divulgados pela empresa. A dimensão dessa estrutura reforça a importância do setor portuário para a geração de trabalho e para o funcionamento das cadeias logísticas que atendem empresas brasileiras e mercados internacionais.

Em nome de toda a equipe do ReConecta News, parabenizamos a Portonave pelos seus 19 anos de história, marcados por inovação, desenvolvimento e contribuição para o fortalecimento do comércio exterior brasileiro. Desejamos que essa trajetória continue sendo pautada pela excelência, pela sustentabilidade e por novas conquistas, impulsionando o desenvolvimento de Navegantes e de toda a região. Que venham muitos anos de crescimento, conexões e sucesso!

Fonte: Portonave

Texto: Redação

Imagem: Portonave

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Negócios

Santos Brasil investirá R$ 75 milhões no Tecon Imbituba até 2028

A Santos Brasil anunciou novos investimentos de R$ 75 milhões no Tecon Imbituba, no sul de Santa Catarina, até 2028. Os recursos serão destinados à modernização do terminal portuário, à ampliação da capacidade operacional e à incorporação de novas tecnologias para atender ao crescimento da movimentação de cargas.

Nos últimos 18 meses, o terminal já recebeu R$ 36 milhões em investimentos, dos quais R$ 33 milhões foram aplicados em 2026. Com os novos aportes, o total previsto para aproximadamente três anos chegará a R$ 111 milhões.

O programa contempla melhorias na infraestrutura, renovação de equipamentos e aperfeiçoamento dos processos operacionais, com o objetivo de aumentar a eficiência no atendimento aos navios e fortalecer a estrutura logística da região Sul.

Novos equipamentos ampliam capacidade operacional do terminal

Entre os principais investimentos está a chegada de um guindaste móvel portuário (MHC), que desembarcou no terminal em 5 de outubro. O equipamento complementará os dois portêineres já utilizados na operação, oferecendo mais flexibilidade no atendimento às embarcações.

A aquisição também permitirá a formação de um terceiro terno operacional, conjunto de equipamentos e profissionais responsável pela movimentação de contêineres.

O plano de modernização inclui ainda a compra de 12 chassis para caminhões, dois frames destinados ao içamento de contêineres, seis reach stackers — equipamentos utilizados para movimentar e empilhar essas unidades — e uma empilhadeira para contêineres vazios.

Também estão programadas a instalação de um novo scanner e a ampliação da infraestrutura de tomadas para contêineres refrigerados, ampliando os recursos disponíveis para o manuseio de diferentes tipos de carga.

Tecnologia 5G e automação reforçam eficiência logística

A modernização do terminal de contêineres de Imbituba também abrange sistemas de controle, comunicação e gerenciamento das operações.

Em 2025, a empresa implantou um Centro de Controle Operacional (CCO), que permite monitorar as atividades em tempo real e contribui para melhorar o acompanhamento dos processos e a segurança operacional.

Outro avanço foi a adoção do software OPUS-TOS, em funcionamento desde julho de 2026. A plataforma integra e organiza os fluxos de contêineres no pátio, no cais e nos acessos terrestres, além de apoiar processos documentais e atividades de automação relacionadas à movimentação de cargas e navios.

A companhia também prevê atualizar a rede de comunicação sem fio do terminal com tecnologia 5G, buscando aprimorar a conectividade e dar suporte às operações.

Tecon Imbituba supera recorde anual de movimentação de contêineres

Os aportes ocorrem em meio ao crescimento da atividade portuária. Entre janeiro e setembro de 2026, o Tecon Imbituba movimentou 131.263 TEUs, unidade equivalente a um contêiner de 20 pés.

O resultado superou, ainda durante os nove primeiros meses do ano, o recorde anual anterior, de 123.681 TEUs, alcançado em 2024.

O desempenho reforça a importância do terminal para o escoamento de cargas em Santa Catarina e amplia a necessidade de investimentos em infraestrutura e produtividade para acompanhar a demanda.

Atualmente, o terminal recebe quatro serviços marítimos regulares: três de longo curso, voltados às rotas internacionais, e um de cabotagem, que conecta portos brasileiros.

A operação também passou a atender mais escalas extraordinárias, conhecidas como extra calls, realizadas fora da programação habitual dos serviços marítimos. Até setembro de 2026, foram registradas 10 dessas escalas, responsáveis por 11% da movimentação total no período.

