Logística, Tecnologia

China lidera revolução logística com porto 100% automatizado e movido a energia limpa

O porto inteligente de Tianjin, na China, marca um avanço histórico ao se tornar o primeiro porto do mundo totalmente automatizado e abastecido por energia limpa. A estrutura representa um marco na logística global, combinando tecnologia de ponta, eficiência energética e sustentabilidade ambiental.

Operando com guindastes autônomos, veículos automatizados e sistemas inteligentes integrados ao satélite Beidou, o porto realiza todas as operações de carga e descarga sem intervenção humana direta. Todo o processo é alimentado por fontes renováveis, reforçando o compromisso chinês com a redução de emissões e a modernização do setor marítimo.

Eficiência, segurança e sustentabilidade em um só modelo

A iniciativa eleva os padrões internacionais de eficiência logística e segurança portuária, tornando-se referência para infraestruturas marítimas sustentáveis em todo o mundo. Especialistas classificam o porto de Tianjin como um modelo global que une automação, inteligência artificial e energia limpa em larga escala.

China amplia liderança tecnológica e desafia o Ocidente

De acordo com análises do setor, a China é responsável por 80% da produção mundial de robôs industriais, ultrapassando Estados Unidos, Alemanha e Japão em densidade robótica por trabalhador. Esse domínio reforça a posição do país como líder na automação portuária e na indústria 4.0.

Especialistas alertam que, sem investimentos robustos em inovação, IA e infraestrutura, o Ocidente pode se tornar dependente da tecnologia chinesa, não apenas em produtos, mas também em processos produtivos estratégicos.

O futuro dos portos: autônomos e sustentáveis

A transição para portos autônomos e 100% verdes é vista como o modelo produtivo do futuro, oferecendo tanto riscos quanto oportunidades para outras economias. Investir em automação, energia renovável e tecnologia inteligente será essencial para garantir competitividade, eficiência operacional e segurança global nas próximas décadas.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGENS: Reprodução/Jornal Portuário
VÍDEO: @pixnewsms

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Sustentabilidade

Brasil lidera debate no Mercosul sobre transporte marítimo e descarbonização

Reunião do CETM reforça cooperação entre países do bloco

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) coordenou, no último dia 15 de outubro, a reunião semestral da Comissão de Especialistas em Transporte Marítimo (CETM), vinculada ao Subgrupo de Trabalho nº 5 (SGT-5) do Mercosul. O encontro teve formato híbrido, reunindo autoridades presencialmente em Brasília, na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e demais participantes de forma remota.

O objetivo central da reunião foi intensificar o diálogo sobre transporte marítimo entre os países-membros e associados do bloco sul-americano, buscando interesses comuns e estratégias conjuntas para impulsionar o setor na região.

Integração regional e posicionamento internacional

Representando o MPor, o chefe substituto da Assessoria Internacional, Márcio Gabardo, destacou a importância do encontro para a construção de um ambiente colaborativo.

“A reunião do CETM é importante para o intercâmbio de opiniões, o fomento à cooperação, o desenvolvimento do transporte marítimo regional e a coordenação de posições em foros internacionais”, afirmou Gabardo.

O fórum também serviu como espaço para alinhar posturas que poderão ser defendidas de maneira unificada em fóruns internacionais, fortalecendo a atuação conjunta dos países do Mercosul.

Descarbonização do transporte aquaviário ganha destaque

Um dos temas centrais da pauta foi a descarbonização do setor de transporte aquaviário, alinhando-se às diretrizes globais de sustentabilidade e redução de emissões. O coordenador de Políticas de Navegação Marítima do MPor, Eduardo da Silva Pereira, apresentou as ações do ministério voltadas à transição energética e sustentabilidade no transporte marítimo.

A programação técnica incluiu ainda:

  • Patrícia Stelling, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que apresentou um estudo sobre a descarbonização do transporte aquaviário;
  • Capitão de Mar e Guerra Mauro José Rocha de Araújo, representando a Marinha do Brasil, com uma explanação sobre a participação da instituição na Organização Marítima Internacional (OMI);
  • Luís Fernando Resano, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), que abordou os desafios e oportunidades da cabotagem brasileira frente às metas ambientais do setor marítimo.

