Transporte

Canal do Panamá reforça operações com cinco novos rebocadores híbridos

O Canal do Panamá ampliou sua estrutura operacional com a incorporação de cinco rebocadores híbridos, marcando mais uma etapa do processo de modernização da hidrovia. As novas embarcações foram oficialmente apresentadas durante uma cerimônia de batismo e passam a integrar a frota responsável pelo apoio às operações de navegação.

Batizados de Isla Farallón, Isla Cébaco, Isla Cañas, Isla Coiba e Isla Boná, os rebocadores foram desenvolvidos com tecnologia de propulsão híbrida, voltada para aumentar a eficiência das manobras e reduzir os impactos ambientais.

Tecnologia híbrida melhora eficiência e reduz emissões

Os novos equipamentos utilizam um sistema que combina motores a diesel, motores elétricos e baterias para armazenamento de energia. Segundo a Autoridade do Canal do Panamá, essa configuração proporciona melhor gerenciamento do consumo energético, diminui a emissão de poluentes e aumenta a confiabilidade das operações.

Além dos benefícios ambientais, a tecnologia também contribui para a redução do consumo de combustível, menores custos de manutenção e maior durabilidade dos componentes das embarcações.

Modernização fortalece a competitividade do Canal do Panamá

Durante a cerimônia, o administrador do Canal do Panamá, Ricaurte Vásquez, afirmou que a chegada dos novos rebocadores híbridos representa mais um passo na construção de uma operação mais eficiente e sustentável.

De acordo com ele, o investimento reforça o compromisso da instituição com a inovação, a preservação ambiental e o fortalecimento da competitividade da hidrovia para as próximas gerações.

Equipes operacionais recebem reconhecimento

A administradora adjunta do Canal do Panamá, Ilya Espino de Marotta, ressaltou a importância dos profissionais responsáveis pelo funcionamento das embarcações.

Ela destacou o trabalho conjunto de capitães, pilotos, marinheiros, operadores, engenheiros, mecânicos e demais equipes de apoio, enfatizando que a dedicação desses profissionais é essencial para manter o alto padrão operacional do canal.

Nomes homenageiam a riqueza natural do Panamá

Conforme informou a Autoridade do Canal do Panamá, os nomes escolhidos para os novos rebocadores fazem referência a ilhas panamenhas e têm como objetivo valorizar o patrimônio natural e marítimo do país, reforçando a ligação entre a hidrovia e a identidade nacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Sustentabilidade

Portonave vence Prêmio Expressão de Ecologia com projetos que protegem comunidade e superam média nacional de reciclagem

Com taxa de reaproveitamento de 90% dos resíduos e sistema de segurança na câmara frigorífica, o Terminal Portuário de Navegantes leva o troféu Onda Verde em duas categorias na Alesc

A Portonave é uma das vencedoras da 32ª edição do Prêmio Expressão de Ecologia. A empresa foi condecorada na noite da última sexta-feira (26) com dois troféus Onda Verde devido a projetos de impacto direto: a blindagem ambiental do sistema da câmara frigorífica, que protege a comunidade de Navegantes contra vazamentos químicos, e um programa de gestão que atingiu 90% de reciclagem em 2024, índice dez vezes superior à média nacional.

A premiação, realizada no Auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), em Florianópolis, consagra as práticas sustentáveis contínuas desenvolvidas no Terminal. Ambas as iniciativas nasceram da visão estratégica de fortalecer a cultura ambiental nas operações portuárias.

Iceport – segurança para os moradores da região
Um dos projetos vencedores, o Lavador de Gases da Iceport, foi desenvolvido de forma preventiva na sala de máquinas da câmara frigorífica da Portonave. A unidade opera com um estoque de 11 toneladas de amônia, substância essencial para a conservação de cargas e altamente tóxica.

Para anular o risco de um possível vazamento e proteger a comunidade, a empresa investiu em um sistema automatizado. Em caso de escape do gás, sensores detectam a presença da amônia e acionam imediatamente o lavador de gases. O equipamento capta o ar contaminado e realiza o tratamento antes de sua liberação. Esse processo químico mantém o gás confinado, evita sua dispersão para outras áreas e colabora para o controle da qualidade do ar, de forma a contribuir para uma operação totalmente segura.

Excelência na gestão de resíduos – projeto Lixo Zero
O segundo case premiado atesta a eficiência da Portonave na gestão circular. O projeto “Excelência na gestão de resíduos sólidos” busca tratar os materiais de forma sustentável e levou a companhia a registrar, em 2024, a maior quantidade de resíduos reciclados de sua história. Foram 854,06 toneladas desviadas de aterros, o que representa 90% de todo o resíduo gerado na Portonave, além de um aumento de 36% no volume de resíduos encaminhados para reciclagem. O número ganha ainda mais força quando comparado à realidade do país: segundo o mais recente Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil, elaborado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema, 2025), a média nacional de reciclagem é inferior a 9%.

