Comércio Exterior

Gecex aprova medidas para fortalecer exportações e reduzir impostos de importação

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) aprovou nesta quinta-feira (28) uma série de ações voltadas ao fortalecimento da indústria brasileira, ao incentivo das exportações e à redução de custos para setores estratégicos da economia.

As medidas incluem novas modalidades de financiamento para empresas exportadoras, redução de tarifas de importação e decisões relacionadas à defesa comercial.

Novas medidas ampliam apoio às empresas exportadoras

Entre os principais anúncios está a modernização do Seguro de Crédito à Exportação (SCE), mecanismo utilizado para facilitar o acesso das empresas a financiamentos com garantia da União.

Com a mudança, exportadores de todos os portes poderão obter crédito para a fase de produção em condições mais competitivas. A iniciativa busca ampliar a presença das empresas brasileiras no mercado internacional e reduzir riscos nas operações de comércio exterior.

Uma das novidades é a criação de uma modalidade do SCE voltada para operações de pré-embarque, permitindo financiamentos com prazos entre 180 dias e cinco anos. Em casos específicos, como no setor de defesa, o período poderá ser ainda maior.

Micro e pequenas empresas terão novo acesso ao crédito

Outra medida aprovada pelo Gecex cria uma linha de seguro destinada ao fortalecimento das micro, pequenas e médias empresas exportadoras.

A proposta permitirá cobertura para operações de crédito direto, incluindo capital de giro, investimentos e expansão da produção. O objetivo é incentivar a internacionalização dos pequenos negócios e ampliar sua competitividade no comércio exterior.

Segundo o colegiado, o conjunto de medidas pretende ampliar o financiamento às exportações e estimular a entrada de empresas brasileiras em novos mercados globais.

Governo reduz imposto de importação de 370 produtos

Na área tarifária, o Gecex autorizou a redução do imposto de importação para cerca de 370 produtos. A maior parte das medidas envolve concessões temporárias de ex-tarifários para bens de capital, informática e telecomunicações sem fabricação equivalente no Brasil.

Também tiveram alíquota zerada medicamentos utilizados em tratamentos médicos, quimioterapia e rinite alérgica, além de componentes de fórmulas infantis e insumos destinados às indústrias química e eletroeletrônica.

Setor siderúrgico mantém proteção contra importações

Ao mesmo tempo, o governo decidiu renovar a elevação tarifária para 19 produtos de aço e incluir mais um item na Lista de Desequilíbrios Comerciais Conjunturais.

A medida vem sendo aplicada desde 2024 com o objetivo de conter o aumento das importações de aço e proteger a indústria siderúrgica nacional diante da concorrência externa.

Gecex suspende aplicação de medidas antidumping

Na área de defesa comercial, o colegiado aprovou direitos antidumping para produtos importados, mas decidiu suspender imediatamente a aplicação em alguns casos por interesse público.

A decisão envolve importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai, além de fios de náilon, fios de poliéster e malhas de poliéster originários da China.

Segundo o Gecex, a suspensão cautelar ocorrerá enquanto são realizadas análises sobre os possíveis impactos econômicos da aplicação das tarifas antidumping.

Já no caso do pirofosfato ácido de sódio (SAPP), foram mantidos os direitos antidumping para empresas do Canadá e dos Estados Unidos.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal do Comércio

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Comércio Exterior

Portal Único pode reduzir R$ 40 bilhões em custos e impulsionar exportações brasileiras

A conclusão do Portal Único de Comércio Exterior até dezembro pode gerar uma economia anual de R$ 40 bilhões para empresas brasileiras, segundo estimativa apresentada pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (25), durante a inauguração de uma nova unidade da Whirlpool, em Rio Claro (SP), onde o ministro destacou a importância da modernização logística para ampliar a competitividade das exportações brasileiras.

Modernização do Portal Único deve reduzir burocracia

Durante o evento, Alckmin afirmou que a integração do sistema ao Siscomex pode diminuir significativamente o chamado Custo Brasil, principalmente ao acelerar processos de importação e exportação.

Segundo ele, atrasos em portos, aeroportos, navios e etapas de desembaraço aduaneiro geram prejuízos relevantes para as empresas. De acordo com o ministro, apenas um dia de carga parada pode representar custo equivalente a 0,8% do valor total da mercadoria.

