Internacional

Estreito de Ormuz: Irã autoriza passagem de ajuda humanitária em meio à crise

O governo do Irã anunciou a liberação do trânsito de bens humanitários pelo Estreito de Ormuz, em meio às tensões geopolíticas que afetam uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo. A medida ocorre após restrições impostas durante a escalada do conflito com Estados Unidos e Israel.

Autorização para navios com carga humanitária

De acordo com informações divulgadas pela agência estatal iraniana, autoridades portuárias receberam instruções para permitir a passagem de embarcações que transportem carga humanitária.

A decisão inclui:

  • Elaboração de uma lista de navios considerados prioritários
  • Emissão de autorizações oficiais para empresas de transporte
  • Coordenação com operadores portuários para viabilizar o fluxo

A iniciativa busca garantir o abastecimento de itens essenciais mesmo em meio às restrições no tráfego marítimo.

Estreito de Ormuz no centro da tensão global

O Estreito de Ormuz se tornou ponto crítico após o início dos confrontos envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. A região é responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo, sendo vital para o equilíbrio do mercado internacional de energia.

Durante o auge da crise, o Irã chegou a interromper o tráfego e ameaçar embarcações, o que provocou forte alta no preço do petróleo e preocupação nos mercados globais.

Liberação parcial para países não hostis

Após o fechamento inicial, o governo iraniano flexibilizou o acesso ao permitir a passagem de navios de países considerados neutros ou não envolvidos no conflito.

Desde o início da flexibilização, embarcações de nações como França, Omã e Japão já conseguiram cruzar o estreito, sinalizando uma abertura controlada do corredor marítimo.

Estados Unidos mudam o tom sobre intervenção

Em meio à crise, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a sugerir uma possível ação militar para garantir a abertura do estreito, incluindo ataques à infraestrutura iraniana.

No entanto, dias depois, o discurso foi suavizado. O governo americano afirmou que o país possui baixa dependência do petróleo que passa pela região, indicando que outras nações deveriam assumir maior responsabilidade pela segurança da rota.

Importância estratégica para o comércio global

O Estreito de Ormuz conecta o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e é considerado um dos principais gargalos marítimos do mundo. Além de petróleo, a rota também é essencial para o transporte de commodities agrícolas, insumos e produtos industriais.

Qualquer interrupção no fluxo impacta diretamente o comércio internacional, elevando custos logísticos e gerando incertezas nos mercados de energia e alimentos.

Cenário segue sob monitoramento

Apesar da liberação para cargas humanitárias, o tráfego no estreito ainda é visto como instável. Analistas acompanham os desdobramentos do conflito, que podem influenciar o fluxo de mercadorias e a dinâmica da economia global nas próximas semanas.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Hamad

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Logística

Hélice naval gigante sustenta 90% do comércio global e redefine eficiência dos navios

Pouco visível ao público, a hélice naval é um dos componentes mais críticos da logística marítima global. Presente nos maiores navios porta-contêineres do planeta, essa estrutura pode pesar até 131 toneladas, medir cerca de 11 metros de diâmetro e custar até US$ 4 milhões por unidade.

Mesmo representando apenas entre 3% e 5% do custo total de uma embarcação, sua função é essencial: garantir eficiência, desempenho e continuidade nas operações que sustentam cerca de 90% do comércio mundial.

Evolução acompanha crescimento dos navios

O avanço tecnológico das hélices acompanha a evolução dos gigantes dos mares. Um exemplo é o MSC Irina, considerado um dos maiores navios do mundo, com quase 400 metros de comprimento e capacidade superior a 24 mil TEUs.

A diferença em relação ao passado é expressiva. O RMS Titanic, lançado em 1912, possuía hélices de cerca de 7 metros e 38 toneladas. Hoje, os padrões mudaram significativamente:

  • Diâmetro: entre 10 e 11,6 metros
  • Peso: entre 100 e 131 toneladas
  • Estrutura: de 4 a 6 pás
  • Material: liga de alumínio-níquel-bronze
  • Produção: até 4 meses

Produção concentrada e altamente especializada

A fabricação dessas hélices exige tecnologia avançada e precisão extrema. A alemã Mecklenburger Metallguss domina mais de 60% do mercado global, refletindo o alto nível de especialização necessário.

