Portos

Portonave investe R$ 1,5 bilhão para ampliar eficiência e sustentabilidade no Porto de Navegantes

A Portonave, terminal portuário localizado em Navegantes (SC), está realizando um dos maiores investimentos de sua história: R$ 1,5 bilhão, totalmente com recursos privados. O projeto, focado em eficiência operacional e sustentabilidade ambiental, marca um novo ciclo de inovação na infraestrutura portuária brasileira.

Modernização e tecnologia de ponta

A obra não tem caráter de ampliação, mas de adequação estrutural. O objetivo é preparar o terminal para receber embarcações de até 400 metros de comprimento, alinhando-se aos padrões internacionais dos maiores portos do mundo.

“O projeto garante mais eficiência, segurança e competitividade, reforçando o papel da Portonave como hub estratégico do comércio exterior brasileiro”, destacou a empresa.

Entre as principais etapas estão a modernização dos sistemas de atracação e operação, a instalação de infraestrutura para o shore power — tecnologia inédita no Brasil que permitirá o fornecimento de energia elétrica a navios atracados — e a aquisição de novos equipamentos, incluindo dois guindastes Ship-to-Shore (STS) e 14 Rubber Tyred Gantry (RTG), que aumentarão a produtividade do terminal.

A primeira fase, iniciada em janeiro de 2024, foi concluída em setembro de 2025. A segunda etapa segue em andamento, com entrega prevista para o segundo semestre de 2026, sem interrupções operacionais. Após a conclusão, a Portonave deve ampliar sua capacidade de movimentação, reduzir emissões atmosféricas e consolidar-se como o porto mais eficiente do Brasil, já reconhecido pela Antaq, com 118 movimentos por hora.

Sustentabilidade e gestão ambiental

O projeto incorpora um amplo conjunto de ações ambientais. Entre as medidas, estão o reaproveitamento de água da chuva e efluentes no processo de concretagem e controle de poeira, além da instalação de torres de iluminação movidas a energia solar. Essas práticas garantiram à companhia o Prêmio Expressão de Ecologia 2025.

A Portonave também mantém um Plano de Controle Ambiental, com programas de monitoramento, educação ambiental e compensações ambientais que ultrapassam R$ 5 milhões em todo o Estado.

Geração de empregos e impacto social

Com 18 anos de atuação, a Portonave mantém uma sólida relação porto-cidade, marcada pela geração de empregos e desenvolvimento local. Atualmente, são 1,3 mil colaboradores diretos — 70% residentes de Navegantes — e 5,5 mil indiretos. No último ano, a empresa ainda ampliou seu quadro de pessoal em 10%.

Em 2024, o Instituto Portonave, junto a leis de incentivo, destinou R$ 10,5 milhões a projetos sociais, beneficiando cerca de 138 mil pessoas na região. A companhia também foi responsável por R$ 37 milhões em ISS, valor equivalente a 42% da arrecadação municipal de Navegantes.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Portonave

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Transporte

Brasil planeja trem de alta velocidade com 350 km/h, o mais rápido da América Latina

O Brasil se prepara para dar um salto histórico na mobilidade com a implantação do trem de alta velocidade mais rápido da América Latina, que promete atingir 350 km/h e conectar as principais cidades do Sudeste. O projeto, ainda em fase de planejamento, prevê ligar Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, oferecendo uma alternativa moderna, rápida e sustentável para os deslocamentos entre as regiões mais movimentadas do país.

Com previsão de conclusão do trajeto em cerca de duas horas, o novo sistema deve reduzir drasticamente o tempo de viagem e aliviar os congestionamentos nas rodovias que interligam as metrópoles.

Impacto no transporte e na economia brasileira

O Trem de Alta Velocidade (TAV) brasileiro representa uma verdadeira revolução na infraestrutura nacional. Além de diminuir o tempo de viagem, a iniciativa promete reduzir o fluxo de veículos na rodovia que liga o Rio a São Paulo e estimular o crescimento econômico das regiões envolvidas.