A expectativa do governo é que o avanço do Portal Único de Comércio Exterior simplifique procedimentos logísticos, reduza burocracias e torne o fluxo de mercadorias mais eficiente.

Exportações ganham papel estratégico para a indústria

Alckmin também destacou a necessidade de ampliar a presença da indústria brasileira no mercado internacional. Durante o discurso, ele afirmou que alguns setores dependem diretamente das vendas externas para manter competitividade e escala de produção.

A nova fábrica da Whirlpool foi citada como exemplo desse movimento. Segundo o vice-presidente, a unidade deve atuar como um hub de exportação para atender países da América Latina.

O ministro mencionou ainda empresas como a Embraer, destacando que a atuação internacional foi fundamental para o crescimento da fabricante brasileira de aeronaves. A retomada das atividades da Avibras, em Jacareí (SP), também foi lembrada durante o evento.

Acordos comerciais fazem parte da estratégia do governo

Além da modernização logística, o governo federal aposta na ampliação de acordos comerciais para fortalecer o comércio exterior brasileiro.

Entre os avanços citados estão os acordos firmados pelo Mercosul com Singapura e com os países integrantes da Associação Europeia de Livre Comércio (Efta).

As negociações entre Mercosul e União Europeia também seguem como prioridade da estratégia brasileira para ampliar mercados e estimular novas oportunidades para a indústria nacional.

Menos burocracia e novos mercados podem fortalecer competitividade

Na avaliação do governo, a combinação entre redução de entraves burocráticos e expansão de acordos comerciais pode ampliar a competitividade das empresas brasileiras no cenário internacional.

A expectativa é que a modernização dos sistemas logísticos e aduaneiros ajude o país a reduzir custos operacionais, acelerar exportações e aumentar a presença do Brasil no comércio global.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Comércio Internacional

Comércio entre Brasil e Líbano cresce no primeiro quadrimestre de 2026

As trocas comerciais entre Brasil e Líbano apresentaram crescimento nos primeiros quatro meses de 2026, com avanço tanto nas exportações brasileiras quanto nas importações vindas do país árabe.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), organizados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira, apontam que as exportações do Brasil para o Líbano alcançaram US$ 170,8 milhões entre janeiro e abril, resultado 8,1% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Exportações brasileiras mantêm saldo positivo

Mesmo com o aumento das importações, a balança comercial permaneceu favorável ao Brasil. O superávit acumulado no período chegou a US$ 169,9 milhões.

A corrente de comércio entre os dois países somou US$ 171,6 milhões no quadrimestre.

Entre os principais produtos exportados pelo Brasil ao mercado libanês estão carne bovina congelada, café, açúcar, soja, gado vivo e carne de frango, itens que seguem liderando a pauta do agronegócio brasileiro nas negociações com o Oriente Médio.

Importações do Líbano avançam mais de 39%

As importações brasileiras de produtos libaneses atingiram US$ 842 mil no acumulado do ano, alta de 39,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

Os principais itens comprados pelo Brasil foram máquinas para fabricação de alimentos, resíduos de alumínio e frutas em conserva.

O crescimento reforça o avanço das relações comerciais entre os dois países e a ampliação do intercâmbio de produtos industriais e alimentícios.

Abril registra forte alta no comércio bilateral

Somente em abril, as exportações brasileiras para o Líbano totalizaram US$ 54,6 milhões, crescimento de 18,2% na comparação com abril do ano passado.

As importações também registraram forte expansão no mês e chegaram a US$ 187 mil, salto expressivo de 1003,4%.

Com isso, a corrente de comércio em abril alcançou US$ 54,8 milhões, enquanto o saldo positivo para o Brasil ficou em US$ 54,5 milhões.

O desempenho confirma o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países e o aumento da presença dos produtos brasileiros no mercado libanês.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportação de manga para a Europa cresce 71% e impulsiona fruticultura brasileira

As exportações brasileiras de manga registraram forte expansão nos últimos anos, impulsionadas pelo avanço tecnológico no campo e pelo aumento da competitividade do setor no mercado internacional. Entre 2018 e 2025, os embarques da fruta cresceram 71%, segundo dados do ComexStat, ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

No ano passado, o Brasil exportou volume recorde de 291 mil toneladas de manga, superando com folga as 170,5 mil toneladas embarcadas em 2018.

