Sustentabilidade

Norsul reduz 13 mil toneladas de CO₂ com tecnologia e eficiência energética na cabotagem

A Norsul, empresa de navegação de cabotagem, reduziu em cerca de 13 mil toneladas as emissões de CO₂ de sua frota ao combinar tecnologias de eficiência energética com medidas de otimização operacional.

A estratégia adotada pela companhia tem como foco diminuir o consumo de combustíveis fósseis e tornar a operação dos navios mais eficiente. Entre as ações estão ajustes de velocidade, planejamento de rotas, melhor aproveitamento da frota e adoção de soluções tecnológicas voltadas à redução do atrito das embarcações.

Entre 2023 e 2025, a Norsul registrou uma queda significativa na intensidade das emissões de gases de efeito estufa por milha navegada, tomando 2022 como ano-base. O resultado indica o impacto acumulado das iniciativas implementadas pela empresa.

“Essas medidas mostram que a redução de emissões não depende apenas de novos combustíveis, mas também de dados e tecnologia aplicados à operação do dia a dia. É um caminho que já está em nossas mãos e que temos usado para reduzir custos, aumentar a confiabilidade da frota e diminuir nosso impacto ambiental”, afirma João Bottoni, gerente executivo de Frota da Norsul.

Segundo o executivo, além de contribuir para a redução de emissões, as medidas ajudam a diminuir custos e aumentar a confiabilidade da frota.

Tecnologia reduz atrito no casco dos navios

Uma das soluções adotadas pela Norsul está relacionada ao revestimento anti-incrustante de silicone aplicado ao casco de uma das embarcações durante uma docagem realizada em 2025.

A empresa utilizou uma tecnologia eletrostática para aplicar o revestimento. A solução cria uma superfície com menor atrito, reduzindo a resistência encontrada pelo navio durante a navegação e, consequentemente, o esforço necessário para seu deslocamento.

Além do ganho de eficiência energética, a tecnologia também diminui a perda de tinta para a atmosfera durante a aplicação, segundo Bottoni.

“O revestimento anti-incrustante de alta performance aumenta a eficiência energética do navio e a aplicação com essa tecnologia reduz a perda de tinta para atmosfera por overspray”, explica.

Sistema eletromagnético combate incrustações marinhas

Outra frente de atuação envolve uma solução desenvolvida pela BioRen, empresa do grupo Lorinvest, que também controla a Norsul.

O sistema utiliza componentes eletrônicos e um algoritmo próprio para produzir pulsos elétricos com diferentes frequências e potências. Esses pulsos formam um campo eletromagnético que atua sobre as superfícies expostas da embarcação.

A tecnologia gera uma corrente elétrica randômica no casco, dificultando a formação de incrustações marinhas. O mecanismo é especialmente relevante quando os navios permanecem longos períodos sem navegar, já que o acúmulo de organismos no casco aumenta o atrito com a água.

De acordo com estudos alinhados à ISO 19030 e às referências da International Towing Tank Conference, tecnologias anti-incrustantes desse tipo podem reduzir em até 35% as emissões de CO₂ e diminuir em até 20% a potência necessária para a navegação em comparação com métodos tradicionais.

Painéis solares e monitoramento também fazem parte da estratégia

A Norsul mantém outras iniciativas voltadas à eficiência energética na navegação. Entre elas está o Propeller Boss Cap Fins, dispositivo instalado na hélice que reduz a formação de vórtices e pode proporcionar economia de combustível de até 5%, com redução proporcional das emissões.

A companhia também instalou painéis solares em barcaças fundeadas, permitindo substituir parte do funcionamento de geradores movidos a diesel.

Outra frente utiliza Internet das Coisas (IoT) e softwares de monitoramento para acompanhar o desempenho operacional das embarcações e identificar oportunidades de ganho de eficiência.

A empresa ainda estuda alternativas para permitir o fornecimento de energia elétrica em terra aos navios durante períodos de permanência nos portos, reduzindo a necessidade de utilização dos equipamentos de geração de energia a bordo.

Eficiência prepara empresa para transição energética

Para a Norsul, as medidas de eficiência ganham importância diante do processo de descarbonização do transporte marítimo. Embora combustíveis alternativos aos derivados de petróleo já estejam disponíveis, a adoção em larga escala ainda enfrenta desafios relacionados a custos e disponibilidade.

“Os combustíveis alternativos aos fósseis já são uma realidade e uma rota para a descarbonização da navegação, mas ainda não alcançaram escala e competitividade de custo suficientes para uma adoção em massa pela indústria”, explica Bottoni.

Nesse cenário, a companhia considera que investir desde já em tecnologias capazes de reduzir o consumo de combustível ajuda a preparar a operação para uma futura mudança na matriz energética do setor.

As emissões da empresa são acompanhadas por meio do Inventário de Emissões da Norsul, publicado no registro público do Programa Brasileiro GHG Protocol. Os resultados também foram apresentados no mais recente Relatório de Sustentabilidade da companhia.

