Exportação

Exportações de aves e mel: Brasil avança para retomar vendas à União Europeia

O Brasil deu mais um passo para retomar as exportações de carne de aves e mel para a União Europeia. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que terminou, na manhã da última sexta-feira (4/9), a auditoria realizada por autoridades sanitárias europeias nas cadeias produtivas dos dois segmentos.

Segundo o governo brasileiro, os técnicos da União Europeia consideraram satisfatórios os controles sanitários e os procedimentos oficiais adotados pelo país. A avaliação positiva representa um avanço no processo que poderá levar o Brasil de volta à lista de fornecedores autorizados a vender produtos de origem animal ao bloco europeu.

Auditoria avaliou sistema de defesa agropecuária

A missão das autoridades europeias começou em 24 de agosto e incluiu visitas a estabelecimentos produtores e órgãos oficiais.

Durante a auditoria, equipes técnicas brasileiras apresentaram os mecanismos de controle e fiscalização utilizados no país. Os procedimentos permitiram aos representantes europeus verificar diretamente a estrutura e o funcionamento do sistema brasileiro de defesa agropecuária.

Ao final da avaliação, os controles relacionados às cadeias de aves e mel foram considerados adequados pelas autoridades sanitárias europeias.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o resultado e afirmou que agora o processo depende principalmente das etapas burocráticas para a efetiva reinclusão do Brasil na relação de fornecedores autorizados.

Brasil aguarda conclusão do processo burocrático

Apesar da avaliação positiva, a retomada das vendas ainda depende da conclusão dos procedimentos administrativos da União Europeia.

O governo brasileiro avalia que a análise representa uma etapa importante para a recuperação do acesso ao mercado europeu, um dos destinos relevantes para os produtos agropecuários nacionais.

Desde a decisão tomada pela União Europeia em 12 de maio de 2026, o Brasil intensificou as negociações políticas e técnicas com representantes do bloco.

Nesse período, o país adotou medidas para atender aos requisitos exigidos pelas autoridades europeias e encaminhou documentos e informações referentes às cadeias produtivas destinadas à exportação.

Negociações envolvem outras cadeias agropecuárias

Embora a auditoria concluída nesta sexta-feira tenha concentrado atenção em carne de aves e mel, as tratativas entre Brasil e União Europeia também abrangem outros segmentos do agronegócio.

Entre as cadeias acompanhadas no processo estão pescados, carne bovina e ovos, além das próprias aves e do mel.

O objetivo do governo brasileiro é avançar no atendimento às exigências sanitárias europeias e ampliar novamente o acesso dos produtos nacionais ao mercado do bloco.

Avaliação reforça controle sanitário brasileiro

Para o Mapa, o resultado da auditoria demonstra a capacidade do país de manter padrões de segurança alimentar e qualidade sanitária.

O sistema oficial de defesa agropecuária é responsável pelo controle dos produtos destinados tanto ao mercado interno quanto aos compradores internacionais.

Atualmente, o Brasil exporta produtos agropecuários para mais de 150 países, o que torna a manutenção dos padrões sanitários uma questão estratégica para o comércio exterior.

Próximos passos para a retomada das exportações

Com a conclusão da auditoria, o Ministério da Agricultura continuará acompanhando as próximas etapas junto às autoridades europeias.

O governo também mantém contato com os setores produtivos envolvidos para monitorar o processo de reinclusão do Brasil na lista de países habilitados a exportar aves e mel para a União Europeia.

A expectativa é que, após o cumprimento das etapas burocráticas restantes, o país possa recuperar oficialmente o acesso ao mercado europeu para esses produtos.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

Ler Mais
Exportação

Exportação de carne bovina recua 27% em agosto, enquanto frango cresce 23%

As exportações brasileiras de carne bovina registraram forte retração em agosto de 2026, enquanto os embarques de carne de frango e suína apresentaram crescimento. Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram comportamentos distintos entre as principais proteínas exportadas pelo Brasil.

A carne bovina teve queda de 27,09% no volume embarcado em relação a agosto de 2025. Já as exportações de carne de frango cresceram 22,59%, enquanto a carne suína avançou 6,61%.

Os números consideram 21 dias úteis tanto em agosto de 2026 quanto no mesmo mês do ano anterior.

Exportação de carne bovina cai em agosto

O Brasil exportou 195.715 toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada em agosto. No mesmo mês de 2025, foram embarcadas 268.425 toneladas.

Apesar da redução no volume, a receita caiu em ritmo menor. O faturamento com as vendas externas somou US$ 1,207 bilhão, ante US$ 1,503 bilhão um ano antes, queda de 19,73%.

O preço médio da carne bovina exportada subiu 10,09%, passando de US$ 5.603 para US$ 6.166 por tonelada.

Carne de frango amplia volume e receita

Em sentido oposto ao mercado bovino, as exportações de carne de frango tiveram crescimento expressivo em agosto.

Os embarques de carnes de aves e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, alcançaram 457.989 toneladas, alta de 22,59% sobre as 373.589 toneladas registradas em agosto de 2025.

A receita avançou ainda mais: foram US$ 919,7 milhões, aumento de 40,51% na comparação anual, contra US$ 654,5 milhões no mesmo mês do ano passado.

O preço médio também apresentou valorização. O valor passou de US$ 1.752 para US$ 2.008 por tonelada, alta de 14,62%.

Carne suína cresce em volume, mas receita recua

As exportações de carne suína também aumentaram em agosto, embora o desempenho financeiro tenha sido negativo.