Europa lidera compras da manga brasileira

A Europa segue como principal destino da manga produzida no Brasil. Em 2025, o continente concentrou 78% das exportações brasileiras da fruta.

Os embarques para os países europeus avançaram de 127 mil toneladas, em 2018, para 226 mil toneladas no ano passado, crescimento de 78% no período.

O desempenho reflete a forte demanda por frutas consideradas premium, além da busca crescente por produtos cultivados dentro de padrões sustentáveis.

Tecnologia no campo impulsiona produção

Representantes do setor atribuem parte desse avanço ao aumento do uso do Paclobutrazol (PBZ), um fitorregulador utilizado para controlar a floração da mangueira.

A tecnologia permite que os produtores programem a colheita em períodos estratégicos, aproveitando as melhores janelas de exportação ao longo do ano.

Segundo Renato Francischelli, diretor da Ascenza no Brasil, o uso do produto ajudou a organizar a produção de acordo com a demanda internacional.

“O agricultor consegue escalonar a colheita para atender o mercado nos momentos de maior consumo”, explicou.

Concorrência reduziu custos para produtores

Até 2018, apenas uma empresa comercializava oficialmente o PBZ no mercado brasileiro, cenário que mantinha os custos elevados para os produtores rurais.

Com a entrada de novos fornecedores, houve redução significativa nos preços do insumo, ampliando o acesso à tecnologia e fortalecendo a competitividade da fruticultura brasileira.

A Ascenza informou que o produto Paclo BR, autorizado no Brasil cinco anos após o pedido de registro, chegou ao mercado nacional com preço cerca de 62,5% menor em comparação aos valores praticados anteriormente.

Segundo Francischelli, antes da ampliação da concorrência, alguns agricultores chegaram a recorrer a produtos sem regulamentação para reduzir despesas de produção.

Vale do São Francisco concentra exportações

O Vale do São Francisco permanece como principal polo exportador de manga do país, respondendo por cerca de 90% a 95% dos embarques brasileiros.

A região se beneficia principalmente do calendário internacional de consumo. O pico das exportações ocorre no segundo semestre e no início do outono europeu, período em que há menor concorrência de produtores como Espanha e Israel.

Os consumidores europeus demonstram preferência pelas variedades com menos fibras, conhecidas como “manga de colher”, caso das cultivares Keitt, Kent e Palmer.

Já os Estados Unidos, responsáveis por 13% das compras em 2025, importam majoritariamente a variedade Tommy Atkins.

Produção nacional também avança

Além do crescimento das exportações, a produção brasileira de manga também apresentou expansão nos últimos anos.

Dados do IBGE e projeções da Embrapa indicam que a colheita nacional passou de 1,32 milhão de toneladas em 2018 para 1,54 milhão de toneladas em 2025, avanço próximo de 17%.

Mesmo sem tarifas para entrada da fruta brasileira na Europa, o setor acredita que o acordo entre Mercosul e União Europeia poderá ampliar ainda mais as oportunidades comerciais para a manga brasileira no exterior.

FONTE: CNN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações do Brasil para os EUA acumulam nove meses de queda

As exportações brasileiras para os Estados Unidos voltaram a registrar retração em abril e completaram nove meses consecutivos de resultados negativos. No período, as vendas somaram US$ 3,1 bilhões, o que representa uma queda de 11,5% em comparação ao mesmo mês de 2025.

Apesar do desempenho negativo, o ritmo de desaceleração perdeu força nos últimos meses, sinalizando uma possível estabilização no comércio entre os dois países. Ainda assim, permanecem as incertezas envolvendo negociações comerciais e a possibilidade de novas tarifas impostas pelos norte-americanos.

Produtos sobretaxados lideram recuo nas exportações

Dados levantados pela Amcham mostram que, entre janeiro e abril, tanto os produtos com sobretaxa quanto os isentos sofreram queda nas vendas para o mercado americano.