Pequenas variações na geometria das pás podem reduzir a eficiência do navio em até 10%, o que exige controle rigoroso em todas as etapas produtivas.

Processo industrial de alta precisão

A produção de uma hélice marítima envolve meses de trabalho e diversas etapas técnicas:

  • Modelagem digital em 3D e criação de moldes milimétricos
  • Fundição com metal a mais de 1.200 °C
  • Resfriamento controlado para evitar falhas estruturais
  • Usinagem com máquinas CNC de alta precisão
  • Acabamento manual, polimento e balanceamento

Além disso, são realizadas mais de 200 horas de inspeção, incluindo testes por ultrassom para detectar microfissuras.

Eficiência energética e impacto logístico

Hélices maiores operam com menor rotação e maior deslocamento de água, reduzindo turbulência e melhorando o consumo de combustível. Em rotas intercontinentais — como entre Ásia e Europa — isso representa ganhos significativos de eficiência.

Essas estruturas trabalham em conjunto com motores de alta potência, como os da MAN Energy Solutions e da WinGD, que podem alcançar até 100 mil hp.

Qualquer falha pode interromper operações por semanas, afetando cadeias logísticas globais. Por isso, navios desse porte passam por inspeções rigorosas e frequentemente operam com peças sobressalentes nas primeiras viagens.

Tecnologia silenciosa que sustenta o comércio

Apesar de operar longe dos olhos do público, a hélice naval é uma das engrenagens mais sofisticadas da indústria moderna. Sua combinação de escala, precisão e impacto direto na eficiência operacional mostra como tecnologias aparentemente invisíveis são fundamentais para manter o fluxo do comércio internacional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Notícias

Hapag-Lloyd tem navios encalhados no Golfo Pérsico e prejuízo cresce com conflito

A companhia de navegação Hapag-Lloyd enfrenta um cenário crítico no transporte marítimo internacional após a escalada do conflito no Oriente Médio. Seis navios da empresa permanecem encalhados no Golfo Pérsico, gerando custos adicionais estimados entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões por semana.

O impacto financeiro foi classificado pelo CEO, Rolf Habben Jansen, como “insustentável a longo prazo”.

Navios parados e tripulações à espera de solução

De acordo com o executivo, cerca de 150 tripulantes estão a bordo das embarcações impedidas de operar. As equipes seguem recebendo suprimentos básicos, como água e alimentos, enquanto a empresa busca alternativas para liberar os navios.

A situação é considerada um dos principais desafios atuais da companhia, que depende da normalização das rotas para retomar suas operações regulares.

Fechamento do Estreito de Ormuz agrava crise logística

A paralisação das embarcações está diretamente ligada às restrições no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o comércio global de energia e mercadorias.

O corredor marítimo permanece com limitações desde o fim de fevereiro, após o aumento das tensões envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O bloqueio parcial tem provocado efeitos em cadeia no transporte marítimo global, elevando custos e ampliando a incerteza logística.

Empresa adota medidas para conter prejuízos

Diante do cenário adverso, a Hapag-Lloyd intensificou estratégias de redução de custos e passou a explorar sinergias operacionais com a Maersk, parceira em operações logísticas.

A iniciativa busca mitigar os impactos financeiros enquanto a empresa aguarda uma solução para o impasse geopolítico.

Projeções mantidas, mas riscos permanecem

Apesar das dificuldades, a companhia manteve suas projeções para o ano fiscal de 2026. A expectativa é compensar os custos adicionais ao longo dos próximos meses.

Ainda assim, o CEO alertou que os efeitos do conflito podem se prolongar, especialmente se houver retração na demanda por transporte marítimo, o que pode pressionar ainda mais os resultados da empresa no longo prazo.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Portos

Porto de Itajaí recebe 430 carros de luxo e amplia movimentação em 2026

O Porto de Itajaí iniciou a semana com uma operação de destaque no setor logístico. Na manhã de segunda-feira (30), o terminal recebeu o navio Good Wood, especializado no transporte de veículos no sistema roll-on/roll-off (Ro-Ro), que descarregou 430 carros de luxo.

