Logística

Fretes marítimos registram alta de 3% e avançam pela quarta semana consecutiva

Os fretes marítimos internacionais voltaram a subir na última semana, impulsionados principalmente pela valorização das tarifas nas rotas entre a Ásia e a Europa, além dos serviços transpacíficos. Dados do World Container Index (WCI), da consultoria Drewry, mostram um avanço de 3%, elevando o valor médio para US$ 2.800 por contêiner de 40 pés.

Com o resultado, o indicador acumula quatro semanas seguidas de alta, refletindo o aumento da demanda antecipada para a temporada de pico do comércio global.

Rotas entre Ásia e Europa apresentam novos reajustes

No corredor comercial entre a Ásia e a Europa, as tarifas spot continuaram em trajetória ascendente. O transporte marítimo entre Xangai e Roterdã registrou aumento de 3%, alcançando US$ 2.861 por contêiner de 40 pés.

Já os embarques de Xangai para Gênova tiveram valorização ainda maior, de 4%, chegando a US$ 4.253 por contêiner.

Segundo a Drewry, a capacidade operacional na rota permanece relativamente estável. Para a próxima semana, foram anunciados apenas quatro cancelamentos de viagens entre os dois continentes.

Armadores elevam tarifas para os próximos meses

A consultoria também destacou que a transportadora marítima CMA CGM anunciou novos valores FAK (Freight All Kinds), válidos a partir de 1º de junho.

As novas tarifas para o trecho Ásia-Europa devem ficar próximas de US$ 4.700 por contêiner de 40 pés, enquanto os serviços para o Mediterrâneo poderão variar entre US$ 5.500 e US$ 5.700.

De acordo com a Drewry, a proximidade da alta temporada logística e os reajustes promovidos pelas companhias de navegação indicam que os preços tendem a continuar avançando nas próximas semanas.

Mercado transpacífico também opera com tarifas mais altas

O cenário de valorização também foi observado nas rotas entre a Ásia e a América do Norte.

O frete entre Xangai e Nova York apresentou alta de 6%, atingindo US$ 4.597 por contêiner de 40 pés. Já a ligação entre Xangai e Los Angeles registrou aumento de 3%, chegando a US$ 3.473.

A Drewry informou ainda que oito viagens foram canceladas na rota transpacífica para a próxima semana, fator que reduz a oferta de espaço e contribui para a elevação dos preços.

Demanda antecipada pressiona custos logísticos

Outro elemento que influencia o mercado é a adoção de sobretaxas sazonais. A Ocean Network Express (ONE), por exemplo, anunciou a aplicação de um recargo de alta temporada (PSS) de US$ 2.000 por contêiner de 40 pés para cargas destinadas à costa leste dos Estados Unidos, com vigência a partir de junho.

Segundo a consultoria, a antecipação dos embarques para os próximos meses vem fortalecendo a demanda por transporte marítimo. Muitas empresas estão acelerando suas operações antes da atualização dos custos relacionados ao combustível bunker, prevista para julho.

Tensões geopolíticas elevam custos no setor

Além dos fatores sazonais, o mercado também acompanha os reflexos das tensões geopolíticas no Oriente Médio. O cenário tem contribuído para a manutenção de preços elevados do combustível marítimo e para o aumento dos adicionais cobrados pelas transportadoras.

Na avaliação da Drewry, a combinação entre demanda aquecida, gestão mais rígida da capacidade pelas armadoras e custos operacionais mais elevados deverá manter a pressão de alta sobre os fretes de contêineres nas principais rotas globais.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Logística

Brasil avança em corredor marítimo sustentável com Noruega e Países Baixos

O Brasil deu mais um passo na construção de um corredor marítimo sustentável entre a América do Sul e a Europa. A iniciativa foi debatida nesta segunda-feira (25), durante o workshop “Corredores verdes descarbonizados: traçando um caminho”, realizado na embaixada da Noruega, em Brasília.

O encontro reuniu representantes do Ministério de Portos e Aeroportos, autoridades da Noruega e dos Países Baixos, além de integrantes do setor produtivo e especialistas em logística e energia limpa. O objetivo é acelerar a criação de rotas marítimas com baixa emissão de carbono, utilizando tecnologias avançadas e combustíveis sustentáveis no transporte internacional.