Os itens sem tarifas adicionais apresentaram retração de 16,4%, enquanto os produtos sobretaxados recuaram 17%. Entre os segmentos afetados pela chamada Seção 232, destacam-se cobre, caminhões e madeira. Já os produtos submetidos à tarifa extra de 10% tiveram queda ainda mais intensa, de 23,7%.

No acumulado de 2025, as exportações do Brasil aos EUA caíram 6,6%, atingindo todos os principais setores da economia. A indústria de transformação teve baixa de 4,2%, a indústria extrativa caiu 19,2% e a agropecuária recuou 3,8%.

Segundo a Amcham, o resultado foi na contramão do desempenho das exportações brasileiras destinadas a outros mercados internacionais.

Indústria brasileira sente impacto do mercado americano

A indústria brasileira foi uma das áreas mais prejudicadas pela retração comercial e registrou a primeira queda nas vendas aos EUA desde 2020.

Mesmo com o recuo, os Estados Unidos seguiram como principal destino dos produtos industrializados brasileiros, movimentando US$ 30,2 bilhões — o equivalente a 16% de tudo o que o setor exportou no período.

Do lado das importações, o Brasil também reduziu as compras de produtos americanos no primeiro quadrimestre de 2026, com queda de 13%.

Entretanto, em 2025, as importações vindas dos EUA cresceram 11,3%, alcançando US$ 45,2 bilhões, o segundo maior volume da série histórica. Os norte-americanos permaneceram como a segunda principal origem das importações brasileiras, respondendo por 16,1% do total.

A indústria de transformação concentrou 91,1% dessas compras, com avanço de 15% frente ao ano anterior. Já os setores extrativo e agropecuário registraram retrações de 15,4% e 35,2%, respectivamente.

China ganha espaço no comércio exterior brasileiro

De acordo com Lia Valls, pesquisadora do FGV Ibre, parte das perdas no mercado americano foi compensada pelo aumento das vendas brasileiras para a China ao longo do segundo semestre de 2025.

Entre agosto e dezembro, o volume exportado aos Estados Unidos caiu 21,3%, enquanto as exportações para o mercado chinês cresceram 29,8%.

A especialista afirma que muitas empresas brasileiras passaram a buscar novos compradores internacionais diante das incertezas envolvendo o comércio com os EUA, especialmente no setor de commodities.

Déficit comercial entre Brasil e EUA aumenta

A balança comercial Brasil-EUA apresentou forte deterioração nos últimos anos. O saldo, que havia registrado déficit de US$ 300 milhões em 2024, passou para US$ 7,5 bilhões em 2025.

Segundo analistas, a principal razão para o aumento do déficit foi justamente a redução das exportações brasileiras para o mercado norte-americano.

Enquanto o comércio de bens perdeu força, o setor de serviços mostrou avanço relevante em 2025. As importações brasileiras de serviços americanos chegaram a US$ 25,7 bilhões, enquanto as exportações somaram US$ 14,3 bilhões, com altas de 17% e 11,7%, respectivamente.

Especialistas defendem diversificação de mercados

Para Sergio Vale, da MB Associados, a economia brasileira sofreu impacto relativamente limitado diante das tensões comerciais internacionais, especialmente quando comparada a crises anteriores.

Entre os fatores considerados positivos estão a reforma tributária, o avanço do projeto dos minerais críticos e o crescimento das exportações de petróleo bruto.

A preocupação atual, segundo especialistas, está relacionada às investigações conduzidas pelos EUA com base na Seção 301, consideradas mais amplas e com efeitos potencialmente duradouros sobre o comércio exterior.

Diante desse cenário, especialistas defendem a ampliação das parcerias comerciais do Brasil. O acordo entre Mercosul e União Europeia, além do fortalecimento das relações comerciais com a China, aparecem como alternativas para reduzir a dependência do mercado americano.

José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), avalia que a balança comercial entre os dois países pode começar a apresentar maior equilíbrio nos próximos meses, embora os Estados Unidos continuem sendo estratégicos para a economia brasileira.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

Acordos do Mercosul ampliam comércio exterior e fortalecem indústria brasileira, diz Secex

A ampliação do acesso a mercados internacionais, o estímulo à indústria nacional e a atração de investimentos estrangeiros estão entre os principais objetivos dos acordos comerciais firmados recentemente pelo Mercosul. A avaliação foi apresentada pela secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC), Tatiana Prazeres, durante audiência realizada nesta terça-feira (26), no Senado Federal.