O diferencial da Portonave está na destinação inteligente e inovadora que vai além da coleta seletiva tradicional. Uniformes e equipamentos de proteção individual (EPIs), após passarem por rigorosa descontaminação, são transformados em produtos como cobertores corta-febre e comedouros para pets. Tampinhas de garrafa são encaminhadas para ONGs de proteção animal, enquanto os resíduos orgânicos são convertidos em adubo natural e distribuídos gratuitamente aos profissionais interessados. Além disso, materiais específicos como eletrônicos, pilhas, remédios e canetas recebem tratamento adequado.

A intensificação dessas iniciativas para desviar os resíduos dos aterros resultou na conquista da Certificação Lixo Zero em março de 2026. Esse reconhecimento está alinhado à NBR ISO 14001 (Gestão Ambiental) e ao Movimento Conexão Circular, do Pacto Global da ONU – Rede Brasil, do qual a Portonave é signatária.

Sobre a Portonave
Primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, a Portonave iniciou suas operações em 2007, em Navegantes (SC). A empresa é referência internacional pela excelência na prestação de serviços, alta produtividade e forte compromisso com o desenvolvimento sustentável. Integrada ao terminal está uma câmara frigorífica totalmente automatizada e voltada para a logística de cargas com temperatura controlada. O complexo detém certificações de rigor global, como ISO 9001 (Gestão da Qualidade), ISO 14001 (Gestão Ambiental), ISO 45001 (Gestão de Saúde e Segurança no Trabalho), ISO 37001 (Sistema de Gestão Antissuborno) e FSSC 22000 (Segurança de Alimentos).

A empresa foi representada na cerimônia por Rodrigo Santa Rita, gerente de Segurança e Meio Ambiente, Milena Gazaniga Miranda, analista de Meio Ambiente, Alcinei A. Romão, líder de Refrigeração Industrial, e por Silvano Pereira, eletromecânico de Refrigeração.

TEXTO: Assessoria de Imprensa Portonave
FOTOS: Fátima Damasceno

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Sustentabilidade

Fundo Amazônia alcança R$ 1,3 bilhão anuais e reforça parceria com ApexBrasil na promoção da bioeconomia

O Fundo Amazônia celebrou um novo ciclo de expansão ao atingir a marca de R$ 1,3 bilhão em projetos aprovados por ano, consolidando sua maior capacidade de investimento desde a criação. O balanço foi apresentado durante a 36ª reunião do Comitê Orientador do Fundo Amazônia (COFA), realizada em Brasília, com participação de representantes do governo federal, sociedade civil e instituições parceiras.

O fundo, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), já soma 153 projetos aprovados e cerca de R$ 5,3 bilhões em doações acumuladas. A iniciativa também ampliou sua atuação para mais de 650 organizações, alcançando 169 Terras Indígenas, 192 Unidades de Conservação e aproximadamente 260 mil pessoas.

Desde 2023, o volume anual de aprovações cresceu de cerca de R$ 300 milhões para R$ 1,3 bilhão, marcando uma fase de fortalecimento das políticas de conservação ambiental, desenvolvimento sustentável e apoio às comunidades da Amazônia.

Parceria com ApexBrasil reforça imagem internacional do Brasil sustentável

A integração entre o Fundo Amazônia e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) tem sido apontada como estratégica para a consolidação da imagem do país no exterior.

Segundo a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, a parceria contribui para posicionar o Brasil como referência em economia verde, inovação e sustentabilidade. A articulação busca integrar a agenda ambiental às ações de promoção internacional da bioeconomia brasileira e dos produtos amazônicos.

Produtos da Amazônia ganham espaço no mercado internacional

A ApexBrasil também desempenha papel direto na internacionalização de iniciativas apoiadas pelo fundo. De acordo com a gerente de Relações Institucionais e Governamentais da agência, Carla Duarte, pelo menos três cooperativas beneficiadas pelo Fundo Amazônia já conseguiram acessar mercados internacionais.

A estratégia inclui ações de dupla via: levar produtos amazônicos ao exterior e, ao mesmo tempo, atrair compradores estrangeiros para conhecer os modelos produtivos da região.

Esse movimento busca demonstrar que a produção sustentável na Amazônia pode ser compatível com a preservação da floresta e gerar novas oportunidades de renda para comunidades locais.