Santos Brasil aposta no crescimento da logística no Sul

Para Charles Thibault, diretor de Terminais da Santos Brasil, a superação do recorde antes do encerramento do ano evidencia a evolução da operação e a confiança dos clientes.

Segundo o executivo, os investimentos em equipamentos, tecnologia e infraestrutura têm como objetivo preparar o terminal para acompanhar a expansão da demanda logística na região Sul.

A estratégia busca ampliar a capacidade de atendimento, melhorar a eficiência das operações e oferecer mais flexibilidade diante das necessidades dos armadores e dos responsáveis pelo transporte de mercadorias.

Localização estratégica favorece transporte de cargas

O Tecon Imbituba tem capacidade para movimentar até 450 mil TEUs por ano e está localizado próximo à BR-101, uma das principais rodovias do país. O terminal conta com conexões rodoviárias, ferroviárias e marítimas, facilitando a integração entre os diferentes modais de transporte.

As operações funcionam 24 horas por dia, sete dias por semana. O terminal está instalado em um porto de águas profundas e abrigado, características que contribuem para sua atuação no atendimento às embarcações.

Outro diferencial é a integração com o Tecon Santos, também administrado pela Santos Brasil. Essa conexão permite articular cargas originadas na região Sul com uma rede mais ampla de rotas internacionais a partir do Porto de Santos, em São Paulo.

Com o novo ciclo de investimentos, a companhia busca consolidar o Tecon Imbituba como um importante ponto de apoio à movimentação de contêineres e ao desenvolvimento da infraestrutura logística catarinense.

FONTE: Portal BE News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Santos Brasil

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Transporte

Maersk abastece navio com 5 mil toneladas de bioetanol em Singapura

A Maersk realizou uma operação de abastecimento de aproximadamente 5 mil toneladas de bioetanol marítimo no porta-contêineres Maersk Halifax, em Singapura. A iniciativa foi apresentada como a maior transferência de etanol para uso marítimo já realizada em uma única operação e representa mais um passo nos testes da companhia para diversificar os combustíveis utilizados no transporte marítimo.

O abastecimento ocorreu paralelamente às atividades de movimentação de contêineres no terminal, demonstrando a possibilidade de integrar o fornecimento de combustíveis alternativos à rotina operacional portuária.

A experiência faz parte dos esforços da armadora para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e avaliar alternativas de menor intensidade de carbono para a navegação comercial.

Maersk testa bioetanol em navio com motor dual fuel

O Maersk Halifax é a primeira embarcação da companhia adaptada para operar com sistema de propulsão dual fuel, tecnologia que permite utilizar dois tipos de combustível. A inclusão do navio nos testes com etanol amplia as possibilidades de adoção de alternativas energéticas em embarcações já existentes.

A estratégia permite avaliar o uso de combustíveis alternativos sem depender exclusivamente da construção de novos navios, embora a implementação comercial ainda exija adaptações técnicas e operacionais.

A operação foi conduzida em parceria com a Autoridade Marítima e Portuária de Singapura (MPA) e outras empresas do setor. O combustível utilizado tinha certificação ISCC, sistema internacional voltado à sustentabilidade e à rastreabilidade de matérias-primas e combustíveis.

A certificação, contudo, não garante emissões zero. O impacto ambiental do bioetanol depende de fatores como a origem da biomassa, os métodos de produção e as emissões geradas durante o transporte e as demais etapas da cadeia de suprimentos.

Abastecimento de etanol ocorreu durante movimentação de contêineres

A operação foi realizada em 17 de outubro, no terminal Pasir Panjang, administrado pela PSA Singapore. O bioetanol foi transferido do navio-tanque químico Golden Centaurus, da fornecedora Golden Island, para o Maersk Halifax.

Um dos destaques foi a realização do abastecimento enquanto as operações de carga e descarga de contêineres continuavam no terminal.

Segundo a MPA, o procedimento estabeleceu um recorde mundial de volume de etanol transferido em uma única operação de abastecimento marítimo. Para controlar a quantidade fornecida, foram utilizados medidores de vazão mássica.

Além de testar o combustível, a iniciativa permitirá avaliar a adaptação dos procedimentos de abastecimento de metanol já empregados em Singapura às características do etanol.