O Brasil embarcou 114.617 toneladas de carne suína fresca, refrigerada ou congelada no mês, crescimento de 6,61% ante as 107.512 toneladas exportadas em agosto de 2025.

A receita, porém, recuou 3,48%, de US$ 277,4 milhões para US$ 267,7 milhões.

O resultado foi influenciado pela queda no preço médio da proteína. O valor passou de US$ 2.580 para US$ 2.336 por tonelada, retração de 9,46%.

Carne bovina mantém alta no acumulado do ano

Apesar da queda registrada em agosto, o desempenho das exportações de carne bovina em 2026 permanece positivo no acumulado do ano.

Entre janeiro e agosto, o Brasil embarcou 2,125 milhões de toneladas, alta de 3,01% sobre as 2,063 milhões de toneladas exportadas no mesmo período de 2025.

A receita acumulada apresentou crescimento mais expressivo. As vendas externas movimentaram US$ 12,546 bilhões, avanço de 19,96% ante os US$ 10,459 bilhões registrados nos primeiros oito meses do ano passado.

A diferença entre o crescimento do volume e da receita reflete a valorização do preço médio da carne bovina no mercado internacional.

Exportações de frango avançam mais de 16% no ano

O setor de carne de frango brasileira apresenta desempenho ainda mais forte no acumulado de 2026.

De janeiro a agosto, os embarques totalizaram 3,821 milhões de toneladas, aumento de 16,34% em relação às 3,285 milhões de toneladas exportadas no mesmo intervalo de 2025.

O faturamento chegou a US$ 7,485 bilhões, alta de 21,81% na comparação anual. Entre janeiro e agosto de 2025, a receita havia alcançado US$ 6,144 bilhões.

Carne suína acumula alta de 7,8%

As vendas externas de carne suína brasileira também mantiveram trajetória positiva no acumulado do ano.

Entre janeiro e agosto, o país exportou 1,017 milhão de toneladas, volume 7,80% superior às 943,2 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2025.

A receita acumulada chegou a US$ 2,402 bilhões, crescimento de 4,26% ante os US$ 2,304 bilhões registrados nos oito primeiros meses do ano passado.

Os resultados mostram um cenário heterogêneo para as proteínas brasileiras no comércio exterior. Enquanto a carne bovina enfrentou uma queda expressiva nos embarques de agosto, o frango apresentou forte expansão tanto em volume quanto em receita. A carne suína, por sua vez, cresceu em quantidade, mas teve redução no faturamento devido à queda do preço médio.

FONTE: Broadcast
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

Ler Mais
Agronegócio

Veto da União Europeia ao agro brasileiro pode gerar impacto de US$ 2 bilhões nas exportações

A União Europeia (UE) começa a suspender nesta quinta-feira (3) a entrada de produtos de origem animal provenientes do Brasil. A decisão foi tomada diante da falta de comprovação considerada suficiente sobre o controle do uso de antimicrobianos na produção animal.

A restrição atinge carne bovina, carne de frango, ovos, mel e pescados e pode provocar perdas próximas de US$ 2 bilhões em exportações ao longo de um ano.

Por que a União Europeia suspendeu as compras do Brasil?

A União Europeia mantém regras rígidas para o uso de antimicrobianos na produção de alimentos de origem animal. O bloco veta substâncias utilizadas como promotores de crescimento e também medicamentos que tenham aplicação no tratamento de infecções humanas.

A política busca reduzir a resistência antimicrobiana, considerada um dos principais desafios sanitários globais, além de diminuir o risco de surgimento das chamadas superbactérias.

A proibição da entrada de alimentos produzidos com o uso dessas substâncias foi definida pela UE em 2019 e regulamentada em 2023. O Brasil recebeu o alerta sobre as novas exigências há sete anos, mas não conseguiu implementar a tempo mecanismos capazes de demonstrar o cumprimento das normas europeias.

Brasil tentou evitar a interrupção das exportações

Nos últimos meses, o governo brasileiro intensificou as negociações técnicas e diplomáticas para tentar impedir a suspensão. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participou diretamente das tratativas, mas as iniciativas não foram suficientes para alterar a decisão anunciada pelos europeus em maio.

Com a retirada do Brasil da lista de países autorizados a fornecer esses produtos ao bloco, a exportação de carne bovina para a Europa pode permanecer interrompida até 2028.

No caso do frango brasileiro, entretanto, existe a possibilidade de uma retomada ainda em 2026, dependendo do resultado das avaliações realizadas pelos técnicos europeus.

Protocolo para bovinos não evitou o bloqueio

Para tentar cumprir as exigências, o Brasil apresentou um protocolo privado destinado a certificar bovinos livres de antimicrobianos, posteriormente homologado pelo Ministério da Agricultura.

A proposta brasileira previa um período de transição, durante o qual as exportações continuariam enquanto os mecanismos de controle fossem ampliados. A União Europeia, porém, rejeitou o pedido.

Frigoríficos e produtores começaram a aderir ao protocolo, mas a medida não produz efeitos imediatos. Isso ocorre porque são necessários cerca de dois anos entre o nascimento e o abate dos animais.

Dessa forma, caso o mercado europeu permaneça fechado para a carne bovina brasileira até 2028, os frigoríficos podem acumular perdas de aproximadamente US$ 2 bilhões.

Fiscalização do frango passa por avaliação europeia

O governo brasileiro também colocou em funcionamento, em 1º de julho, um novo procedimento de fiscalização das cadeias produtivas. Na avicultura, foi acrescentada uma etapa adicional de controle.