Cooperação internacional mira descarbonização marítima

Durante a abertura do evento, o diretor de Programa de Políticas Setoriais, Planejamento e Inovação do Ministério de Portos e Aeroportos, Tetsu Koike, destacou que o Brasil já possui mecanismos regulatórios e financeiros capazes de apoiar projetos voltados à transição energética no setor marítimo.

Segundo ele, o desafio atual está na articulação entre governos, instituições e agentes econômicos para priorizar investimentos em embarcações, portos e terminais alinhados ao conceito de corredores verdes.

O embaixador da Noruega no Brasil, Kjetil Elsebutangen, reforçou a importância da cooperação internacional para reduzir as emissões no transporte marítimo global. De acordo com ele, estudos conjuntos já estão em andamento para identificar obstáculos técnicos e oportunidades estratégicas para o projeto.

Estudo aponta uso de combustíveis alternativos

Os participantes do workshop tiveram acesso a um estudo de viabilidade técnica que identifica rotas prioritárias entre Brasil e Europa. O levantamento também avalia a aplicação de combustíveis alternativos como biodiesel, amônia e metanol, considerados essenciais para a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor naval.

A proposta prevê implementação gradual das soluções, considerando curto, médio e longo prazo para adaptação da infraestrutura portuária e das embarcações.

Brasil quer liderar produção de biocombustíveis

Na mesa-redonda sobre sustentabilidade, a coordenadora-geral de Sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos, Rafaela Gomes, afirmou que o Brasil reúne condições para assumir protagonismo global na produção e distribuição de biocombustíveis.

Segundo ela, os portos brasileiros estão sendo preparados para facilitar operações ligadas aos corredores sustentáveis e ampliar a integração logística com mercados internacionais.

A diretora da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), Cristina Castro, também destacou os impactos econômicos e ambientais da redução das emissões de carbono. Para ela, diminuir a emissão de poluentes significa preservar recursos naturais e evitar perdas financeiras para a sociedade.

Porto de Santos receberá visita técnica internacional

A programação do encontro continua até quarta-feira (27), incluindo uma visita técnica ao Porto de Santos, em São Paulo.

A comitiva internacional irá conhecer projetos ligados à descarbonização portuária, combustíveis sustentáveis e iniciativas de transição energética desenvolvidas no complexo portuário. Estão previstas visitas a terminais e ao canal de navegação.

Parceria entre os países começou em 2025

A cooperação entre Brasil e Noruega teve início em 2025, após a assinatura de um memorando de entendimento no Ministério de Portos e Aeroportos. Desde então, equipes técnicas realizam reuniões periódicas para definir rotas e analisar estudos de viabilidade.

Recentemente, os Países Baixos passaram a integrar as discussões, consolidando uma parceria trilateral voltada ao desenvolvimento de um corredor marítimo descarbonizado entre o Brasil e a Europa.

Além dos governos envolvidos, representantes dos ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores, da Petrobras e empresas do setor produtivo participaram das discussões.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sergio Frances/MPor

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Portos

CMA CGM assume operação de portos secos na Síria em novo acordo logístico

A gigante francesa de transporte marítimo e logística CMA CGM firmou um novo acordo para operar dois portos secos na Síria, ampliando sua presença estratégica no país do Oriente Médio. O contrato foi assinado com a Autoridade Geral de Fronteiras e Alfândegas síria e envolve as zonas francas de Adra e Aleppo.

A informação foi divulgada pela agência estatal síria SANA nesta terça-feira.

Acordo fortalece logística e comércio na Síria

O entendimento prevê a administração e operação dos terminais secos com foco no fortalecimento da logística internacional e na retomada das atividades comerciais do país após anos de conflito.

A assinatura ocorreu simultaneamente ao lançamento de um trem de carga experimental ligando o porto de Latakia à região de Adra. A rota ferroviária volta a operar depois de 14 anos interrompida em razão da guerra civil síria.