Cooperação para um transporte marítimo sustentável no Mercosul

A reunião reforça o compromisso dos países do bloco com o desenvolvimento sustentável do transporte marítimo, promovendo parcerias estratégicas para modernizar o setor, aumentar a eficiência logística e reduzir impactos ambientais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação

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Evento

138ª Canton Fair destaca inovação, tecnologia e sustentabilidade em Guangzhou

A 138ª Feira de Importação e Exportação da China (Canton Fair) será realizada em Guangzhou de 15 de outubro a 4 de novembro, consolidando-se como um dos maiores eventos de comércio internacional do mundo. A feira será dividida em três fases e manterá uma plataforma on-line ativa 24 horas, oferecendo aos compradores globais acesso contínuo aos fornecedores chineses. Com uma área de 1,55 milhão de metros quadrados, o evento contará com 74.600 estandes e mais de 32 mil empresas participantes, um recorde histórico.

Escala recorde e foco em inovação

A nova edição da Canton Fair 2025 marca um avanço em escala e inovação. Mais de 10 mil expositores são reconhecidos como empresas nacionais de alta tecnologia, PMEs especializadas ou líderes em manufatura, representando 34% dos exportadores presentes.

Entre os destaques, está a estreia da Zona de Saúde Inteligente, prevista para a Fase 3 (31 de outubro a 4 de novembro), que reunirá 47 empresas focadas em robôs cirúrgicos, sistemas de monitoramento inteligentes e dispositivos médicos vestíveis. Já a Zona de Robôs de Serviço retorna na Fase 1 (15 a 19 de outubro) com 46 expositores apresentando robôs humanoides e cães robóticos de última geração.

Sustentabilidade e tecnologia verde

Reforçando seu papel como símbolo de abertura e modernização da economia chinesa, a Canton Fair investe fortemente em sustentabilidade e energia limpa. A seção de Novos Recursos Energéticos exibirá soluções de armazenamento de energia, tecnologias de hidrogênio e mais de 1,08 milhão de produtos de baixo carbono.

O evento busca impulsionar o comércio exterior de alta qualidade e promover novos motores de crescimento econômico, com ênfase em inovação digital e inteligência artificial.

Inteligência digital e produtos inéditos

Mais de um milhão de novos produtos serão apresentados, incluindo 1,1 milhão com propriedade intelectual independente. Das 175 seções de exposição, 18 serão dedicadas às tecnologias inteligentes, exibindo mais de 350 mil produtos que refletem a transformação digital das indústrias chinesas.

A programação também inclui fóruns sobre inteligência artificial e comércio digital, com debates sobre automação, eficiência operacional e novos modelos de negócios.

Experiência aprimorada com tecnologia 5G e IA

A experiência dos visitantes será aprimorada com navegação em tempo real alimentada por Bluetooth, sistema BeiDou e tecnologia 5G, permitindo localizar estandes e eventos com precisão.

O Canton Fair App foi atualizado com ferramentas de IA, oferecendo recomendações personalizadas, vídeos curtos de produtos e conexão inteligente entre compradores e fornecedores, tornando a feira mais interativa, sustentável e eficiente.

Para registrar a 138ª Canton Fair, clique em https://buyer.cantonfair.org.cn/register/buyer/email?source_type=16.  

FONTE: Canton Fair
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Newswire

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Portos

Portos do Paraná recebe Selo Impulso Verde e consolida liderança ambiental no setor portuário

Inventário de emissões e plano de descarbonização colocam a Portos do Paraná entre as autoridades portuárias mais sustentáveis do país

A Portos do Paraná recebeu o Selo Pró-Clima na categoria Impulso Verde, concedido pela Aliança Brasileira pela Descarbonização dos Portos (ABDP), durante o 2º Encontro da Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos – 2025. Os coordenadores da Portos do Paraná, Kellyn Cristina Carneiro e Vader Zuliane Braga, representaram a Autoridade Portuária no evento, realizado em São Luís (MA), entre os dias 8 e 10 de outubro.

A premiação à empresa pública ocorreu após a divulgação do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) da Portos do Paraná, elaborado pela Fundación Valenciaport, que subsidiará o Plano de Descarbonização do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina.