A atracação ocorreu por volta das 5h50, marcando mais um avanço na diversificação das cargas movimentadas e no fortalecimento da atividade portuária ao longo de 2026.

Operação ocorreu com segurança e eficiência

A chegada da embarcação foi realizada com o canal de acesso plenamente navegável, garantindo condições ideais para a manobra e a execução das atividades.

Após a atracação, as equipes deram início à descarga dos veículos, mantendo o fluxo contínuo das operações durante toda a manhã. Finalizado o processo logístico, o navio deixou o terminal ainda no início da tarde.

Movimentação de veículos cresce no porto

Com essa operação, o Porto de Itajaí já acumula três escalas de navios do tipo Ro-Ro neste ano, totalizando 1.515 veículos movimentados.

Confira as operações anteriores:

  • Victoria Highway: 628 veículos
  • Dover Highway: 457 veículos
  • Good Wood: 430 veículos

O aumento no volume reforça a retomada das atividades e indica maior dinamismo no setor de logística portuária.

Retomada fortalece economia regional

De acordo com a administração do terminal, o avanço na movimentação de veículos de alto valor agregado demonstra a confiança do mercado no porto catarinense.

A estratégia também amplia as oportunidades comerciais, impulsiona a geração de empregos e contribui para o desenvolvimento econômico da região. Além disso, o terminal se consolida como uma alternativa relevante no cenário nacional de transporte marítimo.

O que é o sistema roll-on/roll-off (Ro-Ro)

Os navios do tipo roll-on/roll-off (Ro-Ro) são projetados para o transporte de cargas sobre rodas, como carros, caminhões e máquinas pesadas.

Nesse modelo, os veículos entram e saem da embarcação dirigindo por rampas, sem a necessidade de guindastes. Isso torna as operações mais rápidas, reduz o tempo de carga e descarga e aumenta a eficiência da logística internacional.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Porto de Itajaí

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Internacional

Porto de Karachi dispara em transbordo após crise no Estreito de Ormuz

O porto de Karachi, no Paquistão, registrou um salto expressivo na movimentação de contêineres nas últimas semanas, impulsionado pela crise no Estreito de Ormuz. Em apenas 24 dias, o terminal movimentou um volume equivalente a todo o ano de 2025, refletindo mudanças nas rotas do transporte marítimo internacional.

Crescimento acelerado na movimentação de cargas

De acordo com o ministro federal de Assuntos Marítimos, Muhammad Junaid Anwar Chaudhry, o porto havia registrado cerca de 8.300 contêineres em operações de transbordo ao longo de 2025. No entanto, somente nas últimas semanas, o volume chegou a 8.313 contêineres, evidenciando a rápida expansão da demanda.

Conflito no Oriente Médio altera rotas marítimas

O aumento está diretamente ligado à interrupção no tráfego do Estreito de Ormuz, considerada uma das principais rotas globais de energia e comércio. O bloqueio, iniciado em 2 de março após tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, levou companhias de navegação a suspender operações em portos estratégicos do Golfo.

Com isso, hubs tradicionais como o porto de Jebel Ali, em Dubai, perderam capacidade operacional, forçando o redirecionamento de cargas para alternativas regionais, como Karachi.

Incentivos e estrutura favorecem o Paquistão

Além do cenário geopolítico, o crescimento foi impulsionado por medidas adotadas pelo governo paquistanês. Entre elas, a concessão de descontos de até 60% nas taxas portuárias, em vigor desde 18 de março, que tornou o terminal mais competitivo.

A presença de grandes operadores logísticos, como Hutchison Ports, Maersk e Cosco, também facilitou a adaptação das rotas. Outro fator relevante foi a capacidade ociosa dos terminais, ampliada pela redução do comércio de trânsito com o Afeganistão.

Desafios para se tornar hub logístico

Especialistas avaliam que o aumento do transbordo de cargas pode fortalecer a imagem do Paquistão como um potencial hub logístico regional. No entanto, alertam que a consolidação desse crescimento dependerá de políticas estáveis e de investimentos robustos em infraestrutura portuária e logística.