Com 510 quilômetros de extensão, o projeto é considerado um dos maiores investimentos ferroviários da história do continente. Estima-se que o custo total varie entre 10 e 20 bilhões de dólares, consolidando o Brasil como protagonista em inovação no transporte de passageiros.

Principais características do trem de alta velocidade

O empreendimento combina tecnologia, segurança e sustentabilidade. O trajeto contará com túneis e viadutos, projetados para garantir máxima eficiência e conforto durante o percurso.

Entre os destaques do projeto:

  • Extensão total de 510 quilômetros, ligando Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro;
  • Velocidade operacional máxima de 350 km/h;
  • Investimento estimado entre 10 e 20 bilhões de dólares;
  • Início das obras previsto para 2027 e operações em 2032.

Alinhamento com tendências globais de transporte

Inspirado em sistemas de alta tecnologia do Japão e da Europa, o TAV brasileiro busca modernizar a mobilidade e reduzir impactos ambientais, seguindo padrões internacionais de eficiência. A iniciativa reflete uma visão de futuro que integra inovação tecnológica, urbanização e sustentabilidade.

Previsto para entrar em operação em 2032, o trem de alta velocidade não é apenas um marco da engenharia, mas um símbolo do avanço da infraestrutura nacional. Ao conectar as principais cidades com rapidez e segurança, o projeto deve impulsionar o desenvolvimento econômico e transformar a experiência de transporte no Brasil.

FONTE: O Antagonista
TEXTO: Redação
IMAGEM: Deposit Photos/Liufuyu

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Portos

Novo modelo de concessão garante dragagem contínua e amplia eficiência do Porto de Paranaguá

Projeto inédito moderniza acesso a portos públicos e aumenta segurança da navegação

O novo modelo de licitação do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (PR) marca o início de uma fase de modernização para os portos públicos brasileiros. A iniciativa, lançada pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Infra S.A., prevê dragagem contínua e manutenção permanente dos canais de navegação — medida essencial para reforçar a segurança operacional e a previsibilidade do transporte marítimo.

Até então, a gestão dos canais ficava sob responsabilidade de empresas públicas estaduais. Com o novo modelo de concessão portuária, as obrigações passam a ser definidas em edital, garantindo clareza e eficiência na execução das obras. O formato adotado em Paranaguá será replicado em outros importantes terminais, como Santos (SP), Itajaí (SC), Salvador (BA) e Rio Grande (RS).


Aprofundamento do canal amplia capacidade operacional

As intervenções previstas vão aumentar a profundidade do canal de 13,5 para 15,5 metros, possibilitando a entrada de navios de até 366 metros de comprimento. Com isso, o porto poderá movimentar embarcações de maior porte, ampliando sua capacidade de carga de 80 mil para 120 mil toneladas por operação.

Essa modernização trará mais segurança e fluidez nas manobras, reduzindo custos logísticos e fortalecendo a competitividade do Porto de Paranaguá no comércio internacional.


Retirada da “Pedra da Palangana” melhora navegação

Um dos destaques do projeto é a retirada da Pedra da Palangana, uma formação rochosa que atua como um “quebra-molas natural” no canal, prejudicando o fluxo de embarcações conforme o nível da maré. A remoção será executada em fases, com conclusão estimada em cinco anos, e deve ampliar a bacia de evolução — área de manobra dos navios.

Em 2024, parte do obstáculo já havia sido eliminada, com 20% da estrutura rochosa derrocada, preparando o terreno para as próximas etapas da obra.


Sustentabilidade e descarbonização como pilares

O novo modelo de concessão portuária está alinhado à Política de Sustentabilidade do MPor, que incentiva práticas ambientais responsáveis e ações de descarbonização. O projeto passará por licenciamento ambiental rigoroso, com monitoramento da emissão de gases, qualidade da água, sedimentos e fauna marinha.