Segundo a secretária, os acordos assinados com Singapura, EFTA e União Europeia representam um marco para a política comercial brasileira e ampliam significativamente a participação do país em tratados internacionais.

Expansão da rede de acordos comerciais

Durante a reunião da Comissão de Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul, Tatiana destacou que os novos acordos elevam de 12,2% para 30,8% a parcela da corrente de comércio brasileira coberta por acordos comerciais.

Ela ressaltou ainda que o tratado com Singapura, firmado em 2023, foi o primeiro celebrado pelo Mercosul em mais de uma década. O país asiático ocupa atualmente a posição de sétimo principal destino das exportações brasileiras, reforçando o potencial estratégico da parceria para abertura de novos mercados.

No caso do acordo entre Mercosul e EFTA — bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein — o entendimento prevê redução gradual de barreiras comerciais e eliminação de tarifas para diversos produtos industriais e pesqueiros exportados pelo Mercosul.

Neoindustrialização e competitividade

Tatiana Prazeres também relacionou os acordos internacionais ao processo de neoindustrialização promovido pelo governo federal. Segundo ela, a estratégia busca tornar a indústria brasileira mais moderna, inovadora e competitiva no cenário global.

De acordo com a secretária, o fortalecimento industrial deve impactar diretamente o perfil das exportações brasileiras, ampliando a presença de produtos com maior valor agregado no mercado internacional.

A audiência contou ainda com a participação da embaixadora Paula Barboza, diretora do Departamento de Negociações Extrarregionais e Governança Econômica do Ministério das Relações Exteriores (MRE). O debate foi conduzido pelo deputado Arlindo Chinaglia.

Impactos econômicos do acordo com Singapura

Singapura possui um Produto Interno Bruto (PIB) estimado em US$ 547 bilhões e movimenta cerca de US$ 457 bilhões em importações. Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Singapura chegou a US$ 10,7 bilhões, sendo US$ 7,4 bilhões em exportações brasileiras.

Estudos apresentados pelo MDIC apontam que, até 2040, o acordo pode gerar impacto positivo de R$ 28 bilhões no PIB brasileiro, além de ampliar os investimentos em R$ 11 bilhões e elevar em US$ 40 bilhões a corrente de comércio bilateral.

Mercosul-EFTA pode ampliar investimentos

O acordo entre Mercosul e EFTA envolve um mercado de aproximadamente 15 milhões de consumidores e um PIB combinado de US$ 1,5 trilhão.

Em 2025, o fluxo comercial entre o Brasil e os países do bloco alcançou US$ 7,8 bilhões. A Suíça aparece atualmente como o 11º maior investidor direto no Brasil, com estoque de investimentos estimado em US$ 30,5 bilhões.

As projeções do MDIC indicam que a implementação do acordo pode resultar, até 2044, em impacto positivo de R$ 2,7 bilhões sobre o PIB brasileiro, aumento de R$ 660 milhões em investimentos e crescimento de US$ 5,9 bilhões na corrente de comércio.

Fonte: MDIC

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Comércio

Balança comercial brasileira movimenta US$ 13,5 bilhões na terceira semana de maio

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,5 bilhão na terceira semana de maio de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, a corrente de comércio — soma das exportações e importações — alcançou US$ 13,5 bilhões, resultado de US$ 7,5 bilhões em exportações e US$ 6 bilhões em importações.

Exportações e importações mantêm crescimento em maio

No acumulado do mês até a terceira semana, o Brasil exportou US$ 23,5 bilhões e importou US$ 17,8 bilhões. O saldo positivo da balança chegou a US$ 5,7 bilhões, enquanto a corrente de comércio totalizou US$ 41,3 bilhões.

Os números mostram avanço nas transações internacionais em relação ao mesmo período do ano passado. A média diária das exportações em maio de 2026 ficou em US$ 1,565 bilhão, alta de 9,9% na comparação com maio de 2025.

As importações também apresentaram crescimento. A média diária passou de US$ 1,088 bilhão em maio do ano anterior para US$ 1,188 bilhão neste mês, avanço de 9,2%.

