Sustentabilidade

FIESC debate impactos dos acordos da COP30 para a indústria catarinense

Indústria discute compromissos climáticos da COP30
A FIESC promoverá, em 3 de dezembro, uma reunião conjunta da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade e do Comitê de Logística Reversa para detalhar aos industriais os impactos dos acordos firmados na COP30. O encontro busca esclarecer como as novas diretrizes ambientais podem influenciar processos produtivos e estratégias empresariais em Santa Catarina.

Análise técnica dos acordos de Belém
O evento, realizado de forma online, contará com a participação de Rafaela Aloise de Freitas, especialista em políticas industriais da CNI. Ela apresentará um panorama dos compromissos assumidos durante a conferência em Belém (PA), destacando pontos que devem gerar mudanças regulatórias, desafios e oportunidades para a indústria.

Para participar, faça sua inscrição aqui.

SERVIÇO:
O que: Reunião conjunta Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade e o Comitê de Logística Reversa
Formato: Online via zoom
Data: 03/13
Horário: 14h
Inscrições

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Sustentabilidade

Governo lança programa de descarbonização para preparar portos e navegação à taxação global de emissões

O Governo Federal instituiu um conjunto de medidas inéditas para descarbonização dos portos e da navegação, antecipando-se à futura taxação global de emissões prevista para entrar em vigor nos próximos anos. As ações integram os Programas Nacionais de Descarbonização de Portos e da Navegação, anunciados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) durante a COP30, em Belém.

A iniciativa alinha o país às discussões em andamento na Organização Marítima Internacional (IMO), que estuda a aplicação de taxas variando entre US$ 100 e US$ 380 por tonelada de CO₂ emitida. A previsão é que o mecanismo seja implementado em 2027, em sintonia com o compromisso global de emissões próximas ao zero até 2050.

Portos mais modernos e energia limpa nas operações

De acordo com o ministro Silvio Costa Filho, as novas diretrizes impulsionam a transição energética e modernizam toda a cadeia logística. O programa estimula desde a eletrificação de estruturas portuárias até o uso de combustíveis sustentáveis nas embarcações.

Um dos eixos centrais é a eletrificação dos portos, permitindo que navios atracados utilizem energia limpa e reduzam o consumo de combustíveis fósseis. A estratégia é considerada essencial para cortar emissões diretas. Durante a COP30, por exemplo, o uso de Gás Natural Liquefeito (GNL) no abastecimento das embarcações-hotel reduziu entre 20% e 30% das emissões quando comparado ao diesel, apesar de ainda ser um combustível fóssil.

Incentivo à sustentabilidade e boas práticas ESG

Em 2025, o MPor também lançou o Pacto pela Sustentabilidade, criado para reconhecer empresas que adotam boas práticas socioambientais e de governança. As participantes poderão receber selos ambientais, reforçando o compromisso voluntário com a agenda ESG e com a descarbonização do setor portuário e da navegação.

Navegação fluvial e cabotagem ganham protagonismo

Além das ações em infraestrutura, o governo intensifica a promoção da navegação fluvial, modal que emite cerca de cinco vezes menos que o transporte rodoviário. A Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN) conduz as primeiras concessões de hidrovias do país, aumentando a previsibilidade e a segurança jurídica para o transporte de cargas.

A SNHN também atualizou a política de estímulo à navegação de cabotagem — a BR do Mar. A partir de agora, empresas que ampliarem sua frota com novos navios deverão priorizar embarcações com menor nível de emissão, fortalecendo o papel da cabotagem na transição para uma matriz de transportes mais equilibrada e sustentável.

Redução de prazos e mais eficiência

Outro destaque é o Programa Porto Sem Papel, que reduziu de 20 para 4 dias o tempo médio de permanência dos navios nos portos ao eliminar etapas duplicadas e integrar informações de diferentes órgãos. A redução do tempo de operação diminui o consumo de combustível e contribui diretamente para as metas de descarbonização.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Economia

Acordo Mercosul–União Europeia deve ser oficializado em 20 de dezembro, afirma Lula

Expectativa de conclusão após mais de 20 anos de negociações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (23) que pretende formalizar o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia no próximo dia 20 de dezembro. A declaração foi feita durante conversa com jornalistas em Johannesburgo, na África do Sul, onde Lula participa da programação da Cúpula do G20.