Apesar do momento favorável, ainda há dúvidas sobre a capacidade do país de sustentar o avanço sem ampliar sua estrutura ao longo de toda a cadeia logística.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Transporte

Companhias de navegação registram 5% de cancelamentos até 3 de maio

O setor de transporte marítimo de contêineres mantém cancelamentos limitados, mas enfrenta sinais de pressão operacional crescente, segundo a última análise da consultoria Drewry. Entre 28 de março e 3 de maio (semanas 14 a 18), 38 viagens de um total de 706 programadas foram canceladas, correspondendo a uma taxa de 5%, o que indica que 95% dos serviços seguem operando normalmente.

Rotas mais afetadas pelos cancelamentos

O relatório detalha que a maior concentração de cancelamentos ocorre na rota transpacífica Leste, representando 58% dos cortes, seguida pelas rotas Ásia-Europa/Mediterrâneo (26%) e transatlântica Oeste (16%). Entre as empresas, a Gemini Cooperation se destaca como a aliança mais confiável, com taxa de cancelamento de apenas 1% nas principais rotas Leste-Oeste.

Pressões operacionais e ajustes estratégicos

Segundo a Drewry, os cancelamentos refletem ajustes mais profundos nas redes de navegação, motivados pelo aumento dos custos operacionais e pelo contexto geopolítico envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Apesar disso, o impacto ainda é limitado: a capacidade de transporte permanece estável e não há interrupções generalizadas nos serviços essenciais, diferentemente de crises anteriores, como a ocorrida no Mar Vermelho.

Congestionamento portuário e redirecionamento de cargas

A consultoria alerta que o congestionamento portuário está crescendo no Sul da Ásia e em terminais alternativos no Oriente Médio, com portos indianos absorvendo volumes redirecionados. Os atrasos em pontos de transbordo importantes estão aumentando, trazendo mais complexidade ao planejamento operacional.

Tarifas em alta no transporte de contêineres

O cenário já impacta os preços. O Índice Mundial de Contêineres (WCI) da Drewry registrou aumento semanal de 5%, chegando a US$ 2.279 por FEU em 26 de março. As tarifas da rota Ásia-Europa/Mediterrâneo subiram 8%, enquanto as rotas Transpacífica e Transatlântica tiveram alta de 3%.

Perspectivas para proprietários de carga

Embora as condições ainda sejam administráveis, a Drewry alerta que o ambiente está se tornando mais desafiador. Aumento de custos e previsibilidade reduzida nas rotas exigem que os proprietários de carga adotem planejamento rápido e flexível para manter a eficiência operacional.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Comércio Exterior

Estreito de Ormuz: controle do Irã se fortalece e pressiona mercados globais de energia

Após um mês de confrontos no Oriente Médio, o Irã consolidou sua influência sobre o Estreito de Ormuz, um dos principais corredores marítimos do mundo. Apesar dos ataques realizados por Israel e Estados Unidos contra alvos estratégicos iranianos, analistas apontam que Teerã alcançou uma vantagem relevante ao ampliar o controle sobre o fluxo de navios na região.

Dados recentes indicam uma redução drástica na movimentação de embarcações. Em março, apenas cerca de seis navios por dia cruzaram o estreito, número muito inferior à média habitual de aproximadamente 135 travessias diárias.

A maior parte dos petroleiros que conseguiram deixar a região — cerca de 80% — tem ligação direta com o Irã ou com países aliados. Esse cenário reforça a influência iraniana sobre a circulação marítima em uma rota essencial para o comércio global de petróleo.

Atualmente, praticamente todas as embarcações que transitam pelo estreito seguem trajetos próximos à costa iraniana e, em muitos casos, dependem de autorização prévia para garantir passagem segura. Relatos do setor indicam que navios vêm sendo solicitados a fornecer informações detalhadas, como carga e tripulação, além de possíveis taxas. O governo iraniano também estuda formalizar esse controle por meio de um pedágio oficial, o que institucionalizaria práticas já observadas no mercado.

Impactos geopolíticos e legais

O controle do Estreito de Ormuz levanta questionamentos sobre o cumprimento do direito marítimo internacional. A Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS) prevê livre trânsito em rotas estratégicas, mas nem Irã nem Estados Unidos ratificaram formalmente o acordo.

A soberania sobre a região, inclusive, integra as condições apresentadas por Teerã em negociações com Washington.