A coordenadora Kellyn destaca que as exigências do mercado global e os compromissos internacionais tornam imperativo que portos brasileiros estejam alinhados com indicadores de sustentabilidade, o que molda o futuro da Portos do Paraná, como um modelo de desenvolvimento responsável e sustentável. “O selo é um reconhecimento pelos nossos esforços nesta jornada de descarbonização dos portos do Paraná e um estímulo para toda a comunidade portuária em seguir avançando com a implementação de boas práticas ambientais”, afirmou Kellyn.

O inventário de emissões do ano de 2023 foi elaborado com base na metodologia internacional do GHG Protocol e no Guia Metodológico para o Cálculo da Pegada de Carbono em Portos, publicado por Puertos del Estado. No período analisado, as atividades do complexo portuário de Paranaguá e Antonina emitiram cerca de 678 mil toneladas de CO₂ equivalente, distribuídas entre três escopos de análise.

O Escopo 1 refere-se às emissões diretas da Autoridade Portuária e representou apenas 2,7% do total. O Escopo 2, que contempla as emissões indiretas associadas ao consumo de energia elétrica, somou 0,1%. Já o Escopo 3, que inclui as emissões indiretas de outras atividades relacionadas às operações portuárias, como terminais, modais de transporte terrestres, serviços de apoio portuário e navios, totalizou 97,1% das emissões de GEE.

Descarbonização dos portos brasileiros

No mesmo evento, a Autoridade Portuária foi convidada a participar do painel “Planos de Descarbonização para Portos: dificuldades, metas e greenwashing, que são as estratégias enganosas de marketing em que algumas empresas promovem produtos como ambientalmente responsáveis, mas, na realidade, não cumprem critérios efetivos de sustentabilidade.

“Pude compartilhar experiências, ações executadas e os principais desafios da jornada de descarbonização do complexo portuário da Portos do Paraná. Nestes encontros, nos atualizamos e trazemos novos insights para a realidade dos portos paranaenses, com projetos inovadores relacionados à sustentabilidade nas nossas operações portuárias”, destacou Vader Zuliane Braga.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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Comércio Exterior

Comércio exterior da China cresce 4% em 2025 e reforça liderança global

As exportações subiram 7,1% em relação ao ano anterior.

Crescimento sólido nas exportações e diversificação de mercados

O comércio exterior da China manteve um ritmo sólido de crescimento em 2025, com uma alta de 4% no acumulado de janeiro a setembro, totalizando 33,61 trilhões de yuans (cerca de US$ 4,73 trilhões), segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas (GAC) nesta segunda-feira (13).

As exportações chinesas avançaram 7,1% em relação ao mesmo período de 2024, somando 19,95 trilhões de yuans, enquanto as importações registraram uma leve queda de 0,2%, totalizando 13,66 trilhões de yuans. O desempenho confirma a resiliência da economia chinesa, mesmo diante de um cenário internacional instável e marcado por tensões comerciais.


Parcerias estratégicas impulsionam as trocas comerciais

Em entrevista coletiva em Pequim, o vice-administrador da GAC, Wang Jun, destacou que a China vem mantendo crescimento contínuo há oito trimestres seguidos, com expansão de 1,3% no 1º trimestre, 4,5% no 2º trimestre e 6% no 3º trimestre de 2025.

Segundo ele, o fortalecimento das parcerias comerciais com os países que integram a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI) foi decisivo. O comércio bilateral com essas nações somou 17,37 trilhões de yuans, uma alta de 6,2%, representando 51,7% do total das trocas internacionais da China.

“A diversificação dos mercados e o investimento em inovação tecnológica nas exportações são elementos-chave para sustentar o comércio exterior diante das pressões externas”, afirmou Wang.


Tecnologia e sustentabilidade lideram exportações chinesas

O avanço das exportações foi impulsionado principalmente pelos bens eletromecânicos, que cresceram 9,6%, totalizando 12,07 trilhões de yuans, o equivalente a 60,5% do total exportado pelo país.