O porto de Latakia é considerado o principal acesso marítimo da Síria e peça central para a recuperação do setor de transporte e comércio exterior do país.

CMA CGM amplia investimentos no porto de Latakia

O novo contrato complementa um acordo anterior firmado em maio de 2025, quando a CMA CGM garantiu uma concessão de 30 anos para modernizar e administrar o porto de Latakia.

O presidente-executivo da companhia, Rodolphe Saadé, possui origem franco-libanesa e raízes familiares na Síria, fator visto como relevante para a aproximação da empresa com o país.

União Europeia retoma cooperação com a Síria

O avanço dos acordos comerciais acontece em meio à retomada gradual das relações internacionais com a Síria. Em 11 de maio, a União Europeia restabeleceu integralmente o acordo de cooperação firmado com o país em 1977.

A parceria estava parcialmente suspensa desde 2011, após denúncias de violações de direitos humanos durante o governo de Bashar al-Assad.

A decisão europeia ocorreu após a queda de Assad, em dezembro de 2024, e da suspensão da maior parte das sanções econômicas impostas pela União Europeia ao país em 2025.

FONTE: Investing
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing

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Portos

China domina ranking dos portos mais movimentados do mundo em 2025

Um levantamento divulgado pelo Visual Capitalist, com base em dados da Lloyd’s List de 2025, mostra que a China segue na liderança entre os portos mais movimentados do mundo. O estudo utiliza como referência o TEU, unidade padrão empregada para medir o volume de contêineres transportados no comércio marítimo internacional.

De acordo com os dados, os 20 maiores portos globais movimentaram juntos 414,6 milhões de TEUs em 2024, resultado que representa crescimento de 7,1% em comparação com o ano anterior.

Ásia concentra maioria dos maiores portos do planeta

O levantamento evidencia o domínio asiático no setor portuário mundial. Dos 20 portos com maior fluxo de contêineres, 14 estão localizados na Ásia, reforçando a força logística e comercial da região.

Segundo a análise, esse protagonismo é resultado de décadas de investimentos em infraestrutura, expansão industrial e integração das cadeias de suprimentos asiáticas com o mercado internacional.

A presença massiva de portos asiáticos no ranking também acompanha o avanço econômico da região, impulsionado pelo crescimento do PIB e pela ampliação da conectividade marítima.

Comércio marítimo segue estratégico para a economia global

O estudo destaca ainda a importância do transporte marítimo para o abastecimento global e para o funcionamento das cadeias produtivas internacionais.

Rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, continuam sendo fundamentais para o fluxo de mercadorias e energia ao redor do mundo, evidenciando a dependência da economia global do comércio marítimo.

Além disso, o volume de movimentação nos portos é considerado um dos principais indicadores da atividade econômica mundial, refletindo tendências de consumo, produção industrial e comércio exterior.

Crescimento do tráfego portuário chama atenção

O avanço no número de TEUs movimentados em 2024 reforça a recuperação e a expansão do comércio internacional após períodos de instabilidade logística registrados nos últimos anos.

Para especialistas, o desempenho dos grandes portos internacionais continuará sendo decisivo para a competitividade econômica e para a eficiência das cadeias globais de distribuição.

FONTE: Portal Tela
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Tela

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Internacional

Irã anuncia controle no Estreito de Ormuz e passa a exigir autorização para tráfego marítimo

O governo do Irã divulgou na quarta-feira (20) um novo mapa que estabelece uma zona marítima controlada no Estreito de Ormuz, uma das rotas comerciais mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo e cargas marítimas.

A medida foi apresentada pela recém-criada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão responsável pela administração da região. Segundo o comunicado, embarcações que desejarem cruzar a hidrovia deverão solicitar autorização prévia e coordenar o trânsito com as autoridades iranianas.

Área controlada no Estreito de Ormuz

De acordo com o mapa divulgado nas redes sociais, a área delimitada pelo Irã será definida por duas linhas estratégicas no estreito.

No lado leste, o limite parte de Kuh-e Mobarak, no território iraniano, até a região sul de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos.