Fundo Amazônia amplia apoio e recebe novos aportes internacionais

Durante a reunião do COFA, foi informado que o Fundo Amazônia conta atualmente com 653 organizações apoiadas direta ou indiretamente, além de nove países doadores, entre eles Alemanha, Estados Unidos, Dinamarca, Suíça, Japão, União Europeia, Reino Unido e Irlanda.

Os três últimos anunciaram novos aportes que somam R$ 600 milhões, reforçando o papel internacional do fundo como instrumento de financiamento climático.

Tereza Campello destacou que o fundo vive um momento de retomada e expansão, após anos de retração, ampliando sua capacidade de investimento e fortalecendo sua atuação em políticas ambientais e sociais.

Novas iniciativas e premiação para projetos sustentáveis

Como parte das ações de incentivo, seguem abertas até 6 de julho as inscrições para o Prêmio Fundo Amazônia – Conhecer e Reconhecer. A iniciativa selecionará 50 projetos, sendo:

  • 15 iniciativas de organizações indígenas
  • 15 de comunidades quilombolas
  • 20 de outros povos e comunidades tradicionais

Cada projeto premiado receberá R$ 50 mil, totalizando R$ 2,5 milhões em repasses.

Fundo Amazônia reforça transparência e governança

O fundo também foi destacado por seu alto nível de controle institucional. Segundo a direção do BNDES, a iniciativa é uma das mais auditadas do país, passando por avaliações do Tribunal de Contas da União, da Controladoria-Geral da União e auditorias independentes.

Os resultados, segundo a gestão, reforçam a efetividade dos projetos e sua relevância tanto no cenário nacional quanto internacional.

Agenda estratégica integra governo, sociedade e organismos internacionais

A reunião contou com representantes de diversos ministérios, incluindo Meio Ambiente e Mudança do Clima, Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Ciência, Tecnologia e Inovação, Justiça e Segurança Pública, além da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e membros da sociedade civil.

Na programação, os participantes também visitaram a exposição “Afluentes: caminhos e histórias do Fundo Amazônia”, em Brasília, em uma agenda que antecedeu o evento comemorativo “Fundo Amazônia 18 Anos: Resultados que Transformam”.

Sustentabilidade e desenvolvimento seguem como eixo central

Com a ampliação dos investimentos e o fortalecimento de parcerias como a da ApexBrasil, o Fundo Amazônia reforça sua posição como um dos principais instrumentos globais de apoio à conservação ambiental, à inclusão social e ao desenvolvimento da bioeconomia na Amazônia.

FONTE: apexBrasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: apexBrasil

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Logística

Hidrovias do Mercosul ganham destaque em debate sobre integração logística e sustentabilidade

O potencial das hidrovias do Mercosul para impulsionar o comércio regional, ampliar a eficiência logística e promover a sustentabilidade esteve no centro das discussões do evento internacional realizado em Buenos Aires, na Argentina. O encontro reuniu representantes governamentais e empresários para debater investimentos, desafios estruturais e estratégias para fortalecer o transporte hidroviário na América do Sul.

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, participou da abertura do “Diálogos Hidroviáveis Internacional”, realizado nos dias 17 e 18 de junho, reforçando a importância da integração regional por meio das vias navegáveis.

Hidrovias estratégicas para o escoamento da produção

Entre os principais temas do encontro estiveram as hidrovias Paraguai-Paraná e Tietê-Paraná, consideradas fundamentais para o transporte de produtos agrícolas, minerais e combustíveis.

Esses corredores logísticos desempenham papel essencial no escoamento de commodities como soja, milho, minério de ferro, cana-de-açúcar e derivados energéticos, fortalecendo a competitividade dos países do bloco econômico.

Durante sua participação, o ministro destacou a visão do governo brasileiro para o setor.

“Nossa visão para as hidrovias é de um futuro onde a integração regional seja a norma, onde a eficiência logística otimize o desenvolvimento econômico e onde a sustentabilidade seja uma diretriz permanente”, afirmou.

Investimentos e inovação no transporte hidroviário

A programação do evento contempla discussões sobre a ampliação dos investimentos privados em concessões de canais navegáveis, além da criação de mecanismos de financiamento voltados à modernização da infraestrutura hidroviária.

Também estão na pauta iniciativas para a formação de um fundo regional destinado ao desenvolvimento de embarcações sustentáveis, bem como ações de planejamento de longo prazo para aumentar a eficiência operacional das hidrovias.

Outro destaque são as rodadas de negócios e os debates sobre inovação tecnológica, que buscam aproximar investidores, operadores e fornecedores de soluções para o setor.

