Transporte

Move Brasil 2: CMN regulamenta programa com R$ 21,2 bilhões para crédito de ônibus e caminhões

O Conselho Monetário Nacional (CMN) oficializou a regulamentação da Medida Provisória nº 1.353/2026, que inaugura a nova etapa do Move Brasil 2, programa voltado ao financiamento de ônibus e caminhões. A iniciativa contará com R$ 21,2 bilhões, somando R$ 14,5 bilhões do Tesouro Nacional e R$ 6,7 bilhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Desse total, R$ 2 bilhões serão destinados exclusivamente a caminhoneiros autônomos, enquanto outros R$ 2 bilhões serão aplicados em linhas de ônibus.

Objetivo: modernização da frota e eficiência logística

De acordo com o Ministério da Fazenda, o programa busca facilitar o acesso ao crédito com condições favorecidas para transportadores autônomos, cooperativas, empresários individuais e empresas do setor. A proposta também visa impulsionar a modernização da frota, aumentar a eficiência logística e reduzir a emissão de poluentes.

As operações de financiamento ocorrerão de forma indireta, por meio de instituições financeiras credenciadas pelo BNDES, que assumirão o risco das concessões.

Quem pode participar do Move Brasil 2

A nova fase contempla diferentes perfis do setor de transporte:

  • Transportadores autônomos de carga e pessoas físicas vinculadas a cooperativas
  • Empresários individuais
  • Empresas de transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros

Taxas de juros variam conforme perfil e sustentabilidade

As taxas de financiamento foram definidas de acordo com o perfil do tomador e critérios ambientais:

  • 1% ao ano: autônomos que comprarem veículos novos ou seminovos com comprovação de sucateamento
  • 2% ao ano: autônomos que adquirirem seminovos sem contrapartida ambiental
  • 3% ao ano: empresas que comprarem veículos novos com sucateamento comprovado
  • 5,5% ao ano: empresas sem exigência ambiental

Já as taxas das instituições financeiras seguem estes limites:

  • até 8,8% ao ano para autônomos
  • até 3% ao ano para empresas
  • até 1,25% ao ano para o BNDES

Prazos e limites de financiamento

Os prazos foram ajustados para atender demandas do setor:

  • até 120 meses, com carência de até 12 meses, para transportadores autônomos
  • até 60 meses, com até 6 meses de carência, para empresas

O valor máximo de financiamento permanece em R$ 50 milhões por beneficiário.

Critérios ambientais e exigências técnicas

O programa reforça a adoção de critérios de sustentabilidade, com destaque para o descarte adequado de veículos antigos, o que garante taxas mais baixas. Também serão exigidos:

  • uso de conteúdo nacional nos veículos financiados
  • conformidade com padrões de emissão do Proconve

Segundo a Fazenda, a iniciativa integra a estratégia federal de fortalecimento do setor de transporte, promovendo maior resiliência econômica, redução de custos operacionais e avanço na sustentabilidade ambiental.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Sustentabilidade

Energia renovável no Brasil cresce e deve adicionar 9 GW em 2026

O Brasil deve registrar um forte avanço na energia renovável em 2026, com a instalação de 9.142 megawatts (MW) em nova capacidade elétrica. O volume, projetado pela Agência Nacional de Energia Elétrica, representa um crescimento de 23,4% em relação ao ano anterior e equivale à geração de cerca de nove usinas do porte de Angra III.

Energia solar lidera expansão da matriz

A energia solar será a principal responsável pela expansão, com previsão de 4.560 MW adicionados — um salto de 61,7% frente a 2025. O ritmo indica que o país deve inaugurar, em média, uma usina solar de médio porte por dia útil ao longo do ano.

Já a energia eólica deve contribuir com 1.430 MW, abaixo do registrado no ano anterior, indicando uma desaceleração no segmento e uma mudança no protagonismo entre as fontes renováveis.

Termelétricas ainda têm peso relevante

Apesar do avanço das fontes limpas, as termelétricas fósseis seguem presentes na expansão da matriz, com previsão de 2.770 MW — quase 30% do total.

Outras fontes, como biomassa e pequenas centrais hidrelétricas, completam a expansão com participação menor, somando pouco mais de 300 MW.

Brasil mantém uma das matrizes mais limpas do mundo

O país já se destaca globalmente pela alta participação de fontes renováveis. Em janeiro de 2026, a capacidade instalada total chegou a 215,9 gigawatts (GW), sendo 84,63% provenientes de fontes limpas.