O tratado, discutido há mais de duas décadas, é considerado o mais abrangente já articulado entre os dois blocos econômicos e envolve temas como comércio internacional, cooperação econômica e sustentabilidade.

Assinatura deve ocorrer na Cúpula dos Líderes do Mercosul

Lula informou que a assinatura está prevista para a Cúpula dos Líderes do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR), período em que o Brasil ainda ocupa a presidência rotativa do bloco sul-americano. Segundo o presidente, a agenda internacional de 2025 deve ser encerrada justamente com esse anúncio oficial.

“Eu regresso para o Brasil, onde eu pretendo não viajar mais esse ano, a não ser para Brasília ou para Foz do Iguaçu, para assinar o acordo Mercosul-União Europeia, que eu penso que vai ser assinado dia 20 de dezembro”, declarou o presidente.

Marco estratégico para integração internacional

A expectativa positiva de Lula reforça o interesse do governo em concluir um acordo visto como estratégico para ampliar competitividade, exportações e parcerias econômicas entre América do Sul e Europa. Caso seja formalizado, o tratado representará um avanço significativo no processo de integração entre os blocos e poderá redefinir rotas comerciais nos próximos anos.

Com informações de Dimitrius Dantas.
Texto: Redação

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Sustentabilidade

COP30: soluções para os oceanos podem reduzir 35% das emissões de CO₂ até 2050

A enviada especial da COP30 para Oceanos, Marinez Scherer, apresentou o Blue Package — ou Pacote Azul — um plano de ação voltado a acelerar soluções oceânicas no combate à crise climática. A iniciativa, construída por especialistas brasileiros, atores não estatais e pela presidência da conferência, estabelece diretrizes para ampliar investimentos, fortalecer políticas públicas e integrar o oceano ao centro da agenda climática.

Segundo Scherer, o conjunto de medidas pode contribuir para reduzir até 35% das emissões globais de gases de efeito estufa até 2050, percentual que representa mais de um terço do esforço necessário para limitar o aquecimento global a 1,5°C.
“Estamos confiantes de que a COP reconhece o papel central do oceano e está pronta para incluir soluções baseadas no mar nos documentos finais”, afirmou.

Ações para proteger ecossistemas marinhos

O Blue Package tem como meta orientar governos, setor privado e instituições financeiras na criação de estruturas capazes de liberar novos financiamentos, atrair investimentos e formar carteiras confiáveis voltadas à mitigação de riscos oceânicos.
O plano reúne cerca de 70 soluções, incluindo:

  • Energia renovável oceânica
  • Descarbonização do setor de navegação
  • Aquicultura sustentável
  • Conservação marinha e turismo costeiro
  • Empreendedorismo azul e inovação

Entre as propostas, também estão ações para melhorar a relação da sociedade com o oceano e caminhos de transição para atividades de petróleo e gás offshore.

Essas iniciativas apoiam diretamente a mitigação e adaptação climática, a proteção da biodiversidade, a segurança alimentar e a resiliência costeira. Para sua implementação, estima-se a necessidade de US$ 130 bilhões a US$ 170 bilhões. O valor, segundo os organizadores, dá ao setor financeiro e a investidores uma visão clara da escala e das oportunidades envolvidas.

Financiamento e governança

Marinez Scherer destacou que liberar esses recursos depende de “regulamentações adequadas, instrumentos de redução de risco e estratégias de blended finance”, além de mecanismos de responsabilização para garantir que as ações sejam executadas.

Durante o anúncio, a enviada especial também apresentou o Ocean Breakthroughs Dashboard, plataforma que monitorará o avanço das políticas voltadas à proteção dos oceanos. A ferramenta, já disponível, foi descrita como “um novo contrato social” para garantir o cuidado permanente com os ecossistemas marinhos.

Países ampliam compromisso com o oceano

Até o momento, 17 países assumiram o compromisso de incluir o oceano em seus planos climáticos atualizados. Além de Brasil e França, já integram o grupo: Austrália, Fiji, Quênia, México, Palau, Seychelles, Chile, Madagascar e Reino Unido. Mais recentemente, aderiram Bélgica, Camboja, Canadá, Indonésia, Portugal e Singapura.