Essas medidas estão sendo avaliadas por uma missão técnica da União Europeia, que está no Brasil desde a semana passada. A inspeção inclui o sistema de produção de frango e também visitas a empresas exportadoras de mel e produtos apícolas.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmou que a avaliação europeia ocorre de forma satisfatória. Segundo a entidade, o setor avícola brasileiro já atende integralmente aos requisitos estabelecidos pela UE.

Frango pode voltar ao mercado europeu ainda em 2026

A expectativa do setor é de que a missão técnica aprove os procedimentos adotados pelo Brasil e recomende a volta do país à lista de exportadores autorizados.

A decisão caberá ao Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações da Comissão Europeia, que poderá analisar o caso em uma reunião prevista para novembro.

O impacto sobre a cadeia de frango também tende a ser menor porque os exportadores brasileiros aumentaram os embarques para a Europa nos últimos meses, antecipando uma possível suspensão.

Importadores europeus chegaram a reforçar seus estoques. Segundo uma fonte do setor, as reservas seriam suficientes para cobrir pelo menos o mês de setembro.

Além disso, a União Europeia deverá aceitar os produtos que foram certificados no Brasil até 2 de setembro. Por isso, a interrupção das compras não necessariamente terá efeito imediato sobre os embarques.

Entre janeiro e julho, o Brasil exportou quase 226,5 mil toneladas de frango para a Europa, volume 73,4% superior ao registrado no mesmo período de 2025, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Brasil pode recorrer à OMC e adotar retaliações

Com a entrada em vigor da medida, o governo brasileiro poderá avaliar ações de reciprocidade contra produtos europeus. Entre as possibilidades estão restrições a azeites e produtos lácteos da Europa.

O país também pode recorrer aos mecanismos de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC) e do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

O ministro da Agricultura, André de Paula, classificou como “inadmissível” a exclusão do Brasil da lista de exportadores e mantém a expectativa de que o país consiga recuperar o acesso ao mercado europeu ainda neste ano.

Segundo declarações recentes do ministro, o impasse passou a depender principalmente de negociações diplomáticas e de uma ampla pactuação envolvendo diferentes setores do governo.

O presidente Lula também enviou uma carta à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, na tentativa de normalizar as exportações brasileiras de frango e mel.

Ovos e pescados terão impacto menor

Para os setores de ovos e pescados, os efeitos da suspensão tendem a ser mais limitados.

O mercado europeu foi reaberto aos ovos brasileiros apenas em abril. Desde então, foram exportadas somente 239 toneladas para o bloco, o que reduz o impacto econômico imediato da medida.

No caso dos pescados, as exportações já estavam suspensas desde 2018, devido à ausência de um sistema de controle sanitário adequado para as embarcações.

Além disso, o diretor executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Pescados (Abipesca), Jairo Gund, afirmou que o setor “nunca utilizou” antimicrobianos.

Governo ainda não comenta oficialmente

Os ministérios da Agricultura e das Relações Exteriores foram procurados uma semana antes, mas não apresentaram resposta.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou que o tema está sob responsabilidade do Ministério da Agricultura. O Palácio do Planalto também não se manifestou.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

Ler Mais
Exportação

Brasil amplia acesso a mercados para produtos agropecuários nos Emirados Árabes Unidos, Namíbia e Malásia

O Brasil ampliou as oportunidades de exportação de produtos agropecuários após autoridades sanitárias dos Emirados Árabes Unidos, da Namíbia e do estado de Sabah, na Malásia, comunicarem a aceitação dos requisitos exigidos para a entrada de mercadorias brasileiras em seus mercados.

As novas autorizações abrangem segmentos distintos da cadeia de proteína animal e ampliam as possibilidades de negócios para empresas brasileiras do setor.

Emirados Árabes Unidos liberam produtos para animais de companhia

Nos Emirados Árabes Unidos, foi autorizada a entrada de produtos brasileiros destinados à alimentação de animais de companhia.

A medida abre espaço para empresas nacionais que atuam na fabricação e exportação de alimentos voltados ao mercado pet.

Namíbia autoriza importação de miúdos de frango

A Namíbia também comunicou a abertura de seu mercado para produtos brasileiros. A autorização contempla a exportação de miúdos de frango produzidos no Brasil.

A medida representa uma nova oportunidade para o setor avícola brasileiro ampliar sua presença no mercado namibiano.

Sabah libera carne de aves congelada

No estado de Sabah, na Malásia, as autoridades sanitárias aprovaram a entrada de carne de aves congelada brasileira.

A autorização amplia o acesso de produtos da avicultura brasileira ao mercado malaio e reforça as possibilidades de expansão das exportações do setor.

As novas habilitações sanitárias fortalecem a diversificação dos destinos internacionais para produtos brasileiros e ampliam o potencial de negócios para a indústria nacional de proteína animal.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

Ler Mais
Exportação

Drawback: empresas afetadas por tarifas dos EUA já podem pedir prorrogação

Empresas brasileiras com operações de exportação para os Estados Unidos prejudicadas pela aplicação de tarifas adicionais já podem solicitar a extensão do prazo de atos concessórios do drawback suspensão.

A medida foi regulamentada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), por meio da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A Portaria Secex nº 536, de 25 de agosto de 2026, foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) em 26 de agosto e estabelece as regras para a prorrogação excepcional.

