Informação

Setor aéreo brasileiro investe mais de R$ 350 milhões em ESG

O setor aeroportuário do Brasil destinou aproximadamente R$ 350,5 milhões a projetos de sustentabilidade, responsabilidade social e governança corporativa (ESG) entre 2023 e 2024. O levantamento consta no Diagnóstico de Sustentabilidade, pesquisa inédita conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), envolvendo 10 empresas que respondem por 83,6% do transporte aéreo nacional. O estudo indica forte adesão do setor a práticas como descarbonização, regularização ambiental, projetos sociais e combate ao assédio.

Agenda ESG e políticas de sustentabilidade

O diagnóstico é a segunda fase de um ciclo de ações do MPor voltado à consolidação da agenda ESG na logística nacional, iniciado com a Política de Sustentabilidade e o Pacto pela Sustentabilidade. O ministro Silvio Costa Filho destaca que o esforço vai além da teoria: “Nosso objetivo é promover um transporte sustentável, reduzir emissões de gases de efeito estufa e adotar tecnologias inovadoras, garantindo também um ambiente inclusivo e equitativo.”

Larissa Amorim, diretora de Sustentabilidade do MPor, reforça o engajamento do setor: “O levantamento mostra que o setor aéreo não só investe recursos, mas também adere a pilares essenciais como descarbonização, compliance e combate ao assédio, consolidando uma governança robusta.”

Investimentos sociais lideram aporte ESG

O eixo social concentrou o maior volume de investimentos, com R$ 195,8 milhões aplicados. Todas as empresas pesquisadas mantêm canais de comunicação com a comunidade, desenvolvem projetos sociais e implementam ações de combate ao assédio. O estudo destaca iniciativas de acessibilidade, incluindo salas multissensoriais para pessoas com TEA ou hipersensibilidade sensorial, e aponta 70% de adesão a projetos de equidade de gênero.

Iniciativas ambientais e descarbonização

No campo ambiental, foram investidos R$ 138,4 milhões. Todas as empresas do setor aderiram a projetos de descarbonização e à regularização ambiental, enquanto 90% realizam inventário de emissões. Entre as ações destacam-se a substituição de fontes fósseis por sistemas elétricos de apoio a aeronaves, eletrificação de frotas operacionais e instalação de usinas fotovoltaicas, acompanhadas de certificações internacionais como o Airport Carbon Accreditation (ACA).

Governança sólida e oportunidades de aprimoramento

Na dimensão de governança, o setor aplicou R$ 16,3 milhões. O estudo evidencia que 100% das empresas possuem setores de compliance e realizam auditorias externas, com 80% mantendo estatutos ou políticas sociais. O diagnóstico aponta áreas de evolução, como adesão a índices de bolsa (ISE, 10%) e certificações ISO 9001 (20%).

Impacto social e econômico das iniciativas ESG

As ações ESG do setor portuário, de navegação e aeroportuário geraram mais de 120,5 mil empregos diretos e impactaram positivamente 11,3 milhões de pessoas.

MPor como articulador da transição energética

O MPor atua ativamente na transição energética, fomentando o uso de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e alinhando-se à Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/24). O ministério criou o Fórum de Transição Energética na Aviação Civil (Fotea) e investe em pesquisa, como R$ 11,46 milhões no Centro de Pesquisas da ANP e R$ 1,24 milhão em parceria com a UFPR, ampliando a capacidade de análise e certificação de SAF e estudando alternativas para reduzir emissões no setor.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Sustentabilidade

Sistema Transporte apresenta agenda verde na COP30

Entidade fortalece papel estratégico na transição energética e na descarbonização do setor

Em novembro, o Sistema Transporte desembarca na COP30 em Belém (PA) com papel central nas discussões sobre mobilidade e transição energética no Brasil. Formado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), SEST SENAT e ITL (Instituto de Transporte e Logística), o Sistema atua na representação institucional, qualificação profissional e pesquisa em transporte e logística, consolidando-se como interlocutor estratégico entre poder público, setor privado, academia e sociedade civil.

A participação na conferência reforça a capacidade do setor de mobilizar diferentes atores em busca de soluções integradas de descarbonização. Atualmente, o transporte responde por 11% das emissões de carbono do país, mas concentra grande potencial de transformação. Estudos indicam que é possível reduzir até 68% das emissões de CO₂ até 2050, com base em mais de 90 iniciativas mapeadas voltadas à eficiência logística e à descarbonização.

Entre as principais agendas do Sistema na COP30 estão o incentivo ao transporte rodoviário, aéreo e fluvial mais sustentável, o aumento do uso de biocombustíveis como etanol, biometano, SAF e hidrogênio renovável e investimentos em infraestrutura e políticas públicas que garantam estradas de qualidade e justiça climática no processo de transição energética.

Caminhos para um transporte mais limpo

A agenda da COP30 destaca a necessidade de infraestruturas resilientes, capazes de resistir aos efeitos das mudanças climáticas e evitar colapsos logísticos como os registrados no Rio Grande do Sul. O desafio é garantir que a transição energética avance de forma alinhada à adaptação do sistema de transporte às novas condições climáticas.

Na conferência, o Sistema Transporte apresentará a Estação do Desenvolvimento, um espaço criado para promover diálogo, inovação e troca de experiências entre diferentes setores. Localizado na Green Zone, o ambiente será dedicado à discussão de soluções para reduzir o impacto ambiental da mobilidade, aumentar a eficiência energética e valorizar o papel estratégico do transporte na economia verde.

Com atuação contínua e integrada, a entidade busca consolidar a imagem do transporte brasileiro como protagonista na solução climática global. A expectativa é que, a partir das discussões em Belém, surjam novas parcerias e políticas públicas capazes de acelerar a descarbonização, tornando o setor mais limpo e competitivo.

FONTE: CNN Brasil
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Portos

Setor portuário do Brasil destina mais de R$ 512 milhões a ações ambientais e ESG

O setor portuário brasileiro aplicou R$ 512,4 milhões em iniciativas voltadas à sustentabilidade ambiental entre 2023 e 2024, segundo o estudo Diagnóstico de Sustentabilidade, divulgado pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a Associação de Terminais Portuários (ATP).

O levantamento analisou 78 operadores portuários, divididos entre Portos Organizados (16), Arrendamentos (33) e Terminais de Uso Privado (TUPs – 29).

“Pela primeira vez na história do Brasil, lançamos um diagnóstico de sustentabilidade do setor portuário, acompanhado de um planejamento estratégico voltado à incorporação da agenda ESG às políticas do ministério”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.

Portos lideram investimentos ambientais no transporte nacional

De acordo com o MPor, o modal portuário lidera os aportes ambientais entre todos os segmentos logísticos — superando os setores aeroportuário e de navegação.

Dos R$ 512,4 milhões investidos, os Terminais Autorizados (TUPs) responderam por R$ 290,7 milhões, seguidos pelas administrações portuárias (R$ 138 milhões) e pelos arrendamentos (R$ 83,7 milhões).

O relatório aponta ainda uma forte adesão às boas práticas ambientais: 96,2% das empresas têm regularização ambiental, 73,1% mantêm políticas de sustentabilidade, e o mesmo percentual atua em projetos de descarbonização.

Avanços sociais e de governança no setor portuário

Além dos resultados ambientais, o setor portuário também se destacou na agenda social, com R$ 225,5 milhões aplicados em ações de equidade de gênero, combate ao assédio e relacionamento com comunidades locais.

Os TUPs novamente lideraram os aportes (R$ 181,6 milhões), seguidos pelas administrações portuárias (R$ 28 milhões) e pelos arrendamentos (R$ 15,9 milhões). A adesão aos indicadores também é expressiva: 88,46% dos operadores apoiam projetos sociais e de combate ao assédio, enquanto 87,18% mantêm canais de comunicação com a comunidade.

Na dimensão de governança corporativa, o setor destinou R$ 69,1 milhões e registrou uma aderência média de 77,9% aos indicadores. Os melhores resultados foram observados na existência de setores de compliance e estatutos sociais formalizados, ambos com 89,74% de adesão, além de 87,18% das empresas realizarem auditorias externas — reflexo de uma gestão mais transparente e madura.

Consolidação da agenda ESG nos portos brasileiros

O diagnóstico faz parte de um ciclo de ações do MPor voltado à consolidação da agenda ESG no transporte e na logística nacional, iniciado com a criação da Política de Sustentabilidade Portuária e do Pacto pela Sustentabilidade.

Com esses investimentos e avanços, o Brasil reforça o papel estratégico dos portos sustentáveis na transição para uma economia de baixo carbono e na promoção de práticas de governança e responsabilidade social.

FONTE: Agência Gov
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPortos

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Comércio Exterior

FCCE celebra 75 anos e defende transição do Brasil para exportações de maior valor agregado

A Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE) comemorou seus 75 anos de fundação em um evento que reuniu representantes empresariais e diplomáticos de diversos países, consolidando sua posição como a entidade mais antiga dedicada à promoção do comércio exterior brasileiro.

Durante a cerimônia, o vice-presidente da FCCE, Marco Aurélio Kühner, ressaltou a importância histórica da federação e apresentou resultados expressivos da atuação internacional da instituição. “Somos a associação de classe mais antiga voltada à promoção do comércio exterior. A FCCE nasceu para conectar o Brasil ao mundo e continua cumprindo esse papel com excelência”, afirmou Kühner.

Fundada em 1950, a federação conta atualmente com 65 câmaras bilaterais e 22 conselhos temáticos, que trabalham em parceria com embaixadas e consulados para fortalecer a internacionalização das empresas brasileiras.

Kühner apresentou dados que demonstram o alcance global da federação. Segundo ele, a FCCE já promoveu mais de 200 seminários com representantes de 60 países diferentes e recebeu, somente no último ano, 80 missões empresariais e diplomáticas de diversos continentes. Essas ações refletem o aumento do interesse internacional pelo mercado brasileiro e reforçam o papel da FCCE na criação de pontes comerciais estratégicas.

Durante o evento, o vice-presidente recebeu uma homenagem de um empresário colombiano da Sublay S/A, que destacou o apoio da federação às empresas latino-americanas e mencionou parcerias estabelecidas no Panamá, Colômbia e Uruguai, além do avanço das exportações brasileiras para a África, especialmente para o Marrocos.

Entre as principais metas da FCCE está a mudança da pauta exportadora brasileira, com foco na agregação de valor. “Queremos promover a transição do Brasil de um país exportador de commodities para um exportador de produtos com inovação e sustentabilidade”, destacou Kühner.

A proposta busca fortalecer setores tecnológicos e industriais, reduzindo a dependência de produtos primários e impulsionando a competitividade global do país. A federação também defende a adoção de práticas sustentáveis e de economia verde, alinhadas às tendências do comércio internacional.

A FCCE baseia sua estratégia em três eixos principais: mentoria empresarial, com orientação estratégica sobre mercados e adequações regulatórias; capacitação profissional, com programas sobre legislação, logística e negociação internacional; e internacionalização, oferecendo suporte técnico e conexões com parceiros estrangeiros.

Além disso, a federação mantém serviços de consultoria e apoio ao financiamento, auxiliando empresas brasileiras a acessar linhas de crédito e programas de incentivo à exportação. “Nosso papel é ajudar as empresas a encontrarem novos mercados e fontes de funding para sua expansão global”, explicou Kühner.

Reconhecida internacionalmente, a FCCE reafirma seu compromisso em tornar o comércio exterior brasileiro mais competitivo, sustentável e inovador. As parcerias com países da América Latina e da África demonstram a força da diplomacia econômica conduzida pela federação.

Aos 75 anos, a instituição segue focada em preparar o Brasil para uma nova era do comércio internacional, marcada por tecnologia, diversificação e responsabilidade ambiental.

FONTE: Última Hora
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Última Hora

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Aeroportos

Aeroporto de Daxing completa 6 anos e se consolida como maior hub aéreo da China

O Aeroporto Internacional de Daxing, em Pequim, completou 6 anos de operação em setembro de 2025, consolidando-se como o maior aeroporto da China em área de terminal de passageiros. Com investimento de 80 bilhões de yuans, a estrutura foi projetada para receber mais de 100 milhões de passageiros por ano, reforçando seu papel estratégico no transporte aéreo da região.

Arquitetura inovadora e eficiência para passageiros

O terminal, com formato de estrela-do-mar, ocupa mais de 700 mil metros quadrados, permitindo que os passageiros se desloquem entre os portões de embarque em apenas 8 minutos a pé. A localização central integra uma zona econômica de 150 quilômetros quadrados, planejada para logística, tecnologia e serviços, tornando o aeroporto um verdadeiro hub multifuncional.

A construção do Aeroporto de Daxing foi planejada para atender ao aumento da demanda de voos na capital chinesa e impulsionar o desenvolvimento econômico local. Inaugurado apenas 4 anos e 9 meses após o início das obras, o complexo é considerado um exemplo de planejamento ágil e eficiente.

Sustentabilidade e inovação ambiental

O aeroporto incorpora diversas soluções sustentáveis, incluindo aproveitamento de luz natural, sistemas de ventilação inteligentes, energia solar e armazenamento de gelo para climatização, alinhando operações de grande escala com responsabilidade ambiental.

Metas estratégicas até 2028

A administração do Aeroporto de Daxing definiu objetivos ambiciosos para os próximos anos:

  • Atender 72 milhões de passageiros;
  • Movimentar 2 milhões de toneladas de carga;
  • Realizar 630 mil operações aéreas por ano.

Além de servir como hub aéreo, o complexo integra operações de transporte, conexões culturais e infraestrutura multimodal, reunindo rodovias, metrô e linhas ferroviárias de alta velocidade em um único espaço eficiente e moderno.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Informação

MDIC estende consulta pública sobre equipamentos de Data Centers elegíveis ao Redata

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) prorrogou até o dia 29 de outubro o prazo da tomada de subsídios que vai definir quais equipamentos de Data Centers poderão receber isenção tributária dentro do Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata).

A consulta, aberta a empresas, associações e à sociedade civil, está disponível na plataforma Brasil Participativo e também vai contribuir para a formulação dos critérios de sustentabilidade ambiental do programa.

Consulta busca definir critérios técnicos e sustentáveis

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, Uallace Moreira, a participação do setor é essencial para o sucesso do programa.

“O sucesso e a efetividade do Redata dependem da precisão técnica dessa tomada de subsídios. Precisamos da contribuição detalhada do ecossistema para refinar a lista de equipamentos elegíveis e estabelecer critérios que incentivem investimentos em Data Centers sustentáveis e fortaleçam a cadeia digital brasileira”, destacou.

A iniciativa tem como objetivo estimular a instalação, expansão e modernização de Data Centers no país, por meio de duas diretrizes principais:

  • Tecnologia e Tributação: detalhar os equipamentos de hardware, software e infraestrutura que devem integrar a lista de isenção tributária do Redata;
  • Sustentabilidade como Requisito: sugerir parâmetros de eficiência energética e hídrica, uso de energias renováveis e boas práticas ambientais que se tornarão obrigatórios para adesão ao regime.

As contribuições devem ser enviadas exclusivamente pelo formulário disponível no portal Brasil Participativo.

Redata: incentivo à transformação digital e à Indústria 4.0

Criado pela Medida Provisória assinada em 17 de setembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Redata integra a Política Nacional de Data Centers (PNDC), vinculada à Nova Indústria Brasil (NIB), dentro da Missão 4 – Transformação Digital.

O programa busca fortalecer a infraestrutura digital nacional e impulsionar setores estratégicos da Indústria 4.0, como computação em nuvem, inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT) e fábricas inteligentes (smart factories).

Além dos incentivos fiscais, o Redata estabelece contrapartidas em pesquisa e desenvolvimento, incentiva a produção local de tecnologia e promove a desconcentração regional ao reduzir exigências para investimentos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O que é uma tomada de subsídios

A tomada de subsídios é um instrumento de participação social que permite ao governo coletar dados técnicos e sugestões antes da regulamentação de uma medida. O processo busca transparência e colaboração entre poder público, empresas, especialistas e academia.

No caso do Redata, esse mecanismo garante que a lista de equipamentos e os critérios de sustentabilidade reflitam as necessidades reais do setor tecnológico, direcionando os benefícios fiscais de forma estratégica para o fortalecimento da infraestrutura de dados no Brasil.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Tecnologia

Carros eletrificados já representam 30% das versões no Brasil e aceleram transformação do mercado automotivo

O crescimento dos carros elétricos e híbridos no Brasil confirma uma mudança estrutural no setor automotivo. Entre 2023 e 2025, as versões eletrificadas — que incluem veículos 100% elétricos (BEVs) e híbridos (HEVs e PHEVs) — passaram a representar mais de 30% dos modelos disponíveis no país, segundo dados da Bright Consulting, especializada em consultoria automotiva.

Embora o número total de versões no mercado tenha se mantido praticamente estável, passando de 1.067 em 2023 para 1.038 em 2025, o estudo revela uma profunda reestruturação no portfólio nacional.

Motores a combustão perdem espaço

As tecnologias tradicionaisFlex, Diesel e gasolina — ainda dominam a oferta, mas perderam representatividade. Em 2023, esses motores somavam 75,9% das versões disponíveis; em 2025, a participação caiu para 69%. O Flex, que por décadas liderou o mercado, recuou de 44,9% para 39,9%. O Diesel manteve-se estável em torno de 12%, concentrado em SUVs e utilitários, enquanto a gasolina pura ficou próxima de 17%, especialmente em modelos importados e premium.

Elétricos e híbridos crescem acima da média

No lado oposto, os veículos elétricos apresentaram avanço expressivo. Os 100% elétricos (BEVs) saltaram de 7,9% para 12% entre 2023 e 2025 — um crescimento superior a 50%. Já os híbridos plug-in (PHEVs) subiram de 5,2% para 7,3%, consolidando-se como ponte tecnológica entre os motores convencionais e os elétricos puros. Os híbridos leves e completos também ampliaram sua presença, passando de 11,1% para 11,8%, com destaque para o custo mais acessível.

Expansão impulsionada por novos players e incentivos

A expansão das versões eletrificadas é resultado de uma combinação de fatores: entrada de novas montadoras, especialmente chinesas, avanço da infraestrutura de recarga, incentivos do programa MOVER e benefícios fiscais estaduais. A previsibilidade regulatória e as políticas públicas de eletrificação também têm estimulado investimentos no setor.

Montadoras reduzem combustão e preparam transição elétrica

Apesar da estabilidade no total de versões, as montadoras estão simplificando seus portfólios a combustão para abrir espaço a plataformas elétricas e híbridas. Essa reorganização estratégica visa preparar o terreno para a nova era da mobilidade sustentável, ao mesmo tempo em que concessionárias se adaptam com treinamentos e mudanças nos processos de venda e pós-venda.

Eletrificação deixa de ser tendência e vira realidade

O avanço dos carros elétricos e híbridos no Brasil mostra que a eletrificação automotiva já é uma realidade de mercado. Mesmo diante de desafios de infraestrutura e custos, o setor segue equilibrando inovação, sustentabilidade e eficiência sem abrir mão da competitividade e rentabilidade.

FONTE: Bright Consulting
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Portonave amplia cais e investe R$ 1 bilhão para receber maiores navios do mundo

A Portonave iniciou uma nova etapa das obras de adequação do cais, que agora avançam para o outro lado do terminal em Navegantes (SC). Após concluir mais da metade do projeto em setembro, a companhia segue com os trabalhos em ritmo acelerado, com previsão de entrega da segunda fase no segundo semestre de 2026, sem interrupções nas operações portuárias.

Com a conclusão da adequação, a Portonave deve ampliar sua capacidade de movimentação de 1,5 milhão para 2 milhões de TEUs (unidade padrão de contêiner), consolidando-se como um dos terminais mais eficientes do país. Além disso, o projeto promete reduzir emissões atmosféricas, reforçando o compromisso da empresa com a sustentabilidade. Reconhecida pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) por sua produtividade, a Portonave mantém o índice de 118 movimentos por hora, referência nacional em eficiência operacional.

Iniciadas em 2024, as obras contam com investimento 100% privado, no valor de R$ 1 bilhão. A ampliação prepara o terminal para receber navios de até 400 metros, entre os maiores em operação no mundo. O projeto também integra melhorias nos sistemas de operação e na modernização de equipamentos utilizados na movimentação de contêineres, fortalecendo a posição da Portonave como um dos portos mais tecnológicos do Brasil.

A Portonave celebrou 18 anos de operação nesta semana, consolidando uma trajetória marcada por inovação e crescimento. Atualmente, o terminal recebe embarcações de até 350 metros de comprimento. Nesta sexta-feira, está prevista a atracação do MSC Ellen, navio de 346,98 metros, um dos maiores já atendidos pela empresa. O recorde histórico do complexo foi registrado em 2020, com o APL Paris, do armador CMA CGM, de 347,4 metros.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Logística

Brasil discute futuro da infraestrutura e logística com foco em investimentos e sustentabilidade

Representantes do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) participaram, nesta quarta-feira (22), do encontro “Infraestrutura em Movimento: desafios para transformar o Brasil”, promovido pelo grupo MoveInfra, em Brasília (DF). O evento reuniu autoridades, empresários e especialistas para discutir investimentos e projetos estratégicos em portos, aeroportos, hidrovias, rodovias e ferrovias.

O secretário executivo do MPor, Tomé Franca, destacou que o setor logístico é prioridade do governo federal e apresentou números expressivos de investimento previstos para os próximos anos.

“Na aviação, a expectativa é alcançar R$ 10 bilhões entre 2025 e 2026, somando recursos públicos e privados. Já na área portuária, temos uma carteira robusta de leilões que deve gerar cerca de R$ 30 bilhões em investimentos por meio de arrendamentos. Esse volume mostra a importância que o governo dá à logística, essencial para impulsionar a economia e gerar desenvolvimento em todo o país”, afirmou Franca.

Desafios e mudanças no modelo logístico nacional

O debate também abordou o futuro do transporte de cargas no Brasil. O diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Valter Luís Souza, defendeu uma transição para um sistema mais equilibrado e sustentável.

“Hoje, dois terços das cargas são transportadas por caminhões e 90% dos passageiros viajam por rodovias. Isso é caro e pouco sustentável. Precisamos mudar essa realidade e garantir que os projetos propostos pelo governo se concretizem”, alertou.

Hidrovias ganham protagonismo no novo modelo logístico

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes, destacou que o país vive um “momento de virada” na forma de enxergar o transporte fluvial.

“Pela primeira vez, o Brasil conta com uma secretaria voltada exclusivamente às hidrovias e à navegação, o que reforça o compromisso do governo com o setor”, disse.

Segundo Antunes, o principal projeto é a concessão de serviços hidroviários, inspirada no modelo das concessões rodoviárias. Nesse formato, a infraestrutura permanece pública, mas a execução de serviços como dragagem, sinalização e monitoramento será feita por parceiros privados, com metas de desempenho e contratos de longo prazo.

Aviação e inovação: governo reforça parceria com universidades

No mesmo dia, Tomé Franca e o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, participaram do XXII Simpósio do Transporte Aéreo (Sitraer), promovido pela Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA) e pela Universidade de Brasília (UnB). O encontro reuniu pesquisadores e especialistas para debater inovação, segurança e políticas públicas no setor aéreo.

Longo ressaltou que a aproximação entre governo e academia é essencial para aprimorar as políticas públicas.

“O Sitraer é um espaço de troca qualificada. Conseguimos ouvir a academia, identificar oportunidades de melhoria e ajustar rotas para o desenvolvimento do transporte aéreo”, afirmou.

O secretário destacou ainda que o MPor mantém parcerias com universidades em projetos de projeção de demanda e georreferenciamento de sítios aeroportuários, transformando conhecimento técnico em ações práticas e precisas.

“Essa integração agrega valor, aumenta a acurácia das entregas e garante que nossas políticas estejam alinhadas às necessidades do setor e da sociedade”, concluiu Longo.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sérgio Francês

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Comércio Exterior

China firma compromisso para comprar carne brasileira livre de desmatamento até 2026

A China, principal destino das exportações de carne bovina do Brasil, anunciou um novo acordo que promete fortalecer a sustentabilidade na pecuária nacional. A Tianjin Meat Association, que reúne cerca de 100 empresas chinesas do setor, se comprometeu a comprar ao menos 50 mil toneladas de carne brasileira até junho de 2026, desde que os frigoríficos comprovem que o produto é livre de desmatamento.

Certificação brasileira garante rastreabilidade ambiental

As compras serão realizadas com base no selo Beef on Track (BoT), sistema de certificação lançado nesta terça-feira (21) pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). A organização sem fins lucrativos é reconhecida por conduzir auditorias e emitir certificações socioambientais conforme padrões nacionais e internacionais.

Convencemos primeiro o comprador, agora vamos buscar os frigoríficos”, explicou Marina Piatto, diretora-executiva do Imaflora. Segundo ela, parte da produção nacional já é livre de desmatamento, mas faltava um mecanismo que desse visibilidade e transparência a esse diferencial. “O BoT vem justamente preencher essa lacuna”, afirmou.

O volume anunciado pela associação chinesa representa cerca de 4% das exportações brasileiras de carne bovina para o país asiático, mas o potencial é muito maior: as empresas associadas à Tianjin respondem por 15% das importações chinesas de carne brasileira, segundo o Imaflora. Em 2024, o Brasil exportou 2,8 milhões de toneladas do produto — quase metade destinada à China.

Carne sustentável será identificada por selo

Com a certificação, a carne livre de desmatamento receberá um selo identificador, permitindo reconhecimento imediato por importadores, varejistas e consumidores finais. O Imaflora busca estimular a mudança “pelo lado da demanda”, levando o consumidor a preferir produtos sustentáveis.

A instituição já negocia com outros mercados estratégicos, como a União Europeia e países do Oriente Médio, e prepara road shows internacionais para apresentar o selo a governos e empresas. Na China, o instituto está em processo de acreditação oficial, que garantirá o reconhecimento do BoT pelo governo local.

Cooperação global contra o desmatamento

A parceria entre Brasil e China ocorre em meio ao fortalecimento da cooperação bilateral em mudanças climáticas, que ganhou uma declaração conjunta em 2023. Entre as ações previstas está o combate conjunto ao desmatamento.

Na Europa, o Imaflora trabalha para alinhar o BoT à Lei Antidesmatamento (EUDR), que entra em vigor em 2026, permitindo que a certificação sirva como padrão brasileiro oficial para carne livre de desmatamento.

Adesão e impactos econômicos

No mercado interno, o Imaflora firmou um projeto piloto com uma grande rede varejista que exibirá o selo BoT nas prateleiras, tornando o produto acessível a todos os consumidores. “Queremos que a carne sustentável esteja também nos atacarejos e mercados populares, não apenas nas prateleiras premium”, destacou Piatto.

A certificação não deve gerar custos relevantes aos frigoríficos, já que inicialmente será aplicada às empresas que possuem sistemas de rastreabilidade. Assim, não há expectativa de aumento de preços para o consumidor final.

Atualmente, 30% da carne bovina brasileira é exportada. Os três maiores frigoríficos do país — JBS, MBRF (resultado da fusão BRF + Marfrig) e Minerva Foods — reconhecem o selo, embora ainda não tenham confirmado adesão.
A JBS afirmou cumprir protocolos socioambientais como o Boi na Linha e o Protocolo Voluntário do Cerrado, ambos utilizados como base do BoT.
A Minerva Foods, que tem 60% do faturamento vindo das exportações, declarou estar pronta para atender às exigências da certificação.

Como funciona o selo Beef on Track

O BoT terá quatro níveis de certificação — bronze, prata, ouro e platinum — e avaliará dados da cadeia da pecuária de corte, com foco nos frigoríficos. Serão analisadas evidências de desmatamento ilegal e de criação de gado em áreas protegidas, como terras indígenas, unidades de conservação e territórios quilombolas.

O sistema é baseado em protocolos já existentes, como o Boi na Linha, usado pelo Ministério Público Federal (MPF) para monitorar frigoríficos da Amazônia Legal, e o Protocolo do Cerrado, de adesão voluntária.
A partir de 2026, o Imaflora planeja desenvolver protocolos equivalentes para outros biomas, incluindo Mata Atlântica, Pampas e Caatinga.

Cada planta frigorífica será auditada anualmente, podendo ter níveis de certificação diferentes dentro do mesmo grupo econômico, conforme o grau de conformidade ambiental.

FONTE: Capital Reset
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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