Scherer enfatizou que o oceano precisa estar no centro das discussões, ao lado das florestas e da biodiversidade, porque “vivemos em um único planeta” e esses sistemas garantem o equilíbrio climático global.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lúcio Barbosa

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Sustentabilidade

Portonave recebe navio sustentável da ONE em sua primeira viagem à América Latina

O ONE Strength se destaca por recursos inovadores em prol da eficiência energética e da descarbonização do segmento portuário

O navio da nova geração do armador Ocean Network Express (ONE), o ONE Strength, atracou no Terminal Portuário nesta segunda-feira (17). A vinda representa um marco importante para a descarbonização no segmento portuário – sendo a primeira viagem à costa leste da América Latina. A embarcação porta-contêiner é projetada para aliar eficiência operacional a um alto desempenho ambiental.

Durante a operação na Portonave, foram realizadas 1.311 descargas e 27 embarques de contêineres. O navio faz parte da linha marítima SX1 do leste da Ásia – com atracações regulares em Navegantes. Além do Brasil, a linha passa pela China, Hong Kong, Singapura, Uruguai e Argentina.

O ONE Strength incorpora tecnologias inovadoras e recursos que garantem redução no consumo de energia e nas emissões de gases poluentes. Pode utilizar fontes de combustíveis alternativos, como amônia e metanol, possui casco otimizado para mais eficiência durante a navegação, dispositivos de economia de energia de última geração, integração de tecnologia inteligente para desempenho operacional otimizado, sistema de Recirculação de Gases de Exaustão (EGR) e shore power – sistema que permite que o navio se conecte à energia elétrica em terra, enquanto atracado.

Em breve, no cais da Portonave, inclusive, a tecnologia shore power estará disponível não apenas para o ONE Strength, mas para todas as embarcações que dispuserem do sistema. Isso porque o Terminal Portuário também investe constantemente para contribuir com o desenvolvimento sustentável. Atualmente, o cais passa por obra de adequação, um investimento de R$ 1 bilhão, para receber navios de 400 metros de comprimento e 17 metros de profundidade. Com a nova infraestrutura, será possível realizar a instalação do shore power – essencial para o avanço da descarbonização no setor. Com isso, a empresa será a primeira a incorporar essa tecnologia no país.

Recentemente, em abril, a Portonave adquiriu equipamentos com menor emissão de gases poluentes, como 2 novos guindastes Ship-to-Shore (STS) e 14 guindastes Rubber Tyred Gantry (RTG) para movimentação de contêineres – previstos para serem instalados em 2026. Neste ano, recebeu o Prêmio Marítimo das Américas, reconhecimento internacional pela redução nas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) nas operações.

Sobre a Ocean Network Express (ONE)
A Ocean Network Express (ONE), com sede em Singapura, é uma das principais empresas de transporte marítimo do mundo. Ela opera uma frota de mais de 260 navios com capacidade superior a 2,0 milhões de TEUs. Por meio de sua extensa rede global, a ONE oferece serviços confiáveis de transporte de containers para mais de 120 países. Para mais informações, acesse: www.one-line.com

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

Para mais informações, acesse: https://www.portonave.com.br/pt

FONTE: Assessoria de Imprensa Portonave
IMAGENS: Assessoria de Imprensa Portonave

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Sustentabilidade

Plataforma Recircula Brasil Passa a Rastrear a Cadeia do Alumínio, Anunciam ABDI e MDIC

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ligada ao MDIC, firmou, durante a COP 30 em Belém (PA), um Acordo de Cooperação e um Protocolo de Intenções com a Associação Brasileira de Alumínio (Abal). O objetivo é incluir a cadeia do alumínio reciclável no escopo da Plataforma Recircula Brasil, que já iniciou a fase de testes para esse material.

Desenvolvida em 2024, a plataforma permite a rastreabilidade completa de resíduos recicláveis, indo além da simples verificação de conteúdo. Ela mapeia o uso, a transformação e o retorno dos materiais ao ciclo produtivo, garantindo transparência, responsabilidade socioambiental e confiabilidade dos dados ao longo de toda a cadeia. A implantação começou pelo setor de plásticos, validado por notas fiscais eletrônicas e auditoria pública.

Relevância internacional e economia circular

Para o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, a ampliação reforça o compromisso do Brasil com a economia circular e fortalece a competitividade internacional. Ele destacou que a rastreabilidade oferecida pela plataforma facilita negociações com grandes compradores e amplia o acesso a mercados exigentes, alinhando a iniciativa às metas da Nova Indústria Brasil (NIB).

