Logística

Brasil discute futuro da infraestrutura e logística com foco em investimentos e sustentabilidade

Representantes do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) participaram, nesta quarta-feira (22), do encontro “Infraestrutura em Movimento: desafios para transformar o Brasil”, promovido pelo grupo MoveInfra, em Brasília (DF). O evento reuniu autoridades, empresários e especialistas para discutir investimentos e projetos estratégicos em portos, aeroportos, hidrovias, rodovias e ferrovias.

O secretário executivo do MPor, Tomé Franca, destacou que o setor logístico é prioridade do governo federal e apresentou números expressivos de investimento previstos para os próximos anos.

“Na aviação, a expectativa é alcançar R$ 10 bilhões entre 2025 e 2026, somando recursos públicos e privados. Já na área portuária, temos uma carteira robusta de leilões que deve gerar cerca de R$ 30 bilhões em investimentos por meio de arrendamentos. Esse volume mostra a importância que o governo dá à logística, essencial para impulsionar a economia e gerar desenvolvimento em todo o país”, afirmou Franca.

Desafios e mudanças no modelo logístico nacional

O debate também abordou o futuro do transporte de cargas no Brasil. O diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Valter Luís Souza, defendeu uma transição para um sistema mais equilibrado e sustentável.

“Hoje, dois terços das cargas são transportadas por caminhões e 90% dos passageiros viajam por rodovias. Isso é caro e pouco sustentável. Precisamos mudar essa realidade e garantir que os projetos propostos pelo governo se concretizem”, alertou.

Hidrovias ganham protagonismo no novo modelo logístico

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Dino Antunes, destacou que o país vive um “momento de virada” na forma de enxergar o transporte fluvial.

“Pela primeira vez, o Brasil conta com uma secretaria voltada exclusivamente às hidrovias e à navegação, o que reforça o compromisso do governo com o setor”, disse.

Segundo Antunes, o principal projeto é a concessão de serviços hidroviários, inspirada no modelo das concessões rodoviárias. Nesse formato, a infraestrutura permanece pública, mas a execução de serviços como dragagem, sinalização e monitoramento será feita por parceiros privados, com metas de desempenho e contratos de longo prazo.

Aviação e inovação: governo reforça parceria com universidades

No mesmo dia, Tomé Franca e o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, participaram do XXII Simpósio do Transporte Aéreo (Sitraer), promovido pela Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA) e pela Universidade de Brasília (UnB). O encontro reuniu pesquisadores e especialistas para debater inovação, segurança e políticas públicas no setor aéreo.

Longo ressaltou que a aproximação entre governo e academia é essencial para aprimorar as políticas públicas.

“O Sitraer é um espaço de troca qualificada. Conseguimos ouvir a academia, identificar oportunidades de melhoria e ajustar rotas para o desenvolvimento do transporte aéreo”, afirmou.

O secretário destacou ainda que o MPor mantém parcerias com universidades em projetos de projeção de demanda e georreferenciamento de sítios aeroportuários, transformando conhecimento técnico em ações práticas e precisas.

“Essa integração agrega valor, aumenta a acurácia das entregas e garante que nossas políticas estejam alinhadas às necessidades do setor e da sociedade”, concluiu Longo.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sérgio Francês

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Comércio Exterior

China firma compromisso para comprar carne brasileira livre de desmatamento até 2026

A China, principal destino das exportações de carne bovina do Brasil, anunciou um novo acordo que promete fortalecer a sustentabilidade na pecuária nacional. A Tianjin Meat Association, que reúne cerca de 100 empresas chinesas do setor, se comprometeu a comprar ao menos 50 mil toneladas de carne brasileira até junho de 2026, desde que os frigoríficos comprovem que o produto é livre de desmatamento.

Certificação brasileira garante rastreabilidade ambiental

As compras serão realizadas com base no selo Beef on Track (BoT), sistema de certificação lançado nesta terça-feira (21) pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora). A organização sem fins lucrativos é reconhecida por conduzir auditorias e emitir certificações socioambientais conforme padrões nacionais e internacionais.

Convencemos primeiro o comprador, agora vamos buscar os frigoríficos”, explicou Marina Piatto, diretora-executiva do Imaflora. Segundo ela, parte da produção nacional já é livre de desmatamento, mas faltava um mecanismo que desse visibilidade e transparência a esse diferencial. “O BoT vem justamente preencher essa lacuna”, afirmou.

O volume anunciado pela associação chinesa representa cerca de 4% das exportações brasileiras de carne bovina para o país asiático, mas o potencial é muito maior: as empresas associadas à Tianjin respondem por 15% das importações chinesas de carne brasileira, segundo o Imaflora. Em 2024, o Brasil exportou 2,8 milhões de toneladas do produto — quase metade destinada à China.

Carne sustentável será identificada por selo

Com a certificação, a carne livre de desmatamento receberá um selo identificador, permitindo reconhecimento imediato por importadores, varejistas e consumidores finais. O Imaflora busca estimular a mudança “pelo lado da demanda”, levando o consumidor a preferir produtos sustentáveis.

A instituição já negocia com outros mercados estratégicos, como a União Europeia e países do Oriente Médio, e prepara road shows internacionais para apresentar o selo a governos e empresas. Na China, o instituto está em processo de acreditação oficial, que garantirá o reconhecimento do BoT pelo governo local.

Cooperação global contra o desmatamento

A parceria entre Brasil e China ocorre em meio ao fortalecimento da cooperação bilateral em mudanças climáticas, que ganhou uma declaração conjunta em 2023. Entre as ações previstas está o combate conjunto ao desmatamento.

Na Europa, o Imaflora trabalha para alinhar o BoT à Lei Antidesmatamento (EUDR), que entra em vigor em 2026, permitindo que a certificação sirva como padrão brasileiro oficial para carne livre de desmatamento.

Adesão e impactos econômicos

No mercado interno, o Imaflora firmou um projeto piloto com uma grande rede varejista que exibirá o selo BoT nas prateleiras, tornando o produto acessível a todos os consumidores. “Queremos que a carne sustentável esteja também nos atacarejos e mercados populares, não apenas nas prateleiras premium”, destacou Piatto.

A certificação não deve gerar custos relevantes aos frigoríficos, já que inicialmente será aplicada às empresas que possuem sistemas de rastreabilidade. Assim, não há expectativa de aumento de preços para o consumidor final.

Atualmente, 30% da carne bovina brasileira é exportada. Os três maiores frigoríficos do país — JBS, MBRF (resultado da fusão BRF + Marfrig) e Minerva Foods — reconhecem o selo, embora ainda não tenham confirmado adesão.
A JBS afirmou cumprir protocolos socioambientais como o Boi na Linha e o Protocolo Voluntário do Cerrado, ambos utilizados como base do BoT.
A Minerva Foods, que tem 60% do faturamento vindo das exportações, declarou estar pronta para atender às exigências da certificação.

Como funciona o selo Beef on Track

O BoT terá quatro níveis de certificação — bronze, prata, ouro e platinum — e avaliará dados da cadeia da pecuária de corte, com foco nos frigoríficos. Serão analisadas evidências de desmatamento ilegal e de criação de gado em áreas protegidas, como terras indígenas, unidades de conservação e territórios quilombolas.

O sistema é baseado em protocolos já existentes, como o Boi na Linha, usado pelo Ministério Público Federal (MPF) para monitorar frigoríficos da Amazônia Legal, e o Protocolo do Cerrado, de adesão voluntária.
A partir de 2026, o Imaflora planeja desenvolver protocolos equivalentes para outros biomas, incluindo Mata Atlântica, Pampas e Caatinga.

Cada planta frigorífica será auditada anualmente, podendo ter níveis de certificação diferentes dentro do mesmo grupo econômico, conforme o grau de conformidade ambiental.

FONTE: Capital Reset
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Logística, Tecnologia

China lidera revolução logística com porto 100% automatizado e movido a energia limpa

O porto inteligente de Tianjin, na China, marca um avanço histórico ao se tornar o primeiro porto do mundo totalmente automatizado e abastecido por energia limpa. A estrutura representa um marco na logística global, combinando tecnologia de ponta, eficiência energética e sustentabilidade ambiental.

Operando com guindastes autônomos, veículos automatizados e sistemas inteligentes integrados ao satélite Beidou, o porto realiza todas as operações de carga e descarga sem intervenção humana direta. Todo o processo é alimentado por fontes renováveis, reforçando o compromisso chinês com a redução de emissões e a modernização do setor marítimo.

Eficiência, segurança e sustentabilidade em um só modelo

A iniciativa eleva os padrões internacionais de eficiência logística e segurança portuária, tornando-se referência para infraestruturas marítimas sustentáveis em todo o mundo. Especialistas classificam o porto de Tianjin como um modelo global que une automação, inteligência artificial e energia limpa em larga escala.

China amplia liderança tecnológica e desafia o Ocidente

De acordo com análises do setor, a China é responsável por 80% da produção mundial de robôs industriais, ultrapassando Estados Unidos, Alemanha e Japão em densidade robótica por trabalhador. Esse domínio reforça a posição do país como líder na automação portuária e na indústria 4.0.

Especialistas alertam que, sem investimentos robustos em inovação, IA e infraestrutura, o Ocidente pode se tornar dependente da tecnologia chinesa, não apenas em produtos, mas também em processos produtivos estratégicos.

O futuro dos portos: autônomos e sustentáveis

A transição para portos autônomos e 100% verdes é vista como o modelo produtivo do futuro, oferecendo tanto riscos quanto oportunidades para outras economias. Investir em automação, energia renovável e tecnologia inteligente será essencial para garantir competitividade, eficiência operacional e segurança global nas próximas décadas.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGENS: Reprodução/Jornal Portuário
VÍDEO: @pixnewsms

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Sustentabilidade

Brasil lidera debate no Mercosul sobre transporte marítimo e descarbonização

Reunião do CETM reforça cooperação entre países do bloco

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) coordenou, no último dia 15 de outubro, a reunião semestral da Comissão de Especialistas em Transporte Marítimo (CETM), vinculada ao Subgrupo de Trabalho nº 5 (SGT-5) do Mercosul. O encontro teve formato híbrido, reunindo autoridades presencialmente em Brasília, na sede da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), e demais participantes de forma remota.

O objetivo central da reunião foi intensificar o diálogo sobre transporte marítimo entre os países-membros e associados do bloco sul-americano, buscando interesses comuns e estratégias conjuntas para impulsionar o setor na região.

Integração regional e posicionamento internacional

Representando o MPor, o chefe substituto da Assessoria Internacional, Márcio Gabardo, destacou a importância do encontro para a construção de um ambiente colaborativo.

“A reunião do CETM é importante para o intercâmbio de opiniões, o fomento à cooperação, o desenvolvimento do transporte marítimo regional e a coordenação de posições em foros internacionais”, afirmou Gabardo.

O fórum também serviu como espaço para alinhar posturas que poderão ser defendidas de maneira unificada em fóruns internacionais, fortalecendo a atuação conjunta dos países do Mercosul.

Descarbonização do transporte aquaviário ganha destaque

Um dos temas centrais da pauta foi a descarbonização do setor de transporte aquaviário, alinhando-se às diretrizes globais de sustentabilidade e redução de emissões. O coordenador de Políticas de Navegação Marítima do MPor, Eduardo da Silva Pereira, apresentou as ações do ministério voltadas à transição energética e sustentabilidade no transporte marítimo.

A programação técnica incluiu ainda:

  • Patrícia Stelling, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que apresentou um estudo sobre a descarbonização do transporte aquaviário;
  • Capitão de Mar e Guerra Mauro José Rocha de Araújo, representando a Marinha do Brasil, com uma explanação sobre a participação da instituição na Organização Marítima Internacional (OMI);
  • Luís Fernando Resano, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC), que abordou os desafios e oportunidades da cabotagem brasileira frente às metas ambientais do setor marítimo.

Cooperação para um transporte marítimo sustentável no Mercosul

A reunião reforça o compromisso dos países do bloco com o desenvolvimento sustentável do transporte marítimo, promovendo parcerias estratégicas para modernizar o setor, aumentar a eficiência logística e reduzir impactos ambientais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação

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Evento

138ª Canton Fair destaca inovação, tecnologia e sustentabilidade em Guangzhou

A 138ª Feira de Importação e Exportação da China (Canton Fair) será realizada em Guangzhou de 15 de outubro a 4 de novembro, consolidando-se como um dos maiores eventos de comércio internacional do mundo. A feira será dividida em três fases e manterá uma plataforma on-line ativa 24 horas, oferecendo aos compradores globais acesso contínuo aos fornecedores chineses. Com uma área de 1,55 milhão de metros quadrados, o evento contará com 74.600 estandes e mais de 32 mil empresas participantes, um recorde histórico.

Escala recorde e foco em inovação

A nova edição da Canton Fair 2025 marca um avanço em escala e inovação. Mais de 10 mil expositores são reconhecidos como empresas nacionais de alta tecnologia, PMEs especializadas ou líderes em manufatura, representando 34% dos exportadores presentes.

Entre os destaques, está a estreia da Zona de Saúde Inteligente, prevista para a Fase 3 (31 de outubro a 4 de novembro), que reunirá 47 empresas focadas em robôs cirúrgicos, sistemas de monitoramento inteligentes e dispositivos médicos vestíveis. Já a Zona de Robôs de Serviço retorna na Fase 1 (15 a 19 de outubro) com 46 expositores apresentando robôs humanoides e cães robóticos de última geração.

Sustentabilidade e tecnologia verde

Reforçando seu papel como símbolo de abertura e modernização da economia chinesa, a Canton Fair investe fortemente em sustentabilidade e energia limpa. A seção de Novos Recursos Energéticos exibirá soluções de armazenamento de energia, tecnologias de hidrogênio e mais de 1,08 milhão de produtos de baixo carbono.

O evento busca impulsionar o comércio exterior de alta qualidade e promover novos motores de crescimento econômico, com ênfase em inovação digital e inteligência artificial.

Inteligência digital e produtos inéditos

Mais de um milhão de novos produtos serão apresentados, incluindo 1,1 milhão com propriedade intelectual independente. Das 175 seções de exposição, 18 serão dedicadas às tecnologias inteligentes, exibindo mais de 350 mil produtos que refletem a transformação digital das indústrias chinesas.

A programação também inclui fóruns sobre inteligência artificial e comércio digital, com debates sobre automação, eficiência operacional e novos modelos de negócios.

Experiência aprimorada com tecnologia 5G e IA

A experiência dos visitantes será aprimorada com navegação em tempo real alimentada por Bluetooth, sistema BeiDou e tecnologia 5G, permitindo localizar estandes e eventos com precisão.

O Canton Fair App foi atualizado com ferramentas de IA, oferecendo recomendações personalizadas, vídeos curtos de produtos e conexão inteligente entre compradores e fornecedores, tornando a feira mais interativa, sustentável e eficiente.

Para registrar a 138ª Canton Fair, clique em https://buyer.cantonfair.org.cn/register/buyer/email?source_type=16.  

FONTE: Canton Fair
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Newswire

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Portos

Portos do Paraná recebe Selo Impulso Verde e consolida liderança ambiental no setor portuário

Inventário de emissões e plano de descarbonização colocam a Portos do Paraná entre as autoridades portuárias mais sustentáveis do país

A Portos do Paraná recebeu o Selo Pró-Clima na categoria Impulso Verde, concedido pela Aliança Brasileira pela Descarbonização dos Portos (ABDP), durante o 2º Encontro da Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos – 2025. Os coordenadores da Portos do Paraná, Kellyn Cristina Carneiro e Vader Zuliane Braga, representaram a Autoridade Portuária no evento, realizado em São Luís (MA), entre os dias 8 e 10 de outubro.

A premiação à empresa pública ocorreu após a divulgação do Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) da Portos do Paraná, elaborado pela Fundación Valenciaport, que subsidiará o Plano de Descarbonização do Complexo Portuário de Paranaguá e Antonina.

A coordenadora Kellyn destaca que as exigências do mercado global e os compromissos internacionais tornam imperativo que portos brasileiros estejam alinhados com indicadores de sustentabilidade, o que molda o futuro da Portos do Paraná, como um modelo de desenvolvimento responsável e sustentável. “O selo é um reconhecimento pelos nossos esforços nesta jornada de descarbonização dos portos do Paraná e um estímulo para toda a comunidade portuária em seguir avançando com a implementação de boas práticas ambientais”, afirmou Kellyn.

O inventário de emissões do ano de 2023 foi elaborado com base na metodologia internacional do GHG Protocol e no Guia Metodológico para o Cálculo da Pegada de Carbono em Portos, publicado por Puertos del Estado. No período analisado, as atividades do complexo portuário de Paranaguá e Antonina emitiram cerca de 678 mil toneladas de CO₂ equivalente, distribuídas entre três escopos de análise.

O Escopo 1 refere-se às emissões diretas da Autoridade Portuária e representou apenas 2,7% do total. O Escopo 2, que contempla as emissões indiretas associadas ao consumo de energia elétrica, somou 0,1%. Já o Escopo 3, que inclui as emissões indiretas de outras atividades relacionadas às operações portuárias, como terminais, modais de transporte terrestres, serviços de apoio portuário e navios, totalizou 97,1% das emissões de GEE.

Descarbonização dos portos brasileiros

No mesmo evento, a Autoridade Portuária foi convidada a participar do painel “Planos de Descarbonização para Portos: dificuldades, metas e greenwashing, que são as estratégias enganosas de marketing em que algumas empresas promovem produtos como ambientalmente responsáveis, mas, na realidade, não cumprem critérios efetivos de sustentabilidade.

“Pude compartilhar experiências, ações executadas e os principais desafios da jornada de descarbonização do complexo portuário da Portos do Paraná. Nestes encontros, nos atualizamos e trazemos novos insights para a realidade dos portos paranaenses, com projetos inovadores relacionados à sustentabilidade nas nossas operações portuárias”, destacou Vader Zuliane Braga.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Reprodução/Portos do Paraná

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Comércio Exterior

Comércio exterior da China cresce 4% em 2025 e reforça liderança global

As exportações subiram 7,1% em relação ao ano anterior.

Crescimento sólido nas exportações e diversificação de mercados

O comércio exterior da China manteve um ritmo sólido de crescimento em 2025, com uma alta de 4% no acumulado de janeiro a setembro, totalizando 33,61 trilhões de yuans (cerca de US$ 4,73 trilhões), segundo dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas (GAC) nesta segunda-feira (13).

As exportações chinesas avançaram 7,1% em relação ao mesmo período de 2024, somando 19,95 trilhões de yuans, enquanto as importações registraram uma leve queda de 0,2%, totalizando 13,66 trilhões de yuans. O desempenho confirma a resiliência da economia chinesa, mesmo diante de um cenário internacional instável e marcado por tensões comerciais.


Parcerias estratégicas impulsionam as trocas comerciais

Em entrevista coletiva em Pequim, o vice-administrador da GAC, Wang Jun, destacou que a China vem mantendo crescimento contínuo há oito trimestres seguidos, com expansão de 1,3% no 1º trimestre, 4,5% no 2º trimestre e 6% no 3º trimestre de 2025.

Segundo ele, o fortalecimento das parcerias comerciais com os países que integram a Iniciativa Cinturão e Rota (BRI) foi decisivo. O comércio bilateral com essas nações somou 17,37 trilhões de yuans, uma alta de 6,2%, representando 51,7% do total das trocas internacionais da China.

“A diversificação dos mercados e o investimento em inovação tecnológica nas exportações são elementos-chave para sustentar o comércio exterior diante das pressões externas”, afirmou Wang.


Tecnologia e sustentabilidade lideram exportações chinesas

O avanço das exportações foi impulsionado principalmente pelos bens eletromecânicos, que cresceram 9,6%, totalizando 12,07 trilhões de yuans, o equivalente a 60,5% do total exportado pelo país.

Ganhando cada vez mais protagonismo, a chamada “nova tríade” — composta por veículos elétricos, baterias de íons de lítio e painéis solares — apresentou crescimento de dois dígitos nas exportações. Além disso, produtos sustentáveis, como locomotivas elétricas, também ampliaram sua participação nos embarques.


Importações apresentam sinais de recuperação

Apesar da queda marginal no acumulado do ano, as importações chinesas mostraram sinais de recuperação nos últimos trimestres, com aumentos de 0,3% no segundo trimestre e 4,7% no terceiro. Os destaques ficam por conta de:

  • Petróleo bruto: +4,9%
  • Minérios metálicos: +10,1%
  • Instrumentos de medição e teste: +9,3%
  • Equipamentos de informática e comunicação: +8,9%

O vice-administrador da GAC destacou que esses números refletem o aumento da demanda interna e o dinamismo do setor industrial, além do crescimento no número de empresas ativas no setor: já são 700 mil, 52 mil a mais que no mesmo período de 2024.
Desafios à frente e perspectiva de estabilidade

Wang Jun atribuiu o bom desempenho do comércio exterior à liderança central do Partido Comunista da China e à colaboração entre governos locais e empresas. Segundo ele, o país alcançou um “crescimento quantitativo e qualitativo” em meio a desafios globais.

Ainda assim, ele reconheceu que o ambiente externo permanece desafiador, especialmente diante das incertezas econômicas globais e de uma base de comparação elevada em 2024, exigindo maior esforço para manter o ritmo no último trimestre do ano.

FONTE: Com informações do Global Times.
TEXTO: Redação

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Sustentabilidade

Portonave conquista reconhecimento nacional por ações de descarbonização 🏆

Em mais um marco ambiental, o Terminal Portuário recebeu o Selo Diamante no Programa Pró-Clima, a mais alta honraria concedida pela iniciativa

Investir em soluções sustentáveis para reduzir as emissões de carbono nos portos é essencial para garantir operações mais eficientes e ambientalmente responsáveis. Como resultado do comprometimento com essa meta, nesta semana, a Portonave recebeu o Selo Diamante no Programa Pró-Clima, da Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos (ABDP). A cerimônia foi no 2º Encontro da ABDP 2025, realizado em São Luís (MA), nesta quarta (8) e quinta-feira (9).

O reconhecimento avaliou a trajetória de descarbonização do Terminal, que apresenta metas e inventários completos de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), nos escopos 1 (emissões diretas), 2 (energia elétrica) e 3 (demais emissões indiretas), com comprovada redução das emissões desses gases poluentes.

A supervisora de Meio Ambiente, Flavia Crozeta, representou a Companhia no evento e recebeu o reconhecimento em nome da equipe. Até o momento, a Portonave é único Terminal Portuário da região Sul a conquistar o selo na categoria Diamante — a mais alta distinção concedida pelo programa — reforçando seu protagonismo entre os portos do país que desenvolvem iniciativas sustentáveis.

Iniciativas que garantiram o selo 🌱

A estratégia em direção a uma operação mais sustentável começou na eletrificação dos 18 guindastes de movimentação de contêineres (RTGs), em 2015, que substituíram os geradores a diesel. O investimento de aproximadamente R$ 25 milhões gerou resultados já no ano seguinte, em 2016, com uma redução de 93,75% nas emissões de GEE associadas à operação destes equipamentos. Desde então, a Companhia incorpora novos equipamentos ecoeficientes e elétricos em suas atividades.

A renovação da frota de empilhadeiras também contribuiu para a redução das emissões. Em 2017, sete equipamentos movidos a Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) geravam 28 toneladas de carbono equivalente (CO₂e). A introdução de três empilhadeiras elétricas permitiu que, em 2023, esse número caísse para 10 toneladas.

Entre 2020 e 2024, a Companhia avançou na transição energética, evitando a emissão de 10,73 toneladas de CO₂e com a instalação de mais de 318 placas solares. Complementando essa iniciativa, de 2022 a 2024 foram adquiridos certificados de energia renovável (I-REC), que somam 199.744 MWh. Para os próximos anos, já estão garantidos contratos de compra de energia renovável certificada, assegurando emissões zero no Escopo 2 até 2027.

Além disso, o monitoramento das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) é realizado desde 2010 pela empresa, seguindo os critérios do Greenhouse Gas Protocol (GHG), mesmo não sendo uma exigência legal.

Sobre a ABDP 🔎

A Aliança é uma iniciativa que visa acelerar o processo de descarbonização dos setores portuário e aquaviário do Brasil e reúne empresas, associações de portos, startups, portos públicos e privados, com o propósito de multiplicar esforços em direção à sustentabilidade.

Sobre a Portonave 🚢

A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

FONTE: Assessoria de Imprensa Portonave
IMAGEM: Reprodução/Portonave

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Agronegócio

Ferrogrão: julgamento no STF pode destravar ferrovia estratégica para o agronegócio

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta quinta-feira (02) o julgamento da Ferrogrão (ADI 6553), projeto de ferrovia que promete transformar a logística do agronegócio brasileiro. A decisão pode abrir caminho para um dos corredores de exportação mais aguardados do país, conectando a produção do Centro-Oeste ao Arco Norte e reduzindo custos de transporte.

Um corredor estratégico para o agro

Com 933 quilômetros de extensão previstos, a Ferrogrão deve ligar Sinop (MT) ao porto de Miritituba (PA). A obra é considerada essencial para encurtar a distância entre o coração do agro e os portos da região Norte, além de aliviar gargalos logísticos.
Estudos apontam que a ferrovia poderá movimentar mais de 50 milhões de toneladas por ano.

Julgamento no STF

Durante a sessão, o relator ministro Alexandre de Moraes fez um resumo do processo, paralisado desde 2023, e ressaltou a complexidade do tema. Ele sugeriu a realização de novos estudos sobre a viabilidade econômica, social e ambiental da obra pelo Ministério dos Transportes.
As partes envolvidas apresentaram sustentações orais, mas o presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspendeu o julgamento. A análise será retomada na próxima quarta-feira, 8 de outubro.

Expectativa de autoridades e do setor produtivo

O presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), Pedro Sales, afirmou estar confiante nos estudos complementares.
Já o secretário de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT), Marcelo de Oliveira, destacou que a ferrovia é indispensável diante do crescimento da produção agrícola:

“Sem ferrovia e sem concorrência ferroviária não há como avançar, e o governo federal precisa fazer sua parte.”

Sustentabilidade e competitividade

Além de ganhos logísticos, a Ferrogrão é vista como uma alternativa sustentável. O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, afirmou que a ferrovia pode reduzir em 40% as emissões de carbono, evitando a liberação de mais de 3,4 milhões de toneladas de CO₂ por ano e gerando uma economia de R$ 8 bilhões.
Segundo ele, é hora de priorizar projetos viáveis:

“Temos que parar de falar em iniciativas quase inconcebíveis como a Bioceânica, que dependem de acordos internacionais, e focar naquilo que é palpável.”

Próximos passos

A superintendente de Inteligência de Mercado da Infra S.A., Lilian de Alencar Pinto Campos, lembrou que novos estudos de viabilidade foram iniciados em 2023, concluídos em 2024 e entregues ao Judiciário.
Ela acrescentou que já existem instâncias técnicas do governo preparando a estrutura regulatória para um eventual leilão de concessão da ferrovia, reforçando a necessidade de segurança jurídica para atrair investimentos privados.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Comércio Exterior

Cabotagem no Brasil: BR do Mar impulsiona transporte hidroviário e reduz custos logísticos

Modal hidroviário ganha força com nova regulamentação.

O transporte por cabotagem, ainda subutilizado pelas empresas brasileiras, pode se tornar uma alternativa estratégica com a regulamentação do programa BR do Mar, oficializada em julho de 2025. Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), apenas 29% das indústrias utilizam esse modal atualmente. Entre as que ainda não aderiram, 20% demonstram interesse, desde que haja melhorias na infraestrutura e redução de custos operacionais.

Potencial logístico ainda pouco explorado

Apesar da extensa costa e rede fluvial do país, a cabotagem representa apenas 11% da matriz de transportes nacional, com forte concentração no setor de petróleo e derivados, que responde por 75% da movimentação. O estudo da CNI revela que 76% dos empresários que já utilizam o modal desconhecem o programa BR do Mar. Por outro lado, entre os que conhecem, 90% acreditam que a iniciativa pode trazer benefícios, principalmente na diminuição dos gastos logísticos.

O que é o BR do Mar?

Lançado em 2022, o BR do Mar tem como objetivo ampliar a oferta de embarcações e reduzir os custos logísticos no país. Com o Decreto nº 12.555/25, foram estabelecidas regras para que as Empresas Brasileiras de Navegação (EBNs) possam afretar embarcações estrangeiras, conforme os critérios definidos pelo programa.

A cabotagem consiste no transporte de cargas entre portos do mesmo país, sem atravessar fronteiras internacionais. É uma alternativa ao transporte rodoviário, com vantagens como maior capacidade de carga, menor custo, segurança contra roubos e redução de impactos ambientais.

“O Brasil possui uma costa extensa, mas ainda explora pouco a navegação de cabotagem. Para a indústria, que movimenta grandes volumes, esse modal pode ser decisivo para aumentar a competitividade”, afirma Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI.

Desafios e oportunidades

A redução de custos é apontada como principal vantagem por 85% das empresas que já utilizam a cabotagem e por 70% das que ainda não aderiram. No entanto, infraestrutura portuária deficiente é vista como o maior obstáculo por quase 70% dos entrevistados.

Outros entraves incluem:

  • Incompatibilidade geográfica (45%)
  • Falta de rotas disponíveis (39%)
  • Tempo de trânsito elevado (15%)
  • Distância até os portos (15%)
  • Segurança do modal como diferencial (21%)

Os estados com maior interesse em ampliar o uso da cabotagem são Rio Grande do Sul (17%), Bahia (13%), Rio Grande do Norte (13%) e Santa Catarina (13%).

Cabotagem como vetor de competitividade e sustentabilidade

De acordo com Paula Bogossian, analista de infraestrutura da CNI, o uso mais amplo da cabotagem poderia reduzir em até 13% os custos logísticos do Brasil. “O país ainda depende excessivamente do transporte rodoviário para longas distâncias. Equilibrar a matriz de transportes é essencial para a competitividade”, afirma.

O estudo mostra que empresas que utilizam o modal percorrem em média 1.213 km, enquanto as que não o utilizam cobrem 862 km. O uso da cabotagem cresce conforme o porte da empresa: 7% das pequenas, 22% das médias e 44% das grandes já adotam o modal.

Apesar da regulamentação, ainda faltam definições sobre contratos de afretamento de longo prazo e critérios para o conceito de embarcação sustentável. A CNI defende que a agenda ambiental seja integrada ao crescimento da cabotagem.

“O modal já é seis vezes menos poluente que o transporte rodoviário. Precisamos de parâmetros equilibrados, que não inviabilizem o crescimento da indústria naval brasileira”, reforça Muniz.

A pesquisa da CNI ouviu 195 empresas de 29 setores industriais, abrangendo todas as regiões do país.

FONTE: Com informações da Confederação Nacional da Indústria (CNI)
IMAGEM: Foto Divulgação

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