FONTE: Norsul
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NORSUL

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Portos

Porto de Suape estuda eletrificação de navios com energia renovável

O Porto de Suape, em Pernambuco, avalia a implantação de um sistema para fornecer energia renovável a navios atracados no complexo portuário. A proposta é reduzir o consumo de combustíveis fósseis pelas embarcações enquanto elas permanecem nos berços durante as operações de carga e descarga.

A tecnologia em análise é conhecida como OPS (Onshore Power Supply), ou fornecimento de energia em terra. O sistema permite conectar o navio à rede elétrica do porto, possibilitando que embarcações preparadas para a tecnologia desliguem seus geradores auxiliares.

Mesmo com os motores principais desligados, os navios precisam manter diversos equipamentos funcionando. Iluminação, refrigeração, ventilação, sistemas de comunicação e outros serviços de bordo continuam demandando eletricidade durante a permanência no porto.

Atualmente, essa energia é produzida, em grande parte, por geradores alimentados com combustíveis fósseis. Com o OPS, a geração seria transferida para a infraestrutura em terra. A intenção de Suape é utilizar fontes de energia renovável, embora o modelo de rastreamento e comprovação da origem dessa eletricidade ainda esteja em definição.

Suape vai avaliar consumo dos navios

A implantação do sistema depende de uma etapa inicial de estudos. A administração do porto deverá levantar o perfil de consumo de energia das embarcações, o tempo médio de permanência nos berços e a quantidade de navios que frequentam Suape e possuem compatibilidade com a tecnologia.

Os dados serão utilizados para determinar o tamanho da infraestrutura necessária. A avaliação deverá incluir possíveis intervenções na rede elétrica portuária e nos próprios berços de atracação.

Entre os equipamentos que poderão ser necessários estão subestações, transformadores, sistemas de controle, conexões elétricas e cabos de alta capacidade.

O planejamento também levará em conta os custos de implantação e operação, além de alternativas de financiamento, modelos de negócio e possíveis parcerias. A ideia é avaliar uma implementação progressiva, acompanhando a demanda das empresas de navegação.

Eletrificação de navios avança no exterior

O fornecimento de energia elétrica em terra para navios já é utilizado ou está em expansão em importantes portos internacionais. No Brasil, porém, a tecnologia ainda possui aplicação restrita, especialmente para embarcações de grande porte.

Um diagnóstico divulgado pela ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) em 2025 apontou que a expansão do OPS no país exige investimentos na infraestrutura elétrica e adequações físicas nos terminais.

Na Europa, a tecnologia já faz parte dos planos de modernização de grandes complexos portuários. Hamburgo, na Alemanha, e Roterdã, nos Países Baixos, estão entre os portos que adotam iniciativas relacionadas ao fornecimento de eletricidade para embarcações atracadas.

Roterdã, por exemplo, trabalha na expansão da infraestrutura de energia em terra para atender também navios de longo curso e terminais de contêineres.

Projeto pode reduzir emissões no Porto de Suape

Ao substituir os geradores auxiliares dos navios por eletricidade fornecida diretamente pelo porto, o OPS pode contribuir para diminuir o consumo de combustíveis fósseis durante a atracação e, consequentemente, reduzir emissões atmosféricas e poluentes locais.

Em Suape, os estudos deverão apontar quais berços apresentam melhores condições para receber a tecnologia inicialmente. Também será necessário calcular os investimentos para adequar a infraestrutura e definir um modelo para a futura operação.

A iniciativa faz parte de uma tendência de transição energética no setor portuário, que busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis e ampliar o uso de fontes renováveis nas operações marítimas.

FONTE: Canal Solar
TEXTO: Redação
IMAGEM: Suape

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Portos

Como funciona a ‘tomada gigante’ que vai fornecer energia a navios no Porto do Pecém

O Porto do Pecém, no Ceará, começa a operar em setembro um sistema de shore power, tecnologia que permite fornecer energia elétrica diretamente da rede em terra para navios atracados. O projeto, também conhecido como On-shore Power Supply (OPS), recebeu investimento de R$ 13,2 milhões.

A estrutura terá capacidade de 7,2 MW e será instalada nos berços 9 e 10, destinados a navios porta-contêineres. Na prática, a solução permite que as embarcações desliguem seus geradores movidos a diesel enquanto permanecem no cais e passem a utilizar eletricidade fornecida pelo porto.

A conexão, porém, depende de que o navio tenha equipamentos compatíveis. Por isso, inicialmente, o sistema poderá ser utilizado apenas por embarcações preparadas para receber esse tipo de alimentação. Segundo o Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), a eletricidade disponibilizada será proveniente de fontes renováveis.

Como funciona a ‘tomada gigante’ para navios

Mesmo quando estão parados no cais, os navios precisam manter diversos sistemas em funcionamento. Para isso, normalmente utilizam motores auxiliares movidos a combustível, que produzem a eletricidade consumida pela embarcação.

