Comércio Exterior

Estreito de Malaca entra no radar global e acende alerta no comércio marítimo

Com a crise no Estreito de Ormuz, outra rota estratégica para o comércio internacional começa a gerar preocupação: o Estreito de Malaca, no sudeste asiático. A região voltou ao centro das atenções após discussões envolvendo possível ampliação da presença militar dos Estados Unidos na área, o que pode trazer impactos geopolíticos relevantes.

Rota essencial para o comércio global

O Estreito de Malaca é considerado uma das principais artérias do transporte marítimo mundial. Ele conecta os oceanos Índico e Pacífico, sendo a via mais curta entre regiões como Oriente Médio, Europa e leste asiático.

Por essa rota passam:

  • cerca de 29% do petróleo transportado por via marítima no mundo;
  • aproximadamente um terço do comércio global;
  • grandes volumes de gás natural liquefeito (GNL).

Além de energia, o estreito é fundamental para o fluxo de produtos eletrônicos, bens industriais, automóveis e commodities agrícolas como soja e cereais.

Volume de cargas e relevância econômica

Dados recentes indicam que mais de 23 milhões de barris de petróleo transitam diariamente pelo estreito. O local também concentra cerca de 25% do comércio marítimo global de automóveis, evidenciando sua importância logística.

Diferentemente de outras rotas estratégicas, o papel de Malaca vai além da energia, abrangendo uma ampla diversidade de mercadorias, o que reforça seu peso na economia global.

Riscos crescentes: pirataria e fatores naturais

Apesar da relevância, o estreito enfrenta desafios constantes. Entre eles:

  • aumento de casos de pirataria marítima, com mais de 100 incidentes registrados recentemente;
  • riscos naturais, como tsunamis e פעילות vulcânica;
  • alta densidade de tráfego, que eleva o risco de acidentes.

Esses fatores tornam a região vulnerável e exigem monitoramento contínuo.

Tensões geopolíticas elevam preocupação

O interesse estratégico no Estreito de Malaca não é apenas econômico, mas também político. A possibilidade de maior presença militar estrangeira na região pode alterar o equilíbrio de poder e gerar tensões entre grandes potências, como Estados Unidos, China e Índia.

Especialistas apontam que, embora impactos imediatos no comércio sejam improváveis, o cenário pode evoluir para um ambiente mais competitivo e militarizado no longo prazo.

Impactos indiretos no comércio global

Mesmo sem interrupções diretas, mudanças na dinâmica de segurança podem gerar efeitos como:

  • aumento nos custos de seguro marítimo;
  • maior percepção de risco nas rotas;
  • volatilidade nos fluxos comerciais.

Esses fatores podem afetar cadeias logísticas globais e pressionar custos de transporte.

O “dilema de Malaca” e a dependência da China

A importância do estreito é ainda mais evidente para a China. O conceito conhecido como “dilema de Malaca” descreve a forte dependência do país dessa rota para exportações e importações.

Atualmente:

  • cerca de 75% do petróleo importado pela China passa pela região;
  • aproximadamente 60% do comércio marítimo chinês utiliza essa rota.

Essa dependência representa um risco estratégico, especialmente em cenários de conflito ou bloqueio.

Alternativas são limitadas

Embora existam rotas alternativas, como os estreitos de Sunda e Lombok, elas apresentam limitações logísticas e operacionais. Outras opções, como contornar a Austrália, implicam custos elevados e maior tempo de viagem.

Diante disso, a tendência é que países dependentes da rota, como China, Japão e Coreia do Sul, continuem apostando em estratégias para gerenciar riscos, em vez de substituí-la.

Equilíbrio geopolítico em jogo

A movimentação recente envolvendo a Indonésia reflete um cenário de equilíbrio diplomático. O país busca manter relações tanto com os Estados Unidos quanto com a China, evitando alinhamentos diretos.

Esse contexto reforça a complexidade do comércio global, cada vez mais influenciado por disputas estratégicas em regiões-chave.