A norma permite ampliar por mais um ano os prazos de suspensão de tributos de atos de drawback afetados pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos, que variam de acordo com o país de origem.

Quem pode solicitar a prorrogação do drawback

A extensão extraordinária é destinada a atos concessórios de drawback suspensão que cumpram determinados critérios.

Podem ser enquadrados na medida os atos que:

  • tenham o compromisso de exportação comprovadamente prejudicado pelas tarifas adicionais dos Estados Unidos;
  • já tenham passado por uma prorrogação anterior concedida pelo Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex);
  • tenham término de vigência previsto entre 22 de julho e 31 de dezembro de 2026; e
  • ainda não estejam encerrados.

O novo período terá duração de 12 meses e será contado a partir do fim da vigência atual do ato, considerando as prorrogações ordinárias que já tenham sido concedidas.

Empresa precisa comprovar intenção de exportar aos EUA

Para ter acesso à prorrogação, a empresa deverá comprovar que, em 25 de agosto de 2026, o ato concessório ainda contemplava compromisso de exportação de pelo menos um produto não incluído na lista de mercadorias isentas das tarifas adicionais aplicadas pelos Estados Unidos.

A comprovação deve estar relacionada às medidas adotadas com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, previstas nos memorandos presidenciais publicados em 15 e 23 de julho de 2026.

Entre os documentos aceitos estão contratos e outros registros comerciais, como ofertas, solicitações, propostas ou negociações, desde que tenham sido produzidos antes de 25 de agosto de 2026.

A documentação deverá permitir identificar o produto destinado à exportação, o potencial comprador nos Estados Unidos e a empresa brasileira potencialmente responsável pela venda. Documentos redigidos em inglês poderão ser apresentados sem tradução.

Regras também abrangem fabricantes-intermediários

A regulamentação contempla ainda empresas fabricantes-intermediárias que utilizam o drawback para importar ou adquirir insumos destinados à fabricação de componentes e outros produtos intermediários que serão utilizados na produção de mercadorias destinadas à exportação.

Nessas situações, a intenção comercial de venda aos Estados Unidos poderá ser demonstrada pela empresa responsável pela exportação do produto final.

Também será necessário comprovar o vínculo entre a fabricante do produto intermediário e a empresa que produz o bem final. Para isso, poderão ser apresentados contratos firmados antes de 25 de agosto de 2026 ou notas fiscais referentes à venda do produto intermediário.

Exportações indiretas também estão previstas

A Portaria Secex nº 536 estabelece regras para casos em que o compromisso de exportação é cumprido por meio de exportações indiretas.

Nesse modelo, o produto fabricado por uma empresa é efetivamente embarcado por uma empresa comercial exportadora, como as chamadas trading companies.

Quando essa situação ocorrer, a intenção comercial de vender a mercadoria aos Estados Unidos poderá ser comprovada pela própria empresa comercial exportadora, desde que sejam atendidos os demais requisitos estabelecidos pela regulamentação.

Como solicitar a prorrogação

As empresas interessadas deverão encaminhar um ofício ao Decex utilizando o módulo de Anexação Eletrônica de Documentos do Siscomex.

O pedido deverá apresentar:

  • os números dos atos concessórios que serão abrangidos pela solicitação;
  • o número do item de exportação correspondente, em cada ato, ao produto cuja venda aos Estados Unidos foi afetada pelas tarifas;
  • os documentos que comprovem a intenção comercial de exportação;
  • quando necessário, a documentação relacionada às empresas fabricantes-intermediárias; e
  • os documentos referentes às operações realizadas por meio de empresas comerciais exportadoras.

A Portaria Secex nº 536 passou a valer na data de sua publicação e regulamenta, no âmbito do MDIC, os procedimentos para aplicação da prorrogação extraordinária prevista na Medida Provisória nº 1.386/2026.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Gov

Ler Mais
Comércio Internacional

Brasil e Índia ampliam diálogo para fortalecer comércio e investimentos

Brasil e Índia deram mais um passo para aprofundar a parceria econômica e comercial entre os dois países. O avanço ocorreu durante a 8ª Reunião do Mecanismo de Monitoramento de Comércio Bilateral Brasil–Índia (TMM), realizada na última sexta-feira (28/08), na sede do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Entre os principais assuntos discutidos estiveram a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial (ACP) MERCOSUL–Índia, abertura de mercados, redução de barreiras comerciais, diversificação das exportações e estímulo a novos investimentos bilaterais.

A delegação brasileira foi liderada pela secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres. Pelo lado indiano, a representação ficou a cargo do secretário de Comércio da Índia, Rajesh Agrawal.

Cooperação entre empresas ganha força

A reunião ocorreu na sequência de uma série de iniciativas voltadas ao fortalecimento das relações entre Brasil e Índia. No início de agosto, o ministro Márcio Elias Rosa esteve em missão oficial na Índia.

Na quinta-feira (27/08), o ministro participou, na ApexBrasil, da assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) com a Confederação das Indústrias Indianas (CII). O acordo pretende ampliar a cooperação comercial e a atuação conjunta de empresas dos dois países.

A iniciativa também busca abrir espaço para a diversificação das exportações brasileiras, estimular a internacionalização de pequenas e médias empresas e favorecer a atração de capital indiano para o Brasil.

Acesso a mercados está entre as prioridades

Durante o encontro do TMM, Brasil e Índia analisaram medidas para melhorar o acesso a mercados e solucionar obstáculos comerciais em setores como produtos agrícolas e calçados.