Corrente de comércio supera US$ 249 bilhões no ano

No acumulado de 2026, as exportações brasileiras somam US$ 140 bilhões, enquanto as importações atingiram US$ 109,6 bilhões.

Com isso, o país acumula superávit comercial de US$ 30,4 bilhões e corrente de comércio de US$ 249,6 bilhões ao longo do ano.

A média diária da corrente de comércio até a terceira semana de maio chegou a US$ 2,75 bilhões, representando crescimento de 9,6% frente ao mesmo período de maio de 2025.

Agropecuária e indústria impulsionam exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária teve um dos melhores desempenhos no período. A média diária de exportações do segmento cresceu US$ 65,17 milhões, avanço de 18,5% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Já os produtos da indústria de transformação registraram aumento de US$ 111,89 milhões por dia, crescimento de 15,4%.

Na contramão, a indústria extrativa apresentou retração de US$ 37,56 milhões na média diária exportada, queda de 11,1%.

Importações avançam na indústria de transformação

Do lado das importações, o principal destaque foi novamente a indústria de transformação, que registrou crescimento diário de US$ 98,79 milhões, alta de 9,8%.

A indústria extrativa também avançou, com aumento de 3% na média diária das compras internacionais.

Por outro lado, as importações da agropecuária recuaram 5,5% na comparação anual.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Exportação

Restrição da UE a antimicrobianos pressiona exportações brasileiras de produtos de origem animal

A decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar determinados produtos de origem animal para o bloco elevou a tensão comercial entre Brasília e Bruxelas. A medida passa a valer em 3 de setembro de 2026 e está diretamente ligada às exigências europeias sobre o controle do uso de antimicrobianos na pecuária.

A determinação pode impactar a exportação de carnes, ovos, pescado, mel e outros itens do agronegócio brasileiro, afetando um dos principais mercados consumidores da produção nacional.

A iniciativa integra a política sanitária europeia de combate à resistência antimicrobiana, considerada pela Organização Mundial da Saúde uma das principais ameaças globais à saúde pública.

O que motivou a restrição europeia

As normas da UE proíbem a utilização de antibióticos e outros antimicrobianos com a finalidade de estimular o crescimento animal ou aumentar a produtividade na criação pecuária. Além disso, o bloco veta o uso veterinário de medicamentos reservados exclusivamente ao tratamento humano.

De acordo com a Comissão Europeia, o Brasil ainda não apresentou garantias suficientes para comprovar plena adequação às novas exigências sanitárias.

A atualização foi aprovada pelo Comitê Permanente para Plantas, Animais, Alimentos e Rações da União Europeia. Apesar disso, as exportações seguem normalmente até a data de entrada em vigor da decisão.

Governo brasileiro tenta reverter exclusão

O governo federal informou ter recebido a decisão com surpresa e afirmou que adotará medidas para tentar reverter a exclusão.

Em manifestação conjunta, os ministérios da Agricultura, das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio destacaram que o país possui um sistema sanitário consolidado e reconhecido internacionalmente, ressaltando ainda a relação comercial de mais de quatro décadas com o mercado europeu.

Após o anúncio, autoridades brasileiras iniciaram negociações com representantes europeus e se comprometeram a encaminhar, em até 15 dias, as informações técnicas exigidas para comprovar o controle sobre o uso de antibióticos na produção animal.

Paralelamente, novas diretrizes regulatórias foram publicadas para reforçar o controle dos insumos utilizados na pecuária.

Setor agropecuário reage à medida

Representantes do agronegócio brasileiro classificaram a decisão como desproporcional e argumentam que a pecuária nacional segue padrões sanitários reconhecidos internacionalmente.

A Frente Parlamentar da Agropecuária afirmou que a medida não representa uma falha estrutural do sistema sanitário brasileiro e lembrou que o país exporta carne para mais de 170 mercados.

Do lado europeu, autoridades sustentam que os mesmos critérios aplicados aos produtores locais devem ser exigidos de países exportadores. O comissário europeu para Agricultura, Christophe Hansen, reforçou que os produtores do bloco operam sob alguns dos controles antimicrobianos mais rigorosos do mundo.