Certificação: resultados e expansão

Em um ano e meio de operação, a Recircula Brasil já rastreou e certificou 50 mil toneladas de plástico reciclado, conectando mais de 300 fornecedores e 1.500 clientes de segmentos como alimentos, bebidas, construção civil e eletroeletrônicos. A plataforma identificou e auditou 4 mil operadores, entre cooperativas e catadores, e evitou a emissão de 495 mil toneladas de CO₂ equivalente.

Com a inclusão do alumínio, a ABDI projeta a certificação de 300 mil toneladas de material reciclado somente em 2026. A expansão prevista deve contemplar também setores como vidro, papel, têxteis e outros materiais.

Governança e verificação independente

A plataforma passará a operar com interoperabilidade nacional e centralização de dados pela ABDI, reforçando a soberania digital e a governança pública. Até 2025, o Recircula Brasil será oficializado pelo MMA como o principal mecanismo de verificação e rastreabilidade de metas regulatórias ligadas à economia circular e ao clima.

O sistema utiliza um verificador independente — a Central de Custódia — responsável por validar resultados, checar notas fiscais, evitar duplicidade de informações e garantir a origem e a qualidade dos resíduos certificados.

Benefícios para a indústria

A ampliação da plataforma oferece vantagens como:

  • comprovação oficial de conteúdo reciclado em produtos;
  • atendimento a exigências regulatórias e compromissos voluntários;
  • redução de riscos ambientais e fiscais;
  • maior acesso a mercados internacionais;
  • transparência operacional e possibilidade de incentivos fiscais e tarifários.

Para conhecer melhor a plataforma, clique aqui

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Sustentabilidade

Receita Federal Lidera Debate Global sobre Aduanas Verdes em Manaus, Paralelo à COP30

A Receita Federal do Brasil (RFB) sediou em Manaus (AM), entre os dias 12 e 14 de novembro, o importante encontro internacional “Aduanas Verdes”. O evento, realizado em paralelo à COP30, reuniu especialistas de treze nações, além de representantes de instituições privadas e públicas e da Organização Mundial das Aduanas (OMA), firmando o Brasil como protagonista no debate sobre sustentabilidade na logística internacional.

Da Apreensão à Economia Circular: O Olhar da RFB

A abertura do evento foi marcada pela “Mostra de Inovações”, liderada pelo analista-tributário Eduardo Augusto Caimbro e pela auditora-fiscal Marina Sartor. Eles conduziram a oficina intitulada “Do Resíduo à Inovação: Transformando Mercadorias Apreendidas em Soluções Sustentáveis”.

A iniciativa destacou a atuação da Receita Federal no reaproveitamento de itens confiscados, convertendo-os em produtos de valor social e ambiental e, assim, simbolizando seu compromisso prático com a economia circular e a responsabilidade institucional. Professores da Unesp, como Dorival Rossi e Marcelo Carbone Carneiro, que são parceiros da RFB nesses projetos de transformação, participaram da exposição.

A sessão de abertura formal, moderada pela auditora-fiscal Kelly Morgero, assistente-técnica da Subsecretaria de Administração Aduaneira (Suana), tratou do tema “Aduanas Verdes e a Nova Fronteira Climática: O Papel da Aduana na Defesa do Planeta”. O subsecretário Fabiano Coelho e a superintendente-adjunta Lourdes Tavares (2ª Região Fiscal) lideraram a discussão, que também contou com uma mensagem em vídeo do secretário-geral da OMA, Ian Saunders, e a participação de Gael Grooby, diretora de Políticas e Normas da OMA. O foco do debate foi a crucial intervenção das administrações aduaneiras no enfrentamento da crise climática, utilizando os Acordos Ambientais Multilaterais e instrumentos da OMA.

Painéis Focados em Resiliência e Comércio Sustentável

Distribuídos ao longo de dois dias, seis painéis temáticos exploraram a fundo os pilares SER, FAZER e INOVAR da Agenda Aduanas Verdes.

O Painel 1 abordou a redução do impacto ambiental das próprias administrações aduaneiras, enfatizando a cooperação internacional e o desenvolvimento de soluções sustentáveis.

O Painel 2 discutiu mudanças climáticas e o planejamento de contingência aduaneira, destacando a necessidade de resiliência operacional para a resposta a desastres ambientais e eventos climáticos extremos.