Os resultados deverão contribuir para o aprimoramento dos protocolos de segurança portuária, incluindo treinamento das tripulações, preparação para emergências e execução simultânea de atividades nos terminais.

Etanol surge como alternativa para reduzir emissões na navegação

O interesse pelo etanol como combustível marítimo está relacionado, entre outros fatores, à existência de uma cadeia produtiva e de distribuição consolidada em diferentes países. O Brasil, um dos principais produtores mundiais, pode ter oportunidades nesse mercado caso a demanda internacional avance.

A infraestrutura já disponível pode facilitar o fornecimento do combustível. No entanto, sua adoção em escala comercial depende de fatores como disponibilidade de produto certificado, competitividade de preços e adequação dos sistemas de propulsão e abastecimento.

Outro desafio é a menor densidade energética do etanol por volume em comparação com combustíveis marítimos convencionais. Na prática, isso significa que um navio precisa armazenar uma quantidade maior de combustível para alcançar autonomia equivalente, o que pode afetar o espaço disponível nos tanques e o planejamento das viagens.

Por isso, a viabilidade da tecnologia depende não apenas do potencial de redução de emissões, mas também dos custos operacionais e das características de cada embarcação.

Maersk amplia estratégia de combustíveis alternativos

O abastecimento do Maersk Halifax integra um programa mais amplo de experimentação com etanol conduzido pela companhia. Em 2026, a empresa também havia realizado avaliações nos navios Laura Maersk, Antonia Maersk e Tangier Maersk, equipados com motores de combustível duplo.

A iniciativa faz parte da estratégia multicombustível da Maersk, que busca diversificar as opções energéticas para enfrentar os desafios da descarbonização do transporte marítimo.

“A transição energética exige que exploremos e ampliemos soluções capazes de gerar impacto real. Na Maersk, seguimos com uma estratégia multicombustível porque reconhecemos que nenhum caminho de combustível pode descarbonizar sozinho o transporte marítimo global”, afirma Emma Mazhari, diretora de Mercados de Energia da companhia.

A abordagem considera que diferentes combustíveis poderão desempenhar papéis complementares na redução das emissões do setor, conforme a disponibilidade de recursos, os custos e as condições técnicas de utilização.

Incertezas regulatórias afetam mercado de combustíveis marítimos

O avanço dos testes com etanol ocorre em um cenário de incerteza para a transição energética do transporte marítimo. Segundo reportagem da Reuters publicada em 16 de outubro, a demanda dos embarcadores por combustíveis marítimos de menor intensidade de carbono perdeu força em 2026, em meio às indefinições sobre as regras de descarbonização da Organização Marítima Internacional (IMO).

Em Singapura, as vendas de biocombustíveis marítimos caíram 47% entre janeiro e setembro, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Esse contexto reforça os desafios para ampliar o uso de alternativas aos combustíveis convencionais. Mesmo com avanços operacionais, a expansão do etanol na navegação comercial dependerá de fornecimento em larga escala, preços competitivos, disponibilidade de combustível certificado e adaptações técnicas nos navios.

Brasil pode ganhar espaço no mercado de etanol marítimo

Para o Brasil, a possível ampliação do uso de etanol em embarcações representa uma oportunidade de diversificar os mercados consumidores do combustível.

A experiência da Maersk demonstra que o etanol está sendo avaliado como uma das alternativas para reduzir a intensidade de carbono do transporte marítimo. Entretanto, o teste realizado em Singapura ainda não significa que a tecnologia esteja pronta para adoção generalizada.

O desenvolvimento de uma cadeia de fornecimento competitiva, aliado à comprovação dos benefícios ambientais e à adequação das embarcações, será determinante para definir o espaço do bioetanol na descarbonização marítima.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Portos

Porto Itapoá mira liderança na América do Sul e prevê ampliar capacidade para 3,2 milhões de TEUs

O Porto Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina, traça uma estratégia de expansão para se tornar o maior, mais eficiente e mais seguro terminal de contêineres da América do Sul até 2040. Quinze anos após receber seu primeiro navio, o empreendimento ocupa a terceira posição no ranking brasileiro de movimentação de contêineres, gera mais de 2 mil empregos diretos e está entre os terminais que mais crescem no País.