Já no lado oeste, a delimitação se estende da extremidade da Ilha de Qeshm, também no Irã, até Umm Al Quwain, nos Emirados Árabes Unidos.

A nova determinação reforça o controle iraniano sobre o fluxo marítimo em uma das principais rotas globais de exportação de petróleo.

Navios já operam sob coordenação iraniana

Mais cedo, a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã informou que 26 embarcações atravessaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas em coordenação com o país.

Entre os navios autorizados estavam petroleiros, porta-contêineres e outras embarcações comerciais, segundo informações divulgadas pela mídia estatal iraniana.

A força militar afirmou ainda que o tráfego marítimo segue funcionando normalmente, desde que os operadores obtenham as permissões exigidas e mantenham comunicação com as autoridades responsáveis pela área.

Estreito de Ormuz é rota estratégica mundial

O Estreito de Ormuz é considerado um dos corredores marítimos mais importantes do planeta, ligando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. Grande parte do petróleo exportado por países do Oriente Médio passa diariamente pela região.

Por conta da relevância econômica e geopolítica da hidrovia, qualquer alteração nas regras de navegação costuma gerar impacto no mercado internacional de energia e no transporte marítimo global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: @PGSA_IRAN

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Portos

Porto Piauí aposta na cabotagem para ligar Nordeste ao Sul do Brasil

A Companhia Porto Piauí e a SC Portos Operações Portuárias iniciaram estudos para implantar uma nova rota de cabotagem entre o litoral do Piauí e os portos da região Sul do país. A proposta busca fortalecer o transporte marítimo nacional, ampliar a integração logística e criar alternativas ao modal rodoviário de longa distância.

O projeto prevê a conexão do Porto de Luís Correia, no Piauí, com terminais catarinenses, ampliando o fluxo de cargas entre as regiões Nordeste, Norte e Sul do Brasil.

Memorando prevê estudos operacionais e econômicos

As empresas assinaram um Memorando de Entendimento (MoU) para avaliar a viabilidade técnica e econômica da operação. Os estudos vão analisar potencial de carga, custos operacionais, frequência das escalas e modelos de operação da futura rota marítima.

As conversas entre as companhias começaram durante a edição de 2026 da Intermodal South America, evento voltado ao setor de logística e transporte, onde executivos discutiram possibilidades de integração entre os mercados nordestino e sulista.

Cabotagem cresce no Brasil, mas ainda tem participação limitada

Apesar do avanço recente da navegação costeira, o transporte marítimo entre portos brasileiros ainda ocupa uma fatia reduzida da matriz logística nacional.

Dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) apontam que a cabotagem representa atualmente cerca de 11% do transporte de cargas no país, enquanto o modal rodoviário concentra aproximadamente 65% da movimentação.

Em 2025, o setor ultrapassou a marca de 240 milhões de toneladas transportadas, impulsionado principalmente por combustíveis, granéis minerais, contêineres e cargas industriais.

O segmento de contêineres aparece como um dos principais motores de crescimento da cabotagem, favorecido pela expansão do e-commerce e pela busca de alternativas mais eficientes ao frete rodoviário.

Rotas seguem concentradas em grandes portos

Mesmo com a expansão do setor, as operações de cabotagem continuam concentradas em corredores já consolidados no mercado brasileiro.

No Nordeste, portos como Porto de Suape, Porto do Pecém e Porto de Salvador já operam rotas regulares ligando a região ao Sudeste e ao Sul.

As operações contam com participação de empresas como Aliança Navegação, Log-In Logística Intermodal e Mercosul Line.

Na região Sul, terminais como o Porto de Itajaí, Porto de Navegantes e Porto de Paranaguá concentram parte significativa das operações domésticas de contêineres.

Viabilidade depende de volume de carga

Especialistas do setor apontam que a consolidação de novas rotas de transporte marítimo depende diretamente da formação de escala operacional e da existência de demanda contínua de cargas.

No caso do Porto Piauí, o desafio será transformar o terminal de Luís Correia em uma estrutura competitiva dentro de um mercado dominado por portos nordestinos mais consolidados e com maior maturidade operacional.