Ganhando cada vez mais protagonismo, a chamada “nova tríade” — composta por veículos elétricos, baterias de íons de lítio e painéis solares — apresentou crescimento de dois dígitos nas exportações. Além disso, produtos sustentáveis, como locomotivas elétricas, também ampliaram sua participação nos embarques.


Importações apresentam sinais de recuperação

Apesar da queda marginal no acumulado do ano, as importações chinesas mostraram sinais de recuperação nos últimos trimestres, com aumentos de 0,3% no segundo trimestre e 4,7% no terceiro. Os destaques ficam por conta de:

  • Petróleo bruto: +4,9%
  • Minérios metálicos: +10,1%
  • Instrumentos de medição e teste: +9,3%
  • Equipamentos de informática e comunicação: +8,9%

O vice-administrador da GAC destacou que esses números refletem o aumento da demanda interna e o dinamismo do setor industrial, além do crescimento no número de empresas ativas no setor: já são 700 mil, 52 mil a mais que no mesmo período de 2024.
Desafios à frente e perspectiva de estabilidade

Wang Jun atribuiu o bom desempenho do comércio exterior à liderança central do Partido Comunista da China e à colaboração entre governos locais e empresas. Segundo ele, o país alcançou um “crescimento quantitativo e qualitativo” em meio a desafios globais.

Ainda assim, ele reconheceu que o ambiente externo permanece desafiador, especialmente diante das incertezas econômicas globais e de uma base de comparação elevada em 2024, exigindo maior esforço para manter o ritmo no último trimestre do ano.

FONTE: Com informações do Global Times.
TEXTO: Redação

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Sustentabilidade

Portonave conquista reconhecimento nacional por ações de descarbonização 🏆

Em mais um marco ambiental, o Terminal Portuário recebeu o Selo Diamante no Programa Pró-Clima, a mais alta honraria concedida pela iniciativa

Investir em soluções sustentáveis para reduzir as emissões de carbono nos portos é essencial para garantir operações mais eficientes e ambientalmente responsáveis. Como resultado do comprometimento com essa meta, nesta semana, a Portonave recebeu o Selo Diamante no Programa Pró-Clima, da Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos (ABDP). A cerimônia foi no 2º Encontro da ABDP 2025, realizado em São Luís (MA), nesta quarta (8) e quinta-feira (9).

O reconhecimento avaliou a trajetória de descarbonização do Terminal, que apresenta metas e inventários completos de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), nos escopos 1 (emissões diretas), 2 (energia elétrica) e 3 (demais emissões indiretas), com comprovada redução das emissões desses gases poluentes.

A supervisora de Meio Ambiente, Flavia Crozeta, representou a Companhia no evento e recebeu o reconhecimento em nome da equipe. Até o momento, a Portonave é único Terminal Portuário da região Sul a conquistar o selo na categoria Diamante — a mais alta distinção concedida pelo programa — reforçando seu protagonismo entre os portos do país que desenvolvem iniciativas sustentáveis.

Iniciativas que garantiram o selo 🌱

A estratégia em direção a uma operação mais sustentável começou na eletrificação dos 18 guindastes de movimentação de contêineres (RTGs), em 2015, que substituíram os geradores a diesel. O investimento de aproximadamente R$ 25 milhões gerou resultados já no ano seguinte, em 2016, com uma redução de 93,75% nas emissões de GEE associadas à operação destes equipamentos. Desde então, a Companhia incorpora novos equipamentos ecoeficientes e elétricos em suas atividades.

A renovação da frota de empilhadeiras também contribuiu para a redução das emissões. Em 2017, sete equipamentos movidos a Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) geravam 28 toneladas de carbono equivalente (CO₂e). A introdução de três empilhadeiras elétricas permitiu que, em 2023, esse número caísse para 10 toneladas.

Entre 2020 e 2024, a Companhia avançou na transição energética, evitando a emissão de 10,73 toneladas de CO₂e com a instalação de mais de 318 placas solares. Complementando essa iniciativa, de 2022 a 2024 foram adquiridos certificados de energia renovável (I-REC), que somam 199.744 MWh. Para os próximos anos, já estão garantidos contratos de compra de energia renovável certificada, assegurando emissões zero no Escopo 2 até 2027.