Esse percentual é mais que o dobro da média global, estimada em cerca de 40%, colocando o Brasil entre as matrizes energéticas mais sustentáveis do mundo.

Primeiro trimestre já indica forte crescimento

Os dados iniciais de 2026 reforçam a tendência de expansão. Apenas nos três primeiros meses do ano, foram adicionados 2.426 MW — o equivalente a 26,5% da meta anual.

Em março, a predominância foi ainda mais evidente:

  • 27 usinas inauguradas;
  • 25 delas solares;
  • mais de 1.100 MW vindos da fonte fotovoltaica.

Estados como Ceará, Bahia, Goiás e Pernambuco lideraram os novos projetos.

Geração distribuída amplia ainda mais a expansão

Vale destacar que os números oficiais consideram apenas a geração centralizada. A geração distribuída, com painéis solares instalados em residências, empresas e propriedades rurais, cresce paralelamente e não está incluída nesses dados.

Isso significa que a expansão real da energia solar no Brasil é ainda maior do que os números indicam.

Comparação internacional e desafios

Embora expressivo, o crescimento brasileiro ainda é menor que o de grandes potências. Países como China e Estados Unidos adicionam dezenas de gigawatts por ano.

Por outro lado, o Brasil já possui uma base renovável consolidada, o que reduz a necessidade de uma transição inicial e direciona o foco para a expansão e modernização do sistema.

Dependência de fontes fósseis ainda é necessária

A presença das termelétricas na expansão reflete uma necessidade técnica. Essas usinas garantem segurança energética em momentos de baixa geração hídrica, solar ou eólica.

No futuro, soluções como armazenamento por baterias podem reduzir essa dependência, mas a tecnologia ainda está em fase inicial no país.

Projeções podem variar

As estimativas para 2026 dependem da entrada efetiva das usinas em operação. Fatores como licenciamento ambiental, financiamento e condições climáticas podem impactar o resultado final.

Mesmo assim, o cenário aponta para a consolidação do Brasil como protagonista em energia limpa, com crescimento acelerado da solar e avanço contínuo das renováveis.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Indústria

FIESC na Hannover Messe 2026 reforça inovação e presença industrial brasileira

A participação da FIESC na Hannover Messe 2026 marca o fortalecimento da indústria catarinense em um dos maiores eventos globais de tecnologia. A feira ocorre entre 20 e 24 de abril, na Alemanha, reunindo líderes do setor industrial, inovação e transformação digital.

Missão empresarial amplia visibilidade do Brasil

A Federação das Indústrias de Santa Catarina integra a missão empresarial brasileira coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A ação inclui um estande institucional do Brasil e a apresentação de soluções inovadoras desenvolvidas no país.

Entre os destaques está o nanossatélite Catarina, projeto liderado pelo SENAI/SC, que simboliza o avanço da indústria tecnológica brasileira e o investimento em pesquisa aplicada.

Além disso, representantes de Santa Catarina participam da comitiva oficial, ampliando a inserção do estado em discussões estratégicas sobre o futuro da indústria global.

Nanossatélite Catarina-A2 pronto para lançamento

O nanossatélite Catarina-A2, desenvolvido pelo Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, já superou testes rigorosos que simulam o ambiente espacial. Com isso, o equipamento está preparado para ser lançado.

A tecnologia será utilizada para coleta de dados e comunicação, com aplicações diretas em áreas como meteorologia, defesa civil e agronegócio — setores essenciais para o desenvolvimento econômico.

Brasil ganha protagonismo na indústria global

Nesta edição, o Brasil ocupa a posição de país-parceiro oficial da Hannover Messe, o que amplia sua visibilidade internacional. O evento reúne empresas, governos e instituições para debater temas como inteligência artificial, automação industrial e sustentabilidade.

A feira também abre portas para negócios internacionais e parcerias estratégicas, consolidando o país como um player relevante no cenário da inovação industrial.

Catarinense concorre a prêmio internacional

Santa Catarina também se destaca com a presença da empresária Luciane Fornari, de Concórdia, finalista do Engineer Woman Award 2026. O prêmio reconhece lideranças femininas na engenharia e será entregue no dia 23 de abril durante o evento.