Além disso, o setor acompanha fatores como custos de combustível marítimo, burocracia portuária, disponibilidade de embarcações e tempo de operação nos terminais.

Programa BR do Mar impulsiona expansão da cabotagem

O avanço de novos projetos ocorre em meio à consolidação do programa federal BR do Mar, criado para ampliar a participação da cabotagem na logística nacional.

A iniciativa ganhou força regulatória em 2025 com a regulamentação de medidas previstas na legislação aprovada em 2022.

Entre os principais pontos do programa estão a flexibilização do afretamento de navios estrangeiros, o aumento da oferta de embarcações e estímulos à concorrência no setor de navegação.

O governo federal avalia que a medida poderá reduzir custos logísticos e aumentar a participação da cabotagem no transporte doméstico nos próximos anos.

Porto Piauí quer se consolidar como corredor logístico

Para a Companhia Porto Piauí, o investimento na cabotagem faz parte da estratégia de transformar o litoral piauiense em um novo corredor logístico regional.

A expectativa é atender setores ligados ao agronegócio, combustíveis, fertilizantes e movimentação de contêineres, fortalecendo a presença do estado nas principais rotas marítimas do país.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

BR do Mar impulsiona nova rota marítima entre Nordeste e Sul do Brasil

Uma nova conexão marítima pode transformar a logística de transporte de cargas no país ao ligar o Nordeste e o Norte ao Sul do Brasil por meio da cabotagem. A proposta envolve o trajeto entre o Porto de Luís Correia, no Piauí, e o Porto de Itajaí, em Santa Catarina, com foco em reduzir custos operacionais e ampliar a eficiência no escoamento de mercadorias.

A iniciativa ganhou força após a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a Companhia Porto Piauí e a SC Portos Operações Portuárias. O objetivo é avaliar a viabilidade da implantação de linhas regulares de transporte marítimo, alinhadas ao programa federal BR do Mar.

Acordo vai analisar viabilidade da nova rota

O documento firmado pelas empresas prevê estudos técnicos e econômicos para identificar as melhores condições de operação entre os terminais portuários. Entre os pontos que serão avaliados estão os modelos logísticos, os custos envolvidos e o potencial de movimentação de cargas para o estado do Piauí.

A proposta busca fortalecer a cabotagem no Brasil, modalidade de transporte feita entre portos do mesmo país, considerada estratégica para diminuir a dependência das rodovias e tornar o setor logístico mais competitivo.

Rotas em estudo podem integrar várias regiões do país

Os levantamentos iniciais apontam que a futura operação poderá conectar o Sul às regiões Nordeste e Norte, criando um corredor marítimo nacional mais amplo. Além dos portos do Piauí e de Santa Catarina, o trajeto também pode incluir operações no estado de São Paulo.

Segundo a Companhia Porto Piauí, a parceria permitirá a troca de informações técnicas e o desenvolvimento de pesquisas voltadas à modernização das operações portuárias.

Porto de Luís Correia terá papel estratégico

Conhecido também como Porto Piauí, o complexo portuário de Luís Correia conta com áreas destinadas a diferentes tipos de cargas, além de infraestrutura de apoio logístico, acessos rodoviários e ferroviários e espaços administrativos.

A expectativa é que o terminal se torne um importante ponto de integração das rotas marítimas brasileiras, ampliando a competitividade do litoral piauiense no cenário nacional.

Empresas apostam em logística mais barata

Para a Companhia Porto Piauí, a criação da nova rota pode gerar alternativas mais eficientes para empresas que dependem do transporte de mercadorias entre diferentes regiões do país.

A estatal também destaca que a experiência da SC Portos em logística internacional e operação de terminais será fundamental para garantir estudos técnicos mais consistentes e viáveis.

Memorando antecede contratos definitivos

O Memorando de Entendimento funciona como um acordo preliminar utilizado para formalizar interesses entre empresas antes da assinatura de contratos definitivos. Esse tipo de documento é comum em projetos de cooperação e parcerias estratégicas no setor de infraestrutura e logística.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Yuri Lima

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Internacional

Estreito de Ormuz registra saída de petroleiros com 6 milhões de barris de petróleo

Três superpetroleiros deixaram o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira transportando cerca de 6 milhões de barris de petróleo bruto do Oriente Médio com destino aos mercados asiáticos. As embarcações estavam paradas no Golfo há mais de dois meses devido ao aumento das tensões militares envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Os dados de monitoramento marítimo das plataformas LSEG e Kpler apontam que outro navio petroleiro também entrou na região utilizando a rota de navegação determinada pelas autoridades iranianas.