A concessionária também deverá adotar medidas de compensação e recuperação ambiental em áreas impactadas, garantindo que o avanço da infraestrutura ocorra de forma ecologicamente responsável.


Tecnologia e gestão inteligente de tráfego marítimo

Entre as inovações previstas está a implantação do VTMIS (Vessel Traffic Management and Information System), sistema de gerenciamento e monitoramento em tempo real do tráfego marítimo. A tecnologia permite maior segurança na navegação, melhora a proteção ambiental e aumenta a eficiência das operações portuárias, tornando o processo de condução e atracação mais ágil e preciso.


Etapas de execução e cronograma

Nos dois primeiros anos de contrato, a concessionária deverá realizar o mapeamento da topografia submarina, levantamentos hidrográficos e estudos ambientais e de engenharia. A partir do terceiro ano, terão início as obras de alargamento, aprofundamento e derrocagem, até atingir o calado ideal.

Simultaneamente, ocorrerão as dragagens de manutenção e a implantação do sistema de sinalização náutica, assegurando navegabilidade contínua e segura em todo o percurso.

Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos e da Portos do Paraná.
TEXTO: Redação

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Exportação

Tarifas dos EUA sobre alumínio ampliam concorrência e mudam rotas de exportação, diz CBA

O presidente da Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), Luciano Alves, afirmou que as tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos sobre o alumínio brasileiro alteraram o equilíbrio global entre oferta e demanda, forçando empresas a redirecionar exportações e acirrando a disputa por mercados internacionais.

Impacto das tarifas no comércio global

Segundo Alves, a redução nas vendas para o mercado norte-americano levou produtores brasileiros a buscar alternativas em outros destinos estratégicos, como Europa e América Latina. Essa movimentação, explicou ele, tem aumentado a competitividade nesses mercados, que agora recebem parte do alumínio antes destinado aos EUA.

“É natural observar uma queda no volume exportado para os Estados Unidos. As empresas estão procurando espaço nos mesmos mercados, especialmente Europa e América Latina, o que eleva a concorrência e afeta nossa atuação nessas regiões”, disse o executivo ao Valor.

Alves também destacou que o mercado americano tem compensado a redução de importações com a compra de sucata, enquanto a CBA ajusta sua produção para atender novos destinos e fortalecer a presença no mercado interno.

Estratégia da CBA diante do novo cenário

Com a nova configuração comercial, marcada por incertezas e maior competição global, a CBA tem concentrado a produção no Brasil, destinando cerca de 12% ao mercado externo, principalmente em lingotes de alumínio enviados à Europa.

O executivo explicou que essa antecipação está ligada à chegada do CBAM (Carbon Border Adjustment Mechanism), mecanismo europeu que, a partir de 2026, vai cobrar tarifas baseadas nas emissões de carbono de produtos importados.

“Os clientes europeus já estão se preparando para essa transição regulatória, antecipando suas compras”, observou Alves.

Desafios para exportadoras brasileiras

As declarações do presidente da CBA evidenciam os desafios enfrentados pelas exportadoras brasileiras diante de novas barreiras comerciais e ambientais impostas por grandes economias. A adaptação a normas mais rígidas de sustentabilidade e a diversificação de mercados se tornaram, segundo ele, estratégias essenciais para manter a competitividade do setor.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Daniel Wainstein/Valor

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Informação

Nauterra impulsiona a economia azul em Itajaí

Itajaí se destaca em Santa Catarina por sua diversificação na economia azul, que engloba não apenas atividades portuárias, turísticas e de construção naval, mas também a pesca e o setor alimentício. Um dos principais protagonistas desse cenário é a Nauterra, empresa espanhola proprietária da marca Gomes da Costa, considerada a maior enlatadora de pescado do mundo. Com fábricas, centros de embalagens e distribuição instalados na cidade, a companhia promove práticas sustentáveis, gera empregos e conecta a pesca brasileira ao mercado internacional.

