Sustentabilidade

China adia guia de soja sustentável após críticas de Mato Grosso

A China decidiu postergar o lançamento do Guia China-Brasil para Cadeias Sustentáveis de Soja depois de receber questionamentos técnicos da Aprosoja Mato Grosso. O material, elaborado em parceria com a CFNA/China e o WRI/China, estava previsto para ser divulgado em 14 de novembro, durante a COP30.

Segundo a entidade mato-grossense, algumas propostas iniciais apresentavam riscos à competitividade da soja brasileira e não estavam alinhadas ao marco legal vigente no país.

Contribuições e pontos sensíveis
O guia começou a ser desenvolvido após a assinatura de um Memorando de Entendimento, em março de 2024, envolvendo Aprosoja MT, CFNA e WRI, com foco em cooperação técnica, comercial e institucional entre os dois países.

Durante esse processo, a Aprosoja MT enviou diversas contribuições. A associação alertou para “riscos graves” em trechos preliminares, como referências à Moratória da Soja, possibilidade de bloqueio de CPF e inclusão de critérios e protocolos que não constam no Código Florestal.

A entidade reforçou a importância de que o documento respeite integralmente o marco regulatório brasileiro, especialmente o Código Florestal. A indústria brasileira, representada pela ABIOVE, também pediu cautela ao WRI e à CFNA, destacando potenciais impactos negativos na competitividade da soja no mercado internacional.

Adiado após manifestações técnicas
Com os alertas apresentados, as instituições chinesas optaram por adiar a publicação do guia. Para a Aprosoja MT, a decisão evita que um documento desconectado da legislação brasileira seja lançado em um palco global, o que poderia prejudicar a imagem do setor e criar barreiras comerciais indevidas.

A associação avalia que o adiamento abre espaço para aprofundar o diálogo técnico e ajustar diretrizes que garantam respeito à soberania regulatória brasileira, ao uso de instrumentos oficiais de monitoramento socioambiental — como CAR, PRA e Código Florestal — e à segurança jurídica dos produtores rurais.

A Aprosoja MT afirmou ainda manter seu compromisso com a sustentabilidade, a transparência nas relações comerciais e o fortalecimento da parceria entre Brasil e China.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Comércio Exterior

Mato Grosso apresenta rastreabilidade da carne ao mercado chinês

O programa Passaporte Verde, iniciativa do governo de Mato Grosso que acompanha o desempenho socioambiental do rebanho bovino e bubalino, foi apresentado a autoridades e empresários da China durante uma conferência internacional realizada em 10 e 11 de novembro, em Yangxin, na província de Shandong. O objetivo é atender às exigências de mercados rigorosos e ampliar o envio da carne mato-grossense ao país asiático, hoje principal destino das exportações do estado.

A participação do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) no Beef Trade Cooperation and Development Conference 2025 destacou os avanços regionais em rastreabilidade e sustentabilidade. O encontro reuniu representantes da cadeia da carne dos dois países e abriu espaço para acordos e parcerias comerciais.

Segundo Bruno de Jesus Andrade, diretor de Projetos do Imac, o programa reforça a confiança internacional na pecuária local. “O Passaporte Verde fortalece a reputação positiva da carne de Mato Grosso, mostrando que seguimos as normas ambientais. Também oferece a chance de produtores com pendências se regularizarem e retornarem ao mercado formal”, afirma.

Cooperação técnica entre Brasil e China

Durante a conferência, a comitiva do Imac participou de reuniões com importadores e produtores chineses, além de um encontro com o vice-presidente da China Meat Association (CMA). A agenda discutiu o plano de trabalho previsto no memorando de entendimento firmado entre as instituições em setembro.

O acordo inclui ações de intercâmbio técnico, missões comerciais e atividades voltadas à conscientização de exportadores e importadores sobre boas práticas de sustentabilidade, alinhadas às legislações brasileira e chinesa.

Bruno Andrade adianta que a colaboração deve se intensificar nos próximos anos. “Com essa cooperação, realizaremos visitas técnicas e seminários para apresentar aos importadores chineses a sustentabilidade da produção mato-grossense. Em 2026, teremos uma série de eventos conjuntos, com foco na expansão desse mercado que já recebe tão bem nossos produtos”, destaca.