A trajetória também é marcada por dez anos consecutivos de liderança em satisfação dos clientes no setor portuário brasileiro, segundo o indicador NPS (Net Promoter Score).

À frente dessa estratégia, o CEO Ricardo Arten, que acumula 35 anos de experiência em logística e infraestrutura portuária, destaca a ampliação da capacidade operacional, os investimentos em tecnologia e a melhoria dos acessos terrestres e marítimos como pilares para o crescimento do terminal.

Desde o início das operações, foram investidos cerca de R$ 3 bilhões. Agora, a empresa discute uma quinta fase de expansão, que poderá elevar a capacidade anual de movimentação de 1,8 milhão para 3,2 milhões de TEUs até 2033.

Porto Itapoá aposta em expansão e eficiência operacional

A disponibilidade de áreas para crescimento é apontada por Ricardo Arten como uma das principais vantagens competitivas do terminal catarinense. Segundo o executivo, outros importantes complexos portuários brasileiros, como Santos, Itajaí, Navegantes e Paranaguá, enfrentam limitações de espaço para novas expansões.

Outro diferencial está na agilidade para executar projetos estratégicos. Entre as iniciativas prioritárias está o aprofundamento do canal de acesso da Baía da Babitonga para 16 metros, por meio de uma parceria público-privada envolvendo o Porto Itapoá e o Governo de Santa Catarina.

A intervenção deverá permitir a operação de embarcações maiores, com ganhos de escala e eficiência no transporte marítimo.

Paralelamente, o terminal mantém investimentos em automação portuária, equipamentos, operações remotas, inteligência operacional e novas tecnologias. A estratégia busca aumentar a produtividade e movimentar volumes maiores de carga sem comprometer o desempenho das operações.

O planejamento também considera a infraestrutura do entorno. Para a administração do porto, ampliar a capacidade de um terminal exige garantir condições adequadas para o escoamento das mercadorias.

Acessos rodoviários e ferrovia são prioridades logísticas

A expansão do Porto Itapoá depende também de melhorias na conexão com os principais corredores de transporte de Santa Catarina.

Entre as prioridades estão as obras de duplicação das rodovias SC-416 e SC-417, que fazem a ligação do porto com a BR-101. O empreendimento trabalha em conjunto com o governo estadual para viabilizar os investimentos.

Além de beneficiar o transporte de cargas, as intervenções podem contribuir para a mobilidade urbana, o turismo e o desenvolvimento econômico da região.

A implantação de uma ligação ferroviária também integra os planos defendidos pelo terminal. O ramal está previsto no Plano Estadual de Logística e Transporte (PELT) e é considerado estratégico para diversificar as alternativas de escoamento da produção.

A conexão por trilhos poderá reduzir a pressão sobre as rodovias, diminuir congestionamentos e aumentar a eficiência da logística de transporte.

Dragagem pode ampliar a movimentação de contêineres

O aprofundamento da Baía da Babitonga é considerado um dos projetos com maior potencial de impacto econômico para Santa Catarina.

De acordo com Ricardo Arten, cada metro adicional de profundidade permite que um navio de 366 metros transporte entre 800 e 1 mil contêineres extras. Com o aumento previsto de dois metros, a estimativa apresentada pelo executivo é de aproximadamente 130 mil contêineres adicionais por mês, o equivalente a cerca de 1,5 milhão por ano.

Essa capacidade adicional poderá ampliar as oportunidades de importação e exportação para a indústria catarinense, com embarcações transportando volumes maiores em cada viagem.

O executivo também ressalta o efeito econômico da movimentação portuária. Segundo ele, cada contêiner movimentado gera cerca de R$ 10 mil na cadeia logística, envolvendo diferentes serviços e atividades relacionadas ao transporte de mercadorias.

Terminal quer atrair navios maiores e ampliar rotas marítimas

Com o canal mais profundo, o Porto Itapoá pretende ampliar sua participação nas rotas marítimas internacionais e disputar a condição de primeira escala de navios de grande porte em Santa Catarina.

Atualmente, embarcações desse perfil podem realizar sua primeira parada no Porto de Santos. A melhoria das condições de acesso marítimo poderá aumentar a competitividade do terminal catarinense na atração desses serviços.