O shore power muda esse processo. Em vez de gerar energia a bordo com motores a diesel, o navio recebe eletricidade diretamente da rede terrestre por meio de cabos conectados a equipamentos instalados no porto.

A comparação com uma “tomada gigante” ajuda a explicar o funcionamento, embora o sistema seja muito mais complexo do que uma tomada convencional.

Engenharia brasileira combina equipamentos nacionais e importados

O projeto foi desenvolvido pela Grid Power Solutions (GPS Engenharia). De acordo com Gustavo Branco, diretor de engenharia da empresa e professor de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Ceará (UFC), uma das características que facilitam a implantação da tecnologia no Brasil é a frequência da rede elétrica nacional.

Segundo o engenheiro, os navios utilizam, em geral, frequência de 60 Hz, mesma adotada pela rede brasileira. Com isso, não é necessário instalar um conversor específico para fazer a adaptação de frequência entre o porto e a embarcação.

A proximidade com o mar, no entanto, trouxe desafios adicionais ao projeto. Os materiais utilizados precisaram ser especificados para suportar a maresia e a corrosão características do ambiente portuário.

Painéis e tomadas foram adquiridos da China, enquanto os plugues vieram da França. Já o trabalho de integração dos equipamentos foi realizado pela engenharia brasileira.

Três pontos de conexão serão instalados nos berços

Os equipamentos responsáveis pela conexão dos navios serão instalados nos próximos dias. Nesta primeira etapa, serão três estruturas distribuídas ao longo dos berços 9 e 10, permitindo que os cabos das embarcações sejam conectados independentemente de sua posição no cais.

Essas estruturas são chamadas de Shorebox, ou caixas de tomadas de 6,6 kV. Cada unidade possui capacidade energética comparável ao consumo de uma pequena cidade.

A energia chega ao navio por meio de dois cabos conectados entre a embarcação e o equipamento instalado em terra. É justamente essa dimensão e capacidade que tornam popular a comparação com uma tomada gigante.

Expansão do shore power enfrenta desafios

Apesar do potencial da tecnologia para reduzir emissões, a expansão do shore power no Brasil ainda depende de investimentos em infraestrutura, regulamentação e adaptação das embarcações.

Para o advogado e mestre em Direito Marítimo Larry Carvalho, navios de grande porte exigem uma quantidade significativa de energia, o que pode demandar adequações na rede elétrica, subestações e sistemas de segurança.

Outro obstáculo é o chamado problema de “chicken and egg”, ou “ovo e galinha”. Os portos podem hesitar em investir na infraestrutura caso poucos navios estejam preparados para utilizá-la. Ao mesmo tempo, armadores podem evitar adaptar suas frotas se houver poucos portos capazes de oferecer o serviço.

Porto do Pecém terá cobrança por conexão e consumo

O CIPP adotará um modelo comercial baseado na cobrança pela conexão do navio e pelo consumo de energia elétrica, seguindo uma prática já utilizada internacionalmente.

A expectativa é que os armadores também tenham vantagem econômica ao substituir o consumo de combustível fóssil pela eletricidade durante o período em que os navios permanecem atracados.

De acordo com o CIPP, a implantação do sistema poderá evitar a emissão de aproximadamente 796 toneladas de CO₂ por ano.

O projeto faz parte de uma estratégia mais ampla de descarbonização do Porto do Pecém, que também inclui a eletrificação de equipamentos utilizados nas operações portuárias. Entre as próximas aplicações previstas estão soluções para substituir o diesel utilizado por parte dos guindastes do cais.

Regras europeias aumentam pressão por tecnologias de emissão zero

A expansão do sistema também está relacionada às mudanças nas regras internacionais para o transporte marítimo sustentável.

Na União Europeia, o regulamento FuelEU Maritime estabelece metas para reduzir as emissões do transporte marítimo. A partir de 2030, navios de passageiros e porta-contêineres com mais de 5 mil toneladas brutas deverão utilizar shore power ou outra tecnologia de emissão zero quando estiverem atracados em portos europeus.

Já o regulamento AFIR, voltado à infraestrutura para combustíveis alternativos, determina a oferta de estruturas adequadas nos portos do bloco.

A Organização Marítima Internacional (IMO) não estabeleceu uma obrigação mundial imediata para que os navios utilizem shore power. A entidade, porém, prevê uma redução gradual das emissões do transporte marítimo internacional, com a meta de alcançar emissões líquidas próximas de zero por volta de 2050.

Tecnologia pode influenciar a competitividade dos portos

As exigências europeias não obrigam diretamente o Porto do Pecém a instalar o sistema. No entanto, os mesmos armadores que operam em portos europeus também utilizam terminais brasileiros e precisam adaptar suas frotas às novas exigências ambientais.

Nesse cenário, a infraestrutura de energia elétrica para navios pode se tornar um diferencial comercial entre portos que disputam as mesmas rotas.

A disponibilidade do shore power, isoladamente, dificilmente será suficiente para fazer um armador alterar uma rota. Porém, conforme as regras ambientais se tornam mais rígidas, oferecer infraestrutura para reduzir emissões pode passar a fazer parte da decisão comercial das companhias de navegação.