Crescimento impulsionado pelo mercado nacional

O Brasil exerce papel central na consolidação da Nauterra como referência global. A Gomes da Costa, líder de vendas no país, representa 47,25% do volume global, fortalecendo a presença da empresa na América Latina.

Segundo Jair de Azevedo, diretor industrial da Nauterra – Divisão América, a unidade em Itajaí é estratégica para atingir esses números. “A fábrica tem capacidade para produzir até 86 mil toneladas de produtos acabados, incluindo sardinhas, atum, patês e saladas, além de operar integrada à unidade de embalagens, que fabrica 856 milhões de recipientes por ano. Essa escala é crucial para atender tanto a demanda interna quanto as exportações”, afirmou.

Geração de empregos e impacto social

A unidade produz diariamente mais de 2 milhões de latas de sardinha e atum, sendo também o maior empregador privado de Itajaí, com cerca de 3,2 mil colaboradores. A planta responde por quase metade do volume global da Nauterra, cujo faturamento mundial atingiu 727 milhões de euros no último ano.

A empresa também investe em impacto social. Em 2024, 19,14% dos recursos destinados a iniciativas sociais apoiaram programas de voluntariado, campanhas solidárias e doações de conservas, beneficiando mais de 1,2 mil pessoas.

Inovação, sustentabilidade e rastreabilidade

A Nauterra acompanha tendências do mercado e adaptou seu portfólio para oferecer produtos prontos, nutritivos e convenientes. Implementou ainda um sistema de rastreabilidade online, permitindo ao consumidor conferir a origem do pescado.

Em termos de sustentabilidade, a empresa reduziu o uso de matéria-prima nas embalagens, otimizou o consumo de aço nas latas e nos anéis de abertura, e gerencia resíduos de forma eficiente, recuperando 98,86% dos não perigosos, garantindo certificação Lixo Zero nas fábricas do Brasil e da Espanha.

Exportações e expansão internacional

A partir de Itajaí, a Nauterra exporta sardinha e atum para países do Mercosul, como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, e para outras nações da América Latina, incluindo Equador e El Salvador. “O Brasil é o maior mercado da Nauterra, respondendo por 47% das vendas globais. A expansão para novos mercados é um pilar estratégico, impulsionada pela inovação”, destacou Jair.

Competitividade e certificações

A empresa fortalece sua posição global investindo em eficiência e inovação, ampliando a capacidade fabril e otimizando processos para reduzir perdas. A Nauterra também diversifica suas fontes de matéria-prima, prioriza atum certificado e sustentável, audita fornecedores e mantém certificações ISO 9001 e ISO 45001, reforçando a confiança nos produtos e consolidando sua liderança no mercado internacional.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Nauterra

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Sustentabilidade

COP30 em Belém: tudo sobre a conferência do clima da ONU no Brasil

A cidade de Belém (PA) será palco da COP30, a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, entre os dias 10 e 21 de novembro. O evento reunirá líderes mundiais, especialistas e movimentos sociais para discutir ações de combate à crise climática e estratégias para redução de gases de efeito estufa.

Desde 1995, a COP (Conferência das Partes) ocorre anualmente, com cada edição sediada em um país diferente. Em 2025, o Brasil será o anfitrião do encontro, que retorna à Amazônia 30 anos após a criação do fórum climático.

O objetivo da COP30

O principal propósito da conferência é limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C até o fim do século, conforme acordado no Acordo de Paris de 2015. Além disso, a COP30 busca acelerar políticas sustentáveis, incentivar o financiamento climático e fortalecer o compromisso dos países com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, firmada em 1992.

O embaixador André Lago, atual presidente da COP30 e secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Itamaraty, destaca a importância da conferência:
“É um processo contínuo de aperfeiçoamento, orientado pela ciência e pela cooperação entre os países. As COPs evoluem conforme cresce o entendimento científico e econômico sobre o impacto das mudanças climáticas.”