FONTE: Mato Grosso Canal Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Imac

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Comércio Internacional

Alertam que certificados ambientais se tornam novo requisito nos negócios internacionais

As regras do comércio global estão mudando. Cada vez mais, os acordos internacionais e os consumidores exigem que as empresas comprovem seu compromisso ambiental. Os selos verdes, certificações e critérios de sustentabilidade deixaram de ser opcionais e tornaram-se condições de acesso aos mercados mais competitivos. Nesse cenário, surgem desafios para a Argentina — especialmente para as pequenas e médias empresas (PMEs) — na adaptação às novas exigências ambientais impostas pelo comércio internacional.

Para compreender esse processo, o portal serindustria.com.ar entrevistou Adriana H. Narváez, doutora em Relações Internacionais e reitora do Instituto de Capacitação Aduaneira. Com mestrado pela Universidade Paris I Panthéon Sorbonne e experiência em fóruns da Organização Mundial do Comércio (OMC), Narváez também lidera projetos de pesquisa no Ministério da Educação, Ciência e Tecnologia da Argentina.

A especialista destacou que a sustentabilidade se tornou um elemento essencial da competitividade global. Segundo ela, os selos e certificações ambientais estão se transformando em novas barreiras não tarifárias, especialmente em mercados como União Europeia e Japão. Narváez também observou que muitas PMEs argentinas ainda reagem às exigências externas de sustentabilidade apenas quando enfrentam demandas concretas, em vez de adotar essas práticas de forma estratégica.

Ela analisou ainda o impacto do acordo Mercosul-União Europeia, a necessidade de maior divulgação e incentivos governamentais para estimular a certificação ambiental e o cambio geracional na formação dos novos profissionais de comércio exterior.

Narváez ressaltou que, embora existam programas e linhas de crédito voltados à certificação e à sustentabilidade, a falta de divulgação é o principal obstáculo para que as empresas — especialmente as PMEs — tenham acesso a essas oportunidades. Também explicou que as certificações ambientais, longe de representarem um custo, são investimentos estratégicos que aumentam a rentabilidade e a competitividade das empresas no médio e longo prazo.

A especialista concluiu que, à medida que o mundo avança rumo a economias de baixo carbono, a Argentina tem o potencial de se adaptar e competir globalmente, desde que invista na capacitação de suas empresas e na adoção de padrões ambientais internacionais. Segundo ela, “mais cedo ou mais tarde, essa transição será inevitável — e quem se antecipar sairá na frente”.

FONTE: Ser Industria
IMAGEM: Reprodução/Ser Industria

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Portos, Sustentabilidade

Portonave recebe Selo Diamante de Sustentabilidade do Ministério de Portos e Aeroportos

O Terminal Portuário obteve a mais alta categoria, que reconhece boas práticas sustentáveis no segmento portuário

Durante a COP30, conferência internacional que reúne lideranças globais para debater os desafios das mudanças climáticas, em Belém (PA), o Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) reconheceu a Portonave com o Selo Diamante de Sustentabilidade – melhor classificação – nesta quarta-feira (12). A iniciativa visa estimular práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) no setor portuário, alinhadas às metas globais da Agenda 2030 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas (ONU).

Para a conquista, a Portonave aderiu ao Pacto pela Sustentabilidade do MPor, elaborando um plano de ação que reúne suas principais iniciativas voltadas à sustentabilidade – cada uma delas associada a um ODS. Acesse o plano de ação: https://cdn.sanity.io/files/17gxgtne/production/52b15fa3069b2aa293efb3c7c739686ad53cb628.pdf

No eixo ambiental, destacam-se a aquisição de equipamentos portuários com menor emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), o estudo de riscos das mudanças climáticas no setor portuário – com publicação prevista para este ano – e os programas contínuos de monitoramento ambiental. A Companhia adota práticas de gestão eficiente de resíduos, baseadas na metodologia Lixo Zero, e iniciativas de reaproveitamento de recursos hídricos e preservação da biodiversidade local, como o programa “Corujar”, que monitora corujas-buraqueiras.

No campo social, a Portonave se destaca pelo Programa de Apoio à Maternidade, que alcançou 100% de retorno das profissionais após a licença, e por projetos de capacitação e inclusão profissional, como o Jovem Aprendiz, o Embarca Aí – voltado à formação de adolescentes – e o Coral Instituto Portonave, que oferece aulas de canto à comunidade.