Já o Painel 3 focou na repressão ao comércio ilícito de bens sensíveis, como o tráfico de madeira, fauna e resíduos plásticos. O debate reuniu especialistas da Polícia Federal e da OMA, reforçando o uso de tecnologia e a integração para rastrear cadeias criminosas transfronteiriças.

No Painel 4, o foco recaiu sobre a facilitação do comércio sustentável e a transição verde, com a participação de representantes da Áustria, da OMA e da World BASC Organization. Em pauta, estiveram instrumentos cruciais como o Programa OEA Verde, o Sistema Harmonizado Verde e o Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira (CBAM).

O Painel 5 trouxe experiências inovadoras de países como Azerbaijão e Portugal, incentivando a excelência em sustentabilidade. Encerrando o ciclo, o Painel 6 reforçou a importância das parcerias estratégicas entre instituições públicas, privadas e o terceiro setor para combater crimes ambientais.

Acordo de Assistência Mútua com Azerbaijão

Um dos momentos diplomáticos do encontro foi a assinatura de um acordo de assistência mútua em administração aduaneira entre Brasil e Azerbaijão, país que sediou a COP29. Fruto de anos de colaboração, o acordo visa estabelecer a cooperação e a troca de informações entre as aduanas dos dois países.

A iniciativa garante assistência administrativa mútua para assegurar a correta aplicação da legislação aduaneira, prevenir, investigar e combater infrações, e garantir a segurança e facilitação da cadeia logística internacional.

Legado de Protagonismo na Amazônia

No encerramento, o subsecretário substituto Raphael Eugênio e o assessor técnico Mario de Marco apresentaram um resumo das discussões e os próximos passos da Agenda Aduanas Verdes.

O evento consolidou o protagonismo da Receita Federal no tema, demonstrando a capacidade de atuação integrada e cooperativa com aduanas estrangeiras e agências governamentais. O encontro é considerado um marco histórico para o país e a comunidade internacional, especialmente ao colocar a Amazônia no centro do debate ambiental em antecipação à COP30.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Sustentabilidade

China adia guia de soja sustentável após críticas de Mato Grosso

A China decidiu postergar o lançamento do Guia China-Brasil para Cadeias Sustentáveis de Soja depois de receber questionamentos técnicos da Aprosoja Mato Grosso. O material, elaborado em parceria com a CFNA/China e o WRI/China, estava previsto para ser divulgado em 14 de novembro, durante a COP30.

Segundo a entidade mato-grossense, algumas propostas iniciais apresentavam riscos à competitividade da soja brasileira e não estavam alinhadas ao marco legal vigente no país.

Contribuições e pontos sensíveis
O guia começou a ser desenvolvido após a assinatura de um Memorando de Entendimento, em março de 2024, envolvendo Aprosoja MT, CFNA e WRI, com foco em cooperação técnica, comercial e institucional entre os dois países.

Durante esse processo, a Aprosoja MT enviou diversas contribuições. A associação alertou para “riscos graves” em trechos preliminares, como referências à Moratória da Soja, possibilidade de bloqueio de CPF e inclusão de critérios e protocolos que não constam no Código Florestal.

A entidade reforçou a importância de que o documento respeite integralmente o marco regulatório brasileiro, especialmente o Código Florestal. A indústria brasileira, representada pela ABIOVE, também pediu cautela ao WRI e à CFNA, destacando potenciais impactos negativos na competitividade da soja no mercado internacional.

Adiado após manifestações técnicas
Com os alertas apresentados, as instituições chinesas optaram por adiar a publicação do guia. Para a Aprosoja MT, a decisão evita que um documento desconectado da legislação brasileira seja lançado em um palco global, o que poderia prejudicar a imagem do setor e criar barreiras comerciais indevidas.

A associação avalia que o adiamento abre espaço para aprofundar o diálogo técnico e ajustar diretrizes que garantam respeito à soberania regulatória brasileira, ao uso de instrumentos oficiais de monitoramento socioambiental — como CAR, PRA e Código Florestal — e à segurança jurídica dos produtores rurais.