Além disso, o monitoramento das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) é realizado desde 2010 pela empresa, seguindo os critérios do Greenhouse Gas Protocol (GHG), mesmo não sendo uma exigência legal.

Sobre a ABDP 🔎

A Aliança é uma iniciativa que visa acelerar o processo de descarbonização dos setores portuário e aquaviário do Brasil e reúne empresas, associações de portos, startups, portos públicos e privados, com o propósito de multiplicar esforços em direção à sustentabilidade.

Sobre a Portonave 🚢

A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

FONTE: Assessoria de Imprensa Portonave
IMAGEM: Reprodução/Portonave

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Agronegócio

Ferrogrão: julgamento no STF pode destravar ferrovia estratégica para o agronegócio

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quinta-feira (02) o julgamento da Ferrogrão (ADI 6553), projeto de ferrovia que promete transformar a logística do agronegócio brasileiro. A decisão pode abrir caminho para um dos corredores de exportação mais aguardados do país, conectando a produção do Centro-Oeste ao Arco Norte e reduzindo custos de transporte.

Um corredor estratégico para o agro

Com 933 quilômetros de extensão previstos, a Ferrogrão deve ligar Sinop (MT) ao porto de Miritituba (PA). A obra é considerada essencial para encurtar a distância entre o coração do agro e os portos da região Norte, além de aliviar gargalos logísticos.
Estudos apontam que a ferrovia poderá movimentar mais de 50 milhões de toneladas por ano.

Julgamento no STF

Durante a sessão, o relator ministro Alexandre de Moraes fez um resumo do processo, paralisado desde 2023, e ressaltou a complexidade do tema. Ele sugeriu a realização de novos estudos sobre a viabilidade econômica, social e ambiental da obra pelo Ministério dos Transportes.
As partes envolvidas apresentaram sustentações orais, mas o presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspendeu o julgamento. A análise será retomada na próxima quarta-feira, 8 de outubro.

Expectativa de autoridades e do setor produtivo

O presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales, afirmou estar confiante nos estudos complementares.
Já o secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT), Marcelo de Oliveira, destacou que a ferrovia é indispensável diante do crescimento da produção agrícola:

“Sem ferrovia e sem concorrência ferroviária não há como avançar, e o governo federal precisa fazer sua parte.”

Sustentabilidade e competitividade

Além de ganhos logísticos, a Ferrogrão é vista como uma alternativa sustentável. O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, afirmou que a ferrovia pode reduzir em 40% as emissões de carbono, evitando a liberação de mais de 3,4 milhões de toneladas de CO₂ por ano e gerando uma economia de R$ 8 bilhões.
Segundo ele, é hora de priorizar projetos viáveis:

“Temos que parar de falar em iniciativas quase inconcebíveis como a Bioceânica, que dependem de acordos internacionais, e focar naquilo que é palpável.”

Próximos passos

A superintendente de Inteligência de Mercado da Infra S.A., Lilian de Alencar Pinto Campos, lembrou que novos estudos de viabilidade foram iniciados em 2023, concluídos em 2024 e entregues ao Judiciário.
Ela acrescentou que já existem instâncias técnicas do governo preparando a estrutura regulatória para um eventual leilão de concessão da ferrovia, reforçando a necessidade de segurança jurídica para atrair investimentos privados.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Comércio Exterior

Cabotagem no Brasil: BR do Mar impulsiona transporte hidroviário e reduz custos logísticos

Modal hidroviário ganha força com nova regulamentação.

O transporte por cabotagem, ainda subutilizado pelas empresas brasileiras, pode se tornar uma alternativa estratégica com a regulamentação do programa BR do Mar, oficializada em julho de 2025. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apenas 29% das indústrias utilizam esse modal atualmente. Entre as que ainda não aderiram, 20% demonstram interesse, desde que haja melhorias na infraestrutura e redução de custos operacionais.

Potencial logístico ainda pouco explorado

Apesar da extensa costa e rede fluvial do país, a cabotagem representa apenas 11% da matriz de transportes nacional, com forte concentração no setor de petróleo e derivados, que responde por 75% da movimentação. O estudo da CNI revela que 76% dos empresários que já utilizam o modal desconhecem o programa BR do Mar. Por outro lado, entre os que conhecem, 90% acreditam que a iniciativa pode trazer benefícios, principalmente na diminuição dos gastos logísticos.