Modal hidroviário se destaca pela eficiência ambiental

A sustentabilidade aparece como um dos principais argumentos para a expansão do transporte hidroviário no Mercosul. De acordo com especialistas presentes no evento, o modal pode consumir até 80% menos combustível por tonelada transportada em comparação ao transporte rodoviário.

Essa característica contribui diretamente para a redução das emissões de carbono e para o fortalecimento de uma logística mais sustentável.

Para Tomé Franca, as hidrovias vão além da função de transporte.

“Além de uma rota de transporte, a hidrovia é um vetor estratégico para o desenvolvimento econômico, a sustentabilidade ambiental e a coesão social”, destacou.

Brasil e Argentina fortalecem cooperação logística

Ainda durante a agenda oficial em Buenos Aires, o ministro participou de reunião com o embaixador do Brasil na Argentina, Julio Glinternick Bitelli.

O encontro abordou iniciativas de cooperação bilateral nas áreas de portos, aeroportos e hidrovias, com foco na integração logística entre os dois países, troca de experiências e fortalecimento do diálogo institucional.

Porto de Buenos Aires recebe visita técnica

A comitiva brasileira também realizou uma visita técnica ao Porto de Buenos Aires, considerado o principal terminal portuário da Argentina e responsável por cerca de 60% da movimentação nacional de contêineres.

A estrutura movimenta aproximadamente 11 milhões de toneladas de cargas por ano e cerca de um milhão de contêineres, consolidando-se como uma das principais portas de saída das exportações argentinas. Entre os produtos escoados estão soja, milho, carne bovina, insumos industriais e bens de consumo.

Perspectivas para o futuro da logística sul-americana

A participação brasileira no encontro reforça a estratégia de modernização e expansão da infraestrutura portuária e hidroviária, considerada fundamental para ampliar o comércio exterior e fortalecer a integração entre os países do Mercosul.

A expectativa é que os debates e acordos construídos durante o evento contribuam para avanços concretos no setor, gerando novas oportunidades de negócios, empregos e desenvolvimento sustentável em toda a região.

Segundo o ministro, a meta é consolidar parcerias capazes de impulsionar uma logística mais eficiente e conectada entre os países sul-americanos.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Matheus Fagundes/MPor

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Sustentabilidade

Etanol de milho brasileiro pode ser 80% mais limpo que combustível marítimo, aponta OMI

O etanol de milho brasileiro ganhou destaque no cenário internacional após a Organização Marítima Internacional (OMI) definir oficialmente sua pegada de carbono. A classificação coloca o biocombustível como uma das alternativas mais promissoras para a descarbonização do transporte marítimo global.

Segundo a entidade ligada à Organização das Nações Unidas (ONU), o combustível produzido a partir do milho de segunda safra no Brasil apresenta intensidade de carbono de 20,8 gramas de dióxido de carbono equivalente (CO2e) por megajoule, índice significativamente inferior ao dos combustíveis atualmente utilizados pelos navios.

Combustível marítimo tem emissão muito superior

Os dados da OMI mostram que a intensidade média de gases de efeito estufa dos combustíveis usados hoje no transporte marítimo é de 93,3 gramas de CO2e por megajoule. Isso significa que o etanol de milho produzido no Brasil pode ser cerca de 80% menos poluente em comparação aos combustíveis convencionais do setor.

Para especialistas da indústria, a definição desse parâmetro representa um avanço importante para a regulamentação internacional dos chamados combustíveis de baixa emissão de carbono.

De acordo com Gustavo Mariano, vice-presidente de comercialização da Inpasa, a decisão fortalece a posição do etanol brasileiro como alternativa viável para reduzir as emissões no transporte marítimo.

“O reconhecimento da OMI representa um marco importante para o setor e reforça o potencial do etanol de milho produzido no Brasil e na América do Sul na transição para uma matriz energética mais sustentável”, afirmou.

Produção de etanol de milho cresce rapidamente no Brasil

Embora o mercado brasileiro de etanol tenha sido historicamente dominado pela cana-de-açúcar, o segmento de etanol de milho registrou forte expansão nos últimos anos.

Dados da associação UNEM indicam que a produção do biocombustível deve alcançar quase 10 bilhões de litros na safra 2025/26. No início da década, esse volume era de aproximadamente 2,65 bilhões de litros, demonstrando o crescimento acelerado do setor.

A evolução da produção acompanha o aumento dos investimentos em tecnologia, eficiência industrial e projetos voltados à redução das emissões de carbono.

Setor aposta em combustível ainda mais sustentável

Empresas do segmento já trabalham em iniciativas para diminuir ainda mais a pegada ambiental do produto. Rafael Abud, diretor-executivo da Fueling Sustainability (FS), destaca que a companhia tem investido em diversas soluções para ampliar a sustentabilidade do combustível.