Guerra no Irã reduz tráfego marítimo no Estreito de Ormuz

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, provocou forte impacto na circulação de navios pelo Estreito de Ormuz, corredor estratégico responsável por aproximadamente 20% do fluxo global de petróleo e energia.

Antes da escalada militar, a região registrava entre 125 e 140 travessias diárias. Atualmente, o movimento caiu drasticamente, com média de apenas 10 embarcações transitando por dia, segundo análise baseada em dados de rastreamento marítimo.

Além da redução no tráfego, cerca de 20 mil marítimos permanecem retidos em centenas de navios dentro do Golfo.

Navios seguem para China e Coreia do Sul

Entre os petroleiros que deixaram o estreito está o VLCC Universal Winner, de bandeira sul-coreana, carregando 2 milhões de barris de petróleo do Kuwait desde março. O navio segue para Ulsan, na Coreia do Sul, onde está localizada a refinaria da SK Energy.

Outros dois superpetroleiros chineses também cruzaram a região:

  • O VLCC Yuan Gui Yang transporta 2 milhões de barris de petróleo iraquiano Basrah e deve chegar ao porto de Shuidong, na província chinesa de Guangdong, em junho;
  • Já o VLCC Ocean Lily leva cargas de petróleo do Catar e do Iraque para o porto de Quanzhou, na província de Fujian.

Na semana passada, outro petroleiro chinês, o Yuan Hua Hu, também deixou o Estreito de Ormuz carregando petróleo iraquiano rumo ao leste da China.

Riscos à navegação continuam elevados

Autoridades marítimas internacionais seguem alertando para o alto risco operacional na região. O Centro Conjunto de Informação Marítima, coordenado pela Marinha dos Estados Unidos, informou que embarcações sofreram abordagens agressivas e ações consideradas hostis por unidades iranianas nos últimos dias.

Entidades do setor de transporte marítimo emitiram novos protocolos de segurança para navios que pretendem atravessar o estreito. Entre os principais riscos citados estão:

  • ataques militares;
  • uso de drones;
  • presença de minas marítimas;
  • congestionamentos inesperados;
  • redução da supervisão militar nas rotas.

Segundo as associações marítimas, centenas de navios ainda aguardam autorização ou condições mais seguras para cruzar a região, o que pode gerar novos problemas de navegação quando o fluxo começar a ser normalizado.

Petroleiro entra na região com transponder desligado

Os sistemas de rastreamento também identificaram a entrada do petroleiro Grand Lady, de bandeira cipriota, no Estreito de Ormuz com o transponder desligado — equipamento usado para transmitir localização e informações da embarcação.

O navio, que estava vazio, aparece ancorado próximo a Dubai, aumentando a preocupação sobre a segurança e o monitoramento do tráfego marítimo na área.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Portos

Tecon Santos 10: entidades pressionam por edital imediato e defendem modelo da Antaq

Representantes de importantes setores da economia brasileira divulgaram nesta terça-feira (19) um manifesto em defesa da publicação imediata do edital e da realização do leilão do Tecon Santos 10, terminal considerado estratégico para a expansão da infraestrutura portuária nacional.

O documento apoia o modelo elaborado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e pelo Ministério de Portos e Aeroportos, proposta que já recebeu aval do Tribunal de Contas da União (TCU).

Setor produtivo cobra rapidez no processo

As entidades afirmam que o processo já cumpriu todas as etapas técnicas e regulatórias necessárias, destacando que o projeto está qualificado no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) desde 2021.

No manifesto, os representantes do setor produtivo alertam que novas análises ou interferências após a conclusão do processo podem gerar insegurança jurídica e atrasar investimentos considerados fundamentais para a logística portuária e para a competitividade do país.