Outra possibilidade é fortalecer sua atuação como hub port, modelo em que um porto concentra cargas transportadas por grandes navios oceânicos e redistribui parte dos volumes para outros destinos por meio de embarcações menores.

Essa configuração permitiria ao terminal ampliar sua relevância nas rotas do Sul da América do Sul e reforçar a posição de Santa Catarina na rede internacional de transporte marítimo.

Logística eficiente é diferencial para atrair indústrias

Na avaliação de Ricardo Arten, três fatores são fundamentais para atrair novos investimentos industriais para Santa Catarina: políticas de incentivo competitivas, disponibilidade de mão de obra qualificada e eficiência logística.

Antes de escolher onde instalar uma operação, as empresas analisam os custos, a previsibilidade e a confiabilidade de toda a cadeia de transporte. Nesse cenário, a infraestrutura portuária tem papel importante na competitividade dos negócios.

O CEO afirma que a eficiência operacional também ajuda o Porto Itapoá a conquistar cargas que tradicionalmente utilizavam outros terminais brasileiros.

Um dos exemplos citados é o transporte de proteína bovina produzida no Centro-Oeste. Parte dessa carga, antes direcionada principalmente ao Porto de Santos, passou a utilizar Itapoá, mesmo com o percurso rodoviário mais longo.

Segundo o executivo, a escolha está relacionada à disponibilidade operacional, à infraestrutura e à previsibilidade dos serviços oferecidos pelo terminal.

O porto também recebe cargas de celulose e algodão provenientes do Centro-Oeste, ampliando sua atuação para além dos fluxos tradicionalmente associados à economia catarinense.

Porto Itapoá atende exportações e importações da indústria catarinense

O terminal atende a diferentes segmentos da indústria estadual, tanto nas operações de exportação quanto nas de importação.

No mercado externo, destaca-se o atendimento às cadeias de carne suína e de frango, com investimentos para ampliar a capacidade de movimentação de contêineres refrigerados, essenciais ao transporte de produtos que exigem controle de temperatura.

Nas importações, o porto recebe matérias-primas e componentes utilizados pela indústria, incluindo cobre, produtos químicos, peças automotivas e outros insumos industriais.

Essa diversidade de cargas fortalece a integração do terminal com as cadeias produtivas e contribui para a movimentação de mercadorias destinadas a diferentes mercados.

Expansão portuária busca fortalecer a economia de Santa Catarina

Para Ricardo Arten, a atuação do Porto Itapoá vai além da movimentação de contêineres. O terminal busca contribuir para o desenvolvimento da infraestrutura nacional e para o crescimento econômico de Santa Catarina.

Nesse sentido, a empresa mantém articulações com os governos para viabilizar melhorias nos acessos rodoviários, na infraestrutura marítima e, futuramente, na conexão ferroviária.

A estratégia também inclui compromissos sociais e ambientais associados à expansão das operações.

Com o aumento da capacidade, a modernização dos equipamentos e a melhoria das conexões logísticas, o Porto Itapoá pretende fortalecer sua posição no mercado nacional e internacional. A expectativa é que os ganhos de eficiência beneficiem exportadores, importadores, trabalhadores e diferentes setores da indústria catarinense.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Informação

ANTAQ prorroga prazo para contribuições sobre transbordo de granel sólido até 30 de outubro

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) estendeu até as 23h59 de 30 de outubro de 2026 o prazo para o envio de contribuições à Tomada de Subsídios Pública SRG nº 2/2026. A iniciativa discute as regras e os aspectos regulatórios das operações de transbordo de granel sólido, conhecidas internacionalmente como barge to ship.

A consulta tem como objetivo reunir informações, propostas e sugestões para subsidiar a análise do Relatório Preliminar de Análise de Impacto Regulatório (AIR), relacionado ao Tema 1.3 da Agenda Regulatória 2025–2028 da Agência.

Podem participar usuários, empresas e demais agentes do setor aquaviário, além de outras pessoas e instituições interessadas no tema.

Consulta pública busca contribuições do setor aquaviário

A tomada de subsídios é um mecanismo de participação social utilizado pela ANTAQ para reunir dados e diferentes perspectivas antes do desenvolvimento ou do aprimoramento de propostas regulatórias.

As informações recebidas poderão contribuir para a avaliação dos impactos e das alternativas relacionadas às operações de transbordo de granéis sólidos, auxiliando o processo de análise técnica da Agência.