A Aprosoja MT afirmou ainda manter seu compromisso com a sustentabilidade, a transparência nas relações comerciais e o fortalecimento da parceria entre Brasil e China.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Comércio Exterior

Mato Grosso apresenta rastreabilidade da carne ao mercado chinês

O programa Passaporte Verde, iniciativa do governo de Mato Grosso que acompanha o desempenho socioambiental do rebanho bovino e bubalino, foi apresentado a autoridades e empresários da China durante uma conferência internacional realizada em 10 e 11 de novembro, em Yangxin, na província de Shandong. O objetivo é atender às exigências de mercados rigorosos e ampliar o envio da carne mato-grossense ao país asiático, hoje principal destino das exportações do estado.

A participação do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) no Beef Trade Cooperation and Development Conference 2025 destacou os avanços regionais em rastreabilidade e sustentabilidade. O encontro reuniu representantes da cadeia da carne dos dois países e abriu espaço para acordos e parcerias comerciais.

Segundo Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Imac, o programa reforça a confiança internacional na pecuária local. “O Passaporte Verde fortalece a reputação positiva da carne de Mato Grosso, mostrando que seguimos as normas ambientais. Também oferece a chance de produtores com pendências se regularizarem e retornarem ao mercado formal”, afirma.

Cooperação técnica entre Brasil e China

Durante a conferência, a comitiva do Imac participou de reuniões com importadores e produtores chineses, além de um encontro com o vice-presidente da China Meat Association (CMA). A agenda discutiu o plano de trabalho previsto no memorando de entendimento firmado entre as instituições em setembro.

O acordo inclui ações de intercâmbio técnico, missões comerciais e atividades voltadas à conscientização de exportadores e importadores sobre boas práticas de sustentabilidade, alinhadas às legislações brasileira e chinesa.

Bruno Andrade adianta que a colaboração deve se intensificar nos próximos anos. “Com essa cooperação, realizaremos visitas técnicas e seminários para apresentar aos importadores chineses a sustentabilidade da produção mato-grossense. Em 2026, teremos uma série de eventos conjuntos, com foco na expansão desse mercado que já recebe tão bem nossos produtos”, destaca.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Imac

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Comércio Internacional

Alertam que certificados ambientais se tornam novo requisito nos negócios internacionais

As regras do comércio global estão mudando. Cada vez mais, os acordos internacionais e os consumidores exigem que as empresas comprovem seu compromisso ambiental. Os selos verdes, certificações e critérios de sustentabilidade deixaram de ser opcionais e tornaram-se condições de acesso aos mercados mais competitivos. Nesse cenário, surgem desafios para a Argentina — especialmente para as pequenas e médias empresas (PMEs) — na adaptação às novas exigências ambientais impostas pelo comércio internacional.

Para compreender esse processo, o portal serindustria.com.ar entrevistou Adriana H. Narváez, doutora em Relações Internacionais e reitora do Instituto de Capacitação Aduaneira. Com mestrado pela Universidade Paris I Panthéon Sorbonne e experiência em fóruns da Organização Mundial do Comércio (OMC), Narváez também lidera projetos de pesquisa no Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia da Argentina.

A especialista destacou que a sustentabilidade se tornou um elemento essencial da competitividade global. Segundo ela, os selos e certificações ambientais estão se transformando em novas barreiras não tarifárias, especialmente em mercados como União Europeia e Japão. Narváez também observou que muitas PMEs argentinas ainda reagem às exigências externas de sustentabilidade apenas quando enfrentam demandas concretas, em vez de adotar essas práticas de forma estratégica.

Ela analisou ainda o impacto do acordo Mercosul-União Europeia, a necessidade de maior divulgação e incentivos governamentais para estimular a certificação ambiental e o cambio geracional na formação dos novos profissionais de comércio exterior.

Narváez ressaltou que, embora existam programas e linhas de crédito voltados à certificação e à sustentabilidade, a falta de divulgação é o principal obstáculo para que as empresas — especialmente as PMEs — tenham acesso a essas oportunidades. Também explicou que as certificações ambientais, longe de representarem um custo, são investimentos estratégicos que aumentam a rentabilidade e a competitividade das empresas no médio e longo prazo.

A especialista concluiu que, à medida que o mundo avança rumo a economias de baixo carbono, a Argentina tem o potencial de se adaptar e competir globalmente, desde que invista na capacitação de suas empresas e na adoção de padrões ambientais internacionais. Segundo ela, “mais cedo ou mais tarde, essa transição será inevitável — e quem se antecipar sairá na frente”.

FONTE: Ser Industria
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

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