Segundo o texto, o projeto vem sendo debatido desde a época do chamado STS-10 e teve sua condução técnica realizada pela Antaq e pelo Ministério de Portos e Aeroportos ao longo dos últimos anos.

Entidades alertam para impacto econômico

As associações defendem que reabrir discussões já encerradas pode favorecer interesses específicos e comprometer avanços importantes para a economia brasileira.

O manifesto também pede que o governo mantenha o foco na eficiência da infraestrutura portuária e evite pressões corporativas que possam atrasar o leilão do terminal.

Para o setor, a demora na execução do projeto pode aumentar custos logísticos, reduzir a competitividade das exportações brasileiras e afastar investimentos privados.

Porto de Santos opera próximo do limite

A preocupação das entidades é reforçada pelo crescimento da movimentação de cargas no Porto de Santos, principal complexo portuário do país.

Segundo os dados apresentados no manifesto, o porto concentra cerca de 30% da movimentação nacional de contêineres e registrou alta de 11,6% em 2025, operando próximo ao limite de capacidade.

As associações afirmam que novos atrasos podem gerar gargalos operacionais, elevar despesas para importadores e exportadores e reduzir a eficiência do comércio exterior brasileiro.

Apoio ao modelo técnico da Antaq

Os signatários do documento destacam confiança no trabalho técnico desenvolvido pela Antaq e pelos órgãos envolvidos no projeto do Tecon Santos 10.

As entidades também reforçam apoio ao governo federal para garantir que o processo avance com rapidez, previsibilidade e segurança jurídica, preservando benefícios para operadores logísticos, trabalhadores, empresas e consumidores.

FONTE: Conjur
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa / MPor

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Portos

Porto do Rio de Janeiro passa a operar navios porta-contêineres de grande porte

O Porto do Rio de Janeiro atingiu um novo marco na infraestrutura logística brasileira ao receber, pela primeira vez, navios porta-contêineres com 366 metros de comprimento. A operação foi realizada com a atracação do MSC Katrina no terminal MultiRio, reforçando a capacidade do complexo portuário de atender embarcações de grande porte na costa da América do Sul.

O navio, da classe New Panamax, possui capacidade para transportar 14.131 TEUs e opera sob bandeira do Panamá. A chegada da embarcação simboliza um avanço estratégico para o comércio exterior brasileiro e amplia a competitividade do porto no cenário internacional.

Dragagem ampliou profundidade do canal

A operação do MSC Katrina só foi possível após a conclusão das obras de dragagem no canal principal de acesso ao porto.

O projeto, financiado integralmente pela PortosRio, recebeu investimentos de aproximadamente US$ 32,56 milhões. Com as melhorias, a profundidade mínima do canal aumentou de 15 metros para 16,2 metros.

A modernização também elevou o calado operacional para 15,3 metros, permitindo maior segurança nas manobras e acesso de embarcações maiores ao terminal.

Infraestrutura portuária ganha tecnologia e eficiência

Além da dragagem, o projeto incluiu novos sistemas de sinalização náutica e balizamento das vias navegáveis.

As melhorias tornam as operações mais eficientes para os navios porta-contêineres que atuam em rotas internacionais de longa distância. Os terminais MultiRio e Rio Brasil Terminal passam a contar com maior capacidade operacional e melhor aproveitamento das janelas comerciais.

Porto fortalece comércio internacional

A operação de embarcações desse porte gera ganhos logísticos importantes, incluindo redução de custos por contêiner transportado e maior eficiência nas cadeias globais de suprimentos.

Com a ampliação da estrutura, o Porto do Rio de Janeiro se consolida como um importante hub logístico para conexões comerciais entre Ásia, Europa e América.

Crescimento acompanha demanda do transporte marítimo

O aumento do tamanho dos cargueiros exige portos mais modernos, flexíveis e preparados tecnologicamente.

Com a nova capacidade operacional, o terminal brasileiro amplia sua relevância no comércio marítimo internacional e fortalece a integração do país às cadeias globais de abastecimento em 2026.

FONTE: Todo Logistica News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logistica News

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