FONTE: BBC
TEXTO: Redação
IMAGEM: BBC

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Logística

Hapag-Lloyd firma acordo com TCP de Paranaguá para ampliar operações no Brasil

A Hapag-Lloyd reforçou sua presença no país ao firmar um acordo de longo prazo com o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP). A parceria tem como foco ampliar a confiabilidade dos serviços portuários, fortalecer a operação logística e sustentar o crescimento da companhia no mercado brasileiro.

Parceria estratégica fortalece logística portuária

O novo contrato estabelece uma base estável para que a armadora continue utilizando a infraestrutura do TCP, um dos principais hubs logísticos do Brasil. A iniciativa permite maior previsibilidade nas operações e contribui para o planejamento de longo prazo, com foco em eficiência operacional e expansão das atividades marítimas.

Além disso, o acordo consolida o papel do terminal como um gateway estratégico para o comércio internacional, ampliando sua relevância no cenário da navegação global.

Investimentos e expansão do Porto de Paranaguá

O TCP segue em trajetória de crescimento, com sucessivos recordes de movimentação de cargas. A expectativa é de novos avanços com investimentos em infraestrutura portuária e aquisição de equipamentos.

Entre os destaques está o aumento do calado operacional do Porto de Paranaguá, que deve alcançar 15,5 metros nos próximos anos. A mudança permitirá a operação de navios maiores, elevando a capacidade logística e a competitividade do terminal.

Hapag-Lloyd aposta em serviços mais confiáveis

Para a Hapag-Lloyd, o acordo representa um passo importante na melhoria da qualidade dos serviços oferecidos no Brasil. A integração mais próxima com o TCP deve garantir soluções logísticas mais resilientes, eficientes e alinhadas às demandas dos clientes.

A empresa busca, com isso, fortalecer sua atuação no país e ampliar a confiabilidade de sua cadeia de transporte marítimo.

Estratégia global mira liderança em qualidade

A iniciativa está alinhada à Estratégia 2030 da companhia, que visa posicionar a Hapag-Lloyd como referência em qualidade no setor. O plano inclui a ampliação do portfólio de terminais e o fortalecimento de parcerias com portos considerados estratégicos.

Com o aprofundamento da colaboração com o TCP, a empresa avança na oferta de soluções logísticas integradas, além de reforçar sua presença no comércio exterior brasileiro.

FONTE: Guia Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

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Internacional

Estreito de Ormuz volta ao centro da crise após ataques a navios e ameaças do Irã

A tensão no Estreito de Ormuz aumentou neste sábado após relatos de ataques a embarcações e declarações contraditórias do governo iraniano sobre o fechamento da rota, considerada vital para o comércio global de petróleo.

Irã anuncia fechamento após incidentes com navios

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã afirmou que o estreito estaria fechado, segundo a mídia estatal do país. A decisão veio logo após dois navios com bandeira da Índia relatarem disparos enquanto tentavam atravessar a região.

No dia anterior, o ministro das Relações Exteriores iraniano havia indicado que a passagem estava liberada. Já o presidente Donald Trump declarou que a rota permanecia aberta, embora tenha mantido um bloqueio dos EUA a embarcações provenientes de portos iranianos — fator que, segundo analistas, contribuiu para a escalada de tensão.

Incidentes aumentam incerteza na rota estratégica

Autoridades indianas convocaram o embaixador iraniano após o que classificaram como um “incidente grave”. Dados da plataforma TankerTrackers.com indicam que duas embarcações indianas mudaram de rota após os episódios.

O órgão United Kingdom Maritime Trade Operations informou que um petroleiro foi alvo de disparos de embarcações iranianas, enquanto outro navio, do tipo porta-contêiner, foi atingido por um projétil de origem não identificada.

Fluxo de navios e impacto no mercado

Segundo a empresa de rastreamento marítimo Kpler, 17 navios cruzaram o estreito no sábado antes do anúncio de fechamento, enquanto outros 10 haviam passado na sexta-feira.

A instabilidade no local reforça preocupações com a segurança energética global e possíveis impactos nos preços de petróleo e gás, já que o estreito é uma das principais rotas de exportação do Oriente Médio.

Negociações e cessar-fogo entram em cena

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã informou que está avaliando propostas enviadas pelos Estados Unidos por meio do Paquistão, que sediou recentes negociações de paz.