Quem participa da COP30

A conferência deve reunir cerca de 50 mil participantes, incluindo delegados de 198 países, negociadores, jornalistas e 15 mil representantes da sociedade civil. Antes da abertura oficial, entre 6 e 7 de novembro, ocorre a Cúpula de Chefes de Estado, onde os líderes mundiais alinham compromissos políticos e o tom das negociações.

Estrutura do evento: zona azul e zona verde

A programação da COP30 será dividida em dois espaços.
A zona azul concentrará as negociações oficiais, com presença de delegações, chefes de Estado e imprensa credenciada.
Já a zona verde receberá organizações civis, instituições públicas e privadas e debates abertos sobre soluções climáticas.

Desde 2021, as conferências adotam a Agenda de Ação, que amplia a participação de setores privados, governos locais e comunidades científicas, promovendo discussões sobre inovação e sustentabilidade. Segundo André Lago, essa dinâmica “traz um novo fôlego às COPs, mostrando que já existem respostas concretas e soluções tecnológicas para diversos desafios”.

Mobilização social e propostas ambientais

Durante os dias de evento, movimentos sociais e ONGs apresentarão propostas de enfrentamento à emergência climática, cobrando o cumprimento de metas ambientais.
Entre as organizações envolvidas está o Observatório do Clima, cuja especialista Stela Herschmann ressalta que o processo avança, mas de forma mais lenta que o necessário.
“As COPs têm um papel importante, mas a velocidade das decisões ainda não acompanha a urgência da crise climática. A ciência já mostrou o caminho; agora é preciso agir com a rapidez e o corte que ela exige”, afirma.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Tecnologia

Itajaí participa de missão internacional de tecnologia e inovação na China

O município de Itajaí fará parte da Missão Internacional China 2025, organizada pela Fundação de Estudos e Pesquisas Socioeconômicos (Fepese), com foco em inovação, tecnologia e governança urbana. A comitiva da Associação de Municípios da Foz do Rio Itajaí (Amfri) viaja ao país asiático entre os dias 8 e 17 de novembro, com a presença do prefeito Robison Coelho, que também preside o Consórcio Multifinalitário da Amfri.

A missão tem como objetivo capacitar lideranças políticas da região em temas estratégicos para o desenvolvimento urbano e econômico sustentável. Durante a estadia, os representantes visitarão principais cidades chinesas, empresas de tecnologia e fábricas de referência mundial.

Itajaí busca parcerias e soluções em tecnologia e sustentabilidade

O prefeito Robison Coelho participará do China Hi-Tech Fair, uma das maiores feiras globais de inovação e tecnologia, com destaque para soluções em mobilidade urbana, energia limpa, meio ambiente e infraestrutura inteligente. O evento será uma oportunidade para identificar práticas aplicáveis em Itajaí e fortalecer o intercâmbio de conhecimento com cidades chinesas de alta performance tecnológica.

Além da programação da Fepese, Coelho e o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação, João Paulo Kowalsky, realizarão visitas às cidades de Linyi e Guangzhou, nos dias 10 e 11 de novembro. As agendas incluem reuniões institucionais e articulações para futuras parcerias culturais e econômicas.

Cooperação internacional e desenvolvimento regional

Após as visitas individuais, os representantes itajaienses retomarão a programação oficial em Hong Kong e Shenzhen, onde estão previstas visitas a centros de inovação, empresas de inteligência artificial e equipamentos públicos tecnológicos.

“O propósito dessa viagem é claro: buscar conhecimento e parcerias que tornem Itajaí uma cidade mais moderna, sustentável e inteligente. Vamos conhecer indústrias e projetos que são referência mundial e trazer ideias que melhorem a qualidade de vida da nossa população”, afirmou Robison Coelho.

FONTE: Blog do Prisco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jader Liberal/Secom Itajaí

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Sustentabilidade

Cabotagem reduz emissões de CO₂ em até 90% e reforça papel estratégico de Paranaguá

A cabotagem, modalidade de transporte marítimo entre portos nacionais, vem se consolidando como uma das principais alternativas sustentáveis à logística rodoviária no Brasil. De acordo com um estudo da Norcoast, empresa brasileira de navegação costeira, esse tipo de transporte pode reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa em comparação ao modal rodoviário — resultado comprovado nas operações da Klabin com o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP).

Entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025, o uso da cabotagem nas rotas da Klabin evitou a emissão de quase 20 mil toneladas de CO₂, o que equivale ao plantio de mais de 140 mil árvores ou à retirada de 4.000 veículos das ruas durante um ano.

Segundo Stephano Galvão, diretor de Operações da Norcoast, a iniciativa reafirma o compromisso da empresa com uma logística mais limpa. “A cabotagem é mais do que uma decisão operacional — é uma escolha consciente por eficiência e sustentabilidade, que integra e transforma a cadeia logística”, afirmou.

TCP se consolida como hub da cabotagem no Sul do Brasil

A TCP se tornou um dos principais elos logísticos para exportadores e importadores que adotam o transporte marítimo nacional. Desde fevereiro de 2024, todos os quatro navios da Norcoast, com capacidade de até 3.500 TEUs cada, passam pelo terminal paranaense.

Para Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores e inteligência de mercado da TCP, a tendência é de crescimento contínuo: “A cabotagem oferece uma logística sustentável, confiável e com custos competitivos. Desde o retorno do serviço ao terminal, notamos aumento constante na demanda e nos volumes movimentados.”

A Klabin, quarta maior empresa do país em movimentação de contêineres secos por cabotagem, registrou mais de 20 mil TEUs transportados em 2024, sendo 3.500 TEUs apenas pelo Porto de Paranaguá.

Sustentabilidade integrada: ferrovia e mar no mesmo corredor logístico

A operação sustentável da Klabin vai além do mar. Desde 2021, a empresa integra o transporte ferroviário ao marítimo por meio do corredor intermodal KBT, conectando a unidade de Ortigueira (PR) — com capacidade de 2,5 milhões de toneladas anuais — diretamente ao Terminal de Contêineres de Paranaguá.

A ferrovia operada pela Brado Logística garante menor dependência das rodovias, reduzindo emissões e otimizando o escoamento de papel e celulose até o porto. “Essa integração reforça o papel estratégico de Paranaguá como hub logístico nacional e internacional”, destacou Brown.

Crescimento expressivo e infraestrutura de ponta

A movimentação de cargas por cabotagem no TCP cresceu 71% no primeiro semestre de 2025, alcançando 44.714 TEUs. O resultado reflete a infraestrutura diferenciada do terminal, que abriga o maior pátio de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.268 tomadas — estrutura essencial para clientes do agronegócio, especialmente os exportadores de carne de frango do Paraná.

Além do pátio reefer, a TCP possui o maior parque de máquinas do Brasil, com 40 guindastes pórticos sobre pneus (RTG) e 69 Terminal Tractors (TT). A integração com a ferrovia e os armazéns da retroárea também fortalece a eficiência logística e a competitividade do porto.

“Ao fortalecer a cabotagem, oferecemos um modal que alia sustentabilidade, economia e previsibilidade, contribuindo para uma logística mais integrada e menos poluente”, concluiu Brown.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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Sustentabilidade

Setor de navegação intensifica investimentos em sustentabilidade e ESG

O setor hidroviário brasileiro tem ampliado seus esforços em sustentabilidade, ações sociais e boas práticas de governança. É o que revela o Diagnóstico de Sustentabilidade, elaborado pelo Ministério de Portos e Aeroportos em parceria com a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP). O estudo, baseado em 20 empresas de navegação marítima e fluvial, aponta que, entre 2023 e 2024, foram aplicados R$ 71,9 milhões em iniciativas ESG (ambientais, sociais e de governança).

Governança lidera investimentos

Segundo o levantamento, a governança corporativa recebeu o maior aporte financeiro: cerca de R$ 40 milhões foram destinados à implementação de setores de compliance, auditorias externas e políticas de transparência. A área ambiental contou com R$ 17,8 milhões investidos em mitigação de impactos, uso de biocombustíveis e controle de efluentes. Já o eixo social registrou R$ 14,1 milhões aplicados em capacitação profissional, diversidade e apoio a comunidades ribeirinhas.

Avanços ambientais e metas de descarbonização

O estudo destaca que a média de adesão aos indicadores ambientais do setor foi de 56,4%, considerada positiva, e mostra tendência de crescimento diante das metas da Organização Marítima Internacional (IMO) para descarbonização até 2050. A adoção de tecnologias mais limpas e a substituição gradual de combustíveis fósseis devem fortalecer a sustentabilidade da navegação brasileira nos próximos anos.

Papel estratégico do transporte hidroviário

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o diagnóstico evidencia o avanço da transição ecológica no setor e reforça sua importância na redução de emissões e na logística nacional. “O transporte hidroviário é um ativo estratégico para o Brasil e uma das bases da nossa economia verde. Esse diagnóstico mostra que estamos avançando com mais inovação, sustentabilidade e eficiência na movimentação de cargas e passageiros”, destacou.

Consolidação da agenda ESG

O Diagnóstico de Sustentabilidade integra ações do Ministério de Portos e Aeroportos para fortalecer a agenda ESG na infraestrutura nacional, seguindo a Política Nacional de Sustentabilidade e o Pacto pela Sustentabilidade, lançados em 2024. Essas iniciativas estabelecem metas e incentivos para ampliar o engajamento de empresas públicas e privadas em práticas ambientais, sociais e de governança.

Reconhecimento e estímulo a boas práticas

Durante a COP30, em Belém, o ministério concederá os primeiros selos de reconhecimento às empresas e entidades que aderiram ao Pacto, valorizando iniciativas já implementadas e incentivando novas ações no setor hidroviário brasileiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Portos

Portos do Açu e de Antuérpia-Bruges assinam acordo para implementação de um ‘corredor matírimo verde’

O Porto do Açu, no litoral norte do Rio, e o Porto de Antuérpia-Bruges, na Bélgica, anunciaram nesta segunda-feira a assinatura de uma carta de intenções para criar um “corredor marítimo verde” entre os dois terminais, oferecendo infraestrutura de abastecimento de combustíveis alternativos para embarcações adaptadas para emitir menos gases do efeito estufa (GEE).

A navegação marítima, que responde por cerca de 80% do comércio internacional de bens, é responsável por 3% das emissões totais de GEE, uma das mais relevantes fontes dos poluentes que provocam as mudanças climáticas, segundo o Rocky Mountain Institute (RMI), think tank americano dedicado a transição energética.

Tanto que a IMO, agência das Nações Unidas que cuida da coordenação internacional da navegação, vem discutindo metas para a adaptação e substituição dos combustíveis fósseis nas grandes embarcações, como forma de reduzir a pegada de carbono.

Incentivos a operadores

Segundo Eugênio Figueiredo, presidente do Porto do Açu, empresa operadora do empreendimento, a criação do “corredor verde” é importante por causa do abastecimento – analogamente à necessidade da instalação de pontos de recarga ou postos com GNV para a adoção de carros elétricos ou movidos a gás natural.

E prevê incentivos, com redução de tarifas portuárias, para os armadores (os operadores logísticos da navegação) que usarem a rota.

– Quando colocamos, nas duas pontas, portos que têm a capacidade para fazer o abastecimento com esse tipo de combustível, criamos a forma de fazer essa movimentação com os combustíveis verdes naquele trajeto – disse Figueiredo, em entrevista durante o Oceans of Opportunity, evento promovido pela Prumo, dona do Porto do Açu, no Rio.

Sem infraestrutura de abastecimento, os investimentos em navios mais eficientes em termos de poluição poderá se perder.

– Não adianta ter uma forma de abastecer com amônia ou com e-metanol aqui no Rio, no Porto do Açu, e ir para um outro porto que não tem o mesmo combustível na outra ponta. O navio teria que conseguir carregar os dois tipos de combustível, e isso prejudica a possibilidade de garantir uma emissão bem menor – afirmou Figueiredo, completando, sem citar nomes, que a operadora portuária negocia acordos do tipo com outros portos em outros locais, além da Europa.

Incentivo à produção local

Para os executivos da Prumo e do Porto do Açu, a parceria com o Porto de Antuérpia-Bruges também poderá impulsionar a produção de combustíveis renováveis na área industrial do empreendimento do norte fluminense.

O termina belga também abriga um hub industrial. Segundo a Prumo, a operadora europeia projeta que necessitará importar de 6 milhões a 10 milhões de toneladas de amônia verde por ano até 2030, equivalente a entre 1,2 milhão e 1,5 milhão de toneladas de hidrogênio verde.

Ao mesmo tempo, a Prumo trabalha no desenvolvimento de um hub de produção de hidrogênio verde e outros combustíveis renováveis. A empresa separou, numa primeira fase, 1 milhão de metros quadrados de sua área industrial para projetos focados na exportação de amônia verde e e-metanol (versão renovável análoga ao combustível).

O licenciamento ambiental para mais 4,5 milhões de metros quadrados está em andamento para atender à crescente demanda de investidores, informou a Prumo. Segundo a empresa, “cinco desenvolvedores internacionais garantiram seis reservas de terrenos” dentro do hub de hidrogênio e derivados.

Para o presidente da Prumo, Rogerio Zampronha, a procura de empresas que estão investindo na produção de combustíveis alternativos e a parceria com o Porto de Antuérpia-Bruges são exemplos de como o setor privado segue na trilha da transição energética para uma economia de baixo carbono, mesmo que o ambiente geopolítico não seja o mais favorável.

Efeito Trump

Às vésperas da COP30, a conferência anual das Nações Unidas sobre as mudanças climáticas, em Belém (PA), a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris e a guerra comercial promovida pelo presidente Donald Trump enfraquecem as discussões globais sobre o tema.

No mês passado, os representantes dos países na IMO adiaram por um ano uma decisão sobre a implementação de metas de redução das emissões de GEE pela navegação.

– Não podemos só esperar governos e regulação tomarem decisões que vão mudar o mundo. Podemos fazer parte disso, independentemente e na frente, e puxar a legislação e a regulação, sermos líderes desse processo, no assento de piloto – afirmou Zampronha.

Segundo o executivo, pressões de resistência à adaptação contra as mudanças climáticas não alteram o fato de que o clima da Terra está mudando. E essa adaptação é também uma oportunidade de negócios, para as empresas que apostarem na transição energética.

– Nenhum projeto de sustentabilidade se mantém perene se não tiver uma dimensão econômica associada. Quanto mais cedo a gente começa a adicionar uma dimensão econômica, mais cedo veremos a queda no preço dos novos combustíveis — disse Zampronha.

Essa visão sustenta os investimentos que a Prumo vem fazendo, completou o executivo:

– Já investimos alguns milhões de reais na construção do mais avançado ecossistema de produção de novos combustíveis de todos os portos que eu conheço (o hub de hidrogênio, na área industrial do Porto do Açu). Já estamos dando esse passo, ninguém nos pediu para fazer isso. E acreditamos que vamos ganhar o prêmio de sermos os primeiros, de ter começado. Vamos ser mais competitivos, ter mais investimentos, o Brasil vai ganhar com isso.

FONTE: O Globo
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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