Fornari é fundadora da Fornari Indústria e cofundadora da PlanET Biogás Brasil, com mais de duas décadas de atuação no desenvolvimento de soluções voltadas ao agronegócio e às energias renováveis.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Sustentabilidade

IDB Invest financia Paracel para criar primeiro polo industrial de florestas sustentáveis no Paraguai

O IDB Invest aprovou um financiamento de até US$ 165 milhões para a Paracel S.A., destinado ao desenvolvimento do primeiro polo industrial de florestas sustentáveis do Paraguai. O projeto deve gerar cerca de 7.000 empregos diretos e indiretos, impulsionando a economia regional.

O aporte financeiro viabilizará a construção de infraestrutura essencial e é um passo fundamental para consolidar a cadeia de valor florestal do país, além de apoiar a instalação da futura fábrica de celulose da Paracel e o desenvolvimento de novas indústrias ligadas ao setor madeireiro.

Compromisso com o crescimento e o setor privado

Anunciada em Assunção, a operação reforça o compromisso do IDB Invest com o crescimento do Paraguai e com o fortalecimento do setor privado como motor do desenvolvimento econômico na América Latina e no Caribe. O financiamento combina recursos próprios do IDB Invest com capital de terceiros, mostrando o interesse de investidores internacionais no projeto.

Segundo Ilan Goldfajn, presidente do Grupo BID:
“Projetos como o da Paracel mostram o potencial do setor privado para gerar crescimento, emprego e desenvolvimento regional no Paraguai. O IDB Invest contribui criando condições e apoiando investimentos que fortalecem a base produtiva e abrem novas oportunidades de desenvolvimento.”

James Scriven, CEO do IDB Invest, acrescentou:
“Nosso financiamento apoiará a construção da infraestrutura essencial para este polo industrial florestal e ajudará a mobilizar capital privado em um dos investimentos mais significativos da história do país.”

Desenvolvimento sustentável e cadeia florestal consolidada

Para o presidente da Paracel, Per Olofsson:
“A aprovação deste financiamento é um passo decisivo para o avanço da fábrica de celulose e do polo industrial no Paraguai. Com mais de 90 milhões de árvores plantadas e uma base florestal competitiva certificada por padrões internacionais, o apoio do IDB Invest garante os recursos necessários para consolidar a cadeia de valor florestal, gerar empregos, atrair novos investimentos e promover o desenvolvimento sustentável no norte do país.”

O projeto será implementado de forma faseada, com a construção de ativos estratégicos como porto e terminal fluvial, linhas de transmissão elétrica, vias de acesso e infraestrutura logística. Essas iniciativas melhorarão a conectividade regional, reduzirão custos logísticos e facilitarão a instalação de novas atividades industriais ligadas ao setor florestal.

Potencial regional e sustentabilidade

Localizado no departamento de Concepción, região com alto potencial produtivo e recursos florestais abundantes, o polo industrial aproveitará as vantagens competitivas do Paraguai, como acesso à energia, logística eficiente e regime de Zona de Livre Comércio. O projeto visa fortalecer a competitividade do setor florestal e ampliar sua integração em mercados regionais e globais.

A operação segue rigorosos padrões ambientais, sociais e de governança (ESG), alinhados às melhores práticas internacionais. O IDB Invest apoiará o projeto por meio de um Plano de Ação Ambiental e Social, além de iniciativas voltadas ao fortalecimento institucional, eficiência energética e resiliência, promovendo sustentabilidade integrada desde o início.

Modelo “Originate-to-Share”

O financiamento da Paracel exemplifica o modelo de negócios “Originate-to-Share” do IDB Invest, que mobiliza capital privado para projetos que fomentam crescimento econômico, geram empregos formais e fortalecem a integração do Paraguai em cadeias de valor regionais e globais por meio do setor privado.

FONTE: IDB Invest
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/IDB Invest

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Negócios

Febratex 2026 amplia estrutura e terá maior edição da feira têxtil em Blumenau

A Febratex 2026 chega à sua 19ª edição com a maior estrutura já registrada. O evento contará com cerca de 40 mil metros quadrados de área expositiva, distribuídos em 10 pavilhões — um aumento de 4.765 m² em relação à edição anterior.

Realizada em Blumenau, a feira se consolida como um dos principais encontros da indústria da moda e tecnologia têxtil nas Américas.