Impactos para o comércio entre Brasil e Europa

A relação comercial entre Brasil e União Europeia é estratégica para o setor agropecuário. O bloco está entre os principais destinos das exportações brasileiras de proteína animal.

Em 2025, as compras europeias de carne brasileira cresceram mais de 130%, impulsionadas pelo avanço do acordo Mercosul-UE e pelo aumento da demanda internacional.

A decisão ganhou peso político por ter sido anunciada poucos dias após a entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, negociado ao longo de mais de 20 anos.

O Brasil também argumenta que outros parceiros do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permaneceram habilitados, o que amplia a pressão diplomática sobre o governo brasileiro.

Próximos passos e adequações regulatórias

Especialistas avaliam que o país precisará acelerar ajustes regulatórios e ampliar mecanismos de rastreabilidade sanitária para atender às exigências europeias.

No setor produtivo, a avaliação é que o episódio pode antecipar mudanças estruturais no controle de certificação sanitária, no monitoramento do uso de antimicrobianos e na transparência da cadeia produtiva.

O caso também reforça uma tendência global de ampliação de barreiras sanitárias e ambientais no comércio internacional, especialmente em mercados mais exigentes como o europeu.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jana Rodenbusch

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Agronegócio

Exportações de café para a China disparam e Brasil se prepara para atender demanda histórica

O avanço do consumo de café na China está redesenhando o mercado global e abrindo uma nova fronteira para o agronegócio brasileiro. Em apenas seis anos, as exportações brasileiras de café para o país asiático cresceram mais de 12 vezes, enquanto o Brasil projeta uma safra recorde de 66 milhões de sacas para o ciclo 2026/27.

O movimento reforça a posição brasileira como principal fornecedor mundial do grão e coloca a China no centro das atenções da cadeia produtiva do café.

China impulsiona crescimento do mercado global de café

A China se consolidou como o mercado de café que mais cresce no mundo. Atualmente, o país reúne cerca de 300 milhões de consumidores e mais de 200 mil cafeterias em funcionamento, em um cenário impulsionado pela urbanização, mudança de hábitos e influência do estilo de vida ocidental entre os jovens.

Entre abril de 2020 e março de 2021, o Brasil exportou US$ 32,9 milhões em café para o mercado chinês. Já em março de 2026, esse volume financeiro saltou para US$ 402,8 milhões, evidenciando a forte expansão da demanda chinesa pelo produto brasileiro.

Safra recorde fortalece capacidade de exportação do Brasil

Para atender ao aumento da demanda internacional, o Brasil inicia a colheita 2026/27 com expectativa de recorde histórico na produção de café.

Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra deve alcançar 66 milhões de sacas, um crescimento de 17% em comparação ao ciclo anterior. A previsão inclui aproximadamente 44 milhões de sacas de café arábica e 22 milhões de sacas de conilon.

O setor atribui o avanço às condições climáticas favoráveis, ao aumento da produtividade e à expansão da área plantada, que se aproxima de 2 milhões de hectares.

Durante o 25º Seminário Internacional do Café, realizado em Santos, representantes do mercado destacaram o otimismo com os próximos embarques, principalmente para a Ásia.

Produção brasileira cresce sem necessidade de desmatamento

Um dos pontos mais destacados pelo setor cafeeiro é a capacidade de expansão sustentável da produção brasileira.

Nas últimas décadas, o Brasil mais que dobrou a produção de café utilizando praticamente a mesma área cultivada. O avanço ocorreu por meio da renovação de cafezais, uso de variedades mais produtivas e adoção de tecnologias de manejo agrícola.

Especialistas afirmam que o país ainda possui áreas aptas para expansão do cultivo sem necessidade de desmatamento, tema cada vez mais relevante para compradores internacionais preocupados com critérios ambientais e sustentabilidade.

Mercado chinês representa mudança estratégica para o café brasileiro

A entrada da China como grande compradora de café brasileiro é vista pelo setor como uma transformação estrutural no comércio global do produto. Com uma população de quase 1,4 bilhão de habitantes, qualquer mudança de hábito alimentar no país gera impacto direto nas cadeias globais de produção e exportação.