Pressão sobre exportações e cadeias de energia

Enquanto diversos países enfrentam dificuldades para escoar petróleo, o Irã mantém suas exportações em alta. Em março, o país exportou cerca de 1,8 milhão de barris por dia, com destaque para o fluxo direcionado à China.

Em contraste, produtores como Iraque e Arábia Saudita registraram quedas expressivas nas exportações, impactados pelas restrições logísticas e pelo acúmulo de estoques.

O efeito no mercado internacional foi imediato. O petróleo Brent acumulou valorização próxima de 60% no mês, refletindo a instabilidade e o risco na região.

Diante desse cenário, grandes importadores como Índia, Turquia e Paquistão buscaram negociações diretas com o Irã para liberar cargas e reduzir pressões no abastecimento energético.

Seguros, fretes e incerteza no setor marítimo

O ambiente de risco também elevou significativamente os custos operacionais. Seguradoras passaram a classificar o Oriente Médio como zona de guerra, elevando os prêmios para transporte marítimo — que chegaram a até 10% do valor das embarcações no caso de Ormuz.

Além disso, rotas alternativas e novos indicadores de frete começaram a surgir, refletindo a necessidade de adaptação rápida por parte de traders, armadores e operadores logísticos.

Novo cenário mesmo após a guerra

Embora a proposta de pedágio possa indicar uma tentativa de normalização do tráfego, especialistas avaliam que o cenário dificilmente retornará ao padrão anterior, mesmo com um eventual cessar-fogo.

A combinação de riscos geopolíticos, sanções e mudanças estruturais no transporte marítimo sugere uma nova dinâmica para o comércio global de energia.

Fonte: Bloomberg

Texto: Redação

Imagem: Arquivo / ReConecta News

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Transporte

Hapag-Lloyd registra custos extras de até US$ 50 milhões por semana devido à crise no Irã

A armadora alemã Hapag-Lloyd vem enfrentando um impacto financeiro significativo em razão da crise no Irã. Segundo o diretor-executivo da companhia, os custos adicionais variam entre US$ 40 milhões e US$ 50 milhões por semana, impulsionados principalmente pelo aumento nos gastos com combustível, seguros e armazenamento de contêineres.

Em entrevista à emissora NTV, o CEO Rolf Habben Jansen afirmou que a empresa não pode simplesmente absorver esses custos sem اتخاذ medidas.

Custos devem ser repassados aos clientes

De acordo com o executivo, a tendência é que os custos logísticos extras sejam repassados aos clientes, refletindo diretamente no valor do transporte marítimo global.

A situação reforça o impacto da instabilidade geopolítica nas cadeias de suprimentos e no comércio internacional, especialmente em rotas estratégicas.

Suspensão de rotas no Estreito de Ormuz

No dia 3 de março de 2026, a Hapag-Lloyd decidiu suspender o trânsito de seus navios pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo, por questões de segurança.

Na ocasião, a empresa destacou que a decisão não foi opcional, mas sim uma resposta necessária às condições atuais e às restrições regulatórias impostas na região.

Impactos nas operações no Golfo Arábico

Como consequência da medida, serviços com destino a portos do Golfo Arábico passaram a sofrer atrasos, desvios de rota e alterações nos itinerários, afetando a previsibilidade das entregas e elevando os desafios logísticos para clientes e operadores.

A crise evidencia como conflitos regionais podem gerar efeitos imediatos no transporte marítimo, pressionando custos e exigindo ajustes rápidos das empresas do setor.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Internacional

Estreito de Hormuz: Irã começa a cobrar taxas de navios e eleva tensão no comércio global

O governo do Irã passou a exigir taxas de navios no Estreito de Hormuz, medida que reforça o controle estratégico do país sobre uma das principais rotas marítimas de energia do mundo. A cobrança, ainda sem regras claras, já impacta o transporte marítimo internacional e levanta preocupações no setor.

Cobrança pode chegar a US$ 2 milhões por viagem

De acordo com informações de mercado, alguns navios comerciais estão sendo solicitados a pagar valores que podem chegar a US$ 2 milhões por travessia. A prática ocorre de forma irregular, sem padrão definido, funcionando como uma espécie de “pedágio informal”.