Em pronunciamento, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, classificou o cessar-fogo como uma vitória e destacou o controle do país sobre o estreito.

Líbano vive trégua e retorno de deslocados

Um cessar-fogo de 10 dias entrou em vigor no Líbano, elevando as expectativas por uma solução mais ampla para o conflito. Milhares de famílias começaram a retornar às suas casas, especialmente no sul do país.

O Irã havia condicionado um acordo mais amplo à extensão da trégua ao território libanês.

Hezbollah e novas exigências

O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que o grupo está disposto a cooperar com autoridades locais para encerrar o conflito com Israel. Entre as exigências está a retirada das tropas israelenses do território libanês — condição considerada difícil de ser atendida.

Morte de soldado da ONU e crise energética

O presidente da França, Emmanuel Macron, informou que um integrante das forças de paz da ONU foi morto no Líbano. Ele sugeriu envolvimento do Hezbollah, que negou participação.

Especialistas alertam que, mesmo com a reabertura total do Estreito de Ormuz, o mercado pode levar semanas para normalizar os preços de energia, ampliando os riscos de uma crise energética global.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Asghar Besharati/Associated Press

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Transporte

MSC alcança 1.000 navios e consolida liderança no transporte marítimo global

A gigante do transporte marítimo Mediterranean Shipping Company (MSC) atingiu um marco histórico ao se tornar a primeira empresa do mundo a operar uma frota de 1.000 navios porta-contêineres. A informação foi divulgada pela consultoria asiática Linerlytica, especializada no setor.

Entrega de novo navio garante recorde

O feito foi possível após a entrega do navio MSC Migsan, com capacidade para 11.480 TEUs, construído pelo estaleiro Zhoushan Changhong Shipyard. A incorporação da embarcação elevou a frota da companhia ao patamar inédito de quatro dígitos na indústria de contêineres.

Expansão acelerada e liderança global

Empresa privada e maior armadora de contêineres do planeta, a MSC ultrapassou a dinamarquesa Maersk há cerca de cinco anos, consolidando sua posição no topo do ranking mundial. Atualmente, sua frota é cerca de 57% maior que a da principal concorrente.

Com capacidade total de aproximadamente 7,3 milhões de TEUs, a companhia alcança um volume equivalente à soma das frotas de outras grandes operadoras globais, como Hapag-Lloyd, Ocean Network Express, Evergreen Marine e HMM.

Crescimento impulsionado pelo mercado

Segundo especialistas, o avanço da empresa coincide com o período de maior valorização já registrado no mercado de transporte de contêineres, especialmente a partir de 2020. O diferencial da MSC está no fato de ter ampliado sua presença global majoritariamente por meio de crescimento orgânico, sem depender de grandes aquisições.

Sucessão familiar e legado

A companhia também anunciou recentemente mudanças em sua estrutura de comando. O fundador Gianluigi Aponte, de 85 anos, transferiu o controle do grupo para seus filhos, Diego Aponte e Alexa Aponte.

“Essa transição reflete não apenas o comprometimento e as conquistas deles, mas também a continuidade da tradição marítima da nossa família”, afirmou o empresário.

Natural de Nápoles, Aponte fundou a MSC em 1970 e transformou a companhia em um dos maiores conglomerados do setor, com forte atuação também no mercado de cruzeiros.

Fortuna e relevância global

A família Aponte figura entre as mais ricas do mundo, aparecendo regularmente na lista de bilionários da Forbes e sendo frequentemente apontada como a mais rica da Suíça.

FONTE: Splash 247
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Zhoushan Changhong International Shipyard

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Logística

Navegação brasileira cresce em fevereiro e impulsiona comércio e logística

A navegação brasileira apresentou crescimento em fevereiro, reforçando o papel estratégico do setor para o comércio exterior e a economia nacional. Ao todo, foram movimentadas 101 milhões de toneladas, volume 3,78% superior ao registrado no mesmo período anterior.

O resultado indica avanço na capacidade logística do país e maior dinamismo nas operações portuárias.