Novidades destacam inovação e sustentabilidade

Além da ampliação física, a edição de 2026 traz novas atrações voltadas à transformação do setor. Entre os destaques estão:

  • Preview do Febratex Summit: espaço dedicado a debates sobre o futuro da moda, incluindo transformação digital, produção e sustentabilidade
  • Radar Têxtil: experiência imersiva que conecta tendências globais, matérias-primas e aplicação prática
  • Workshop técnico com Priscila Faiad, focado em qualidade e desenvolvimento de fornecedores
  • Startup Corner: área exclusiva para startups e soluções inovadoras da cadeia têxtil
  • Projeto Lixo Zero: iniciativa voltada à gestão de resíduos e sustentabilidade ambiental

Segundo a organização, a proposta é transformar a feira em um ambiente que vai além da exposição de máquinas, incorporando conteúdo estratégico e inovação.

Feira deve reunir milhares de marcas globais

A expectativa é atrair cerca de 670 estandes, reunindo aproximadamente 3,3 mil marcas de mais de 65 países. O perfil dos expositores inclui desde fabricantes de equipamentos até empresas de tecnologia, produtores de fibras, indústrias químicas e desenvolvedores de soluções digitais.

Para Hélvio Roberto Pompeo Madeira, o evento reforça o papel de Blumenau como polo de inovação têxtil. A proposta é oferecer ao visitante acesso a tecnologia aplicada, conteúdo prático e oportunidades reais de negócios.

Inscrições gratuitas e alta demanda por espaços

O credenciamento para visitantes é gratuito e pode ser realizado no site oficial até 10 de agosto de 2026. Após essa data, o ingresso será vendido no local do evento.

Todos os espaços destinados a expositores já foram comercializados, e a organização mantém lista de espera para novas oportunidades — reflexo da alta demanda do setor.

Febratex consolida hub de negócios e tendências

Com foco em produtividade, inovação e sustentabilidade, a Febratex 2026 reforça seu posicionamento como um dos principais hubs de negócios da cadeia têxtil, conectando empresas, tecnologia e tendências globais.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Febratex

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Sustentabilidade

JBS Biotech aposta em proteínas sob medida e inaugura centro de biotecnologia em Florianópolis

A JBS, considerada a maior empresa de alimentos do mundo, inaugurou um centro de pesquisa avançada em Florianópolis voltado ao desenvolvimento de proteínas sob medida. Instalado no Sapiens Parque, o complexo conta com cerca de 4.200 metros quadrados e reúne mais de 20 laboratórios especializados.

Batizado de JBS Biotech, o espaço foi criado para desenvolver soluções inovadoras em nutrição personalizada, com foco em ganho de massa muscular, fortalecimento do sistema imunológico e melhora do desempenho metabólico — tanto em humanos quanto em animais.

Foco em superproteínas e nutrição de precisão

A proposta do centro é avançar na chamada engenharia de alimentos em nível molecular. A partir do entendimento detalhado dos componentes dos alimentos, pesquisadores buscam criar proteínas funcionais com aplicações específicas no organismo.

Na prática, isso significa desenvolver ingredientes capazes de promover efeitos direcionados, como aumento de massa muscular, suporte à imunidade e otimização do metabolismo. A iniciativa também contempla aplicações na nutrição animal, com soluções que contribuem para o bem-estar e prevenção de doenças.

Outra frente relevante é o conceito de clean label, que busca reduzir o uso de aditivos químicos por meio de compostos naturais com propriedades antioxidantes e antimicrobianas, mantendo qualidade e durabilidade dos produtos.

Estrutura reúne tecnologia de ponta e ciência de dados

O JBS Biotech foi projetado para atuar em todas as etapas da pesquisa, desde a biologia molecular até a validação industrial. O complexo dispõe de tecnologias avançadas, como sequenciamento de DNA, análises ômicas (genômica, proteômica e metabolômica) e um biobanco com armazenamento criogênico.

Além disso, o centro possui infraestrutura para estudos com culturas celulares, microrganismos e plantas, permitindo mapear a composição dos alimentos e identificar combinações de compostos bioativos com efeitos específicos no organismo.

Economia circular transforma resíduos em valor

Um dos pilares estratégicos do laboratório é a bioconversão, processo que transforma subprodutos da cadeia produtiva em ingredientes de alto valor agregado, como suplementos e compostos bioativos.

A iniciativa reforça a aposta da empresa em economia circular, reduzindo desperdícios e abrindo novas oportunidades de negócios em setores como o farmacêutico, cosmético e médico.

Florianópolis se consolida como polo de inovação científica

A escolha de Florianópolis para sediar o projeto está alinhada ao posicionamento da cidade como um dos principais polos de tecnologia do país. O ambiente favorece a integração de profissionais de diversas áreas, como biologia, química, física e engenharia.

O centro também se conecta a iniciativas globais da empresa, incluindo pesquisas em proteínas cultivadas e soluções voltadas à segurança alimentar.

Estratégia global mira o futuro da alimentação

Com presença em mais de 20 países, a JBS posiciona o novo laboratório como peça-chave em sua estratégia de inovação. O objetivo é combinar melhorias em produtos já existentes com o desenvolvimento de soluções disruptivas para o mercado de alimentos.

A criação de alimentos personalizados, a redução de aditivos e o uso de ciência de dados aplicada à nutrição indicam uma mudança significativa na forma como os alimentos poderão ser produzidos e consumidos nas próximas décadas.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Portos

Santos Brasil amplia rotas internacionais com novo serviço Ásia–América do Sul no Tecon Santos

A Santos Brasil iniciou uma nova operação regular de longo curso no Tecon Santos, em parceria com a sul-coreana HMM. A escala inaugural do serviço FIL2 foi realizada nesta segunda-feira (23), com a atracação do navio Privilege.

O serviço conecta portos da Ásia à Costa Leste da América do Sul, ampliando a oferta de transporte marítimo entre os continentes. A operação será compartilhada entre a HMM e a Ocean Network Express (ONE).

Capacidade e frequência do novo serviço

O FIL2 contará com 11 navios, cada um com capacidade para até 6 mil TEUs — unidade equivalente a um contêiner de 20 pés. A rotação completa da linha terá duração de 77 dias.

A expectativa é movimentar até 2.700 TEUs por escala semanal, alcançando aproximadamente 140 mil TEUs ao ano. O novo serviço reforça a presença da companhia no comércio marítimo internacional e amplia a previsibilidade logística para exportadores e importadores.

Com essa inclusão, a Santos Brasil passa a atender os dez maiores armadores globais no Tecon Santos, localizado na margem esquerda do Porto de Santos — o maior complexo portuário da América do Sul.

Segundo Danilo Ramos, diretor Comercial de Operações da empresa, a entrada da HMM consolida mais uma rota estratégica na malha do terminal, ampliando a capacidade ofertada e garantindo maior eficiência nas operações logísticas.

Investimentos em modernização e sustentabilidade

O avanço operacional é acompanhado por um amplo programa de modernização. Em janeiro, o terminal recebeu dois novos portêineres (guindastes de cais) e oito RTGs elétricos (guindastes de pátio), totalizando agora 16 unidades desse modelo.

Os equipamentos são de última geração e operados remotamente — tecnologia implantada de forma pioneira pela companhia no Brasil no fim de 2024. O investimento nos dez novos guindastes soma R$ 300 milhões.

Nos próximos anos, a empresa prevê a aquisição de mais 30 RTGs elétricos, substituindo gradualmente os modelos movidos a diesel. Cada equipamento convencional trocado por um elétrico reduz cerca de 20 toneladas de emissão de CO2 por mês, reforçando o compromisso com a descarbonização e a logística sustentável.

Expansão bilionária até 2031

O projeto de ampliação do Tecon Santos teve início em 2019 e prevê aportes de aproximadamente R$ 3 bilhões até 2031. Desse total, cerca de R$ 2 bilhões já foram investidos.

A meta é elevar a capacidade operacional para 3 milhões de TEUs até o fim deste ano. O plano de crescimento está alinhado ao Plano de Transição Climática da companhia, que estabelece a meta de neutralidade de carbono (net zero) nos próximos anos.

FONTE: Santos Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guia Marítimo

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Tecnologia

Navios gigantes lideram corrida tecnológica contra o colapso ambiental

Navios gigantes, sistemas autônomos e tecnologias de captura de carbono já operam em escala real para enfrentar a crise ambiental. Do Oceano Pacífico à Islândia, projetos retiram toneladas de plástico por hora, tratam resíduos com robôs de alta precisão e transformam CO₂ em pedra, demonstrando que a inovação ambiental deixou de ser promessa e passou a gerar resultados mensuráveis.

Do oceano aberto à limpeza em larga escala

No Pacífico Norte, entre Califórnia e Havaí, o sistema The Ocean Cleanup opera com barreiras flutuantes superiores a dois quilômetros e cortinas submersas de quatro metros para concentrar plástico em alto-mar. O modelo conhecido como System 03 utiliza duas embarcações e uma estrutura em formato de “U”, navegando a menos de 5 km/h para evitar impactos à fauna marinha.

A área coberta a cada hora equivale a mais de 14 mil campos de futebol. O material recolhido é removido periodicamente para triagem e reciclagem, consolidando uma operação contínua de limpeza oceânica.

Outro exemplo é o catamarã Manta, desenvolvido pela organização The SeaCleaners. Com 70 metros de comprimento e quase 50 de largura, a embarcação consegue recolher entre 1 e 3 toneladas de resíduos por hora, alcançando até um metro de profundidade. Parte do lixo é reciclada, enquanto o rejeito não reciclável passa por pirólise, gerando até 75% da energia necessária para o próprio funcionamento do navio.

Rios: onde o plástico começa a trajetória

Grande parte do lixo marinho tem origem fluvial. Em Los Angeles, o Interceptor 007 atua no canal do riacho Ballona como sistema autônomo de retenção. Desenvolvido pela própria The Ocean Cleanup, o equipamento usa barreiras flutuantes para direcionar resíduos até uma esteira movida a energia solar, que deposita o material em contêineres monitorados por sensores.

Durante períodos de chuva intensa, a capacidade chega a 50 toneladas por dia. Dados operacionais indicam redução de até 75% do plástico encontrado em praias próximas.

Na Guatemala, o Interceptor 006 foi instalado para conter resíduos que descem pelo rio Las Vacas até o Motagua, com potencial de impedir que cerca de 1,5 milhão de quilos de lixo por ano cheguem ao Caribe. Já na Itália, o sistema River Cleaning utiliza módulos flutuantes que aproveitam a própria correnteza para capturar até 85% dos detritos superficiais, sem bloquear a passagem de peixes.

Triagem automatizada amplia eficiência da reciclagem

A remoção de resíduos exige uma etapa decisiva: a separação. Empresas como a finlandesa ZenRobotics utilizam robôs industriais equipados com sensores multiespectrais, câmeras 3D e detectores de metal para classificar materiais com precisão.

Os braços robóticos realizam até 4 mil seleções por hora e processam mais de 45 toneladas no mesmo período. A taxa de recuperação pode alcançar 98%, reduzindo drasticamente o envio de resíduos para aterros e elevando o valor econômico da reciclagem. Além disso, a automação diminui a exposição de trabalhadores a ambientes insalubres.

Purificação do ar e captura direta de carbono

A corrida tecnológica também alcança a atmosfera. Em Xi’an, na China, uma torre de purificação com mais de 100 metros utiliza energia solar para aquecer o ar poluído e filtrá-lo internamente, gerando mais de 10 milhões de metros cúbicos de ar limpo por dia e melhorando os índices de qualidade do ar em uma área de até 10 km².

Na Islândia, a planta Climeworks Mammoth aposta na captura direta de carbono. O sistema filtra CO₂ da atmosfera, concentra o gás por aquecimento com energia geotérmica e o injeta em formações basálticas subterrâneas. Em menos de dois anos, o carbono se mineraliza e se transforma em rocha, impedindo seu retorno à atmosfera.

Tecnologia integrada contra a crise climática

O diferencial dessas iniciativas está na integração: navios gigantes, barreiras fluviais, inteligência artificial, reciclagem automatizada e captura de CO₂ atuam de forma complementar. A contenção ocorre nos rios, a limpeza avança nos oceanos, a triagem otimiza o reaproveitamento e a captura de carbono reduz emissões atmosféricas.

A combinação dessas frentes indica que a resposta ao avanço da poluição plástica e das mudanças climáticas já acontece em escala industrial, com impacto local e potencial global.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Portos

Porto Itapoá conquista o 1º lugar entre os portos privados do Brasil em excelência ambiental

O Porto Itapoá foi um dos terminais brasileiros premiados durante a 10ª edição do Prêmio ANTAQ, entregue esta semana em Brasília. O terminal recebeu o primeiro lugar na categoria “Maior Índice de Desempenho Ambiental – Porto Privado”. O reconhecimento da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) indica as boas práticas voltadas à melhoria dos serviços prestados à sociedade. 