A prorrogação amplia o período disponível para que os interessados avaliem o documento preliminar e encaminhem suas manifestações.

Como enviar contribuições à ANTAQ

Os participantes devem registrar suas sugestões exclusivamente pelo formulário eletrônico da Tomada de Subsídios SRG nº 2/2026, respeitando o novo prazo, que termina às 23h59 de 30 de outubro de 2026.

A Agência informa que não serão aceitas contribuições encaminhadas por outros canais.

Materiais digitais complementares, como mapas, plantas e fotografias, poderão ser enviados para o endereço eletrônico srg@antaq.gov.br. Nesse caso, é necessário identificar o participante e respeitar o prazo estabelecido.

Mesmo quando houver envio de arquivos adicionais por e-mail, o conteúdo das contribuições deverá ser registrado obrigatoriamente nos campos correspondentes do formulário eletrônico.

Contribuições ficarão disponíveis para consulta pública

Após o recebimento, as manifestações encaminhadas serão disponibilizadas no portal oficial da ANTAQ.

A medida permite que os interessados acompanhem as contribuições apresentadas durante o processo e reforça a transparência na construção das propostas regulatórias relacionadas ao transporte aquaviário.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Transporte

Estaleiro brasileiro inicia construção do primeiro de quatro navios Handymax para a Transpetro

O estaleiro Ecovix, localizado em Rio Grande, no Rio Grande do Sul, iniciou a construção do primeiro de quatro navios do tipo Handymax encomendados pela Transpetro, subsidiária de logística da Petrobras. A iniciativa faz parte do Programa Mar Aberto, criado para renovar e ampliar a frota própria da companhia petrolífera brasileira.

O início dos trabalhos foi marcado pela cerimônia de colocação da quilha, etapa simbólica que representa o começo da construção estrutural de uma embarcação. A tradição, mantida há séculos na indústria naval, também está associada aos desejos de segurança e boa sorte para o navio e sua tripulação.

Programa Mar Aberto impulsiona investimentos na frota naval

A construção das novas embarcações representa a retomada dos investimentos da Transpetro em sua frota própria. Segundo Jones Soares, diretor de Transporte Marítimo da empresa, o projeto busca ampliar a capacidade operacional para acompanhar o crescimento da demanda e da produção de petróleo no Brasil.

A iniciativa integra a estratégia de fortalecimento da logística marítima de petróleo e derivados, com foco na expansão da capacidade de transporte e no atendimento às necessidades do mercado nacional.

Navios Handymax transportarão combustíveis e derivados

As quatro embarcações encomendadas serão utilizadas no transporte de derivados leves de petróleo, incluindo diferentes tipos de combustíveis.

Entre os produtos previstos para o transporte estão:

  • Diesel marítimo;
  • Diesel S10;
  • Diesel S500;
  • Gasolina de aviação.

A incorporação dos navios deverá contribuir para ampliar a capacidade de movimentação desses produtos e reforçar a estrutura logística da Petrobras e de sua subsidiária.

Ecovix construirá 13 embarcações para a Transpetro

Além dos quatro navios Handymax, o contrato de construção naval prevê outras nove embarcações, totalizando 13 unidades destinadas à Transpetro nos próximos anos.

O programa contempla três categorias de navios:

  • Quatro Handymax: destinados ao transporte de derivados leves de petróleo.
  • Cinco navios-tanque pressurizados: projetados para transportar gás liquefeito de petróleo (GLP) e seus derivados.
  • Quatro embarcações MR1 (Medium Range): navios de médio porte voltados ao transporte marítimo de produtos.

O conjunto de encomendas amplia a carteira de projetos do estaleiro e reforça a participação da indústria naval brasileira no atendimento às demandas do setor energético.

Construção naval pode gerar até 5 mil empregos

As obras das 13 embarcações têm potencial para criar até 5 mil empregos diretos e indiretos, conforme estimativas relacionadas aos impactos do programa.

A expectativa é que os investimentos contribuam para movimentar a economia regional, estimular a cadeia de fornecedores e fortalecer a geração de empregos na indústria naval.

Com a construção dos novos navios, a Transpetro avança no plano de renovação de sua frota, enquanto o setor naval brasileiro ganha novas oportunidades de produção e desenvolvimento industrial.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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