Também foram avaliadas oportunidades de diversificação da pauta comercial, promoção de investimentos e formação de parcerias estratégicas. Nesse cenário, ganhou destaque a presença da ApexBrasil e da Embraer, que mantêm escritórios em Nova Delhi.

As delegações ainda registraram avanços na utilização dos Certificados Eletrônicos de Origem (eCoOs) e na implementação do Memorando de Entendimento voltado à cooperação em micro, pequenas e médias empresas, empreendedorismo e artesanato, sob coordenação do Ministério do Empreendedorismo.

No âmbito internacional, as conversas também envolveram temas relacionados ao BRICS, G20, Organização Mundial do Comércio (OMC) e à Organização Marítima Internacional (IMO).

Relação comercial ganha ritmo

Para a secretária Tatiana Prazeres, o encontro ocorre em um período de maior aproximação entre os governos e de participação crescente da iniciativa privada.

Segundo ela, desde a reunião anterior, realizada em outubro de 2025, a relação bilateral passou por uma intensificação da agenda de contatos e ampliou a participação empresarial.

A secretária destacou ainda o caráter operacional do mecanismo bilateral, especialmente na identificação de entraves e novas possibilidades para o comércio. Entre os pontos considerados prioritários estão barreiras regulatórias, acesso a mercados, diversificação das exportações, investimentos e a ampliação do acordo comercial entre o MERCOSUL e a Índia.

Prazeres também citou a agenda de alto nível desenvolvida ao longo de agosto. A participação do ministro Márcio Elias Rosa na reunião de ministros de Comércio do BRICS, em Jaipur, o encontro com o ministro indiano Piyush Goyal e o acordo firmado com a CII foram apontados como sinais do esforço para estreitar a relação econômica.

Comércio entre Brasil e Índia cresce

Em 2025, o comércio bilateral entre Brasil e Índia movimentou US$ 15,2 bilhões, resultado 25,4% superior ao registrado no ano anterior.

As exportações brasileiras alcançaram US$ 6,86 bilhões, uma alta de 30,2%. Já nos primeiros sete meses de 2026, a corrente de comércio chegou a US$ 10,1 bilhões, crescimento de 32,9%.

No mesmo período, as exportações brasileiras somaram US$ 5,89 bilhões, avanço de 82,1% em comparação com os primeiros sete meses do ano anterior.

Petróleo e minério estão entre os principais produtos

A pauta de exportações do Brasil para a Índia tem participação relevante de petróleo, óleos vegetais, minério de ferro, açúcares e algodão.

Outros segmentos também vêm ampliando sua presença no mercado indiano. Em 2025, 33 produtos tiveram crescimento nas vendas brasileiras, com destaque para produtos hortícolas, matérias plásticas, bombas, centrífugas, compressores de ar, máquinas não elétricas e itens de perfumaria.

Do lado das importações, o Brasil compra da Índia principalmente compostos organo-inorgânicos, medicamentos, agroquímicos, defensivos agrícolas e peças para veículos automotores.

Acordos fortalecem ambiente para investimentos

O relacionamento econômico também conta com instrumentos destinados a dar mais segurança às empresas. O Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI), assinado em 2020, foi aprovado pelo Congresso brasileiro e promulgado em outubro de 2025.

Também foi concluída a etapa brasileira para a entrada em vigor do protocolo que modifica o acordo para evitar a dupla tributação entre os países. No Brasil, as novas regras passaram a ser aplicadas a partir de janeiro de 2026.

Na área de transporte aéreo, o Acordo de Serviços Aéreos (ASA), promulgado em fevereiro de 2025, ampliou a segurança jurídica para as operações entre os dois países e criou condições para o aumento da conectividade aérea entre Brasil e Índia.

Mecanismo bilateral existe desde 2008

Criado em 2008 e posteriormente reforçado pelo Plano de Ação da Parceria Estratégica Brasil–Índia, em 2020, o Mecanismo de Monitoramento de Comércio (TMM) é o principal fórum bilateral dedicado à discussão do comércio de bens e à identificação de oportunidades para ampliar as relações econômicas.

A 7ª reunião do mecanismo ocorreu em outubro de 2025, em Nova Delhi.

A representação brasileira nesta edição reuniu integrantes da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), da Assessoria Internacional e da Secretaria de Desenvolvimento da Indústria, Comércio e Serviços (SDIC) do MDIC. Também participaram representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), do Ministério do Empreendedorismo e da ApexBrasil.

Pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE), participaram o embaixador Philip Fox-Drummond Gough, secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros (SEAF), e integrantes da equipe do ministério.

A delegação indiana foi chefiada por Rajesh Agrawal e incluiu Vimal Anand, secretário adjunto; Monica Gaur, diretora; Samarth Nayar, associado do CTIL; além do embaixador Dinesh Bhatia, da Embaixada da Índia em Brasília, Sandip Kumar Kujur, Murugaraj Dhamodaran e Manoj Kumar.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Agro2

Ler Mais
Importação

Indústria de celulose e papel do Brasil perde espaço e pede aumento de tarifas de importação

A indústria brasileira de celulose, papel e painéis de madeira perdeu participação no comércio exterior no primeiro semestre de 2026 e passou a defender medidas de proteção contra o avanço das importações. Entre janeiro e junho, as exportações do setor somaram US$ 7,5 bilhões, queda de 5,9% em relação ao mesmo período de 2025. Em sentido contrário, as importações de papel cresceram 30,5% no mercado brasileiro.