Entre as medidas adotadas estão a redução das emissões provenientes do uso de biomassa, melhorias nos processos industriais e projetos de bioenergia com captura e armazenamento de carbono.

Segundo o executivo, essas iniciativas poderão tornar o etanol produzido pela empresa um combustível com pegada de carbono negativa no futuro.

Mercado marítimo abre novas oportunidades para os biocombustíveis

Representantes do setor acreditam que a eventual aprovação dos biocombustíveis para uso em larga escala no transporte marítimo poderá gerar novas oportunidades de negócios e agregar valor aos combustíveis de menor impacto ambiental.

Além disso, o tamanho do mercado global de combustíveis marítimos indica que haverá espaço para diferentes alternativas renováveis, incluindo o etanol de milho, o etanol de cana-de-açúcar e o biodiesel.

Segundo Gustavo Mariano, se todo o mercado mundial de combustível bunker fosse convertido para seu equivalente em etanol, a demanda poderia chegar a quase 400 bilhões de litros.

Para o executivo, o volume necessário para abastecer a navegação internacional é tão expressivo que exigirá a participação conjunta de diversas fontes sustentáveis de energia renovável.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Tecnologia

Carros elétricos devem atingir 23 milhões de vendas em 2026 e ganham espaço no mercado brasileiro

Os carros elétricos seguem avançando em ritmo acelerado no mercado global e devem alcançar um novo recorde de vendas em 2026. De acordo com o relatório Global EV Outlook 2026, divulgado pela Agência Internacional de Energia (AIE), a expectativa é que cerca de 23 milhões de veículos elétricos sejam comercializados em todo o mundo até o fim do ano, representando aproximadamente 30% das vendas globais de automóveis.

O crescimento reforça a consolidação dos veículos eletrificados como uma tendência definitiva da indústria automotiva, impulsionada pela expansão da infraestrutura de recarga, maior oferta de modelos e redução gradual dos custos em diversos mercados.

China lidera expansão global dos veículos elétricos

A China continua ocupando posição de destaque no segmento. Em 2025, as fabricantes chinesas responderam por cerca de 60% das vendas mundiais de veículos elétricos, ampliando ainda mais sua liderança no setor.

Enquanto isso, montadoras da Europa e da América do Norte concentraram aproximadamente 15% das vendas globais.

Apesar de oscilações registradas em alguns mercados, a eletrificação da frota mundial segue avançando. No primeiro trimestre de 2026, as vendas globais apresentaram retração de 8%, mas algumas regiões mantiveram forte crescimento.

A América Latina chamou atenção ao registrar aumento de 75% nas vendas de veículos elétricos, um dos melhores desempenhos observados no período.

Frota global pode superar 500 milhões de veículos até 2035

As projeções da Agência Internacional de Energia indicam que a transformação do setor automotivo ainda está longe de atingir seu limite.

Mesmo sem a adoção de novos incentivos governamentais, a frota mundial de veículos elétricos — excluindo motocicletas e triciclos — pode saltar dos atuais quase 80 milhões para cerca de 510 milhões de unidades até 2035.

O avanço da mobilidade elétrica vem alterando a dinâmica da indústria, aumentando a concorrência entre fabricantes e acelerando investimentos em novas tecnologias voltadas à eficiência energética e à sustentabilidade.

Brasil registra recorde de vendas de veículos eletrificados

O mercado brasileiro também acompanha essa tendência de crescimento. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que abril de 2026 registrou o maior volume mensal de emplacamentos de veículos elétricos e híbridos da história do país.

Foram comercializadas 38.516 unidades no período, resultado que representa alta de 9% em relação ao mês anterior e crescimento expressivo de 161% na comparação com abril de 2025.

No acumulado de 2026, as vendas já alcançam 122.463 veículos eletrificados, consolidando a expansão do segmento no mercado nacional.

Com esse desempenho, os modelos elétricos e híbridos passaram a representar 16% de participação no mercado automotivo brasileiro.

Sustentabilidade e mudança de comportamento impulsionam demanda

Especialistas apontam que a busca por alternativas mais sustentáveis tem sido um dos principais motores do crescimento dos carros elétricos e híbridos.

As metas globais de redução das emissões de carbono vêm pressionando montadoras a acelerar seus processos de eletrificação, ao mesmo tempo em que aumentam o interesse dos consumidores por tecnologias menos poluentes.

Outro fator relevante é a mudança no perfil do público comprador. Pesquisas de mercado indicam que consumidores das gerações Y e Z demonstram maior predisposição à adoção da mobilidade elétrica.

Segundo levantamento recente, 52% dos entrevistados dessas faixas etárias afirmaram já possuir ou planejar adquirir um veículo eletrificado nos próximos anos.

Mercado automotivo vive transformação estrutural

O crescimento das vendas globais, aliado ao recorde registrado no Brasil, evidencia uma mudança estrutural no setor automotivo.

Além da evolução tecnológica e das questões ambientais, cresce entre os consumidores a percepção de que os veículos movidos exclusivamente por combustíveis fósseis tendem a perder participação de mercado ao longo da próxima década.

Com projeções cada vez mais robustas, os veículos elétricos, híbridos e demais soluções de mobilidade sustentável assumem papel estratégico no futuro da indústria automotiva mundial.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Portos

Porto de Santos mantém descontos tarifários para navios sustentáveis e cabotagem

A Autoridade Portuária de Santos (APS) anunciou a prorrogação, por mais 120 dias, dos descontos concedidos a navios verdes e embarcações com alta frequência de operação no Porto de Santos. A medida, em vigor desde 2023, busca estimular práticas sustentáveis no transporte marítimo e fortalecer a movimentação de cargas pela cabotagem.

As novas condições passam a valer a partir de 10 de junho.

Benefícios incentivam embarcações com menor impacto ambiental

Os descontos destinados aos chamados navios verdes contemplam embarcações que possuem certificação e pontuação positiva no Environmental Ship Index (ESI), sistema internacional que avalia o desempenho ambiental dos navios.

Dependendo da classificação obtida, as embarcações podem receber abatimentos de até 15% nas tarifas relacionadas ao uso da infraestrutura de acesso aquaviário, calculadas com base na tonelagem de porte bruto.

A iniciativa faz parte da estratégia da APS para promover a sustentabilidade portuária e contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa no setor marítimo.

Porto de Santos aposta na transição energética

Segundo dados da Organização Marítima Internacional (IMO), o transporte marítimo responde por cerca de 80% do comércio mundial e por aproximadamente 3% das emissões globais de gases de efeito estufa.

Nesse contexto, a Autoridade Portuária de Santos tem adotado medidas voltadas à modernização ambiental do complexo portuário, alinhadas às metas globais de descarbonização previstas no Acordo de Paris.

O objetivo é consolidar o Porto de Santos como referência nacional na transição energética do setor aquaviário, incentivando operações mais eficientes e ambientalmente responsáveis.

Cabotagem e navios frequentes também recebem incentivos

Além dos benefícios ambientais, a APS manterá os descontos destinados às embarcações que realizam operações frequentes no porto.

O cálculo leva em consideração o número de escalas registradas nos 12 meses anteriores à atracação, diferenciando os navios de longo curso das embarcações de cabotagem.

Os percentuais podem chegar a:

  • Até 55% de desconto para navios de longo curso;
  • Até 60% de desconto para embarcações de cabotagem.

Os maiores abatimentos são concedidos para navios que realizam 48 ou mais escalas no Porto de Santos durante o período analisado.

Medida busca fortalecer competitividade e eficiência logística

Com a manutenção dos incentivos tarifários, a APS pretende ampliar a atratividade do maior porto da América Latina, estimulando tanto a adoção de tecnologias sustentáveis quanto o aumento da frequência de operações marítimas.

A estratégia também contribui para o fortalecimento da logística portuária brasileira, promovendo maior eficiência operacional e incentivando modelos de transporte com menor impacto ambiental.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Santa Portal

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Portos

Portos brasileiros aceleram transição sustentável para reduzir emissões no transporte marítimo

Responsável por movimentar a maior parte do comércio internacional e mais de 95% das exportações brasileiras, o transporte marítimo também enfrenta pressão crescente para reduzir os impactos ambientais. Atualmente, o setor responde por cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa ligadas à energia.

Projeções indicam que, caso o ritmo atual seja mantido, as emissões da navegação mundial poderão atingir entre 90% e 130% dos níveis registrados em 2008 até o ano de 2030.

Portos brasileiros ampliam ações de descarbonização

Nos portos brasileiros, o desafio ambiental envolve não apenas as emissões dos navios, mas também o intenso fluxo de caminhões e trens nas áreas portuárias e as limitações da infraestrutura logística terrestre.

Para enfrentar esse cenário, o Ministério de Portos e Aeroportos vem intensificando políticas voltadas à transição energética, eficiência operacional e adoção de tecnologias limpas.

Entre as principais iniciativas estão a eletrificação de equipamentos, o fornecimento de energia elétrica para embarcações atracadas — sistema conhecido como Onshore Power Supply (OPS) — além de investimentos em combustíveis sustentáveis e projetos de hidrogênio verde.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o objetivo é fortalecer políticas públicas alinhadas à sustentabilidade e estimular práticas ambientais no setor logístico nacional.

Política de sustentabilidade impulsiona setor portuário

Lançada em 2025, a Política de Sustentabilidade do modal de transporte passou a orientar os setores portuário, aeroportuário e hidroviário com base em critérios ESG — sigla para práticas ambientais, sociais e de governança.

A proposta busca integrar eficiência logística, transparência e responsabilidade socioambiental na infraestrutura brasileira.

De acordo com o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, os portos deixaram de ser apenas pontos de circulação de mercadorias e passaram a desempenhar papel estratégico na descarbonização da navegação e no desenvolvimento de novas soluções energéticas.

Portos investem em energia limpa e infraestrutura verde

Diversos complexos portuários do país já colocam em prática projetos sustentáveis.

No Porto de Santos, em São Paulo, o sistema OPS passou a abastecer rebocadores com energia elétrica produzida pela usina hidrelétrica de Itatinga, reduzindo o consumo de diesel e as emissões de CO₂.

Em Paranaguá, no Paraná, os investimentos incluem ampliação da logística ferroviária e instalação de sistemas de energia solar para aumentar a eficiência operacional e diminuir impactos ambientais.

Já o Porto de Suape, em Pernambuco, avança para se tornar o primeiro terminal de contêineres totalmente eletrificado da América Latina, com operação automatizada e equipamentos movidos exclusivamente a energia elétrica.

No Ceará, o Complexo do Pecém aposta na consolidação de um polo de hidrogênio verde, aproveitando o potencial regional de geração de energia renovável. O projeto também prevê produção de amônia verde e expansão da infraestrutura portuária.

Enquanto isso, o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, desenvolve iniciativas ligadas à criação de um corredor verde para combustíveis de baixo carbono e projetos de descarbonização da indústria siderúrgica.

Brasil fortalece agenda ESG no setor marítimo

O Ministério de Portos e Aeroportos também vem ampliando ferramentas voltadas à sustentabilidade no setor aquaviário.

Entre elas está o Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação), desenvolvido em parceria com a Infra S.A., que mede a performance ambiental das embarcações por meio de 39 indicadores.

Outro destaque é o Programa de Descarbonização de Portos (PND-Portos), criado para reduzir gradualmente as emissões de gases de efeito estufa e modernizar a infraestrutura logística nacional.

Segundo o ministro Tomé Franca, os programas serão fundamentais para alinhar o Brasil às melhores práticas internacionais em sustentabilidade e eficiência energética no setor portuário.

Empresas recebem reconhecimento por práticas sustentáveis

Na relação com a iniciativa privada, o governo federal consolidou o chamado Pacto pela Sustentabilidade, iniciativa que reúne empresas comprometidas com ações ESG.

Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém no ano passado, 36 empresas receberam selos de excelência por projetos voltados à inovação e sustentabilidade no setor de transportes.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa

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Transporte

Move Brasil 2: CMN regulamenta programa com R$ 21,2 bilhões para crédito de ônibus e caminhões

O Conselho Monetário Nacional (CMN) oficializou a regulamentação da Medida Provisória nº 1.353/2026, que inaugura a nova etapa do Move Brasil 2, programa voltado ao financiamento de ônibus e caminhões. A iniciativa contará com R$ 21,2 bilhões, somando R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Desse total, R$ 2 bilhões serão destinados exclusivamente a caminhoneiros autônomos, enquanto outros R$ 2 bilhões serão aplicados em linhas de ônibus.

Objetivo: modernização da frota e eficiência logística

De acordo com o Ministério da Fazenda, o programa busca facilitar o acesso ao crédito com condições favorecidas para transportadores autônomos, cooperativas, empresários individuais e empresas do setor. A proposta também visa impulsionar a modernização da frota, aumentar a eficiência logística e reduzir a emissão de poluentes.

As operações de financiamento ocorrerão de forma indireta, por meio de instituições financeiras credenciadas pelo BNDES, que assumirão o risco das concessões.

Quem pode participar do Move Brasil 2

A nova fase contempla diferentes perfis do setor de transporte:

  • Transportadores autônomos de carga e pessoas físicas vinculadas a cooperativas
  • Empresários individuais
  • Empresas de transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros

Taxas de juros variam conforme perfil e sustentabilidade

As taxas de financiamento foram definidas de acordo com o perfil do tomador e critérios ambientais:

  • 1% ao ano: autônomos que comprarem veículos novos ou seminovos com comprovação de sucateamento
  • 2% ao ano: autônomos que adquirirem seminovos sem contrapartida ambiental
  • 3% ao ano: empresas que comprarem veículos novos com sucateamento comprovado
  • 5,5% ao ano: empresas sem exigência ambiental

Já as taxas das instituições financeiras seguem estes limites:

  • até 8,8% ao ano para autônomos
  • até 3% ao ano para empresas
  • até 1,25% ao ano para o BNDES

Prazos e limites de financiamento

Os prazos foram ajustados para atender demandas do setor:

  • até 120 meses, com carência de até 12 meses, para transportadores autônomos
  • até 60 meses, com até 6 meses de carência, para empresas

O valor máximo de financiamento permanece em R$ 50 milhões por beneficiário.

Critérios ambientais e exigências técnicas

O programa reforça a adoção de critérios de sustentabilidade, com destaque para o descarte adequado de veículos antigos, o que garante taxas mais baixas. Também serão exigidos:

  • uso de conteúdo nacional nos veículos financiados
  • conformidade com padrões de emissão do Proconve

Segundo a Fazenda, a iniciativa integra a estratégia federal de fortalecimento do setor de transporte, promovendo maior resiliência econômica, redução de custos operacionais e avanço na sustentabilidade ambiental.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Sustentabilidade

Energia renovável no Brasil cresce e deve adicionar 9 GW em 2026

O Brasil deve registrar um forte avanço na energia renovável em 2026, com a instalação de 9.142 megawatts (MW) em nova capacidade elétrica. O volume, projetado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, representa um crescimento de 23,4% em relação ao ano anterior e equivale à geração de cerca de nove usinas do porte de Angra III.

Energia solar lidera expansão da matriz

A energia solar será a principal responsável pela expansão, com previsão de 4.560 MW adicionados — um salto de 61,7% frente a 2025. O ritmo indica que o país deve inaugurar, em média, uma usina solar de médio porte por dia útil ao longo do ano.

Já a energia eólica deve contribuir com 1.430 MW, abaixo do registrado no ano anterior, indicando uma desaceleração no segmento e uma mudança no protagonismo entre as fontes renováveis.

Termelétricas ainda têm peso relevante

Apesar do avanço das fontes limpas, as termelétricas fósseis seguem presentes na expansão da matriz, com previsão de 2.770 MW — quase 30% do total.

Outras fontes, como biomassa e pequenas centrais hidrelétricas, completam a expansão com participação menor, somando pouco mais de 300 MW.

Brasil mantém uma das matrizes mais limpas do mundo

O país já se destaca globalmente pela alta participação de fontes renováveis. Em janeiro de 2026, a capacidade instalada total chegou a 215,9 gigawatts (GW), sendo 84,63% provenientes de fontes limpas.

Esse percentual é mais que o dobro da média global, estimada em cerca de 40%, colocando o Brasil entre as matrizes energéticas mais sustentáveis do mundo.

Primeiro trimestre já indica forte crescimento

Os dados iniciais de 2026 reforçam a tendência de expansão. Apenas nos três primeiros meses do ano, foram adicionados 2.426 MW — o equivalente a 26,5% da meta anual.

Em março, a predominância foi ainda mais evidente:

  • 27 usinas inauguradas;
  • 25 delas solares;
  • mais de 1.100 MW vindos da fonte fotovoltaica.

Estados como Ceará, Bahia, Goiás e Pernambuco lideraram os novos projetos.

Geração distribuída amplia ainda mais a expansão

Vale destacar que os números oficiais consideram apenas a geração centralizada. A geração distribuída, com painéis solares instalados em residências, empresas e propriedades rurais, cresce paralelamente e não está incluída nesses dados.

Isso significa que a expansão real da energia solar no Brasil é ainda maior do que os números indicam.

Comparação internacional e desafios

Embora expressivo, o crescimento brasileiro ainda é menor que o de grandes potências. Países como China e Estados Unidos adicionam dezenas de gigawatts por ano.

Por outro lado, o Brasil já possui uma base renovável consolidada, o que reduz a necessidade de uma transição inicial e direciona o foco para a expansão e modernização do sistema.

Dependência de fontes fósseis ainda é necessária

A presença das termelétricas na expansão reflete uma necessidade técnica. Essas usinas garantem segurança energética em momentos de baixa geração hídrica, solar ou eólica.

No futuro, soluções como armazenamento por baterias podem reduzir essa dependência, mas a tecnologia ainda está em fase inicial no país.

Projeções podem variar

As estimativas para 2026 dependem da entrada efetiva das usinas em operação. Fatores como licenciamento ambiental, financiamento e condições climáticas podem impactar o resultado final.

Mesmo assim, o cenário aponta para a consolidação do Brasil como protagonista em energia limpa, com crescimento acelerado da solar e avanço contínuo das renováveis.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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