O que é o BR do Mar?

Lançado em 2022, o BR do Mar tem como objetivo ampliar a oferta de embarcações e reduzir os custos logísticos no país. Com o Decreto nº 12.555/25, foram estabelecidas regras para que as Empresas Brasileiras de Navegação (EBNs) possam afretar embarcações estrangeiras, conforme os critérios definidos pelo programa.

A cabotagem consiste no transporte de cargas entre portos do mesmo país, sem atravessar fronteiras internacionais. É uma alternativa ao transporte rodoviário, com vantagens como maior capacidade de carga, menor custo, segurança contra roubos e redução de impactos ambientais.

“O Brasil possui uma costa extensa, mas ainda explora pouco a navegação de cabotagem. Para a indústria, que movimenta grandes volumes, esse modal pode ser decisivo para aumentar a competitividade”, afirma Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI.

Desafios e oportunidades

A redução de custos é apontada como principal vantagem por 85% das empresas que já utilizam a cabotagem e por 70% das que ainda não aderiram. No entanto, infraestrutura portuária deficiente é vista como o maior obstáculo por quase 70% dos entrevistados.

Outros entraves incluem:

  • Incompatibilidade geográfica (45%)
  • Falta de rotas disponíveis (39%)
  • Tempo de trânsito elevado (15%)
  • Distância até os portos (15%)
  • Segurança do modal como diferencial (21%)

Os estados com maior interesse em ampliar o uso da cabotagem são Rio Grande do Sul (17%), Bahia (13%), Rio Grande do Norte (13%) e Santa Catarina (13%).

Cabotagem como vetor de competitividade e sustentabilidade

De acordo com Paula Bogossian, analista de infraestrutura da CNI, o uso mais amplo da cabotagem poderia reduzir em até 13% os custos logísticos do Brasil. “O país ainda depende excessivamente do transporte rodoviário para longas distâncias. Equilibrar a matriz de transportes é essencial para a competitividade”, afirma.

O estudo mostra que empresas que utilizam o modal percorrem em média 1.213 km, enquanto as que não o utilizam cobrem 862 km. O uso da cabotagem cresce conforme o porte da empresa: 7% das pequenas, 22% das médias e 44% das grandes já adotam o modal.

Apesar da regulamentação, ainda faltam definições sobre contratos de afretamento de longo prazo e critérios para o conceito de embarcação sustentável. A CNI defende que a agenda ambiental seja integrada ao crescimento da cabotagem.

“O modal já é seis vezes menos poluente que o transporte rodoviário. Precisamos de parâmetros equilibrados, que não inviabilizem o crescimento da indústria naval brasileira”, reforça Muniz.

A pesquisa da CNI ouviu 195 empresas de 29 setores industriais, abrangendo todas as regiões do país.

FONTE: Com informações da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
IMAGEM: Foto Divulgação

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Portos

Portonave vence o Prêmio Expressão de Ecologia 2025 🏆

Mais de 7,2 milhões de litros de água foram reaproveitados em iniciativa sustentável na obra de adequação do cais, que rendeu o reconhecimento

Certificado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como o mais importante reconhecimento ambiental do país no setor empresarial, o Prêmio Expressão de Ecologia atribuiu ao Terminal Portuário o título de vencedor da 31ª edição, na categoria “Conservação da Água”, pelo projeto “Economia Circular: Gestão Eficiente da Água na Obra do Cais da Portonave”.

A premiação foi entregue no Jurerê Beach Village, em Florianópolis, no último sábado (27). Pelo Terminal, o troféu foi recebido pelo diretor superintendente administrativo da Portonave, Osmar Castilho, o gerente de Segurança Patrimonial, Rodrigo Santa Rita e a especialista em Meio Ambiente, Edna Wisnieski.