Os dados são da Indústria Brasileira de Árvores, entidade que reúne produtores de celulose, papel e painéis no país. A associação também informou que as vendas do setor para a América do Norte recuaram 22,9%.

Guerras e protecionismo afetam o comércio global

Para Paulo Hartung, presidente da Ibá, o desempenho do semestre reflete uma combinação de conflitos internacionais e do aumento do protecionismo comercial, fatores que vêm alterando as cadeias globais de fornecimento.

Segundo Hartung, parte do excedente produzido em outros países está sendo direcionada para a América Latina, incluindo o Brasil. A estratégia da indústria brasileira, afirma o executivo, é ampliar a presença em diferentes mercados e manter abertas as negociações comerciais para aumentar a participação do país no comércio mundial.

Exportações de celulose recuam

A celulose continuou sendo o principal produto exportado pelo setor. As vendas externas alcançaram US$ 5,2 bilhões no primeiro semestre, enquanto o volume embarcado caiu 10,5%, para 9,4 milhões de toneladas.

A produção, por sua vez, permaneceu praticamente estável, em 13,9 milhões de toneladas.

A China continuou como principal destino da celulose brasileira e respondeu por US$ 2,5 bilhões das exportações do setor no período, embora tenha reduzido suas compras em 2,2%. As vendas para a Europa recuaram 0,3%.

Na América do Norte, os exportadores brasileiros enfrentaram um cenário tarifário mais complexo. Entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, vigorou uma tarifa de 50% nos Estados Unidos, até que a Suprema Corte americana derrubou as cobranças. Desde então, passou a valer, provisoriamente, uma tarifa universal de 10%.

Papel ganha produção, mas enfrenta avanço das importações

As fábricas brasileiras elevaram a produção de papel em 2,4% no primeiro semestre, para 5,7 milhões de toneladas. As exportações do produto chegaram a US$ 1,2 bilhão, alta de 0,5% na comparação anual.

Apesar disso, o aumento das importações preocupa a indústria nacional. A Ibá apresentou, no fim de julho, um pedido à Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, para elevar a tarifa sobre o papel cortado, utilizado principalmente nos formatos A4 e A3.

A entidade quer que a alíquota passe de 16% para 30%, limite permitido pela Tarifa Externa Comum do Mercosul.

Segundo a associação, as importações desse tipo de papel cresceram 160% entre janeiro e maio. Ao mesmo tempo, o preço médio do produto importado caiu 14%, para US$ 0,77 por quilo.

Setor recorre ao protecionismo diante da pressão sobre preços

José Carlos da Fonseca Júnior, diretor internacional da Ibá, afirmou que a indústria brasileira historicamente não dependeu de medidas protecionistas e construiu sua presença internacional por meio da competitividade.

Agora, porém, o setor considera necessário recorrer às tarifas diante do avanço de produtos importados vendidos a preços considerados agressivos.

Fonseca Júnior também destacou uma mudança no fluxo comercial. Segundo ele, fibra brasileira exportada para a China pode retornar ao país na forma de papel acabado, comercializado por valores inferiores aos praticados pelos fabricantes nacionais.

Com a perda de acesso ao mercado americano, produtores europeus também passaram a buscar novos destinos para seus produtos.

O Brasil é atualmente o maior exportador mundial de celulose e ocupa a sexta posição entre os maiores produtores de papel para embalagens. No ano passado, as exportações do segmento ultrapassaram US$ 15 bilhões.

Ibá pede tarifa maior para papel-cartão

A associação também apresentou, em junho, outro pedido relacionado ao papel-cartão, utilizado em embalagens de produtos farmacêuticos, alimentos e itens de higiene.

A tarifa desse produto, estabelecida em 16% em 2024, tem validade até outubro. A Ibá havia solicitado uma alíquota de 25%, mas recebeu autorização para manter os 16%. Agora, a entidade quer elevar a proteção para 35%.

A pressão ocorre em um momento em que os Estados Unidos mantêm tarifas antidumping e compensatórias sobre determinados papéis produzidos na China e na Indonésia. Os produtos chineses também estão sujeitos a uma cobrança adicional de 25%.

A capacidade das fábricas brasileiras também é um fator relevante: atualmente, a indústria consegue produzir cerca de 143% do volume consumido pelo mercado interno.

Exportadores redirecionam cargas após tarifas dos EUA

Em 22 de julho, os Estados Unidos passaram a aplicar uma tarifa adicional de 25%, baseada na Seção 301, sobre produtos brasileiros. A medida foi adotada após uma investigação americana que citou, entre outros pontos, desmatamento ilegal e lavagem de madeira.

Alguns produtos de madeira tropical, madeira serrada, lâminas, compensados e a maior parte das classificações de celulose ficaram fora da cobrança.

Diante das novas barreiras comerciais, exportadores brasileiros vêm redirecionando cargas para outros mercados em vez de simplesmente reduzir os embarques.

No primeiro trimestre, por exemplo, o volume movimentado pelo terminal de contêineres de Paranaguá com destino ao México aumentou 33%. A madeira de pinus brasileira também passou a ser direcionada com maior intensidade para a Argentina.

Levantamento da plataforma WoodFlow, com base nos registros aduaneiros do Comex Stat, aponta queda nas exportações de dez das principais linhas de produtos de madeira do Brasil no primeiro semestre. As vendas para os Estados Unidos recuaram cerca de um terço.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pulsar Imagens via Alamy

Ler Mais
Informação

Missão da ApexBrasil em Angola busca diversificar mercados e ampliar negócios

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) deu início, nesta segunda-feira (24), em Luanda, à Missão Empresarial África Austral 2026. A primeira etapa da agenda tem como objetivo aproximar empresas brasileiras de compradores e potenciais parceiros angolanos, além de ampliar as oportunidades de comércio exterior, investimentos e cooperação empresarial.