Na governança, desde 2021, a empresa mantém a certificação ISO 37001 (Sistema de Gestão Antissuborno), sendo o primeiro terminal portuário de contêineres do país a obtê-la. Essas ações fortalecem a transparência e consolidam uma gestão ética e responsável, que estabelece uma relação porto-cidade benéfica. Outras iniciativas podem ser conferidas nos Relatórios de Sustentabilidade da Companhia, elaborados conforme as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI). Acesse aqui: https://www.portonave.com.br/pt/relatorio-sustentabilidade

Sobre o Selo de Sustentabilidade do MPor
Criado neste ano pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o Selo de Sustentabilidade reconhece boas práticas ambientais, sociais e de governança em portos públicos e privados de todo o país. A avaliação considera critérios técnicos auditados por instituições independentes e baseia-se em indicadores de desempenho sustentáveis.

Classificação Diamante
Para se classificar na categoria Diamante, a Portonave apresentou um plano de ação com 10 ações nos três eixos exigidos pela certificação – com duas metas autodefinidas, sendo uma do eixo meio ambiente e outra do eixo social. As ações precisaram ser avaliadas e auditadas por uma instituição independente. A Companhia também disponibilizou, de forma pública, os relatórios de transparência salarial e remuneratória dos profissionais, comprovou a adesão ao Programa Brasileiro GHG Protocol e a publicação dos inventários corporativos de emissões de gases de efeito estufa no Registro Público de Emissões. Além disso, a empresa não possui denúncias de assédio não apuradas e de uso de trabalho forçado/infantil.

Benefícios do reconhecimento
Com o Selo Diamante, a Portonave possui uma série de benefícios estabelecidos pelo MPor: prioridade na habilitação para emissão de debêntures, na análise de projetos utilizando o Fundo da Marinha Mercante-FMM, atribuição de pontuação nas premiações e em critério de desempate nas premiações do MPor, priorização em processos administrativos e acompanhamento dos processos de licenciamento ambiental do MPor e priorização na interlocução com outros órgãos do governo federal.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

FONTE: Assessoria de Imprensa Portonave
IMAGEM: Reprodução/Assessoria de Imprensa Portonave

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Portos

Portos do Paraná recebe Selo Prata de Sustentabilidade durante a COP30

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) concedeu à Portos do Paraná o Selo Prata de Sustentabilidade durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30). A cerimônia de entrega fez parte do lançamento do Selo de Sustentabilidade 2025, iniciativa que valoriza boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) no setor portuário.

O evento também marcou o lançamento do livro “Nós e a natureza: somos um com o planeta”, da escritora Aline Campos, com ilustrações de Luana Chinaglia.

Pacto pela Sustentabilidade reconhece boas práticas

A premiação integra o Pacto pela Sustentabilidade, criado pela Portaria nº 58/2025, que tem como objetivo estimular a adoção de políticas ESG nas operações portuárias brasileiras.

Para a avaliação, as empresas apresentaram planos de ação baseados nos eixos Meio Ambiente, Desenvolvimento Social e Governança. O desempenho técnico foi analisado pelo MPor, resultando na concessão dos selos Bronze, Prata, Ouro ou Diamante. Nesta primeira edição, 63 organizações participaram do programa e 36 foram premiadas.

Compromisso com cidades sustentáveis

Durante a COP30, o diretor de Meio Ambiente da Portos do Paraná, João Paulo Santana, participou do painel “Ação climática urbana e cidades sustentáveis”, onde apresentou o Inventário da Pegada de Carbono da Portos do Paraná, elaborado pela Fundación Valenciaport. O estudo mensura as emissões de gases de efeito estufa (GEE) do complexo portuário paranaense.

Emissões e próximos passos para descarbonização

Segundo o levantamento, em 2023 as atividades dos portos do Paraná geraram cerca de 678 mil toneladas de CO₂, distribuídas em três escopos:

  • Escopo 1: emissões diretas da Autoridade Portuária, representando 2,7% do total;
  • Escopo 2: emissões indiretas pelo consumo de energia elétrica, com 0,1%;
  • Escopo 3: emissões indiretas de terminais, transportes terrestres, serviços de apoio e navios, responsáveis por 97,1% das emissões.

A próxima fase do projeto será o Plano de Descarbonização da Comunidade Portuária, que busca reduzir as emissões e alinhar o setor às metas da Agenda 2030 e 2050.
“Estamos somando esforços para avançar na redução dos gases de efeito estufa e garantir um futuro mais sustentável”, destacou o diretor João Paulo Santana.