Terminais privados lideram expansão

Os Terminais de Uso Privado (TUPs) tiveram desempenho de destaque, com movimentação de 67,7 milhões de toneladas — alta de 8,9%. O crescimento reflete o impacto dos investimentos privados e da modernização das operações no setor portuário.

Portos regionais ganham protagonismo

Entre os principais destaques, o Porto de Suape, em Pernambuco, registrou crescimento de 19,3%, com 2,1 milhões de toneladas movimentadas.

Já o terminal marítimo de Ponta Ubu, no Espírito Santo, apresentou expansão expressiva de 83%, alcançando 1,4 milhão de toneladas. Os números evidenciam o potencial logístico de regiões estratégicas para o escoamento de cargas.

Longo curso e cabotagem avançam

A navegação de longo curso, fundamental para o comércio internacional, movimentou 69,1 milhões de toneladas, com alta de 3,6%.

A cabotagem, responsável pelo transporte entre portos nacionais, também registrou crescimento relevante de 8,2%, totalizando 24,5 milhões de toneladas.

Tipos de carga mostram desempenho positivo

O avanço da movimentação foi impulsionado principalmente por alguns segmentos:

  • Granel líquido: alta de 11,2%, chegando a 26,9 milhões de toneladas
  • Carga conteinerizada: crescimento de 10,2%, com 12,4 milhões de toneladas
  • Movimentação em TEUs: avanço de 14,1%, somando 1,2 milhão de unidades
  • Granel sólido: leve alta de 0,2%, com 57 milhões de toneladas

Mercadorias específicas impulsionam resultados

Alguns produtos registraram crescimento expressivo na movimentação:

  • Carvão mineral: alta de 48,8% (1,6 milhão de toneladas)
  • Sal: aumento de 39,1% (741 mil toneladas)
  • Petróleo bruto: crescimento de 16,2% (17,7 milhões de toneladas)

Investimentos fortalecem infraestrutura logística

O desempenho positivo é atribuído ao avanço de projetos de modernização e à ampliação da infraestrutura portuária brasileira. A estratégia inclui maior integração entre modais e estímulo à participação do setor privado.

A tendência é que o setor continue sendo um dos pilares para o crescimento econômico, geração de empregos e aumento da competitividade do país no cenário global.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Logística

Frete marítimo dispara no Brasil com guerra no Oriente Médio e pressiona exportações

As tarifas de frete marítimo no Brasil registraram forte alta em abril, impulsionadas pelas incertezas em torno do conflito envolvendo o Irã. Dados da consultoria Solve Shipping apontam que os embarques em contêineres com destino ao Mediterrâneo — rota estratégica para o Oriente Médio — ficaram 67% mais caros em relação a março.

Outras rotas relevantes também apresentaram aumentos expressivos. O custo de envio para a costa leste dos Estados Unidos e o norte da Europa subiu 80%, enquanto o frete para o Golfo do México avançou 89% no mesmo período.

Exportações de carne sentem impacto mais intenso

O setor de proteína animal está entre os mais afetados. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o valor do transporte de contêineres refrigerados pela rota do Estreito de Hormuz mais que dobrou desde o início da guerra, passando de US$ 3 mil para cerca de US$ 7 mil.

O Oriente Médio responde por aproximadamente 15% das exportações do segmento, o que amplia a preocupação com os custos logísticos. Ainda assim, os preços atuais seguem cerca de 17% abaixo dos níveis registrados em abril de 2025, quando tensões comerciais globais provocaram uma corrida antecipada por embarques.

Custos sobem com combustível caro e rotas alternativas

Apesar de ainda não terem atingido o pico histórico, os valores do frete internacional já preocupam o setor logístico. Especialistas apontam que o aumento é resultado de uma combinação de fatores, com destaque para a disparada do petróleo, que elevou significativamente o custo do combustível.

Além disso, cerca de 10% da frota global de contêineres tem sido impactada pelas restrições nas rotas do Oriente Médio. Com isso, cargas precisam ser redirecionadas para portos intermediários, reduzindo a capacidade disponível e encarecendo as operações.

Portos alternativos em países como Paquistão, Omã, Singapura e Arábia Saudita também enfrentam congestionamentos, agravando ainda mais a situação.