Relatos indicam que parte das embarcações já realizou pagamentos, embora os critérios e mecanismos de cobrança ainda não estejam totalmente transparentes.

Conflito geopolítico influencia restrições

A medida ocorre em meio ao aumento das tensões envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Desde o início do conflito, Teerã vem impondo restrições à circulação de embarcações ligadas direta ou indiretamente a seus adversários.

O Estreito de Hormuz é responsável pela passagem de cerca de 25% do petróleo mundial, além de grandes volumes de produtos petroquímicos essenciais para a economia global.

Questionamentos sobre legalidade internacional

A iniciativa iraniana tem gerado reações de outros países. A Índia, por exemplo, reforçou que a liberdade de navegação no estreito é garantida por normas internacionais e que não cabe a nenhum país cobrar pelo uso da rota.

O posicionamento veio após embarcações indianas conseguirem deixar o Golfo Pérsico transportando gás liquefeito de petróleo (GLP).

Proposta pode virar regra oficial

No cenário político interno, o tema também avança. Um parlamentar iraniano afirmou recentemente que há uma proposta em andamento para formalizar a cobrança pelo uso do estreito como rota segura de navegação.

Caso seja aprovada, a medida pode institucionalizar a cobrança e ampliar seus impactos no comércio internacional.

Países do Golfo veem risco estratégico

Produtores de energia do Golfo Pérsico demonstram preocupação com a possibilidade de cobrança, mesmo que informal. Segundo fontes do setor, a prática levanta questões sobre soberania e pode abrir precedentes perigosos.

Além disso, há temor de que o corredor energético global seja utilizado como instrumento político, aumentando a instabilidade nos mercados de petróleo e gás.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Envato

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Portos

Porto de Paranaguá bate recorde com desembarque de 3.370 veículos elétricos

O Porto de Paranaguá registrou o maior desembarque de veículos elétricos da história do Paraná em uma única operação. Ao todo, 3.370 automóveis importados chegaram ao terminal na segunda-feira (23), em uma operação que durou cerca de 17 horas.

Os veículos, produzidos pela montadora chinesa Geely, foram transportados pelo navio Tang Hong, com origem no porto de Nasha, na China.

Operação logística de grande escala

A descarga teve início na noite de domingo (22) e mobilizou uma ampla equipe operacional. Mais de 100 trabalhadores participaram apenas do primeiro turno, incluindo estivadores, fiscais e profissionais de apoio.

Mesmo com chuva na região portuária, a operação ocorreu dentro do cronograma previsto. A produtividade chamou atenção:

  • média de 220 veículos descarregados por hora
  • desempenho superior a outros portos brasileiros, que operam entre 150 e 180 veículos/hora

Após o desembarque, os automóveis foram direcionados ao Terminal de Veículos Ascensus, onde permanecem armazenados antes de seguirem para a unidade da Renault em São José dos Pinhais (PR).

Estrutura especializada garante eficiência

O recorde reforça o papel do Porto de Paranaguá na logística automotiva nacional. A operação foi realizada no berço 219, área dedicada exclusivamente à movimentação de veículos.

Além da agilidade, a operação exigiu alto nível de precisão para evitar danos à carga, característica essencial nesse tipo de atividade.

Expansão das rotas impulsiona setor automotivo

O crescimento da movimentação de veículos importados está ligado à ampliação das rotas marítimas no porto. Em 2025, Paranaguá passou a contar com uma nova linha operada pelo navio Neptune Hellas, da armadora Neptune Lines, especializada em cargas rolantes.

Essa expansão aumentou a conectividade internacional do terminal e consolidou sua posição como um dos principais corredores logísticos do setor no Brasil.

Atualmente, o porto conta com cinco linhas fixas para transporte de veículos.

Hub estratégico no Sul do Brasil

A localização estratégica, próxima a importantes polos industriais e montadoras da região Sul, fortalece o porto como um dos principais hubs de importação e exportação de automóveis do país.

A estrutura dedicada ao segmento inclui áreas amplas para armazenamento, como o pátio operado pela Ascensus, com capacidade para milhares de veículos.

Em 2025, a Portos do Paraná movimentou mais de 106 mil veículos entre importações e exportações, consolidando o crescimento do setor.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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