FONTE: Portos de Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos de Paraná

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Comércio Exterior

Avanços tecnológicos e novas exigências fiscais marcam o cenário do comércio exterior em 2025

O comércio exterior entrou em uma nova era em 2025, marcada pela consolidação da digitalização, pela integração tecnológica e pela crescente pressão por sustentabilidade e transparência nas operações internacionais. Para aprofundar essa discussão, o ReConecta News conversou com Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência, que atua de forma estratégica na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções para inserção em mercados globais altamente competitivos.

À frente da Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que unem expertise técnica a tecnologias de ponta, como Inteligência Artificial, Big Data e automação digital, transformando dados em decisões estratégicas e potencializando resultados internacionais. Sua missão é clara: tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador para empresas brasileiras que desejam conquistar o mundo.

Brasil avança na digitalização e no alinhamento global

De acordo com a especialista, o Brasil vem ampliando a digitalização dos regimes especiais, com aprimoramentos no RECOF, Drawback e a criação de novos mecanismos automatizados de comprovação de exportação. “Essas mudanças caminham para uma aduana mais digital e transparente, reduzindo burocracias e aumentando a eficiência operacional”, afirma.

No cenário global, tratados multilaterais passam a incluir cláusulas de rastreabilidade via blockchain, certificação de origem digital e padrões de sustentabilidade. “O objetivo é reduzir assimetrias regulatórias e promover maior interoperabilidade entre os sistemas aduaneiros internacionais”, explica Mariana.

Impactos para o exportador brasileiro

As novas exigências regulatórias trazem impactos diretos às empresas exportadoras. Segundo Mariana, é essencial que as organizações adequem seus sistemas internos às demandas digitais e fiscais. “Essa adaptação não é apenas tecnológica — exige também domínio técnico sobre regimes tributários e obrigações acessórias. A falta de conformidade pode gerar atrasos, multas e perda de benefícios fiscais”, alerta.

Legislação e inovação tecnológica: o desafio do equilíbrio

Mariana observa que, apesar dos avanços com o Portal Único de Comércio Exterior e a crescente digitalização de processos, a legislação brasileira ainda não acompanha plenamente a inovação tecnológica. “Precisamos de marcos regulatórios que reconheçam formalmente documentos e contratos gerados por inteligência artificial, equilibrando automação e segurança jurídica”, pontua.

Consultoria e capacitação como pilares da conformidade

Em um cenário de mudanças rápidas, as consultorias especializadas se tornam fundamentais. “Elas interpretam as normas, estruturam políticas de compliance e promovem a integração entre logística, fiscal e tecnologia. Isso garante que a empresa esteja em conformidade e, ao mesmo tempo, aproveite os benefícios fiscais disponíveis”, explica.

A especialista reforça ainda que a capacitação contínua é indispensável. “Profissionais de comércio exterior precisam dominar legislações aduaneiras, parametrizações sistêmicas e novas ferramentas digitais. O aprendizado constante é o que garante a conformidade e a competitividade das operações”, afirma Mariana.

Tendências globais e recomendações

Entre as tendências internacionais mais relevantes, Mariana destaca a comprovação de origem sustentável, a redução de emissões de carbono e as exigências ESG nas cadeias de exportação. “A União Europeia está implementando mecanismos de ajuste de carbono na fronteira, o que afeta diretamente produtos brasileiros. A adequação a essas normas exige integração de dados ambientais, certificações e relatórios de rastreabilidade digital”, explica.

Para encerrar, Mariana deixa um conselho estratégico às empresas brasileiras: “Invistam em consultorias qualificadas e na atualização constante das equipes técnicas. A compreensão detalhada das normas fiscais e aduaneiras é o que diferencia quem sobrevive de quem prospera nesse ambiente global cada vez mais exigente e digitalizado.”

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Sustentabilidade

BID, BNDES e Ministério do Meio Ambiente anunciam investimento de R$ 2,7 bilhões no Fundo Clima

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) firmaram uma carta de intenções para viabilizar um aporte de R$ 2,7 bilhões (US$ 500 milhões) ao Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC).

A iniciativa tem como meta fortalecer o financiamento de projetos sustentáveis no Brasil e ampliar a capacidade do Fundo Clima de atender à crescente demanda por recursos voltados à transição ecológica e à redução dos impactos das mudanças climáticas.