FONTE: Diário do Nordeste

TEXTO: Redação

IMAGEM: Ismael Soares

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Sustentabilidade

Ministério de Portos e Aeroportos atualiza diagnóstico de sustentabilidade nos setores portuário, aeroportuário e de navegação

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) iniciou a atualização do diagnóstico sobre sustentabilidade nos setores portuário, aeroportuário e de navegação. A segunda edição do levantamento busca identificar a evolução das práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) adotadas pelas organizações que atuam nesses segmentos.

A iniciativa dá continuidade ao trabalho realizado em 2025, quando o ministério elaborou um panorama inicial sobre as ações de sustentabilidade nos três setores. Agora, a proposta é ampliar a participação das empresas e organizações e comparar os novos resultados com a linha de base estabelecida na primeira edição.

Conduzido pela Diretoria de Sustentabilidade do MPor, o levantamento pretende identificar avanços, mapear desafios e destacar iniciativas que possam servir de referência para outras organizações.

Diagnóstico apoia políticas de sustentabilidade

Além de acompanhar a evolução das práticas ESG, o diagnóstico deve contribuir para o planejamento das ações do ministério. A iniciativa busca conciliar desenvolvimento econômico, inclusão social e uma infraestrutura logística mais sustentável.

O levantamento também reforça a importância da transparência e da responsabilidade socioambiental nos setores que integram a infraestrutura de transportes do país.

Descarbonização e inclusão estão entre os temas avaliados

O diagnóstico reúne diferentes dimensões da sustentabilidade. Na área ambiental, são analisadas iniciativas como descarbonização, inventários de emissões, regularização ambiental e adoção de fontes de energia mais limpas.

No aspecto social, entram ações voltadas à capacitação profissional, inclusão, diversidade, acessibilidade, prevenção e combate ao assédio, além do relacionamento com comunidades.

Já no eixo de governança, o levantamento considera práticas relacionadas à transparência, compliance, auditorias e políticas internas.

Na primeira edição, realizada em 2025, todas as empresas participantes do setor aéreo declararam desenvolver projetos de descarbonização, regularização ambiental, iniciativas sociais e ações de combate ao assédio.

Entre os participantes do setor portuário, 96,2% informaram possuir regularização ambiental. Já 73,1% disseram manter uma política de sustentabilidade e a mesma parcela afirmou desenvolver projetos de descarbonização.

Empresas podem participar até setembro

Empresas e organizações dos setores portuário, aeroportuário e de navegação são convidadas a contribuir com a atualização do diagnóstico. A participação busca ampliar a representatividade dos dados e oferecer um retrato mais abrangente das práticas adotadas nos diferentes modais.

As informações coletadas poderão apoiar a elaboração e o aprimoramento de políticas públicas, programas e ações de sustentabilidade voltados à infraestrutura logística brasileira.

O formulário de participação ficará disponível até 30 de setembro de 2026.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos

TEXTO; Redação

IMAGEM: Magnific

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Sustentabilidade

Data center do Google na Índia enfrenta protestos por impactos ambientais e uso de água

O projeto do data center do Google na Índia, avaliado em cerca de US$ 15 bilhões, enfrenta crescente resistência de ambientalistas e moradores devido a preocupações relacionadas ao consumo de água e aos possíveis impactos sobre áreas de preservação ambiental.

As obras já avançam no estado de Andhra Pradesh, no sul do país, onde uma grande área foi preparada para receber o complexo tecnológico. Apesar do apoio do governo estadual, que considera o investimento histórico para o desenvolvimento regional, o empreendimento passou a ser alvo de ações judiciais e manifestações públicas.

Ambientalistas questionam consumo de água

Um dos principais pontos levantados pelos críticos é a elevada demanda por água para o funcionamento do data center, especialmente para o resfriamento dos servidores.

Segundo dados do governo estadual, a cidade de Visakhapatnam recebe diariamente cerca de 410 milhões de litros de água, enquanto a necessidade estimada chega a 480 milhões de litros. O déficit já resulta em racionamentos frequentes para uma população de aproximadamente 2,5 milhões de habitantes.

Nos últimos dias, ativistas realizaram protestos nas ruas da cidade com faixas que chamavam atenção para a escassez hídrica, defendendo que o desenvolvimento tecnológico não comprometa o abastecimento da população.

Google afirma que utilizará tecnologia para reduzir consumo

Em resposta às críticas, o Google informou que o empreendimento seguirá todas as exigências legais e adotará sistemas avançados de resfriamento por ar, tecnologia que reduz significativamente o uso de recursos hídricos em comparação aos métodos tradicionais.

O governo de Andhra Pradesh também rejeitou as acusações de que o projeto tenha sido aprovado sem estudos adequados e afirmou estar disposto a esclarecer eventuais dúvidas apresentadas pela sociedade civil.