Rotas mais longas encarecem e atrasam entregas

Uma das alternativas adotadas tem sido o envio de mercadorias até o porto de Jeddah, na Arábia Saudita, seguido de transporte terrestre até o Golfo Pérsico. Embora viável, essa opção é mais lenta e gera custos adicionais para os exportadores.

Além das tarifas tradicionais, empresas de navegação passaram a cobrar taxas extras relacionadas ao risco de guerra, que podem chegar a US$ 3 mil por contêiner padrão e até US$ 4 mil para cargas refrigeradas.

Exportadores de commodities enfrentam maiores desafios

Produtores de commodities agrícolas e carnes estão entre os mais prejudicados, já que lidam com produtos perecíveis que exigem transporte rápido e refrigerado. Exportadores de itens com menor valor agregado, como madeira, também enfrentam dificuldades adicionais diante da escalada dos custos.

Por outro lado, grandes empresas conseguem absorver melhor os impactos devido à maior capacidade logística e margens mais robustas.

Mercado ainda reflete volatilidade pós-pandemia

A diferença em relação aos preços de 2025 evidencia a volatilidade do transporte marítimo global desde a pandemia. No ano passado, o setor enfrentou um cenário mais crítico, com tarifas elevadas devido a tensões comerciais e interrupções em rotas estratégicas, como no Mar Vermelho.

Desde então, houve ampliação da frota de navios, o que ajudou a aumentar a oferta e conter parte da pressão sobre os preços.

Riscos de escassez e novos aumentos

Além da alta nos custos, cresce a preocupação com possíveis gargalos logísticos. Há risco de falta de combustível para navios e escassez de contêineres, especialmente se as restrições no Estreito de Hormuz se prolongarem.

No caso das importações brasileiras, o impacto ainda é moderado. Na rota com a Ásia — principal origem de produtos importados —, o frete subiu 4,65% em abril frente a março.

Especialistas avaliam que a contenção se deve, em parte, à desaceleração da economia interna e à redução de pedidos, diante do receio de paralisações e dos efeitos da guerra. No entanto, com a redução dos estoques e a continuidade do conflito, a expectativa é de novas altas nas tarifas ainda na segunda metade de abril.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Arquivo

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Internacional

Maersk mantém alerta máximo no Estreito de Ormuz e reforça cautela no transporte marítimo

A Maersk segue operando com nível elevado de cautela no Estreito de Ormuz, mesmo após o anúncio de um cessar-fogo temporário entre Estados Unidos e Irã. A região é considerada estratégica para o comércio global de petróleo e mercadorias, o que amplia a preocupação com a segurança da navegação.

Trégua não garante segurança na região

Em comunicado, a gigante dinamarquesa avaliou que o acordo de duas semanas pode representar uma possível retomada gradual do tráfego marítimo. Ainda assim, a empresa ressaltou que a situação permanece incerta e não oferece garantias suficientes para uma normalização imediata das operações.

Diante disso, a Maersk informou que não pretende alterar, por ora, suas rotas ou políticas de navegação, mantendo decisões baseadas em análises constantes de risco antes de autorizar viagens pelo Golfo Pérsico.

Tensões no Golfo elevam riscos logísticos

A postura conservadora reflete o ambiente ainda instável na região. As recentes tensões geopolíticas no Oriente Médio elevaram o nível de alerta entre empresas de transporte marítimo e seguradoras.

O Estreito de Ormuz é responsável por uma fatia relevante do fluxo mundial de petróleo. Por isso, qualquer instabilidade no local tende a impactar diretamente os preços de energia e os custos do transporte global.

Impactos já afetam cadeia de suprimentos

No mês anterior, a companhia já havia adotado medidas mais restritivas, como a suspensão de reservas de carga para diversos portos no Golfo. Além disso, foram implementadas sobretaxas emergenciais de combustível em nível global.

Essas ações evidenciam o chamado efeito cascata das crises regionais sobre a logística internacional, com reflexos diretos em custos operacionais e prazos de entrega.

Risco geopolítico segue no radar

Para analistas, a decisão da empresa reforça que o risco geopolítico continua sendo um fator determinante para o comércio global, mesmo diante de avanços diplomáticos pontuais.