A iniciativa faz parte da estratégia brasileira de diversificação de mercados e procura abrir novos caminhos para as exportações nacionais, fortalecendo a presença de empresas brasileiras em mercados com potencial de crescimento.

Brasil e Angola têm espaço para ampliar o comércio

A relação econômica entre Brasil e Angola é construída há décadas e apresenta oportunidades para ampliar e diversificar os negócios. Em 2025, as exportações brasileiras destinadas ao país africano movimentaram aproximadamente US$ 592 milhões.

Entre os principais produtos exportados estão alimentos, máquinas e equipamentos, artigos manufaturados e veículos. O agronegócio também tem participação expressiva na pauta comercial, especialmente com açúcar, carnes, álcool e sementes.

Durante a programação em Luanda, porém, a ApexBrasil pretende identificar oportunidades que vão além dos segmentos tradicionalmente presentes nas exportações brasileiras.

Missão aproxima empresas e potenciais parceiros

A agenda empresarial foi estruturada para promover encontros entre empresários brasileiros, compradores e representantes de empresas angolanas. A intenção é estimular não apenas a comercialização de produtos, mas também a formação de parcerias empresariais, atração de investimentos e desenvolvimento de novos negócios.

Para André Queiroz, representante da ApexBrasil para a Bahia e líder da iniciativa durante a missão, a diversificação dos mercados deve ser encarada como uma estratégia de longo prazo.

“Diversificar significa ampliar nossa presença em mercados com os quais temos complementaridades econômicas, relações históricas e perspectivas de crescimento de longo prazo. E Angola ocupa uma posição muito importante nessa estratégia”, afirma.

Segundo Queiroz, a relação comercial entre os dois países já possui uma base consolidada e pode avançar para novas áreas. A corrente de comércio entre Brasil e Angola chegou a ultrapassar US$ 4 bilhões em 2008, antes de registrar retração. Nos últimos anos, entretanto, os negócios voltaram a apresentar trajetória de crescimento.

A expectativa da missão é contribuir para uma relação comercial mais ampla, que não se limite à compra e venda de mercadorias e passe a incorporar investimentos, acordos empresariais e novas oportunidades de negócios.

África ganha importância na diversificação das exportações

O continente africano ocupa posição estratégica na agenda brasileira de promoção de exportações. Em 2025, o comércio entre o Brasil e os países africanos atingiu US$ 23,7 bilhões.

Além disso, o Mapa de Oportunidades da ApexBrasil identificou mais de 5 mil possibilidades para produtos brasileiros na África. As oportunidades abrangem segmentos como máquinas e equipamentos, produtos químicos, manufaturados e alimentos.

Os dados reforçam o potencial do continente para empresas que buscam novos destinos para suas exportações e mercados com demanda crescente.

Missão segue para África do Sul, Zâmbia e Moçambique

Depois de Luanda, a Missão Empresarial África Austral 2026 terá novas etapas na África do Sul, na Zâmbia e em Moçambique. A programação inclui rodadas de negócios, reuniões empresariais, visitas técnicas e outras ações de promoção comercial.

Em Maputo, a agenda terá ainda um momento de destaque com a participação do Brasil como País de Honra da FACIM 2026. A iniciativa deve ampliar a exposição das empresas brasileiras e facilitar novas conexões com compradores e parceiros do mercado africano.

Ao longo da missão, a ApexBrasil pretende apresentar diferentes possibilidades de entrada e expansão no continente, estimulando relações comerciais capazes de gerar negócios de longo prazo para empresas brasileiras.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

Ler Mais
Agronegócio

Exportações do agronegócio brasileiro se aproximam da liderança global dos Estados Unidos

As exportações do agronegócio brasileiro avançam rapidamente no comércio internacional e já estão próximas de superar as vendas externas dos Estados Unidos. Enquanto o mercado norte-americano apresenta crescimento mais moderado nos últimos anos, o Brasil mantém uma trajetória de expansão no setor.

Em cinco anos, a receita brasileira com exportações agropecuárias cresceu 68%, chegando a US$ 169 bilhões. No mesmo período, os Estados Unidos registraram US$ 171 bilhões, com alta de apenas 14%. A diferença, portanto, caiu para cerca de US$ 2 bilhões.

Brasil amplia participação no mercado internacional

O avanço brasileiro ocorre em meio a dificuldades enfrentadas pelo setor agrícola dos Estados Unidos. Entre os principais fatores estão limitações de área produtiva, redução do rebanho e mudanças na dinâmica do comércio exterior.

Nos EUA, a área destinada ao plantio permanece praticamente estagnada, enquanto o rebanho bovino atingiu o menor nível em cerca de sete décadas. A menor disponibilidade de animais reduziu a capacidade de oferta interna e contribuiu para o aumento das importações de carne bovina brasileira.

Política comercial afeta vendas dos Estados Unidos

As medidas protecionistas adotadas durante o governo de Donald Trump também pressionaram as relações comerciais americanas com parceiros estratégicos.

Um dos reflexos aparece nas vendas para a China, que recuaram 49% em cinco anos. Também houve perda de espaço nas relações comerciais dentro do USMCA, acordo que reúne Estados Unidos, Canadá e México.