Segundo as autoridades, o abastecimento do complexo não utilizará água destinada ao consumo residencial nem recursos provenientes de reservatórios utilizados pelas comunidades locais.

Proximidade de reserva ambiental amplia controvérsia

Além das preocupações com o abastecimento hídrico, organizações ambientais questionam a localização do empreendimento, situado a cerca de 860 metros do Santuário de Vida Selvagem de Kambalakonda.

A área abriga espécies como leopardos e pangolins, e ambientalistas argumentam que a movimentação intensa de máquinas e a poluição sonora podem afetar o ecossistema.

O governo estadual afirma que a distância entre o empreendimento e a unidade de conservação está dentro dos limites estabelecidos pela legislação. Já o Google informou que adotará medidas para minimizar o ruído durante a operação do complexo.

Projeto enfrenta ações judiciais

As contestações ao empreendimento já chegaram ao Judiciário. A Suprema Corte de Andhra Pradesh analisa uma ação apresentada pelo grupo Jal Biradari, que questiona os possíveis impactos do projeto sobre a disponibilidade de água na região. Uma nova audiência está marcada para 24 de agosto.

Paralelamente, outras três ações tramitam no tribunal ambiental da Índia, movidas pelo Human Rights Forum, que pede a suspensão das obras até que sejam realizados estudos mais detalhados sobre os impactos ambientais e o uso dos recursos hídricos.

Investimento prevê geração de empregos

O data center do Google está sendo desenvolvido em parceria com o grupo do empresário indiano Gautam Adani e é considerado um dos maiores investimentos da empresa no país.

A expectativa é que o empreendimento gere até 188 mil empregos diretos e indiretos, reforçando a estratégia da companhia de expandir sua infraestrutura digital na Índia. Ao mesmo tempo, o projeto se tornou símbolo do desafio de equilibrar crescimento tecnológico, desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Priyanshu Singh

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Portos

Tecon Santos amplia capacidade de armazenagem e chega a 2,9 milhões de TEUs por ano

O Tecon Santos, terminal operado pela Santos Brasil no Porto de Santos (SP), concluiu mais uma etapa do projeto de ampliação e modernização, elevando sua capacidade anual para 2,9 milhões de TEUs. A expansão ocorre em um período estratégico para o comércio exterior brasileiro, próximo à chamada peak season do segundo semestre, quando aumentam as importações para datas como Black Friday e Natal, além do escoamento da produção de commodities agrícolas.

A nova capacidade foi alcançada com a incorporação de uma área de 4 mil metros quadrados ao pátio operacional do terminal. O espaço antes era ocupado pelo antigo prédio administrativo da companhia, demolido em maio para dar lugar à ampliação da área de armazenagem.

Nova área adiciona 137 mil TEUs de capacidade ao terminal

Localizada na região central do Tecon Santos, a área passou por obras de adequação e agora contribui com aproximadamente 137 mil TEUs de capacidade dinâmica, ampliando a estrutura disponível para movimentação de contêineres no Porto de Santos.

O projeto de expansão do terminal começou em 2019 e prevê investimentos totais próximos de R$ 3 bilhões, com a meta de alcançar uma capacidade operacional de 3 milhões de TEUs por ano.

Até o momento, a Santos Brasil já aplicou mais de R$ 2,5 bilhões no programa de modernização.

Investimentos antecipam demanda do comércio exterior

Para Charles Thibault, diretor de Terminais da Santos Brasil, os aportes realizados refletem uma estratégia de longo prazo para acompanhar o crescimento das operações internacionais brasileiras.

“Nosso compromisso é preparar a infraestrutura antes que a demanda se materialize, garantindo capacidade ao Porto de Santos, eficiência operacional e serviço premium para os nossos clientes”, afirmou o executivo.

Segundo Thibault, a expansão permite que o Tecon Santos responda atualmente por quase metade da capacidade de movimentação de contêineres do porto.

Nova sede administrativa será construída até 2027

Como parte do processo de modernização, a Santos Brasil também iniciará no quarto trimestre deste ano a construção de uma nova sede administrativa.

O edifício será instalado próximo à portaria terrestre do terminal e terá cinco andares, cerca de 1,2 mil metros quadrados de área construída e capacidade para acomodar até 450 colaboradores.

A previsão é que a nova estrutura seja concluída até o final de 2027, substituindo as instalações administrativas anteriores por um espaço mais moderno e sustentável.

Terminal amplia uso de equipamentos elétricos e operação remota

Além da expansão física, o Tecon Santos avançou na modernização dos equipamentos utilizados nas operações portuárias.

Neste mês, cinco dos oito RTGs elétricos fabricados pela ZPMC iniciaram operação remota no terminal. Os equipamentos chegaram da China no início do ano, junto com dois novos portêineres.

Os novos RTGs se somam às oito primeiras unidades elétricas já utilizadas pelo terminal. A tecnologia permite operação à distância, iniciativa implantada de forma pioneira no Brasil pelo Tecon Santos no final de 2024.

Segundo a empresa, o sistema aumenta a segurança operacional e melhora as condições ergonômicas dos profissionais responsáveis pela operação dos equipamentos.

Renovação da frota reduzirá emissões de carbono

A Santos Brasil prevê a aquisição de outros 30 RTGs elétricos nos próximos anos, substituindo equipamentos convencionais movidos a diesel.

Com a renovação completa da frota, a expectativa é reduzir em 97% as emissões de carbono associadas a esses equipamentos, evitando o lançamento de cerca de 713 toneladas de CO₂ por mês na atmosfera.

Os novos portêineres, que já operam manualmente, também serão os primeiros do Brasil preparados para operar remotamente.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Sustentabilidade

Rastreabilidade da soja e da carne bovina ganha propostas para reduzir riscos ambientais no Brasil

O Brasil possui uma estrutura avançada de acompanhamento das cadeias produtivas de soja e carne bovina, mas ainda precisa integrar melhor as ferramentas já existentes de rastreabilidade ambiental. A conclusão faz parte de um estudo que avaliou 21 iniciativas voltadas ao monitoramento socioambiental de dois dos principais produtos da agropecuária brasileira.

O levantamento, intitulado “Rastreando a Responsabilidade: fortalecendo o monitoramento do desmatamento nas cadeias de suprimento de soja e carne bovina do Brasil”, foi divulgado pela organização ambiental WRI Brasil e analisa a capacidade do país de responder às novas demandas do mercado internacional por transparência e controle ambiental.

Pesquisa avalia sistemas de monitoramento da produção agropecuária

O estudo analisou dez iniciativas relacionadas à cadeia produtiva da soja e outras 11 ligadas à produção de carne bovina. Os mecanismos avaliados têm como objetivo acompanhar e verificar práticas produtivas nos biomas Amazônia e Cerrado, especialmente em relação ao uso da terra e ao desmatamento.

Após comparar os diferentes modelos existentes, os pesquisadores apresentaram dez recomendações para fortalecer os sistemas atuais de controle, ampliar a transparência e contribuir para a formulação de políticas públicas.

Recomendações para melhorar a rastreabilidade ambiental

Entre as principais medidas sugeridas pelo estudo estão:

  • Adotar a propriedade rural como principal unidade de monitoramento das cadeias produtivas;
  • Utilizar bases oficiais, com dados governamentais e informações validadas cientificamente;
  • Garantir conformidade com o Código Florestal Brasileiro e combater violações relacionadas ao trabalho forçado;
  • Ampliar auditorias independentes e divulgar relatórios de transparência;
  • Expandir o acompanhamento para todos os biomas brasileiros;
  • Assegurar que não tenha ocorrido desmatamento ilegal após o marco temporal de 2008;
  • Garantir o compromisso de desmatamento zero após agosto de 2020, alinhado às exigências nacionais e internacionais;
  • Monitorar toda a cadeia de fornecedores, incluindo os fornecedores indiretos;
  • Criar mecanismos para reinserção de produtores que regularizem situações de não conformidade;
  • Estabelecer uma gestão participativa com diferentes setores envolvidos.

Rastreabilidade pode fortalecer relações comerciais internacionais

Para a diretora do Programa de Florestas e Uso da Terra do WRI Brasil, Mariana Oliveira, o avanço dos sistemas de monitoramento ambiental pode contribuir para um modelo de desenvolvimento rural mais sustentável.

Segundo ela, a integração das ferramentas existentes também pode facilitar a atuação de diferentes agentes envolvidos no processo, como instituições financeiras, investidores e compradores internacionais.

A especialista destaca que algumas instituições financeiras brasileiras já utilizam bancos de dados oficiais e privados para avaliar riscos. A expectativa é que esse modelo também seja incorporado por organizações globais, como bancos de desenvolvimento e investidores internacionais.

China é um dos mercados interessados em maior transparência

O estudo aponta a China como um exemplo de mercado que poderia se beneficiar de protocolos mais estruturados de rastreabilidade da soja e da carne bovina. Em 2024, o país importou do Brasil US$ 44,6 bilhões em produtos dessas duas cadeias.

Com a integração das bases de dados e a padronização dos critérios técnicos entre diferentes órgãos públicos, compradores internacionais teriam mais segurança para avaliar riscos socioambientais relacionados aos produtos brasileiros.

Os pesquisadores defendem que o Brasil fortaleça a cooperação com grandes mercados consumidores, criando mecanismos que conciliem competitividade comercial e preservação ambiental.

Sistemas eficientes podem gerar benefícios no campo

Mariana Oliveira ressalta que a discussão sobre rastreabilidade vai além do atendimento às exigências comerciais. Para ela, a construção de sistemas mais eficientes pode aproximar o setor produtivo de um modelo de desenvolvimento com maior geração de renda, empregos e oportunidades para produtores rurais.

A especialista destaca ainda que investimentos em inovação tecnológica, mecanização e cooperação internacional podem ampliar os benefícios econômicos e sociais para as regiões produtoras de commodities agrícolas.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fernando Frazão/Agência Brasil

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Sustentabilidade

Latam Cargo amplia eletrificação das operações e pode reduzir até 187 toneladas de CO₂ por ano

A Latam Cargo deu um importante passo em sua estratégia de sustentabilidade ao atingir praticamente 100% de eletrificação dos equipamentos utilizados nas operações em solo no Brasil. A modernização inclui os principais equipamentos de movimentação de cargas, especialmente as empilhadeiras, responsáveis por grande parte das atividades nos terminais e pelo potencial de evitar a emissão de até 187 toneladas de CO₂ anualmente.

A iniciativa reforça o compromisso da empresa em combinar inovação, eficiência operacional e redução dos impactos ambientais.

Modernização avança nos terminais de carga brasileiros

Atualmente, a transformação já está presente em nove dos 30 Terminais de Cargas (Teca) da companhia no Brasil que utilizam esses equipamentos. O processo vem sendo implementado de forma gradual e deve alcançar a totalidade da frota de empilhadeiras até o fim de 2026.

Em 2025, cerca de 72% desses equipamentos já eram elétricos. Utilizadas tanto na movimentação de mercadorias dentro dos terminais quanto no transporte até as aeronaves, as empilhadeiras elétricas contribuem para tornar as operações mais seguras, produtivas e ambientalmente responsáveis.

Segundo Otávio Meneguette, diretor da Latam Cargo Brasil, a estratégia busca unir desempenho operacional e responsabilidade ambiental.

“Para a Latam Cargo, sustentabilidade e eficiência precisam caminhar juntas. Ao modernizar nossas operações em solo e reduzir seu impacto ambiental, também fortalecemos a segurança, a produtividade e a qualidade do serviço prestado aos nossos clientes. São decisões operacionais que, somadas, geram resultados concretos para a companhia”, afirmou.

Novas baterias aumentam produtividade e reduzem tempo de recarga

Além dos benefícios ambientais, a adoção de equipamentos elétricos trouxe ganhos relevantes em eficiência energética. As novas baterias de lítio oferecem rendimento de até 95%, enquanto o tempo de recarga caiu de um intervalo entre oito e 12 horas para cerca de duas horas.

Outro avanço é a maior autonomia das baterias, que elimina a necessidade de substituições durante a operação. Nos modelos movidos a Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), a troca dos cilindros exigia a participação de duas pessoas e podia consumir até 20 minutos, reduzindo a produtividade das equipes.

Grupo Latam amplia ações para reduzir emissões de carbono

A eletrificação integra um conjunto mais amplo de iniciativas adotadas pelo Grupo Latam Airlines para diminuir as emissões de carbono sem comprometer a eficiência das operações. Atualmente, a companhia estima evitar a liberação de mais de um milhão de toneladas de CO₂ por ano graças a medidas operacionais e tecnológicas voltadas à redução do consumo de combustível.

Entre as ações estão o taxiamento das aeronaves utilizando apenas um motor, a aplicação do revestimento AeroSHARK, inspirado na pele de tubarão para reduzir a resistência aerodinâmica, a utilização de assentos mais leves e a retirada gradual das telas suspensas que deixaram de ser utilizadas nas cabines.

Reconhecimento internacional em sustentabilidade

As iniciativas fazem parte da estratégia de descarbonização e melhoria contínua dos processos do Grupo Latam. Como resultado, a empresa foi reconhecida pelo segundo ano consecutivo pela S&P Global entre as companhias aéreas com melhor desempenho em sustentabilidade no mundo.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto Itapoá conquista Selo Ouro do GHG Protocol pelo quinto ano seguido

O Porto Itapoá foi reconhecido, pelo quinto ano consecutivo, com o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, certificação concedida às organizações que elaboram inventários completos e auditados de emissões de gases de efeito estufa (GEE). A premiação corresponde ao ciclo de 2026, com base nos dados de emissões registrados em 2025 e validados por auditoria independente.

A conquista reforça o compromisso do terminal com a sustentabilidade, a transparência ambiental e a adoção de práticas voltadas à redução da pegada de carbono nas operações portuárias.

Intensidade de carbono cai 11,7% em relação ao ano anterior

Entre os principais indicadores apresentados no inventário está a redução de 11,7% na intensidade de carbono por contêiner movimentado. O índice passou de 13,22 para 11,67 toneladas de CO₂ equivalente (tCO₂e) por TEU, demonstrando que o crescimento das operações ocorreu de forma mais eficiente do ponto de vista ambiental.

Esse indicador mede a quantidade de emissões geradas em relação ao volume de carga movimentada e evidencia ganhos em eficiência, mesmo diante da expansão das atividades do terminal.

Inventário orienta decisões e investimentos ambientais

De acordo com o CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, o inventário de emissões tornou-se uma ferramenta estratégica para a gestão ambiental da empresa.

Segundo o executivo, o monitoramento detalhado das emissões permite direcionar investimentos, estabelecer prioridades e acompanhar a evolução dos resultados ao longo dos anos. Para ele, a conquista do quinto Selo Ouro consecutivo confirma a consistência das ações implementadas pela companhia.

Emissões são monitoradas nos três escopos do GHG Protocol

O levantamento aponta que o terminal registrou 23.217 toneladas de dióxido de carbono equivalente (tCO₂e) em 2025, considerando os três escopos previstos pela metodologia do GHG Protocol.

As emissões diretas (Escopo 1), relacionadas ao consumo de combustíveis por veículos e equipamentos próprios, representaram 14.462 tCO₂e, correspondendo a 62% do total.

Já as emissões indiretas de energia elétrica (Escopo 2) somaram 3.461 tCO₂e, equivalentes a 15% das emissões.

O Escopo 3, que inclui atividades indiretas da cadeia logística, como transporte terceirizado, viagens corporativas e gestão de resíduos, respondeu por 5.294 tCO₂e, ou 23% do inventário.

Eletrificação da operação impulsiona resultados

Entre as iniciativas responsáveis pela redução das emissões estão os investimentos na eletrificação da frota, na ampliação do uso de equipamentos elétricos e na operação de RTGs híbridos, além de ações permanentes voltadas à eficiência energética.

Atualmente, o Porto Itapoá opera 27 caminhões elétricos, considerada a maior frota desse tipo em funcionamento no Brasil, além de diversos equipamentos movidos à energia elétrica que contribuem para diminuir o consumo de combustíveis fósseis.

Crescimento operacional aliado à sustentabilidade

Desde 2021, o Porto Itapoá ampliou em 75,3% a movimentação de contêineres, mantendo a estratégia de reduzir proporcionalmente as emissões de carbono.

Segundo Ricardo Arten, os resultados comprovam que é possível expandir a capacidade operacional sem elevar os impactos ambientais, graças aos investimentos em tecnologias limpas, eficiência energética e soluções voltadas à descarbonização da atividade portuária.

O que representa o Selo Ouro do GHG Protocol

O Programa Brasileiro GHG Protocol é a principal referência nacional na elaboração e divulgação de inventários corporativos de gases de efeito estufa.

O Selo Ouro é concedido às organizações que apresentam inventários completos, elaborados conforme a metodologia do programa e submetidos à verificação independente, demonstrando compromisso com a transparência e a gestão das emissões ambientais.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portal Portuário

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Evento

XXXIII Encontro Cooperaportos debate ESG, sustentabilidade e segurança no setor portuário

O XXXIII Encontro Cooperaportos já tem data marcada. Entre os dias 26 e 28 de agosto, representantes do setor portuário, especialistas e autoridades participarão de um dos principais fóruns nacionais voltados à discussão de sustentabilidade, segurança e ESG nos portos. Nesta edição, o tema central será “Portos na Fronteira ESG”.

O encontro acontecerá em formato híbrido. As atividades presenciais serão realizadas no Auditório da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), com participação mediante convite, enquanto o público também poderá acompanhar toda a programação de forma virtual por meio da plataforma Teams. O link de acesso será divulgado pela organização em data próxima ao evento.

Parceria reúne principais entidades do setor portuário

A realização do encontro faz parte do Protocolo de Intenções firmado entre a ANTAQ, a ABEPH, a ABTP e a ATP, entidades que atuam na promoção de iniciativas voltadas ao desenvolvimento do sistema portuário brasileiro. Em 2026, a Vports será a anfitriã do evento.

A iniciativa também integra a Agenda Ambiental e de Segurança Aquaviária (AASA) 2025/2026, elaborada pela Gerência de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ANTAQ. O programa reúne ações voltadas ao fortalecimento da governança ambiental, da segurança aquaviária e da adoção das melhores práticas de ESG no setor.

Programação abordará desafios estratégicos para os portos

A agenda oficial será divulgada nos próximos dias, mas a organização já confirmou que o evento contará com painéis, palestras e debates sobre temas considerados estratégicos para o futuro da atividade portuária.

Entre os assuntos previstos estão o licenciamento ambiental, a descarbonização, a segurança operacional, a resposta a emergências, a preservação da biodiversidade e a integração entre porto e cidade, temas que vêm ganhando espaço nas discussões sobre infraestrutura e logística.

O encerramento da programação será marcado por uma visita técnica ao Porto Organizado de Vitória, permitindo aos participantes conhecer de perto as operações e iniciativas desenvolvidas no complexo portuário.

Cooperaportos completa mais de duas décadas promovendo cooperação

Criado em 2000, o Cooperaportos tornou-se um espaço permanente de cooperação entre instituições públicas e privadas voltado ao fortalecimento das ações socioambientais e de segurança no setor portuário. O primeiro encontro foi realizado em 29 de junho daquele ano, nas instalações da então Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Realizado anualmente, o fórum reúne técnicos, gestores, representantes de administrações portuárias, órgãos públicos e especialistas para promover a troca de experiências, disseminar boas práticas, incentivar o aperfeiçoamento regulatório e contribuir para o desenvolvimento sustentável dos portos brasileiros.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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