Representando o Porto Itapoá na premiação, estavam o CEO, Ricardo Arten, e o diretor de Operações, Meio Ambiente e Tecnologia, Sergni Pessoa Rosa Jr.

Com o tema “Soluções para a Mudança do Clima”, a edição deste ano destacou iniciativas que contribuem efetivamente para a mitigação dos impactos climáticos e para a construção de uma infraestrutura logística mais resiliente e sustentável. 

Ao longo de suas dez edições, o Prêmio ANTAQ consolidou-se como um dos principais instrumentos de estímulo à produção técnico-científica, à inovação e à disseminação de boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) no setor aquaviário brasileiro.

Mais do que um reconhecimento institucional, a conquista reforça o papel estratégico do Porto Itapoá na agenda ambiental do país, evidenciando que competitividade e responsabilidade caminham juntas. 

Em um cenário global cada vez mais orientado por critérios ESG, o terminal demonstra que investir em sustentabilidade não é apenas uma escolha ética, mas uma decisão estratégica que fortalece a reputação, atrai parceiros e contribui para o desenvolvimento sustentável da cadeia logística nacional.

Este prêmio para o Porto Itapoá simboliza o esforço contínuo de equipes técnicas e lideranças comprometidas com a excelência operacional e com a construção de um modelo portuário alinhado às demandas contemporâneas de eficiência, transparência e responsabilidade ambiental.

TEXTO E IMAGENS: DIVULGAÇÃO PORTO DE ITAPOÁ

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Sustentabilidade

Norma estabelece diretrizes de sustentabilidade para o Programa Selo Verde Brasil

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou, na terça-feira (27/1), uma nova norma que define diretrizes gerais de sustentabilidade e a base técnica do Programa Selo Verde Brasil. O documento foi elaborado em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

A iniciativa cria critérios para certificação de produtos e serviços nacionais, considerando de forma integrada as dimensões ambiental, social e econômica, com foco em estimular práticas sustentáveis no setor produtivo brasileiro.

Base para certificações e capacitação produtiva

As diretrizes servirão como referência para a elaboração de normas técnicas específicas voltadas a produtos e serviços selecionados para o programa. A partir dessas normas, o Selo Verde Brasil prevê a capacitação das cadeias produtivas, culminando na certificação por organismos acreditados pelo INMETRO.

De acordo com a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cruz, a publicação marca a transição do debate para a aplicação prática da política pública. Segundo ela, a expectativa é gerar impactos concretos na ponta, incentivando a sustentabilidade e reconhecendo empresas que adotam esse modelo.

Construção participativa e segurança técnica

A norma foi desenvolvida a partir de debates técnicos e de uma Consulta Pública Nacional, realizada no fim do ano passado. O processo reuniu contribuições de especialistas, representantes da indústria, empresas, pesquisadores, servidores públicos e cidadãos.

Para o presidente da ABNT, Mario William Esper, a participação social garante legitimidade, transparência e segurança técnica à construção das diretrizes, fortalecendo a credibilidade do programa.

Três eixos centrais de sustentabilidade

O texto normativo está organizado em três eixos principais. O primeiro trata da redução de impactos negativos e ampliação de impactos positivos nas dimensões ambiental, social e econômica. O segundo estabelece critérios claros e verificáveis de sustentabilidade ao longo do ciclo de vida de produtos e serviços. O terceiro eixo busca fortalecer as compras públicas sustentáveis.

Selo Verde e acesso ao mercado internacional

Criado por decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 18 de julho de 2024, o Selo Verde Brasil tem como objetivo facilitar a comercialização de produtos e serviços sustentáveis e harmonizar exigências ambientais impostas por governos e empresas de outros países.

A proposta é reduzir barreiras que hoje limitam o acesso de produtos brasileiros ao mercado internacional, especialmente diante de normas ambientais cada vez mais rigorosas.

Primeiros produtos certificados

Nos próximos meses, comitês técnicos da ABNT devem desenvolver normas específicas para os dois primeiros produtos do programa: chapas laminadas de alumínio e polímeros de eteno de fonte renovável. Esses materiais são usados na produção de sacolas recicláveis, filmes e outros itens sustentáveis, substituindo plásticos de origem fóssil.

Segundo Julia Cruz, o país está próximo de implementar o programa de forma integral, permitindo ampliar a oferta de produtos sustentáveis e valorizar empresas alinhadas à economia verde.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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