Fundo Clima ganha reforço histórico

Durante cerimônia realizada na COP30, o acordo foi assinado pelo presidente do Grupo BID, Ilan Goldfajn; pelo secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco; e pelo presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

“Estamos fortalecendo o Fundo Clima para que o financiamento chegue a quem mais precisa — especialmente pequenas e médias empresas e projetos locais. Com mais escala, governança e novos parceiros, vamos ampliar nosso impacto”, destacou Goldfajn.

Capobianco ressaltou que o FNMC cumpre o papel para o qual foi criado: “um mecanismo financeiro capaz de impulsionar a transformação ecológica que o Brasil precisa. O novo aporte permitirá ampliar as ações de combate às mudanças climáticas em diversas frentes, beneficiando toda a população.”

Brasil na liderança da agenda verde global

Segundo Aloizio Mercadante, o acordo reforça o compromisso do Brasil com a sustentabilidade e o enfrentamento da emergência climática. “Ao unir esforços, governo, BNDES e BID fortalecem o Fundo Clima como um instrumento estratégico para o desenvolvimento sustentável, colocando o país na vanguarda da agenda ambiental global”, afirmou.

O Fundo Nacional sobre Mudança do Clima é administrado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e implementado pelo BNDES, com foco no financiamento de projetos resilientes, pesquisas e avaliações ambientais em todo o território nacional.

Próximos passos do investimento

Antes de ser efetivado, o aporte de R$ 2,7 bilhões passará por análises e aprovações internas das instituições envolvidas e pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. O MMA apresentará o projeto à Comissão de Financiamento Externo (Cofiex), órgão responsável por autorizar iniciativas com recursos internacionais garantidos pela União.

Com o aporte, o Brasil reforça seu papel de liderança na agenda climática global, ao priorizar investimentos em inovação, energia limpa e infraestrutura sustentável.

FONTE: IADB
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/VIVA

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Portos

Porto de Santos investe R$ 40 milhões em tarifas verdes para impulsionar transição energética

Enquanto o Brasil consolida seu papel de destaque na agenda climática global com a COP30, o Porto de Santos busca protagonismo nacional na transição energética do setor marítimo. A Autoridade Portuária de Santos (APS) vem implementando uma série de ações alinhadas às metas de descarbonização da Organização Marítima Internacional (IMO) e do Acordo de Paris, transformando o maior porto da América Latina em um polo de logística sustentável.

Desde 2023, a APS abriu mão de R$ 40,6 milhões em tarifas portuárias para incentivar navios e terminais verdes. Somente em 2025, os descontos chegam a R$ 16,8 milhões, valor destinado a estimular práticas ambientais responsáveis, como a elaboração de inventários de emissões de gases de efeito estufa e o uso de matrizes energéticas limpas.

Segundo o presidente da APS, Anderson Pomini, a renúncia de receita representa um investimento estratégico: “Não é perda, é investimento. Estar à frente desse processo significa consolidar uma vantagem competitiva para atrair parceiros que priorizam cadeias logísticas sustentáveis”, afirmou.

Três pilares da descarbonização portuária

O transporte marítimo é responsável por 80% do comércio mundial e por 3% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE), conforme a IMO. Por isso, a transformação dos portos é considerada essencial para cumprir os compromissos do Acordo de Paris. As frentes de atuação envolvem eficiência logística, uso de biocombustíveis e energia elétrica renovável.

Em outubro, a APS assinou contrato com a Fundação Valenciaport para desenvolver um Plano de Descarbonização e um Plano Diretor Energético (PDE). O trabalho, com duração prevista de 22 meses, irá definir metas e ações para reduzir as emissões em todas as operações do complexo portuário da Baixada Santista, abrangendo navios, terminais, transporte ferroviário e rodoviário.

O PDE estabelecerá diretrizes para a substituição gradual dos combustíveis fósseis por fontes de energia limpa, reforçando o compromisso do Porto de Santos com uma infraestrutura de baixo carbono.

Energia renovável e tecnologia no cais

Desde 2024, o Porto de Santos opera um projeto pioneiro de eletrificação do cais, abastecido pela Usina Hidrelétrica de Itatinga, que fornece energia limpa e renovável para cerca de 20 rebocadores. A APS também negocia a ampliação do fornecimento.