O consumo de água é um dos grandes desafios na gestão ambiental da obra de adequação do cais. Por esse motivo, por iniciativa própria, a Companhia implementou alternativas sustentáveis para reduzir o uso excessivo. A medida, desenvolvida como parte do Plano de Monitoramento Ambiental da empresa, se baseia no conceito de economia circular. A ação inclui a captação da água da chuva e o reuso das águas residuárias — provenientes da lavagem de equipamentos e caminhões betoneira — para a umidificação das vias do canteiro de obras e do cais, com o objetivo de controlar a emissão de poeira.

O projeto foi executado entre agosto e dezembro de 2024. Nesse período, além de economizar cerca de R$ 50 mil em água potável, foram reaproveitados mais de 7,2 milhões de litros de água; sendo que, somente em agosto, o volume superou 1,64 milhão de litros.

Desafios ambientais 📊

Iniciada em janeiro de 2024, com investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão, a obra do cais vai viabilizar a recepção de navios com até 400 metros de comprimento. Com a obra, a Portonave terá ganho de escalas, mais eficiência operacional e vai gerar mais oportunidades de emprego com os novos equipamentos. Além desses, a adequação do cais envolve outros números expressivos. Um deles é o volume total de concreto que será empregado no reforço do cais: 117 mil metros cúbicos. Os processos de produção e cura desse material exigem uma grande quantidade de água — entre 160 e 250 litros por metro cúbico. Em um cálculo simples, o consumo total para produzir todo o concreto da obra pode variar de 18,7 a 29,2 milhões de litros.

Toda a água utilizada nesse processo é proveniente do sistema público e de empresas privadas, que abastecem os reservatórios da obra com caminhões-pipa. Como parte das atividades de construção, o canteiro de obras dispõe de uma usina misturadora, responsável pela produção do concreto utilizado em toda a estrutura da obra, incluindo elementos pré-moldados, estacas, paredes diafragma e outros componentes. Assim, conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), é necessário o uso da água potável para assegurar a qualidade do material.

Além da água utilizada nessa produção, é necessário realizar a lavagem constante dos equipamentos e caminhões betoneira a fim de evitar o acúmulo de resíduos e preservar a funcionalidade dos materiais.

O sistema bate lastro como solução sustentável ♻

Para solucionar o problema do desperdício de água, ao lado da usina misturadora, foi instalado um sistema de tratamento da água para ser utilizada na lavagem de equipamentos e veículos, conhecido como bate lastro. O sistema é composto por uma rampa e seis tanques de decantação em série, para os quais os efluentes são direcionados. Nesses tanques, ocorre a separação dos sedimentos: os sólidos em suspensão se acumulam no fundo, enquanto a água clarificada segue para as etapas seguintes de tratamento.

Depois de tratada, a água é bombeada para reservatórios com capacidade total de 60 mil litros, onde fica armazenada para reaproveitamento na limpeza das instalações do canteiro de obras e na umidificação das vias de circulação de veículos para evitar a dispersão da poeira.

Compromisso que se estende além da obra ✅

O reaproveitamento da água não se limita à obra do cais. O Terminal Portuário também aplica práticas permanentes voltadas à gestão eficiente dos recursos hídricos. Entre essas, estão os sistemas de captação de água da chuva instalados em dois pontos da Companhia: no prédio administrativo e na câmara frigorífica, Iceport. Cerca de 32% da água utilizada nas operações da Iceport são provenientes da captação de águas pluviais, principalmente destinadas às torres de resfriamento.

FONTE: Assessoria de Imprensa Portonave
IMAGENS: Assessoria de Imprensa Portonave

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Portos

Portonave é reconhecida internacionalmente por redução nas emissões de gases poluentes

11ª Edição do Prêmio Marítimo das Américas premiou os avanços da empresa em gestão ambiental portuária, sendo o único terminal portuário do Brasil a receber o prêmio

No ano em que celebra 18 anos de operações, a Portonave, primeiro terminal portuário privado de contêineres do país, foi destaque na cerimônia do Prêmio Marítimo das Américas 2025, realizado pela Comissão Interamericana de Portos (CIP) da Organização dos Estados Americanos (OEA), no Peru. Vencedora na categoria Operações Portuárias Verdes e Gestão Sustentável, com o projeto “Transição Energética na Atividade Portuária e seu Impacto na Redução de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE)”, a Companhia foi reconhecida pelas boas práticas no segmento portuário nas Américas.