Na prática, o cenário indica a manutenção de rotas alternativas, custos mais elevados e possíveis atrasos nas entregas nas próximas semanas, pressionando toda a cadeia de suprimentos.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Internacional

Estreito de Ormuz permanece aberto sob controle do Irã e com tráfego limitado

O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de energia, segue oficialmente aberto, mas com circulação restrita e sob supervisão direta do governo iraniano. A informação foi confirmada pelo vice-chanceler Saeed Khatibzadeh.

Navegação depende de autorização militar iraniana

Segundo autoridades do país, embarcações interessadas em cruzar o estreito precisam solicitar autorização prévia às forças militares do Irã. Apenas navios considerados não hostis recebem permissão para seguir viagem.

Na prática, o controle do Estreito de Ormuz permanece rígido, com forte monitoramento por parte de Teerã, mesmo após a sinalização de abertura da rota.

Fluxo de navios cai drasticamente

Apesar da liberação formal, o tráfego segue muito abaixo do normal. Atualmente, apenas cerca de 15 embarcações por dia conseguem atravessar a passagem marítima.

Antes do início do conflito, o volume diário era de aproximadamente 130 navios. A redução expressiva reflete as condições de segurança na região, incluindo riscos operacionais e a presença de possíveis ameaças, como minas marítimas.

Impacto direto no mercado de petróleo

O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo, conectando o Golfo ao Oceano Índico. Por isso, qualquer restrição na região afeta diretamente o mercado internacional de petróleo.

Desde o início das tensões, no fim de fevereiro, a diminuição no fluxo de cargas tem pressionado os preços globais da commodity. Mesmo após um cessar-fogo temporário de 14 dias com os Estados Unidos, o cenário ainda não voltou à normalidade.

A retomada parcial das operações já foi suficiente para provocar novas oscilações nos contratos internacionais de petróleo.

Comunidade internacional reage a restrições

O modelo de controle adotado pelo Irã gera preocupação entre países e organizações internacionais. A União Europeia defende a liberdade de navegação na rota e criticou possíveis limitações impostas ao tráfego marítimo.

A França também se posicionou contra qualquer tipo de cobrança ou restrição adicional, classificando como inaceitável a possibilidade de pedágios para a travessia.

Incertezas sobre normalização da rota

Especialistas avaliam que o sistema de autorizações pode enfrentar dificuldades logísticas, considerando o alto volume de navios que dependem do estreito.

Enquanto isso, o fluxo global de petróleo segue condicionado à estabilidade na região, mantendo o mercado em alerta diante de possíveis novos desdobramentos.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Comércio Exterior

Frete marítimo: índice global de contêineres sobe 1% e pressiona custos logísticos

Após um período de estabilidade, o índice global de preços de contêineres voltou a registrar alta, refletindo mudanças nas principais rotas marítimas e impactos na logística internacional.

O Índice Mundial de Contêineres (WCI), divulgado pela consultoria Drewry, avançou 1% na última semana. O valor médio do frete passou de US$ 2.287 para US$ 2.309 por contêiner de 40 pés.

Segundo a consultoria, o aumento foi impulsionado principalmente pelas rotas Transpacífica e Transatlântica, que vêm apresentando maior volatilidade nos preços.

Rota Transatlântica tem salto expressivo

Um dos principais destaques foi a elevação nas tarifas spot entre Roterdã e Nova York, que subiram 25% em uma semana, atingindo US$ 1.968 por contêiner de 40 pés.

Esse movimento rompe o padrão recente de estabilidade no comércio Transatlântico e está diretamente ligado à redução de 13% na capacidade marítima disponível para abril.

Transpacífico também registra aumento

No eixo Transpacífico, os preços também avançaram. As tarifas entre Xangai e Nova York cresceram 7%, chegando a US$ 3.671, enquanto os embarques para Los Angeles tiveram alta de 9%, alcançando US$ 2.910 por contêiner.

A tendência reforça o cenário de pressão sobre o frete marítimo global, especialmente em rotas de alta demanda.