A busca por eficiência logística conta com o apoio do Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (PIT), responsável por desenvolver soluções inteligentes para o sequenciamento de caminhões e navios, reduzindo o tempo de espera e, consequentemente, as emissões de carbono.

O VTMIS (Sistema de Gerenciamento de Informações do Tráfego de Embarcações), atualmente em fase de implantação, promete ser outro avanço importante, otimizando a movimentação marítima e tornando as operações mais seguras e sustentáveis.

Para o diretor de Operações da APS, Beto Mendes, a inovação é indispensável: “Como o maior porto do hemisfério sul, temos o dever de unir eficiência e sustentabilidade. Parcerias com centros de inovação, como o PIT, preparam o Porto de Santos para o futuro”, afirmou.

Produção de hidrogênio verde e combustíveis limpos

A repotencialização da Usina de Itatinga, em estudo, deve aumentar a capacidade de geração energética e incluir a produção de hidrogênio verde. Atualmente, a usina já supre quase toda a demanda da APS, mas o objetivo é expandir o fornecimento para abastecer diretamente as operações portuárias.

As instalações de gás natural da Baixada Santista também se firmam como diferencial competitivo, possibilitando o abastecimento de navios com combustíveis de baixo carbono — passo essencial para a consolidação de corredores marítimos verdes, segundo Sidnei Aranha, superintendente de Meio Ambiente da APS.

“Queremos garantir que os portos de origem e destino ofereçam condições para o uso de combustíveis de baixo impacto ambiental. Isso consolida o Porto de Santos como elo fundamental da transição energética marítima”, explicou Aranha.

Gestão ambiental baseada em dados

Desde 2021, a APS elabora um inventário anual de emissões de gases de efeito estufa, seguindo a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol, validado pela CETESB. O levantamento cobre 400 mil m² de áreas operacionais em Santos, Guarujá e Bertioga, além de 19,5 milhões de m² de áreas vegetadas sob sua gestão.

Para Aranha, a mensuração precisa das emissões é fundamental para o planejamento estratégico. “O inventário é nossa bússola. Saber nossa pegada de carbono nos permite investir onde o impacto climático é maior”, destacou.

Os relatórios completos estão disponíveis no site oficial da APS.

FONTE: Porto de Santos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Santos

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Sustentabilidade

Silvio Costa Filho destaca protagonismo do Brasil na descarbonização e transição energética durante a COP30

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) participou, nesta segunda-feira (10), da abertura do Espaço do Desenvolvimento, promovido pelo Sistema Transporte — formado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), SEST SENAT e Instituto de Transporte e Logística (ITL) — em parceria com o MPor e o Ministério dos Transportes, na Green Zone da COP30, em Belém (PA). O evento reuniu autoridades, representantes do setor produtivo e organismos internacionais para discutir os desafios e oportunidades da transição energética e da descarbonização do transporte, com foco na integração entre políticas públicas, inovação logística e sustentabilidade.

Durante seu discurso, o ministro Silvio Costa Filho destacou o papel estratégico do Brasil na redução de emissões e na promoção de uma infraestrutura verde e eficiente. Ele enfatizou que a integração dos modais portuário e hidroviário à agenda climática global é essencial para o desenvolvimento sustentável do país. “O Brasil tem condições de liderar a transição energética do transporte mundial, unindo sustentabilidade, eficiência e geração de empregos verdes”, afirmou. O ministro adiantou que o MPor apresentará novas iniciativas de modernização e descarbonização ao longo da conferência, reforçando o alinhamento do governo federal com as metas climáticas internacionais.

Silvio Costa Filho também ressaltou a importância da presença do MPor na COP30 como demonstração do compromisso do governo com uma agenda integrada entre transporte, portos e meio ambiente. Segundo ele, o estande da CNT busca promover debates sobre combustíveis sustentáveis, como o SAF (Sustainable Aviation Fuel), uma das principais apostas do setor para reduzir as emissões na aviação. O ministro elogiou ainda a parceria institucional entre o governo federal e o Sistema Transporte, reconhecendo a contribuição da CNT para o desenvolvimento econômico do país. “A CNT é uma parceira fundamental da agenda de desenvolvimento do Brasil. Ninguém pode contar a história do nosso crescimento econômico sem mencionar o papel da Confederação Nacional do Transporte”, destacou.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, também participou da cerimônia e enfatizou o simbolismo da Rota COP30, iniciativa que percorreu o trajeto até Belém por via rodoviária. A ação, segundo ele, é um marco para a descarbonização do transporte, demonstrando que é possível aliar eficiência logística, responsabilidade ambiental e cooperação público-privada.