O transporte marítimo representa aproximadamente 3% das emissões globais, segundo a Organização Marítima Internacional (IMO). Com o objetivo de contribuir para um setor mais limpo, a Companhia está alinhada à visão de desenvolvimento sustentável de sua acionista, a Terminal Investment Limited (TiL), e adota ações estratégicas para isso. A Portonave é certificada no Sistema de Gestão Ambiental (ISO 14001) e, desde 2010, faz o monitoramento das emissões de GEE, com base no Greenhouse Gas (GHG) Protocol, referência mundial na verificação e qualificação de organizações.

Entre 2015 e 2024, houve uma redução de 63% nas emissões de gases poluentes nas operações do terminal – o equivalente a aproximadamente 79 mil toneladas de carbono. Um passo importante foi, em 2016, a eletrificação dos 18 guindastes para movimentação de contêineres, os Rubber Tyred Gantries (RTGs), que passaram a operar com energia elétrica – uma redução de 96,5% nas emissões de GEE. Outros investimentos em equipamentos ecológicos – como empilhadeiras – e em fontes de energia renovável – placas solares – também são permanentes.

Recentemente, a Companhia anunciou a compra de equipamentos 100% elétricos, que totalizam R$ 439 milhões: dois novos guindastes para movimentação de cargas nos navios, os Ship-to-Shore (STS) Cranes, mais 14 guindastes eletrificados para as operações no pátio de contêineres, os Rubber Tyred Gantry (RTGs), uma empilhadeira elétrica e dois novos Scanners para inspeção de cargas.

Por serem elétricos, os novos equipamentos contribuem para a redução do uso de combustíveis fósseis e das emissões de GEE. A empilhadeira e os Scanners já iniciaram as operações, enquanto os demais equipamentos têm previsão de chegada para o próximo ano.

Atualmente, a Portonave realiza a Obra de Adequação do Cais para receber navios maiores, de até 400 metros de comprimento, ter mais eficiência operacional e preparar a estrutura para a instalação do sistema shore power. Esse sistema possibilitará que os navios atracados recebam energia elétrica, o que contribuirá consideravelmente para operações mais limpas – uma tecnologia inédita entre os portos brasileiros. Com isso, o Terminal Portuário unirá operações eficientes e de excelência ao crescimento sustentável do setor.

Zero emissões indiretas até 2027 🚫

Outra prática, alinhada à pauta climática, é a aquisição de energia renovável. De 2022 a 2024, foram adquiridos certificados de energia renovável (I-REC), que, somados, correspondem a 199.744 MWh (unidade de energia). Para os próximos anos, a Companhia já fechou contratos de compra de energia renovável certificada, garantido zero emissões no Escopo 2 até 2027.

Parcerias pelo futuro sustentável 🌏

Como membro da Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos, iniciativa que surgiu de uma parceria entre o Porto de Itaqui e o Valencia Ports, a Portonave busca soluções integradas por meio da colaboração de diversos atores nacionais e internacionais, como outros portos e empresas. Também, realiza um levantamento sobre os riscos das mudanças climáticas na infraestrutura portuária, que inclui a elaboração de um plano de ação, em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) – com publicação prevista para este segundo semestre.

Desempenho por TEU movimentado 🚢

O Terminal Portuário possui um indicador próprio para avaliar seu desempenho em relação às emissões, o Indicador de Pegada de Carbono, que considera as toneladas de carbono equivalente (tCO₂e) por TEU (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentado. No ano passado, alcançou seu menor índice (0,003 tCO₂e/TEU), uma redução de 80% em relação a 2015 (0,016 tCO₂e/TEU).

Sobre o prêmio 🏆

Criado em 2014, o Prêmio Marítimo das Américas, organizado pela Comissão Interamericana de Portos (CIP) da Organização dos Estados Americanos (OEA), reconhece iniciativas de destaque no segmento portuário em sustentabilidade e inovação. Neste ano, o reconhecimento das melhores práticas foi destinado a três categorias: Gestão de Riscos de Desastres, Operações Portuárias Verdes e Gestão Sustentável e Relação Porto-cidade.

Sobre a Portonave ✅

A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

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