Ásia–Europa segue em queda

Na contramão das demais rotas, o transporte entre Ásia e Europa apresentou recuo nos preços. Os fretes de Xangai para Gênova caíram 3%, enquanto os envios para Roterdã tiveram queda mais acentuada, de 9%.

Custos de combustível e tensões geopolíticas influenciam mercado

A Maersk busca aprovação regulatória nos Estados Unidos para implementar uma sobretaxa emergencial de bunker, diante da volatilidade dos custos de combustível.

Além disso, as tensões no Oriente Médio seguem impactando o setor. Um cessar-fogo temporário no Estreito de Ormuz permitiu a retomada parcial das operações, mas ainda há incertezas operacionais e logísticas.

Perspectiva: tendência de alta no curto prazo

Apesar da retomada gradual de algumas atividades marítimas, a normalização dos fluxos de petróleo — responsáveis por cerca de 20% da oferta global que passa pelo estreito — pode levar meses.

Esse cenário mantém a pressão sobre o custo do combustível bunker e indica que as tarifas de frete marítimo devem continuar elevadas nas próximas semanas.

Fonte: Drewry

Texto: Redação

Imagem: Infomoney/REUTERS/Carlos Barria

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Portos

Portos do Nordeste crescem 17% e Suape e Itaqui lideram movimentação

Os portos públicos do Nordeste iniciaram o ano com desempenho positivo. Em janeiro, a movimentação total alcançou 6,3 milhões de toneladas, um avanço de 17% na comparação com o mesmo período de 2025.

O crescimento foi puxado principalmente por dois terminais estratégicos: o Porto de Suape, em Pernambuco, e o Porto do Itaqui, no Maranhão. Juntos, eles responderam por cerca de 20% de toda a carga movimentada na região.

Os dados fazem parte do levantamento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Suape e Itaqui lideram crescimento no Nordeste

O Porto de Suape registrou movimentação de 2,2 milhões de toneladas, com crescimento expressivo de 38,5%. O desempenho foi impulsionado pelo aumento no fluxo de cargas, maior número de atracações e avanço nos segmentos de granéis líquidos e contêineres.

Já o Porto do Itaqui alcançou 2,1 milhões de toneladas, com alta ainda mais significativa de 44%. O resultado foi puxado principalmente pela movimentação de granéis sólidos e líquidos, com destaque para fertilizantes, milho e soja.

Estratégia logística fortalece o Nordeste

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o desempenho reflete políticas públicas voltadas à modernização da gestão portuária e ao fortalecimento da região como hub logístico internacional.

A avaliação é de que o Nordeste vem se consolidando como uma importante rota de exportação, ampliando sua competitividade no comércio exterior.

Indicadores reforçam competitividade dos portos

A administração do Porto de Suape destacou que o crescimento consistente demonstra confiança do mercado e eficiência operacional. Já os dados do Porto do Itaqui apontam que janeiro de 2026 foi o melhor da história do terminal, superando inclusive recordes anteriores.

Tipos de cargas e modalidades de navegação

Entre os principais produtos movimentados nos portos nordestinos estão:

  • Petróleo e derivados
  • Contêineres
  • Fertilizantes
  • Sal

Na navegação de longo curso (internacional), foram registradas 3,7 milhões de toneladas, com crescimento de 13,8%. Já a cabotagem (transporte entre portos nacionais) movimentou 1,6 milhão de toneladas, alta de 22%.

Terminais também registram movimentação relevante

Além dos portos públicos, terminais autorizados apresentaram resultados variados:

  • Terminal Portuário do Pecém, no Ceará: 1,5 milhão de toneladas (+0,3%)
  • Terminal Marítimo de Ponta da Madeira: 9,9 milhões de toneladas
  • Terminal Aquaviário de Madre de Deus, na Bahia: 1,5 milhão de toneladas

Panorama geral da movimentação na região

No total, os portos e terminais do Nordeste movimentaram 21,5 milhões de toneladas em janeiro. A maior parte corresponde a granéis sólidos, com 14,5 milhões de toneladas. Já a carga conteinerizada somou 1,7 milhão de toneladas.

Os granéis líquidos, por sua vez, registraram crescimento de 8%, totalizando 4,1 milhões de toneladas, com destaque para petróleo e derivados.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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