O presidente da CNT, Vander Costa, destacou que o Brasil possui um legado consolidado na busca pela eficiência energética e pela redução das emissões no transporte. Ele relembrou programas históricos como o Proálcool, criado em 1975, e o Proconve, iniciado em 1986, reforçando que o país já dispõe de soluções eficazes que podem ser ampliadas. Para Costa, a renovação de frotas é essencial para acelerar a descarbonização no transporte de cargas e passageiros. “Não há necessidade de inventar a roda. O Brasil já tem soluções”, afirmou.

Instalado na Green Zone da COP30, o Espaço do Desenvolvimento é coordenado pelo Sistema Transporte, com apoio do MPor e do Ministério dos Transportes. O local funciona como ponto de encontro entre governo, setor privado e sociedade civil, promovendo painéis técnicos sobre mobilidade verde, inovação tecnológica e finanças sustentáveis. A programação inclui ainda parcerias com o Pacto Global da ONU e atividades que valorizam a cultura amazônica e a economia de baixo carbono.

A parceria entre o Ministério de Portos e Aeroportos, o Ministério dos Transportes e o Sistema Transporte reforça o compromisso do governo em acelerar soluções sustentáveis e consolidar o protagonismo do Brasil nas discussões internacionais sobre clima, logística e desenvolvimento econômico.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima

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Exportação

Brasil amplia exportações e conquista habilitação para vender sorgo e DDG à China

O Brasil recebeu autorização para que dez unidades exportem sorgo e cinco estabelecimentos enviem DDG (grãos secos de destilaria) à China, consolidando o país asiático como o principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro. A medida abre novas oportunidades tanto para o setor de sorgo quanto para a indústria de etanol de milho, ampliando o alcance internacional dos produtos nacionais.

Parcerias firmadas e protocolos assinados

As habilitações são resultado direto da assinatura de dois acordos bilaterais: o Protocolo Fitossanitário do Sorgo, firmado em novembro de 2024, e o Protocolo de Proteínas e Grãos Derivados da Indústria do Etanol de Milho, celebrado em maio de 2025. Além disso, os modelos de certificado fitossanitário foram finalizados em conjunto pelas autoridades brasileiras e chinesas, garantindo conformidade com as exigências técnicas de ambos os países.

Produção e exportação de sorgo no Brasil

Responsável por mais de 60% da produção nacional, a região Centro-Oeste é o principal polo de sorgo do Brasil. Em 2024, segundo o IBGE, o país produziu 4 milhões de toneladas, das quais 178,4 mil toneladas (4%) foram destinadas à exportação. Foram habilitadas dez unidades, distribuídas entre Mato Grosso (4), Minas Gerais (4), Rondônia (1) e Bahia (1). A China, que responde por 80% das importações globais de sorgo, comprou mais de US$ 2,6 bilhões do grão no último ano.

Expansão do mercado de DDG

O DDG, coproduto obtido do processamento do milho para etanol, também ganha destaque nas exportações brasileiras. O país é o terceiro maior produtor de milho do mundo e exportou cerca de 791 mil toneladas de DDG em 2024. A nova habilitação contempla quatro unidades no Mato Grosso e uma no Mato Grosso do Sul, fortalecendo o comércio com a China, que importou mais de US$ 66 milhões desse insumo no mesmo período.

Impactos econômicos e sustentáveis

Com essas autorizações, o Brasil estabelece um canal regular de exportação para o maior importador global de grãos e insumos para ração animal, aumentando a previsibilidade dos contratos e criando condições para ampliar o volume exportado nas próximas safras. Além dos ganhos econômicos, as novas habilitações reforçam o compromisso do país com a sustentabilidade, já que a exportação de coprodutos do agronegócio, como o DDG, estimula a economia circular e o aproveitamento de resíduos industriais.

Cooperação entre governo e setor privado

O avanço nas negociações foi resultado do trabalho conjunto entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Adidância Agrícola e a Embaixada do Brasil em Pequim, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e o setor privado, em alinhamento com as exigências técnicas das autoridades chinesas.

Em 2024, a China se manteve como o principal destino das exportações agropecuárias brasileiras, com mais de US$ 49,6 bilhões em produtos enviados pelo agronegócio nacional.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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