Além do aumento no consumo, o governo chinês também vem ampliando a habilitação de empresas brasileiras aptas a exportar café ao país. Em agosto de 2025, a Embaixada da China no Brasil autorizou 183 novas empresas do setor para atuação no mercado chinês.

A expectativa é de que a demanda continue crescendo nos próximos anos, exigindo do Brasil maior capacidade logística, eficiência operacional e manutenção da qualidade para atender contratos de longo prazo.

Fonte: Com informações do TIMES BRASIL.

Texto: Redação

Imagem Ilustrativa: Reprodução SouAgro.net

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Exportação

Tilápia pode sofrer queda de até 90% nas exportações brasileiras após possível mudança ambiental

A possível inclusão da tilápia na lista de espécies exóticas invasoras no Brasil preocupa produtores e exportadores do setor aquícola. A proposta será analisada pela Comissão Nacional de Biodiversidade no próximo dia 27 de maio e já mobiliza entidades ligadas à aquicultura brasileira.

Segundo estudo técnico divulgado pela PEIXE BR, a medida pode provocar impactos severos nas exportações do pescado, além de afetar a competitividade internacional do setor.

Setor teme barreiras comerciais e ambientais

A análise aponta que a eventual classificação da tilápia como espécie invasora poderá ser interpretada internacionalmente como um reconhecimento oficial de risco ambiental por parte do governo brasileiro.

Na prática, isso poderia abrir espaço para novas barreiras sanitárias, ambientais e comerciais impostas por países importadores da tilápia brasileira.

O receio é que compradores internacionais passem a exigir controles mais rígidos, aumentando os custos e dificultando o acesso do produto nacional aos principais mercados externos.

Estados Unidos lideram compras da tilápia brasileira

Atualmente, os Estados Unidos concentram cerca de 85% das exportações brasileiras de tilápia. O mercado norte-americano movimenta aproximadamente US$ 35 milhões por ano para a cadeia produtiva nacional.

Representantes do setor avaliam que qualquer alteração regulatória envolvendo a espécie pode comprometer a confiança internacional na produção aquícola do Brasil.

O presidente da PEIXE BR, Francisco Medeiros, destacou que existe um precedente considerado preocupante pelo segmento.

Segundo ele, em 2010, os Estados Unidos classificaram a carpa asiática como espécie invasora, provocando uma queda de cerca de 97% nas exportações chinesas da espécie em apenas um ano.

Estudo projeta perdas milionárias para a aquicultura

Com base em cenários semelhantes observados no mercado internacional, a entidade estima que o Brasil poderá perder até 90% das exportações de tilápia em um período de seis meses caso a nova classificação seja aprovada.

As perdas financeiras diretas para a cadeia produtiva da tilápia podem ultrapassar US$ 38 milhões, segundo a projeção apresentada no estudo técnico.

Além disso, a análise alerta para possíveis reflexos em outros segmentos da aquicultura nacional, com impacto anual estimado em até US$ 64 milhões para o setor exportador de pescados.

Espécies nativas também podem enfrentar reflexos

O documento também cita riscos indiretos para espécies nativas produzidas no Brasil, como tambaqui e pintado.

A preocupação envolve o aumento de auditorias internacionais e o endurecimento de critérios ambientais aplicados à produção aquícola brasileira como um todo.

Outro ponto sensível mencionado pelo setor são as certificações internacionais utilizadas pelos produtores. Selos como Best Aquaculture Practices, Aquaculture Stewardship Council e Global G.A.P. possuem exigências rigorosas relacionadas ao manejo ambiental e ao controle de espécies.

Cadeia produtiva teme insegurança jurídica

Entidades do setor afirmam que a possível mudança regulatória pode aumentar a insegurança jurídica para produtores, frigoríficos, exportadores e investidores ligados à cadeia da piscicultura.

Além do impacto comercial, existe preocupação com a perda de competitividade do Brasil diante de outros países exportadores de pescado, especialmente em um momento de crescimento da produção nacional e avanço das exportações de tilápia.

A decisão da Conabio vem sendo acompanhada de perto pelo setor produtivo, que defende equilíbrio entre preservação ambiental, segurança regulatória e desenvolvimento econômico da aquicultura brasileira.

FONTE: Portal do Agronegócio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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