Enquanto isso, o Brasil aproveitou oportunidades abertas no comércio global para ampliar seus embarques e diversificar os destinos das exportações brasileiras.

Brasil ganha força em soja, milho e carnes

A disputa pela liderança no mercado de grãos também mudou de configuração. Nos Estados Unidos, a soja deixou de ser o principal produto em receita de exportação e foi ultrapassada pelo milho.

Esse movimento ajudou a consolidar a posição brasileira como líder mundial em oleaginosas e ampliou a relevância do país no comércio internacional de proteína animal.

Exportações brasileiras avançam na América do Norte

A expansão do agronegócio brasileiro não se limita aos mercados tradicionais. Os produtos nacionais ganharam espaço em diferentes continentes, com crescimento também na América do Norte.

Nos últimos cinco anos, as vendas brasileiras para a região aumentaram 11%. Parte desse avanço está relacionada à demanda dos Estados Unidos por proteína animal, especialmente diante das limitações da produção doméstica.

Com a combinação de aumento da produção, diversificação de mercados e maior presença internacional, o agronegócio brasileiro se aproxima de um novo marco: ultrapassar os Estados Unidos em valor de exportações agropecuárias.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de São Paulo

Ler Mais
Comércio Internacional

Drawback poderá ser estendido por até um ano para empresas afetadas pelo tarifaço dos EUA

Empresas brasileiras que tiveram seus compromissos de exportação prejudicados pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos poderão contar com mais tempo para cumprir as exigências do regime de drawback suspensão. A possibilidade foi criada pela Medida Provisória (MP) 1.386, publicada nesta terça-feira (25) no Diário Oficial da União.

A nova regra permite a prorrogação, por até 12 meses, dos prazos de suspensão de tributos para empresas que atendam aos critérios estabelecidos pela medida.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a iniciativa busca oferecer maior flexibilidade às companhias diante das mudanças nas condições de acesso ao mercado norte-americano.

Medida integra o Plano Brasil Soberano

A extensão do prazo faz parte do Plano Brasil Soberano 3, conjunto de medidas criado pelo governo federal para apoiar empresas brasileiras impactadas pelas tarifas adicionais aplicadas pelos Estados Unidos. Com o prazo ampliado, as companhias poderão continuar buscando oportunidades no mercado norte-americano ou direcionar seus produtos para outros destinos, sem perder imediatamente os benefícios vinculados aos atos concessórios de drawback.

O drawback suspensão é um regime aduaneiro especial que permite a aquisição ou importação de determinados insumos utilizados na fabricação de produtos destinados à exportação com suspensão dos tributos incidentes nessas operações.

Para utilizar o benefício, a empresa assume um compromisso de exportação dentro de um período previamente estabelecido no chamado ato concessório. Na prática, a companhia obtém autorização para adquirir os insumos com a suspensão tributária, utiliza esses materiais na fabricação dos produtos e, posteriormente, realiza a exportação dentro do prazo previsto. A nova medida busca atender empresas que enfrentam dificuldades para cumprir esse compromisso em razão das alterações provocadas pelas tarifas norte-americanas.

Quais empresas poderão solicitar a extensão

A prorrogação poderá alcançar empresas que tenham ato concessório de drawback suspensão com prazo final entre 22 de julho e 31 de dezembro de 2026, desde que consigam comprovar que seus compromissos de exportação foram afetados pelas tarifas adicionais dos Estados Unidos. Nesses casos, o prazo poderá ser ampliado em até 12 meses, conforme as condições que serão estabelecidas para aplicação da medida.

A regra também contempla empresas fabricantes-intermediárias, que utilizam o drawback para adquirir insumos e produzir peças ou componentes posteriormente empregados por outra empresa na fabricação do produto final destinado à exportação.

O regime de drawback é considerado um importante mecanismo de estímulo à competitividade das exportações brasileiras, principalmente por reduzir o impacto tributário sobre insumos utilizados na produção de mercadorias destinadas ao mercado externo.

Em 2025, empresas beneficiadas pelo drawback suspensão foram responsáveis por US$ 72,8 bilhões em exportações, valor correspondente a 20,9% das exportações brasileiras no período, que totalizaram US$ 348 bilhões. Ao longo daquele ano, 1.791 empresas utilizaram o regime.

Entre os produtos enviados aos Estados Unidos com utilização do drawback estão mercadorias como itens de madeira, pedras trabalhadas, produtos químicos, portas, calçados, transformadores, carnes, móveis, máquinas e equipamentos.

Regulamentação ainda será publicada

Apesar da publicação da medida provisória, a aplicação prática da nova possibilidade ainda depende de regulamentação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao MDIC. Uma portaria deverá definir os procedimentos para apresentação dos pedidos de prorrogação, além dos documentos necessários para comprovar que os compromissos de exportação foram prejudicados pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos.

De acordo com o governo federal, a medida não representa uma nova renúncia de receita nem provoca impacto orçamentário ou financeiro, uma vez que os atos concessórios contemplados pela regra já haviam sido emitidos anteriormente. A extensão dos prazos pretende, assim, reduzir os impactos do tarifaço sobre empresas exportadoras, permitindo que tenham mais tempo para reorganizar operações, buscar novos mercados e preservar compromissos assumidos antes da mudança nas condições comerciais com os Estados Unidos.

Fonte: Agência Brasil, com informações do Governo Federal.

Texto: Redação

Imagem: Reprodução Agência Brasil / Porto de Santos

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook